Blog do Sakamoto

Combate ao trabalho infantil perde força no mundo, diz OIT

Leonardo Sakamoto

Má notícia: Os esforços para eliminar as piores formas de trabalho infantil estão perdendo força no mundo. É o que diz o novo relatório global sobre trabalho infantil da Organização Internacional do Trabalho lançado hoje. Divulgado a cada quatro anos, o documento aponta que o número mundial de crianças trabalhando diminuiu de 222 milhões para 215 milhões durante o período 2003-2008. Esses míseros 3% – menor que o crescimento do PIB global no mesmo período – representa uma desaceleração no ritmo de redução dessa prática. Ou seja, comparado a outros períodos, a velocidade de queda dessa prática diminuiu.

A OIT apela para que a campanha mundial contra essa forma de exploração seja revitalizada, ainda mais diante de uma situação de crise econômica, que pode dificultar a meta de eliminar as piores formas de trabalho infantil (que trazem danos para a segurança, a saúde e o desenvolvimento das crianças) em 2016.

No Brasil, houve grandes conquistas, mas o trabalho infantil continua presente na economia. A taxa de crianças trabalhando entre 5 e 9 anos caiu 60,9% entre 1992 e 2004. No mesmo período, a quantidade de crianças e jovens entre 10 e 17 anos tombou 36,4%. Ou seja, em 1992, 636.248 crianças estavam trabalhando, em comparação com as 248.594 na labuta em 2004. O país definiu 2015 como data limite para eliminar as piores formas de trabalho infantil e 2020 para o fim do trabalho infantil.

Segundo a OIT, um fator para justificar essa queda no Brasil é a mobilização da sociedade, ajudada pelos meios de comunicação, além da educação obrigatória e dos programas de transferência de renda ligados à permanência da criança na escola. A fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego foi fundamental para reduzir o trabalho infantil na colheita de cana, um serviço extremamente desgastante.

(Uma observação importante: por se tratar de um relatório global, ele não possui necessariamente os dados mais atualizados de cada país. Por exemplo, em 2008, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o Brasil tinha 4,5 milhões de crianças e adolescentes trabalhando – um total 0,7% menor que no ano anterior, mas ainda assustadoramente alto.)

Segundo o relatório, os resultados globais contrastam com a avaliação feita há quatro anos pela OIT, quando o panorama era mais alentador. O documento atual, chamado de “Acelerar a luta contra o trabalho infantil”, adverte que, se persistirem as atuais tendências, a meta não será alcançada. Alguns dados mundiais trazidos pelo relatório:

– Ao todo, 115 milhões de crianças ainda estão expostas a trabalhos perigosos;
– O maior progresso na qualidade de vida das crianças foi registrado entre meninos e meninas de 5 a 14 anos. Neste grupo, o trabalho infantil diminuiu 10% e o trabalho infantil em condições perigosas 31%;
– Ao todo, 15 milhões de meninas deixaram de trabalhar (uma queda de 15%). Contudo, 8 milhões de meninos tornaram-se trabalhadores (ou seja, + 7%);
– O trabalho infantil entre os jovens de 15 a 17 anos aumentou em cerca de 20% – de 52 milhões para 62 milhões;
– Ásia/Pacífico e América Latina/Caribe continuaram reduzindo o trabalho infantil, enquanto que a África Subsaariana registrou um aumento tanto em termos relativos como absolutos. Esta região tem, além disso, a mais alta incidência de crianças trabalhadoras, com um em cada quatro crianças envolvidas em trabalho infantil.

Constance Thomas, diretora do Programa Internacional para a Erradicação do Trabalho Infantil da OIT, afirmou que a maior parte do problema tem origem na pobreza. ''É clara a forma pela qual devemos combater este problema. Devemos garantir que todas as crianças tenham a oportunidade de ir à escola, são necessários sistemas de proteção social que apoiem as famílias vulneráveis, em especial em tempos de crise, e devemos assegurar que os adultos tenham oportunidades de trabalho decente. Estas medidas, combinadas com a aplicação efetiva das leis que protem as crianças, determinam o caminho a seguir.”

