Pior que uma vaca louca é um varejo que volta atrás
Após notificação do Ministério Público Federal do Pará, os membros da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) haviam se comprometido a suspender compras de carne bovina do Estado. Agora, parte dos supermercados voltaram a comprar de frigoríficos que foram acusados de fomentar o desmatamento e parte mantém a posição de embargo.
Com base em um rastreamento de cadeias produtivas realizado em parceria com o Ibama, o MPF iniciou duas dezenas de processos judiciais contra fazendas e frigoríficos, pedindo o pagamento de R$ 2,1 bilhões em indenizações por danos ambientais, no final de maio. Dezenas de empresas que compraram subprodutos desses frigoríficos receberam notificações em que foram informadas que haviam adquirido insumos obtidos através do desmatamento ilegal da Amazônia. A partir da notificação, deveriam parar de comprar desses fazendeiros e frigoríficos ou passariam à condição de co-responsáveis pelos danos ambientais.
Os associados da Abras organizaram um plano de ação em que o fim do embargo dependeria de uma auditoria externa realizada pelos frigoríficos para que fosse verificada a ausência de problemas ambientais e trabalhistas nas fazendas fornecedoras. O diálogo com a indústria da carne no estado foi posto em marcha na busca de uma solução.
No início de julho, frigoríficos e o governo do Pará assinaram termos de ajustamento de conduta com o Ministério Público Federal (MPF). Entre as indústrias que aderiram ao acordo estão dois grandes frigoríficos que atuam no estado, Bertin e Minerva. Os TACs com os frigoríficos prevêem que estes passarão a exigir dos fornecedores a moratória total do desmatamento, o reflorestamento de áreas degradadas e o licenciamento ambiental. Também irão informar a origem da carne aos consumidores e ao MPF-PA, que vai verificar a existência de trabalho escravo, crimes ambientais e grilagem entre os fornecedores. As empresas que receberam recomendações para suspender contratos de comercialização com os frigoríficos, como os varejistas, poderiam retomar os negócios com a carne do Pará após esses TACs.
Fazendo consultas com empresas do setor, percebemos que havia uma disposição entre alguns associados de, mesmo com o TAC, apenas levantar o embargo após os frigoríficos realizarem a auditoria independente exigida. Até porque, sem isso, seria impossível garantir, neste momento, que a origem da carne vendida ao consumidor estaria livre de desmatamento ilegal.
Contudo, o Grupo Pão de Açúcar voltou a comprar do Grupo Bertin no Pará, após a assinatura do TAC e a notificação do MPF/PA ter sido suspensa. A Repórter Brasil solicitou a posição da empresa sobre isso e não obteve resposta até o momento.
Em entrevista ao blog da Miriam Leitão, o presidente da Abras, Sussumu Honda, afirmou que seria injusto não retomar a compra da carne após o fim do embargo pelo MPF, como também não seria correto não atender à recomendação anterior do MPF de suspender a compra: “A maioria dos frigoríficos assinou o termo de ajuste de conduta. E o governo do Estado do Pará liberou recursos para a certificação da origem da carne. Com a liberação do MPF do Pará, voltamos a comprar. São fornecedores importantes do mercado”.
Mas pelo visto o presidente da Abras se precipitou ao falar em “voltamos”.
O Wal-Mart veio a público, hoje, dizer que mantém o embargo. “Só voltaremos a fazer negócios com a região após acordo e alinhamento do plano de auditoria proposto inicialmente pelo setor. Entendemos que isso é o mais correto a fazer no momento e está em linha com as expectativas dos nossos clientes”, afirmou Héctor Núñez, presidente da empresa Brasil, em nota pública divulgada hoje.
A Repórter Brasil também solicitou esclarecimentos sobre essa posição da Abras que, ao que parece, falou apenas por parte dos associados.
Porque tenho uma dúvida: esse posicionamento de empresas como o Pão de Açúcar e mesmo do presidente da Abras não irá gerar problemas para efetivar o plano de auditoria externa de curto prazo que havia sido anunciado pela associação?
