Vale é acusada de mentir em caso de invasão de assentamento
Dando continuidade àquela história que eu havia soltado dias atrás, a Comissão Pastoral da Terra divulgou uma nova nota pública, refutando os argumentos da Vale no caso da invasão de assentamentos no Sul do Pará. Novamente, vale a leitura.
Na semana passada, a Comissão Pastoral da Terra, os STR’s de Tucumã e Ourilândia e as Associações dos Projetos de Assentamento Campos Altos e Tucumã, ingressaram com uma representação perante o Ministério Público Federal de Marabá, e também, com uma denúncia na Secretaria de Meio Ambiente do Estado contra a VALE em razão de ilegalidades que a empresa vem praticando contra as famílias daqueles assentamentos no processo de instalação do projeto de mineração Onça Puma.
Ato contínuo à denúncia apresentada pelas entidades, a VALE veio a público, através de nota oficial, amplamente divulgada pela imprensa, negando todas as denúncias e fazendo afirmações totalmente mentirosas sobre os fatos narrados na denúncia. A bem da verdade, e para que a opinião pública seja verdadeiramente informada, é que passamos a esclarecer:
1 – O que disse a VALE: que protocolou em 08.07.2003, junto ao INCRA o pedido de destinação de uma área de 7.404 hectares dos PA’s Tucumã e Campos Altos para mineração e que o órgão fundiário procedeu a “desafetação” da área destinando-a para esse fim.
A verdade dos fatos: O pedido protocolado pela VALE na referida data, se transformou em um processo administrativo (N. 54600.001477-2003-23), que está em tramitação no INCRA em Brasília, e, até a presente data, não foi decidido o pedido feito pela VALE. Portanto, a desafetação alegada pela empresa não existe. A última movimentação nesse processo foi a nomeação de uma equipe técnica do INCRA de Brasília para realizar um levantamento detalhado na área atingida e elaborar um nota técnica que dará subsídio para uma futura decisão da instância nacional do INCRA.
2 – O que disse a VALE: Que na área requerida pela VALE encontravam-se posseiros, os quais foram indenizados pela empresa e seus débitos perante o BASA quitados.
A verdade dos fatos: Não são posseiros que estavam residindo na área pretendida pela VALE, são famílias assentadas pelo INCRA em assentamentos de reforma agrária. Nesses assentamentos as famílias foram beneficiadas com recursos públicos destinados a construção de casas, projetos de produção, construção de estradas, escolas, eletrificação rural etc., razão pela qual, estão proibidos por lei, de vender suas benfeitorias e seus lotes sem a devida autorização do INCRA, a qual nunca existiu. Assim, as indenizações feitas pela VALE são nulas, constituem crime e a empresa terá que responder por isso perante a justiça.
3 – O que diz a VALE: Que técnicos do INCRA deram parecer afirmando que a área pretendida pela empresa é imprópria para a agricultura familiar e que os assentados foram realocados em outra área.
A verdade dos fatos: Para o INCRA criar um Projeto de Assentamento é obrigatório um laudo técnico atestando a viabilidade da área para agricultura familiar. Os dois assentamentos ficam próximos das cidades de Ourilândia e Tucumã e as famílias já estavam produzindo ali por mais de 10 (dez) anos, atestando com isso, a viabilidade do solo. Os técnicos que deram esse parecer atestando a inviabilidade da área para agricultura familiar terão que responder administrativamente, pois contraria aos laudos feitos pelo próprio INCRA no momento da criação dos assentamentos.
Ressalte-se ainda que as famílias assentadas que foram ilegalmente
indenizadas pela VALE não foram reassentadas como diz a empresa. Cada um tomou seu próprio rumo sem qualquer planejamento de continuidade em um assentamento, ou em qualquer outra área rural.
4 – O que disse a VALE: Que como o empreendimento está no seu início não há qualquer possibilidade de crimes ambientais.
A verdade dos fatos: as entidades não estão fazendo denúncia com base em especulação, mas sim, fundamentada em provas concretas e documentada. Para averiguar isso, basta a VALE analisar os documentos entregues ao Ministério Público Federal, anexados à representação.
