Blog do Sakamoto

Qual a relação entre a alta do PIB e o Código Florestal?

Qual a relação entre o crescimento do Produto Interno Bruto de 9% e as propostas de mudanças no Código Florestal apresentadas ontem no Congresso Nacional? O setor agropecuário não foi o que mais cresceu, mas galgou 5,1% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2009. Ainda falta um tanto para recuperar a situação pré-crise, o que é apenas questão de tempo. Contudo, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados parece ter ficado com ciúmes do salto dado pela indústria (17,2%) e uma de suas lideranças, Aldo Rebelo (PC do B-SP), resolveu dar um empurrãozinho: propôs no mesmo dia a redução da proteção ambiental no Brasil para facilitar a expansão agropecuária.

O relatório de Aldo já estava sendo gestado há um bom tempo, mas a coincidência na divulgação entre ele e o PIB é surpreendentemente reveladora. Em nome do crescimento econômico no campo, o seu relatório propõe redução de reserva legal, perdão a quem cometeu crimes ambientais, diminuição do cuidado com rios e córregos, a possibilidade de produzir em determinadas várzeas, além de jogar a conta da recuperação ambiental nos colos de todos nós – sem que os lucros obtidos com o desmatamento também sejam socializados. Ou seja, a idéia é crescer, a todo o custo e rápido. Para isso, que se soltem as amarras do rolo compressor.

O mais interessante de tudo isso é que crescimento da produção no campo não precisa vir com o crescimento da área agrícola. Hoje o jornal Folha de S. Paulo traz uma matéria mostrando que mesmo semeando uma área 1% menor em relação à safra passada, o Brasil vai colher 147 milhões de toneladas de grãos – 9% a mais que o período anterior. O mesmo se deu com a mamona, cuja área plantada diminuiu 2% e a produção cresceu 19%. Poderíamos racionalizar a produção de uma maneira mais rápida. A pergunta é: queremos isso?

Adotamos uma pecuária extensiva que garante aos bois espaço para se espreguiçar enquanto milhares de famílias acampam na beiras das estradas esperando terra para produzir alimentos. Ou seja, não é uma apenas uma idiotice social, é também econômica. Mas ganha-se muito dinheiro com o processo de grilagem de terras, desmatamento, venda de propriedades, além do fato de que a recuperação de áreas degradadas ter um custo. Custo: palavrinha mágica que transforma a razão em pó.

O discurso de que o desenvolvimento é a peça-chave para a conquista da soberania (com o que concordo) e que, portanto deve ser obtido de qualquer maneira (com o que discordo) tem sido usado por pessoas que foram comunistas/socialistas, tornaram-se líderes ruralistas e hoje fazem coro cego ao santo padroeiro do crescimento. Não se preocupam que a qualidade de vida de povos e trabalhadores no campo seja sacrificada para ganhar o jogo, paradoxalmente acham o contrário: que cortando as regras que nos separam da barbárie é que virá a civilização.

Ao mesmo tempo, o governo federal anuncia um plano safra de mais de R$ 100 bilhões. E por mais que tenham sido impostos alguns critérios socioambientais para a concessão de financiamento, vendo o histórico até aqui, pode-se afirmar que os recursos serão empregados em mais desmatamento ilegal. Com a anuência de um novo Código Florestal, que ainda não existe, mas que já virou bíblia de muita gente.

Por que tudo isso? Ora! Estamos na Semana do Meio Ambiente. E esse é o jeito brasileiro de comemorar!

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Comentários

70 Responses to “Qual a relação entre a alta do PIB e o Código Florestal?”

  1. Abulafia disse:

    Concordo. Não é apenas o crescimento econômico que vai nos redimir. É preciso aumentar a produtividade (que é individual) e o nível de poupança (individual e coletiva). Isso é que é capaz de melhorar a vida dos brasileiros.
    E não se aumenta a produtividade com políticas assistencialistas como o bolsa família.
    Participei de uma Audiência Pública em u

    • Alberto disse:

      Na boa, seu argumento é tão pífio (nada pessoal) que parece coisa de discurso da geração passada.

      Pensa só, ce acha que alguém prefere ganhar uma cesta básica do que um salário de R$ 600, 00 ou 700,00 reais? Fala sério cara.

      O pior é que esse discurso ideológico foi introjetado por boa parte dos brasileiros, ou seja, o discurso de que a população brasileira é preguiçosa, gosta de sombra e água fresca. Daqui a pouco vão deduzir que é devido ao cruzamento de índios e negros.

    • Social-democrata (de verdade) disse:

      Nos países europeus sócio-democratas, os desempregados recebem em torno de 3.000 euros, é o salário mínimo que o governo oferece. Isso não significa que ninguém queira trabalhar, trabalhar é vital, faz bem ao ego e à saúde física, psicológica e social do indivíduo. Só vagabundo pensa que todos são vagabundos. Para finalizar, ouso dizer que o PT é o partido que mais se aproxima da social-democracia no País. Existe partido brasileiro que só aplica a social-democracia no no nome. Partido Sabotador Degradante Brasileiro.

    • Gerci Monteiro de Freitas disse:

      “Social-Democrata”, para falar de social democracia é preciso que se saiba o social democracia. Só para seu governo os beneficios concedidos pelo coverno começaram a ser implantados durante a gestão PSDB. Não diga bobagem petista aloprado. Se quiser entrar no debate pelo menos saiba do está falando.

  2. Abulafia disse:

    Participei de uma audiência pública em um pequeno município, de 5000 pessoas, onde o empreendimento iria gerar 200 empregos.
    Haveria impactos ambientais, negativos e também positivos, como todo empreendimento.
    Quando falei dos empregos, as pessoas gritaram na audiência que não precisavam de empregos!!!!
    Concluí depois que, se a empresa tivesse oferecido 200 cestas básicas, teria mais sucesso e teria obtido apoio para o seu projeto!!!
    Mas trabalhar….ninguém quer.
    Esse é o efeito maléfico da bolsa família.

    • FDA disse:

      Abulafia,

      O problema do seu comentário é que vc quer fazer de uma experiencia individual, um fato sociopolítico general? E ai só um idiota não ver onde vc quer chegar!

      Afinal, em uma população de “5OOO pessoas” “onde o empreendimento iria gerar 200 empregos” vc faz a hipótese que entre esses 200 empregos a população teria provavelmente aceitado “200 cestas básicas”!

      Pense um pouco e reflita! Diz uma expressão popular brasileira que “um burro calado é um sábio”!

      Segundo informações oficiais, em 2009, o programa “bolsa família” atendeu 137,3 mil!

      Dá para notar a absurdidade, a asneira, a irresponsabilidade de seu raciocínio?

    • Tasso disse:

      seundo pesquisas resentes realizadas por uma multinacional, não existe relação nenhuma entre a bolsa familia e o “dolce far niente” atribuído a ela. Antes de postar vá estudar e pare de ser maria vai com as outras???

    • Gerci Monteiro de Freitas disse:

      Abulafia, não generalize, pode ter toda certeza de que as pessoas vão preferir os empregos, sempre. O que temos de ver é de que forma seriam criados esses empregos. Quanto ao bolsa família, ele não seria necessário se tivemos um PIB de 17 trilhões, uma taxa de analfabetismo em torne de 1% e IDH em nível de países nórticos, mas estamos no Brasil e acho que você já deve ter percebido que aqui existem milhões de miseráveis.

