Jornada menor e taxação de fortunas. Radicais? Uma pinóia!
Alguém me explique, por favor, eu imploro, por que a taxação de grandes fortunas e a redução da jornada de trabalho estão sendo consideradas ações radicais? Aliás, radical na opinião de quem? Dos trabalhadores e da imensa maioria da população que se beneficiaria com essas medidas?
Primeiro, a Organização Internacional do Trabalho divulgou, recentemente, um estudo mostrando que a redução do teto da jornada para 40 horas semanais, como defendem as centrais sindicais, beneficiaria um contingente de 18,7 milhões de trabalhadores brasileiros.
Enquanto isso, ao fundo, feito um tragédia grega, o coro das carpideiras do mercado canta: “Radicalismo! Radicalismo! Radicalismo! Esse povo quer destruir os fundamentos da democracia brasileira com seus anseios de ficar mais com a família, descansar, investir em formação pessoal! Vão trabalhar, seus vagabundos! Só o trabalho liberta! Radicalismo!”
Segundo, há estudos que apontam que o PIB brasileiro comportaria um aumento até maior do salário mínimo, desde que houvesse uma real distribuição de renda, de direitos e de justiça. Ou seja, redução da desigualdade. Alguns perderiam para muitos ganharem. Da cobrança de altos impostos sobre grandes fortunas até a taxação de heranças seguindo um modelo americano ou europeu, passando pelo aumento no imposto de renda de quem ganha bastante. Se alguns pagarem mais imposto, a maioria pode pagar menos, considerando que, hoje, proporcionalmente, os muito ricos não pagam tanto imposto quanto os mais pobres.
Enquanto isso, ao fundo, feito um tragédia grega, o coro das carpideiras do mercado canta “Radicalismo! Radicalismo! Radicalismo! Cobrar dos que têm mais para desonerar os que têm menos? Isso só é bonito nos filmes de Robin Hood. Na vida real, é comunismo! Qual o próximo passo? Tomar nossa casa e vender nossos filhos como escravos? Que culpa eu tenho de ser rico? Radicalismo!”
O então senador Fernando Henrique Cardoso, antes de pedir que esquecessem o que ele escreveu, defendeu a taxação de grandes fortunas no Congresso Nacional. Luiz Inácio Lula da Silva, antes de se tornar o queridão do mercado, também defendia a redução na jornada de trabalho. O poder muda as pessoas, é fato. O pior é ter que ouvir dos próprios que eles não mudaram, apenas ganharam uma consciência ampliada a partir do cargo em que ocupam/ocuparam.
Pior, ainda mais, é que talvez isso seja, de fato, verdade. E que nenhum dos dois principais partidos políticos hoje no país, que se dizem progressistas, tenha coragem de escancarar propostas como essas em seus programas de governo. Dando, com seu silêncio, anuência ao coro das carpideiras.

Perfeito, Sakamoto!
Não se preocupe, Sakamoto. Tudo vai ser como vocês querem. A Dilma já venceu e o seu programa de governo (que ela só rubricou, não assinou!) vai ser implantado na íntegra. E o Lula vai fazer mais de 400 deputados. Já viu a verba para obras de 2010? Somada à dos anos anteriores, que ele segurou propositalmente, isso dá mais de 80 bilhões de reais. Equivale a uns 200 milhões de reais de verba eleitoral por deputado que ele vai eleger. A oposição está à míngua. Com o controle do Congresso, os petralhas podem aprovar o que quiserem.
Outro dia tive um mau pressentimento. Pensei: o Lula, quando foi eleito, fez um acordo com a esquerda do PT e com os “movimentos sociais”. Se o deixassem governar em paz, o próximo governo seria deles. Por isso aceitou o nome da Dilma. Ela será a capitã deste imenso retrocesso que vitimizará o Brasil. Ela é a besta do apocalipse!
Distribuição de renda e taxação de fortunas são medidas muito boas…mas para quem não tem renda nem fortuna! Se fosse para tirar do seu bolso, Sakamoto, você seria contra.
Ou seja, vc é do partido do “cada um na sua”… Vc tem o seu, o resto do país que se ferre! Legal isso,qual seu próximo passo? Vir falar em Deus? HIPÓCRITA!
[...] This post was mentioned on Twitter by Márcio Leal and others. Márcio Leal said: RT @blogdosakamoto Jornada de trabalho menor e taxação de fortunas. Medidas radicais uma pinóia! http://is.gd/dqBD5 #ondavermelha [...]