Acima do poder e dos interesses da VALE está a JUSTIÇA!
Comissão Pastoral da Terra das dioceses de Conceição do Araguaia, Marabá e Prelazia do Xingú

Legal o seu blog. Vou visitar outras vezes. Espero que você também visite o meu blog. Anote aí. saulo-blog.blogspot.com
Valeu e até mais.
Saulo.
Na certeza que serão respeitadas minhas opiniões, talvez como diferentes apenas, comentarei novamente algumas coisas, não em favor da Vale, e detrimento da Pastoral; Porém algumas coisas devem ser conhecidas mais profundamente. A mais de 20 anos conheço o sul do Pará, gostaria primeiro de informar que nem todos os assentamentos daquela região, seguem padrões de viabilidade para a agricultura, e se tornam em pouco tempo dependentes da pecuária. Muitos são feitos em terras totalmentes inadequadas para agricultura. Segundo, mesmo que a Vale esteja em área de assentamento, tenho certeza, não por achismo, mas in loco, a grande maioria dos pequenos e médios proprietários de terras naquela região, torcem para que haja minério em suas terras, como ja disse antes, essas mineradoras, chegam a pagar até 10 vezes mais por hectáre de terra que o valor da mesma para uso pecuário. Essa demagogia que isso é ruim para o pobre colono! paciência. Este pobre colono que depende do estado em tudo, passará a gerar emprego, fruto de seu próprio patrimônio, não nessecitará mais das tetas governamentais para plantar alguns pés de milho ou criar algumas cabeças de gado. Me parece ser o sonho de qualquer um , melhorar de vida. Alguns talvez possam achar que foram prejudicados, mas posso dizer que nesses 20 anos de conversas e conhecimento da região, 90% ou mais desejarião que fosse descoberto minério em suas terras.Quanto ao meio ambiente, conheço áreas de mineradoras de 20 anos atrás, e que realmente não havia naquela época, nem conciência, nem fiscalização a esse respeito, e por isso são áreas degradadas. Mas hoje conheço algumas áreas de mineração, que só se conhesse que existe atividade mineradora ali, poque vê-se um buraco, mas que ao redor do mesmo, existe um exelente trabalho ambiental.Danos ao meio ambiente existe,não há como negar, mas gardadas as proporções, são menores que eu possuir um carro a gasolina.
Perdão pelos erros gramaticais, ainda aprenderei a revisar os textos antes de publicálos.
O mundo será feliz com a Vale no fundo do poço.
Sakamoto,
Parabéns e obrigada por mais uma vez dar notícias do Pará e, assim, revelar as tantas violações diárias e contínuas aos direitos humanos no estado.
Como leitora do seu Blog, gosto também de ler os comentários. É com base no seu post e no comentário que gostaria de tecer alguns comentários. Pode ser verdade inicialmente que a uma boa parte dos assentados tenham vontade de vender as suas terras por valores que possam lhe render uma (aparente) melhoria de vida, mas isso possui várias explicações, me deterei apenas em afirmar que isto em parte de deve a uma ausência de reforma agrária (!!!). Não há subsídios para permanência destes assentados na terra, então como ali permanecer? Não há direitos fundamentais básicos para uma vida digna!!! Dessa forma, qualquer possibilidade de melhoria lhes parece uma redenção a uma vida de exclusão e miséria a que estão submetidos. Isto, porém, não pode justificar a “vontade” citada de vender as suas terras, mas sim uma ausência do Estado naquele lugar. Desculpe, mas acho que o Estado tem que está sempre intervindo (o que é bem diferente de depender das “tetas”, acho que são conceitos bem diferentes).
Pode ser verdade também que o parque que a Vale tutela seja lindo e verde, porém as suas margens há um buraco… Em que Ela busca esconder a exploração do meio ambiente, uso do trabalho escravo, exclusão de trabalhadores e populações tradicionais de suas terras e outras. A Vale é a ação do agronegócio no Pará, que tem conseguido atuar sem limites.
