Blog do Sakamoto

Metalúrgicos, jornalistas e o poder da reivindicação

Nós, jornalistas, muitas vezes não nos reconhecemos como classe trabalhadora. Devido às peculiaridades da profissão, desenvolvemos laços com o poder e convivemos em seus espaços, seduzidos por ele ou enganados por nós mesmos. Só percebemos que essa situação não é real e que também somos operários, transformando fato em notícia, quando nossos serviços não são mais necessários em determinado lugar.

Ou, às vezes, nem isso. Já vi colegas se culparem por terem sido demitidos sem justa causa no melhor estilo “perdoa-me por me traíres” de Nelson Rodrigues. “Deveria ter virado mais madrugadas na redação”, “deveria ter me oferecido para trabalhar em todos os finais de semana”, “não deveria ter corrigido o português ruim do meu chefe”…

Fazer protestos por melhores condições? Imagina! É coisa de caixa de banco, de operário sujo de graxa ou de condutor de trem que atrasam nossa vida e geram congestionamentos na cidade. Ou de inglês, francês e italiano que têm a vida ganha e mamam no Estado. Enquanto isso, quem tem consciência de que é um trabalhador e reivindica coletivamente, como muitos bancários, metalúrgicos e metroviários, tem mais chances de obter o que acha justo.

Quando vejo algumas coberturas jornalísticas mal feitas de protestos e greves fico pensando como pessoas que não conseguem se reconhecer como classe trabalhadora podem entender as reivindicações de trabalhadores. O fato é que não somos observadores externos e nem podemos ser. Somos parte desse tecido social, desempenhamos uma função, somos parte da engrenagem, gostemos ou não.

A vida de jornalista, deixando de lado o falso glamour, não é fácil. Ainda mais com o processo de precarização da profissão que é mais intenso para aqueles que são patrões de si mesmo, não por decisão própria, mas porque foram empurrados para isso.

É ano de eleições gerais, mas também de pleito entre jornalistas. Entre 27 a 29 de julho, está ocorrendo a votação para decidir quem ficará à frente da Federação Nacional dos Jornalistas pelos próximos três anos. Independentemente de quem ganhe, seria importante aproveitar o momento para participarmos mais dos debates sobre os desafios de nossa profissão. Pelo menos, estaremos quebrando a barreira do silêncio e abrindo o diálogo nas redações. E não apenas fazendo figa para que o dissídio seja maior neste ano como se ele caísse do céu.

Duvido que muitos jornalistas saibam que está rolando essa votação. E por pior que seja a divulgação do pleito, essa não é uma justificativa válida – principalmente para nós, que conseguimos obter informação quando queremos. Não é irônico que os profissionais que informam sobre e analisam a democracia diariamente não exerçam sua “cidadania profissional”?

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Comentários

42 Responses to “Metalúrgicos, jornalistas e o poder da reivindicação”

  1. Gerci Monteiro de Freitas disse:

    Sakamoto, não tenho nada a acrescentar e nem a contestar, devo parabenizá-lo, você foi muito bem em seu comentário!

  2. Alexandre disse:

    Neste comentário você foi feliz! No anterior você foi totalmente incompetente!

  3. Proftel disse:

    Não há muita diferença entre professores e jornalistas quando se fala em greve.

    Duas classes que formam/informam e são desunidas na hora de reinvidicar.

    :-/

  4. Abulafia disse:

    Tudo isso é muito arcaico…O tempo passou e você não percebeu, Sakamoto. O Muro já caiu há 20 anos. Os regimes comunistas/socialistas fracassaram terrivelmente. Os teus líderes sindicais já se tornaram parte do sistema. A ditadura do proletariado jamais vai existir. Luta de classes? Vai mobilizar quem para isso? Aquela Cuba da tua predileção é uma ditadura das mais ferozes. Cada cubano tem 4 ou 5 divórcios. A família cubana foi destruída. A teologia da libertação foi aniquilada por aquele cardeal alemão, aquele! E as tuas afirmativas sobre os jornalistas só vem confirmar tudo isso.

    • Felipe disse:

      Não tem nada ver socialismo/comunismo, anta humana hahahaha Nada mais capitalista, american way, do que sindicalista. O estilo dos yankees não é tipo todos podem crescer e conquistar o sonho americano? Pensa no Lula, Independente da ideologia dele ou do partido, um cara pobre, que veio de pau-de-arara e hoje é presidente. Se vc não entendeu só pode ser uma porta.

