Blog do Sakamoto

Fuvest errou questão sobre trabalho escravo

Essa eu só fiquei sabendo agora e agradeço ao leitor Tiago Rangel pelo toque. O vestibular deste ano da Fuvest, um dos mais importantes do país, porta de entrada da Universidade de São Paulo, errou na questão número 06 da primeira fase. Segue o enunciado:

O Brasil ainda não conseguiu extinguir o trabalho em condições de escravidão, pois ainda existem muitos trabalhadores nessa situação. Com relação a tal modalidade de exploração do ser humano, analise as afirmações abaixo.

I. As relações entre os trabalhadores e seus empregadores marcam-se pela informalidade e pelas crescentes dívidas feitas pelos trabalhadores nos armazéns dos empregadores, aumentando a dependência financeira para com eles.

II. Geralmente, os trabalhadores são atraídos de regiões distantes do local de trabalho, com a promessa de bons salários, mas as situações de trabalho envolvem condições insalubres e extenuantes.

III. A persistência do trabalho escravo ou semi-escravo no Brasil, não obstante a legislação que o proíbe, explica se pela intensa competitividade do mercado globalizado.

Está correto o que se afirma em:
a) I, somente.
b) II, somente.
c) I e II, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.

O vestibular considera como certa a alternativa “c”.

Contudo, se ela fosse aplicada a pesquisadores que estudam o trabalho escravo contemporâneo, seja na própria Universidade de São Paulo, seja na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ou em outros centros de excelência em todo o país, a alternativa “e” seria a escolhida.

E não só na academia. Consultei membros da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), da qual faço parte, – instância federal que reúne instituições que atuam no combate a esse crime e conta com a presença de nove ministérios, além de Ministério Público, Justiça, Organização Internacional do Trabalho, associações de classe e entidades não-governamentais, como a Comissão Pastoral da Terra – e eles também marcariam “e”.

Ao longo dos últimos anos, também já ouvi de membros do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores, ou seja, quem cuida das relações comerciais internacionais, a explicação de que a competição global violenta também contribui para o surgimento de trabalho escravo.

Para início de conversa, o trabalho escravo contemporâneo no Brasil é diferente do trabalho escravo colonial e imperial, estão inseridos em modos de produção diferentes. Isso não sou apenas eu quem digo, mas qualquer pesquisador sobre o tema no Brasil.

É claro que a questão do trabalho escravo contemporâneo não se justifica apenas pela busca por competitividade, mas ela é um elemento importante que está inserido nesse processo. Como o enunciando da alternativa não restringe (algo como “explica-se exclusivamente”), possibilita ao candidato escolhê-la como uma possibilidade explicativa.

Se trabalho escravo não é a busca por lucro fácil, dentro de um contexto da competitividade de um empreendimento, ele é o que? Uma prática de gente malvada guiada por puro sadismo?

Trabalho escravo é sustentado pelo tripé impunidade (de quem usa escravos), pobreza (que expulsa trabalhadores e os força a aceitar propostas de emprego bizarras) e ganância (em um cenário de intensa competitividade nacional e internacional, o produtor rebaixa o custo trabalho para poder alcançar um lucro igual ou maior que o seu competidor). Separadamente, nenhum deles explica esse fenômeno no país.

A incidência do problema está concentrada nas regiões de expansão agropecuária da Amazônia (dos Estados de Rondônia até o Maranhão, coincidindo com o Arco do Desflorestamento, onde a floresta perde espaço para a agropecuária) e do Cerrado (principalmente nos Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Tocantins). Contudo, há casos confirmados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entre outras regiões em que o capital e instituições estatais já estão estabelecidas, o que demonstra que a origem desse fenômeno não está vinculada ao locus da fronteira agrícola, mas a outro elemento que perpassa realidades sociais diferentes.

Os relatórios de fiscalização do Ministério do Trabalho mostram que os empregadores envolvidos nesse tipo de exploração não são pequenos sitiantes isolados economicamente do restante da sociedade, mas na maioria das vezes, grandes proprietários rurais, muitos deles produzindo com tecnologia de ponta. Pesquisas da ONG Repórter Brasil apontam que esses produtores fornecem commodities para grandes indústrias e ao comércio nacional e internacional. Portanto, estão sob a influência direta da economia de mercado e dela dependentes.

A utilização de trabalho escravo contemporâneo no Brasil não é resquício de práticas arcaicas que sobreviveram provisoriamente ao capitalismo, mas sim um instrumento utilizado pelo próprio capitalismo para facilitar a acumulação em seu processo de expansão ou modernização. Esse mecanismo garante competitividade a produtores rurais de regiões e situações de expansão agrícola que optam por uma via ilegal. Dessa forma, fazem concorrência desleal com os outros empregadores que agem dentro da lei.
O Anglo Vestibulares, um dos cursinhos mais conhecidos do país, resolveu da seguinte forma a questão:

“A existência de trabalho escravo no Brasil atual se explica pela extensão de seu território, onde, em pontos isolados, persistem relações arcaicas entre empregadores e trabalhadores. Essas regiões, marginalizadas da modernidade, são de difícil fiscalização, o que contribui para que se mantenha tal aberração. Isso não se relaciona à globalização, marcada pela modernização e a competitividade, o que exclui a afirmação III.”

