O problema da fome não é de falta e sim de distribuição
Falar de fome como pauta jornalística, acadêmica ou de política pública, desculpem-me pelo termo, é uma tarefa do inferno. Particularmente, nunca senti fome de verdade para poder entender de verdade e falar a respeito. Passar um dia ou dois dias sem comer por alguma catástrofe não conta. É diferente da dor sentida por aqueles que realmente não têm acesso a alimento e têm que ir para cama mais cedo encarar o ronco do sono para não encarar o ronco do estômago. Fome é sensação de ser comido por dentro, em uma angústia longa de rogar por Godot, esperar por Godot. E Godot não vir.
Cerca de 11,2 milhões de pessoas (ou 5,8% da população no país) conviveram com a fome em 2009 – um milhão delas, crianças de até quatro anos de idade – por falta de dinheiro para comprar comida. A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e foi divulgada nesta sexta (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Trouxe alguns dados publicados pela Agência Brasil: ao todo, 65,6 milhões de brasileiros não se alimentam direito. Desse total, 40,1 milhões convivem com uma forma leve de insegurança alimentar (quando admitem que pode faltar dinheiro para comida). Enquanto isso, mais 14,3 milhões estão na situação moderada – casos em que, no período de três meses anteriores à pesquisa, houve restrição de comida. Os demais (11,2 milhões) passam pela privação de alimentos, a insegurança alimentar grave.
A maior parte da população com fome no país está no Norte (9,2% dos domicílios) e no Nordeste (9,3%). No Sul e no Sudeste, os percentuais não chegam a 3%. A situação também é melhor em regiões urbanas do que em rurais.
A quantidade de pessoas em situação de inseguração alimentar grave passou de 8,2% para os 5,8% já citados entre 2004 e 2009, ou seja, cerca de 7 milhões de pessoas melhoraram de vida. Os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e a geração de empregos merecem crédito por isso, mas esse processo ainda está lento demais. Pode soar demagógico, mas fome é algo que não se pode dar mais tempo. Atuar nos dois processos descritos acima, com o aumento no valor do repasse é algo que pode ajudar.
Para efeito de comparação, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), estima-se que 925 milhões de pessoas se deitem com fome todas as noites. O número é menor que o 1,023 bilhão do ano passado, mas ainda assim ultrajante. Tão ou mais é o fato de que uma criança, a cada seis segundos, morre de causas relacionadas à fome no mundo. Seis segundos. E dois terços dos subnutridos estão em sete países: Bangladesh, China, Índia, Indonésia e Paquistão (Ásia) e Congo e Etiópia (África).
O mais interessante é que o problema na fome no Brasil e no mundo não é de falta e sim de distribuição. Tem riqueza e alimento para todo mundo, a questão é distribuí-los. Garantir que todos tenham acesso às mesmas oportunidades e ao mesmo quinhão de Justiça. Para isso, nossa geração terá que ter a coragem de demolir estruturas arraigadas desde a fundação do país, que garantem que uns tenham tudo e outros nada. Essa será a diferença entre garantir o mínimo do mínimo e garantir dignidade. Por exemplo, acesso à terra.
Desculpem pelo ceticismo, mas acho mais fácil Godot aparecer do que isso acontecer.

Sou cética quanto a isso também…
Oras, a comida nunca foi tão barata. Já visitei favela onde o pessoal come carne todo dia. Antes isso era restrito a reis e nobres. Viva o capitalismo! Esse negócio de fome é restrito a algumas áreas do sertão onde realmente há escassez, mas o problema não é de “distribuição”. O problema é a política do governo que vai contra o agribusiness, que é quem produz comida neste país, e a favor de MSTs e outras alternativas “socialistas”, que mal produzem para a própria subsistência, não sabem plantar, e ainda desmatam. Deixem o agribusiness prosperar e irriguem o nordeste.
