Blog do Sakamoto

Quando o país vai tratar com dignidade os “seus” bolivianos?

Cerca de 500 pessoas anteciparam hoje a comemoração do Dia Internacional do Imigrante, que é festejado oficialmente no dia 18 de dezembro. O ato aconteceu na Praça da Sé, Centro da cidade de São Paulo. Pelos rostos e sotaques dos que estavam lá, a esmagadora maioria era de sul-americanos, mais especificamente, bolivianos. Pediram o fim do trabalho escravo, uma nova lei para o trabalho estrangeiro e mais dignidade.

Gostaria de sugerir a leitura de um belo esforço de reportagem, escrito e fotografado pelo repórter Antônio Gaudério, publicado no jornal Folha de S. Paulo deste domingo. Ele viajou à Bolívia, conseguiu ser “aliciado” para um serviço em oficinas de costura na capital paulista, percorreu o caminho que milhares de imigrantes fazem de lá até aqui todos os meses em busca de um futuro melhor e viveu as condições degradantes de trabalho a que estão submetidas essas pessoas. O seu relato pessoal traz à tona a histórias de pessoas que garantem que tenhamos o que vestir, mas são relegados à invisibilidade da cidadania. Acompanha o relato em primeira pessoa (do qual colei uma parte no final deste post) uma matéria de Cláudia Rolli e Fátima Fernandes, jornalistas que vêm cobrindo há algum tempo o tema da exploração do trabalho dos imigrantes em São Paulo.

Os preços baixos de roupas em ruas como a José Paulino ou a Oriente que tanto atraem os consumidores do varejo e do atacado são muitas vezes obtidos através da redução dos custos no processo de produção. A maior parte dos funcionários utilizados na confecção dessas roupas é composta por imigrantes latino-americanos em situação ilegal no Brasil. Bolivianos, paraguaios, peruanos, chilenos compõem um verdadeiro exército de mão-de-obra barata e abundante em São Paulo. Saem de seus países de origem em busca de uma vida melhor em solo brasileiro, fugindo da miséria. Das comunidades latino-americanas na capital paulista, os bolivianos destacam-se por constituir a mais numerosa. Além disso, encontram-se nas situações mais graves de exploração e degradação do trabalho humano.

Os bolivianos entram no território brasileiro através de cinco portas principais: Corumbá (Mato Grosso do Sul), Cáceres (Mato Grosso), Foz do Iguaçú (Paraná), Guajará-Mirim (Rondônia, por via fluvial) e Manaus (Amazonas, por via fluvial). Aqueles que não conseguem cruzar a fronteira por meios legais – porque não têm documentos ou não querem ou não podem pagar pelo visto – têm de desviar da fiscalização da Polícia Federal. Uma opção é seguir até o Paraguai e aguardar nos chamados “ninhos”. Nestes pequenos apartamentos, em que os coiotes colocam até 40 imigrantes, os bolivianos esperam o momento de poder atravessar a fronteira. Em alguns, a superlotação é tão grande que fica impossível deitar-se para descansar. A situação de higiene também não é das melhores, com um único banheiro atendendo a todos, que chegam a ficar o dia inteiro sem água e comida.

Para atravessar a fronteira do Paraguai com o Brasil em Cidade do Leste/Foz do Iguaçu, a estratégia dos traficantes de mão-de-obra é esperar o momento em que os policiais federais não estejam checando a documentação de todos (o que ocorre quando há muita gente trafegando pela Ponte da Amizade, que liga os dois países, e os policiais não dão conta da tarefa). Do lado brasileiro, um ônibus espera os bolivianos aliciados para levá-los a São Paulo.

