Blog do Sakamoto

Para a Economist, o Cerrado é um vazio a ocupar

Leonardo Sakamoto

O Cerrado é um dos biomas mais desmatados e desprotegidos. Parte do milagre agropecuário ocorrido por lá também se deu com a pilhagem da terra, o desmatamento ilegal, a superexploração do trabalho, a expulsão de comunidades tradicionais e a contaminação de rios e lençóis freáticos. É no mínimo irônico que a Economist, a revista de maior prestígio no mundo econômico, “ignore'' isso em sua reportagem de capa desta semana.

Publico, abaixo, texto do coordenador do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis da Repórter Brasil, Marcel Gomes, sobre o tema:

A nova edição da prestigiosa revista inglesa The Economist leva mais uma vez o Brasil à capa, agora com reportagem e editorial sobre a agricultura nacional. Em ritmo de samba-enredo, os artigos cantam em prosa e verso o sucesso do campo brasileiro, que em trinta anos transformou o país de importador a exportador de alimentos. A reportagem, intitulada “O milagre do cerrado'', narra a partir de fazendas no Piauí e na Bahia como regiões pobres do país passaram a produzir toneladas de soja e algodão através do emprego de alta tecnologia.

“Entre 1996 e 2006, o valor total da produção agrícola do país aumentou de 23 bilhões de reais para 108 bilhões de reais, ou 365%. O Brasil aumentou suas exportações de carne dez vezes em uma década, ultrapassando a Austrália como maior exportador do mundo. Tem o maior rebanho bovino do mundo depois da Índia. É também o maior exportador mundial de frango, açúcar de cana e etanol. Desde 1990 sua produção de soja aumentou de quase 15 milhões de toneladas para mais de 60 milhões'', diz o texto, para em seguida perguntar:

“Como o Brasil conseguiu essa transformação surpreendente?''. Para a revista, a resposta a essa questão é importante porque pode ajudar nações mais pobres, sobretudo as da África, a repetirem o desenvolvimento agrícola brasileiro. Segundo os editores, o segredo do milagre agrícola nacional passa por características naturais – terra arável e água em abundância – e pelo desenvolvimento de uma tecnologia agrícola própria. Sobre esse último aspecto, houve contribuição fundamental da Embrapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, cujos estudos geraram técnicas para tornar mais fértil o solo do cerrado e adaptar culturas temperadas, como a soja, a zonas tropicais.

Como se pode facilmente notar, The Economist escolheu contar só um lado da história. Nenhuma palavra sobre a destruição ambiental do cerrado, a exploração dos trabalhadores e as ameaças que o agronegócio tem levado a populações tradicionais e indígenas. Também não há nada sobre a concentração fundiária e de renda que marcou a modernização agrícola do campo brasileiro desde a década de setenta e a fase de liberalização comercial, nos noventa.

Se a revista inglesa tivesse interesse em mostrar dados, eles estão disponíveis. No ano passado, o Ministério do Meio Ambiente divulgou um estudo revelando que 47,8% por cento de área original do cerrado já havia sido desmatada até 2008. O Cerrado ocupa um quarto do território nacional, possui 5% de toda a biodiversidade do planeta e é responsável por 70% da vazão das bacias do Paraná-Paraguai, Araguaia-Tocantins e São Francisco. A devastação não deve parar por aí. O professor Manuel Eduardo Ferreira, do Laboratório de Processamento de Imagem e Geoprocessamento (Lapig) da Universidade Federal de Goiás, estima em pesquisa publicada em 2009 que, caso o ritmo de devastação do cerrado pelo agronegócio se mantenha, quatro milhões de hectares das chamadas “savanas brasileiras'' irão ao chão por década.

