O Brasil mais gordo é um país mais feliz?
A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE apontou que 50,1% dos homens e 48% das mulheres estão com excesso de peso (na década de 70, o índice era de 18,5% e 28,7%, respectivamente). Enquanto isso, 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres são obesos. Estamos comendo mais industrializados (bolachas, comida pronta, refrigerantes) no lugar de alimentos tradicionais (arroz, feijão, vegetais). Isso, aliado ao excesso de sedentarismo, é uma bomba relógio.
Estamos nos tornando cada vez mais, para a alegria de muitos, uma sociedade parecida com a norte-americana quanto aos hábitos de alimentação – lá os índices de obesidade entre a população adulta são alarmantes. É o nosso mundo novo, admirável, gordo, que vem semi-pronto para comer.
É claro que isso causa efeito colaterais além dos pneus de gordura e das veias entupidas de colesterol. Apesar das propagandas pregarem o contrário (e viva a liberdade de expressão sem responsabilidade…), não há recursos naturais suficientes para a universalização do estilo de vida norte-americano, já adotado de forma cega por nós e pelas classes abastadas das demais metrópoles mundiais e que vai ganhando membros com o crescimento econômico. Se consumindo o que a gente já consome, o planeta está desse jeito, imaginem se todos os habitantes da Terra tivessem um padrão de consumo desnecessariamente alto, próximo daquele dos Estados Unidos pré-crise? O colapso ambiental e social viria muito antes do que imaginamos.
Como já disse aqui, não estou defendendo que nos organizemos em comunidades isoladas, cultivemos juta para fiar nossas roupas, boldo e pariparoba para garantir uma reserva médica e restrinjamos nosso lazer a cânticos cumbaiá em torno de fogueiras. Avançamos tecnologicamente e nos beneficiamos disso – por mais que esse “progresso” seja doloroso. E é exatamente por isso, pelo acúmulo de conhecimento sobre o meio em que vivemos, que é possível e lógico reformular nosso padrão de vida. Consumir o que é necessário, repensando o significado de “necessário” – o que inclui a necessidade de processamento do alimento, que gasta energia, produtos químicos, embalagens, enfim. Afinal de contas, o debate sobre o meio ambiente emerge no século 21 como uma discussão sobre a qualidade de vida, não tratando apenas de rios poluídos e derramamento de petróleo, mas também da atual idéia de progresso – alta tecnologia aliada a uma postura consumista -, que não está conseguindo dar respostas satisfatórias à sociedade.
Nossa qualidade de vida aumentou ao termos menos tempo para fazer nossas refeições e, consequentemente, optarmos pelo caminho fácil de nos entupir de produtos menos saudáveis, mas mais rápidos? Ou, por outro lado: a entrada de classes mais pobres no consumo através de uma avalanche de carboidratos industrializados vendidos como status social na TV deve ser comemorada?
Postei aqui tempos atrás um trabalho do fotógrafo Peter Menzel e do jornalista Faith D’Alusio sobre as diferenças de dietas em diferentes lugares do mundo. Em Hungry Planet: What the World Eats (Planeta Faminto: O que o Mundo Come, Editora Ten Speed Press) mostram como se alimentam 30 famílias em 24 diferentes países. Da fome à obesidade, as fotos são um bom ponto de partida para a discussão sobre desigualdade social. No que pese os enormes avanços no combate à fome que ocorreram nos últimos anos, se a comparação fosse feita dentro das fronteiras do Brasil, a disparidade ainda seria grande, pois teimamos em encontrar quem não come como deveria por aqui. É claro, o que significa um gosto amargo a mais por estamos na mesma sociedade.
(Lembrando que US$ 1 = R$ 1,75.)
Alemanha: Família Melander
Gasto semanal com alimentação: US$ 500,07
Estados Unidos: Família Revis
Gasto semanal com alimentação: US$ 341,98
Itália: Família Manzo
Gasto semanal com alimentação: US$ 260,11
México: Família Casales
Gasto semanal com alimentação: US$ 189,09
Polônia: Família Sobczynscy
Gasto semanal com alimentação: US$ 151,27
Egito: Família Ahmed
Gasto semanal com alimentação: US$ 68,53
Equador: Família Ayme
Gasto semanal com alimentação: US$ 31,55
Butão: Família Namgay
Gasto semanal com alimentação: US$ 5,03
Chade: Família Aboubakar
Gasto semanal com alimentação: US$ 1,23

Congratulations, japa. Este post ficou interessante. Já vi uma palestra sua sobre o tema e sei que você deixou vários assuntos prontos para serem pinçados em um próximo texto. Mas é fascinante como deixamos de medir nossa vida pelo “ser” e passamos ao “ter”. No caso, não analisamos a qualidade do que consumimos, desde que venha em quantidade.
Um belo momento de um blog que já detém alguns momentos memoráveis. Não apenas pela apresentação do tema, mas por alguns comentários realmente interessantes, envolvendo a relação entre o ser (valor) e ter (comércio), impacto infantil da imposição mercadológica (parabéns ao colega Bernini), e não apenas ideologicamente agressivos, como infelizmente costumo ler aqui.
Só me chamou a atenção, Sakamoto, não comentares a fundação de uma “entidade da defesa de livre expressão”, anunciada nesta semana, constituída pelas principais entidades de classe da publicidade e mídia, com o fim de “garantir a livre expressão comercial” dos anunciantes e focada contra iniciativas como a regulação recente da Anvisa, que passou a exigir que rótulos e embalagens de alimentos industrializados alertem os consumidores do que eles estão ingerindo e dos riscos associados a obesidade. A coisa acabou chegando ao STF, em Brasília, onde a resolução foi vetada (??), mas parece que os “senhores do mercado” resolveram tomar medidas de precaução para evitar novos problemas e criaram uma entidade de defesa. Embora não produzisse restrição nenhuma ao comércio, apenas esclarecimento, parece que esta determinação produziu um imenso alvoroço entre os publicitários, certamente pelo receio de que ela funcionasse, a exemplo da contra-propaganda nos maços de cigarro, e inibisse um mercado de consumo tão ignorante quanto rentável. Agencias reguladoras que são impedidas de regular; creio que o tema valeria um outro post, não? Abraços a todos!!
Morei nos USA um bom tempo. Lá, não há tempo para almoço. Corre-se muito. Aí, é sanduíche sempre. Aqui está acontecendo a mesma coisa, cada vez mais fast food. E quem ganha com esse meu estresse certamente não sou eu pois meu contracheque não vem mais alto no final do mês…
Parabéns, conterrâneo. A cada dia o teu blog fica mais e mais interessante. Agora me diz: onde está a felicidade nos US$ 500,07 ou nos US$ 1,23…???
Abraços
Caro Piazza, não foi uma comparação feliz, você quer dizer que apesar de US$ 1,23 de alimentação semanal estão felizes? pára com isso cara! olha à volta, olha o contesto, entendo que o que queira tentado dizer é que dinheiro não traz felicidade, mas o comentário não foi feliz… precisamos de um mínimo de dignidade, independente de dinheiro e felicidade! Sou mais a análise do Frank abaixo. Sem stress, numa boa, heim.
Pois é, mas o mais impressionante, “na foto”, salvo a coca cola, é que a comida dos mais ricos, é mais cara e de pior qualidade. Aqui em Floripa se faz sacolão ( frutas, verduras etc.) de qualidade por R$ 1,00 o kg, salvo algo fora de época etc. Vou seguidamente a São Paulo e Porto Alegre, e me assusto com o preço da comida nestas cidades. Faço ( eu ou minha mulher) em casa meu pão com farinha integral e tenho conseguido comer de tudo bem melhor, e mais barato apesar de ter um dia bastante corrido. Consegui equlibrar minha pressão, colesterol e peso apenas mudando a alimentação. É questão de economia e de saúde também.
Parabéns pela reportagem Sakamoto. Infelizmente essa é uma realizadade que ainda se torna mais triste quando observamos as crianças. 3-4 em cada 10 crianças que chegam ao consultório pediátrico já estão com níveis de colesterol acima do ideal, sendo que 1 pelo menos precisará de intervenção farmacológica.
Isso nos mostra o futuro doente de nossos pequenos, com ateroesclerose avançada aos 35 anos de vida… O que aconteceu aqui???
A grande maioria das escolas, por diversos medos e por diversas razões, reduziram a carga de atividade física obrigatória ( a famigerada educação física). Já os pais participam dessa culpa por, novamente diversas razões, não se preocuparem com isso e não procurar atividade suplementar.
Uma das frases que eu mais escuto no consultório é: Mas isso não é exercício demais para meu filho????? não sei de onde brotou esse intenso medo da atividade física…. hmmm perai…. acho que sei sim.
A mídia, com sua volúpia de Ibope, na grande maioria das vezes transforma um evento que deveria ser explicativo em um verdadeiro carnaval. Nos EUA (aqui não existe pesquisa) 1:200.000 esportistas adolescentes morre por ano… a primeira causa é a cardiomiopatia hipertrófica (facilmente auscultada no consultório), a segunda é trauma torácico direto (prevenção com proteção apropriada), a terceira são pacientes que possuem problemas graves de coração (normalmente detectados ainda como bebê) e as demais são muito raras, sendo mais fácil ganhar na Mega-Sena, porém como nada é impossível, em 2 consultas um cardiopediatra já elimina esses medos.
O quarto maior responsável por esse ocorrido são as próprias crianças… essa mentalidade de perdedor e ganhador americano invadiu de vez o Brasil. Não nos incomodávamos com o Bullying…. pois no dia seguinte o cristo era outro…. e assim por diante. Esse protecionismo exagerado faz com que a criança busque um mundo onde somos todos iguais…. o video-game e o computador. E dai o sedentarismo na infância está muito grave.
O quinto e também não menos importante é o governo. Tanto na escala federal quando observamos aquele vídeo de um garoto da favela do Rio que queria que tivesse tênis em uma escola e nosso presidente o escrachou… No nível estadual e municipal quando observamos o descaso com a educação e com tudo que isso cerca. Quando entramos em uma escola e lá funciona uma cantina que não vende nada nutritivo, somente comida de péssima qualidade…
O descaso do Brasil com as crianças é gritante e poderemos nos transformar em um país de doentes, desamparados e pobre se essa mentalidade não mudar urgentemente.
Parabéns, Carlos, pela colocação excelente. Já havia felicitado acima, mas não custa reiterar. Só acrescento que, na UTI de adultos, também já começamos a ver, nas patologias e pacientes, esta mudança de perfil (incluindo os obesos mórbidos submetidos a cirurgias bariátricas, mas não restrita a este grupo) e constatar a maior dificuldade para tratar qualquer tipo de complicação nestas pessoas. Boa sorte com “tuas” crianças, pra que tenhamos mais sorte com os “nossos” adultos de amanhã…
A qualidade e a quantidade da comida não aparenta ter nenhuma relação com a espontaneidade dos sorrisos. Comparem os alemães com os equatorianos…
Bacana cara…xou de bola.
