Blog do Sakamoto

Algodão: subsídios, retaliação comercial e trabalho escravo

A discussão gerada pela lista de produtos norte-americanos que devem sofrer sobretaxa de importação como forma de retaliação pelos subsídios concedidos aos produtores de algodão dos Estados Unidos – que prejudicaram os agricultores brasileiros – é um bom momento para tratar de um problema interno. Como estamos discutindo a imagem internacional das mercadorias que vendemos, creio que vale a pena ver como o esforço de alguns para gerar produtos de qualidade pode ser posto por água abaixo por aqueles que querem lucro fácil obtido com a transformação de pessoas em instrumentos descartáveis.

Há incidência de trabalho escravo não apenas em lavouras de algodão, mas também em outros pontos da cadeia – como bem mostra as repetidas libertações de imigrantes latino-americanos, principalmente bolivianos, em oficinas de costura em São Paulo. Hoje, os casos de empregadores flagrados com escravos nas fazendas de algodão representam cerca de 3,7% da “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego, que relaciona pessoas físicas e jurídicas que se utilizaram desse tipo de mão-de-obra. Como a atividade pode ser intensiva em força de trabalho, o número de libertados chega a 7% do total da lista. Nada comparado ao gado bovino, primeiro lugar em fazendas fiscalizadas devido a esse crime, ou à cana-de-açúcar, que vem sendo campeã no número de libertados nos últimos anos. Mas ainda assim preocupante.

Há cinco, seis anos, o trabalho escravo no algodão era um problema concentrado no Mato Grosso. As ações do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho, do governo estadual, dos movimentos sociais, sociedade civil local, associações de empresários do setor e da indústria aparentemente estão conseguindo diminuir o problema por lá. Analisando a “lista suja” e as libertações de escravos nos últimos anos, verifica-se que o foco do problema no algodão migrou para o Oeste da Bahia, conhecido como uma das pontas-de-lança da expansão agrícola nacional.

Essa região gerou casos de escravos no algodão que ganharam repercussão nacional. Um exemplo foi o da fazenda Campo Aberto, palco da libertação de 82 pessoas em 2007, em que um dos sócios, Milton da Silva, é pai do falecido piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna. Outro, em 2003, quando 259 trabalhadores foram resgatados da fazenda Tabuleiro que tinha Constantino de Oliveira, um dos donos da Gol Linhas Aéreas, como um dos sócios.

Antes que alguém grite pela falta de nacionalismo deste post, saibam que a responsabilidade pelo trabalho escravo encontrado no Brasil, nos Estados Unidos (ah, sim, eles têm e muito), no Paquistão, na China, enfim, ao redor do globo, não é apenas do produtor rural. Há redes de produção global e teias de comercialização transnacionais que ganham muito forçando os preços para baixo, em uma ode à competitividade e à transformação de pessoas em coisas em busca do aumento de rentabilidade.

Civilizar minimamente esses processos é tão fundamental quanto permitir retaliações comerciais. Sem minimizar o comportamento criminoso dos senhores de terra escravagistas, mas os atores globais são sempre esquecidos na hora de passar a fatura pela exploração mundial do trabalho. Pena que a Organização Internacional do Trabalho não tenha, nem em sonho, o mesmo “poder de polícia” que a Organização Mundial do Comércio.

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Comentários

19 Responses to “Algodão: subsídios, retaliação comercial e trabalho escravo”

  1. Mariana Gonçalves disse:

    Sakamoto, muito boa a análise. Os organismos internacionais sociais têm menos poder do que aqueles ligados à área econômica, o que seria esperado, mas o interessante que isso se reflete em uma paridade semelhante à da esplanada dos ministérios em Brasília.

  2. MARKUS disse:

    Esse é um assunto muito triste, e hoje infelizmente ainda muito amplo. Existem os escravos que vivem no subemprego que acabam devedores dos próprios patrões. Mais ou menos o que tá acontecendo no país em relação aos impagáveis juros vigentes no Brasil. Muitos que hoje tem de decidir se vão comer ou pagar a conta do aluguel (a opção é invadir uma encosta e esperar ser levado por chuva forte) crediário, tudo porque um dia precisou de uma geladeira, fogão ou coisa que o valha. Fica a previsão que é daí que sairá a “bolha” que irá destruir a economia brasileira, pois isto no fim vai resultar em calote e é justo o medo deste mesmo calote que eleva estratosféricamente os juros, uma bola de neve ladeira abaixo. Minha maior preocupação é com o fim das noticias, que parecem heróicamente uma benção ou solução. No caso dos bolivianos eles foram libertos e copmemoramos a libertação, mas e depois? Para onde estas pessoas vão? Serão deportadas, onde certamente terão condições iguais ou piores, viverão da produção de coca (que provavelmente deve ter métodos de cultivo com mão de obra especial) e pensar que elas terão saudades da ração e teto que tinham antes? Triste. Gostaria que o BlogOngueiro de plantão fosse além da comemoração e informasse pra onde vão estas pessoas? Alguém pode me dizer? É preocupante.