Se seguirmos por essa resposta, teremos uma situação em que todos os crimes acontecem apenas por falta de policiamento. O que é uma simplificação tosca e repressiva da realidade. Ou, na pior das hipóteses, uma forma de leitura do mundo carregada de uma visão política que o vestibular considera como a correta. Se for assim, a Fuvest passa a agir como um filtro ideológico e não apenas técnico, deixando de fora aqueles que não concordam com esse modelo do mundo. Um modelo raso, diga-se de passagem.

Na minha opinião, essa questão deveria ter sido cancelada. Aliás, se eu fosse um candidato que saiu prejudicado por conta dessa questão, iria reclamar os meus direitos.

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Comentários

46 Responses to “Fuvest errou questão sobre trabalho escravo”

  1. K.Y disse:

    ALIBARBUDO cuida da sua gente!

    Lula corta R$ 1,2 bilhão de Tarso Genro

    O presidente Lula autorizou um corte brutal nos recursos do Ministério da Justiça, o que pode representar o fim de programas importantes como o Pronasci (Segurança com Cidadania) e a suspensão da construção de novos presídios e dos investimentos prometidos para a Polícia Federal. O contingenciamento – proposto pelo Ministério do Planejamento – é provocado pela crise internacional e totaliza um corte de R$ 1,2 bilhão.
    Todos sabemos que o Iraque é aqui!

    Só existe dinheiro para compra de Avião no estrangeiro,sem
    licitação,onde nem CPI pode fiscalizar.

  2. Silvia disse:

    Concordo em gênero, número e grau com o artigo. O modelo capitalista por sí já traz na sua raiz o ganho de riquezas em detrimento da perda de uma parte qualquer. Vale esclarecer que escravidão moderna não se resume a grilhões ou falta de pagamentos. Há todo um fator psicológico, social e econômico que o sustenta. A maior prova é o almento da concentração de renda e riqueza. Exatamente como no tempo dos farós. A grande diferença agora e que a senzala agora se chama favela, os grilhões agora são as dívidas, a comida se chama cesta básica que não contém sem o básico, assistência médica não há. Resultado: O mundo parece uma “casa grande” cercado por uma enorme senzala, cercada de inúmeros escravos com uma diferença; estes agora não tentam fugir, possuem amarras psicológicas e sociais suficientes para se fazer demitir o capataz.

  3. Claudio disse:

    Silvia – 17:07

    Mandou bem !!!

    Caro Sakamoto, concordo com o seu artigo, aliás de uma enorme lucidez. !!!

  4. Luís Inácio disse:

    Prezado Leonardo Sakamoto,
    Suas observações são extremamente pertinentes. Até porque o Congresso Nacional está justamente para discutir a Emenda do Trabalho Escravo (PEC 438/2001) que busca mudar a Constituição Federal para expropriar glebas de terra de pessoas que explorem o trabalho ‘escravo’ (é entre aspas porque oficialmente não é considerado desde a Lei Áurea).
    O crime em questão é combatido pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, que enviam o caso à Justiça Federal para apurar e julgar. Trata-se do que dispõe o artigo 149 do Código Penal:
    “Redução a condição análoga à de escravo”
    “Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto:”
    “Pena – reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência.”
    “§ 1º Nas mesmas penas incorre quem:”
    “I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho;”
    “II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho.”
    “§ 2º A pena é aumentada de metade, se o crime é cometido:”
    “I – contra criança ou adolescente;”
    “II – por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem.”

  5. Ney Henrique disse:

    Não sei se é efeito da minha velhice … mas a cada ano que passa parece que os vestibulares ficam mais esdrúxulos. Eu não acredito que a FUVEST tenha errado por intensionar botar um filtro ideológico, mas sim por grosseiria dos responsáveis pela questão.

  6. Zanni disse:

    Discordo. O mercado globalizado não contribui para o trabalho escravo, e sim para o desemprego. Pois o país que contrata empresas Indianas e Chinesas, não estão
    escravizando a mão de obra de seu país e sim tirando vagas do mercado de trabalho interno, de modo que, com o tempo, teremos produtos baratos, e mesmo assim encalhados nas parteleiras. Afinal, desempregados não compram. E se os produtos encalham, não há necessidade de contratar mão de obra estrangeira, de modo que os estrangeiros tb ficarão desempregados. O mundo está caminhando para um catastrofe globalizada, quando a verdadeira crise começar, teremos um grande efeito dominó, que derrubará tantos as empresas nacionais, como as de offshore. É só esperar para ver.