  1. kaju

    14/07/2010 16:31:08

    Concordo que a educação falta nas escolas e entre as familias,não ser só reformadas mas sim.reefeitas e cumpridas,os direitos umanos são muitos,pra que tantos direitos se a maior parte deles não são reconhecidos.Precisamos de politicos de verdade que tenha corage e garra e não sejam manipulados e que encherguem não só o seu salario.Mas as dificuldades de que o povo esta vivendo, as crianças hoje não sabem nem quem as são so sonham e cobram os sonhos mas não tem coragem de conquistar os seus sonhos e os pais tambem estão se perdendo.trabalhar não judea de ninguem e sim ensina a ser independente com o trabalho ele consegue sobreviver com suas proprias mão.trabalhar e diferente de viver sobre cativeiro e ser espancado,a confusão esta ai,para defender crianças das agreções dos pais e vitima de espancamento,buscaram leis iguais p/todos sera que muitas leis não precisam ser vistas,precisam sim falta união e coragem.Pois eu ainda acredito.Eu trabalhei dos seis anos de idade e formei minha familia com 30 anos, hoje tenho uma esposa e tres filhos homens formados,sou felis e agradeço a deus e meus pais que me encinaram a trabalhar. Meninas e meninos se prostituem ainda crianças sem nem uma noção do que é ser Pai ou Mãe e menos trabalho,aí então facilita p/o mundo das drogas e do crime,tanto os filhos quanto os despreparados.

  2. Susana

    04/06/2010 08:31:33

    Gente, acho que antes de tudo precisamos esclarecer uma coisa. Não é proibido o trabalho adolescente no brasil. O que é proibido é o trabalho a menor de 16 anos, salvo na condição de aprendiz. A partir de 16 anos o adolescente pode trabalhar porém existe uma lista das piroes dormas de tarbalho infantil estabelecida pelo Decreto 6481/2008 com fulcro em determinaões da OIT estabelece um rol de atividades proibidas a menores de 18 anos.As atividades proibidas a ssim o são por causar riscos á saúde dos trabalhadores e este riscos estão dscritos objetivamente quanto a cada uma destas ocupações.Então não vamos generalizar. O direito ao trabalho ao menore de 18 anos, é realatico e não absoluto.Temos que parar com essa mania de transefrir para o trabalho a educaão dos nossos filhos. Isso é responsabilidade dos pais em primeiro plano. Quem ensina valores são os pais e não o trabalho.Existe uma cultura de supervalorização do trabalho onde lhe atribuída a responsabilidade pela cura de todos os males sociais.Enxerga-se apenas seus aspectos positivos e ignora-se seus aspectos negativos.Para piorar temos uma série de ditados populares "sacramentados" na nossa cultura que avalizam e justificam a exploração da mão-de-obra infanto-juvenil." O trabaho dignifica o homem"; " mente vazia ofcina do diabo" ou proposições como " Melhor trabalhando do que nas ruas", " Trabalhei a vida inteira e não morri".Estes dizeres se tornaram absolutos. O trabalho dignifica O HOMEM e não a criança; Mente deve estar ocupada sim, com estudo, na busca de qualificação não em trabalhos repetitivos na informalidade; Melhor estudando do que nas ruas; certamente não morreu por ter trabalhado mas se privou de ter melhores oportunidades de emprego pois quando deveria estar se deicando aos estudos, ou quando muito trabalhando com aprendiz( Aí sim temos muitos casos de sucesso apesar de ser apenas um paliativo).Enfim, muitos pais por não terem condições de estarme presentes relegam a outro adulto e ao trabalho a responsabilidade pela educaçãoe formação moral de seus filhos e daí , utilizam estes ditados de forma distorcida para justificar a ausência na educação de seus filhos.Outro problema que enfrentamos é que encontramos a existência derealidades cruéis, desumanas, absurdas. Em um país onde suas crianças e adolescentes encontram-se expostos a maus tratos, drogas, prostituição, e toda forma de violência parece demagogia falar em combater trabalho infantil.Pois bem, temso que ter me mente primeiramente quea existência de uma situação horrível não tem o condão de transformar a errada em certa.