    • CarolinaFreitas disse:

      Markus, sugiro um site muito bom sobre isso, que mostra o que acontece com as pessoas: http://www.reporterbrasil.org.br. Por um acaso, é aquele coordenado pelo Sakamoto. Assisti a uma palestra dele e realmente é algo excepcional.

      Também sugiro que leia sobre o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Lá há as respostas para as suas indagações de vida.

      Abraços,

      Judite, Procuradora do Trabalho

    • MARKUS disse:

      Obrigado Carolina, vou ver e depois te conto.

  3. MARKUS disse:

    Mais uma coisa, quem vai pagar a retaliação comercial do Brasil aos EUA somos nós, já que no final desta cadeia somos nós os tais consumidores otários que vão pagar pelo trigo e outros produtos cerca de 30% mais. Algum BlogOngueiro já pensou nisto? Será que existe algum modo de retaliar sem o povo pagar a conta? Sei lá, isto não está cheirando bem.

  4. Ciro Lauschner disse:

    Eu tinha 100% de certeza que viria novamente a história do trabalho escravo no algodão depois do anúncio da retaliação por parte do governo brasileiro.
    No estado de Mato Grosso, 100% das lavouras são mecanizadas e o que pode ter havido é um que outro empregado sem registro em carteira, mas trabalho “escravo”só na cabeça de alguem que lucra com essa conversa ou de um funcionário do ministério do Trabalho querendo extorquir diárias do órgão para poder aumentar sua renda.
    Quando Millor Fernandes disse que a esquerda nunca é sincera, acertou em cheio, o que eu não desconfiava é que agora ela também é putrefata.

    • Francisco Neto disse:

      Ciro, tudo bem?

      Mas o trabalho escravo e o trabalho infantil usado no algodão não é no momento da colheita e sim na preparação do solo. Não sei se dá para postar as fotos aqui, mas como auditor fiscal do trabalho – honesto e cumpridos das minhas tarefas, nunca tendo enriquecido com a profissão – reuni muitas delas, de diversas fazendas, mostrando que o problema é grave. A maioria dos produtores, como diz o Sakamoto, trabalha dentro da lei. Aliás, o Sakamoto até elogiou eles neste post, dizendo que estão resolvendo os problemas. Mas você não acha que, da mesma forma que há fiscais desonestos, também há produtores desosnestos que levam o nome da categoria para o chão? Posso te listar umas 14 fazendas com libertação de escravos no algodão, que dariam mais de 200 mil hectares de chão. Não são todos, mas eles são grandes.

      Um fraterno abraço.

    • MARKUS disse:

      O Ciro toca num ponto nevrálgico. O ser humano como mão de obra cada vez mais perde importância, assim como a terra como mecanismo de subsistência. Outro dia vi que já é possível fazer a colheita com tratores dirigidos via satélite, as fábricas automotivas já desde o século passado usam robôs, e assim vai. Realmente é muito difícil exportar para países europeus sem apresentar certificados de referência relativos aos métodos legais (leia-se direitos trabalhistas) e produção. A baixissima escolaridade impede os trabalhadores de permanecer onde estão e mesmo partirem para outras áreas (também já saturadas) no setor de serviços. É lamentável a confusão que vários BlogOngueiros (o Sakamoto em especial deve ler hoje matéria publicada na Folha de São Paulo denominada “Jornalismo Delinquente” pela total distorção mentirosa dos fatos no caso do Senador Demóstenes, um flagrante caso de pouco apreço á verdade – não sou eleitor do Demóstenes, fique claro, mas sou um buscador da Verdade) fazem, criando infelizmente expectativas que não serão alcançadas. Sim, as pessoas precisam encontrar um lugar, um trabalho digno, mas acho que a verdade e o pragmatismo são melhores do esta falácia. O que o MST (por exemplo) recebe do Governo (nem sei se recebe ainda, porque é envolvido com crimes, pelo menos não deveria) e o que ele produz de fato como bem estar dos seus seguidores é irrisório. O próprio Lula disse que era pra esquecer as promessas da esquerda, mas elas aparecem sempre (nas eleições principalmente) como palavras mágicas, quase eclesiásticas, como um consolo para os pobres. Sim, eles precisam de consolo, de amparo pois a cada dia mais pessoas despreparadas para encarar de modo mais elementar as dificuldades da vida, mas a verdade é melhor. Claro que as vezes ela é cruel, como no caso do impacto da mecanização da lavoura. Certamente o Brasil ainda terá por anos (melhor assim) políticas assistencialistas, mas contrapartidas que estimulem a competitividade das pessoas através da educação, saúde e bem estar devem ser exigidas. Peço para todos terem mais apreço á verdade, a busca incessante por ela, pelo conhecimento de fato e não de “crenças” é o caminho que nos leva á verdadeira Revolução.

