Blog do Sakamoto

A boa disputa entre fazendas de vento e de cana

Leonardo Sakamoto

O avanço na produção e comercialização de energia eólica no Brasil tem incomodado produtores de biomassa (como o bagaço queimado usado geração de energia elétrica, resultante da moagem de cana em usinas). Dizem que as “fazendas de vento” têm se beneficiado de financiamentos diferenciados e isenções de impostos. Considerando os leilões de energia elétrica em 2010, o preço médio do MWh contratado ficou em R$ 130,86 na eólica e R$ 144,20 na biomassa, de acordo com matéria publicada neste sábado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Injusta a gritaria dos produtores de cana, uma vez que bilhões em apoios e isenções fluíram para o setor desde o Proálcool na década de 70. E continuam fluindo, haja visto o apoio dado pelo governo federal, através de suas instituições de fomento, ao setor sucroalcooleiro. Que, nos últimos anos, ganhou até um garoto-propaganda de luxo, o próprio presidente da República.

Mesma sorte não teve outras tecnologias como as de produção de energia eólica e solar. Enquanto outros países incorporaram os gigantes cataventos brancos à sua paisagem, nós ainda nos surpreendemos quando avistamos um por aqui. Isso sem falar dos painéis fotovoltaicos que, no Brasil, ainda são coisa rara enquanto que, em alguns países europeus, ocupam os telhados das casas transformando residências em pequenas usinas – que podem tanto consumir da rede quanto abastecê-la. Ou seja, qualquer incentivo dado nessa área será até pouco comparado com o tempo perdido.

Que o lobby do setor sucroalcooleiro fará pressão, isso é esperado e faz parte do jogo democrático. O governo, contudo, deve pensar na qualidade de vida das futuras gerações (no ar que respiramos, na água que bebemos, na garantia que a terra seja prioritariamente destinada para a produção de comida), que depende das decisões que tomarmos agora, mesmo que elas custem mais dinheiro público no curto prazo.

Vale ressaltar que, se por um lado, a produção de cana trouxe riqueza para alguns, por outro continua a demonstrar graves casos de impactos sociais, ambientais e trabalhistas em suas lavouras. Da contaminação de aquíferos ao trabalho escravo, há muito o que melhorar no setor para que ele possa ser considerado, de fato, limpo.

Ou seja, se este incômodo trouxer uma competição para ver quem causa menos problemas, ótimo. É um incômodo pra lá de bem-vindo.

PS: Não estou nem tocando nos impactos da hidroeletricidade das grandes obras porque senão vira covardia. É mais barata, claro, mas pergunte para as comunidades que estão sendo substituídas a toque de caixa por barragens o que elas acham disso…

  1. Carvalho

    13/09/2010 17:02:09

    "...o próprio mercado se encarregará de acabar com esse tipo de co-geração de energia..."É muita ingenuidade....O custo dos combustiveis alternativos só reduzirá a termos competitivos quando estes se massificarem (como ocorreu com os fósseis). E nesse rítmo, só se massificarão quando não houver outra alternativa.No ínterim, os barões vigentes não deixarão espaço pro crescimento de concorrentes.Quando o mercado se regula, sem intervenção do homem, os avanços são sempre a passos de tartaruga. Numa evolução a custa de muito tempo e sacrificio, bem à moda darwiniana.Numa era tecnologica onde o homem é cada vez mais senhor de seu futuro, recorrer à natureza pra resolver seus problemas ("mercado auto-regulado") é quase como agir com a inteligencia de uma mosca.

  2. Araquem

    12/09/2010 15:02:59

    Esse Rogério Cerqueira Leite será o mesmo Rogério César de Cerqueira Leite, listado no Cadastro Rural de INCRA como um grileiro do Pontal do Paranapanema com diversas "propriedades", entre elas uma fazenda de "apenas" 14.000 hectares?

  3. Mariana

    12/09/2010 06:47:19

    O que sei, é que estamos esmagados por indústrias químicas, invasores, algumas instâncias dos governos federal e estadual, usineiros, frigoríficos, banqueiros, enfim, pelos poderosos. Ah... ia me esquecendo da mídia...

  4. Mariana

    12/09/2010 06:34:36

    Olá, sr. José, eu vi esse fogo. As partículas resultantes se espalharam pelos municípios da região. Amigos residentes em Marabá, Costa e Mirante cansaram de limpar suas casas, e trocar as toalhas de mesa brancas. Porém, tudo indica, pelos indícios, que foi coisa provocada. Infelizmente houve mudanças na Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e não sei se podemos contar com eles. A gente se vê na Expo Prudente, abços à família, e fé em Deus!