  5. Proftel disse:

    Abulafia:

    Infelizmente nada disso é arcaico.

    O muro caiu por conta da gente.

    A família Cubana não está assim tão mal, a teologia da libertação era um cancro, o atual papa não é lá essas coisas mas, é um Papa. Limpe sua boca ao falar dele.

    Você convenientemente está se esquecendo da China babaca!

    Se tiver menos de trinta anos, procure aprender “mandarim”

    De boa.

  6. FDA disse:

    Sakamoto,

    Concordo com a quase unanimidade dos comentaristas: neste post “você foi” muito “feliz”!

    Acrescentaria: Credível, Sincero e Honesto!

    Se vc me permite, gostaria de argumentar.

    Credível por que seu testemunho é coerente com a crise que afeta atualmente a identidade profissional do jornalista no mundo do trabalho!

    Vc tem razão de evocar que o «Nós» jornalistas não se reconhece na classe trabalhadora, e, o que há de pior, é que muitas vezes, o jornalista não se reconheça nem na classe dos cidadãos pertencentes a uma sociedade, ou, no mundo planetário que dividimos em comum.

    No entanto, indivíduo jornalista, classe trabalhadora e cidadãos têm uma ligação comum: a Sociedade Civil, a vida polica, a vida no planeta no qual vivemos.

    Vc é Sincero por que vc evoca a vida afetiva do jornalista de maneira general.

    É muito corajoso de sua parte de“quebra a barreira do silêncio”, o sigilo da profissão protegido por uma maioria dominande que vive barricada dentro das salas feltradas e climatizadas das redações jornalísticas nacionais ou internacionais.

    Essa lei ou “doxa”( Bourdieu) ordenadora e legitimadora do silêncio sobre as condições de trabalho do jornalista, é terrível, desumana e mal honesta.

    De fato, é notório que os “laços” de conivência que existe entre jornalistas e poder político faz parte do trabalho jornalístico.

    Porem, poucos sabem que esses laços são uma ameça constante na vida e nas condições de trabalho do profissional do jornalismo.

    Outra realidade é o sentimento do desejo de sedução que anima o jornalista.

    Ele faz parte não somente da fonte de competência do jornalísta mas também da relação de trabalho do jornalista.

    O jornalista, como qualquer outro indivíduo, é seduzido pelo poder, que ele seja politico, social ou individual.

    O poder de sedução faz parte da realidade do indivíduo como do mundo do trabalho jornalístico.

    E, de fato, os “laços com o poder” tornam-se uma ameaça constante que pesa na vida profissional do jornalista como na vida de qualquer outro cidadão.

    Como existe também o desejo intimo que amima o jornalista de seduzir um público leitor. Ora, isso vai muitas vezes de uma necessidade vital: a subsistencia do jornalista como também de sua família dependem deste poder de sedução.

    Quer queira quer não, o desejo de sedução faz parte da vida profissional do jornalista, faz parte do trabalho de jornalismo.

    No entanto, poucos são aqueles jornalistas que ousam olhar nos olhos da Medusa!

    Além disso, o desejo de sedução é ambivalente: ao mesmo tempo que ele é útil para o jornalista fazer seu trabalho de jornalismo, o desejo de sedução se introduz nas condições de trabalho do jornalista como uma ameaça, como uma espada de Dâmocles.

    Esses sentimentos radicalmente opostos fazem parte importante da vida profissional do jornalista.

    Porem poucos tem a coragem de enfretar essa realidade….

    Outro sentimento importante que vc tem razão de evocar é o sentimento de culpabilidade que anima um jornalista. Culpado quando o jornalista não se sente seguro de sua “objetividade”.

    O monstro da “subjetividade” é uma ameaça constante na vida afetiva do Jornalista.

    A luta interna entre “objetividade” e “subjetividade” faz parte também da experiencia e das condições de trabalho do jornalista.

    Todos esses movimentos da vida profissional do jornalista influenciam nas condições de trabalho do jornalismo atual. Eles se constituem como um “mal-estar” profissional profundo que anima a crise do jornalismo mundial!

    De maneira geral, a profissão de jornalismo vive uma crise mundial de confiança e credibilidade. A recusa da realidade seria um dos sinais manifestos desta crise que vive o mundo do trabalho jornalístico.

