Blog do Sakamoto

Se economistas dependessem do INSS, o mundo seria melhor

Tempos atrás escrevi um texto dizendo que o planeta seria um lugar melhor se comentaristas de economia vivessem de salário mínimo. Pois quando chegamos na época do ano em que se discute o tamanho do aumento do mínimo, alguns deles quase têm um ataque cardíaco. Vendo os lamúrios públicos de economistas sobre a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do reajuste de 7,71% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo, verifica-se que o padrão de sofrimento é o mesmo.

(É claro que a maioria dos deputados federais que aprovou o aumento maior do que o proposto pelo governo federal não fez isso por pensar na qualidade de vida de ninguém, mas sim por este ser um ano eleitoral, quando precisam de votos do povo para se elegerem.)

Deu para perceber o suadouro de muitos economistas em entrevistas na TV, implorando para que o governo e os congressistas fossem “racionais”, não “torrando” dinheiro para não aumentar o “rombo” nas contas públicas por conta da Previdência.

Nesta quarta, ouvi um deles dizer que os aposentados “têm que entender” que o país, apesar de estar crescendo, não está sólido o suficiente para garantir um “benefício” dessas proporções. Pelo terno bem cortado do entrevistado em questão, pergunto-me o que ele faria se tivesse que viver com um salário insuficiente para comprar os remédios da esposa doente, ajudar nas contas dos filhos desempregados, acertar o caro aluguel do pequeno apartamento no final do mês e, ainda por cima, ter um mínimo de dignidade. Demagogia minha? Imagine. É simplesmente pimenta nos olhos dos outros virando refresco.

É claro que se as empresas não sonegassem impostos previdenciários ou, na melhor das hipóteses, não empurrassem seus débitos com o INSS com a barriga, haveria mais recursos para cobrir o “rombo” nas contas públicas. Coloco sempre essa palavra entre aspas porque ela tem que ser entendida de outra forma. Previdência não é para dar lucro ou mesmo empatar, não é banco, apesar do desejo de muitos. Deve cumprir uma função social e ser um instrumento para garantia da qualidade de vida. O mais triste é que o receituário econômico tacanho, que mantém a maior parte dos recursos do Estado aplicados para o bem-estar de poucos, foi adotado por todos os governos brasileiros com um sorriso no rosto. Quem depende do Estado que se vire, pois está na contramão da história.

Enche-se a boca para falar dos bilhões a serem gastos a mais, uma preocupação frente à queda de arrecadação no pós-crise. Finge-se ignorar que isso vai impulsionar o consumo de milhões de famílias, rodar a economia e, sobretudo, tornar a vida de uma parcela da população menos sofrida. Mas quando os bilhões são aqueles destinados ao perdão de dívidas de grandes produtores agrícolas ou na rolagem de dívidas industriais, reina o silêncio. Ou pior, o apoio deslavado.

Como já disse aqui anteriormente, há estudos que apontam que o PIB brasileiro comportaria um aumento até maior tanto do mínimo quanto da Previdência, desde que houvesse uma distribuição real de renda, de direitos e de justiça. Ou seja, redução da desigualdade. Alguns perderiam para muitos ganharem. Da taxação de heranças seguindo um modelo americano ou europeu, passando pela cobrança de altos impostos sobre grandes fortunas, pelo aumento no imposto de renda de quem ganha bastante, até a reforma para um Estado que garanta “Justiça fiscal”, considerando que, proporcionalmente, os muito ricos não pagam o devido imposto no Brasil, há muito o que se poderia fazer. Poderia, porque colocar isso em prática está no campo da ficção científica.

Muita gente que ajudou o bolo a crescer não recebeu nem a cereja, quanto mais uma fatia decente. A verdade é que muitos deles continuarão sendo homens-placa nos centros das grandes cidades ou empregadas domésticas, mascarando aquela dor insuportável nas costas contraída ao longo de décadas passando roupa para terceiros. Na hora em que deveriam estar aproveitando um pouco mais a vida.

Contentam-se em saber, pela TV, que médicos de alguma universidade nos Estados Unidos descobriram que faz bem para a saúde trabalhar na terceira idade.

Compartilhe:
Comentários

128 Responses to “Se economistas dependessem do INSS, o mundo seria melhor”

  1. Maria Guilhermina disse:

    Sakamoto, ótimo texto! Muito bom mesmo!

    • SERGINO DE SOUZA SOBRINHO disse:

      Olá Sakamoto, parabens pela sua matéria. Excelente! Você disse tudo, inclusive, o texto para que foi inspirado no meu caso. Gasto mensamente, de 25% a 28% do valor do meu beneficio com remédios para minha esposa. Ela passou por duas cirurgias cardiácas e, usa seis tipos de medicamentos de uso continuado por dia. Tenho 72 anos e ela 65. Enquanto na ativa, cheguei a receber 16 salários minimos por mês. Hoje recebo três minimos de aposentadoria, e, a midia faz o maior alarde, estimulando o Lula a vetar 7,7%.

    • SERGINO DE SOUZA SOBRINHO disse:

      Complementando, onde foram para nossas contribuições? A mindia deveria respeitar nossos direitos adquiridos. Não temos culpas se alguns empresários agiram de má fé. Se as nossas contribuições foram usadas para cobrir outros rombos.

    • Eduardo disse:

      Porque voces nao contribuem para uma previdencia privada para garantir suas rendas ao aposentarem-se?

      O problema do INSS nao sao as empresas, mas sim os politicos e a maquina “inchada” do governo que consome bilhoes de reais todo ano. A Europa e os EUA enfrentam o mesmo problema previdenciario que o Brasil, onde o sistema esta falido. Para cobrir este rombo o governo preciso tomar mais emprestimos o que prejudica a economia como um todo. Vejam o exemplo da GM nos EUA, que faliu devido ao sistema previdenciario que ela inventou para seus funcionarios.

      A saida para este problema é cada pessoa ter seu proprio planejamento financeiro e contribuir para sua previdencia privada para nao depender do INSS. Afinal o INSS foi criado para o governo arrecadar e nao para ajudar a populacao. e muita ingenuidade acreditar que o governo vai investir seu dinheiro no INSS da melhor forma possivel sem corrupcao.

      O Brasil é hoje o pais com a maior carga tributaria em relacao ao PIB e um dos que fornece os piores beneficios a populacao. O texto do Sr. Sakamoto remete a ideia de aumentar a arrecadacao do governo para teoricamente melhorar os servicos publicos a populacao. Isto é o que vem sendo feito no Brasil e vejam onde estamos. Ele se esqueceu que quem administra esta verba sao os politicos. Com certeza a qualidade destes servicos continuaria pessima.

      O pais precisa crescer com qualidade atraves da iniciativa privada tendo apoio do governo atraves da reducao de impostos, melhoria da infraestrutura do pais, atracao de capital para investimentos e reducao da taxa de juros. Assim o numero de empregos cresceria e com esta renda todos poderiam fazer suas previdencias privadas e garantir uma aposentadoria confortavel.

    • Sirius disse:

      Eduardo, nos poupe de suas besteiras.

    • Helen disse:

      Eduardo, como você quer que o trabalhador comum brasileiro, pague previdência privada? Em que mundo você vive?

    • Márcio disse:

      EXCELENTE TEXTO! PARABÉNS!!! DEVERIA SER LIDO NO EDITORIAL DE TODOS TELEJORNAIS DE NOSSO PAÍS, PRINCIPALMENTE NOS DA REDE GLOBO.

    • Gilberto disse:

      Entendo a sua como uma visão de parte do todo, pois sim, existem pessoas que contribuiram bastante e mereceriam um salário maior, mas existem muitos outros que se aposentaram com 40 anos, além das aposentadorias integrais do funcionalismo público. Esses benefícios anormais prejudicam o todo, eles deveriam ser combatidos!
      Também tenho ressalvas quanto a ganho real para aposentados….

    • Brasileiro disse:

      O Gilberto, acima, tem razão.

      Há aposentadorias nababescas e miseráveis, um contraste inaceitável!

  2. Sakamoto, parabéns pela análise perfeita. Sou aposentada e recebo um salário indigno depois de ter contribuído e MUITO com a Previdência. Claro que esses economistas e políticos não estão nem um pouco preocupados com a qualidade de vida da população em geral. Sua visão umbilical se contrapõe à empatia, portanto nenhum deles tem sensibilidade para fazer o exercício de imaginação criativa, que consiste em se colocar, apenas por alguns minutos, na pele de um aposentado. Que nada! Preferem recorrer às mesmas fórmulas de sempre, pois, como você bem lembrou, “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.
    Por outro lado, eu acho, sim, que as pessoas da terceira idade precisam manter-se produtivas e atuantes; não porque precisem complementar os benefícios que recebem do INSS, mas porque isto lhes dá prazer e faz bem à mente e ao espírito.

    • JOSE CARLOS disse:

      PERMITA-ME CHAMÁ-LO DE VOCE, MAS VOCE ESTÁ COM TODA RAZÃO, GOSTARIA DE ACRESCENTAR QUE NÃO SÓ OS “ECONOMISTAS” (OS VENDIDOS DO TEMPLO), MAS TAMBÉM OS DEPUTADOS, O SR PRESIDENTE DA REPÚBLICA E SEUS MINISTROS QUE TÊM MEMÓRIA CURTA, POIS ESQUECEM FACILMENTE O QUE DISSERAM LÁ ATRÁS, QUANDO ERAM ESTILINGUES, E POR SINAL MUITO TOSCOS E AGORA ESTÃO NA CONDIÇÃO DE VIFDRAÇA.
      MEUS PARABÉNS, POSIÇÃO COMO ESSA É QUE AINDA PROVOCA UMA LUZ NO FIM DO TUNEL CHAMADO BRASIL

  3. Márcio disse:

    Na realidade, o déficit da previdência social não existe, o que existe é um déficit de assistência social. Milhões de brasileiros que nunca contribuiram para a previdência (por exemplo, os trabalhadores rurais) recebem um salário mínimo mensal. Não que eles não mereçam, merecem receber isso e muito mais. So que essa despesa deveria ser registrada no orçamento geral da união e não na previdência social. Se isso ocorresse, o tão propalado déficit desapareceria.

    Se, em acréscimo a essa medida contábil houvesse o combate eficiente às fraudes e uma racionalização da administração para reduzir os gastos de custeio, existiria um superávit que poderia ser usado para iniciar uma migração lenta do regime de repartição para o de capitalização.

    • jaime krochik disse:

      Texto perfeitíssimo, tanto que ja disse aquilo que iriamos dizer.Apena acrescento que essa reforma contabil da previdencia não foi feita nem pela oposição de direita e nem foi ate aqui sequer aventada pelas esquerdas, ficando inclusive o atual governo que pessoalmente apóio devendo encaminhar tal medida,sendo que sem essa providencia , haveraão sempre dificuldades em termos de orçamento,salário minimo e etc.
      Quanto ao regime, concordo com o de capitalização, prém creio ser necessário um regime misto à medida que aumenta a expectativa de vida.
      Pergunta que não quer calar;a quem interessa o atual sistema que “fabrica” deficit na previdencia?

  4. Marcos Cardoso Mil-Homens disse:

    Sr. Sakamoto

    Trabalhei 42 anos pagando sobre o maximo de contribuição, hohe me aposentei aos 66 anos e recebo a miseria de 3 salarios minimos, por conta das contas e invençoes que se fazem. Ou seja o INSS é uma arapuca para os que contribuem, uma farsa e existe um discurso politico hipocrita, porque o politico sempre se arranja e que se dane o pobre contribuinte. Sua fala é acertada, justa e realista. Faltou falar que os idosos são os que mais gastam na compra de remedios, pois invariavelmente tem problemas de saude nesta fase da vida.
    Parabens e obrigado
    Marcos (estou com 68 mas tenho que continuar trabalhando)

    • alejandro disse:

      Marcos Cardoso, vc. esqueceu de dizer que o INSS desconta dos aposentados que continuam trabalhando com Carteira Assinada, como eu, 9% ” a fundo perdido” , ou seja um imposto anticonstitucional e totalmente injusto.
      Além demais meu plano de Saúde aumenta na base de 10% ao ano e minha aposentaduria aumenta 6,14%.
      Sr.Sakamoto, sou leitor assíduo de seu blog, parabéns.

  5. Antonio Oliveira disse:

    Caro Sakamoto.
    Parabéns pelo ótimo texto.
    Faço minha as palavras do Marcio. Ele tem toda razão. Contribuí durante 26 anos da minha vida profissional pelo teto. 10 salários mínimo. Hoje recebo 3 salários minino do INSS. Como eu tem milhares de aposentados. Os economistas não fazem este tipo de conta quando dão opinião alarmista a respeito do suposto défice da Previdência.