  5. Myrtacea

    08/09/2010 21:39:26

    bom, tirei meu cavalo da chuva, neste mato não sai coelho...repórter algum tem interesse nesta maluquice q é nossa região...tbm, fazem cocô no Tietê e depois vão para a balada...acho q não dá IBOPE(essa é antiga)...só para procurarem, a justiça condenou a Shell a pagar 800 milhões d reais as vítimas (trabalhadores) contaminados com defensivos enterrados de forma inadequada na empresa...A Nutriplant foi condenada por contaminar uma área com metal pesado.. tudo isso em PAULÍNIA... percebam, tudo depois q aconteceu o problema...

  6. Marcia Valéria

    06/09/2010 10:08:03

    Voltando ao tema do post, proponho algumas considerações e questionamentos:- O leitor Gerci concorda com o subsídio a produção de etanol em função de criar alternativa a utilização de combustível fóssil no país. Creio que a manutenção deste incentivo a indústria sucroalcooleira depende de outros interesses em questão, dentre elas a relação interdependente políticos/financiamento de campanhas/subsídios e incentivos fiscais. Sem contar que o argumento da comentarista se esbarra na condição da perversidade em sustentar práticas de subsídios aos ricos em detrimento da remuneração(ou ganhos) dos pobres.-Quanto a contra-argumentação de FDA em questionar o trecho “há muito que melhorar no setor” e inseri-lo noutra dimensão de ação – melhorar em termos de competição x melhorar em termos de diálogo. É possível tal melhoramento no setor, do ponto de vista que os interesses da elites são diametralmente opostas ao desenvolvimento social?. Não entendo como o diálogo pode funcionar nesta questão. O modelo de compromisso vigente em nosso país é excludente do modelo diálogo - tal compromisso é com os interesses políticos e econômicos concorrentemente. O modelo correto é do CONFRONTO (não subentenda violência).-Parece haver um equívoco de FDA com relação a interpretação textual do comentário de Gerci - “população disposta a bancar (financeiramente)tal nível de desenvolvimento?” / FDA diz “bancar tal nível de desenvolvimento Conciliador”- No contra argumento de FDA à myrtacea ocorre a proposição confronto dialógico ou conciliador entre indústria química( ou sucroalcooleira) x direitos fundamentais do produtores rurais (ou danos ao meio ambiente/trabalhadores dos canaviais) em termos “jurídicos e constitucionais” – A maioria de nós sabe o que significa tal confronto em termos Jurídicos e Constitucionais em nosso país e como é a rigor a dinâmica precária deste propósito ,TAL COMO É E FUNCIONA nossa estrutura jurídica – empurraria essa relação dialógica para o ano de 3050.A proposta do autor do blog não é de substituição de um modelo de produção e gestão de energia por outro, mas sim como já dito, na competição (usa-se a expressão “ÓTIMO”). Estamos a esperar que esse modelo de ESPERA baseada na PSEDO LIVRE CONCORRÊNCIA possa surtir efeito nesse mercado quem sabe paro o ano 4552.

  7. FDA

    06/09/2010 08:13:32

    Oh Sakamoto!Ao invés de circular as informações dos confrades jornalistas, de fazer publicidades para as matérias publicadas no Jornal a Folha de S. Paulo, Myrtacea esta lhe fazendo uma proposição de reportagem de campo:“Poluição, afeta toda a pop da região e não apenas nós agricultores”!Va a luta! Sei por experiencia que alguns pesquisadores detestam o trabalho de campo, mas como vc é professor de jornalismo, proponha aos alunos de jornalismo!A região metropolitana de Campinas é a duas horas de S. Paulo, não é o fim do mundo...Ou vc so fala de Injustas e não faz nadas pelas "INJUSTIÇAS BRASILEIRAS"? Ta na hora de agir!!!!!!!!!!!!!!

  8. Myrtacea

    06/09/2010 07:29:34

    Cara(o) FDA, entendi... Bom, agora 6 da matina, colhemos 250 caixas de banana. Em nossa área vivem, e de certa forma tranquila, 3 famílias(total de 11 pessoas)...Sou eng agr. e esta (sítio) é minha segunda atividade... represento empresa americana de fertilizantes para uso orgânico, ou quando em cultura inorgânica a intenção é diminuir o uso de defensivos...Apesar do nome, que representa uma das mais importantes famílias de nossa flora (jabuticaba, pitanga, uvai, muricy, cambui,...), sou do sexo fraco (homem)...NA verdade o nome certo da família é Myrtaceae...Bom, o q acontece aqui - Poluição, afeta toda a pop da região e não apenas nós agricultores...Sobre este blog, é complicado separa o joio do trigo, pois a generalização dos assuntos e a forma como as opiniões seguem para o estrelismo em alguns momentos é ridículo ...MAS, JÁ Q TEM TANTA GENTE Q GOSTA DE AJUDAR NAS INJUSTIÇAS BRASILEIRAS, quem sabe não aparece um jornalista, combatente e com culhão para ajudar-nos a levar este assunto - Poluição em uma das regiões mais populosas do BR em frente... Até agora nada...Entendi perfeitamente sua sugestão e agradeço...