  7. roberto disse:

    exato. Bravo Sakamoto sam

  8. Romualdo Sorentino disse:

    Sakamoto,
    Acho que quem está usando filtro ideologico é você… Acho um exagero e uma bobagem imaginar que a afirmativa III pudesse ser considerada verídica. Concordaria com você se o trabalho escravo fosse uma modalidade nova no Brasil, porém ela existe há tempos, mesmo antes da globalização sequer ser uma possibilidade. Também acho que é um fenomeno que apesar de ultrajante e grave não está crescendo, logo não está sendo acelerado pela globalização, existe desde tempos remotos. Você tem todo direito de ser contra a globalização, mas é querer forçar a barra demais tentando usar esta questão como argumento… Acho que da próxima vez você poderia escrever sobre a responsabilidade da globalização no empate da seleção brasileira no equador, com certeza também é possível fazer uma relação… Sem exageros meu caro…

  9. Luís Inácio disse:

    É tormentosa a interpretação do item “III. A persistência do trabalho escravo ou semi-escravo no Brasil, não obstante a legislação que o proíbe, explica-se pela intensa competitividade do mercado globalizado.” Se tivesse “só”, “somente” ou “apenas”, não haveria dúvida que o item estaria errado.
    Não há questão ideológica aqui. Diversas ‘empresas’ em apartamentos de menos de 50m2 com famílias inteiras de estrangeiros têm minifogões acoplados a máquinas de costura, na região central de São Paulo. O Ministério Público vem encontrando dificuldades para adequar essas ‘empresas’ à legislação trabalhista e até penal. Não é raro o caso de compatriota escravizar estrangeiro para trabalhar a centavos por peça de roupa costurada. Neste sentido, vão dizer : ‘o luxo é feito de lixo’. Não é totalmente certa a afirmação, mas também não é de todo errada. Muitas empresas grandes que comercializam roupas foram notificadas, algumas autuadas, porque vendiam mercadorias sem nota de procedência, ou com documentação irregular. ‘Fazer vista grossa’ à condição análoga à escravo, que vem disfarçada naquelas roupas baratas é ideologia?

  10. Walber disse:

    Estimado Leonardo Sakamoto,

    Gostaria de ponderar o seu argumento em afirmar que o terceiro ponto do enunciado da prova da USP esteja errado. Não que queira desqualificar o seu e os demais comentários postados em seu blog. Quero, sim, dizer que o trabalho escravo é anterior ao sistema capitalista e, conforme o fragmento: “III. A persistência do trabalho escravo ou semi-escravo no Brasil, não obstante a legislação que o proíbe, explica se pela intensa competitividade do mercado globalizado.”, não será a “competitividade” que desencadeará o trabalho escravo nem, tampouco, a falta dela eliminará de vez por todas essa cruel situação. O que tem proporcionado o aumento do trabalho escravo é a impunidade crescente neste país. Verifique os crimes cujas situações são análogas à escravidão. Dados da Comissão Pastoral da Terra são estarrecedoras! Poucos, pouquíssimos são punidos e, quando são, “terceirizam” a pena para os “gatos” (intermediários entre o fazendeiro rico e o trabalhador precarizado). Verifique, pois, o trabalho escravo não “explica se pela intensa competitividade do mercado globalizado” conforme você escreveu. Se há um erro na questão, e há, podemos afirmar que um dos itens que potencializam o trabalho escravo pode ser a “competitividade”, não a única, não a mais importante, não a preponderante. Existem outras, mais fundamentais para a nossa análise. A injustiça, a impunidade, o aumento do desmatamento (ilegal e agora financiado, inclusive pelo BNDES). No período empresarial-militar, grandes empresas tomaram posse de latifúndios na região amazônica, especificamente no estado do Pará. Bradesco, Volkswagem dentre outras, foram denunciadas por não somente existir o trabalho escravo, mas por mortes daqueles que tentavam fugir do cárcere. Você sabe qual foi a punição? Nenhuma! Sabe, Leonardo, nas duas primeiras afirmativas há acordo, agora, na terceira, ainda fico com a letra “C”. Abraço

    Walber
    Visite: http://walbermladeira.blogspot.com/

  11. Cristina Borges de Almeida Lima disse:

    Caros Romualdo e Walber, como bem o Sakamoto disse no texto o trabalho escravo de hoje é diferente do modo de produção escravista que existia antes da entrada do capitalismo. Estudo o tema e concordo com ele. Aliás, a USP tem um cátedra sobre trabalho escravo contemporâneo (que estava, até onde me lembro, com o professor José de Souza Martins) e ele defende também esse ponto de vista. Portanto, me pergunto de onde a Fuvest tirou isso. Em último caso, com a possibilidade de duas respostas, a questão deveria ser anulada.