É importante que se diga que redes varejistas não estão cometendo ilegalidade ao voltar a comprar carne do Pará, mas a moralidade da ação pode ser sim questionada. Quando a bomba estourou, foi muito útil dizer aos quatro cantos que atitudes seriam tomadas para aprimorar o setor – no caso, o desenvolvimento de instrumentos de controle da cadeia produtiva. Dessa forma, blindou-se a imagem institucional de varejistas e o problema foi limitado ao produtor rural e ao frigorífico, quando ele é, na verdade, de toda a cadeia. Agora, que não há mais risco de ser processado por co-responsabilidade, retorna-se às compras antes de ter esses instrumento garantidos.
A assinatura do TAC foi um grande avanço, como já noticiei neste blog, que se deve a procuradores da República que não tiveram medo de cumprir seu dever – e que foram pesadamente ameaçados por produtores rurais e por sua truculenta tropa de choque, a bancada ruralista. Contudo, o setor empresarial pode ir além da legislação e de decisões judiciais e atuar na vanguarda do desenvolvimento sustentável. Ou seja, fazendo mais do que lhe é imposto.
Quem ganha com isso? Eles mesmos, que agregam valor à sua marca. O consumidor, que se sente respeitado e pode comprar um produto de qualidade. E, neste caso, o meio ambiente e as futuras gerações.
PS: Estamos falando das grandes redes e do que elas fazem ou deixam de fazer. Mas há outros grupos, expressivos também, que, até onde sei, não se mexeram para adotar políticas de restrição a produtos oriundos do desmatamento na Amazônia. Exemplos? A rede Makro. Notificado pelo MPF/PA por estar vendendo produtos oriundos do desmatamento, a rede atacadista disse que confiava nas garantias dadas pelos frigoríficos. E provavelmente também em Papai Noel, no Coelho da Páscoa e no lucro fácil.
***
Atualização: Falei, nesta terça (21), com Paulo Pompílio, diretor de Relações Corporativas e Responsabilidade Socioambiental do Grupo Pão de Açúcar. Ele garantiu que a empresa acabou por cancelar a compra de carne da unidade do Bertin no Pará, a qual me referi neste post.
Pompílio disse que, nesta quarta (22), a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) irá divulgar uma posição conjunta dos associados. Perguntei se o Pão de Açúcar divulgaria uma nota pública, semelhante às do Wal-Mart e do Carrefour, comprometendo-se a não comprar dos frigoríficos do Pará enquanto a auditoria externa prevista não fosse realizada. Ele preferiu dizer que a empresa vai adotar a posição tomada em conjunto pelo setor.
Colaborou Carlos Juliano Barros.

Help stédile, help stédile!
O movimento deve ser todo deslocado para ser ASSENTADOS, nas terras que estão sendo DISTRIBUIDAS.
O barbudo vai patrocinar a reforma agrária!
È agora ou nunca mais serão ASSENTADOS?
Abin ajuda a regularizar terras na Amazônia.Os serviços federais de inteligência fazem parte da força tarefa criada para ajudar na organização fundiária da região. Responsável por executar o programa, o economista Carlos Guedes conta em entrevista exclusiva como o governo pretende acabar com a grilagem e coibir o desmatamento.
Saka, boa noite.
Você lembra o que deixei em “frigoríficos fecham acordo…”? Não? Não faz mal eu o recuperei e está aqui abaixo:
“…Agora falando sério que é uma “gozação”:
Acho que faz menos de quinze dias que lemos uma notícia que informava a maior rede de corrupção lá mesmo onde hoje a notícia é de um acordo.
Pergunto: — …Nós devemos acreditar no acordo ou nos caras que foram denunciados por laudos fraudulentos de frigoríficos e vai tudo virar “pizza”???????????????
A “Pizza” é o Acordo” ou o resultado das denúcias??
As denúcias serão as “pizzas”??
Os acordos serão denunciados que virarão “pizzas”?
Ou será que as “pizzas” serão o acordo?
Ou será que “Pizzas” são aquelas duas arquiteturas de Brasília uma de cabeça “prá” cima e outra de cabeça “prá” baixo???
Ou será que lá é a própria “Pizzaria”????
Ou será que devo ir a uma Pizzaria e pedir “um Congresso”???
AAAAAAAAAAhhhhhhhhhhhhh!!!!! chega…”
Se alguém estiver interessado em advinhações e afins, entre em contato. Opsss.: Só faço adivinhações para as Pizzarias brasileiras!!!!
R$ 2,1 bilhões em indenizações por danos ambientais.
Impressionante.
E a Abras bancando cúmplice do crime?
Pão de açucar, Makro… que vergonha…
Grande Sakamoto! É assim que se faz! Nomes, mais nomes!
