Blog do Sakamoto

O brasileiro fala a verdade sobre si mesmo?

Esta semana, abordado na rua, respondi a uma pesquisa de opinião. Ao final, quando a entrevistadora questionou minha profissão, não gostou do que ouviu, fechou a cara, depois a prancheta, agradeceu amarelamente e escafedeu-se. Eu sei, dei mancada, devia ter dito antes quem eu era. Raramente jornalistas podem ser ouvidos nessas pesquisas. Sendo honesto, não sei bem o motivo, mas desconfio que seja porque há o medo de que manipulemos o resultado. Ou não sejamos um público consumidor confiável. Ou que saibamos como funciona uma entrevista e possamos jogar com o entrevistador. Sei lá.

Acumulo histórias ouvidas ou vividas em anos de estrada: a do escravo liberto que inventou mulher e filhos para ganhar empatia, a do chefe indígena ambientalista radical (que depois descobriu-se ser um grande vendedor de madeira ilegal), a do catador de material reciclável que narrou uma trajetória pessoal surrealista só para ajudar o pobre repórter iniciante que estava com uma pauta-pepino nas mãos. Como, muitas vezes, a velocidade na linha de produção da imprensa dificulta aos operários da notícia irem fundo nas biografias daqueles que entrevistam, o que fica é essa superficial conversa, muitas vezes construída sem o propósito de enganar. Apenas de tornar a vida mais interessante e palatável! É papel de um entrevistador profissional perceber isso, mas somos humanos e, portanto, erramos. Bastante.

Tenho a impressão que, com pesquisas de opinião, ocorre a mesma coisa. Muitos respondem o que é mais socialmente aceito ou politicamente mais correto. Mas, na hora “H”, optam pela saída mais confortável individualmente.

É hype defender o verde e o consumo consciente. Mas no momento sigiloso da caixa registradora, a sustentabilidade é defenestrada sem cerimônia. Poucos se aventuram no preconceito aberto contra os gays quando podem ser visto pela sociedade, mas no anonimato dos comentários em um blog na internet, a intolerância se esbalda e se espreguiça. Em todas as pesquisas de opinião sobre racismo, os entrevistados dizem que não têm preconceito por cor de pele, mas que os outros brasileiros sim.

Uns vão dizer que é medo, outros hiprocrisia. A verdade é que é mais fácil continuar enganando incautos mocinhos e mocinhas entrevistadores de prancheta na mão do que encarar a verdade sobre nós mesmos.

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Comentários

187 Responses to “O brasileiro fala a verdade sobre si mesmo?”

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Teka Silveira, Leonardo Sakamoto. Leonardo Sakamoto said: O brasileiro fala a verdade sobre si mesmo? http://is.gd/dvLvA [...]

    • mafia helena passos disse:

      Colega, para isso a ciência da estatística criou o que se chama de amostragem. Para uma opinião ser validade, usa-se algo além da somatória de escolhas ou do índice tabulado, no caso das qualitativas.E para isso, instituição que se preza treina o entrevistador direitinho. Mas, concordo que muitas dessas pesquisas de opinião devem estar sendo sem qualquer treinamento decente e parquíssimo rigor científico. Um problema que não é só brasileiro. Assim como responder o socialmente correto para um estranho entrevistador não é privilégio tupiniquim. Todo mundo curte um pouco sair bem na foto.

  2. sergio disse:

    Concordo com suas palavras.

    • FDA disse:

      Cara Máfia Helena,

      Seu nick é tão sugestivo. Deixe-me ver se consigo seguir seus” Passos”!
      O Sakamoto se interroga sobre atitude do brasileiro(a) a se comportar e a dizer a “ verdade”!

      Vc afirma que “a ciência da estatística” criou um parâmetro para isso: “chama de amostragem”!

      Segundo vc, é a culpa das “Instituições” se a mentira existe? Deveria existir um “treinamento decente e (..) rigor científico” para detetar a mentira na atitude do brasileiro?

      Assim, se “o socialmente correto não é privilégio tupiniquim”, o que concordo com vc, se “todo mundo curte um pouco sair bem na foto” vamos deixar as coisas como elas estão: deixar a estatística resolver o problema da “verdade” ou da “mentira” ou da “neutralidade”!

      Seria a culpa do Sakamoto se as coisas estão do jeito que são.

      Se o Sakamoto tivesse utilizado a ciência estatística ele teria detetado o “escravo liberto” que joga com a empatia humana, ele teria descoberto o “chefe indígena ambientalista radical” “vendedor de madeira ilegal”, etc.

      O acumulo de histórias ouvidas ou vividas em anos de “Passos” na estrada é inútil: não vale nada! Viva a ciência estatística…..

      Fracamente, M. Helena, nesses caminho, eu não sigo seus “Passos”! Sinão cairemos todos no abismo da mentira banalizada, institucionalizada do “jeitinho brasileiro” de viver!

      Creia-me: o “jeitinho brasileiro” de viver funciona no Brasil, no Exterior é um sofrimento terrível e causa enormes problemas de integração intercultural…

  3. nei disse:

    É assim e, acredito, que não seja muito diferente noutras culturas. É uma característica da máscara social que usamos, que é comum em qualquer sociedade. Para o consumo, somos algo; no ambiente restrito, diferente ou um pouco diferente. E, para ser sincero, não escapam sequer jornalistas ou assemelhados, pois muitos têm a “voz do dono” como vigia, defendem ideias próprios, ou siplesmente têm o caráter da oportunidade, como qualquer de nós. Não há muita novidade neste mundo das notícias, das enquetes etc., pois é sempre resultado da ação humana, que não é lá nada confiável, é a verdade…

  4. Vítor disse:

    Nem eu, nem você, nem ninguém fala a verdade sobre si mesmo ou sobre algo. Em primeiro lugar, o que é a verdade ? A verdade, pelo que vejo e sinto, é a conveniência de cada um. Só fala a verdade aquele que vê conveniência em alguma coisa. Então não é verdade é conveniência… e assim por diante.

    • FDA disse:

      Caro Vtor

      Que impasse eh!

      Na impossibilidade de se posicionar sobre as “verdades” que vc estima verdadeiras para vc mesmo, o que explicaria a sua falsa questão: “o que é a verdade”!

      Vc defini a “a verdade” como algo que vedes e sentes! Ora, sua “verdade” é fundamentalmente subjetiva. Visto que ela convés a sua percepção visão e sensitiva! Essa verdade é a “verdade” da “conveniência”. Ela so é valida para vc!

      Tenho certeza que entre a maneira pela qual vc tem dificuldades para se posicionar sobre as “verdades” (plural), a sua “verdade” subjetiva (singular), a verdade que vc define como “conveniência” e a “verdade” de “conveniência” de cada um: vc tem o embaraço da escolha!

      Para parafrasear o Sakamoto: “A verdade é” que “é mais fácil continuar enganando” a si mesmo se mostrando conviniente que tentar enganar os outros!

      A prova é que vc não me convence de suas falsas-verdades!

  5. fog disse:

    Leonardo
    Li no Vermelho o artigo abaixo e acho teu blog um bom local para discusão e aprofundamento do tema. Vale a pena?

    Portal Vermelho

    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=133438&id_secao=9

  6. antonio carlos poerner disse:

    A escritora Virginia Wolf cunhou uma frase muito esclarecedora:
    ” Nem sempre se pode dizer o que se pensa “.
    Isso se aplica ao competitivo ambiente profissional nas empresas, onde
    a sinceridade, ainda que útil para a empresa, pode ser mal interpretada.
    Participei dessas reuniões em multinacionais, e todos procuram construir seu pensamento em torno do que o Diretor disse em sua apre-
    sentação.Ademais, hoje desenvolvemos o politicamente correto, o que,
    na verdade, significa dar uma nova vestimenta às palavras/frases que
    gostaria de dizer. Em síntese, falamos o que as pessoas querem ouvir.
    E isso é um grande tranquilizante, pois sempre somos do Grupo que a
    Empresa considera do ” bom senso “. É só saber o que a Empresa espe-
    ra de uma reunião, encontro, para, antecipadamente, sabermos construir frases que se encaixam como uma luva.
    Todas essas frases “ocas”, mas inofensivas, com que elogiamos qualquer pessoa, homem ou mulher, sobre aparência, beleza, juventude, ajuda na auto-estima dos outros, que acabam acreditando,
    mas são ditas e cunhadas pelo “elogio hipócrita e barato”.
    As mentiras pelo telefone são realmente escandolas, além do que a
    pessoa que atende às vezes está arrumando a casa, e, sem interromper seu ofício, não para de elogiar, concordar etc. o que, no
    jargão das mulheres, é considerado altamente positivo, são amigas …
    e sempre mostrando as 2 fileiras dos dentes, bem expressivos, para
    ganhar o apelido de “Rainha da Auto-Estima”, do Positivo, e as pessoas
    que elogiam acabam acreditando em suas próprias mentiras …

  7. Silvia disse:

    Você é demais,L.Sakamoto!

  8. Gerci Monteiro de Freitas disse:

    Caro Sakamoto, concordo com você. Concordo quando diz que o brasileiro pode ser hipócrita e se esconde na hora de dar suas opiniões sobre temas espinhosos que vivemos em nossa sociedade, mas acho que esse defeito não é apenas do povo brasileiro, se você pesquisar em outras culturas também observará o mesmo defeito de carater.

  9. rose disse:

    FALAR A VERDADE? O Brasileiro nem faz ideia do significado disso.

  10. Mauricio disse:

    SAKAMOTO,
    POSTA AQUI O VIDEO DO PERSEGUIDO POLITICO CUBANO QUE FOI LIBERTADO E EXTRADITADO PARA ESPANHA SOBRE NOSSO PRESIDENTE LULA E O APOIO DELE AOS REGIMES DITATORIAIS E QUE EXECRAM DIREITOS HUMANOS. FAZ FAVOR.

    • Gerci Monteiro de Freitas disse:

      Maaurício, isso que você diz é apenas mais uma prova de o povo brasileiro não está nem aí.

  11. Mauricio disse:

    PS: TEM A VER COM O TEMA DE HOJE… VOCÊ (genérico) FALA A VERDADE SOBRE SI MESMO?

  12. Mauricio disse:

    QUANDO O SERRA FOR ELEITO, E ELE SERÁ, VOCÊS PROGRESSISTAZINHOS VÃO VER O QUE VAI ACONTECER COM VOCÊS. QUERO VER QUEM VAI RIR POR ÚLTIMO.

    • Dirce disse:

      E você vai ser o beneficiado do governo Serra????

    • Marcio disse:

      Nossa nãe!!! O q o Serra vai fazer com a gente!?!??!?!?

    • PEDRO III disse:

      Pela lavra do demoNIOcrata acima, os que não somos do seleto grupo que se identifica com os tucano-pefelê-demoniocratas, temos que nos cuidar pelo que é certa a “represália”… é expressa a ameaça! “Magina” se não fossem tão demoniocraticamente respeitadores das diferenças de pensamento… são os únicos éticos, tão perfeitinhos e onipotentes-capazes-virtuosos que os optantes por PSOL, PSTU, PCO, PT, PcdoB, PCB ou outro que não represente os interesses dos ricos têm que se cuidar por que sanha e fúria ávida de tais demoniocratas está revelada!

  13. renato disse:

    dificil dizer a verdade, mesmo no anonimato, existe o medo, sensura psicologica individual, então vamos lá; o que tem de mais feio que voce acha que ja fez e nunca contara a ninguem?, claro só a sua consciencia sabera, quem é o julgador, o advogado, o reu?, nós manipulamos até esse comportamento, depois vamos com essa história, de justiça, somos hipocritas, falsos, ateus, etc.
    não existe amor, que nao seja o proprio, com raras exeções a solidariedade pode, acontecer. Tenha Dito- renato contreras-ncontreras@uol.com.br,direto de pinhal,sp,brasil-sem medo de falar a mentira!

  14. Robson R. disse:

    Já dizia o sábio Thoreau em Walden:
    “Nenhum aspecto que possamos dar a um assunto nos trará por fim tanto proveito quanto a verdade. Só ela assenta bem. Porque na maioria dos casos não estamos onde estamos, mas numa posição falsa. Devido a um desvio de nossa natureza, imaginamos uma situação e colocamo-nos dentro dela, e logo estamos em duas situações ao mesmo tempo, tornando-se duplamente difícil sair delas. Em momentos de lucidez encaramos apenas os fatos, a situação que de fato existe. Dizei o que tendes a dizer, e não o que deveis dizer. Qualquer verdade é melhor que o fingimento. Perguntaram a Tom Hyde, um latoeiro que se achava no patíbulo, se tinha algo a comunicar, e ele respondeu: “Digam aos alfaiates que não se esqueçam do nó na linha antes de dar o primeiro ponto. ” A súplica está esquecida pelos companheiros.”

  15. soniaS disse:

    Concordo com voce.O ser humano tem multiplas facetas…As verdades são, muitas vezes,convenientes ao momento em que se vive.Costuma ser oportunistas, salvo excessões.É o ser humano se “adaptando ao meio ambiente”…Questão de sobrevivencia?

  16. Wilson disse:

    Os gays têm vergonha perante os céus, por isso não se manifestam.

  17. dill disse:

    rsrsrs nossa esse Mauricio, tem raiva de vc ohh será inveja humm será que estou falando a verdade.Concerteza rsrsrs Uma coisa é certa ele tem certeza que Serra ganha rsrs nessa hora vejo que ele mentiu.Mais uma vez parabéns pelo seu blog.Sobre a materia não é facil falar a verdade mais ainda na nossa sociedade brasileira, que gosta de ocultar as realidades quando falamos a verdade somos considerados loucos.

  18. Antonio disse:

    Concordo com quase tudo que escreveu o internauta Renato, e pergunto: quem de nós, adultos, não temos praticado ou vivemos a praticar coisas que que jamais serão reveladas por nós e, que caso venham a ser descobertas por outrem trarão grandes prejuizos a nossa reputação? E estou falando das pessoas ditas “normais”.
    “De perto ninguém é normal”. Essa frase cuja autoria desconheço pode ser entendida também como: “intimamente, ninguém é santo”.

  19. Antonio disse:

    Concordo com quase tudo que escreveu o internauta Renato, e pergunto: quem de nós, adultos, não temos praticado ou vivemos a praticar coisas que que jamais serão reveladas por nós e, que caso venham a ser descobertas pela sociedade trarão grandes prejuizos a nossa reputação? E estou falando das pessoas ditas “normais”.
    “De perto ninguém é normal”. Essa frase cuja autoria desconheço pode ser entendida também como: “intimamente, ninguém é santo”.

  20. Denise disse:

    Concordo com o que foi dito, porém, o lamentável de tudo isso é o fato de quem, de alguma forma ou de alguma maneira queira falar aberta e francamente a respeito de algo, seja sempre mal interpretada, mal visto , … essa coisa de ter que ficar sempre bonito na foto e deverás um saco. Afinal se “De perto ninguém é normal” (Graças a Deus). Devemos parar para pensar

  21. Carolina disse:

    Vitor,

    A verdade é o que é verdadeiro, é o contrário da mentira. Não aguento esta coisa relativista que não existe a verdade. Ela existe sim, é uma só. Já as versões dos fatos, não são a verdade, são mentiras, onde se suaviza ou se destorce os fatos na medida do necessário.
    Falar a verdade é sempre possível? Não. As vezes é melhor ficar calado.

    Exemplo de mentira; O Marco Aurélio Garcia falando que teve um papel importante na libertação dos prisioneiros cubanos. Além de mentira, oportunismo, cinismo e cara de pau.

    Quanto ao brasileiro ser mentiroso,ou não, não tenho argumentos. Só sei dizer, que como estatística, existe no Brasil uma síndrome, que se chama top two boxes. O brasileiro não gosta de dar nota baixo/ avaliar mal, nem o que ele acha péssimo. Estudos comparativos mostram isso, quando se analisa estudos feitos em outros países, em que o povo é mais severamente crítico. Não sei a razão, pena, baixa autp-estima, medo, todos juntos. Mas este é um fenômeno real.

  22. Cristovao disse:

    Creio que no Brasil somente o Sakamoto fala a verdade, por isso o Vaticano deveria pensar em sua beatificação em vida.

  23. lu disse:

    quem fala a verdade merece respeito. Melhor falar a verdade?verdade?

  24. Carolina disse:

    Será que fala? Ele sabe muito bem que não pode responder pesquisa de opinião. Eu, como trabalho no ramo, já aviso à entrevistadora ( que deveria fazer a pergunta antes de começar a entrevista, mas normalmente não faz pq está com pressa), que não posso responder. Para que fazer a pobre coitada, que é paga por questionário, perder o tempo dela, se sabe que ela vai ter que descartar a entrevista?

    Ela está lá apenas realizando o seu trabalho, não deve ser usada, como experimento, para reflexões metafísicas…..

    Claro que entendo porque ela ficou “com uma cara ruim”.