  5. Francisco Neto disse:

    Para quem discorda do Sakamoto e não sabe ler, indico o texto abaixo (bem melhor que o texto do direitopata do Demétrio “Quero Grana” Magnoli):

    FOLHA SP : ELIO GASPARI

    A TEORIA NEGREIRA DO DEM SAIU DO ARMÁRIO

    O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é uma espécie de líder parlamentar da oposição às cotas para estimular a entrada de negros nas universidades públicas. O principal argumento contra essa iniciativa contesta sua legalidade, e o caso está no Supremo Tribunal Federal, onde realizaram-se audiências públicas destinadas a enriquecer o debate.
    Na quarta-feira o senador Demóstenes foi ao STF, argumentou contra as cotas e disse o seguinte:
    “[Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. Gilberto Freyre, que hoje é renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual”.
    O senador precisa definir o que vem a ser “forma muito mais consensual” numa relação sexual entre um homem e uma mulher que, pela lei, podia ser açoitada, vendida e até mesmo separada dos filhos.
    Gilberto Freyre escreveu o seguinte:
    “Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime”.
    “O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com a sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do sinhô-moço. Desejo, não: ordem.”
    “Não eram as negras que iam esfregar-se pelas pernas dos adolescentes louros: estes é que no sul dos Estados Unidos, como nos engenhos de cana do Brasil, os filhos dos senhores, criavam-se desde pequenos para garanhões. (…) Imagine-se um país com os meninos armados de faca de ponta! Pois foi assim o Brasil do tempo da escravidão.”
    Demóstenes Torres disse mais:
    “Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. (…) Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da economia africana”.
    Nós, quem, cara-pálida? Ao longo de três séculos, algo entre 9 milhões e 12 milhões de africanos foram tirados de suas terras e trazidos para a América. O tráfico negreiro foi um empreendimento das metrópoles europeias e de suas colônias americanas. Se a instituição fosse africana, os filhos brasileiros dos escravos seriam trabalhadores livres.
    No início do século 20 os escravos não eram o principal “item de exportação da economia africana”. Àquela altura o tráfico tornara-se economicamente irrelevante. Ademais, não existia “economia africana”, pois o continente fora partilhado pelas potências europeias. Demóstenes Torres estudou história com o professor de contabilidade de seu ex-correligionário José Roberto Arruda.
    O senador exibiu um pedaço do nível intelectual mobilizado no combate às cotas.

  6. Ciro Lauschner disse:

    Sr. Nelson :
    O trabalho escravo e infantil é usado no preparo da terra , para o plantio de algodão segundo seu parecer:
    Sôbre isso tenho a dizer que raríssimamente vezes há algum preparo em solos de mata ou cerrado com fim de se plantar algodão.As terras novas geralmente começam com o plantio de arroz, depois, soja-milho e após uns 5 ou 6 anos , inicia-se o plantio de outras culturas, entre elas o algodão.
    Quando se prepara o solo normalmente são catadas as raízes e muitos agricultores por não terem máquinas apelam para o serviço temporário terceirizado, é onde entra a figura do empreiteiro(também chamado gato).
    As irregularidades trabalhistas normalmente são cometidas por êsses gatos , e a culpa do agricultor é por não conhecer as leis trabalhistas, (aliás, quem as conhece?) ou porque por comodismo não emprega pessoalmente a mão de obra.
    O exagero em chamar isso de escravidão, em sua imensa maioria, tem outros objetivos, que não é a preocupação com a situação social do “liberto”, mas mais a de dar argumentos a europeus e americanos em justificar seus subsídios e não adquirir produtos brasileiros, e caso isso fosse ficção com certeza não teria tantas ONGS estrangeiras e brasileiras se beneficiando dessas denuncias, vez que nunca vi ONGS estrangeiras ou nacionais preocupadas em encaminhar os “escravos libertos” para outros serviços mais decentes.
    Não por acaso há de maneira recorrente nesse e noutros blogs que se arvoram com preocupação social,um ataque permanente nos produtos que mais incomodam os “civilizados europeus e americanos” que são a cana, a carne e agora também o algodão.Qual será o proximo?