Gostei. Não é uma questão de ilegalidade, mas sim de moralidade. Não é o mercado que quer liberdade, que quer se auto-regular? Pois então… Considere isso regulação/pressão pela sociedade ao mercado. Não quer carne com desmatamento. Ponto.
Abs
Para que tudo isso? O ideal seria seguir o que já estavam fazendo. Por que não? Qual o medo?
Caro Sakamoto, vi na Fiolha hoje que os três mercados anunciaram que a suspensão permanece. Como acho que você tem mais informações que a Folha, de duas uma: ou eles mentiram ao jornal ou toda essa pressão da qual você faz parte conseguiu mudar os rumos. Por favor, dê continuidade ao texto e vá nos explicando o que acontece.
Grato.
Pior que, como outros mantém embargo, o mercado deve ter comprado um lote por um precinho bão…
Tenho a sensação que não é de hoje que a maioria das empresas deste Pais, não se preocupam com a sustentabilidade ambiental. Vejo muita propaganda na tv que empresa tal banco tal tem a preocupação com o ambiente em que vivemos.. tudo lorota.
Abre o olho japonês. Toma cuidado ao atravessar a rua ou da próxima vez que vier para o Para.
Ôh!! Saka, você nã moderou esse último?? Não facilita “Home”!!!!
Ha algo interessante no “…Jovens dormiam…” vejam lá!!
Quero deixar dois Parabéns , pelas atitudes , parabéns Sakamoto e parabens ao Wall-Mart.
2.1 bilhões em multas, o que já por si só é para não ser paga, O Ibama para fazer ibope inventa essas multas astronômicas porque sabe muito bem que multa que não tem base legal sólida é derrubada na justiça, sobretudo essas que são estabelecidas por resolução do órgão que busca alguma interpretação na lei ambiental dizendo tem base legal.Das multas do Ibama só é paga aquela que não é contestada judicialmente. O mesmo vale para aquele teatro de aprender bois no pasto., a sociedade brasileira vai acabar indenizando essa apropriação indébita, ou seja , mais dinheiro público para ministro se aparecer.
Todas Leis. Todos Decretos são elaborados, propositalmente, com falhas para beneficiar os que podem mais. Não há nenhuma Lei ou Decreto que não faculte esse benefício, senão, o que seria dos advogados. No caso em que esta matéria faz referência, qualquer pecuarista em situação irregular determinada no momento venderá seus bovinos para quem está regular vendê-los para os Mercados que pensam que estão certos. Legalmente estão. Provam a origem e pronto. Não é só dinheiro que se pode ser lavado, bois também. Dízimos, colaboração para campanhas eleitorais e etc. Quando colocamos o indicador por várias vezes na ponta língua para contar um maço de dinheiro, estamos adquirindo imunidade viral. O resto não precisa esclarecer…
Parabens, sakamoto. Precisamos de jornalismo informativo e combativo como o que vc faz. Não nos deixe sós.
R E-CAPITALISMO E O LUCRO FÁCIL
I NVESTE CAPITAL PARA EMPRESTAR AOS POBRES
Q UANTIFICA TUDO QUE REDUZ CUSTOS
U SURPA DAS BRECHAS DAS LEIS DE SUSTENTABILIDADE
E XCLUI TODAS AS POSSIBILIDADES DE SE DAR MAU
Z OMBA DAS POLÍTICAS QUE BENEFICIAM OS POBRES
A REMATA TUDO NOS LEILÕES
P ERSEVERA E NUNCA ALCANÇA DEVIDO OS PEDÁGIOS
R ECEBE SÓ NOTÍCIA QUE ALGUÉM GANHOU
O NERA GASTOS DOS RICOS EM MILÉSSIMOS PERCENTUAIS
B RINCA DE CONSUMIR QUANDO SAI DO SERASA
E SPERNEIA POR JURO MENOR MAS NUNCA CONSEGUE
Z É POVINHO PARA AS REDES
A UFERE O DIREITO DE VOTAR MAS NOS PRIMEIROS DIAS DO ELEITO IMPÕE OS PEDÁGIOS E IMPOSTOS
infelizmente, a irresponsabilidade não tem fim. Eu vou perguntarao SAka e a esses leitores que tenho certeza não sabem diferenciarboi de vaca, muito menos entendem de ecologia e meio ambiente;
1. Onde voçês moram? Em SP, PR, MG.
2.Vocês usam o alcool produzido em SP?