É óbvio que um dolescente trabalhando é menso grave do que se prostituindo porém o trabalho precoce, justamente pela razão de não impactar tanto visaulmente , também traz enormes prejuízos que acabam por passar despercebidos , salvo quando é gritante.Um dia tamb´´em aceitamos o trabalho infantil, como um dia aceitamos a escravidão. A medida que a sociedade amadurece, gradativamente somos chamados à reflexão e revemos nossos valores.Já superamos a idéia do trabalho infanti, na verdade a grane dificuladade hoje é a conscientização da sociedade quanto ao trabalho adolescente. É fácil enxergar irregularidade quando se vê uma criança de 5 anos com uma enxada na mão mas não enxergamos danos, riscos quando enonctramosum adolescente de 14, 15 anos na panfletagem.Países desenvolvidos não têm altas atxas de trabalho infantil. esta prática ocorre em países em desenvolvimentos. Alguém têm notícia de trabalho infantil na suécia, dinamarca, nova zelândia?Quem alardea os benefícios do trabalho infantil/adolescente são aqueles que vivem nestes países e que não viveram outra realidade.Ok, alguns trabalharam quando adolescentes e se tornaram grandes homens e atribuem este sucesso moral-profissional ao trabalho. Agora que me garante que tab´me não seriam bem sucedidos( ou melhor) se apenas tivessem se dedicado aos estudos e qualificação?Não acho que se tornaram pessoas idôneas e virtuosas pelo fato de terem trabalhado, penso que se tornaram pessoas decentes , APESAR, do trabalho.Mais, que sõ execeções pois o que acontece na maior parte das vezes é que os jovens que fazem parte da cadeia de exploração de mão de obra , trabalham na informalidade, recebendo ínfimos salários( metade ou 75% do adulto pelo mesmo trabalho) e ainda, trabalhando a mesma uantidade de horas que um adulto.Temos que enxergar que os empregadores que se utilizam de mão de obra infanto juvenil não são "bonzinhos", mas sim que o fazem visando o lucro às custas da saúde e do futuro do trabalhador adolescente.Estes jovens acabam por em fazer parte de um ciclo que os condena á informalidade, salvo raras execeções.A legislação permite o trabalho ao maior de 16 anos, mas o trabalho que o qualifique e que não traga riscos à sua saúde.Quero saber quem é a pessoa, que sendo empregador e tendo que oferecer uma vaga de trabalho, entre dois candidatos igualmente idôneos e dedicados, escolhe aquele que tem menos qualificação?Quem contrata um jovem que passou a vida em lava rápidos pu panfletagem e lugar de outro que fez um curso de aprendizagem no senac ou senai para aquela função?Permitir o trabalho infantil e adolescente fora do que a determina a legislaão é cndenar o jovem á exclusão sócio0econômica, é perpetuar um ciclo iniciado por seus pais e antepassado.Lugar de criança é na escola, oferecer o trabalho com alternativa porque a escola não funciona é usar um argumento comodista. Se temos tanto empenho para defender o trabalho infantil então vamos canalizar esta determinação e os nossos esforços para lutar por uma educação decente, de qualidade, .Este caminho é mais trabalhosos, sem dúvida, mas é a única forma de erradicar o trabalho infantil. Se tivéssemos uma educação de qualididade acessível a todos certamente não teríamos a relaidade do trabalho infantil e não teríamos porquê aqui estar discutindo..