    • FDA disse:

      Cara Carolina,

      Gostaria muito que vc me explicasse duas coisas:

      Primeiro, em que uma “pobre coitada”, “que é paga por questionário”, perde o tempo dela fazendo perguntas ou entrevistando alguem para conhecer a opinião sobre um produto, um candidato, um evento, um fenômeno na Sociedade Civil!

      Segundo, sabendo que essa “pobre coitada” “está lá” “realizando o seu trabalho” para um instituto de sondagem, ou para um órgão institucional, ou outros, que vai utilizar os dados do questionário ou da entrevista para inferir na opinião pública, ou no produto, objeto do questionário, en que essa coisa é “ruim”!

      Em suma: a questão subentendida que vc coloca é de saber o por que uma “pobre coitada” “não deve ser usada”, “como experimento” para uma reflexão metafisica, no entanto ela pode ser usada pela opinião pública, sociedade de consumação, institutos de sondagem etc.,?

      É isso, mesmo?

      Se entendi bem, a mensagem que vc dar aos leitores/comentarista seria a seguinte: instrumentalizar uma “pobre coitada” para pesquisas e assim inferir na opinião pública Pode!

      Instrumentalizar uma “pobre coitada” para uma reflexão científica sobre algo que coloca um “verdadeiro” problema nas relações entre Seres Humanos, não pode!

      Quem é que vc esta querendo convencer aqui eh! Vc não acha que esta invertendo e pervertidos os valores e os rolos, não Carolina?

  25. JANE disse:

    adoro vc ….teamo bojs

  26. nei disse:

    Voltei para dizer sobre a mania que existe, neste nosso tempo, de as pessoas pontuarem pelo “politicamente correto”, ou seja, uma outra forma de o grupo determinar as regras do jogo e, assim, dizer quem fica “dentro” e quem está “fora”. Muitos falam sobre o politicamente correto como se fosse uma verdade absoluta. Se isso fosse realmente uma verdade, não teriamos tantos adeptos do “amar ao próximo como a si mesmo”, como jorgão, não como opção de vida. E vemos isso todos os dias nos jornais, até na mais simples notícia. Portanto, para mim, pensar que no Brasil, pelo fato de ser apenas no Brasil, as pessoas não dizem a verdade, é como dar um tiro na lua. Hillary Clinton, por exemplo, será que é alguém que fale a verdade, pelo menos aquela procurada por Diogenes? A verdade que, para mim, não é algo absoluto, mas fruto do tempo e da cultura, tem prazo de validade. A História está repleta de inverdades que, para os de agora, é apenas e tão só um relato, sem direito a qualquer dose de revisão, principalmente em fatos mais recentes. Estão fechados e dogmatizados para sempre. Alguém já parou para pensar que a figura do galileu Jesus Cristo, como nos retratam, pode ser falsa… Sim, pois ele jamais foi retratado e, assim, ficou com o perfil de um europeu “jet star”. Pode ser uma visão falsa desse homem notável. E, continuando, a virgindade de Maria é outra das grandes mentiras que, pelo que compreendo, ninguém contesta e milhares aceitam como verdade. Em várias partes do mundo em que vivemos. Daí, que a verdade é uma questão de uso e costume e, a mentira, uma tendência universal. Por isso, não chego a concordar com o Sakamoto, de que seria uma atitude brasileira. Não deixa de ser, mas faz simetria com o resto da Humanidade. Aquele que falar de si como é, tende a ficar nú e arranjar problemas com os outros. No âmbito jurídico, o que vale é a verdade dos autos, que pode não bater com a verdade dos fatos. Uma boa defesa faz, do preto o branco e vice-versa.

    • Proftel disse:

      Nei:

      Olha, “ipsis litteris” copiei seu comentário e editei no Word só separando parágrafos pós frase.

      Te juro: ou você apresenta um entendimento muito complexo do mundo ou, é “anta” (com todo respeito aos bichos).

      Dê uma olhada:

      “Voltei para dizer sobre a mania que existe, neste nosso tempo, de as pessoas pontuarem pelo “politicamente correto”, ou seja, uma outra forma de o grupo determinar as regras do jogo e, assim, dizer quem fica “dentro” e quem está “fora”.

      Muitos falam sobre o politicamente correto como se fosse uma verdade absoluta. Se isso fosse realmente uma verdade, não teriamos tantos adeptos do “amar ao próximo como a si mesmo”, como jorgão, não como opção de vida.

      E vemos isso todos os dias nos jornais, até na mais simples notícia. Portanto, para mim, pensar que no Brasil, pelo fato de ser apenas no Brasil, as pessoas não dizem a verdade, é como dar um tiro na lua.

      Hillary Clinton, por exemplo, será que é alguém que fale a verdade, pelo menos aquela procurada por Diogenes?

      A verdade que, para mim, não é algo absoluto, mas fruto do tempo e da cultura, tem prazo de validade.

      A História está repleta de inverdades que, para os de agora, é apenas e tão só um relato, sem direito a qualquer dose de revisão, principalmente em fatos mais recentes. Estão fechados e dogmatizados para sempre.

      Alguém já parou para pensar que a figura do galileu Jesus Cristo, como nos retratam, pode ser falsa… Sim, pois ele jamais foi retratado e, assim, ficou com o perfil de um europeu “jet star”.

      Pode ser uma visão falsa desse homem notável. E, continuando, a virgindade de Maria é outra das grandes mentiras que, pelo que compreendo, ninguém contesta e milhares aceitam como verdade.

      Em várias partes do mundo em que vivemos.

      Daí, que a verdade é uma questão de uso e costume e, a mentira, uma tendência universal.

      Por isso, não chego a concordar com o Sakamoto, de que seria uma atitude brasileira.

      Não deixa de ser, mas faz simetria com o resto da Humanidade.

      Aquele que falar de si como é, tende a ficar nú e arranjar problemas com os outros.

      No âmbito jurídico, o que vale é a verdade dos autos, que pode não bater com a verdade dos fatos. Uma boa defesa faz, do preto o branco e vice-versa.”

      Você é muito confuso, talvez um tratamento psiquico nas férias até você voltar para o segundo ano de Direito resolvam a coisa.

      De boa, está faltando um pouco mais de discernimento nessa balbúrdia mental.
      :-)

  27. Vítor disse:

    Carolina,
    você escreveu, escreveu, escreveu,…e não falou nada ! É verdade ????

    • Carolina disse:

      Eu escrevi, mas talvez não me tenha feito suficientemente clara. Eu explico de novo então.

      Pelo que você escreveu “o que é a verdade? ” inferi que você é um relativista, que pensa que existem “verdades”: mas verdade só existe uma e ponto. O resto são versões ou mentiras.

      O que eu afirmei, é que não tenho como dizer se o brasileiro é mais mentiroso que os demais povos, pois não tenho dados empíricos para comprovar este fato. E isso é muito importante: comprovar. Porque dizer uma coisa e não comprovar é leviano.

      O que se pode comprovar cientificamente, é que o brasileiro não gosta de dar notas baixas, ou dizer que algo é ruim. Ele reclama, reclama e dá nota alta.

      Para seu esclarecimento: um mesmo produto/serviço/ que recebe o mesmo número de reclamações ( por ser considerado muito ruim até pelo fabricante/prestador) na Alemanha recebe nota média em torno de 3 enquanto no Brasil, fica com nota média em torno de 7 e 8.
      Isto porque em uma escala de 1 a 10, o brasileiro, dá com muita frequência, as notas 9 e 10, o que não acontece em nenhum outro lugar. São as chamadas “top two boxes”. O que se infere daqui é que o brasileiro não gosta, por motivo desconhecido, de avaliar mal algo ou alguém quando confrontado.

      Espero que tenha ficado um pouco mais claro para você. Mas se você quiser, eu posso te ajudar compartilhando alguns conhecimentos de estatística básica. Faria isso com o maior prazer.

      O motivo das notas altas ainda não foi identificado, e não cabe a mim ficar especulando, pois este tipo de análise, cabe a outro tipo de cientista.

  28. Proftel disse:

    Uai!

    Alguém aqui sem noção sai dizendo o que pensa prá qualquer um?

    Creio que não.

    A maioria responde na lata o que viu na TV ou ouviu no rádio por último, pesquisa de rua não funciona direito (principalmente em Minas Gerais onde tudo é ao contrário kkkk).

    Creio que os Institutos de pesquisa ainda não abriram os olhos para a Rede (pelo menos no Brasil).

    Com alguns melhoramentos sérios na obtenção de pesquisadores (como por exemplo, professores) esses dados seriam muito mais fiáveis.

    Dou a idéia mas não repasso o know-how que é meu, o dono da casa tem meu e-mail, se quizerem implantar a idéia quero uma graninha. kkk.

    hehe.

    • vera disse:

      Prof rss (olha a intimidade ! rss afinal vc no blog de sobre os “paulistas, e suas idiossincrasias” rss, disse que parecia que temos a mesma idade virtual… sei lá o que é idade virtual, sei a real , a minha é 61 e falei a serio tb rss ) bem, voltando, será que sou sem noção? Se paro prá responder uma pesquisa levo a sério e respondo tudo o que de fato penso sobre mim , como sou , meus conceitos, preconceitos, minhas idéias , assumo o que acho de ruim em mim , o que acho de bom, enfim sou verdadeira (ah não vejo tv, nem escuto radio..cansei ha 5 anos disso, tenho coisas melhores a fazer)… se não quero responder, se não estiver a fim de falar digo que estou sem tempo e não atendo … levo a sério pesquisa qdo a respondo , mas não levo a sério resultado de pesquisa… uma vez vi uma pesquisa que dizia que a cidade era a que menos as mulheres traiam no Brasil , como eu ainda me horrorizava com com o monte de gente que via traindo falei no trabalho e quase apanhei: mas também não perguntaram na pesquisa se mentiam rsss , vai ver que é a cidade onde mais mentem rsss . Bem, quanto a quem fazer pesquisa, nao é a classe a que pertencem, nem a idade que faz com que os pesquisadores sejam melhores ou piores, ainda uma jovem estudante universitária fiz pesquisa socio-ecnomica e levei muito a sério o trabalho, penso que seja mais questao de ser ou nao responsável e preparo pra tal. É isso ! Desculpe as brincadeiras

    • Proftel disse:

      Vera!:

      Bão?

      (esse “”Bão” é cumprimento de paulista radicado em Goiás) kkkkkkkkkk!

      Vera, falei umas coisas aí embaixo, uma delas é sobre minha experiencia em pesquisas na graduação e outros papos mais cabeça com o FDA e o Surf.

      Você tem tudo pra ser uma Confreira: gentil e inteligente (já tem minha aprovação, precisa de mais duas).

      Desculpe por só responder agora, só vi sua mensão hoje depois que passei “pente fino” nos comentários (faço isso no Firefox, vou em “editar” – “localizar” e digito “Prof”).
      :-)

  29. Existe uma grande diferença ou lacuna entre ser na pratica e ou simplesmente discurssar, pois o crescimento advem da sua trajetoria daquilo que voçes faz e pratica e vai continuar com o mesmo em derivadas situações. Ou ser durante um certo tempo depois desmentir tud..
    SERÁ?
    Acredito que este sempre esteve pensando e planando a hora certa de dar o bote.
    Sakamoto, a trajetoria de vida conta a historia de uma pessoa, seus objetivos e seu carater. PENSO ASSIM e, sem puxasaquismo barato voçe é exemplo disto. ABRAÇO

  30. José Elias Aiex Neto disse:

    Concordo que o brasileiro dificilmente fala a verdade sobre sí mesmo. Basta ver as pesquisas a respeito de como o povo diz que está sua vida. A grande maioria diz que está uma maravilha, enquanto no IDH o país encontra-se na 75ª posição. Ou somos uma população de idiotas que não sabem o que estar bem (com saúde de qualidade, com educação de alto nível, com cultura e com segurança, só para começar) ou somos uma população de hipócritas, que mentem apenas para “não dar o braço a torcer! de que estão na m… Para quem tem a mania de votar em quem vai ganhar as eleições, “para não perder o voto”, fica difícil escolher o que somos: idiotas ou hipócritas ? cada um que faça sua escolha.

    • Magda disse:

      Caro José Elias Aiex Neto, pra começar você é um dos que não fala a verdade sobre si, ou seja mentiroso depois Você é um idiota completo porque pensa ser um político fazendo apenas política de acusação, oque demonstra seu desespero em aparecer a todo custo… Pensa ser um grande admenistrador da saúde quando na verdade não é, então passa a ser um hipócrita.
      Neste caso temos ai uma biografia sua não do povo brasileiro este sim pensa na hora de votar e sabe em quem votar quem tem competência pra fazer acontecer o que definitivamente não se aplica a você, pois nunca vai chegar a ser um político, a prova disso foi a eleição de 2008 quando sua votação foi insignificante meros 238 votos onde temos milhares de votos válidos.
      Já fiz minha escolha e foi esta.
      Pra idiota e hipócrita José Elias Aiex Neto.

    • Antonio disse:

      CAra realmente você acredita que é um gênio?
      Se existe um idiota ou hipócrita neste planeta é sua pessoa, realmente o povo a grande maioria anda na Merda por ter que engolir pessoas assim ocupando os departamentos públicos.
      Minha escolha é que você não fala a verdade sobre si mesmo ,é um hipócrita e um idiota.

  31. soiti noda disse:

    …,para ganhar a empatia, a do chefe,… sinceramente me desculpando pela minha ignorancia da lingua portuguesa,confesso que não entendi, será que quer dizer ganhar a simpatia do chefe…, ou ou na verdade ele desejava, que o chefe indiugena citado se colocasse no lugar dele ? Lá no meu sertão(agora vivo numa metropole SP) empatia é uma coisa, simpatia é outra.

    • Proftel disse:

      Soiti noda:

      Só mesmo uma alma como a sua para discernir sobre “empatia” e “simpatia”, juro prôcê mas, o Sakamoto separou bem com vírgula o seguinte:

      “Acumulo histórias ouvidas ou vividas em anos de estrada: a do escravo liberto que inventou mulher e filhos para ganhar empatia, a do chefe indígena ambientalista radical (que depois descobriu-se ser um grande vendedor de madeira ilegal), a do catador de material reciclável que narrou uma trajetória pessoal surrealista só para ajudar o pobre repórter…”

      Sakamoto tem “anos de estrada”, acumulou muitas lembranças dentre as quais a do escravo, a do chefe indígena etc., não há como se vincular “empatia” no texto ao “chefe indígena”,

      Me desculpe, no meu tacanho entendimento você está errada.

      De boa.
      :-)

  32. paulo disse:

    quem não fala a verdade de si mesmo…vive um auto engano.

    eu ja vivi assim.
    hoje não.
    posso dizer que sou eu mesmo. com defeitos, qualidades e vícios.

    e outra quando nao falamos a verdade… mentimos para nós primeiro….

    uma pergunta falsa terá uma resposta falsa.

    o que falta é bom senso mesmo.

  33. marcio palacios disse:

    ESte texto remeteu-me a uma conversa acontecida entre amigos do clube que frequento, na cervejada que sucede nossas partidas de tenis.
    Alguém lá pelas tantas perguntou:
    Você é totalmente honesto?
    De pronto respondi que sim.
    Ele então perguntou:
    Você nunca deu uma ajeitadinha no seu imposto de renda?
    Você nunca fez uma conversão proibida quando ninguém olhava?
    Pois é…

  34. Teka disse:

    Como diz o Alcorão:
    “Fala a verdade, mesmo que ela esteja contra ti.”

    • Silas disse:

      Como diz a Bíblia, a Palavra de Deus, escrita muuuito antes do Alcorão: “não levantar falso testemunho”. Conclusão: o Alcorão roubou um mandamento judaico-cristão e mentiu ao não dar o devido crédito ao verdadeiro Autor. Portanto, o Alcorão deve ter sido o autor do mandamento dos políticos: “faça o que eu falo mas não faça o que eu faço.”

  35. Érico disse:

    São as típicas “mentiras sociais”, quando não necessárias ao convívio pacífico, servem para esconder o nosso lado “politicamente incorreto”…

  36. Rubens disse:

    Bom, eu vou ser sincero..RS, concordo sem muitos porens pq eu to com preguiça, mas me pergunto se Rousseau: “Tudo que vem de Deus é perfeito” ( Deus conveniente todos entendem), e o alemão que eu não vou digitar o nome que vomitou sem dó o que “somos”, ou nos tornamos?
    Acredito que somos puro conflito egoistas e altruístas, mas muitas vezes a racionalidade faz pender a balança..iiii já to divagando.Abraço

  37. Tesser Pomarola disse:

    Primeiro, como você conseguiu ser entrevistado por alguém? Isso é completamente raro.
    Segundo, vale a pena dizer a verdade sim!Brasileiro sabe muito bem reclamar de tudo, só para ter a consciência de que esta fazendo seu ato de cidadão. Isso é mentira! Enquanto tiver brasileiro estacionando em vagas de deficientes, enquanto tiver motoqueiros desrespeitando os semáforos, enquanto os brasileiros jogarem lixo pela janela dos carros, continuaremos sendo jogados para o lixo também por quem está no comando. Uma nação que tem somente o futebol para se orgulhar, ainda não esta desenvolvida.

