Blog do Sakamoto

Usa CD pirata? A culpa pelas desgraças do mundo é sua

O Brasil apreendeu 1,6 milhão de CDs piratas em 2010, segundo balanço da Associação Brasileira das Empresas de Software em conjunto com Entertainment Software Association divulgados pelo Uol e a Folha.com nesta segunda. Isso representa um crescimento de 42% em relação ao ano anterior. Foram 730 operações em centros comerciais para combater esses artigos – 10% a mais que em 2009. A matéria aponta que a consultoria IDC afirma que a indústria de softwares e serviços pode incorporar cerca de R$ 7 bi nos próximos quatro anos, se reduzir em dez pontos percentuais o índice de pirataria no mercado local – 74% dessa renda iria para a economia nacional, gerando 12 mil novos empregos.

Trago aqui um debate que publiquei anteriormente neste espaço, mas que acho bastante pertinente. De tanto ouvir e ver propagandas em rádios, TVs e cinemas que fazem o consumidor sentir-se um pedaço de lixo, financiador do tráfico de drogas, responsável pelo desemprego e pela fome no mundo, por não se atentar à origem dos CDs e DVDs que compra, creio que se faz necessária uma pergunta: empresas de software, gravadoras e a indústria do entretenimento em geral aplicam o mesmo terror em suas relações comerciais?

Inexiste, por parte de muitas delas, uma política para evitar a compra de equipamentos eletrônicos (utilizados na criação de programas, gravação de músicas, filmagens de películas) que contêm crimes contra a humanidade e o meio ambiente em seu processo de fabricação. As únicas restrições que impõem são: que o produto tenha preço baixo e a qualidade técnica desejada. Enquanto isso, a indústria de aparelhos eletrônicos consome proporções cada vez maiores de minérios preciosos e raros encravados pelo mundo. Muitos desses metais são extraídos em minas de países pobres nas quais trabalhadores, crianças e adultos, enfrentam condições aterradoras. Ou comunidades são removidas para dar mais espaço para a mineração. Fora a contaminação da água e a poluição do solo.

Alguns vão dizer que é ilegal baixar músicas e copiar DVDs, mas comprar de quem escraviza e desmata para a produção de matéria-prima não? A resposta sobre o porquê de o mundo ser assim reside no fato de que, historicamente, as leis criadas para proteger a propriedade e o lucro são mais severas e efetivas do que as que foram implantadas para defender a vida e a dignidade.

Se a indústria da informação e do entretenimento não podem comprovar para o consumidor comum de que o seu processo de produção é social e ambientalmente responsável, como é que eles vão exigir responsabilidade de nós?

E isso não significa doar computadores para orfanatos, informatizar ONGs ou ser simpático ao distribuir softwares gratuitos a instituições de ensino (há várias formas de viciar uma criança, sabia? – mas isso é assunto para outro texto). Também não basta recolher o lixo digital produzido pela obsolescência programada das máquinas desse admirável mundo novo. É preciso mais, muito mais. Deveria-se chegar ao ponto de discutir o consumismo tresloucado da era digital e aonde vamos todos com esse culto ao gadget (do qual, não nego, sou participante ativo).

A provocação não é uma apologia à pirataria, mas sim um chamado à responsabilidade. Coisa que anda em falta nos dias de hoje.

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Comentários

181 Responses to “Usa CD pirata? A culpa pelas desgraças do mundo é sua”

  1. Priscila Trevi disse:

    Saka, você deve ser aquela garota de O Chamado. Nunca dorme.

    Pelo amor de Deus, de onde você tira idéias para isso tudo?

    Adorei o texto.

    Beijo.

  2. Interessante troca de valores. Há, inclusive, esse tipo de consideração a ser pensada também a respeito: http://freitoons.files.wordpress.com/2009/06/tira-completa2.png

    • Cassiano Leal disse:

      Muito boa a tirinha. Pena que desatenta ao fato de que quem realmente lucra com a venda de álbuns não é o músico, e sim a gravadora/produtora.

      O verdadeiro sustento do músico se dá através de shows e outras aparições públicas.

      Prova disso é a quantidade enorme de músicos e bandas que estão se desvencilhando das gravadoras para distribuirem seu produto de forma independente e alternativa, e normalmente a preços muito mais acessíveis, já que passa a tornar redundante a figura da gravadora. Exemplos são CDs independentes em bancas de revistas (como fez o Lobão há alguns anos atrás), distribuição via Internet, às vezes gratuita (!!!), às vezes permitindo que o consumidor *escolha* quanto quer pagar (R$0,10 já são mais que suficientes na maioria dos casos), e até mesmo — PASMEM! — via CAMELÔS (como o caso da Banda Calypso e similares).

      Pensa bem, amigo. Não é a pirataria que arrisca deixar o músico sem trabalho, e sim a centralização da distribuição da arte e da informação.

      • Flávio disse:

        Vc tem razão ao falar sobre os músicos, mas não entendeu a idéia central do texto…abraço

      • Felipe Leão disse:

        Esta tirinha está meio defasada no tempo e no contexto!

        Em tempos de internet, youtube e itunes, o CD (aquele oficial da gravadora) vai se tornando pela de museu.

        Até os músicos começaram a perceber que quem realmente lucrava (e bem)eram com as gravadoras…

        Até o Mettalica (aquela que abriu o primeiro pocesso contra o Napster), hoje já admite que o CD (e agora a internet) são apenas meios de divulgação para vender shows (este sim o grande filão que realmente dá lucro ao artista).

        Toda esta propaganda hipócrita das grandes gravadoras é o último suspiro de uma industria ultrapassada pela tecnoligia…

  3. Luciopim disse:

    Muito se fala em quantos empregos formais seriam gerados com o fim da pirataria. Acho que uma pergunta pertinente é quantos empregos informais são gerados pela pirataria. Tenho certeza que bem, mas bem mais do que os 11 mil apontados pela consultoria.

  4. rafael disse:

    NÃO AMIGO A CULPA NÃO É NOSSA,A CULPA E DE GENTE COMO VC POR EXEMPLO….Q AO VES DE AJUDAR A ACHAR UMA SOLUÇÃO E AJUDAR ESSE PROBLEMA PREFERE REPASSAR O PROBLEMA AO RESTO DA SOCIEDADE MAIS POBRE……USA SEU ´´INTELECTO´´ E TENTE ACHAR A SOLUÇÃO PRO PROBLEMA VALEU….

    • Leandro Cauneto disse:

      a questão não é só saber da solução, mas ter poder para executar tal solução. Se a sociedade não usa o pouco poder que tem individualmente, o que acontece afinal?
      Eu baixo filmes e musicas na internet, porque assim não financio ninguém. E eu sei que posso estar lesando os artistas, mas certamente eles não estarão contentes com o avesso da questão também.

  5. PAULO PELUSO disse:

    E simples, se a Sony baixasse o preco dos dvds para 10,00 , ninguem compraria dvd pirata a 2,50, pois a qualidade n vezes superior ao pirata.
    fazendo as contas 10,00 – 1,00 ( da banda) , estes 1 real e o mesmo se o cd fosse 50 reais, direitos autorais no maximo se paga 1 real por copia , – 2 real prensa do cd, mais capa e caixinha, – 20% do Lula e da dilma sobra 5 reais pra gravadora, problema e so a gravadora abrir mão dos lucros ..

    com isso acabaria em 80% a pirataria.

  6. Luis Fernando disse:

    Pirataria é errado, sim! Porém, pior que isso, é o pessoal criticando a pirataria sendo que o culpado de tudo isso é governo. Um filme original sai na faixa de R$ 120,00 e quem, que brasileiro pode comprar um filme desse valor? É óbvio que por um preço exorbitante haverá pirataria, não adianta. Falando em CDs, como um CD de música, original, custa R$ 50,00? Acho muita bobagem criticar a pirataria sendo que o custo dos DVDs, CDs é ridiculamente caro.
    Enfim, quem sustenta o tráfico e bla bla bla é quem coloca o preço dos originais lá no céu!

    • Leonardo disse:

      Eu não consigo entender essa justificativa de que o filme é caro para se comprar, e por isso é que existe a pirataria.
      Um filme custa em média R$100,00, e sempre foi assim, por isso que existem (por pouco tempo) as video-locadoras, a uns 15 anos a traz não existia camelô na rua vendendo filme pirata, e quando alguém queria ver um filme iria ao cinema ou alugava. Hoje não pode comprar o filme original porque é caro. Não tem condições de compra-lo agora? Assista em um bom cinema, alugue em sua locadora favorita ou espere o valor baixar e ai sim compre-o.

  7. Claudio disse:

    Artigo nota 10.

  8. Conde disse:

    Sakamoto…
    Faço coro com a Priscila aí em cima : Pode dormir . Só um pouco e volte logo com novas idéias . Bravo ! Abraços

  9. Ayrton disse:

    Não se pode negar que a pirataria é um mal, mas é um mal necessário, à sombra do qual medraram grandes fortunas digitais, inclusive a própria Microsoft.

    Foi a pirataria que popularizou o DVD enterrando para sempre o VHS, foi ela quem fez o Windows dominar mais de 95% do mercado mundial e os exemplos se multiplicam confirmando a lógica que fez a fortuna do Sr Gates: é melhor vender 10% de quase tudo do que 100%¨de quase nada.
    A pirataria é a vaca leiteira da indùstria: se souber apertar na medida certa tem leite para sempre. Se apertar demais seca a vaca e mata o bezerro.

  10. Ivan disse:

    You, sir, are an idiot. Os DVDs usados como matéria prima pelos piratas vem de onde? Intervenção divina, segundo o que dá para retirar do seu texto. Nada é “socialmente responsável”, ou você acha que o computadore que você usou para postar este texto foi feito por supermodelos norueguesas, com salário de 75 euros por hora? Você condena a campanha de culpa que a industria do entretenimento promove, sugiro que deixe de fazer o mesmo então.

  11. Heron disse:

    Tô nem aí!!!! rsrs…

    Pra mim a culpa é dos politicos q não faz um reforma tributária adequada de acordo com a economia de nosso País, q 70% da população não tem condições de ficar pagando 30 R$ em um CD só pra fazer vc feliz, sendo q desses 30 reais 15 vai pro governo e ae vem um filhinho de papai q nem vc dar lição de moral no povo, faz me rir! Tem mais q piratear mesmo, se tem crianças morrendo e sendo exploradas mundo afora não é por mãos dos pobres e sim dos grandes ricos donos de mineradoras q muitos deles tem porcetangens nessas produtoras de musicas e videos, portanto quem mata e explora e faz desgraça no mundo são os ricos quem nem vc!

  12. erivaldo v costa disse:

    Para os que defendem a pirataria basta lembrar que tudo que ilegal numa sociedade, fere o contrato social aceito pela maioria democraticamente constituida. Quem pirateia vive da ganância inconsequente prejudicando aos demais e ao estado de direito.

    • moleque atrevido disse:

      Erivaldo: Voce está certo meu irmão, só que existe um porém…
      vc está no Brasil, terra de leis, só que, a começar pelos nossos governos, ninguém cumpre essas leis, e vc, como eu e todos, somos obrigados a pagar impostos, que não retornam nem em sonhos! Valeu garoto!