  6. minero disse:

    PARABENS PARABENS SAKAMOTO.COMENTÁRIO PERFEITO.

  7. Amanda disse:

    Vi um representante de uma empresa (multinacional brasileira) em que trabalho reclamando do custo-INSS. Mas sabemos que aqui eles não recolhem ou recolhem em parte. Ou seja, dão o gato. Enquanto isso, os executivos recebem salários de cinco dígitos e aposentadorias privadas de quatro. Ai, ai…

  8. Celia Rangel disse:

    Parabéns é pouco pelo seu texto! A realidade impressa no mesmo, dignifica nossa leitura! Mostra quem você é: cidadão consciente num país governado por “alienígenas” que se vestem com grife, comem escolhendo em cardápios, moram em “zona sul”, estudam no exterior, mas “roubam” no Brasil e o Brasil para sustento de todos esses privilégios! Haja “meias… cuecas” para o transporte desse produto!! Eu, por exemplo, que por 42 anos da minha vida, atuei na educação desse país como professora, pedagoga, pós graduada… hoje recebo uma “esmola” do governo para “curtir minha “melhor idade”! Pergunto-lhe: em quê (?) ela é melhor! Difícil é assistir a palhaçada nos palanques eleitorais… a proeminência dos “botoxis”… os falsos sorrisos e tapinhas nas costas… buscando “votos”! Realmente, decepcionante… Célia.

  9. Jose Humberto disse:

    Parabéns Sakamoto,
    Voce foi direto ao que realmente interessa ao sofrido trabalhador da iniciativa privada (aquele que conseguiu aposentadoria acima do mínimo).
    Acho que, realmente quem ganha acima de dez salarios mínimos, teria que ter seus reajustes repensados, mas… abaixo de 10 SM, o aposentado não ter o mesmo reajuste do salário mínimo, isto é covardia para quem realmente trabalhou!!!
    Será que o INSS sabe quanto ele gasta com o pessoal que ganha acima de 10 SM (normalmente são pessoas que foram beneficiadas pela “justiça” brasileira)???
    E as meninas de 20 anos que “casam” com aposentados de 80 anos.
    E os aposentados que nunca contribuiram para o INSS.
    Um grande abraço para o Sakamoto.
    Jose Humberto de Uberaba-MG.

  10. Eliseu Nuñez disse:

    Ótimo artigo! Infelizmente a grande mídia só contrata e mantém em seus quadros os comentaristas econômicos e politicos que agradam e fazem o jogo da elite corupta e insensível.
    Parabéns ao Sakamoto e ao UOL por tê-lo em seu site.

  11. neide disse:

    se o rejuste da aposentatoria fosse usado o mesmo indice do salário minimo, nao seria tão ruim. Esse ano o meu IPTU é maior que o valor da minha aposentadoria, portanto um mes do meu salário é para pagar o IPTU. Me sinto previlegiada até o presente momento que nao gasto nada na compra de remédios, que normalmente nessa idade (62) eles são bem caros. A receita federal cobra de seus contribuintes o que lhe é devido. Por que a previdencia social não faz o mesmo. Se as empresas pagassem corretamente é bem provavel que o governo teria o suficiente para pagar as aposentadorias. Quando se fala em aumento para os aposentados é como se falasse em uma doença contagiosa que só trará prejuizo.Nós trabalhamos, contibuimos para isso, e agora temos que mendigar por uma aumento de aposentadoria que nos de dignidade para continuar a viver ?

  12. Renato Moraes disse:

    Sakamoto ! Gostei do seu artigo, vc esta corretissimo. Entra Govero sai governo e sempre a mesma ladainha. O aposentado que contribuiu por muitos anos,fica a ver navios e ainda mais em vez do governo reduzir o IPI dos remedios que sao caros e o idoso nao pode ficar sem, eles reduzem dos automoveis,eletrodomesticos…..Abracao

    • Rosi disse:

      Vc já ouviu falar sobre o que aconteceu com a previdência da VARIG? Você já parou para estudar qual é o papel do Estado? Vc conhece a distribuição de renda no Brasil? Vc sabe como é viver com salário mínimo?

      Vá estudar!

  13. Fabio disse:

    À todos os socialistas aqui do site… Previdência Pública é um câncer.. Não deveria nem sequer existir.. É a maior ferramente de empobrecimento de uma nação e todas elas, em todos os países vão um dia quebrar.. Querem um futuro decente, invistam em Previdência Privada.. Cuidem do seu prórpio futuro ao invés de dependerem dew um governo.. Deixem de ser um povo fraco e dependente… Na China as pessoas ganham muito menos e conseguem poupar, durante toda a vida 44% dos ganhos.. Mas aqui, nossos vovôs reclamentos não conseguem comprar carros importados ou mandar o netinho para a Disney e por isso necessitam de aumento de quase 8%.. Por mim, você não teriam nada… O dinheiro deve ser direcionado às novas gerações…. Investimentos fazem um país crescer e não consumo.. Abs

    • Jardel disse:

      É Seu Fábio, eu tenho 48 anos, não sou muito novo, mas, acho que voce deve ser um desses babacas, filho de milionário e pensa que não vai ficar velho.

    • nina disse:

      Sr. Fábio,

      Vá para a China e, não se esqueça que se vc ñ morrer jovem, provalmente o seu futuro será muito pior do que o nosso presente, pois se hj vc ainda é trabalhador na ativa, será um aposentado no futuro. e pelo andar da carruagem e com os “nossos políticos”, tudo tendo a piorar. Ah! tb ñ se esqueça de levar as suas contribuições à previdência “privada”.

    • sonia disse:

      Caro Fabio!

      O que voce faz para contribuir por um país melhor?

      O que me parece voce é mais desses

    • Celso disse:

      Rárárá… esse tolo está apenas querendo aparecer. Não sabe o que é socialismo, não sabe o que é Previdência, muito menos Previdência Privada, nem sobre a China e a história chinesa. Também é mal educado, quando usa “vovôs reclamentos”, mas aí se denuncia: não é milionário não seu Jardel, é apenas um pobre, tanto de emolumentos como de espírito, pois desejos como carros importados e Disney não parecem fazer parte dos anseios de aposentados. É tão tolo que chega ao cúmulo de dizer que investimentos é que fazem um país crescer, e não consumo- como se o desespero da indústria não fosse vender… Para um tolo assim, recomendamos o conselho da Nina: vá para a China!

    • Feitosa disse:

      Fabio com certeza voce nasceu em berço de ouro, ou não sabe o valor de uma familia, pelo que eu entendi voce esta dizendo que os aposentados/ velhos deveriam ter uma idade para morrer e não ficar dando despesas para o governo, não sei que idade voce tem mas um dia a idade chega, Deus lhe ajude que voce não precise da previdência, mas dai renegar a velhice é não ser digno da humanidade, voce deve ter nascido de chocadeira.

    • Werther de O. Siva disse:

      Prezado Sr. Fábio: Qualquer pessoa minimamente sensata, concorda com sua acertiva ¨deixem de ser um povo fraco e dependente¨… ainda, voce diz que ¨investimentos fazem um país crescer¨… até aí, coberto de razão. Mas pena que seu complemento seja uma lastimavel ¨burrice¨, própria de quem não tem um mínimo de conhecimento das forças do mercado, nem sequer conhece uma nesga do que é mercado de trabalho. É o consumo, sim, que faz um país crescer, pois pressupõe renda e rendimentos. Pelo visto, voce deve ser ou algum político, ou algum ¨xupeta¨ e mamador das tetas de alguém ou do próprio governo.

    • Almir Sani Moreira disse:

      Senhor Fábio

      Primeiro, nem todos os que se manifestam neste blog são socialistas.
      Segundo, pelo jeito o senhor nada sabe de Ciências Atuariais.
      Terceiro, o senhor poderia ter cuidado com concordância verbal e nominal, bem como atentar para erros de digitação ou edição.
      E o senhor deve ser vendedor de Planos de Previdência de algum BANCO.
      E o senhor talvez não conheça nada de economia, pois investimento sem consumo provoca estagnação. As leis do mercado são implacáveis – se só acumular, sem consumir, ocorrerá um desequilíbrio. O mercado tende a excluir os organismos que só acumulam, que passam a ser considerados parasitas.
      Inicialmente pode-se ter deflação, depois estagflação por um curto período e por fim uma inflação avassaladora, que consumirá todos os ativos financeiros acumulados.
      O mercado, senhor Fábio, é troca. Os ganhos ocorrem em função dos valores agregados.
      E não há nada errado em um vovô querer realizar o sonho de mandar seu netinho à Disney.
      A propósito, senhor Fábio, e se o BANCO quebrar?
      Acaso o senhor sabe quantos velhinhos nos EEUU e na Europa estão em situação de penúria graças a conselhos como o seu? Quantos estão hoje na miséria por terem aplicado suas economias no Lehman Brothers?
      As mazelas da Previdência se devem à má gestão, que privilegia, entre outras coisas, “pacotes de bondade” para salvar BANCOS e INDÚSTRIAS.

      Mas, tudo bem, o senhor tem todo o direito de se manifestar, ainda que para externar argumentos infundados.

      E olha que sou defensor ferrenho da Economia de Mercado.
      Mas não sou insensível.

    • Diego disse:

      Fabio, estou com você! Como podemos querer um país próspero, onde as pessoas possam viver dignamente, se temos que alimentar este saco furado chamado previdência ao invés de investir em infra-estrutura e desonerar a produção. Se pudesse, deixava de contribuir para a previdência pública e direcionava tudo para a privada. Certamente teria muito mais a usufruir ao aposentar do que sustentando este rombo.

    • Fernanda disse:

      Disney?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?
      Carro importado?!?!?!?!?!?!?!?!

  14. Ricardo Lopes disse:

    Texto exemplar,Leonardo. Meus parabéns. Realmente, quando assisto uma entrevista dessas sumidades de ternos bem cortados a sensação que tenho é a de estar vendo um filme de ficção científica. De péssima qualidade, diga-se de passagem.

  15. adenir disse:

    Fábio! por favor, quantos anos voce tem? tem pai, mãe, avós?. Sem querer ofender você, explique melhor as suas palavras feitas em seu depoimento.

  16. Geraldo Magela Vieira de Sousa disse:

    Grande Sakamoto,você sacou direto a necessidade dos trabalhadores ativos e aposentados do país. è uma pena que não mudará quase nada no cenário exposto. Não acredito em políticoshá muito tempo. só voto branco ou nulo e/ou em partidos pequenos.
    Você está mais uma vez de parabéns. É o melhor articulista com muita sobriedade. Pena que os filhos dos políticos não sejam OBRIGADOS a estudar em escolas públicas. Vamos ativar a campanha. Só pela educação teremos cidadania plena. Que Deus nos abencôe!

  17. Adriana S.P disse:

    Texto perfeito Sakamoto, sou economista, porém a minha consciência e pensamento é idêntico ao seu…NOSSO PAÍS É GOVERNADO PELA HIPOCRISIA, como descreveu também perfeitamente a “amiga” Célia.

  18. jOSE ALBERTO disse:

    Sr. Sakamoto. A Previdencia social não é assistencia social.Milhares de beneficiarios que nunca contribuiram é que quebram a previdencia. Deveriam receber de verbas proprias para assistencia social, verbas que existem especificamente para isso. Agora, quem contribui uma vida inteira, tem que bancar quem nunca contribuiu?

  19. Alcides Fanani disse:

    Esse tal de Fabio deve ser um débil mental além de não conhecer a história econômica deste Brasil. Os vovôs reclamentos de que ele fala, tiveram no passado oportunidade de terem previdência privada porém, quase todas faliram e as poucas que permanecem, não retornam absolutamente nada para os seus pencionistas. Quem faz investimentos inseguros? Provavelmente ele com seu cerebro de minhoca. O que o pequeno cerebro dele também não consegue assimilar, é que para existirem novas gerações, é necessário que tenham existidos gerações anteriores que tenham contribuido com investimentos e com o desenvolvimento do país, como fizeram os atuais aposentados. Esse cara provavelmente não vai presentear a mãe neste próximo domingo, porque ela deve ser uma vovó reclamona aposentada e ele deve estar louco para se livrar dela.