Matéria muito interessante. Traga-nos mais.
Abraço.
PREZADO SAKA MOTO.
VOCÊ NÃO SABE COMO É UMA DELÍCIA COMER UM BIG MAC CARA.
E A PROPÓSITO, PELA FOTO ACHO QUE VOCÊ ESTÁ UM POUCO ACIMA DO PESO.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Não acredito, Denilson!!!! Vc nunca comeu mandioca assada, milho cozido, arroz com feijão e frango caipira? E peixe? Vc sabe o que é peixe? Claro que também comi muito torresminho com mandioca, costelinha de porco frita e linguiça de porco, mas não levava vida sedentária. Tudo sem conservante (a não ser o sal, lógico). E banana, laranja, goiaba…? Vc sabe o que é tudo isso? Acho que não. Senão, como explicar que vc ache esse lanchinho anão uma delícia? Mas também tenho a impressão que o Sakamoto não está economizando com os industrializados…
HAHAHA eh td comida! eh soh nao ser preguiçoso de cozinhar de vez em qdo!
E Ricardo, depois que inventaram que salame tinha que ser fabricado de tal maneira, talvez por causa daquelas empresas que agora são uma , parece que tu está comendo sebo de vela junto. A questão da comida natural e da industrializada é muito controversa. Mas a pergunta é válida. A galinha do aviario da esquina, que pode ter salmonela, é pior do que a quantidade de hormônios da industrializada que podem me causar um câncer? Certa vez uma senhora em uma feira me falou ” Pega as maçãs com mordida de algum bichinho, pois as perfeitas foram rejeitadas por eles, por estarem envenenadas” acho que faz sentido.
Nunca comentei nada nos blogs da uol, mas como estudante do último ano de ciências econômicas me sinto na obrigação de dizer que esse post ficou bem legal e interessante. Infelizmente mesmo no meio acadêmico é difícil ver pessoas dispostas a remar contra a maré do “desenvolvimento” a qualquer custo, mesmo que nao seja nem um pouco difícil perceber o quanto a sociedade hoje tem defeitos graves e que é complicado falar em meritocracia quando a economia mundial ruma p/ a concentração, corporações com ganhos de escala, etc. Na minha opinião pessoal, pela insegurança do ser humano o dinheiro acaba valendo mais do que as pessoas, todo estao assustado e querem ser o “vencedor” (pensamento norte-americano). Interessante também o post do Carlos Bernini.
Um abraço
Ótima colocação Felipe….
Os níveis de desigualdade chegaram a percentuais inimagináveis….
E, realmente, cada vez mais, o “espírito” de competição contamina o mundo. Antigamente, com o fim de se demonstrar superioridade em relação à outra nação, os homens digladiavam-se em batalhas sangrentas. (se bem, que com a falsa justificativa da “paz mundial”, essas mesmas batalhas ainda persistem com poderes bélicos cada vez mais devastadores).
Hoje a batalha é outra. O objetivo precípuo enfatiza a superioridade econômica, a qualquer custo. Em detrimento desta, cada vez mais, valores éticos e morais, são perdidos tão rapidamente, quanto os dólares, euros, na bolsa de valores em um dia de crise.
Já dizia a letra da música:
“…eu que já não quero mais, ser um vencedor, levo a vida devagar, para não faltar amor”
Maldito teclado que nunca sai a letra “s”.
A foto mais educativa seria certamente a de uma família francesa, país onde se consome produtos oriundos de agricultura biológica de excelente qualidade livres de produtos químicos.
Bravo Sakamoto…
Concordo com o comentarista Piazza: “a cada dia” seu blog “fica mais e mais interessante”.
Interessante ao nível informativo! O comentarista Silvio nos informa que o Sakamoto já fez uma palestra sobre o “Ser” e o “Ter”!
Poxa Sakamoto, na sua próxima palestra informe seus leitores/comentarista no blogue. Prometo que farei todo o possível para assisti-la!
Paramos de brincadeira. Seu questionamento é muito interessante! O trabalho do fotógrafo Peter Menzel e do jornalista Faith D’Alusio não tanto! Essa “mostra como se alimentam 30 famílias em 24 diferentes países” me deixa muito céptico!
Mas como diz o slogan marketing de “Paris Mach”: “le poids des mots, le choc des photos” (o peso das palavras no choc das imagens) não me convencem….
As imagens são muito ascetizadas, muito cheias de “mise en scène”, tudo muito organizado! Isso me faz pensar ao parisianismo: tudo lindo, tudo muito bonito mais tudo na fachada!
Atrás das belas fachadas parisienses se esconde uma miséria misteriosa! Como dizia Freud: Paris é uma esfinge : ou vc o decifra-o ou ela te devora!
Mas se vc acha que as imagens seriam um bom “ponto de partida para a discussão sobre desigualdade social” por que não?
A abordagem na Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE é muito interessante! É uma pena que o estudo comparativo se limitou somente ao problema da obesidade! A diferença percentual entre os anos 70 e agora é constrangedor!
Dizem que em 1954, Marta Rocha perdeu o título de miss universo por duas polegadas a mais! Hoje isso seria insignificante! A pesquisa do IBGE mostra que a população esta mais para « Vénus stéatopyge » que para Marta Rocha.
Neste aspecto, concordo a 100% com vc: existe necessidade de repensar “o significado de “necessário”! De fato, o grande problema de nosso mundo moderno é o fato de optar quase sempre “pelo caminho fácil”, não é mesmo?
Mas se perguntar não ofende: sera que vc vê uma relação fundamental existente entre a questão da obesidade, da felicidade na população brasileira e programa “bolsa família” do lulismo?
É interessante perceber também como a dieta alimentar nesse caso também interfere no bolso. Quando mais trocamos os alimentos naturais pelos alimentos industrializados mais gastamos com alimentação. E é muito certo mesmo que a propaganda e a ilusão do mais fácil interfere no modo de vida e na cultura da população. Lembro-me bem de uma família de Paulistana no Piauí que tive oportunidade de conhecer. Todos os anos a família produz o milho, uma das principais culturas do Estado. Mas eles ainda compram a massa de milho flocada no supermercado para fazer o cuzcuz. De quem será a culpa?
Caro Sakamato,
Parabéns por mais um belo texto…
obs: Quem se entope de gordura são as artérias e não as veias.
É um risco essa epidemia de obesidade. Desse jeito, num futuro próximo não poderemos mais fazer filmes sobre retirantes famintos nem sobre favelados esquálidos.
Cara, isso é muito antigo…
Antigo??? Mas com toda a certesa vc nao come as comidas certas nao eh?
Lutador de sumo devem ser os mais felizes então…
G E N I A L!Uma bela lição para quem está sempre lutando contra a obesidade ou mesmo o sobrepeso e busca na geladeira compensações que deveriam adquirir no divã.
Sugestão para mudar este quadro: Alimentação Viva!
Mais informações:
http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/anabranc/portugues/home.html
http://www.oficinadasemente.com.br/
Foi o melhor post que já li nesse site (e há uns muito bons)
Site = Blog
Sera que vcs jornalistas tem sempre que colocar os EEUU em todas as materias que escrevem, sou brasileira/americana e nao gasto esse absurdo com essas idiotices de comida que colocou no site, vejo muitos americanos em academias em caminhadas se esforcando como todo mundo para um padrao de vida melhor, se disser que eh por causa da situacao economica, nao acredito, hoje talves a situacao economica faca com que muitos tenham condicoes de frquentar academias e SPAS, mas achei muito bom o comentario em geral
Sabe…acho que quem não lê muito é mais feliz.
A toda hora, a mídia nos bombardeia, com “não pode isso”, “não pode aquilo”, se comer isso faz mal”, se comer aquilo faz mal”..uma hora, tem que se beber muita água, outra hora, se beber muita água faz mal…
Este mundo capitalista está nos devorando…as crianças hoje em dia, mal nascem, os pais, já botam na escola, escola de natação, de judô, de balé. de inglês, etc…pra que o menino tenha futuro…ou seja, na infância em vez de brincar, curtir a vida, tá trabalhando…aí cresce um pouco mais, tem de trabalhar mais…corremos pra lá, corremos pra cá…e a impressão que fica, é que não estamos saindo do lugar…hoje, não há mais espaço pra você curtir os pequenos rpazeres da vida…como, comer algo delicioso, sem ficarmos preocupados em saber quantas calorias tem aquilo…se faz mal pro coração ou não…
A gente está caminhando na rua, leva um tropeção, cai, bate a cabeça e morre e é quando se presta atneção, que o fato de ter ingerido apenas 5 calorias no dia, da comida nãof azer mal pro coração, de não ter colesterol, de ter suado na academia, depois na caminhada, não ter fumado, bebido e mutias coutras coisas, que a mídia nos empurra, não adiantou de nada…morremos do mesmo jeito…
Vamos curtir a vida, pessoal….vamos ser sensatos…esqueçamos os terroristas…assim, qaundo morrermos ou ficarmos velhos, teremos pelo menos o prazer de ter aproveitado bem a vida….
Pelo que li acima, vc deve ser nova, fumante e adora comer.
Quando vc for mais velha, ver as rugas aparecendo e nao ter forcas para muitas coisas, com certesa vai ver o que fez de sua vida, talves ainda nao seja muito tarde, eu tenho 62 anos, corro todo dia 40 minutos, faca sol, ou frio e se chover faco meus exercicios em casa, me sinto tao bem, procuro me preocupar com o que como da mesma forma que me preocupo com o que visto, nao adianta a aparencia de fora se por dentro esta tudo melecado de gordura. NHAC, quando comemos o nescessario para ter uma otima saude, nao precisamos nos preocupar em tomar tantos remedios. Pense bem, hoje me sinto como aos 40 anos, quando posso fazer tudo. vc um dia vai envelhecer tb.
Não, não sou nova, tenho 48 anos, nunca fumei, como pouco…sou hipertensa, de família, meu pai e todos meus irmãos, são hipertensos.
Mas não como porcaria, detesto esses sanduíches, principalm ente, esses hamburguers. Quando quero um sanduíche, faço um com patê de sardinha que é uma delícia e saudável.
Claro que as pessoas devem ter cuidados…eu só comentei, que tem que ser tudo com sensatez…tem que aproveitar as coisas boas da vida também…
Eu acho que hoje em dia há uma perseguição contra quem não é magérrimo.
