Blog do Sakamoto

Na Paulista, com uma lâmpada fluorescente

Leonardo Sakamoto

“Um grupo de cinco jovens de classe média, estudantes de um colégio particular, foi preso ontem acusado de atacar quatro pessoas na região da avenida Paulista. A polícia diz haver indícios de motivação homofóbica. As agressões foram realizadas através de chutes, socos e com bastões de lâmpadas fluorescentes.”

Se eles fossem de classe social mais baixa, certamente alguns textos que apareceriam na imprensa teriam uma cara sutilmente diferente:

“Uma quadrilha composta por menores da favela do Macaco Molhado foi presa ontem ao atacar quatro pessoas na região da avenida Paulista. A polícia diz que a motivação foi claramente homofóbica. As agressões eram feitas com chutes, socos e até com bastões de luz branca.”

Rico é jovem, pobre é bandido. Ao rico, o direito à dúvida (o que deveria ser o padrão, sem julgamentos sumários), ao pobre o tiro implacável da certeza. Um é a criança que fez coisa errada, o outro um monstro que deve ser encarcerado. O pai de um deles ontem, num momento difícil, minimizou, dizendo que eram apenas crianças que estavam chorando na delegacia, trancafiados como bandidos.

Há jornalistas e veículos de comunicação que não fazem diferenciação pelo tamanho da carteira. Se a pessoa é rica ou pobre, tratam-na da mesma forma quando acusada de um crime. Outros, não. Seja pela falta de seguir um manual de redação decente, pela inexistência de autocrítica ou pela subserviência com uma elite local, utilizam um ''dois pesos, duas medidas'' claramente baseada na origem social.

Tenho minhas dúvidas de como a notícia sairia se fosse diferente. Provavelmente, na hora em que o estagiário que faz a checagem das delegacias se deparasse com a informação, ouviria algo assim: – Pobre batendo em pobre? Ah, acontece todo dia, não é notícia. Além disso, é coisa deles com eles. Então, deixem que resolvam. Amigos que trabalharam em uma rádio desse Brasil grande sem porteira já ouviram algo muito parecido, mas mais cruel… É triste verificar mais uma vez que o conceito de notícia depende de qual classe social pertencem os protagonistas. Somos lenientes com os nossos semelhantes e duros com os outros.

Tempos atrás, um grupo de jovens de classe média espancou uma empregada doméstica no Rio de Janeiro. Sob justificativa de que acharam que era uma prostituta. Ah, bom, assim tudo bem… A desculpa é bastante esclarecedora. Puta pode. Assim como índio e mendigo. Lembram-se do Galdino, que morreu queimado por jovens da classe média enquanto dormia em um ponto de ônibus em Brasília? Ou a população de rua do Centro de São Paulo morta a pauladas também enquanto dormia? Até onde sabemos, apesar dos incendiários brasilienses terem sido presos, eles possuem regalias, como sair da cadeia para passear. E na capital paulista, o crime permanece impune até hoje.

Na prática, as pessoas envolvidas nos casos do Rio, São Paulo e Brasília apenas colocaram em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: gays, prostitutas, índios e mendigos são a corja da sociedade e agem para corromper os seus valores morais e tornar a vida dos cidadãos de bem um inferno. Seres que vivem na penumbra e nos ameaçam com sua existência, que não se encaixa nos padrões estabelecidos. E por que não incluir nesse caldo as empregadas domésticas, que existem para servir?

A sociedade tem uma parcela grande de culpa em atos como esse e os dos jovens que se tornam soldados do tráfico por falta de opções e na busca por dignidade. A culpa não é só deles.

Como já disse aqui anteriormente, a diferença é que para os da classe média e alta, passamos a mão na cabeça. Para os pobres, passamos bala.

  1. catywopjzex

    26/09/2011 19:02:08

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  2. Mastrandea

    30/11/2010 01:46:06

    Amigo. Não viste as imagens?Foi agressão gratuita, muito provavelmente pelo fato de a vítima ser gay.Alimentar o ódio é o que vc faz, defendendo essa atitude.Bêbado? Você agride quando bebe?Provocação? Você retruca provocação barata?Origem? Se sabe. São de classe média.Se fossem negros, estariam na tal "Fundação Casa". Voltaram para casa.São brancos.

  3. claudia bunger

    24/11/2010 23:25:26

    AM , meu gosto nada tem a ver com o compositor , craque no que fez na música... condeno a posição hipócrita que a cada dia desmoraliza a obra dele , já bem antiga , hoje sem criatividade , cada vez mais morna que ardente.De resto , não é por ter sido um excelente compositor que tenho de admirar o homem Chico Buarque , não é mesmo?Inverto a pergunta , sem querer lhe ofender , claro : será que esta sua subserviência total ao compositor tem relação com o modelinho mental que faz com que qualquer porcaria que ele diga seja endeusada e esconda o homem de posições morais questionáveis atrás do compositor - antes brilhante , hoje já meio morto ?

  4. Alessandro Marques de Siqueira

    23/11/2010 00:48:47

    (em briga de marido e mulher ou na questão de Ruanda) por uma questão simples. Para fazê-lo, preciso saber de texto, contexto e pretexto. Às vezes dá para se equilibrar por sobre este tripé hermenêutico, mas, às vezes, não. Portanto, é muita pretensão julgar que terei sempre a resposta correta. Posso ter a resposta correta? Sim, pelo menos para o meu modelo. Agora, posso sempre ter a resposta correta? Não, a menos que eu seja o Deus que o hebreu concebeu há 5.000 anos.