  13. Leonardo disse:

    Bom, se for pensar assim, nao compre mais nenhum item q venha da china, jah q eh um pais com leis trabalhistas e ambientais quase nulas, nem coma carne jah q os pastos e a soja (pra racao) estao desmatando a floresta amazonica. Mas deixa eu adivinhar, vc escreveu o blog de um notebook? Possivelmente um apple? Nao importa, pq eu te garanto q foi feito numa fabriqueta da china onde 4 chineses dividem um quarto menor q uma garagem, e q eles colocam redes de protecao pra q eles nao se suicidem (na fabrica, pq pega mal). Pare entao de usar energia eletrica, pq hidreletricas acabam com um ecosistema inteiro, e deixe seu carro poluidor fabricado com ferro e pneus q provavelmente serao queimados liberando enxofre. Td tem um custo e nao apenas financeiro, soh pq os outros erram, nao nos da o direito de “puni-los”, isso soh serve pra qdo vc “roubar” o direito autoral alheio, vc use a ideia de q “ahh, ele tb num eh santo” pra aliviar sua consciencia.

  14. Don disse:

    Sakamoto, muito bom seu texto, aliás começo a virar teu fã. Continue assim apresentando de forma polêmica, mas muito pertinente sobre como existe sujeira e hipocrisia neste mundo.

  15. Rafael disse:

    Nem entendi você é contra ou a favor à pirataria afinal?

  16. Michele Giuliani Sardi disse:

    ADOREI !!!

  17. joao batista disse:

    é simples chegar a uma conclusão: é baratíssimo comprar um dvd/rw, usar internet, imprimir capa dentre outros….agora, vamos tentar escravizar e dematar. sakamoto, só pra quem tem rios de dinheiros ou no mimino tem credito junto a uma instituição federal, no brasil é assim.
    entretanto, quero lhe informar, que o lula não é presidente – agora é rei, e a dilma vai ficar por muito tempo…e os sarneys, temmers, calheiros e barbalhos se morrem, com certeza tem herdeiros bem treinados pra fazer tudo de novo.

  18. Luciano disse:

    O mundo vai acabar. Herança da tragédia grega. A incerteza da cultura ocidental. Com a barriga cheia deleito-me na internet e penso: quantas desmazelas estão a desabar sob as nossas cabeças. A culpa, a culpa, a culpa…
    Ir contra o cd pirata é o mesmo que não aceitar, em tempos passados, a transmissão de informação via oral, e defendê-la somente através de pergaminhos.

  19. moleque atrevido disse:

    Saka, é isso tudo quevc falou, vá em frente, to com tu e não abro !!!

  20. pampa disse:

    e aí? parece papo de reunião de DCE da USP!

  21. Carlos disse:

    Ótimo texto.

  22. Jourdain disse:

    Sakamoto, acho fascinantes as discussões e as reflexões que você traz à pauta. São temas que ninguém discute, com a desculpa de que “ninguém trata disso mesmo…” Mas acho mais fascinante ainda as reinterpretações da galera aqui em baixo. Chega a haver brigas aqui, pra vem quem possui a verdade absoluta. Maisvalia, Chesterton, são figurinhas carimbadas aqui. Rio demais lendo os embates. Gostaria de saber, qual a sua reação diante disso?

    Se seu objetivo era trazer reflexão e novos temas de discussão, infelizmente, como se vê nos comentários, ele está muito aquém de ser cumprido. Ainda que haja discussão, são quase sempre ridículas e egoístas.

    O consumidor é responsável sim pelo produto que compra. Afinal, é o único poder que detém: o da escolha. Agora resta medir qual lado escolher: das gravadoras monopolistas e toda sua exploracao, ora da pirataria, que muitas vezes alimenta o crime organizado.
    O consumidor, pensando do lado dele, que compre pirata mesmo. É mais barato mesmo, oras, e seu dinheiro, de qualquer forma, vai para criminosos, um ou outro. Assim, pelo menos há alguma concorrência. É só a concorrência que é capaz de fazer reduzir preços. Entre o crime descarado, e a exploração aceita a vistas grossas, fico com o descarado.

  23. Joao disse:

    ótimo texto. Porque os consumidores tem que arcar com todos os custos, e os empresarios apenas com lucros?

    Parabens!!!

  24. jose nelson disse:

    Muito Bom. Especialmente da observação que as leis para proteger a propriedade e o lucro são as mais severas, somaria tambema as leis para proteger o tesouro real usupardor são sempre mais severas das leis que protejam a dignidade.
    Voce é dos bons pensamentos.

  25. WAGNER BRANDINI disse:

    Caro Sakamoto,

    Achei o texto magnífico. Ouso afirmar que gostaria de ver explicitado o fato dos altíssimos impostos que contribuem em muito para que se fomente, ainda mais, o uso dessa tal pirataria.

    Sucesso, sempre!!!

  26. heroito mendes disse:

    genial sakamoto,mais tem leitor que não entendeu,que os gananciosos, cai de pau na pirataria pra faturar mais com o original, fazendo pressão em cima do consumidor mais humilde tratando eles como se fosse criminosos para não consumir produtos pirata,não que eu seja a favor da pirataria ,,mais eles se esquece que la no começo da produçaõ tem toda esta bandalheira,trabalho escravo desrespeito com o meio ambiente,trabalho infantil,talvez ate trabalho escravo,,voce disse tudo sakamoto..fuii.

  27. Andre L. disse:

    Não apoio trabalho escravo, mas essa ideia de que ninguém deve ser removido de onde mora para o progresso é abjeta. Fosse assim, estaríamos todos, até hoje, morando na Europa e aqui estariam índios sem capacidade de se comunicar por escrito e quanto o mais usar qualquer outra tecnologia industrial.

    O que é importante, em termos práticos, é que pessoas desalojadas sejam compensadas de forma justa e rápida, com desapropriações feitas de acordo com a lei. Isso é um direito que todos os que moram em imóveis legais deveriam ter, e os que moram em imóveis ilegais devem ser “legalizados” com o reassentamento. Mas nào dá pra dizer que nada mais vai ser mudado de lugar, ou nenhuma árvore cortada, por nenhum motivo. Inaceitável.

  28. Rafael Filippini disse:

    Saka é ligeiro! =)
    Ainda reitero a o recurso de repercutir esse blog pelo Facebook.

  29. Fábio_| disse:

    Mais uma vez, impecável!

    Parabéns pelo trabalho e pelos quase mil comentários do último post.

    Precisamos de mais blogs e espaços como esse na internet.

  30. Nilo Cabral disse:

    Estou contigo e não abro. Não ligue para os pulhas acima que não compreendem o que raciocina. Continue neste combate compa.

  31. Tadeu disse:

    Qual a média salarial da maior parte da população? Qual o valor médio de um CD ou DVD? A divulgação dos produtos é feita de modo a deixar o consumidor ansioso por comprar aquele produto, quando se sabe que a maior parte da massa consumidora não tem condições de adquirir o produtro. Então o que é mais importante, compra um DVD ou comprar alimentos. O responsável por isso acredito que seja a carga tributária, que encaresse tudo. A população prefere comprar alimentos “legal”(esse não tem como piratear, já está tributado na base), e fica para o lazer fica a parte “ilegal”.

  32. Caio Lins disse:

    Infelismente vivemos em um mundo que o Lucro vale mais que a propia vida humana , e o planeta onde habitamos!
    Concordo com o texto em partes, porém não devemos usar isso como forma de desculpa para compra de piratarias!

  33. Rubens Souza disse:

    Hoje, já não tenho tanta certeza, pois observando os monstruosos salários dos apresentadores de programas, as cifras milionárias dos comerciais, o cachê abastado dos artistas, tudo que nos leva a questionar: Isso é justo também? E sabe-se que tudo está embutido no preço, e quem paga é o consumidor, é o povo.

  34. Jourdain disse:

    nem um título ironico a galera não entende, e fica ofendida

  35. Rafael disse:

    Muito bom. Ótimo chamado a responsabilidade. Muitos consideram esse tipo de visão e chamado inócuos. Discordo, e vejo uma geração bastante simpática a esse tipo de visão emergindo e precisando desse tipo ideia sendo exposta. Parabéns.

  36. gustavo disse:

    Só um esquerdista mesmo para colocar direito a propriedade vs. dignidade humana.

  37. Jefferson Cardoso disse:

    Saka, vc é o cara! Cara se as empresas reduzirem os seus lucros sobre os produtos (CD;DVD e outros) não teria o menor sentido a compra de produtos piratas. Fato! o custo de confecção de um cd ou dvd e muito baixo em relação ao preço aplicado.
    Outro ponto que vc aponta é o fato das companhias reduzirem ainda mais os seus custos, atráves da exploração de “mão-de-obra escrava” oque é de conhecimento público, pois o mundo sabe que a população da China e explorada com baixos sálarios e condições de trabalho muito pior do que Países mais pobres no mundo e toda essa exploração vem com a desculpa que a super-população propícia isso, tudo bem que a população da China e além de sua capacidade territorial, mas isso não pode ser subterfúgio para a exploração do ser humano!
    Você está de parabéns.
    Ps.: Ai pode esta o motivo que leva os produtos fabricados na China serem de Qualidade questionável!!!

  38. Luiz-PR disse:

    Sakamoto: Me parece irracional defender a pirataria de qualquer coisa que seja. No caso de um DVD ou CD, os defensores desta prática criminosa, só argumentam da parte física do produto, dizendo que um CD custa R$ 1,00 e é vendido por R$ 30,00- Esquecem do valor da obra, quando custa para fazer um filme, quanto vale a “arte”??
    Seria mesmo caso de uma obra de arte, a Mona Lisa por exemplo, pode ser feito uma cópia de xerox colorida e ser vendida por R$ 1,00.
    Imagine um arquiteto faz um projeto grandioso de um prédio e cobra R$ 100.000,00, daí vem um gaiato e acha caro, porque o papel em que foi projetado o prédio custa R$ 1,00 e tira um xerox. Ridículo!!

  39. gil disse:

    Uma maneira de diminuir um pouco a pirataria seria tentar produzir produtos originais com menor preço de venda. A pirataria é um problema muito sério e bem complicado de ser resolvido… A gente deveria tentar fazer uma teoria do preço justo… A teoria capitalista de um lado incentiva quem produz sempre à busca do maior lucro possível, porém de outro, quando vários disputam um mesmo espaço comercial, este lucro tende a se reduzir bastante… De um lado vc tem o excesso, de outro a falta… Os dois são meio prejudiciais ao entendimento de um bom capitalismo… As coisas têm um preço que independem um pouco apenas das regras de mercado… Acho todos deveriam uma hora parar pra pensar, qual seria o preço justo das coisas, o preço de equilíbrio… O preço que seria capaz de manter o mundo, se capitalista ou não, funcionando para sempre… Enquanto tudo, os as coisas fizerem sentido… Existe um preço justo para as coisas ou não? Elas precisam ser ora tão caras e outras vezes tão baratas? Existe um preço módico? A industria pode fornecer estes produtos desse jeito? Pode a indústria, com autorização do governo, produzir produtos de segunda linha para auxiliar a subexistência do mercado informal? Afinal, enquanto crime, a pirataria é um mau negócio, mas enquanto mercado? Mas enquanto economia, não é um mercado tipo meio negligenciado? Pode haver uma teoria de preço justo, um acordo entre governo e força industrial, de modo a diferenciar produtos, a fim de popularizá-los sem danificar o meio ambiente? É uma questão muito, mas muito interessante…
    Qual seria a teoria do preço justo?

