Blog do Sakamoto

A moral da polícia se enforcou em um cadarço de sapato

Durante a ditadura, os militares armaram uma farsa para encobrir o assassinato do jornalista Vladimir Herzog. A explicação trazida à público, de suicídio na cela, não convenceu e a morte de Vlado tornou-se símbolo na luta contra o regime.

“Nos quartéis lhes ensinam antigas lições”, cantavam nos anos de chumbo. Mas bem que a música podia ser assobiada hoje na Vila Jacuí, Zona Leste de são Paulo, uma vez que o modus operandi da polícia no Brasil parece não ter mudado desde que os verde-oliva sentavam-se no Planalto.

Em São Paulo, um homem de 39 anos foi encontrado enforcado pouco mais de duas horas depois de ter sido preso. Supostamente, era traficante e transportava cocaína. Supostamente, teria se enforcado usando um cadarço de sapato. Questionado por jornalistas se não é praxe da polícia retirar os cadarços de sapatos de presos, um policial afirmou que o acusado usou um pedaço de papelão para arrastar um cadarço que estava fora da cela.

PELAMORDEDEUS! Nem os milicos que mataram Herzog foram tão caras-de-pau! Qual seria a próxima desculpa esfarrapada se essa não colasse? a) O rapaz recebeu um cadarço através de um pombo-correio? b) Ele levava um cadarço no estômago para ocasiões como essa? c) Como era um exímio tecelão, ele criou um cadarço a partir de restos de fios disponíveis no chão da cela?

Informados do ocorrido, familiares da vítima e moradores da Vila Jacuí realizaram um protesto na madrugada de hoje, armando barricadas, depredando dois ônibus e incendiando um terceiro. A manifestação foi dispersa pela tropa de choque da polícia militar. Pelo o que vi, a maioria das notícias veiculadas sobre o assunto chamavam os moradores de vândalos, mas não questionavam a polícia.

Não quero legitimar uma violência por outra, mas entendo muito bem a revolta desses moradores. Pelo histórico de parte de nossa polícia (tortura, mortes, desaparecimentos, corrupção, enfim), há uma grande chance desse jovem ter sido executado. Isso sem um julgamento, sem que as supostas provas do suposto crime tenham sido analisadas por um juiz.

(Os ignorantes vão dizer que bandido tem que morrer mesmo e vão citar um comovente caso familiar como justificativa técnico-científica para isso, pedindo olho por olho, dente por dente. Para esses, nem vou gastar o dedo digitando que nossa lei não prevê pena de morte, nem execução sumária e que o Estado é o responsável pela vida e saúde das pessoas sob sua custódia – apenas não levar essa tarefa muito a sério.)

Indo nessa toada de direitos para uns, deveres para outros vai chegar o dia em que as “hordas” (como ouvi serem chamados os excluídos em uma rodinha de conversa da elite paulistana) vão se rebelar. E não vai ficar apenas nos três ônibus e uma barricada. Com toda a razão.  

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Comentários

35 Responses to “A moral da polícia se enforcou em um cadarço de sapato”

  1. Siboba disse:

    Sakamoto:

    Justificativa técnico-científica para o meu comentário:

    Conheço gente que morreu por causa das drogas e do tráfico. Deveriam era distribuir toneladas de cadarços nas celas brasil afora. Mas não me surpreende você defender o tráfico e malhar os pagadores de impostos. Tenho medo do que você possa dissertar quando o assunto for FARC.

    FRASES PARA ENTENDER O BRASIL:

    De Sakamoto, esquerdopata coordenador de alguma Ong sustentada com o dinheiro do contribuinte:

    “Indo nessa toada de direitos para uns, deveres para outros vai chegar o dia em que as “hordas” (…) vão se rebelar. E não vai ficar apenas nos três ônibus e uma barricada. COM TODA A RAZÃO.”

    É essa a esquerda que hoje comanda o nosso país. E com esses mesmos pensamentos. E incitação à insurgência popular deveria dar cadeia, com direito a entrar na cela com o tênis com cadarço. Absurdos, absurdos, e mais absurdos. Ler um comentário como esse me faz entender o que faz do Brasil a p*** grande, gorda, chorona, submissa e pobre, sentada num trono de ouro. Pronto. Tô p*** e falei.

  2. Rubens Machado disse:

    Fantástico, Sakamoto! Como sempre genial!

