Blog do Sakamoto

Como cultivar a exclusão social em São Paulo

Leonardo Sakamoto

Daqui a uma geração, quando estudarem a arquitetura de nossa época, além dos prédios em forma de melancia e dos espigões de aço e vidro azul, outra coisa, menos bonita por certo, chamará a atenção. Temos gasto muito tempo e inventividade para criar formas de excluir do convívio da cidade aqueles para os quais nunca abrimos as portas dos direitos econômicos – e isso não passará despercebido.

Reuni alguns desses métodos informais em forma de manual. Apesar de não estarem publicados e não seguirem padrões da ABNT, existem e fazem vítimas diariamente, ainda mais em noites frias e chuvosas como essas pelas quais estamos passando. Registrar isso serve para lembrar o quanto somos ridículos e ajudar o pessoal que vai nos julgar amanhã. Espero que não tenham dó ou piedade.

1) Áreas cobertas em viadutos, pontes, túneis ou quaisquer locais públicos que possam receber casas imaginárias do povo de rua devem ser preenchidas com concreto. A face superiora não deve ficar paralela à rua, mas com inclinação suficiente para que um corpo sem-teto nela estendido e prostrado de cansaço e sono role feito um pacote de carne velha até o chão.
1.1) Outra opção, caso seja impossível uma inclinação acentuada, é o uso de floreiras, cacos de vidro ou lanças de metal. É menos discreto, mas tem o mesmo resultado.

2) Prédios novos devem ser construídos sem marquises para impossibilitar o acúmulo de sem-teto em noites chuvosas.
2.1) Caso seja impossível por determinações estéticas do arquiteto, a alternativa é murar o edifício ou cercá-lo. A colocação de seguranças armados é outra possibilidade, caso haja recursos para tanto.
2.2) Em caso de prédios mais antigos, uma saída encontrada por um edifício na região central de São Paulo e que pode ser tomada como modelo é a colocação de uma mangueira furada no texto, emulando a função de sprinklers. Acionada de tempos em tempos, expulsa desocupados e usuários de drogas. Além disso, como deixa o chão da calçada constatemente molhado, espanta também possíveis moradores de rua que queiram tirar uma soneca por lá.

3) Bancos de praça devem receber estruturas que os separem em três assentos independentes. Apesar disso impossibilitar a vida de casais apaixonados ou de reencontros de amigos distantes, fará com que sem-teto não durmam nesses aparelhos públicos.

4) Em regiões com alta incidência de seres indesejáveis, recomenda-se o avanço de grades e muros para além do limite registrado na prefeitura, diminuindo ao máximo o tamanho da calçada. Como é uma questão de segurança, o fiscal pode ''se fazer entender'' da importância de manter a estrutura como está.

5) Cloro deve ser lançado nos locais de permanência de sem-teto, principalmente nas noites frias, para garantir que eles não façam suas necessidades básicas no local. Caso não seja suficiente, talvez seja necessária a utilização de produtos químicos mais fortes vendidos em lojas do ramo, como vem fazendo algumas lojas no Centro da cidade. A sugestão é o uso de um aspersor conforme o item 2.2, mas instalado no chão.

Já que não se encontra solução para um problema, encobre-se. É mais fácil que implantar políticas de moradia eficazes – como uma reforma urbana que pegue as centenas de milhares de imóveis fechados para especulação e destine a quem não tem nada. Ou repensar a política pública para usuários de drogas, hoje baseada em um tripé de punição, preconceito e exclusão e, portanto, ineficaz. Muitos vêem os dependentes químicos como lixo da sociedade e estorvo ao invés de entender que lá há um problema de saúde pública. As obras que estão revitalizando (sic) a região chamada de Cracolândia, têm expulsado os moradores da região – para outros locais, como a Barra Funda e Santa Cecília. Contanto que fiquem longe dos concertos da Sala São Paulo, do acervo do Museu da Língua Portuguesa e das exposições Estação Pinacoteca uó-te-mo.

Melhor tirar da vista do que aceitar que, se há pessoas que querem viver no espaço público por algum motivo, elas têm direito a isso. A cidade também é deles, por mais que doa ao senso estético ou moral de alguém. Ou crie pânico para quem acha que isso é uma afronta à segurança pública e aos bons costumes. Em vez disso, são enxotados ou mortos a pauladas (sem que ninguém nunca seja punido por isso) para limpar a urbe para os cidadãos de bem.