  3. Luciano Lima disse:

    O mais triste é que em período de Copa o que devia ser noticiado cai no esquecimento.

  4. abulafia disse:

    Não, FDA, não foi minha intenção generalizar, nem criar um “fato sociopolítico” geral.

    Também não ofendi ninguém, nem te chamei de burro.

    Eu disse que, naquela cidade, eu teria mais sucesso se oferecesse 200 cestas básicas. E que acho que isso é uma consequência das políticas assistencialistas (e não assistenciais).

    O bolsa família não atendeu 137 mil, mas dez milhões de famílias. Mas isso não impede que analisemos as consequências dessa política, ao meu ver, equivocada.

    Dá para arranjar argumentos melhores, ao invés de somente xingar?

    • Alebor disse:

      Caro FDA,

      A sua agressividade desprovida de argumentos e conhecimento de causa revela quão ignorantes neste assunto são os brasileiros em geral. Pois o fato descrito pelo Abulafia é típico dos tempos atuais do bolsa família. Entre vários outros exemplos, conheço uma industria no interior do Ceará que não consegue empregar pessoas legalmente, ou seja, com carteira assinada, pois elas acham que vão perder o bolsa família. Parece absurdo mas é verdade, as pessoas preferem uma esmola garantida do que um emprego digno.

    • EU ARRANJO os argumentos, abulafia e alebor:
      primeiro, se alguém prefere receber os 90 mangos do Bolsa Família ao invés de trabalhar é porquê o salário que receberia não compensa. experimente oferecer o salário mínimo de 510 mais os benefícios que a CLT oferece, e duvido que alguém ainda prefira a bolsa.

      Essa conversa mole burguesa que fica chamando pobre de vagabundo já tá bastante gasta. É muito mais fácil dizer que a barganha para convencer o povo não foi boa do que admitir que as pessoas não quiseram pagar o preço de mais uma desgraça ambiental para conseguir os 200 empreguinhos de fome que lhes fora oferecido.

      E, só pra constar, o bolsa família, deu até no Estadão, dá lucro, faz o dinheiro voltar, já que as pessoas que recebem o parco dinheirinho do Estado precisam gastá-lo fazendo a economia girar…pense nisso e nas consequências , beleza?

      viu só? sem ofender ninguém , nem aturar conversa fiada.
      O abraço

    • Amandita disse:

      Acho que você está subestimando o povo. Conheço muita gente (mais de 200 pessoas) que trabalha e que recebe bolsa família simplesmente porque com meio salário mínimo, subemprego, trabalho informal, não se pode pagar alugel e manter uma família devidamente alimentada, com crianças na escola e vacinadas. Você quer fazer a experiência de ser pobre por um mês pra testar o que você mesmo está dizendo – dizendo que as pessoas que recebem bolsa famílias são vagabundas? Pois é isso o que você está dizendo nas entrelinhas, dizendo que o povo não quer trabalhar. Essa é uma mentira das grandes, é preconceito puro. Ademais, olhe pra você: se te oferecerem um emprego ruim você se sentirá na obrigação de aceitar “só porque” você “não está fazendo nada”? Se a remuneração for irrisória, se o empreendimento trouxer mais perdas do que ganhos, por que aceitar? Assim, o seu relato é apenas um relato parcial – e eu diria que sim, é um relato preconceituoso. As 200 famílias que você por acaso “conheceu” não representam moralmente nem estatisticamente as famílias atendidas pelo programa do governo federal. Passar bem.

    • Abulafia disse:

      Olha, Venda a Mãe, os salários eram muito mais do que isso, garanto, com todos os direitos garantidos. E ainda assim preferiam a bolsa.

      Seus argumentos são bons: ainda que fossem 3 ou 4 salários, seria ruim ainda. Mas esta é a opção de quem procura emprego e precisa viver de salário.

      O salário é ruim? que vá empreender. rs
      Ah, não tem condições…peninha. Que vá à luta de classes então!

    • Gerci Monteiro de Freitas disse:

      É preferível que se gaste dinheiro público com Bolsa família do que com cargos de confiança e dinheiro na cueca. Agora o cara ter de optar entre o bolsa família e o emprego é ridículo, é um erro de estratégia, este valor deveria ser agregado à renda do cidadão necessitado, é um erro do governo suspender este benefício só porque o cara ganha um mísero salário. Agora falar que salário em cidade pequena do nordeste é o bastante para uma família sobreviver é uma piadinha de mau gosto.

    • FDA disse:

      Caro Abulafia,

      Não coloquei en causa sua formulação (hipótese) “teria mais sucesso se oferecesse 200 cestas básicas” ! O que vc diz esta bem formulado, tão bem formulado que dar para ver onde andas, o caminho que vc esta seguindo! Ou seja, o da estratégia teleológica onde o critério de validação é de fato o “sucesso” e acrescentaria a eficácias!

      O que coloquei em causa é de fato sua experiencia de trabalho, sua relação com os trabalhadores: é as “consequência” sociopolíticas da sua generalização, é a amálgama entre “assistencialismo” de dominação, “assistencialismo” de humilhação, a questão da SOLIDARIEDADE SOCIAL e de um programa de autonomização responsável das populações carentes e trabalhadoras!

      Dá para ver a distinção do que esta implicado na problemática de sua generalização?

      Ps. Não seja susceptível, não “te chamei de burro” lancei uma pretenção: isso é uma outra coisa!

  5. Ciro Lauschner disse:

    O que aumentou a safra na mesma quantidade de área foram sobretudo os produtos transgênicos e o uso de técnica mais apurada.
    Mas o Sakamoto também é contra isso.
    De fato não se precisaria aumentar o desmate a curto prazo, mas utilizar todas as técnicas disponíveis para aumentar a produção na mesma área de terras. Isso inclui investir em maquinário, insumos (entre os quais o famigerado defensivo agrícola), uso de transgênicos e melhoramentos genéticos, além de outras coisas mais simples como melhorar o transporte e armazenamento.
    E a discussão radical dos ambientalistas não contribui com certeza para nada disso.

    • Rafael disse:

      Melhorar as técnicas de cultivo agrícola não significa,necessariamente, usar transgênicos e nem aumentar a dependência dos produtores em relação as grandes empresas de defensivos agrícolas.É possível intensificar, dentro de certos limites, o uso da terra conservando os recursos naturais já que o fim desses recursos impedirá qualquer desenvolvimento. Toda atividade humana gera impactos negativos no ambiente mas é preciso bom senso para não “dar tiro no próprio pé”.

    • Amandita disse:

      Colega Ciro,

      É possível fazer o manejo de gado em pequenas extensões, é possível otimizar a produção de alimentos em pequena escala, é possível plantar em locais áridos, manejando a água adequadamente, é possível plantar agroeclogicamente com bons resultados na colheita. Tudo isso é possível – ou você já viu algum estudo provando o contrário?

      O problema dos ardorosos defensores de geneticamente modificados e afins é que eles desconsideram técnicas que sejam diferentes das que eles conhecem e podem pagar no mercado da esquina. Você precisa dar o braço a torcer: pegue da Native. Dê uma busca na net pra conhecer a história deles – crescimento com sustentabilidade.

      Sim, é preciso apoiar as técnicas que não usam agrotóxico até porque onde elas são aplicadas existem resultados positivos. Acho que deve existir espaço pra tudo. Chamar o Sakamoto de de “ambientalista radical” não vai impedir o conhecimento de circular – e as escolas técnicas de agroecologia estão aí pra multiplicar o conhecimento para além do uso sistemático e indiscriminado de transgênicos e afins.