Em São Paulo, eles acabam trabalhando meses de graça para pagar o seu transporte, alojamento e alimentação. As oficinas funcionam em porões ou locais escondidos, pois a maior parte delas é ilegal. E a fim de que suspeitas não sejam levantadas pelos vizinhos, que acabariam alertando a polícia, as máquinas funcionam em lugares fechados, onde o ar não circula e a luz do dia não entra. Para camuflar o barulho das máquinas, música boliviana e rádio. Em algumas delas, os cômodos são divididos por paredes de compensado. Essa é uma estratégia para que os trabalhadores fiquem virados para a parede, sem condições de ver e relacionar-se com o companheiro que trabalha ao lado – o que poderia resultar em mobilização e reivindicação por melhores condições.

Em muitos casos, o dono da firma, quando se ausenta, tranca a porta pelo lado de fora, para que ninguém entre ou saia do recinto. Além disso, há locais que não oferecem as mínimas condições de segurança e higiene: a fiação é exposta e traz riscos de choques e incêndios.

Outro ponto que alimenta a manutenção do sistema é a coerção psicológica a que são submetidos os bolivianos. Por estarem, a grande maioria, em situação ilegal no país, sofrem ameaças por parte dos patrões de que, se tentarem fugir ou reclamarem daquela situação degradante, serão denunciados à Polícia Federal. Há patrões que adotam ainda uma outra prática que contribui para manter o trabalhador sob seu domínio. Logo no primeiro dia de trabalho, o dono da oficina recolhe os documentos dos imigrantes e os guarda em seu poder. A prática de retenção de documentos é largamente utilizada entre os fazendeiros da região de fronteira agrícola.

A solução para isso passa por mudanças no Estatuto do Estrangeiro, regularizando o trabalho dessas pessoas e tirando dos intermediários instrumentos de coerção, como o medo da denúncia. O Estatuto (Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980) veda aos estrangeiros com visto de turista, temporário ou de trânsito, o exercício de qualquer atividade remunerada. Exceção é feita quando o estrangeiro tem uma comprovação da entidade que o contratou. Como este não é o caso dos imigrantes latino-americanos que vêm ilegalmente para as oficinas de costura em São Paulo, o trabalho deles é considerado, pela legislação brasileira, um trabalho ilícito, ilegal. Dessa forma, não recebem qualquer direito.

Mas se os direitos do capital são trasnacionais (e a exploração do trabalho também), por que os direitos dos trabalhadores têm nacionalidade carimbada? Empresas como a holandesa C&A, em cuja cadeia produtiva já foi detectado trabalho escravo boliviano, se comprometeram com o Ministério Público do Trabalho a atuar junto às suas cadeias produtivas e impedir esse problema. Se empresas estrangeiras têm direito a se adequar ao país quando são flagradas com problemas, por que os trabalhadores que foram explorados devem ser deportados quando são encontrados de forma irregular?

Já defendi em outras oportunidades uma taxa aplicada junto à cadeia produtiva de vestuário envolvida com o trabalho degradante de estrangeiros como uma forma de garantir recursos para criar estruturas de atendimentos técnico e jurídico, de apoio e de inserção a esses trabalhadores. Se o lucro fica com a iniciativa privada, grande parte da responsabilidade também deveria ficar.

O Ministério do Trabalho e Emprego fez uma grande campanha para regularizar a situação dos imigrantes ilegais. Mas isso não basta. Para começar, porque há custos de taxas, que muitos não podem pagar.

Uma integração regional de verdade vai além da derrubada de barreiras comerciais. Passa também pelo livre trânsito de pessoas. Sei que discutir isso é difícil, ainda mais porque temos milhões de miseráveis no nosso próprio quintal. Mas fechar os portões, expulsá-los ou explorá-los em silêncio significa tratá-los da mesma forma que os Estados Unidos nos tratam às margens do rio Grande. Como animais.

A torneira continua aberta, com gente fluindo do Altiplano boliviano para cá em busca de melhores condições. Ou seja, não adianta melhorar a situação dentro do Brasil enquanto para além de suas fronteiras as condições continuam críticas.