PS: Recado à turma que entalou um “tá com dó leva para casa” na garganta: cresçam.

  1. jo

    29/11/2010 17:36:37

    Coisa de menino bobo de faculdade de filosofia (se bem que já tá meio velhinho pra isso), que lê alguma bobagem de KM e AG e já se acha um "zênio". O japa do paraguai é fraco como pseudo-jornalista e muito pior como sociólogo, já que na verdade, faz a vez de advogado do PT, facção que acredita que tudo de mal "só existe em Sun Paulu", e que o centro do mundo é Garanhuns. Na boa sujeito, larga a profissão e arruma um emprego de puxa-saco em Brasília...o Lulla e a Dilma quase não precisam...

  2. Cidadão brasileiro

    20/11/2010 08:01:23

    Meus comentáriosA cara de pau de Sakamoto é tão grande que ele de cara quer setar os lados na discussão.De um lado, estariam as “elites”, cruéis e injustas, e de outro ele, o bonzinho, que luta pelos injustiçados.Essa é a técnica da usurpação da bondade.Ele define que é um ser “santo”, ungido de bondade, enquanto os outros são malvados.Que todo esquerdista aprende a fazer esse discurso desde que sofreu doutrinação na escola e na universidade, quanto a isso não há mais dúvidas.Mas é para isso que o questionamento cético aos esquerdistas e humanistas, que sugiro neste blog, serve.Por exemplo, ele se preocupa com mendigos que “são enxotados ou mortos a pauladas”.Seria uma preocupação justa, mas em nenhum momento ele se preocupa com as vítimas de assaltos, geralmente composta de viciados em drogas e coisas do tipo, que são grande parte daqueles que Sakamoto diz defender.O mais grotesco, no entanto, é aquilo que Sakamoto define como sua principal área de preocupação: a discussão de uma nova arquitetura que evite seu uso por moradores de rua.Não entende ele (ou finge não entender, hipótese que considero mais provável) que geralmente esse tipo de preocupação vem dos comerciantes, que pagam seus impostos e se preocupam com o afastamento de clientes.Afastamento este que ocorre por que as pessoas naturalmente tem medo de assaltos e outros crimes.Quanto mais se aproxima de regiões como a Cracolândia, em São Paulo, mais há o risco de assalto.Só que Sakamoto não se preocupa com pessoas que executam um ato para tentar tornar a região mais segura.Tudo que importa para ele é executar a técnica de usurpação da bondade.Detalhe: essas pessoas que pagam impostos têm o direito de buscar algo que melhore a segurança de seus clientes (e sua própria segurança) e a redução do risco de se caminhar em uma região, SEM QUEBRAR A LEI. (E a discussão arquitetural está completamente amparada pela lei)Os impostos pagos por esses cidadãos são exatamente aqueles utilizados pelo governo petralha aparelhado, que tem como BASE POLÍTICA gente como Sakamoto.O mais importante é saber o seguinte.O Sr. Sakamoto utiliza QUAL PERCENTUAL de sua renda como professor na PUC-SP para o auxílio de pessoas carentes? 45%? 50%?Ele deveria deixar isso explícito em algum lugar de forma que pudéssemos consultar e ver se a “bondade” dele realmente é um fato ou só questão de carteirada.Qual o carro ele dirige? Se ele resolvesse vendê-l

  3. Renato

    19/11/2010 23:15:50

    Lição dos esquerdistas: Como cultivar a prática da usurpação da bondade para obter uma autoridade que não se possuihttp://lucianoayan.wordpress.com/2010/11/14/licao-dos-esquerdistas-como-cultivar-a-pratica-da-usurpacao-da-bondade-para-obter-uma-autoridade-que-nao-se-possui/

  4. ricardo

    18/11/2010 19:40:54

    Quero informar aos senhores, que lamentávelmente os senhores não sabem nada sobre moradores de ruas, drogados e afins. O Sr. Sakamoto se engana ao afirmar que estes (moradores de rua, drogados e afins) são aqueles a quem foram negados os direitos economicos. Ora senhores, os problemas economicos dos moradores de rua são efeitos de suas desgraças, e não causa. As causas são alcoolismo, drogas, desajustes familiares, familias desestruturadas, condenações criminais, que leva o cara para a clandestinidade, problemas mentais, etc, talvez de uma minima parcela o problema seja grana. Falando nisso, voces já notaram que de anos para cá, o problema se agravou? porque? será porque estão pregando tanto a desestruturação do casamento, através do divorcio, sexo livre, etc? será porque estão fazendo sexo sem compromisso, dando à luz pessoas sem pai e mãe para forma-los moral e socialmente? será pela apologia da vida livre, fume, beba e busque sua satisfação pessoal? será porque estão deixando os valores cristãos de lado? Pensem nisso.