O comunismo, o socialismo e as revoluções libertárias não produziram alimento básico e mínimo para os seus seguidores e oprimidos. Também nenhum país capitalista impediu ou boicotou a produção de alimentos básicos em Cuba, na Coréia do Norte, na ex-URSS, e nos demais. Muitos países capitalistas venderam e doaram alimentos à países comunistas. Ocorre que alimento só é criado pelo trabalho, e nesses países nunca se trabalhou e por isto sucumbiram, porque acreditaram na fábula de que os alimentos e os bens materiais surgem do nada, das ideologias, e do discurso sempre presente de que o capitalismo não presta e etc. Aliás, os únicos comunistas e socialistas fortinhos e gordinhos, que comem e bebem do bom e do melhor, vivem de forma sábia nos países capitalistas. Por que será heim? Ah! E ainda falam e escrevem contra o capitalismo! Por que será heim? Eu não sei responder as perguntas retrocitadas, mas ouso dizer que para eles terem o mínimo de coerência deveriam se mudar para aqueles países comunistas. Que acham vocês que me lêem?
Hey, Mister X!
“(…)mas o problema não é de ‘distribuição’. O problema é a política do governo que vai contra o agribusiness, que é quem produz comida neste país”
Quando se fala atualmente em “distribuição”, queremos dizer exatamente políticas públicas de distribuição, em outras palavras, “política do governo” para possibilitar o acesso da população que mais precisa a alimentos.
Segundo a FAO, o Brasil produz muito mais alimentos do que consome (www.fao.org.br). Daí vem a pergunta óbvia: se o problema não é na origem – produção dos alimentos – então só pode estar na saída – distribuição desses alimentos.
E se o problema é de distribuição, não é uma questão de quanto produzimos – de quanto o agrobusiness produz – mas das políticas públicas, ou “do governo” para possibilitar o acesso da população abaixo da linha da pobreza a esses alimentos.
Ainda é preciso considerar o fato de que o agrobusiness produz muito mais para o mercado externo e não para as necessidades alimentares internas. E muitas vezes também desmata – e numa escala muito maior.
A questão não é tão simples quanto o “let it be” do agrobusiness. Produzir e distribuir são coisas muito diferentes.
Outra coisa, a reforma agrária, na contramão do que muitos desavisados acreditam, não é um instrumento “alternativo socialista”. Pelo contrário, no socialismo real, o que ocorreu foi a estatização, e não a distribuição da terra. Muitos capitalistas entendem a reforma agrária como um ótimo aliado do capitalismo, uma vez que inclui no sistema de créditos e financeirização a utilização da terra que ainda hoje está impossibilitada de integrar o sistema produtivo, seja por pertencer ao Estado ou a particulares com mero interesse especulativo.
os grandes produtores, ou mesmo aqueles que ja sao médios não produzem para os que tem baixa renda. a produção vai para exportação. o volume de emprego gerados é pequeno porque quase tudo é mecanizado.
a comida não é barata, muita gente agora está comendo melhor porem esta endividada. muito mais gente continua comendo mal ou não comendo.
É uma pena que tenha tantas pessoas engajadas em frear o desenvolvimento humano. Digo isso me referindo a falta de educação que é dada ao nosso povo com finalidade de que tudo seja aceito sem grandes carnavais. É arriscado para aqueles que estão no poder criar uma geração de pessoas bem educadas, afinal com o numero de pessoas informadas estando em alta, as injustiças do Estado entrarão em colapso. As pessoas poderiam ver que nada está certo e que coisas devem mudar tirando assim o poder daqueles que hoje governam.
Se tivéssemos educação de qualidade e um povo com critica então esse tipo de situação seria inaceitável, o que para muitos é. Espero que o desenvolvimento da sociedade não continue sendo freado por todos que querem nos fazer viver nossa vida e ignorar as injustiças que nos cercam.
O problema da fome está no estômago e nas pernas, quem sabe onde dói procura.
África será o segundo celeiro do mundo com o aquecimento global, China está de olho e comprando o que pode, essa situação de “fome” é temporária.
E olhe que ainda tem quem lute contra o aquecimento global!
Bobagem. A comida nunca foi tão barata. Já visitei favela onde o pessoal come carne todo dia. Antes isso era restrito a reis e nobres. Viva o capitalismo! Esse negócio de fome é restrito a algumas áreas do sertão onde realmente há escassez, mas o problema não é de “distribuição”. O problema é a política do governo que vai contra o agribusiness, que é quem produz comida neste país, e a favor de MSTs e outras alternativas “socialistas”, que mal produzem para a própria subsistência, não sabem plantar, e ainda desmatam.
Mr Equis, me diz se o Saka não é um PD ao quadrado.