Para além da questão ambiental, o tema trabalhista também guarda informações importantes sobre os problemas da expansão agrícola. Entre 2003 e 2009, o Oeste baiano, principal área de avanço do agronegócio no estado, apresentou 43 casos de propriedades flagradas com trabalhadores em situação análoga à escravidão. Os flagrantes se relacionam a casos verificados no algodão, pecuária, carvoaria, soja e milho, entre outras atividades. O problema, é claro, não se restringe à Bahia. Entre 2003 e julho de 2010, 33.598 trabalhadores brasileiros foram resgatados pelos grupos de fiscalização do governo, muitos deles de fazendas altamente tecnológicas como as descritas pela The Economist na reportagem.

Não se trata aqui de puxar a orelha do jornalista inglês. Talvez só mesmo um brasileiro seja capaz de compreender como podem conviver tão facilmente, em relativa harmonia, o antigo e o moderno, a escravidão mais desumana e a tecnologia de ponta. Mas há que se fazer um contraponto. Os dados e as histórias que maculam o “milagre do cerrado'' brasileiro estão aí, disponíveis para quem quiser consultar. A não ser que se escolha não consultá-los.

  1. Achei

    26/09/2010 22:41:35

    FDA deveria se chamar F.D.P.

  2. Zé Brasil

    04/09/2010 21:37:01

    Olá Saka! E os verdadeiros problemas ambientais brasileiros? Vou refrescar-lhe a memória. Que tal abordar a falta de saneamento básico, o lançamento de efluentes industriais e esgotos nos rios, o lançamento de fumaças tóxicas na atmosfera, os motores a diesel que são grandes poluidores, a falta de habitação que gera favela, que gera a violência? Agora, atacar a produção que nos alimenta e enriquece o país que vai investir em universidades, saúde, segurança e infraestrutura, tenha paciência!

  3. Zé Brasil

    04/09/2010 21:25:55

    O modelo que Sakamoto quer para o Brasil é o africano; muitas hienas, muitos abutres esperando aquela criancinha morrer de fome para arrancar-lhe as tripas.Agronegócio não, riqueza pra quê? O governo dá tudo. Eu quero saber onde o governo vai arranjar dinheiro, já que não produz nada, só arrecada.O perigo é que o agronegócio integra o território, desbrava, produz riqueza, povoa, desenvolve e isso é um perigo para a Inglaterra (terra das ONG$)/EUA.

  4. Fabio

    01/09/2010 18:18:44

    Concordo com a necessidade de sustentabilidade do agronegócio. Entretanto, deve-se ter em mente que o país não é um zoológico tamanho XXXL onde se deve preservar milhões e milhões de hectares de solo arável para dar condições ao "passarinho azul da cauda amarela" que só existe atrás do morro do não sei o que de se reproduzir, ou então para que meia dúzia de índios pseudo-nômades possam cobrar pedágio na estrada que passa pela reserva ou darem acesso aos japoneses da ONG pilandra pseudo-indigenista que patenteia frutos das nossas florestas para enriquecer.O que acontece no Brasil é o que aconteceu em outros lugares do mundo há séculos e que agora querem conter o Brasil de fazê-lo por motivos escusos.

  5. Danapada

    31/08/2010 15:37:33

    Ao Prof. Sakamoto pedindo sua opinião .Aos catastrofistas de plantão a recomendação de que cautela é sempre uma qualidade nobre.De Louis Charbonneau- Reuters:" O painel climático da ONU deveria fazer predições apenas quando dispusesse de sólidas evidências e deveria evitar a defesa de políticas, afirmaram cientistas em um relatório divulgado na segunda -feira. O documento também pede uma ampla reforma no Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima( IPCC).O IPCC foi alvo de críticas após admitir , em janeiro , que seu relatório sobre aquecimento global de 2007 exagerou sobre a velocidade do derretimento das geleiras do Himalaia. O painel reconhecera antes que havia exagerado sobre o quanto a Holanda está abaixo do nível do mar." Probabilidades qualitativas devem ser usadas para descrever a probabilidade de resultados bem definidos apenas quando há evidência suficiente" afirmou o grupo revisor apoiado pelas academias de ciências dos Estados Unidos, Holanda , Grã- Bretanha e de outros países.O relatório diz que o estatuto do IPCC afirma que ele deve ter "relevância política" sem defender políticas específicas. Alguns líderes do IPCC, entretanto , foram criticados por declarações que pareciam apoiar determinadas abordagens políticas."Desviar-se para o ativismo pode apenas ferir credibilidade do IPCC" afirmou o relatório.Com relação aos erros dos relatórios do IPCC, o grupo revisor defendeu a adoção de procedimentos de controles mais fortes sobre as revisões científicas do painel a fim de minimizar erros futuros.Harold Shapiro , professor da Universidade de Princeton e presidente do comitê que revisou o trabalho do IPCC disse a jornalistas que um relatório de um grupo de trabalho do IPCC "contém muitos enunciados que denotam alta confiança, mas para os quais há pouca evidência."Shapiro afirmou que a resposta do IPCC aos erros, quando eles foram revelados. foi "lenta e inadequada"