  3. Carlos

    10/05/2010 11:52:02

    "Por tudo isto, peço aos que defendem o trabalho infantil a consciência necessária para enxergar o trabalho infantil em todas as suas facetas nefastas, pois tenho certeza de que mudarão de opinião."Claro que concordo que lugar de criânça não é fazendo trabalhos que possam prejudicar sua saúde ou formação. Agora enxergar apenas "facetas nefastas" é extremo.

  4. Graça

    09/05/2010 22:23:08

    Lamentáveis os comentários daqueles que defendem o trabalho infantil. Essa postura deve-se ao desconhecimento acerca dos impactos do trabalho precoce na saúde física e psíquica das crianças.Todos desejamos viver em uma sociedade justa e igualitária, mas, paradoxalmente, alguns cultivam idéias impingidas por uma realidade "intra muros", parece que nada ocorre fora daquele mundinho em que a pessoa vive. Então, se esta pessoa trabalhou quando criança e hoje se transformou num homem de bem, então é sinal de que toda criança deve trabalhar para dar valor aos pais e para transformar-se em uma pessoa de bem - a conclusão é: "A criança deve trabalhar desde cedo". É de pasmar. Meu Deus, quanta ingenuidade! Onde fica nossa consciência crítica? Vamos olhar ao redor... vamos abrir os olhos e enxergar a criança que trabalha nas ruas, exposta a todos os riscos que a rua oferece: várias formas de violência e exploração: abuso sexual, uso de drogas; exploração de todos os níveis; risco de morte violenta ou de cair na prostituição...; vire-se para o lado e, de olhos bem abertos, enxergue (pelo amor de Deus) as crianças que trabalham nos canaviais, no sisal, nas carvoarias, nas pedreiras – elas estão expostas a condições precárias de trabalho, jornadas excessivas, ritmo intenso, elas estão adoecidas pela condição insalubre desses locais, correm risco constantemente de sofrer um acidente de trabalho.; continue atento e observe os meninos que trabalham fazendo carreto nas feiras livre, normalmente este trabalho é feito por crianças bem pequenas, elas andam, para cima e para baixo, carregando as compras dos clientes (levando no carrinho um peso bem superior a capacidade de uma criança carregar); comprometendo sua coluna ainda em formação e para ganhar R$1,00 (um real) por entrega; olhe para os meninos trabalhando em borracharias, oficinas; veja as meninas que trabalham como empregadas domésticas – crianças afastadas de suas famílias, vivendo no fundo das cozinhas, fazendo faxinas, pegando peso, muitas delas sofrendo maus tratos e sem direito a freqüentar escola. O trabalho infantil compromete o futuro das crianças: retira-lhes o direito de ser criança, pois força a criança a assumir responsabilidade de adulto quando ainda é criança; causa a evasão escolar ou a baixa escolaridade; prejudica a saúde física e emocional, expõe a criança a vários riscos e acaba reproduzindo o ciclo de miséria e pobreza, pois quem trabalha é a criança pobre que ,por conta da pobreza, precisa ajudar a família e por trabalhar precocemente esta criança não freqüenta a escola e não terá chance de ter um futuro melhor, será então um adulto vivendo nas mesmas condições de miséria em que vive a sua família. Por tudo isto, peço aos que defendem o trabalho infantil a consciência necessária para enxergar o trabalho infantil em todas as suas facetas nefastas, pois tenho certeza de que mudarão de opinião.

  5. balatraca

    09/05/2010 15:08:51

    fiz minha versão de trabalho infantil em:http://www.balastraca.net/2010/05/escravo-venda-nao-perca-essa-promocao.html

  6. Gleilton Silas

    08/05/2010 12:25:38

    Muito interessante a abordagem dada ao assunto.Sou estudante de jornalismo, amo comunicação e estou entrando no grupo daqueles que lutam pelos direitos da crianaça e do adolescente, principalmente a forma como a mídia trata este grupo.E ver que um assunto com tanta importância gera várias outras discussões é gratificante.A medida que formos colocando em pauta os direitos da criança e do adolescente veremos o cumprimento destes direitos.Peço licença para divulgar o blog que estou construindo - midiaeinfancia.blogspot.com. Amador ainda, mas o que quero é fazer como Leonardo Sakamoto faz, trazer o assunto de relevância social e gerar discussões saudáveis.Parabéns pela matéria.

  7. Carlos

    08/05/2010 09:11:32

    É triste mas é verdade:A maior parte das criânças não recebe uma formação adequada nas escolas.Não adianta tapar o sol com a peneira.É melhor ser tratorista, torneiro, pedreiro ou outra coisa ganhando R$ 2.000,00 - R$ 4.000,00 do que ser graduado frustrado ganhando R$ 1.500,00 ou ainda desempregado.Quantos aí formados, gastaram 15 anos da vida ENROLANDO a escola e a faculdade e ficam procurando qualquer emprego.Tenho certeza que vários dos leitores aqui estão desempregados ou ganhando menos de R$ 1.500,00.Sei que tem diferenças entre as regiões do Brasil mas aqui onde eu moro faltam trabalhadores.Para trabalhar num escritório, formados em administração (15 anos de preparação), ganhando R$ 1.000,00 ta cheio, agora pra operar colhedeira de grãos (30 dias de preparação) ganhando R$ 3.000,00 não tem.Temos que parar de achar que ESCOLA resolve tudo.EDUCAÇÃO resolve tudo.EDUCAÇÃO se aprende em casa.

  8. Daud Buzoni

    08/05/2010 09:00:10

    Educação no Brasil com esses professores imcapazes e que só sabem encher o saco com greves politicas ?, com esses vagabundos ninguem aprende nada, a criança precisa ser educada pelos pais,escola no Brasil é só pra aprender o beabá,pois os tais professores não sabem NADA. PO.