  3. Cris disse:

    Incitação à insurgência… Hahahaha, Sakamoto os seus leitores reacionários são muito divertidos. Fica p mesmo, minha filha, choooooooooora!

    No dia que esse dia chegar, sua cabeça vai ser a primeira a rolar.

    Pronto. Falei.

  4. ana maria disse:

    Gostaria que os bandidos de colarinho branco tivessem o mesmo tratamento dos pés de chinelo.
    E o pessoal que aprova esse tipo de tratamento dado pela policia fica passivo vendo seu dinherinho de impostos pagando contas de loiros de olhos azuis, esses sim, impunes.

  5. Amanda disse:

    Querida Siboboa,

    Sei que dentro de uma pessoa, qualquer que seja a crença religiosa ou partidária, há sempre um lugar onde mora dois valores essencialmente humanos como o bom senso e a capacidade de se colocar no lugar do outro.

    Você vê algum problema nesses dois valores? Não creio que eles pertencem à direita ou a esquerda, creio que eles são universais e que todo mundo pode desenvolver esses valores no trato com as pessoas.

    Pois bem, no caso citado por Sakamoto, o de um jovem que provavelemente foi assassinado com um cadarço de sapato dentro de uma delegacia, cabe a mim que estou lendo a notícia me perguntar: e se fosse meu filho?

    Com que a direito a polícia leva um jovem pra uma delegacia e o devolve morto por “suicídio”?

    O que você, minha cara, precisa entender, é que a polícia não pode sair por aí pegando o filho dos outros e matando porque, simplesmente, esse método leva a erros que prejudicam irremediavelmente pessoas trabalhadoras que não têm nada a ver com a dita criminalidade, tão alardeada nos jornais. E nessa brincadeira de “vamos matar todos os bandidos” são muitos os inocentes que morrem no meio do caminho.

    Quantas vidas a polícia pode tirar “por engano”? Qual o limite?

    Creio que quando Sakamoto se refere às “hordas”, ele não está se referindo às pessoas que são psicopatas, vagabundas ou ruins por simples capricho da natureza. Ele está se colocando no lugar de uma mãe, de um pai, de alguém que pode ser vítima desse estado de coisas que podem ser perfeitamente evitáveis, como o assassinato de inocentes dentro de celas policiais.

    Ele está chamando a atenção para o fato dessas pessoas pobres serem tão dignas de direitos quanto pessoas ricas.
    Esse princípio, minha cara, não tem a ver com esquerda ou direita, tem a ver com justiça. Como é que essa gente vai respeitar uma autoridade que cotidianamente não as respeita? Como é que essas pessoas vão responder dentro dos meios cabíveis – na justiça – uma vez que os meios cabíveis e pacíficos lhe são diariamente negados? Se quando se coloca o assunto em pauta surge sempre um pra dizer que todos eles precisam morrer?

    Oferecer cadarços para todos os traficantes, como a senhora sutilmente defende, além de não acabar com o problema do vício e das drogas, equivale a incitar policiais brasileiros a fugirem de suas prerrogativas profissionais.

    A senhora, se quiser mesmo ser levada a sério, e se tem um pingo de bom senso e de empatia, deveria, no mínimo, lutar para que a justiça chegue a essas pessoas; que o ministério público seja aparelhado; que as pessoas tenham acesso a uma justiça pública e de qualidade. Porque daí essas “hordas” não precisariam se rebelar de forma cruel e violenta.

    Ps. Belo texto, Sakamoto!

  6. ROBERTO disse:

    Essa figura estranha, nominada SIBOBA, sofre de algum problema que ainda não consegui detectar. Talvez um bom psicólogo/psiquiatra saia definí-la. Em todas as manifestações que fez neste espaço é um festival de besteiras. Voce realmente não pode ser levada a sério. Tenho certeza que vc assiste frequentemente aos programa da Lucianta, Luciana Gimenes.

  7. Siboba disse:

    Amanda:

    Humanizar esse rapaz não muda o fato de que ele era um TRAFICANTE DE DROGAS. Assim como não há provas concretas de que ele realmente se matou, não há provas de que a polícia o matou.

    Um jornalista “graduado” como o Sakamoto jurou jamais escrever de maneira tendenciosa, como o fez nesse post digno de estudante de 2° grau de escola pública. Acredito na manutenção de uma justiça que pesa igualmente para todos os lados, mas o fato aqui não foi esse.