)leia meu nome de trás para diante, uma fez que o flavodérmico me bloqueou.
Chest, digo, Tsech,
Pois é, o Saka é um PD menos inteligente, ou mais ideológico. Talvez por isso eu venha aqui, é divertido como o blog do velho PD. O que o PD anda fazendo agora, por sinal?
Em se tratando de Brasil, a presidente eleita Dilma Roussef, trabalha com a meta de extinguir a pobreza extrema no seu governo ou no mínimo, reduzí-la drasticamente. Dito isso, pergunto : Ao se atingir esta meta não estaremos fazendo o mesmo quanto à fome no país? Ou uma coisa não tem ligação com a outra ou a nossa presidente está sonhando?
http://easonfn.wordpress.com
Não existe alimento sem trabalho. Aliás, nada existe materialmente sem o trabalho do homem. Melhor pensar que todo aquele que tem condições de trabalhar, que somente coma se trabalhar, e que o Estado cuide de gerar empregos para todos e de alimentar os que comprovadamente não têm condições de trabalhar. As irregularidades na distribuição dos alimentos devem ser resolvidas pelo Estado, por meio da logística e instrumentos legais. Você que me lê, que trabalha para poder comer, vai querer que o fruto do seu trabalho também alimente àqueles que têm condições de trabalhar e não querem trabalhar, porque assim resolveram viver?
Cara, que ridículo você!
Você acha que quem passa fome não trabalha? Aposto que se vc ficar sem teu almoço não trabalha, certo? Primeiro a gente mata a fome, depois a gente dá trabalho… qume tem fome tem urgência, meu caro!
Pouco me importa se quem come come de graça, até pq o alimento deveria ser gratuíto a todos mesmo!
Sr. Marcos Silva:
ligue não, só penso e escrevo coisas erradas, estou tentando me ‘LIBERTAR” da minha burrice, realmente como você diz, antes de trabalhar temos de comer…
Como nunca ninguém chegou até mim para dar comida pronta e de graça antes de eu trabalhar, fico assim sem entender… acho que sou azarado mesmo porque isso nunca aconteceu comigo…
Contudo, no seu caso, parece que pessoas chegam até você e lhe dão comida já feita, sem você ter que pagar ou trabalhar pela comida, ai depois você vai trabalhar, maravilha… eu acredito no que você diz…
Comigo não acontece assim, acho que por isso eu disse que a pessoa tem de trabalhar para comer… mas desconsidere porque talvez um dia vai acontecer o que você almeja, comer sem trabalhar, porque alguém irá trabalhar de graça para todos, e alimentar de graça a todos… só não sei quando isso vai acontecer… talvez no futuro até criminalizem o trabalho… enquanto isso…
Eu conheço gente que quatro vezes por semana faz trabalho voluntário para dar o que comer aos impossibilitados de adquirir alimento. Mas também já vi em reportagens frequentador de “baladas” rasgando cem reais em frente à câmera porque dizia não valer nada para ele.
Educação, caráter…não vejo um ponto por onde começar a resolver.
Talvez respeitar a agricultura familiar e segurar um pouco o monocultivo seja uma boa colaboração para iniciar.
Eduardo Azevêdo:
25 mil crianças morrem a cada dia no mundo por sarampo, caxumba, difteria, pneumonia e desnutrição. Nenhuma delas é cubana.
enquanto isso
Na nação mais rica do planeta, (…), um menor de cada seis, carece de alimento necessário, afirma um estudo da Tuffs University de Boston, Massachusetts.
SEi, e por caqusa disso os habitantes da Flórida fogem a nado em direção à Cuba. Você já tá meio grandinho para acreditar nas “estatísticas” do Fidel.
Notre Tsech, reforma agrária e distribuição de renda não necessariamente estão ligados a um ideal comunista, não confunda as coisas por favor. Aliás, parece que o senhor e o Eduardo Azevêdo (Será que ele é parente do Reinaldo Azevedo? Isso explicaria muita coisa.) têm uma linha de raciocínio binária: parece que é tudo 8 ou 80, pão pão, queijo queijo, mocinho ou bandido. Acho que o mundo, a vida, o universo ou coisa que os valham não são tão simples assim.