As pessoas sofrem por causa disso, são discriminadas todo o tempo.
Não acho que os americanos são gordos porque comem muito. Eles são gordos, porque comem comida errada. Logo de manhã, comem bacon, ovos, etc. No almoço, mal comem, comem essa coisa terrível chamada hamburguer… e à noite, mortos de cansados de tanta correria, e de fome, devem se empanturrar de comidas enlatadas….
Ah, sim, tenho 48 anos como já disse, não tneho rugas, sou só um pouco acima do peso.
Mas, não vou ficar me martirizando, pra seguir o que a moda impõe.
Cara Vera, é com grande pesar que lhe contrario. A grande maioria das crianças, como citei acima, não realiza exercícios físicos suficientes para se manter fora da faixa de obesidade e dos riscos do que chamamos hoje de doença metabólica (diabetes, hipertensão, obesidade, dislipidemia). O que é recomendado são 30 minutos de atividade física moderada 4x por semana (moderada = futebol de salão, artes marciais, etc…). Quando no consultório, sempre sugiro a criança fazer uma lista de atividades e escolher 5 a 6 que ela tem interesse, e assim os pais viabilizariam essas atividades. Além disso peço aos pais paciência pois a criança pode mudar de opinião e isso é natural.
Um outro equívoco é que devemos pensar sim é sobre felicidade…. mas o que é ser feliz para você não é igual ao meu conceito de ser feliz e assim por diante, deve-se respeitar as pessoas.
O último comentário é que infelizmente sempre é citado a pessoa que era atleta e por algum motivo morre antes do tempo. Desculpe mas esse pensamento é muito pequeno se pensarmos em macrosaúde onde já é comprovado que a diminuição do colesterol e triglicerídeos provoca um aumento na expectativa de vida global da população. Haviamos no Brasil até 20 anos atrás baixa expectativa devido a alta mortalidade infantil. Com a melhoria da água encanada e do esgoto, melhoramos essa parte mas ainda estamos muito longe de países com alta expectativa de vida; nesses países a dieta é a mais natural possível.
Sócrates,ao passar pelo mercado de Atenas,teria feito o seguinte comentário: “Vejam de quantas coisas precisa o ateniense para viver”.Ele,com certeza,não precisava de nada daquilo.Ele propunha a busca interna da felicidade,que não tem causas externas.Antes de consumirmos qualquer tipo de produto deveríamos fazer aquela perguntinha básica: preciso realmente disso?
APOIADO 100% – E COM O DINHEIRO ECONOMIZADO FARIAMOS UMA VIAJEM A ATENAS
CLEUSA me desculpe mas sinceramente, acredito que o que o Sakamoto quis mostrar aqui, não é o quanto vc pode economizar ou TER DINHEIRO PARA O SPA OU A ACADEMIA OU PARA ATENAS’.
Aliás, é por isto mesmo que o mundo está desse jeito. É PO CAUSA DE PESSOAS QUE PENSAM ASSIM, QUE VIVEMOS NUMA IMENSA DESIGUALDADE SOCIAL.
Porque as pessoas pensam somente NO PRÓPRIO UMBIGO, e enquanto contam calorias e preocupam-se com a forma física, há mais de 1 BILHÃO DE FAMINTOS MORRENDO NO MUNDO DIARIAMENTE!!!
Mas parece que por alguns comentários aqui, não se têm essa noção.
É TRISTE MESMO ISSO, infelizmente!
PS: HÁ MAIS DE 1 BILHÃO DE FAMINTOS.
E muitos morrem no mundo diariamente por causa da fome.
Um país mais gordo não é mais feliz, é mais fácil de enganar…Não que os gordinhos sejam menos inteligentes, mas talvez menos proativos. Apesar de que, neste país, ninguém é proativo em questões importantes: parece que todos somos obesos de consciência…
Que Post mais sem assunto!
ridiculo!
NINGUEM EH OBRIGADO A LER ALGO SE NAO GOSTA, TALVES ELE TENHA MEXIDO COM O SEU INTERIOR NAO EH? NINGUEM GOSTA DE MUDANCAS, E NAO EH FACIL MUDAR AS ATITUDES ERRADAS QUE ALGUNS TEM NA VIDA. COMER EH COMO UM VICIO, NOS DA PRAZER NO MOMENTO MAS VAI COBRAR MAIS TARDE E BEM CARO.
Putz que delícia a mesa dos americanos e dos alemães. Adoro junk food, massas e queijos.
Parabéns pelo post. Achei interessantíssimas as fotos. Conforme outro colega, Frank, colocou, os europeus ainda colocam muitos legumes e produtos naturais na alimentação. Fiquei perplexo em ver APENAS produtos industrializados na mesa americana (o cacho de uvas, as três folhas de alface e mais alguma coisa nem conta). Tudo o que eles comem vem de fábricas??
Alimentos indistrializados são perniciosos apenas no quesito QUANTIDADE. Comê-los de vez em quando não faz mal, mas viver às custas deles é esperar uma morte horrível.
NEM TUDO O QUE SE VE EH A VERDADE NA MESA DOS AMERICANOS, OU PELO MENOS NAO MAIS, A MIDIA AQUI FAZ EXAUSTANTE CAMPANHA PARA A BOA ALIMENTACAO, DESSA FORMA ATE EU MUDEI MEUS HABITOS JA PERDI 5 K EM MENOS DE DOIS MESES, ME SINTO MUITO FELIZ PELA MINHA CONQUISTA.
Brigar pra que? Se é sem querer?
Olá,Sakamoto.Este país BUTÃO é muito interessante.Veja:
Uma das nações mais pobres do globo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o Butão também figura entre as dez mais felizes, segundo pesquisa da University of Leicester, no Reino Unido. O país tem fome zero, analfabetismo zero, índices de violência insignificantes e nenhum mendigo nas ruas. Não há registro de corrupção administrativa e o povo adora o rei, Jigme Khesar Namgyal Wangchuck, o quinto em cem anos de monarquia (1907-2007).
Felicidade é levada a sério no país – único do mundo a ter Gross National Happiness (Felicidade Interna Bruta, na tradução para o português) como política pública. Ao Estado cabe prover as condições necessárias para que a população possa se concentrar na busca da felicidade, por meio dos ensinamentos do budismo.
fonte: Uol viagem.
Bela contribuição Jccamargo!
Sem dúvida, faz refletir. Embora não possamos generalizar e fazer uma correlação direta entre a felicidade e o consumo reduzido.
Bom seria uma contribuição aqui dos filósofos….
Para Sócrates o “conhece-te a ti mesmo” é a chave para a conquista da felicidade. Para Platão a noção de felicidade é relativa à situação do homem no mundo, e aos deveres que aqui lhe cabem. Para Aristóteles a felicidade é mais acessível ao sábio que mais facilmente basta a si mesmo, mas é aquilo que, na realidade, devem tender todos os homens da cidade.
No âmbito do Velho Testamento, a felicidade centra-se na aquisição dos bens mais elementares como comer, beber e viver em família e no temor a Iahweh, que eqüivale à atitude religiosa do homem. Na dimensão do Novo Testamento, a felicidade está nas bem-aventuranças prometidas por Jesus.
Plotino (204-270) afirma que a felicidade do sábio não pode ser destruída nem pelas circunstâncias adversas nem pelas favoráveis. Santo Agostinho (354-430) entende a felicidade como o fim da sabedoria, a posse do verdadeiro absoluto, isto é, de Deus. Tomás de Aquino (1225-1274), na Suma Teológica, utilizou a palavra “beatitude” como equivalente à “felicidade” e a definiu como “um bem perfeito de natureza intelectual”. Kant (1724-1804) julga que a felicidade faz parte do bem supremo o qual é para o homem a síntese de virtude e felicidade. Bentham (1748-1832) e Stuart Mill ( 1773-1836) retomaram como fundamento de moral a fórmula de Beccaria: “A maior felicidade possível, no maior número de pessoas”. (Abbagnano, 1970)
Este escorço histórico culmina com a nossa época atual em que os valores legítimos da verdadeira felicidade estão ameaçados pelo consumismo e globalização do mundo econômico. A globalização traz a padronização em termos mundiais, nem sempre factível com os hábitos culturais de determinados países. O consumismo faz com que o homem tenha necessidades imaginárias que mais atrapalham do que o auxiliam a realizar-se plenamente.
De novo, parabéns a Abulafia, Vera, Ricardo, FDA, jccamargo, entre outros. Além da provocação do Sakamoto, gosto imensamente dos comentários aqui postados.
Na realidade, o texto promove um embate direto entre a felicidade do brasileiro médio e o consumismo alimentar desenfreado. Claro que é uma discussão interessante; porém, devemos lembrar que “quem nunca comeu mel, quando come se lambuza”. Esse frenesi, portanto, vem de séculos de inanição… Se com FHC gloriava-se do frango e do iogurte, com Lula já se chega a discutir obesidade. Bem, é melhor a discussão, né? Poder optar em comer menos é muito melhor que não ter o que comer… Chega-se à conclusão óbvia que o que falta é educação (alimentar, inclusive), nada mais. Eu, particularmente, admiro alegre o patamar que atingimos.
Valeu, Ernesto!
Você disse tudo e está pleno de razão.
Seria ótimo se o estímulo para o país fosse a busca da felicidade, mas não por meio do Budismo, pois nele inexiste esta preucupação.O Budismo se fundamenta nas práticas de liberar o homem do ciclo de encarnações e morte. A BUSCA É PELO ESTADO BÚDICO,alcançado por Buda. O comentário é uma ótima reflexão para aqueles que acham que crescimento econômico (pib) e idh é tudo.
O texto é mais interessante que as fotos, mas ninguém nem lê.
Belo post, porém nao é de total à sua autoria, pois meu professor de atualidades fez uma apresentação no ano passado com as mesmas informções e fotos.
Nossa Victor, vc esta querendo insinuar que o Sakamoto te um “nègre” literário!
Atenção, o termo “nègre” en francês não tem a mesma conotação que ele tinha no século XVII, aquele ou aquela que explora o trabalho de um outro, “nègre” quer dizer apenas que o Sakamoto tem um autor anônimo que escreve por ele!
Sera que é o famoso “blog do sakamoto” que de vez em quanto faz uma aparição ectoplasmatica aqui nos debates? Ou sera que o Sakamoto esta praticando o famoso Copia/Colar?
Uhhhh, sei não os leitores comentaristas estão mostrando que eles tem informações que outros comentaristas não tem ou ignoram!
Não fica nem bem esse joguinho de sumpção!
Sakamoto, ta na hora das explicações….