    O objetivo principal do comentário do Sakamoto foi perpetuar o estereótipo comunista: Meter o pau na polícia, no poder público e na elite a todo custo, com análises e conhecimento de causa ralas e comentários sem fontes e sem base, aproveitando-se da ignorância popular para espalhar sua doutrina fula e falha. É disso que eu tenho nojo. Você perguntou:

    “Quantas vidas a polícia pode tirar “por engano”? Qual o limite?”

    E quantas vidas o tráfico vai tirar INTENCIONALMENTE? Quantas famílias destruídas? Independentemente da maneira como ele morreu, um criminoso a menos nas ruas ou nas cadeias (em pós-graduação) é uma verdadeira bênção à sociedade. E não acho errado pensar dessa forma. Se não há meios preventivos que impedem que esse ser se torne um monstro dentro da sociedade, tudo o que resta, infelizmente, é a repressão. Tem muita coisa pra ajeitar, para que episódios como esse não se repitam, e elementos como esse sofram as penalidades da lei com o rigor que merece. Mas estamos muito longe isso.

    Para Roberto:

    É claro que o seu comentário foi mais útil que o meu. Basta lê-lo de novo. Digno de um sociocomunopetralhaterroristavagabundo, desses que se extasiam com as pérolas do mestre dos ladrões, o larápio Lulla Mulla. Sem comentários pra você.

    Talvez você tenha aprendido algo sobre contra-argumentação com a amiga Amanda, que mui respeitosamente diferiu de minha idéia sem dirigir ofensas. Lamentável, meu amigo, lamentável. Pronto. Falei

  8. Siboba disse:

    Para Cris:

    Ser chamado de reacionário, pra mim, é um belíssimo elogio. E devolvendo na mesma moeda o comentário que você fez: Se acontecer o contrário (como já aconteceu, isso, lá em 64) a cabeça que vai rolar é a sua. Hm. Pronto. Falei.

  9. Bete Li Hon disse:

    Sakamoto, você é gênio. Parabéns!

  10. Siboba disse:

    O mais legal é que eu nem preciso ter um blog, é só chupinhar o do Sakamoto…

  11. Madre Tereza disse:

    A banalização da vida é impressionante, principalmente para quem pode apontar o dedo e decidir quem deve continuar, quem é bom e quem é ruim. E nessas, a vida, que deveria ser analisada como o principal recurso de satisfação, é deixado em segundo plano. Infelizmente a Siboba tem uma análise elitizada da situação… imaginando que o problema, mais uma vez, está na “perifa”… que a “perifa” não tem condições de estabelecer cidadães dignos. A tendência de julgamento é sempre essa. É da perifa? Hum… então as chances dessa pessoa ser um traficante/ladrão é alta. Se matar não tem problema, hora ou outra ele daria problema.
    Educação pra esse povo ninguém reclama, né?!

  12. Z/L é nóis disse:

    Aí Siboba, na Jacuí o barato é loco… tem que provar do veneno daqui pra querer falar. Tu deve estar com medo do calvário invadir teu pedaço aí no Jd. Europa, né não? O Miserê vai chegar aí mais cedo ou mais tarde… tu vai poder desfrutar das mesmas feridas que a gente. Será que se um dia isso acontecer sua idéia vai mudar? Gente como vc, que defende a opressão, estimula a violência.

  13. COMUNAS DE BUTIQUE LESA PÁTRIA disse:

    A lei brasileira (constituição federal) prevê PENA DE MORTE, SIM!

    Para TRAIDORES, em tempo de guerra!

    Aos esquerdinhas daqui do Sukamoto, portanto, CUIDADO!

  14. quem tem medo de KH não come , não tem procedencia, ao visto algiuns leitores se dão ao tempo, de fica rdando alfinetadas, se querem elogioar essa direita nojeta taí uma sugestão http://www.milennium.org.br vao pra lá q é o lugar de voce.
    q coisa chata!!!!!!

  15. Siboba disse:

    Senhores, o comentário abaixo:

    “O mais legal é que eu nem preciso ter um blog, é só chupinhar o do Sakamoto…”

    NÃO FOI FEITO POR MIM. Foi feito por alguém que usou meu nick mui safadosamente. Safadinhos!!!!!!

    Pronto. Falei.

