Blog do Sakamoto

Trabalho degradante interdita usina de cana no MS

E depois dizem que as histórias sobre superexploração nos canaviais brasileiros são invenções dos gringos para impedir que o Brasil seja uma potência. Não precisa, o país se afunda sozinho mesmo ao negar direitos básicos à sua gente.

O grupo móvel de fiscalização interditou, ontem, a Usina Debrasa, em Brasilândia, a 400 quilômetros de Campo Grande, após encontrar cerca de 800 trabalhadores indígenas em condições degradantes.

De acordo com informações do Ministério Público do Trabalho, os alojamentos não possuíam condições de mínimas de higiene: havia lixo espalhado pelo chão, moscas e outros insetos, restos de comida e esgoto a céu aberto, além de estarem superlotados. Os banheiros também estavam em estado precário.


Já vi fotos de xilindrós melhores que esse alojamento (Foto: MPT/Divulgação)

Segundo o procurador do trabalho e vice-coordenador nacional de Combate ao Trabalho Escravo, Jonas Ratier Moreno, que integra o grupo móvel, as condições encontradas são extremamente degradantes.

Os trabalhadores eram obrigados a comprar as marmitas, garrafas de água, talheres, papel higiênico e outros produtos de higiene pessoal. O transporte dos trabalhadores eram feito sem segurança. Após a fiscalização, os auditores do Ministério do Trabalho e Emprego presentes na ação interditaram os alojamentos e as frentes de trabalho por falta de instalações sanitárias e de reposição de água potável.

Não é a primeira vez que a empresa é denunciada e autuada por irregularidades trabalhistas e atraso de salário.

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Comentários

7 Responses to “Trabalho degradante interdita usina de cana no MS”

  1. Felipe Alcântara disse:

    Encher o tanque com trabalho escravo de índios. Ótimo, era só o que faltava!

  2. Jean Canesqui disse:

    Usineiro tem muito esqueleto no armario, só fuçar que aparecem os ossos.

    Agora, vejam bem:
    Os críticos da legislação trabalhista querem legalizar esse tipo de situação, inclusive criando uma versão urbana para o trabalho escravo.

    Tem que cortar as asinhas dessa ralé o quanto antes.

  3. Antonio Carlos disse:

    Só falta a senadora Kátia Abreu formar um grupo de senadores, passar um dia alegre na casa grande e negar que exista a senzala, como já fizeram antes.
    Se fiscalizarem as plantações de cana do norte de Minas, do nordeste, ou seja, de todo o país, vão constatar que existe o trabalho escravo ou semi-escravo. Nenhuma deve funcionar dentro dos padrões legais.

  4. walter disse:

    Enquanto os trabalhadores nas usinas e outros lugares no nosso Brasil impune são tratados como animais, e colocados em condições subhumanas, criminosos em presidios são tratados como reis, e ainda fazem rebeliões por melhores condições.
    Sim, aqueles escórias que não merecem nem a metade do que tem,
    que deveriam eles sim serem tratados a ferro e fogo, são tratados como reis, e os presídios são para eles hoteis 7 estrelas; Mas os verdadeiros homens que dão suas vidas e sua saúde para beneficiar empresários desonestos e exploradores são tratados da pior maneira possivel, e maximo que acontece é a interdição da empresa…
    estes crápulas deveriam ser presos e cumprir suas penas de preferencia muito longas em regime fechadissimo, alem de pagar indenizações aos trabalhadores explorados e suas familias, mas claro que aqui no Brasil impune isso jamais acontecerá, eles tem dinheiro
    para comprar sua liberdade e sua impunidade.

  5. João Leite disse:

    Eeeeeeeeeeeeeeee! Isso é Brasil!

  6. Ze chulé disse:

    Ja favelas pior que isso tambem mas mo MPT num vai la naum, multa o lula.

  7. EDWARD CHADDAD disse:

    Essa situação exibida neste blog está ocorrendo, acredito, em todo o Brasil. Aqui, no interior do Estado de S.Paulo, as cenas são piores. Lamentáveis. Esses nordestinos, a maioria deles, são tratados como animais, verdadeiros escravos.Vivem em alojamentos, desprovidos de qualquer higiene, um amontoado de gente, em pequenas casas ou garagens com 20 a 30 pessoas, um único banheiro. A situação é tão terrível que você passa em frente e sente o cheiro fétido de pessoas maltratadas, que muitas vezes possue uma única roupa no corpo. São obrigados a gastar, ainda, em armazéns ou supermercados na conta do gato. Não tem registro na carteira profissional, não recebem os direitos do 13º terceiro, férias. Trabalham de sol a sol e dificilmente recebem mais do que o salário mínimo. Muitos deles quase que não comem, para enviar sobra de seu parco dinheiro às famílias que deixaram lá no sertão nordestino. Alguns são vítimas do tráfico de drogas, que segundo boatos está sendo fornecido na própria lavoura. Outros acabam desencaminhados e seguem o caminho da criminalidade. Sem lenço e sem documento, estão desnutridos, muitos adoecidos pelo trabalho desumano e pelo indigno tratamento dado ao trabalhador. É revoltante, pois são explorados no sentido mais literal da palavra. Por aqui, depois de denúncias, o Ministério Público do Trabalho, graças a Deus, está fiscalizando e melhorando e muito a situação. Mas há muito que se fazer. Parabéns por levantar esse assunto, que me deprime muito pelo tratamento indigno e, repito, desumano dado a trabalhadores que estão construindo a riqueza de nosso país.