  12. Luís Inácio disse:

    Prezado Sr. Walber,
    Embora considere como correta a alternativa “C”, não se pode deixar de lado a redução à condição análoga à de escravo em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro como anotei anteriormente. Seu raciocínio está correto se considerar só as aberrações que ocorrem na zona rural, no PA, MA, TO, entre outros. Nas páginas http://www.pgr.mpf.gov.br e http://www.pgt.mpt.gov.br há inúmeras notícias sobre o combate a essa prática.
    De fato, existem aliciadores de trabalhadores (“gatos”) em todo o país, tanto no campo quanto nos centros urbanos, e peculiarmente nos grandes, existe sim a competição não só em setor têxtil como em produção de artigos de papelaria, CDs piratas, entre muitos outros que mantêm preços baixos para obter lucro em escala de produção. Considerando essa situação, a mais correta seria a “E” porque engloba também esse fato.

  13. Cris disse:

    Sou professora de geografia e um aluno pediu para que eu explicasse a questão , li as alternativas e marquei a “e” e o aluno, então me disse que a correta era a “c”. Não encontrei uma explicação correta para ser a c e dei o meu ponto de vista apra o aluno. Mas, com certeza, ele dever achar que eu estava errada. A fuvest assumiu o erro?

  14. Raimundo Guedes disse:

    Conclusão: A educação está uma merda mesmo!!!! Pois se na Fuvest encontra-se erro banal, imagine nas UNINOVE da vida…
    Duro é ouvir e ver o Serra falar de uma educação, que imagino tenha visto em suas viagens, como sendo em São Paulo.
    Fui professor da rede estadual e conheço muito bem esse sub mundo.
    Esquenta não SERRA. Em 2010 a gente volta a conversar, ok?

  15. Gisele disse:

    Sakamoto, concordo que a competição acirrada decorrente da globalização contribui para a utilização de mão-de-obra escrava, mas essa não é a única razão que explica a existência desse tipo de exploração. Você mesmo expõe outras razões. Ao afirmar que que “isso” explica-se por “aquilo”, está se afirmando que só se explica por aquilo, já que não se apresentou nenhum outro argumento. E de futuros alunos da USP não se pode esperar um raciocínio simplista, não é mesmo?

  16. Oscar Armando Baldoni disse:

    Morei na selva de Mato Groso desde 1981 até 1990.
    Soubemos de histórias terríveis de aliciamento de peões, etc.
    Deixando o academicismo de lado, a realidade golpeia forte.
    O mundo deixou de lado o critério empregado até o final da segunda guerra mundial, quando puniram a paises que tiveram comércio com paises ocupados, por suspeita de ter empregado mão de obra forçada ou escrava. Pagaram caro Suíça, Suécia, Portugal e Espanha. Argentina escapou raspando.
    Quando um empresário nos EUA fecha sua fábrica e abre na China, força a sociedade a financiar o plus de lucro que passa a ter, porque seus ex funcionários caem no”Welfare”, ou seja na prática socializamos esse lucro espúrio, porque passa a usar mão de obra práticamente escrava. Europa está reagindo frente aos excessos dos chineses.
    Temos uma industria sobrevivente. Funciona há 46 anos, mas o artigo principal, os chineses copiaram e desde 1997 não vendemos mais nada. Sempre pagamos 18% de I.P.I., mas acho que eles não pagam nada.
    O Governador do Estado de São Paulo, José Serra disse públicamente que as mercadorias da China chegam subfaturadas e recebem “por fora”.
    Desde o momento que tratamos com um estado socialista ou comunista, entende-se a intervenção das autoridades em tudo.
    Eu me pergunto = Até que ponto chegaremos ? Quantas industrias vão fechar ? Vou parar por aqui, mas tenho munição.

  17. dmm disse:

    discordo frontalmente, o gabarito da fuvest esta corretíssimo, sempre há algum tonto culpando o capitalismo, o neoliberalismo e a globalização pelas mazelas do mundo, esse é o típico pensamento dos “cientistas”sociais

  18. Christiano Pereira de Almeida Neto disse:

    Pelo pouco que sei acerca da globalização, esta vislumbra não só a troca, o câmbio, o intercambio de mercadorias entre as nações, neste momento amplamente disseminada entre todos os Países do Mundo. Hoje, no seu rol de abrangência, fez-se presente a prestação de serviços. Feito o registro e tendo a certeza que todos que minimamente entendam que a globalização não é feita por “meninos recem formados em colégios franciscanos” aponta para uma disputa acirrada neste mercado mundial de comércio, serviços e indústria. Pergunto agora ao Sorrentino: Qual a lógica do capitalismo? A globalização faz parte da retorica ou da lógica/prática capítalista? A disputa por mercados, ao seu ver, dar-se de forma amistosa e sem subterfúgios, estes, camuflados por dumping e outras práticas, que o Brasil, EUA e Europa denunciam a todo instante contra a China? Atenha-se – a título de conselho – a ver as propagandas na TV e tu verás que a regra básica é: fabricar em quantidades maiores, COM CUSTOS menores, para vender mais. E aqui, acolá e alhures dizem cinicamente que a mão-de-obra é o que mais pesa na composição nos custos de um produto! Sacou?