  16. Siboba disse:

    Madre Teresa:

    Não tenho uma visão elitizada sobre o assunto. Basta analisar os números. Pronto. Falei.

    http://www.ssp.sp.gov.br – tá tudo lá. Ah, o que eu vejo na prática também conta, não só os dados de um site. Pronto. Falei de novo.

  17. huk disse:

    PELO QUE ENTENDI NÃO EXISTEM PROVAS CONCRETAS DE QUE A POLÍCIA TERIA MATADO O BANDIDO.
    ORAS, É MUITO FÁCIL ENTRAR UM CADARÇO NUMA CELA!
    O PRESO ESTÁ SUJEITO A CRISES DEPRESSIVAS, ATÉ ATENTAR CONTRA A PRÓPRIA VIDA.
    A MORAL DA POLÍCIA ESTÁ EM MANTER PRESAS PESSOAS QUE PÕE EM RISCO A SEGURANÇA DA POPULAÇÃO, COMO ESTES BRAVOS POLICIAIS TEM FEITO, COM SACRIFÍCIO E CORAGEM! AINDA FICA ESTA CORJA DE SAFADOS CRITICANDO DE FORMA CÍNICA TUDO QUE ELA FAZ!
    IMAGINE SE NÃO HOUVESSEM ESTES ABNEGADOS E MUITO MAL PAGOS POLICIAIS NAS RUAS, PARA PRENDER LATROCIDAS, TRAFICANTES, CRIMINOSOS, PEDÓFILOS, ESTELIONATÁRIOS…
    DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ Ô SAKAMOTO ?
    LEVA ESTA GALERA DE BANDIDO PARA SUA CASA , PARA O SEU APÊ, SE VOCÊ GOSTA DESSE TIPO DE “INJUSTIÇADO”
    VÊ SE PENSA PARA FALAR E ESCREVER PELO MENOS UMA VEZ NA TUA VIDA!

  18. na cadeia disse:

    visitem uma cadeia e vejam se la está preso algum traficante que foi pego, com grande quantidade de drogas… lá só existem bandidos que foram pegos com pequenas quantidades, é isso que eu não entendo cara. em uma reportagem que assisti, um garoto de favela disse: como um policia anda de carrão se ele ganha mal. eu tambem quero ter um carrão cara…infelismente as nossas policias estão falidas e mal remuneradas. duvido que esse cara se matou.

  19. Marlene Izidoro disse:

    Concordo com o “huk”. Bandido não pensa duas vezes para matar. Lembrem-se da enfermeira grávida, da gêmea com tiro na cabeça e tantos outros casos. Quando morre bandido, ou ex-bandido, traficante, etc, sempre tem discussão, mas não se discute sobre os incocentes mortos por eles. Cheguei ao ponto de não querer mais justiça (já que esta não funciona para todos) agora quero é VINGANÇA. Pronto FALEI.

  20. Clovis Jassa disse:

    Se os bandidos não pensam duas vezes em aplicar pena de morte entre os seus e entre a população, porque a polícia deveria preservar a vida da escória da sociedade? Se a lei não permite, a justiça (na prática) encontra os seus meios. Quanto menos, melhor.

  21. Leandro disse:

    Ouví dizer que todo mundo é inocente até que se prove o contrário. No caso, vc está julgando a polícia, mesmo sem provas. É completamente absurdo, mas ainda assim possível, que o vagabundo tenha feito o que disseram que ele fez. Você, que cita tanto a lei, deveria se ater mais a ela no todo, e não somente nas partes que lhe interessa. Não decaia, sensacionalismo barato faz dinheiro, mas envergonha a qualquer um que tenha ética. Você não sente isso?

  22. Amanda disse:

    Siboba,

    Só mais algumas perguntas: quem é que sabe se o rapaz enforcado é traficante? O crime foi julgado? Transitou em julgado? Existe alguma lei brasileira, promulgada de forma democrática, que permita pena de morte em celas?

    Acho que uma pessoa de bom senso daria o benefício da dúvida ao acusado de se enforcar com um cordão de sapato.

    Sair apontando o dedo para as pessoas é que me parece um comportamento típico de criança mimada.

  23. coiote disse:

    Bandido bom é bandido morto,nao importa quem matou!

  24. Siboba disse:

    Amanda, seu comentário:

    “quem é que sabe se o rapaz enforcado é traficante? O crime foi julgado?”