  5. Alessandro Marques de Siqueira

    23/11/2010 00:45:40

    É ditadura da força (no mundo fático), ainda que eu dê o sonoro nome de Direitos Humanos Fundamentais Universais.Não partilho do universalismo, porque para tanto deveria chamar o medievo de idade da luz, e não das trevas. Por quê? Porque na Idade Média a Igreja se avocava deste mesmo poder para queimar os hereges: bruxas, maçons, astrônomos e companhia. Então, Galileu não deu uma de herói por Darwin e Descartes: se mantivesse a terra fora do centro, morria e retrocedia; se bancasse o que sabia, queimaria.Abstraio o universalismo. Sabe por quê? Porque não há uma linha segura a partir da qual possa se dizer: aqui é bom; lá é ruim. Algo pode ser verdadeiro (numa escala de valor), como não ser, se eu mudar de escala. Então, como parto da premissa de que o núcleo duro não é ponderável, à Sarmento, não abro mão de minha liberdade: nem da minha; nem da do outro. Por isto digo: LIBERDADE, PARA MIM, NÃO SE PONDERA: ou aceito racionalidade e autonomia do outro, ou assumo que ele pode subjugar a minha.Algo pode ser verdadeiro para mim? Pode. É verdadeiro para mim e para os meus valores, mas não para os valores do outro. Por isto mesmo, nada como a velha sabedoria popular: “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Assim, se há soberania para o casal (no sentido mais puro das Teorias do Estado), deve haver soberania para um Estado Soberano. Está autorizada a barbárie? Desde Talião que não, mas se o caminho do outro for algo visto por mim como barbárie, problema do outro. O que fazer? ARRUMAR MINHA CASA ANTES DE ESPERAR QUE A RUA FIQUE LIMPA. Falar dos Direitos Humanos do morador da favela brasileira antes de me meter (no bom sentido, é claro) na genitália da sudanesa. Do brasileiro poderei, porque sei (posso saber!) de texto, contexto e pretexto.No dia em que eu for capaz de resolver o caso Sudam, talvez eu possa falar de Sudão. Enquanto isto, parece mais inteligente esquecer teorias e assumir que cada povo pode fazer seu destino. Assumo, enquanto, cada um faz da vida o seu destino e, o meu, é problematizar. Haverá um núcleo essencial a ser partilhado? Para mim, sim, e este núcleo está na leitura de Kant da Dignidade da Pessoa Humana: racionalidade e autonomia. Tudo o que passar disto é vaidade. Tudo o que passar disto é achismo, terrorismo, revanchismo e outras modalidades de xiistismo democráticos que o mundo ocidental, do alto de sua evolução, cria, recria e copia.Eu não meto a minha colher com ânimo onipotente (em briga de marido e mulher ou na qu

  6. Alessandro Marques de Siqueira

    23/11/2010 00:44:56

    Em meados de 2007 ouvi, pela primeira vez, a dança do quadrado. Não sei quais foram as intenções da autora, a exuberante Sharon, do Axé Moi. Não sei quais foram suas intenções, mas sei que a palavra falada e a flecha lançada não voltam atrás. Assim, quero extrair da Dança do Quadrado tantos elementos de democracia quanto possível. Muitos serão extraídos? Não sei. Mas de antemão vejo elementos para valorar as dimensões de direitos fundamentais clássicas. Digo isto porque liberdade, igualdade e fraternidade se apresentam agraciadas por um discurso de tolerância sui generis. Como percebo isto? Vendo que há quadrados para todos: “cada um no seu quadrado”.Abstraindo o interminável refrão, tem-se o supra-sumo da lição de Sharon: “Claudinho e Buchecha no seu quadrado; Cowboy no seu quadrado; Matrix, Robinho, Polichinelo, Flexão, Bíceps, 100 metros rasos, Natação, Paquito, Macaquinho, Gaivota, Siri, Cicarelli, Sol e Patinete, todos nos seus quadrados.”Ainda no trabalho de abstração, Sharon nos apresenta uma lição definitiva de tolerância: “Agora prestem atenção, o quadrado do lado é o quadrado do inimigo! Zidane no seu quadrado...”Não quero dar uma de Marco Materazzi para levar uma cabeçada de Zidane. Por esta razão entendo que ao se dizer “cada um no seu quadrado”, está sendo dito: HÁ QUADRADO PARA TODO MUNDO. Se é assim, de onde surge a minha pretensão de levar o outro para um quadrado diferente? Quem foi que disse que o meu quadrado é melhor que o dele? Quem assegura que iraquiano quer o modelo de democracia americano? Quem foi que disse que o povo do Camboja é infeliz e o sueco é feliz?O sueco (com)partilha valores – em especial o hedonismo de sua indústria de filme de romance com ação – e se mata muito mais que o cambojano. Então, se suicídio fosse medida de evolução, o Camboja estaria muito melhor. Será que não é? Talvez devesse dizer à Marcinho: “nem melhor, nem pior; apenas diferente”. Não posso saber porque posso saber apenas o texto (neste caso de Lei) da Suécia e do Camboja, mas para entender pretexto e contexto teria de estar lá. Como não estou, reconheço as diferenças.Eu não sei quem autorizou Bush democratizar o Iraque, mas não me sub-rogo de seus direitos. Se fizer isto, estarei me colocando no mesmo barco de Sadam, Bush, Bin Laden e outros aiatolás. Tudo bem que tenho o poder de nominação (obrigado Bourdieu pelo seu melhor vinho), mas, como tenho razão, devo entender que democracia imposta não é democracia. É ditadura da força (no mundo fático

  7. Chesterton

    22/11/2010 07:03:10

    A palavra sodomia só existe na "mitologia cristã". A Biblia descreve a destruição de Sodoma e Gomorra como castigo de Deus por mal comportamento. Não existe prova arqueológica da existência dessa cidade.Saká, nem vem com esse papo de jornal tratar bem mauricinhos bem nascidos (falando nisso, minha mulher foi atacada por um pivete desses há 3 dias). Aqui no Rio de Janeiro as manchetes são assim."..suposto bandido armado com revólver calibre 38 trocou vários disparos com a polícia na comunidade .....".Suposto? Isso é preconceito contra pessoas de bem que não trocam tiros com a polícia.