  19. André Felipe disse:

    Caro Leonardo,

    você foi preciso na sua análise. E o exemplo que corrobora a tese é o caso dos bolivianos em São Paulo. Só são contratados porque representam uma grande redução de custos na medida em que estão à margem da legislação trabalhista e da tributação fiscal.

  20. Adivinhem ? a FUVEST está correta disse:

    A globalização é culpada pela inflação dos anos antes do real, pelo extermínio dos mais e dos povos da floresta, do efeito estufa, do transito caótico, pelo empate da seleção brasileira, pelo advento da internet, dos blogs e seus blogueiros Sakacomunistas, ah maldito capitalismo globalizante. por que és simplistamente culpado por tudo. A luta continua cumpanheros. E viva a alternativa “C” . sem viés ideológico, apenas correlacionando causa e efeito.ok?

  21. Karen disse:

    A competitividade de mercado é talvez um dos únicos pontos positivos do mercado globalizado. Na cidade onde moro (Ponta Grossa-PR) por jogadas políticas descaradas, apenas uma empresa detém o monopólio do transporte coletivo. O resultado disso é que pagamos passagem mais cara que a da capital (Curitiba), por um serviço de qualidade duvidosa.
    O não cumprimento da legislação que garante os direitos dos trabalhadores escravizados, somado à impunidade e a falta de fiscalização eficiente no combate e punição deste tipo de prática criminosa por parte dos empregadores, é que permitem q isso ainda aconteça. Vergonhoso.
    Eu marcaria, sim, a alternativa “C”!

    Karen – Acadêmica de Licenciatura em Geografia

  22. Beatriz disse:

    Sabe o que é pior, Sakamoto? Tem um bando de ignorante pitaqueiro que não deve saber direito um quinto dos conceitos que você usou. A Fuvest errou ao não cancelar a questao.

  23. Karen disse:

    Também concordo que a questão deve ser anulada, pois a competição, por si só, da forma como o item III menciona, não me ‘convenceu’ a marcar a alternativa “E”. Para marcá-la, a formulação do item deveria conter indícios que levassem a essa análise que você maravilhosamente fez Sakamoto.
    Da forma como a questão foi formulada, ainda assim, marcaria “C”!

  24. julio guilherme disse:

    Se prudentemente o leitor se distanciar do viés ideológico, a afirmativa terceira não pode ser considerada correta. senão vejamos: o trabalho escravo ou como corretamente deve ser dito reduzido à condição análoga a de escravo, vem, a despeito de qualquer grita em contrário diminuindo no país. NÃO ESTOU AFIRMANDO QUE ACABOU, mas em virtude de uma ação efetiva do MTE e do MPT vem sim caindo. por isso é que a argumentação é falsa, ora a intensa competitividade do mercado globalizado é relativamente recente e o número de trabalhadores flagrados na situação descrita é menor que há vinte ou trinta anos. Pela maneira como se forma o raciocínio por aqui, caberia até a inferência, falsa também, de que em virtude da intensa competitividade do mercado globalizado a ocorrência de trabalho escravo vêm diminuiindo no país. por favor prestem atenção ao que escrevi, não ao que achem que escrevi.

  25. Mimi disse:

    A escravidão existe em ambientes de monopólio, oligopólio ou livre competição. A questão III diz que a persistência da escravidão no Brasil é EXPLICADA pela competitividade global e não abre brecha para que haja outra explicação para o fato. Seguindo-se a lógica dessa afirmação, eliminada a competição global, a escravidão desapareceria. Portanto, a resposta correta é mesmo a “C”. E vamos ser sinceros: em ambientes de livre competição é que podem surgir mais possibilidades de combate à escravidão, à medida que os consumidores sejam informados e passem a valorizar o respeito aos direitos trabalhistas na confecção dos produtos, da mesma forma que vem sendo feito quanto ao respeito ao meio ambiente e à responsabildiade social.

  26. Yuri Vasconcelos disse:

    Caros, o Sakamoto disse que consultou a comissão nacional que trata do tema e os pesquisadores que tratam do assunto para chegar a essa conclusão. E vocês estão baseados em que? Em achismo. Santa ignorância!

  27. K.Y disse:

    Os trabalhadores tinham condições de trabalho degradantes

    Orgulho da bancada ruralista!

