Blog do Sakamoto

Mundo perde US$ 1,25 tri com acidentes de trabalho, diz OIT

Cerca de 4% do Produto Interno Bruto do mundo (algo em torno de 1,25 trilhão de dólares) são gastos diretos ou indiretos derivados de acidentes e doenças profissionais. A conta foi feita com base em tempo de trabalho perdido, indenizações pagas aos trabalhadores, interrupção de produção e gastos médicos. O dado é da Organização Internacional do Trabalho que divulgou nota hoje (28) para lembrar o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

“Além disso, não podemos esquecer que a maioria dos trabalhadores está na economia informal, onde é provável que não se leve em conta todos os acidentes, doenças e mortes por causa do trabalho. Por isso, a saúde e a segurança destas pessoas devem ser para nós uma prioridade”, alertou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. “O trabalho não é uma mercadoria e os mercados devem estar a serviço das pessoas.”

Seria ótimo, mas estamos longe disso.

Tirei a foto acima há três anos, durante uma libertação de trabalhadores escravos no Pará. Mas, nesse caso, não se perdeu dinheiro com o acidente de trabalho. O rapaz continuou trabalhando sem dedo e com a mão carcomida de veneno para pasto, na falta de equipamentos de proteção.

Trabalhadores não são mercadoria, mas há aqueles que insistem no contrário…

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Comentários

5 Responses to “Mundo perde US$ 1,25 tri com acidentes de trabalho, diz OIT”

  1. Ronaldo disse:

    Emresarios picaretas. Ha de chegar o dia em que suas cabecas vao rolar.

  2. Bruno Pinheiro disse:

    Sakamoto,
    Isso é realmente revoltante. E isso no século XXI! Existe piores condições de trabalho que a dos trabalhadores rurais brasileiros? O número de trabalhadores que trabalham em regime de quase escravidão estão claramente subdimensionados. E o presidente aida diz que os usineiros são heróis! É de doer!

  3. Antonio Carlos disse:

    São cenas cotidianas de um país onde as leis não atingem os produtores rurais. Nas zonas de plantio de cana de açúcar, mesmo próximas de cidades importantes, é muito grande o número de pessoas, sobretudo jovens e crianças, mutiladas e com marcas de queimaduras. O poder político e financeiro desses produtores rurais e a omissão ou incapacidade do poder público colocam esses senhores acima da lei. Recentemente, em Minas, fiscais da DRT foram assassinados numa rodovia, emboscados no exercício do trabalho e os suspeitos, inclusive um prefeito e seu irmão, continuam até hoje impunes.
    Até quando seremos obrigados a conviver com esses fatos?

  4. Germano disse:

    Eu trabalho em uma grande empresa por condições obvias, grana, pois tenho bocas pra dar de comer. Bem o que vejo e um grande descaso por parte da empresa quando o assunto é segurança, se os números da produção estão em baixa “dane-se” a segurança “vamos produzir” mas quando acontece alguma auditoria externa para certificação seja lá qual for, ai tudo tem que andar de forma correta. Isso também no caso ambiental, enquanto não atrapalhar a fabricação tudo bem caso contrário nada feito. Capitalismo.

  5. cidadao brasileiro disse:

    Sakamoto:
    A cipa na maioria das empresas é apenas retorica, existem apenas porque é uma exigencia da justiça do trabalho, não é levada a serio, trabalhei em uma grande empresa, e fui membro da cipa, e para que houvesse reunião, eu é que tinha que avisar ao setor, para que comunicasse ao presidente da realização da reunião, e por ser um intrasigente quando o assunto era segurança, pleiteava solução para as falhas existentes, e isso incomodava, e a empresa optou por uma soluçao mais pratica para acabar com essa cobraça da cipa, transferiu funcionarios e contratou uma empresa tercerizada, e aí acabou a cipa, visto que os funcionarios da empreteira não erm contado para efeito de numero minimo para existencia de cipa, e aí as condições precarias ficaram pior, e os acidentes aconteciam, e os proprios acidentados colabobaram com eles, quando era membro da cipa, e observava condições inseguras não permitia que tais atividades prosseguissem, os chefes a maioria ficavam aborrecidos comigo, quando deveria agradecer-me por estar defendendo a sua integridade fisica e mesmo a sua vida.