    O jornalista não se sente bem por “não ter feito bem seu trabalho”, por se sentir obrigando de trair um colega, por trair um angulo de um tema abordado, incompetente por ter feito uma “cobertura mal feita”, incapacitado pela falta de inspiração de escreve uma matéria que ele tem que entregar a tempo e a hora, culpado de “ter traído um testemunho”, etc., todos esse movimentos afetivos revelam a crise profunda que anima a vida professional do jornalista!

    Ora, todo o esfoço do jornalista é orientado no “falso glamour”!

    O fenômeno do “falso glamour” é uma realidade universal.

    Sei porque trabalho depois de muitos anos com jornalistas do mundo inteiro! E esses sentimentos são universais porem poucos são aqueles que ousam falar, ousam enfrentar!

    Quebrar esse círculo vicioso, ess “doxa” não é fácil. Foi muito sincero de sua parte de faze-lo!

    Vc é honesto quando afirma que o trabalho de jornalista é ambivalente.

    Ao mesmo tempo que o jornalista é habitado pelo prazer de um heroísmo salvador do mundo. Na sua maneira heroica de informar o leitor dos perigos que vive o cidadão, o planeta.

    Esse sentimento heroico desperta um sentimento de superioridade que o faz pensar que ele faz parte de uma elite de privilegiados, que ele” vive fora da realidade” do mundo social ou Professional.

    Ora, poucos sabem que o jornalista vive também o desprazer da solidão profissional.

    O jornalista tem que enfrentar sozinhas suas certezas e suas dúvidas! Sozinho face as crises da profissão! Sozinho face ao medo de perder seu trabalho. Sozinho face as dificuldades da vida socioprofissional, da vida social e da vida familiar.

    Por todo esse testemunho digo “MERCI” (obrigado) e Parabéns!

    Tudo que podemos esperar é que ele abra um caminho para um diálogo interprofisional nas redações. Encoraja ações participativas importantes. Abra horizontes aos debates, sobre os desafios presentes e futuros da vida profissional do jornalista dentro do mundo do trabalho jornalístico.

    Em todo caso, vc esta dando a sua participação, a sua contribuição.

    E quem sabe se no fundo, não seria essa Credibilidade, essa Sinceridade, essa Honestidade que seria “saudável” em “toda a ação que vem no sentido’ de melhorar e dar transparência às relações e nas condições de trabalho do jornalismo?

    Quem sabe se não seria assim que o CAPITAL saúde no trabalho seria garantido?

    Fica aqui a questão aberta.

  7. Ive disse:

    Gostei do texto, Sakamoto. Trabalho em um grande veículo de comunicação e sei o quanto é difícil a gente se mobilizar. Não é fazer bagunça, mas sim reivindicar. Temos vergonha disso, o que é uma vergonha.

    • FDA disse:

      Ive disse:

      “Não é fazer bagunça, mas sim reivindicar”!

      Caro Ivo, vc esta querendo fazer um omelete sem quebrar ovos? E isso?

      “Temos vergonha disso, o que é uma vergonha.”

      Vergonha de que? De reivindicar os seus direito? Vergonha de reivindicar um tratamento profissional mais digno? Vergonha de reinvicar condições de trabalho dignas?

      Caro Ive, não se engane de adversário!

      O maior inimigo do homem não é a “vergonha” mas sim a submissão do homem profissional a que ele acha vergonhoso de viver! A que ele acha injusto de submeter-se!

  8. Luiz Carlos disse:

    Proftel disse:
    29/07/2010 às 2:51
    Abulafia:
    ”O muro caiu por conta da gente.
    A família Cubana não está assim tão mal…”
    Por conta da gente, quem? Que gente?
    O muro caiu por podridão e pela pressão dos irmãos do outro lado, os quais, morriam na tentativa de ”pular” para o outro lado.
    Afirmar que os Cubanos não estão tão mal assim é um absurdo absoluto e inominável. Um povo tratado como animais numa cocheira imunda cujo sonho é, algum dia, atravessar o Mar do Caribe não pode estar bem. Exceto, naturalmente, os de sempre; os salvadores.

    E a China não serve de comparação com ninguém. A China é a China. A China calou até o Herói máximo das esquerdas sonhadoras e dos antiamericanos utópicos; o lendário General Vo Giap. Vo Giap viu a China degredando as florestas e as minas do Vietnã sem nenhum respeito às leis ambientais e na ocidentalização total dos seus concidadãos.
    Até as Vietnamitas, há pouco tempo retratadas como guerrilheiras feinhas e assexuadas se transformaram em lindas Asiáticas. São até vendedoras de reluzentes automóveis Europeus em Hanói. As descendentes das guerrilhieras de Giap, são hoje, tão bonitas como qualquer mulher ocidental, inclusive, os olhos, foram esticados à moda Americana.