  5. Fernando Lopes

    18/11/2010 17:43:23

    Caro , a expressão "postura higienista' é mais um neologismo criado pelo padre pedófilo e seus asseclas para tentar carimbar as iniciartivas de disciplinar e atender de maneira organizada os moradores de rua.Leia os textos à época e veja que a Prefeitura não somente teve apoio massivo da população , como ainda abriu diálogo com a tal Pastoral do Povo de Rua , para organizar atendimentos em asilos , encaminhamentos sociais , etc.Sabe qual foi a resposta dos "democratas da Pastoral Panfletária " ; NÃO ! Eles queriam permanecer nas localidades pois estavam em pontos importantes da mendicância , lucrativos pois arrecadavam bastante. Há grandes interesses econômicos que passam desde a arrecadação de esmolas , coleta de sucatas , pontos de criminalidade , até áreas e pontos de tráficoInteressante , não é ? .Mas o Dotozinho não contou a parte sobre isto tudo, contou ? Ou você acha que o tal do Anderson - o menino da caminhonete dourada - conseguiu toda aquela grana da Pastoral á toa ? Seria uma ação imatura e ligeira do blogueiro , se ele não fosse especialista neste assunto de ocupação urbana . Trata-se , ao que parece , de ação leviana mesmo !

  6. Flávio Tomate

    17/11/2010 18:09:38

    Exigindo o que?Não viaja!!!Faz sua parte (ou não) e não torre a paciência.

  7. Marcia Valéria

    17/11/2010 16:42:42

    Senhor FDA,Vc e suas sutilezas,A tônica das idéias de Paulo Freire não é discurso (ou a discussão) e sim a prática, e a prática é a realidade do dia a dia, as nuances do cara a cara valem muito mais que mil palavras, dizem muito mais.Numa das escolas que trabalho, tbm me dou com alunos deficientes auditivos, numa das primeiras lições que recebi com eles é que não devemos tratar com eles sem olhar nos olhos, qualquer um que trabalha com a dita educação inclusiva sabe disto, e com eles aprendi a importância disto.Claro que vc está habituado com este modo de comunicar-se, que torna pra vc tudo muito natural, mas para mim, este aprender que vc ‘sutilmente’ refere-se ‘comigo mesma’ é algo tão incômodo, estranho a tudo o que compreendo como viver, é tão pequeno, redutor, que não sei quanto tempo consigo suportar tudo isto. É divertido algumas vezes lhe dar com as palavras (e como me atropelo com elas), desafiador (principalmente quando tenho que me dar com suas considerações sobre temas diversos), mas as limitações ao diálogo são muito maiores aqui. O mundo do lado de fora é muito mais rico para o aprendizado, com certeza, quando se está disposto a encará-lo de frente, meu caro amigo.Tenho a terrível sensação a cada vez que escrevo neste espaço, que estou fugindo ao mundo real, descumprindo com meu dever de fazer algo por ele, e que de alguma forma estou me refugiando por aqui, só não consegui saber porquê. Não quero me habituar a este tipo de diálogo no mundo virtual. Saiba que estou tentando sair daqui, mas algo está me prendendo - possivelmente a temática do blog ou as reações diversas dos comentários – não sei ao certo. Uma hora eu descubro e me liberto.Sabe que meu trabalho é me dar com a realidade de meu país, de minha cidade, aquela mais cruel e difícil para a maioria das pessoas, muitas vezes insuportável até pra mim. Mas é com ela que aprendo mais, no trato com esses que todos chamam de excluídos, mas não são excluídos droga nenhuma (só do ponto de vista econômico), pois de resto, estão mais integrados que a maioria de nós. Quanto mais fugimos a presença deles, mais eles adentram a nossa realidade, mais eles incomodam. Eles ganham seu dinheiro, trocam experiências diversas, comerciam e negociam, se relacionam de formas inacreditáveis, compartilham, muito mais que nós. O viver deles é muito problemático, mas muito mais intenso do que o nosso. Nós é que não queremos ver isso.Portanto senhor FDA, agradeço sua consideração sobre o tentar um novo modo de se comunicar, mas infelizmente fomos educados de forma diferente, e o meio virtual (blogs/twitter etc) não é definitivamente ao que me proponho como canal dialógico, infelizmente. Mas por enquanto, enredada por tudo isto, por toda esta temática desafiadora, continuo na mesma, tentando me libertar, só espero conseguir fazer isso de uma forma mais breve.Apesar das nossas divergências, Mil Bravos sempre pra vc meu caro, que enriquece tudo aqui dentro com suas asserções e considerações (apesar das suas nuances). Agradeço sempre a vc a paciência que tens comigo meu caro, a ficar a ler tantas tolices minhas.Gracias, amigo.

