Blog do Sakamoto

Como os trabalhadores foram enganados durante a crise

Veja como você tem sido passado para trás nos últimos meses. E, ainda por cima, achando isso normal.

A crise econômica global veio em forma de marolinha para o Brasil, como previa o presidente Lula? Não. Mas foi longe de ser o tsunami alardeado por alguns empresários e pelas carpideiras a serviço de terceiros no espaço midiático. O fato é que o Brasil realmente chegou depois e está saindo antes da crise. E até começam a pipocar aqui e ali análises de que o país lucrou com tudo isso, como a manchete deste domingo do jornal O Estado de S. Paulo, que diz que o país está melhor do que entrou na turbulência global. A revista Exame soltou uma capa eufórica com a Bolsa de Valores de São Paulo, embalada com a recuperação econômica.

E apesar de todo esse crescimento, os empresários não estão recontratando na mesma velocidade com a qual demitiram. Uma matéria no Uol, também de domingo, trouxe dados do IBGE e do Ministério do Trabalho e Emprego, mostrando que o semestre terminou com 63 mil empregos a menos que em dezembro (queda de 0,64%), enquanto a produção das empresas subiu 16% no mesmo período. Em outras palavras, grandes empresas como Vale, Embraer e General Motors deram pé na bunda de empregados, lucraram e não contrataram. E mais: nem precisavam ter demitido.

Vamos voltar um pouco no tempo e ver quais os discursos foram usados para justificar seguidas tungadas no trabalhadores. Na época, foram saudados pelas carpideiras como “bom senso”. E hoje?

Caso Vale
“Eu tenho conversado com o presidente Lula no sentido de flexibilizar um pouco as leis trabalhistas. Seria algo temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa.” A frase é do presidente da Vale, Roger Agnelli, em dezembro de 2008. “Estamos conversando com os sindicatos também. O governo e os sindicatos precisam se convencer da necessidade [grifo meu] de flexibilizar um pouco as leis trabalhistas: suspensão de contrato de trabalho, redução da jornada com redução de salário, coisas assim, em caráter temporário.”

Se ela lutasse para sobreviver, poderíamos até entender a fala de Agnelli. Mas para uma gigante que teve lucro líquido de R$ 21,279 bilhões em 2008, R$ 20,006 bilhões em 2007 e de R$ 13,431 bilhões em 2006, essa declaração foi um tapa na cara. Reduzir direitos a fim de garantir os lucros dos acionistas.

Em janeiro, a empresa anunciou que iria adquirir a operação de minério de ferro da multinacional Rio Tinto, em Corumbá (MS), e outras posições dessa concorrente na Argentina, Canadá e Paraguai, por US$ 1,6 bilhão. Uma contradição no meio da crise? Nada. Na verdade, a Vale nos privilegiou com uma aula de capitalismo. A empresa aproveitou a crise para enxugar o custo trabalho, garantindo o lucro dos acionistas onde ele está mais em risco, e aproveitou a baixa dos preços internacionais causados pela crise para comprar posições no mercado – e se expandir. Por que não usar o dinheiro em caixa ou empréstimos para garantir a integridade da massa salarial sua e de seus terceirizados e só depois para ir às compras? Prioridades, prioridades…

Caso Embraer
A Embraer, terceira maior fabricantes de jatos do mundo, anunciou em fevereiro a demissão de mais de 4 mil empregados – 20% dos seus quadros.

Ao ver essa notícia, a impressão é de que os pedidos nacionais e internacionais de aeronaves desapareceram como em um passe de mágica: Puf!  Afinal de contas, uma empresa que ganhou (e cresceu) muito nos últimos anos e que estaria capitalizada para enfrentar fortes turbulências – sem trocadilho – certamente viu o abismo de perto para tomar medida tão drástica.

Contudo, mesmo sendo uma empresa eminentemente exportadora (e, lá fora, a situação está realmente mais feia), a empresa diminuiu em apenas 10% a previsão de entregas neste ano (de 270 para 242 aeronaves) com uma  queda de receita prevista em 13% (de 6,3 para 5,5 bilhões de dólares) – dados na época do Valor Online e da Folha Online. A empresa fechou o ano com uma carteira de pedidos firmes de 20,9 bilhões de dólares, tendo entregue 204 aviões em 2008. E, até agora, não houve catástrofe: no primeiro semestre de 2009, lucrou R$ 505 milhões, apenas 0,6% menos que no mesmo período do ano passado. Ou seja, não tinha como encontrar outra possibilidade para manter os trabalhadores?

“A Embraer expressa seu profundo respeito às pessoas que ora deixam suas posições [outro grifo meu] na Empresa. Respeito pelo trabalho que desenvolveram, pelo tempo de convívio profissional e pessoal, pelo momento difícil que atravessam.” Eu adoro esses trechos de notas que tentam dourar a pílula. “Deixar posições”? Como diria o articulista José Simão, tucanaram o “pé na bunda”! Se era para ter dito isso, melhor não dizer nada.

Este momento de crise econômica global também é uma ótima justificativa para acertar o custo trabalho em muitas empresas que avançaram tecnologicamente e, agora, querem dispensar mão-de-obra. Presidentes e CEOs (ou assessorias de imprensa, no caso dos mais envergonhados) vieram a público dizer que isso iria garantir a manutenção da “competitividade” nos negócios (e consequentemente, lucro). Não falaram, contudo, que isso ocorreria em detrimento à qualidade de vida dos trabalhadores que tornaram a capitalização possível.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos diz que a Embraer teve acesso a 7 bilhões de dólares de financiamento do BNDES (dinheiro público, meu, seu, nosso, dos trabalhadores em geral) desde que foi privatizada em 1994. O que só aumenta a necessidade de debater e implementar contrapartidas à concessão de crédito público que garantam manutenção de empregos. É importante ressaltar que a negociação dos empregados com a empresa teve que ser feita na Justiça do Trabalho.

Caso General Motors
Durante o pico da crise, a General Motors demitiu 744 trabalhadores de sua fábrica em São José dos Campos (SP) sob a justificativa de “diminuição da atividade industrial”. Mesmo após ter recebido apoio dos governos da União e do Estado de São Paulo no sentido de facilitar a compra de seus produtos por consumidores. O setor também é beneficiário de recursos oriundos de fundos públicos, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, ou seja, pertencente aos trabalhadores.