  9. FDA

    06/09/2010 02:35:14

    Cara Myrtacea,Seu comentário me parece o grito de desespero angustiante.Vc tem razão:“frente ao desrespeito das indústrias químicas locais” que fazer?Concordo com vc: o post do Sakamoto tem um foco “canavial, energia limpa, blá bá blá”.Porem como o “blà bla” é sempre os “outros” que fazem, somos poucos atentivos ao blà bla que fazemos si mesmo.Venhamos agora ao seu apelo: “Por favor, alguém pode nos ajudar de fato”.Penso que vc pode se ajudar si mesmo. Se vc observar bem o post e os comentários aqui no blogue veria que vc tem aqui dois modelos alternativos de ação pratica e fatual para enfrentar esse tipo de situação angustiante.Um modelo processual do Sakamoto (1). Nesse modelo de ação, o fundamento de toda ação seria a avaliação e a competitividade entre as partes implicadas no conflito do meio ambiental.Ou seja, frente ao desrespeito das indústrias químicas locais (metropolitana de Campinas) o Sakamoto propõe aos produtores rurais em Paulínia de avaliar o que há de desrespeitoso nas ações das “indústrias químicas locais” e denunciar, de “gritar” as injustiças, de fazer “pressão” as indústrias químicas locais.O que vc esta fazendo aqui, segundo o autor, “faz parte do jogo democrático.O drama é que esse modelo de ação não seria muito atentivo ao que vc esta vivendo. Ou seja, o “viver” “a angústia” de tal situação! Pra o Sakamoto, isso seria abobrinha, blá-blá...Em suma, o modelo processual de ação do Sakamoto propõe uma luta sem fim entre os “produtores rurais em Paulínia” e “indústrias químicas locais”. No entando, como seu testemunho demonstra, denunciar os “impactos sociais, ambientais e trabalhistas em suas lavouras” seria usante, angustiante.Porém o autor não esta nem ai, não é mesmo?Face a esse modelo existe um modelo processual de conciliação que propõe o leitor/comentarista Gerci Monteiro (2). O modelo de ação incentivaria a necessidade de abertura de um campo de negociação entre “produtores rurais em Paulínia” e as “indústrias químicas locais” e os Direitos Constitucionais do pais!Neste modelo de ação existiria duas margens de manobra aos “produtores rurais em Paulínia”: 1) manobra de conhecimento sobre em que a “CETESB não ajuda” de fato e de direito.Pelo visto, vcs já conhecem o que a CETESP não ajuda de fato. Neste modelo de ação faltaria então o conhecimento do que a CETESP não ajuda de DIREITO!Por que a CETESP estar a os “enrolar”? Por que “as empresas e das autoridades” não assumem suas responsabilidades jurídicas.(2) Seria a partir dai que existira uma segunda margem de manobra que se abrem aos produtores rurais de Paulinia: conhecer as soluções e os projetos jurídicos que se abrem a uma ação publica ou jurídica para solucionar esses problemas pragmáticos. No entanto tais ações seriam fundamentadas em um texto jurídico!O interessante no modelo do Gergi Monteiro é que ele é em coerência com o Estado de Direito brasileiro. O modelo propõe um procedimento de ação que seria a restauração do Estado sócio ambiental de Direito.Nesse sentindo combater as “indústrias químicas locais” implicaria uma conciliação entre os direitos fundamentais dos produtores rurais de Paulínia em matéria de meio ambiental, de confronta-los com as posições jurídicas constitucionais do Pais para encontrar meios de ações consensuais de acordo com a estrutura jurídica do pais.Confrontar as indústrias químicas locais com suas resposabilidades publicas, jurídicas e constitucionais seria a proposta de ação do leitor/comentarista.Como vc pode constatar uma boa leitura pode, muitas vezes, ser de grande ajuda: como vc notar vc teria aqui dois modelos de ação para enfrentar essa situação angustiante!Boa escolha!

  10. Myrtacea

    05/09/2010 22:08:15

    Canavial, energia limpa, blá bá blá...Sou produtor rural em Paulínia - SP, trabalhamos com banana e abacate...Vivemos a angústia frente ao desrespeito das indústrias químicas locais.A CETESB não ajuda, na verdade parece que ganha para colocar panos quentes e nos "enrolar", o MP muito menos, deve sonhar com um cargo na capital...Por favor, alguém pode nos ajudar de fato?Percebo que todos são preocupados com o meio ambiente, então comecem colaborando com uma região que poucos falam, mas que muito sentem o descaso das empresas e das autoridades ( será que nomes como Petrobrás, Rhodia, Baw química, Galvani, Du pont, Syngenta, ...influenciam "esquecerem " desta região?)...Quando se fala em poluição, por que ninguém fala de Paulínia?Sakamoto, se puderes ajudar, estamos falando da região metropolitana de Campinas...grato

  11. Rodrigo Barros

    05/09/2010 17:54:25

    Caro Abulafia, duas coisas:1º defina "potencial ínfimo"?2º acredito que qualquer possibilidade de ampliar as matrizes enérgéticas do país de maneira limpa já valeria o esforço.Rendimento de R$1500,00 por mês só os trabalhadores qualificados possuem, ou seja, não serão demitidos com o processo de mecanização. Os salários dos cortadores de usinas grandes estão na faixa de 800 ou 900 reais.Além disso, o processo de mecanização é principalmente por causa da lei estadual que impede as queimadas, que em determinadas épocas do ano pintam de cinza o céu de muitas cidades do interior de São Paulo.Pergunte a qualquer paulistano que passou o último mês sem uma gota de chuva se viver sob a fumaça é algo agradável?