Enquanto isso, vamos trabalhando 10 horas por dia pra pagar a prestação do Celtinha no final do mês…
Enquanto a classe média, no Brasil, for contra a cobrança de impostos progressivos sobre renda e patrimônio, só lhe restará pagar a conta na tributação sobre o consumo, ônus que só não é maior que o da parcela mais pobre da população.
A classe média pode até ser contra, mas não é ela quem vai pagar impostos progressivamente maiores. Estamos falando d fortunas, d gdes patrimônios, d gente q detém gdes somas em dinheiro e bens e q pagam menos imposto d renda q esta msm classe média, proporcionalmente falando. A classe menos favorecida não é alvo d imposto d renda, e assim continuará sendo, o q é necessário é fazer com q aqueles q ganham e lucram mais paguem mais impostos do q os com renda menor, sendo classe média ou baixa, pois quase 50% d toda a renda nacional está concentrada nas mãos d apenas cerca de 10% da população, o q se perpetua com o modelo tributário vigente no país.
Já sobre a redução da jornada, não vejo como alguém possa ser contra uma medida q abriria novas oportunidades d trabalho e traria qualidade d vida àqueles q já estão empregados, mas q mtas vezes assumem rotinas diárias d 10, 12 horas d labuta, suprindo o déficit d funcionários q impera em quase tdas as empresas do país (incluindo a esfera pública), e recebendo horas extras remuneradas, qdo muito, pela metade do q a lei exige.
44 horas semanais, num país em q se paga tão mal, porém q se exige cada vez + d quem está empregado ou quer entrar no mercado, e no qual se faz tto terrorismo sobre a continuidade ou não num emprego, é um fardo, um absurdo, um anacronismo. Num modelo familiar atual, em q pais e mães trabalham p/ sustentar a casa e os filhos, qdo se pode existir tempo para se estar reunidos, e fazer o papel mais básico de pais? 40 horas, pelos salários pagos, ainda são muitas horas, mas pelo menos liberaria dois dias d folga para essas pessoas q trabalham tto.
Vergonhoso, e ultrajante, é ter q ouvir q quem defende algo desse tipo é vagabundo, sobretudo qdo mtos daqueles q são contra, os nossos políticos, trabalham três dias por semana, ganham salários muitas vezes maior que o mínimo vigente no país, e se aposentam com oito anos d trabalho apenas. Quer uma discrepância e um contra-senso maiores que esses?
É fato Rudy… o salário de um trabalhador está sujeito de 7,5% a 27,5% de imposto de renda, entretanto a distribuição de lucros e dividendos de um sócio-empresário está ISENTA do mesmo tributo.
Muito bem escrito, gostei do refrão.
O problema é que o coro das carpideiras, travestido de sei-lá-o-que, convence as massas que votam nesses caras.
Excelente! Já é hora, aliás já está passando da hora de brigarmos por isto.
Olá,
Você já viu a nova edição da revista página22?
http://pagina22.com.br/index.php/category/revista/43/
Está muito interessante!!
abs!
Bom texto.
Acredito que ao invés de se taxar fortunas aqueles que as detém deveriam pagar mais para usufruir dos serviços públicos. Desta maneira, ao invés da grana ir para Brasilia e outras esferas de poder ela seria inserida diretamente na atividade na qual o serviço foi prestado.
Um bom exemplo é o sistema universitario europeu. O pagamento é feito por “cotas sociais” ou seja, a partir dos dados socio-economicos dos estudantes se paga desde 0 (recebe bolsa) até o equivalente a 6.000 reais/ano (sistema italiano).
E isto serve para toda uma gama de atividades (transp. publico, hospitais etc..). O cidadão mais rico ajuda no custeio da maquna publica que o cidadao mais pobre tbm utiliza.
A taxação de empresas no brasil já muito pesada…talvez fosse mais interessante por exemplo um aumento na taxação das remessas feitas para o exterior…ou seja tentar segurar o dinheiro das multinacionais e empresas estrangeiras aqui..para que sejam reinvestidos e gerem mais renda aqui, e nao cobrir o rombo de um analista fdp que investiu mal e tem q cobrir os ganhos dos acionistas na noruega. Tirou, pagou!
Com relação a redução de jornada, acho q isto é impossivel. Nos paises de primeiro mundo a jornada é menor e a contribuição para a aposentadoria, em anos, bem reduzida.
Porém isto só é possivel pq todo o terceiro mundo gera invariavelmente renda para as empresas desses paises, fazendo com que as politicas sociais acabem sendo muito generosas.
Um engenheiro italiano trabalha 6hrs por dia e recebe muito mais que um brasileiro alem de ter q contribuir menos ao longo da vida.