    Pai e filho mantinham na fazenda seis pessoas em regime de escravidão que trabalhavam em lavouras de café, feijão e milho

    O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) denunciou os fazendeiros Peres Vieira de Gouvêa e Peres Vieira de Gouvêa Filho por terem submetido sete trabalhadores a condição análoga à de escravos na Fazenda Jerusalém, em Alegre, no sul do estado. Os dois também vão responder pela prática do crime de frustração de direitos trabalhistas. Já Peres Vieira de Gouvêa Filho também foi denunciado por lesão corporal.

    No último dia 16 de março, fiscalização conjunta realizada pelo Ministério Público do Trabalho, pela Polícia Federal e pelo Ministério do Trabalho e Emprego constatou que pai e filho mantinham na fazenda seis pessoas em regime de escravidão que trabalhavam em lavouras de café, feijão e milho. Eles não recebiam salários e adquiriam comida, bebida alcoólica e cigarros junto aos denunciados. Seus documentos pessoais também ficavam retidos, para que eles não pudessem deixar a fazenda.

    . Eram submetidos a jornada exaustiva e a trabalho forçado, tinham o direito de locomoção restringido, e suas carteiras de trabalho e os salários eram retidos.

    As vítimas eram obrigadas a trabalhar por mais de doze horas diárias e a morar em alojamentos sem as mínimas condições de higiene. Não havia banheiros adequados nem nos alojamentos, nem nas frentes de trabalho. Também não havia locais adequados para as refeições, e os equipamentos de proteção individual, como botas, chapéus e luvas, não eram fornecidos, o que sujeitava essas pessoas ao ataque de animais peçonhentos e a acidentes. Alguns desses trabalhadores ficaram nessa situação por mais de 20 anos.

    Autor da denúncia, o procurador da República Marco Mazzoni, que atua na Procuradoria da República no município de Cachoeiro de Itapemirim (PRM/Cachoeiro), chama a atenção especialmente para a total falta de cuidado com a saúde dos trabalhadores. Segundo ele, na antiga escravidão o senhor cuidava melhor dos escravos por considerá-los um ”patrimônio”. ”Os escravos atuais não recebem qualquer proteção, por absoluta ausência de vínculo patrimonial com seus algozes. Não são investimentos. São apenas trabalhadores descartáveis, substituíveis por qualquer outro”, constata o procurador no documento.

    Marco Mazzoni também classificou como ”perverso” o mecanismo arquitetado por Peres Veira de Gouvêa e por seu filho para manter os trabalhadores na fazenda. ”Como eles não recebiam salários, eram coagidos a permanecer trabalhando. Se deixassem o local de trabalho, não teriam qualquer garantia de que receberiam por aquilo já trabalhado. Isso exercia pressão psicológica suficiente a dissuadi-los de sair daquela situação”, destacou.

    Por reduzir trabalhadores a condição análoga à de escravos, os denunciados podem ser condenados a até oito anos de prisão e ao pagamento de multa. Para o crime de frustração de direitos trabalhistas, a pena é de um a dois anos de detenção e multa. Já para a prática do crime de lesão corporal, acusação que pesa contra Peres Vieira de Gouvêa Filho, a pena é de três meses a um ano de prisão. Em outubro do ano passado, ele agrediu um ex-empregado menor de idade.

    A denúncia contra Peres Vieira de Gouvêa e Peres Vieira de Gouvêa Filho foi ajuizada na segunda-feira, 30 de março. O número da ação para acompanhamento processual no site da Justiça Federal (www.jfes.gov.br) é o 2009.50.02.000477-0.

    Outros casos – Em julho 2007, o Ministério Público Federal ajuizou duas denúncias relativas a trabalho escravo, mas no norte do Espírito Santo – nos municípios de Rio Bananal, Sooretama e Jaguaré. Nos dois casos, o crime foi constatado durante a colheira de café na região.

    Uma das ações penais está sendo movida contra os agricultores Sebastião Braz Gon e Abel Gon e o comerciante e lavrador José Valter Ardiçon. Eles aliciaram trabalhadores e submeteram mais de 50 deles à condição de escravos em propriedades rurais de Rio Bananal e Sooretama durante a colheita de café de 2005. Sebastião Braz Gon e seu irmão, Abel Gon, administravam as propriedades rurais Havaí e Quatro Irmãos, localizadas respectivamente nos municípios de Rio Bananal e Sooretama. O número da ação é 20065003000151-0.

    Respondem a outra ação penal por submeter trabalhadores a condição análoga à de escravos o fazendeiro Francisco Marim Menegardo, proprietário da fazenda Boa Sorte, no município de Jaguaré, e Vanderlúcio Batista da Silva. Na fazenda havia 26 trabalhadores nessa situação, alguns acompanhados de esposa e filhos. Os trabalhadores, originários de Itamaraju, na Bahia, foram arregimentados por Vanderlúcio Batista da Silva, por determinação de Francisco Menegardo. O número da ação é 2006.50.52.000271-2.