Erram, portanto, aqueles que acham que não devemos ajudar no desenvolvimento da Bolívia, Paraguai, Peru. Pois o destino deles e o nosso estão mais conectados do que eles imaginam. Se forem para o brejo, acreditem, nós também iremos, com levas cada vez maiores de pessoas que deixarão sua terra natal para tentar a sorte em outros lugares. O que vai aumentar os problemas sociais nos locais escolhidos como destino. Ou a América Latina será boa para todos ou os poucos privilegiados não aproveitarão o butim.

Abaixo, um trecho da reportagem de Antônio Gaudério:

O preço de um vestido

Com jornadas diárias de 17 horas em troca de cama e comida, imigrantes bolivianos vivem rotina de trabalho degradante e superexploração nas confecções de roupa de São Paulo

Para entender como funciona o tráfico de mão-de-obra e como vivem os milhares de imigrantes ilegais bolivianos de São Paulo, o repórter-fotográfico Antônio Gaudério deslocou-se para La Paz com um telefone celular dotado de câmera fotográfica, uma muda de roupas e seus documentos brasileiros. Procurou anúncios de trabalho, conversou com agenciadores e até se diplomou como overloquista em uma escola de La Paz. Tudo para ser aceito em uma das centenas de confecções controladas por bolivianos e coreanos que existem em São Paulo. Gaudério submeteu-se a jornadas de trabalho de 17 horas. Sem nenhum direito trabalhista, ele teve que aceitar um contrato verbal pelo qual trabalharia três meses sem salário, apenas em troca de cama e comida. “Depois a gente conversa”, disse-lhe o chefe.

16/11 – A CHEGADA

Começo por El Alto, cidade adjacente a La Paz, onde funciona um imenso mercado do tamanho de 350 campos de futebol, em que se compra e vende tudo: de mapas velhos escritos em japonês a velhas Mercedes-Benz e fetos de lhamas, usados em rituais de feitiçaria.

No setor de usados, compro calça, camisa, sapatos, pente, espelho de bolso e um pote de gel Didazul extra fuerte. Reparto meu cabelo ao meio, como o presidente Evo Morales e todos os imigrantes bolivianos que conheci no bairro do Brás, em São Paulo.

Compro um rádio e sintonizo nos 6.080 kHz da emissora católica São Gabriel. O locutor se expressa em amará e quéchua, línguas de origem indígena. Parece um disco em espanhol rodando ao contrário. Consigo entender “costurero”, “overloquista”, “Brasil” e os números dos telefones. Anoto e tento me candidatar, mas, nos primeiros tropeços do espanhol, as vagas desaparecem.

21/11 – A BUSCA

Volto para La Paz e me hospedo em um alojamento com diária de 25 bolivianos, cerca de R$ 6, na avenida Buenos Aires. A região é centro de comércio popular durante o dia e esconderijo de traficantes, drogados, bêbados, prostitutas e ladrões à noite. Entre cartazes que anunciam “Atenção, doadores de rim. Compramos o seu por até US$ 4.000″, encontro ofertas de vagas para costureiros com ou sem experiência que queiram trabalhar no Brasil ou na Argentina: “Buen sueldo. US$ 150. US$ 200 [mensais]“.

Ao cabo de seis dias, estou exausto, sem dormir, nauseado, com dor de cabeça, por causa do “mal de altitude” (La Paz fica 3.600 m acima do nível do mar). Piora a situação uma diarréia causada pelo pão com terra, frango com terra, suco de laranja com caldo de mão suja, tudo vendido na rua poeirenta.

Aparência miserável, estou no ponto. Vou à rua Albaroa, 195, falar pessoalmente com Julia Fernandes, dona do anúncio “Necessito costureiros para o Brasil. Ambos os sexos. Buen Sueldo”.

Mais ou menos 60 anos, dona Julia é simpática. Fica acertado que me arrumará o emprego e que eu viajarei para o Brasil com um casal dentro de três ou quatro dias. Pela porta estreita entreaberta do quarto escuro, vejo um vulto de boliviano gordo que nos observa, imóvel.