  40. Alberto disse:

    Leonardo, excelente texto.
    Há um ponto a mais: o fato de que parte da indústria de software, por exemplo, tem interesse na pirataria. A Microsoft fecha os olhos para a pirataria doméstica, porque sabe que assim o pequeno usuário irá treinar-se no Windows ou no Office, e as empresas (estas, sim, alvo do combate à pirataria) preferirão contratar quem já sabe operar com seu sistema ou seus programas. Tem mais ainda: é preciso lembrar que com o aumento da pirataria, tanto de softwares quanto de CDs e DVDs, o preço para o consumidor acabou caindo. Prova da cartelização do setor. A Blockbuster saiu do mercado entre outras coisas porque hoje é mais barato comprar um DVD nas Americanas ou assistir o filme numa TV a cabo do que pagar o valor do aluguel do filme. A queda dos preços esteve ligada à multiplicação de pontos de venda piratas, que forçou as empresas a diminuir suas margens.
    Excelente texto!

  41. joão batista gomes da silva disse:

    SAKA, meus parabens, vc sacou tudo mesmo, pois temos que deixar de ser demagogos e hipócritas.

  42. mgb disse:

    ótimo texto., pegou “na veia”.
    So pra pensar mais um pouquin: o lucro desvairado do cd “legal”, o pagamento irrisório dos direitos autorais, quando pagam, o preço abusivo do cinema já que o filme tem que dar lucros absurdos para pagar a produção de milhoes de dolares, etc etc etc….
    o mundo mudou, as relaçoes sociais mudaram, mas as industrias da musica e do cinema estão no seculo retrasado, AVI, MP3, software livre, creative commons, copyleft entre outras cositas más vieram pra ficar, se cuidem dinossauros!!!!!!!!

  43. Patapt disse:

    Brother, vc como bom petista deve conhecer bem o Alencar e seus comparsas escravocratas nordestinos.

    Vocês compraram o Lulla e agora a Dillma.

    Putz, quem é o alienado hipócrita agora hein ?

    Fui

    Pata

  44. Aidê disse:

    Não faço apologia também à pirataria, mas, hoje em dia os mais carentes estão podendo, com sacrifício, comprar leitor de DVD”s. Agora alugar filmes, comprar filmes, é impossível. Ninguém compra aparelho para enfeitar estante, gosta de usar…é claro !!!
    Uma coisa puxa a outra, é óbvio !!!
    País cheio de desigualdades, cheio de crimes do colarinho branco…faça-me o favor !!!

  45. Vander disse:

    Cara, foi quase perfeito e vou complementar fazendo algumas perguntas: Quantos destes donos ou participantes de industrias e de Entertainment Software ou musicos andam a pé ou de bicicleta? Será que ganham pouco? Eu ando a pé e tenho orgulho de baixar meus arquivos da internet, assim, me sinto um pouquinho Robin Hood e nada nem niguém neste mundo vai mudar meu pensamento sobre isso.

  46. Cleverson disse:

    Eu e minha esposa tinhamos uma video locadora. Quando comecamos as pessoas que ja estavam no mercado deste ramo nos orientaram que seria impossivel permanescer no mercado se nao comprassemos DVD`s pirata, mas nos adotamos a politica de nao nos dobrarmos a este imperio da pirataria. Nos primeiros anos a nossa empresa estava indo muito bem, mas como tudo nesta vida tem sempre alguem que tem o olho maior que a cabeca, uma pessoa viu que estavamos sendo bem sussedidos, e resolveu montar uma locadora perto da nossa. Foi ai que comecaram os nossos problemas pois esta concorrente desleau, eu falo desleau porque a maioria dos filmes que ela locava eram piratas, nos levou a fecharmos as nossas portas isto foi uma decisao terrivel, com dores e lagrimas.
    Durante o tempo em que estivemos trabalhando, sempre adotamos uma politica contra pirataria, ja haviamos chamado a policia, denunciando este crime que estava ao nosso lado mas nunca fizeram nenhuma apreencao, nem interdicao na locadora concorrente.
    Sabemos que o nosso governo e muito omisso no combate a este crime, gostaria de convocar todos os proprietarios de video locadora que foram obrigados a fechar suas empresas por este motivo, para entrarmos juntos com uma acao de reparos moraes contra o governo.
    Cleverson

    • Sergio disse:

      Moral da historia:

      Quer dar uma de “Amante da Justiça”, acabou se dando MUITO mau.

      Brasil não tem futuro, pior que tem gente que não se toca e insiste em fazer o “bem”

      Cleverson, você acha, acha MESMO que essa sua “Ação de reparos morais” vai dar em alguma coisa? Do jeito que a justiça do brasil está Uma verdadeira Merda, você vai levar no minimo 30 anos para conseguir entrar com o processo.

      Encare os fatos, quem vive para a “Justiça” hoje só se fode, espero que aprenda a lição.

  47. Luiz Rovaris disse:

    Olha Saka: Por todos os lados você está certíssmo!! Da mesma forma que o usuário de drogas acha que ele não tem nada que responder judicialmente pelo tráfico de drogas ( e tem – e tem MUITO) quem compra pirataria está acabando com empregos, colocando famílias na miséria; eu já comprei (atire a primeira pedra quem disser que não) mas isso sempre me incomodou e já faz tempo que não o faço. A Web trouxe este câncer que acaba com iniciativas, destrói a Economia como um todo e corrói artistas e desenvolvedores em geral. Não à pirataria é dizer SIM ao direito de quem é criativo e de quem trabalha em qualqer patamar de qualquer produto pirateado. A pessoa que é assaltada e usa drogas não percebe que a culpa é dela mesma pelo assalto. Quem gosta de trabalhar, se valoriza e valoriza o direito de todos a um emprego honesto também nao pode achar que a pirataria é um “mal menor”. Consciência já.

  48. Alessandro disse:

    Sakamoto, leio regularmente seus textos embore nao sou de comentar.
    Mas quero parabeniza-lo pelo excelente trabalho. Seus textos são sempre pertinentes, bem escritos e vão direto ao ponto.
    Pena que muitos dos seus leitores não o compreendam e façam interpretações equivocadas do que você escreve.
    Vejo muitas discussões inúteis nos comentários. As pessoas se agridem mutuamente e escrevem de forma raivosa/rancorosa contra o que você escreve.
    Gostaria que as pessoas antes de comentar qualquer coisa, lessem seus textos com atenção e se possível mais de uma vez.
    Grande abraço e continue com o ótimo trabalho.

  49. Andre Silva disse:

    SOU A FAVOR da Pirataria Digital.

    NÃO COMPREM. BAIXEM.

    Na rede tem tudo o que se imagina. E os artistas ganham dinheiro com as pessoas prestigiando os shows, por exemplo. CDs e DVDs originais ficam para ocasiões de muito apreço.

    Assim você não ta dando seu dinheiro pra nenhuma organização multinacional pilantra nem sustentando uma possível facção criminosa comprando na rua mais barato.

    SOU A FAVOR da Pirataria Digital.

    SOU CONTRA A Pirataria Física.

  50. Rarara disse:

    O consumo é o que move >todas< as economias do mundo.

    Pregar uma diminuição do consumo equivale a pregar a falência mundial generalizada.

    • Claudio disse:

      Errado!!! É exatamente o contrário. O consumo desenfreado levará a uma falência mundial. Os economistas já viram que o antigo modelo, onde a matéria prima (meio ambiente) vale menos do que o produto acabado, ou seja, extraímos e transformamos para vender mais caro e enriquecer, está equivocado. Hoje sabemos que o meio ambiente tem um valor maior do que um produto industrializado. Sendo assim, ao minerar e destruir tudo, a humanidade está empobrecendo….. Dentro de algumas décadas o sistema que explora o ambiente e transforma tudo em produtos irá quebrar totalmente.

  51. basilio disse:

    certamente a mesma ideia sobre, por exemplo, as garrafas pet, as pilhas, caixinhas de leite das quais a eliminação fica a cargo da população – responsáveis elas pela salvação do planeta, enquanto as empresas que a produzem incentivam a reciclagem, pq são “ambientalmente corretas”

  52. helena disse:

    Sakamoto

    Antes de tudo, gosto muito dos seus textos.

    Nesse, você disse tudo que eu sempre quis dizer sobre esse assunto.

    Parabéns!!!

    helena.

  53. gil disse:

    Pena que pouca gente vai ler isto… Mas é um entendimento bem importante… sério mesmo…

  54. PARABENS PELO ARTIGO.

    AS GRANDES INDUSTRIAS SÃO O MAIOR LIXO, COMO VOCE RESSALTA ESCRAVIZANDO, EXPLORANDO, E OS GRANDES GANHADORES COM O DIREITO AUTORAL SÃO MILIONARIOS, QUE DAO POUCO IMPORTANCIA PARA O RESTO DO MUNDO, E MERECEM SER SACANEADOS EM SUA GRANDE MAIORIA.

    POSSO PUBLICAR NO SITE DO JORNAL O ARTIGO .ABRAÇOS

  55. Victor disse:

    As leis dêste país foram feitas só para os honestos, burlar a lei a começar pelos governantes se tornou um ato de inteligência e sagacidade. Parabens aos inteligentes.

  56. Carlos Zilveti disse:

    São coisas completamente distintas, analisar âmbito legal tem de ser mais fácil neste país, ou é legal ou não é, simples assim. Não sendo legal, quais medidas tomar para coibiir, pirataria nada contribui para uma nação.
    A proporção de pirata/não pirata muda para patamares mais aceitáveis, quanoo o cerco e restrições tornarem essa atividade desinteressante do ponto de vista econômico.
    Destruição de matas, extração de metais, podem estar envolvidas no meio de fabricação de certos produtos, mas nem compradores de CD, tampouco policiais ou juízes tomam em conta, nem creio deveriam tomar.

  57. Antonio Cláudio Vituriano disse:

    Olá,

    Eu não o conhecia, mas, certamente, depois de hoje passarei a ser um assíduo leitor de seu blog.

    De fato, a tônica da grande mídia é demonizar os consumidores de CD’s e DVD’s piratas, mas não falam nada sobre a Apple, por exemplo, que utiliza mão-de-obra semi-escrava para produzir seus brinquedinhos que tanto encantam as nossas classes abastadas.

    Foi muito lega vê-lo por o dedo na ferida.

    Um abraço

    Cláudio

  58. Paulo disse:

    Confesso que não gosto muito de alguns comentários ideológicos do Sakamoto.

    Mas nesse ele foi brilhante. Foi justo, imparcial, desprovido de qualquer hipocrisia ou falso brilhante.

    É fácil culpar o consumidor final, se eximindo da responsabilidade de divulgar um péssimo produto (musica ou filmes) para nossas crianças e jovens.

  59. Sebastião Paixão disse:

    Sakamoto,
    Nunca antes havia acessado o teu blog. O meu único pedido sério a Deus para este ano de 2011 foi que eu consiga manter sempre as minhas ações aliadas ao meu discurso. Ficaria satisfeito caso essas indústrias mencionadas por você em seu artigo fizessem o mesmo. Muito bem, obrigado por este texto à caráter para a ocasião. Repassarei aos amigos (e inimigos também).
    Frequentarei o seu blog de hoje em diante – já está nos favoritos.
    Abraços.