    De acordo com o autor das duas denúncias, o procurador da República André Pimentel Filho, ”o quadro, de grave agressão aos mais elementares direitos humanos do trabalhador, só poderia ser encontrado num país que mistura pobreza extrema de grande parte da população, falta de acesso à educação, altas taxas de desemprego e a torpeza de pessoas que se aproveitam da miséria alheia para aumentar seus lucros”.

  28. Daniel disse:

    Vamos lá:

    Trecho tirado do site da Secretaria de Cidadania e Justiça do estado do Tocantins:

    “O jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto, presidente da Agência de Notícias Repórter Brasil, falou da cadeia produtiva no Seminário de Capacitação da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo, realizado na terça-feira, 19, no Ministério Público Federal. ****Ele contou que a sua agência foi contratada pelo governo federal para fazer uma pesquisa sobre o fluxo de escoamento dos produtos do trabalho escravo.**** ”

    Precisa dizer mais alguma coisa?

  29. tiago disse:

    sakamoto, voce ‘e muito chato !

    vai abracar arvore seu hippie !

  30. Valter disse:

    A questão é objetiva, por tanto, não deve abri margem a interpretações. Da forma como a questão é colocada e levando em conta sua objetividade a resposta correta é a “C”.
    Se levarmos a questão para subjetividade, como faz o autor deste artigo, poderemos marcar qualquer resposta como certa.
    Como trata-se de vestibular, e pelo que argumentei a resposta de acordo com o gabarito oficial esta correta.

  31. Carlos disse:

    Muito bom o texto do Sakamoto!
    Afirmar que o mercado globalizado não influencia a persistência e o aumento do trabalho escravo é hipocrisia.
    O desemprego é uma das piores coisas que pode acontecer para um homem. Os empregadores usam a mais-valia como diferencial competitivo!
    As exigências do mercado de trabalho estão absurdas e os salários estão medíocres.
    Trabalhar só pra pagar conta e pra comer é trabalho escravo.

  32. Carlos Santos disse:

    Cara blogueiro: com todo respeito. A competitividade serve para: Elevar os padrões de qualidade, inovação e tecnologia;
    Estimular o aumento dos níveis de investimento e produtividade;
    Ampliar e facilitar o acesso ao crédito;
    Promover melhorias de desempenho da gestão empresarial;
    Incentivar o desenvolvimento regional e de APLs; e
    Estimular o crescimento de cadeias produtivas, esses trabalhadores escravos se alimentam muito mal, com certeza cairia muito a produtividade de uma empresa. Veja você está confundindo, nas suas justificativas baixa, ou péssima remuneração( ai é outra questão) com trabalho escravo. Acontece que você é ligado ‘a guestão agrária, é fica parecendo aquela história do marceneira, que pensa que todo problema que aparece é prego.

  33. Carlos Santos disse:

    digo história do marceneiro

  34. Carlos Santos disse:

    Só para complementar: APL=Arranjo produtivo local: é uma concentração espacial e setorial de empresas
    e instituições que se inter-relacionam dando uma característica dinâmica
    própria de uma determinada região.

  35. Blog do Sakamoto disse:

    Caro Daniel,

    Agradeço o comentário. Mas vale a pena uma correção: as pesquisas sobre cadeias produtivas do trabalho escravo, desenvolvidas pela Repórter Brasil, Instituto Ethos e a Organização Internacional do Trabalho, tiveram apoio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, mas os recursos para tanto vieram da OIT, ou seja, das Nações Unidas.

    Pesquisas assim não podem ser feitas com recursos de entes estatais ou corporativos para não sofrerem pressões.

    Esse estudo resultou na criação do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que envolve mais de 160 empresas, ou 20% do PIB brasileiro, entre elas a Petrobras, Vale, entre outras, que se comprometem a atuar em suas cadeias produtivas para limar o trabalho escravo. O acordo é reconhecido internacionalmente como a primeira experiência de sucesso no combate à escravidão através da atuação empresarial.

    Para mais informações sobre o Pacto, visite: http://www.pactonacional.com.br

    Abraços,

    Sakamoto

  36. ManoWar disse:

    Sakamoto…

    Não liga não!!!

    “02/04/2009 – 10:51 Enviado por: Daniel”

    O Daniel tem a mente colonizada… ele é “DAZELITE”

  37. Brasil C P Jeng disse:

    Concordo com Romualdo Sorentino, Walber e Gisele. O item III dá a entender que a globalização se não é a causa exclusiva do trabalho escravo, é uma de suas principais causas. E isto não é real, como o próprio texto do Sakamoto mostra, pois há muitos outros fatores com peso bem maior.
    Por fim gostaria de manifestar a minha tristeza com comentários infelizes que degradam a FUVEST, com generalizações grosseiras que desrespeitam os profissionais altamente qualificados que elaboram as provas.