  8. Clara Luz

    21/11/2010 20:34:47

    Ei Roberto voce esta ficando cada vez mais isolado, mais só... O mundo se encarrega de te expulsar e quando menos perceber nao terá ninguem ao seu lado. Veja qta gente de bom senso ao seu redor; um bom exemplo é grande maioria dos leitores deste blogSei nao hein..senti que despertou aquele lance que vc nega dentro de vc. Akele que vc recusa em assumir... Assuma.. vai...Sobre o texto do Sakamoto um primor...sobre voce Roberto: Lamentavel

  9. AM

    21/11/2010 00:47:26

    Meu caro Fernando Lopes, apesar de não ter por hábito comentar posts de natureza pessoal e tentar me ater aos temas em discussão, não posso me furtar de questionar qual seria teu critério de julgamento, se é que cabe tal expressão, para exprimir tal descalabro contra o maior compositor vivo da música brasileira. Aliás, também autor teatral respeitado e escritor já devidamente consagrado. Será que seria justamente a soma de tantas virtudes a causa de tal amertume de opinião? Ou será que Chico não é bom o suficiente para vossa categoria intelectual, que possivelmente começa e termina com o mesmo indivíduo? E se você tem uma filha, cuidado, pois se você não gosta dele, é capaz dela gostar... Francamente, ranço conservador tem limites!

  10. AM

    20/11/2010 23:10:19

    Prezado sr. Wellington, parabéns pela clareza e lucidez do comentário. Faz bem ler alguém que não confunde, como é habitual nos comentários de blogs, pensamento humanista e colorações político-partidárias, inclusive porque deve tornar-se nosso objetivo incluir o primeiro nas segundas.Seu comentário foi particularmente feliz por usar um termo que, infelizmente, vai se tornando raro nas discussões (aqui e alhures): solidariedade. Sua colocação a respeito da necessidade de cultivar valores solidários traz à tona a necessidade do cultivo do respeito ao outro, do reconhecimento às diferenças, enfim, uma gama de coisas que andam em desuso na dinâmica da sociedade de resultados, que refuta o que não traz lucros de alguma espécie. E que gera (ou ressuscita) avantesmas que deveriam estar restritas a um passado distante, ao invés de estamparem-se nas páginas de cotidianos.Belo texto. O jornalista merece comentários deste porte. Retribuo os desejos de paz!

  11. Eduardo

    19/11/2010 13:33:17

    http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=8219225

  12. Eduardo

    19/11/2010 13:31:56

    http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=8219225 Contra FATOS não há 'argumentos'...

  13. Atrasada

    19/11/2010 11:35:18

    Após ler a maioria dos comentários sobre este post só me restam duas declarações que, vejam bem, é independente da opinião do blogueiro e de outros comentários sobre política, filosofia, etc aqui escritos.Falo em geral, não só sobre este caso:Sim, em inúmeras situações a imprensa manipula informações como bem entende;e sim, o tratamento é diferente dependendo da classe social da pessoa.Quem diz que não é hipócrita ou está tapando o sol com a peneira, cego mesmo.

  14. Carlos Ceal

    18/11/2010 23:25:18

    Engraçado Sakamoto como a imprensa se comporta: se é uma notícia política, partidária e tendenciosa, como as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil com Erenice Guerra, todos ons nomes dos acusados são citados e se difamados, processados por calúnia e injúria. No caso do ataque aos jóvens na Av. Paulista, a notícia torna-se importante em todos os veículos de informação do país, mais sem nenhum nome, nenhum rosto, nenhuma referência. Entao existe censura quando o governo pede coerência nas informações prestadas ao país, mas não existe censura nenhuma num dos casos mais escabrosos de cidadania patrocidado pelos próprios veículos de informaçao? Nada disso se questiona? Mas está tudo errado: os feridos não querem mostrar as caras; os acusados também não. E assim todos nos omitimos. E assim a vida continua... Que país é esse??

  15. fernando Lopes

    17/11/2010 22:50:04

    Georgia , não sei se você sabe , mas ao invés de partir para a "porrada" ( bem feminina e cortês a expressão , heinh ? ) você pode e deve sim, ir a uma delegacia e registrar um BO , se isto lhe ofender. É seu direito. Agora , se você não sabia disto , então , sinto muitíssimo ! Dizem que " quem não conhece seus direitos é indigno deles "....

  16. João Fontes

    17/11/2010 20:17:36

    Concordo plenamente. Aqueles que defendem qualquer tipo de violência ou consideram que vivemos numa sociedade que propicia este tipo de delito, pode ser a vítima amanhã. Independente de serem pobres ou ricos, heteros ou homos.Jamais defender a impunidade. Esse é o nó da questão. A vítima pode ser você, se não gostarem da sua cara.

  17. Palmerio Carvalho

    17/11/2010 17:30:07

    Logo percebi que não consegues pensar em nada, se é esquerda ou direita, pt ou psdb ou alguma isso não importa, o que importa é que que alguem tem coragem de falar.

