O que podemos fazer para salvar a Amazônia?
A Repórter Brasil e a Papel Social lançaram ontem no seminário “Conexões Sustentáveis São Paulo – Amazônia” o estudo “Quem se beneficia com a destruição da floresta”. O objetivo é aumentar o nível de informação sobre as relações econômicas para contribuir com uma mudança no modelo de desenvolvimento predatório que está consumindo a Amazônia e sua gente.
Grilagem de terras, corte ilegal de madeira, avanço de pastagens, monocultura agrícola e mineração predatória são os principais combustíveis da devastação da Amazônia. Em nome de um suposto progresso econômico e da geração de empregos, a floresta vem abaixo, quase sempre sem levar em conta as questões ambientais e a responsabilidade social. O manejo sustentável é uma exceção e o exemplo clássico é a madeira: ao menos 80% das árvores são derrubadas de forma predatória.
Povos indígenas, comunidades tradicionais e pequenos agricultores estão no topo da lista dos que saem perdendo. No entanto, essa relação é ainda mais longa, uma vez que não só o Brasil, mas o planeta inteiro é afetado pela exploração inconseqüente dos recursos naturais, já que a floresta em pé é decisiva para a manutenção da qualidade de vida de milhões de pessoas. Entre outras funções vitais, ela regula o regime de chuvas e a temperatura média de uma extensa área do globo.
Se tanta gente sai perdendo, quem ganha com a destruição da Amazônia? Essa foi a pergunta que originou este estudo e motivou esta pesquisa, que identificou exemplos de cadeias de responsabilidades ligadas ao problema.
A destruição da Amazônia tem uma forte relação com a economia de mercado. Na ponta da cadeia produtiva, diversos atores se beneficiam. Madeireiras, frigoríficos e agroindústrias estão diretamente ligadas ao problema, pois compram de fornecedores que estão na linha de frente do desmatamento. Posteriormente, distribuem produtos industrializados para uma ampla rede de compradores. O resultado final chega à casa dos paulistanos. Supermercados vendem carne produzida por frigoríficos que, por sua vez, compraram gado de fazendeiros que cometeram crimes ambientais e trabalhistas. Prédios são construídos com madeira oriunda de produtores que já foram flagrados destruindo a floresta.
Multinacionais que vendem produtos de madeira certificada, e que se dizem preocupadas com o aquecimento global, podem adquirir matéria-prima de uma madeireira multada nove vezes nos últimos quatro anos por desrespeitar a legislação ambiental? Supermercados podem comercializar carne comprada de um frigorífico que abate gado oriundo de produtores flagrados por desmatamento ilícito e trabalho escravo? Restaurantes podem vender hambúrgueres de produtores do bioma amazônico quando seus documentos de responsabilidade social avisam o consumidor de que isso não acontece? O poder público pode realizar obras de infra-estrutura com madeira comprada de uma empresa que se relaciona com madeireiras que atuam em áreas embargadas e são acusadas de crimes ambientais?
Tais perguntas precisam de respostas imediatas. A responsabilidade social empresarial deve ser exercida em sua plenitude e não apenas em ações de marketing social ou de filantropia. O consumidor precisa urgentemente ser educado e se educar para não comprar, sob nenhuma condição, produtos que tenham crimes ambientais e trabalhistas em sua cadeia de produção. O governo precisa tornar eficiente sua capacidade de fiscalização, educação e repressão às ações criminosas. O pode judiciário deve se agilizar e fazer o que for necessário para evitar que um processo por destruição ambiental ou por trabalho escravo se arraste por anos. Os agentes financiadores, públicos e privados, não podem mais injetar recursos em processos predatórios, seja através de compras públicas ou de financiamento à produção.
O ato da compra é um ato político poderoso. Através dele damos um voto de confiança para a forma pela qual determinada mercadoria é produzida. Um exercício democrático que não é exercido apenas a cada quatro anos, mas no nosso dia-a-dia. E que pode ditar o destino da maior floresta tropical do mundo e de sua gente. Ou seja, também cabe a cada um de nós, paulistanos, decidir o futuro da Amazônia.

