Apenas 50 bolivianos entraram no país no 1o semestre. Será?
De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, 22.188 autorizações de trabalho a estrangeiros foram concedidas no primeiro semestre deste ano – um crescimento de 18,85% em relação ao mesmo período de 2009.
Os profissionais mais beneficiados com autorizações temporárias foram trabalhadores de embarcações ou plataformas estrangeiras, de assistência técnica, de cooperação técnica, de transferência de tecnologia, além de artistas e esportistas. Já a maioria das autorizações permanentes foi concedida para administradores, diretores, gerentes e executivos com poderes de gestão – o pessoal graúdo. Do ponto de vista legal, os recordistas em entradas foram países como Estados Unidos, Reino Unido e Filipinas.
Uma informação salta à vista: a Bolívia aparece apenas na 40ª posição, com 50 trabalhadores. OK, a lista mostra quem veio de forma legalizada. Mas sabemos que centenas de pessoas vindas do país mais pobre da América do Sul entraram ilegalmente para tentar uma vida melhor por aqui – principamente na região metropolitana de São Paulo. Muitos, aliás, acabaram sendo explorados em subempregos – bem, quem lê este blog sabe do que estou falando.
Pessoas invisíveis, que não aparecem nas estatísticas. Mas que teimam em existir.

Precisamos fechar nossas fronteiras à entrada dessa gente desqualificada. E não adianta dizer que “alguém precisa limpar a merda dos outros”. O Brasil ainda está longe de chegar à mesma situação dos EUA, onde os americanos não querem fazer serviços de “segunda classe”. Ainda tem muito brasileiro que se dispõe a fazer trabalho braçal; não precisamos dessas pessoas por aqui. Além do mais, eles não se integram, vivem em “panelas”, onde falam só a língua deles (não se esqueçam que a língua é um dos instrumentos de soberania de uma nação). Se o país deles está uma porcaria, paciência. Afinal, é só uma questão de tempo para as coisas melhorarem. Afinal, o presidente deles agora é um “homem do povo”, que entende os anseios dos mais pobres, não é mesmo?
Pelo que leio nos textos do Sakamoto, me parece que ele é a favor da entrada dos imigrantes ilegais.Para mim ,pouco importa se são bolivianos, Ingleses, americanos , belgas, ou o que seja, se estão clandestinos e sem vistos de permanencia, tem que ser deportados. Nos EUA, por exemplo existem várias pesquisas oficiais que comprovam que mais de 80% dos crimes e tráfico de drogas que ocorrem no país são cometidos por essas pessoas.
dói tamanha xenofobia que essa mensagem exala..
a solução é exterminar, é?
fechar os olhos não basta..é preciso deixá-los a margem de qualquer margem..
comentário atroz..
Leva um deles prá sua casa. Fazer discursinho politicamente correto é fácil.
Saka, que coisa complicada. Concordo que são setes invisíveis pois lhes negamos a cidadania. Mas o que fazer?
Que falta de assunto….Qual a solução para o problema dos ilegais? Alguma sugestão? A solução americana, na fronteira com o México? A espanhola com os barcos provenientes da África, ou dos aviões vindos do Brasil? Ou a aplicação das leis vigentes sobre a imigração ilegal, ou ainda, a modificação dessas leis? Por favor, use melhor o espaço disponível, poisse fazer de bonzinho e paladino da justiça, em todos os assuntos é um pouco demais….
Wagner, chatinho.
Interessante notar nos dois comentários acima que o que os alarma não é que esses imigrantes viverão em condições indignas, mas ambos colocam os bolivianos e demais imigrantes da América-Latina como uma ameaça a economia do país e as taxas de desemprego.
Acredito que ambos os comentários tem informações interessantes, mas são colocadas de maneira equivocada, com um preconceito LATENTE.
Não se trata de preconceito, minha cara. Se você se der ao trabalho de verificar, verá que os imigrantes são responsáveis pela grande maioria dos crimes. Há cerca de dez anos, a Ruth Escobar foi assaltada e esfaqueada em Paris. Adivinha quem cometeu o crime? Imigrantes africanos. É como eu disse: se o país deles está uma merda, paciência. Não somos e estamos longe de ser os salvadores da pátria. Tanto é verdade que a grande maioria dos imigrantes sul americanos que vem prá cá não melhoram de vida, continuam na marginalidade.
Quis dizer, os dois PRIMEIROS comentários.
O que o Brasil ganha acolhendo esse lixo humano que vem da América do Sul? NADA!! Não sou contra imigrantes, sou a favor de imigrantes de qualidade. Que venham os escandinavos!
Caçador de pitbulls, tu falas como se o Brasil não pertencesse à America do Sul!!!!!!
Tem razão Marcelo. Talvez eu devesse ter escrito América hispânica, pois eles consideram o povo brasileiro um povo à parte na América do Sul, pois não falamos o idioma deles…
Sakamoto,
Seu post tem coisas relevantes e irrelevantes!