  60. José Carlos disse:

    Parabéns pelo texto, como sempre as empresas e autoridades competentes apenas vêem aquilo que lhes é interessante. A degradação do meio ambiente e de comunidades pobres é cada vez mais visível. Infelizmente vejo pouca ou quase nenhuma ação para que isso seja erradicado ou diminua. Parabéns novamente!

  61. Luiz disse:

    Sakamoto, interessante seu comentário, contudo, entendo que todos os lados devem receber atenção, principalmente os que proudezem e vendem quanto aos que compram. Trabalho numa grande empresa de eletrônicos e entretenimento, ela passa a ideia de que não utiliza desses subterfúgios para produzir seus produtos e conteúdos. Eu procuro acreditar, pois senão fica difícil alinhar com os meus valores. Me sentiria muito mal em tirar meu sustento e da família de um processo destrutivo e escravista. Como mencionei: eu acredito na empresa até que me mostrem o contrário. Abraços.

  62. Ricardo Silveira disse:

    Pow, eu fazia isso ao não comprar produtos na china (quando disponível, pois ela é praticamente a indústria do mundo), sabia que isso não bastava mas na época estava satisfeito com minha posição. O pouco que a gente pode fazer é exigir das empresas isso mesmo, responsabilidade socioambiental para depois pensar de qual comprar porque são elas que tem que nos conquistar, e fazer um bom produto ou serviço não basta hoje em dia, tem que ter valor pelo meio ambiente e principalmente as pessoas.
    O futuro está ligado a esses dois fatores! Agora, tem empresa que é socialmente responsável, e cobra mais caro que a outra, natural afinal ela está gastando a mais por isso, fica a critério do consumidor gastar um pouco mais e ter seu dinheiro “valorizado” do que poupar um pouco mas alimentando uma porcaria.

  63. Geraldo Magela Vieira de Sousa disse:

    Mais um brilhante e esclarecedor texto vindo de alguém preparado para tal empreendimento. A pirataria anda solta, os programas do PC são vendidos a torto e a direito, promovem um carnaval de peças mediáticas mas não nos informam sobre a precedência e fabricação de tais produtos. Quem é que tem um Windons comprado numa loja de informática? Se tiver é mister esclarecer o quanto desembolsou para configurá-lo. As chaves de proteção são quebradas pelos “MENINOS”que sabem onde dorme o coisaruim. A especulação anda vermelha de raiva por não poder controlar seus produtos. Se houvesse um mínimo de consciência dos industriais, a onda de imoralidade não continuaria acontecendo neste recanto do planeta e noutros também. O Sakamoto sacou com pertinácia e muita muita lucidez e preparo técnico. PARABÉNS SAKAMOTO. Tudo passa menos a verdade que sempre vem a tona.

  64. Fantástico o texto, e melhor ainda o destaque dado na primeira página da UOL na primeira manchete! Parabéns…

  65. João Henrique disse:

    O mais interessante é que justamente quem compra DVD original é que tem que ver a propaganda anti-pirataria. Eu tenho vários DVD’s originais. Porque eu, que não comprei o pirata, sou obrigado a, toda vez que quiser assistir o filme, ver essa droga de propaganda?

  66. UDILSON V. DA SILVA disse:

    Excetuando o beijo, assino em baixo o comentário da Priscila Trevi !

  67. Zappa disse:

    Alguém com internet compra um CD de música pirata? Sério? Alguns minutos apenas de música? As pessoas realmente escutam CDs? Cd player, essas coisas? Sério? 2011? Se você citar vinil, vale o fetiche, mas CD????

  68. Marcio disse:

    Saka, pelo amor de Deus, de onde você tira tantas idéias estúpidas para isso tudo?
    Falra que é preciso mais, muito mais, é bonito. Mas você faz ou só fala?

  69. Carlos disse:

    Pois é Sakamoto, quem paga a conta? Aliás a mesma oportuníssima questão vale para a produção de mais de 70% da produção industrial e agroindustrial no mundo.

    Abraço

  70. Dayane disse:

    Olá, Parabéns!
    Não pare de escrever nunca ok!?

    O mundo, a sociedade precisa muito de “puxões de orelhas” assim como os seus ;)

  71. Rodrix disse:

    Nos anos 70 eu trabalhava como um condenado pra sustentar minha familia e nao podia nem pensar em comprar um LP dos Stones ou do Pink Floyd.No ano 2000 eu adquiri a obra completa de deles por 20 reais na rua santa ifigenia.Enquanto eles se empanturravam de grana e drogas,eu me fudia,o mundo era um bacanal para o qual eu não fui convidado.A pirataria é um sub produto da sociedade de consumo ensandecida da qual fazemos parte e o povão é o bagaço inaproveitavel das suas engrenagens.Seja pirata,seja heroi.

  72. Jeferson Christofer disse:

    Saka bem legal o seu ponto de vista o pior é que todos somos responsáveis por isso e inclusive os fabricantes que na verdade apenas reclamam porque para eles o problema da pirataria quando vista em numeros são nada mais que uma fatia gorda do lucro deles que estão perdendo, procure na internet e você verá uma entrevista com o dono da Nike que não possui exatamente nenhuma fábrica dentro dos EUA mais ele não se importa nem um pouco em contratar em suas empresas de fachada ditas terceirizadas crianças para trabalhar.

  73. Marcio disse:

    Saja,
    Desculpe, mas você é um pseudo-intelectual.

  74. Wagner disse:

    Tanto se fala em pirataria e como ela financia o tráfico de drogas e tudo mais , mas o que mais me espanta é que as grandes fábricas vendem os gravadores de cd e dvd para todo o mundo e sem critério nenhum .

  75. onlygoodsong disse:

    É verdade.
    Esse lance de doar computadores e impressoras soa tão falso como jogador de futebol multimilionário doando 100 bolas oficiais.
    Hoje vendem computadores como se fosse a panacéia de todos os seus problemas. Os shoptimes da vida insistem em dizer que vc será mais feliz se comprar a última moda em máquina fotográfica, aparelho de som ou netbook. Esses e aqueles não tem a coragem de dizer que seu “velho” PC de 5 anos – e que vc usa somente para navegar e ler e-mails – ainda pode te atender bem por mais cinco…
    Eu até compro mp3 em sites especializados, mas pagar 40, 50 paus escorjantes por um CD ou DVD, nem com muita propaganda (positiva ou negativa)
    E isso do que vc escreve tb serve para tênis, roupas, carros e a carne do churrasco dominical.
    []

  76. Camilo Rocha disse:

    Na mosca, Sakamoto! Um dos minerais que tem a ficha sujíssima é o coltan, q praticamente só existe na Rep. do Congo.

    O país está há anos numa sangrenta Guerra Civil, e o controle de minérios como esse é um dos motivos.

    O coltan é usado em celulares, laptops e Playstations… Parece q só agora as indústrias ocidentais estão falando sobre controlar a procedência do coltan!!!

  77. Mario Camara disse:

    Os números me levam a pensar algumas coisas…

    1 – A quantidade de ações aumentou 10%

    2 – O volume de apreensões aumentou 42%…

    Faltou mencionar que houve uma mudança na metodologia das apreensões, pois em 2009 elas eram voltadas para os pequenos vendedores e em 2010 voltaram mais para os DISTRIBUIDORES…

    Ou seja, a polícia está tentando diminuir a pirataria atacando os grandes distribuidores e isso tende a aumentar a quantidade de produtos apreendidos…

    Os números, por si só, não podem ser enterpretados como uma penetração maior da pirataria…

    Mas acho legal o seu texto, pois coloca a cabeça para pensar o que é ILEGAL e o que é IMORAL…

    Pela lógica das produtoras, IMORAL PODE, mas ILEGAL NÃO PODE…

  78. Claudio disse:

    Excelente artigo.

    As mineradoras deveriam ser obrigadas a desenvolver tecnologia para efetuar mineração no lixo eletrônico e nos lixões em geral. A começar pela Vale, pois se conseguem retirar metais da rocha ou do solo, imaginem o que fariam com os depósitos de toneladas de resíduos que conteḿ metais já purificados e utilizados pelas indústrias.

    A Vale e todas as outras mineradoras desmatam para escavar e depois plantam algumas mudas para dizer que recuperaram o ecossistemas, o que sabemos que não ocorre realmente, pois não temos mais como recuperar uma área desmatada, não em sua totalidade…. a biodiversidade desaparece.

    O artigo é pertinente, pois fabricantes deveriam ser responsáveis pelo que produzem e reciclar 100%. Consumidores deveriam ser responsáveis pelo que compram, e reciclar 100% ou retornar tudo aos fabricantes, e é claro, reduzir o consumo de eletrônicos.

    Bens mais duráveis, reciclagem e diminuição consumo. Isto é urgente!!!!!

  79. Filipe Albuquerque disse:

    Manja muito você, viu Sakamoto… Vá pelo menos se informar, antes de escrever tanta besteira. “Alguns vão dizer que é ilegal baixar músicas e copiar DVDs, mas comprar de quem escraviza e desmata para a produção de matéria-prima não?” Você está confundindo a indústria de software com a de hardware, o que é que os produtores de software têm a ver com o trabalho escravo utilizado para produzir computadores? NADA. Então não queira justificar o erro da pirataria falando que os produtores de software se utilizam desse tipo de trabalho, ou que causam mal ao meio-ambiente, pois eles não têm NADA a ver com o assunto. Ao colocar produtores de hardware e de software no mesmo saco, como se fossem uma indústria só, você mostrou apenas sua ignorância a respeito do temo, e acabou falando essas barbaridades que estão aí. Se quer lutar contra essas empresas que escravizam pessoas no seu processo de produção, pare de comprar o hardware, e não o software. Se você usa software pirata, não está ajudando em nada nessa briga, está apenas tirando o emprego de muitas pessoas na indústria. E pior, utiliza esses softwares piratas que baixou num computador que foi feito por chineses explorados, ou seja, está prejudicando a todos e não ajudando ninguém.

  80. Christian disse:

    Alegam que “perdem” milhões com a pirataria, como se cada um que compra um produto pirata pudesse comprar um original.

  81. Hélio disse:

    Um pequeno grande detalhe que foi ignorado pelo articulista: a apreensão que se falou inicialmente não foi de computadores e produtos eletronicos em geral, mas de CDs. Ora, software, filmes e produtos afins não poluem o meio ambiente. Trata-se, basicamente, de ideias e imagens armazenadas em formato de bits. Até mesmo o CD é dispensável, bastando que o usuário possua banda larga. Daí cai por terra toda essa argumentação de degradação do meio ambiente e de utilização de trabalho escravo. Puro alarmismo impertinente. Poderia até ser muito bem utilizado, mas em outro contexto totalmente diferente.

  82. Eduardo disse:

    desculpe, mas o texto é muito ruim.
    por algumas razoes:
    1. Esses “minérios preciosos e raros encravados pelo mundo “que vc menciona, consegue dar um exemplo? Se vc olhar a producao mineral do mundo vai ver que pequena parte vem de areas pobres. Alem disso, embora nao sejam as melhores condicoes, sao bem melhores do que as optras opcoes que eles tem. Conheco minas em angola, africa do sul, chile, peru e te garanto… seu comentario é exagerado.
    2. Um erro nunca justifica o outro
    3. Vc se mostra mais um intelectual sem nenhuma aplicabilidade… essa conversa de “querer uma discussao mais ampla” so leva a paralisia na tomada de decisoes…. se discute, discute e nao se faz nada.

