Blog do Sakamoto

Escravos são encontrados em oficina que produzia para a 775

Leonardo Sakamoto

Está começando a se tornar rotina em São Paulo esse tipo de notícia… Por um lado, isso é bom, pois significa que estamos conseguindo remexer um pouco as entranhas e resgatar minimamente a cidadania. Por outro, triste – pelo óbvio. Desta vez, envolveu a marca de roupas 775. Trouxe trechos da reportagem de Bianca Pyl e Maurício Hashizume, da Repórter Brasil, que tratou do assunto com exclusividade:

O Estado brasileiro concluiu uma fiscalização que resultou no resgate efetivo de imigrantes submetidos à escravidão em ambiente urbano. Em nenhuma das operações anteriores com flagrante de trabalho escravo de estrangeiros nas cidades, houve a retirada dos trabalhadores dos locais em que foram encontrados. Desta vez, a decisão dos agentes públicos foi pelo resgate para proteger os direitos das vítimas.

Atraídas pela tentadora promessa de bons salários, duas trabalhadoras bolivianas atravessaram a fronteira e acabaram obrigadas a enfrentar um cotidiano de violações à dignidade humana, que incluía superexploração, condições degradantes, assédio e ameaças. A fiscalização coordenada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo assim definiu o que encontrou: cerceamento à liberdade de ir e vir (por meio de ameaças de deportação, com o intuito claro de inibir eventuais denúncias do que estava ocorrendo), coerção e violência morais (a fim de pressionar pelo aumento da carga de trabalho), salários aviltantes e condições precárias, além de jornada exaustiva.

A oficina em que as bolivianas foram criminosamente exploradas confeccionava peças de roupa da marca de moda jovem Sete Sete Cinco (775). ''As carteiras de trabalho foram emitidas, as rescisões foram integralmente pagas, o Seguro Desemprego [do Trabalhador Resgatado] liberado e sacado. As trabalhadoras foram encaminhadas para o abrigo do Estado e para a requalificação profissional para futura reinserção no mercado de trabalho'', descreve Renato Bignami, da SRTE/SP. ''Buscamos, dessa maneira, devolver um pouco da dignidade que foi roubada dessas trabalhadoras ao serem traficadas e escravizadas na oficina de costura que trabalhava para a 775''. A fiscalização ocorreu durante o mês de agosto, contudo a informação foi divulgada só agora enquanto tentava-se garantir os direitos das trabalhadoras e enquanto era investigado os vínculos comerciais dos envolvidos.

A oficina era uma das subcontratadas da intermediária W&J Confecções Ltda. que, apenas formalmente, mantinha um contrato de licenciamento de aparências com a Sete Sete Cinco Confecções Ltda. Não por acaso, a W&J tem como sócia Ivaneide Gomes dos Santos, que foi funcionária da Induvest, empresa-mãe da 775 durante a década de 1990.

A moradia e o local de trabalho se confundiam. A casa que servia de base para a oficina chegou a abrigar, no início de 2010, 11 pessoas divididas em apenas três quartos. Além do trabalho de costura, eram forçadas a preparar as refeições e a limpar a cozinha. E, devido ao controle rígido, tinham exatamente uma hora para fazer todos esses serviços (das 12h às 13h) e voltar ao trabalho de costura. Até o tempo e a forma do banho dos empregados, que era com água fria, seguiam as regras estabelecidas pelo dono da oficina. Obrigatoriamente, o banho era tomado em duplas (junto com outra colega de trabalho), durante contados cinco minutos, para poupar água e energia.

O dono da oficina aumentava a pressão declarando que a contratante Sete Sete Cinco cobraria multas pelos atrasos nas entregas dos lotes de roupas. A humilhação, contam as costureiras, era diária: as duas amigas eram culpadas por vários problemas e ouviam ofensas e xingamentos na frente dos colegas de trabalho. Ainda segundo as empregadas, o dono da oficina fazia distinção entre o serviço prestado pelas mulheres, desvalorizando o trabalho feminino. As ameaças eram pesadas e ininterruptas: ele anunciava que poderia convocar a Polícia Federal (PF) para que Eliana e Fernanda fossem deportadas.