Também conheço a região, nasci nela e sou atuante em uma organização de DH que existe há mais de 30 anos na mesma.
Roberta, como conhecedora da região, vc deve perceber as mudanças recentes que estão acontecendo por lá. As décadas de abandono que o Sul do Pará foi submetido , finalmente parece estar mudando, talvez podesse estar mais rápido, mas ja é melhor que antes. Me refiro, a energia elétrica, que vem em subistituição aos velhos geradores a diesel, asfaltamento de rodovias importantes, como a Xinguara-S.F.X, recuperação de vários outros trechos rodoviários, presença mais ativa do Estado, ainda que seja pequena, é infinitamente maior que a de anos atrás. Então, acho sim que é essencial a presença do estado, agora o estado capitalista, não pode ser tutor do cidadão em tudo,o estado faz o assentamento, financia aquisição da criação, ou do plantio da lavoura, disponibiliza, mesmo que precário, alguma orientação tecnica. Agora decidir se isso basta, se o assentado pode ou não melhorar de vida por decisão própria, essa decisão é da pessoa. O Estado dar a vara e passar a vida inteira dando o peixe, pra que aprender a pescar? Digo mais , conheço áreas em Goiás, onde há toda infraestrutura, e assistencia do Estado, e que mineradoras estão chegando, e que choram aqueles cujas terras não deram minério , próximo a área de atuação das mesmas. E pra que não fique dúvida sobre o que falo, é só pesquisar na rede, áreas de níquel e alumínio em goiás. Verão que isto ocorre em uma das regiões mais desenvolvidas do Estado de Goiás. Então acho que independe onde, vender algo por 10 vezes o seu valor, é um bom negócio ate na China.
Com todo respeito ao ecologistas, sou terminantemente contra o ecoterrorismo. Em que tudo que se faz na região amazônica deve ser proibido, isso é demagogia. Ficamos falando de proibição na região amazônica, enquanto, fazemos ações que contribuem em muito para prejudicar o meio ambiente,Tais como: aumento do consumo domestico, aquisição de eletromóveis, carros e mais carros, etc. Então acho que uma mineradora fazer um buraco onde antes havia uma serra( isso leva dezenas de anos), não é o que vai fazer com que o meio ambiente do lugar acabe. Isso vai depender das ações que essa mineradora tem que fazer para contrapor a destruição daquele lugar específico.
Quanto ao agronegócio, Roberta, quando a gente defende uma posição e vive dela, fica mais difícil de ver o outro lado da moeda. O agronegócio tem revolucionado o sul do Pará. É certo que existem muitos que estrapolam e não tem conciência das coisas. No entanto, como ja disse antes , aquela região, vc sabe passou décadas sem a presença do Estado, onde cada um fazia suas leis. Por isso a região atraiu muitos migrantes que não vinham trabalhar, mas se esconder. De 10 anos pra cá as coisas mudaram muito. O maior controle sobre a exploração de madeira e a entrada do agronegócio e a intencificação da atividade mineradora, fez com que a região se tornsse novamente destino de migração, só que desta vez para produção. É lógico que ambientalistas e sindicalistas que são declaradamente contrários ao progresso e ao capital, não aceitarão isso e farão sempre oposição. Ja minha posição particular, é que não se pode ser 8 nem 80 , o progresso e desenvolvimento na região é irreversível, porém tem que ser feito com racionalidade e conciência, as leis não podem sempre querer travar ou impedir aquilo que é irreversível. saber conciliar o desenvolvimento com o equilibrio ambiental, deve ser o foco das discussões para aquela região.