  83. Luiz Roberto de Oliveira Pereira disse:

    Grande provocação! Essa é uma ferida cuidadosamente tamponada pelas empresas de softwares e também pela indústria do entretenimento, que usa cada vez mais recursos tecnológicos avançadíssimos para produzir flmes, shows, conteúdos para sites. Também pelos publicitários e suas criações fantásticas, pelos departamentos de marketing de grandes empresas.
    Prêmios diversos são distribuídos a todos os que estão na ponta fashion da cadeia de valor dessas indústrias, como o Oscar, Grammy, Best Sofware e outros da mesma estirpe.
    Mas e nossos hermanos de Bolívia, pauperrimamente assentados sobre enormes reservas de lítio, cobiçadas pelas indústrias coreanas, japonesas, chinesas e americanas, para produzir baterias para notebooks, celulares, smartphones, tablets e assemelhados?
    Quem aí se lembra da doença de Minamata, que destruiu a vida de uma aldeia de pescadores no Japão, com seus peixes e ostras contaminados por toneladas de mercúrio?
    Quem se lembra do caso da Shell aqui no Brasil, que vendeu para uma incorporadora um terreno contaminado por pesticidas, para a construção de um condomínio e com isso levou à morte, por diversos tipos de canceres, membros de várias famílias?
    Quem se lembra da tragédia de Bhopal, na Índia?
    E do Exxon Valdez?
    Compramos CDs e DVDs feitos com uma material chamado “makrolon” e que é o mesmo para CDs piratas e originais. Quem sabe quanto tempo um CD de “makrolon” leva para se degradar na natureza?
    Nossos gadgets eletrônicos são recheados de bombas-relógios químicas, escondidas por projetos de design fascinantes.
    Precisamos da tecnologia?
    Claro que sim! Muito da vida moderna só é possível porque a tecnologia lhe confere o suporte necessário, resolve problemas que há anos atrás seriam insolúveis.
    Mas precisamos cobrar insistentemente das empresas a prática verdadeira e transparente da Responsabilidade Social e da Sustentabilidade.
    E isso tem que começar desde o primeiro passo nos departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento. Não é nem questão de haver ou não leis. É questão de ser responsável com o futuro, com o mundo que nossos netos vão herdar.
    Menos ganância e mais responsabilidade social serão um passo importante para um futuro menos ameaçador.
    Há muitas empresas

  84. Adriano disse:

    Olá, Saka.
    Muito bom seu texto, porem gostaria de te fazer uma pergunta.

    Os Militares torturaram e mataram muita gente, os comunista (Dilma) mataram alguns, existe difenreça entre os assasinatos de Dilma e os assasinatos dos militares?

    Abraços
    Adriano Leão

  85. Laudecir disse:

    O problema não são os impostos de que todo mundo fala. Na verdade vcs não sabem nem de longe o cálculo certo. Se souberem vão ficar desapontados… é pouco, ou a sonegação é… O problema é senão, o lucro altíssimo destas gravadoras e de toda a rede. Só isso.

  86. Joao Amorim disse:

    Parabéns, Sakamoto! Excelente texto e perfeita provocação (as usual..). Concordo com você. Milito na área de direitos huamnso há algum tempo e trabalhei com refugiados em São Paulo, para o Acnur e para a Cáritas, muitas das pessoas que recebíamos lá, principalmente de países conflituosos da África (Congo, Nigéria, Costa do Marfim) e da Colômbia, eram provenientes de regiões ricas em minérios ou commodities que alimentavam os conflitos e os condenavam à morte ou ao exílio. Me pergunto se, por exemplo, as pessoas que ficam alucinadas por um novo celular (já ultrapassamos a marca de um celular por habitante por aqui, mesmo que mais da metade de população não tenha acesso a saneamento básico…) já ouviram falar em tântalo, nóbio, tungstênio ou estanho. Parabéns pelo seu trabalho.

  87. Andrea disse:

    Pirataria é crime.. MAS da a oportunidade da classe financeira inferior!!!
    Pirataria é crime,,, MAS tb gera empregos mesmo que “informais”
    Corrupção é o que?
    Abusar da FÉ dos menos inteligentes em prol do beneficio próprio é o que?
    Dizer que o dizimo te dará uma casa linda no céu é o que?
    Negar atendimento médico a quem não pode pagar é o que?
    JUNTAR A TURMINHA E COVARDEMENTE espancar gay é o que?
    JUNTAR A TURMINHA E COVARDEMENTE espacancar torcedor de outro time é o que?
    Pois é .. qual é mesmo o significado da palavra crime?

  88. Andrea disse:

    desculpa esqueci de completar que CD e DVD pirata é crime mas da oportunidade a quem não tem $$$ de ter o minimo de lazer!

  89. Victor Mirsky disse:

    Um artigo para se pensar:
    Embora a pirataria seja sem dúvida condenável, as industrias esquecem que a relação com o consumidor possui dois lados.
    Hoje tornou-se norma quando se compra um computador novo, que o mesmo venha acompanhado com um sistema operacional “OEM autêntico”,
    pessimamente instalado, sem acompanhamento de discos originais e com uma partição de recuperação no disco rígido que ninguém pediu, engatilhada sub repticiamente ao hardware do computador.
    O próprio consumidor deve criar seu disco de recuperação que geralmente falha no meio do processo e a tal partição não funciona como deveria se o consumidor resolver usar o computador como seu (já que o comprou), criando por exemplo, novas partições para instalar um segundo sistema operacional.
    Em menos de uma semana o tal OEM de meu novo laptop travou o sistema operacional e a empresa que o fabricou LG, simplesmente me disse com certo sarcasmo que não forneceria um novo disco ao qual acho tenho todo direito já que possuo uma licença válida.
    Para não me aborrecer comprei novamente o sistema operacional em caixa e o instalei (entrei pelo cano em quatrocentos reais) e perdi uma licença autentica a que tenho direito.
    Com essa forma de tratamento ao consumidor, tão cedo a pirataria não vai diminuir.

  90. Valder Olmo Corrêa disse:

    Nossa, que texto maravilhoso, enfim um jornalista levanta essa bandeira.
    Não que eu faça apologia a produtos piratas, não os uso, pois não os quero em minha máquina, mas baixo músicas no formato mp3 sim, por que não.
    Outra questão a ser levantada quanto ao trabalho escravo que o autor inteligentemente cita é o fato da indústria dizer que vai criar tantos e tantos empregos se forem reduzidos mais 10 % do comérico de cds e dvds piratas, porém não falam onde irão gerar esses empregos, se for na China, esqueça, a maioria ali é trabalho escravo ou semi escravo.
    Essa questão também deve ser levantada, ou seja, a indústria eletroeletrônica sempre produz suas maravilhas e na China, a Apple que o diga, usam mão de obra escrava ou semi escrava e ainda falam em abrir postos de trabalho ? Conta outra, não é mesmo ?
    Se abrissem postos de trabalho aqui no Brasil ou em países que respeitam, pelo menos em parte, os direitos trabalhistas, ok, sem problemas, mas não, querem a China, Intel, AMD, Motorola, etc, que os digam. Ou seja, o capital vai onde é mais barato e agora quer dar uma de santo ? Conta outra.
    E o que diria a dona Microsoft nessa história toda ? Oras, como que essa empresa dominou o mundo ? Simples, não combatendo a pirataria, quando o mundo estava dominado, ServicePack2 neles !
    Parabéns, Sakamato, pelo excelente texto.

  91. João Batista disse:

    Srs. Pimenta no dos outros é refresco. Sou dono de uma videolocadora a 20 anos, por isso sinto na pele os efeitos da “Pirataria”, na verdade, se chama falcificação. Não sou contra as pessoas fazerem copia de um filme ou cd para uso pessoal, sou contra o comercio ilegal do mesmo. Quando as pessoas vão ao médico e, o mesmo passa uma receita, ningém em sã consciencia, vai a uma banquinha qualquer comprar um rémedio “Pirateado”, sabe porque? porque ele dá valor a vida dele.

  92. Luiz Roberto de Oliveira Pereira disse:

    Parece que as pessoas precisam de algum esclarecimento a respeito do que vem a ser “cadeia de valor”.
    Se algum iluminado aqui consegue produzir software sem passar pela utilização de hardware, precisamos urgentemente que esse conhecimento seja compartilhado com toda a humanidade.
    Se o produtor de software usa o hardware que foi produzido com a utilização de componentes tóxicos ou mão de obra escrava, então há sim alguma responsabilidade para ser compartilhada por ele.
    Quanto de lítio, nióbio, germânio, selênio, mercúrio, ouro, prata, chumbo, cádmio e outros metais tóxicos existe em um smartphone?
    Alguém aí já viu as baterias imensas que cada Estação Rádio Base de telefonia celular consome?
    Sabe qual é a vida útil delas? Sabe como são descartadas?
    E em cada Estação Rádio Base há uma infinidade de aplicativos de software que fazem as conexões telefônicas funcionarem adequadamente.
    E todos esses softwares foram e são produzidos e testados usando-se hardware, que é construído com componentes que usam produtos tóxicos.
    Não é possível desvincular o software do hardware, mesmo porque o hardware quase sempre contém software embarcado, como é o caso dos aparelhinhos de GPS tão em moda atualmente. É hardware com sofware embarcado.
    Placas-mães de computadores têm sofware embarcado (BIOS), gravado em chips ROM. O que é um chip? Não é batatinha Pringles, é um componente eletrônico que é feito de silício e contém milhares de transistores, que permitem que o software funcione.
    Uma conexão de banda larga é 90% hardware e os softwares que controlam o tráfego são criados e testados porque existe o hardware para isso.
    Ah, vamos lembrar também dos mineiros chilenos, porque não? Por acaso aquela mina fica em uma região rica do país?
    A guerra civil em Angola teve um componente econômico fundamental: A disputa pelo controle das minas de diamante e das reservas de petróleo angolanas.
    De onde vieram mesmo os “diamantes de sangue” da modelo Naomi Campbell?
    E a febre do ouro em Carajás, aqui no Brasil? E o contrabando de bauxita na Amazônia?
    O tema é complexo, reconheço, mas antes de desqualificar o debatedor, vamos procurar uma sustentação mais sólida para nossos argumentos, para honrar o debate e esclarecer de forma respeitosa aqueles que vêm aqui em busca de informação e confronto legítimo de ideias.

  93. Renato Azevedo disse:

    Leonardo, descobri seu blog há pouco tempo e tenho o acompanhado desde então, apreciando a maior parte dos textos (o último, sobre a retirada do crucifixo da sala da Dilma é excelente!). Mas esse me intrigou um pouco.

    Não entendi direito o seu argumento. Eu concordo que as grandes empresas que fabricam os CDs e DVDs originais não se preocupam com os impactos sociais e ambientais que causam, e também que elas são geralmente favorecidas por uma legislação conivente.

    Mas os CDs e DVDs piratas também são produzidos por empresas que não têm esse tipo de preocupação. Os minérios que, depois de trabalhados, se transformam em CDs originais são os mesmos que se transformam em CDs piratas. Um aparelho de DVD que roda uma mídia original é feito com a mesma matéria prima que um que roda mídia pirata. O que quero dizer é que mesmo se todo mundo parasse de comprar coisas originais não haveria diminuição no impacto ambiental ou na exploração da mão de obra das pessoas desfavorecidas. O buraco é bem mais embaixo!