  12. FDA

    05/09/2010 12:17:34

    Cara Marcia Valéria,O drama é, como diria Nietzsche, que “quanto mais" nos superamos, "menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar”.... Vou dar uma “garimpada” no Portugal ou Espanha ver se encontro livro do Paul Gilroy, se encontro lhe informo para envio....Bom domingo...

  13. FDA

    05/09/2010 10:17:14

    Caro Gerci,Mais uma vez sua intervenção é judiciosa! Vc tem razão: o “embate entre os produtores sucralcooleiros e os novos produtores de energias limpas como a eólica e a energia solar é ótima”!Diria mesmo que ela é excelente. E isso em varias abordagens.Primeiro na sua proposta. Ela é interessante por que visa a conciliar o setor produtivo de biomassas com a questão da evolução de alguns setores da Sociedade Civil!Segundo, seria sua contribuição ao debate! Sua questão é de grande pertinência: sera que a população está disposta a bancar tal nível de desenvolvimento conciliador?Se seguimos a análise da situação feita pelo Sakamoto, nota-se que ele parte de uma visão simplista do problema. De um lado, os “países europeus” que “incorporaram os gigantes cataventos brancos à sua paisagem”. Do outro “nós” brasileiros surpreendidos com o que avistamos no Brasil!Ah, esses europeus, sempre mais “avançados” que os surpreendidos, os atrasados tupiniquins e afro descendentes não é mesmo?De um lado, encontrar-se-ia “o avanço na produção e comercialização de energia eólica no Brasil”. Do outro, os “produtores de biomassa”. De um lado, as “fazendas de vento”. Do outro os fazendeiros “produtores de cana”! De um lado as “tecnologias de produção de energia eólica”. Do outro, as tecnologias de produção de energia solar!Como vc pode constatar neste mundo avatariano do Sakamoto existe os “bons” que subentendem os maus. Os “Injustos” que pressupõem os Justos.De repente, ele se dar conta, graças a uma intervenção de um “gentil” comentarista (Vitor), que a “a teia é complexa”! Oh, meu Deus, gentil comentarista, não dar para vc notar que os leitores comentaristas daqui do blogue não estão preparados a questões complexas? Oh làlà....Dá para notar onde quero vim? O Sakamoto não consegue despassar essa visão dualista avatariana entre Nações e Povos: Brasil e Europa. “Avanço” contra atraso tecnológico e produtivo. Bem e o Mal. Justo e Injusto. E por que depassaria, não é mesmo?Seu modelo processual de conciliação incentivando um acordo entre diferentes opostos, seria para o autor “ tempo perdido”! E ele tem razão: afinal “time is money”, não é mesmo?Da para ver de onde aflua a visão ecológica sakamotiana? Por um lado, produção de riquezas. Por outro, “impactos sociais, ambientais e trabalhistas”. Causa-efeito.O modelo processual do autor é fundamento na avaliação e na competitividade. Claro que aqui é o “mestre” que faz as devidas avaliações: “há muito o que melhorar no setor para que ele possa ser considerado, de fato, limpo. Avaliar o que há do “melhor” e de “pior”. Competitividade para ver quem causa menos ou mais problemas!Vc acha que existe compatibilidade entre um modelo democrático que procura um compromisso entre as partes de um conflito, a negociar o que opõe, e, um modelo de autoridade do “mestre a pensar”, a avaliar, e definir, a dirigir, que visa a fixar modalidades de escolhas a fins estratégicos de estabelecer uma supremacia de uns sobre os outros?Do meu ponto de vista, penso que não! Prefiro um modelo de compromisso, de diálogo mesmo que seja do “tempo perdido”: in fine, somos “Nos” que saímos ganhando como um desenvolvimento fundamentado em um compromisso: a tecnologia, o desenvolvimento, o mundo politico, o pais, a população, a écolologia e claro “Nos” planetários...Portanto sua proposta me parece Justa, fica a questão de saber se o Sakamoto conhece o senso do termo?....