  20. solange disse:

    Sakamoto concordo plenamente com seu texto e vou mais além, porque para dar aumento a população é sempre a mesma ladainha, falta verba.
    Gostaria de entender porque para os salários dos políticos nunca existe contenção e votam no plenário livremente por salários altíssimos.
    Esta na hora de mudar realmente este país para melhor. Os políticos deveriam aposentar como nós com 30/35 anos de contribuição.
    Tenho certeza se for feito um levamtamento das aposentadorias acumuladas por políticos, quanto dinheiro esta sendo deviado de seu destino real.
    Político nenhum poderia aposentar com 08 anos de mandato e acumular aposentadorias, isto é uma vergonha e uma falta de respeito com a nação brasileira.
    Enquanto uns moram em favelas, pegam onibus lotados na madrugada, não tem o que comer, outros utilizam o dinheiro público de forma irregular.
    Ghega de tante falta de respeito com a população, precisamos lutar por nossos direitos e impedir essa pouca vergonha que assistimos diariamente.
    Um forte abraço e continue assim lutando sempre para que talvez um dia juntos todos nós que respeitamos nosso país possamos tfransfofmar nosso país em um país de verdade.

  21. Maurício disse:

    Bom texto e argumentação. Esqueceu-se contudo, já que falamos em irrisório valor de aposentadoria, de citar as diferenças nas aposentadorias dos funcionários públicos frente aos CLTistas.

    Nada nem ninguém consegue explicar a desigualdade de tratamento destas que são, já a muito tempo, duas classes sociais distintas no Brasil.

    Tal como castas em outros países, aqui o aposentado do funcionalismo público vale vergonhosamente muito mais do que o do setor privado.

    • Celso disse:

      Olá Maurício, compartilho com sua indignação sobre diferenças, acredito que qualquer sistema deveria tratar as pessoas de maneira igualmente digna. Entretanto vale esclarecer e informar que a previdência privada desconta do salário valores que são limitados a algum teto, ou seja, não importa quanto você recebe, vc vai pagar a previdência com base em algum valor máximo, relativo à aposentadoria que voce pretende, ao passo que o governo desconta valores sobre o total dos vencimentos do funcionalismo, ou seja, é algo como 11% do total de seus rendimentos, sem teto máximo. No meu entender, quem paga mais deve receber mais.

    • Márcio disse:

      Caro Maurício,

      Nós, servidores públicos, não valemos mais do que o do setor privado não!!! Só
      que contribuímos sobre a nossa remuneração total, enquanto o da iniciativa privada
      possui um teto de contribuição. Ou seja, contribuímos mais que os da iniciativa
      privada, então nada mais justo que recebermos sobre o valor da nossa contribuição.
      Espero que tenha ficado claro para você.

  22. Chirac disse:

    E S P E T A C U L A R !!!! Sakamoto. Está espetacular. Voce eh um jovem jornalista espetacular. Espero que, na velhice continue assim .
    Digo isto, porque muitos trocam de idéias. Lembro-me de alguns mas não vou citar o nome, são raposas vira-casacas. Mas, não me atrevo a apagar, emendar, ou mudar uma vírgula o seu espetacular texto.
    Para os entendidos meia palavra basta. Seria muito bom que alguém enviasse o seu texto para o Presidente Lula ler. Se ele entender, não vai vetar. Pois se vetar, Dilma não vai ser eleita !!!!

  23. Celso disse:

    Parabéns- finalmente um jornalista sério e ciente da realidade! Nunca houve rombo na previdência (ao contrário, por si, a Previdência gera receita em excesso), os recursos é que foram desviados para obras, quando não sonegados ou escandalosamente roubados por quadrilhas! A lei deveria obrigar os filhos de TODOS os políticos a estudarem em escola pública, usar transporte público, ter atendimento médico apenas pelos programas de governo, direito à somente advogados do estado e federação (gratuitos), remédios fornecidos pelas prefeituras, alimentação em cantinas e restaurantes do R$ 1,00, e pagamento por qualquer trabalho verdadeiro limitado a um salário mínimo. E os políticos, a menos de estudar em escola pública, ter também as mesmas diretrizes dos filhos. Quem sabe aí teríamos um sistema que funcionasse com dignidade.

  24. José Carlos Moita disse:

    Sakamoto.
    Não resisti. Desculpe-me usar seu espaço como palanque!
    Vejo, com satisfação, as inúmeras manifestações aplaudindo seu brilhante texto. É nisso que somos imbatíveis: diagnosticamos exatamente nossas mazelas, mas não fazemos nada…
    Os políticos já perceberam que por uma falha atávica, o brasileiro agacha igual galinha hipnotizada quando se fala “pelo bem da democracia, pela estabilidade democrática”, etc. E sabem que podem tripudiar sobre nós sem medo das consequências.
    Democracia (e eu não preciso ensinar) é a vontade da maioria. E por que a nossa vontade não é respeitada? Por que não sabemos fazê-la valer.
    Quando houver número suficiente de brasileiros dispostos a faltar ao trabalho para ir pra rua, aí sim, a coisa vai melhorar.

    Abraço e obrigado pela carona.
    P.S.: Não me sinto mais tão só tendo contribuido com 80% pelo teto e com três salários mínimos de aposentadoria…

  25. Fábio disse:

    Apesar do mesmo nome, não sou o mesmo que comentou ali em cima.
    Mas concordo que a previdência como existe hoje é um cancer (da mesma forma que a corrupção). No texto foi falado que a previdência não precisa ter lucro ou empatar, mas precisa empatar sim. A bagunça que está hoje é justamente porque não se guardou o que sobrava. Quando se arrecada mais que o suficiente para pagar as pensões, o que sobre é “desviado” para outros fins. Eu mesmo, tenho 25 anos e como autônomo, pago o mínimo possível de contribuição, pois sei que é um dinheiro jogado no lixo. E com o aumento dos aposentados, maior expectativa de vida (e assim recebem por mais tempo sem contribuir mais) e menos contribuições, alguém acha que isso vai dar certo? é cagada na certa. Também acho o salário mínimo ridiculo e ideológicamente, acho que deveria ser em torno de 1.500 reais. Mas quem vai pagar essa conta? Eu é que não. Já trabalho, pago meus impostos (que também acho ridiculos de altos) e na não vou dar um centavo a mais pela previdência dos outros, além do mínimo estipulado em lei.

  26. Raimundo B.M.Souza disse:

    Grande Artigo, parabenizo o autor pelo bom senso expresso em
    seus comentários.
    Por necessidade trabalhei desde os 10 anos , após contribuir
    por 35 anos para a providência, fiquei impressionado com o fator
    previdenciário que chegou a quase 1/3 da minha média salarial.
    que correspondia na época 06 salarios mínimos + – e fiquei
    recebendo quatro salarios aproximados e do jeito que estes
    economistas e a maioria dos políticos “TENTAM” proteger os
    cofres públicos, lá na frente estarei ganhando 01 salário minimo,
    em outras palavras, tenho que voltar a trabalhar, pois as
    despesas básicas continuam aumentando.
    Quando teremos realmente um “BRASIL UM PAÍS DE TODOS”?

  27. HELENICE ALVERNAZ disse:

    Olá Sakamoto!. Você D+. Falou tudo e mais um pouco que tantos estudiosos às vezes deixa de expor. Infelismente a maioria dos brasileiros ainda não sabem usar da maior força que tem.
    O VOTO. Por isso é esta pouca vergonha! Alem dos aposentados tem ainda os professores e por ai vai.
    Continue escrevendo! Sou aluna do curso de Pedagogia da UFOP/MG modalidade À distância.
    Abraços Helenice.

  28. carlos disse:

    Sakamato, poucos jornalistas conhecem os problemas dos aposentados no Brasil ( o que é uma vergonha), porem um dia eles tambem se aposentarão.Parebenizo vç. pela análise perfeita da situação, porem vç. não comentou sobre as propriedades que o INSS tem e poderia muito bem transformar isso em receita para previdencia e não é pouco.outra coisa os aposentados que estão sendo mal guiados ( Sindicatos)não sabem a força que tem, visto serem hoje por volta de 25 milhoes, com um poder de barganha muito forte, que poderiam influenciar nas decisoes do pais.Nos construimos o Brasil de hoje
    Como muitos contribui por 35 anos pelo teto máximo e hoje recebo míseros 2,5 salarios minimos e na epoca me aposentei com 7 minimos.e forçosamente tenho que continuar trabalhando para sobreviver, mantendo metade do padrão de vida que tinha na ativa.

  29. JOSE CARLOS disse:

    O QUE PRECISAMOS FAZER, AINDA NAO ESTOU APOSENTADO, E MOBILIZAÇÃO, DIZER A ESSES POLÍTICOS O QUE QUEREMOS E NÃO ACEITAR DE CABEÇA BAIXA OU GOELA ABAIXO O QUE ELES FAZEM. SABEMOS PERFEITAMENTE QUE NÃO PASSA DE MANOBRA POLÍTICA ÀS VESPERAS DA ELEIÇÃO. QUE SE LANCE O GRITO DE AFIRMAÇÃO POLÍTICA: APOSENTADOS DO BRASIL UNI-VOS!

  30. Juka disse:

    Ontem (5/5/10), todos os noticiários das TVs mostraram duas reportagens em paralelo. Nas duas, o mesmo personagem. Na primeira o ministro Paulo Bernardo, de boné, amaldiçoava com o fogo do inferno estes minguados 7,7% de “aumento” (reposição de índices tungados no passado e defasagem), pois levariam a um “rombo” de bilhões na previdência. Na segunda, logo em seguida, o mesmo ministro Paulo Bernardo, agora SEM boné, falava sorridente sobre os bilhões que o governo iria investir para “ressucitar” a TELEBRÁS e subsidiar internet banda-larga para os “coitadinhos” dos brasileiros. Paternalismo, demagogia, hipocrisia: os “economistas”, os políticos, etc, estão cada vez mais à vontade para expor publicamente suas indecorosas “caras-de-pau” e nós é que ficamos com vergonha! Parabéns pelo artigo!

  31. François disse:

    Um pequeno efabulativo sobre um ponto específico do texto, circulação de renda (ou de riqueza).
    Reza a lenda que numa cidade qualquer, todos estavam endividados. A cidade ia de mal a pior e ninguém conseguia ganhar dinheiro e pagar suas dívidas. Assim, o comércio e os serviços estavam mortos.
    Até que certo dia apareceu um viajante, que foi até o único hotel da cidade e disse querer se hospedar. Pagaria 200 dinheiros, mas queria ver o quarto antes. Deixou o dinheiro sobre o balcão. O gerente pediu ao mensageiro que mostrasse as acomodações ao viajante, de forma bastante demorada.
    Passou a mão nos 200 dinheiros e correu ao açougue, pagar a dívida de 200 dinheiros que tinha lá, para não interromper o fornecimento de carne ao estabelecimento.
    O açougueiro, rapidamente, correu ao seu fornecedor e pagou a dívida de 200 dinheiros que tinha com ele.
    O fornecedor pegou o dinheiro e pagou a dívida que tinha com a profissional mais antiga do mundo, também de 200 dinheiros, por serviços prestados.
    A referida profissional, que utilizava o hotel como base de operações, correu ao gerente e pagou a dívida de (adivinha quanto?) 200 dinheiros que tinha com a utilização do estabalecimento.
    Nesse ínterim, o viajante decidiu não se hospedar no hotel, mas seguir viagem até a cidade vizinha. O gerente, então, lhe devolveu os 200 dinheiros. Vejam agora a importância da circulação de renda: ninguém lucrou nada, ninguém ficou com nenhum centavo de lucro, mas todos conseguiram pagar suas dívidas.
    Ouvi esse exemplo certa vez, e achei muito bom. Lógico que ele deve ter falhas, além de ser convenientemente ajustado para a conta fechar. Mesmo assim, é inegável que a circulação de renda é fator preponderante para a sobrevivência da economia.
    Dito isto, achei pouco o aumento. E ele só veio porque é ano eleitoral. Concordo com o blogueiro nesse ponto. Agora, ver o Sarney dizendo que o Senado tem grande apreço pelos velhinhos é dose pra ser engolida com chá de boldo. Mais ainda ele dizer que é beneficiado pela medida, dando a entender ser beneficiário do INSS.
    Mas que é engraçado ver a inversão de papéis… Lula tentado a vetar o aumento, a oposição e toda a base governista votando favoravelmente… a busca de votos transforma nossos políticos em seres dignos de estudo pela ciência. Ideologia? Deixa pra lá. Compromisso com o eleitor? Claro, desde que ele se resuma a aprovar um aumento que, sabe-se de antemão, o chefão vai vetar, e virar combustível eleitoral altamente inflamável na mão (ou melhor, nos lábios) de oradores altamente capacitados na arte da prestidigitação verbal.
    Ou seja: quando fora do Governo, pelo povo. Quando no Governo, pelo Orçamento. Todo período eleitoral é igual, ou pelo menos muito parecido. Sinceramente, não vejo mais diferenças entre Lula e seu antecessor. Não há, sequer, a polarização vaticinada por Marina Silva. Serra ou Dilma, a diferença residirá nos ocupantes dos cargos de 1º Escalão. Ainda não se vê programas de governo, mas certamente, eles falarão a mesma coisa. Penso que é a mesma pessoa que elabora um programa-padrão para todos os candidatos, e envia aos gurus da campanha. Aí, eles jogam o texto num editor, procuram sinônimos para as palavras, e vão mudando um pouco aqui, um pouco ali, e pronto. Cada qual com seu quadrado. É a pasteurização da política! Vai de qual embalagem você gosta mais, porque o conteúdo é o mesmo! Sinceramente, dava pra fazer a campanha desse ano no supermercado, na gôndola do leite longa vida. Quem vendesse mais caixinhas, ficava com o cargo. O Serra já tem a caixinha dele, estava na capa da Veja. Falta a Dilma, que anda procurando o aperfeiçoamento da embalagem, além dos dizeres que a “diferenciam” das outras marcas, ops, candidatos. Algo como “enriquecido com Sarney, Renan e Barbalho”. Ao passo que a do Serra vem com “agora com Roriz, Torres e vitaminas do complexo B: Bornhausen”.
    Será que não tem leite “in natura” pra vender nesse mercado não???