    • Ciro Lauschner disse:

      Amandita:
      Em meus anos com agricultura comercial não consegui tornar viável nada que não utilizasse adubação química, defensivos agricolas e tecnologia possivel.
      A agricultura organica é apenas um nicho de mercado no segmento hortigranjeiros e em pequena escala, perto dos centros de consumo. Em escala comercial ela ainda é inviável economicamente.
      Quanto aos trangênicos posso lhe afiançar que voce está consumindo seu pãozinho diário com trigo transgenico da Argentina, Canadá ou EUA e não estavas sabendo.
      E os defensivos agrícolas são mais utilizados na batatinha, (até 7 aplicações) tomates (3 ou mais aplicações) e são indispensáveis para se obter produção comercial. Sabemos que estamos atendendo interesses de grupos estrangeiros, mas não temos alternativas.
      Em tempo: Sou bem informado a respeito do meu ramo e procuro adquirir sempre mais conhecimentos, sem idéias preconcebidas e sigo aberto a qualquer novidade.

  6. Vagner disse:

    Sim, praticamos pecuária extensiva, mas será que nas margens das rodovias somente existem campesinos sem terra? Ou a maior parte é de cidadãos urbanos, que em troca de cestas básicas, resolvem não trabalhar? Sakamoto, por favor, estude a situação de diversos assentamentos e veja o que aconteceu com os lotes doados, faça um estudo sobre de quem é a posse, sobre a produtividade, não precisa ir longe, fique somente no estado de S.Paulo.

  7. alvaro disse:

    concordo com o sakamoto quando diz que esse tipo de discussão está sendo muito centralizado nas mãos de ex-comunistas/socialistas, o que torna a questão, no mínimo, tendenciosa. A questão da diminuião da área de reserva legal interessa muito aos produtores rurais, porém, acelera de forma monstruosa a destruição de áreas outrora protegidas, o que a médio/longo prazo trará uma irreparável degradação da natureza. Falta de equilíbrio na defesa de iteresses diversos.

  8. Elias Jabbour disse:

    Caro Sakamoto, sua propaganda ideólógica não contempla qual a contradição entre o fato de Aldo Rebelo ser um “líder ruralista” com as convicções marxistas dele? Me explica, socialismo é a pulverização da pequena produção ou a socialização do que há de mais avançado em matéria de produção. Defender a grande produção agropecuária é uma coisa e defender o latifúndio é outra. Me diz: vc. já viu Aldo ir defender o latifúndio? Defender a agricultura poderosa do Brasil contra a concorrência internacional é contra princípios socialistas? Onde vc. leu isso?

    O problema é que Aldo está indo contra interesses poderosos entre eles as ONG`s estrangeiras que demandam a volta do Brasil para a Idade de Pedra. E defender a volta do Brasil à Idade da Pedra como vc. defende tem alguma coisa a ver com idéias marxistas? Onde vc. quer chegar com tanta superficialidade? Onde quer chegar com tanta irresponsabilidade utilizando um espaço privilegiado para ir de encontro a interesses vis contra o progresso do Brasil. Por que não faz um post falando contra a existência de hidrovias nos Estados Unidos? Com certeza, vai contra os interesses de seus patrões.

    Por fim, aquele convite anterior a um debate aberto ao público feito por mim continua de pé. Vc vai aceitar ou vai continuar agindo de forma desonesta?

    • José Roberto Cabrera disse:

      Caro Elias, o fato do Aldo ter uma história ligada ao marxismo não quer dizer que suas ações reflitam isso. O marxismo não é só desenvolvimento de forças produtivas. É luta de classes. Quando se fala da poderosa agricultura brasileira de quem estamos falando? Dos Maggi, da Cutrale et caterva. São eles que representam os interesses nacionais ou os brasileiros excluídos que se amontoam nas grandes cidades expulsos dessa agricultura sem agricultor?
      A oposição que você faz entre os interesses nacionais e a ação das ONG’s estrangeiras é de um maniqueísmo que não tem nada de dialético e que vai na contramão do internacionalismo marxista. Ou será que as mineradoras estrangeiras, as mutinacionais do agronegócio serão elas aliadas dos interesses nacionais e que buscam nossa soberania. Se for isso, confesso não entendo mais nada.

  9. José Henrique disse:

    Bom vamos lá, primeiramente é muito facil uma pessoa que nunca semeou nada em sua vida e esta acostumada a chegar nos grandes supermercados e consumir alimentos sem nem ter ideia de onde vem ou com são produzidos, sentar na frente de um computador e vir analisar números de PIB e crescimento tentando tirar a importancia que o agronegocio proporciona. Primeiramente, o crescimento de 9% na produtividade se deve, na verdade pelas condições climáticas favoravéis este ano contra uma condição de seca verificada no ano passado, não está relacionada diretamente com emprego de melhores tecnologias. E o aumento de somente 5,1% de participação no PIB, não reflete nessesariamente um grande desenvolvimento da industria, mas sim a desvalorização das maiores comodites comercializadas no país, na minha região, comercializávamos a soja em media a R$ 45,00 reais ano passado e este ano está em R$ 34,00, quase 25% a menos isto se tratando do principal produto agricola de exportação do pais, quedas que tambem ocorreram com o milho, trigo e açucar e alcool (proveniente da cana). Com esse dados não concordo com a relação feita pelo autor do texto acima.

  10. Rafael Lima disse:

    Caro Sakamoto,

    Seu conhecimento das práticas rurais e dos cuidados necessários para se produzir qualquer coisa nesse Brasil é próximo ao zero. Não que todo seu argumento esteja errado. Pelo contrário, está muito certo em dizer que não precisamos desmatar mais para produzir mais. O que é um arrazoado bastante corrento. Fez bem em dizer que existe um custo em preparar a terra para qualquer plantío, custo esse que é bastante representativo.

    Agora, o senhor se perde quando culpa os bois e a área da pecuária extensiva para justificar a necessidade de reforma agrária. Um grande absurdo. Especialmente, neste país em que não há qualquer incentivo ao produtor (grande ou pequeno), o que aumenta o módulo rural, e a capacidade de se obter um RETORNO mínimo com atividades primárias.

    Ou seja, realizar a reforma agrária hoje, com os incentivos atuais a atividade primária, irá de fato empobrecer o já tão afetado setor primário da economia, sem dizer que irá forçar os mesmos pobres sem terra a abandonarem suas terras por não terem capacidade de produzir e obter sustento por meio delas.

    Ou seja, o buraco é mais embaixo. Sem dizer que a cria, recria e engorda de bovinos é sim uma parte fundamental de nossa economia e sustento de um número enorme de cidades. E mais, parte do desmatamento ocorre para o cultivo de soja e arroz, pois matas virgens no Norte de Mato Grosso e sul do Pará tem um regime pluviometrico garantido e possibilidade de se corrigir o solo, e portanto tem uma capacidade de produção potencial muito grande. Ou seja, protegendo a grande amazônia (que vem do acre, mato grosso, rondonia, tocantins, para, ate roraima e amapa), nós estamos proibindo que o nosso cinturao agricula (localizado em uma faixa muito determinada no sul dessa area) se desenvolva.

    Será que um dia vou ver vc fazer pesquisa e apresentar as coisas de uma maneira correta? Foi-se o tempo que a FFLCH exigia pesquisa antes de se escrever ne? Agora é só meter o pau em tudo que não seja cool…

    Estuda!