A comida brasileira é boa e barata. Arroz e feijão (combinação perfeita), carne (frango, carne de boi, peixe, ), ovos, alface, tomate, cebola, couve, cenoura, beterraba,mandioca, frutas (banana, laranja, manga, goiaba, abacaxi, melancia, acerola) o ano inteiro. Café com leite (perfeito), pão, queijo. O brasileiro pobre começa a ter
isso no seu dia a dia. Fast-food(que não alimenta e engorda) foi
importado dos EUA. Foi um hábito criado nos grandes centros urbanos,
com o pretexto de comida expressa(sentido de tempo). Para voltarmos
rapidamente ao trabalho. Ledo engano. Em vinte minutos podemos apreciar diariamente a boa comida brasileira. A imagem “perfeita” do
modo americano de viver ficou cristalizada entre nós. A obesidade
ficou premiada.
Quanto ao gasto semanal dos alemães da foto, com certeza o valor está superestimado. Então aquela família gasta U$ 2.000,00 por mês?
Então os dados da renda familiar mensal alemã está subestimada.
Gostei do tema abordado. Dá pano prá manga.
Por falar em manga….
as mangueiras estão floridas e os frutos pequenos tb já despontam.
Aqui no pantanal os papagaios deliram….
E os periquitos dizem amém…
E a criançada baba amarelo….
Caro ‘blogueiro’, achei interessante sua postagem. Porém não posso deixar de dizer que isso meu caro, é parte da jogada da Nova Ordem Mundial…planejada em detalhes ha anos…Aos poucos, o mundo converge vertiginosamente para o controle único, e no que se refere a alimentação, é isso mesmo…quem tem mais vai comer mais, e quem tem menos vai continuar comendo menos…até que as coisas se equilibrem, que os famintos morram, e que o ‘GADO’ seja submisso e contente em gastar seus rendimentos para onde forem direcionados…Quanto à felicidade, isso logo logo também virá em ‘latas’…Tudinho de acordo com aqueles que nas sombras mandam no mundo…e viva as ordens discretas!!!
Morador a mais de 1 década na Alemanha-em Köln- contesto pelo menos neste país (alemanha) o valor apresentado, o que näo faz uma grande diferenca…mas real näo mé…um salário base aqui (embora näo exista esta destinacäo) é 400 euros…como pode uma familia de 4 membros ultrapassar a media salarial? …enfim…muitas outras indagacöes, mas o principal, gostei do seu blog e vou voltar mais por aqui ;O)
Boa questão Moacir,
Belo nick nome! Ele me fez pensar no romance de José de Alencar “Iracema”! O autor traduziu “Moacir”no dialeto indígena “o filho do sofrimento”! Enfim passamos…
Sua informação me interpela: “um salário base na Alemanha” é “400 euros”!
Sera que vc não esta falando do salario de base ou do salario de ajuda mínima ao do RSA que na Alemanha se chama “Hartz IV”?
Na França, o salário de base ou salário mínimo garantido francês é 1 343,77 € mensais para 35 hora de trabalho!
Na França tem também o RSA( salário de solidariedade ativa). Ou seja, um salário mínimo de ajuda governamental que garante a toda pessoa um salário visando a proteger sua integridade humana, para que ela não caia na miséria. Esse salário é de 460 euros para um jovem de 25 anos solteiro. Para um casal o valor é 690 ou 828 euros com a ajuda para o aluguel…
Na Alemanha o Harts IV é de 521 euros/1.099 euros por família com uma criança…
Fica a questão aberta! Concordo com vc sobre a foto da família na Alemanha: com USS 500,07, me pergunto como é que essa família de 4 pessoas faz ter essa fartura toda na mesa alimentar?
Ou ela faz milagres ou faz magica OU existe algo de errado! Não é possível…..
Uma lastima, viu! O Sakamato deveria esta atentivo para esse detalhes informativos que desacreditam cada vez mais as informações que ele veicula aqui no blogue!!!
Sinceramente, a questão dos Direitos Humanos, do Trabalho decente e do meio ambiente não merecem esse tipo de informações duvidosas…..
Parabéns Japa
Muito bom seu texto, vou salvar em meus favoritos.
Não poderia ser diferente, vc sempre mandando bem!
Sou sua fã !!
Muito interessante seu blog, não sou muito de ler, mas depois que saiu essa matéria dizendo que o Brasil está “acima do peso”é bom prestar atenção na saúde. Hoje em dia o estress toma conta de tudo e não paramos pra pensar em nós.
Quanto ao texto, eu acho que muita gente não come bem porque não pode obviamente, mas algumas podem, pessoas que podem comprar alimentos mais saudáveis, não compram. Os jovens de hoje mesmo, olhe só como só o Mc donalds e cia existe pra eles. Na pesquisa mesmo, saiu que as mulheres dominam os doces, enquanto homens, recorriam a alimentos congelados e fast-foods. Enfim, cada um faz da vida o que quer, eu acredito que se a pessoa pode comer bem, se ela tiver força de vontade, ela consegue levar uma vida sem sustos quando for visitar ao médico.
Perdoe o final.
Enfim, cada um faz da vida o que quer, eu acredito que se a pessoa pode comer bem, se ela tiver força de vontade, ela consegue levar uma vida sem sustos quando for visitar “o” médico.
Boa tarde Sakamoto, muito bom o seu blog esta de parabens.
Coloquei uma sugestão no meu blog para pessoas que entrarem possa ver o seu madnifico blog tambem..
se puder me coloque tambem na sua lista de sugestão..
Muito Obrigado e Sucesso.
http://www.brunonabuco.blogspot.com
Bruno Nabuco
Percebe-se a quantidade enorme de embalagens contida nas fotos, a alimentação natural além de mais saudável evitaria o acúmulo enorme
de lixo, se não houver um programa eficiente de reciclagem, com certeza poucos irão sobrar pra contar a história, nem os que comem muito nem pouco, o que está em risco é a sobrevivência do planeta
.
Bela postagem, Sakamoto!! Realmente esta é uma bela discussão. Alguns comentários:
“Avançamos tecnologicamente e nos beneficiamos disso – por mais que esse “progresso” seja doloroso. E é exatamente por isso, pelo acúmulo de conhecimento sobre o meio em que vivemos, que é possível e lógico reformular nosso padrão de vida.”
Entendo que o fundo da sua discussão é a busca da sustentabilidade, questionando os hábitos de consumo. A sustentabilidade a que me refiro não é aquela do marketing verde, mas a verdadeira, que não pode ser feita à base de melhoria contínua, mas deve buscar soluções de RUPTURA. Esse tipo de solução de ruptura exige inovação. Por isso, creia-me, o próprio capitalismo encontrará as soluções sustentáveis para superar a escassez de recursos naturais e promover desenvolvimento social (Recomendo a obra “O Capitalismo na Encruzilhada”).
Fiz um curso de gestão da sustentabilidade há 3 anos e, desde então, tenho visto a ampliação das redes de pesquisadores, a permuta de patentes para buscar soluções coletivas, entre outros avanços. O que era um assunto incipiente àquela época, hoje está fortemente disseminado, está inserido no planejamento estratégico de muitas empresas, etc. Ao lado disso, está a praga do marketing verde, usado e abusado por empresas como a Vale, Petrobrás, entre muitas, mas isso passará. Nada há de oculto que não venha a ser descoberto, por isso essas “fachadas” não irão durar!!!
“Estamos nos tornando cada vez mais, para a alegria de muitos, uma sociedade parecida com a norte-americana quanto aos hábitos de alimentação “.
De fato, a obesidade é motivo de “alegria para muitos”, cujos negócios giram em torno dessa característica do “mercado alvo”: clínicas de emagrecimento, dietas, produtos dietéticos, medicamentos, enfim…
A família de negros americanos é sem dúvida a mais feliz. Até porque lá a educação, segurança, estradas e leis são realmente de 1º mundo. Estamos crescendo, mas comendo pior, com uma educação que só piora, com uma segurança que a cada dia o governo reduz os recursos e repasses para ela e com governantes que dão com os ombros para os problemas reais do país. Lula, que poderia ter feito todas as reformas que quisesse no país, pois conta com popularidade recorde, e poderia ter comandado qualquer aprovação de lei pelo Senado e câmara preferiu se alinhavar com os políticos que ele mais detestava e acabou virando a tal da burguesia que ele sempre falava tão mal dela. Será que esse repórter não gostaria de cobrir a falta de liberdade de expressão dos nossos hermanos, lá na Venezuela, no Irã, Bolívia e outros lugares miseráveis onde o ser humano é tratado pior do que um objeto e onde a nossa política externa cisma de entrar e costuar acordos irrelevantes para a nossa economia?
Olá Sakamoto !
Parabéns pela matéria.(que fotos legais, hein!) Abraço.
Legal , mas me assustei ao ler “contesto”, pois “contesto” (com s) é conjugação do verbo contestar (eu contesto – aí com “e” aberto). A palavra à qual se refere é “contexto”, com “X”.
Viva a modernidade: felicidade, qualidade de vida, juventude e(x)terna para os mais de 40, etc… entao, o mundo moderno atrai ou trai ?
Não.
Esses brasileiros que estão mais gordos, não estão felizes.
Sua gordura é de McDonald´s, comida fastfood, de refrigerantes e bebidas adociadas,de pizzas, de farofa, de pão , de bolachas e de biscoitos, não de comida de verdade, da que aliementa, nutri e supre as necessidades.
É uma gordura prejudicial à sua saúde.Sim, deve ter aumentado o número e muito, o número de obesos.
O brasilero continua analfabeto, ignorante e alienado em sua grande maioria , pois continua não tendo acesso à educação, à saúde e à uma alimentação saudável.
repleta de razão,leda!
abraço
O sedentarismo é o principal problema… Muitas vezes ele é causado por falta de tempo, e quem não tem tempo pra fazer exercício não vai querer perder tempo cozinhando… E aí que dá a m… toda! Agora quem come Big Mac 4 vezes por semana aí quer morrer mais cedo… Falta para as pessoas mais conhecimento sobre a comida, e pelo o que eu vejo dos sites de saúde e nutrição, a coisa tá feia… Nutricionistas estão mais preocupadas em fazer suco de licopeno e outras bizarrias do que disseminar algum conhecimento útil…
cada coisa!!!
Até nisso vc tenta enaltecer o lula
pare com isso,rapaz! pessoas que fazem parte da midia não deveriam tomar partido politico
a midia tem que ser livre e não ter o rabo preso com ninguem.
chega a ser ridiculo o seu lulismo!!!!
E tem mais: obesidade não traz beneficios para ninguem.Te cuida !!!!!