  38. Abraão disse:

    Acho que deverias mudar o título do post para: “O brasileiro é mentiroso? SIM, igual a todos os outros”

  39. Gustavo disse:

    Caro Sakamoto,

    Excelente texto. Há um economista chamado Eduardo Gianetti que defende exatamente essa tese em diversos textos e dá a ela o nome de “paradoxo do brasileiro”. Para aqueles que não conhecem, vale muito a pena ler.

  40. Adalberto Luís disse:

    Brasileiro não diz a verdade, brasileiro não mente, brasileiro não omite! Brasileiro apenas prefere não se posicionar porque não tem opinião formada com profundeza, com raras exceções, apoiadas no próprio embasamento de vida, de trabalho, de cultura, identidade, ideologia, hábitos, convicções. Brasileiro viveu grande parte da vida sob domínio de regimes de exceção e aprendeu a calar. Brasileiro vive de aparência, está na merda, tem miséria no país, mas detesta admitir que é do terceiro mundo como qualquer outro país Latino Americano. Exemplo, aqui muita gente falou, falou, desenvolveu teses para demonstrar conhecimento de outros autores, criticou o próprio autor da reportagem e não se ateve ao fato principal. Isso quando não começam as agressões pessoais. É inerente à espécie humana o egoísmo, mas não é natural a falta de coletividade do povo brasileiro, que sente uma necessidade de agressão.
    Somos um povo de poucas ideias e muita “casca”. Quantos livros por ano lê cada um aqui, cada brasileiro? O cidadão médio desse país não lê sequer bula de remédio uma vez ao ano.

    • Proftel disse:

      Adalberto Luís:

      Me desculpe mas, vai ler direito o que você escreveu, coloque num editor de texto e leia assim:

      “Brasileiro não diz a verdade, brasileiro não mente, brasileiro não omite!
      Brasileiro apenas prefere não se posicionar porque não tem opinião formada com profundeza, com raras exceções, apoiadas no próprio embasamento de vida, de trabalho, de cultura, identidade, ideologia, hábitos, convicções.

      Brasileiro viveu grande parte da vida sob domínio de regimes de exceção e aprendeu a calar.

      Brasileiro vive de aparência, está na merda, tem miséria no país, mas detesta admitir que é do terceiro mundo como qualquer outro país Latino Americano.

      Exemplo, aqui muita gente falou, falou, desenvolveu teses para demonstrar conhecimento de outros autores, criticou o próprio autor da reportagem e não se ateve ao fato principal.

      Isso quando não começam as agressões pessoais.

      É inerente à espécie humana o egoísmo, mas não é natural a falta de coletividade do povo brasileiro, que sente uma necessidade de agressão.

      Somos um povo de poucas ideias e muita “casca”.

      Quantos livros por ano lê cada um aqui, cada brasileiro?

      O cidadão médio desse país não lê sequer bula de remédio uma vez ao ano.”

      Será que seu “tijolo” assim desnudo é mesmo d’um Brasileiro?

      Tem dó Mané!

      Primeiro aprenda a pensar e escrever, deixe o analfabetismo funcional depois, poste coisa decente.

      :-/

    • vera disse:

      precisa editar nao, deu pra entender, vc esta indignado com muita coisa , eu tb estou e acho que nós queremos mesmo é não nos incomodarmos, hj fui reclamar com uma sobrinha que aceitou o cara da flanela dizendo quanto ela tinha que pagar pra parar na rua que nem é dele , ela disse: “eu não concordo mas não vou consertar nada sozinha”, fiquei com raiva dela, achei que ele fez o papel dele de trambiqueiro e ela o de idiota, isso me indigna! me indigna a mentira , a falta de coragem, isso de querer ser o que não se é , a falta de cidadania, a falta de pensar no coletivo em vez de se olhar só para o próprio umbigo… Leitura , leitura , leitura, museus, teatro , cinema , e outro tipo de informação que não seja só TV e todo aquele que nos faz de massa de manobra.

  41. Dalieva disse:

    Ah, Leonardo Sakamoto! Adoro os seus textos e mais ainda a polêmica que eles geram. Isto é saudável…isto é instigar à reflexão. Parabéns.

  42. Proftel disse:

    FDA, confrade:

    Acabei de conversar com o Surf por e-mail, chamei o cara (de novo) pra cá onde, pelo menos os comentários são inseridos no ato.

    Há mui que ensinar aos novatos em Rede, o vetor é o Sakamoto (até que o Estadão o leve como levou o outro, o finado PD).

    hehe.

    • Carolina disse:

      Porque esta necessidade de defenestrar o texto alheio?

      Não sabia que havia uma competição pelo prêmio Nobel em andamento neste blog.

      Você pode ser escritor, mas felizmente nem todo mundo é.Não sabia que este espaço era dedicado apenas para os eruditos ou jornalistas.

      Os leitores tem outros talentos, igualmente necessários.

      Você, com toda a sua erudição faz uma neurocirurgia? Ou constroí um prédio?

      Deixa o Adalberto escrever como ele bem entende!

      Pode não adequado a seu elevadopadrão estético, mas está inteligível.

      Bem mais , do que muito texto de pseudo-intelectual que fica citando autor.

      Desce do salto amigo!

    • Proftel disse:

      Carolina:

      Não defenestro textos alheios, segundo minha mulher “falta humildade intelectual” neste que vos fala, só isso.

      Competição por Nobel não há, não sou escritor e um espaço desse quilate deve ser, salvo melhor juízo, bem aproveitado/aquinhoado com comentários decentes feitos por comentaristas idem.

      A saber, não uso “salto”.

      “Neurocirurgia e edificação” são componentes da criação intelectual de “elevadopadrão” qual V.Sa almeja?

      Tem dó….

      Seu namorado Adalberto já lhe ofereceu cantando no ouvido essa música?:

      “Carolina, nos seus olhos fundos
      Guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo
      Eu já lhe expliquei que não vai dar
      Seu pranto não vai nada ajudar
      Eu já convidei para dançar
      É hora, já sei, de aproveitar
      Lá fora, amor, uma rosa nasceu
      Todo mundo sambou, uma estrela caiu
      Eu bem que mostrei sorrindo
      Pela janela, ói que lindo
      Mas Carolina não viu
      Carolina, nos teus olhos tristes
      Guarda tanto amor, o amor que já não existe
      Eu bem que avisei vai acabar
      De tudo lhe dei para aceitar
      Mil versos cantei pra lhe agradar
      Agora não sei como explicar
      Lá fora, amor, uma rosa morreu
      Uma festa acabou, nosso barco partiu
      Eu bem que mostrei a ela
      O tempo passou na janela
      Só Carolina não viu
      Eu bem que mostrei a ela
      O tempo passou na janela
      Só Carolina não viu ”

      Se não, “dispense” o cara:
      :-)

    • FDA disse:

      Caros Surfando e Proftel,

      Proftel pelo visto o sufando esta nas paradas…

      Leiam essa asserção feita pelo leitor/comentarista Gustavo: “Eduardo Gianetti defende exatamente essa tese em diversos textos e dá a ela o nome de “paradoxo do brasileiro”!

      Enregistaram a estrutura do “paradoxo brasileiro”, ela seria a seguinte:
      Em geral, os brasileiros pensam e falam o que seria “socialmente” aceito e o politicamente “correto”; “Mas, na hora “H”, optam pela saída mais confortável individualmente”.

      É o que, com muita condescendência, o Sakamoto chama o “medo” da “verdade” ou “hipocrisia”! Diria que o autor hesita entre um e o outro!

      “Naïf” Sakamoto, já imaginaram se o Sakamoto descobrisse que atrás deste “medo” da verdade, se esconde o que chamaria a “arte” (no sentido de “techné”, “poièsis” e “práxis”) da “malandragem”, ou seja, um conjunto de procedimentos que servem a pensar e a falar o “socialmente” correto com o intuito de produzir um certo resultado: o “politicamente correto”!

      Mas para vc, Surfando, que é um grande economista no brazuca, não seria ai a confirmação do principio social segundo o qual “o brasileiro” sempre tem um “jeitinho” para tudo!

      Tai um colega de profissão seu que soube como demonstrar aos próprios brasileiros que o “Nada é tudo”!

      Francamente, Surfando, vc me decepciona: tinha que ser um economista para defender esse tipo de tese, notaram: a malandragem brasileira não é um jeito de viver, seria um “paradoxo”, viu!

      Me engana que gosto!

  43. José disse:

    SAKAMOTO QUERO OUVIR SEU COM. SOBRE A COPA DE 2014

  44. leonita (leo) disse:

    Pois é Leonardo concordo plenamente com você, podemos enganar o mundo mas não conseguimos enganar a nós mesmos.
    Estou cansada da hipocresia das pessoas, tenho amigos e amigas que dizem não ter nada contra os homossexuais..mas entrão em depressão quando descobrem que o filho é.
    como entender as pessoas né?

  45. Oliveira Simoes disse:

    Gente, é impressionante como o brasileiro gosta de problematizar as coisas. O artigo do Sakamoto é, além de ponderado, muito bem escrito. Está claro que o artigo é baseado em suas observações empíricas. O que ele disse sobre o racismo velado é um fato. Ninguém no Brasil admite ser racista mas no espaço cibernético, por trás de firewalls, sabemos que ele corre solto. No artigo ele faz somente uma referência aos brasileiros, justamente na questão do racismo. Alguns incautos leitores, na sua ânsia de problematizar, falam como se o autor estivesse se referindo somente aos brasileiros. Mencionam Hillary Clinton, Rousseau, a Bíblia e o escambau. Aprendam a ler, seus idiotas. Ele escreveu num sentido genérico. O artigo tem um valor universal e não se aplica somente aos brasileiros.

    • Oliveira Simoes disse:

      Puxa, não é que ele está falando dos brasileiros? Mas não deixa de ser verdade. É uma crítica social e não um ataque pessoal. Não levem muito a sério.

  46. surfando na jaca disse:

    Olá a todos e a todas.
    Já participei de muitos blogs e muitas vezes sendo mal entendido ou confundido com um troll (na minha infância era marca de brinquedo). Vejo sempre que manter um blog dá muito trabalho e geralmente é uma forma do jornalista cavar seu emprego na grande mídia, ou assim pensam. Mas a maior dificuldade que vi nessa nova forma de criar relações humanas entre seres virtuais é a caixa de comentários. Uns liberam o espaço para qualquer louco, outros exercem a censura de qualquer opinião divergente, ainda que errados (caso das confusões estatísticas do Reynaldo Azevedo, o vomitador). Outros donos de blogs se sentem como deuses decaídos a procurar de fiéis, querem uma seita de adoradores tipo Jim Jones. Como pessoas que prezo me convidaram para participar desse blog, peço licença ao dono da casa e aos demais convidados. Mas já chego com alguém chamando os outros de idiota. Que clima, heim… Como diria o Capitão Rodrigo:Buenas e me espalho, nos pequenos dou de prancha, e nos grandes dou de talho!

    • Proftel disse:

      Surf,

      Quem me convidou aqui foi o FDA, estou azucrinando o pessoal já algumas semanas e, como você também apareceu, tomei a liberdade de convidar a Ana, a Gwyn, o Torero e mais uma pá de gente (incluindo pesos pesados como o Bitt) pra cá.

      Tomara que o SaKamoto* não leve a mal tal iniciativa “de invasão”.

      É “gente do bem” como diz a Duda (quando sabe quem entra em casa).
      :-)

      *Sakamoto, são comentaristas que residem em Santa Catarina, Minas, São Paulo, Paraná e até na Europa/Austrália etc., tudo gente boa mui culta, não se assuste se vierem.

    • FDA disse:

      Caro Sakamoto,

      Sua questão é justa e muito honesta!

      Na verdade, ela não me inspira grande coisa a comentar como também os comentários ou ditos dos comentaristas!

      No entanto, sua matéria me faz pensar a uma frase retrabalhada de Terêncio, um poeta cômico latino do século II: Homo hic humani est nil a me alienum puto (tradução aproximativa: o Homem sendo humano, nada vindo do humano, acredite-me, me estranha).

      Concordo com algumas afirmações dos comentaristas quando eles subentendem que a questão da sinceridade, da coerência entre os atos e palavras não seria um problema do comportamental nacional!

      Como se explica então que a universalidade do termo HIPOCRISIA existe? En francês se dis “faux-semblant” ou “hipocrisie”,en inglês “hipocrisie”, alemão “hipocrisie”, en espanhol “hipocrisie”, em italiano “hipocrisie” e assim vai….

      No fundo vc tem razão de questionar sobre a “verdade” na atitude nacional, razão que a própria razão desconhece: não é porque existe uma atitude nacional e mesmo universal fundamentada na mentira e na hipocrisia que não se deve questionar, refletir ou fazer uma autorreflexão sobre os problemas que isso engendra na vida humana ou para a vida social!

      Mas na boa, Sakamoto: vc acha que os tempos atuais estão para as questões de metafisica individual ou social ou de transcendência? Sei não viu….

      Ps: Surfando, vc ficou com medo que o complexo edipiano do Fiuza da mãe “Dil-mà” vire a identifação negativa é? Saiu fora é, antes que o Fiúza comece a correr atras de bola na trave,de dar carrinho de costas, eh?

    • Proftel disse:

      FDA:

      Olha, eu mesmo caí fora do Fiuza quando o cara deixou clonarem meu nick (se é que não foi ele mesmo quem fez a merda).

      Nick é coisa que se preza (e muito) como nome própio, fiquei indignado.

      Brincar com o nick d’um Confrade é pior que fazer piada com o nome da mãe (do interlocutor) como já dizia Dale Carnegie na década de 40 ou 50 (claro que naquela época não havia “nick” mas, tá valendo o raciocínio).

      Creio que o Surf também está assim como eu (só que ele não fala, como carioca, aparentemente leva na brincadeira mas, o conhecento nessea anos todos, creio que no íntimo está tão indignado quanto eu).

      Pelo jeito o Surf virá pra cá em definitivo (assim espero também outros (as) virão) enriquecer intelectualmente o blog do Sakamoto.
      :-)

    • Proftel disse:

      onhecento nessea = o conhecendo nesses anos todos

  47. Proftel disse:

    Surf!

    De minha parte, benvindo!

    Nada como mais um Confrade prá teclar assim:

    http://www.youtube.com/watch?v=K-_rf2jVxxY&feature=player_embedded

    (uma campanha genial da Puma, confira).
    :-)

  48. Proftel disse:

    Surf, a Tia não quis relatar aqui mas, ela preferiu esse link dos italianos:

    http://www.youtube.com/watch?v=sGE4mjJ3x9o&feature=player_embedded
    :-)

    *Duda com catapora esta semana, uma das gatas caiu do telhado. Primeira semana de férias meio conturbada kkk.

  49. surfando na jaca disse:

    Prezado FDA, eu sakopoko desses assuntos de complexo edipiano, mas o blog do Firula anda intragável. Pois toda vez que se quer fazer um campeonato da corrupção no Brasil a final acaba empatada e em goleada. Esse é um país de famílias centenárias corruptas, que fazem do Congresso extensão do lar. O jogo democrático representativo é viciado e todo mandatário-mor precisa molhar a mão dos Temers da vida. Então, se baixarmos a cortina do palco e olharmos para a platéia, talvez possamos encontrar um meio de escolha para o voto. Ou seja, a platéia tem melhorado ou não? O problema é saber se estamos vendo sombras, como na caverna de Platão, ou se os números contam o progresso dos desfavorecidos no atual governo. Acredito que sejam que os números sejam sinceros.
    Olá, Proftel. Obrigado pelas boas vidas. Sobre o assunto em pauta, não se mede racismo por enquete, pois é coisa enrustida no Brasil. Pois é, tem assuntos que entrevista nada revela. E é evidente que é preciso padronizar as perguntas para se ter uma amostragem coerente com pesquisas de opinião. É parte da metodologia e o Sakamuito deve saber disso. Qual o escândalo então?

  50. ana disse:

    OI!!!! Prof! e obrigado pelo convite!

    Estou na area, sem muito tempo mas, estou!
    Tia! Saudades de vcs todos!

  51. surfando na jaca disse:

    Olá, Ana.

  52. Ciro Lauschner disse:

    Não parece prerrogativa dos brasileiros tentar ser politicamente corretos e ser o que não é. Creio que a própria história do ser humano passa por isso ao longo de sua existência.
    A maioria das pessoas imagina um ideal de sociedade que provavelmente nunca vá acontecer, e se imagina ter a chave para o bem comum e do seu próprio, porém na prática a teoria é outra coisa parodiando alguém que disse isso, não sei quem e nem quando.

  53. Proftel disse:

    Oi Ana!

    Gostou do pedaço?

    O Sakamoto vai longe (tomara que o Estadão não o leve também).
    :-)

    • FDA disse:

      Caro Proftel,

      Grande obrigado pelos textos, links, observações e novas expressões que encontrão aqui e acolá!

      Tenha uma ótima semana!

    • ana disse:

      Oi Prof!!!! que saudades de vcs! Quer dizer que a pequena está com catapora??? Coitadinha!! banho de permaganato, se é, que me lembro!! Beijos na Tia!