Colunistas de economia e outras carpideiras disseram e escreveram que o Ministério do Trabalho e Emprego e sindicatos fazem uma chiadeira irracional, pedindo contrapartidas à cessão de linhas de crédito ou corte de impostos. Atestam que empresas não podem operar esquecendo que estão inseridas em uma economia de mercado, buscando a taxa de lucro média para continuar sendo viável. Em outras palavras, defendem que não dá para esperar que o capital seja dilapidado da mesma forma que o trabalho em uma crise. Blá, blá, blá…

Essa “regra do jogo” me faz lembrar um restaurante self-service. Você passa com a bandeja e escolhe o que quer e o que não quer para o almoço. O que é bom coloca no prato, o que é ruim fica para a massa se servir depois. Traduzindo: o Estado tem que garantir e ajudar o funcionamento das empresas, mas as empresas não podem sofrer nenhuma forma de intervenção em seu negócio. Um liberalismo de brincadeirinha, com um Estado atuante, mas subserviente do poder econômico, em que o (nosso) dinheiro público deve entrar calado para financiar os erros alheios. Privatizam-se lucros, estatizam-se prejuízos.

O setor automobilístico lucrou muito nos últimos anos no país. O que, é claro, se traduz em empregos, geração de renda, impostos e tudo o mais. É interessante como diretores de federações de patrões e economistas ligados a empresas defendem a redução salarial com manutenção de jornada durante a crise e se arrepiam quando sindicatos e parlamentares defenderam a diminuição de jornada de 44 para 40 horas semanais com manutenção salarial.

O governo tem a obrigação sim de exigir contrapartidas de quem vai receber recursos ou benefícios devido à crise econômica – aliás, este é o momento ideal para isso. Quando as empresas estiverem surfando novamente, após este ciclo recessivo mundial passar, vai ser mais difícil colocar cartas na mesa como agora.

Li depoimentos de montadoras dizendo que os trabalhadores têm que entender que esta é uma crise global e muitas de suas sedes estão passando sérias dificuldades, correndo o risco, inclusive de fechar. O que é mais um caso self-service. Lembro um exemplo que pode ser ilustrativo: um dia, matrizes de determinadas empresas automobilísticas foram questionadas sobre o porquê de não atuar de forma mais incisiva para evitar que suas subsidiárias em países como o Brasil estejam inseridas em cadeias produtivas em que há trabalho escravo ou crimes ambientais. Como resposta, disseram que há independência entre as ações da matriz e das subsidiárias e que as matrizes não podem interferir, apenas pedir que atuem de acordo com a legislação. Ótimo! Então, elas não vão se incomodar se o Brasil regular o envio de remessas de lucros para o exterior, que atingiu patamares recordes em 2008. Esses recursos poderiam ser utilizados para ajudar a passar a tempestade de forma mais suave. Já que elas não se incomodam com a qualidade de vida do trabalhador por aqui, por que se incomodar com o resultado dos lucros desse trabalho, não é mesmo?

Outro ponto que deveria ser cobrado como contrapartida é a redução dos salários de executivos sempre que houver qualquer prejuízo ao salário da massa trabalhadora. Que tal propor também a eles redução de salário sem redução de jornada? Ou propor que fiquem em casa alguns meses, vivendo do teto do seguro-desemprego, até que a situação melhore? Até nos Estados Unidos, berço da crise, parlamentares têm exigido como condição para conceder empréstimos públicos que as empresas dêem transparência sobre os ganhos de altos executivos de grandes empresas. Por que não adotamos aqui também?

Em momentos de crise como esse é que direitos trabalhistas e sociais têm que ser reafirmados, garantidos, universalizados e não o contrário. Pois é nesta hora que a população que sobrevive apenas de seu salário está mais fragilizada. E é em momentos como esse que sabemos quem é socialmente responsável. As empresas sérias se sobressaem, diante daquelas que desejam se aproveitar do momento. Alguém acredita, sinceramente, que uma vez retirados, esses direitos voltarão a ser garantidos?

PS: Aliás, é um absurdo alguém ainda dar ouvidos para os chamados os “especialistas”, as carpideiras do qual falo, que entre o final de 2008 e começo de 2009, disseram que o mundo iria acabar por aqui. Minha cachorra cega e surda de 17 anos acertou mais previsões de cenários do que eles. Deixaria meu fundo de investimento – se tivesse um – na pata dela e não na mão de muitos deles.

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Comentários

70 Responses to “Como os trabalhadores foram enganados durante a crise”

  1. Tibúrcio disse:

    Fenomenal: “Minha cachorra cega e surda de 17 anos acertou mais previsões de cenários do que eles. Deixaria meu fundo de investimento – se tivesse um – na pata dela e não na mão de muitos deles.” Muito bom!

  2. Osvaldo Abrão de Souza disse:

    A constante exploração do homem pelo homem levou nosso planeta a esse estado terminal…o que é material se confunde com o que é concetual – ja não há limite para esses dois estagios da percepção humana…senso e vida em sentido são só um questão de tempo…e o tempo está anulando a alma, a matéria e o sentido de tudo…

  3. Ney henrique disse:

    Belo desabafo …

    Dessa vez eu assino embaixo!

  4. Internacional disse:

    A Vale, GM, Embraer que sao empresas de nivel mundial sentem a crise a nivel mundial. Nao e’ o mercado brasileiro que serve de termometro na crise destas empresas. A visao mediocre de muitos leva a pensar que a crise mundial nao deveria influenciar os gigantes nos Brazil. A velocidade na contratacao de novos funcionarios deve levar tempo para voltar aos niveis anteriores. As leis trabalhistas do Brazil ainda teem a politica escravagista na qual o senhor do engenho tem que arcar com as responsabilidades sobre os trabalhadores mesmo quando nao ha’ trabalho. A justica do trabalho no Brazil e’ Justica do Trabalhador e tem que ser mudada para incentivar a aquisicao de talentos e o trabalho diario, sem a mudanca todos os possiveis empregadores manteem o dinheiro aplicado na bolsa e na poupanca. Lei trabalhista protetora acaba deixando de dar oportunidade a milhoes (digo MILHOES) de desempregados que sao mantidos fora do sistema por medo dos empregadores. Vergonha Nacional na Lei Trabalhista.

  5. Ciro Lauschner disse:

    Se o governo deixasse de ser sócio majoritário das empresas e também dos trabalhadores, provavelmente todos estariam ganhando mais e o desemprego bem menor ou inexistente.
    O governo é sócio não nos lucros como seria de supor , mas no bruto onde leva sua quantia líquida e certa e ai de quem não paga rigorasamente, êle imediatamente é chamado de sonegador e merecedor de todo o rigor da lei, inclusive na esfera criminal e o governo? Qual a sua responsabilidade?
    O interessante que a defesa do atraso das leis trabalhistas se dá justamente nos setores que deveriam lutar por sua reforma.