‘Você já tá meio grandinho para acreditar nas “estatísticas” do Fidel’
A UNICEF reconhecesse publicamente que “as crianças nascidas em Cuba têm melhor oportunidade de sobreviver nos primeiros anos de vida que os da região da América Latina e Caribe”.
Cem por cento da população tem acesso gratuito aos serviços de saúde.
Há um médico para cada 160 habitantes, e o melhor per capita mundial de enfermeiros e professores.
A taxa de mortalidade infantil em Cuba é de 5,8 para cada mil nascidos vivos.
Se a América Latina tivesse essa taxa de mortalidade infantil,a cada ano seriam salvas 800.000 crianças.
Em Cuba o acesso á educação em todos os níveis é gratuito e não há analfabetismo.
É triste ver seu preconceito ser destroçado pela realidade, não é?
Desconsiderem tudo que eu escrevi, eu só escrevo asneiras mesmo… eita, já me deu vontade de escrever asneiras de novo, desconsiderem por favor… Cuba é o país de maior desenvolvimento humano do mundo e que respeita os direitos humanos incondicionalmente, eu só ainda não sei porque as pessoas não se mudam para lá de mala e cuia… gentileza desconsiderar esta última asneira, e as outras também.
Besteira. O problema dos pobres nos EUA é a obesidade, não a falta de comida. Não tem nenhum país com tantos gordos como os EUA, e em sua maioria os mais gordos são pobres, basta andar pelas ruas. Quero ver esse artigo da “Tuffs University”, aliás jamais ouvi falar dessa universidade.
Uma coisa não exclui a outra. No Brasil, ao mesmo tempo em que há um número vergonhoso de pessoas passando fome, cerca de 10% da população é obesa, segundo o IBGE. Além disso, obesidade não está apenas relacionada ao excesso de comida, mas também a fatores como qualidade da alimentação e sedentarismo.
http://nutrition.tufts.edu/1174562918741/Nutrition-Page-nl2w_1177941613335.html
http://nutrition.tufts.edu/1177953854379/Nutrition-Page-nl2w_1244797204176.html
“Established in 1981, it is the only graduate and professional school of nutrition in North America.”
“Faculty at the school include anthropologists, biomedical scientists, economists, epidemiologists, nutritionists, physicians, political scientists and psychologists who focus on a myriad of issues with the common thread of nutrition and its role in fostering the growth and development of human populations.”
Caro troll: o Google é seu amigo.
A Universidade é TUFTS, não Tuffs. O estudo fala em pessoas que se alimentam mal, isto é, que comem porcaria, não em fome.
Se você acredita nas estatísticas de Cuba, vá morar e criar seus filhos lá! Tá cheio de cubano querendo fugir desse “paraíso” e trocar de lugar com você.
O fato de se dizer que o comunismo não produz e não produziu nada em favor da humanidade, nem mesmo alimentos e produtos básicos em favor de seus seguidores e de seus oprimidos, não quer dizer que neguemos nenhuma de nossas misérias, violências, mazelas e demais desasjustes sociais. Apenas estamos constantando um fato, de que o comunismo não resolveu nada, e somente trouxe separações e terror entre os homens. Verdadeiramente não se viu nenhum caso na história, de quem fugiu dum país capitalista para pular o muro de Berlim ou então nadar em direção à Cuba, para ali viver regaladamente. Somente se viu milhares que fugiram dos países comunistas em direção as mazelas do capitalismo. Hoje mesmo se Fidel abrir as portas de Cuba, ele fica sozinho sem ninguém para lavar suas fraldas. Lamentavelmente também milhares foram mortos nas fugas, porque não podiam ter o direito de ao menos desejar fugir para viverem as mazelas do capitalismo. Por que será heim?
Ilustrado Sr. Araquem:
O sabido Comandante Fidel Castro não deixa abrir as portas de Cuba, porque se abrir ficará sozinho, e não restará cubano(a) algum(a) que troque suas fraldas geriátricas, mormente o mais alto nível de desenvolvimento humano alcançado por aquele regime totalitário e sua população oprimida, conforme aqui constatado por tantos estudiosos. Aliás, Cuba deveria ser o maior celeiro de intelectuais do mundo, porque em todas as partes do mundo existem inúmeros intelectuais que defendem o desenvolvimento humano de Cuba, mas nenhum deles ousa ao menos em pensar de se mudar de mala e cuia para viver no paraiso cubano. Por que será heim?