3.Usam oleo de cozinha da soja produzida no PR?
4. Tomam o delicioso café produzido em MG?
tenham o minimo de interesse e perguntem a dez produtores de cada um desses estados se eles tem licença do ibama de desmatamento para plantarem seus produtos. Verão que se acharem um que tenha será muito. E ai? Então foi desmatamento ilegal, não?
Sejam menos massa de manobra dos ecoterroristas, e vejam , olhem, procurem se informar, com esse ambientalismo terrorista, o Brasil esta todo ilegal, teremos que parar de produzir tudo, virar macacos de novo.
Esse ecoterrorismo interessa ao Brasil? logico que não. Mais sim a alguns países e empresas interessados em nossas riquezas, e interessados em impedir que o Brasil cresça.
Existe sim o meio termo entre produção e proteção, mas aos ecoterroristas não interessam que a populaçaõ saiba disso.
ACORDA BRASIL.
A exploração, o desbravamento e consequentemente a integração da amazônia à economia do país é mais importante do que o pré-sal. Uma amazônia produzindo e integrada ao agronegócio, renderá muito mais ao Brasil do que o pré-sal. É uma burrice e falta de patriotismo engessar 50% do nosso território, tornando-o estéril por causa de ONGs internacionais. Uma amazônia desbravada, produzindo, renderá ao Brasil o equivalente a centenas de pré-sal.
2,l bilhões em ações impetradas pelo Ministério Público. Isso equivale a mais de 4 anos de arrecadação de imposto de um estado como Amapá, por exemplo ou 5 anos de Roraima e mesmo mais que a metade que o estado do Pará arrecada em um ano. Isso segundo o MP em danos ambientais. Dentro dessa lógica, a Amazonia inteira vale mais de l trilhão de dólares ou seja todo o PIB do Brasil, e quem é o louco de dizer que o país pode se dar ao luxo de tornar a Amazonia intocável?. Ou a Amazonioa não vale isso tudo ou o Ministério P´´ublico é tão sério quanto eu acreditava que fosse.Acho que os holofotes são mais poderosos que a seriedade desse órgão.
2.1 bilhões de reais em ações impetradas pelo Ministério Pùblico por danos ambientais contra frigorificos e fazendeiros no Pará, diz a reportagem. 2.l bilhões representam 4 anos de arrecadação de impostos de todo o Estado do Amapá e 5 anos o de Roraima ou seja 8 meses o do Estado do Pará inteiro.Por essa conta o pedaço do Pará onde aconteceram os danos ambientais representa uma infima parte de toda a Amazônia que por esse calculo vale mais de 1 trilhão de reais o que representa quase todo o PIB do país Uma fortuna dessas e ainda tem quem quer a Amazonia intocável? Isso sim é ser inimigo do país o que dá razão ao Zé Brasil que equivale a centenas
de pré-sal. Caso isso seja balela, o Ministério Público deve estar brincando com nossa inteligência e se for verdade, temos que imediatamente retomar o desenvolvimento da Amazonia para acabar com a miséria desse pais.
Repassando a notícia (veja abaixo) fiquei pensando sobre o que é burrice… querem nos convercer de que precisamos derrubar a floresta para aumentar a produção agrícola, que as ONGs são entidades criminosas (eles generalizam) financiadas pelo capital estrangeiro para… tomar nossas terras (?!). Ninguém fala de medidas para combater o desperdício, combater as perdas por falta de infra-estrutura, aumento de produtividade POR hectare, utilização racional dos recursos naturais e… por fim, a recuperação de terras que já foram degradadas (matéria abaixo). Pra quê, né? Vamos continuar degradando o que hoje está preservado. É mais fácil, é mais barato e dá muito trabalho ter que usar a cabeça para criar soluções sustentáveis.
Quarta, 22 de julho de 2009, 08h09 Terras em revistaRui Daher
De São Paulo
A World Wildlife Fund (WWF) foi criada em 1961, na Suíça, para ajudar a preservar espécies animais e vegetais do planeta. Hoje, é representada em 50 países, inclusive o Brasil, e é considerada a maior ONG ambientalista do mundo.
Na semana passada, sua seção brasileira apresentou um estudo sobre a disponibilidade de terras agricultáveis no país. Claro que sem acabar com a Amazônia, o Pantanal, e respeitando a legislação ambiental.