  6. Odair.h.b

    30/08/2010 23:48:16

    Ana, como voçê disse, eu tambem não defendo a maneira como grandes fazendeiros fazem, derrubam e queimam,o quero dizer e que o Brasil deve tomar muito cuidado com a pressão e imposição de ambientalistas que trazem escondidos atras deles os interesses internacionais bombardeando sem tregua a midia Brasileira tentando fazer uma lavagem cerebral em nós brasileiros de que nós somos os unicos culpados por este suposto aquecimento global enquanto nos "EU" e Europa não existe nada disso la eles não tem mais florestas como nós temos aqui basta dar uma olhada nas fotografia de satelite no google heart então porque só fazem isso só no Brasil? O relatorio Shari Friedmam cita claramente qual e o real interesse dos Estados Unidos diminuir a produção de produtos agricolas e pecuarios do Brasil em pelo menos 20% para que a partir de 2012 a 2030 possam aumentar o faturamento deles a partir de 2012 a 2030 a expressiva quantia de US$ 190 para US$ 270 milhôes ao ano um aumento de 42% no preço dos alimentos este e o motivo graças ao Brasil o mundo pode comer alimentos mais baratos. Jotacampo grande ms no mes de julho e normal não chover no centroeste brasileiro nada a ver com a praga da soja de cana-de-açucar de bois de algodão que voçê esta dizendo e deserto so existe aonde não chove final de setembro e começo de outubro começa a chover novamente o planeta terra e ciclico acontecem coisas com periodos curtos medios e longos "por ex" o cometa halley tem sua passagem sobre a terra a cada 67 anos e um periodo relativamente curto mas para o ser humano parece ser muito longo e porque voçe esta me chamando de imbecil, de lixo, de manhã voce vai ao mercado e compra pão feito de trigo no almoço voce come arroz e feijão, vai ao açougue e compra carne de boi vai a loja e compra camisa calça blusa feita de algodão compra jaqueta de couro de boi abastece o tanque do seu carro de alcool feito de cana-de açucar tudo produzido pelos lixos e imbecis que voce diz eu creio que voçe deve ganhar muito bem e um bomvivam tem vida boa eu não penso assim a mim me paresse que voçe não quer enxergar a realidade so porque a sua mão esquerda não e igual a sua mão direita então ela não faz parte do seu corpo.Abraços.

  7. FDA

    28/08/2010 12:32:46

    Ciro, o cirolista...Me diz: “volte pra França, antes que dê seu corpo em sacrifício para salvar a humanidade nesse reles Brasil, que não reconheceu teu sacrifício”!Isso é uma sugestão ou uma ameaça, meu caro Ciro? Em todo caso, vou pensar no seu caso, viu!A propor , vc sabia que Heródoto no livro I, conta a história de Ciro, rei dos persas! Segundo ele, uma para salvar o filho de uma morte certera, a mãe de seu homônimo teve que abandona-lo em um rio!Ciro foi salvo por uma cachorra que o amamentou...Interessante essa legenda, não é mesmo? Como vc pode constatar os homônimos nunca são puros produtos do destino!O tudo é de saber o mimetismo que existe entre essa legenda e vc, não é mesmo, meu caro Ciro?