Porra Saka-na, você é o campeão da demogogia barata.
Prestenção, riqueza não se distribui, se cria. Distribuir riqueza é coisa de pobre.
Tosco.
Sutil.
Na verdade é simples, quem está preocupado em produzir não tem tempo para pensar em distribuir aquilo que não produziu, portanto não lhe pertence. Com o tempo quem produz enriquece, logo, só quem é pobre pensa em distribuir o que os outros produziram para si mesmo.
O sinhozinho, a fome e a senzala virtual..
Muito interessante a pauta sobre o “problema da fome” no Brasil e no mundo. O problema é a colocação do jornalista-academico-cidadão. É a proposição de autoridade: o autor “nunca” sentiu “fome de verdade”. Ou seja, de início ele introduz o leitor em um mundo paradoxal: existiria uma “fome de verdade” e uma falsa fome. O problema são as implicações e as consequências da formulação.
Venhamos a algumas delas. Primeiro vem a questão da competência cidadã: o “poder falar a respeito” da fome. Sera que o argumento é valido para todos: “não vamos discutir sobre a fome por que nunca passamos fome”? Notaram por que os debates morrem logo no nascedouro.
Sinceramente, sinhorzinho Sakamoto: sera que essa é uma atitude responsável de um cidadão? Sera que o sinhozinho se sente na incapacidade de sentir o que se passa com um outro Ser Humano? Ou sera que o sinhozinho desconhece essa capacidade especifica humana que se chama altruísmo (vide historia religiosa do budismo e catolicismo).
Segundo. Por que “passar um dia ou dois dias sem comer por alguma catástrofe não conta”? Por que essa “fome” temporária seria “diferente da dor sentida por aqueles que realmente não têm acesso a alimento”? Por que ela seria diferente daquela que se “têm que ir para cama mais cedo encarar o ronco do sono para não encarar o ronco do estômago”?
Como o sinhozinho pode constatar “o problema na fome no Brasil e no mundo não é de falta” de alimentos e sim a resistência que construímos a nosso altruísmo. Seria essa perspectiva egocêntrica de nossa relação ao mundo, de nossa relação ao outro.
Assim, do ponto de vista do sinhozinho: “tem riqueza e alimento para todo mundo”. Talvez, a veracidade desta afirmação resta a provar. A “questão” seria “distribuí-los”. O sinhozinho “acadêmico” esta esquecendo que essa proposta ja encontrava-se no cristianismo. Dê uma olhada em Mateus (16:9.10) no milagre da multiplicação dos pães! O sinhozinho esquece que essa proposta jà encontra-se nos Direitos Sócias da Constituição Brasileira: Art. 6º São direitos sociais (..) a alimentação, (..) a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”!
Mas a proposta de “garantir” a “dignidade” do Ser Humano na sua integridade física, na sua capacidade altruísta, garantir a aplicação da igualdade de direitos constitucionais para todos são a contruir: e isso é acessível a todo mundo!
FDA,
Maravilhoso comentário, como sempre….Só não tenho tempo pra fazer as referências sobre ele hoje…Gostaria, mas não posso…
Ademais, adorei o tratamento “sinhozinho”, que vou adotá-lo em mmeus comentários, se me permite.
Um abraço, amigo.
Esse cara TEM QUE SER o próprio Sakamoto, não é possível. A menos que seja caso de encosto.
Sakamoto, toma um banho de sal grosso aí, joga uma alfazema no corpo, porque a coisa tá feia pro seu lado.
FDA: por favor, toda vez que você ficar “indignado” com os textos do Leonardo Sakamoto, abra uma pasta no word ou office e escreva lá, em nome de Jesus? Só pra você, em nome de Jesus? Não, você não tem o mesmo direito que os outros de escrever aqui. Porque você É MUITO CHATO, cara. Sim, CARA, CARA, CARA, que ninguém vai lhe chamar de “Senhor FDA”, nem nome você tem, infeliz chato dos infernos.
Caro Will,
Por que ficar se torturando deste jeito?
Não esqueça que pela Constituição brasileira é assegurando a liberdade de expressão: “ IV – é livre a manifestação do pensamento (..)”! Além disso o proprio Sakamoto é muito claro sobre isso: “todo mundo é bem-vindo ao cafofo.” O objetivo seria de “informar e abrir a discussão.”