    • Rafael Melo disse:

      Se vc deseja q o Sakamoto ou qq pessoa q vá d encontro ao desmatamento estude para defender o seu pensamento, vc está bem mal representado. Afinal, defender a expansão d terras para cultivo com o argumento d q a Amazônia é extensa, num país q tem o quinto território em tamanho no mundo, é no mínimo um absurdo tão gde qto aqueles q vc acusou existir no texto do Sakamoto. Não q ele necessite d defesa, e nem q ele seja perfeito, afinal, já discordei várias vezes das posturas e textos postados aqui, mas dessa vez, ele não falou nenhuma sandice. E, ao contrário do defendido por vc, ele demonstra q redução d área cultivada não significa redução d produção, d acordo com a pesquisa da Folha q ele mencionou. O q pode ser perfeitamente aplicado na pecuária, uma vez q aqu, no Brasil, pratica-se majoritariamente a modalidade extensiva, q requer áreas gdes p/ a acomodação dos bois em pastos intermináveis. Um procedimento arcaico, visto q hj já existe, e há mto tpo, a pecuária intensiva, q embora seja + cara, não demanda esse absurdo d terras e acaba se pagando com o tpo, liberando terras p/ outros fins, inclusive, a própria agricultura. No entanto, essa necessidade d extensões cada vez maiores p/ a pecuária, num país como o Brasil, é usado, como o texto fala, p/ outras finalidades, como grilagem, atuação d posseiros, políticos mal intencionados e afins tomem conta d espaços q não são deles. É justamente isso q precisa ser evitado, e q a política do liberar a qq custo é, no mínimo, temerária.
      É óbvio q existe, tb, o outro lado, o do governo, q protege áreas supostamente d proteção ambiental, mas com intenções bem distantes d proteção. Precisa-se evitar, a td custo, o latifúndio, mas tb o latifúndio governamental. Logo, nem tto o mar, nem tto a terra, assim como o governo não é santo, a bancada ruralista dentro dele, q defende exatamente mtos dos criminosos rurais espalhados por aí, tb não podem ter vez, tampouco defensores.

    • Ciro Lauschner disse:

      Rafael Lima:
      Concordo plenamente com teus pontos de vista.Não incluir a Amazonia na produção nacional só atende interesses dos nossos concorrentes internacionais e não os nossos.Prefiro acreditar no inocente útil que é aquele que pensa estar ajudando a humanidade e na verdade é só um joguete na mão dos mais inteligentes, que precisam dele para atingir objetivos, em vez do mal intencionado que visa lucros pessoais com suas idéias, porque o desconhecimento sôbre êsses assunto é gritante, mas isso não impede que um monte de gente emita uma opinião ideologizada da questão em vez de técnica e muitas vezes considerando idiota quem não compartilha de sua imbecilidade.

  11. Lúcio disse:

    O código florestal atual é completamente absurdo pois Estados do sul e sudeste foram desmatados há mais de 1 século e agora querem criminalizar os agricultores atuais? Isso é ridículo.
    Quem ganha com isso são advogados e ambientalistas que enchem seus bolsos com as multas absurdas.
    Antes de falar mal de um produtor rural não se esqueça de não falar de boca cheia.
    Essas áreas de preservação são na realidade um confisco.
    Para preservar os donos de propriedades devem e merecem receber por isso ao invés de serem penalizados. Na constituição fica bem claro o direito à propriedade no artigo 5º.

  12. Gilberto Rodrigues disse:

    Sakamoto, acho que você precisa dar uma palestra para esse pessoal. Sou produtor rural e tenho várias discordâncias com o Sakamoto, mas a verdade é que o cara pesquisa e muito. Já vi suas pesquisas de cadeias produtivas e as investigações de grilagem de terras, os estudos sobre produtividade no campo e são impressionantes.

    Sabe a verdade, Sakamoto? É que tem muito produtor que acaba tomando na cabeça por conta do que fala uns Zé Ruelas que dizem nos representar no Congresso. Há gente moderna deste lado também. Sei que você acredita, caso contrário não daria palestras para produtores. Mas é cada uma que a gente vê nessa política partidária, viu?

  13. Antonio Marcos disse:

    Prezado Sakamoto, o que li foi que há um aumento nas áreas de Reserva legal, saindo de 20% do bioma cerrado para 35%, alem disso li tambem que será bloqueado todos os processos em tramite para supressão vegetal por um periodo de 5 anos, onde as empresas e produtores que já estão projetados e prontos para executar seus projetos de ampliação e de inicio produtivo ficariam seriamente comprometidos com tal imposição, não consegui enchergar a coerência com o que li em sua matéria.

  14. Mário disse:

    o que esperar de Aldo e seu bando? a politica virou profissão, virou negócio de interesse de alguns (…) e não interesse do povo, da maioria. o PIB cresce em projeção geométrica, isso é bom para o país, para o marketing brasileiro e coisas mais, mas crescer a qq custo, não pode, enriquecer a qq custo menos ainda. a palavra de ordem é o equilibrio sustentável, o que se vê, principalmente no norte e nordeste do nosso Brasil é a geração de lucro, ou se preferir, a politica de quem ganha mais… e lucro é vicio, e lucro é crime (entenda lucro desordenado) lucro não é humano…porém estabelecer uma lei no país que regule o ambiente e ter a certeza que ninguém irá cumpri-la…eh! Brasil, até quando?

  15. François disse:

    Caro Sakamoto,

    Já escrevi aqui que considero seu blog um dos melhores que já vi. É necessário “meter o dedo na ferida”, literalmente, para provocar mudanças. Porém (e sempre tem um porém), lembro de um argumento levantado na coluna “Opinião” da versão on-line d’O Estado de São Paulo:

    “O Incra tem um estoque de 690 imóveis rurais, totalizando 1,5 milhão de hectares, o suficiente para assentar 50 mil das 90 mil famílias à espera de lotes no País – e, ainda assim, as desapropriações prosseguem.
    O Incra não nega os números, mas o seu presidente, Rolf Hackbart, diz que “não se pode chamar isso de estoque”. Segundo ele, citado em matéria do repórter Roldão Arruda, publicada ontem no Estado, os assentamentos não se consumaram ou porque não saíram as decisões judiciais sobre as desapropriações, ou porque os valores das indenizações foram contestados, ou porque a distribuição dos lotes depende de autorização dos órgãos ambientais dos Estados, ou, enfim, porque não foram liberadas as verbas orçamentárias para a implantação dos assentamentos”. (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100428/not_imp543931,0.php)