  6. disse:

    Vc pensa como uma aranha! Qual o maior mercado da Vale? Embraer? Não é o Brasil!!!! Elas são globais, não locais. Vc esta distorcendo as coisas, usando de exemplos de empresas que foram privatizadas, misturando negócios com ideologia.

    Nota zero!!

    Um desafio: Abra uma empresa. Garanto que em 2 meses vc muda esse raciocínio.

  7. Ronaldo Sousa Gomes disse:

    Dú, seu empresário limitado. Deixa de explorar trabalhadores, deixa.

  8. Marcelo disse:

    Tem gente que da ouvidos ao Delfim Neto, quer mais o que…

  9. ana disse:

    Essas que você citou são alguns exemplos. Todos que puderam enxugar o RH fizerem com a desculpa da crise. E os que ficaram, é…, ficaram com o trabalho dos que foram dando graças…
    Tô contigo sobre a cachorra, até caduca ela sabe melhor…
    Abs.

  10. Chris Morais disse:

    Sabemos que os ‘ESPECIALITSA’ estudam para serem grandes estrategistas, claro e obviamente que as empresas aproveitaram a crise Muuummmdial para diminuir o quadro de funcionários no qual já estavam em sua lista negra, esperando uma oportunidade e justificativa, quero dizer mais uma estratégia, alegando serem os coitadinhos…vou fechar, e agora menos um imposto a ser pago ao Brasilllll…e agora temos que arrumar uma saída, vamos negociar? – Eu me pergunto isso é uma negociação ou um imposição?
    Infelizmente o Brasil está de mãos atadas, Ruim com ele(empresas) pior sem ele(empresas)…vamos obedecer…então temos que ser passivos e agüenta essa fumaça passar…e preparar os nossos filhos a serem também grandes estrategistas, até porque hoje o PODER está valendo mais do que o RESPEITO, a ética e bons principies iram vira palavras de museu…Essa e a nossa atual Lei de sobrevivência…Mudar o mundo ? EU?…se não pode com eles aliasse a eles…Descordo mais respeito…

  11. Beatriz disse:

    Caramba! Não basta a vergonha pelos trabalhadores enganados, ainda somso obrigados a aturar alfabetizados funcionais como o Dú, que se estudou, não assimilou. O Sakamoto publica os dados de lucro e entrega da Embraer, e o imbecil continua achando que a empresa fez o certo. Vamos dar o desafio pra ele de virar metalúrgico, aliás esse sim deveria estar carpindo, uma anta!

  12. Mark-RJ disse:

    O difícil é acreditar que ainda tem gente contra. Assino embaixo.

  13. JOSÉ MARIA GUERRA disse:

    Estou de pleno acordo, e assino embaixo, se por exemplo a Valer, nao tivesse sido vendida, ou doada, como queira, ela, pensaria mais no povo brasileiro, tem gente que acha o maximo essas privataria(privatizações), A Vale, nao promove uma AJUDA PÁRA O POVO , somente quer lucro, os, trabalhadores, de melhor escalao na empresa, sao na maioria estrangeiro, para o brasileiro, ficou as piores remuneração. O graqnde lucro, é enviado pra outros paises.

  14. Anônimo disse:

    Se a Vale ainda fosse estatal, a essa hora estariamos importando aço e o governo subsidiando para garantir a incompetência dos chupins da nação que mamavam na teta do governo. Empresa estatal não passa de gabide de emprego e formação de incompetentes que se garantem pela lei de estabilidade. Defender isso com certeza é o supra sumo do atraso.

  15. VITOR HUGO disse:

    Na verdade, prevaleceu o interesse do proprio governo, quem são hoje os maiores acionistas de VALE / EMBRAER? O PREVI, onde que um fundo de pensão deste vai querer ter prejuizo e defender o pão de milhares de trabalhadores de qualificação mediana! Por que CUT / PT nada fizeram ? Salve se quem puder, é muito triste , ser demitido! PARABENS PELA CRONICA!

  16. Sérgio disse:

    Olá Saka

    Essa reflexão que você fez, arregaça uma das feridas do capitalismo. O espanto é os sindicatos e centrais não terem feito mobilização em defesa dos trabalhadores, saudação.

  17. anderson disse:

    Chega a dar pena… tem gente que não sabe o que é ideologia e acha q existe uma ação que não seja ideológica.

    A ignorância me assusta.

    CLARO que o texto do Sakamotto é guiado por uma ideologia, assim como o pessoal da Vale se norteia por outra, seus manés.

    Além disso, a Vale pertence aos FUNDOS DE PENSÃO. O controlador desses fundos, a maioria, pelo menos, são as estatais controladas pelo GOVERNO FEDERAL,

  18. Fernando Lapoente disse:

    É impressionante como apesar do passar dos tempos o discurso não muda.
    É sempre culpa da legislação trabalhista que atravanca a criação de empregos, da Justiça do Trabalho que é parcial, a velha ladainha de que o trabalhador deveria se autoregulamentar.
    Não há uma pedra que não saiba que o Empregador so contrata o numero MINIMO suficiente de empregados para manter seu negocio lucrativo, que redução de custos neste Pais é sinonimo de corte de pessoal e que por mais que se flexbilize direitos o Empregador sempre quer mais.
    Ai é um tal de cooperativa pra lá, terceirização e quarteirização pra cá e tome-lhe emprestimo à linha de credito do BNDES com recursos do FA para em seguida diante da “queda” do mercado promover demissão em massa.

  19. Sakamoto,

    Ainda bem que temos fiscais da crise como você para nos relatar essas divergências trabalhistas. Um ávido trabalho de pesquisa.

    Aqui, trabalhador só se fode e ponto final. Não há outra definição!

  20. Fernando Lapoente disse:

    O pior é ver pessoas que diante de informações concretas como desse artigo, ou seja, o aumento ou queda longe das espectativas catastroficas das empresas de lucros, repetir esse mesmo lenga lenga.
    Quanto a Justiça Laboral, quem disse que ela tem que ser parcial? quem falou que o Direito do Trabalho tem que proteger o Empregador?
    Para tal defesa ele conta com sua superioridade de recursos, o monopolio dos meios de produção e a discricionaridade de contratar e como remunerar o empregado dentro de padrões minimos(e bota minimo nisso) de remuneração.
    Portanto Senhores, deixemos de falacias, como citado acima, cada parte vive segundo sua ideologia e diretrizes, o que foi criticado pelo Autor do artigo é o fato do Governo emcampar a atitude de varias empresas e ainda liberar credito à elas de fundos PUBLICOS obtidos com contribuições diretas (FAT) baseado em falsas previsões.