  9. Jonathas

    08/05/2010 08:42:01

    É o que o Sakamoto disse em um texto passado: no Brasil, só o trabalho liberta. Ou seja, na cabeça de muita gente que deu sorte de crescer com o trabalho, a criança deve trabalhar desde cedo. É muito triste isso, lugar de criança deveria ser FORA do trabalho.

  10. Carlos

    08/05/2010 08:28:57

    Caros Eduardo e Jota,Estudei numa escola pública HORRÍVEL, com professores semi-analfabetos, passei no vestibular em segundo lugar na Universidade Federal de Viçosa, e me graduei em Agronomia.Trabalho desde os 8 anos de idade, na roça e em oficina.Graças a Deus eu tenho pais que me deram uma boa formação, trabalhava meio turno (financeiramente nunca precisei trabalhar) e estudava no outro. Estudava em casa, fazia dever, etc.Aprendi 10 vezes mais no trabalho e em casa do que na escola.Acho que ninguém defende que criânças e adolescentes trabalhem SEM frequentar escola.Agora, estudar de manhã e VAGABUNDAR de tarde não pode. Nenhum adolescente vai estudar das 12:00 até as 20:00. É risível achar isso.Infelizmente a nossa lei não permite isso.Não vou ser eu que vou descumprir a lei dando emprego para fiho dos outros.Mas MEU filho vai trabalhar. Vai aprender:* A se relacionar* Respeito* Responsabilidade* Independência* Aprender quanto custa a camiseta de R$ 200,00 que eu dou pra ele.

  11. Marinho mb

    08/05/2010 08:22:15

    Não existe mais valores sociais em nossa sociedade, Ogoverno não se preoculpa com nossas crianças. Os politicos geralmente estão preoculpados com quem vai suceder sua gestão,e esquecem de criar politicas sociais, bem sabemos que essas não dão voto,nossas crianças estão absolutamente ao relento, sem cuidados famíliares, gorvenamentais e sociais.precizamos urgentemente criar regras para essas crianças,investir em educação básica, dar condições para que elas tenham lazer pós aulas, garantir seus direitos a qualquer custo,movimentar a sociedade em geral em prol dessa luta só assim nós teremos um futuro glorioso.imploramos a todos que façam sua parte exija desses que virão gavernar nos proximos anos uma policata social digana dirigida as crianças brasileiras as quais serão nosso futuro nosso orgulho.sim ha tempo de mobilizarmos peço ainda que não fiquemos em só dar sugestões temos de agir.

  12. José Roberto

    08/05/2010 08:05:57

    Acho que este posicinoamento da OIT é equivocado e deveria ser melhor direcionado. Como várias pessoas comentaram e eu apoio os seus comentários, as crianças precisam aprender desde cedo o valor do trabalho, e nada melhor pra isso do que realmente faze um trabalho útil. O que não podemos permitir é o trabalho excessivo e humilhante, como por exemplo fazer uma criança de 10 anos cortar cana ou realizar trablalhos pesados. Agora um marmajo de 17 anos, aguenta muito bem cortar cana sim, melhor do que ficar fumando e roubando como está acontecendo. Na verdade a faixa a partir dos 16 anos não deveria ser mais chamada de criança porque hoje eles já tem porte físico e tem muito mais formação do que anteriormente. TEM QUE TRABALHAR SIM PRA APRENDER!

  13. Vera Lúcia

    08/05/2010 07:28:14

    Os valores estão trocados no Brasil, a elite cultural em nossa sociedade é ignorante e atrasada, as leis feitas nesse país são bem avançadas mas, em uma sociedade como a nossa sem cultura e educação de base não surtem efeitos - " Idéias avançadas em grupo medíocre é a mesma coisa que colocar motor a jato em carroça". Toda criança na escola somente não resolve, em período integral pior ainda com as condições de nossas escolas que não tem infra-estrutura para receber essas crianças, nada de fato acontece nesse país, a maioria das medidas não passam de boas intenções, ou apenas para dizer que estão fazendo, não beneficiam o todo. É necessário investir de fato na EDUCAÇÃO. A família mantém a criança na escola apenas para receber a bolsa família (exploração infantil legalizada), sem compromisso com a Escola, não acompanham seus filhos. A criança está abandonada dentro de casa, dentro da escola, na sociedade. Vamos acordar, vamos aplicar as políticas públicas de fato e não somente para "inglês" ver. Ainda está em tempo.