Parabéns pelo Impecável trabalho de jornalismo investigativo. Só tenho uma observação a fazer. Quem são essas empresas? Quando se diz “o ato da compra é um ato político poderoso” acho que falta um elemento importante, o “name and shame”. A lista das empresas criminosas tem que estar em destaque absoluto. Só um golpe de marreta para destruir os milhões gastos em RP para sustentar este negócio sujo.
Parabéns a todos vocês. Alex, eu consegui baixar o link e o nome das empresas está dentro do estudo. Vale e pena dar uma olhada. Tá bem bonito.
Sakamoto, parabéns pela matéria! É importante lutarmos pela preservação da Amazônia. Mas como cidadão que vive no interior deste boom econômico e exploratório que vem se tornando a Amazônia, pergunto: o que fazer pra melhorar a vida das pessoas que vivem por aqui (geração de empregos; acesso a tecnologias atuais; modernização da educação, saúde e outros, que – infelizmente só chegam na carona, na exploração), sendo que a floresta em pé ainda não é uma riqueza para o mundo? Longe de mim defender queimadas, desmatamento e destruição da floresta, mas precisamos identificar o joio e o trigo. Punir quem merece e deixar o progresso sustentável acontecer… Mais uma vez Parabéns pela matéria!
Abraço!
Aí é que entra a grande questão: O consumidor não tem INFORMAÇÃO disponível para exercer o seu poder de compra. A carne que está no açougue não vem com a origem rotulada, e aí????
Sakamoto,
Fundamental chamar não apenas paulistanos, mas brasileiros em geral, em defesa da amazônia. Está na hora de assumirmos que parte da pouca vergonha é culpa de uma alienação da população brasileira. As pessoas são tão alienadas do Brasil real mas gostam muito de criticar. Não entendem o papel delas na meleca- geral.
Por mais engajamento já!
Quem sabe os nossos juízes,não ficam tocados por um
“SENTIMENTO”,de contra-prestação ao jurisdicionado e começam a retirar das gavetas, processos que estão a dormitar.
Endurecer fazer cumprir o que está no papel,não importando quem seja,sem olhar para o lado.
Tuesday, October 14, 2008
http://WWW.USDOJ.GOVCRM
Former Enron Broadband Co-Chief Executive Officer Pleads Guilty to Wire Fraud
WASHINGTON – Joseph Hirko, former co-chief executive officer of ENRON Broadband Services (EBS), Enron’s failed telecommunications business, pleaded guilty today to wire FRAUD, Acting Assistant Attorney General Matthew Friedrich of the Criminal Division and Assistant Director Kenneth W. Kaiser of the FBI Criminal Investigative Division announced.
Hirko, 52, of Portland, Ore., pleaded guilty to one count of a superseding indictment charging him with wire FRAUD before Judge Vanessa Gilmore at U.S. District Court in Houston. According to the terms of the plea agreement, Hirko faces a maximum sentence of 16 months in prison and a fine of up to $250,000. Sentencing has been scheduled for March 3,2008.
Acrédito e até concordo com diversos pontos levantados pelo autor do artigo. Entendo como fundamental a discussão e a necessidade de enumerarmos as diversas questôes sobre o que devemos fazer para salvar a Amazônia. Entendo ainda mais que essa discussão e as açõs passam necessariamente por aqueles que habitam na região. Que estão aqui convivendo com a malária, com a lechimaniose e outras doenças e enfermidades e endemias comuns ao povo da região. Áqueles que precisam viver, sobreviver e buscar dias melhores para si e para suas familias. Odestino da Amazônia passa necessariamente por aqueles que nela vivem e trabalha.