    Penso que o problema é cada residência ter pelo menos um aparelho de DVD que é trocado a cada 2 ou 3 anos. Mas isso também acontece com os aparelhos de TV, geladeiras, celulares, microondas, carros, computadores, etc. Sendo assim, o problema não se restringe à pirataria. As pessoas são educadas a querer coisas que não precisam, esse é o ponto! E, caso o que eu digo tenha algum sentido, a solução só virá depois de uma grande mudança na forma de pensar de uma sociedade que, pelo que parece, não está muito a fim de se abrir para idéias diferentes.

  94. Giovanni disse:

    A mensagem é “existem coisas mais importantes no mundo para se preocupar do que pirataria” ? Se foi esse o ponto, entendo e concordo.

  95. Caue disse:

    Segundo esses dados apenas 26% dos R$7 bi sao o lucro dos donos das gravadoras. 1º – Acho que é mentira, já que o balanço é divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Software em conjunto com Entertainment Software Association. 2º Prefiro a pirataria em benefício a mais de 50 milhões de pessoas comuns que querem apenas estar inseridas no contexto mundial de acesso a informação e industria do entretenimento a repassar quase R$2 bi a meia dúzia de burgueses que já são extremamente ricos e estão a uma hora dessas gozando de férias nas ilhas gregas enquanto nós e vocês, leitores, estão provavelmente trabalhando ou descansando após um dia intenso. 3º – 12mil novos empregos? Aham, talvez a um salário médio de R$800 reais, com esse salário você compraria um CD de R$50. Idéia inviável em um país “em desenvolvimento” (leia-se 3º mundo) que tem a maior carga tributária do mundo! Ahhh, e acho que se esqueceram dos milhoes que já estão empregados informalmente pela pirataria? CFF

  96. Eason Nascimento disse:

    E a cópia parcial ou total de livros, as roupas, os perfumes, os relógios, os tênis, são permitidos? Por que a ênfase na repressão e na propaganda é dada somente nos CD´s e DVD´s?
    http://easonfn.wordpress.com

  97. Cajadomatic disse:

    Não de ouvido aos hipocritas que criticaram seu Post a favor da industria fonografica e a uma ética visivelmente anti-ética. Seu post é perfeito. Vou publicar como nota no FB. Vou citar o seu blog e o autor. Parabens, continue com sua opinião franca e inteligente. As gerações futuras agradecem um mundo melhor.

  98. Mr X disse:

    Que “raciosímio” mais torto!

    Mas pior é ver vários leitores falando “que texto primoroso” ou “concordo”. De onde saem essas pessoas, do zoológico? Pelamordedeus. O texto é medíocre, mal-escrito, tendencioso e falaz.

    Em primeiro lugar, tanto produtos “piratas” como “legítimos” são produzidos por exatamente os mesmos equipamentos e softwares criados com a “exploração de mulheres e crianças”. Quem compra produto pirata está usando o mesmo CD e o mesmo computador que o que compra legítimo, a diferença é que o que compra pirata está reduzindo ainda mais o salário do “trabalhador explorado”. (E portanto pode argumentar-se que quem compra pirata é que está ajudando a piorar os “direitos humanos”)

    Ah, imagino que ao falar em “trabalhadores explorados”, o blogueiro esteja falando da China, onde é produzida a maioria desses produtos. É verdade que os trabalhadores nesse país comunista (?) ganham pouco e trabalham 12 horas por dia, mas em geral trata-se (creio) de trabalho voluntário. Melhor trabalhar 12 horas por dia do que morrer de fome. Quanto às minas de onde seriam extraidos os minérios, estas costumam trazer riqueza aos países em que se encontram. Não lembro de nenhum país que fique triste por ter encontrado minas de diamante, carvão, ouro, etc.

    • Hélio disse:

      Acho que esse foi o comentário mais Hipócrita que eu vi até agora.

      “Quem compra produto pirata está usando o mesmo CD e o mesmo computador que o que compra legítimo, a diferença é que o que compra pirata está reduzindo ainda mais o salário do “trabalhador explorado”.”

      Salário? Ri demais

      “…comunista (?) ganham pouco e trabalham 12 horas por dia, mas em geral trata-se (creio) de trabalho voluntário.”

      Trabalho Voluntário? HAHAHSAHSUAHSUAHSUASHAUHSAUSH EU RI MUITO.

      Hipocrisia fail man, se mata

  99. Mr X disse:

    No mais, eu até baixo às vezes filmes piratas que não consigo achar em DVD, só não tenho uma desculpa calhorda para isso. Acho até que existem defesas possíveis para a pirataria (que é quase inevitável neste mundo digital), mas esta do Sakamoto é a mais fraquinha de todas.

  100. Douglas da Nóbrega disse:

    Genial.

  101. JOÃO RAIMUNDO DA SILVA SOUSA disse:

    Sem contar que as indiustrias de CDs e DVDs não aceitam numerar os discos, para garantir aos artistas o direito de saber exatamente quanto vendem e ao Estado o valor a ser arrecadado com impostos. Parabens pela matéria.

  102. Karlowsky disse:

    Pirataria sempre existiu e sempre existirá. É que nem prostituição. Cabe ao governo coibí-la ou não, mantê-la dentro de certos níveis de aceitação. Se o zé povinho pratica-a, como querer que os nobres deputados sejam honestos? e vice-versa.

  103. FDA disse:

    O Saka e a “phronèsis”..

    Todos sabem que o Saka não é prudente mas não é mesmooo!

    Quando a “Folha de S. Paulo” traz uma informação afirmando que “Dilma troca móveis e tira crucifixo e Bíblia da mesa”, o Saka pega o gancho para afirmar que estava na hora de retirar os “símbolos religiosos” “por todos os que ocupam cargos públicos no país”!

    Logo pensei: o Saka gosta de comprar briga. Como se não soubéssemos da notória credibilidade da Folha, das chamadas da Folha durante a Ditadura Militar, “da ficha falsa da Dilma”, etc. Vai ver que os fins justificam os meios de questionar a justeza de um tema.

    Quando o Saka afirma no mesmo post que “a França” tinha retirado “os símbolos religiosos de sedes de governos, tribunais e escolas públicas no final do século 19”, morri de rir.

    Em comentário, perguntei ao Saka se ele não devia ser mais “nuancé”, mais prudente na sua afirmação. O Fato é que a lei da separação das Igrejas (plural) e do Estado francês foi promulgada 9/12/1905. Se os protestantes e Judeus aceitaram as disposições da lei. O mundo cristão reagiu de maneira diferente: na encíclica “Vehemente Nos”, o papa Pie X condena e recusa de aceitar o princípio de separação.

    Além disso, em 1984, a França enfrentou uma crise politica com um projeto de lei visando a “criação de um serviço público único e laico na educação nacional francesa”. Portanto, a proposta estava là, no programa das “110 propositions pour la France” de François Mitterand. Em 2008, a proposta de Lei contra o uso da burka na França provocou um vivo debate.

    Tai índices emblematicos que as coisas não são tão definitivas, categóricas assim. A lei, como afirma declaração de 1792, é a expressão de uma vontade geral, ela pode ordenar somente o que se estima Justo e Útil para a Sociedade.

    Não, definitivamente, a ação prudente (phronèses), a cautela escrituraria, não é o forte do Saka. Parece que o autor vive querendo comprar briga. Onde jà se viu? Agora a briga é com as “empresas de software”: querer “discutir o consumismo tresloucado da era digital” não é querer comprar briga com a “pirataria” digital?

    Francamente, o Saka deveria pensar no que diz G. Bernard Shaw: “a liberdade implica a responsabilidade” vai ver que é por isso que os homens são terrorizados por ela..

    • Fran disse:

      Também Sou francesa. O blogueiro esta correto.

      Em 1880, mais de um século atrás, o Estado retirou os crucifixos e símbolos religiosos dos tribunais, escolas e repartições públicas na Franca. Nesta época, o ensino religioso foi eliminado do currículo escolar, e magistrados e militares foram proibidos de participar de festas católicas em caráter oficial. Em Um segundo momento, em 1905, a lei da laicidade rompeu unilateralmente a concordata entre a França e o Vaticano, confiscando os bens da Igreja e suprimindo todas as subvenções.

      Antes de criticar alguém que esta certo, se instrua.

      • maisvalia disse:

        E se não fossem os malvados cowboys yankees capitalistas os cheiro de queijos podre estariam comendo chucrutes até hoje.

        Santa ingratidão, hehehehe

        Mais um texto do outro mundo possível, que todo esquerdo adora.

        Nada como cometer crimes em nome da justiça social ou do novo termo da novilíngua (responsabilidade social) – verdes são a nova versão dos comunas pós muro – , ainda bem que estes não são de sangue, até agora.

        Onde o sakamoto e sua matilha estiver, o outro lado sempre estará certo.

      • FDA disse:

        Cara Fran,

        Como Francesa vc deveira saber que a questão aqui não é de quem ou não esta “correto” ou incorreto. A questão é de saber se a informação é verdadeira ou falsa. A questão é de saber o que dar a entender o autor nesta atitude atribuída a presidenta Dilma: legitimidade ou ilegitimidade? A questão é de saber em que uma informação decontextualizada pode servir como argumento de autoridade.

        Se na sua afirmação é verdadeira: “em 1880, mais de um século atrás, o Estado retirou os crucifixos e símbolos religiosos dos tribunais, escolas e repartições públicas na Franca” presupoe-se que foi em algumas “escolas públicas” e não em todas. Coisa que eu nem vc podemos demonstrar.

        Ora, vc como “francêsa” deveria saber que na época e mesmo atualmente ainda existe o ensinamento “prive” das escolas privadas católicas. Ou vc esta querendo também recusar minha formação em uma escola e nas univesidades católica? Ou o “Institut Catholique de Paris” já caiu em ruinas no XV ème?

        Portanto, se houve uma decisão do Estado, ela teve uma repercussão no ensinamento publico. Além disso, essa deicsão so foi legimidada com a lei de 1905. .

        Mas isso não me surpreende que vc como “francês” ignore…Em uma pesquisa recente nas escolas francesas, uma grande maioria de alunos afirmaram que “não sabiam que era o “Général De Gaulle!“Alors”, vindo de vc “francêsa” tal afirmação não me surpreende mas não me surpreende mesmooo..

        Assim, o problema que relevei foi da maneira pela qual o autor generaliza uma informação de conteúdo histórico contextualizada. O problema que relevo aqui é sobre a questão da necessidade de uma prudencia informativa.

        « Un peu de bon sens tout de même »…

      • Fran disse:

        Querido,

        Todo mundo percebeu que ele esta falando de instituições publicas, nem ele fala de instituições privadas. Nas privadas, cada um faz o que quer.

        E ele foi em cheio quando disse que a resposta de Helena Chagas nada mudava. Ou seja, não errou não. A discussão é sobre ter ou não esses símbolos. Em prédios públicos.

        Bis

    • FDA disse:

      Chère Fran,

      Dà pra vc perceber onde há correlação entre lugares comuns, problemas comum France – Brasil:

      O problema é de pensar que existe uma muro de Planck entre “Instituições públicas” e “Instituições privadas”.

      Pior: que “nas Instituições “privadas”, “cada um faz o que quer”!