Marcelo,
Com o seu novo comentário pude perceber (o que já me parecia antes) que as nossas divergências suplantam as divergências desenvolvimentistas ou progresso da região, como de a região ter uma nova estrada asfaltada… A diferença é de paradigma. 1. O estado capitalista, este que nós vivemos, não é o meu paradigma. 2. A relação do Estado, neste modelo, com o trabalhador é puramente mercantil (como diz Marx na Origem do Capital), isto é, fundamentada em pilares completamente separados que é o trabalhador e quem detém os meios de produção. 2. O Estado brasileiro, muito menos o estado do Pará, nunca deu a “vara e o peixe”, muito pelo contrário, a vara ele NUNCA deu, o peixe talvez, através de programas assistencialistas (que, portanto, não educa, constrói). 3. O fato de o Estado ter assentado algumas poucas pessoas, não significa que efetuou Reforma Agrária. Os poucos assentados existentes mal tem acesso a terra, os demais bens e serviços necessários para uma vida digna, não existe. 4. Ademais, ainda que tivesse inicialmente acesso a tais bens, o Estado deve permanecer intervindo, pois os anos que deformaram os trabalhadores continuaram atuando. Há muitos a teoria do sellf-made man já se tornou um mito há algum tempo. 5. Também sou contra todas as formas de terrorismo (inclusive a implementada pelo neoliberalismo, que justifica ações bárbaras na contemporaneidade como a invasão do Iraque), mas quero lembra-lo que na Amazônia existem – e sempre existiu – pessoas. Aliais, essa idéia de “vazio demográfico” também se tornou em mito… Mas se permanece vivo produzindo efeitos, vamos lá: aqui sempre existiram pessoas e que sempre soube lidar com a floresta. O problema não é da relação do Homem amazônico com a natureza, mas sim das empresas que exploram a natureza. Empresas essas que esquecem que na Florestas há direitos, inclusive. 6. Concordo ainda com você quando fala que a poluição doméstica cresce, mas tenho que alerta-lo que toda essa poluição não significa ¼ da produzida pela Vale e suas filhas (natas ou de criação ou Albras, Alunorte e outras). Esse é mais um discurso que busca transferir responsabilidades… que não pertence aos trabalhadores. 6. Discordo de você Marcelo quando afirma que o Agronegócio tem “revolucionado” o sul do Pará (dependendo do seu conceito de revolução). Para o que entendo de revolução o que há no Sul do Pará é um continuísmo da exploração, escravização, exclusão, poluição, execução e outras. O que antes se chamava latifúndio hoje se chama agronegócio, com a diferença de produzir exclusão de forma mais célere. 7. Quanto aos migrantes trabalhadores – que continuam chegando milhares – estes não devem ser criminalizados, são pessoas que vêem para a nossa região em busca de uma vida melhor, expulso das suas regiões pela exclusão (a mesma que aqui vivemos). São esses trabalhadores são vítimas e não criminosos, são justamente os que trabalham nas fazendas e indústrias dos agronegócios em condições análogas as de escravo, como as que produzem ferro guzo, praticam o monocultivo e outras. 8. Quanto a ser contrário ou a favor do progresso, acho que é uma questão, novamente, conceitual. Não queremos progresso pelo seu próprio conteúdo, queremos sim, igualdade para todos a todos os bens e serviços da sociedade, isto é, justiça social. 9. Também gostaria de ter tempo para questionar essa tal racionalidade moderna, ou para muitos, pós-moderna, mas… Ah, só a título não vivo da posição que defendo, talvez viva para ela.
Sakamoto, obrigada pelo espaço de debates.
Aos Brasileiros Patriotas:
Petição de apoio ao general
Há uma petição de apoio ao general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, neste endereço:
http://www.petitiononline.com/xptoxpto/petition.html
Participem.
Roberta, no meu pensar não existe hoje e nunca existiu um estado perfeito. Mas penso que nos aproxima disso , onde possamos ter capital e trabalho, caminhando no mesmo rumo. Se um caminhar para um lado e outro pro outro lado, ou teremos uma Cuba ou um EUA, e pra mim nem um dos dois serve. O estado brasileiro nunca foi exemplo de bom pai, porém há mudanças, que na maioria são confundidadas com assistencialismo. Acho que o bolsa-familia ,não o seja. é como disse São Tiago,:” a fé sem as obras é morta.”Pouco adiantaria pregar cidadania a quem esta morrendo de fome. Acho que a primeira dignidade que o estado pode dar é justamente o alimento basico a quem não o tem. Mas não é o caso do sul do Pará, onde a var, é justamente a terra que receberão os colonos. Depois da terra, vem o anzol da vara, que são os financiamentos que hoje todo colono da região tem asseço. Dai em diante o Estado tem sim que ser presente navida deles, mas do mesmo geito que na sua ou na minha, preservando nossos direitos e cobrando nossos deveres.