  21. Ciro Lauschner disse:

    É óbvio que empresa precisa de lucro. É de sua capacidade de auferir lucros que um monte de gente vive e tem seu emprego.
    O mercado de trabalho é um mercado como o de mercadorias, se tiver qualidade ganha mais e se não tiver ganha menos e dizer que o trabalhador que paga a conta é burrice.Dentro de uma indústria o grande capital que permite a empresa sobreviver é o cliente e o funcionário e dinheiro público para industria? Onde?
    Emprestimos do juro mais alto do mundo e uma apropriação única no mundo através dos impostos sem nenhum critério, só a avidez dos incompetentes da qual o governo é o maior.
    Para quem não gosta de trabalhar tem os empregos públicos e as ongs para arrancar dinheiro sem produtividade.

  22. Pois é, as empresas privatizadas por FHC demitiram funcionários. Foi a primeira coisa que fizeram a Vale, Embraer, CSN. Aquele funcionário-presidente da Vale foi além: propôs redução de direitos dos trabalhadores.

    Ainda bem que a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Federal fizeram o contrário: implementaram medidas contra a crise.

    Quanto aos dados, eles nos mostram o que já deveríamos saber: o patronato aproveitou o pânico disseminado pela imprensa golpista para demitir e, ao mesmo tempo, extrair mais produtividade dos funcionários, insuflando neles o medo da demissão.

  23. carlos de moura disse:

    Parabens pela matéria,tantos economistas globais falaram no fim do mundo,as carpideiras de plantão plantaram terrorismo,se as empresas nesse país realmente cuidassem um pouco do social,deixando um pouco para quem nada tem,já seria de bom tamanho,se servem do governo,dos trabalhadores,e pé na bunda depois.Isso tudo porque temos como presidente um líder sindical,que só tinha discurso quando era sindicalista,agora ele está bem obrigado.

  24. Evandro disse:

    Parabéns, sakamoto, por mais esta patada na cara de nossos “empresários da morte” que só pensam em acumular renda para gastarem com suas dondocas no exterior em coisas mais supérfluas do que eles.
    Apenas se esqueceu de nos lembrar das sonegações de Imposto de renda e do fim escandaloso da CPMF (único tributo que eram obrigados a pagar) que tanto beneficiam a acumulação de renda nas mãos dessa gente mesquinha e que só causa a desgraça de nossos trabalhadores..

  25. milionario disse:

    Sakamoto:
    Fico triste ainda em ver pessoas defendendo estes empresarios inescrupulosos, e condenar as empresas estatais, o cabide de emprego existe nos orgãos publicos, onde muitas pessoas ganham bem e pouco produz, não é todo o funcionario publico, se as pessoas conhecessem as empresas estatais, mudariam estas opiniões contrarias, em ves de o governo gastar milhões em propaganda, poderia convidar os cidadãos para conhecer as empresas, e o que ele produz. O empresario privado, quando das vacas gordas, nunca pagaram salarios melhores aos seus empregados, a ladainha deles é sempre dificuldades, tributação elevada, e essa crisa foi a sopa no mel para eles demitir em massa, e agora como é que eles explicam, o blogueiro disse que as empresas que foram privatizadas, e devem obedecer o mercado mundial, as multinacionas que operam no Brasil, está enviando bilhões de dolares para o exterior, onde as suas matrizes estão mal das pernas, isso não deveria acontecer, as suas filiais no exterior não deveriam ser bancada pelas filiais que operam no Brasil, o sacrificado é sempre o trabalhador brasileiro, e esses falsos empresarios, ainda querem mudar a lei, dizendo que a clt, prejudica a contratação de empregados e melhoria do salario, há muitas lojas de departamentos em shopping centeres por esses Brasil interiro, que utilizam um meio sordido contra os trabalhadores, vejam só como elas agem:
    O empregado contratado trabalha no maximo seis meses, a tatica que eles usam é a seguinte: se o funcionario é caixa, a empresa impõe que 60% ou 70%, das vendas seja efetuada no parcelado com juros, os funcionario são forçados a mentir para os clientes, alegando que a administradora do cartão não liberou a compra para pagamento a vista ou em até 05 vezes sem juros, mas é possivel o cliente efetuar a compra em 06, 07 ou 08 parcelas com juros, isso é a tatica que os caixas são obrigados a fazer, outra tatica que os funcionarios dos caixas fazem, é fechar o caixa para que ele não perca a meta, se a meta for de 40% em dinheiro ou no cartão a vista e parcelado sem juros , e os outros 60% seja do parcelado com juros, quando atinge esse percentual de venda minimo do parcelado com juros os funcionario fecha o caixa e simula ir ao sanitario ou estar fazendo outra tarefa na loja, afim de que o seu salario não seja reduzido, e cada dia que não cumprir a meta, menos dias continuará trabalhando na loja, não adianta o funcionario registrar em seu caixa a venda de R$ 1.000.000,00 (hum milhão de reais) em dinheiro, o funcionario que vendeu R$ 1.000,00 (hum mil reais) sendo que R$ 400,00 foi em dinheiro ou cartaão a vista e R$ 600,00 em parcelado com juros, para o empresario o funcionario que vendeu apenas R$ 1.000.00 (hum mil reais), este cumpriu a meta, e aquele que vendeu um milhão, não cumpriu a meta e tera alem do desconto do seu salario, o risco de demissão, isso é a pura verdade, mas os funcionarios não denunciam nas delegacias do trabalho com medo das represalias, porque outor empresarios fazem a mesma coisa, e o trabalhador que denunciar, corre o risco de não mais trabalhar no setor de comercio, os empresarios são unidos na defesa dos seus interesses, e os trabalhadores desunidos demais, e a justiça que nós temos no brasil, termina sendo injustiça, face a lentidão em resolver um processo, e as leis favorecem enormemente os empresarios, eles podem protelar o pagamento de valores irrisorio, já que a lei permite eles recorrer as outras instancias superiores, e muitas vezes estas ações terminam caducando, e o trabalhador perdendo como sempre.

  26. Guna Alexander disse:

    Um dos melhores posts que ja li em toda minha vida. Parabéns Sakamoto!

  27. Luiz carlos disse:

    Bem, concordo com tudo o exposto…porém vejo que realmente o presidente Lula não estava errado quando quando afirmou que a crise seria uma marola..foi atacado com veêmencia por todos os adversários… vejo muitas medidas adotadas, principalmente ligadas a construção civil e automotiva, como colaboradoras na solução da crise.. Os EUA , meses depois do Brasil, também tomaram medidas específica no setor de construção civil e estímulo a compra de veículos.. Não sou petista..