  8. Ciro Lauschner

    28/08/2010 11:59:05

    FDA: Como vc. mente, hein?

  9. Ciro Lauschner

    28/08/2010 11:34:39

    Como é o seu caso. Desesperadamente tenta não ser medíocre, mas é dificil né? Cavalgando nas costas dos outros é complicado.Afinal não bastam só palavras que vc. julga inteligentes.É preciso ação, aí mora o problema.Volte pra França, antes que dê seu corpo em sacrificio para salvar a humanidade nesse reles Brasil, que não reconheceu teu sacrifício.

  10. Ana

    28/08/2010 11:00:26

    Odair,não me parece que o Sakamoto proponha a polarização preservação x desenvolvimento. Ele critica o modelo de desenvolvimento usado em nosso país. Há outras formas de aumentar a produção agrícola além do modelo de grandes propriedades de monocultura e do derruba e queima. Se você está preocupado com os interesses internacionais, saiba que muitas das empresas de alta produtividade são de estrangeiros. E que estes estão comprando os engenhos de cana-de-açúcar e álcool do interior de SP.

  11. jotacampo grande ms

    28/08/2010 09:47:50

    (CIRO) VC É O PAI DOS IMBECIL,NINGUEM É CONTRA PLANTAR SÓ NÃO PODE SER DA MANEIRA QUE É FEITA NO BRASIL,ONDE ESSES LIXOS DE USINEIROS ,PALNTADORES DE SOJA, PECUARISTAS ACABAM COM A NATUREZA EM NOME DE UMA GANANCIA ONDE FICAM RICO SÓ ELES.

  12. FDA

    28/08/2010 09:45:13

    Abulafia disse:“A verdade é que não há mais trabalhadores (de forma intensiva) no agronegócio. Passe em uma plantação de soja e você verá imensas áreas plantadas, muitas máquinas e nenhuma viva alma!! A mecanização é intensa. Minto?”Xiiiiiiiiii, O pior é que vc tem razão: há dois anos, fui fazer um trabalho de campo com os carregadores portuários sobre a força física do corpo em um ponto não oficial no Estado do Amazonas!Aproveitei para ver as enormes plantações de soja em Roraima, no município de Humaitá, nas plantações proximas de Manaus...De fato, vi muita máquinas e nenhuma viva alma trabalhando! Como aqui na Europa a agronegócio é muito tecnológico, achei “normal” que nestas plantações não tenha nenhuma viva alma trabalhando!Bravo por essa pauta no débate!O constato é pior do que pensava! Sakamoto ta na hora de sair dos escritórios feltrados e climatizados das salas de editorialistas para o trabalho de campo...Sinão não fica nem bem, esses erros de colocações.

  13. jotacampo grande ms

    28/08/2010 09:38:41

    parabenns SAKAMOTO nos aqui do centro oeste estamos sentindo na pele.logico entedemos que era preciso produzir mais, não desse modo irracional.aqui no MS só tem essa praga da soja,que esses gauchos paranaenses cultivam, tanto no MS como no MT ta virando um deserto faz mais de 40 dias que não chovem aqui acho que umas das rasões foi essa devastação da mata,tive em GOIÁS no mes de julho passando pelo estado de GOIÁS da do de ver esses usineiros destuido tudo só cana é pasto