  8. FDA

    17/11/2010 01:57:18

    Cara amiga Marcia Valeria,Seria interessante de não esquecer o grande ensinamento de Paulo Freire!Toda situação é uma oportunidade única de novos aprendizados: quem sabe se não esta na hora de vc aprender aprendendo sobre os seus “hábitos”, sobre os seus tipos de “comunicação”, sobre as suas discussão, os seus debates, os seus diálogos, as suas intervenção, os seus comentários, etc?Hoje vc esta “acostumada com discussões mais acaloradas no frente a frente da sala de aula”! Mas amanhã? Quem sabe como vai evoluir seu pensamento político-pedagógico dialógico e libertador? Sera que ele sera fechado unicamente dentro de uma sala de aula?Bravo pela excelente analise compreensivo do comentário do post sobre “o mestre e a presunção de inocência”!Bom dia a vc, a sua família e todos seus alunos...

  9. Zek Paranhos

    17/11/2010 00:09:56

    Lembrando que isso não é um problema social que aplica - se somente a São paulo , é um problema cultural que aplica - se a todo o Brasil , que só relembrando é feito de milhões de brasileiros (nós) .

  10. Zek Paranhos

    16/11/2010 23:53:32

    È bem real mas infelizmente só rende pauta e nós nada fazemos , esperando pelo governo , de que é feito o Brasil ?R : De milhoes de brasileiros , vamos tirar a trave do nosso olho e enxergar que a culpa é toda nossa !

  11. Maurício

    16/11/2010 21:35:49

    Pelo amor de Deus! Este artigo é uma porcaria. Além de mal escrito é nitidamente preconceituoso com São Paulo.

  12. Márcia Valéria

    16/11/2010 17:33:22

    Pois bem FDA,Estamos num espaço público, bom acontece só um probleminha que vc não observou. Apesar do espaço ser público, vc me interpela sobre questões demasiadamente amplas e com implicações muito variadas para serem tratadas aqui dentro.Se não queres que este diálogo passe para um dimensão mais bilateral, então, como disse acima, reveja o como são feitas suas interpelações sobre a problemática do DH, ou faça para outro interlocutor com melhor poder de síntese(se vc encontrar) questionamentos de tal ordem. Já expus como me sinto, acho que fui clara. Não estou acostumada a travar conversas nessa parafernália louca, varrida, onde variadas implicações que dizem respeito ao tema ficam perdidas, O QUE AJUDA A GERAR MAIS CONFUSÃO no entendimento dos mesmos.Respeito completamente sua decisão, peremptoriamente, mas sinto ter que lhe dizer que não vou poder ajudar muito em algumas conversas e questionamentos que tu apenas dirige a mim. Considero suas acerssões sobre temas variados propostos importantíssimas, por tal motivo te fiz a proposta da correspondência. Infelizmente temos que aprender a lhe dar com estas limitações, que tbm acredito ser suas, pois já achei que no debate sobre a questão da mulher foi um exemplo bastante claro de como essas confusões aqui dentro ocorrem e não podem ser esclarecidas de uma forma melhor.Não sei se me habituarei a lhe dar com este tipo de comunicação entre duas pessoas, mesmo estando num espaço de discussão pública. Sinto muito FDA, pois estou acostumada com discussões mais acaloradas no frente a frente da sala de aula. Espero que me entenda.Um abraço.