  14. Marcia Valéria

    05/09/2010 09:18:44

    Na boa FDA, a cada comentário você se supera.rs rs rs

  15. Marcia Valéria

    05/09/2010 07:49:31

    ERRATACom o perdão da burrice gramatical, leia-se "e os parceiros do blog nos CEDEM"

  16. Marcia Valéria

    05/09/2010 07:35:08

    Peço licença a todos para externar neste espaço um comentário que não tem relação direta com o tema, mas pertinente a totalidade da busca e pretensões que acho fazerem parte da maioria dos temas expostos nesse espaço.Como se diz na gíria, na boa, quem faz o blog do Sakamoto são seus comentaristas.Algumas imperdíveis,outras dispensáveis, outras acertadas, outras complementares, outras questionáveis (mas significativamente válidas), outras surreais. Nos dias de maior ibope (geralmente fins de semana) fica melhor. Dou boas gargalhadas, melhor do que qualquer programa humorístico ou charges de jornal.Considero que aqui está nossa maior riqueza, que alguns de nós podem pensar, questionar e sugerir, dentro da maior possibilidade de progresso humano em todos os sentidos, a liberdade de expressão – que o grupo UOL, o Senhor Sakamoto e os parceiros do Blog nos sedem. Neste embate de palavras e idéias, pendulares ou não está a raiz ou pano de fundo para algo que todos acreditem - as mudanças. Acredito piamente que a capacidade de mudança está no homem que aprende/pensa/compara/investiga/questiona/revela e acima de tudo se impõe. Sem a diversidade e a imposição não há confronto , sem ele não há mudanças. Precisamos estar dispostos, bem dispostos nesta questão – aprender conosco, com o povo brasileiro,com o povo latino americano, com o ocidente e oriente, na busca de nossa identidade perdida, reconhecimento de nossas fontes e riquezas e sua integração plena e humana , vendo e reconhecendo nosso atraso em todas as dimensões, seus condicionantes e determinantes. Assim vislumbraremos uma possibilidade de mudanças, seja ela energética, social, ambiental, que muito supere nossas atuais expectativas.

  17. FDA

    05/09/2010 04:45:10

    Oh,omniciente Sakamoto,Que grande felicidade de ler seu novo post sobre a “boa” disputa pela preservação do planeta Terra!De fato, vc tem razão: entre a “boa” e a “mà” disputa, nossa terra-mãe sofre cada vez mais da “injustiça” dos homens! Nossa terra-mãe vive “pressionada”, “abandonada” pelos governantes!Vilãs “governantes” que deveriam pensar “na qualidade de vida das futuras gerações”, não é mesmo?Nossa terra-mãe vive desamparada por “Nos” seres terrestres!Oh, Homem cruel, vil, indigno, injusto, miserável......Oh, Homem mesquinho aventureiro! Parte a conquista do espaço cósmico sem tomar consciência que o cosmos é definitivamente inospitaleiro: nunca oferecera condições de vida ao desenvolvimento humano...Como Nos, seres planetários, somos ingratos! Oh, universo cósmico cruel!Oh, mundo “dualista” insensato...Como seria “bon” se todos os seres humanos fossem gentis, consensuais com o planeta terra, não é mesmo? Como seria “bom” se só houvesse homens de “boa vontade”! Como seria “bom” se só houvesse seres humanos bem pensantes neste planeta.Como seria “bom” se pudéssemos voltar ao “ventre” materno da terra-mãe, e, assim nos banhamos eternamente neste oceano amniótico profundo, fusional, protegidos para sempre do mundo da crueldade dos homens, dos” governantes”, do capitalismo selvagem, dos “produtores sucralcooleiros”, dos intelectuais, dos filósofos, dos ignorantes, dos que só falam ou escrevem abobrinhas, não é mesmo?Como seria bom se podessemos ficar “parados no tempo-espaço”, nesta relação fusional profunda com a terra-mãe?

  18. WELINGTON GAETHO ESCOLA

    05/09/2010 04:15:03

    Sr. Sakamoto e comentaristas,É importante dominar todas as tecnologias de produção de energia, principalmente, das chamadas "fontes de energias limpas."Esperançosos, que somos, de que no futuro o ser humano irá romper com essa visão antropocêntrica da natureza, ou seja, que a natureza existe para servi-lo. Identificando que ele é apenas parte dessa mesma natureza...A única certeza que tenho no momento é que a atual matriz energética mundial vai perdurar até quando os interesses dos países"desenvolvidos" estiverem sendo atentidos... para tal os Estados Unidos matêm alianças com países do Oriente Médio (localização das maiores resevas de petróleo do mundo) e estão presentes na região com um sem número de bases militares... ou até quando esse combustível fóssil alcançar à sua finitude...Com relação à biomassa considero que se o Brasil tivesse força política e econômica para lançar no "mercado" mundial mais uma opção de combustível, para os brasileiros que subsistem, não estou falando daqueles que enriquecem, dessa atividade as coisas não mudariam em nada, acredito que a exploração de sua força de trabalho até aumentaria... o meio ambiente então os canaviais iriam avançar em direção a todos os ecossistemas do cerrado à floresta sem nemhuma parcimônia...Acredito que se fosse os Estados Unidos que tivessem o nosso potencial de produção de etanol esse combustível hoje estaria integrado ao "mercado" mundial de uma outra forma... prova inequívoca de que esse ente chamado "mercado" não arbitra em nada quem manda mesmo são os poderosos interesses dos donos do poder...O Sr. Sakamoto vem falando muito desses temas dos recursos naturaisquero mais uma vez chamar atenção para nosso país... E o Brasil? Que povo de sorte! Sol o ano inteiro, ventos, rios de planaltos, canaviais... isso só para citar o potencial das chamadas fontes de energias limpas... sem falar no petróleo que tudo indica vai "jorrar" por aqui...Será que um dia a população brasileira vai ter algum benefício originado por esses recursos que só são transformados em riqueza para uma minoria... não estou falando em assistencialismo... quero dizer avanços em setores sociais. Quem viver verá!EM TEMPO: Questão de múltipla escolha para o povo Sakamotiano1 ) Quem acredita nesse ente chamado "mercado" é:(a) ingênuo;(b) intelectualmente limitado;(c) beneficiado (fica rico com ele);(d) todas as respostas anteriores.Sem mais, abraços!!