    O CARA FOI PRESO EM FLAGRANTE. PORTANDO DROGAS E DINHEIRO.

    Isso responde sua pergunta? Pronto. Falei.

    Profecia: Você continuará defendendo traficantes somente até o dia em que um deles (ou um comprador) enfie uma arma na sua cabeça ou na cabeça de alguém da sua família e puxe o gatilho. ele vai pra casa fumar mais um e dormir. E você? Dói mais quando acontece com a gente.

    Isso responde sua pergunta? Pronto. Falei.

  25. chris disse:

    Vejo aqui uma sucessão de erros, pré-julgamentos e discussão que não leva a lugar algum. As Leis existem para serem cumpridas, certo? Se a lei está errada, que mudem a lei. Portanto:

    - Policiais não podem matar, a não ser em casos extremos de legítima defesa etc. Infelizmente (para alguns) as pessoas de bem tem que se comportar um pouquinho melhor do que os marginais/traficantes e não ficar se justificando em cima do erro deles para também cometerem delitos.

    - Temos certeza de que foram os policiais que mataram? Não, sem um laudo pericial. Pré julgá-los TAMBÉM é um erro.

    - Temos certeza de que o cara preso era um marginal? Também não. Infelizmente, a perda de credibilidade na polícia é tamanha, casos e mais casos em que se “plantam” flagrantes, casos de truculência explícita, já nos fazem desconfiar de tudo que é dito.

    - Vai se chegar a algum lugar enquanto as pessoas se dividirem em dois “times”: um sempre a favor do mais fraco (seja ele marginal ou não) e outro sempre a favor das pessoas de bem, que pagam seus impostos e ignoram solenemente a pobreza das comunidades????

  26. valter disse:

    esse pessoal q defende esses marginais(policia) nao devem saber o risco q e` entrar numa delegacia ou ser abordados por essa gente de salario miseravel ate o dia q acontecer com eles
    valter

  27. Siboba disse:

    Valter:

    Isso mesmo! Assim quando te assaltarem, sequestrarem ou estuprarem você ou alguém da sua família, você vai lá e chama o traficante chefe da favela mais próxima, ok? Pronto. Falei.

  28. CLAUDIO - Curto e Grosso disse:

    Quem estiver com muita dó do bandido que se enforcou ou foi enforcado, não importa, na cadeia, nós conseguimos um outro traficante para viciar o filho dele e leva-lo para o inferno. Quem defende terrorista, terrorista é.

  29. huk disse:

    Só para filosofar…como estaria a segurança da população sem a ROTA pegando firme nas ruas contra a bandidagem?
    Criticar a polícia é fácil, mas segurar esse crime organizado, violento, covarde e desumano não pode ser feito com a delicadeza que estes esquerdopatas defensores de direitos humanos de bandidos querem! É uma guerra diária!
    De que lado está o dono desse blog ?
    Somente nos casos onde houve abuso da polícia contra inocentes, de forma clara e com provas deveria haver comoção!

  30. Siboba disse:

    huk:

    Ele nunca vai comentar sobre os bandidos que flagelam a sociedade. Ele só vai comentar quando acontecer o contrário. E como disse o Claudio-Curto e Grosso: Quem defende terrorista, terrorista é. Alguém tire nossos generais do coma, por favor? Pronto. Falei.

  31. Batista disse:

    Sakamoto
    Antes de vc nascer já se conta uma historia de um jornalista que disse ao governador da época que sempre falaria bem de seu governo, mas reservaria o direito de sempre falar mal da policia.

  32. Direitos constitucionais. disse:

    Eu não gostaria de opinar, mesmo porque pelo número de comentarístas, trinta e poucos, o assunto é de segurança pessoal, mas como tenho filho moço que gosta de sair à noite, eu sempre lhe digo;
    Lembre-se filho que hoje em dia, todos nós temos dois toques de recolher que são:
    1- Dos bandidos que querem assaltar à noite e a vida das pessoal pouco ou nada vale prá eles.
    2-Da polícia porque na sua testa não está escrito que você é um cidadão de bem, que respeita e cumpre as leis e é trabalhador e como um policial pode advinhar quem és tu?
    Depois do erro cometido, os prejuizos já são concretos e quem vai pagar por eles?
    Até aí, sua vida e seus direitos de cidadão já eram, pois nem vivo talvez voce esteja.
    Quem está na rua, fóra de casa portanto, está com a expectativa de vida bastante reduzida e do mesmo modo, seus direitos constitucionais de IR E VIR.
    Só depois que o fato se consumou é que vão se lembrar que seus direitos de cidadão garantidos pela constituição foram ultrajados, mas aí já é tarde.
    Na verdade poucos sabem direito onde termina e onde começam os direitos do cidadão, nem mesmo as autoridades, muito menos os bandidos.
    Seu texto e comentário são pertinentes com a situação da sociedade atual, seja de indivíduos ricos ou pobres.