    • Proftel disse:

      FDA:

      Olha, todo mérito é seu.

      Você que me convidou para esse espaço, gostei e convidei boa parte dos Confrades e Confreiras que tenho e-mail.

      Lhe sou grato do fundo do coração, se a turma “sangue bão” se juntar aqui, tanto o Sakamoto ganha em qualidade quanto nós nos divertiremos (muito).

      Comentar em blog é um vício mui saudável.
      :-)

  54. Proftel disse:

    Surf, o Fiuza pelo jeito ficará comentando sozinho por lá.

    Falta aparecer aqui o HRP, o Compadre Brancaleone, o True, El Torero, Bitt…
    :-)

    Pra não fugir do post, na graduação (nossa! como faz tempo!) fizemos muitas pesquisas, a parte chata é a teórica, o objetivo do assunto e a confecção das questões (que não deve apresentar “tendenciosidade”).

    Minha professora fazia doutorado na USP, era chata bacarai, cheia “das teoria” com um “latinório” do cão, nunca vi encher tanta linguiça por tão pouco. A dita cuja adorava “apostilas” xerocadas (coisas da USP). Andava de sandália de tira dirigindo um jipe daqueles fabricados no Rio Grande do Sul de três cilindros, se não me falha a memória, um Javali da CBT, tadinha dela… . Toda natureba parecia um pé de alface.

    Na primeira pesquisa se lacou, não aceitou algumas sugestões nossas na confecção das questões (pode não parecer mas, no litoral a linguagem difere um pouco, são nuances que passam despercebidos a quem é do interior -e a dita cuja era), o resultado foi que só um graduado responderia ao questionário condizentemente. kkkk.

    Depois da aplicação desse questionário não havia como compilar as respostas kkk.

    Lembro bem porque na época tinha um computador “286″ com excelentes “8Mega” de memória, HD de 600 Mega (menos que minha pendrive mais vagabunda que é de 1Giga) rodando um programa chamado Works 2.0, uma impressora matricial Epson 610 que custou 75 URV (acho que era essa a unidade monetária na época – hoje essa mesma impressora não sai por menos de 900 contos).

    Bom, foram bons seis meses elaborando, aplicando e compilando pesquisas.
    :-)

  55. Proftel disse:

    FDA:

    Olha, li os comentários do Gianetti, vamos ao “paradoxo do brasileiro”.

    Confesso que tenho alguma ojeriza à expressão “paradoxon”, não a cometo em público, a mim remete lacuna, algo não preenchivel e, salvo melhor juízo, nada se dá continuidade se deixarmos alguma coisa mal resolvida para trás.

    As poucas lembranças que me restaram sobre o assunto em pauta (descrevi minha experiência acima) me fazem crer que o Brasileiro tende a dizer “sim” a qualquer questionamento não por má índole, talvez cognitivamente. Ao “digerir” a questão ação é tomada.

    Cascudos? Sim! De tanto apanhar sempre dizemos “Sim” mas… ; Saiam debaixo quando tomamos posição.

    FDA, você me fez refletir, o parágrafo acima relembrou algumas passagens que tive quando servi o Exército e depois quando trabalhei no mato por dez anos na Secretaria do Meio Ambiente. Passei muitas situações de risco, grande risco (até de vida), vi homens de brio fazerem coisas do arco da velha mesmo depois de dizerem “sim” a uma empreitada onde o correto seria “não”.
    :-)

  56. Proftel disse:

    A desgraça de morar em Anápolis e ouvir monomotores na proximidade da casa da gente fazendo curvas ou acrobacias, gente aprendendo a voar no aeroclube local ou, vôos “panorâmicos” (os milicos da Base Aérea não sobrevoam a cidade).

    Por vezes ouço pistões falhando e me dá um frio na barriga, uma vontade de largar o teclado e correr prô andar debaixo imaginando a desgraça caindo na minha cabeça.

    Esses dias um infeliz passou tão baixo que aqui da janela enfiei a mão direita prá fora e mostrei o dedo prô cara, com a mão esquerda fiz “negativo” e gritei “tomara que caia seu fdp”.

    Não sei se o infeliz escutou, provavelmente não mas, que viu a indignação ah, isso viu kkkkk.

    hehe.

  57. carolina disse:

    Caroa Proftel.

    Eu não almejo ser neurocirurgiã, eu sou neurocirurgiã, e para falar a verdade, muito contente com minha escolha.

    Quanto a sua ausência de humildade intelectual, não precisa ser um gênio para inferir.

    Se este espaço é exclusivo para eruditos das letras , eu irei modestamente por viola no saco e me retirar. Gosto de navegar e ler coisas que prendem minha atenção durante os meus plantões.

    Lidar com a vida e a morte todo dia, me faz buscar respostas, e geralmente encontro-as lendo alguns bons filósofos.

    Mas como disse vc, minha nada nobre aspiração de cirurgiã me impede de me aprofundar nesta seara. Filosofia para mim é um hobby, um alento, quando se faz tudo o que se pode, e se perde um paciente na mesa de cirurgia.

    Mas apesar da pouca nobreza do meu ofício, posso te dizer que nada se compara a salvar uma pessoa, ou impedir que ela perca algum dos sentidos ou funções. Não espero que você entenda isso, mas se quiser participar um dia, você é meu convidado.

    Espero que se um dia você precisar de um neurocirurgião, não tropece em um filósofo ou escritor frustado.

    • Proftel disse:

      Carolina:

      Desculpe a demora, estava consertando um computador d’um dos “trocentos” sobrinhos da patroa, ainda bem que tenho peças de sobra, dessa vez foi só a fonte de energia.

      Prezo muito sua profissão e já me servi na sua área em Santos nos idos de 1.979 quando em acidente de moto fiquei três dias em coma por conta d’um leve amassamento craniano, na época contava com dezessete anos.

      Doutores por aqui os há acima da média em blogs a começar pelo dono da casa, não creio que um reles como eu lhe sirva de parâmetro para deixar de comentar.

      Na vida Drª Carolina, tomamos e levamos pancada, a Rede nada mais é que a extensão do real (só que muito mais “seguro” – dificilmente V.Sa. levará uma bala perdida quiçá será assaltada numa caixa de comentário).

      Creio que V.Sa. deveria repensar atitude tão drástica (parar de comentar), juro prôcê que gostei muito da sinceridade e “despacho” (implica rapidez de raciocínio) exercido, é coisa rara nesses dias de ENEM (não é ironia, falo do coração).

      Diante do “quiprocó” sou suspeito a lhe convidar fazer parte da Confraria mas, deixo registrado que, de minha parte, sem óbice.

      Num exercício de futurologia a ficar por aqui, em dois anos você (e seu marido) conheceráão Anápolis e experimentarão um dos almoços de domingo feitos pela Tia (minha patroa).

      De boa.
      :-)

  58. Tia disse:

    Oi Aninha!! Que sauddade!! Então, Alex anda a fuçar neste novo espaço. O sonho dele é juntar aquela turma em algum lugar e no momento ele acha que aqui pode ser “o lugar”. Também sinto falta da turma, das brigas, dos links e porque não dos posts do Pedro Dória rsrsrs. Beijos pra você Ana querida!

    Surf, que bom ler o que você escreve quando não está implicando com ninguém… Beijos na Memento!

  59. surfando na jaca disse:

    Gostei da bronca da Carolina. Algo melífluo, mas decidida. É bom o Proftel não precisar de nenhuma neurocirurgiã ou vai acabar que nem o Reynaldão Azedo: lobotomizado.
    Ana, quem é essa tal de Cãofetti?
    Olá, Tia.
    Os brasileiros tem seus problemas, as pessoas são moldadas por suas sociedades. Agora, isso é coisa bem diferente de negar validade a uma enquete de opinião com critérios objetivos bem estabelecidos. Caso contrário, esses institutos de opinião estariam na falência, desacreditados.
    Companheiros e companheiras de todas as profissões e opiniões, uma boa tarde e até breve.

    • ana disse:

      respondi anteriormente, me desculpe, mesmo!!! rsrrs
      volto se puder mais tarde!

    • Proftel disse:

      Surf:

      Também gostei da bronca Carolina, dê seu voto prá ela virar Confreira assim que completar os seis meses de arranca-rabo.

      Ana poderá dar o segundo e a Tia o terceiro, só faltará à Drª Carolina aceitar fazer parte da Confraria.
      :-)

  60. surfando na jaca disse:

    Um filósofo anarquista da educação desdenhava dos médicos dizendo que só adiavam o problema: a morte. Ora, mas prolongar o tempo de vida e eliminar um sofrimento são serviços que beiram ao divino. O tal filósofo devia estar bem de saúde quando escreveu sua diatribe.

  61. surfando na jaca disse:

    FDA, vc. me acusa de demonstrar que a malandragem brasileira é o jeitinho? Bom, não responderei citando o Roberto da Matta, rei da malandragem que se mandou do Brasil. Falarei de minha experiência entre Brasil e os ianques, que às vezes tenho que visitá-los ou recebê-los no Rio. Para eles a lei funciona, para nós, ela não existe. A repressão é interiorizada nos ianques, a nossa é da impunidade. Rouba-se aqui e lá, mas o forma disso é que é diferente. Como a lei inexiste, o jeitinho se impõe como forma de resolução dos problemas. Pode-se tudo, desde que se encontre um acordo entre as partes. Os ianques negociam com regras, mas aceitam o jeitinho dependendo da situação. É isso meu caro, um depoimento sem muita filosofia, só por vivência. Quem está errado e quem está certo? Vive-se conforme as sociedades.

  62. surfando na jaca disse:

    Acho que até resumira no seguinte: o ianque teme a lei e o brasileiro, a impunidade.
    Ana, a Memento vai bem e cada vez mais intelectual rebuscada. Fala de coisa que mal entendo.
    Proftel, eu sigo a máxima:Ridendo castigat moris. Não vou fazer beicinho no blog do Firula, mesmo porque é uma tradição antiga por lá, a tal da clonagem de nick.

  63. Proftel disse:

    Surf:

    Você há de convir que esse negócio de clonar nick é chato, muito chato.

    Ainda mais pra caras como nós, jurássicos na Rede.

    Chega daqui uns cinco anos um pesquisador e joga no Google ou equivalente seu nick, vê que você falou coisa incoerente e pronto, tá a merda feita, você irá lembrar que naquele fiofó de blog seu nick foi clonado?

    Intão.

    De minha parte sempre utilizei o “Proftel” no grosso da Rede desde que criei aquela conta do msn ainda num Windows 95 com acesso discado, quando comecei a comentar em blogs utilizei na década de 80 “Alexandre-Catalão” e “Alexandre-Anápolis”, só isso (aliás, prá quem acha que tudo que se escreve na Rede fica gravado, não sobrou nada o “Alexandre-Catalão” quando o Data Center do Ibest se fué (essa é uma das maiores gafes da história da internet, TODOS os arquivos d’um Datacenter “sumiram”, foram parar no limbo. Algum dia alguém sem noção provavelmente contará o que rolou.

    Voltando ao Fiuza, o cara pelo jeito tá pinel, não se destrata assim comentaristas decentes, é contraproducente.

    :-/

  64. Proftel disse:

    Há um post do Sakamoto aí prá baixo, o que versa sobre “9 de Julho”, está aqui ó:

    9 de julho: São Paulo deveria lutar contra o “paulistanismo”
    09/07/2010 – 7:51 – Sem categoria 774 Comentários »

    774 comentários aleatórios, nada forjado.

    Lembrei que, de certa feita os confrades e confreiras “bateam” nos “mil” em exaustiva inserção, provamos ao finado PD que a “União não faz somente açucar” juro prôceis, fiquei tentado em sugerir outra empreitada.

    Alguém aí se lembra do evento?
    :-)

  65. Carolina disse:

    Proftel,

    desculpe a demora, tive de trabalhar um pouco.

    Por favor nada de dra, parece que tenho 300 anos.

    O fato é que eu estava navegando aleatoriamente, quando vi a questão sobre a mentira e isto me chamou a atençao.

    A verdade para quem trabalha na minha área é uma necessidade absoluta, não se pode enganar, dar falsas esperanças, criar expectativas irrealistas.

    Todos tem o direito à verdade, e se a morte é o único evento cuja probabilidade é 100% , qdo alguém está chegando lá, tem o direito de saber a verdade, para escolher, da forma mais informada possível como irá lidar com isso.

    De balas perdidas eu tenho minha cota, de foruns médicos também, por isso às vezes busco sossego em um lugar onde haja vida, e principalmente vida inteligente.

    Os blogs tem se trasformado em espaços de discursos de ódio, e isso é chato, fica um troca troca de ofensas fora de propósito.

    Acho que as pessoas podem expor suas opiniões sem beleza, desde que não assassinem o léxico.

    Afinal nem todos somos poetas, e como dizia ( o Drummond eu acho) , fazer poesia é cortar palavras.

    E cortar é comigo mesmo.

    não posso dizer que fico feliz por vc já ter sofrido um trauma craniano mas aparentemente não ficaram sequelas.

  66. MissUnderstood disse:

    Pelo visto “tá tudo dominado”, frades e freiras estão se servindo……

  67. surfando na jaca disse:

    Mas doutora Carol, como dizia o poetinha, meu parente e seu também (pois é grande a probabilidade): beleza é fundamental. Por que escrever como se estivessemos gerando prontuários? Assassinar o léxico é próprio da comunicação ágil. Todo mundo erra, até os grandes escritores da língua pátria. Só não me dou ao trabalho de catá-los, apenas quando são muito grosseiros. A sua frase final foi de sutileza extrema ou de dificuldade de expressão: “aparentemente não ficaram sequelas”. O advérbio muda tudo e pondera frente a afirmação.
    Proftel, meu negócio é a hegemonia ideológica gramsciana e fugir dos rigores do formalismo galopante de meu serviço. Um abraço.

    • Carolina disse:

      Surfando na Jaca,

      Perdão pela pobreza da linguagem, mas como já disse, literatura para mim é hobby, não profissão.

      Sobre o Profitel :

      Ele se expressa com bastante clareza, o que é um bom indício de que não houve sequelas cognitivas.

      Aparentemente, porque não tive contato físico com ele, nem fiz qualquer exama clínico. Portanto, estou sendo apenas tecnicamente precisa.

      Para fazer uma informação categórica, precisaria examiná-lo, coisa que não fiz.

      Não há qualquer malícia ou zombaria na frase. Simplesmente uma conclusão baseada em pouquíssimos fatos conhecidos, de que pelo ao menos, felizmente, a cognição dele parece estar preservada.

      Pode acreditar que estou tentando fazer o meu melhor, para tentar traduzir um laudo.

      Eu tenho certeza que se ele ouviu essas palavras quando o acordou do coma, elas soaram como música!

    • Proftel disse:

      Carollina:

      Dê graças por não contato físico comigo a Tia, minha patroa lhe lascaria a vida.

      Não respondo pelo Surf mas, a Memento também não é lá essas coisas quando algum nick feminino se chega perto dele kkkk.

      Doutora, aquele acidente não foi o único que se me arrebendou a carcaça, levei um tiro de “treis oitoão” na barriga, um palmo de cicatriz acima do umbigo. Houve mais nos alguns anos permeando mato, no fundo minha carcaça serviria muito bem em qualquer Universidade para estudos, é só juntar uns 500 litros de formol.
      :-)

  68. MissUnderstood disse:

    De repente me estala na mente “Poema em Linha Reta” do Fernando Pessoa……

  69. surfando na jaca disse:

    estivéssemos. Tá vendo…

  70. surfando na jaca disse:

    à afirmação. Puxa vida…

  71. surfando na jaca disse:

    Podia ser o poema a Tabacaria do Pessoa? Qualé a tua, MissUnderstood? Quem será que frequenta o Sakatudo?

    • MissUnderstood disse:

      Surfando na jaca, até pode ser.
      Particularmente eu prefiro “Conselho”
      Fernando Pessoa-Obra Poética-pag 119

  72. surfando na jaca disse:

    Caraco, a discussão do casamento gay tem mais palavrão do que em revistinha de sacanagem. Não pouparam a mãe de ninguém.

  73. surfando na jaca disse:

    Jurava que isso aqui era família.
    Missunderstood não se entristeça, o poetinha deveria ser seu parente também.

  74. surfando na jaca disse:

    Oi, Carol, mas vc. me parece bem sisuda. Tem certeza que esse tom combina com o que li na discussão do casamento gay? Escrever é assim mesmo, mas descontraia. Duro é pensar que a genta mal nasce começa a morrer. Essa é do nosso tio também.

  75. Tia disse:

    Brasileiro falando a verdade sobre si mesmo? Kkkkkk Nunca! Falam o que acham que cai bem. Não é a toa que nestas pesquisas sobre sexo, brasileiro transa toda noite… Kkkkk

  76. Proftel disse:

    Carolina:

    http://www.youtube.com/watch?v=Vr7CR2G1Su8

    É o mais condizente que encontrei dada idade encontrada na turma (o que apresenta menos tem “quarenta”).