O ambiente de trabalho era extramemente precário e colocava em risco a saúde e segurança dos empregados. Não havia extintores de incêndio, mesmo com o risco iminente, já que as instalações elétricas são feitas de forma irregular e clandestina. A ausência de janelas fazia com que a ventilação também fosse completamente inadequada nos espaços. As instalações sanitárias também eram sofríveis, sem nenhum padrão aceitável de higiene. Além de toda essa situação de precariedade, os trabalhadores, ao serem entrevistados, confirmaram a prática de jornadas exaustivas e o problemas graves quanto ao pagamento de salários. Os valores relativos à alimentação e ao aluguel eram descontados de forma indireta, reduzindo ainda mais os já baixos salários dos trabalhadores.

A Sete Sete Cinco Confecções Ltda. foi responsabilizada pela situação das duas trabalhadoras resgatadas. A SRTE/SP lavrou 23 autos de infração contra a empresa. Cada auto se refere à uma infração cometida pela empresa, desde a falta de registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), passando pelo excesso de jornada, pelo pagamento de salário inferior ao salário mínimo e ao piso da categoria, e chegando até às irregularidades relacionadas à Saúde e Segurança do Trabalho.

A empresa, fundada por David Shammas que está há 30 anos no mercado da moda, foi procurada pela Repórter Brasil. O advogado da empresa se comprometeu a enviar uma nota sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, contudo, nenhum documento foi recebido. A marca, que apresenta um histórico de parcerias com artistas e atletas, patrocina atualmente o nadador César Cielo, campeão olímpico nos Jogos de Pequim (2008).

A Repórter Brasil também entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal para ouvir a posição do órgão público a respeito da conduta de agentes que autuaram e multaram as costureiras bolivianas uma semana antes da fiscalização e não se prontificaram a checar a situação de violência a que estavam submetidas. Até o fechamento da matéria, contudo, não houve nenhuma manifestação.

Apesar de todo o apoio recebido após a operação, uma das resgatadas acabou sendo oficialmente deportada para a Bolivia no momento em que deixava o país por livre e espontânea vontade, com o objetivo de visitar seus familiares. A outra resgatada ainda se encontra sob a proteção do Estado brasileiro e já deu início ao seu pedido de regularização (com base no Acordo de Residência do Mercosul, que inclui Bolívia e Chile), ainda não foi analisado.

(*) Atualização: Em 06/12/2010, recebi da 775 uma notificação pedindo a publicação da sua posição. Só uma dica para os advogados da empresa que citaram a Lei de Imprensa para reivindicar direito de resposta: essa lei foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal há mais de ano. A Constituição, por si, assegura direito de resposta, mas nem era preciso exigir. Só disparar um e-mail para cá como fazem outros que se sentem ofendidos já é mais do que suficiente. Fica a dica para a próxima…

Ao Blog do Sakamoto

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A respeito da matéria “Escravos são encontrados em oficina que produzia para a 775”, esclarecemos:
1. com a desprezível intenção de conferir sensacionalismo, a saciar a avidez em angariar leitores, esse veículo de comunicação quis e quer associar nossa séria e trintenária empresa a indigitadas faltas de natureza trabalhista e outras, referidas na matéria, o que abominamos;
2. nossa empresa nunca manteve empregados em situação irregular, e a própria reportagem, com propositada sutileza, a fim de não deixar escapar seu alvejado tom espetacular, à custa de apontados sofrimentos de trabalhadores, diz e admite que não era ou é a 775 que mantinha relação de trabalho com as pessoas tidas como vítimas;
3. nos locais que sofreram ações fiscalizatórias do Estado estavam estabelecidas empresas autônomas e independentes, que confeccionavam produtos com a marca 775, na qualidade de licenciadas/autorizadas ao uso da marca, tão somente;
4. a 775 não tinha conhecimento acerca das condições de trabalho das empresas licenciadas/autorizadas, e nem tinha, por motivação legal, ingerência acerca das práticas e competências de ordem administrativa, contábil e comercial dessas empresas, inclusive sobre suas relações trabalhistas, obviamente;
5. tão logo teve ciência das irregularidades apontadas, a 775 descredenciou as oficinas infratoras;
6. em sede própria, a 775 apresentou defesa no procedimento administrativo que apura desrespeito à legislação trabalhista, referido na reportagem;
7. a 775 tem e pratica política de total assistência e benefícios aos seus funcionários.

A Constituição Federal e a Lei de Imprensa asseguram o direito de resposta, e por isso notificamos V. Sas. a divulgar essa nota de esclarecimento, nos mesmos formatos, sites e ícones de busca eletrônica, em que divulgada a matéria em comento, e a mantê-la enquanto perdurar a divulgação da matéria, sob as penas da lei.