  32. Paulo Nascimento disse:

    Prezado Sakamoto, você tem toda razão no seu comentário, mas foi muito infeliz no título, saiba que alguns Economistas dependem sim do INSS, Economistas em sua maioria são trabalhadores “Celetistas”, inclusive alguns que trabalham no serviço público municipal, que hoje contratam apenas “celetistas”. Digo mais, muitos dos ditos “economistas” que você vê por aí dando “pitacos” sobre economia, não são Economistas, Economistas são Profissionais, Bacharéis em Ciências Econômicas com registros nos Conselhos Regionais de Economia, aqueles que muitas vezes ouvimos no rádio, na televisão ou até mesmo nas colunas de jornais, são, no mais das vezes, palpiteiros econômicos a serviço de grandes corporações, de partidos políticos e de muitos setores da mídia brasileira.
    Portanto, solicito que você faça uma correção no título do seu artigo.

    Atenciosamente,
    Paulo Nascimento
    ECONOMISTA

  33. Rodolfo Ramer disse:

    Caro Sakamoto, após ler sua matéria, tomo a liberdade, de parabeniza-lo, principalmente no tópico onde você diz: “Previdência não é para dar lucro ou mesmo empatar, não é banco, apesar do desejo de muitos”.

    Tal frase, infelizmente, não é entendida por muitos. A Previdência Social foi criada para trazer dignidade à população. Entretanto, hoje, traz sofrimento. Como advogado previdenciarista, lido com essas questões diariamente, e vejo o quanto é triste a espera judicial de uma pessoa que possui 81 anos de idade para ver seu direito respeitado. Alguns casos, infelizmente, acontece o falecimento e o segurado não recebe em vida o que é seu direito.

    Mas, tenho fé que a nossa população, através da educação, vai conseguir virar este jogo, buscando a dignidade e resgatando valores perdidos. Firmando o posicionamento que a Previdência não deve dar lucro e deve sim dar dignidade as pessoas humanas.

    Um abraço a todos.

    Rodolfo Ramer

  34. Hiroyto disse:

    Esse tal de Fábio, eh um babaca mesmo. Até mesmo os EUA de Obama, que eu não gosto nem um pouco, está adotando aposentadoria publica para o seu povo. A diferença é que lá eles não usam termos como o governo aqui usa . ” O goveno vai ter que pagar a mais quase dois bilhões de reais para os aposentados em virtude do aumento aprovada no camara ” ! A MENTIRA ….. ” O aposentado contribuiu mensalmente durante mais de 35 anos, este dinheiro não eh do governo, eh uma poupança dos aposentados” ! OUTRA MENTIRA …. todo imposto , taxa , contas de água , luz , etc…. são reajustados ! Quando se fala em aumento para os aposentados não se fala que na verdade está embutido no aumento para os aposentados a inflação. Falam simplesmente no valor absoluto , no valor bruto ! E a última . Vi deputado e jornalista dizer que um aumento para os aposentados iria quebrar a previdencia daqui a 50 anos ! Solicitei a ele , então, que fizesse a projeção para daqui a 100 anos , e depois para daqui a 1 mil anos. Realmente eles maus deputados e jornalistas que ainda publicam as materias destes , são feiticeiros, quimorantistas, videntes que usam bolas de cristal !!!!
    Parabéns Sr. Sakamoto. Leio suas matérias sempre , e estamos muito felizes em te-lo no UOL.

  35. Feitosa disse:

    Parabens sakamoto, precisamos de pessoas como voce, para tecer essas materias. Esse Eduardo que comentou neta pagina, com certeza deve ter nascido em berço de ouro, ou ficado milionario, porque quem precisa de aposentadoria do Inss, ao longo da vida, não tem condiçoes de fazer previdencia privada. Os enonomistas e parte de governistas falam tanto em rombo na previcencia, mas jamais explicam o que é que causa essa rombo (aposentados que nunca contribuiram, desvios do governo) sem falar as aposentadorias dos militares que não acabam nunca, desde que se tenha filhas solteiras ( elas não casam, só se juntam, para não perderem o benefício, e ainda por cima com valores integrais) esta na hora dos politicos reverem isto, por que os militares são diferentes dos demais trabalhadores ? E o fator previdenciario, essa é a maior injustiça que se possa ter cometido (Fernando Henrique Cardoso e o PSDB de Serra e que Lula tambem esta seguindo. Porque se voce trabalhou durante 35 anos contribuindo para o INSS, não importa sua idade, se voce começou a trabalhar mais cedo, é justo que se aposente mais cedo, e goze deste beneficio (aposentadoria) e viver uma vida mais tranquilha, mesmo que trabalhando em outra atividade. E o funcionalismo público que faltas abonadas, licenças premios, férias de 60 dias, tudo isso custa para o governo e ninguem mexe, por que será ?

  36. Sylvia disse:

    Sakamoto, sempre quem sai perdendo é o cidadão comum.
    Concordo com seu texto e te digo, amigos meus economistas de varias facções já me provaram que o rombo de nossa aposentadoria vem de erros gigantescos de pesos e medidas extremamente diferenciadas para as camadas sociais. Por que não mexem com as empresas? Pela necessidade de “bons” contribuintes para as campanhas eleitorais, aceitam até verba de caixa 2, 3!Os astronomicos salarios para que nossos politicos nos representem e o fazem mal visam apenas o seu interesse particular e ainda muita gente comum é pega por recibo de medico.É muita hipocrisia e é total descaso com a Constituição.
    Por que será que os governos fazem o tal do parceira publico privada, não temos grana!Acabaram!Lei de responsabilidade Fiscal, de que adianta se o devedor não tem a verba para quitá-la?
    Nem o minimo recebemos em contrapartida pela alta carga tributária.
    Não me considero burra, mas as vezes gostaria de ser ignorante…é duro saber que alguem depois de 8 anos se aposenta com um belo salário, com um plano de saude excepcional e vc aqui rezando para que o seu não quebre as pernas…
    É inadmissivel tamanho diferencial…
    Parabens e até breve
    Sylvia

  37. kyoscaum disse:

    “há estudos (…) porque colocar isso em prática está no campo da ficção científica.”
    Concordo que o Brasil poderia muito mais. Mas enquanto a casa está em desordem, tem que gastar menos do que arrecada pra não quebrar de vez. Não é preciso ser economista ou especialista em contas nacionais pra entender isso. O Brasil precisa urgentemente de reformas, e não é promovendo um aumento maior do que o tesouro pode aguentar que fará elas acontecerem, pelo contrário.

  38. heroito mendes disse:

    oii sakamoto,a minha revolta é com estes politicos pé de chinelo que quando quer entrar tudo que fala e em beneficio do pobre do humilde e do trabalhador,depois que entra viram verdadeiros ditadores dos mais covardes possivel,até o companheiro que qundo peão era tudo para o trabalhador o aposentado que ganha mal,e bla bla bla depois que entrou virou banqueiro,empresario,economista sei la o que,oque ele não parece é aquele companheiro que eu vi fazendo campanha pra presidente ao qual eu acreditei estou com vergonha de mim mesmo por ter votado nele e ter acreditado,so que nonguem lembra,que do dinheiro arrecadado da previdencia é tirado bolça familia,aposentadoria rural varios buracos que o governo cobre com este dinheiro para o sus e para o roubo dos politicos de brasilia,sera que esta todo mundo cego?parabens companheiro voce conseguiu,eu meus filhos e meus netos não votamos mais no pt e mais em partido nenhum,chegamos a conclusão que politicos é tudo igual,tudo farinha do mesmo saco…

  39. Daniel disse:

    De fato, um belíssimo texto. Não é belo pelos problemas que apresenta, mas pela honestidade com que trata o tema. Só no globo reporter é que os nossos idosos vão para academia diariamente, viajam para o exterior aos bandos, possuem uma alimentação balanceada, etc. etc. Na realidade, não são poucos os que continuam trabalhando, os que compram remédios caros, os que sustentam filhos e netos pq o mercado não dá espaço a todos, os que sobram mês quando termina o dinheiro. Melhor idade? Isso? Pode até ser, mas não é para todos.

    Quanto ao colega aí, já que lembrou da China, aproveite e vá para lá, que por aqui não fará falta.

  40. jose eustaquio disse:

    Desculpe pelos termos , mas quando aparece um filho da pu.., questionando porque uma pessoa de 70 anos não faz ou fez uma previdencia privada, lembro-lhe que antigamente isto não existia.

    As pessoas pagavem sobre 12 salarios e se aposentavam com 12 salarios. Porem dom fernando henrique cardoso, criou o fator previdenciario e o salario referencia, que não foram extintos por lula, o grande.
    Quando tiver um candidato que apresente uma proposta de melhoria para o aposentado, terá o meu voto, senão será NULO.

  41. Ana Santos disse:

    Sakamoto, li pela primeira vez um texto seu e estou de acordo. A respeito dos comentários de que é mais ‘fácil’ pedir a todo ser humano que cuide da sua saúde, das suas finanças e claro da sua vida, infelizmente, sinto lhes informar que continuaremos vivendo numa coisa que se chama sociedade…

  42. André disse:

    Nota 10 para sua matéria e gostaria de acrescentar que fora “vamos fazer o bolo crescer para depois dividir”, já teve outros slogans como: ” Vou encher a panela dos pobres”;Acho que é o mínimo que os aposentados merecem, pois foram os que ajudar este país a ser o que hoje é, graças ao labutar dos velhinhos(as), não tem nem o que discutir,trabalhadores ativos,aposentados, o aumento é IPCA + PIB, nada mais justo…Mas este não é um país sério, lamentavelmente…Grato.

  43. Fernando Sá disse:

    Sakammoto, sou economista e sei das necessidades dos políticos em inventar maneiras de ganhar votos, mas infelizmente eles trabalham da forma mais fácil para ganhar, que é ludibriar os pobres brasileiros, infelizmente os honestos não entram na política e muitos nem se interessam em regressar na política. Não vejo que isso irá mudar, mas não podemos perder a esperânça.

  44. Nelson disse:

    Leonardo Sakamoto. Primeiramente parabenizo pela artigo exposto sobre drama dos aposentados frente ao INSS e também pelo apego humanitário que o senhor tem “fazendo coberturas jornalísticas sobre desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão”. Mas o título da matéria não condiz com a realidade. Há muitos economistas que estão a par da dura realidade socio econômica que enfrenta o nosso país. Também não deve confundir com aqueles “economistas da mídia” ou palpiteiros da televisão. Muitos deles não são formados em economia. Tem que fazer jus aos “Economistas que são Profissionais, Bacharéis em Ciências Econômicas com registros nos Conselhos Regionais de Economia”.

    Por favor, faça uma correção ao título deste artigo

  45. ELISABETE DE MORAIS disse:

    Caro Sakamoto, Parabens pela suas palavras, e te digo mais não e so pela porcaria deste aumento, fora o pouco caso que vc tem que passar quando vc tem que fazer uma pericia medica, eles nem te olha na cara e como se vc fosse um indigente um zero a esquerda eles vão te esaminar com tamanha estupideza, que vc sai pior do que entrou, eles se esquece que quem paga o salarios deles e nos e a nossa contribuição , vc contribui a vida todo e quando vc prescisa vc e tratada como um mendigo, ninquem a qui ta pedindo esmola e so um pouquinho daquilo que vc pagou uma vida inteira, mesmo pq e de direito seu. muito Obrigado Abraços Bete.