  9. Luiz Carlos disse:

    Países que foram inimigos dos EUA, na 2ª guerra mundial não precisam de amigos. Nunca na história da humanidade se viu um inimigo tão amigo. Vide Japão e Alemanha.
    O Japão derrotado e humilhado, em pouco tempo foi entregue —de mão beijada— aos Japoneses e, em seguida, se transformou na 2ª maior potência econômica do Planeta. Alemanha que teve a sorte de ficar com os EUA, já em 1948 (très anos apenas após a derrota) era autônoma e se recuperou de maneira espantosa. Na Alemanha, mesmo as empresas que eram ligadas politicamente ao Nazistas foram entregues aos seus donos intactas.
    A WV, a 16º empresa do mundo, só ficou com os Americanos durante 2 anos. Foi dirigida por um Major engenheiro Americano que a manteve com seus empregados e sua identidade empresarial intocável.

    Do outro lado, não precisa comentar; só desastre e sofrimento.

    • Cleide disse:

      OK, OK, vamos voltar ao tema do debate? Sakamoto, deleta esse tipo de coisa! Eles começam a viajar na maionese e tiram o espaço de quem quer discutir o tema do blog. Tem um blog sobre Guerra Fria ali do lado. Vai lá!

    • Felipe disse:

      Parabéns!!! E a África? E a América latina que sempre lustrou os sapatos dos estadunidenses?

  10. Olá!
    Nossa, nunca tinha pensado nisso!
    Durante boa parte da minha vida eu quis se jornalista, e desisti porque desacreditei no jornalismo. Hoje, mais madura, vejo jornalistas como vc e fico feliz de ver que, como em qualquer área, há aqueles que estão realmente interessados em fazer as coisas p/ além do capital…

  11. Olá! Caros comentaristas!
    Omedetô, Sakamoto-San, pelo bom e balanceado TEXTO!
    Tchau!!!

  12. Marcelo J. disse:

    Luiz Carlos “DEGREDANDO” florestas e as minas do Vietnam??????????
    degredar é botar à ferros, é escravizar.

  13. Marcelo J. disse:

    Acho que quiseste dizer DEPREDANDO, não te preocupes isso acontece em comentários com alto grau de manipulação de informação. :)

  14. Caio Ramos disse:

    Ô classe desunida. Na hora em que a coisa aperta cada um só que saber do seu. Se reunir e enfrentar os patrões? Mesmo quando direitos básicos são desrespeitados? E este estado de coisas vai se perpetuando.

    • FDA disse:

      Não sei não, viu Caio Ramos!

      Se vc ler o comentário de seu colega Ivo veras que as coisas não são bem assim. Imaginamos um dialogo entre vocês dois ou três jornalistas. Vc veria que a “classe” não é tão desunida assim…

      A prova!

      Vc afirmaria: “Na hora em que a coisa aperta (..)” E que os “direitos básicos são desrespeitados”“os patrões” sabem que seria difícil “a gente se mobilizar”!

      Ivo respoderia: Talvez , eles sabem que “temos vergonha disso”!

      Um terceiro jornalista diria: logo, a “vergonha” do jornalista se tornaria uma arma poderosa nas mãos do patrão!

      Em conclusão: os patrões sabem com utilizar a vergonha para evitar que a “classe desunida” se una!

      “Se reunir e enfrentar” para defender os direitos básicos seria um perigo para os patrões!

      Melhor mesmo é usar a estratégia da vergonha, do medo para inibir toda ação coletiva…

      Mais como vc pode constatar isso é um diálogo imaginário entre dois colegas e uma terceira pessoa que comentam no mesmo blogue e que sem dúvida tem “vergonha” de trocar informações: “cada um só que saber do seu” comentário” como sem dúvida cada um so quer saber de seu trabalho, do seu mundo…

      Enquanto isso os patrões vão festejando…

  15. MarceloJ. disse:

    ooooppppsss ERREI, degredo (degredando) -pena de desterro ou exílio imposta judicialmente em caráter excepcional como punição de um crime grave, constitui forma de banimento.

  16. Companheiro disse:

    Acabou-se a era das reivindicações. A moda agora é aderir. O que o jornalista almeja é ser chapa branca. Um patrocinio estatal, federal, estadual ou municipal e pronto, mais uma pena alugada.