  33. Renato disse:

    O ENCOBRIMENTO DO CRIME

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    Heitor De Paola

    Deparei-me na página de “Opinião” do O Globo do dia 02/06 com o artigo de Cláudio Beato e Felipe Zilli, pesquisadores do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública da UFMG com o título “A estrutura do crime”.

    Os autores perguntam se é possível identificar padrões e dinâmicas comuns ao processo de evolução das atividades criminosas, e logo respondem que, partindo do estudo de casos do Rio e outras metrópoles, podem ser identificadas algumas regularidades e detectados quatro estágios: num primeiro haveria uma lógica mais societária do que econômica, determinando uma forma anárquica, ainda não organizada no segundo, descreveram intensa competição entre grupos com utilização em massa de armas de fogo e entrada em cena do “policial violento e corrupto”. Também seriam refeitas antigas alianças para “proteção dentro das prisões”. No terceiro estágio há o predomínio de alguns grupos sobre outros, expansão das atividades comerciais em direção a outros tipos de atividades ilegais é o momento do ingresso das milícias no cenário. No último estágio reinaria o crime organizado globalizado e de inserção internacional, nos moldes da Máfia. Até aí, tudo bem, parece que estamos frente a um sério estudo acadêmico com o qual podemos divergir, mas reconhecer que é válido.

    No entanto, esperava mais de um texto de dois acadêmicos, no mínimo o de apontar as mudanças ocorridas na estrutura política, e nas atividades criminosas que seriam responsáveis pela evolução entre as fases. Os autores apontam a década de 80 como o momento em que se iniciou a transição da fase 1 para a 2 no Rio de Janeiro, a fase de “estruturação das atividades e dos grupos criminosos”, da entrada em cena do “policial violento e corrupto” e do “upgrade no sistema prisional” (sic). Uma das características foi a formação de estruturas criminosas mais hierarquizadas como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro e o Primeiro Comando da Capital, denominados “estruturas de proteção dentro das prisões”.

    Dito desta forma parece que a violência começou gratuitamente por parte dos policiais “violentos e corruptos” e autoridades carcerárias, contra as quais os bandidos, pobres vítimas indefesas, tiveram que formar quadrilhas para se defender. Mas, o que ocorreu na década anterior e no início daquela década, especificamente no Rio?

    * * *

    Na década de 70 a co-habitação de presos políticos com presos comuns resultou num conluio explosivo: os primeiros ensinaram aos segundos as táticas de guerrilha aprendidas em Cuba e outros paraísos comunistas, preparando-os, portanto, como seus legítimos sucessores, o que incluía aulas de organização revolucionária para a formação de quadrilhas mais eficientes. Isto explica a transição de “uma forma anárquica” para uma estrutura organizada nos moldes das organizações revolucionárias. Certamente, como conseqüência, ocorreu o aumento da violência dentro das prisões, o que motivou o necessário “upgrade do sistema prisional”.

    Na década de oitenta em todo país fervilhavam as campanhas para a anistia ampla, geral e irrestrita – como veríamos mais tarde, só para um dos lados – e das “Diretas Já”. Além disto, especificamente no Rio, assumia o Governo do Estado Leonel Brizola com seu “socialismo moreno”, os policiais viraram marginais e os bandidos viraram pobres vítimas. Os primeiros tiveram seu salário achatado, proporcionando o aumento da corrupção que, retrospectivamente, foi acusada de causa das medidas contra a polícia, precisavam complementar o combustível e pagar o conserto de viaturas decrépitas, e portavam armas enferrujadas. Estavam impedidos de subir os morros e qualquer atitude mais agressiva em relação aos bandidos dava inquérito na Comissão de Direitos Humanos e geralmente demissão. Face ao total descalabro um policial me disse em 1983, profeticamente: “moço, em pouco tempo eles (os bandidos) vão dominar toda a cidade”.