    Traduzindo: já existem locais para assentar mais da metade das famílias que, como você diz, estão na beira da estrada acampadas e esperando. Sem necessidade de desmatar novas áreas. Porém, por razões diversas, elencadas pelo presidente do Instituto, ainda não estão aptos a receberem novos assentamentos. Dentre as razões, aguardo de autorizações ambientais e verbas orçamentárias.
    Diante disso, pergunto: quem são os maiores interessados em resolver logo esse imbroglio? Os beneficiados, esta a resposta óbvia.
    Ora, os interessados são, em sua maioria, ignorantes e marginais, nas definições etimológicas das palavras: ignoram seus direitos e a existência desse contingente de terras já desapropriadas e, com isso, estão à margem da sociedade (vejam, não estou demonizando nem taxando ninguém de criminoso, apenas usando os termos corretos e mais duros para descrever a situação dessas pessoas). Portanto, cabe àqueles mais esclarecidos, dentre eles, lutar pela rápida regularização dessas terras.
    Em outras palavras: cabe aos líderes dos movimentos sociais cobrar a pronta resolução desses conflitos e sua transformação em assentamentos. Ao menos, das terras em que a desapropriação já se consumou e faltam apenas autorizações ou recursos, pois isso não depende de decisão judicial transitada em julgado.
    E aí, vem a minha indignação com algumas atitudes desses líderes, que continuam a manter na ignorância e na marginalidade essas pessoas, ao invés de lutarem de forma mais efetiva pelos direitos delas, pressionando nos lugares e as pessoas certas para que os lotes saiam do “estoque” e se prestem à sua utilidade social.
    A primeira é a invasão. Não gosto de violência, de tipo algum. Invasão é ato terrorista, uso arbitrário das próprias razões. Se existem terras disponíveis (insuficientes, é verdade, mas que já reduziriam em mais de 50% as famílias que hoje aguardam por uma vida digna, o que não é pouco), por que ao invés de pressionar pela sua viabilização antes de qualquer outra atitude tendente a resolver de fato o problema, se opta pela invasão? Não dá pra entender uma coisa dessas.
    A segunda é a falta de transparência. A CNA diz uma coisa, o INCRA outra, as ONG’s uma terceira e o Governo, uma quarta. Com grandes possibilidades de nenhuma delas ser a verdade. Afinal, quanto de terras disponíveis existem? Onde estão localizadas? Como estão os processos de transformação em assentamentos? Etc, etc, etc. E enquanto isso, tudo continua na mesma: proprietários se armando de um lado e repelindo na base da bala e do jagunço quem pula a cerca, e ativistas intensificando a pulada de cerca do outro. Quem ganha com isso? Não sei, mas sei quem perde.
    A terceira é a ganância. E ela existe de todos os lados: ruralistas, ambientalistas, movimentos sociais e governo. A corrupção está no DNA do ser humano. Não vejo posições conciliatórias. Vejo radicalistas de um e de outro lado, cada um querendo o pedaço maior do bolo.
    Falei de tudo isso para poder voltar ao assunto do post, que é o projeto de alteração do Código Florestal e o aumento da fronteira agrícola na base do desmatamento. O Ciro está certo quando diz que muito do aumento da produtividade com redução da área semeada se dá com a utilização de sementes transgênicas e aplicação de defensivos. Só não sei se ele está certo quando diz que você é contra isso (ao menos em relação à parte dos transgênicos, quanto aos defensivos já sei que você é). Outra forma é a utilização de tecnologia nas lavouras. Essa tecnologia custa caro e reduz empregos. Daí ser necessário linhas de financiamento. São os dois lados da moeda.
    Concluindo meu livro, acho que dessa vez você andou mal em algumas análises. Primeiro, porque lança mão de uma teoria da conspiração associando o relatório do deputado com a divulgação do PIB. Segundo, porque justifica uma possibilidade (aumento de produtividade com decréscimo de área cultivada) ignorando as formas com as quais essa possibilidade será alcançada. Terceiro, porque generaliza demais, colocando todo produtor rural no mesmo balaio, ignorando que existe sim gente decente no meio rural.
    Concluindo meu livro, segunda parte, você mandou bem quando diz que o novo Código Florestal será um retrocesso. Se com as restrições existentes hoje, se prova que é possível bater recorde sobre recorde de produção, vale a pena perseguir aumentos ainda maiores arrebentando a preservação (lembrando que muito do que existe não é cumprido)?
    Last, but not least, e esse monte de terra que o Incra tem guardado hein????

  16. Rodrigo de Azevedo Rezende disse:

    Sakamoto, voce almoçou hoje?
    Agradeça a um fazendeiro…

    Rodrigo Rezende

    • Maria Justina disse:

      Rodrigo, você almoçou hoje?
      Agradeça a um pequeno agricultor familiar e não a um fazendeiro.

      Maria Justina

    • Brasileiro disse:

      Maria Justina,

      De onde vc tirou essas idéias?

      Por acaso, os médios e grandes proprietários ficam em suas fazendas fazendo oq?

      Na sua cabeça, ficam escravizando as pessoas, destruindo a mata e produzindo nada!

      Pelo amor de Deus! Para desconstruir seu raciocínio, basta dizer que isso seria obviamente anti-econômico.

      Cada uma….

    • Claudio Andrade disse:

      Agradeça por quê? Por acaso me deu algo de graça? Não vai eu trabalhar não pra ver se vc me dá um prato de comida!!!

      Se é pra agradecer, agradeça você por sua Hilux….

    • Gerci Monteiro de Freitas disse:

      A Maria Justina e o Rodrigo estão puchando a sardinha cada um para o seu lado. É obvio que os alimentos não vêm só de fazendeiros ou só de pequenos agricultores, eles vêm de todos os produtores brasileiros, pois somos uma não alimentada por todos.

    • Social-democrata (de verdade) disse:

      Daqui a pouco não haverá almoço para ninguém.
      Agradeceremos a aldo Rabelo?

  17. Roberto disse:

    Lamentável, Sakamoto. Dos seus comentários, deduz-se que você é ignorante ou mal intencionado. Faz umas correlações sem qualquer nexo. Mistura grilagem, com produção. Todo mundo que constrói nas cidades é criminoso só porque um loteador eventualmente pode ser se apropriado indevidamente de uma área urbana? O Plano Safra libera financiamento para plantar. Dinheiro que é pago depois da colheita. Não é como ong que pega dinheiro a fundo perdido para servir interesses escusos. Agradeça o produtor rural brasileiro que põe na sua mesa a comida mais barata do mundo. Se vai para o exterior buscar tudo que é porcaria mais em conta do que aqui. Mas não se vê ninugém falando que vai viajar para os Estados Unidos ou para o Paraguai para contrabandear uma picanha ou arroz. Olhai para os rios, córregos e riachos que cortam a tua cidade Sakamoto. Vá para o campo e veja como o meio ambiente é conservado. Como sujeito urbano preocupado com o meio ambiente, resolva eles.

    • JVerde disse:

      Roberto, agradeça ao boia fria brasileiro a comida mais barata do mundo.

    • Gerci Monteiro de Freitas disse:

      É verdade Jverde, o que ganham os bóia fria no Brasil é uma vergonha. A mão-de-obra no campo é muito barata, são as conseqüências de um país subdesenvolvido.

    • venda a mãe! disse:

      JVerde, depois do seu comentário, acho que argumentar mais ficou supérfluo. Muito boa tirada!
      só pra constar, Roberto… quanto de rio vai sobrar pra ver se os ruralistas continuarem se apropriando de tudo, sem ter que prestar contas pra ninguém?
      O Abraço!

  18. Caio disse:

    Gostaria que este artigo, inicialmente, revelá-se o parâmetro técnico que instituiu a regulamentação normativa para os 30 metros de preservação das margens dos rios.

    Cabe esclarecimento histórico que as margens de preservação permanente eram de apenas 5 metros e estes dogmas (pouco técnicos de discussão) foram alterados entre 30 e 15 metros, por diversas vezes, no decorrer da história, causando diversos problemas de ordem econômica e ocupacional.