  46. Ana disse:

    Sou economista e a primeira coisa a dizer é: estude economia!
    Infelizmente são pouquíssimos os políticos brasileiros que efetivamente tem algum conhecimento do assunto. Caso contrário não existiria um rombo nas contas públicas tamanho, que impede que o país possa assegurar um reajuste desse tamanho nas aposentadorias. É claro que elas precisam ser reajustadas, pelo menos anualmente, de acordo com a inflação! A aposentadoria, não só garante o bem estar dos idosos, mas também garante uma “circulação” de dinheiro, de consumo. Como qualquer consumidor, o aposentado consome os produtos, que devem ser fabricados, vendidos, importados, ou seja, que gerarão renda para os outros trabalhadores da economia (Isso é claro, não é? É assim que a economia funciona). Mas o atual sistema previdenciário brasileiro gera benefícios baixos, rombo nas contas públicas e mais, um rombo previdenciário. É um assunto que, infelizmente, saiu da mídia nos últimos anos. Mas a reforma da previdência é, senão o problema mais urgente, o mais grave do país. O modelo atual não consegue suportar os benefícios que devem ser pagos somente com a contribuição dos trabalhadores formais, e ainda gera carga excessiva sobre os trabalhadores. Fiz minha monografia baseada na previdencia social privada, e a conclusão a que cheguei foi de que quanto mais o Estado se afastar da previdência, mais benéfico é para toda a população. Não que o Estado deva se ausentar totalmente da previdência, mas os atuais modelos privados em atividade (o Chile é o maior exemplo atualmente) conta com praticamente todos os trabalhadores em previdência privada COM o amparo do Estado em caso de falência das agências de previdência, e caso o beneficiário não garanta com suas próprias economias a aposentadoria mínima, entre outras garantiras. E o sistema previdenciário do Chile vai muito bem, obrigado, inclusive durante a época da Crise, em que foi concluído que nenhum trabalhador próximo a aposentadoria deixou de “lucrar” com o sistema privado, e os demais trabalhadores teriam tempo para se recuperar antes da aposentadoria. E por curiosidade, cada trabalhador é OBRIGADO a depositar mensalmente DEZ por cento de seu salário. Muito menos do que no Brasil, e muito mais eficiente na geração de empregos formais, com garantias trabalhistas.
    Precisamos de mudança! É urgente. Ou quando chegar a hora de eu me aposentar…quer dizer….desse jeito não vou me aposentar nunca!!!

    • Augusto disse:

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
      Chile? Tais brincando!!! Tu é economista? de verdade? Tem certeza?

    • Augusto disse:

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Luta antimanicomial já…ops, desculpe…tô confundindo com os cursos de economia espalhados Brasil afora, formando uma plêiade de “maravilhosos” economistas inteligentes. tisc tisc tisc!!!!

    • Eduardo disse:

      otima resposta da ana. Augusto se voce nao sabe o Chile é o pais com maior renda per capita da america latina. Estude um pouco antes de tecer seu sarcarsmo. O que o Brasil precisa é mudar do modelo de reparticao para capitalizacao. Ou seja cada um ganha de aposentadoria o que contribuiu. Vejam no texto acima da Ana melhores explicacoes sobre isto. Vejam no link materia sobre este assunto no Chile.
      http://www.bbc.co.uk/portuguese/economia/story/2003/09/030925_chilemla.shtml

    • kyoscaum disse:

      Quem quer dar pitaco sobre o que não entende ataca a pessoa, e não os argumentos. Sugiro ao Augusto ler bem o que a ana escreveu, assim como o que eu escrevi acima.

  47. Ana Santos disse:

    E digo isso pq acho que já que cada um é responsável pela sua vida, deveria plantar, colher, sofrer a perda da colheira, plantar de novo, esperar que dê td certo pra ter o que comer na mesa. Afinal queremos que cada um cuide somente de si, correto?! Me desculpem, claro que tem muuuita gente que não merece, que ganha sem contribuir, mas tbm a maioria contribuiu sim, e não foi com pouco. Por isso, creio que dá pra fazer sim, muito mais com a ‘máquina INSS’ se tanta gente não metesse a mão.

  48. Carlos disse:

    Sakamoto, seu blog é um exemplo de demagogia,mas com esse post vc mostrou uma tão profunda ignorancia em economia que deve ter feito vários economistas passarem mal. Sugiro fortemente a se ater ao seu campo de estudo, em vez de passear em economia, ou pelo menos ler alguns conceitos básicos sobre macroeconomia antes de publicar esse tipo de coisa.O fábio ali em cima salvou os comentarios.

  49. Marcello Luporini disse:

    Sakamoto,

    Os valores das aposentadorias são injustamente baixos, mas não dá para esquecer o quanto se roubou e se rouba do sistema.

    O próprio governo distribuiu aposentadorias para pessoas que nunca recolheram – trabalhadores no campo, por exemplo – o que é correto, mas deveria vir diretamente do Tesouro e ser arcado, às claras, pela sociedade que não foi previdente e eficaz.

    É bom lembrar que tem um monte de gente com vantagens, que se aposenta mais cedo e, muito importante, que as pessoas estão vivendo cada vez mais e que, portanto, deveriam trabalhar durante mais tempo e recolher mais, para poderem desfrutar da aposentadoria.

    Por outro lado, gostaria que você Sakamoto, analisasse a ineficácia do Estado brasileiro. O número de funcionários é alto face ao PIB, o Estado arrecada muito e gasta mal, em todos os níveis é um cabide de emprego, os processos e a legislação favorecem a ineficácia, a informática é utilizada de forma plenamente insuficiente. O próprio presidente vive alardeando a necessidade de contratar, nunca se lembrando da necessidade de aumentar a produtividade e a eficácia do Estado.

    Pagam-se benesses a ex terroristas, contrata-se gente despreparada, os Juízes chegam tarde ao trabalho e tiram férias enormes, Fora congressos, viagens e outras benesses, ganham mais de vinte vezes o que ganha um professor…

    Dos políticos nem vale a pena falar…

    Agora, o Estado é assim porque somos um povo desmobilizado, inculto e despolitizado. À noite, ao invés de estudar e se instruir as pessoas se anestesiam nas novelas e Datenas e Faustões da telinha.

    Sempre desafio as pessoas e dizerem se sabem em quem votaram e, se souberem, se alguma vez cobraram destes políticos pelo que fazem de errado e pelo que deixam de fazer.

    Reclamar é um esporte nacional. Somos tão bons quanto no futebol. Em compensação, para cobrar com vontade e com coragem somos tão eficazes quanto no cricket ou badminton…

    Por favor, cobrem eficácia e produtividade do Estado Brasileiro!!!

  50. antonio domingos ferreira filho disse:

    Quando começei a trabalhar descontava para 20 salários mínimos.Mudaram depois para 10 salários.Depois o salário de referência do INSS foi desvinculado do salário mínimo oficial.Veio então o tal fator previdenciário.Quantos direitos perdidos ao longo de 38 anos de trabalho e agora aposentado com valor de benefício ridículo em função do que descontei para a Previdência.(Acho o termo benefício, uma fraude).
    -Por que os descontos efetuados em meus holerites não foram devidamente capitalizados para que me pagassem hoje um rendimento adequado.
    -Um sistema que não fecha a conta em que os que hoje trabalham pagam para os que trabalharam no passado (os aposentados)
    -Sistemas de Previdências arrumados durante anos de Brasil para beneficiar muitos em detrimento da maioria, onde muitos percebem salário integral ao se aposentar (assim 10% dos aposentados percebem 80% da renda)(90% restantes percebem 20% da renda)Haja injustiça!!!
    Salário é renda é consumo.Quanto maior for a massa salarial maior será o consumo, maior será a arrecadação de impostos e poupança.
    Como muito bem escreveu Sakamoto, estamos vivendo faz tempo de delculpas e afirmações esfarrapadas de que aumento em aposentadorias causam ou causariam deficits.
    O INSS não é Banco.Existem formas de custeio para se pagar muito melhor aos aposentados (sem aumento de impostos)(Os Governos esbajam gastos supérfluos e jogam verbas fora, corrupção e mal gerenciamento, e etc…
    A Previdência não é deficitária.Dizer que é é um engodo.

  51. Carlos Albuquerque disse:

    Logicamente que Previdência não é para dar lucro… Agora, não é pra empatar?!? Hein?!? E vem de onde o dinheiro? “Ah, da roubalheira, dos desvios, etc, etc”. Sim, concordo com isso tudo. Mas no final, tem que “empatar” sim, senão você, além de “ciência” política, você tem que nos ensinar a ser Jesus e as técnicas de multiplicação dos pães…

  52. Donizete disse:

    Caro Sakamoto, tudo o que você disse é verdade, pois nossos aposentados e a grande maioria da população brasileira merece um tratamento mais justo. Mas este é apenas um lado da verdade. Para a obtenção de recursos para a devida aplicação social, você defende apenas mais alguns ataques aos lucros das empresas e ao patrimônio privado. Lembre-se que a nossa carga tributária “oficial” já beira os 40%, e que a “real” supera em muito este índice, já que pagamos esta carga tributária, mas não vemos o retorno desses tributos, pois ainda devemos gastar com saúde, educação, segurança, pedágios e outros serviços que, apenas teoricamente, deveriam originar-se dos tributos recolhidos. Não se “esqueça” de atacar também, com esta veemência, os “mensalões”, os desvios do dinheiro público, o Estado inchado, os cabides de emprego e cargos comissionados, as obras faraônicas e tantos outros desperdícios ao gosto deste e de outros governos. Enfim, não é a quantidade de recursos que é pouca, mas a safadeza que é muita. Um abraço.

  53. Donizete disse:

    Sakamoto e amigos, acrescentando um lembrete: o que daria para fazer, no campo social, com os bilhões de dólares que o nosso Governo “Socialista” (sic) pretende gastar com “aviões de guerra” comprados da França? Para guerrear com quem??? rsss…

  54. Valerio Amichetti disse:

    Prezados(as) Senhores(as) e prezado Sakamoto, dizem que não há dinheiro para pagar os reajustes dos aposentados??? Voces assistiram há bem pouco tempo uma mini série na TV, sobre Brasília, quando um dos auxiliares do Jucelino, pergunta, “mas você vai usar o dinheiro da Previdência, dos velinhos para terminar a construção de Brasilia?”. A partir daí outros Presidentes, copiaram o mau exemplo, construindo com as verbas do INSS, a Transamazonica, Belém-Brasília, Itaipú, a Ponte Rio-Niteroi, a CSN, etc, etc. Cálculos feitos sem reajustá-los com juros e correção monetária, sabem quanto foi desviado da Previdência?? somente R$ 630 bilhões. Voltando aos dias de hoje, sabem quanto o governo gastou em propaganda de 2003 a 2008, somente R$ 7 bi. Sabem quano o governo gastou para festejar o dia primeiro de maio, e divulgar “voces sabem quem eu quero que seja eleito(a)”?? somente R$ 950 milhões, ou arredondando, 1 bilhâo de reais. Querem mais, leiam os jornais e observem a reação das bolsas e bolsistas”, eu quero o que você tem”, sem trabalhar lógico. Pelo andar da carruagem logo, logo teremos o MSY, explicando melhor seriam moradias flutuantes improdutivas, O Movimento dos Sem Yatch, barcos, etc, menos os do lago Paranoá, por favor. Respeitem os nossos bolsos e nosso cabelo branco.
    Grato Sakamoto pela palavras em nosso favor.
    Atenciosamente
    Valerio Amichetti integrante do Movimento Branco
    vamichetti@uol.com.br
    movimentobrancoaposentados@gmail.com

  55. Marcelo Jacink disse:

    Acredito que você tocou no ponto principal da discussão: o que trata o pagamento da Previdência como rombo. Rombo em quê? Em quem? Ora, fala-se tanto no Brasil em distribuição de renda e justiça social. E, no momento em que se tem a oportunidade de fazê-lo (na aposentaoria de quem construiu a riqueza do País e contribuiu fielmente mês a mês), opta-se pelo repasse de esmola, migalhas – como se fosse fazer um favor.
    Não sou favorável à violência; muito pelo contrário. Mas se o povo brasileiro se mobilizasse contra os governantes e contra a elite econômica que controla o País (veja a reação do povo grego), o desfecho desta e de outras histórias seria outro.