    >-)

  77. Tia disse:

    Um bom fim de noite pra vocês:

    http://vimeo.com/1798717

    Beijos da Tia!

  78. FDA disse:

    Caros Surfando e Proftel,

    Os meus comentários dirigidos a vcs era mais no tom de brincadeira entre confrades bloguistas!

    Proftel, sua asserção me fer pensar duas vezes: “FDA, você me fez refletir”!

    Ops, o popo ficou serio!

    Na boa, o ideal seria de se colocar a questão de saber se existe uma relação entre todos os temas tratados pelo Sakamoto como a “verdade”, a “honestidade”, a “veracidade”, a “inventividade”, a “ruza”, a “imaginação” e a peculiar “malandragem” do brasileiro!
    Falo da “malandragem” no senso do “jeitinho” brasileiro, do “jogo de cintura”, de um “know how” ou “savoir-faire”, “síndrome do top two boxes” (conceito cognitivos) profundamente incorporada na maneira de viver do brasileiro qui coexistem lado a lado com consciência moral, com normas e valores éticos-morais socioculturais.

    Nos comentários de alguns leitores/comentaristas percebe-se que existe uma grande dificuldade para se posicionar, de encontrar um compromisso entre um e outro! Outros preferem comentar sobre “outras” coisas, racionalizar, argumentar, explicar.

    Para outros, a “realidade”, a “relatividade” que confronta um contra o outros é “insuportável” (Carolina)!

    Minha crítica a essa postura cognitiva da leitora/comentarista Carolina é seu radicalismo condescendente: “não cabe a mim ficar especulando, pois este tipo de análise, cabe a outro tipo de cientista”.
    Ou seja, cabe a leitora/comentarista de constatar empiricamente mais não de especular de maneira reflexiva o conteúdo cognitivo da atitude! Gostaria muito que Carolina me explicasse como ela faz para viver esse “clivagem” ou quem sabe esse “síndrome do top two boxes na sua vida pratica de todos os dias……

    Apesar de ter ironizado com a atitude do Sakamoto, o chamando de “naïf”, acho que nesse ponto o autor tem razão!

    De maneira geral, existiria uma ambivalência neste “jeitinho” brasileiro de viver: é o que o autor chama o “medo” da “verdade” ou a experiencia da “hipocrisia” que induz muitas pessoas a pensar, a falar, a optarem pela “saída mais confortável individualmente” e “socialmente”, sem se preocupar muito, com aos conteúdos ética ou a moral social, ou, com as consequências deste tipo de atitude ao nível universal da coisa, ou seja, ao nível da comunidade nacional ou internacional!

    Essa dificuldade de optar por uma moral-ética coesa é muitas veze motivo de satisfação ( o “brasileiro” se sentir experto) mais ela de vive também no sofrimento: é o jugamento do “outro” (o termo malandro na sua conotação negativa)….

    Uf, espero ter clarificado a situação!

    Boa semana a todos….

  79. Luiz Carlos disse:

    Teste o politicamente correto que há em você;
    Você conhece algum pai que se orgulha em dizer que sua filha dá prá todo mundo. Conhece? Não, claro que não?
    Agora, inverta; Certamente você conhece pais que se dizem orgulhosos da virilidade do filho ‘’Meu filho é f…da; come todas as meninas da rua’’. É assim ou não é?
    Você conhece algum pai, ou mãe, que se orgulham da homossexualidade de um filho ou de uma filha? Conhece? Não, com certeza, não conhece. O que você conhece, no máximo, são pais solidários que terminam aceitando casos assim por uma questão humanitária.

  80. Luiz Carlos disse:

    Sabe-se que, dos 600 mil partos realizados entre crianças e adolescentes anualmente no Brasil, pelo o menos 70% das meninas mães são abandonadas pelo parceiro pai. Na maioria dos casos de abandono a justificativa é a mesma: ‘’Ela dava prá todo mundo!’’. E os garanhãozinhos geralmente têm apoio dos seus pais.
    Abstraindo o politicamente correto, nesse caso, vislumbra-se uma tragédia, uma vez que, cerca de 400 mil crianças serão criadas na ausência do pai biológico.

  81. Luiz Carlos disse:

    Proftel disse:
    18/07/2010 às 14:33

    ”Minha professora fazia doutorado na USP, era chata bacarai, cheia “das teoria” com um “latinório” do cão, nunca vi encher tanta linguiça por tão pouco. A dita cuja adorava “apostilas” xerocadas (coisas da USP).”

    O leitor me fez lembrar que Brás Cubas, o defunto narrador de Machado de Assis.

    ”Não digo que a Universidade me não tivesse ensinado, mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o latim — embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma duzia de locuções morais e política para as despesas de conversações. Tratei-os como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas as coisas a fraseologia, a casca, a ornamentação…”

    Isso porque Brás Cubas estudou em Coimbra e não deixou herdeiros, fato, do qual se orgulhava: ””…ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas:— Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

    • FDA disse:

      Caro Luis Carlos,

      Difícil de saber se seu comentário é uma exaltação, uma crueldade, uma ironia sarcástica ou uma falácia com o comentarista Proftel!

      Quer que o seja, Dostoïevski no romance “Os Irmãos Karamazov” dizia que alguns pessoas comparam a crueldade dos homens as dos felinos! O que é injustiça para os felinos.

      Com comentaristas como vc quem precisa de inimigos?

    • sakasurf censurado disse:

      Incrível, não usei de palavras de baixo calão ou não agredi ninguém, mas fui bloqueado ?????? Qual o preconceito comigo? Esse Luiz Carlos pegou pesado com o Proftel, que estava na informalidade. Queria pensar numa lei de assédio sexual no Brasil, mas fui deletado.

  82. Sakapoko disse:

    Luiz Carlos, vc. tem razão nessa sua lógica do inverso. E nenhum basileiro irá responder afirmativo sobre uma enquete que trata-se disso. Mas será só o brasileiro? Eis o mistério, ninguém declara porque sabe que a sociedade condena, em geral, uma atitude preconceituosa. Mas apesar de condenar, é permissiva a esses comportamentos. Uma coisa bem diferente é por exemplo o assédio sexual nos EUA. Eles implantaram leis para valer sobre essa questão e cumprem, pois sabem que a lei funciona. No Brasil, lei de assédio poderia até ser criada com apoio de todo o Congresso, mas na prática continuaríamos na mesma. Nenhum policial iria prender um cara por importunar uma mulher. É a nossa sociedade que cria essa permissividade. Nós não a externamos.
    A frase de Brás Cubas era o próprio Machado, não acha?

  83. É o Brasil sofre de um mal histórico: Hipocrisia ! Nada mais a ser dito !

  84. surfando na jaca disse:

    censurado?

  85. surfando na jaca disse:

    Pois bem, a lógica do inverso do Luiz Carlos até procede. Pensei como exemplo uma lei sobre assédio no Brasil. Provavelmente teria aceitação plena no congresso e o opinião pública, em qualquer enquete. Mas ninguém iria dar importância a tal lei, a começar por quem deveria executar a lei. Um policial não acharia nada demais alguém cantar uma mulher, sem ela querer. Nos EUA, se os ianques não acreditassem que poderiam ser punidos, a lei também não teria qualquer efeito. Lembrando que uma lei só é criada como repressão a uma conduta que exista e precise ser punida. Portanto, os ianques como os brasileiros transgridem no assédio sexual e não são diferentes. O que é diferente é a maneira das duas sociedades tratar o cumprimento das normas. Mas como disse o inteligente ex-delegado ptista, Hélio Luz, o brasileiro quer mesmo que a lei vigore ou prefere o jeitinho?

  86. Luiz Carlos disse:

    FDA disse:
    19/07/2010 às 11:30
    Caro Luis Carlos,
    ”Difícil de saber se seu comentário é uma exaltação, uma crueldade, uma ironia sarcástica ou uma falácia com o comentarista Proftel!”

    Nada disso que o Sr. falou.
    Apenas, como disse, lembrei do personagem quando o Proftel comentou sobre as aulas maçantes e inúteis da USP e da peça que era a tal professora. Se não me fiz entender, pois que se saiba; É mais uma exaltação.

    Quanto a crueldade dos homens, concordo plenamente. Felinos não são cruéis.

    • FDA disse:

      Caro Luis Carlos,

      Já que dizes que “é mais uma exaltação”, vamos acreditar, nê que fazer?

      Se a vida não fosse uma grande “exaltação” riscaríamos de nos tornar verdadeiros cínicos…

      Bom, pelo visto o debate sobre a questão de saber se o brasileiro fala a verdade sobre si mesmo morreu!

      É surpreendente de constatar que os temas sobre a sexualidade dão o que falar enquanto temas sobre a “verdade”, a “honestidade”,etc; fazem silenciar!

      Mas como dizia o filosofo Merleau-Ponty: a linguagem realiza, no rompimento do silêncio, o que o silêncio deseja fundamentalmente não alterar…

    • Proftel disse:

      Luiz Carlos:

      Grato.

      Sempre encarei assim:

      “-Universidade na graduação é somente e tão somente obtenção de caminhos.
      Ao fim do ciclo você adquire uma “carta branca” para continuar dentro da área o rumo que se lhe parece mais confortável”.

      Pode caçar na Rede, o entre aspas é meu. Se utilizar citar o autor como “Proftel”, só isso basta.

      FDA:

      Grato também, só vi esse lance hoje, não frequento blogs de segunda a quinta a tarde.
      :-)

  87. Carolina disse:

    Proftel e surfando,

    eu não sou nada sisuda. Muito pelo contrário. Para te fara do hospital,sou bem normal……

    Profitel, fico impressionada em saber que com sua pouca idade, vc já foi frequentador assíduo de tantos hospitais.

    Com o tempo isso piora. Eu ainda não cheguei lá, tenho 34, mas com a falta de sono e de comida apropriada, estou bem depreciada. ( Mentira, sou bem bonita, até hj minha mãe não se conforma que eu trabalhe vestida com esses pijamas horrorosos. Segundo ela, eles não ajudam ninguém)

    Espero que vc jamais chegue a ser meu paciente, não por causa do cíume da esposa (se ela é ciumenta, é pq tem motivo, mulher jamais se engana).

    Mas eu sou especialista naqueles pacientes, que estão a um passo de jogar sinuca com São Pedro.

    Muito poucos chegam aos meus cuidados em condições ou com espírito para me dar uma cantada.

    Só ocorreu uma vez, um paciente com um aneurisma gravíssimo chegou lúcido ( ou talvez nem tanto) e me prometeu casamento caso eu o consertasse.

    Não, ele não morreu, mas depois de um convívio de um mês em uma UTI, ele concluiu, que jamais casaria com uma mulher que usava uma serra e uma broca para furar a cabeça das pessoas, com uma expressão tão serena.

    Meu marido também não gosta de me assistir, diz que fica impressionado.

    Eu por via das dúvidas, deixo os bisturis e martelos sempre fora do alcance da mão.

  88. surfando na jaca disse:

    “É mais uma exaltação.”
    Resta saber ao que o Luiz está a exaltar. O fecho do romance que citou, que mais parece uma confissão do próprio Machado, foi de uma crueldade sem tamanho. Taí, será que vc. diria isso pessoalmente ao Proftel? Virtualmente e incógnito a bestialidade aflora.

  89. Carolina disse:

    Duas noites virada tem seu preço, já estou embolando as letras.

    Eu queria dizer que fora do hospital sou muito normal….. isso quando não faço plantão de 72 horas….

    E surfando, deve ser outra Carolina que postou no assunto do casamento gay.

    Imagina, se eu ia entrar em uma discussão que descamba para a baixaria. Aliás não entendo o porquê.

    Eu acho que isso nem devia ser uma questão, cada um casa com quem lhe convém. Seja homo, hetero ou pan, afeto é uma questão privada, que não cabe deveria caber a nenhum legislador.

    • surfando na jaca disse:

      Pois é, Carolina. Cada um dá o que o que é seu da maneira que quiser. Eu acho que boiolice elimina competição.

  90. Luiz Carlos disse:

    No distante ano de 1940, há exatos 70 anos, o então ministro da justiça, Milton Campos, enviou mensagem de exposição de motivos ao Presidente da República sobre alterações efetivadas no Código Penal que, até então, considerava estupro, relações sexuais com menores de 18 anos, ainda que consentidas. A partir daquela data, a idade par a configuração do estupro presumido baixou para 14 anos.
    Um trecho da exposição: ”Já foi dito com acerto, que; nos crimes sexuais, nunca o homem é tão algoz que não possa ser, também, um pouco vítima, e a mulher nem sempre é a maior e a unica vítima dos seus pretendidos infortúnios sexuais”.

    Na mesma mensagem foi retirado do CP o crime de ”sedução”, onde o Ministro assim se manifestou: ”Em abono do critério do projeto, acresce-se que, hoje em dia, dados os nossos costumes e formas de vida, não são raros os casos em que a mulher não é a unica vítima da sedução.”
    Em 7 de dezembro de 1940.

  91. surfando na jaca disse:

    Carolina, pela sua descrição, mas parece a Mortícia Addams. Só mesmo um Gómez para ficar ao seu lado em paz. Achei bem engraçado seus comentários.

  92. Pinel disse:

    Proftel e Surfando são meus pacientes.

  93. Luiz Carlos disse:

    surfando na jaca disse:
    19/07/2010 às 15:14
    “É mais uma exaltação.”
    Resta saber ao que o Luiz está a exaltar.
    Exaltando-o por tecer uma crítica, ou autocrítica, sobre uma Instituição que é considerada uma ”sacralidade” e à professora que, mais me parece uma aloprada.

    E não deixar filhos como fez o personagem citado não é uma crueldade. Ao contrário, nos países mais adiantados do mundo, é comum não se ter filhos. Na Dinamarca, por exemplo, uma mulher, para engravidar, tem que ser muito paparicada.
    Estou com 63 anos e não tenho netos. Orgulho-me disso, uma vez que não sou abastado e, assim, não poderia deixá-los numa situação financeira confortável.

    No Brasil mesmo, com crescimento demográfico em torno de 1,25%, sabe-se que, a classe média e média alta, não comparece nem com 0,3%. Em compensação em algumas comunidades a taxa chega aos 10%.

    • Proftel disse:

      Luiz Carlos:

      Tenho dois filhos “encaminhados” a saber: o mais velho com vinte e quatro anos na segunda faculdade (cursa segundo ano de Engenharia Civil na UNISANTA), antes disso graduou em Tecnologia, o mais novo é professor de informática na prefeitura d’uma cidade litorânea de São Paulo e conta com vinte e três anos (os dois trabalham desde os dezesseis anos, o mais novo só não está na faculdade também por conta da pensão que recebem deste funcionário público que vos fala).

      Não tenho netos mas, a vida se adiantou, há três anos a filha d’uma sobrinha neta mora e reside conosco (eu e a Tia).

      A menina conta com cinco anos hoje e a considero filha, até meus filhos legítimos quando conversam comigo no Messenger perguntam em primeiro lugar “como está minha irmãzinha” -até antes de perguntar como estou de saúde.

      A sabedoria popular se me aplica a saber: “onde comem dois, comem três”, não ser “abastado” é uma coisa, mão de vaca é outra.

      Fiz vasectomia quatro meses antes do meu mais novo nascer (na esperança de não mais botar gente no mundo) e…. A Vida* se me deu mais uma.

      *Só não disse “Deus” porque alguns aqui são ateus.

      A maioria dos confrades e confreiras tem conhecimento da odisséia que foi a Duda, não cabe aqui reprisar, você encontrará facilmente nos comentários do finado PD ao longo desses três/quatro anos.

      Hoje mesmo a Duda veio me mostrar no escritório a primeira “pinta” de catapora que saiu no banho, chegou toda feliz mostrando o braço e gritando “Tivô*, a catapora passou….”

      *Ela só nos chama de “Tivô” e “Tivó” (tio-avô e tia-avó).

      Por nada não mas, estou com lágrimas nos olhos enquanto escrevo esse comentário.

      No fundo Luiz Carlos, creio que sou muito mais velho que você apesar dos meus quarenta e oito anos.
      :-)

  94. surfando na jaca disse:

    Muito bem, Luiz. Vc. se explicou, mas é interessante sua falta de sensibilidade com relação aos outros e não há objetividade estatística que te ampare. É a tal da alteridade que falhou, né?

  95. carolina disse:

    Já postei dois indignados comentários a respeito da minha semelhança com a Mortícia, mas não foram incluídos. Exceto pela alvura da pele de quem quase não vê a luz do sol, eu e ela não temos nada em comum.

    Tenho cabelo castanho avermelhado e não aquele corte demodê e aquela cor preta asa de graúna de baranga.

    E detesto drinks de pus. Prefiro whisky, mas só com as más companhias.

    Socialmente, tento parecer uma dama, e como mamãe ensinou, bebo só uma taça de champagne ou vinho em eventos sociais.

    • FDA disse:

      Nossa, como o blog do Sakamoto é eclético…

      Rico em tradições populares ancestrais!