  19. joão carlos

    04/09/2010 19:18:46

    A industria da cana é cara, só para poucos, quem não pode fazer fala contra.

  20. Mateus Nach

    04/09/2010 18:20:50

    Cerqueira Leite? Hahahah! Olha lá, hein? Se falar no rei da enrolação lobista ele aparece...

  21. Emmanuel

    04/09/2010 18:05:15

    Se é estratégia da ONG não sei, mas uma coisa não muda, o setor continua a demonstrar graves casos de impactos sociais, ambientais e trabalhistas em suas lavouras.Acha que é xororô? Acha que isso não existe?

  22. ALFEU

    04/09/2010 18:05:08

    Acho, que os jogos de interesse economicos, sociais, políticos etc.... sempre ditam as regras no mundo em que vivemos. A começar da criação de gado que deveria sim ser orgânica, extrativista e humanitária como todo o resto da produção de alimentos e energia. Mas como fazer isso se o homem se comporta como o cancer da terra aumentando descontroladamente seu número e sugando mais do que o nosso pobre planeta pode dar de uma maneira natural. Moro em uma região canavieira e posso testemunhar o quão nefasto e "poluente" é a produção do etanol e do açucar. E se para preservar o emprêgo de alguns miseráveis e produzir um combustível "limpo", precisarmos torrar os animais, sufocar as crianças e os idosos, envenenar a água e o solo é mesmo o fim da linha para a humanidade.

  23. zé ademir

    04/09/2010 17:55:40

    Seja vento ou biomassa, ao poder econômico pouco importa a forma de geração de energia. O que interessa mesmo é atar-se ao setor mais rentável. Se amanhã as fazendas de vento se firmarem como empreendimentos lucrativos, lá estarão nossos usineiros a manipular seus cataventos brancos. Abços.

  24. Lourival

    04/09/2010 17:26:23

    ´caros Vítor e Sakamoto.A abordagem do tema é extremamente importante, especialmente num momento em que tanto se discute a geração de formas limpas de produção de energia. Entretanto, a questão, e mesmo comparação deve ser mais ampla. Claro que a geração de energia através da queima do bagaço da cana envolve problemas, mas há que se pensar mais. A produção de um MWh de energia num e noutro sistema beneficia quantas pessoas? Quantos empregos um e outro sistema geram? Tudo deve ser discutido de forma desapaixona e pensando-se nas próximas gerações e bem estar da atual. Quanto à produção de carne e grãos, o sistema hoje de integração lavoura/pecuária toma corpo, até pela redução de custos. A pecuária brasileira carece ainda de maior difusão de tecnologia para que o bife que vai à mesa de todos venha de um animal mais jovem, consequentemente de melhor qualidade, menor tempo consumindo capim e minerais, gerando menos impactos. A discussão é pertinente e oportuna, mas a s tecnologias caminham para serem complementares. Ademais, nosso país tem imensas possibilidade de geração de energia e torço sinceramente para que o homem saiba usar isso com critério.

  25. Abulafia

    04/09/2010 17:03:28

    Como consequência dessa perseguição, até 2014 o corte manual será eliminado dos canaviais paulistas, gerando desemprego para 140000 cortadores.As colheitadeiras tomarão o lugar desses trabalhadores. Estes, sem qualificação, dificilmente conseguirão empregos com rendimento similar (até 1500,00 por mês).Como a mecanização do setor sucroalcooleiro é um processo inevitável, resta perguntar à ONG Repórter Brasil se ela estará satisfeita...