Atenciosamente.
SETE SETE CINCO CONFECÇÕES LTDA

  1. Advocacia

    06/12/2010 12:38:52

    São Paulo, 3 de dezembro de 2010.ABlog Do SakamotoNOTA DE ESCLARECIMENTOA respeito da matéria “Escravos são encontrados em oficina que produzia para a 775”, esclarecemos:1. com a desprezível intenção de conferir sensacionalismo, a saciar a avidez em angariar leitores, esse veículo de comunicação quis e quer associar nossa séria e trintenária empresa a indigitadas faltas de natureza trabalhista e outras, referidas na matéria, o que abominamos;2. nossa empresa nunca manteve empregados em situação irregular, e a própria reportagem, com propositada sutileza, a fim de não deixar escapar seu alvejado tom espetacular, à custa de apontados sofrimentos de trabalhadores, diz e admite que não era ou é a 775 que mantinha relação de trabalho com as pessoas tidas como vítimas;3. nos locais que sofreram ações fiscalizatórias do Estado estavam estabelecidas empresas autônomas e independentes, que confeccionavam produtos com a marca 775, na qualidade de licenciadas/autorizadas ao uso da marca, tão somente;4. a 775 não tinha conhecimento acerca das condições de trabalho das empresas licenciadas/autorizadas, e nem tinha, por motivação legal, ingerência acerca das práticas e competências de ordem administrativa, contábil e comercial dessas empresas, inclusive sobre suas relações trabalhistas, obviamente;5. tão logo teve ciência das irregularidades apontadas, a 775 descredenciou as oficinas infratoras;6. em sede própria, a 775 apresentou defesa no procedimento administrativo que apura desrespeito à legislação trabalhista, referido na reportagem;7. a 775 tem e pratica política de total assistência e benefícios aos seus funcionários.NOTIFICAÇÃOA Constituição Federal e a Lei de Imprensa asseguram o direito de resposta, e por isso notificamos V. Sas. a divulgar essa nota de esclarecimento, nos mesmos formatos, sites e ícones de busca eletrônica, em que divulgada a matéria em comento, e a mantê-la enquanto perdurar a divulgação da matéria, sob as penas da lei.Atenciosamente.SETE SETE CINCO CONFECÇÕES LTDA

  2. MARCIO BILL

    06/12/2010 11:43:27

    È UMA MERDA ISSO ,SERÁ QUE A 775 NÃO SABIA DISSO? NUNCA MAIS COMPRO NADA DELES. COVARDES!!!!

  3. Márcia Valéria

    21/11/2010 09:29:32

    ProftelQuem é esse seu amigo recalcado ?Diz pra ele que não tenho culpa de nenhuma mulher ter aprontado com ele na vida.Senhor profterl, saiba que não me importo com esta confraria de vcs. Esquece isso viu? Não precisa de análises nem delongas ao meu respeito, querido ?Um abraço.

  4. Proftel

    19/11/2010 23:51:23

    Márcia, a moça tá precisando é d'um "I-phoid", música ela já tem kkkkk.Putz!

  5. Proftel

    19/11/2010 23:47:51

    Carlos Andrade:Apoio totalmente, que o Sakamoto boqueie todo e qualquer comentário (como o seu) que só contenha uma linha no mesmo parágrafo.Inbecis como você que só utilizam meio neurônio não deveriam utilizar uma coisa séria como a caixa de comentários d'um "dotô" para denegrir gente que conversa e troca idéias (por vezes insanas) mas plausíveis de discussão.Tô totalmente de acordo.Como diria o Camarada Joseph Mário:Muito Obrigado.

  6. Proftel

    19/11/2010 23:35:07

    FDA:Meu caro, há uma oceânica diferença entre o "justo" e o "bom" entre Europa e tupinambás.Lá do outro lado (do Atlântico) quando se fala em "30 anos de cadeia"; "20 anos de cadeia", "8 anos de cadeia" a cá divida por seis tal pena (que passa a correr da dada da proposição do processo).Em o Exmo. Dr. Juíz entendendo que o réu tem um "dente fixo" (residência fixa-com ente querido que o resguarde mais trabalho ou aposentadoria) sai no dia segunte da cadeia mesmo sendo pedófilo (acabei de presenciar uma situação assim).FDA, a coisa tá feia, mesmo você dando um tiro no meliante dentro da sua casa você está errado, a ordem natural das coisas por cá está MUITO alterada.Infelizmente.:-/