      A prova: se seguimos a pé da letra o retrato falado Carolina, a leitora/comentarista seria uma Pomba-gira cigana científica!

      Diz a tradição popular là dos Candomblés ou das Umbandas do Brasil que essa entidade tem a “alvura da pele de quem quase não vê a luz do sol”, “tem o cabelo comprido e sedoso onde ela passa o tempo todo a acariciar.” Como antes do seu desencarne fez a promessa a sua mãe a Santa Sara Khali, os “cavalos escolhidos ou aparelhos teriam com essa mesma aparência”!

      “Detesta beber drinks”. “Prefere whisky, mas só com as más companhias”.
      Quando desse no terreiro “tenta parecer uma dama, e como mamãe ensinou”, só bebe uma taça de champagne ou vinho”.

      “Gosta muito de trabalhar para o amor, sedução e ajudar os outros” pois como não teve tempo de conhecer o seu prometido quando vivia na terra, gosta de ajudar as pessoas para que tenham sorte no amor e tenham sempre um saúde maravilhosa…

      Tem muita simpatia por ambos os sexos e esta sempre dando mensagens de amor, carinho e esperanças…

      “Suas médiuns são sempre mulheres jovens e bonitas”.

      Zaro bombo-gira “o assobiar desta bela jovem enfeitiça a quem escutar…
      ela é a bela ciganinha.. que vem toda proza a prosear”!

      Assim, um recito popular tornou-se “realidade” sera que é isso “falar a verdade sobre si mesmo”?

    • Carolina disse:

      Caro FDA,

      Eu deveria estar lisonjeada com o lirsimo do seu comentário, que lança mão de uma figura mítica brasileira com poderes sobrenaturais, para tentar me insultar.

      Mas infelizmente eu prefiro as frases diretas, cirúrgicas, frias e duras com inox. Não precisava gastar seu latim para me chamar de mentirosa.

      Por outro lado, o comentário é bastante revelador: mostra sua necessidade de afirmação intelectual, e seu machismo enrustido. Só uma entidade mítica femina, poderia ter tamanhos atributos.

      Sugiro que vc olhe ao seu redor, e veja quantas mulheres bonitas, inteligentes, cultas e sensíveis te cercam.

      Enquanto alguns homens, se entrincheram nessa nova forma de batalha, trocando insultos, prontos a morrer para defenderem seus dogmas, nós mulheres tocamos nossa vida, fazendo as coisas acontecerem.

      E infelizmente concluí que a verdade está realmente em baixa: quando qq pessoa baixa a guarda e divide algumas de suas experiências mais íntimas, ela imediatamente está sob suspeita.

      Eu fui criada por pessoas, cuja palavra empenhada, tem um enorme valor. Pena que talvez não tenha sido assim com vc.

  96. Marcelo J. disse:

    Não seria a mentira é um fato consumado nas sociedades?
    Mente-se para obter vantagens, mente-se para se proteger de besteira ou coisa pior que tenha feito e a mentira corriqueira é a pessoa que mente para não parecer que é um perdedor, um fracassado na vida, mas como dizem os mais antigos mentira tem perna curta, sempre se descobre a verdade ou a presumida verdade.
    Fato também que o beneficio da duvida deve ser dado em certos casos, mas também não deve ser deixado de lado o senso crítico.
    Tem até festival de mentira aqui no sul, em Nova Bréscia, mente quem conta a mentira mais cabeluda.
    Exemplo fantástico, ultimo domingo empresa jornalística hegemonica aqui no sul estampou a foto de um morador de rua assando um churrasco debaixo de um viaduto, uma paleta (cordeiro(borrego) ou leitão) espetada e assando. A duvida ou a mentira (que não foi anotada pelo jornalista do veículo de comunicação), dada a pequena estrutura da paleta, talvez não seja de animal de criação, mas sim se trata do melhor amigo do homem (o cachorro), coisa que o morador assador negou veementemente. Em tempo, a carne de cordeiro esta lá pelos 19 reais o kilo, leitão não está onge disso também.
    Talvez um benfeitor que goste de rasgar dinheiro, tenha dado de presente para ele, concordam?
    Saúde e paz

  97. Marcelo J. disse:

    Neste caso mencionado acima, muito provávelmente, dado ao fato pelo que passam as pessoas que não tem onde morar, o gatilho para tal mentira possívelmente tenha sido a fome e a carestia.

  98. surfando na jaca disse:

    Marcelo, mas só se poderia comer um cachorro num país que não liga-se para isso. Vai comer um churrasquinho de cachorro no meio da rua na Europa para ver se fica nisso.
    Gandhi dizia que pode-se julgar um povo pelo modo como tratam dos animais.

  99. surfando na jaca disse:

    ligasse.

  100. Luiz Carlos disse:

    FDA disse:
    19/07/2010 às 16:24
    Caro Luis Carlos,
    ”Bom, pelo visto o debate sobre a questão de saber se o brasileiro fala a verdade sobre si mesmo morreu!”

    Não. Não morreu não! Ao contrário, ao conclamar a fazermos uma análise de nós mesmos, como procederíamos diante de certas questões que a sociedade ainda não absorveu bem, pretendi chegar no limite e nos espiar pelo buraco da fechadura e desvendar os nossos próprios segredos. Por favor, tente se colocar na situação que sugeri, mas com sinceridade absoluta.
    A sociedade é, majoritariamente, conservadora nos costumes e desaprovam mudanças bruscas ou revolucionárias. O conservadorismo clássico aceita e espera por mudanças, mas que estas sejam para melhor.
    E o Brasil ainda é ultra-conservador. Não há nenhum país desenvolvido que ainda criminalize o aborto. Nem Portugal! Nem a Itália e nem a Espanha. Nós ainda discutimos coisas assim. E isso nos leva ao tema do post; somos também mais hipócritas, uma vez que o SUS garante que somos os campeões do mundo em abortos clandestinos.
    (Portugal foi o último país Europeu a descriminalizar o aborto e o fez por força de um plebiscito em março de 2007)
    Há duas exceções: Polônia e Irlanda. Por motivos óbvios.

  101. Hans Lauxen disse:

    E o sexo dos anjos é ……
    Continua no próximo capitulo!

  102. Malicuia disse:

    Se perguntarmos em uma pesquisa se você é racista, 90% dos entrevistados dirão que não. Se perguntarmos se você acredita que haja racismo no Brasil, 90% dirão que sim. Pergunta respondida Sakamoto?

  103. FDA disse:

    Caro Luiz Carlos,

    Tenho muitas dificuldades de discutir vários temas ao mesmo tempo ou temas fora do post proposto pelo autor!

    Portanto vou escolher um tema do seu comentário: a afirmação segundo a qual “a sociedade é, majoritariamente, conservadora nos costumes!”

    Talvez! Mais me dê um só exemplo de uma sociedade mundial que não seja conservadora?

    Neste aspecto, concordo com a tese do Sakamoto: a sociedade brasileira vive uma “crise generacional: é a tensão entre conversadorismo e progressista, e ai esta a questão?

    Não posso responder a essa questão. Como não posso argumentar aqui as implicações desta tese na vida prática dos brasileiros!
    Saiba, no entanto, que o fato de esta de acordo com uma das teses do autor não implica posturas homogenias.

    Os posts do Sakamoto, dão a entender que ele tem uma posição radical socialista. No sentindo que ele defende uma visão politica centro-esquerda, visando a encontrar soluções a essas tensões que colocam em perigo os valores Republicanos brasileiros de Igualdade, Liberdade e Solidariedade, etc. e ao meio ambiente.

    Pelo visto, vc se alinharia na posição por “mudanças bruscas ou revolucionárias”: seria um forma de radicalismo progressista.

    Minha postura é de militante por “Europe Ecologie”. Ela é assentada na crítica do marxismo (esquerda-marxista radical) e na crítica do social.
    Penso que as mudanças são necessárias sim! Mas tais mudanças não se fazem de maneirais radicais ou “revolucionarias”! Revolucionario ja fui, não sou mais….

    Do meu ponto de vista, as mudanças se fariam, para parafrasear Paulo Freire, filosofo esquecido no Brasil mais que tem demonstrado que suas teorias são benfeitoras no campo da prática social internacional (Suiça, França e Oxford), “aprender aprendendo”sobre as questões sociais e ambientais.

    Ou seja, na dialéctica do aprender sobre a vida prática de todos os dias e assim aprendendo a encontrar compromissos sociais e políticos para o melhorar o “bem comum” da sociedade que já vive um conflito gena racional,moral, econômico e institucional!

    Concretamente: discordo com vc, quando vc subentende que a “hipocrisia” é um fenômeno nacional! Já demonstrei em outros comentários que o termo é universal. O que implica uma atitude universal! Mas não é porque o fenômeno é mundial que ele não deve ser questionado.

    Minha convergência com o Sakamoto vai neste sentido.

    O ideal seria de se colocar a questão de saber se existe uma relação entre todos os temas tratados pelo autor como o fato de dizer a “verdade”, a “honestidade”, a “veracidade”, a “inventividade”, a “ruza”, a “imaginação”, o “medo” e a “hipocrisia” e a peculiar “malandragem” do brasileiro!

    Como vc pode constata, o tema é complexo, visto que ele interfere entre outros princípios e outras normas comportamentais. Falo da “malandragem” no senso do “jeitinho” brasileiro, do “jogo de cintura”, de um “know how” ou “savoir-faire”. Não sei se o conceito proposto pela leitora/ comentarista Carolina faz sentido neste contexto: o “síndrome do top two boxes” que seria um conceito cognitivista ja considerado na abordagem mórbida.

    Se vc ler bem o post do Sakamoto, o fato é que a “verdade” faz medo, é motivo de frustração. Medo e frustração seriam profundamente incorporadas na maneira de viver do brasileiro. Elas interpelam o próprio autor: abordado na rua, o autor responde a “verdade” sobre sua profissão!

    Como a resposta não satisfaz a entrevistadora ela faz cara feia (signo de frustação)!

    Da para notar o paradoxo da experiencia pratica: a norma do falar a “verdade” não é bem aceita quando ela não satisfaz os interesses pessoais de alguém!

    Se vc examinar os comentários alguns leitores/comentaristas, veras que eles tem dificuldade de se posicionar, de encontrar um compromisso entre a “verdade” e o “jeitinho brasileiro” de se sair de situações complexas! Ou seja, alguns comentaristas preferem “fugir” do tema e comentar sobre “outras” coisas, racionalizar, argumentar, explicar, sair do tema do debate, etc.

    Em suma: Sakamoto tem razão de questionar se o brasileiro fala a “verdade” sobre si mesmo. O autor tem razão de ser posicionar em observador/participativo a essa problemática.

    Concordo com ele, quando ele afirma que o “medo” ou a “hipocrisia” não deveriam nunca servir de pretexto para encarar a “verdade” sobre “nos mesmos” ou serem objetos de frutração!

    A proposta do Sakamoto seria o da anális de uma “autocritica” a si mesmo, e ao mesmo tempo uma “crítica” dos nossos comportamentos sociais na relação ao outro ou com as “instituições” brasileiras!

    Do meu ponto de vista, e, fundamentado na minha experiencia com as relações interculturais: “medo” ou a “hipocrisia” coexistem lado a lado com “o jeitinho” brasileiro de viver, com a consciência moral, com as normas e valores éticos-morais socioculturais (condutas indivíduas e institucionais”)!

    Negar esse fato seria uma ilusão: os comentaristas demonstram.
    Existe então necessidade de compreender o que esta em jogo neste “jeitinho” brasileiro de viver e dificuldade que temos de optar por uma moral-ética coesa. E isso, a meu ver, se faria em um trabalho coletivo.

    O fato é, que ele seja ao nível nacional ou internacional, que tais experienciam de vidas são ambíguas: elas são muitas vezes motivo de satisfação. O “brasileiro” se sentir experto, inteligente, etc, quando ele se sai de uma situação complexa.

    Mas ela não é indiferente ao julgamento do “outro” (a entrevistadora não gostou do que ouviu), o “outro” de outra cultura impregnado de valores morais e éticos (ver comentários do Surfando na jaca) não entende muito esse “jeitinho” brasileiro de viver. Tal atitude pode ter um impacto negativa!

    Um ou outro que podem induzir a situações de confusões (interrogações no caso do post do Sakamoto), podem induzir atitudes fundamentadas na morbidade perversa: o fato de querer ganhar a “empatia” do outro, a mal honestidade, etc. Atitudes que podem ser “insuportável” de viver no dia a dia!

    Aprender aprendendo sobre essas ambiguidades, essas dificuldades de viver, encontrar compromissos justos e benéficos não somente para si mesmo mas para a Sociedade civil, seria, a meu ver, uma maneira de abrir um horizonte “critico” e “autocritico” para o progresso brasileiro!
    Assim o paternalismo radical ou o radicalismo anti conservador me parecem impertinentes para a construção de um Brasil melhor!

    Voila!

  104. surfando na jaca disse:

    Emérito FDA, muito boa sua análise sobre o caso em questão. Não creio que estejamos fugindo do assunto em pauta, mas ele é um tanto escorregadio. Acredito que a questão esteja colocada pelo Sakamoto de maneira confusa, ao envolver outros aspectos que fogem ao tema central: a nossa “hipocrisia”. O Malicuia resumiu a ambiguidade fundamental. Assim evitamos as considerações sobre o comportamento do jornalista em relação à metodologia de pesquisa de opinião. Continuo achando que o ser humano é uma formação cultural derivada da materialidade das condições em que foi criado (suas aptidões biológicas é outro assunto). Afirmo mesmo que o “jeitinho”brasileiro é uma forma social de resolver os problemas diante da ineficácia das leis. Não podemos acreditar nelas, já que elas demonstram subterfúgios para quem possui dinheiro e poder. Nem mesmo os funcionários da lei acreditam no que deveriam fazer respeitar. A pergunta então é como chegamos a essa construção histórica de nossas leis? A nossa tradição é a da defesa das elites em primeiro lugar, antes das leis. A lei que nossa elite construíu é para os inimigos do poder e para o “zé povinho”. Torna-se cada vez mais anacrônico as bases históricas coloniais que sustentam nosso aparato Judiciário, diante da inserção do “zépovinho” na sociedade dos consumidores. Cada vez mais o Judiciário se despe e se torna visível ao povo como um poder que serve apenas para a impunidade dos de “colarinho branco”. Teremos que mudar nossa sociedade para resolver esse impasse social. Concordo que o caminho não pode ser o de reforçar o paternalismo ou o radicalismo de esquerda, já que não existem condições históricas no momento para isso. O rumo certo é o das reformas sociais, ainda que lentas, mas progressistas contra o conservadorismo. O governo atual acertou em muitas coisas,ainda que tenha fracassado na reforma do Judiciário (um vespeiro histórico e seria enfrentar nossas elites) e uma delas foi não demonizar os movimentos sociais. Nota-se claramente que essa é sempre a bandeira do conservadorismo contra a ameaça do fortalecimento da sociedade civil organizada. Só nesse caminho romperemos com o “jeitinho”brasileiro e poderemos sobreviver de outra forma, amparados em regras claras. Quanto à hipocrisia do brasileiro, me pergunto se ela é diferente da dos outros povos? A polícia londrina jamais irá afirmar que é preconceituosa com imigrantes, mas matou e ficou impune no caso mineiro Jean Charles. Um abraço.

    • FDA disse:

      Caro Surfando,

      Fazia muito tempo que não lia suas reflexões do Democrata-social. Tem uns que começam invertido os termos: social-democracia. No seu caso, sempre que lia seus comentários, dizia que vc é antes de tudo um democrata, um defensor, um militante da democracia na prática social!

      Pelo visto vc entrou “sakapotando” forte, eh! Como se diz em francês: “mieux vaut tard que jamais”(antes tarde do que nunca) rz!

      Gostaria de fazer duas observações do seu comentário:

      Primeiro, vc diz não acredita que os comentaristas estejam “fugindo do assunto em pauta, mas ele é um tanto escorregadio”.

      Quem sabe vc tem razão! Mas quem sabe se a “fuga do tema em pauta” não confirma justamente o pressuposto do Sakamoto: o “medo” de entrar em um campo “escorregadio”, de descobrir a “verdade” sobre si mesmo?

      Olhar cara a cara a Medusa. Fica aqui a questão!

      Segunda, li atentivamente seus comentários. Tem um onde vc fala de sua “experiência entre Brasil e os ianques” que me interessou bastante.

      Vc afirma que “para eles (ianques) a lei funciona, para nós, ela não existe”! Não vou argumentar aqui a premissa segundaria: vc é muito inteligente para ver onde vc pisou na bola!

      Prefiro relevar o conflito intercultural muito banal entre “brasileiros” e outras culturas estrangeiras: a confrontação intercultural entre visões do mundo e direitos universais.

      Concordo em parte com vc: a liberdade, obediência, punição e “repressão são interiorizadas (se vc vai pelo lado cognitivista. Pelo visto Carolina jà esta fazendo seu efeito) nos ianques”!

      Diria que, de maneira geral, esses princípios são introjetados nas pessoas. E isso tão bem nos EUA como também na Europa!