A questão é que no fim o eng. brasileiro “paga” para o italiano nao trabalhar. (cito a italia pois ja vivi e trabalhei lá). Um exemplo é a fiat..que tem a sua filial mais lucrativa no brasil e a italiana é a unica fabrica que desliga para TODOS, invarialvemente TODOS os funcionarios sairem de férias em agosto!
Oq quero dizer é q antes da redução de jornada, temos que aumentar o nível de educação, produtividade e riqueza do país para que isso seja feito. E para isso infelizmente temos que ralar mais.
Já tiramos muita gente da miseria nos ultimos 15 anos..mas ainda temos que ralar muito para ter alta produtividade, qualiade de prestação de serviço e etc… com menos hrs de trabalho.
Olá! Caros Comentaristas!
O que está me preocupando é falta de opção à direita!
Com a ficha limpa, conhecida lei 135/2010, inconstitucional e ilegal, desconsiderando a Constituição Federal e seu artigo 16º. Procurando os diversos órgãos agir com arbitrariedade. Verdadeira truculência goela abaixo da legalidade.
Deixo uma pergunta no ar aos comentaristas do blog do Sakamoto!
Corremos o risco da implantação de um viés sindicalista-comunista, com apoio JUDICIAL, na base da CANETADA, com ar de socialismo ao invés de uma constante evolução social de respeito e boa gerência dos princípios capitalistas?
Gerência e governança que tem a ver com o TEMA apropriadamente abordado pelo SAKAMOTO.
Por curiosidade e base para minha questão: Insiro dos comentários para REFLEXÃO.
Acredito que: O MPF e o STJ deveriam utilizar LEIS que valem para esse propósito. A ficha limpa conhecida como lei 135/2010, está PROIBIDA de ser utilizada pelo artº 16º da Constituição Federal. Significa dizer que sua utilização será NULA ou ANULADA. Estranho que pessoas tão competentes DESCONSIDEREM a CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL e firam princípios consagrados inclusive na Carta da ONU. Só por curiosidade: O princípio da irretroatividade das leis é tão antigo como a própria civilização. Alguns: Platão, Cícero, Maquiavel, Imperador Teodósio, do ano 400. Ainda, CF dos EUA de 1787, artº 1º, Secção 5º, O congresso não poderá editar nenhuma lei com efeito retroativo, e, estados artº 1º Secção 10. Em França de 1795 artº 14º Lei alguma criminal nem civil, pode ter efeito retroativo, Noruega 1814 artº 97 da CF, Brasil CF 1946 artº 141 & 3º e CF/88 5º XXXV, XXXVI, XXXVII e XXXVIII, a) b) c) d) e XL. A ficha limpa é EXPECTATIVA, DIREITO NÃO É! Fere a ESPERANÇA!
e,
Declaração Universal dos Direitos do Homem adotada a 10 de dezembro de 1948 pela Assembléia Geral da Organização da ONU. Arº 2º Nenhuma distinção, ademais, SE ADMITE, fundada em estatuto político, jurídico..do país..Artº 8º Toda pessoa tem direito ao RECURSO EFETIVO perante as JURISDIÇÕES nacionais competentes, CONTRA OS ATOS atentatórios dos DIREITOS FUNDAMENTAIS que lhe são RECONHECIDOS pela Constituição e pelas leis. Votar e ser VOTADO. Artº 11º 1. Toda pessoa, acusada da prática de um ato delituoso, PRESUME-SE INOCENTE..até..a Conclusão do devido processo legal, público.2. Ninguém pode ser condenado por atos, ou omissões, que, no momento em que foram cometidos, não constituíam delito..Por igual, não é permitido atribuir-lhe nenhuma PENA maior que lhe seria aplicável na ocasião em que o ato delituoso foi praticado. A MORAL fornece o CRITÉRIO para a apreciação de nossos interesses, enquanto o DIREITO marca os LIMITES dentro dos quais nossos interesses se realizam. Ver artº 16º CF/88.
Difícil conquistar autonomia e distribuição de riqueza se a base legal é frágil, elaborada equivocadamente. Pergunto: Sem legislação convincente e legítima: Como construir uma sociedade mais justa? seja de que viés ideológico for, quando a própria sociedade desrespeita sua Carta Maior por critérios morais ao invés de utilizar os critérios LEGAIS?
Obrigado e Tchau!!!
Sou a favor do imposto de renda progressivo, do bolsa fámilia, da redução da jornada de trabalho e das maiorias dos mecanismos de distribuição renda. Aliás, sou muito a favor da distribuição de renda como um todo.
Porém esse imposto sobre “grandes” fortunas, do modo que está sendo proposto, eu sou contra.