  17. Luiz Carlos disse:

    Marcelo J. disse:
    29/07/2010 às 11:49
    ”Luiz Carlos “DEGREDANDO” florestas e as minas do Vietnam??????????
    degredar é botar à ferros, é escravizar.(de.gra.dan.te)”

    (1. Que degrada, física ou moralmente [Sin. para o sentido moral: aviltante.)

    E daí?
    O sentido é aviltar, destruir! É assim que vê os ecologistas radicais e o próprio Vo Giap sobre o intenso uso e destruição das minas e das Florestas do Vietnã pelos Chineses. Expressão que, num certo sentido, pode ser usada com os antigos guerreiros Vietnamitas que estão vendo a utopia socialista dando lugar ao mais escancarado capitalismo comandado pelos Chineses.

    • Marcelo J. disse:

      E daí ? Nada
      O bebê de Rosemari mais uma vez manipula informações.
      Deixa de relatar o período francês na Indochina, administrado com mão de ferro e trabalho aviltante para a população. Provávelmente o FDA pode te explicar melhor esse período.
      E não escreve uma linha sobre o período americano no Vietnam, período este no qual os americanos lançaram milhões de toneledas de bombas e usaram o agente laranja, desfolhante que não só arrasou com as florestas do Vietnam, como ainda hoje em dia seus efeitos se fazem presentes na população.
      Ou seja, Capitalismo de Estado é degradante.
      Capitalismo de mercado não.
      Pois vou te dizer é tudo a mesma meleca. A exploração é a mesma, degradante e aviltante.

  18. José Nunes disse:

    Caro Sakamoto.

    Parabéns pelo post. Não preciso falar mais nada.
    Um abraço
    Nunes

  19. Luiz Carlos disse:

    Marcelo J. disse:
    29/07/2010 às 18:50
    ”Ou seja, Capitalismo de Estado é degradante.
    Capitalismo de mercado não.
    Pois vou te dizer é tudo a mesma meleca. A exploração é a mesma, degradante e aviltante.”
    Não existe capitalismo de Estado. O que existe é dirigismo estatal na economia que, a rigor, é sinônimo de comunismo, ou uma forma saudosista do muro.
    Capitalismo de mercado é um rótulo pejorativo à livre iniciativa que, no Brasil, como já esclareci, afronta até a Constituição de 88.

    Repetição tediosa, mas necessária:
    CF de 88 Titulo I; dos Princípios Fundamentais: Art. 1º, IV: O Estado Brasileiro tem como fundamento;— os valores sociais do trabalho e DA LIVRE INIATIVA.

    Do mais, é puro trololó…

    • Felipe disse:

      Cara Estado e Comunismo são inconciliáveis. No máximo um socialismo nos moldes soviéticos, porque dirigismo sempre vai existir, estamos sempre tendo que seguir regras impostas pelo Estado. Essa história de livre iniciativa também é uma falácia, sempre vão existir grupos hegemônicos querendo dominar a informação, os recursos. Uma das coisas boas da internet é que podemos expor (para o bem ou mal) nossas opiniões e a informação fica menos restritaa meia dúzia de veiculos que pensam do mesmo jeito que você.

    • surfando na jaca disse:

      Cérebro de guerrilheiro de NSra. de Fátima parece disco de vinil empenado. E tome Constituição. Menos mal!

  20. surfando na jaca disse:

    Desde criancinha aprendi no Manifesto Comunista que a sociedade é dividida em classes e os que possuem o capital exercem a sua hegemonia na sociedade. Tinha uns 15 anos quando li tal coisa. Desde então nunca me confundi com meus patrões. Ainda que trabalhasse por conta própria, estaria trabalhando para quem paga a única mercadoria que tenho, meu trabalho. A vantagem é que depois disso nunca tive dessas crises de frescura de não saber o que sou. Mas o que não falta é direitoba com crise de identidade e se confundindo com o patrão.

  21. Luiz Carlos disse:

    surfando na jaca disse:
    29/07/2010 às 23:45
    ”Cérebro de guerrilheiro de NSra. de Fátima parece disco de vinil empenado. E tome Constituição. Menos mal!”