      A Razão seria muito simples: esses principios passam por um processo de ensinamento e aprendizado. Os princípios da história sociopolítica do pais como também da história da filosofia ou de filosofia do direito é obrigatório en alguns países da Europa.

      Na França, o aprendizado reflexivo com esse principios começa na adolescência, antes dos 12 anos!

      Assim, do meu ponto de vista, caro Surfista, não existe solução milagrosa: a família brasileira, o ensinamento brasileiro, a sociabilidade brasileira são fundamentais para adquirir conhecimentos e ensinamentos sobre as questões que fazem referencia ao direito universal: que ele seja, individual, civil, do trabalho ou institucional, o Direito faz parte de nossa realidade quotidiana!

      Caro Surfando, a “lei” não é “inexiste” no Brasil, muito pelo contrário, ela é onipresente: o Brasil tem uma das melhores legislações, uma das melhores estruturas judiciária no mundo.

      O “jeitinho” se impõe como um “habitus”, uma forma de facilidade, como uma tentativa de transgressão da visão ética-moral das coisas e da relação humana.

      Dai a questão: Sera que tem que ter tanta “malandragem” para não levar as coisas a seria?

      Digo e repito: o “jeitinho” funciona no Brasil, sem dúvida por que o Brasil é um pais de mudanças rápidas, de mobilidade e de complexidade social muito grande. No Exterior, na França, por exemplo, ele é causa de sofrimento, de exclusão social, de discriminação sociocultural de conflitos interculturais constantes entre brasileiros e franceses.

      Quer queira quer não a Direito Moderno faz parte de nossa vida quotidiana moderna, sem uma reflexão sobre o direito como mediator da integração social, a porta esta aberta a todas as aberrações possíveis e imagináveis…

  105. surfando na jaca disse:

    construiu. anacrônicas…

    • Carolina disse:

      Gente,

      Eu sou apenas uma estudiosa do cérebro humano, mas não tenho qualquer pretensão de entender o comportamento humano.

      Não acredito na neurociência como explicação última para tudo que o que somos, e o que fazemos.

      O cérebro é extremamente complexo, e tenho que confessar, com módestia não muito apreciada pelos cientistas, que ele não cansa de nos surpreender.

      A capacidade do cérebro de criar novas sinapses, é algo assombroso, mas existe alguma coisa ali, que vai além da simples neurobiologia.

      Por isso refuto quaisquer assertivas absolutas, sobre a formação do cérebro, ser o fator determinante para certos traços de personalidade.

      Posso dizer que os miolinhos de mentirosos e não mentirosos, são virtualmente idênticos.

      Agora uma coisa eu sei, no momento em que a vida se esvai, há uma necessidade imensa de se dizer a verdade.

      Ë um momento realmente surreal, quando uma pessoa que você jamais viu, sentindo a proximidade da morte, segura a sua mão e te faz uma confissão atordoante.

      Porque deixar para este último segundo????

      Talvez seja nesse último segundo, a nossa única chance de sermos verdadeiramente honestos.

  106. Denize disse:

    o Censo 2010 vem aí!!!

  107. Luiz Carlos disse:

    ”Um príncipe prudente não pode e nem deve guardar a palavra dada quando isso se lhe torne prejudicial. Se os homens fossem bons, este preceito seria mau, Mas, dado que são pérfidos e que não o observariam a teu respeito, também não és obrigado a cumpri-la para com eles.”
    Machiavelli.

    Já nos idos longínquos do ano de 1514 o grande marqueteiro dos Médicis ensinava aos seus protetores, regras de procedimento e ações na arte de governar. E a verdade, como se vê no clássico ”O príncipe”, não era um virtude que merecesse respeito. Mas, note-se que, Machiavelli, fez uma importante ressalva; ”Se os homens fossem bons”. O Príncipe, no entanto, teria que se haver com os súditos, os quais, segundo se entende na lição, são pérfidos.
    Quase 500 anos depois, outro marqueteiro, Duda Mendonça, precisamente em 2002, no Brasil, conseguiu a façanha ensinada por Machiavelli. Transformou um candidato carrancudo que pregava mudanças radicais (virar tudo isso que está aí) no Paz e amor e, o virar tudo isso se transformou no mais escancarado ”continuar tudo isso que tá aí”. E o que é mais impressionante, quem acreditou na lorotagem, agora aceita, sem ressalvas, o novo produto que lhes foi enfiado goela abaixo.
    Mas, é importante lembrar de outro marqueteiro —mais antigo ainda—, o filósofo Sêneca que em 60 do Século I ensinava: QUEM NÃO SABE MENTIR NÃO PODE SER POLÍTICO”.
    Ora pois, porque então o cidadão comum, diante de algumas situações não pode fazer uma lorotinha para aparecer bem na fita.

    • FDA disse:

      Caro Luiz Carlos

      Francamente! Me poupe com seus cursos de filosofia tirados das livrarias da rua 25 de Março ou de seus panfletos filosofieros, mistura de filosofia com farofeiro!

      Não dar para vc fazer um comentário sobre o que vc pensa, sente ou o que sei de outro sobre vc mesmo? É tão difícil se questionar se vc fala a “verdade” a si mesmo ou aos outros?

  108. Luiz Carlos disse:

    surfando na jaca disse:
    20/07/2010 às 11:44

    ”O governo atual acertou em muitas coisas,(…) e uma delas foi não demonizar os movimentos sociais.

    Meu caro.
    Movimentos sociais não se demonizam, mas também não se Endeusam. O que se exige é que se cumpram as leis. Só isso!
    A primeira máxima de todo cidadão tem de ser a de obedecer as leis e costumes de seu país, e em todas as demais coisas governar-se segundo as opiniões mais moderadas e mais afastadas do excesso.

    Quando se trata da invasão de propriedades, há que se respeitar a lei maior: CF de 88, Art.5º XXII: é garantido o direito de propriedade. (cláusula pétrea).

    O mesmo artigo, no Inciso XXIII diz: a propriedade atenderá a sua função social.
    No caso das exceções -Inc. XXIV- a Constituição diz claramente que é a lei, somente a lei que estabelecerá o procedimento para desapropriações por necessidade, utilidade pública ou por interesse social. Sempre, mediante justa e prévia indenização em dinheiro. Ou seja, a palavra final é da justiça.

  109. surfando na jaca disse:

    Luiz, “O Princípe” como todos sabemos é fundador da ciência política. Alguns o exaltam como se contivessem verdades eternas sobre o mundo e os homens. Bobagem imaginar que as pessoas são todas ruins e desobedientes. Na verdade, temos nossos interesses pessoais e somos obrigados a viver em sociedade. Por isso estabelecemos leis de convivência, sem esquecer que a sociedade civil é parte da hegemonia de Estado. Aliás, Maquiavel foi muito bem aproveitado por Gramsci, que viu a necessidade de novos instrumentos teóricos para analisar o Estado nas sociedades de massa, coisa que Maquiavel evidentemente não podia imaginar. Portanto não só pela força para coibir os “maus” se faz a hegemonia de classe, mas por consentimento, como demonstrou outro teórico marxista, o Edward Thompson. Bom e mau é coisa maniqueísta que pouco serve para a análise social.
    Emérito FDA, suas questões são pertinentes, mas ouso discordar da parte referente à repressão ou da ordem interiorizada pelos ianques e europeus através do ensinamento. Acho que vc. escorrega para o idealismo de que a educação ou a cultura possa ser modificada por mero ensinamento desde cedo. Ora, sabemos que as escolas participam da reprodução dos valores sociais, da hegemonia dos grupos no poder, mesmo possuindo autonomia frente aos mesmos (lá vou de novo ao Gramsci). É impossível convencer uma sociedade inteira de uma mentira e nem existirão pessoas para que isso se faça. A materialidade dessa questão se encontra na própria organização da Justiça e seu cumprimento, que não pode se apartar da realidade social que a moldou e molda. Portanto, essa é uma questão histórica e do poder como se organizou no Brasil. O “jeitinho”brasileiro só ganha inteligibilidade quando é confrontado com os valores sociais que praticamos. Por isso, a minha experiência em países estrangeiros me colocou de imediato em confronto com valores que não respeitava realmente por vir de outra realidade. Mas sempre ao retornar ao Brasil, via também que aqui praticar os mesmos valores da gringalhada seria uma insanidade. Existe um salto gigantesco que teremos que fazer, dentro de nossa forma histórica de sermos, para mudar o que nos incomoda atualmente: a frouxidão do cumprimento das leis para quem é privilegiado. Isso se torna um anacronismo cada vez mais vil diante do avanço de nosso país no rumo de um acerto histórico com a exclusão social. Tenho certeza de que é para lá que nos dirigimos, lentamente, mas decisivamente. Um abraço forte.

    • Carolina disse:

      caro surfando,

      Espero que se vc precisar de um neurocirurgião, não caia na mão de um que resolveu ler Gramsci.

      Espero pelo seu bem que ele seja bem positivista, com a sua cabeça, e se quiser ser filósofo, faça isso com cobais!!!!!

      Não precisa me xingar não comteana, nem liberal, nem marxista, nem webberiana, nem gramsciana, nem discípula de Habberma ou de Hayek.

      Na verdade acho que todos igualmente persuasivos, mas nenhum deles ainda me convenceu.

      E todos escrevem mal, são chatos de doer.

      Amar de paixão só um, meu nobre colega de profissão o Dr. Freud. Pode ser que tudo que ele diz seja bobaeam, mas que bobagem boa de ler!

      Este tem uma imagem meu altar ultra sincrético, junto com Buda, Nossa Sra. Aparecida e o Espírito Santo.

      Tem também um bottom com meu carinhoso apelido dado pelos colegas da psicanálise: super-ego!

  110. surfando na jaca disse:

    Sim, FDA, sua reprimenda sobre a existência de leis no Brasil é correta, mas quis tocar na questão prática e visível da Justiça em nosso país. Criar leis justíssimas e avançadíssimas não nos coloca entre os país mais justos e livre de toda impunidade, Muito pelo contrário, como a prática nos revela. Acho por isso que o Luiz Carlos se atrapalha, ao cair na mesma esparrela do discurso formalista do direito, dos que dominam a injustiça: a frieza da lei que só serve aos que não possuem recursos de subornar juízes e usar das prerrogativas da lei para escapar dela. É preciso sair do belo texto jurídico e olhar para as práticas vergonhosas de nossa Justiça. Sim, um governo pode demonizar os movimentos sociais. O Serra fez isso com os professores, resumindo-os em baderneiros e politiqueiros. Dessa forma, impede o avanço das reivindicação de categoria e a desarticula. Em que país vc. vive, Luiz?

  111. surfando na jaca disse:

    desculpem-me pelos erros, pois escrevo em velocidade. reivindicações de categoria etc.

  112. Luiz Carlos disse:

    FDA disse:
    20/07/2010 às 14:57
    Caro Luiz Carlos
    ”Não dar para vc fazer um comentário sobre o que vc pensa, sente ou o que sei de outro sobre vc mesmo? É tão difícil se questionar se vc fala a “verdade” a si mesmo ou aos outros?”

    Certamente o Sr. não leu os dois textos que escrevi aqui mesmo trantando do tema do post.
    Leu?
    Se leu está respondido. Ou leu e não entendeu?
    Pois é, fiz um questionamento e um ”convite” para uma reflexão sobre o debate sobre hipocrisia e usei um palavreado um tanto quanto chulo. Notei que um leitor reclamou que eu tinha ido fundo.
    Deixei a pergunta no ar; Qual o pai que se orgulha de ter um filho homossexual? Qual o pai que não se orgulho de ter um filho que ”transa com todas as garotinhas do pedaço? E por fim; Qual o pai que se diz orgulhoso em dizer que sua filha queridinha traçou todos os menininhos do pedaço?
    Foi isso.
    Do mais, num caso lembrei-me, não de filosofia, mas de um persornagem que ironizava o que aprendeu na Universidade, justamente numa crítica aos exageros do filosofismo.
    Machiavelli e Sêneca, citados, foi pela atualização dos preceitos; coisas tão antigas e tão atuais.
    Tratei mais do poder do marketing poderoso que opera verdadeiros milagres de transformações de algumas personalidades. Ou seja, tratei os filósofos como marqueteiros.
    Entendeu?
    Não peça para usar linguajar de galera da geral. Aí não. É demais.

  113. Luiz Carlos disse:

    surfando na jaca disse:
    20/07/2010 às 15:20
    ”O Serra fez isso com os professores, resumindo-os em baderneiros e politiqueiros. Dessa forma, impede o avanço das reivindicação de categoria e a desarticula. Em que país vc. vive, Luiz?”

    Proselitismo político barato. Discurso de assembléia de sindicatos da CUT.
    Respeito profundamente os mestres; sindicalistas não. Em São Paulo o sindicato está ”tomado” pelo Cutismo e pelo PT e é usado para fazer oposição ao governo.

    Atrevo-me, contudo a dar um conselho aos desiludidos: Mudem de profissão. Saiam da aba do Estado.
    A melhor — e unica— maneira de um trabalhador ganhar bem é se tornar empresário. Quem for competente, pois, que se estabeleça.
    Greve no serviço público só prejudica os pobres. E greve de professores é uma crueldade com os mais pobres.
    É por isso que as Escolas privadas estão ganhando de braçada nas provas do ENEM.

    No Rio, as 20 melhores escolas são privadas e as 20 piores são — sem exceção— todas públicas.

  114. surfando na jaca disse:

    Proselitismo barato ou não, é minha opinião. Opinião de quem toma partido mesmo. Não me importa sua objeção, senhor Luiz. Agora sempre escutei isso em minha casa, criado por dois professores. E não deixa de ser um exemplo claro de sua hipocrisia, que na realidade só revela que o inacessível justifica o baixo salário e tratamento canalha do governo de São Paulo. É a repetição da imbecilidade eterna que imagina estarmos numa sociedade ideal e não de classes, do monopólio do capital que passa de pai para filho. Imbecilidade de não reconhecer que não partimos das mesmas condições sociais capazes de nos permitir escolher o que quisermos ser de um estalo para outro. Simples, né. Basta repetir essa sua máxima até para um empregado reduzido à escravidão ou para qualquer explorado, que vá ser empresário rico e não encha o saco. É hipócrita e safada a sua lógica, ainda mais quando conhecemos o alto grau de concentração de renda por uma elite pequena de abastados nesse país,onde a classe média é mínima. O FDA tem razão ao desvelar seu parco fundamento e reflexão no que escreve. Um professor conhece logo um mau aluno.

  115. surfando na jaca disse:

    Além de tudo é desinformado. As escolas federais estão na frente das particulares. E as universidades federais, idem. Se quiser explico, desenho para vc. os motivos desse sucesso contra a filosofia auleira das privadas. Sou filho de professores universitários. Sua ignorância me espanta!

  116. Luiz Carlos (O velho) disse:

    surfando na jaca disse:
    20/07/2010 às 18:07
    ”Além de tudo é desinformado. As escolas federais estão na frente das particulares.”

    Não é verdade. Apenas uma conseguiu o 6º lugar; uma exceção.
    O seu virulento discurso expõe a paixão doentia pelo estatismo retrógrado que nos faz, como nação, permanecer eternamente no terceiro mundo.

    A iniciativa privada, ao contrário dos discursos dos nacionalistas é um preceito Constitucional e amparado no Título I ‘dos direitos fundamentais’ da Constituição de 88.
    Inciso IV do Art. 1º: Brasil, um Estado de Direito Democrático e tem como fundamentos…”OS VALORES SOCIAIS DO TRABALHO E DA LIVRE ININICIATIVA”

    Reafirmo; o sindicato dos professores do Estado de S.Paulo faz política escancarada para a candidata oficial.

  117. surfando na jaca disse:

    Não se trata de lugar, mas das melhores colocadas. Deixe de tentar distorcer as coisas, que comigo não cola. Procure o ranking das universidades e veja se estou mentindo também. E nunca falei a favor de estatismo, isso é contigo e seus medos particulares. Vc. é demasiado tacanho ao fazer essa citação constitucional, como se as estatais estivessem fora da lei. Nem lhe darei resposta sobre isso. Tampouco acredito no Deus Mercado como salvador de tudo, sou mais novo que vc., mas já vivenciei a derrota de vários dogmas em economia. Nos EUA, as grandes universidades são privadas, embora possuam muitas estatais de qualidade. Uma coisa não eliminou a outra. Porém no Brasil, as privadas colocam os lucros na frente das finalidades do ensino, pesquisa e extensão. Por isso mesmo, não alcançam o nivel de excelência que as suas congêneres americanas, com raras exceções e sem comparar a classificação mundial delas.
    Dá um tempo.

  118. Luiz Carlos disse:

    E não adianta colocar dinheiro na educação e na saúde. É jogar no lixo. Tem que mudar o conceito, métodos e a forma de contratação dos mestres. Contratos pela CLT, turno de 8 horas e, demissão em caso de incompetência. O próprio ministro da saúde disse, há poucos dias que, os Hospitais públicos estão privatizados pelas corporações sindicais e, não há como mudar. (entrevista à Isto É)

    Os Americanos fizeram isso na década de 60. Eles descobriram que as escolas particulares, com um terço das despesas eram mais eficientes do que escolas públicas que consumiam montanhas de dinheiro. E a estabilidade dos mestres levavam ao absenteísmo e ao desinteresse.