  28. MOACIR VIANA disse:

    Penso que tudo isto aconteceu porque o nobre comentarista não se fez presente no inicio da crise, e orientou as empresas e os diversos setores da economia do país sobre o que de fato iria acontecer, inclusive oferecer garantia junto aos acionistas nacionais e internacionais. Caso as empresas não dessem ouvido as suas orientações, poderia pedir ao Presidente Lula para estatizar. O Presidente da Venezuela Hugo Chaves, de vez em quando faz isto, e veja, como a Venezuela é um mar de prosperidade.

  29. Marco disse:

    Quem comentou sobre as demissões exageradas das empresas VALE, GM e EMBRAER foi o proprio governo LULA. Agora aparecem um monte de blogs e comentarios na onda do governo e fazem comentarios plagiados. Continuam com a mesma marola dita anteriormente, marola que realmente aconteceu, pelo presidente.

  30. Chirac disse:

    Com a licença dos Srs. bloguistas venho comunicar a morte do Ministro Carlos Alberto Menezes Direito . Aos 66 anos de idade, este não chegou a se aposentar . Não deu tempo. Como a vida é irreverente . Carlos Alberto Menezes Direito deve ter julgado centenas de processos de inconstitucionalidade dos trabalhadores que requeriam suas aposentadorias – conforme o direito adquirido – . “negado” . “improcedente” . Estas com certeza , sem medo de errar foram as sentenças proferidas .
    Embora a constituição federal alenca este direito aos trabalhadores o direito adquirido, a lei maior foi interpretada pelo Ilustre Ministro Carlos Alberto Direito , como se não houvesse este direito. Poderia o Ministro estar gozando o sossego de uma apaosentadoria se a interpretação da carta magna fosse a bom tempo. Coisas outras como o julgamento de Palocci neste mes de agosto surpreenderam os mais céticos. Palocci absolvido. Idem Sarney . Mas o direito constitucional de aposentar o trabalhador não foi consagrado . Foi negado. E o Ministro Direito não pode se aposentar e gozar a sua aposentadoria ao lado dos parentes, em uma praia , ou casa de campo . Dinheiro , certamente ele teria para isto . Pois o ministro ganhava muito bem os soldos do seu magnifico trabalho . Pela sua honestidade e carater , nem mesmo ele pode se dar o direito de aposentar. Quissá a estatistica feita por anonimos de que a sobrevida do brasileiro é em media de 80 anos, pelo menos no caso do ministro Direito , não se conclui como certa. No mais , que o Ministro descanse em paz . Nada mais a declarar .

  31. Luiz Paulo - Vitória/ES disse:

    Calma, Dú, vai borrar a maquiagem.
    Sakamoto, perfeito!
    Esses abutres que não têm coragem de dizer a que deus servem, que escrevem e falam como se fossem isentos (ninguém é isento!). E é sempre assim: a coisa ficou ruim (ou apresento a todos que ficou) quem sofre é o trabalhador e quem vai ajudar é o governo (com o dinheiro do trabalhador). Fica fácil ser capitalista assim. E, Dú, se você é daqueles idiotas que têm uma lojinha e acham que as mesmas regras valem para você e para os grandes, sinto muito, é mais um idiota que acredita em Miriam Leitão…

  32. Lui disse:

    Meu prezado Sakamoto, ainda bem que as empresas brasileiras não contam com gente como você em seu comando, pois caso contrário nosso país seria uma União Soviética, onde a produção industrial era de mentirinha, só no papel, ou como Cuba. Ainda bem que vivemos num país capitalista! Se por acaso as empresas demitiram funcionários, tiveram razões para isso. Ou você acha que o empresariado investe rios de dinheiro em treinamento de pessoal (como no caso da Vale, Embraer e GM) para depois mandá-lo embora só pelo prazer de demitir! Caia na real juntamente com seus asseclas comunas! O mundo felizmente não é do jeito que vocês queriam, com seus ditadores barbudos e/ou bigodudos ditando ao povo o que fazer, o que vestir o que comer… Um abraço.

  33. Hiroito disse:

    O pior é que o Du não sabe a diferença entre Privado e Público.
    Privado é do dono, faz o que quer . Público é nosso dinheiro, entretanto o governo usa o nosso dinheiro para sacanear com a gente . No caso da aposentadoria então , vixe. A expectativa de vida é de 80 anos . Coitado dos trabalhadores . Vão se aposentar aos 65 anos . Quero agora prestar minhas homenagens ao Ministro Direito , falecido ao 66 anos de idade.
    Os meus pesames à familia . Embora o ministro tenha julgado inconstitucional o pedido de aposentadoria de vários trabalhadores , que invocavam o direito adquirido , o Ministro Direito sempre cumpriu a risca as leis . Indeferiu , improcedente, negado. Ele mesmo foi vitima da lei . Não chegou a gozar a sua aposentadoria . A expectativa de vida longa , contabilizada pelo governo não chegou a vingar no caso do Ministro Direito . No mais , que ele descanse em paz.

  34. Chirac disse:

    O Lui acha que medidas estatizantes veem só de Cuba e da China ( países comunistas) . O Lui não lê jornal . Pelo menos nos últimos anos. Mas vou contar pra ele o que se passa no mundo . Os EUA estatizaram todos os bancos americanos. As agencias hipotecarias também. As empresas de energia eletrica e as nucleares também. Alguns jornais também foram estatizados. A agricultura americana recebe um incremento de bilhões de dólares estatizantes aos agricultores . A pecuária também. A saúde americana está estatizada .
    Os EUA hoje são o maior país Comunista do Mundo . Maior que a ex-União Soviética . Porisso eu não gosto mais dos EUA . Os EUA me enganaram e viraram uma economia Comunista. Adeus EUA . Não gosto mais dos EUA . Agora por os EUA ser comunista eu só vou meter o pau neles.

  35. Jorge Navvaquino disse:

    O povo é gado e ponto final. Não vou ficar do lado do povo e sim do lado de quem cria esse rebanho e é isso que vc que tá lendo faria também. Quer entender o ser humano assista mais Animal Channel!!!

  36. ronaldo disse:

    MONTE UMA EMPRESA SAKAMOTO, CRESÇA COM ELA E DE ACORDO COM SEUS IDEAIS DE ESQUERDA E MOSTRE AOS NOSSOS EMPRESÁRIOS QUE ISSO É POSSÍVEL. PORQUE ESCREVER LADAINHAS COMO VOCE ESCREVE É MUITO FÁCIL. ALIÁS, QUANTOS EMPREGOS DIRETOS VOCE GEROU AO LONGO DE SUA VIDA, ACHO QUE NO MÁXIMO A DIARISTA DO SEU APARTAMENTO.