Entres as coisas relevantes existe algo de muito interessante: a política brasileira de imigração dar a ver uma certa transparência pública!
Pode-se concordar ou discordar mas o fato é que qualquer cidadão brasileiro pode averiguar a política da imigração seletiva que pratica o Brasil!
Perguntar não ofende: vc ja se questionou como se pratica essa politica nos países do G20? Por exemplo, na França, na Inglaterra, na Espanha, na Italia, nos EUA, etc.
Veja no site do “Ministère français” que se chama : “Ministère de immigration, de l’integration, de l’identité nacional et do développement solidaire »!
Procure neste site de nome pomposo, dirigido por um ministro duvidoso, informações com os mesmos dados encontrados no site do governo brasileiro! Se encontrares me manda viu!
Para obter esse tipo de informação a opinião pública francesa é uma luta danada: o povo se mobiliza!
Sinão é “motus et boche cousue” , que no Brasil corresponderia ao “boca calada não entra mosca”!
O Segredo é bem guardado, impossível de revelar o que o Brasil tem a coragem de mostrar!
Entre as coisas irrelevantes tem o argumentário: “sabemos que centenas de pessoas vindas do país mais pobre da América do Sul entraram ilegalmente para tentar uma vida melhor por aqui – principalmente na região metropolitana de São Paulo”!
Tal afirmação é contra-produtiva se ela não tem dados precisos.
Se a sua afirmação é verdadeira, o que é que vc esta esperando para ir no campo para descobrir a incidência da imigração ilegal na Sociedade Civil e no mundo do trabalho Brasileiro!
A objeção evidente seria: “todo bom cobrador é mau pagador”!
O que não sou: entre 1990-2000, durante as grandes greves dos lixeiros parisiense esse comentarista que escreve aqui no seu blogue e uma colega de origem aristocrata, foram para o campo, trabalhar como lixeiros para investigar os dramas vividos por essa população a dominante feita por trabalhadores imigrantes…
Isso também faz parte também do trabalho do jornalista e do pesquisador e não somente de denunciar as injustiças sociais existentes..
Talvés para que essas “pessoas invisíveis”, “aparecem nas estatísticas” para que elas existam de fato e de direito elas dependem de vc ou quem sabe de “outros”….
Caro FDA
Creio que a INVISIBILIDADE destes grupos não está na pessoa, mas naquilo que ela representa – nos esfeitos sociais da injustiça que estão presente neles e no qual não queremos ver – pobreza, preconceito, ignorância (pouca ou nenhuma instrução), vida indigna sem nenhum recurso ou dinheiro, não acha?
Não poderia ser somente uma questão de políticas públicas ou se tratar de uma questão de puras denúnciais. Trata-se de sermos capazes de VER algo do qual estamos históricamente fugindo, da OPRESSÃO.
Cara Marcia Valéria,
Tai uma boa questão! Não sei se tenho uma resposta definitiva, concreta, clara a sua questão!
Tudo que posso dizer é que uma das causas principais que saiu do nosso trabalho de campo com os garis ou lixeiros parisienses, em grande parte emigrantes da Africa do Central e dos países do Magreb, foi um triste constado: essa população sofri terrivelmente da “INVISIBILIDADE” individual, Social e Professional na França.
Em geral, os lixeiros parisienses se sentem “invisíveis” no espaço urbano, as pessoas passam por eles, o veem, mais fazem de conta como si eles não existissem!
Essa atitude de invisibilidade é terrivelmente deletaria para o gari.
Varrendo as ruas ou corretando o lixo urbano, eles veem as pessoas porem as pessoas fingem não vê-los. Em consequência, os garis se sentem desumanizados, se sentem como si eles não existissem!
Os garis se colocam então questões fundamentais e existências. Sobre a natureza humana. Sobre quem ele são. Sobre o por que eles existem! Ele se pergunta mesmo se eles existem visto que eles veem porem não seriam invisíveis……
Essa invisibilidade é terrivelmente deletaria para os garis. A invisibilidade se refleteria sobre todos os domínios de suas existências: pessoal, cultural e Professional. A tal ponto de se questionar o que “ela ou ele é” ou “representa” algo ou alguem no mundo!
Penso então que na questão da “INVISIBILIDADE” dos “grupos” existiria muito a investigar….
Porem, ficou claro que existe uma correlação de vários fatores que podem levar uma categoria socioprofissional a revolta urbana: “questão de políticas públicas”. Questão do mundo do trabalho. Questão socioprofissional. Questões metafisicas. Questões socioculturais, etc
Priscila, preconceituosa é vc minha filha, que só sabe repetir essa cartilha do politicamente correto e quem discorda de ti, vc rotula de preconceituoso.
Sakamoto, é por isso que defendo uma mudança na lei de imigração.
Primeiro aos brasileiros natos depois à gentalha dos andes !!! Antes nós e nossa terra doque tal spanicos sem instrução nenhuma que nos entope cada vez mais !