“Quem quiser participar do debate, está aí aberto. Falem o que quiser, isso é uma democracia.”
Ninguem lhe obriga a se infligir tal tortura: “III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;”
Portanto, use e abuse do rolo de subida e decida dos comentários mas atenção: “Se começarem a incitar violência contra terceiros, aí vão para casinha”
Se ligou na mensagem do proprietário do Blog?
A Constituiçao lhe assegura liberdade de expressão. Mas não de inconveniência; de chateação. Você não informa nada; é incapaz de concatenar um pensamento minimamente inteligível; de apresentar uma argumentação coesa, robusta, eficiente; de apresentar uma sugestão; de discordar de modo saudável, positivo. Não. E tome incontinência verbal para todo lado.
Senhor Will,
Saiba que ser inconveniente faz parte da natureza do trabalho do blogueiro, e a pauta de discussões abertas neste blog todinho de ponta a ponta são de natureza inconven iente, chata para muitos que não acreditam nos direitos da pessoa humana, de forma parcial ou total.
Então, ficas aí a reclamar de algo que faz parte do trabalho do próprio autor do blog – Vá perguntar lá entre aqueles que o autor sobre como eles o consideram? (chato e inconveniente é o melhor dos eufemismos sobre a situação, fora o fato de que para eles o jornalista não faz nada de relevante, ou seja, para eles, o jornalista é um nada incômodo, igualzinho vc considera o senhor FDA.
Se o blogueiro não se incomoda em retirarnos daqui, é por que ele reconhece que deve nos suportar, da mesma forma que é suportada em sua escalada de trabahos inconvenientes.
E sele não nos expulsa, por que vc tentar inutilmente fazê-lo?
Se o que o senhor FDA não tem informação “coesa, robusta, eficiente etc” que vc considera sendo um “NADA”, porque se incomodar com um NADA, pois se assim o fosse, não causaria semelhante incômodo, como não causa ao blogueiro.
Senhor Will, não perca seu tempo em refutar o NADA, mão firme no botão de rolagem da máquina e só.
Um abraço.
ERRATA – “Vá perguntar entre aqueles que CRITICAM o autor…(faltou a palavra criticam). GRAta
Perfeito, Sakamoto!
O economista Amartya Sen conquistou o Prêmio Nobel em 1998, demonstrando entre os seus estudos sobre decisão social e welfare state, que a fome não pode ser explicada pela falta de produção dos alimentos, que hoje acontece em escala jamais vista, mas sim pela distribuição precária e socialmente injusta dessa produção. Uma vez que os alimentos sejam reduzidos à condição de mercadorias destinadas à ampliação incessante de capital, a grande bandidagem do agronegócio manipula preços e culturas, inclusive destruindo literalmente toda a sorte de alimentos, para que então as cotações sejam as maiores possíveis e os lucros jamais caiam.
Welfare State/? Essa porra está causando quebradeiras de economias do primeiro mundo. A partir do momento que os produtivos são obrigados a sustentar os improdutivos o número desses aumenta ano a ano até que não sobra mais ninguem na cozinha, todo mundo na mesa gritando que tá com fome.
Resumiu o problema de modo elegante e sem a necessidade de aditivo algum, de forma clara como a luz solar. A continuar como estamos, pequeníssimo grupo trabalhará para sustentar uma multidão de famintos que não terá nem tempo de sair da mesa esperando a nova refeição, e que por isto não terá tempo de produzir alimentos para eles próprios, serão tão somente consumidores de alimentos, e o círculo fatal da ineficiência se fechará terminantemente. Talvez seja por isto que o comandante Fidel Castro não permita que se produza alimentos suficientes para os cubanos, e também não permita que as pessoas possam sair livremente de Cuba. Aliás, a respeito desta última asserção, acho que ele espertamente não deixa as pessoas sairem de Cuba porque se deixar não vai sobrar ninguém para por fraldas geriátricas nele. Temos que admitir, o cara é um sabido!
Há ainda uma outra corrente que explica o colapso do Welfare state, não sei se de conhecimento do Sr. Eduardo Azevedo, atribuindo-o muito menos à falência do sistema em si, do que ao desenvolvimento de novas tecnologias de produção, que, por serem concentradoras de renda e informação, saíam da cadeia de produção-distribuição de riquezas típica da estrutura de bem-estar social, ruindo suas bases.