Vazio demográfico, não foi mito. Não sei se vc conheçe a chamada terra do meio. Ande por lá dois dias sem parar e tente encontrar alguém para perguntar se vc esta perdida. Não concordo com vc com relação a poluição causada por essas empresas,não que eu ache que elas não poluam, mas temos setores produtivos ou não, muito mais poluidores. Todas essas empresas juntas não poluem metade do poluem nossos carros, nem por isso vi algum ecologista querer abolir carros, porque todos os ecologistas não começam um protesto e vendem seus carros e começam a andar de bicicleta? Se vs não for vegetariana e come carme, sabia que nosso bife de cada dia polue muito através dos escrementos da vaca?. Discordo mais ainda na insistencia de dividir e apartar o trabalho do capital, um não existe sem o outro.
Revolução existem várias, realmente depende do que se quer ver. Posso citar até mesmo o trabalho lá como revolução.Como? São milhares de migrantes que saem de seus estados, onde morriam de fome eles e seus familiares , e que la não encontravam nem um ecologista para poder dar um prato de comida sequer a esses flagelados. E que hoje no sul do pará, mesmo que não seja o paraiso dos direitos trabalhistas, como sempre ocorreu em qualquer área dita de fronteira(novas fronteiras), conseguem ganhar seus próprios salários, trabalhando e não roubando nas grandes capitais do país, acobertados pelos hipócritas direitos humanos. O desenvolvimento dos direitos e deveres do cidadão, devem ser cobrados a medida que o estado se faz presente na região de todas as formas.
O que vc chama de negócio excludente, o agronegócio, sustenta em pé boa parte das cidades do sul do Pará, fazendo da cadeia produtiva , principalmente do gado, a maior geradora de serviço e renda desses municípios. Os trabalhadores , hora nenhuma disse que são bandidos,. Disse que antes , e isso é fato, pela falta do estado e do cumprimento das leis, muitos bandidos se escondiam nessa região. Hoje porém isso mudou , pela maior presença do estado e pelo desenvolvimento de setores produtivos. Quanto ao trabalho escravo, acho que realmente existe muito, mas acho que exista mais lá pro centro-sul , que no sul do Pará. Uma vez que contabilizam trabalho escravo , todo trabalhador sem carteira assinada, e que esteja por 30 ou 60 dias acampado em um barraco beira chão. Eu até concordaria com essa análise, se esses trabalhadores em suas casas tivessem condições melhores. A maioria não tem um barraco pra chamar de casa ou um prato de comida na cidade, e não vejo nenhum ecologista, ou sindicalista, construindo casa decente ou alimentado esses flagelados, mas quando conseguem um trabalho, numa região difícil, onde a coragem de pessoas levam desenvolvimento onde o estado não existe, logo vem a suposta lei , supostamente salvar esses ESCRAVOS. Não sou a favor dessa cituação, mas toda região de fronteira, requer cuidado na aplicação da lei, acho que o bom senso não pode ser deixado de lado. Tem-se muito a fazer naquela região, as mudanças são visiveis, nota-se a cadeia produtiva percebendo que tem que se adequar as regras, mas isso só ocorreu a medida que o estado se fez mais presente. Não acho que se deva relachar , pois existe sim muitos que não ligam para as leis, porém o exesso na execução das leis em uma região onde isso é novidade, tambem não acho correto. acho que pensamos iguais com relação ao equilibrio social, mas repito que esta não será alcansada com a divisão do capital e trabalho, só alcansaremos isso quando os dois caminharem juntos.
Ah. Marcelo, pode parecer implicância minha, mas dá um tempo!
De onde você tirou esses conceitos?