Não dá certo. Dona Julia Fernandes some dois dias depois de nossa conversa.

Procuro outro anúncio, que promete “sueldo” de US$ 200 mensais. Ao telefone, um homem de voz grossa e forte encerra minhas pretensões avisando: “Só contratamos bolivianos legítimos para trabalhar para coreanos. Não ligue mais”.

O jeito é apelar para os anúncios que havia recolhido em São Paulo, na feira Cantuta, no Pari, onde se reúnem aos domingos os bolivianos. Com a ajuda de uma paceña (mulher nascida em La Paz), consigo duas promessas de ser recolhido na rodoviária ao chegar a São Paulo e as dicas necessárias:

Dizem-me que devo viajar via Ciudad del Este, no Paraguai, porque a fiscalização em Corumbá (MS) está muito rigorosa. Também me orientam a fazer um curso de costura.

Para ler a continuação da reportagem (para assinantes da Folha), clique aqui.

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Comentários

26 Responses to “Quando o país vai tratar com dignidade os “seus” bolivianos?”

  1. ubiratã disse:

    Alguém deveria levar essa questão ao Senado da República aqui no Brasil e também ao Parlamento do MERCOSUL e da OEA. É uma questão humanitária e de solidariedade continental. Temos q desenvolver políticas de desenvolvimento em comum, pois os problemas são comuns, erradicar a miséria em q se encontra a maioria dos povos latinoamericanos.

  2. Hugo disse:

    Eu que esses bolivianos voltem é para suas terras e deixem nossos empregos em paz. Tá com dó Sakamoto? Leva pra casa.

  3. vanderlei disse:

    È interessante ver como funcionão as Republiquetas Caso Brasil pobre, que consegue Incrivel atrair gente de paises vizinhos mais pobres(pasmen}E o Imperador da republiqueta menor, ainda se julga no direito de assustar investimentos.

  4. Pedro disse:

    É verdade que a situação descrita pelo articulista é degradante, humilhante e indigna ao ser humano. O fato é que, não bastassem os problemas que milhões de brasileiros legítimos têm para encontrar trabalho e sobreviver, ainda aparece alguém para defender mudança nas leis para que se permita o trabalho em massa para estrangeiros? Ora, tenha a santa paciência! O Brasil não é os EUA que , apesar da forte política contra a imigração, ainda assim tem algum espaço para aceitar trabalho de imigrantes. O Brasil não pode de forma alguma legalizar invasão em massa de estrangeiros para trabalhar e substituir brasileiros legítimos em seus empregos. Nossa economia não tem capacidade de absorver os brasileiros (sempre em primeiro lugar) e mais estrangeiros em massa fugidos da miséria alheia. Quem mandou eleger o Evo Morales? Agora que tratem de resolver seus problemas, assim como os brasileiros trataram quando fizeram algumas escolhas erradas de governantes que atrasaram nosso desenvolvimento, quando do final da ditadura militar ao qual o país foi submetido. Não concordo que o Brasil tenha que tomar para si essa responsabilidade.

  5. claudio disse:

    Nos atraves do gov já ajudamos cancelando suas dividas conosco, e venda de alguns ativos a preços vis, quanto a emprego acho q ainda não podemos ajudar, mas parabéns pela reportagem.

  6. adhemar disse:

    ao pedro,vanderlei,hugo,são imbecis como vcs que degrada o sentimento humano,esses comentarios mostra que animais tambem caminha sobre duas patas,e acesso a internet o que é lamentavel

  7. Bardini disse:

    Que reportagem de %!@$&@#esta sua , vc nãp passa de um esquerdista imbecil, que odeia os EUA mas morre de inveja da riqueza americana, paise que ptam pelo esquerdismo tem sofrer as consequencias de sua decisão.

    Vc não passa de um cominista e petista , mediocre como todos os socialista do mundo, vá morar em CUBA, ao inves de criticar os EUA critique FIDEL seu imbecil, vc não viu que o comunismo não deu certo ? , será que vc não enxerga que está sendo o capitalismo que está tirando a CHINA da miseria do comunismo ?