  14. Abulafia

    28/08/2010 09:05:32

    "Como se pode facilmente notar, The Economist escolheu contar só um lado da história. Nenhuma palavra sobre.... a exploração dos trabalhadores e as ameaças que o agronegócio tem levado a populações tradicionais e indígenas."Sempre o mesmo "xororô", não é Sakamoto?A verdade é que não há mais trabalhadores (de forma intensiva) no agronegócio. Passe em uma plantação de soja e você verá imensas áreas plantadas, muitas máquinas e nenhuma viva alma!! A mecanização é intensa. Minto?Para mim, houve a conjugação de pelo menos dois fatores, de forma perversa:- A constituição de 88, que estendeu os direitos trabalhistas para o trabalhador rural (bélissima intenção) e acabou expulsando o homem do campo e engrossando favelas e periferia nas cidades (péssimo resultado);- O avanço tecnológico, que favoreceu a mecanização.Hoje um fazendeiro pensa mil vezes antes de contratar um trabalhador rural.Então, de qual "exploração de trabalhadores" você fala? Seria da exploração de trabalhadores na agricultura familiar, tão cara ao Lulismo e ao seu grupo ideológico?Quanto às "populações tradicionais e indígenas", estas também precisam de renda para sobreviverem, não? Qual a sua alternativa para essas populações? Vão viver de bolsa-família?Outra coisa: a EMBRAPA é (ou foi?) a melhor empresa pública do Brasil. Tomara houvesse cem EMBRAPA's no país.

  15. FDA

    28/08/2010 06:07:22

    Mais um CIROLISMO a vista...O princípio é sempre o mesmo: o pequeno Ciro é terrivelmente amargurado, frustrado, ele se revolta contra tudo e contra todos....Na sua procura obsessiva de compensar sua inferioridade, o pequeno Ciro quer por que quer torna-se o grande “Ciro”. Tal como o rei dos persas.O dilema neurótico do “Pequeno” e do “Grande” Ciro é de como refundar um império Aquemênida nos trópicos!O pequeno Ciro pensa que ele deveria se articula em torno de uma história de vida: em 1974, o pobre imperialista Ciro foi para o Mato Grosso!Tal qual como seu homônimo Ciro II da Persia que subjugou a tribo dos bárbaros, na Lidia, na Siria, etc, etc. , o pequeno Ciro subjugou os “bárbaros” da região do Mato Grosso que viviam da “miséria” das “pequenas lavouras de subsistência”, não tinham “quase nada”, tudo era “meio desorganizado”!Ai o pequeno Ciro encontra os meios-fins para subjuga-los: ele torna-se então o grande Ciro, o imperialista da riqueza, do tudo, da “indústria e comércio organizado”!Malditos bárbaros mato-grossenses! Oh povinho “miserável”, oh povinho “desorganizado”! Como é que eles conseguiram sobreviver antes da chegada do grande Ciro?Moral da história: Se uma região brasileira quer se tornar produtiva: “50% do algodão do país”, “30% da soja”, possuir “o maior rebanho bovino do país” é so fazer uma consultoria com o grande Ciro. Ele tem um método milagroso: o cirolismo!O problema é que existe uma pedra no sapato do Ciro, o grande, e do cirolismo!O “Bom” e o “Mal” Sakamoto com as suas crises de polaridade centro-direita ou centro-esquerda destabiliza completamente o grande Ciro!Ironia do Humano demasiadamente humano, o Sakamoto foi longe demais na sua crítica do “The Economist”. Neste post, o autor abusou do lobo centro-esquerda de seu cérebro! Não deveria, não é mesmo, Ciro o Grande?Quando o Sakamoto trabalha o lobo centro direita de seu céreblo, o autor é irônico. No post anterior sobre as eleições, ele ousou mesmo uma colocação única no jornalismo nacional: colocou no mesmo nível “Lula, Dietas, Maconha e Jesus”!Ai o Ciro SERRA a mão do Sakamoto: O autor é grandioso, maravilhoso, radioso...Mas como toda personalidade polar, o Sakamoto cai as vezes na real: ai para se dar boa consciência moral publica, o autor tenta se redimir de sua incursão no mundo cruel dos centro-direita. Vê que entrou em uma serrada, em uma fria!Para se redimir nada melhor que um post paternalista: defender os podre e os oprimidos.Ai o Ciro se insurge! Maldoso Sakamoto..Ver a “devastação” sobre um prisma negativo não é bom, viu Sakamoto! Tem muitas coisa boas na devastação selvage, viu! Devastação pode também se sinônimo de “riqueza” adicionada ao PIB. “Oportunidades de trabalho brasileiro”, trabalho escravo, nem pensar, viu!O que ha de surpreendente neste cirolismo é de ler que o Grande Ciro, não compreende por que esses heróis imperialistas dos tempos modernos, esses bandeirantes valentes que abriram sertão, salvaram o povo da barbaria não são reconhecidos como Lula: um mito, um héroi mundial!Oh, là, là..Como o povo brasileiro é “ingrato”, não é mesmo? Oh povinho “invejoso”, oh povinho “medíocre” “et patati et patata”.....Vamos esperar o próximo comentario do Ciro para ver o que nos reserva seu método magico: o CIROLISMO...