Concluiu que restam 70,8 milhões de hectares aptos a produzir. Devido à postura mais rigorosa, um espaço menor do que os 150 milhões que vinham sendo propalados. Mesmo assim, pano para muita manga. Em todos os sentidos.
Do total, 54,7 MM ha (77%) estão em áreas de cerrado e 16,1 MM (23%) em áreas de pastagem, 85% destas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Esse é um ponto que preocupa a WWF, pois boa parte das pastagens está degradada e em regiões de agricultura consolidada, o que traz a necessidade de investimentos e incentivos. Pode-se imaginar de quem.
O trabalho vai além: consideradas pastagens degradadas em regiões de agricultura não consolidada – Norte e Nordeste – seria possível agregar 44 MM ha ao total, que passaria a respeitáveis 115 milhões. Aí sim, pano suficiente para todas as mangas do futuro.
É forte o argumento de que, sem recuperação dessas pastagens, o avanço da agropecuária sobre áreas ambientalmente protegidas continuará. Ainda mais, diante do irreversível aumento da demanda mundial por alimentos e energia renovável.
Forte, embora para mim injustificável. Afinal, por que a devastação continuada se o próprio levantamento da WWF indica disponíveis 54,7 MM ha de “áreas de cerrado potencialmente agrícolas”?
Voltemos um pouco ao passado.
Depois de onze anos ausente, em dezembro de 2007, o IBGE divulgou os dados preliminares do Censo Agropecuário 2006. Passados 20 meses, continuamos nas preliminares. Ainda assim, o que já foi divulgado é útil.
Entre os Censos de 1970 e 2006, período em que a população brasileira dobrou, o número de estabelecimentos agropecuários aumentou de 4,9 para 5,2 milhões (6%), e sua área total passou de 294 para 354 milhões de hectares (20%).
Embora prevalente em todo o período, esse movimento em direção aos centros urbanos acentuou-se a partir de 1985. Naquele ano, 24 MM de pessoas (18% da população total) eram ocupadas no campo; em 2006, apenas 8,8% da população (16,5 milhões).
Os motivos do êxodo vão desde o benéfico avanço da mecanização até a maléfica falta de apoio à pequena agricultura.
Mas voltemos às terras. Em 36 anos, enquanto a área de pastagem teve um aumento discreto, de 12%, para 172 MM ha, a de matas e florestas cresceu 72%, de 58 para 100 MM ha, e a de lavouras de 34 para 77 MM ha (126%). Ressalve-se a região Norte, onde tudo mais que triplicou. Plantou-se mais e as matas ganharam mais donos e danos.
Deve-se notar que os pesquisadores do IBGE, nos Censos, coletam os dados em entrevistas com os responsáveis pelos estabelecimentos. São números informados, pois.
Daí, por exemplo, o total da área plantada apontada no Censo não coincidir com o informado pela CONAB, Ministério da Agricultura, ou o próprio IBGE em outras estatísticas. Para tais fontes, é mais prudente tomar a área plantada como ao redor de 65 milhões de hectares.
Partindo-se daí, e projetando um crescimento de área à base de 2,5% ao ano, teríamos 30 anos até esgotar o horizonte da WWF. Na segunda hipótese, que inclui a recuperação de áreas degradadas do Norte e Nordeste, a expansão iria, aproximadamente, até 2050.
Isso, desde que mantida a produtividade atual, e se até lá existirem pessoas dispostas a trabalharem no campo.
Rui Daher é administrador de empresas, consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola.
Cris:
Extremamente pertinente a sua exposição baseado em dados reais sem paixonites histéricas como acontece aqui muitas vezes. Esse estudo é conhecido pelo Ministério da Agricultura que o defende e também é conhecido pelo ministerio do Meio Ambiente que o combate. A amazonia que eu tive o privelégio de morar nela por mais de 20 anos é altamente variada em sua vegetação e não é só mata Amazonica.Ela possui campos,(região do Amazonas c/Rondonia e partes da Roraima) cerrados espalhados em várias regiões e possui muitas áreas inundáveis periodicamente. Também possui terras muito férteis e terras pouco férteis e não é o pulmão do mundo. Sómente um estudo detalhado que deveria estar sendo feito vai fazer que haja uma exploração não predatória e trazer muita riqueza a esse país e sobretudo ao moradores de lá que também são filhos de Deus. O que incomoda são sobretudo os “sábios” de São Paulo, Rio, Brasilia etc. que tem um poder de decidir sobre a vida dos outros sem conhecer e orgulhosos demais para aprender alguma coisa com seus habitantes. Se o Brasil realmente começar a ser sério, espera-se isso para algum dia, a exploração será tranquila
sem maiores problemas socio-economicos ou ambientais
Chris, fantástico seu comentário feliz sobre uma infelicidade nossa, obrigado pelo grande acréscimo às nossas humildes informações.