  8. wenceslau disse:

    só uma pergunta: e nossos irmãos brasileiros que estão na miséria quem vai sair em defesa deles , vamos primeiro varrer nosso quintal depois o dos vizinhos , esses imigrantes estão amarrados no Brasil ? se aqui não esta bom voltem para sua terra , assim como os brasileiros que estão passando fome fora do país , ou sera que os brasileiros que estão no Japáo são tratados de forma digna , vamos sair em defesa de nosso povo …

  9. carlos scaranello disse:

    nossa vi um monte de “xiliquentos”falando varias bravatas e coisas que não tem nada a ver com o assunto o problema neste caso tem que ser “cortado pela raiz” acabando com esses pseudo-empregos!!!!!!!

    e não ficar falando mal de uma nação que como a nossa tambem tem inumeros problemas ,e no caso da bolivia não esqueça que inumeros brasileiros tambem “matam sua fome”por lá seja em fazendas seja no comercio,que o diga os mato grosenses!!

  10. jean Canesqui disse:

    Bardini, minha criança peralta…

    Nós socialistas imbecis do mundo ficamos contentes em saber que você tem medo da gente.

    HEHEHE.

  11. javan kendrick disse:

    Tudo isso é resultado do capitalismo selvagem. Sempre explorados, primeiro pelos espanhóis, depois pelas minorias dominantes (brancas) do país, e no século xx por empresas que tiram suas riquezas por preço vil. Inclusive brasileiras. A miséria boliviana é resultado da democracia das minorias, tal como no nosso país cheio de pobres, analfabetos, miseráveis, semt teto, sem terra, sem tudo. As elites fracassaram. É direito deste povo ter suas riquezas, ter um líder que represente o povão.É necessário vender, comprar, progridir, crescer, porém sem a escravidão que sempre tiveram. Parabéns ao pesidente Lula por ter um relacionamento justo que poderá nos redmir dos crimes praticados pelo nosso capitalismo selvagem que só beneficiou especuladores, capitalistas, todos exclusores, gananciosos, cumplicies das desgraças do povo latino.Paguemos o preço justo pelos seus bens e não os teremos mendigando entre os nossos irmãos brasileiros, também vitimas dos “bons governos” do século xx.

  12. Pedro disse:

    Esse adhemar parece ser mais um mané ptista comunistão, que não consegue conviver numa democracia onde todos têm o direito de expor suas opiniões. Graças a Deus que os comunistões que queriam tomar conta do Brasil pela luta armada não ganharam o poder. Sairíamos de uma ditadura militar para uma ditadura esquerdista como a da Rússia. Aqueles mentecaptos imbecis tinham uma lista com mais de 1000 nomes de pessoas que deveriam ser fuziladas sumariamente se eles tivessem tomado o poder. São pessoas como o adhemar que, hoje no pt, tentam controlar a todo custo os meios de comunicação. Agora querem controlar as TVs pagas, que são a salvação de quem já não agüenta mais a falta de qualidade da TV aberta. Mas isso não me surpreende, pois os ptistas de hoje são os comunistões de ontem, apenas um pouco mais diluídos…

    Ora adhemar, vá para o diabo que o carregue.

  13. Alexandre Magalhães disse:

    É lamentável a situação da nossa américa latina o povo não tem culpa “em partes” de toda essa miséria que começou desde a colonização,aos que só olham para o próprio umbigo essas pessoas estão apenas lutando pelo direito a sua sobrevivência e de seus filhos é o que acontece no nosso nordeste,se mesmo com nossos problemas sociais estamos melhores que nossos vizinhos devemos nos espelhar na europa e criar uma economia unida e solidificada senão amigo é o que vamos assistir nos próximos anos pois fechar fronteiras no Brasil é como querer represar o atlântico.