O primeiro erro é na definição de grande fortuna. Para mim deveria ser algo praticamente impóssivel de se acumular em apenas uma vida através de meios lícitos. Os dois milhões de reais propostos certamente não são. Eu não patrimônio, minha fámilia também não, mas sou jovem e pretendo poupar bastante meu dinheiro… e se tudo der certo daqui a uns 30 anos eu me vejo com um patrimônio desses (talvez até mais) conseguido através de muito trabalho. Imagine então se essa definição de dois milhoes não for devidamente corrigida ao longo do tempo.
O segundo é a aliquota. Mesmo numa grande fortuna de verdade o 5% (aliquota máxima) da prosposta é muito brutal.
Sim, seria bom que a taxação de grandes fortunas e a redução da jornada fossem discutidas a sério, e o PT não tem coragem sequer de colocar essas duas propostas abertamente, por medo de perder votos da classe média.
Mas as duas propostas que realmente suscitaram a gritaria foram as que facilitavam invasões de terra e as que permitiam controle da imprensa. É aí que está o problema todo. E essas duas coisas têm que ser completamente repudiadas mesmo.
A vida boa de um europeu depende da vida fudida de um sul-americano…
coisas que dão certo, saúde de graça? não é a toa.
agora, a questão maior está no legislativo que ainda não tem vergonha em aumentar o próprio salário como vimos na véspera da copa…
“Tiens, tiens, tiens”….
É uma expressão francesa para dizer que algo se passa de maneira estranha!
E de fato, ao ler a afirmação do Abulafia:
“Dilma (..) será a capitã deste imenso retrocesso que vitimizará o Brasil. Ela é a besta do apocalipse”
Disse-me: que estranho!
Enfin, as frases: “quando digo que não há nada a fazer (..)”, “a famosa “vontade política”, “não me atribua essa importância que, de fato, eu não possuo. Nem projeto político”, “estou mais para algoz…rs”
Faz sentido! Abulafia, tem uma outra expressão francesa que diz: “ce n’est pas au vieux singe que tu vas apprendre à faire la grimace” (Não é a velho macaco que vc vai ensina a fazer careta)!
Até a prova do contrario:“zôon logikon kaï politikon’ dizia Aritoteles..
Na boa, Abdulafia! Não é vergonhoso ser pro-Serra, muito pelo contrário, é uma força para a Nação Brasileira!
Lembra da frase de Voltaire : « Je ne suis pas d’accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu’au bout pour que vous puissiez le dire » (Discordo com vc, mas lutarei até o fim para que vc possa se expressar livremente) continua de pé, viu!
Uma eleição se ganha nas urnas, caro Abulafia!
Abraços!
Einstein sagte: Zwei Dinge sind unendlich: Das Universum und die Menschliche Dummheit. Aber bei dem Universum bin ich mir noch nicht ganz sicher!
Prefiro o bom e velho anônimo: “Falar até papagaio fala”…
Tanta resiliência, tanta ironia nos comentarios acima, que faltou espaço pra falar o que pensam…
Bom, reduzir jornada de trabalho mediante gestão responsável, qualquer que seja o setor, é ação bem-vinda se feita de forma correta, e intenção correta!!!
Isso permitiria mais vida
Bom, reduzir jornada de trabalho mediante gestão responsável, qualquer que seja o setor, é ação bem-vinda se feita de forma correta, e intenção correta!!!
Isso permitiria mais vida EM FAMÍLIA para quem trabalha, menos “correria” (como dizem os “manos” em SP, para justificar ora sua “falta de tempo” ou falta de respeito, mesmo, pelo alheio).
Mas que medida delicada, haja vista ao sindicalismo espertalhão!!!
Sobre taxar fortunas… Ah senhor blogueiro, por favor, vai tirar um soneca!!!
O senhor poderia ter feito ao menos uma meia dúzia de cálculos grosseiros para mostrar a ordem de grandeza do “perdem poucos, ganham muitos”.
Se esse governo ao qual o senhor defende (e o do FHC, anteriores, tb) trabalhassem em prol do povo como um todo – sem distinção de classes – a carga tributária era menor há muito tempo.
Essa postura keynesiana é a mesma que vem afundando economias grandes, como Inglaterra, França, Alemanha e tio Sam.
Que se corte impostos e obrigações “sociais”, pois assim se dá condição a estimular produção, geração de trabalho, demanda por qualificação, crescimento dos setores educacional e produtivo.
Caso contrário, vira tudo um oba-oba e, some-se um Estado patronal e keynesiano, ha ha ha, corrida para virar parasita!!!
Pelo amor de Deus, agora ralar, estudar, trabalhar e colher os frutos do esforço é coisa para ser punida com MAIS IMPOSTO?