  16. FDA

    28/08/2010 03:53:17

    “Me engana que gosto”...Mas um ditado que é bem usitado no Nordeste brasileiro. Adoro a sabedoria popular brasileira! Do meu ponto de vista, nela se encontraria um tesouro de recursos inexplorado do “savoir-faire” brasileiro.Quem gosta de filosofia sabe muito bem que essa maneira pré-socrática de pensar esboçou uma grande parte de nossa herança cientifica atual! Quando tive pesquisando em Agrigento na Sicília escutei o famoso "sobrevive aquele que está mais bem capacitado" de Empédocles.Logo pensei que há 2495 antes de Darwin a teoria da evolução já estava em grade parte assentada.Mas qual seria a relação entre sabedoria popular, filosofia e o post do Sakamoto?Muita coisa. Primeiro. O que hà de surpreendente nesta maneira sakamotina de criticar uma matéria publicada na “prestigiosa revista inglesa” “The Economist” é de tomar o leitor/comentarista do seu blogue por uma idiota!Para o Sakamoto existe um marketing político nacional, no entanto o Sakamoto finge ignorar a existência do marketing econômico nacional nas mídias internacionais?Quem é que o Sakamoto quer convencer aqui eh? Ora, ora Sakamoto, vc tem o direito e o dever de fazer o que estas fazendo! Como vc ressaltou muito bem: isso se chama “contraponto informativo”.Além disso, existe também o direito de resposta que permite a toda pessoa física ou moral, como jornalista/pesquisador de dar sua versão dos fatos!Na França essa lei existe desde 1881 (loi sur la liberté de la presse du 29 juillet 1881) !No Brasil existe a Lei de imprensa que regula a liberdade de manifestação do pensamento e informação, trazendo um imenso conteúdo jurídico visando definir responsabilidades, direito de resposta e outras regras pertinentes.O direito de resposta existe também sob outras denominações em outros países da UE !Portanto, mande ver no “The Economist”! Por que não escrever ao editor chefe pedindo um direito de resposta a uma informação truculenta e contar o outro lado da historia?Porem, o ápice da má fê sakamotiana encontra-se na sua hipótese argumentaria afirmando que “talvez só mesmo um brasileiro seja capaz de compreender como podem conviver tão facilmente, em relativa harmonia, o antigo e o moderno, a escravidão mais desumana e a tecnologia de ponta.”Por ser uma hipótese, ela pode ter varias entradas argumentativas. Vou escolher três entradas. Primeira ao nível da verdade de sua afirmação: a questão é de saber porque só seria “um brasileiro” que teria” essa “capacidade de compreender”, essa facilidade de viver o “antigo e o moderno” em relativa harmonia?Segundo nível seria da justeza de sua hipótese: porque essa capacidade seria específica, característica do Brasileiro? E o que justifica essa atitude característica do brasileiro relativa“harmoniosa” a viver a “escravidão” a “desumanização” da tecnologia de ponta como se fosse a coisa mais natural do mundo?Em suma, Tales de Mileto dizia que "O mundo evoluiu da água por processos naturais"! Se ele tivesse meios para observar bem a natureza das coisas na sua época, ele veria que a água é composta de H20, duas moléculas de hidrogénio e uma de oxigénio.Se tiramos a molécula de oxigénio, a água de fonte de vida transforma-se um elemento destrutor: uma bomba H!Dá para notar onde quero chegar? Como pode-se constatar as coisas não são tão naturais, tão harmoniosas, tão caracteristicas como se pensa, ou como se quer dar a pensar, sobre tudo quando se trata do “HUMANO DEMASIADAMENTE HUMANO”....