  26. Abulafia

    04/09/2010 15:48:24

    Saibam antes de tudo os senhores comentaristas que a ONG Repórter Brasil possui um departamento só para acompanhar o setor de açúcar e álcool !! Portanto, este post deve ser parte do planejamento da referida ONG, na sua cruzada de perseguição contra os empresários do setor. Resta saber a qual dos financiadores dessa ONG interessa essa campanha.Vejam alguns detalhes: “O avanço na produção e comercialização de energia eólica no Brasil tem incomodado produtores de biomassa”.Seria bom ouvir especialistas no assunto, para não falar abobrinhas. Ouvi o Rogério Cerqueira Leite, um dos maiores especialistas em energia do Brasil, dizer que é possível estimar qual é o potencial de geração de energia eólica no país, e que este é irrelevante e insuficiente para resolver o problema do nosso déficit energético.Aliás, se o custo de produção de energia da biomassa é maior que o da energia eólica, o próprio mercado se encarregará de acabar com esse tipo de co-geração de energia.Mas não se preocupem: toda a energia gerada – mesmo a da biomassa - será comercializada. Ou será que temos energia sobrando?Portanto, esse post não passa de intriga do Sakamoto!!“Vale ressaltar que, se por um lado, a produção de cana trouxe riqueza para alguns, por outro continua a demonstrar graves casos de impactos sociais, ambientais e trabalhistas em suas lavouras.”É o mesmo “xororô” de sempre, usado para perseguir o setor. É a estratégia da ONG.

  27. PERERE

    04/09/2010 15:46:23

    Enfim um blog que vale a pena ler, seja para concordar ou discordar. Vivo em região canavieira e ha alguns anos já encarava com certeza a decadencia da cana-de açucar considerando a remuneração do produtor e do trabalhador braçal. A mecanização e utilização de tecnologias avançadas sem a necessária reciclagem ou formação profissional dos trabalhadores extinguiu centenas ou quiçá, milhares de postos de trabalho exclusivos de classes menos favorecidas (cultural e economica). Sei que o tema não é adequado no momento, mas estava entalado no gogó. Minha plena concordancia quanto a utllização de meios limpos de produção de energia, seja éolica ou solar que, embora bem vindas, chocar-se-ão inevitavelmente com interesses de grupos poderosos inclusive, haja visto a venda de diversas industrias do agro negocio a grupos das outras bandas do planeta, mormente europeias.

  28. Gerci Monteiro de Freitas

    04/09/2010 15:26:59

    Sakamoto, a sua visão sobre o embate entre os produtores sucralcooleiros e os novos produtores de energias limpas como a eólica e a energia solar é ótima.O setor produtivo de biomassas é beneficiado desde a ditadura como você bem citou. Mas acho que essa forma de subsídio é viável e tem de ser apoiada pela sociedade, afinal uma nação não pode se ver refém de apenas uma forma de combustível. O que não concordo, e você bem frizou, é que nossos produtores não evoluíram, não se modernizaram, ficaram quase que parados no tempo. Houve muito pouco avanço tecnológico nessas décadas desde o seu início. O problema das queimadas é grave, o problema do trabalho sub-escravo é muito grave, pois, há essa política em virtude da concorrência com a gasolina, na tentativa de se obter um produto mais barato passa-se por cima de certos princípios que considero básicos para a evolucão de uma sociedade, realmente, evoluída.Já passou da hora de termos políticas voltadas para a produção de energias alternativas, mas para isso é preciso que se conscientize a população a respeito dos valores a serem pagos, dos subsídios a serem empregados nessa empreitada.A população está disposta a bancar tal nível de desenvolvimento? O povo brasileiro já está preparado para discernir entre uma energia cara e limpa ou uma energia barata e muitas vezes de grave conseqüências para a própria população brasileira.Sou a favor da enregia de biomassa apesar das conseqüências que causam ao meio ambiente, conseqüências essas oriundas de uma política capitalista-salvagem em que temos de produzir mais barato e não importando os meios e essa política explica o porquê de nossos produtos agrícolas serem muito competitivos lá no exterior. Nesse caso precisamos rever nossos conceitos.Sou a favor das energias limpas, todas têm de ser desenvolvidas em nosso país, pois, não podemos ficar de fora desse filão tecnológico e espero que desta vez não caiamos nos mesmos vícios, os vícios de sacrificarmos alguns em função de outros.Abraços.

  29. Rafael Salerno

    04/09/2010 15:19:14

    Concordo em grande parte com o post do Sakamoto, mas as eólicas causam sim impactos inclusive matam pássaros migratórios, etc...muito menos que alterar um rio com barragens? Tenho quase certeza que sim...Mas uma coisa é fato, o Ser Humano causa impacto com qualquer uma de suas atividades na fase da terra...da produção de alimentos à geração de filhos ;)

  30. Marcos

    04/09/2010 15:01:28

    Disputa realmente saudável. Deve-se lembrar que a situação do Brasil é única no mundo. Temos lugares para geração hidrelétrica de pequeno à grande porte (à qual apoio, visto suas vantagens. Não são duas vilas de 500 habitantes que devem segurar projeto de tal importância) ainda não utilizados, grande potencial eólico e , acima de tudo, muita terra ainda para ser ocupada por agricultura tanto de alimentos quanto de energia. Todos podem se desenvolver e podemos exportar energia como álcool. O problema do gado extensivo é real, e de uma ineficiência tremenda.