      Ou seja, se seguimos sua logica, fazemos abstração do direito dentro das Instituições “privadas”, ou seja, Instituições “privadas” seriam zona de inexistência do Direito civil, privado, constitucional e tutti quanti, onde cada um “faz o que quer” consigo mesmo, com o outro?

      Et ce n’est pas três grave!!!!! On s’en fous…

      Bisssssss

      • FDA disse:

        Chère Fran,

        Esqueci de ressaltar algo no meu comentario.

        Há três dias em um diálogo com Márcia Valeira, a mesma me interrogava sobre os“valores sociopolíticos fundamentais”.

        Respondi que meus compatriotas Franceses muitas vezes esquecem esses valores constitucionais franceses. Muitos acham que podemos fazer tudo, que tudo é possível com os outros.

        Surpreendente! Sua afirmação que nas Instituições “privadas”, “cada um faz o que quer” é CQFD (Ce qu’il fallait démontrer )!

        De fato, vivemos essa realidade de um liberalismo econômico e social desenfreado, sem nenhum julgamento em jurídico ou moral: onde todo mundo faz o que quer…Onde tudo tornou-se possivel: até mesmo se matar!

        Hoje anunciam nas informações francesas anuciam mais uma vaga de suicídio no mundo do Trabalho!

        Pourquoi, eh?

  104. Ciro Lauschner disse:

    O direito da propriedade dos “outros” decididamente não é a parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos preferida do nosso Sakamoto.O raciocíonio segue o mesmo, do traficante que é vítima porque a industria farmaceutica domina o mercado de drogas, do invasor de terras que não tem terra para plantar porque o latifundiário lhe tomou o seu quinhão. O sem comercio e o sem indústria ainda não surgiram, mas o sem teto taí e até um sem tora já apareceu no Pará, agora essa aí.
    Enquanto crime não for tratado como crime, não existirá justiça, isso é o que precisa ser defendido.Tudo o que nós vemos na TV sobre políticos é extamente o espelho do povo, troca-se os políticos e a prática seguirá exatamente a mesma.Isso chama-se formação social e a defesa de crimes mesmo que ínfimos é contribuir para o atraso e o sofrimento de muita gente, que é o que o crime traz além de não criar valores que nos permitem viver em sociedade.

    • maisvalia disse:

      Um esquerdo nunca pensará em seguir a lei.

      Eles não vem equipado com este chip.

      Só não a xingam quando atingem o objetivo, a ditadura socialista que eles alegremente chamam de governo popular, hehehehe

      • maisvalia disse:

        FRASE

        “A Dilma toma posse, o Lula toma cachaça e o Temer toma Viagra. Nem te falo onde a gente toma…”

      • Fábio_| disse:

        maisvalia,

        Ai vai mais uma lição para o seu adestramento.

        Pergunte-se o que é o mais interessante?

        Obedecer a lei porque se possui um chip lhe obrigando?

        Não obedecer a lei porque se possui um chip lhe obrigando?

        Não ter um chip lhe obrigando a nada e, portanto, possuir a liberdade de escolher entre obedecer as leis existentes ou construir, pelos meios democráticos, novas leis? (X) – minha resposta certa (Com você, tem que ficar tudo muito explícito, senão a brincadeira não funciona).

        Ah, mas agora você deve ficar triste porque nós temos liberdade e você tem um chip implantado em seu corpo que faz as escolhas por você, não é?

        Não precisa ficar triste não. Devem ter implantado esse chip na região em que você pensa. Então, você tem duas opções (É só deixar o seu chip escolher)

        a) Comer uns 2kg de feijoada e tomar um laxante que logo logo ele deve sair com o fluxo.

        b) Ir direto ao proctologista.

      • FDA disse:

        Caro Fábio_|

        Vc não teria uma “lição para o adestramento” do Petit Hans?

        O pobre garoto esta terrorizado pelo cavalo FDA! Ele quer proteger sua “mamãe” Fran do malvado FDA!!

        Ele não compreende por que “mamãe” Fran trata o FDA com tanto carinho, lhe mandando “bissss”

        O pobre Hans esta apavorado por essas mensagens enigmáticas…

        Por favor uma “lição para o adestramento” do Petit Hans!

      • maisvalia disse:

        MANUAL DO CHIP ESQUERDO:

        A cinqüenta anos da revolução cubana

        Quando iniciarmos o primeiro dia do novo ano se cumprirá os cinqüenta anos da revolução triunfante em Havana com a qual culminou a luta de 26 de julho encabeçados pelo Fidel e o Che.

        Os psolistas não podem duvidar em afirmar que a revolução cubana foi o acontecimento mais importante acontecido em nossa “Pátria Grande” Latino-americana. Talvez possamos divergir sobre apreciações de seu regime político, da política internacional seguida pelo Fidel em certos periodos. Mas o concreto é que foi um movimento tão poderoso e tão genuíno para que hoje Cuba seja o único país do chamado “socialismo real” que existe e do qual não só podemos reivindicar sua história como também seu presente; Cuba mantém suas conquistas sociales e seu orgulho de ser independente do imperialismo a menos de cem milhas de suas costas.

        Como forma de recordar essa revolução e esse momento histórico transcrevemos um artigo do Olmedo Beluche do Movimento Popular Unificado do Panamá. Do mesmo queríamos destacar sua lembrança da Celia Hart, falecida faz uns meses, que fora também amiga e simpatizante entusiasta do PSol, e que morreu afirmando uma idéia que resgata Olmedo em seu artigo e muitos de nós. Que o futuro da revolução cubana se decidirá principalmente no que ocorra na luta Latino-americana em curso; na continuidade e aprofundamento dos processos da Venezuela, Equador, Bolívia… dos quais nos sentimos parte.

        Pedro Fuentes
        Secretário de Relações Internacionais do PSOL

      • maisvalia disse:

        AH ESQUECI, DO CHIP ESQUERDO

        HEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEH

        HEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHHEHEHE

    • marilu disse:

      Ciro, eu penso assim mesmo, cobramos tanto dos outros, mas carregamos no íntimo o mesmo sentimento de “levar vantagem”, isso é corrupção e todo corrupto acaba por votar em seus iguais!

  105. Luiz Roberto de Oliveira Pereira disse:

    Penso que esta não deve ser uma discussão centrada na validade ou não do direito de propriedade.
    O problema não é se ele será ou não respeitado, mas sim como ele é constituído e como a assimetria jurídica citada pelo autor do blog favorece a manutenção desse direito.
    É relativamente fácil comprovar que muitos produtos e serviços protegidos por direitos de propriedade, foram constituídos com base em ações no mínimo eticamente reprováveis.
    Muitos dirão que sempre foi assim, afinal de contas a pilhagem como forma de acumulação de riquezas é fartamente documentada na História da humanidade.
    Mas será que não chegou o tempo de abandonarmos tais práticas e tentarmos formas novas de produzir, que respeitem tanto o direito de propriedade, quanto o direito de não ser explorado, de não ser enganado, de não ter a água que bebemos contaminada, os alimentos que consumimos fraudados de diversas formas, as roupas que vestimos feitas por mão de obra escrava?
    É possível denunciar essas formas de criação eticamente condenável de direitos de propriedade e defender as formas de criação eticamente aceitáveis.
    Mas se ficarmos sempre às voltas com o embate entre discursos ideológicos, direita contra esquerda, esse maniqueísmo infantil e intelectualmente pobre, não vamos avançar em nada, não vamos melhorar em nada e o modelo predadório de constituição de direitos de propriedade permanecerá intocado e as futuras gerações pagarão o preço de nossa alienação maniqueísta.

    • FDA disse:

      Caro Luiz Roberto de Oliveira Pereira,

      Gostei da sua colocação e de seu comentário. Concordo em parte com vc:

      “Será que não chegou o tempo de abandonarmos tais práticas e tentarmos formas novas de produzir, que respeitem tanto o direito de propriedade, quanto o direito de não ser explorado, de não ser enganado, de não ter a água que bebemos contaminada, os alimentos que consumimos fraudados de diversas formas, as roupas que vestimos feitas por mão de obra escrava?”

      Para vc “o embate entre discursos ideológicos, direita contra esquerda, esse maniqueísmo infantil e intelectualmente pobre, não vamos avançar em nada, não vamos melhorar em nada e o modelo predadório de constituição de direitos de propriedade permanecerá intocado e as futuras gerações pagarão o preço de nossa alienação maniqueísta.

      Assim, se a sua proposta-solução é verdadeira: “possível denunciar essas formas de criação eticamente condenável de direitos de propriedade e defender as formas de criação eticamente aceitáveis”.

      Fica a questão é de saber sera que a “denucia” seria “uma forma de criação” de uma atitude ética? Como defender os “direitos de propriedade” e “defender” ao mesmo tempo “formas de criação eticamente aceitáveis”? Sera que “discussão centrada na validade ou não do direito de propriedade” é tão inefiaz assim?

      • Luiz Roberto de O. Pereira disse:

        Sr. FDA,

        A denúncia não criará obviamente uma nova forma de produzir. Eu não disse isso, em momento algum.
        A denúncia tem três propósitos:
        1) Conscientizar aqueles que ignoram fatos;
        2) Constranger aqueles que praticam os fatos denunciados;
        3) Provocar agentes públicos e privados para que tomem ações corretivas.
        Sou professor universitário e coincidentemente, ministro a disciplina de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos. Então, acredito que tenho autoridade para falar desse assunto, pois eu o estudo diuturnamente.
        É possível sim, produzir de forma sustentável e socialmente responsável, posso afiançar-lhe que é viável fazê-lo para quase tudo o que o senhor, eu e quase todo mundo consome.
        A questão é quanto a sociedade está disposta a se empenhar nisso, porque há um custo e isso independe de sermos capitalistas ou socialistas.
        Há um custo e ele não tem somente a vertente econômico-financeira, é bem mais complexo do que isso e valeria um bom par de aulas para explicar isso, mas o blog não é o melhor espaço para dar aulas, o Sr. há de concordar, certamente.
        O direito de propriedade não se constitui por si mesmo, é preciso que exista a propriedade em si, seja ela intelectual ou baseada na posse de um patrimônio. Aliás, é preciso abstrair um pouco mais, pois é necessário que haja aceitação social da propriedade como fato econômico e jurídico. Mas isso também valeria outro par de aulas, não é mesmo?
        Lido diariamente com o problema do direito à propriedade intelectual, creio que o Sr. não ignora o problema do plágio e como professor-orientador, isso é particularmente doloroso e difícil, pois é muitas vezes uma luta solitária contra interesses de toda ordem, que buscam fraudar a propriedade intelectual.
        Estou propondo uma discussão diferente para a questão do direito de propriedade aqui, não baseado em um questionamento ideológico que eu entendo já superado, mas procurando identificar como o direito de propriedade é estabelecido em cada caso.
        Então, se tenho um guarda-chuva feito na China, devo me preocupar apenas com a questão de tê-lo comprado em loja, com NF e tudo e assim ficar em paz com minha consciência, ou devo me preocupar com o processo de criação de meu direito de possuir esse guarda-chuva?
        Se aceito a segunda hipótese, posso em tese descobrir que meu guarda-chuva custou uma parte da infância de um menino chinês, enfiado 18 horas por dia em uma fábrica obscura.
        E descobrir que ele foi produzido de forma não-ética. É isso.