  7. Proftel

    19/11/2010 23:24:12

    Jose Mario HRP:Olha, na minha humilde opinião a Rede é livre, a Márcia Valéria (que de vez em quando se parece com a Memento outras vezes com a Alba) fala o que quer e ouve o que não deseja.De minha parte, chumbo trocado não dói.Não a chamo de confreira por conta da anuência que falta d'outros como você, o Surf, o Camarada Josef Mário dentre outros, talvez daqui uns oito a doze meses lendo os comentários dela a gente chegue a uma conclusão.Te digo uma coisa, de dois meses prá cá Dona Márcia Valéria se soltou pacas nos comentários (e não é a "Tia", pode crer).Recomendações ao garoto (ele parou de fuçar o computador?), à patroa e o resto família.:-)

  8. Proftel

    19/11/2010 23:03:03

    FDA:Você esqueceu de dar o atalho da Wikipedia que versa sobre "emprirismo" prô cara, sem isso ele não entenderá o Sakamoto. kkkhehe.

  9. Proftel

    19/11/2010 23:00:09

    Márcia Valéria:Brigadão.É um porre ouvir manés de 23 anos dando uma de intelectual (ainda mais estudando prá prestar concurso - a maioria fala "superficialidades)"Já notou que enquanto eu solto um "tijolo" de texto esses infelizes tentam me denegrir em duas linhas (num mesmo parágrafo!)?.Muita falta de argumentação prô meu gosto... ; Quiçá intelectualidade.Bração aí.:-)

  10. Proftel

    19/11/2010 22:53:54

    Ibidem infeliz, é outro que precisa d'umas aulas.:-/

  11. Eduardo

    19/11/2010 13:46:53

    Entendo sua revolta por nao poder usar NIKE... Só que vc está no Brasil... Cabe a nós brasileiros resolver primeiro as NOSSAS questões!!!

  12. Eduardo

    19/11/2010 13:28:30

    Para quem não sabe: Rua Albuquerque Lins, 775 era o endereço da Matriz... Umas Surf Shop em Higienópolis... Uma quadra antes da Alameda Barros... Sem querer causar qualquer sentimento de mágoa, uma loja dos anos 80 multimarcas que partiu para uma grife própria... Depois abriu na Rua do Mackenzie... Na sete de abril... E uma atacadista alí em Sta.Cecília perto do acesso ao minhocão pela Av.São João... Venter Norte...Enfim, uma história de sucesso! Começou a fabricar além de camisetas, botinhas de camurça (moda da época...) através daqueles pequenos calçadistas que tem alí na esquina da Consolação com a Cesario Mota Jr... Nunca pensei que a ambição pudesse levar a escravizar pessoas... Hoje o 'nível' da 775 não é a Elite de Higienópolis, mas a periferia... Mudaram os clientes, mudou também a postura... Não creio que alguém de Higienópolis compraria uma roupa desta marca se soubessem que vem de trabalho escravo de bolivianos... Mas fabricar... Haja obcessão pelo dinheiro! Porque como todos sabem, a massa cheirosa tem outros hábitos... Segundo notícias da internet, há em São Paulo 250.000 bolivianos. Legais ou não, é a globalização... Quem nunca viu Blade Runner no cinema e DVD, daquí alguns anos poderá ver nas ruas... Muitas culturas misturadas... Será que haverá estrutura para tanto?! Se nem as pessoas que vivem em Higienópolis pensam humanitariamente...??? Rua Albuquerque Lins, 775... Arrependo me de na minha adolescência ter contribuido para isto... É de chorar...

  13. Jose Mario HRP

    19/11/2010 04:48:57

    Alex: arranjaste mais uma chata TPMemica, egocentrica e autoelogiadora para grudar no teu cangote!Meu deus!Esses tipos femininos donos da verdade estão surgindo a cifras exponenciais, e por todo lado!São ainda piores que beijo em mulher com cheiro de cigarro na boca!Sai exu!E preconceituosa standart com func.públi, ainda com toda aquela idéia com os mais velhos e gastos estereotipos sobre barnabés milhonarios! Pode?.....pode nessas cabeçinhas autolimpantes!.....faça-me o favoR!Melhor um cinco contra um que uma transada com um poste desses!

  14. fernando Lopes

    18/11/2010 21:29:45

    Interessante que bolivianos exploram bolivianos... bastante elucidativo para aqueles senhores que acreditam que existe uma conspiração mundial de todo o planeta contra estes países economica e politicamente nanicos...