  119. Luiz Carlos disse:

    Reafirmo.
    O noticiário de hoje dá conta que, no Rio, as 20 piores escolas são públicas e, das 20 melhores, só uma, umazinha só, está em 6º lugar,
    Esta é a verdade.
    Num ranking de 100 Universidade, os Americanos ocupam os 10 primeiros lugares. A USP , neste ranking é a 96º.

    E os estatismo inibe sim, a iniciativa privada. Isso é provado no mundo inteiro.

  120. surfando na jaca disse:

    Vc. deve estar de brincadeira. Fala em resultado nacional no Enen e depois corre para o Rio de Janeiro. Falo de universidades federais no Brasil e vc. corre para ranking internacional. A sua generalização é estúpida para o ensino superior brasileiro como é para um francês também. Vai rezar seu mantra em paz em pleno declínio do Deus Mercado, quando até nos EUA o estado foi chamado para regular o mercado em crise. Cada um é livre para acreditar no que quiser. Só posso é ter pena das suas crenças. Vc. deve ter uma raiva do sucesso da Petrobrás que nem imagino! Mais um tucano dissimulado que conheço na Net. Haja saco!

  121. Luiz Carlos disse:

    O estatismo e o empreguismo.
    Há poucos dias foi divulgado o ranking das 100 maiores empresas do mundo. As 10 primeiras são privadas.
    A Shell, 2ª maior empresa do mundo tem 100 mil empregados no mundo todo e fatura 4 vezes mais que a PETROBRAS. A Petrobras tem, praticamente o mesmo número de empregados.
    Num cálculo primário pode-se afirmar que a estatalzona brasileira poderia funcionar com 1/4 dos funcionários que têm hoje.

    E aí vem um distinto me dizer que a PETROBRAS é nossa. Nossa quem? Minha que não é. É deles. Das corporações.
    Quem é o tacanho?

    Pelo o menos os escravos lutavam contra os seus algozes. Aceitar o nacionalismo tacanho o estatismo dele derivado é o mesmo que ser escravo por opção. Eles ganham e nós pagamos.

  122. Luiz Carlos disse:

    Francamente, não falei em Universidades. Falei das escolas do ensino médio.
    Das Universidades públicas só tenho a dizer que, realmente, são mais eficientes. Mas, isso se explica. É que nas Federais só entram alunos da classe média para cima e, estes, como se sabe, já trazem na bagagem uma vantagem ; o currículo oculto. São criados num ambiente propício e têm apoio da família.
    E custam os olhos da cara!
    O orçamento da USP praticamente é igual ao de Harvard.

    Há um economista no Rio que garante; se o governo embarcasse os universitários num navio e os mandassem para estudar nos EUA ou na Europa seria mais barato para os contribuintes.

    Na produção de tecnologias somos um fracasso monumental. O Brasil é ainda, um país exportador de produtos manufaturados. Mesmo a EMBRAER utiliza os principais componentes —os de maior exigência tecnológicas— importados.
    Não há uma fábrica sequer que produza reatores a jato no Brasil. E aquelas que produzem os velhos motores a pistão, ainda assim, o fazem com pagamentos de licenças.

  123. surfando na jaca disse:

    Vc. quer continuar a confundir, mas não dá:
    O levantamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 por escola mostra que 78% (39, no total) das 50 escolas públicas com maiores notas no ensino médio regular pertencem à rede federal de ensino. Em sua maioria, são colégios militares ou instituições vinculadas ao ensino superior, como os colégios de aplicação. Ao mesmo tempo, apenas uma instituição municipal compõe a lista – a Escola Técnica de Paulínia (SP). O melhor colocado dentre todos é o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, com nota média geral 734,66.

  124. surfando na jaca disse:

    Tem um tipo de autismo que acomete meus colegas de profissão. Com a maior facilidade do mundo (repetindo a lógica do Luiz Carlos, a do facilitário) afirmam, devemos copiar os ianques para sermos como eles. É como se dispuséssemos das sedes das maiores empresas de ponta da tecnologia mundial, que recebécessemos lucros expatriados de filiais de outras nações, que monopolisássemos tecnologia e recebécessos seus royalties e com isso tudo e mais alguma coisa, lubrificássemos o maior sistema financeiro do mundo. É simplesmente esquecer a divisão internacional do trabalho. Como se o mundo fosse possível de ser inventado da noite para o dia. Eu acho incrível, após visitar outras universidades estrangeiras, que possamos criar tecnologia e efetivamento o fazemos (enriquecimento de urânio, prospecção de petróleo em águas profundas, venda de jatos etc.), com baixos salários e laboratórios sem recursos. Duvide-odó que se gaste mais em ensino superior e tecnologia no Brasil do que nos EUA. Um curso numa grande universidade privada dos EUA custa ao aluno algo em torno de 100 mil dólares anuais. Aqui nem teríamos uma classe média que pudesse pagar esses valores. Deixa de bestagem, seu Luiz!

  125. surfando na jaca disse:

    Entre as dez primeiras colocadas do ranking 2009, o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (MG) é a única instituição pública. Se forem consideradas as 50 melhores, mais oito instituições públicas se destacam. Uma é militar, uma é ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), duas são federais e quatro são ligadas a universidades públicas.
    Agora conte quantas escolas federais existem e quantas particulares. Outra coisa, veja a relação salarial dos professores desses colégios de aplicação e os da rede muncipal e estadual. Pois é, salário decente é resultado de bom ensino. Essa relação que os conservadores e as privatarias nunca apontam. E vem com esse papo de demissão, fim de estabilidade, fazer os professores estudarem mais etc. Salário que é bom, nadica.

  126. Luiz Carlos disse:

    O meu comentário se enquadra no tema do Sakamato que propôs discutir hipocrisia. Pois bem.
    O terceiromundismo encalacrado numa certa camada da nossa população, orientada pela falácia do esquerdismo tupiniquim insiste no vitimismo para esconder e disfarçar os nossos fracassos. Não somos desenvolvidos porque somos incompetentes e adotamos políticas erradas. Culpar os outros pelas nossas mazelas, além de ser um procedimento que ofende os países desenvolvidos, mostra ainda uma certa preguiça mental. É a síndrome do Jeca Tatu.
    Um exemplo clássico atual; as Coréias. Enquanto a Coréia do Norte adotou o comunismo e, produziu um dos países mais pobres do Planeta, a do Sul, no mesmo período, num regime de liberdade total, conseguiu, em menos de 50 anos se transformar num país próspero.
    Os Norte Coreanos têm renda per capita igual aos mais pobres países Africanos e, de 1990 até hoje, mais de 3 milhões de cidadãos morreram de inanição (fome pura).
    A Coréia do Sul ostenta uma renda de mais de 20 mil dólares per capita e é produtora e exportadora de tecnologias avançadas, concorrendo com o Japão e o próprio EUA.
    Lembrando que, em 1960, a Coréia do Sul era um país miserável. Investiu pesado em educação e não culpou ninguém, como é do gosto dos Tupiniquins. Ao invés de demonizar os EUA, aliou-se a ele, deixando as utopias socilialistas em voga à época, longe de tudo, inclusive das salas de aulas.

  127. Luiz Carlos disse:

    Terça-feira, 20/07/2010
    ”Entre as mil piores escolas no desempenho do Exame Nacional do Ensino Médio, mais de 90% são públicas. Das 20 escolas brasileiras mais bem colocadas no ranking, apenas duas são mantidas pelo governo.”

    Esta foi a Manchete de todos os jornais do Brasil na terça feira. No meu comentário citei apenas o Rio de Janeiro, onde, conforme escrevi, as 20 piores são todas públicas e, a mesma fonte, informa que, das 20 melhores, apenas uma escola pública aparece num honroso 6º lugar.

    Baseio-me nestas informações que, diga-se, são oficias. Pretendo encerrar aqui este assunto, pois tenho absoluta convicção que, análises paralelas dando outras interpretações são puros exercícios tergivercionistas totalmente alheios à realidade.

    Um povo lutador aprende com os erros e não os justificam transferindo culpas. Isso é insistir no erro.

    Lembrando que as escolas técnicas têm uma dinâmica própria e , independente da gestão é possível manter um padrão de qualidade razoável.

  128. Bruna Melo disse:

    Mais um post interessante e que abre espaço para as dicussões importantes sobre o comportamento do brasileiro.

    É realmenter comum ver pessoas politicamente corretas em publico e no âmbito privado ouvirmos verdadeiros absurdos. Mas também me preocupa muito o outro lado, pois vemos pessoas que agridem a opinião alhei a quando divergente. Quando participo de debates em comunidades contra o preconceito vejo muitas pessoas que estão do mesmo lado que muitas vezes, por erro de interpreação ou por falta de boa vontade, agridem as outras sendo intolerantes quando elas próprias sofrem pelas intolerância. Não digo que devemos ser todos hiprocritas, mas confesso que muitas vezes já deixem de dar uma opinião sincera com medo de represalias de quem é muito politicamente correto, porém é intolerante ao extremo com uma opinião divergente.

  129. surfando na jaca disse:

    Esse senhor Luiz Carlos é um simplificador. Um repetir inconsciente do que escreve. Emulou e colocou a lanterna na popa e esqueceu de colocar a China na comparação e da crise asiática. Na realidade, o que verdadeiramente esqueceu na sua simplificação é que o capitalismo é um sistema mundial e o socialismo real só ocorreu na sua periferia e não pode se tornar um competidor para o capitalismo. É evidente que o que está atuando é o processo histórico, cujos recursos materiais e imateriais (tecnologia e cultura) do capitalismo não encontra competidores. Pergunto, que grande centro tecnológico é a Coréia do Sul ou a China? O capitalismo passa por uma grande transformação, que é a agilidade de transferência de recursos para novos mercados. É também uma grande jogada transferir a poluição da produção industrial para a sua periferia, usando mão-de-obra barata e fugindo dos encargos sociais do Primeiro Mundo. Não se transfere a criação de tecnologia, mas a sua aplicação. O seu Luiz quer esse modelo chinês provavelmente. Quem sabe não comece a entoar loas ao “socialismo chinês”. Pode deixar que não evitarei de fazer considerações laterais às suas, mesmo que não goste ou as desconsidere. Acho que fui bem claro no meu ponto de vista a respeito das escolas federais e o mesmo para as universidades federais. É a simples realidade. Outra coisa que sua ignorância proposital esquece é que educação fundamental é um direito constitucional do Estado Moderno e que deve ser de qualidade e pública, como é na França. Nem os neoliberais mais doentios defenderam a eliminação desse direito pela iniciativa privada. A realidade é mais complexa do que o seu dogmatismo idiota.

  130. Alicia disse:

    A respeito dos comentários do Sr. Luiz Carlos sou forçada a discordar.

    Não há como, num país como o Brasil dizer para todos virem empressários e que só a inicativa privada irá nos salvar. Citando um dos comentários do Surf (aliás uma ótima sacada) como incetivar a concorrêcia quando não se condições igualitárias de condições? E não, não sou comunista, e sinceramente nem acredito no comunismo. Vamos ser objetivos e vamos aos fatos. Não queiram tomar o EUA como única base de comparação, o extremo liberalismo e a privatização de serviços como educação e saúde geraram custos socias imensos por lá, a saúde é um caos e planos de sauúde se recusam a tratar seus pacientes, pois otratamento é caro e não gera lucro (estamos falando de recusa de tratamento de cancêr, autismo, etc.) e ó ensino também é ruime decadente, as universidades são boas porque aceitam uma parcela miníma de americanos que pordem pagar ou se endividam mas tem notas ótimas, mas mais da metade dos graduandos no “ensino médio” de lá não sabe onde é o oceano pacifíco.

    Depois de esculhabar com o “american dreams” de alguns aqui vamos usar uma outra base de comparação. A inglaterra, berço do capitalismo, tem sua saúde e educação como públicas e são uma das melhores do mundo, há mais igualdade de competição e as empresas de lá são mais represantivas, mas nem por isso houve privatização dessas areás e há muitas empressas estatais em outras áreas, sendo elas muito eficientes.

    Não aceito também a falta os ataques contra os educadores de SP, como economista vinda de uma família de professores sei que seus argumentos falham, primeiro porque a educação está falhida proc ulpa da sociedade que acha mais fácil deixar os filhos de quem pode pagar nas particulares do que cobrar uma educaçõa decente para todos, é culpa dos pais que não cobram nem dos filhos, nem dos professores um bom rendimento, é culpados filhos que não se cobram porque não tem nenhuma prespectiva de futuro, é culpa do governo que não apresenta propostas consitentes para a educação com um bem público e margianliza uma classe já desmotivada, é e culpa de uma parcela da classe quem também é indiferente, pois são muitos os que não lutam pela digindade de uma classe que merece todo o respeito do mundo.

  131. Luiz Carlos disse:

    Alicia disse:
    21/07/2010 às 11:09
    ”A respeito dos comentários do Sr. Luiz Carlos sou forçada a discordar.”
    Prezada Alicia.
    Não tenho procuração p/defender Americanos, mas, não brigo com os fatos.
    O maior PIB do mundo é Americano; 14,5 trilhões de dólares;
    Está lá também a 3ª maior renda per capita; 47 mil dólares (a do Brasil, p/ comparar, não chega a 10 mil)
    O IDH é um dos mais altos; 0,985
    A mortalidade infantil é uma das mais baixas do mundo; 6/mil;(no Brasil, média 23/mil).
    Ah, sim, ia me esquecendo; A tx de criminalidade é de 8/100 mil (Brasil, média, 31,5/100mil.
    A tx de alfabetização é 99,8%.
    De fato, é até folclórico o desprezo do Americanos pela geografia.
    Nenhum povo em nenhuma outra época da história da humanidade chegou tão perto do ideal de vida.
    Apenas por curiosidade; a maior renda per capita do Planeta é a do Qatar, um Emirado da península arábica mergulhado no petróleo cujo território é igual a cidade de Campinas, onde vivem 800 mil felizardos com renda de 80 mil dólares. É a primeira do mundo.

  132. Luiz Carlos disse:

    Os baixos salários dos mestres devem-se, principalmente, por uma lei irrevogável, pois é da natureza; o excesso de oferta. São milhares de formandos despejados no mercado anualmente. A natureza e a economia, num determinado momento resolverá esse desequilíbrio, basta, para tanto, que não se encontre mais professores disponíveis.
    Na atual quadra da economia, um engenheiro civil está ganhando cerca de 15 mil reais/mês, no mínimo, na iniciativa privada. Um técnico em edificações ganha quase isso também. Seria uma crueldade dos empregadores? Não. É a lei natural. Que não se repita a velha e desgastada ”mantra”; é o capitalismo. Não. Não há alternativas. É o mundo que é assim, gostemos ou não.
    Não é só a educação que é um direito Constitucional. A saúde e a segurança também são; ambas precárias no Brasil.
    No Rio de janeiro, um paciente que necessite um cirurgia do fêmur no INTO (Instituto Nacional de Traumaortopedia) tem que aguardar por mais de cinco anos na fila. Muitos morrem antes.
    Lembrando que, dos 190 milhões de brasileiros, apenas 30 milhões têm convênio saúde.
    É isso!

    A melhor escola do ranking do ENEM é de São Paulo e a mensalidade é de 2800 reais/mês para p 3º ano médio. E há filas para ingressar.

  133. WELINGTON GAETHO ESCOLA disse:

    Gosto muito dos adágios populares, todos encerram em si uma verdade,
    há um que diz o seguinte: “Nem todas as verdades foram feitas para serem ditas!” Caso uma mulher passe um longo tempo se arrumando e ao terminar pergunte a mim: “Estou bonita?” Eu jamais lhe diria que não. Isso deve ser por força do cavalheirismo. No que diz respeito ao brasileiro essa questão já foi fruto das mais variadas pesquisas acadêmicas no campo das ciências sociais, o Sr. Sakamoto, certamente, conhece muitas, mas mesmo assim está propondo que façamos uma reflexão. Quero abordar esta questão, empiricamente, sob um outro ângulo um povo com o nosso passado histórico colonialismo, escravidão e governos ditatoriais não pode ser tachado de mentiroso ou coisa que o valha, pois fomos condicionados a evitar o confronto e o embate, fato que não faz de nós cordiais, como quer o mito, mas que nos ensinou a aceitar o “Status quo”, mais do que isso, devíamos agradar aos “Donos do Poder.” Nosso povo não participou como protagonista dos rumos que o país tomou ao longo dos séculos fomos apenas (tel)espectadores. Acredito que seja por isso que os brasileros, de forma geral, tenham tantas dificuldades de se posicionarem em relação a muitos temas, principalmente, sobre os mais controversos. É lógico que isso não nos exíme, por completo, das consequências que esta postura traz para nós mesmos, mas ajuda a entendê-las melhor. Sem mais, abraços!!