A Polícia Militar está a serviço de quem?
Recebi este apelo de frei Henri des Roziers, advogado da Comissão Pastoral da Terra no Sul do Pará. O tema é preocupante mas, infelizmente, não é novidade. O Massacre de Eldorado dos Carajás é um dos tristes episódios em que a Polícia Militar do estado usou de sua força contra os trabalhadores e a favor dos grandes proprietários de terra. Mas é apenas um, entre tantos que passam despercebidos na mídia e na opinião pública.
Há uma relação carnal que se estabelece entre o patrimônio público e a propriedade privada na região amazônica. Muito similar ao que se enraizou com o coronelismo nordestino da Primeira República, o detentor da terra exerce o poder político, através de influência econômica e da coerção física. O já tênue limite entre as duas esferas se rompe. É freqüente, por exemplo, encontrar policiais que fazem bicos como jagunços de fazendas.
Henri, de quase 80 anos, é um dos ameaçados de morte no Pará. Esse parisiense tem sido, há décadas, um dos principais defensores dos direitos fundamentais na Amazônia, atuando no combate ao trabalho escravo e na luta pela terra. Com a cabeça colocada a prêmio por fazendeiros da região, vive com escolta policial 24 horas por dia.
Nessa situação, ele escreveu o texto abaixo:
Desde 2005, dezenas de famílias assentadas pelo Incra no Projeto de Assentamento São Sebastião do Cristalino, Município de Santana do Araguaia, tem suas roças invadidas e destruídas por fazendeiros que não foram devidamente retirados da área.
Há meses que o juiz federal de Marabá deu ordem de Reintegração de Posse ao Incra, ordenando a retirada imediata dos fazendeiros do Projeto de Assentamento.
O desembargador Gercino José da Silva Filho, ouvidor agrário nacional, tem se empenhado, desde a reunião realizada em maio de 2008, em Redenção (PA), para o cumprimento urgente da referida ordem judicial, requerendo inclusive o acompanhamento da Policia Militar, essencial para ser realizado com êxito.
Fomos informados pelo superintendente do Incra de Marabá, que a operação já estaria agendada com todos os órgãos envolvidos e se realizaria no dia 09 de junho, o que não ocorreu. Quatro dias depois, recebemos informações de que a reintegração se faria no dia 16 de junho. Porém, não se realizou, por falta de disponibilidade da Polícia Militar. Depois, fomos novamente informados que a reintegração estaria planejada para hoje, desde que a Policia Militar de Redenção tivesse disponibilidade de tempo para acompanhar, o que não aconteceu.
Entretanto, ontem um oficial da PM nos esclareceu em Redenção, que ainda não havia sido marcada a data da reintegração devido a necessidade de levantamento prévio da situação da área pela Policia Militar. Sabe-se que o próprio secretário de Segurança Pública, Geraldo Araújo, já há tempo determinou o cumprimento desta operação.
É óbvia a má vontade da Policia Militar de se disponibilizar para dar apoio à reintegração de posse em detrimento de fazendeiros, considerando que nas operações em desfavor de sem terras, há uma ação imediata da PM.
Podemos citar dois exemplos recentes: o caso da fazenda Forquilha, ocorrido no final de maio, em que a PM foi imediatamente para área, sem ordem judicial, a fim de retirar os sem terra que tinham reocupado a fazenda. No município de Santana do Araguaia, no inicio de maio, a polícia agiu dentro de 24 horas para pressionar um grupo de sem-terra que havia ocupado pequena porção da fazenda Santa Fé. Nestes dois exemplos a Policia não precisou nem de ordem judicial nem de levantamento prévio.
Vale ressaltar que a pedido dos fazendeiros, a Policia já esteve varias vezes nessa área de conflito cometendo arbitrariedades e abuso de poder contra os trabalhadores assentados.
Por isso fica a pergunta: a PM de Redenção obedece e está a serviço de quem?

Toda a força a Henri des Roziers, lutador do povo! Contra a verdade, não há arma que fure ou facaque corte!
Os recursos públicos estão a serviço de quem?
A Pastoral da Terra de Alagoas recebeu do governo Federal R$194.614,00.
A Pastoral da Pessoa Idosa recebeu do Governo Federal recursos públicos de R$950.000,00
A PASTORAL DA CRIANÇA recebeu do governo, recursos públicos de R$144.050.557,31 – Total = cento e quinze milhões, duzentos e quanrenta e cinco mil reais do dinheiro público sem nenhum controle externo.
Alguém já viu alguém atendido pela Pastoral da Criança?
Alguém já viu alguém atendido pela Pastoral da Pessoa Idosa?
Alguém já viu alguém atendido pela Pastoral da Terra?
Pegam o dinheiro para utilizar contra o próprio Estado.
Fonte: google: Um fabuloso mundo para a CPI das ONs – Congresso em foco.
Tem um link que remete aos valores por ordem alfabética ou por valores.
Leonardo, parabéns pela celebração.A notícia abaixo, mostra que o Brasil é dividido em dois Brasis, enquanto uns celebram a vida, a chegada ,outros desesperam-se com a execução de seus filhos, o desrespeito aos Direitos Humanos, a tortura e negação da vida, hoje, ontem , anteontem que ocorre desde 1540, começou nos navios tumbeiros e persiste numa sociedade que é violenta, e não se sensibiliza com as questõe sociais, e que confunde questão social com criminalização.