  13. André Tristão

    16/11/2010 17:13:36

    Um dia a rua vai ser só de quem mora nela e os preibói vão ter que pagar pedágio. Aliás, já pagam pedágio em assaltos, etc. Se ficar na rua é proibido para os "marginais", eles darão um jeito de controlar o acesso dos "normais" também. Aí começa o Mad Max.

  14. Molina

    16/11/2010 16:03:32

    O problema José Paulo é que a turma do politicamente correto e do bonde do Foucault não quer que estas pessoas sejam Engenheiros,Médicos, Professores e Jornalistas, mas sim que continuem sendo catadores de lixo...

  15. Conservador de direita

    16/11/2010 14:57:31

    Sakamoto, voce precisa ter umas aulas com o Olavo de Carvalho.Seu texto parece de um estudante do colegial.Fraco assim como os leitores deste site!Até

  16. Conservador de direita

    16/11/2010 14:53:38

    Só a idade e o trabalho muda um pensamento esquerdista.Isso vai até os 30, depois, é rolex, carro zero, apartamentoem bairro nobre. Igualzinho ao Lula.Viva e verá.

  17. Denise

    16/11/2010 14:25:34

    excelente artigo Sakamotoa exclusão faz parte do capitalismo =maior lucro no menor tempo possível, doa a quem doerpra solucionar esta e outras faço parte do prout que é um novo sistema socio econômicoo movimento em sp acontece na uspvale a pena conhecerwww.proutsp.blogspot.com

  18. Joca

    16/11/2010 14:13:41

    Não sei quem é mais idiota, vocês ou o Aginomoto.

  19. Sociedade « Parte1

    16/11/2010 12:30:28

    [...] Como cultivar a [...]

  20. TR

    16/11/2010 10:18:37

    Um tempinho atrás - época das eleições - postei algo referente a isso em meu twiiter, em 140 caracteres não disse muito, mas este seu texto foi bem profundo na questão.E só para incluir informação a isso, porém sem defender partido nenhum e político algum, nos últimos anos, principalmente qdo o ex-candidato à presidência foi prefeito, além das rampas antimendigos, em que funcionários da prefeitura viravam paralepipedos com a ponta para cima debaixo de pontes e viadutos, houve uma redução brutal e fechamento de albergues que demonstram bem essa hipocrisia a qual você procura mostrar em seu texto. Tenta-se esconder todos os seres marginalizados de nossas vistas em vez de resolver os problemas através de eficazes políticas públicas.A única forma de assistência que soube que ocorreu lá pelos lados da cracolandia, era um posto móvel que se não me engano era mantido pela UNIFESP e que atendia tanto moradores de rua como dependentes químicos.

  21. Antonio

    16/11/2010 10:11:58

    Bela resposta, Emerson, e parabéns pelo exemplo que nos dá. Chega de patifaria.

  22. Scott

    16/11/2010 09:41:18

    Para quem quiser se informar um pouco mais a respeito do problema referente às populações de rua, alguns dados importantes:http://www.abdl.org.br/article/articleview/2787/1/263

  23. daniel

    16/11/2010 03:55:30

    Sensacional, nunca ri tanto. Você é um excelente humorista.

  24. FDA

    16/11/2010 03:34:07

    Cara Marcia Valeria,Vc me pede para que “quando tiverdes maiores dúvidas sobre o que descrevo tente um simples e-mail”.O problema da sua proposta é, a meu ver, que duvida publicas, deveriam ser relevadas em um espaço publico!Se realmente o que “buscas é o entendimento”, logo um entendimento para si mesmo não faz nenhum sentido: o entendimento só é legítimo quando dividido coletivamente! Sinão não é entendimento, no sentindo de saber, conhecimentos, do pensar as normas e regras individuais e coletivas, um convite a ação coletiva, seria outra coisa!O problema é então de saber o que é essa “coisa”? O problema é de saber por que vc “se sente" "sinto conversando aqui dentro, como se estivesse num local com muito vento, soprando forte”? Por que “as palavras aqui sopram ao vento do autor”?Tenho certeza que respondendo a um destas perguntas vc encontrara uma das “coisas”.....Abraços a vc e a toda sua família...

  25. renato jansen

    16/11/2010 00:58:18

    Voce é um excelente demagogo de esquerda, dá para ver pelo seu texto, sabe de uma coisa, se candidate pelo PT a vereador que você ganha... a pior exclusão social a auto-esclusão social, e muitos moradores de ruas tem passado de crimes violentos... e por isso vagam com remorso na consciencia... bem cresça você que nunca vai ajudar ninguém com dinheiro de seu bolso... e acha ilimitado o que se pode fazer com o dinheiro dos outros...