Vai trabalhar que vc muda de idéia!!!
Santo Sakamoto!
Mas uma vez se fazendo de garoto maroto inocente!
Tão inocente que se interroga a razão pela qual “a taxação de grandes fortunas” e “redução da jornada de trabalho” são consideradas medidas “radicais”!
Ora, ora Sakamoto, os dois temas tem uma história sociopolítica europeia!
Foi a França que criou o “imposto sobre as grandes fortunas” em 1982.
Estava no programa politico socialista de Mitterrand. Causou um pânico geral na população rica francesa, alguns se exilaram com medo do fantasma comunista mas depois voltaram! Outros se resignaram!
Na França, esse imposto é um imposto progressivo. Ele diz respeito a pessoa física e não a pessoa moral!
Porem, acho que um e outro estão imbricados. Visto que trata-se de um imposto de solidariedade socioeconômica!
O imposto é prelevado em função do valor do patrimônio da pessoa física que seria muito complexo a debater aqui! O objetivo principal deste imposto seria de reduzir as desigualdades no pais Republicano. Desigualdades nocivas ao princípio de igualdade constitucional. Tinha também como objetivo a redistribuir a riqueza do pais!
O Tribunal Europeu dos direitos humanos foi ativado. Porem jugou favorável a iniciativa de Mitterrand!
Mas en 1987, Chirac (Direita) decidiu de abolir o imposto sobre as grandes fortunas francesa! Nem conto o resultato atual das coisa…
Quanto a “redução da jornada de trabalho”, foi Miterrand que lançou o 39h en 1982. Em 2000, a França passou ao 35H. Já evoquei em um comentário anterior meu ponto de vista sobre a questão. Na França conheci o 39, e trabalho 35.
No Brasil é 44. Quando existe um projeto de pesquisa científica de colaboração entre os dois países é um terror!
Como pesquisador posso testemunhar: é terrível suportar a cadência e as condições de trabalho no Brasil!
Desafio qualquer trabalhador acadêmico ou outro trabalhador a me demonstrar se ele trabalha realmente 44 horas!
A jornada normal de trabalho é de 44 horas! Se vc acrescenta que não é contabilizado o tempo de transporte, que não ha limite semanal, mensal ou anual para execução das taxas extras, para a flexibilização do trabalho (trabalho de campo, ensino, reuniões, conferencias, simpósios, relatórios, negociações, etc.) sem falar das condições de trabalho do ensino no Brasil.
Resumindo: o trabalhador brasileiro vive para o trabalho! Trabalha-se no trabalho, trabalha-se em casa, trabalha-se mesmo no domingo!!!
“Radicalismo! Radicalismo! Radicalismo!” Manda aqueles que gritam essa slogan meterem a mão na massa, vc vai ver o resultado.
Sakamoto, mas você não sabia que quando alguém assume o poder, marcianos o abduzem e colocam outra pessoa no lugar?
Sakamoto, belo textom, como sempre você defende suas idéias com brilhantismo!
Concordo com a redução da jornada de trabalho, concordo aumento dos impostos sobre a renda de que ganha mais, até concordo com uma taxação sobre heranças, só não concordo muito com a taxação de fortunas já constituidas, o patrimônio formado. Se você tem um patrimônio e especula em cima dele, com certeza você tem de pagar sobre isso.
Eu não consideraria radicalismo, diria apenas que se trata de diferença de opiniões e se quisermos um país melhor inevitavelmente teremos de fazer mudanças significativas nas estruturas de nossa sociedade e você sabe que para conseguirmos essas mudanças, teremos muito debate pela frente.
Quer dizer que não posso me esforçar, trabalhar arduamente para que meu filho tenha seu futuro garantido, já que o país não oferece nenhuma segurança.Deixo-lhe uma herança e o governo toma grande parte para suprir as contas bancárias dos ‘honestos’ políticos!E uma pequena parte, vai para os descompromissados com o trabalho!Não é radicalismo, nem um pouco…
Susan, a sua responsabilidade para com seu é na formação da pessoa, no carater e na orientação profissional. Um pai e uma mãe são responsáveis na formação cidadãos decentes e de boa índole. Em momento algum eu mencionei que se taxasse pequenas fortunas, concordo é com a taxação de grandes fortunas que mesmo que se pague uma taxa ainda sobrará muita herança.
radical mesmo é tanta gente nesse mundo vivendo apenas para trabalhar, enquanto isso só crescem as fortunas dos detentores das grandes fortunas…. já passou da hora de termos esse imposto no Brasil também.
acompanho esse blog há algum tempo, um pouco de esperança nesse mundo vão!!parabéns pelo seu trabalho sério!
