Encontro discute trabalho escravo em Brasília
Leonardo Sakamoto
Durante três dias, representantes do governo, de organizações de empregadores e da sociedade civil, estarão voltados para a discussão de um tema que, em pleno século 21, ainda preocupa o Brasil: o trabalho escravo.
O I Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo – promovido pela Secretaria de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) – reunirá autoridades, especialistas e representantes de setores envolvidos no sentido de reforçar o combate a esta grave violação dos direitos humanos.
A abertura será realizada no dia 25 de maio (terça-feira), às 19 horas, no auditório principal da Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília (DF). Estarão presentes quatro ministros (Paulo Vannuchi, dos Direitos Humanos; Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego; Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário; e Wagner Rossi, da Agricultura e Pecuária), além do Diretor da OIT para a América Latina e o Caribe, Jean Maninat. Os atores Wagner Moura e Leonardo Vieira, acompanhados da atriz Vic Militello, serão os mestres de cerimônia.
Além das discussões de mesas de debates que tratarão de diversos aspectos ligados ao tema – “Por que o trabalho escravo persiste?”, “O Papel do Congresso Nacional no Combate ao Trabalho Escravo” e “Trabalho Escravo e Responsabilidade Empresarial” -, dois atos deverão marcar o evento.
No dia 26, às 13 horas, haverá uma audiência na Câmara dos Deputados para a entrega de um abaixo-assinado pedindo a urgente aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que prevê o confisco de terras de quem utilizou trabalho escravo.
No dia 27, os participantes do Encontro deverão realizar um ato público no gramado em frente ao Congresso Nacional pedindo a aprovação da chamada “PEC do Trabalho” Escravo, em evento marcado para as 14h30.
Apesar do reconhecimento dos avanços brasileiros no combate ao trabalho escravo por entidades internacionais como a OIT, o problema ainda persiste e está ligado a importantes setores econômicos. Desde o início das operações do grupo móvel de fiscalização do governo federal, em 1995, mais de 36 mil trabalhadores foram libertados dessa condição em todo o país.
A entrada é gratuita e a inscrição será feita no local do evento. Serão concedidos certificados para os participantes dos três dias do evento.
I Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
25 a 27 de maio de 2010
Auditório Principal da Procuradoria Geral da República (PGR)
SAF (Setor de Administração Federal Sul), Quadra 4, Lote 3
Zona Civico Administrativa Brasília (DF)
Agenda:
25 de maio, 19h – Abertura
26 de maio, manhã – Mesas de debates (Por que o trabalho escravo persiste? e Políticas de repressão e o Sistema de Justiça)
26 de maio, 13h – Audiência na Câmara dos Deputados para entrega de centenas de milhares de assinaturas da sociedade civil pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo (PEC 438/2001)
26 de maio, tarde – Mesas de debates (O Papel do Congresso Nacional no Combate ao Trabalho Escravo e Trabalho escravo e Tráfico de Pessoas: Políticas de Prevenção e Assistência às Vítimas)
27 de maio, manhã – Mesas de debates (Trabalho Escravo e Responsabilidade Empresarial e O que falta fazer para erradicar?)
27 de maio, 12h30 – Leitura da Carta da Liberdade – resultados do evento
27 de maio, 14h30 – Ato público com participantes pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo (PEC 438/2001) em frente ao Congresso Nacional
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Samuel Vargas
23/05/2010 10:16:19
Vou tentar ir. Espero que o evento seja um sucesso.
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João Salles
22/05/2010 19:41:04
midia lixo corporativagauco com xexeoElite afrikanerCiro LauschnerHans LauxenTodos os últimos comentários sob esses nomes vieram da mesma pessoa. Sakamoto, sugira ao Sr. Ciro que use o nome verdadeiro, como as boas regras da internet pedem, ou que ele se retire do convívio dos demais. Atirar pedra dos outros é fácil quando não se esconde por trás de uma mentira.Posso não concordar com as opiniões do Sakamoto, muitas delas fortes, mas ele tem a coragem de dar a cara para bater. E o senhor?
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midia lixo corporativa
22/05/2010 18:26:51
Isso sim chama-se desperdicio de dinheiro público. Um monte de gente discutindo sexo dos anjos.Isso é o que dá ter carga excessiva de impostos. Tem dinheiro demais para assunto de menos. Não é só a corrupção que leva nosso dinheiro!Também a má aplicação leva um montanha de dinheiro pelo ralo.
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DIREITA-JÁ
22/05/2010 17:07:26
Sakamoto, vc é um verdadeiro "shit-stirrer", uma máquina de entropia, um fazedor de espuma.Vai trabalhar, vai honrar o legado dos teus avós, vai dar duro de verdade com trabalho, ao invés de ficar bancando pseudo-intelectual-pseudo-preocupado com alguma coisa.Cara, vc precisava de um pouco de vida de quartel, um pouco de mosteiro beneditino e cultura jesuíta.Mas para ser mais direto, vai ler CHESTERTON (GILBERT KEITH), pois em respeito ao teu doutorado, imagino que vc - em tese - deve ser capaz de ter uma mínima compreensão de inglês. Esse cara pode, quem sabe, te ajudar um pouco com teus anseios (isso, se eles forem sinceros).Mas eu acho que vc quer é uma vitrine para vc e só... Se é isso que vc quer, te canto a pedra: vc é bem feio para ser modelo.Fui, zé pastel de vento...