Que absurdo essas fotos! Veja a última família vivendo com quase nada e os alemães lá vivendo com tudo aquilo! Esses brancos aí ficam se organizando em uma sociedade justa, trabalhando e pensando em estudar no lugar de ficar fazendo música ou ficar dando pirueta em roda de capoeira, e por isso acham que podem sair por aí comprando mais do que os outros e sendo prósperos por mérito próprio, e o mais alarmante, sem precisar de cotas que lhe garantam direitos na sociedade, eles tem a cara de pau de conseguir isso, pasmem, através do próprio esforço! Esse mundo está caminhando para o abismo!
Não é so nos EUA onde se consome tanta porcariada, a Europa também esta entrando no mesmo ritimo. As Inglesas, Irlandesas, as crianças italianas (e olha que a culinaria é boa) estão entrando na onda dos junks, dos salgadinhos com pacote tamanho familia, (que muitas vezes nem é dividido) é consumido por apenas uma criança. Tudo muito barato, com várias ofertas (dois por um, tres por um e assim por diante) quando voce ve, eles crescem e crescem cada vez mais para os lados.
Mas muitas vezes entra o disturbio alimentício por culpa dos proprios pais: pais ausentes, pais que brigam e a criança reflete a ansiedade dela na comida.
Está uma tristeza a maneira que o mundo anda. E realmente o que o Sakamoto falou sobre o impacto ambiental também e´verdade, é dificil encontrar gente com disciplina e conscientização sobre o meio em que vivemos, sao pessoas que estao deixando de se amar, entao, pra que cuidar de algo sendo que eles nem cuidam do proprio corpo??
Triste isso…
Tche, Ta louco!!!!!!!!!!!!!
Cara, nasci e vivo(com muito orgulho) em um estado que se julga celeiro do pais(RS), de familia humilde(pai chapeador e mãe dona de casa), cresci comendo carcaça de galinha, guizado(carne moida) e pucheiro(osso). Em uma época que o ensino não era uma necessidade do povo(ditadura), por certo não tive o “apoio” da midia e do governo para valorizar o estudo, pois em minha infância era mais bonito ver as propagandas do cigarro e da bebida(essa ultima até hoje é das mais bonitas) e sonhar com o dia em que seriámos TRI, do que aprender a dar valor a meus direitos e deveres como futuro cidadão brasileiro. Apesar da insistência dos ditos mentores da sociedade em que vivi minha infância, insistirem em me classificar como pobre, analfabeto(estudei somente até a 6 série do ensino fundamental)”desculturado”, e “sem berço”, galguei meu espaço e me infiltrei na dita “classe superior”, (média baixa a média) ali onde se encontram os “piolhos de rico”, e constiui minha familia e minha pequena “Micro empresa”, de onde hoje, alimento minha familia e meus funcionários(colaboradores – para os demagogos capitalistas de plantão que lerem) e com muito orgulho posso dizer hoje, que vivemos em um pais que valoriza seu povo, que instrui e da liberdade de conhecimento, que aposta na educação como base de uma sociedade justa, que alimenta até mesmo aqueles que não fazem jus a no mínimo uma alimentação adequada(ai incluo ladões, estrupadores, assaltantes, drogados, marginais em sua essência), mas que principlamente, faz cada um acreditar que “pode” que é “possível”, que nem tudo depende da sorte, que querendo…tudo podemos.
Somos um pais jovem, mas temos uma perpectiva de futuro maravilhosa, porque vimos onde os outros erraram, e como brasileiros, somos sonhadores(acredito que a única herança boa da ditadura)audaciosos, inteligentes por natureza, idealizadores e realizadores, mas principalmente, porque em nossa maioria, somos mais capazes de nos ajudarmos, que qualquer outro povo do planeta.
Me orgulho de ver essas suas fotos e comentarios, porque te garanto, que nosso pais hoje ta mais para “Polonia” doque para “Chade”. Desculpe se não tem nexo minhas palavras, foi mais um desabafo do que um comentario.
Caro Anderson, não se desculpe, porque o seu comentário foi muito interessante! Mesmo para um “capitalista de plantão”, como eu…rs
Queria dizer o seguinte: existe microempresa, mas não existe microempresário! Nunca chame um empresário de microempresário…rs
Aliás, você é um capitalista também…rs Veja que o que você está defendendo são valores como “individualismo”, “empreendedorismo” (aquele que sonha e trabalha para realizar o sonho).
No mais, gostei do seu relato.
Abraço
Oi.
A primeira vez que comento, apenas para fazer um reparo: não foi divulgado tão amplamente o fato de que temos uma população subnutrida entre as mulheres na faixa etária de 20 a 24 anos (se não me engano 8%), entre as mulheres acima de 75 anos (pouco mais de 5%) e entre as mulheres que moram em zonas rurais no Nordeste (também pouco mais de 5%).
Fiquei sabendo que é considerada subnutrida uma população que tem índices de subnutrição acima dos 5%.
Achei isso assustador e até mesmo um tanto intrigante no que diz respeito às meninas de 20 a 24 anos.
É uma parte importante da população feminina que está sendo sacrificada no início da juventude. Me parece que nesse caso a razão não é simplesmente a falta de comida, até porque me parece que esse recorte alcança toda a população feminina da faixa etária, sem discriminação de renda (pelas informações do site do IBGE parece que é isso mesmo).
Mas também é medonho pensar que essas meninas estão voluntariamente à fome.
Gostaria de ver uma análise sobre isso nos blogs de esquerda.
E parabéns pelo blog, acompanho sempre e sempre fico satisfeita com a qualidade das reportagens e com a lucidez dos textos.
para emagrecer, passei 2 semanas sem comer comidas pesadas e bebidas alcolicas.
RESULTADO: Perdi 14 dias ¬¬
Ótima postagem !
Como é possível perceber, nem sempre o consumo mais caro é o mais saudável, ao contrário !
Sem contar a quantidade de lixo produzida pelas embalagens…
Os níveis de desigualdade chegaram a percentuais inimagináveis….
E, realmente, cada vez mais, o “espírito” de competição contamina o mundo. Antigamente, com o fim de se demonstrar superioridade em relação à outra nação, os homens digladiavam-se em batalhas sangrentas. (se bem, que com a falsa justificativa da “paz mundial”, essas mesmas batalhas ainda persistem com poderes bélicos cada vez mais devastadores).
Hoje a batalha é outra. O objetivo precípuo enfatiza a superioridade econômica, a qualquer custo. Em detrimento desta, cada vez mais, valores éticos e morais, são perdidos tão rapidamente, quanto os dólares, euros, na bolsa de valores em um dia de crise.
Já dizia a letra da música:
“…eu que já não quero mais, ser um vencedor, levo a vida devagar, para não faltar amor.”
A obesidade é um problema sério. Além de prejudicar a auto-estima e a saúde dos muito obesos ela tem outros efeitos negativos na sociedade, por exemplo o aumento da super lotação dos meios de transporte.
Não sei porque nao se comenta isso, é tão óbvio que só uma pessoa de 120kg ocupa o mesmo lugar de dois de 60kg e assim sendo um dos 3 fica sem embarcar nos trens, onibus e metrôs.
“liberdade de expressão sem responsabilidade” é coisa digna de 1984.
Nossa, você não entendeu o que o japonês quis dizer, ne? Quer legendas?
A população do Brasil está obesa, por que somente come “massa” é muito mais barato. Antigamente todo trabalhador, mesmo os que ganhavam um SM, tinham sempre a mesa feijão, arroz e carne, carne de charque ou de sol. Isso agora é um luxo, somos o país que tem o maior rebanho bovino do mundo e um dos maiores produtores de soja, o primeiro proteina animal e o segundo proteina vegetal, mas é muito muito caro, vai todo para exportação.
Na periferia das cidades o índice de obesidade atinge a todos desde da criança até os idosos. Todo amido em excesso é transformado em gordura, aumentando o risco de diabete, hipertensão e AVC que já se transormou esta última, na primeira causa de morte . O brasileiro prefere um celular, TV ou automóvel de segunda mão, a comprar uma alimentaçao sadia.
E viva a cerveja e a salsichão alemão, dank!
Muito legal, Sakamoto, ao chegar na última foto, impossivel nao chocar. O que você disse sobre sociedade de consumo exagerado x necessidade de preservar o meio ambiente é muito importante, os jovens (ao menos os de classe média, em geral) estão cansados de saber e escutar, mas muitos continuam fingindo nao ouvir, sendo indiferentes. Enfim, a questão do consumo, meio ambiente, efeito estufa, problemas de energia, água potável, estamos, muitos, cientes. Fico contente que gente como voce se preocupe com essas questões e faça algo para mudar, divulgando e assim conscientizando. Parabens também a todos que comentam, manifestarmos nossas opinioes, por “piores” que sejam algumas, é importante pela interação e discussões que elas geram.
É um dilema!
Metade da população esta obesa.
A outra metade da população está faminta.
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Repartir?
A primeira metade não quer.
A outra metade precisa.
Como resolver?
Só sei que nada sei…e,às vezes,”muito de vez em quando”,acho que a ignorância é uma bênção!
Parabéns pela matéria! Muito sensata e necessária.
Não acredito que obesidade tenha a ver com comida. Tenho 33 anos, 1,87m e 73 kgs. Sempre quis engordar, mas nunca consegui. Acho que a questão da obesidade é emocional e está envolvida diretamente com o medo, o ressentimento, falta de perda e frustações. Sou uma pessoa que não faço dieta (para emagrecer), tomo mais de 2 litros de refrigrante normal por dia e nunca regulei o acuçar e os carboidratos.
A educação alimentar é uma matéria que deveria ser ensinada nas escolas. Eu aprendi por conta própria, com o passar dos anos. Principalmente quando me vi obrigado a fazer uma dieta há alguns anos atrás. Pessoas bem informadas tendem a ser menos suscetíveis a tentações e modismos.
O texto do blog segue inferências precipitadas de jornalistas que publicam resultado de pesquisas sem alguma consideração mais detalhada ou demorada ao seu respeito, apressando-se em conclusões sem justa análise dos fatos. Verifiquemos algumas presunções inclusas no texto:
QUESTÃO OBESIDADE:
Relação dados antropométricos (peso, altura, IMC-massa corporal)/dados referência OMS considerado pela pesquisa IBGE é suficiente para traçarmos um perfil de obesidade ou excesso de peso do povo brasileiro ? (que os médicos e cientistas não me taxem de herege por essa menção).