Como resolver o problema social com criatividade
http://pobreurbano.blogspot.com/
Caro Will,
Dê uma olhada atentiva no artigo da Constituição:
“IV – é livre a manifestação do pensamento (..)”! Enregistrou bem?
Quanto ao argumento: “você não informa nada”! O contra-argumento seria e vc: vc informa o que no seu comentário? A discussão lançada pelo o autor é sobre o “problema da fome” e da questão da distribuição”, o que vc traz como argumento a essa discussão: receita magica:
“Sakamoto, toma um banho de sal grosso aí, joga uma alfazema no corpo, porque a coisa tá feia pro seu lado”, etc. etc.
E isso que vc denomina “concatenar um pensamento minimamente inteligível”? “Apresentar uma argumentação coesa, robusta, eficiente”? “Apresentar uma sugestão” de exclusão do direito individual:” você não tem o mesmo direito (..) de escrever aqui?
E isso “Will” ou vc acha que Vai longe assim WILL?
Cara amiga Marcia Valeria,
Um parêntese ao tema do blogueiro para lhe dizer que estou fazendo aquele pensamento positivo para que a situação que os cariocas estão atravessando encontra uma solução pacifica.
Segui seu conselho quando vc diz “vai rezar, seu demônio de FDA”! Fiz aquela prece mental a “Notre Dame” para que os 19 anjos que tiravam aquela soneca, acordem e os protejam, a vc, toda sua família e a população carioca.
Tenha um bom dia…
GRATA, pela prece, amigo…
Vc pode transformar a palavra ‘demônio’ em “Lúcifer” – pois deve saber em que consiste a qualidade da mudança dessa designação, não? Bem propositada para o seu caso…
Um abraço.
Caro Sakamorto.
O problema da fome no Brasil não tem nada a ver com suas teorias.
Não precisa pesquisar muito para se chegar à conclusão óbvia que fome é uma questão de vagabundagem.
Faça um pesquisa com 10 mães, em calçadas de Copacabana que pedem esmolas usando seus ou não filhos menores, e pergunte-lhes se ela querem trabalhar de faxineiras em sua casa com direito a almoço.
Se não for xingado, receberá 10 respostas não.
Faça a mesma pesquisa com dez mendigos de Copacabana e pergunte-lhes se querem trabalhar de serventes em obras de construção civil.
Se não for xingado receberá 10 resposta não.
Vá em qualquer obra em construção e pergunte quantas vagas de servente estão por preencher por falta de serventes.
Se você mudar seus padrões de pesquisa, verá como são inconsistentes as suas teorias.
Imagino como devem pagar bem nesses empregos, pra pessoa preferir ficar pedindo na calçada…
Caro Sr. Leonardo Sakamoto
Não sei como o Senhor consegue comer bem, deve ser uma agonia, visto ter tanta comida a mesa, e tantos passando fome.
Deveríamos convidar alguns desvalidos para comer com Senhor. Caso todos fizessem também isto, com certeza, a mera distribuição da comida faria praticamente a fome desaparecer.
Sei que podemos contar com o Senhor.
em quase todo o brasil há gente que passa fome apesar da grande produção de alimentos. ha distribuição é ruim mesmo. não só logisticamente como socialmente.
quem conhece o sertão ou pequenas localidades na amazonia sabe que a alimentação não é barata para quem ganha 500 reais por mês e se muito.
claro que há problemas. os mais pobres tem muitos filhos (por que os tem ?), são mal educados (pq não vão a escola ?), muitos não trabalham (será que não são explorados ?).
os problemas são muitos, nenhuma explicação sozinha é correta. há gente trabalhadora passando fome assim como há gente que se aproveita também.
Muitos ricos não trabalham a muitooo tempo e não produzem nada para o mundo. apenas exploram as varias formas que eles mesmos criaram para se manter nessa condição. (bolsa de valores, juros, etc…) Esse sistema só é defendido por quem quer usa-lo.
Vc faz parte de algum programa contra fome?
Essa é uma prova de que o agronegócio é um grande mal para o Brasil. Os ruralistas detém quase 70% das terras férteis do país, no entanto é a agricultura familiar que é responsável pela produção de alimentos.