  26. Antonio

    15/11/2010 23:53:53

    sic... Chiquérrimo!

  27. Francisco

    15/11/2010 22:26:00

    muito bom o vídeo!!!

  28. fernando Lopes

    15/11/2010 22:15:34

    Não é não , Francisco ! Se você acredita que pagar impostos não adianta , que investir em abrigos , não adianta ( porque a tal Pastoral do Povo da Rua , não acredita nisto ) , mas se você acredita que quem paga por limpeza e segurança tem direito a ao menos não ter mendigos e pedintes na frente de sua casa , então só tem um jeito : adotar um destes moradores... eu acho diferente , logo não me proponho a isto. Quem discorda , pode começar fazendo sua parte : adotar um dos amigos para sua casa... sem ironia , seria uma ação caridosa...e que faria reduzir a população de povos de ruas nas principais cidades do país...

  29. Francisco

    15/11/2010 22:10:23

    ê Nelsão... vc não percebe que esse teu comentário e essa tua idéia sobre o assunto é o maior lugar comum que existe, totalmente desprovido de ligação com a realidade porém? Falta um pouco de conhecimento histórico sobre o Brasil e a formação da sociedade brasileira pra essa galera que anda destilando uns comentários segregacionista como esse. Como se os problemas levantados por este blog não tivessem nada a ver com eles. É tudo comentário lugar comum e simplório: "tá com dó leva pra casa", "antes ele do que eu", "é tudo vagabundo drogado que não quer trabalhar", "direitos humanos só serve pra bandido", etc...Sakamoto, tens o meu apoio!

  30. fernando Lopes

    15/11/2010 21:35:25

    Maria Alice , " o fogo não é ser charmoso , o chato mesmo é ser gostoso " ... fazer o quê ! Aproveita , olha pro lado e sofre , filha ! rsrrsrsrsr

  31. ra

    15/11/2010 21:25:26

    Sr Sakatudo,O Brasil não chegou a esse nível de degradaçao por acaso. São pessoas pervertidas como o senhor e mais e mais jornalistas doutrinários e doutrinadores que destruiram a sociedade brasileira que paga impostos para sustentar parasitas, hipócritas e gente boazinha como vossa eminência da bondade.Passe muito mal

  32. fernando Lopes

    15/11/2010 21:03:51

    Cara Roberto , acho que você precisa de rever seus conceitos e conversar com eles , moradores de rua , mais , antes de somente ler o que estes sociológos e ideólogos de meia pataca estão propagando aos ventos... grande número de mendigos não querem ir a abrigos ...a maior parte dos moradores crianças de rua têm residência e mãe , mas não o têm família , pois foi destroçada pelas drogas , em mais de 80 % dos casos de forma direta ou indireta. E a gente bate palminha pro cocaleiro da Bolívia , alivia nas fronteriras e acha bacaninha o sujeito puxar um baseado , não é mesmo ? O segredo se chama FAMÌLIA . Esta célula está se desmanchando , pela ação dos que lutam incessantemente contra ela. Podem chamar do que quiser , mas esta é a solução que ninguém quer enxergar , porque é mais fácil botar gente corrupta e pedófila para bater bumbo na rua e chamar todo mundo de "povo da rua "!

  33. Antonio

    15/11/2010 20:50:30

    Corrigindo: [...] se o "co" for de outro.

  34. Antonio

    15/11/2010 20:49:36

    É o tipo de lero-lero pastoso e sebento de quem só topa posar de bom comunista se o "co" de outro.

  35. Sternberg

    15/11/2010 20:48:28

    Cresça você Sakamoto, com a sua desonestidade intelectual de costume.Falou tudo isso Sakamoto ? E você é diferente dos que está criticando, você foi lé se misturar, foi criar abrigos enquanto a tão desejada política de habitação não chega.E tão fácil criticar os outros enquanto banca o bonzinho.O típico pirralho que finge querer bolo de chocolate com sorvete para todos, mas que não sabe de onde sairá o dinheiro para isso e muito menos está disposto a gastar do próprio.Falar, falar, falar, criticar os outros enquanto senta confortavelmente sobre o próprio rabo.Cresça

  36. fernando Lopes

    15/11/2010 20:43:08

    Desculpe-me , Mariane ... Gramática correta não é preconceito ! Esta é mais uma máxima criada pelos esquerdódes de plantão, na esteira de paulos freires e outros idéologos que fizeram de nossa Educação este esgoto a céu aberto que está aí . Fazem isto porque não sabem se expressar corretamente na língua pátria !