  17. Marcos

    27/08/2010 22:38:33

    Bem, verifico esse blog todo dia.. Muitas vezes há coisa interessante aqui, com as quais concordo, mas na maioria das vezes grandes besteiras, como hoje. Leonardo fala muito em eliminar probeza, distribuição de renda, vida digna... Distribuir que renda? esse pot apenas prova que ele é contra qualquer produção de renda... Indo sistemáticamente contra qualquer atitude "progressista", apenas prova sua visão de mundo limitada e antiquada...Um mundo sem fome e sem agricultura(o que sim, implica em alguma destruição do meio ambiente) é uma visão no mínimo antagônica e utópica. Fico realmente curioso sobre sua opinião de como desenvolver esse país. Alguma riqueza deve ser criada antes de ser distribuida. Não são os semi-analfabetos revolucionários urbanos do MST que o farão.

  18. Odair.h.b

    27/08/2010 22:20:43

    Ola Sakamoto tudo bem. Ou produzimos cada vez mais alimentos, ou elimina-se os pobres, porque os ricos, sempre terão dinheiro para comprar, por mais caro que ficar os alimento. Acorda Sakamoto, voce não esta enxergando que por traz desta suposta proteção ambiental existe os interesses internacionais, basta ver o relatorio da ex funcionaria do governo Bill Clinton quando trabalhou na Agencia de Proteção Ambiental Norte-Americana, ou, o relatorio da jornalista canadense Elaine Dewar Abraços

  19. Ciro Lauschner

    27/08/2010 21:51:55

    Em 1974 quando fui morar no Mato Grosso, na época começavana divisa do Pr. e ia até o Pará-Amazonas Rondonia,Bolivia, havia um enorme vazio demográfico e muito cerrado. Cidades pequenas (Cuiabá tinha cerca de 50.000 hab.)Havia muita miséria e pequenas lavouras de subsistência.Quase nada de indústria e comércio meio desorganizado, e era um dos estados mais pobres do país.Hoje produz 50% do algodão do país, 30% da soja, além de muitas outras culturas e possui o maior rebanho bovino do país.Hoje só o norte que é o Mato Grosso possui êsses índices e se fossem somados ao Mato Grosso do Sul, os índices seriam bem maiores.O Sakamoto enumerou aleatóriamente o que teria custado a "devastação", do ponto de vista negativo.Porém só em riqueza que foi adicionada ao PIB brasileiro e a elevação de oportunidades de trabalho e renda que deu à população, justificao investimento em sofrimento,falências , e descriminação que sofrem até hoje os valentes que abriram êsse sertão, e em outros países seriam considerados heróis nacionais.Mas quem acha que a miséria é melhor ,( provávelmente a dos outros)realmente se sente incomodado sobretudo pela inveja de ser mediocre e nunca ter produzido nada.

  20. Gerci Monteiro de Freitas

    27/08/2010 18:36:20

    Sakamoto, parabéns pelo ótimo texto! Quanto ao The Economist, bem, espero que da próxima vez que fizerem um levantamento sobre o assunto, pelo menos apurem os fatos direito.

  21. Cassia

    27/08/2010 18:07:24

    Ótimo texto! Parabéns

  22. Alfred E. Neumann

    27/08/2010 17:41:24

    Parabéns pelo texto ao jornalista Gomes e ao jornalista Sakamoto por levantar este debate. Realmente, me lembra muito a "terra sem homens para homens sem terra", balela que inspirou a Marcha para a Amazônia, durante a ditadura militar.

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