    Gostaria que o nobre cientista político não se utilizasse da regra estratégica de argumentos pegagógicos (pouco científicos e que simplificam um tema extremamente complexo), embasados por dados estatísticos que justifiquem interesses pseudo-ecológicos, para atender a grupos de interesse da direita ecológica, em detrimento da regularização da ocupação ordenada do solo que realmente interessa à ampla maioria da população, fundamentalmente a de baixa renda.

  19. Albino Mantelli disse:

    No Brasil, muitas decisões são tomadas sem embasamento técnico/científico, dentro de salas com ar condicionado, através de buro/tecnocratas, sem conhecer a realidade do campo. Há uma absurda e lesiva interferência de ONGs, com interêsses escusos, em assuntos prioritários para o desenvolvimento sócio/econômico/ambiental. Muitos idealistas, por desconhecimento maior e/ou ingenuidade se deixam convencer por estas ONGs,as deveriam se preocuplar e batalhar pela recuperação da natureza destruída, em seus países de origem.

  20. Rosana Fernandes disse:

    Caro Sakamoto, são coerentes os argumentos empregados.
    enquanto o dinheiro falar mais alto que a vida, os despreparados continuarão a realizar atrocidades. O Código Florestal necessitaria de pequenas mudanças, entretando, o mais importante é que ele deveria ser cumprido.
    A grande maioria das pessoas se esquecem que a vida silvestre luta como nunca para se manter e cada dia desmatamos mais. Aí, o pessoal fica desesperado quando os animais invadem os condomínios de alto padrâo, as estradas, pois os animais degradam as propriedades, pois eles não possuem o espaço necessário para sobreviver…
    Enquanto ninguém pensar que as áreas naturais preservadas ainda são pequenas ( a despeito da criação de reservas todos os anos ), e que devemos adotar o desenvolvimento sustentável em todas as áreas do conhecimento, muitas pessoas apoiarão quaisquer medidas visando apenas o lucro…
    Depois reclamam das mudanças climáticas, aumento de doenças, degradação ambiental, desertificação, blá, blá. Acho interessante que poucas pessoas associam a conservação da vida silvestre com a qualidade de vida humana.
    Aldo agride demais o meio ambiente.
    Ps.: Não atuo em ONGs… Não me agridam muito, ok…

  21. Afranio disse:

    O problema de intelectuais como o Sakamoto é que são muito bons em criticar, mas NUNCA efetivamente trabalharam. A seguinte frase resume sua ignorância em relação a questões da agropecuária :”Adotamos uma pecuária extensiva que garante aos bois espaço para se espreguiçar enquanto milhares de famílias acampam na beiras das estradas esperando terra para produzir alimentos”. A ideologia atrapalha a ciência. Desafio esse tipo de intelectual a tentar manter uma fazendo produzindo e lucrando, cumprindo todas as normas trabalhistas, ambientais e fiscais. Não adianta ter uma lei bonita no papel, mas impraticável, distante da realidade, como é o Código Ambiental.

  22. andre sorio disse:

    Não se produzem mais alimentos no mundo porque não há mercado. Sempre este fato é esquecido nos discursos. O produtor não irá produzir mais carne, graõs, hortícolas, leite, etc, se o preço não for compensador.
    Outro fato importante sempre esquecido é que não são necessárias tantas pessoas na área rural quanto foi necessário no passado. A população rural não para de diminuir e a produção de alimentos não para de aumentar.
    A reforma do código florestal é mais do que necessária. O atual é antigo, retrógrado e impossível de ser cumprido.

  23. CAETANO disse:

    Tem muita gente que percebe que seu futuro Politico esta ameaçado, pois, a cada dia que o povo Brasileiro começa rever seu verdadeiro papel com eleitor. Desprovido de qualquer senso, e a falta de conhecimento real, alguns politico, começam a dar outras prioridades que aparecem no cenário nacional. O Código Florestal, deve ser discutido com a sociedade, com a classe estudantil, operária, empresarial, e produtores, em fim com sociedade civil organizada. “BRASIL”.

  24. Aline disse:

    Nossa…antes de tudo, por favor, pensem no respeito…todos temos o direito de pensar o que quisermos e impor idéias eh no minimo desrespeito ao outros e à cosntruçao de um conceito democratico
    Penso que eh mto interessante serem as mesmas empresas que produzem remédios, produzirem agrotóxicos…
    Penso que antes de existirem fertilizantes e adubos químicos…por acaso ninguem comia?
    Penso que a questao de serem ONGs estrangeiras ou não, eh apenas gnt tentando arranjar argumento…o planeta eh de todos e o que fazemos localmente tem impacto global
    Penso que desenvolvimento soh pode existir um: SUSTENTAVEL e em sustentabilidade estou flando de ambiente, pessoas e economia (pq nao existe a sustentabilidade de um ou de outro, ela sao os tres de forma equilibrada!)
    E apenas pergunto…se come dinheiro? pq qdo os solos estiverem esgotados de componentes quimicos e as florestas desmatadas pela busca de mais solo…como sera? ou os ruralistas acham q isso nunca acontecera?
    Gostaria mto de participar de um debate sobre isso! Gostaria de saber como estao os pensamentos por ai e conversar sobre o q seria melhor…pq existem sim, mtas soluções sustentaveis!!

  25. Francisco Boni Neto disse:

    A ONGs internacionais são orgãos reptilianos do comunismo imperarialista internacional (alienígenas) disfarçado de capitalismo americano. Eles querem escravizar o Brasil e escravizar nossa produção!

    Se vocês comeram hoje, por favor, chorem, pois um fazendeiro foi estuprado para produzir tudo que vocês comem. Chorem.

  26. francisco disse:

    o autor do texto e um alienado em agro negocio! nunca deve ter entrado numa fazenda, e fica falando uma asneira maior que a outra!
    SACAMOTO VOCE NAO SABE NADA DE AGRONEGOCIO!
    DESCORDO COM TUDO QUE VC FALA

  27. Raimundo disse:

    Caro Sakamoto

    Concordo com você, mas faço apenas uma resalva o processo da estrutura fundiária brasileira ainda é muito fraca culpa exclusiva das políticas públicas incipientes. Um exemplo crasso é com a falta de alimentos em uma cidade como Belém, pois não há assentamento e nem políticas para a produção de culturas baseado na agricultura familiar.

  28. Ramón Dell'Armelina Rocha disse:

    Como manter-se em destaque? Adote um discurso “ambientalista”. Como assim? Distorça todos os fatos a respeito do tema, e, principalmente, passe a idéia de que o que é feito pelos brasileiros é errado, e os estrangeiros são exemplo. Faça como o ótimo exemplo da Holanda, pátria do Greenpeace. Veja qual a política ambiental deles… Reserva legal? Só se for nos diques, rsrsrs.

    Acima de tudo, passe a idéia de que o campo é o maior(senão o único) culpado por problemas ambientais. Finja que seu modo de vida nas grandes cidades é algo normal.
    Enfim, seja “alternativo” na conversa e no visual, mas continue usufruindo dos prazeres da vida moderna.
    Mas se quiser fazer algo coerente com seu discurso, alugue uma caverna e viva da caça, da pesca, e da coleta de frutos.

    “Cientista político”. Olha, considero uma grande ofensa aos cientistas políticos terem um colega que escreve tão mal sobre assuntos tão sérios.

    • Abulafia disse:

      É…! As pessoas não saber argumentar sem xingar e ofender. Basta ler muitos dos comentários dos leitores desse artigo, o qual, aliás, foi muito bem escrito e com argumentos muito bons.