  18. Marcia Valéria

    17/11/2010 17:14:03

    Senhor FDA,Acredito que se todos os comentários de incitação objetiva ou subjetiva de violência que o nobre autor recebe aqui tiver que enviar ao MP, seguramente não sobraria promotor que fosse que não se tornasse insano com semelhante montante de absurdos ditos pelas pessoas.Não esqueça que o autor permite a entrada deles aqui, como tbm a nós, faz parte das regras do blog, e quando permite a situação, de certa forma retroalimenta para que os mesmos e outros digam, reforcem e voltem com os mesmos dizeres.É a amostragem da perversidade alheia, propositalmente deixada pelo mesmo a que vc pede providências para denúncia. E olha que o autor já nos revelou que não nem 1/1000 do que ele recebe como ofensivo ou violento, o MP ficaria sem férias, natal, ano novo, 24 horas por dia de apuração e denúncia, sem contar a justiça própriamente dita.O ideal era de fato investigar um grupo de comentários desses por amostragem, investigação policial inclusive, seguida a denúncia do MP, relatado pelo autor aqui no blog, para coibir um pouco a manifestação generalizada destes vitupérios humanos aqui no blog.Mas no andar das contas, sempre virão outros, até que o autor pare de retroalimentar o aparecimento desse tipo de comentário por aqui.Tudo de Bom.

  19. Ághata

    17/11/2010 16:58:21

    Boa tarde, Sakamoto!Realmente, a desculpa (Ah! Achava que era puta!) que aqueles caras deram para ter espancado uma senhora covardemente foi de torar...Fala bastante no tipo de escória que são e de como eles mesmo enxergam a sociedade deles...Concordo 100% com você que a notícia teria um viés completamente diferente se tivesse sido quatro ou cinco 'negros favelados' agredindo 'jovens de classe média'.

  20. Georgia

    17/11/2010 15:42:25

    Bom saber sr. Fendando Lopes.Então próxima vez que for assediada na rua (algo que é bastante comum, como toda mulher sabe), vou partir pra porrada e depois fazer B.O., pode ser?O que eu acho engraçado dessa história é que as vítimas negam, então são os próprios agressores que estão se incriminando por homofobia ao usar a "paquera" como desculpa para a briga. E o juiz aceita isso.Já se uma mulher partisse pra briga após ser paquerada, ganharia um sermão do juiz sobre como ela deveria se acostumar com os "elogios". Homens que se acostumem também! Se tivesse sido paquera de uma mulher, não reclamariam...

  21. Bertolo

    17/11/2010 15:32:19

    E você, Roberto, deve ser de uma classe média acima, suponho.

  22. Binah Ire

    17/11/2010 14:56:24

    Roberto, você não lê jornal? É SEMPRE assim.Quando ricos: Jovens que TUDO tem, mas falta atenção dos papais, "perdidos" que acabaram na violência, lamentável, mas "coitadinhos deles."Quando pobres: Bandidos agressores que violentam pessoas de bem indefesas, cadeia, diminuição de maioridade penal sempre lembrada, punição aos "monstros".Não sou petista nem candidata a nada, mas lucidez é isso.

  23. Priscilla de Carvalho Nunes

    17/11/2010 14:45:06

    Parabéns Sakamoto!Lembro que na primeira notícia que li a respeito, havia um depoimento de uma das mães dizendo que "foi apenas uma atitude infantil" - não faço ideia de que "jovens" essas mães estão criando, pois isso é um crime, não brincadeira; não é engano: é ação baseada em preconceito, premeditada e covarde. Se estão chorando agora na cadeia, é simplesmente porque sua ideia de que poderiam fazer o que bem quisessem e sair numa boa é que foi infantil.

  24. Mr X

    17/11/2010 13:58:49

    O Gunnar tem razão. O FDA pelo jeito não entendeu o que leu. O Sakamoto INVENTOU uma notícia sobre pobres batendo em ricos, notícia essa que jamais saiu na imprensa. Portanto toda sua argumentação é ridícula.Aliás, o caso citado é de pessoas de classe média batendo em outras pessoas de classe média, aparentemente por razões "homofóbicas" (sic). Se a notícia fosse sobre rapazes de clase média queimando um mendigo, aí faria mais sentido a discussão. É estranho que Sakamoto pegue logo essa notícia banal de uma briga entre jovens de classe média para estimular o ódio entre as classes, o qual, a julgar pelo post anterior, parece ser a sua obsessão.Quanto à "violência homofóbica", besteira. Os gays (justamente por serem em sua maioria de classe média ou alta) estão mais protegidos do que o restante da população, sofrem proporcionalmente menos ataques e violência do que os heteros.

  25. FDA

    17/11/2010 13:40:06

    Caro Gunnar,Surpreendente seu comentário!Assim, “toda a argumentação do texto” do Sakamoto “se baseia em algo… que ele mesmo inventou!!!” E essa outra informação também é inventada? Confira aqui:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/830734-pais-e-advogados-negam-que-suspeitos-de-agressoes-na-av-paulista-sejam-violentos.shtml

  26. FDA

    17/11/2010 13:34:28

    Caro Gunnar,Surpreendente seu comentário!Assim, “toda a argumentação do texto” do Sakamoto “se baseia em algo… que ele mesmo inventou!!!” E essa informações são também inventadas? Confira aqui:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/11/16/a-cada-dois-dias-um-homossexual-e-assassinado-no-brasil-diz-associacao-rj-registra-600-denuncias-de-agressao-em-um-ano.jhtm

  27. Gunnar

    17/11/2010 12:18:16

    Quanto ao post do Sakamoto, só tenho uma coisa a dizer: não entendi.Ninguém aqui percebeu que ele está batendo num espantalho? Toda a argumentação do texto se baseia em algo... que ele mesmo inventou!!!Senão vejamos: temos a notícia dos jovens de classe média batendo em inocentes. Legal. Temos uma notícia de jovens de classe pobre batendo em inocentes, para comparar? Não. Sakamoto, então, SUPÕE como seria uma. E é a partir daí, dessa suposição, que ele tirou de nenhum outro lugar que não sua própria cabeça, que ele monta toda a sua tese de como o mundo é malvado e preconceituoso.