Quer dizer que se você estuda, se forma, trabalha e se torna o melhor na sua profissão, ganhando MUITO BEM, qual o presente que você ganha?
Adivinhou!! Mais impostos para sustentar os vagabundos que viviam no bar enquanto você ralava.
O imposto prevê taxação a partir de R$ 2 milhões. Não sei quem pode achar 2 mi “grande fortuna”, é o preço de apenas um bom apto. em SP. Se esse apto. for comprado em 60 prestações, o dono da “grande fortuna” pagará mais imposto que prestação. Ridículo!
Ou, se você tem a “fortuna”, vai pagar sobre o mesmo bem, IPTU, IPVA,… e mais o imposto da inveja!!! Mais ridículo!!!
Essa proposta não passa de (1) bobagem, (2) demagogia e (3) comunismo e deve ser devidamente espinafrada, como já feito (http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/7/5/imposto-sobre-grandes-fortunas/?searchterm=imposto fortunas França).
Vocês conhecem a piada?
Dois pedreiros estavam trabalhando em uma rua. Um era comunista e o outro, capitalista. Nesse instante, passa uma Ferrari dirigida por um cara bonito e bem acompanhado.
O pedreiro capitalista pensa: “Vou trabalhar duro e ficar rico como ele”
O comunista pensa: “Vou trabalhar duro e deixar ele pobre como eu”
…e o pedreiro de verdade pensa eu JÁ trabalho duro e NUNCA vou comprar nem um mille 0 Km…
IGF: Mitos ou realidades?
Marcos, li o link que vc sugere no seu comentário!
Existes alguns mitos e realidades na abordagem!
Primeiro, seria um mito governamental e jornalistico, para não dizer, um desrespeito com o contribuinte brasileiro, de achar que o que é divulgado pela imprensa “do denominado 3.º Plano Nacional de Direitos Humanos” parece um “amontoado de ideias em que predominam platitudes e bizarrices, reproduzindo velhos discursos marcados pelo radicalismo hiperbólico”!
A prova é o post do Sakamoto! Apesar da retorica um pouco “naïve”, intencional e irônica, o post tem um conteúdo informativo honesto, longe da “platitude” ou “bizarrice”!
Na verdade, o autor demonstra que sabe do que esta falando e defende suas ideias com muita convicção!
Segundo, a reação dos leitores/comentaristas do blog é honesta e sincera que estão muito longe da platitude e da bizarrice!
Por exemplo, a afirmação do Abulafia é perfeitamente coerente: “distribuição de renda e taxação de fortunas são medidas muito boas”!
O leitor/comentarista tem razão: o “objetivo Estratégico II” (afirmação dos princípios da dignidade humana e da equidade como fundamentos do processo de desenvolvimento), que é parte da “Diretriz 5″ (valorização da pessoa humana como sujeito central do processo de desenvolvimento), que, enfim, se inclui no “Eixo Orientador II” (desenvolvimento e direitos humanos), vão no sentido desta afirmação!
A questão que coloca Abulafia é perfeitamente JUSTA e LEGITIMA: “para quem não tem renda nem fortuna! Se fosse para tirar do seu bolso, Sakamoto, você seria contra”?
Resposta que só o autor poderá julgar se o leitor/comentarista é digno de um direito de resposta, sabendo que o principio de respeito pela dignidade humana é um principio que defende a priori o autor!
A reação da leitora/comentarista Susan é também JUSTA e Legitima!
Resumindo: se o governo brasileiro acha que pode seguir um plano norteado em decisões arbitrárias, ele se conduz como um déspota!
As propostas de lei que impõem uma contrariedade devem mostrar que elas são legítimas e não manobras politiqueiras.
De fato, na França, o “Imposto sobre Grandes Fortunas foi concebido na França”.
O que não diz o post do Everardo Maciel, é que ele fazia parte de um programa do governo socialista submetido ao sufrágio universal!
Como Mitterrand ganhou as eleições presidências de 1981, ele tinha por obrigação política, moral e ética de colocar em prática o IGF. Sinão o povo vai as ruas! Na França o povo cobra as promessas eleitorais.
E para acabar, relevo a questão de saber se o IGF seria uma curiosidade du mundo politico francês?
Penso que não. Se o plano politica fosse uma curiosidade francesa a Espanha não teria adotado seu “El Impuesto el Patrimonio”!
Maurício, talvez ele tenha nascido para isso mesmo, ser pedreiro, enquanto outros estudam, ralam e SE DESENVOLVEM, por iniciativa e esforço próprios, em algo mais sofisticado e valioso que um pedreiro!