  31. Tinha certeza disso

    04/09/2010 14:47:11

    Depois a gente fala que tem gente que joga intragável, ninguém acredita...

  32. luka.san

    04/09/2010 14:30:26

    Ei fico a pensar, o que nos falta ou a eles?, visão, boa vontade, capacidade, inteligência?Pois, dinheiro e ganância creio que não.att

  33. José de Miro Mazzaro

    04/09/2010 13:54:21

    Brasileiro detesta concorrência e adora chapa branca. O sucroalcooleiro já vem sendo beneficiado desde a fundação de São Vicente. Bem vindas as eólicas. Só para comparação: vejam o mega incendio em canaviais da ETH Conquista do Pontal, que varou duas rodovias ( SP 563 e Estrada do Planalto, asfaltadas) e atingiu a reserva do Morro do Diabo. Eólicas não causam desastres desta ordem, e boatos correm que houve erro no combate ao incendio. O contra-fogo ajudou o incêndio. Estimativa de 6.000 ha queimados Estou apreensivo. Fazenda Tres Morrinhos, km 6 SP 563

  34. felipe

    04/09/2010 13:10:44

    A gente tem que fazer pressão Saca para o Brasil utilizar a natureza sustentavelmente e economicamente. Essa indústrias atrasadas estão com os dias contados.

  35. Guabiroba

    04/09/2010 12:45:55

    E tem gente que ainda reclama dos cataventos de eólica. É um bando de desocupado.

  36. Gabriela

    04/09/2010 12:34:54

    Quanto mais incomodar melhor mesmo. A Unica deve ter colocado todos os seus lobistas atras dos jornalistas de economia para dar noticias como essa da Folha.

  37. Leonardo Oliveira

    04/09/2010 11:48:22

    Olá, Sakamoto! Acredito que esta dualidade acaba refletindo uma crença pseudoevolutiva de nosso país. Sempre andando na retaguarda dos maiores avanços do nosso mundo, encontramos um alento em fazer depois o que outros nos mostram que deu errado. Explico: não é muito complexo notar que estamos enfrentando coisas antes inimagináveis há tempos atrás. Se lembra de quantos tornados tivemos no Sul no noticiário quando éramos pequenos? Não? Lembra-se de uma seca, estiagem e queimadas no centro-oeste como vemos hoje? Não? Quando dizem que o desmatamento caiu 48% isto quer dizer que recuperamos 48% da área desmatada anteriormente? Ou significa que, ao invés de 10.000 campos de futebol, desmatamos "somente" 5.200(pouco, né?)? Nosso futuro e de nossos filhos depende de energia limpa e não de mais queima e saturação de CO² na atmosfera. Biomassa pode ser uma ajuda, mas imagine toda a grana investida em energia limpa e renovável? Quando o mudo terminar sua mudança para este tipo de energia vamos nos perguntar o que fazer com tanto petróleo, que ninguém vai querer usar, e como recuperar tanto dinheiro investido nos hidrocarbonetos. Resumindo: Produziremos locomotivas à carvão nos tempos dos carros elétricos e a hidrogênio. Lamentável!

  38. Rafael Felício

    04/09/2010 11:32:36

    Sakamoto, tudo bem?Tenho certeza que este post seu não será tão polêmico quanto outros temas em que todo mundo gosta de dar pitaco. Mas você está certo. O Brasil demorou muito para entrar de cabeça nas tecnologias realmente limpas de produção de energia. Espero que isso não seja apenas fogo de palha - sem trocadilho com a cana e seus problemas.

  39. Blog do Sakamoto

    04/09/2010 11:12:19

    Caro Vitor, concordo com sua análise. Não toquei na questão de gado por estar tratando de geração de energia elétrica diretamente, mas a situação fundiária mais precária a ser resolvida hoje diz respeito à criação de gado.Contudo, não se pode ignorar que há, grosso modo, um jogo de empurra gado/soja/cana, entre outras culturas. A valorização da terra para a cana empurra a pecuária ainda mais para a fronteira agrícola, onde há terras mais baratas. A teia é complexa e vai ficando cada vez mais.Um abraço!

  40. Vítor Margato

    04/09/2010 11:01:43

    Sakamoto, acho que tem ainda mais um aspecto importante (e que mantém relações complexas com outros ainda, como a estrutura fundiária) a ser ressaltado: o dualismo álcool de cana versus produção de alimentos é uma maneira simplista de ver as coisas, se nós considerarmos que, em 2006, 77 milhões de hectares eram destinados à lavoura (incluídas aí a soja e a cana) e 172 milhões ao gado, que apresenta nos dias de hoje uma produtividade de cerca de um boi por hectare. De jeito nenhum estou me manifestando contra o consumo de carne nem nada disso, mas sim contra a injustiça territorial, ambiental, econômica que representa essa produtividade ínfima.

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