Afirmar que remover uma serra não influencia o meio ambiente, que a fumaça dos carros e os excrementos
de vaca poluem mais que o desmatamento, que as milhares de toneladas de resíduos de extração mineral que atingem os rios e nascentes?
Que ao comer-se um bife obriga-se a existencia de uma vaca, que vai poluir o ambiente de forma devastadora? Proibir-se carros, eletrodomésticos e outras necessidades da vida moderna?
Pensa um pouquinho mais, não faça uma sopa de notícias de jornais e propagandas mentirosas temperada com divagações insanas. Você tem alguma procuração da Vale para defender e aprovar a ação despropositada naquela região?
Por favor, nos poupe dessas sandices.
É infelizmente, existem pessoas que são “criticacionistas”, não sei nem se existe essa palavra, mas foi o que melhor achei para definir uma pessoa que não mover uma palha para mudar aquilo que critica. É muito comodo jogar areia no docê alheio, enquanto saboreio o meu em uma bela poltrona com um bom ar condicionado. Antonio, o meu conceito de sandice é um pouco diferente do seu. E ja que parece que aquilo que vc pregou vc não usa, EDUCAÇÃO, vou pegar pesado. Talvez vc esteja com a vida ganha, ou até receba alguma coisa , ou vive de escrever , falar ou pensar tanta besteira, mas é bom saber que aqui fora no mundo real, existem pessoas que estão trabalhando, dando duro para tentar viver , e o que menos essas pessoas precisão , são de hipocrisias, disfarçadas de ecologia.Tenho um ditado comigo, que acho o seguinte.:” se quero mudar o mundo , devo começar por minha casa, por mim primeiro.” outro diz,:” mais vale um exemplo que mil palavras.”
Marcelo, você não pegou pesado, absolutamente as suas palavras não me agridem. O que agride, na verdade, são essas sandices, essas opiniões catadas de folhetins, essa realidade fora do contexto que você apregoa num lenga-lenga de dar sono.
Fica mascarando a realidade, procurando subterfúgios simplórios para defender o que para mim é criminoso, é uma agressão ao meio ambiente e as pessoas que são massacradas por essa busca desenfreada de lucros e lucros.
Não vou discutir mais, não aguento tanta besteira.
Desculpe mestre Sakamoto e demais colegas do blog se extrapolei, mas tem hora que … deixa para lá.
É melhor deixar pra lá , mesmo, Antonio, porque do mesmo modo que vc acha minas idéias uma sandice, digo que a recíproca é verdadeira. Realmente me deixa curioso em saber se esse Antônio, que tem uma tática de agressão bastante interressante, bate e depois corre para se pasar pelo coitado!, se ele é um pobre coitado que vive de salário mínimo e nunca buscou promoção proficional, bom se ele é esse pobre coitado assalariado que nunca almejou promoção, peço desculpas a ele e a todos , e ao Sakamoto , pois ai eu realmente só falei sandices. Mas se ele não é esse coitadinho, quero saber qual a diferença dele buscar uma vida melhor , e queles aos quais meus comentários se referem ,no caso dele seria qualidade de vida, mas para os outros é busca desenfreada pelo dinheiro. Sendo assim é melhor mesmo que vc para de debater, pois gosto de fatos e não de ilações.