  28. Gunnar

    17/11/2010 12:10:29

    @ Sergio (15/11/2010 às 16:00)Você é um babaca, preconceituoso, ignorante, sujo, imoral e se eu te encontrar pela frente, farei algo que nunca fiz na vida: partirei para a violência física. Você deve desculpas à nação alemã inteira, que, caso não saiba (e seu comentário demonstrou que não sabe) possui o povo MENOS nazista e mais tolerante que existe. Justamente porque a memória da WW2 não deixa ninguém esquecer. Vá pra lá e faça um heil hitler em qualquer lugar público pra ver o que te acontece. PALHAÇO.

  29. FDA

    17/11/2010 12:03:44

    Mestre,Ta na hora de dar uma lida em alguns comentários publicados aqui no blog!Existe alguns que são verdadeiras ações afirmativas de incitação o ódio contra os homossexuais!“Veja as fotos de como ficaram as caras deles, aí a gente pode ver como eles “agrediram a vida alheia” batendo com seus rostos sodomitas nas pobres lâmpadas fluorescentes seguradas pelos rapazes”!Ora, ora mestre ta na hora de encaminhar ao Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo o nome e mail destes usuários que postam tais mensagens!Por favor! Sera que serão os leitores/comentaristas a tomarem tal iniciativa?

  30. FDA

    17/11/2010 10:44:40

    Uma digressão necessária...E se a filosofia, o pensar não esta morta? E se a comentarista Marcia Valeria tivesse razão: o pensar morto, “como pode”?E se na sua afirmação “pensador morto uma pitombas meu caro”, um dos exemplo vívido da “ irrealidade desta menção” se encontrasse em um filme que que acabou de sair na França. “Ce n’est qu’un début”, (isso é apenas um começo) é um filme-documentário sobre o ensinamento filosófico em uma escola maternal (jardim da infância) francesa. Crianças de quatro anos se iniciam aos temas filosóficos! Os francófilos terão a surpresa de ver o que uma criança de quatro anos pensa sobre o amor, a discriminação, a morte, a vida, o outro igual e diferente, etc.Surpreendente! Temos boa razões de esperar não? Confiram aqui:http://www.lefigaro.fr/cinema/2010/11/16/03002-20101116ARTFIG00682-lecons-d-etonnement-chez-les-enfants.php

  31. FDA

    17/11/2010 10:43:21

    Uma digressão necessária...E se a filosofia, o pensar não esta morta?E se a comentarista Marcia Valeria tivesse razão: o pensar morto, “como pode”?E se na sua afirmação “pensador morto uma pitombas meu caro”, um dos exemplo vívido da “ irrealidade desta menção” se encontrasse em um filme que que acabou de sair na França. “Ce n’est qu’un début”, (isso é apenas um começo) é um filme-documentário sobre o ensinamento filosófico em uma escola maternal (jardim da infância) francesa. Crianças de quatro anos se iniciam aos temas e estudos filosóficos! Os francófilos terão a surpresa de ver o que uma criança de quatro anos pensa sobre o amor, a discriminação, a morte, a vida, o outro igual e diferente, etc.Surpreendente! Temos boa razões de esperar não? Confiram aqui:http://www.lefigaro.fr/cinema/2010/11/16/03002-20101116ARTFIG00682-lecons-d-etonnement-chez-les-enfants.php

  32. Alexandre Souza

    17/11/2010 10:31:34

    Queridos amigos, não gostaria de expressar minha opinião sobre o comentário do internauta de nome Roberto, por pura pena e compaixão desse pobre ser humano.Ao invés de criticá-lo gostaria de lembrar sobre o caso do Bar Bodega. Ambiente freqüentado pela alta classe paulistana do bairro de Moema. Um assalto seguido de dois disparos pôs fim a vida de dois jovens de classe média alta, uma publicitária e um dentista.O choque na opinião pública desencadeou uma ação imediata da polícia civil e culminou com a prisão de onze acusados, julgados e condenados pela mídia impressa e televisiva.Alheio as discussões sobre pena de morte e leis mais severas, um promotor iniciou uma investigação paralela juntamente com a polícia militar e descobriu que todos os acusados eram inocentes, a confissão fora conseguida mediante tortura física e mental. Foram dez dias pendurados no pau de arara, choques e sevícias sexuais, pancadas em todas as partes do corpo, até que não suportando mais resolveram confessar.O que mais assusta e amedronta, além da cobertura midiática e sensacionalista de programas de final de tarde, foi o desfecho do caso. Os verdadeiros culpados foram encontrados e condenados e o caso resolvido. Qual foi o destino dos onze inocentes que confessaram o crime mediante tortura.Alguns ao conhecerem de perto o sistema, resolveram entrar para a vida do crime, outros até hoje sofrem com transtornos mentais pelo período de sofrimento e por último dois dos rapazes tiveram o triste desfecho conhecidos por nós, a morte nas mãos da polícia.Quem tiver mais interesse por esse caso, pode encontrar no ótimo livro reportagem do jornalista Carlos Dornelles, chamado Bar Bodega, Um crime de Imprensa.Alexandre Souza, jornalista e escritor