Ciro, talvez você não tenha notado, mas se observar atentamente as aparentes críticas aos seus comentários verá que niguém é contra você, só um burro não gostaria de fazer da Amazônia uma fonte de rendas, mas se perceber nitidamente irá ver que os grupos que possuem capital e disponibilidade tecnológica pretendem uma literal exploração predatória da região.
Lá os que verdadeiramente precisam do desenvolvimento não o terão, esse é o ponto. Trabalhar uma região não é explorá-la à extenuação em curto prazo por apenas alguns pequenos grupos poderosos.
Você sabe perfeitamente que o Brasil não dispõe da seriedade necessária e obrigatória para tanta responsabilidade.
As pessoas honestas e imbuídas do valor do trabalho honesto não chegarão nem perto do seu sonho amazônico.
Que a Amazônia não é o “pulmão” do mundo já se sabe desde a década de sessenta (muitos estudiosos já sabiam 50 anos antes).
É que todos alardeando acaba-se por críticas perdidas e desorientadas, mas eu não me engano; O QUE TODOS QUEREM É UMA AMAZÔNIA PRODUTIVA E NÃO DESTRUÍDA!!! E ISSO NÃO PASSA NEM PERTO DAS MUITAS, MAS NEM TODAS, ONGS “VENDIDAS”, PODE APOSTAR.
Vejam o cara que prometeu criar milhões de empregos, que prometeu dar um aumento justo aos aposentados; acabar com a corrupção e injustiças sociais; alem de muitas outras promessas e bla,bla,bla: Agora ele esta é na mordomia convivendo entre aqueles que ele mesmo criticou, comendo caviar bebendo uísque importado e champanhe de mijar nas calças: Enquanto que os aposentados estão abandonados como indigentes em filas do SUS ou INSS sem condições até de comprar seus remédios: E com seus salários defasando a cada dia mais! Mas veja o (CARA) de pau; que figura! E aproveite e veja o currículo da Dilma e o que é preciso para ser Presidente no Brasil!
Quem defende ou acoberta isso não merece respeito ou consideração, pois faz parte da imprensa vendida!!
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Epidemia x corrupção!
Quem não sabe que as verbas que deveriam prevenir o surto de dengue no Rio de Janeiro foram desviadas?
E que, mesmo resultando na morte de mais de 100 cem pessoas inocentes, não houve punição, e a mídia nada falou a respeito, devido às eleições e as alianças da época!
Ó Pátria amada idolatrada Salve, Salve…
Que vale a democracia, a liberdade de expressão, se o cidadão não puder ter acesso às informações, e seus direito continuarem sendo desrespeitados?
Com democracia e tudo, estamos regredindo no tempo, e prestes a adentrar em uma situação de ordem política, “talvez mais grave” que a daqueles tempos de império, ditadura e escravidão!
A estória tende a se repetir!!!
A diferença, é que hoje temos acesso às informações! E nem todos somos mais submissos as trevas da ignorância desprevenida, criada pelo sistema político vicioso, destes hipócritas, oportunistas, mentirosos e corruptos!
Quase toda a população é solidaria ao Jornal “Folha de S. Paulo”, por estar divulgando as maracutaias, que já deviam ter sido denunciadas anteriormente!
Não é justo, pagarmos as mais altas taxas tributárias do planeta, para bancar mordomias, corrupções, desvios, e permanecermos convivendo submissos e omissos, com explorações, desvios e desmandos piores que os anteriores!
O “maior castigo, para os que não se envolvem em política, é ser governado por seus inferiores” (Platão)
Não fosse tal evolução, sem duvidas regressaríamos aos tempos medievais, que devia ser a vergonha na memória de todo homem que se diz honrado! (Eu: Janciron) Escritor independente!
Participe do “Movimento Popular Mãos Limpas.
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