  56. Gerci Monteiro de Freitas disse:

    Cara, que texto brilhante! Mas permita-me acrescentar algumas coisas para que se tenha mais clareza dos fatos. Não se pode em hipótese alguma permitir que os políticos circulem por aí com dinheiro na cueca (dinheiro de mensalão), filho de presidente que nunca foi nada além de trabalhar em zoológico, com a posse do papai torna-se um grande investidor e milionário, não podemos emprestar dinheiro para Venezuela e FMI só parar tentar demonstrar o que não somos. Não podemos aparelhar o estados com companheiros (em todos os níveis) ganhando muito dinheiro só para poderem pagar dízimo para o partido do governo de plantão. Concordo com você os brasileiros não precisam de esmolas e não são os culpados pelos problemas do Brasil.

  57. ricardo jose disse:

    PARABÉNS, POR ESTE BELÍSSIMO E CORAJOSO TRABALHO.
    IMAGINE SE TODOS OS VEREADORES,DEPUTADOS E SENADORES ESCOLHIDOS PELO POVO , DOASSEM UM DIA DE REMUNERAÇÃO PARA SEREM APLICADOS NAS COMUNIDADES CARENTES EM SAUDE , EDUCAÇÃO E ALIMENTAÇÃO , COMO SE REVERTERIAM OS QUADROS EXISTENTES DE MISÉRIA EXISTENTES EM NOSSO PAÍS.
    PORQUE O BOLSA FAMILIA NÃO ATINGE A TODOS POR CONTA DAS BURROCRACIAS.
    HÁ SE NOSSOS VEREADORES, DEPUTADOS E SENADORES NÓS AMASSEM E NOS DESSEM AS MERECIDAS ATENÇÕES.

  58. Nelson disse:

    Concordo plenamente com o Sakamoto… Parabens pela excelente matéria….

  59. Ademar Abiko Jr. disse:

    Concordo que é necessário o aumento. Mas também fico preocupado com a sua viabilidade atual.

    Pensar só no fim e não nos meios tende a gerar problemas mais graves no futuro. Por isso os economistas não agem todo de má fé. Eles apenas estão em uma posição distante que lhes permite analisar a questão de forma mais racional.

    Daí que entra o fator política, para equilibrar as duas demandas. Pelo menos deveria ser assim em Oz.

  60. Alexandre disse:

    Sakamoto, infelizmente a maioria dos brasileiros não se dedica a uma matéria de muita importância: a matemática.
    Desde já, defendo que é legítimo o apelo dos aposentados e que não sou economista.
    Cobrar de economistas ou da imprensa, realmente deixa claro a falta de conhecimento das contas públicas brasileiras e de matemática.
    Vamos considrar que a carga tributária no Brasil é de aproximadamente 38,5%. A nossa dívida é de +/- 42% do PIB, com um custo em torno de 11%, o que nos gera uma despesa de 4,6 % do PIB. Logo sobram 33,9 %. O setor público investe +/- 2% do PIB: sobram 31,9%.
    Esse valor de arrecadação, que basicamente incide sobre a classe média do setor privado, deveria ser gasto com toda a manutenção da máquina do Estado e da prestação de serviços. Claramente o Estado não fornece qualquer serviço. Logo, a maior parte da arrecadação apenas serve para cobrir o tamanho do Estado. A longo prazo, seríamos uma Grécia.
    Vamos analisar de outro ângulo. O setor público DEVERIA gastar no máximo 60% da arrecadação líquida com pessoal (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). Certamente é o que gastam. Logo 60% x 38% = 22,8 % do PIB É GASTO COM FUNCIONALISMO. Apenas para ilustrar, a carga tributária total nos países em desenvolvimente gira em torno de 22% (A carga tributária na China é +/- 18%).
    Logo, conforme salientou o Sr. Eduardo, no comentário acima das 10:53, que o tamanho do Estado é o principal problema.
    Vale lembrar que o número total de pessoas no funcionalismo brasileiro é proporcionalmente menor do que em outros países. Isso mostra que o salário médio é muito elevado para os padrões de uma economia em desenvolvimento como a brasileira (novamente muito parecido com a situação grega). No Brasil, o funcionalismo possui salário de Europeu e presta serviços de país de terceiro mundo. É bom deixar claro que estamos falando de médias salariais.
    Claramente existem setores do funcionalismo que possuem salários baixos: policiais militares, professores e médicos são apenas alguns exemplos. Percebe-se que são os salários da ponta do funcionalismo, que realmente prestam os serviços, que recebem menos. Isso nos mostra a pouca preocupação em prestar um bom serviço.
    Vale ainda lembrar que essa situação de um salário do funcionalismo muito elevado, para os padrões da iniciativa privada, nos coloca em uma situação que inibe qualquer luta pela inovação, busca do aprimoramento e da produtividade, caracterizando, também, claramente uma situação de concentração de renda.
    Bem, agora podemos começar a avaliar quem realmente devemos cobrar pelo não pagamento justo dos aposentados da iniciativa privada.

    • Bruno Percinoto disse:

      Cara, fantástica suas contas…. e concordo que a maquina do Governo é que acaba com tudo.

      Sinceramente este modelo de “democracia” (entre aspas, pq não é você quem elege seu representante, e sim um grupo minoritário de articuladores de interesses próprios colocam pessoas “capazes” de administrar), o Brasil só vai afunda, em breve…

      Existem cidades do interior do Brasil, que há mais vereadores mamando no governo local do que médicos nos hospitais, professores nas escolas, policiais na rua… e assim vai.

      Primeiro q politico no Brasil não deveria receber salário, e se recebesse deveria ser somente um auxilio base, pq NADA IMPEDE dele continuar trabalhando (e creio que 99,9% continuam com suas empresas enriquecendo mais e mais).

      Não deveria haver tantos deputados estaduais e federais, na verdade nem deveria existir… (nossa, olha quanta economia de gastos de salarios, gabinetes, desvios….) Para quu existe o tal vice-prefeito? Vice-governador? esses jah recebem e bem seus salários, eles deveriam ser a ‘ponte’ direta com o governo estadual e federal respectivamente lutando pelas necessidades das comunidades locais (NÃO INTERESSES!).

      Sendo assim, entramos em outro departamento… as pensões vitalicias dos coronéis, generais, comandantes…. enquanto o sistema militar brasileiro está falido com os soldados na ativa tendo suas familias praticamente passando fome, pois estes sim, ganham miséria para estar apto a morrerem por nós…

      Policiais militares que preferem se aliar aos bandidos para colocar comida na mesa, comprar carros, casas… pois o governo não liga para a segurança da população… afinal, eles não precisam desta instituição que está falida mesmo, têm seus seguranças particulares que devem receber e muito.. (detalhe, nós que estamos pagando os salários destes…)

      Hospitais sem recursos nenhum, sem médicos, enfermeiros… quando tem, são muito mal preparados ou nem fazem questão de trabalhar, pois já estão contaminados pelo sistema de fazer pouco (muitos nada) e ganhar (nem sempre bem, mas se for fazendo pouco é lucro!)… Deve-se maior respeito à essa categoria de profissionais….

      Professores, melhor nem falar no assunto, pois o que os governos mais querem é uma população ignorante, que não saiba fazer cálculos matemáticos, que não saiba poupar, não saiba exigir o que têm de ser feito para mudar. Pois, é melhor ter filhos e colocá-los na escola (para nada aprender e somente comer merenda estragada) e o governo sustentar quem NUNCA TRABALHOU, e amanhã continuará o ciclo de incompetência crescer…

      Hoje nunca tivemos tantos profissionais formados em cursos superiores, que não sabem nem fazer contas de matemática, escrever, ler, ter percepção do que se passa ao redor… mas o importante é que o ‘seu’ Lula, pagou a faculdade… (sim, muitos aproveitaram e merecem o curso superior que tem, se não fosse este programa talvez jamais teriam um curso superior), porém, as pessoas deveriam sair da escola (ensino médio), sabendo ler, escrever, fazer contas, redação…

      Enfim… sozinho não posso mudar nada, e normalmente o brasileiro só se une para assistir a copa do mundo, infelizmente. Não importa se está morrendo de fome, se o técnico da seleção não é o que queríamos, o importa é gritar “Gol”…

  61. Noelia disse:

    Belo artigo! So aposentada há 10 anos com oito salários e meio estou recebendo atualmente 1.600,00. Os jornalistas criticam o reajuste, porém ninguém fala que contribuí toda a vida com mais de 10 salários mínimos. Se esse montante não foi bem aplicado, a culpa é minha? Agora que não tenho mais saúde nem emprego disponível como consigo viver???????????Preciso ser sutentada pelos outros?Uma vergonha…….

  62. Nilma Almeida do Nascimento disse:

    Sakamoto, li suas observações e acho que estão bem em sintonia com a realidade brasileira. No entanto, não consigo entender porque você faz referências aos economistas. Sou economista e não vejo qualquer relação entre o exercício da minha profissão e o que é exposto aqui. O economista faz os cálculos e apresenta os números. O resultado encontrado é matemático, independente da vontade de que o calculou. A situação atual é resultado de uma séries de decisões políticas que foram tomadas por políticos e, em último análise, por aqueles que os elegeram e por quem são representados.
    Acho que sua abordagem sobre os economistas é irresponsável ao atribuir à classe uma responsabilidade que não é da sua competência. Mesmo que todos os economistas vivessem de salário-mínimo nada iria mudar pois o poder de decisão não está nas mãos de quem calcula e analisa. E nem mesmo nas mãos de quem comenta. Embora, muitos comentaristas “econômicos” nem sequer sejam economistas. Neste único ponto a sua abordagem é bastante míope e merece uma retratação da sua parte.

  63. paulo disse:

    por que o governo nao se concentra diretamente na causa do problema, deixe de investir dinheiro na companheirada e telebras (3 bilhoes)para beneficiar amigos.

  64. Ricardo disse:

    Parabéns. Seu comentário é extremamente pertinente e revela a profunda hipocrisia dos comentaristas econômicos. Desde que foi concedido o reajuste aos aposentados e o fim do fator previdenciário, começou a gritaria nos jornais economicos, sem que se fizesse uma análise do outro lado da questão. Parte desses profissionais ganham salários muito acima do valor de referencia da aposentadoria e questionam o aumento concedido, o que é vergonhoso.

    Quanto ao comentário sobre constituir uma previdência privada, seria conveniente a pessoa que prestou tal orientação que a seguisse e também visse ao longo de sua aposentadoria ela ser diminuída progressivamente.

    Quanto ao ministro do planejamento foi interessante comentar que não haveria recurso para pagar o aumento e simultaneamente comentar a recriação de uma empresa que necessitará bilhões para o início de seu funcionamento.

    Quanto aos demais comentaristas seria também muito conveniente que êles vivenciassem na pele a realidade dos aposentados e idosos para ter uma idéia da dura realidade.

  65. Victor Alves disse:

    Caro Sakamoto,

    Logo percebe-se que vc pouco entende do que está dizendo. Se vc leu algum estudo que o Brasil poderia aumentar mais o salário mínimo e as aposentadorias se a renda fosse mais distribuida, leia outros estudos que provam que o governo, ao invés de inchar a máquina pública via aumento de salários para servidores, poderia fazer esse aumento para os aposentados e dependentes do salário mínimo.
    Alem disso, tal “solução” por vc proposta só tem alguma influência no curto prazo, uma vez que o dinheiro gasto hoje, quando o governo já tem déficits para financiar custam tudo o que o governo gastar mais juros. Pior que isso, aumento dos gastos do governo acarreta em aumento dos juros, diminuição dos agentes privados na economia e menor dinamismo para o crescimento no futuro.
    Ou seja, se o seu avô receber uma aposentadoria maior do que aquela que ele merece pelo tempo e valor de contribuição alguem tem que pagar a diferença hoje e no futuro. No caso, eu, vc e todo o resto da sociedade estamos pagando a aposentadoria do seu avô (que se destinará a consumo e não a investimento, uma vez que vc assume a hipótese que ele vai gastar tudo que receber) e impossibilitando a criação de emprego (falta de investimento) que é o que pode nos gerar renda para bancar tudo isso.
    Se há algum problema, é de falta de orientação do governo, que aloca recursos de maneira ineficiente e irresponsável. Cobre dele investimento, crescimento, eficiência e vc poderá pagar uma pensão maior para o seu avô.
    Não defendendo as empresas, que DEVEM mesmo pagar o que é direito ao INSS, mas há trabalhadores que pagam muito menos do que devem/podem e depois se utilizam de artifícios na lei para receber mais do que o que pagaram.
    Somado a isso, há um problema estrutural da previdência, ela foi pensada em um momento em que a população do país crescia em rítmo acelerado, agora, com a relativa estabilização da população economicamente ativa ela obiviamente dá prejuízo, o que o país até pode aguentar se se fosse controlado, no entanto, a PEA vai diminuir cada vez mais em relação à população assitida pelo INSS, incorrendo em déficits cada vez maiores, que em última instancia podem quebrar as contas do governo.
    Aos economistas que lerem este tópico, eu entendo que cada argumento aqui tratado de forma superficial interagem entre sí e apresentam efeitos que podem potencializá-los ou anulá-los, mas dado o nível de nosso colega que tenta quebrar o país, foi uma adaptação para melhor compreesão.