  33. Alexandre Souza

    17/11/2010 10:30:45

    Queridos amigos, não gostaria de expressar minha opinião sobre o comentário do internauta de nome Roberto, por pura pena e compaixão desse pobre ser humano.Ao invés de criticá-lo gostaria de lembrar sobre o caso do Bar Bodega. Ambiente freqüentado pela alta classe paulistana do bairro de Moema. Um assalto seguido de dois disparos pôs fim a vida de dois jovens de classe média alta, uma publicitária e um dentista.O choque na opinião pública desencadeou uma ação imediata da polícia civil e culminou com a prisão de onze acusados, julgados e condenados pela mídia impressa e televisiva.Alheio as discussões sobre pena de morte e leis mais severas, um promotor iniciou uma investigação paralela juntamente com a polícia militar e descobriu que todos os acusados eram inocentes, a confissão fora conseguida mediante tortura física e mental. Foram dez dias pendurados no pau de arara, choques e sevícias sexuais, pancadas em todas as partes do corpo, até que não suportando mais resolveram confessar.O que mais assusta e amedronta, além da cobertura midiática e sensacionalista de programas de final de tarde, foi o desfecho do caso. Os verdadeiros culpados foram encontrados e condenados e o caso resolvido. Qual foi o destino dos onze inocentes que confessaram o crime mediante tortura.Alguns ao conhecerem de perto o sistema, resolveram entrar para a vida do crime, outros até hoje sofrem com transtornos mentais pelo período de sofrimento e por último dois dos rapazes tiveram o triste desfecho conhecidos por nós, a morte nas mãos da polícia.Quem tiver mais interesse por esse caso, pode encontrar no ótimo livro reportagem do jornalista Carlos Dornelles, chamado Bar Bodega, Um crime de Imprensa.Alexandre Souza, jornalista e escritor

  34. Luís

    17/11/2010 10:04:10

    Lendo seu texto eu me recordei de uma matéria que vi na TV há poucos dias sobre um aluno, estudante de escola particular conceituada (acho que da região sul, agora não me recordo), que levou um revólver para o colégio e matou acidentalmente um coleguinha... o que me chamou a atenção foi o "desabafo" da mãe da vítima: ela deu a entender que não poderia ter acontecido algo assim numa escola paga e destacada como aquela, o que significa dizer (indiretamente) que uma criança pobre entrar armada numa escola pública e balear um colega é que seria o "normal". É claro que isto tem a ver com representações sociais historicamente construídas e profundamente enraizadas sobre as classes populares neste país. Representações que a grande imprensa corporativa reforça, aliás. Afinal, ela é controlada por aqueles que pagam as escolas mais caras e renomadas para manter seus filhos longe de "marginais". O tratamento dado pela mídia é, via de regra, discriminatório, sim!

  35. Marcia Valéria

    17/11/2010 07:00:18

    Senhor SakamotoEnviei uma resposta ao Senhor FDA, no qual faz considerações a meu respeito e de outro sobre um segundo comentário de um senhor chamado Wellington, só que apesar de tê-lo enviado, constou sobre moderação e em seguida sumiu do espaço de visualização. O seu sistema (do blog) está apontando que o mesmo não pode ser enviado novamente, só que o meu comentário-resposta não pode ser visualizado. Fui excluída pelo sistema operacional? Fiqui sem direito a resposta ? E tbm não posso re-enviá-lo, ora senhor sakamoto, que fazemos em circunstâncias como estas? Assim fica difícil.

  36. Márcia Valéria

    17/11/2010 05:11:42

    FDA,Estamos mais uma vez em lados opostos, e vc faz questão de riscar o chão, delimitar os muros com esta sua mania de "até que se prove o contrário"...(benéfica, mas trabalhosa num espaço tão pequeno).Vamos lá:Em suas afirmações sobre a suposta confusão de idéias do senhor Wellington, onde está o direito dele manifestar sua opinião? E onde está o nosso direito de concordar com a opinião dele?Uma manifestação de apoio não significa validação de argumentos ou idéias, o que vc me parece confundir quando julga a gravidade de nossa felicitação aos argumentos do referido comentarista. Reforçar atitudes, disposição de refletir não é validar proposições.Ora, senhor FDA, olhe para o todo e esqueça as partes. Veja pra este um monte de comentários preconceituosos que estão por aqui, pululantes, com seus respectivos retornos de outros comentaristas mais preconceituosos ainda, quantos comentaristas confusos mesmo, da base ao topo do argumento, das idéias. Quantos comentários ingênuos, superficiais...Os poucos que aparecem com algum tipo de reflexão mais séria, devemos reforçá-las sim, é nosso papel aqui dentro valorizar estes comentários que tendem para uma reflexão um pouco mais profunda, mais séria, dentro de certa lógica, comparada a grande maioria dos comentários que se seguem. Nem todos têm seu padrão de reflexão, meu querido amigo. Ceda um pouco, identifique um movimento, uma orientação para o sentido da reflexão séria, um pouco mais atenta.Ademais, não sejas precipitado em julgar que nós, no direito de expor nossas opiniões, não fazemos julgamento crítico, antes de fazê-lo deveria ao menos perguntar-nos o por quê.Nem eu e nem o próprio comentarista tivemos qualquer pretensão de validação de nada mesmo, acredite, e quem o está misturando com "experiência subjetiva da verdade" é vc meu caro. A minha declaração foi a de dar reforço a análise séria, lúcida da realidade, me preocupei com o sentido e orientação geral da descrição do comentário, e não com os detalhes que sua mente investigativa apura nas colocações diversas. Ao misturar estes dois conceitos (validação/subjetivação) vc enterra a essência do comentário puramente reflexivo e desintencionado.E não me venhas com "o horizonte paradigmático das leis"... Não estamos aqui a discorrer uma dissertação acadêmica ou uma teoria científica - esqueceu dos 2500 caracteres?Este seu rigor intelectual é majestoso, mas implacável!