  15. Marcia

    18/11/2010 12:48:56

    E ainda assim uma calça jeans dessa marca custa uns 100 reais (em oposição aos 50 reais cobrados por calças sem grife no Brás)... alguém está tendo enriquecimento ilícito aí.

  16. FDA

    18/11/2010 10:53:04

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!O inferno é otimo!!!!!!!!!!!

  17. Carlos Andrade

    18/11/2010 10:47:06

    Você deveria filtrar a galera que baixa o nivel nesse blog.

  18. Carlos Andrade

    18/11/2010 10:46:36

    Seus comentários deveriam ser vetados do blog.

  19. Marcia Valéria

    18/11/2010 10:38:10

    Senho Eduardo,O senhor Sakamoto está lá no céu do blog, seria melhor o senhor tentar uma prece ou reza pra ele descer aqui em baixo (no inferno, talvez) e te responder a sua pergunta. Te confesso que já tentei isto e não deu em nada. Mas como acho (suposição mesmo) que ele não vai te responder, te adianto para visitar lá a Repórter Brasil, em um link aqui mesmo no blog, há uma listagem somente de fazendas e donos de empresas (a maioria em áreas rurais) que foram flagradas com trabalho escravo. Vale a pena dar uma conferida.Tudo de bom.

  20. Marcia Valéria

    18/11/2010 10:30:40

    Olá Soraia,Me lembrei daquela frase atribuída a Jesus, não seríamos todos cegos guiando cegos, rumando todos para um mesmo abismo?Será???

  21. Marcia Valéria

    18/11/2010 10:17:52

    correção - barracão

  22. Marcia Valéria

    18/11/2010 10:15:25

    Não estaríamos todos num grande 'sistema de barração'?

  23. Marcia Valéria

    18/11/2010 10:12:28

    Olha Proftel,Vc se esqueceu de falar sobre os feriados, fins de semanas prolongados, férias na 2ª de dezembro esticadas as vezes até depois do carnaval...Fora que se vc for da diretoria do sepe tem direitos a abono de ponto em viagens de interesse do sindicato, como encontros e jornadas, fora sair mais cedo em dias de prova nas universidades etc etc etc..., mas duvido que qualquer aguente 1 dia na minha rotina de trabalho, mesmo com todas essas "regalias".Mas não chegam aos pés das regalias do Congresso Nacional e do Ministério Público, fora dos Magistrados que se programam encontros em hotéis de luxo para conferências, com direito a aulas de golf e tudo, cujos salários nem vou falar da conta.Tudo de Bom e de ....

  24. meyer

    18/11/2010 10:12:21

    Boa reportagem japa. Deveria se especialiizar 100% nesse tipo de jornalismo de denúncia e investigação , na qual é muito bom. Por outro lado, acredito que sua ideologia marxista acaba prejudicando a qualidade de alguns textos seus, como o anterior, na qual, por causa de um de um crime ocorrido entre pessoas da classe média, vc generalizou ,colocando a culpa em uma raça toda ,incentivando o ódio entre elas.Saudações

  25. Marcia Valéria

    18/11/2010 10:03:29

    Pode contar que se eu for contaminada a primeira coisa que faço e fuçar teu endereço pra te visitar...Sai prá lá praga....!!!!!!! Olha que rogo uma na tua cidade em....!!!!!Vc não esqueceu nada lá no Fiuza não, em... ??

  26. Marcia Valéria

    18/11/2010 09:54:29

    FDA,Vc se esqueceu de lembrar para o novato ter muita, mas muita, mas muita paciência mesmo com os proftéis do blog....

  27. Marcia Valéria

    18/11/2010 09:50:40

    rrsrsrsrssrsrsrsrsrssrrNiguém te aguenta doido....além de doido, de uma patifaria absurda!!!!Mas infelizmente tenho que reconhecer que tava muito chato isto aqui sem tua presença inômoda, insano!!!Bração aí, filhinho!!!

  28. Jose Mario HRP

    18/11/2010 09:30:51

    Colegão, aqui um texto sobre o assunto:http://www.angelfire.com/art/antinike/

  29. Jose Mario HRP

    18/11/2010 09:28:41

    Alex, voce é o exemplo da mais pura realidade do nosso país, não adianta estudar, se esforçar e nunca deixar de se atualizar e informar.Se não tivermos padrinhos seremos sempre relegados!E funcionario publico no Brasil virou "GENI", boa pra cuspir e ser culpado de todos os males!A minha ruiva é professora estadual e sabe o que é o teu sacrificio!Abração aí no planalto central!