  66. Klaus disse:

    Parabéns!
    Minha esperança é ter condição de me mudar para um País que tenha Justica e Seguranca.

    Obrigado.

  67. Lucio Suriani disse:

    Muito interessante o artigo “Se economistas dependessem do INSS, o mundo seria melhor”. Porém, não é sobre meu comentário, a razão deste email.
    Sr. Leonardo; Por acaso o sr. descende da família Sakamoto, que veio do Japão há uns 70-80 anos (estimo eu), e se estabeleceram na região de Piedade, mais precisamente no Alto de Piedade?
    Quando eu morava na Vila Elvio (uns 20Km de Piedade), onde meu pai foi gerente dessa vila, tinha amigos e colegas de pimário, filhos dos Sakaguti, que possuíam um grande galpão no Alto de Piedade.
    Seja como for, parabéns pelo artigo… e um grande abraço,
    Lucio

  68. Claudinei Magri disse:

    Parabéns, precisamos fazer com que os governantes percebam tais fatos e inclusive o fator previdenciário que é uma vergonha, e quando lembramos de quanto dinheiro guardados em meias, cuecas e bolsas foram desviados ficamos mais indignados com nossos politicos.
    A nossa oportunidade de demonstrarmos nossa indignação será nas próximas eleições, não podemos perder essa oportunidade.

  69. Maria Helena disse:

    Só passei para parabenizar pelo texto.

    Estou com 30 anos de contribuição ao INSS. Começei a trabalhar com 15 anos. Sempre ganhei pouco, uma média de dois salários mínimos e meio.

    Posso me aposentar MAS, por conta do FATOR PREVIDENCIÁRIO, o governo me ROUBA 40% do meu salário: de 1.400 vai para 800,00….E só recebo 1.400 se trabalhar mais 10 anos, (DEZ ANOS), SE QUISER…

    Esse tipo de informação é importante ser debatido, pois os jornalões junto ao governo só querem sacanear a gente…

    Gosto muito do Lula, mas ele esqueceu de gente como eu, que escapou do bolsa família por pouco…

    Um abraço

  70. ademar disse:

    Garoto, não há o que comentar, pois se fossemos lincar tudo o que há de errado neste Pais, teriamos que viver mais 500 anos.
    Parabens

  71. Leonardo disse:

    Sakamoto, jornalistas só sabem a retórica, nada mais. Não é possível opinar desse jeito sem sentar e ESTUDAR. Ainda bem que todo mundo já percebeu isso e, finalmente, pararam de exigir um diploma de jornalismo para fazer isso que você faz: ficar concatenando palavras não é profissão, é macaquice.

    Conselho: aprenda a fazer algo da sua vida, pois logo mais, o que você faz pra viver vai estar valendo um salário mínimo…

  72. Joao Gama disse:

    Perfeito ! Querem nos convencer de que existe “rombo” na previdencia, quando o conceito não é esse, pois a previdencia publica não é uma empresa privada.

  73. João disse:

    Se as patroas que não recolhem INSS das empregadas o fizessem, já daria para cobrir qualquer rombo. Todas as empregadas que chEgaram na minha casa, vinda de casas de classe média alta,não sabiam o que era carteira de trabalho nem INSS.

  74. NILTON DE PAULA disse:

    Parabéns!!! Pela materia exibida, poucos tem o poder da comunicação pra dizer a verdade sobre as injustiças no nosso país.
    Abraços,

  75. André Ramos disse:

    Concordo com seu artigo Sakamoto…. Para tudo há dinheiro neste país: são jatos militares, jato para o presidente, aumento para o funcionalismo público, bolsa para pobres, etc… Quando chega o aumento dos pobres aposentados do INSS aí não tem dinheiro…….
    A única coisa que discordo é que aposentado tem que ajudar a filho desempregado… aí já é demais…

  76. Hitoshi Shimizu (acho que fomos vizinhos na V. Madalena, lembra-se?) disse:

    Olá Sakamoto, parabéns por seu oportuno texto.
    Espero que o Lula não vete as propostas aprovadas na Camara sobre reajustes e eliminação do fator redutivo de cálculo de aposentadoria e que as correções( reposiões) venham logo. Aposentei em 1998 com quase 10 mínimos e hoje nem chega a 50%. Com as reposições, o Mercado interno deverá se energizar extraordinariamente (pois o aposentado gasta tudo que recebe, não tem como guardar) e quem ganha é o país com um todo. E assim, faz -se a justiça social, característica marcante de uma sociedade democrática. Abraços.

  77. Fernando disse:

    “Não se cria riqueza para um país dividindo riqueza, mas sim multiplicando”
    Entendo que a distribuição de renda do país é falha, assim como a arrecadação de impostos, e principalmente a folha de pagamento do governo, se formos nos atentar para a raíz deste, e de uma boa parte dos problemas sociais, chegaremos ao denominador comum de que o problema é como o Estado funciona, e esse ineficiência muitas vezes é de responsabilidade dos governantes eleitos por nós mesmos, muitas vezes essa responsabilidade pode nem ser por alguma ação direta, mas pela não correção do que está errado. O primeiro passo pra sanar o problema é escolher melhor nossos representantes.
    A França atualmente, sofre com benefícios sociais por que chegaram num ponto em que um desempregado recebe mais do que quem está fazendo um mestrado. Há quebra-quebra na Grécia hoje, por que ninguém quer abrir mão do que foi conquistado, e se este tipo de aumento de aposentadoria permaner, ou sua prática, no limite o que teremos será o que a Grécia está vivendo hoje.

  78. Manoel Marbrit (São Paulo) disse:

    Nenhuma variável deve ser desconsiderada quando se fala de previdência, contudo há de se considerar que quando a previdência era superavitária, o Governo se utilizava de seus recursos para aplicar em obras faraônicas e empréstimos a fundo perdido a multinacionais e grandes empresários nacionais, hoje sem poder receber de volta tais recursos e com os esqueletos sem utilidade, os gestores querem que quem contribuiu para os períodos de contingência paguem a conta novamente. Os economistas trabalham apenas com cenários teóricos, com bases estatísticas que muitas vezes são alteradas pela política, assim são presos a paradigmas padrões que são subvertidos ao sabor dos ventos ideológicos. Muitos desses economistas, é verdade, não dependem dos parcos recursos de uma aposentadoria do INSS, então formam opinião contrária aos aumentos dos supostos déficits previdenciários, mas no cerne, esquecem dos fatores cuja origem não está na pagamento dos benefícios, mas na má aplicação dos recursos oriundos das contribuições. Existe realmente um quadro excepcional de beneficiários que se utilizam de subterfúgios legais para ganhar tempo de serviço ou medrar seus rendimentos, mas ele não é considerável em face a ordinariedade de contribuintes/beneficiários.
    O que tem que ser cobrado é uma melhor gestão e transparência na gestão e aplicação dos recursos. O INSS não pode ser uma caixa preta, afinal ele não lida com recursos próprios, mas fundos da tríade contributiva (empregados, empregadores e Estado). É também verdade que a previdência pública não deve ser uma empresa privada sempre na busca do lucro, mas deve seguir parâmetros privados na gestão dos recursos a ela confiados.
    Assim cabe aos ativos e inativos exigir uma prestação anual de contas públicas por parte do INSS. Detalhado de trabalhador e empregador. Pois somente assim pode haver uma efetiva fiscalização quanto a aplicação dos recursos.
    Hoje o Governo exige das empresas privadas transparência, porque ele também não é transparente?
    Se o bolo contributivo é de todos temos o direito de saber quem recebe auxílio doença e porque está recebendo, quem recebe auxílio reclusão e porque está recebendo, etc. Quais pessoas receberam benefícios por dia, nomes, endereços, etc. Onde estão sendo investidos os fundos sobressalentes ainda não exigíveis? Não pode existir privacidade no trato com o dinheiro dos contribuintes.

  79. Assis Utsch disse:

    Como poderíamos contrariar as opiniões de Sakamoto, se tudo que ele diz é intuitivamente o mais acertado? É claro que poderíamos pensar: se dez milhões de aposentados têm um aumento adicional de 300 reais no ano, o que é uma ninharia para cada um deles, esse valor entretanto será de três bilhões no fim do período e de quinze bilhões em cinco anos. Então, se a Previdência não possui este dinheiro, ele será arrancado de todos nós, inclusive dos próprios aposentados. Outra questão a ser considerada é que diariamente os governos – federal, estadual, municpal – estão votando e criando uma despesa extra para todos pagarem, e consequentemente aumentando as despesas, que já são muito altas. Se agirmos por impulso da primeira intuição que temos, defenderemos para os aposentados não só R$300 a mais. Por que não R$1000 a mais? E depois pagaremos mais de 50% em impostos. Outra coisa, fala-se muito em distribuição de renda. Por que não falam em criação ou multiplicação da renda?

  80. Bruno Percinoto disse:

    Ahhh… Antes que me esqueça, parabéns Sakamoto. Alguém da mídia teve coragem de falar algo sobre este assunto.

    Abraços e sucesso.

  81. Osmar Paiola disse:

    Em primeiro lugar lugar Parabéns Sakamoto pelo belo texto e também dizer que estou totalmente de acordo com a opinão da Célia Rangel.
    Essas palhaçadas nos palanques eleitorais/proeminência dos “botoxis” e os falsos sorrisos e tapinhas nas costas,buscando votos é realmente decepcionante,dando até nauseas.Precisamos divulgar mais essas manifestações aqui citadas em seu bloq.

  82. Lucimar disse:

    O que acho mais legal a respeito da previdencia, que se fala tanto em rombo mas não aparece ninguem publicando as suas receitas e suas despesas. Aliás, é uma fonte de renda para bancar as campanhas eleitorais…….

  83. Luiz disse:

    François, parabéns!…texto perfeito.

  84. ELCIO MARQUES disse:

    Sakamoto, tens toda razão. Quando em atividade por 25 anos, contribuí sobre 20 salários mínimos, aí, vem o poeto do marimbondo e modifica a forma de contribuição para 10 salários mínimos, aí, vem o caçador(ou o próprio) de marajá cria o salário referência, aí, vem um sociologo (boca de caçapa) e institui fator previdenciário. Durante os 35 anos que contribuí para constituição de um fundo para o meu pecúlio. Os Presidentes deram aposentadora para os trabalhadores rurais, para as pessoas com mais de 65 anos, para donas de casas (não que não merecessem) mais, foi concedido com custo deste pecúlio feito pelo trabalhados da ativa.
    Ora, se queriam dar estes benefícios que instituissem um fundo com recursos da União e não com o dinheiro do INSS que é de quem contribuiu. Se querem arranjar recurso basta demitirem os pelogos do PT que estão enganjados nas tetas do governo. O dinheiro que estão usufruíndo não os trará felicidade tenho certeza.