  37. Lais

    16/11/2010 23:55:45

    Concordo plenamente com você, Erasmo... Independente de filiação ou cor partidária... "pessoas que fiquem indignadas com estas coisas"... que debatam o assunto em casa, no trabalho, com os filhos, sobrinhos... que ajudem a formar outro tipo de sociedade.E parabéns pelo texto, Sakamoto !

  38. edgard

    16/11/2010 20:51:35

    Bicho homem, todos iguais no tratamento a seu semelhante. Rico ou pobre; branco ou negro; paulista ou carioca; Pt x Psdb...vejam. está na uol...Preconceito nas favelasOutro levantamento, feito pela ONG Conexão G, sediada no complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense, mostra que diariamente pelo menos um homossexual é vítima de agressão nas comunidades carentes da cidade. Gays, lésbicas e travestis são espancados, ameaçados de estupro e até expulsos das favelas onde moram.Para o presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, os homossexuais que são agredidos nas favelas não denunciam os crimes em razão do temor por represálias de traficantes ou milicianos.“O preconceito contra os homossexuais está, neste caso, associado a outros preconceitos existentes no contexto da favela. Existe uma lógica social diferenciada em relação ao ‘asfalto’. Muitas vezes, o homossexual tem que se adaptar para poder sobreviver. A gente sabe de relatos, mas ainda não há dados concretos. Muitos que vivem em comunidades não denunciam por temerem represálias”, diz.

  39. Rene

    16/11/2010 18:55:00

    A única coisa que eu discordo do Sakamoto: saiu na matéria sobre homofobia na Folha que a repressão aos homosexuais nas favelas é grande. Quer dizer, não é exclusividade da classe média nutrir estes preconceitos.A cultura de violência contra gays e lésbicas impregna todas as classes sociais.

  40. Rene

    16/11/2010 18:52:43

    Gays e lésbicas também pagam impostos e trabalham.

  41. Mr X

    16/11/2010 18:25:31

    Em vez de querer que os pobres sejam tratados melhor, Sakanoto parece querer que os ricos e de classe média sejam tratados pior. Será recalque? Inveja? Estranho, até por que, como observei, tanto agresores quanto agredidos eram de classe média, a pobreza aqui nada tem a ver.

  42. Márcia Valéria

    16/11/2010 17:04:16

    FDA,Antes de mais nada quero lhe dizer que seu primeiro comentário foi maravilhoso. VC evoca a dimensão jurídica do problema, sua marca nas análises - presunçao de inocência, que o mestre ignora, visto a indignação com que ele trata o fato - não se questiona as circunstâncias do ocorrido, só alguns poucos comentaristas o fazem. A dimensão ideológica ( a luta de classes, discriminação social - motivo da indignação, da denúncia do autor). O jornalista está indignado com a covardia, sem conhecer o problema que vc diz ser de direitos (ora, a inocência presumida até que se prove o contrário). A indignação o faz precipitar-se na análise (marca de muitos jornalistas). Assim ele esquece o principal, a presunção de inocência.Mas a coroação de seu comentário está mesmo na inserçao sobre a questão da responsabilidade de cada um de nós sobre o problema, vc inverte o foco da denúncia do autor - não são eles, os agressores,os responsáveis somente, nós tbm o somos - nós temos cota de responsabilidade em tudo isso que passamos no cotidiano. Isso mesmo foi brilhante Senhor Maravilhoso e esplendoroso FDA, vc se superou mais uma vez, marca indelével sua. Vc tem razão de ser pretencioso e arrogante (brincadeirinha!!) com tanto brilhantismo em análises meu querido amigo (mas vê se não se infla mais tá?!!). E ainda cita Nietzsch, como pode? Pensador morto uma pitombas meu caro, pois tu és o próprio exemplo vívido da irrealidade desta menção.Mas, apesar de tudo, me questiono a sua colocação sobre o conhecimento e a ignorância a respeito dos Direitos fundamentais e se tal desconhecimento é a causa de nos esquecermos dos direitos daqueles que acusamos (ou presunção de inocência). E ainda por cima, me questiona sobre como vejo a necessidade de inclusão do DH como disciplina na grade curricular educacional. Ai, ai, ai, ai, ai senhor FDA, que perguntinha em? Vc começa com essas assim, "simplíssimas" - Mas como, meu amigo, respondê-las com 2500 caracteres - e continuas a me apontar para aquela corda (forca) para enfiar o meu pescoço dentro - responder a vc semelhantes perguntas com tantas implicações, meu caro, coooooooooooooooooomo!!!!!! NÃO TENHO SEMELHANTE PODER DE SÍNTESE!!!Faz uma perguntinha mais fácil vai ? pra caber no espaço do blog, meu caríssimo doutor...Eu é que não boto meu pescoço nesta forca!!!!!Um abraço.