  30. Eduardo G Nogueira

    18/11/2010 09:24:49

    Bom dia Sakamoto! Sempre ouvi falar que a empresa NIKE mantém unidades fabris à custa de trabalho escravo e/ou infantil. Isto se confirma? Há um site onde posso verificar as empresas que utilizam essa prática?

  31. Jose Mario HRP

    18/11/2010 09:08:29

    ão dá para montar uma operação permanente tipo tolerancia zero pra caçar esses canalhas?OFF TOPIC um texto sem rebarbas de um jornalista brilhante e do mesmo naipe do Sakamoto, R.Kotscho:http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/11/15/o-velho-poeta-e-a-ira-dos-inconformados/

  32. Soraia

    18/11/2010 08:54:40

    A tod@s sulamerican@s,...uma notícia externalizando as relações brasil-bolivianas, enfatizando a “libertação” de, ao menos, duas mulheres. Além do regime de “trabalhos forçados”, outros 22 “autos infracionários” foram perpretados (por homens e mulheres cidadãos?) em pleno ambiente urbano fechando com chave de ouro a primeira década do século vinte e um. Se, nesta cadena capitalista social pré-moderna que não cessa de aparentar vida, houve dificuldades dos “mecanismos de proteção” enxergarem abusos (não seria falta?) “de saúde e segurança”, fico hipotetizando cá essa cegueira sucedendo na “educação” internacional de relações parecidas atualizando-se em território natural. O me@ culpa, me@ maxima culpa d@s ceg@s consigo mesmo basta? O que fazer com o “resto” restante?Desejando um bom e belo dia dourado germinal de humanidade para vocês; no meu Ipod tem exatamente 775 músicas, a número 23 compartilho para ouvirem: http://letras.terra.com.br/marisa-monte/432150/

  33. rpzanon

    18/11/2010 08:19:45

    há trabalho escravo nas cidades e nos campos ainda. no Pará, Amazonas, Mato Grosso, etc... no Rio, SP, BH. É só procurar.Será escravo aquele que está em condições como o texto ou todos aqueles que não tem condições dignas de trabalho ? Acho que há muito mais escravos do que pensamos.

  34. Eason Nascimento

    18/11/2010 08:04:25

    Em pleno século XXI uma mazela dessa estirpe ainda persiste por aqui. Nossa democracia tem muito o que avançar, embora concorde com a matéria quando o Sakamoto afirma no início que descobrir já é um ponto de partida, para começar a punir os responsáveis e expurgar este câncer do nosso meio. http://easonfn.wordpress.com

  35. FDA

    18/11/2010 07:10:56

    Caro Felipe Resende,Concordo com o Proftel: “provavelmente o Sakamoto não irá lhe responder”! No entanto discordo com o radicalismo do comentarista: como é bem provável que o Sakamoto lhe responda! O tudo é de acreditar, não é mesmo?No entanto o interessante é de saber se vc quer (deseja intimamente) saber “qual é o critério e como funcionam essas buscas sobre o trabalho escravo de imigrantes bolivianos?” Ou se vc só esta querendo comunicar o que vc ver, percebe, o que vc “sente”, da ressonância de que o Sakamoto descreve no post!Quando vc estiver claro com a situação e as questões aos quais vc encontra-se confrontado ai quem sabe vc vai perceber que o Sakamoto utiliza um modo de comunicação: ele descreve o que vê, de maneira fatual mais de maneira geral ele não participa as discussões, aos debates aos diálogos! Para o mestre a “cordialidade brasileira” acaba na publicação de um post!Talvez seja por essa razão que, do ponto de vista do Sakamoto, os “debates e trocas de ideias sejam travados logo no seu nascedouro”, ou seja, no memento em que ele publica um post!Enquanto, os leitores/comentaristas praticam um outro modo de comunicação: eles discutem, debatem, trocam de ideais!Como vc pode constatar tudo que vc precisa fazer é um pequeno esfoço de reconhecimento: reconhecer nos leitores comentaristas interlocutores como vc!Ai quem sabe suas questões terão uma resposta ou não?