  14. abm disse:

    Esse reporter com certeza nunca viveu na Bolivia, porque os brasileiros que la vivem sao descriminados pelos bolivianos e mal tratados, portando estes bolivianos sem qualquer qualificacao profissional devem retornar a seu pais de origem e nao perderem seu tempo reclamando do emprego aqui no Brasil….

  15. ORLANDO MARTORI disse:

    O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS PARA SE PREOCUPAR COM
    OS PROBLEMAS DA BOLIVIA, E,TODO MUNDO SABE ONDE ESTÃO OS BOLIVIANOS CLANDESTINOS,SÓ A POLICIA FEDERAL NÃO SABE.

  16. Carlos Eduardo Lins disse:

    É Pedro. Fique tranqüilo. A “lista” de fuzilamento envolvia canalhas importantes e inteligentes da Gloriosa. A sua mediocridade te manteve longe dela…

    Espero que dar pauladas em bolivianos pobres nas ruas de São Paulo te faça feliz. Porque a autoreflexão não fará.

    Abraços fraternos.

  17. Elio Amorim disse:

    GRANDE SAKAMOTO,
    Maravilhoso seu trabalho. Trabalho escravo, humilhação, desrespeito e igual em qualquer parte do mundo. Uma coisa não justifica a outra – interessa se brasileiro e tratado mal na Bolivia, mas também se boliviano e tratado mal no Brasil. Falar que brasileiro é tratado mal na Bolivia e uma justificativa de gente ignorante, sem argumento e sem idéias construtivas.
    Adoro seu trabalho.
    Um grande Abraço.
    Elio Amorim

  18. Luiz Felipe disse:

    Se os bolivianos aceitam essa situação aqui no Brasil, é pq lá na Bolívia a situação deve estar ainda pior. Alguma coisa precisa ser feita, tanto aqui como lá. E o pior é que quem explora os bolivianos são os coreanos, que, num passado não tão distante, foram explorados pelos judeus no mesmo Bom Retiro. A história se repete?

  19. EDWARD CHADDAD disse:

    Que mundo estamos construindo? Quanta tragédia em nosso cotidiano. Hoje, a exploração humana não é obstáculo algum para viver com a consciência tranqüila, pois esta é a ética dos novos tempos. O capitalismo é devorador. A sede de lucros é incontrolável. Nada detém a ambição e o desejo de consumir de certas pessoas. Nelas, parece haver um prazer incomensurável com o dinheiro ganho, mesmo ilicitamente, explorando seu próximo. E há quem os defenda, pois, pensam: o que vale é a riqueza. É o poder. Há um quadro de insensibilidade diante do homem explorado, seja ou não boliviano, seja pau-de-arara, seja bóia-fria, escravo dos neo-senhores feudais, travestidos de grandes empresários, ricos e poderosos. Metam fogo no índio. Joguem ácido no morador de rua. Derrubem a favela. Danem-se seus moradores, crianças e velhos. Que fiquem ao relento. Que morram de frio e de fome. Há um indiferença diante da desgraça humana, como se tudo fosse normal. Aceitável. Certo. Do jeito que deve ser, sem sequer direito à vida. Hoje vale mais um carro zero na garagem do que a verdade, a solidariedade, a dignidade, o trabalho, a honra, o sentimento de justiça, a honestidade, o louvor ao trabalho, o respeito ao próximo e à lei, o direito à igualdade, enfim todos os valores humanos e éticos, que devemos guardar em nossos corações e, perenemente, em nossos espíritos.Felizmente, há gente que ainda se sensibiliza com o drama e a dor do seu semelhante e é nela que deposito minha fé e esperança no dia de amanhã. Parabéns pela sua luta. Parabéns a todos que a apoiam e a praticam. Não vejo D. Quixote, vejo, sim, muita luz, muita espiritualidade, muito ideal, voltados ao sentimento mais nobre que os seres humanos possuem: a solidariedade, o amor ao próximo.