Essa é a Vale… empresa genuinamente nacional… Entre outros ”chavões” esta empresa quer nos vender uma imagem falsa. Foi comprada de forma espúria, sub-avaliada, com dinheiro do BNDS (nosso dinheiro) com prazo maior do que as Casas Bahia e juros de ”pai para filho”. E, além de ainda não ter pago o ”empréstimo” feito, já está pedindo outro, bem camaradinha. Como toda ”grande” empresa não mede esforços para continuar ”crescendo”. Uma pena pois era uma grande empresa que utilizava, quando estatal, os NOSSOS RECURSOS NATURAIS em prol da população, e não agora que visa o enriquecimento de poucos, até de forma espúria. Se, quando estatal, o seu fhc tivesse administrado a empresa como se deveria, e não vendido ”aos amigos” a preço de banana, estas ”bandalheiras” não estariam ocorrendo hoje. Muitos criticam os assentados porque vendem a terra, mas não sabem o que é viver da terra. Para muitos o valor pago é muito maior do que ele conseguiria se trabalhasse, e pesado, o resto da vida, passando por dificuldades. É fácil nós criticarmos morando em SP, ou outro estado melhor favorecido, com hospitais, escolas, shoppings, lojas, restaurantes, etc. Vai lá morar no ”fim do mundo”. E não é questão de ”mamar nas tetas do estado” É OBRIGAÇÃO DO ESTADO PROMOVER A MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE VIDA DE TODOS…
Concordo plenamente com vc Carlos, o estado tem por direito zelar do cidadão, isso siguinifica, zelar de vc, de mim, dos clonos e de todos os brasileiros, principalmente dos mais necessitados, por isso apoio o bolsa família, e não o acho assistencialista. Porém quando a peesoa tem condições de andar com suas próprias pernas o Estado tem por obrigação começar a dar , aquilo que ele tinha de benefícil diferenciado, para outro que precisa mais. E é como vc disse se ele recebeu algo do Estado, mas acha que tem condições de agora crescer, acho que o estado tem de ter o controle daquela peesoa não ter mais o direito àquele mesmo benefícil, já que ele acha que pode caminhar por sí só. Acho apenas que esse direito não pode ser tirado dele. A medida que a pessoa tem benefícios de assistência, e que na verdade não precisa mais deles, pra mim isso é mamar nas tetas do Estado.Existem hoje vários financiamentos de crédito, que qualquer colono pode ter acesso, e pagá-lo como qualquer cidadão. Chega certo ponto que a pessoa não precisa mais das coisas de graça.
Marcelo
Sou coitadinho,não.
A questão é que você é chato, chato mesmo.
Imagino o chato, inseto anopluro, pediculíneo, do latim phthinus pubis, aquele que se aloja na região pubiana e que dá uma coceira dos diabos, subindo em você. O pequeno animal, depois de alguns segundos desce coçando, não agüenta.
O Antônio, o assunto aqui, não é a sua vida particular, como vc conhece o tal bichinho ai, o chato, como vc pegou e se, se livrou dele, vamos deixar esses intimos e particulares de lado, até mesmo porque eu não tenho nada a ver com a sua coceira.
Agora, penso que quando a gente não tem argumentos ou desconheçe algo, isso nos parece chato. só psso repetir, gosto de fatos e não de ilações.
O IRAQUE É A RAPOSA SERRA DO SOL
Estamos em plena campanha para as eleições e essa é a realidade da qual nos valemos para entender os mandos e desmandos da atualidade.
No Iraque, os americanos fincam pé e não arredam até que o inimigo se renda. Aqui, o inimigo finca pé e não arreda até que o governo tome consciência e aposte no Brasil.
A guerra no Iraque voltou a ser o principal tema na política americana e prioridade na campanha presidencial. A Reserva Raposa Serra do Sol passará a ser o principal tema da campanha presidencial brasileira, queiram ou não.
O Comandante das tropas americanas no Iraque, General David Petraeus, que serve aos Estados Unidos da América, depõe no Congresso, fala em comissões parlamentares, dá entrevistas, participa de fóruns acadêmicos e encontra-se com lideres de ONGs (de verdade).Lá, ele é ouvido, entendido e sensibiliza as autoridades sobre o fato de que a situação iraquiana está muito longe de ser resolvida.A lembrança faz o orgulhoso povo americano esquecer que existe uma crise financeira, o Presidente retroage e atende a solicitação do General de manter o efetivo em combate sem a redução prevista,os candidatos a presidência não falam mais em retirada das tropas se ganharem as eleições.