a primeira coisa que temos que fazer e tirar os politicos corruptos e punir os que estao acabando com nossas florestas….O PROBLEMA E A IMPUNIDADE E FALTA DE RESPEITO DOS BRASILEIROS
Sr.Sakamoto,
Trabalhei na Amazonia, em várias companhias, desde 1968, sendo, também, um expectador das devastações florestais naquele local. Pois bem, até o presente momento, já nos altos dos meus 68 janeiros, continuo vendo essa devastação de maneira avassaladora. Quem são os culpados??? Possivelmente os nossos governantes que não chegam a nenhuma conclusão, em virtude de terem que se defrontar com os “Todo-Poderosos” das multinacionais. E Dai???
Admiro sinceramente os seus esforços e os títulos que possui. Porém, como conseguirá vencer essa luta titânica, praticamente sozinho???
Gostaria de obter sua resposta.
Grato,
Roberto Fonseca
AINDA HÁ TEMPO
Ainda há tempo.
Pare pra meditar.
Evite o desastre.
Faça a sua parte.
Não há nenhum segredo,
Mas eu tenho medo.
Medo, não do que está por vir.
Eu tenho medo do que está aí.
Porém a gente mudando
De hábito, de atitude…
A vida irá vencer.
Irá florescer a juventude.
Não há nenhum mistério.
Basta você ser consciente.
Não poluir o ar, o rio…
Basta fazer de um jeito diferente.
Agora é o momento então.
Nosso sonho aqui não se encerra.
Tenha sã, a mente e o coração.
Vamos salvar o planeta terra?
De que adianta conquistar o mundo
E perder o seu coração?
Deixe falar mais alto o amor.
Não se renda ao egoísmo e a ambição.
Pense no amanhã,
No futuro, nos seus planos…
Queira ver o meu filho crescer.
Queira viver mais uns duzentos anos.
Marcos Aurélio Mendes
Parabéns pela pesquisa, Léo!
Gostaria de também apresentar outro lado da questão, gravíssimo, mas sempre ignorado. Sabe o que comer carne tem a ver com destruir a Amazônia?
Veja uma animação-documentário que estou finalizando (basicamente só falta o som e acertar o tempo):
http://math-info.criced.tsukuba.ac.jp/~mauricio.kanno/
quero parabenizar cidadaos como o leopnardo que ainda se preocupam com o ser humano e o planeta na questao da sustentabilidade da vida. o grande problema mundial da sustentabilidade reside nos grandes predadores corporativos que em nome do progresso e de falsa ideia de desenvolvimento vao gradualmente se apossando dos recursos naturais em detrimento do verdadeiro bem estar e qualidade de vida que o nosso planeta tem a nos oferecer.e ainda mais vao tirando nossa esperança eameaçando o nosso futuro obrigado
Cada um que quer preservar qualquer floresta, inclusive o governo, deve comprar, a preço de mercado a terra, cercar e preservar. Chega de demagogia, de ficar preservando com o dinheiro dos outros. Por que os europeus e gringos não reflorestam o que desmataram. O aquecimento é irreversível hoje, com ou sem a Amazonia, segundo alguns “especialistas”.
o que devemos fazer? ou o que devemos deixar de consumir?
Ou o que devemos deixar de jogar fora…
Infelizmente todo desenvolvimento tem seu custo, é uma fatal tendencia.
Não temos saída a não ser regredirmos algumas coisas…
é um infeliz conclusão…
Já que os próprios brasileiros a queimam e a Lei não os pune, o melhor para a Amazônia é entregá-la a instituições das nações desenvolvida, transformando-a em espaço internacional, assim como o continente Antártico. E ponto final nessa história de nacionalismo infantil.
A floresta tá indo para o beleléu…
Gente se cada um fazer sua parte….
Ainda podemos ajudar a Floresta…
O unico problema é o desmatamento ilegal…
Então apartir de hoje cada um vamo fazer a nossa parte para ajudarmos a Floresta,por que de poco em poco chegamos lá…
Bjs!!!