  14. jota66

    08/05/2010 02:52:51

    Eduardo , você é idiota.não adianta argumentar, você nunca vai convender esses dois texanos que criança não deve trabalhar e sim estudar.vale a peba discutir as idéias do texto.discutir com gente sem idéias é perda de tempo

  15. Sonia Maria

    08/05/2010 02:17:50

    Parabéns Eduardo,Concordo com vc em gênero, número e grau.Escola, escola e escola. Para os adultos, mercado de trabalho decente e em crescimento!Zero de corrupção, meias, cuecas e malas. Cidadania, buscar o fim da condição de pobreza. Não o fim dos pobres e sim das instituições sociais que os levam à tal situação.Não vou nem entrar nas questôes: distribuição equitativa dos lucros da produção; salários compatíveis (pelo menos com o grau de dificuldade exigido pelo trabalho, sejam elas intelectuais ou físicas); garantia de direitos e universalidade de acesso aos mesmos; políticas públicas e não apenas de governos; vontade política na gestão da coisa pública.

  16. Eduardo

    08/05/2010 00:48:37

    Caros Pedro e Esteves,Lugar de criança não é na rua ou trabalhando: É NA ESCOLA! Independentemente de classe social ou de local de nascimento, ou vcs acham que a criança pobre não merece escola e só tem direito a se matar de trabalhar desde a mais tenra idade. É simples, criança que trabalha mais estuda menos, tem menos preparo profissional e, conseqüentemente, piores empregos e salários. Se vamos ficar na evidência anedotal, só tenho a dizer que, graças a Deus, nunca precisei trabalhar na infância e fui criado em apartamento, meus pais somente exigiam que eu estudasse, e muito. Comecei a trabalhar apenas na idade adequada. Hoje, tenho uma profissão, uma família, sou honesto e conheço o valor dos meus semelhantes.Prestem atenção: O que faz uma sociedade se desenvolver é EDUCAÇÃO e a eliminação do trablaho infantil é um passo necessário para garantir que ela seja adequada.

  17. Esteves

    08/05/2010 00:05:55

    É terrível, como existem pessoas que estudam, mas não aprendem nada! Eu trabalhei desde os meus 9 anos de idade. Voltava da escola e tinha de levar o café das 15 horas, para o meu pai e para os meus tios que trabalhavam na roça. Kms e mais kms de distância. Para os que nunca viram isso, na roça a gente almoçava às 9 horas, tomava o café às 12 horas e outro café às 15 horas. O trabalho começava quando clareava o dia, já estavam na roça e só terminava o trabalho qdo escurecia.E não se tinha filhos desrepeitando pais, os mais velhos, nem roubando e muito menos praticando violências.E hj, dou graças a eles por terem me ensinado tantas coisas boas da vida.Só fazem leis, para encherem mais de babozeiras!! Mas não vêm o lixo que estão transformando a sociedade, com trânsitos, gastos desnecessários com superfluos e poluidoras, barzinhos e tais, pq as casas e aptos, não têm mais quintal!!E ficam querendo que todo nós passemos a usar uma armadura que seja padrão para todos. Um absurdo de ignorância!!!

  18. Pedro

    07/05/2010 23:04:23

    oit deveria se preocupar com as quelas criança que estao nas ruas roubando, matando,e se prostituindo. quem faz mal a sociedade, são aquela que estao trabalhando, ou aquelas que estão nas ruas furtando e matando? eu fui criança, fui adolecente, e agradeço meu pai por te me ensinado, atrabalhar desde de criança, com isso eu aprender a ser um homem de verdade, aprendir a respeitar o meu proximo. Vejo hoje tantas leis,para crianças e adolecene, um pai nao pode mais criar um filho com as suas leis; mas estamos vendos os efeitos do direito tirado dos pais de educar seus filhos como deve ser. Temos a televisão ensinado as criancas a se rebelde,novelas com crianças rebelde,nao obedece os pais, as outras que assiste, que fazer o mesmo, masos farmadores de leis, nao estao vendo isto! (tem um ditado que diz, pai nao pode bater, a policia pode matar). vamos formar leis para tirar crianças das ruas, adolecetes das noites, assim acridito que evitaria muitas coisas erradas.Mais uma leis para ser mesmo executada!.

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