  43. Mariana

    16/11/2010 17:03:15

    Sakamoto... Além de coragem você tem estômago... Eu mal consigo ler esses comentários...

  44. Alessandro Siqueira

    16/11/2010 14:52:41

    Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros!!! Com isto vamos perpetrando preconceitos sem nos darmos conta de que a eufemização e a flexibilização da linguagem, quando convém, é uma grande perversão...

  45. Joca

    16/11/2010 14:01:15

    Boa Coutinho.

  46. Luis Alberto

    16/11/2010 13:49:27

    Aqui no Paraná tivemos como candidato a senador (não eleito, UFA!, mas o 4º mais votado) o Sr. Ricardo Barros, PSDB. Uma das muitas propostas ultra conservadoras desse sujeito era a manutenção de ficha criminal de infratores menores de idade após estes completarem a maioridade.Seria mais ou menos uma marca de fogo na testa desses menores que jamais poderiam se ver livres do passado e conviveriam com o preconceito e discriminação para o resto de suas vidas, principalmente na hora de conseguir empregos e pior ainda no caso de empregos públicos, muitos dos quais exigem verdadeiros exames de castas.Como alternativa a esses menores fichados para a eternidade provavelmente só o mundo do crime, que esse sim valoriza bastante as "capivaras", quanto maior, maios graduado.Daí eu te pergunto qual seria o tratamento pro filho da classe mérdia pego fazendo um racha? Qual seria o tratamento pra essas crianças chorando na delegacia? e como seria para o vagabundo que roubou o som do seu carro?Revoltante.Eu nem sei se eu posso fazer isso aqui, mas vou deixar um link de um video aqui: http://www.youtube.com/watch?v=BY8IVT2bB_Y , é de chorar!

  47. Luiz Fernando

    16/11/2010 13:44:43

    Faz pouco tempo que acompanho esse blog. Comecei a ler por conta de um amigo que está postando coisas interessantes do Sakamoto no Facebook dele. Fiquei impressionando com a quantidade de discussões político-ideológicas que surgiram nos comentários. Petistas pra lá, tucanos pra cá. O que é isso? Quando deixamos de ser humanos? Que confusão é essa que as pessoas estão fazendo? Falta vergonha na cara de todos os brasileiros para assumirem a sua própria parcela de culpa em toda essa situação. O chefe do executivo não é nada mais do que isso: chefe do executivo. Quem são os nossos vereadores, os nossos deputados? Quem são os nossos senadores? Qual é a fiscalização que nós exercemos sobre eles? O que cada um de nós pensa sobre reforma política? Vamos fazer a nossa lição de casa antes de reclamar dos nossos governantes. Vamos entender o nosso sistema político-partidário, vamos entender as competências e o papel de cada um nessa bagunça que é a República Federativa do Brasil. E vamos todos nos dar as mãos, tucanos, peemedebistas, petistas, psolistas, ou o diabo que o valha, diante de uma barbaridade como essa que aconteceu, absolutamente condenável por qualquer ser humano de qualquer convicção política e/ou ideológica. Nós, que temos acesso a informação, não podemos nos dar ao luxo de comprar rótulos ou meias-verdades. Não podemos nos permitir crer que a Dilma vai comer criancinhas, ou que o Serra só faria construir presídios e estradas. É inacreditável que diante de uma situação de barbárie como a que ocorreu, ainda estejamos presos aos estigmas, aos rótulos, atribuindo a culpa ou a salvação ao suposto modelo/projeto de cada um dos nossos governantes. Depois de acompanhar cada uma das eleições diretas pós Constituição Federal de 1988 (a primeira ainda menino, de cara pintada), tenho a certeza de que o nosso modelo político-eleitoral simplesmente impede que qualquer convicção ideológica se sobreponha aos rumos da economia e aos interesses de seus principais agentes. Duas provas: a eleição do Fernando Henrique em 1994; a eleição de Dilma Rousseff em 2010. Pior do que isso: tenho certeza de que o nosso modelo político-eleitoral é tudo menos democrático. Por favor, não se iludam. E por favor, não misturem alhos com bugalhos.

  48. Debora

    16/11/2010 12:08:23

    E o pior que a mãe de um deles, em vez de se desculpar pelo mau ato do filho, disse que ele deve ter sido "moralmente ofendido". que moral é essa? que moral que permite que 5 homens espanquem 1? Essa estúpida classe média, responsável pela péssima educação paulista devia sumir do país.E essa galera criticando gays? O bom que eles a cada dia tem mais poder de consumo e ganham mais visibilidade e importancia "economica". Essa homofobia de pretensos machões deve acabar logo.

  49. Chico

    16/11/2010 10:35:00

    A título de curiosidade, um artigo publicado no Journal of Abnormal Psycology, em 1996, que pode explicar o comportamento dos agressores (e seus apoiadores) de homossexuais: http://migre.me/2dute

  50. Chico

    16/11/2010 10:30:00

    http://priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=sodomiaNem todo casal homossexual é sodomita e nem todo casal heterossexual não o é. Sodomia é sexo anal, e pode ser feito entre casais heterossexuais também. A maioria dos casais de mulheres provavelmente não fazem sexo anal, já que é desconfortável para elas.Apesar de não ter nada de errado com a palavra "sodomia", ela é usada de forma pejorativa pela mitologia cristã. Então seu uso inadequado dá uma boa indicação da sua real intenção: ofender gratuitamente os homossexuais com o peso "pecaminoso" da sua crença preferida. E apesar de que "se é pecado ou não" ser algo absolutamente irrelevante para a vida real, meu caro, sua atitude é um ótimo termômetro do seu caráter.

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