  38. Heitor disse:

    Muito bem, Sakamoto!
    Acho que a questão não deve ser anulada, pois não existem duas alternativas corretas. Os que consideram errada a afirmação de que a competitividade advinda da globalização é uma das causas da escravidão contemporânea, são vítimas do pensamento único proposto pelos ideólogos da mesma, que pretenderam que esta fôsse o estágio superior do capitalismo, ou uma espécie de Eldorado que entronizaria toda a Humanidade num mundo de sonhos materiais, o consumismo. A crise atual é a prova de que estavam errados. A pregação diuturna dos meios de comunicação erigiu um estereótipo da globalização, formado por grandes conglomerados multinacionais cheios de boas intenções, trabalhando duro para a satisfação dos consumidores e cuidando da saúde do planeta simultaneamente. Vou dar um exemplo. A indústria farmacêutica européia retirou do Velho Continente, em boa medida, a produção de medicamentos, uma das atividades industriais mais perigosa e nociva ao meio ambiente, transferindo -a para a Ásia (China e Índia). Na Europa, ficaram os laboratórios de pesquisa de novos produtos e as cabeças das empresas, com seus departamentos de marketing vendendo vida eterna via consumo de medicamentos perfeitos. Já na China e na Índia, estas mesmas empresas beneficiaram-se de legislações menos restritivas do que as dos países europeus sobre relações de trabalho, meio ambiente e outras. Uma outra face da globalização é que não só os CEOs de multinacionais agem conforme o pensamento único. A necessidade de ter preços competitivos para operar no mercado é essencial tanto para as montadoras de automóveis quanto para os donos de botequins e padarias, passando pelas pequenas empresas, como as cadeias produtoras de têxteis e sapatos. Não custa lembrar que Nike e Adidas já foram acusadas de trabalho escravo. A produção das duas fica na Ásia, beneficiando-se dos padrões de vida e salário vigentes lá, inaceitáveis para o Primeiro Mundo.
    Não acredito em deliberada construção de um filtro ideológico pelos elaboradores da questão. Seria muito indigesto saber que a USP presta-se a estas coisas, ainda que José Serra seja o dono de São Paulo hoje. Prefiro crer num cochilo da banca. Seria muito bom que ela acordasse agora e reconhecesse o êrro cometido anulando a questão.

  39. Heitor disse:

    Sakamoto, enrrolei-me todo. Começo o texto afirmando que a questão não deve ser anulada por não ter duas respostas certas. até aí, tudo bem. Mas se a resposta certa é a letra ‘e’ e a banca afirmou que é a ‘c’, a única saída é anular a questão, como dito ao fim do comentário.

  40. Esta certo…..aliás, aproveite para comentar sobre planos de saúde , salarios dos deputados e senadores , do desmatamento acirrado , da pedofilia…e outros mais importantes. Fui…..

  41. Marcelo disse:

    Com certeza, a globalização pensa em tudo, menos nas condições humanas. Haja vista que vivem elogiando a China, onde os sujeitos trabalham por um prato de arroz sujo por dia e ficam felizes, porque antes comiam mato.
    Para as multinacionais e a elite financeira da sociedade, os pobres e trabalhadores são mera montanha de carne a ser explorada.

  42. Marcelo disse:

    Ah, mais uma coisinha, o sucesso da globalização é que um dos fatores que a apoiam é a desregulamentação internacional do trabalho. Se tivessem que pagar os mesmos salários em qualquer parte do globo, a coisa perderia a graça.
    Capitalismo sem a régua do Socialismo é uma putaria só. Que Deus tenha piedade dos pobres, porque a cúpula da sociedade com certeza não tem.

  43. Daniel disse:

    Sakamoto,

    Fiz meu comentário com base no seguinte trecho:

    “…Ele contou que a sua agência foi CONTRATADA PELO GOVERNO FEDERAL para fazer uma pesquisa sobre o fluxo de escoamento dos produtos do trabalho escravo…” (SIC)

    Sugiro então que verifique a matéria e contate a fonte que divulgou tal informação. Alguém está errado nessa história.

    Abraço,

    Daniel

  44. Daniel disse:

    Fonte: site da Secretaria de Cidadania e Justiça do estado do Tocantins

  45. [...] A afirmativa III da questão pode ser considerada correta page tags: interdisciplinar help | terms of service | privacy | report a bug | flag as objectionable Hosted by Wikidot.com — get your free wiki now! Unless stated otherwise Content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License [...]

  46. Danielle disse:

    oxi eu preciso saber como comparar a vida dos escravos no periodo colonial e a vida dos trabalhadores de hoje !
    Des de ja obrigada :D