O Comandante Militar da Amazônia, General Augusto Heleno, que serve ao Estado Brasileiro, participa de um só fórum de debates sobre a segurança territorial brasileira, frente a uma seleta platéia. Aqui, as autoridades não lhe dão ouvidos, ele é ameaçado pelo Comandante Supremo das Forças Armadas, e achincalhado por alguns políticos interesseiros e irresponsáveis. O povo ignorante, desinformado, iludido e assistido de forma enganosa nada percebe e acha que tudo está muito bem. Mas o clamor do General faz a sociedade brasileira esclarecida passar a ver com outros olhos o perigo que está por traz das “nações indígenas”, independentes e autônomas, face o grave comprometimento da soberania nacional. Os nossos potenciais candidatos nada falam porque desconhecem o tema ou porque não querem comprometer o futuro da campanha ou, ainda, por não terem coragem de assumir uma posição clara e definitiva sobre os riscos que terão que enfrentar num futuro próximo.
Alguns pontos não podem ser deixados de lado: a situação das reservas indígenas precisa ser tratada com mais responsabilidade pelas autoridades brasileiras; as ONGs (de mentira) que camuflam os interesses internacionais na região devem ser motivo de acompanhamento criterioso; os brasileiros não podem ser limitados nos seu direito de ir e vir e de trabalhar em qualquer parte do território nacional; a nossa faixa de fronteira não pode ficar desguarnecida e desocupada com a crença de que os índios darão conta da sua segurança contra invasores de várias ordens; precisamos contrapor a nossa política nacional aos interesses de organismos internacionais, particularmente para a manutenção da nossa integridade territorial; não podemos ser uma grande Nação sem assumir de frente o debate dos temas de maior relevância para o nosso futuro.
O governo não tem a capacidade de solucionar os conflitos internos, foge deles, e adota a retórica de campanha pela reeleição, subliminarmente tratada, prevalecendo à idéia do continuísmo como a salvação da Pátria. Movimentos sociais infiltrados e desviados dos seus objetivos são utilizados para promover badernas, depredar o patrimônio público, determinar prejuízos irreparáveis às empresas, mas continuam recebendo o apoio político e financiamento com dinheiro público.
Ajoelhamos-nos para a Venezuela, cedemos nas refinarias e no gás para a Bolívia e agora abriremos as comportas de Itaipu para o Paraguai. É o nosso patrimônio público sendo dilapidado graciosamente.
Não muito distante, poderemos abrir as fronteiras brasileiras para os companheiros vizinhos ou até para os de além mar. O arroz, que já está faltando, poderia continuar a ser plantado na reserva indígena para alimentar o brasileiro, índio e não índio.
Lá, os americanos, ouvindo os seus Generais, concluíram com lucidez que o pano de fundo com que o próximo ocupante da Casa Branca terá de conviver será a continuidade das operações no Iraque. É assim que uma grande Nação se porta diante dos grandes problemas de interesse nacional. Eles desatam os seus nós com coragem e altivez.
Aqui, precisamos primeiro aprender a ouvir os nossos Generais naquilo que eles conhecem porque se dedicam de corpo e alma à causa brasileira. Os nossos candidatos ao Palácio do Planalto terão que aprender muito sobre integridade territorial e soberania nacional. Se as coisas continuarem assim, rumo ao “entreguismo”, certamente terão que desatar um grande nó na região Amazônica, dentre tantos outros que vem sendo estratégica e sorrateiramente armadilhados.
Quando lá chegarem, é certo que encontrarão generais, oficiais e praças que não arredarão pé enquanto existir um quinhão de terra brasileira para ser defendida. Os briosos militares, eternos guardiões, continuarão acreditando que os nossos governantes querem realmente que o Brasil se torne uma grande Nação. Esta sim, independente e autônoma, para que seja respeitada no cenário internacional.
Concordar ou não com a guerra do Iraque é uma simples questão de ponto de vista.
Não concordar com a defesa da integridade territorial brasileira e abdicar daquilo que foi tão sofridamente conquistado pelos que nos antecederam, é se contrapor à manutenção da soberania nacional.
Ó Pátria amada, idolatrada. Salve! Salve!
Fortaleza, CE, 25 de abril de 2008.
FRANCISCO VANDERLEI TEIXEIRA DE OLIVEIRA