A vida é assim.
Marcos, a profissão de pedreiro é uma profissão nobre tanto quanto a sua, ou você acho que só porque tem diploma e anel de doutor, isso o torna mais nobre que um pedreiro?
Como disse o Maurício, o erro no Brasil é o pedreiro trabalhar duro e não ter o devido reconhecimento pelo seu trabalho não podendo comprar nem um mile zero. O erro no Brasil é uma pessoa achar que é melhor que as outras só porque apenas porque tem uma condição social acima.
A nossa diferença para com os americanos e europeus é justamente a falta de solidariedade dos brasileiros. Nesses paises além de pagarem mais impostos que nós e terem sua herença taxada, eles ainda doam, em vida, muito dinheiro para instituições filantrópicas como fundações destinadas ao ensino e pesquisa.
É por isso que ainda somos terceiro-mundistas e a continuar por pensamentos de gente como você, creio que permaneceremos por um bom tempo na fila dos pobres no cenário mundial. Caso você não saiba é através da distribuição de renda que uma nação prospera e seu povo pode exigir de seus governandtes que todos tenham iguais condições.
2milhões um “bom apartamento”? Se ele for comprado em 60 vezes, vai ter juros, com certeza… mesmo que não tivesse, seriam aproximadamente 33 mil por mês… se fossem em 6000 prestações, talvez o “pedreiro comunista vagabundo” pudesse comprar (333 reais a prestação)…
Te enxerga! Enquanto o cara que ganha 600 reais por mês paga 20% de impostos, vc paga 33 mil num apartamento? Ou vc é alienado, o cínico!
Caro Ciro Lauschner,
Se Einstein disse que existe duas coisas que são infinitas: o universo e a idiotice humana, tenho certeza absoluta que em que diz respeito a segunda, ele tinha na linha de mira vc!
A vc de provar o contrário!
Ou vc é incapaz de perceber que os leitores/comentaristas comunicam em uma língua comum: o português do Brasil! Ou estas querendo aparecer, mostrar tua superioridade linguística!
Se for o caso, estas perdendo teu tempo! A mim vc não impressiona: na França o alemão é ensinado na escola maternal!
Herr FDA,
Ich muss sagen, dass ich ganz einbedrückt bin.
Aber das meinst nichts, wenn Ihr Deutsch sprechen kannst… oder nicht!!!
Na França não se ensina Alemão na escola maternal, mas na Holanda, Bélgica, Suíça e países nórdicos sim.
Acho que o Ciro quis dizer que a imbecilidade (ou esperteza) do blogueiro atingiu novo patamar, quando este advoga redução de jornada de trabalho e penalização de fortunas ou heranças…
O leitor Felipe colocou muito bem e com simplicidade a asneira comunóide-castrista do sr. “prof. Dr.” dono do blog.
Que tal uma pseudo-campanha: sr. blogueiro, o que o senhor diria se o Estado cobrasse menos impostos, permitindo aos cidadãos melhor decidirem o que fazer com o fruto do seu trabalho?
Mas será que dá ibope?
Cara, sobrevive um mês com 500 reais, sendo xingado pelo chefe, trabalhando 10 horas por dia e depois critique as idéias “comunistas”…
Pra quem gosta de jargão, aí vai um:
“Pimenta no dos outros é refresco”…
Há um ditado alemão que diz: Quem fala demais dá bom dia a cavalos!
Radical é a sua ignorância!!
A taxação de grandes fortunas expropria $ de pessoas com bastante e passa pro governo. Nesse processo há corrupção, burocracia e ineficiência pública que diminuem o valor em, no mínimo, uns 50%. A pessoa de quem se tira esse $ não o terá para poupar, consumir, empregar pessoas no seu negócio, aumentar o salário dos seus funcionários ou aumentar o capital. Enquanto isso, esse $ chega ao governo que nos dá excelentes serviços públicos, distribui o $ igualmente entre os funcionários públicos e políticos, empresários e dá uma esmola para famílias pobres.
A grande prova de que o salário mínimo é prejudicial é que muitas pessoas recebem acima do salário mínimo. Será que é porque os seus patröes são bobos? NÃO! Isso é concorrência! Que o Estado tanto apóia com seus monopólios e benefícios a empresários próximos (né Eike Batista?).
Bote na sua cabeça Sakamoto, o Estado do Bem Estar Social é uma exploração do homem, injusto e ineficaz.
E vá estudar Economia.
O ignorante aqui é vc!
“A pessoa de quem se tira esse $ não o terá para poupar, consumir, empregar pessoas no seu negócio, aumentar o salário dos seus funcionários ou aumentar o capital.”