  37. Observer Brasil

    15/11/2010 20:14:05

    Senhores,essa argumentação do Sakamoto é velha prática da esquerdalha. Jogam uns contra os outros, bem ao estilo marxista - pobres contra ricos, negros contra brancos, sapateiros contra tenistas (essa é piada)... Aliás, Sakamoto lembra os discursinhos do Luis Fernando Veríssimo.Ora, ideologia de lado, mas, se pago impostos, não tenho direito a ver-me mais seguro? Se me é proibido "grilar" área pública, por que não o seria para um sem-teto? Reclamam tanto dos privilégios dos poderosos, sem perceber que exigem um privilégio para os desvalidos - privilégios para invadir terras, prédios privados e públicos.Ah, resido em Porto Alegre e creio que, aqui, há um problema recorrente em todas as grandes cidades brasileiras: o lixo espalhado pelos catadores. Coletam latinhas de alumínio, garrafas pet, plásticos de toda ordem. Maravilha? Não! Deixam os sacos abertos, com papél higiênico usado à mostra! E quando há vento?! PQP! Não andem com as bocas abertas! Os moradores que reclamam sofrem com a má educação e truculência dos catadores - já vi brigas por isso. Porém, a Lei vale para todos! Se meu cachorro caga a rua toda, levo multa se não limpar - redigi de forma clara para que todos compreendam (sei que, no grupo esquerdista, sempre há aqueles com má fé ou retardo intelectual - às vezes, ambos).Abraço,Observer Brasil.P.s.: por favor, se quiserem discutir, não me venham com aquele argumentozinho da "covardia" (por não divulgar meu nome).

  38. fernando Lopes

    15/11/2010 20:08:30

    Um ser pensante : Coloca seu endereço aí , que a gente manda uns sem teto para sua casa , pode ser ?

  39. fernando Lopes

    15/11/2010 20:05:41

    Concordo... o cara acabou de transformar o público em privado deles , ou melhor privada deles ! ... Seria tosco se não fosse leviano !

  40. fernando Lopes

    15/11/2010 20:03:20

    Nota DEZ !!!!! Parabéns , Emerson , esta é a nossa voz , a voz da real classe média que paga impostos e hoje é subtraída pelos ricos de sempre o pelos espertos da hora !

  41. fernando Lopes

    15/11/2010 19:53:43

    Você veja bem , né , na sua frase " quem tem que aprender " , a forma correta é " quem tem de aprender ".. esta é a regência correta do verbo neste caso ... " Já pensou se isto fosse um salvo-conduto para nós lhe chamarmos de BURRA ? Desculpe , mas falta humildade de , tirante a falta de equilíbrio do rapaz , comentar apenas o assunto !

  42. fernando Lopes

    15/11/2010 19:48:25

    Matou a Pau ! Parabéns Rodrigo Leme !

  43. fernando Lopes

    15/11/2010 19:46:11

    Caro Ceps : não sou estudante de Direito e nem estou aqui a advogar" ( esta foi apenas sem querer ) em benefício de outras "otoridades" .Até" porquê , esta cidade foi administrada por um sem-número de tendências e colorações e nem por isto se conseguiu resolver o problema( lembra da Grande Cpacitosa Erundina ? E do Grande Janio Quadros ? ) . Tem gente que quer transformar este problema em algo maior , porque não quer solucionar , quer "bater bumbo". Trata-se da tal Pastoral do Povo de Rua , que ao que me lembre , recebeu ofertas de vagas em asilos e albergues para os famosos "povoantes das ruas " e eles disseram sabe o quê :? NÂO!!!! Os moradores de rua são apenas massa de manobra de políticos e de ideólogos desta corrente da Igreja Católica - que aliás ainda não explicou onde foi parar o dinheirão que nós , contrbuintes demos a ELES através de programas sociais financiados pelos entes públicos e que viraram caminhonetes e outros prêmios a irmãos desvalidos , lembra desta história ? E aí ? Tem alguém cobrando deste pessoal alguma explicação ? Não !Este é o modelo de ONG´s que ficam a passear em blogs de aluguel.Por isto minha crítica a toda e qualquer ONG que ao menos não publique e audite seus balanços !A temática é complexa : recolher estas pessoas e dar a elas tratamento e acolhida. Mas eles têm de se apresentar para o trabalho , meu caro ! Porque senão , será enxugar o chão com a torneira aberta , certo ?E aí ? Não somos o país do Grande Irmão que matou o desemprego e o transformou num gatinho ? E não temos bolsa aquilo e bolsa aquilo outro ? Que bom ! São soluções de longo e de curto prazos ! Quero apenas que São Paulo seja abençoado pelo Grande Irmão !Então , porque é que temos de continuar a conviver com esta situação de ter de aceitar mini-favelas em todas as vias públicas da cidade ?Oras , basta ir além ! Não dá é para ficar na superfície do caldo !