  37. Francisco Antonio da Silva disse:

    O empresariado brasileiro(leia-se FIESP) já se acostumou a mamar nas tetas do governo. Eles querem que, no Brasil, impere o mesmo regime de leis trabalhistas da China, ou seja, nenhum. Voltemos para a escravidão. É isto que este povinho merece. Esse Dú é o típico representante, até parece com o”chorão” presidente da FIESP.

  38. alexandre/sp disse:

    O tal do DÚ tem q dar a mão p/ o “anônimo” e sair pelo mundo. Nota ZERO para os dois. Não leram e não entenderam.
    E quem disse q só de empresário vive a economia? Visão MÌOPE essa,hein,negadinha?
    Parabéns ao Sakamoto,porque ALGUÉM tem que falar essas coisas,mesmo sendo tão evidentes.
    Mas os sacanas só deitam e rolam,porque MOBILIZAÇÃO aqui é quase NADA. PT/CUT???? já mudaram de lado faz tempo.
    OBRIGAÇÃO nossa aqui é no mínimo REPERCUTIR as informações do Blog. Vamos falar mais sobre isso.

  39. Pensador disse:

    É….tem gente que quer acreditar que a Terra é quadrada, que o Sol gira ao redor dela, e que acima das nuvens tem um monte de anjinhos tocando harpa…

    O Sakamoto publica NÚMEROS QUE PROVAM OS LUCROS DAS EMPRESAS, NÚMEROS QUE DESMENTEM O LERO-LERO DE CRISE, mas nem assim….não adianta: Para a grande maioria de nossos empresários adoradores de Mammon, explorar o próximo, é uma RELIGIÃO, e contra a fé, os fatos não adiantam.

    Por exemplo, Bill Gates tem mais dinheiro, que METADE da população da Terra, mais dinheiro, QUE METADE DA RAÇA HUMANA, e há quem ache que isso é direito dele, oras, se ele tem “competência”….e afinal, os pobres, os miseráveis, por exemplo, 90% da população da África, tem mais é que se ralar, não tem “competência”….viva DARWIN, viva HITLER, que o “homo competentis” domine!

    Todo capitalista convicto é louco e não sabe, adora as coisas materiais ao ponto de destruir a própria humanidade…construíram um mundo de devastação ecológica, miséria e desigualdade, de fome, injustiça e de crime, mas se acham “geradores de empregos”….e pior são os imbecis que por ter um pouco mais que os outros, acham que o sistema funciona…só mesmo repetindo “perdoai-os Pai, eles não sabem o que fazem”…

  40. alexandre/sp disse:

    O DÚ Sonha em ser típico representante chorão da FIESP…
    Deve ser mais um pé rapado,que vive de esmolas( salário ) e propaga os pensamentos de seus patrões,do sogro ou de quem quer que seja. São sempre esses,os paga-paus,os pelegos, quem mais destilam veneno quando alguém fala pelos trabalhadores e explorados em geral.E são muitos ,aqui no Brasil. Alegria de pobre brasileiro é ver o rico feliz….
    Mas tá virando,aos poucos…MUDA!

  41. alexandre/sp disse:

    O negadinha: vamos parar com esse negócio de mandar o Sakamoto abrir empresa,fazer isso e aquilo,que não tá com nada.
    Quem falou p/ as bonecas q só empresário pode falar de economia?
    Não é uma função do jornalista e cientista social, que é o Sakamoto?
    Aliás vcs já PENSARAM em estudar o que ele estudou? Não aguentariam….
    Então va ler de novo o artigo e os outros TANTOS que ele escreveu. Daí vc começa a ter uma IDÉIA do que ele faz e do q ele fala. Vão conhecer o seu país.

  42. Mano disse:

    Tsk, tsk, tsk. As bichonas comunas estão tristinhas com as verdades da vida que foram faladas… Travecos barbudinhos, o mundo de vocês acabou no fim dos anos 80. Hoje em dia só tem a terra do Fidel o a do Kinzinho (Coréia do Norte) para representar os seus ideais de vida. Por qual razão vocês não se mudam para lá? Deve ser muito bom.

  43. Márcio Basso Gomes disse:

    Muito apropriado o artigo. Esclarecedor! E viva o mundo dos investidores canibais, que encontram em governos frouxos seus suculentos banquetes, regados a demissões e pobreza.

  44. carlos dória disse:

    Leonardo, mais um belo artigo de sua autoria. Tomei a liberdade de copiá-lo no meu blog http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com
    sds carlos dória

  45. Newton Salles disse:

    A lógica econômica e política, tanto do governo de Sâo Paulo quanto do federal, é ter olhos apenas para grandes grupos e grandes Ministros e grandes secretários.
    Esta lógica e utilizada também para as futuras políticas de previdência que no futuro para atingir o fator 95 previdenciário do Deputado Pepe Vargas teremos que reprogramar todo o nosso futuro dentro das fábricas. Antes era 45 anos e 30 anos trabalhados = fator 75 , em 1998 aumentaram para 53 anos e 30 trabalhados = fator 83 ; com a nova proposição, 60 anos de idade e 35 anos trabalhados = fator 95 com uma diferença entre o governo Vargas para governo do PSDB de 8anos anos fatoriais a mais e agora para o governo do PT de 83 para 95 com uma diferença de 12 anos fatoriais e ainda o relator diz que está diminuindo ; proporção 8 anos para 12 anos diminui ??????

  46. Luiz disse:

    Sakamoto ideologia não!!!!!!!!!, vamos ser realista

  47. http://mettabocca-comlimão.blogspot.com/ - Marcus Siviero disse:

    Boa noite Saka.
    Qualquer empreendimento é composto de quatro elementos fundamentais, na ausência de qualquer um deles ele (o empreendimento) torna-se inviável.
    Esse é o ponto; o primeiro elemento é o capital, o segundo é a matéria-prima, o terceiro é o lucro e, por fim, o quarto é a mão de obra.
    É claro que existem muitos outros, contudo, são contornáveis, mas esses primários são essenciais.
    Sabe porque as corporações querem lucro a qualquer custo???
    Não me venham com obviedades, motivo principal não é simplesmente a vantagem direta, porém, a singela supressão dela, se a corporação não dá lucro o investidor vai para outra, em cinco minutos numa bolsa de valores um grande predador quebra.
    O capital (ativo-imobilizado) e a matéria-prima são massas inerciais, estão presentes e se mantém.
    Esse é o tripé de sutentação básico de qualquer investimento macivo e produtivo.
    Só agora podemos dizer do quarto elemento, a mão de obra, esta é ativa, todavia, se manifesta como inercial, nenhum trabalhador quer correr risco por este ou aquele motivo e o preço de risco baixo é a escassez de vantagens.
    O trabalhador não olha nem para frente nem para cima, um que fez isso virou presidente, ele é uma merda, mas que correu o risco, ah isso ele fez..
    Quando a Embraer demitiu eu assisti inúmeras entrevistas de demitidos e sindicatos e outras porcarias que dizem defender os trabalhadores, sabem o que eles faziam TEATRO PARA COMOVER O POVÃO IDIOTA, NINGUÉM LUTOU, NINGUÉM REAGIU, TODOS ESPERAVAM O PRIMEIRO PASSO “DOS OUTROS”, É ISSO AÍ, ELES SÃO DEMITIDOS PORQUE SÃO INÉRTEIS.
    tODOS ESPERAM O SAKA FALAR DELES NO BLOG, OS REVOLUCIONÁRIOS DE BOUTIQUE COMENTAREM E TODO MUNDO CHORAR.
    NA SEGUNDA GRANDE GUERRA OS JUDEUS FORAM MAIS CULPADOS QUE OS NAZISTAS PELO GENOCÍDIO, porque entravam nos guetos e campos de concentração como gado.
    Eu nunca tive salário, nem fundo de garantia, nem mesmo aposentadoria e nem quero, sempre que dependi de emprego buscava os de risco financeiro maior, vendas, comercio e outros hoje mantenho um patrimônio de sustentação e sou independente, contar vantagem??? Não!!! Mostrar que risco e prosperidade são irmãos siameses, não se isolam jamais.
    É triste essa história, mas se os trabalhadores não fizerem nada ficarão na rua e o Saka vai continuar postando aqui e nós comentando é só!!!!
    Quebrar fábrica não é solução, mas saber impor seu valor, sua força de trabalho e subtrair coletivamente todo esse poderio assusta qualquer corporação e acionista.
    Issi no entanto é o mesmo que se vê na política ano que vem só mudam os ladrões porque ninguém quer mudar nada, basta chorar,
    Acordem idiotas, felicidade não se recebe, É CONQUISTADA SEM F…DER O PRÓXIMO!!!! Existem muitas formas boas e eficazes de lutar, mas parados não acharão nenhuma!!!

  48. Luiz disse:

    Excelente texto, Sakamoto!

    Ele diz o que todos já sabem, mas não têm coragem de dizer na tosca imprensa brasileira.

    Parabéns!

  49. divaldo disse:

    Este tipo de golpe sobre os trabalhadores já vem desde bem antes desta “crise“ entre aspas mesmo.
    Sob outras crises como aquela criada com a ameaça de dispensa de trabalhadores por causa da caida das vendas, este golpe está sendo praticado, inclusive com a aprovação dos próprios sindicatos e sugestão de sindicalistas pelegos.
    Os empresários tem se aproveitado bem deste espediente e tirado vantagens excepcionais obtendo lucros fantásticos sobre os trabalhadores.
    Neste mesmo processo, eles querem acabar com as conquistas trabalhistas (leis trabalhistas) dos trabalhadores tão duramente conquistadas durante o governo de Getúlio Vargas.
    Sob estas ameaças de desemprego, a classe patronal amealhou esta filosofia em cima do pobre trabalhador e a qualquer crise, eles tratam de jogar sobre os ombros de quem trabalha, o ônus dos seus “infortúnuos“ entre aspas mesmo.
    Enquanto isso eles vão jogando verde prara colher maduro.
    Puro golpe que até já se estabeleceu como via de regra de costume.
    Para se ter uma outra idéia, o costumeiro pedido das classes empresariais que vem batendo na tecla de queda de impostos para promover vendas e que eles não repassam com redução nos preços finais?
    E isto não é somente na área das montadoras de veículos, está por toda a parte do comércio e produção de bens.
    Nós estamos com narizes vermelhos e com as caras pintadas não com a finalidade de protesto mas como de palhaços mesmo.

  50. Cheio de Fome disse:

    Bom, apesar de alegarem o fato que estas empresas tem como maior base de clientes externos, e lá a crise a maior e blábláblá….pois bem, este argumento seria um tiro no pé não??? pois se os números de lucratividade estão maiores ou praticamente os mesmos, o q justifica tal argumento? e a crise lá fora? é uma farsa?

    Neguinho fala isso pq não perdeu o emprego em alguma destas empresas citadas, no mínimo é chefe ou dono de alguma empresinha, tá realmente se ferrando com a crise e acha q os argumentos das grandes empresas realmente é 100% verdade.

    Mas como todos conhecemos aquele ditado: sempre a corda quebra do lado + fraco

    Parabéns ao Post Sakamoto

  51. chris disse:

    Concordo que os direitos trabalhistas precisam MESMO de ampliação, mas isso só funciona se forem adotadas medidas GLOBAIS. Por que? É simples, se não a gente aqui acaba é financiando os “escravos formais” da China, da India…. Pois é, pensar global e agir local serve para tudo… mas se a gente não consegue nem se organizar, mobilizar internamente, enquanto Brasil aí fica complicado… pra que que serve a ONU mesmo, hein?? Não precisam me responder.

    Quanto aos empresários, não dá para generalizar, tem aqueles que ficam chorando o tempo todo para conseguir concentrar mais renda ainda e tem aqueles que realmente estão “espremidos” pela carga tributária, que não é mole não… só que o inimigo não é o trabalhador, e sim o governo que arrecada muito, gasta mal, administra pior ainda, fora a corrupção, o caixa 2, as licitações fraudulentas, todo o “comitê” de incompetentes indicados politicamente. Enfim, o que todo mundo tá cansado de saber mas não acontece nada. No final quem paga o pato é o lado mais fraco, aqueles que teoricamente o governo deveria defender….

    Olha que ficava bonito se um dia o empresariado honesto se juntasse como a classe trabalhadora para, juntos, colocarem o governo contra a parede para que as tais reformas aconteçam.

  52. Liga-Árabe disse:

    quando eu dizia a mesma coisa, aqui mesmo nos comentários do IG, desde o ano passado, me chamavam de comunista e petista….

  53. Ismar Curi disse:

    Grande Leonardo
    É isso precisamos de olhos vivos para gente entender os meandros da realidade, a grande mídia nunca mostra o outro lado, então somos nós que não somos midiótas que devemos sair a procura da verdade escavada com suor e lágrimas por caras como você. Putz, sem a rede a coisa seria bem mais difícil, precisamos atualizar as preleções da Escola de Frankfurt, e repensar o que acontece agora com a indústria cultural depois da rede…

  54. augusto disse:

    quando era adolescente ouvia que o Brasil não crescia por causa da dívida externa e pela dependencia do petróleo; passaram-se os anos e o Brasil é autosuficiente em petróleo e é hoje como diz o governo credor e não devedor. O País continua o mesmo, com aumento da miséria, da violência, corrupção, os coronéis mandando na política como sempre foi. O que mudou foi um monte de tecnologia que nos venderam, tem gente com celular,mp4 e outros lixos. até quando vamos aturar isso?