QUESTÃO ESTILO DE VIDA NORTE AMERICANO (CONSUMISTA) COPIADO POR BRASILEIROS:
O texto diz “estilo de vida adotado de forma cega por nós e pelas classes abastadas das grandes metrópoles mundiais” , mas até mesmo os livros didáticos escolares já tratam do assunto explicando que tal estilo de vida consumista é estabelecido por um conjunto de ações e intervenções político- econômicas dos países dito do 1º mundo COM VISTAS AO ESCOAMENTO DE MERCADORIAS (dentre elas os produtos alimentícios) propositalmente voltadas para o consumo em nossos países.É por isso que a grandes industrias e empresas varejistas internacionais (wall mart/Carrefour/ GE) aqui se instalaram.
QUESTÃO RELAÇÃO OBESIDADE(EXESSO DE PESO)/CONSUMO-ESTILO ESTADOUNIDENSE/COLAPSO AMBIENTAL
Não há nexo de causalidade entre estilo de vida(consumo)estadounidense e obesidade(excesso de peso). A afirmação é ima inferência do autor(es) do post. A relação apontada na pesquisa IBGE é nível de renda/ excesso de peso, QUE PODE SER CONSIDERADA TENDENCIOSA EM TEMPOS DE ELEIÇÃO (constatação maior renda familiar , maior número de brasileiros – idade adulta – com excesso de peso). A compulsão por alimento (causador da obesidade) pode dar-se por fatores alheios a questão. EXEMPLO? Fatores hereditários, bioquímicos (hormonal), psicológicos etc, não apontados nesta pesquisa e/ou detalhadas em outras análises possíveis e similares.
Há também inferência de preconceito, pois os “gordinhos” pseudo responsáveis pelo excesso de consumo poluem o meio-ambiente(descarte de resíduos). A maior carga de poluição não tem relação direta com o consumo de alimentos –produção industrial. Há muita carga de prejuízos provenientes de outros bens de consumo no colapso ambiental.
QUESTÃO: RELAÇÃO AVANÇO TECNOLÓGICO/BENEFÍCIO SOCIAL
Autor(res) esquece(m) que existe grande contingente populacional a margem destes avanços (população de idosos que não entendem e mexem com a parafernália tecnológica, contingentes das áreas rurais, populações analfabetas etc). Parafernália tecnológica e seus avanços são feitos para garantir aumento do lucro e produtividade . O ganho social é mínimo.
QUESTÃO: RELAÇÃO CONHECIMENTO SOBRE O MEIO/REFORMULAÇÃO DO PADRÃO DE VIDA
Nem sempre a nossa sociedade busca conhecer o meio em que vivemos com vistas a melhorias(reformulações)no padrão de vida. Os estudos da poluição, descarte de produtos estão a níveisl alarmantes o que mostra claramente que a preucupação é o ESCOAMENTO/DESCARTE DE MERCADORIAS, precarizando ainda mais nosso “PADRÃO DE VIDA”. Há contradição nos DADOS DO POST, quando fala de reformulação no padrão de vida e progresso , pois esses são os causadores do colapso ambiental)
QUESTÃO INDIVIDUALIZADA SOBRE A NECESSIDADE DO CONSUMO,
Do ponto de vista dos “gordinhos” não tem como. Geralmente eles seguem o impulso(de consumir p/ comer), sem pensar ou investigar e é por isto que eles estão nesta condição. Do ponto de vista dos “magrinhos”, também fica difícil. Talvez o(s) autor(es) do post teçam uma relação inexistente entre maior nível de renda, maior nível de consumo, maior percepção de vida .Investigar necessidade de consumo requer maior conhecimento/percepção da vida, isto é, como ela se estabelece, seus condicionantes históricos –sociais e reflexos na pessoa e no meio ambiente. SE NÃO HÁ PERCEPÇÃO DE VIDA(O NOSSO MUNDO EXPRESSA ISTO), NÃO HÁ PREUCUPAÇÃO COM O QUE É SAUDÁVEL E NECESSÁRIO, MUITO MENOS COM O DESCARTE DO QUE É CONSUMIDO.
QUESTÃO N ÍVEL DE RENDA/EXCESSO DE PESO
AFIRMAÇÃO TEDENCIOSA DA PESQUISA IBGE em tempos de eleição.A pesquisa favorece ao pensar que o aumento do números de brasileiros adultos com obesidade está diretamente relacionado com o proporcional aumento de nível de renda e conseqüente nível de consumo. Induz muitos ao erro prematuro de pensar que se há maior consumo das famílias “fofinhas” é porque nosso nível de renda melhorou, e consequentemente a redução da fome, diminuição da pobreza e melhora do padrão de vida NA ÚLTIMA DÉCADA. Essa associação infeliz distorce ainda mais a visão de nossa realidade.
A NOSSA QUESTÃO FILOSÓFICA
A questão filosófica (a problemática do ser e suas causas primeiras) do que seja a realidade é limitada: a)pelo nosso entendimento do Mundo ( nossas orientações político/ideológicas e situação sócio-econômica); b) pela consciência de nós mesmos (percepção enturvada por nossas representações no contexto que vivemos – consumidores/trabalhadores/aristocratas).A problemática filosófica não encerra-se na questão felicidade e sim na questão : TEMOS ESCOLHA ?????
Cara Marcia Valeria,
Ah, se todos os comentarista do blogue fossem igual a vc…
Grande obrigado por sua análise!
Vamos “ser ingênuo” mas não tanto, não é mesmo? Um ingênuo extremista não fica nem bem!
Ta na cara que o post tem uma abordagem “TENDENCIOSA”, e isso “EM TEMPOS DE ELEIÇÃO” só um cego não vê!
Essa pretendida neutralidade sakamotiana, nem Freud que conceitualizou a questão da “neutralidade” pode defende-la a logica desta prática!
Para mim, essa pretendida neutralidade sakamotiana é a grande piada do blogue: ela me faz morrer de rir! So ele e alguns comentaristas acreditam….
Concordo a 100% com vc sobre a questão da “compulsão por alimento” um dos “causadores” da “obesidade” que “pode dar-se”, de fato, “por fatores alheios a questão” somatopsíquico. Como também existe os “fatores hereditários, bioquímicos (hormonal), etc”, “não apontados nesta pesquisa e/ou detalhadas” muito menos pelo Sakamoto!
Fatores que necessitam entre outras de análises pertinentes justamente para serem colocados na balança analítica sobre a questão da discriminação.
Bravo pela sua análise, pela sua intervenção no debate, seu conhecimento é de grande utilidade pública aqui….
Excelente comentário Márcia!!
“A compulsão por alimento (causador da obesidade) pode dar-se por fatores alheios a questão. EXEMPLO? Fatores hereditários, bioquímicos (hormonal), psicológicos etc…”
Concordo. Bem lembrado. Com isso você mostrou claramente o que há de tendencioso na notícia. Destaco os fatores hormonais e a ansiedade.
“Há também inferência de preconceito, pois os “gordinhos” pseudo responsáveis pelo excesso de consumo poluem o meio-ambiente(descarte de resíduos).”
Aqui houve excesso. Não sei onde você viu isso. Jamais ouvi qualquer referência preconceituosa contra os gordos, relacionada à poluição ambiental.
“A maior carga de poluição não tem relação direta com o consumo de alimentos –produção industrial. Há muita carga de prejuízos provenientes de outros bens de consumo no colapso ambiental.”
Sem querer polemizar, essa afirmativa sua foi precipitada. Para afirmar isso seria necessário analisar lixões, aterros controlados e aterros sanitários – para o lixo comum – e aterros industriais – para os resíduos classe I e II – pesar tudo e então tirar as conclusões. Qual seria a maior carga de poluição?
Na ausência de dados, ficamos com as nossas informações qualitativas. Vá à sua lixeira, de lixo doméstico, e veja o que há nela. Quem conhece os depósitos de lixo classe 3, afirma: predominam as embalagens (de alimento). Qual lixo é gerado em maior quantidade, classe 3 ou classes 1 e 2 (industriais)?
Então veja:
- No lixo doméstico, predominam os resíduos relacionados à alimentação (embalagens, etc);
- O volume de lixo doméstico (classe 3) é muito superior aos resíduos industriais (classes 1 e 2).
- Logicamente, a maior carga de poluição tem sim relação direta com o consumo de alimentos.
Então, penso que a sua informação não condiz com a realidade.
Espero que, no conjunto do seu lúcido comentário, você não tenha pretendido esvaziar a proposta do Sakamoto, muita justa, aliás, de que é necessário repensar o consumismo, não só por questões de saúde, mas por questões de sustentabilidade.
Evidentemente, só falei de resíduos sólidos. Se fossemos incluir os efluentes atmosféricos e líquidos, então seria necessário muito mais dados para embasar a sua afirmativa. Nesse caso, qual seria a maior carga de poluição? Efluentes atmosféricos das fábricas (lembrando que muitas dessas fábricas são da indústria alimentícia), dos veículos (quantos transportam alimentos?)? Esgotos domésticos?
Não sei. Mas, do ponto de vista dos resíduos sólidos, há uma relação direta com o consumo de alimentos.
Abulafia,
Na boa! Dois esclarecimentos no seu comentário!
Primeiro: não vejo a pertinência de confundir:
A questão da “compulsão por alimento (causador da obesidade) pode dar-se por fatores alheios a questão.” Problema de ordem somapsíquica!
“Com EXEMPLO” que vc não da mais que sugere inferir nas questões relacionadas com os “fatores hereditários, bioquímicos (hormonal), etc…” ! Problemas relacionados com a BIOTÉCNICA…
A comentarista foi muita clara na articulação e na colocação!
Portanto nada de distorção por favor!
Outra coisa: vc esta fazendo uma amálgama interpretativa entre:
O “lúcido comentário” da comentarista!
E “a proposta do Sakamoto, muita justa,”! Justa en que? Argumente?
A proposta do Sakamoto seria da necessidade de “repensar o consumismo”! Mais isso é um truísmo retórico e dai?
Onde vc vê que o análise da comentarista tem a pretensão de esvaziar a análise do Sakamoto?
Abulafia, vou ser bem diretivo com vc: quando se veicula em um blogue publico que se é “jornalista e doutor em Ciência Política” que “Já foi professor de jornalismo na USP e, hoje, ministra aulas na pós-graduação da PUC-SP.”
Não pense que essas informações são dadas gratuitamente ou inocentemente!
O Sakamoto tem todo o direito de afirmar quem ele é, o que tem como bagagem acadêmica!
Mais o leitor/comentarista tem também o direito e o dever de confronta-lo as suas próprias contradições: isso se chama principio de cidadania do leitor/comentarista!
Márcia só esta fazendo o papel dela e isso com muita inteligência, sutileza, fineza, conhecimento, humildade (coisa que não tenho e que ojerizo) e simplicidade (coisa que não sou)!