  36. FDA

    18/11/2010 06:05:14

    Quando o “Bom” se confunde com o “Justo” é uma confusão “arretada”, diria o baiano!Pelo visto, a noticia do sucesso da “fiscalização trabalhista” reanimou os sentimentos de ambivalência do mestre!De um lado, o mestre estima que o “Bom” seria de mexer com “as entranhas”. Vixi Maria, pra que? Pra “resgatar a cidadania”. Ah, esse eterno dilema de Maquiavel: sera que os fins justificam os meios? A meu ver, os fins “bons” não justificam o que há de “justo” ou de injusto na questão da “cidadania” brasileira.Do outro lado, a “tristeza”: o “óbvio”. É óbvio que o trabalho escravo faz parte da realidade urbana brasileira.“Estado brasileiro” esta trabalhando. O que descreve Renato Bignami sobre o programa socioprofessional é interessante. Mas é óbvio que os ditos necessitam de contraponto jornalístico! Em que tal “descrição” corresponde a “realidade” efetiva do programa?No entanto, não se pode fugir da realidade: o trabalho escravo continua de se alastrar na economia do pais. E isso, nenhum brasileiro pode negar!Tai os elementos da ambivalência do mestre: a eterna luta entre o “bem” e o “mal”. É o que chamaria o drama da cabeça de Janus do mestre: como o deus das indecisões, uma cabeça fala uma coisa “boa” e a outra cabeça fala outra coisa “Má”!Tai o eterno drama moral aristotélico do mestre: de um lado, a vida boa, o “Bom”, o bonito! Essas coisitas da “estética” que brasileiro adora! Do outro, a vida má, o mal, o feio que, de maneira geral, o brasileiro abomina!Claro que essas oposições só induzem a confusão! Além disso, a participação de alguns comentaristas não ajudam em nada a clarificar a situação: ah, esses “maldosos” ‘troll” eh Tatiana: se eles não existissem, vc não hesitaria em inventa-los, não é mesmo? Outros procuram reconfortar o mestre.Mas sera que o fato de projetar fantasmas depressivos, paranóicos ajuda a clarifica uma situação onde o “Bem” se confunde com o “Justo”? Sera que um testemunho favorável pode ajudar a clarificar essa situação? É claro que essas reações podem ter um impacto favorável ou desfavorável no Ego de qualquer um. Na sua maneira de apreender o mundo. É claro que essas reações alimentam as discussões no blog. Sinão qual seria o senso da injunção “comente já”?Mas se perguntar não ofende: sera que o mestre e os leitores não estão confundindo o “Bom” com o “Justo”? Fica a questão aberta.

  37. Proftel

    18/11/2010 02:04:32

    Bom, voltemos ao trabalho escravo:Pessoal, eu trabalho das sete ao meio-dia no período da manhã para o Estado, entro a uma da tarde na Prefeitura e saio às sete da noite, volto para o "Estado" e trabalho até oito e meia.Percebo líquido 1.400 da prefeitura e 600 do Estado, pago aluguel de 480 reais, conta de energia elétrica de 110 reais, internet/telefone 140 reais e água 80 reais mais "compras do mês" de aproximadamente 500 contos, minha mulher é costureira e cobre as "misturas" que faltam no orçamento (criamos uma sobrinha-neta de cinco anos que já estuda).Nos fins-de-semana conserto computadores (senão a coisa ficaria feia pacas aqui em casa).Há escravos "concursados" também, é só procurarem o Estado.:-/

  38. Proftel

    18/11/2010 01:52:01

    Ptz!"Revolução Tarifária" é o fim da picada!Umas aulas de Direito Tributário no fiofó desse infeliz dariam outro rumo ao papo.:-/

  39. Proftel

    18/11/2010 01:43:02

    Felipe Resende:Olha, provavelmente o Sakamoto não irá lhe responder (a mim também não) então, vamos lá, é de comentarista prá comentarista.Eu morei nessa região algum tempo e muito mais tempo ainda no Alto da Boa Vista onde havia muito alemão kkkkk.No seu caso, ou você pega uma flauta doce e senta num banco de praça como quem quer aprender a tocar o troço, tenta puxar um papo ou; estica os olhos e começa a falar fluentemente espanhol (não com sotaque argentino ou paraguaio que é fria - chilenos eles até aceitam "mahomenos").hehe.