  44. Alex

    15/11/2010 19:28:31

    Seu post é de um maniqueísmo ridículo, uma idiota usurpação das boas intenções e que se faz de extremamente bonzinho com uma parte do problema e coloca todo o resto como os malvados.Intelectualmente, você é um desonesto.

  45. Francisco Y. Hayashi

    15/11/2010 18:32:50

    Sakamoto, quem tem que crescer são os que defendem os mendigos, sem-teto, os criminosos e aqueles que enfeiam nossas ruas (e os próprios).E crescer significa começar ver como esses indivíduos atrapalham os cidadãos de bem de fazerem esse um mundo melhor.Não é defendendo eles que se faz um mundo melhor, mas deixando aqueles que trabalham faze-lo com segurança. Aí que está a beleza do capitalismo, ele presenteia os competentes, os obstinados - e esses fazem um mundo melhor (porque eles são os cidadãos de bem sim!).Ninguém na sociedade capitalista exclui os outros dos direitos econômicos, a vagabundagem e a incompetência excluem.Se querem viver em um lugar público, desistam - o lugar público é de todos os cidadãos.A vida real (e isso nunca mudará) não tem dó nem piedade, se querem ter um lugar pra viver vão trabalhar, cresçam e vão trabalhar.

  46. Abulafia

    15/11/2010 18:32:46

    Alan, concordo perfeitamente com você !Acrescento: se negamos a "ajuda financeira" a quem nos pede, porque julgamos que ele não merece, vale questionar o nosso próprio merecimento, aos olhos de Deus.

  47. fernando Lopes

    15/11/2010 18:05:28

    Batman sabe bem que a droga vem da Bolívia , mas o Comissário Gordon e a Mulher Baleia Gato já fizeram o dever-de-casa ? Tá vendo como se a gente quiser o problema que é sério vira briga de facção ? Cara , política higienista é papo-furado de Padre Lancelotti o Homem que tem mais que amor no Coração !Volta , Anderson, volta !Volta e diz pra gente de onde ele tirou a grana para pagar esta tal da caminhonete, meu filho !

  48. fernando Lopes

    15/11/2010 17:59:28

    Gerci , o cara viveu as guerras de Angola e Timoe Leste , como diz seu sumário de apresentação , e não consegue abstrair de SP para outras localidades ? Gerci , não confunda ingenuidade ou falta de atenção com leviandade !

  49. Gerci Monteiro de Freitas

    15/11/2010 17:26:58

    Caro Rodrigo Leme,Acho que o Sakamoto apenas mostrou o que acontece em São Paulo porque os problemas apontados por ele fazem parte de seu cotidiano. Ele não vive o dia-a-dia de outras cidades e regiões do Brasil e, claro, ele não é tolo para tentar fazer lavagem cerebral através de seu blog, por um simples motivo, aqui todos que participam têm opinião própria, pelo menos na sua maioria.abraços.

  50. Fora Comunas

    15/11/2010 16:24:53

    Ninguém tem direito a se apropriar do espaço público! Então, se um empresário quiser colocar uma rede numa praça para só ele usar está tudo bem? Se alguém cercar uma calçada para utilizar como sua área de lazer? Se alguém resolver construir uma casa no meio da avenida Paulista, tudo bem? Faça-me o favor comuna de merda! Respeite o sobrenome japonês que você indignamente carrega e honre as leis e a ordem assim como seus ancestrais!

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