  55. augusto disse:

    quando era adolescente ouvia que o Brasil não crescia por causa da dívida externa e pela dependencia do petróleo; passaram-se os anos e o Brasil é autosuficiente em petróleo e é hoje como diz o governo credor e não devedor. O País continua o mesmo, com aumento da miséria, da violência, corrupção, os coronéis mandando na política como sempre foi. O que mudou foi um monte de tecnologia que nos venderam, tem gente com celular,mp4 e outros lixos e não tem o que comer. até qdo. vamos aturar isso? vamos tentar mudar pelo voto consciente.

  56. luiz geraldo dos santos disse:

    e ainda existem brasileiros que acreditam que o Brasil agora é potencia mundial, queo brasileiro está vivendo melhor, acreditam no saci perere e en papai noel.votam em sainei, maluf,colo,etc. e aí, como vamos fazer.

  57. Alberto disse:

    Nota zero pro presidente sindicalista que temos, que com toda sua experiencia neste ramo, deveria ter pensado nas argumentações do Saka, antes de liberar recursos publicos para estas empresas.

  58. zeca disse:

    MARCOS SILVÉRIO preciso em sua analise o mundo Sakamato é dinamico independente de nossa busca de’equilibrio’ o risco é a palavra chave.por isso a inércia do ESTADO brasileiro não tem risco paara os seus habitantes

  59. Chirac disse:

    Enganam sempre . Os políticos enganam até no turismo . Veja uma matéria sobre turismo em Belo Horizonte – MG . De cara ao chegar na capital mineira , ve-se que nas imediações da rodoviária , ruas, embaixo de pontes e em qualquer lugar de menos movimento as pessoas devecam e urinam . Não é dificil algum turista pisar numa bosta em pleno dia. Nos próprios guiches das empresas de onibus é dificil o troco na hora de comprar passagens e o atendimento é péssimo. Se voce for pedir informações turisticas , vai notar na primeira conversa que a atendente nunca viajou para estes lugares que ela diz ser muito bom . E ca pra nós , Belo Horizonte nunca vai ser uma cidade turistica . Falta de educação , as ruas estão todas quebradas , buracos , isto em pleno centro . Não é raro alguém pisar num buraco existente nos passeios da principal avenida – A avenida Afonso Pena . No mais é isso. Os politicos sabem enganar até mesmo na área de turismo .

  60. Ricardo disse:

    Muito esclarecedor. Gostaria de ouvir jornalistas inteligentes com mais freqüência.
    Sakamoto: por favor escreva mais.

  61. MOACIR VIANA disse:

    Sakamoto, você não acrescentou nada. Só demonstrou que os nossos administradores agiram com presteza e cautela, inclusive, agora quando da recuperação gradativa da economia. As empresas são criadas para obter lucros sob quaisquer circunstancias, quando bem administradas. Quanto as empresas filantrópricas e casas de caridades, até estas têm de tamar cuidados com os orçamentos, se não quebram.

  62. Carlos N Mendes disse:

    Ei, Sakamoto, não ofenda os especialistas. EU também sou especialista. Como? Tem que ser PSDB para ser especialista? Ahn, bem, nesse caso, acho que ninguém vai me perguntar nada…

  63. Lula cá disse:

    Quando Lula disse que ir ser só uma marolinha foi porque ele já tinha combinado com todos os trabalhadores para aceitar tudo que iria cair nas costa deles para fosse uma crise amena.

  64. Dú , vá trabalhar ! disse:

    Esse Dú deve ser um micro-empresário dono de posto de gasolina vendendo combustível adulterado e pagando salário mínimo aos 2 únicos funcionários que abastecem 2 carros ao mesmo tempo .
    Arranje um trabalho , cara , e melhore seu raciocínio !!!

  65. LUIZ CARLOS disse:

    Excelente seu artigo, quisera a imprensa brasilieria tivesse mais pessoas como voce.

  66. Vitoria disse:

    Trabalhava na Telemig na época da privatização. vcs não sabem o que fazem os empresários pra cortar benefícios e impor o trabalho escravo….A empresa era muito lucrativa, a assinatura basica praticamente não existia o custo da ligação era irrisória. o telefone era caro devido a tecnoligia que não desenvolvida em contra partida o telefone adquirido era bem e tinha valor para revenda.
    tinhamos ótimo plano de saude , gratificação de 70% nas férias, abonos salarios, promoções anuais, rejustes acima da inflação ,etc.
    quando veio a privatização em 1998 de 14 mil pessoas entre empregados ,contratados e estágiarios, temos em Minas inteira 800 empregados diretos , os imóveis administativos foram vendidos (vide a PUC São Gabriel em Belo Horizonte) ou alugados , só ai gerou renda pra pagar parte da empresa, e o restante foi pago pelo BNDS , traduzindo: ganharam a empresa…e demitiram todo mundo que tinha nivel médio e ganhava mais de R$1.800,00. Com esse negocio de livre negociação criado no governo Collor e acobertado pelo LULA os sindicatos viraram pelegos pois negociam a porta fechadas , saem com um pessimo acordo tipo a inflação deu 7% negociam 4% e saem rindo e satisfeitos das salas.Num pais igual o Brasil que so tem corruptos e espertos tinha que ter uma lei salárial no mínimo a inflação e mais a negociação.

    Foi o maior massacre de trabalhadores e das empresas do povo que já houve no Brasil e nem a oposição e imprensa tomaram partido .acho que tava todo mundo comprado…..

  67. Armando disse:

    Infelizmente o trabalhador brasileiro ainda é muito explorado. Se fizermos um comparativo entre os trabalhadores Americanos ou Europeus com trabalhadores Chineses, Indianos e Brasileiros, veremos como nosso trabalho ainda é considerado escravo. Então quem criticas as leis trabalhistas por tabela estão defendendo o trabalho escravo.

  68. coiote disse:

    Sakamoto
    Voce fala dos emprestimos feitos depois da privatização da embraer,mas não fala quantos empregos foram criados por essa empresa nesse mesmo tempo,quanto pagou de impostos,voce só comenta o negativo,o positivo voce covardemente omite. Seu hipócrita de plantão!

  69. Braz Lauschner disse:

    É meu irmão Ciro que fez esse comentário?