  40. Proftel

    18/11/2010 01:30:28

    Uai!O aliciamento de mão de obra "escrava" ou quase isso sempre se deu no centro de São Paulo a partir da Estação da Luz ou proximidades.Meus avós por parte de mãe vindos da Áustria e da paterna recém chegados dos confins da Polônia passaram por isso, até o dono da casa se rebuscar muito na cachola dos antigos encontrará o nome da fazenda onde o espermatozóide do bisavô dele foi parar.A grande diferença é que esse tipo de trabalho antes se dava em área rural, hoje grande parte devido a facilidade em aquisição do maquinário e proximidade do centro de consumo ocorre em centros urbanos degradados.Que isso sempre houve, ouçam, daqui prá frente os cortiços em havendo repressão serão ocupados por mais e mais consumidores de crack. O centro d'antes tão concorrido findará (como o que ocorre em Santos-SP).Infelizmente a cidade de São Paulo (e digo isso como Paulista radicado em Goiás a 13 anos voltando à minha terra duas vezes por ano) apresenta estertores dignos de Roma, Paris, Londres d'ente outros centros que, quando se agigantaram só houve sobrevida com determinação.Não comento sobre o Rio de Janeiro por conta de só lá visitar duas vezes nesses meus quarenta e oito anos (se juntar tudo, passei uns 45 dias de minha vida no Rio).Por lá, ou se (re) embeleza a natureza ou se "aplaina" os morros e encostas, rezo pra que aquela cêpa de Cólera (que pode matar em quatro horas) do Haiti não chegue nesses morros senão, faltará praia prá enterrar defunto.:-/\//

  41. Doinel

    17/11/2010 22:06:05

    Ah sim, acho de bom grado que a 775 tenha a decência de se retratar e que os bolivianos sejam devidamente amparados pela empresa e pelo estado. Este caso não é o primeiro, todos sabemos. Devemos agir pra que seja um dos últimos.

  42. Doinel

    17/11/2010 22:02:55

    Uma revolução tarifária neste país é algo que eu gostaria muito de ver, mas acho difícil acontecer em uns 50 anos. Alguém discorda que redução nos salários dos deputados e a anulação de regalias esdrúxulas suavizaria estas cargas? Não me importo de pagar muito imposto, desde que ele seja bem distribuído entre a população e os afeitos à livre iniciativa. Doloroso é pagar fortunas pra três dúzias de gordos egoístas.Sei que por lei a redução dos salários é impossível, mas uma iniciativa popular não poderia remendar essa lei notoriamente sacana e inibir os lucros dos políticos? Ou tornar justa essa arrecadação, sei lá... Pensar demais no Brasil, terra que eu amo e povo que admiro, muitas vezes me deprime.Saudações

  43. Gisele

    17/11/2010 18:57:43

    e o Cielo, o que tem a dizer depois disso? poderia fazer o favor de cancelar o contrato de patrocínio e dar visibilidade a um tema tão importante e tão pouco presente na agenda midiática.

  44. Felipe Resende

    17/11/2010 18:47:46

    Leonardo, qual é o critério e como funcionam essas buscas sobre o trabalho escravo de imigrantes bolivianos? Porque eu vejo grandes concentrações de bolivianos nos bairros que mais freqüento (Barra Funda, Casa Verde e Bom Retiro), muitos deles, mesmo que não possa provar, sinto que passam situações semelhantes as da reportagem porém sem que ninguém possa ajudá-los.Abraço!

  45. Germano

    17/11/2010 18:43:19

    Já que estamos em 2010, fica difícil de acreditar em tamanha monstruosidade, veja do que é capaz o ser humano. Mas como disse Rodrigo "o Estado tem parcela de culpa nisso", e pelo que me parece todos as falcatruas do país tem sempre um dedo de alguém ou algo que tem ligação com a maquina estatal.

  46. Rodrigo

    17/11/2010 18:24:15

    Isso que dá ficar terceirizando a atividade fim. Aliás, o Estado também possui parcela de culpa nisso, pois tal atividade, conhecida como facção é aceita tranquilamente pelo TST, que avaliza tai prática. Ainda, temos uma legislação carregada de impostos e encargos que dificulta o produtor a ser competitivo, optando por escolhas ilegais, ao ponto de reduzir a condição análoga de escravos tais pessoas. Ou se rompe o paradigma do preço baixo e lucro algo a qualquer custo, ou a coisa não vai acabar bem.

  47. Tatiana Vasconcelos

    17/11/2010 18:11:24

    Saka, quanto tempo vai demorar até aparecer o primeiro troll por aqui?

  48. Margarida Gure

    17/11/2010 18:10:39

    Sakamoto, sempre trazendo a verdade nua e crua para dentro da noassa casa. Parabéns para os jornalistas que, acredito, são da sua equipe. Parabéns para o Ministério do Trabalho que está fazendo sua parte.

  49. EDVALDO GADELHA

    17/11/2010 18:05:30

    Parabéns

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