A crônica (de vanguarda) de uma catástrofe ambiental
Como fazer jornalismo para a internet, fugindo dos padrões e amarras do jornalismo impresso e utilizando todos os recursos que a rede disponibiliza? André Deak e Paulo Fehlauer deram um exemplo do que deveria ser esse jornalismo digital na reportagem “Crônica de uma catástrofe ambiental - A história do derramamento de agrotóxico no rio Paraíba do Sul que matou toneladas de peixes e pode ter contaminado milhões de pessoas”, publicado no site da Revista Fórum.
Além disso, a matéria é a primeira experiência brasileira de jornalismo de código aberto - no qual se abre ao internauta os conteúdos e processos resultantes da apuração que guiaram a edição. Na explicação deles próprios:
Praticamente todo o material da apuração realizada que culminou neste trabalho jornalístico está disponível neste site. Áudios, fotografias em alta definição, vídeos e a transcrição das entrevistas podem ser acessados aqui.
Com isso, esperamos tornar mais transparente o trabalho de reportagem. Qualquer um que esteja interessado, pode realizar outras edições a partir do material disponível. Oferecer a íntegra de todas as entrevistas realizadas (quase 20) também permite que o leitor possa se aprofundar em algum tema específico.
A internet permite que o conteúdo de uma reportagem seja praticamente enciclopédico. Não há limite de espaço para publicação. Permitir que o usuário interessado tenha acesso a todos os aspectos observados pelo repórter – no formato em que aquela realidade tiver sido capturada, seja imagem, texto, seja áudio – é um benefício que a rede traz ao trabalho jornalístico.
Há também um mapa de apuração, mostrando o que foi feito em quais dias da reportagem. Vale a pena a leitura do making of no blog do André Deak. Nele, ele explica esse formato:
Não falo de uma apresentação onde a soma das linguagens ocorra, porque isso é normal (há vários sites e portais que apresentam o modelo “veja o vídeo, oução o áudio, leia o texto”). Mas de uma apresentação da soma dessas linguagens de uma maneira mais trabalhada, cuidadosa. Não um empilhamento de formatos, mas uma oferta de maneira mais organizada. Esperamos que esse trabalho cumpra esse papel. Mas esperamos mostrar também que, ainda que com poucos recursos e pouco tempo, uma reportagem multimídia é perfeitamente possível.
Boa leitura. Quer dizer, boa navegação.

Catástrofe ambiental é o desemprego, a falta de renda, a fome a miséria., o analfabetismo. Os ambientalistas vivem no patamar do supérfluo degradando o meio ambiente e querem evitar que milhares de pessoas consigam o seu sustento, trabalhando. Reclamam do bolsa família, mas não querem a atividade econômica, são contraditórios, combatem o assistencialismo e também a atividade econômica. Renda só pode ser conseguida com atividade econômica. É fácil ser ambientalista com a barriga cheia, bem empregado e com renda para gastar nos Shopin Centers.
Já adicionei e vou analisar com carinho. Mas me bateu uma dúvida! Não sou jornalista mas sei que todas as pessoas (físicas, jurídicas, públicas) citadas devem dar o seu aval para terem suas “falas” publicadas… em princípio deveria ser assim!
Por isto, acho perigoso deixar o conteúdo bruto da notícia ficar a disposição de qq um! O entrevistado deu sua opinião para o repórter e, talvez, não vai gostar muito de saber que outra pessoa, não jornalista, apropiou-se das suas imagens e depoimentos para produzir uma “reportegem” diferente (tendenciosa, contrária) da matéira original!
Quem vai fiscalizar o uso do material apurado?! Não se teria de ter um código de ética pré estabelecido antes de liberar os web-jornalistas?!?1
Muito boa a reportagem. É um absurdo as indústrias todas se estabelecerem às margens dos rios e não se fazer absolutamente nada. Virou hábito, mas um hábito que tem que ser cortado. Essa água é nossa. Temos que cuidar do rio como cuidamos de nossas residências. Eles sim são nossa fonte de vida. A cultura e a mentalidade do povo brasileiro tem que mudar antes que o pior aconteça. Os alertas estão por toda a parte, a água está cada vez mais escassa. Se continuarmos deixando acabar com nossos rios, poluindo-o e contaminando-o dessa forma depois não teremos como chorar mais tarde.
Depois de ouvir “ad nauseam” sobre aquecimento global, falta de água potável, catastrofes e mais catátofres que a humanidade vai enfrentar, destruição do meio ambiente etc,etc, etc, uma reportagem catastrófica de menos impacto como essa não me atinge mais.