  85. Chirac disse:

    Eu quero intervir por favor. Tem gente achando que éh o tal em matematica , administração publica , e diz cada besteira enorme. Tem um aih que quer ensinar matemática e não diz nada com nada. É a cobra que engole o proprio rabo. Se gastos com previdencia e assistencia social quebrassem governos, os países nordicos estariam quebrados , e não eh o que acontece. Suécia , Dinamarca, Islandia, Holanda , aplicam quase 80% do Produto interno bruto na manutenção de aposentadorias, assistencia médica, escolas, dentistas, tudo gratuito para a sua população. E teem estes países as melhores qualidades de vida do primeiro mundo. Não foi preciso mandar homem a Lua nem a Marte. Este países teem tecnologia superior a muitos países do primeiro mundo também. O outro comentário retrata uma visão infantil e retratil do comentarista ….. que diz e que soma e que subtrai ….. como se fosse um Ecnomista da Fazenda do Brasil. Eh a mentalidade retrograda. Não sabe este comentarista , que além das contribuições serem divididas entre tres partes, uma do trabalhador, uma do empregador , outra do estado, existem as contribuições onde o trabalhador eh autonomo , sendo uma parte somente dele , excluindo-se aih o empregador. Este dinheiro deveria ser administrado tomando-se como base os lucros oriundos de aplicações em bolsas de valores , tais quais fazem os fundos da Previ-Banco do Brasil , Caixa Economica Federal , e outros fundos de previdencia complementar . Mas o dinheiro retirado do olerite dos empregados as vezes não paga a sua aposentadoria , porque o trabalhador morre antes de se aposentar. Tem casos , e muitos casos onde nem mesmo existe alguém para ter a pensão da sua aposentadoria . Em meio a tanta panaceia, até mesmo os EUA estão adotando a previdencia publica e alcançando 30% dos trabalhadores sem condições de ter previdencia privada. Os 30% de trabalhadores americanos a partir deste ano vão se aposentar por uma previdencia publica . Aih , os sabedores da economia e da previdencia vão dizer, o que ? Que os EUA estão errados ? Que a previdencia não dá condições de pagar uma aposentadoria para os contribuintes ? É óbvio que sim. Nos EUA está sendo adotado . O país do Capitalismo !
    O obvio lá eh que quem rouba vai pra cadeia , e quem enrola não tem crédito na imprensa , e quem mente ninguém acredita. Aqui no Brasil eh ao contrário , quem rouba tem crédito na imprensa , quem mente todo mundo acredita , e quem enrola todo mundo presta atenção .

  86. Marcos Bernardino disse:

    As pessoas tendem a sempre achar um “bode expiatório”, ao invés de culpar os poderosos e ricos causadores da situação. É uma certa covardia ou o desejo inútel de se tornar rico e poderoso também. O funcionário público na sua maioria ganha mal.
    Quanto a multiplicar para depois dividir, é o que foi dito sempre no mundo todo, mas nunca se concretizou. Os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

  87. Marcelo disse:

    É incrível como toda vez que vão discutir o aumento no valor das aposentadorias, com um monte de argumentos técnicos econômicos, querem fazer a gente engolir que a previdência desta forma vai quebrar. Lembro de um Sr que me comoveu quando era da oposição no Congresso, como deputado, até chorou em seu discurso, defendendo o que seria hoje este aumento de míseros 0,7%, com relação à proposta oficial do governo na época; mais tarde, quando esteve no atual governo, utilizou os mesmos argumentos que antes contestava, dizendo que não era possível. Que decepção…
    Somos obrigados a contribuir com este Sistema. Logo, temos direito de receber um valor digno por tanto tempo de contribuição. Agora, se os governos não têm competência para gerir isto, retirem a obrigatoriedade, que tenho certeza de que todo mundo iria preferir uma previdência privada que garantisse a manutenção do valor real da aposentadoria, contribuindo menos e ganhando mais que este modelo atual.

  88. Fernando disse:

    Pelos comentários nem os que se intitulam economistas conhecem algo sobre cálculo atuarial.
    Vejamos a seguinte simulação, considerando contribuição pelo teto do INSS, 35 anos de contribuição e idade inicial de 25 anos (valores aproximados):

    1- Sistema INSS, renda mensal de R$ 3.400,00, Invalidez R$ 3.400,00 e Pensão para um beneficiário de R$ 2.500,00.

    2- Previdência Privada, renda mensal de R$ 7.100,00, Invalidez R$5.500,00 e Pensão para um beneficiário de R$ 4.300,00.

    Conclui-se que não há justificativa honesta para haver rombo no orçamento do INSS correspondente ao setor privado (CLT), muito pelo contrário, deve haver superavit, pois paga inicialmente a metade do devido e o benefício não é corretamente corrigido.
    Pode-se ver a hipocrisia e má fé seja dos políticos, do presidente bajulador e (com o nosso dinheiro) mão aberta com os banqueiros, MST, França, Venevuela, Bolivia, Africa, etc…, seja dos formadores de opinião, que não fazem uma simples comparação, mostrando o que um aposentado receberia se a sua contribuição do INSS e a do empregador, fosse feita num Plano Privado de Aposentadoria.
    Mas o que se pode esperar de um País cujo povo elege alguém que nunca trabalhou, sempre viveu no bem bom as custas de “amigos”, denigre a cultura, a justiça, a honestidade, etc..?

  89. Mate um pitbull e salve uma criança disse:

    Não são apenas os economistas de ternos bem cortados que estão contra esse aumento. Seu ídolo-mor, o presidente-molusco, já disse que vai vetar esse “absurdo”…

  90. Almir Sani Moreira disse:

    Olá Sakamoto San

    É uma no cravo, outra na ferradura!

    Apesar do seu viés socialista, desta vez você acertou no que importa.

    Toda vez que o Governo Federal fala em aumento para os aposentados, vem um leva de economistas criticar a medida.
    Você já reparou que a maioria trabalha em algum banco?
    Já reparou nos ternos bem cortados, gravatas e relógios vistosos, canetas Mont Blanc (nada contra, aliás elas são ótimas), cabelos banhados no gel, mas nos caracteres sempre aparece “João Guilherme de Azevedo Camargo Neto (nome fictício) Consultor do Banco HiperMultiGranaAlta” (também fictício!)? Normalmente um nome “tradicional”, da “casa grande”! E sempre, ou quase, ligado a um grande banco.
    E todos a corroborar uma gigantesca falácia, de que a previdência é a razão de todas as mazelas do país.

    Ora, se não houver a correção do poder de compra dos aposentados, como eles vão consumir os produtos de que necessitam?
    Já não pagaram altos tributos durante sua vida produtiva, contribuiram para a Previdência Social, e agora não podem usufruir dignamente?

    Se há deficit na Previdência, não é por culpa dos aposentados, mas sim por causa da má gestão dos recursos arrecadados, bem como do próprio sistema arrecadador.
    Não há punições efetivas às fraudes e sonegação.
    E mais, o que é arrecadado, e deveria ser aplicado visando a garantia de retorno, acaba sendo desviado para o Tesouro, e utilizado para pagar dívidas, entre outras coisas.
    Por si só isso já caracterizaria Crime de Responsabilidade.
    E esse dinheiro é utilizado também para salvar bancos e empresas, via BNDES, por exemplo.
    A Administração Pública não investe em capacitação de seu pessoal, e nem em um sistema eficaz de fiscalização; além de a legislação vigente permitir uma infinidade de recursos protelatórios.

    Além de ser um sistema burro, que não permite a entrada de novos contribuintes (autônomos como camelôs, motoboys, trabalhadores avulsos da construção civil, etc.). Esse pessoal não tem como contribuir, no entanto, pode receber o benefício futuramente, amparado pelo Artigo 203 da CF, em ação promovida pelo MPF ou pela Defensoria Pública. Convenhamos, é um sistema burro, mesmo!

    E nem adianta criticar o funcionalismo público, que recolhe um percentual mais alto que o dos trabalhadores da iniciativa privada, além de haver incidência sobre a totalidade dos vencimentos, e não sobre o limite de 6 SM.

    O problema é de gestão.

    Mas isso não será abordado pelos “economistas” entrevistados, porque eles podem perder seus empregos; e aí iriam depender justamente do sistema oficial de previdência.

    São pagos para cuspir no prato de que ainda vão se servir!

  91. Nilton Márcio Vieira disse:

    Sakamoto, Tudo bem? Escrevo para parabenizá-lo pela excelente máteria e adiantarlhe o que ouvi ontem no Studio I, da globonews, a economista do programa, fez a mesma alegação que voce menciona, é um absurdo, o governo não vai poder arcar com este aumento de 7,71%, e muito menos acabar com o fator redutor instituido em 1999.
    Remeti uma mensagem para a produção do programa, pedindo imparcialidade(pelo menos), e ao mesmo indaguei se existia nos orgãos Estaduais(União, Estados e Muncípios), FATORT REDUTOR, hoje simplesmente existe um teto apenas por idade para aposentar, porem o pretendente a aposentadoria destes orgãos, fica recebendo o último salário integralmente. É justamente o que ´não compreendo, por que não existe rombos nos cofres destes orgãos, e sobra apenas para o INSS. Acredito, que virou estigma, direcionar todo problema de deficit ao INSS, pois os politicos são beneficiados pela União(Governo Federal). Acredito tambem que a arrecadação do Inss, poderá estar sendo desviada, justamente para os marajás. Abraços, Nilton Márcio.

  92. Celly disse:

    Olá Sakamoto!
    Embora eu nunca tenha me manifestado por aqui, acompanho muito o seu blog! E gostei do debate que vc iniciou por aqui!.
    Estudei muito esse tema e ainda venho estudando. Venho aqui dar uma sugestão de pesquisa, tanto para vc dar uma olhada e complementar seu ótimo texto, como também para que as pessoas que demonificaram os “velhinhos” tenham um pouco de bom senso e conhecimento da realidade antes de sair falando bobagens e absurdos como os que eu vi alguns fazendo por aqui.
    Existe um grupo de estudos no Instituto da Economia da Unicamp, o CESIT, que lançou um ótimo trabalho sobre o tema. Chama-se “Previdência Social: como incluir os excluídos, sob organização do Prof. Eduardo Fagnani. Está disponível para download no site. Neste extenso estudo, encontramos não apenas artigos que demonstram a importância de se ter e defender a previdência social no Brasil, como tb mostra, e mais importante, o destino das contribuições previdenciárias, questionando, por fim, o temido “rombo” da previdência. O que vem sendo feito com a previdência especialmente dos anos 1990 para cá, com tantas restrições, como o fator previdenciário, como grande exemplo, é um rombo em qualquer tentativa de se construir uma cidadania minimamente decente neste país. É inconcebível quem defenda o fim do direito previdenciário e juntamento o assistencial num país como o nosso.
    Fica a dica.
    Parabéns pelo texto e por suas reportagens!

    • Almir Sani Moreira disse:

      Parabéns Celly

      É bom ver um pouco de bom senso neste “quebra-pau”.

      Eu até compreendo determinados comentários, pois é normal que muita gente utilize este espaço para deixar fluir suas emoções reprimidas. Ainda que não saiba do que está falando.

      Já no post de hoje, 7 de maio, o clima está mais quente ainda!

  93. angela disse:

    Texto impecável. Parabéns em defender nossa classe, pois o INSS, é o bode expiatório. Li um comentário anterior, com fundamento, não existe balancete, balanços, demonstrativos. Será que o INSS, não vem pagando aposentadorias dos orgãos públicos. Existe uma desigualdade social extrema no Brasil, às vezes fico com receio, de uma guerra cívil, como vem ocorrendo na Grécia, em função da roubalheira.

  94. ana disse:

    Muito bom texto. No Brasil, as duas palavras DIREITO ADQUIRIDO, ficou banalizada, voce contribui com 35 anos, dignamente, vem um governo e simplesmente derruba uma lei constitucional, relevando o indivíduo ao segundo plano, impondo-lhe, regras(fator redutor, espectativa de vida, teto máximo etc)., o IBGE, com perspectiva de vida, em média 70 anos, paciência, parece-me bola de cristal. Direito Adquirido, cujo judiciário brasileiro, não interfere, pois os mesmos, tem um excelente salário, aposenta com o último integralmente. Fica evidente, que a compaixão passa longe destes…

  95. ana disse:

    Este Almir Sani Moreira, deve ser um economista enrustido, que não tem coragem de exibir uma matéia desta envergardura. Vai te catar idiota.

    • Almir Sani Moreira disse:

      Olha Ana

      É muito bom que haja um espaço em que todos possam se manifestar.
      As opiniões são livres.
      Porém, é conveniente, e elegante, que as pessoas se respeitem.

      O Sakamoto expõe as idéias dele, e abre espaço para as discussões.
      Embora nem sempre concorde com ele, elogio sua iniciativa.
      É por meio do diálogo que poderemos encontrar ou formular idéias para as mudanças desejadas por todos nós. Critico-o, mas sempre com civilidade. Assim como o faço em relação a alguns participantes. E tomo muito cuidado com os termos empregados, com a redação e com a digitação.

      Não sou economista, e nem precisaria sê-lo, para comentar fatos econômicos, uma vez que da leitura diária de jornais, de bons livros de História, Sociologia e Economia e de boas revistas, se podem depreender impressões sobre o desenvolvimento do mundo.

      Quanto a “coragem de exibir uma matéia (sic!) desta envergadura” …
      Bem, não tenho blog ou site, mas já que você deu a idéia, prometo pensar no assunto. Obrigado!

      Quanto ao final de seu comentário …
      (faz o seguinte: vota na Dilma, no Mercadante, no Zé Dirceu … Depois não reclame da sorte!!)