  20. PAULO SILVA disse:

    É realmente desprezível a forma pela qual o Brasil trata estes migrantes bolivianos. O Brasil não aprendeu ainda a tratar bem nem mesmo os seus própios cidadãos.
    Honestamente eu me sinto me sinto
    enojado em ter nascido no Brasil, sinto saudades da Itália( a terra de meus avós), onde eu nunca fui, mas com certeza, não teria passado por diversas situações degradantes, que aqui passei ao longo de minha vida.
    Paulo

  21. Guaraci S.Aguiar disse:

    Quero aqui registrar minha tristeza pelos imigrantes Bolivianos, Peruanos e dar uma toque ao Paulo Silva , eu sou casado a 34 anos com uma italiana (do sul ) que esteve recentemente na terra dos seus avós ela ficou chocada com o numero de escravas brancas vindas do leste europeu , meu caro Paulo Silva o ser humano ( humano?) realmente é uma lastima. Abraços

  22. joão pedro disse:

    quem advoga para esconder esses boliivianos. os produtos vendidos são baratos devido ao salario infimo e ainda sonegam impostos.

  23. Shisuii disse:

    Adorei o Blog.

    A questão é realmente fundamentada numa querela imaginária: as fronteiras. Fronteiras nada mais são que criações humanas pra definir a propriedade de algo que é de todos: a terra. Não prego aqui nenhum novo regime político-social salvador, mas apelo simplesmente pelo fim da ganância, já que, sobre todos os pontos de vista, de qualquer religião ou ciência, nós viemos da mesma matriz e somos todos irmãos.

    Abraços.

    Shisuii

  24. Pedro disse:

    Carlos Eduardo Lins, sua mediocridade permite que, numa mesma mensagem, defenda o fuzilamento de “canalhas”, e ao mesmo tempo sugerir que eu aceite que se dê pauladas em bolivianos clandestinos. Esse tipo raciocínio pervertido e doentio é que permitiu que os “camaradas” cometessem tantos crimes quanto os militares torturadores. Graças a Deus que idéias cretinas como essas suas não prosperaram no Brasil. Imagina se o “camarada” Carlos Eduardo Lins estivesse no comando de uma ditadura de esquerda, como a que ele e os seus cupinchas pretendiam no Brasil, e visse um comentário como o meu. Certamente eu já estaria no “paredon”.

    Vá abraçar fraternamente o diabo que o carregue, Carlos Eduardo.

  25. Debora Sánchez disse:

    Essa questão toda é muito complicada e está longe de se ter uma solução.
    Os casos são muito ocultados ainda e muito raramente, quase nunca, é divulgado pela grande mídia.
    E tem outros aspectos também, como a xenofobia.
    Moro no Pari, meu pai é boliviano e minha mãe brasileira. Talvez por não ter muitos traços de indígena que apenas assistia o preconceito acontecer nas escolas, nos estabelecimentos de vendas e outros.
    Além disso, teve um tempo em que garotos de 16,17 anos assaltavam bolivianos só pelo fato de serem bolivianos. Uma amiga que estudava comigo e sabia dessa história, contou para os meninos não assaltarem um boliviano que vestia branco, porque era o meu pai. E por mais raro que seja, ele não trabalha com costura e nem com tráfico. Ele é radiologista do Hospital do Câncer.
    Sem falar de garotos que cospem quando os vêem.
    Esse problema do preconceito praticamente não tem solução, veremos se a situação com a imigração e com o trabalho escravo se solucionará. E blogs como esses nos ajudam a obter tal conhecimento.

  26. X disse:

    DEVEMOS MANDAR ESSES INDIOS BOLIVIANOS EMBORA DAQUI!!!
    ASSIM TAMBÉM COMO ESSES COREANOS E CHINESES, RAÇAS DE %!@$&@# SUB-DESENVOLVIDA, FEDORENTOS, CHEIRAM A CACHOROR MOLHADO E SHOYU AZEDO!!!