Porem quem sabe lê nas entrelinhas compreende muito bem quem é quem aqui!
Portando digo bravo!
Caro FDA,
E “a proposta do Sakamoto, muita justa,”! Justa en que? Argumente?”
OK. Veja o que o Sakamoto diz:
“Apesar das propagandas pregarem o contrário, não há recursos naturais suficientes para a universalização do estilo de vida norte-americano, já adotado de forma cega por nós ”
“Se consumindo o que a gente já consome, o planeta está desse jeito, imaginem se todos os habitantes da Terra tivessem um padrão de consumo desnecessariamente alto, próximo daquele dos Estados Unidos pré-crise? O colapso ambiental e social viria muito antes do que imaginamos.”
“…pelo acúmulo de conhecimento sobre o meio em que vivemos, que é possível e lógico reformular nosso padrão de vida. Consumir o que é necessário…”
Por esses trechos, entendo que o Sakamoto propõe uma reformulação
nos nosssos hábitos de consumo, o que se alinha totalmente com “desenvolver uma economia global sustentável, uma economia que o planeta possa suportar indefinidamente e que ao mesmo tempo respeite a diversidade cultural, religiosa e étnica” (Hart, 2005). Não é justa esta proposta?
Contudo, nos últimos parágrafos, surgem os objetivos velados do post, quando ele afirma “a entrada de classes mais pobres no consumo…” e “No que pese os enormes avanços no combate à fome que ocorreram nos últimos anos”. Aqui, para quem sabe ler, um pingo é letra (concordo com você no que se refere à parcialidade do autor).
“Mas o leitor/comentarista tem também o direito e o dever de confronta-lo as suas próprias contradições: isso se chama principio de cidadania do leitor/
comentarista!”
Não é isso o que fazemos o tempo todo aqui?
Creio que o Sakamoto, quando escreve, já sabe que vai ter o seu texto
esmiuçado por críticos impiedosos, verdadeiros “malas”,
que somos nós….rs
HART, Stuart L. O Capitalismo na encruzilhada. Porto Alegre: Bookman,
2006.
Abraço
Caro Abuláfia
Você não sabe de onde vem o lixo doméstico ???
Para fazer da analise quantitativa do lixo é só examinar o quantitativo da Produção Industrial no país.
Quanto a afirmativa do preconceito “contra os gordinhos” está claro que na pesquisa o tema é consumo/nível de renda — exesso de pesso, em tese, foi a pesquisa sobre exesso de peso/consumo que gerou a polêmica sobre a questão ambiental. Como disse…é uma inferência
ERRATA
perdoe-me , favor ler EXCESSO.
Grata
Sr. Sakamoto,
Quero saudá-lo, mais uma vez, pela forma como aborda os temas em seu Blog, o Sr. traz a informação com uma visão dissonante daquela que os meios de comunicação, em geral, nos “bombardeiam” diariamente. Os dois últimos textos que publicou comprovam o que estou afirmando, dito isso, gostaria de fazer algumas considerações.
O ponto central do seu texto está na seguinte questão: O nosso planeta não resistiria à expansão desse estilo de vida estadunidense para os mais de 6 bilhões de seres humanos que hoje residem na Terra. A verdade é que o AMERICAN WAY OF LIFE nunca será uma conquista para todas as nações, tendo vista sua inviabilidade, ou seja, não há recursos naturais no planeta para tal…
Então, estamos diante de um paradoxo, para resolver o problema da miséria e da pobreza no mundo, os países centrais, apresentam um modelo de crescimento econômico baseado no aumento da produção e do consumo. Eu pergunto, como? Vamos imaginar que o contigente populacional mais miserável do mundo, localizado entre a Ásia Meridional e o Extremo Oriente, passasse a consumir como europeus e estadunidenses, só isso, provocaria um colapso no planeta, como vocês podem perceber não precisaria nem ser o planeta como um todo…
Agora, eu tenho muito respeito pelas idéias, porém afirmar como já li em um comentário que o capitalismo, tendo em vista suas características, vai encontrar um ajuste para essa questão me causa frouxos de risos… me desculpe quem quer ser ingênuo ao extremo, mas para mim isso é uma grande piada…
Para concluir quero repetir a afirmação que já fiz nesse espaço que, na minha opinião, tem muito a ver com este texto. Nossos(as) três principais candidatos(as) à Presidência da República apresentam projetos muito semelhantes de inserção nessa economia “globalizada”.
Enfim, será que com o proclamado fim das “ideologias” vamos ter que nos contentar que o mundo é isso mesmo miseráveis e ricos; subdesenvolvidos e desenvolvidos; civilizados e bárbaros, ou seja, é a Seleção Natural das Espécies.
Eu quero crer que não! Mas no momento não vislubro muitas alternativas…
Sem mais, abraços!!
Sakamoto, penso que essa questão é complexa. Como você bem explicou estamos comendo mais, mas comendo produtos indústrializados. Vendo a diéta de outras nações a renda familiar brasileira é pior que das nações do primeiro mundo, ficamos no meio termo entre comer porcarias e comer produtos sadios, mas acho que isso é uma questão d cultura e lamentavelmente estamos indo para o lado americano de se alimentar.
Caro Gerci Monteiro de Freitas,
Concordo como vc. De fato a questão é complexa.
No entanto vc não fez nenhum esfoço para enriquecer o debate!
Uma vez que vc aderiu as explicações do Sakamoto, vc não trouxe nada de novo ao debate!
Afinal afirmar que existe um problema de cultura é fundamental!
É lamentável que vc não tenha desenvolvido seu argumentário! Um comentarista como vc se limitar ao constato que a cultura alimentar brasileira esta “indo para o lado americano de se alimentar” é muito redutor!
Como leitor/comentarista assíduo de seus comentários que sempre me dão uma dimensão nova no pensar estou decepcionadíssimo.
Afinal vc é ou não um comentarista de peso pesado?
Desculpe-me FDA. Realmente, você tem toda a razão em externar sua decepção. Não tive tempo de me aprofundar no assunto, isso foi mais um oi para a galera.
Concordo em muitos pontos com o Sakamoto, principalmente no que se refere ao modo de nos alimentarmos, queiramos ou não, a nossa sociedade está cada vez mais parecida com a americana. Não nos parecemos apenas na hora de nos alimentarmos, infelizmente, os copiamos em quase tudo: moda, cultura, música, arte etc.
Ele cita a desigualdade social, traça um parelelo dentro das fronteiras do Brasil para que tenhamos um ponto de partida para a discussão sobre má alimentação. Com a renda maior as famílias têm condições de escolher entre a má alimentação e a boa alimentação, isso é obvio. Fica-nos evidente que com uma boa renda famíliar podemos ditar o nosso modo de vida, podemos optar por uma refeição balanceada ou por um fast food, como dizem os americanos e é nesse contexto que concordo com ele, quando diz que copiamos os americanos, está evidente, estamos comendo cada vez mais produtos industrializados, muitos refrigerantes, biscoitos e todo o tipo de comida pronta, desde sucos até a famosa lasanha.
Você fez uma indagação sobre o “Bolsa Família”, não entenda como preconceito em relação ao Bolsa, mas acredito que esse aumento da obesidade e do poder de compra da população não tem nada a ver com este programa – que trata-se de um ótimo programa assistencial. Para mim o aumento está ligado ao fato de que a nossa economia aumentou e muito nos últimos 15 anos, é um processo contínuo que vem garantindo a inclusão social de milhões de brasileiros, dando-lhes a oportunidade de adiquirirem bens de consumo nunca antes imaginados. O “Bolsa Família” não proporciona a uma família de quatro pessoas o acesso a esse tipo de consumo, pois, não se consegue comprar muita coisa com um benefício de no máximo uns R$ 70,00, esse programa ajuda a aquecer a economia, afinal são mais de 13 bilhões no mercado.
As nações do primeiro mundo têm acesso aos melhores alimentos e daí podemos concluir que há nações que se alimentam melhor e com um valor menor. A boa alimentação não está necessariamente vinculada a uma grande renda famíliar, mas a má alimentação tem seu vínculo explicito na baixa renda de uma população, vejamos os países da Africa. No Brasil ocorre a mesma situação, temos a possibilidade de nos alimentarmos bem, com qualidade, mas muitas vezes não a realizamos, já que temos o dinheiro e escolha é nossa, quem resiste a um biscoito recheado? Há bolsões de miséria aqui no Brasil que se igualam à Africa, o caso explicito é o nosso Nordeste, região brasileira mais atendida pelo bolsa família e que tem o maior número de desnutridos do país.
Por isso para mim esta é um questão complexa, muito complexa, meu caro FDA. Valeu pelo puxão de orelha!
Fandangos é o pão da periferia paulistana! Povo+hipertenção=…
Caro Ernesto,
Grande obrigado por me incluir na sua lista de comentaristas.
Lhe sugiro de ler o comentário da leitora/comentarista Marcia Valéria!
A meu ver, ela tem um dos melhores argumentários neste debate lançado pelo Sakamoto!
Seu análise é justo e pertinente na “QUESTÃO FILOSÓFICA”
Concordo com ela: as grandes questões filosóficas neste debate seriam “a problemática do ser” ou do não ser!
Quem podem ser debatidas no prisma da herança socrática, platônica, etc. Porem não penso que o dogmatismo histórico filosófico seja uma solução pertinente a esse debate!
A Razão é simples: o dogmatismo rigido, histórico, fecha o debate!
Da questão da “realidade” e de suas limitações! Questão do “entendimento do Mundo ( nossas orientações político/ideológicas e situação sócio-econômica)” no foco das questões tratadas pelo aristotelismo e os neo aristotélicos americanos ou europeus onde o Sakamoto se alimenta nas suas reflexões.
Na questão da “consciência de nós mesmos” , “percepção enturvada por nossas representações no contexto que vivemos – consumidores/trabalhadores/aristocratas)” seriam pertinentes se tratadas no foco das questões relevadas por Kant, Hegel, Marx e os neo marxistas modernos, etc!
Marcia conclui que a “problemática filosófica não encerra-se na questão felicidade” e lança uma nova proposição problemática “questão” seria então de saber “TEMOS ESCOLHA?????
A filosofia moderna encontra-se nesta encruzilhada de problemáticas…
Excelente comentário da comentarista sem desmerecer o soseu nem dos outros comentaristas!
Porém, Marcia demonstra ser uma Aspasia dos tempos modernos! Aspasia era aquela mulher inteligente que teve uma grande influência no círculo filosófico e político de Atenas, promovia reuniões literárias em sua casa e participava do debate político da época…
Caro Gerci,
Grande obrigado por todas suas precisões….