    Repetição necessária quando o interlocutor insiste num discurso monocórdio que mais parece aluno com dificuldade de aprendizagem. O cidadão, por mais humilde que seja, tem que saber da existência da lei e, sobretudo, discernir, entre seus anseios e desejos, o que é factível. O que é legal e o que é marginal.
    E vale a pena, pois o Sr. agora sabe o que diz a lei máxima sobre a livre iniciativa e o que a diferencia da falácia dos palanques dos demagogos.
    Acato suas ofensa gratuitas como elogios.

    • surfando na jaca disse:

      Senhor Luiz da TFP, o senhor é um lenho verde difícil de ser carregado, nem com a ajuda de Nsra de Fátima o serviço fica mais leve. Vou deixar essa tarefa para o camarada Marcelo, pois já fui ameaçado pelo seu pessoal uma vez em passeata no final da ditadura. Aquela gente ridícula, vestida com uniformes cáquis como os nazis da SA, e ridículos megafone de lata e suas bandeirinhas medievais. Isso é demais para mim. Que Deus lhe dê discernimento e aplaque sua ira direitoba.

  22. Luiz Carlos disse:

    Felipe disse:
    29/07/2010 às 23:32
    ”Cara Estado e Comunismo são inconciliáveis…”
    ERRADO!!!
    Não existe comunismo sem estatismo.
    A expressão ”grupos hegemônicos” vem dos ensinamentos de Granmci e é largamente utilizada nos discursos dos pecebinhas refratários e saudosistas.

  23. Luiz Carlos disse:

    Uma lembrança aos ”humanistas de araque” que se baseiam nos discursos arcaicos do igualitarismo utópico:
    ”Legisladores ou revolucionários que prometem simultaneamente a igualdade e a liberdade são sonhadores ou charlatães”
    ( GOETHE)

  24. Luiz Carlos disse:

    Marcelo J. disse:
    29/07/2010 às 18:50
    E daí ? Nada
    ”…e usaram o agente laranja, desfolhante que não só arrasou com as florestas do Vietnam, como ainda hoje em dia seus efeitos se fazem presentes na população.”

    A julgar pelo crescimento econômico e pelas mudanças positivas no Vietnã, me parece que vc não tem razão. Os fatos desmentem tal assertiva. E não foi só o Vietnã que ocorreram mudanças . Vários países daquela região se transformaram em nações modernas e altamente competitivas no mercado internacional.

    Tão errado que, ontem mesmo, foi noticiado que as mulheres Japonesas são as mais lôngevas do Planeta —vivem, em média, 89 anos—. Um recorde na história da humanidade. É de se lembrar que suas ascendentes foram vítimas do bombardeio atômico há pouco tempo.
    Não há, portanto, nexo casual entre os desfolhantes e suas seqüelas.

    • Felipe disse:

      Comunismo vem depois da ditadura do proletariado meu amigo, depois que as classes já estão porntas para a auto-gestão. No caso do anarquismo é um passo menor e mais direto, ja o comunismo tem que passar por umas transformação até o fim do Estado. Vai estudar Carlos. Você tá confundido socilismo real com comunismo. Qualquer faculdade de meia-tijela ensina isso, é básico. NUNCA, de fato, existiu o comunismo verdadeiro.

      • surfando na jaca disse:

        Prezado Felipe, só mesmo com sua paciência para carregar esse andor pesado do tfpesista Luiz Carlos, que teima em citar a Constituição como se fosse uma bíblia. Qualquer dia, entra com uma ação acusando a Petrobrás de inconstitucional. Vai passar por maluco, mas como ele mesmo diz, o resto é cheirinho da loló!

  25. Sou jornalista e concordo muito com as críticas feitas. Indiquei este post no meu Tumblr: http://umpulha.tumblr.com/post/889044979/

  26. [...] This post was mentioned on Twitter by Thiago Sant'Anna, Feeducial. Feeducial said: Metalúrgicos, jornalistas e o poder da reivindicação: Nós, jornalistas, muitas vezes não nos reconhecemos como cla… http://bit.ly/bydRYK [...]

  27. MARCOS SILVA disse:

    Sakamoto, tenho que dizer: Finalmente, um jornalista de verdade! Crítico qunado preciso, com suas opiniões, mas ISENTO! Deu gosto de ler este post!

  28. Murilo Dias Cesar disse:

    Sakamoto:
    Acabo de ler seu artigo sobre a, digamos, “alienação” do jornalista em face de seu próprio “eu”, enquanto trabalhador assalariado. Só tenho a acrescentar que, além de ser um prazer, é um aprendizado permanente ler o que você escreve. Parabéns.
    Fraternalmente
    Murilo D. César