      E o que poderia ser um espaço de debates vira um local de patrulamento ideológico, onde as pessoas são rotuladas como esquerdistas, reacionários, et

      Quem faz um blog hoje não deve mesmo ficar lendo as DMs.

  29. Vicente disse:

    Caramba, acho que nada então poderá ser resolvido: nos gabinetes ninguém sabe de agricultura; os da agricultura são santos e demônios; a sociedade civil, através de suas ong’s são indesejáveis; e por aqui, salvaguardadas as raras exceções, só se julga e define, então ninguém está em condições de discutir!

  30. Caio 2 disse:

    Comentários de alto nível. Conheci o blog agora, muito bom!

    Não conheço a fundo os problemas na área, mas criminalizar os fazendeiros como se fossem os vilões é simplesmente errado e ingrato!

    Agora, deve existir controle do estado para garantir a preservação ambiental onde necessário. O produtor também necessita do meio ambiente.

  31. Gilmar Bueno disse:

    Boa noite Sakamoto

    Aprecio muito seu estilo e suas visões do Brasil e do mundo. sou proprietário de dois jornais no interior de São Paulo e gostaria de reproduzir seus artigos. Seria possível?

    Qualquer coisa favor entrar em contato.

    Grato

    Abraço

    Gilmar

  32. Tom disse:

    Se o código florestal não for reformulado vcs não vão mais poder tomar café,comer maçãs, uvas e arroz.Pois esse código impede que os agricultores plantem esse produtos pela razão que as propriedades estarem em locais de morros e várzeas. Aí então teremos duas alternativas:Não consumir mais esses produtos, ou importá-los de algum país, que bela escolha.Portanto,sejam mais inteligentes e caiam na realidade.Proteção do meio-ambiente sim, mas sem o extremismo xiita ambientalista onde não se pode produzir nada.

  33. Vanessa disse:

    Parabéns pela divulgação, pois é de extrema necessidade que essa tentativa da bancada ruralista seja contestada pelo máximo de pessoas.
    Esse projeto de lei, o 5367-09, além de REVOGAR o Código Florestal e diminuir tanto a proteção ao que resta de nossa vegetação nativa, REVOGA toda a base da legislação ambiental brasileira, incluindo-se a Política Nacional de Meio Ambiente. E no lugar ele propõe um texto de pouco mais que 50 páginas, sem repor com o mínimo de cuidado o que existe na legislação vigente. Eu tive a oportunidade de estudar o projeto de lei inteiro, e a forte impressão que fica é que, em termos ambientais, o Brasil viraria terra de ninguém no caso da aprovação da lei. Portanto, não se trata de ambientalismo extremista como muitos dizem, e sim de bom senso para saber que com tudo devastado há alterações climáticas e diminuição na disponibilidade hídrica que influirão também nas queridas plantações dos latifundiários gananciosos. As pessoas estão tão cegas em busca do tão sonhado desenvolvimento que esquecem que este deve ser feito de maneira sustentável. É um verdadeiro tiro no pé!

  34. Luigi disse:

    O Brasil tem a maior fronteira agrícola sem subsídios do mundo. Em 10 anos seremos o maior produtor de alimento do mundo. Se formos pegar os livros de economia dos anos 70 todos apostavam maciçamente na industrialização. A História nunca é exata e hoje quem tem recursos naturais e fronteira agrícola tem o maior potencial econômico. Por isso essas ONGs estrangeiras vem para cá dar pitaco. O interesse delas não é defender os recursos naturais brasileiros e sim apropriar-se deles, como estão fazendo (vide censo de proprietários estrangeiros na Amazônia, Pantanal e Chapada Diamantina). Nos EUA e França a agricultura é toda desenvolvida com subsídios governamentais e não há política ambiental.
    Nós temos uma política ambiental calcada na industrialização dos anos 70, precisávamos mesmo de uma reforma pois o conceito de sustentabilidade ganha força. A alternativa de criminalizar nunca deu certo, a política está no incentivo a produção de uma maneira responsável.
    As políticas de reflorestamento de algumas ONGs chegam a ser piadas de mal gosto, ao invés de plantar plantas nativas plantam eucalipto e espécies de pinus. Esse é uma alternativa que causa impacto ambiental mais negativo do que deixar que a natureza se recupere.

  35. Francisco Boni Neto disse:

    Sabendo das limitações do estudo da Embrapa, citado na parte 1 desta matéria, vamos agora a uma análise mais cuidadosa do resultado.

    O estudo apresenta o resultado sempre por BIOMA e por Unidade da Federação, o que é muito importante e nos permitirá utilizar os dados do próprio estudo na análise. Mas a conclusão e o discurso político se apropriaram do resultado para o Brasil, que é mais adequado para justificar o discurso.

    De acordo com dados do próprio estudo, 85% das UCs e TIs do Brasil estão na Amazônia. O estudo considerou para todo restante da Amazônia 80% de Reserva Legal. Mesmo considerando as limitações do estudo (como não ter considerado a redução da reserva legal de 80% para 50% nas áreas abertas onde existe Zoneamento Ambiental), o valor final da área disponível para produção agropecuária sem nenhum entrave ambiental vai ficar entre os 7% apontados pelo estudo e 14%, considerando os possíveis ajustes.

    “O Pantanal também merece uma análise específica”

    Mas nós realmente queremos mais do que isso disponível na Amazônia sem limitação ambiental? A Amazônia deve mesmo ser ocupada sem que existam regras que garantam a sustentabilidade e a produção condizente com a preservação ambiental?

    Creio que a necessidade de preservação da Amazônia já está bem entendida pela sociedade. O Brasil já fez uma escolha por um modelo de desenvolvimento da Amazônia que seja compatível com a manutenção da floresta. Atualmente existe pouca resistência ao reconhecimento da importância e do valor da biodiversidade e da floresta.

    Voltando à análise do restante do Brasil, utilizando os dados do estudo, a área da Amazônia ocupa 49,3% da área do Brasil. Se na Amazônia sobram 7% da área para serem ocupados com agropecuária, quando tratamos todo o Brasil o valor é fortemente afetado pelo resultado da Amazônia.

    O Pantanal também merece uma análise específica. Foi publicado um mapeamento recente, mostrando que praticamente 80% do Pantanal estão preservados. O conceito de preservado inclui o uso tradicional das áreas de vegetação nativa como pastagem, algo que integrou os interesses dos pecuaristas e ecologistas da região. O atual problema do Pantanal está no assoreamento das áreas de planície causado pelo desmatamento da vegetação nas APPs nas cabeceiras dos rios da Bacia do Pantanal, localizadas áreas de Cerrado e Amazônia. ( Estudo aponta maior impacto de desmatamento na parte alta da Bacia do Alto Paraguai ).

    “Surge o falso argumento de que não existem mais áreas livres para a agropecuária”

    O estudo apresenta que a Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa possuem, respectivamente, 68%, 61%, 58% e 65% de suas áreas disponíveis para agropecuária sem limitação ambiental. Por esses números é possível derrubar o impacto inicial do número apresentado para todo Brasil, derrubando o discurso superficial.

    Mesmo com as limitações já apresentadas, vamos também analisar o que significam 30% do território Brasileiro disponíveis sem nenhuma limitação ambiental. Esse valor equivale a 2.455.350 km². Existe hoje, segundo censo agropecuário do IBGE de 2006, 598.466km² de áreas agrícolas. Existem, adicionalmente, 1.587.539 km² de áreas de pastagens. Dessa soma surge o falso argumento de que não existem mais áreas livres para a agropecuária.