Minha indagação sobre o “Bolsa Família” foi tendenciosa! Uma forma de “taquinar” (infernizar) ou ironizar com o post do Sakamoto.
O lado serio de minha indagação encontra ressonância no comentário da comentarista Marcia!
Concordo com ela: como toda pesquisa de opinião, a PESQUISA IBGE é tendenciosa sobre tudo em tempos de eleição.
O Sakamoto não foi atentivo, não foi crítico com o que a pesquisa veicula como informação! Vide comentário da comentarista Marcia que esta muito bem argumentado…
Sobre a pauta “bolsa família” no debate deste post, concordo com vc. O programa bolsa família é “ótimo”!
Porém não tanto do ponto de vista “assistencial”. Mas en coerência com os direitos constitucionais.
De fato, o capitulo II dos Direitos sociais no art. 6º garante que “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação (..)”.
A meu ver, o termo “assistencialista” faz abstração desse foco do programa que é justo por que fundado em uma norma justa. Ela responde positivamente a um critério de valorização ético-político dos valores constitucionais.
Nesse ponto, concordo com o seu pressuposto: o programa Bolsa família necessita de um foco sobre o “tipo de consumo” que ela proporciona, necessita de um foco sobre a “má alimentação”!
No fundo, o que sobressai do seu comentário é a preocupação sobre o que é “boa” e a “má alimentação” no mundo de hoje.
Vc parte do pressuposto que existe um desejo da “boa” e da “má alimentação” que diz respeito ao desejo íntimo de todo mundo!
A questão então seria de saber como passamos deste constato existente que existe uma “boa” e a “má alimentação”? Outra questão seria de saber como passamos deste constato do desejo da “boa” e da “má alimentação a tirania da “boa alimentação”?
Minhas críticas ao Sakamoto, vão neste sentindo! O Post é completamente inconsequente neste aspecto. Sakamoto finge ignorar que existe um desejo profundamente ambivalente que encontra-se nesta problemática da “boa” ou da “má alimentação”! A questão é de saber como devemos compreender esse adjetivo da “boa” ou da “má alimentação” para criar um senso!
Como tomar em consideração a ambiguidade, a ambivalência do termo “boa” ou da “má” alimentação( vide reações dos comentaristas)!
Em suma, a grande questão é de saber o que se esconde atraz desse desejo de querer valorizar tudo! Acho que Nietzsche fez criticas interessantes sobre essa tirania moderna de querer impor “normas” e “regras” a tudo, inclusive na “boa” ou da “má” alimentação!
FDA, muito bao a sua análise dos fatos! Eu endtendi a sua ironia a respeito do bolsa família, realmente, em anos de eleições as coisas são destadas de maneira indevida, mas temos de admitir que isso é um erros de todos.
Caro Abulafia,
Sobre a pretendida “universalização do estilo de vida norte-americano” que o Sakamoto estima que ela “já adotado de forma cega por nós”!
Leia bem o que diz os comentaristas deste blogue:
Silvio Almeida Prado diz: “Morei nos USA um bom tempo. Lá, não há tempo para almoço. Corre-se muito. Aí, é sanduíche sempre. Aqui está acontecendo a mesma coisa, cada vez mais fast food”!
Denilson Marques diz: “VOCÊ NÃO SABE COMO É UMA DELÍCIA COMER UM BIG MAC CARA”!
Marco Aurélio diz que seria “o “espírito” de competição contamina o mundo”, etc, etc.
Francamente Abulafia, vc acha que o que dizem esses comentaristas vem de pessoas que SÃO CEGAS, inconscientes, irracionais, anormais, etc?
Vou repetir aqui o que já afirmei dos ensinamentos tirados do debate com o comentarista Gerci: o desejo da “boa” e da “má alimentação” seria um desejo íntimo de todo mundo.
Pergunte aqui quem não quer comer “BEM”? Quem não que ter uma BOA alimentação? E veras as repostas que dão os comentaristas.
Ora, o Sakamoto finge ignorar que existe um desejo profundamente ambivalente que encontra-se nesta problemática da “boa” ou da “má alimentação”! O Sakamoto finge ignorar que o problema não teria somente uma abordagem unicamente ao nível do “desenvolver uma economia global sustentável”.
Na questão da obesidade e da felicidade existiria uma relação complexa entre problemas individuais, “QUESTões implicando “NÍVEL DE RENDA” , Condição econômica e social e “EXCESSO DE PESO” (Vide observação Marcia), etc, etc. Não vou mais longe no argumentário.
Quanto a questão de saber se o “respeito a diversidade cultural, religiosa e étnica” é JUSTA!
Saiba que esse principio do respeito das pluralidades já é factualmente assentado na Constituição Brasileira!
Neste eixo do debate, o Sakamoto não vai mais longe do que já existe de fato e de direito! Ela diz respeito a Justiça Social logo de maneira implícita sobre a JUSTEZA do respeito as pluralidades existentes de fato e de direito no pais.
Como vc pode constatar o problema que se coloca é então de saber como assegurar a Justeza na coesão social. E isso dentro do respeito das diversidades cultural, religiosa e étnica dos direitos individuais que são assegurados pela Constituição.
FDA, não é por nada não, mas, vc é chato pra cacete.
Caro Flavio Spillere,
Me diz que sou “chato pra cacete”! Como vc é gentil: só estas percebendo minhas qualidades!
No dia que perceberes meus defeitos veras que sou pretencioso, arrogante, idiota, imbecil, burro pra cassete, otário, etc, etc, etc…..
Se minha chatice lhe coloca um problema, sou tão chato que vou lhe dar mesmo uma solução alternativa para te livrar dela: é só passar ao comentário seguinte!
Porque se infligir essa chatice, não é mesmo?
Facio, não é Flavio?
Gostaria de reiterar meus esforços para que todos possam refletir sobre:
1)O CONSUMISMO NÃO É A CAUSA DO PROBLEMA AMBIENTAL, ELE É UMA CONSEQUENCIA DE NOSSO MODUS OPERANDI DENTRO DE UM CICLO ECONOMICO QUE NOS LEVA A UM FUNIL;
2)A CRISE AMBIENTAL DESPONTA O PROBLEMA DE QUE SOMOS ESCOADOURO DE MERDADORIAS PROVENIENTES DOS PAÍSES INDUSTRIALIZADOS E SUAS INDÚSTRIAS SÃO AQUI INSTALADAS DE FORMA QUASE IMPOSITIVA.(VIDE QUESTÃO DA ESCOLHA);
3) PARA O(S) AUTORES(S) DO POST E ALGUNS OUTROS JORNALISTAS É MAIS FÁCIL DELEGAR A RESPONSABILIDADE DO PROBLEMA AMBIENTAL PARA O CONSUMIDOR, ATÉ PORQUE É MAIS FÁCIL ENFRENTÁ-LO. POUCOS SÃO OS QUE SUSTENTAM UMA POSTURA DE ENFRENTAMENTO SOBRE A QUESTÃO INDUSTRIAL,ELAS SE INSTALARAM AQUI, PRODUZINDO UM EXEDENTE QUÍMICO QUE ESTÁ MUITO ALÉM DE NOSSAS CONTAS E MUITO POUCOS ARGUMENTAM O QUANTO AFETA NOSSA SAÚDE E MUITO MENOS NOSSO MEIO AMBIENTE.
Sou gordo mas sou feliz. Obeso é a mãe.
Querem emagrecer? Vão viver em Cuba.
“Se você não está disposto a MUDAR, lamento, mas não posso ajudar.”
Hipócrates (considerado o pai da Medicina)
Só uma coisa: essa parada de alimento vivo que alguém falou aí funciona mesmo. Cura de câncer a diabete, passando por colesterol e obesidade mórbida. Pesquisem isso que vcs vão ver.
Mudar pra ficar magro e triste? Não obrigado.
Eu mudei porque ADORO comer. Agora posso fazer isso sem remorço e sem medo. É a mais santa alegria, hehehe!!!
PERFEITO SAKAMOTO
A TV volta e meia apresenta isso como opção pra emagrecer. É MENTIRA, tem gente q até engorda. Eu como uma tonelada, e escolho o que há de mais calórico dentro do cardápio vivo.
Excelente post!
Muito interessante. Ache que seria necessario também dizer que a despesa alimentar nos varios paises depende do pais, na Alemanha os produtos sao mais caros que no Butao.
Michael Pollan publicou um livro muito interessante sobre a alimentaçao nos Estados Unidos, “The Omnivore’s Dilemma”, que trata o argumento de forma “cientifica”. E’ muito interessante. Mostra também que a ignorancia, no sentido de falta de conhecimento, de como sao feitos os produtos alimentares industrializados é uma plaga social. A alimentaçao nao é uma questao so de forma fisica, muito antes disso é uma questao de saude. E de saude publica, porque as doenças ligadas à obesidade custam ao Estado (ou aos planos-de-saude….) milhoes de dolares. E’ suficiente pensar ao diabete ou a todos os problemas cardiovasculares… sem contar o cancer.
De qualquer modo é possivel comer coisas saudaveis sem ter que renunciar ao prazer. E’ uma questao de habito e de dedicar um pouco de tempo à preparaçao. Os italianos sao grandes maestros nisso!
http://www.universitarianews.com.br/blogs-det?blog=8&depoimento=195
Sou estudante de Nutrição e vejo que na maioria dos comentários relaciona poder econômico com a obesidade, mas na realidade é justamente o contrario. Em centros de saúde o que mais vemos são famílias aonde todos os membros possuem algum grau de obesidade com a renda familiar não ultrapassando nem 2 salários mínimos.
Crianças da periferia levam de lanche para a escola um pacote de bolacha recheada inteiro, bolacha que das marcas mais baratas não chegam a custar nem R$1,00, aqui na minha cidade você consegue comprar 3 pacotes com um R$1,00, pra quem tem fome é comida e é muito barato, tornando-se bem atrativo quando se tem pouco na carteira e para comprar a alimentação do mês da familia, mas são esse tipo de produto com maior quantidade de gordura trans… Isso causa um fenômeno aonde temos obesos desnutridos, pq o consumo de macro e micro-nutrientes não está de acordo com as necessidades diárias da pessoa
Claro que estou colocando a realidade da região Sudeste, aonde esse tipo de produto é facilmente encontrados, em outras regiões acredito que existe uma menor disponibilidade.
Outra coisa que me incomoda muito é essa constante relação com obesidade e falta de caráter que as pessoas tendem a fazer, como se toda pessoa acima do peso não tivesse moral e que vivesse só para comer. Ninguém sabe como é a genética e o metabolismo de cada um para julga-lo e mesmo que se coma muito é preciso ver o que tem por traz disso.