Me diga, quem faz isso hoje em dia?
Claro, não pagam o salário mínimo… pagam uma quantia absurdamente infima a mais, pra calarem suas consciencias… eu não recebia um salário, recebia 610… só 100 reais a mais que o salário mínimo…
Volta pra Terra, seu infeliz!
O PROBLEMA DO BRASIL È FALTA DE INFORMAÇÃO!!! Mas como disse um professor, e que o seu avô dizia para ele “O brasileiro se pudesse estaria andando de tanga ainda!!!” A juventude usa a internet para quê? MSN!!! O MAL DO BRASIL É O BRASILEIRO!!! Quando nós TODOS mudarmos, o BRASIL mudará!!! A começar pelo governo!!! Onde trabalham de seguunda à quarta!!!
O que me deixa abismado é a similaridade de comentários com os discursos-peido, treinado e decorado todos os dias, que ouço de vez enquando aqui no sul por parte da associação de jovens empresários e afins, só se ouve sectárismo, preconceito, arrogãncia e desrespeito pelo conhecimento alheio, como se aquele bando de jovens imberbes mal saídos da idade das fraldas fossem os detentores do conhecimento universal. Utilizam-se da osmose da pior maneira possível para adquirir conhecimento, e só o que aprendem, é botar areia no trilho dos outros.
O que vcs ainda não enxergaram é que esse sistema utilizado atualmente pela humanidade, monetário ou seja baseado em dinheiro, está ultrapassado, foi criado quando os recursos eram escassos, hoje vivemos numa falsa escassez. Vejam bem pessoas morrem de fome, não pela falta de alimento, ou vcs acham que não podemos produzir comida suficiente, mas sim da falta do dinheiro para adquiri-lo. Pesquisem e descubram porque esse sistema funciona assim e as alternativas que temos para revolucionar a maneira em que vivemos.
Escambo?
[...] do aborto, a revisão da lei da anistia e a proposta de taxação das grandes fortunas. Cabe perguntar: num país ainda com enorme desigualdade social, é tão absurdo fazer com que os mais ricos paguem [...]
Devido ao nivel tecnológico em que vivemos, poderiamos gerar abundancia a todos seres humanos, mas continuamos a pensar somente no elemento que hoje movimenta a cadeia produtiva, o dinheiro. Apesar de ser o unico elemento do qual realmente não precisamos, veja assim: Existe certa necessidade de um bem, seja ele alimento, vestuario, equipamento, não importa, atualmente se não houver dinheiro para que alguem o compre, ele não é produzido, apesar de que os recursos, os processos e o trabalho para produzi-lo continuam disponiveis. O Sistema Monetário foi criado num momento de escassez, em que era preciso regular a demanda pela falta dos bens e produtos. Hoje vivemos uma falsa escassez, pois sem ela os bens e produtos hoje abundantes não teriam valor, ou vcs já não houviram falar em produtores que jogaram produtos fora, ou então tombaram a terra plantada e pronta pra colher simplesmente porque o produto estava com valor muito baixo. Hoje temos a alternativa de viver numa economia baseada em recursos. PESQUISE, INFORME-SE, E TIRE SUAS PROPRIAS CONCLUSÕES.
A questão não é só reduzir a jornada de trabalho. É reduzir a carga trabalhista que assola os microempresários! No Brasil se paga um salário ao trabalhador e outro ao governo. Diminuir pura e simplesmente a jornada de trabalho para 7h diárias é oportunismo político. Se isso acontecer no Brasil, nos moldes em que estão as leis trabalhistas, haverá dois caminhos: ou o patrão aumenta os preços de seus produtos para se manter competitivo, gerando inflação, ou demite funcionários e cobra mais produtividade dos restantes para continuar no mercado. Esses dados que comprovam que geraria mais emprego, com certeza não tem aplicabilidade aqui.
Como assim os mais ricos não pagam mais impostos proporcionalmente aos mais pobres?? Pagam mais proporcionalmente e desproporcionalmente. Quem ganha menos de 1400 reais fica livre de IR. Quem tem carro com mais de 20 anos não paga IPVA. Quem é pobre não tem comércio, portanto não paga ICMS, ISS, IOF e outros “is” por aí. Pobre não paga imposto. Os ricos sim, pagam impostos, que sustentam os pobres desse país. É claro que os milionários sentem menos os impostos. Daí a dizer que eles pagam menos impostos é uma ladainha sem tamanho.
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[...] os anseios da população e dos movimentos sociais, Plínio defende com unhas e dentes a redução da jornada de trabalho [...]