    Devemos lembrar que nesses 1.587.539 km² de pastagem existem um total, ainda de acordo com o censo agropecuário do IBGE de 2006, de 171.613.337 bovinos. Isso significa uma média de 1,08 cabeças por hectare. Com técnicas simples de manejo é possível aumentar a ocupação das pastagens para algo até 3 ou 4 cabeças por hectare. Um aumento para 1,9 cabeças por Hectare já significa manter a mesma produção atual de gado e liberar mais 590.000km² para áreas agrícolas. Com melhor manejo das pastagens é possível dobrar a área agrícola do país sem qualquer novo desmatamento.

    Quanto ao restante do Brasil, diferentemente da interpretação que o discurso da bancada ruralista tenta defender, não são áreas improdutivas. A legislação tem abertura para a produção em reservas legais para pequenos proprietários, que são os grandes responsáveis pela segurança alimentar no Brasil. As Florestas Nacionais permitem o manejo florestal sustentável e as áreas protegidas são essenciais para conservação da biodiversidade, do clima, da água e da qualidade do ar, que são considerados cada dia mais importantes e mais valorizados, inclusive internacionalmente.

    “Existe uma área de 1.000.000km² de vegetação natural sem proteção”

    Em resumo, o estudo possui problemas e limitações que estão explicitados na própria metodologia. O estudo não é ruim! Ruim é o discurso político que foi dado na interpretação dos resultados, ignorando suas limitações. Existem outros estudos, como o do Gerd Sparovek, da ESALQ que se contrapõe aos números apresentados no estudo da EMBRAPA e mostram uma situação oposta, onde existe uma área de 1.000.000km² de vegetação natural sem qualquer tipo de proteção e 600.000km² de pastagens em áreas propícias para agricultura.

    Independente de qual estudo está mais correto, o discurso político e as propostas de mudança do código florestal estão longe de se basear no conhecimento científico. O foco principal parece ser garantir a ANISTIA aos proprietários que desmataram mais do que a lei permite e diminuir as restrições atuais.

  36. adelar mujol disse:

    so sabe a realidade quem a vive vai na minha propiedade que vc vai ver q agricultor nao bandido eu morro na cidade aqui sim a gente e bandido cade os 20 % de reserva e so tijolo fora o lixo q produzimos etc……

  37. jota campo grande disse:

    mais uma vez digoesse ruaralistas são uma praga,muito pelo contrario esses famigerado destroi mais do que produz.

  38. Renato disse:

    Civilizações perdidas

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    Desmatamento revela civilizações perdidas na Amazônia

    Posted: 03 May 2010 01:29 AM PDT

    Centenas de monumentos geométricos [foto] criados por civilizações perdidas jazem enterrados na Amazônia, concluiu uma equipe de arqueólogos conduzida por Martti Parssinen, Denise Schaan e Alceu Ranzi do Instituto Iberoamericano de Finlândia, e das Universidades Federais do Pará e do Acre.

    Os resultados foram publicados na revista arqueológica Antiquity, da Universidade de York, Inglaterra.

    Os arqueólogos encontraram os vestígios de mais de 200 dessas construções em forma de círculos e quadrados perfeitos. As construções estavam conectadas por estradas retas que remontam provavelmente ao ano 1283 a. C.

    Essa civilização teria ocupado uma área de mais de 230 kms de diâmetro incluindo partes do Estado de Amazonas e da Bolívia.

    As estruturas com canais e muros podem ser estudadas também com o Google Earth graças ao trabalho de desmatamento da pecuária local. As estruturas arquitetônicas visavam a defensa e cultos cerimoniais e foram reveladas na Fazenda Colorada durante a ampliação dos pastos para o gado.

    Denise Schaan da Universidade Federal do Pará acrescentou que “é claro que a área estava densamente povoada por povos sedentários na véspera da chegada dos europeus”.

    Os especialistas calculam que a dimensão das obras exigiria uma população de ao menos 60.000 pessoas.

    Porém, ocultados pela mata existiriam vestígios ainda não detectados por volta de dez vezes mais extensos.

    As escavações trouxeram a lume provas de uma habitação permanente, cerâmicas domésticas, fragmentos de carvão e trabalhos em pedra.

    Segundo o diário de Londres “The Daily Mail”, as descobertas põem seriamente em dúvida os estudos que supunham que a mata amazônica só pode suportar pequenas aldeias transitórias, como as que se encontram ainda em certas tribos extremamente decadentes, como pretendem certos ecologistas e comuno-tribalistas.

  39. Francisco Boni Neto disse:

    É interessante que a bancada ruralista e quem defende as alterações do Dep. Aldo Rebelo NÃO TEM NENHUM (ZERO) ARGUMENTO CIENTÍFICO.

    Somente falácias, predominantemente na forma de apelo à emoção. E constantes falatórios fecais misturando uma paranóia absurda (de fazer inveja à qualquer teórico da conspiração ou paciente psiquiátrico) de que ONGs internacionais estão querendo impedir o avanço do Brasil.

    Quando na realidade, vários cientistas BRASILEIROS apoiam a maior parte do código florestal Brasileiro. O cerne do debate emerge um cenário comum, que já vimos no debate sobre o aquecimento global: são não-cientistas contra cientistas, negando o aquecimento global.

    São analfabetos funcionais negando o imenso embasamento científico daqueles que estudam a fundo o pano de fundo ecológico e biológico do país.

    • FDA disse:

      Francisco Boni Neto
      Concordo com vc em alguns pontos, entre os quais quando vc releva o problema da “bancada ruralista” é que ela NÃO TEM NENHUM (ZERO) ARGUMENTO CIENTÍFICO”!

      “Somente falácias, predominantemente na forma de apelo à emoção”!

      Uma pena que vc esqueceu de incluir no seu comentário do Elias Jabbour, comentarista politiqueiro,idéologo inescrupuloso, falacioso é uma lastima no argumentario! Tai algo de feito….

      Onde ja se viu afirmar que as “ ONG`s estrangeiras que demandam a volta do Brasil para a Idade de Pedra. E defender a volta do Brasil à Idade da Pedra”!!!!

      Ora, ora, pretensão e água benta só muita fê sinão não funciona!

    • Luigi disse:

      Também não há respaldo científico o aquecimento global causado exclusivamente pro ações predatórias a natureza. O aquecimento, segundo os cientistas, é um fenômeno natural irreversível, podendo o homem acelerar pontualmente ou não.
      A emissão de gases e metais pesados na natureza ninguém mais fala, essas ONGs não combatem as multinacionais dos países deles. A bancada industrialista e do capital sempre fez uma lavagem cerebral ambientalista, sendo que eles são os maiores predadores.

  40. Sakamoto, só questiono uma observação sua: a crítica que o gado brasileiro é ” solto no pasto”. Questiono porque o modelo oposto é do confinamento, que produziu entre outras aberrações o mal da vaca louca, pois gado confinado não se alimenta de sua comida natural (capim) e sim ração industrializada. Isso já ocorre na avicultura: hoje em dia não se come mais carne de “frango” e sim de “pinto inchado por hormônios”. No mais, o PC do B devia mudar seu nome para P da BB: Partido da Burguesia Brasileira – este nacional-desenvolvimentismo do PC do B e do Aldo é completamente antimarxista! Lembra-me a degradação ideológica do MR8 em 1982, que também caiu no nacionalismo burguês desvairado.