    Não é natural que tenha havido a transição para o segundo estágio?

    * * *

    Sem pretender esmiuçar o texto todo mencionarei apenas alguns outros pontos. Para os autores o Rio estaria hoje na transição para o terceiro. A descrição deste estágio é, mais uma vez, irrefutável: expansão das atividades comerciais para além do narcotráfico, para itens como “gatos” (ligações clandestinas de luz e água), venda informal de serviços públicos, provisão de bens e serviços, ingresso das milícias no cenário buscando a reorganização das atividades em outro patamar. E aí vem mais uma pérola: “No caso colombiano, foram os paramilitares que cumpriram este papel!”. Ou a ocultação da verdadeira pérola, as FARC? Para estes “especialistas” em criminalidade e segurança pública uma guerrilha de narcotraficantes de importância, magnitude e abrangência continental não existe! Nem lá na Colômbia, que dirá de sua influência direta no Brasil, apesar de Fernandinho Beira-Mar tê-la mencionado publicamente. Um bandido denuncia uma organização responsável pelo tráfico de drogas e de armas para o Brasil e os “especialistas” nem tomam conhecimento? Seria, no mínimo, espantoso, tamanha incompetência, se não soubéssemos claramente que sua função não é pesquisar, mas encobrir os verdadeiros criminosos!

    Mais uma vez os autores dizem corretamente que “cada fase merece um tipo específico de intervenção”. O que recomendam para impedir a progressão para o último estágio (crime organizado globalizado e de inserção internacional, nos moldes da máfia ou dos cartéis internacionais)? A “adoção de estratégias visando ao restabelecimento da ordem, com a total erradicação das armas de fogo e retomada de territórios”. Claro, o desarmamento da população de bem!

    * * *

    Existem textos que parecem ter vida própria e se recusam a permanecer no baú. Porém, quê fazer se a inversão da história continua a mesma? Refiro-me a um artigo já antigo de quase 8 anos, Um Dia de Chumbo, que re-apresentei em abril de 2006 e que sugiro aos leitores novamente. Nele faço algumas observações ainda atualíssimas.

    A máquina de produção de mentiras históricas precisa permanentemente falsificá-la – como no Ministério da Verdade, de Orwell – e um dos métodos mais eficientes é a inversão de causa e efeito: conta-se a história sem ocultar nenhum fato, mas ao ser invertida a origem, toda a série posterior será contada ao revés. A causa primeira para o reconto revolucionário da história brasileira, no caso em apreço, anterior a tudo isto, está em 1964.

    Ensine-se a um adolescente que naquele ano, militares furibundos, sem provocação nenhuma, acabaram pelas armas a maravilhosa democracia em que vivia o país e que, por esta razão, começaram os protestos pela volta à democracia que estes foram violentamente reprimidos em 68 e, por esta razão, começou a reação armada contra o regime que os protestos populares contra uma ditadura cruel aumentaram de intensidade e, por esta razão, ocorreu a democratização à revelia dos militares. Dadas estas premissas, delas decorre automaticamente que a população carcerária era constituída de vítimas de policiais “violentos e corruptos” oriundos dos “porões da ditadura”.

    Não conheço os autores e, portanto, duas hipóteses me ocorrem: ou são jovens que desde os primeiros cursos, passando pelo segundo grau aprenderam esta história invertida e, obviamente, é natural que ao realizarem suas pesquisas completem a série ao revés automaticamente, pois é tudo o que conhecem ou então, sabem bem que estão mentindo e funcionam plenamente dentro do duplipensar revolucionário e, por via de dissonância cognitiva, acreditam nas duas versões e utilizam a que melhor preenche as diretivas revolucionárias explícitas ou implícitas na universidade e na mídia. Sabem que se não repetirem a versão oficial falsa serão relegados ao ostracismo acadêmico e midiático e perderão seus empregos, prestígio e arruinarão suas vidas. É claro que isto não os exime de culpa pelo que deveria ser o verdadeiro título de seu artigo: O Encobrimento do Crime!

  34. zuza disse:

    tudo sobre a ditabranda “ditadura”:

    http://www.bolsonaro.com.br/jair/

  35. marcio disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk q burro rs