  7. Pedrinho disse:

    Nos anos em que morei no interior, conheci vários fazendeiros e todos eles mantinham os seus funcionários registrados em carteira. O que poucas pessoas sabem, é que em cidades de médio porte do interior, a justiça trabalhista é muitas vezes mais eficiente do que na capital paulista, que no caso é super congestionada. Conheci na época alguns caboclos, aparentemente ignorantes e ingênuos. Mas em se tratando de dinheiro, de ingênuos eles não tem nada. Muitos deles, desde o primeiro dia de trabalho, já tensionam extorquir o patrão. É evidente que também existem empregadores mal intencionados. Só acho que os formadores de opinião, que em sua grande maioria moram nos grandes centros urbanos, tem uma imagem muito esteriotipada sobre o interior.

  8. Blog do Sakamoto disse:

    Caras e Caros,

    Há um limite de caracteres para o tamanho dos comentários. Portanto, alguns acabam fisgados pelo filtro. Vamos tentar ser mais sucintos, OK?

    Abraços,

    Sakamoto

  9. Mikayl Uskabelowsky disse:

    Quantos todos que são contrarios ou não sobre escravidão, ja pararam pra pensar como é feito o carvão do seu churrasquinho gostoso do fim de semana?
    Se pensassem, fariam o churrasco de outra jeito.

  10. Pedrinho disse:

    É realmente lamentável que o governo não tome medidas contra o “trabalho escravo”. E de onde vem mesmo a grande maioria das denúncias? Do Pará, que é governado pelo PT. Também é responsabilidade do governo federal que coincidentemente também pertence ao PT. Os petistas tem razão. As autoridades petistas precisam tomar providências contra o “trabalho escravo”. Só que para isso os petistas alegam ser necessário acabar com a independência dos três poderes, ou seja implantar uma ditadura…

  11. Renato disse:

    Trabalho escravo nunca houve no oeste da bahia, enquanto esses petista que acham que todo fazendeiro é ladrão não saberem distinguir problemas de alojamento, erros em horas extras que são sim passivel de multa e merecem ser tratadas como tal de trabalho escravo que é uma situação muito diferente que acontece só aos redores do Pará aonde aprisiona mesmo trabalhadores, vai ficar dificil a espansão, quem mora na região sabe que hoje o emprego não para de diminuir, aonde empregava 1000, hoje não emprega nem 100, sustituindo com veneno, por causa dessa fiscalização ridicula que exige que o funcionário tenha na fazenda muito mais do que ele esta acostumado na propria casa dele, deixando a contratação inviavel, fica como reflexão mostrar o outro lado da situação que as pessoas não estão acostumadas a ouvir. Na minha cidade muitos trabalhadores estão começando a roubar por falta de emprego em fazendas, pessoas que vem principalmente da região de irecê, sera o correto manter a situação como esta ate estinguir de vez o trabalho principalmente na cata de raiz?

  12. Ivens Gandra disse:

    Renato, de acordo cm o artigo 149 do Código Penal não é necessário aprisionamento para haver trabalho escravo. O trabalho escravo do Pará é diferente do da Bahia que é diferente do de São Paulo, mas é tudo trabalho escravo.

    Se vocês não sabem tratar trabalhador como gente, então não podem expandir a fronteira.

    Reforma agrária também é uma boa idéia…

  13. Pedrinho disse:

    Qual é a definição exata de trabalho escravo? O que eu entendo por trabalho escravo é a existência de uma senzala, corrente, tronco, feitor, chicote etc.
    A contradição é que o governo federal incentiva a economia informal. Já ouvi falar que no norte do país muitos empregados de fazendas se recusam a ser registrados pra não perder o bolsa família. Além do mais eles ainda receberão a aposentadoria sem precisar recolher um centavo ao INSS.

  14. Renato disse:

    Ivens, quem mora em cidade grande dentro do ar condicionado não tem condições de definir o que é ou não trabalho escravo, vem para ca analisar você vai ver o que é feito e o que é exigido, a questão é só uma, vai acabar o emprego, vão entupir de veneno e depois quero só ver o desemprego que ja é grande.

  15. joão batista disse:

    O sr Constantino dono da gol ficou rico derrubando matas naturais no sul de Minas Gerais pra produzir carvão,será que no brasil não está na hora de fazer reflorestamento comercial de madeiras nobres como na Suecia que plantam cedro e lá demora 80 anos pro corte é sua maior renda de exportação,o Brasil poderia ganhar muito gerando muito conhecimento e renda plantando filas de cedro,mogno,guanandi,peroba etc…preservando espécies e aqui levaria no maximo 30 anos pro corte.