  106. SILAS disse:

    Grande dia, Sakamoto ! A matéria que voce pincelou mostra que é mais fácil jogar a culpa em cima do consumidor por adquirir produtos piratas porque sobre eles não se recolhem impostos, a mão de obra é informal e extremamente barata, tira empregos de brasileiros e outras quejandas… É hipocrisia, como falar , por ex., que a culpa pelo rombo da Previdência Social é do trabalhador e trabalhadora que ” FICAM VELHOS RÁPIDOS DEMAIS E, ONDE JÁ SE VIU, VÃO TER QUE TRABALHAR CADA VEZ MAIS E MAIS, COMO SE HOUVESSEM EMPREGOS PARA TODOS E COMO SEUS VIGORES FÍSICOS FOSSEM PERENES …” Sabido é que nem para os jovens o mercado de trabalho tem vagas a oferecer ( a não ser aquelas sem capacitação ou qualificação , os chamados sub-empregos)quanto mais para os senhores e senhoras que ultrapassaram as 40 primaveras… E com propriedade voce afirmou que por trás da fabricação de um CD original existe exploração de minérios com exploração de mão de obra quase escrava e infantil principalmente. Grandes empresas ( MULTINACIONAIS ) se colocassem o produto com preços mais acessíveis, deixando de lado a ganância por lucros estratosféricos, seriam adquiridos, mesmo que eles custassem 4 vezes o preço de um pirata. E sobre ser desonesto porque se compra , CRIME é para quem fabrica. Assim como pratica o CRIME aqueles que falsificam cremes para cabelo, rosto, óculos, até remédios !!! ALERTADO JÁ HAVIA SIDO OS GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAL ( SÃO PAULO ) ANOS ATRÁS ACERCA DA MÁ INTENÇÃO DE QUADRILHAS, CHINESES E ALGUNS BRASILEIROS BANDIDOS EM PREPETRAREM CRIME DE CONTRAFAÇÃO DE REMÉDIOS DE ALTO CUSTO. Pra variar, não deram a devida atenção e o resultado é sabido e notório : Remédios destinados a mitigarem as algesias provocadas por doenças graves, contra câncer e outras são SEM PUDOR E SEM REMORSOS NENHUNS FALSIFICADOS E VIA DE REGRA DISTRIBUÍDOS NESSES POVOADOS E LUGAREJOS ONDE OS HABITANTES NEM IMAGINAM O QUE SEJA REIVINDICAR DIREITOS PREVISTOS EM LEI E NÃO FAZEM NEM IDÉIA DO QUE SEJA CONSTITUIÇÃO FEDERAL …ALÉM DISSO, A FALSIFICAÇÃO É TÃO GROSSEIRA QUE SEQUER SE PREOCUPAM COM AS CARACTERÍSTICAS DAS EMBALAGENS. COMPRAM CÁPSULAS COM FARINHA E MORREM RAPIDAMENTE PADECENDO DE DORES, SEM QUE NINGUÉM DO PODER PÚBLICO LHES PRESTE O AUXÍLIO OU O SOCORRO QUE DEVERIAM PRESTAR , ISSO PORQUE SÃO, UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS CONSTITUCIONALMENTE OBRIGADOS A PRESTAR E A FORNECER OS REMÉDIOS, SEJAM DE ALTO CUSTO OU NÃO. É, meu caríssimo Sakamoto , A CULPA É SUA, OU MELHOR, A CULPA É NOSSA…

  107. roberto disse:

    Quando todas as pessoas consumirem por necessidade e não por vontade, talvez dai possamos começar a discutir a sustentabilidade da produção de bens.

    Ainda antes de tentar resolver esse problema, teríamos que buscar uma forma para que se pudesse ampliar o acesso da população aos produtos ditos originais. quem não tem cão, caça com gato.

    reportagem interessante: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/bbc/2011/01/10/familia-britanica-produziu-apenas-uma-sacola-de-lixo-em-2010.jhtm

  108. Hans Lauxen disse:

    Fran:
    Não dê conversa ao FDP, porque ele se acha um intelectual acima do bem e do mal, conhecedor de tudo que existe e quando está errado sai pela tangente tentando provar que está certo. Enquanto isso enche o saco de todo mundo tomando conta do blog e diz coisas que só ele sabe o que quer dizer ou nem ele. O negocio dele é sarnear os outros, tem isso como meta.

    • FDA disse:

      Caro “Petit Hans”,

      Estas com medo do “cavalo” “intelectual”, do “conhecedor” FDA…

      Pobre pequeno Hans, saístes direto da literatura freudiana para te mostra terrorizado pelo mundo virtual…Ou serà seu “papai” ou sua “mamãe” que te deixa nestes estado…

      Va brincar vai, sai um pouco de seu terror pessoal..

      Afirmar é fácil, argumentar é difícil…

    • Will disse:

      Ele não entende de nada, é filósofo de “orelha de livro”. Só sabe relativizar e fazer perguntas cretinas. Se incomodou tanto com o Eduardo Azevêdo e acabou expulsando o rapaz daqui – ele “se via” nas “dúvidas” do Azevedo; ele é que deveria ter ido embora, essa mala sem alça.

      • FDA disse:

        Pobre Eduardo Azevêdo! Mais uma vitima desse maldoso FDA…

        Oh, FDA miserável, por que não desapareces, desgraçado….

        Fica ai terrorizando essas criancinhas com comentários babacas, insanos…

        Ah se tivesse uma arma visual, já teria exterminado esse desgraçado FDA!!
        Por quê esse desgraçado de FDA, não Desaparece….

        Vamos fazer uma petição para exterminar esse miserável do Blog do Sakamoto..

        Morre vitualmente miseràvel………

  109. Jose Mario HRP MAN PETRALHA FELIZ! disse:

    Não comprar Made in China, made in indonesia etc etc etc e tal…….
    Mundo do trabalho semi escravo.

  110. marilu disse:

    Bom dia Sakamoto, eu te amo!

    seu texto é sempre gostoso de ler, a ironia e o sarcasmo em doses bem aplicadas.
    se o homem não precisasse de leis para administrar sua vida, elas não existiriam!
    se eu começar a passar todos os sinais de transito quando vermelho, certamente vou causar muitos estragos, matar e morrer, mas é direito meu decidir que não quero mais respeitar, porque o jornaleiro da esquina me disse que a prima do irmão do Zé, rsrsrsrsr, se eu acredito que existe todo um mal em uma situação, devo então fazer o máximo(E AS VEZES ISSO SIGNIFICA NÃO FAZER NADA)para combater, melhorar, modificar esse mal! Me constrange essa de se todo mundo faz eu tbem vou fazer! pirataria é crime e ponto! quem pratica crime é criminoso e ponto! não sinto assim toda a culpa pela dor da humanidade, porque o sorvete que eu tomei ontem, tem um palito que é fabricado pelas crianças orfãs da xismania do sul, eu não sou responsavel pela escravização de ninguem! procuro sempre me informar sobre o que vou consumir e passar isso adiante, mas tbem não posso garantir que optando pelo a ou pelo b, não vai estar lá outra situação de escravidão! mas nunca de peito aberto e ainda me sentindo a experta da ocasião! não ssou uma ingenua de carteirinha que acredita em tudo que ve, ms sei que me sinto melhor comigo mesma en não assumir tanta hipocrisia!

  111. Fernando disse:

    Prezado Sakamoto.

    Não se esqueça de que qualquer contrabando, drogas, armas, eletronicos, inclusive cd’s e dvd’s piratas, estão na cadeia do crime organizado.

    Aquela mesma cadeia que corrompe o poder judiciário e as forças policiais, entre outras coisas.

  112. Eu tenho uma colega que trabalha no UOL e não tem carteira assinada. No UOL.

    • Mr X disse:

      Trabalho escravo! Que horror! Chamem o Super Sakamoto. E Liberdade à Xismnânia do Sul!

    • Hans Lauxen disse:

      Aha! O uol escravisando coitadas mulheres, hein Sakamoto! Imediatamente chamem o MT, a TV, os barbudinhos fiscais, 30 rádios , 50 jornais e iniciem o escandalo.Falta ainda algum deputado do PT oh não, agora do Psol para acompanhar a libertação. Deve estar sentada em uma cadeira que não oferece condições de conforto, o ar condicionado deve estar infectado, o piso da sala tem rugosidades e a água que está tomando com risco de contaminação com cloriformes fecais, além do computador estar causando problemas visuais.
      Não deixem barato!

      • Vocês acham normal uma pessoa ganhar milhões por ano e não fazer algo tão simples como assinar carteira de uma pessoa que trabalha 8 horas por dia?!

        É claro que isso não se compara a qualquer tipo de escravidão, mas se nem o básico é feito por uma empresa que comporta este tipo de blog, imagino mesmo o resto como seja.

        Um tipo de exploração pior não exclui os outros tipos de exploração. Deixar de assinar carteira é ilegal, e é crime. Não quero imaginar quanto que o UOL ganha deixando de pagar direitos aos trabalhadores e ao Estado.

  113. Juliano F disse:

    O que mais me irrita e ler comentários a favor da pirataria, como se a mesma fosse feita por pessoas miseráveis, sem chance alguma. Vejo que muitos esquecem que as pessoas que produzem tais produtos não pagam porcaria nenhuma de impostos, nem IR, nem FGTS ou INSS, mas tem os mesmos direitos que os outros. Não defendo o preço abusivo das gravadoras, mas o próprio mercado daria conta de baixar estes preços. Agora, a pirataria afeta a livre concorrência e favorece espertalhões sonegadores, além de criar uma massa trabalhadora sem direitos alguns.

  114. Luiz Roberto de O. Pereira disse:

    Uma pequena pergunta:

    Por que algumas pessoas que frequentam esse blog estão tão empenhadas em desqualificar os outros e não em discutir realmente os temas colocados pelo jornalista?
    Vejo pessoas envolvidas em verdadeiras “jihads” intelectuais, ancoradas em ideologias há muito superadas e essas pessoas engalfinham-se em uma luta virtual e virulenta, adjetivando de forma depreciativa os outros frequentadores, quando deveriam defender suas linhas de argumentação de forma consistente e lógica.
    Todo post que é colocado no blog serve como desculpa para esse enfrentamento e no final das contas, perde-se o fio da meada, a discussão envereda por digressões labirínticas e bizantinas e pouca luz é lançada sobre os problemas.
    Será que não dá para pavonear-se menos, arrastar com menos ruído as respectivas erudições e simplesmente debruçar-se de forma isenta sobre os temas?
    Quem muito sabe, pode ensinar aos outros sem arrogância e sem imposição de sua ideologia particular.
    Não preciso arrastar para o debate meu conhecimento da língua francesa, nem do latim ou do grego, do espanhol ou do italiano, se não for para esclarecer alguma questão.
    Meu conhecimento teológico estará disponível quando for necessário ao debate, não preciso expô-lo todo o tempo, tampouco o que sei de filosofia ou teoria geral do Estado.
    Às vezes, uma questão poderá ser melhor tratada se a abordarmos com simplicidade franciscana, enquanto o aparato de um discurso barroco apenas trará ao debate um peso que lhe seria dispensável.
    Ser simples e sensato pode exigir que renunciemos à exposição vaidosa de nós mesmos, mas podemos ter a recompensa de contribuir para trazer luz a um tema importante para todos.
    Abraços.

    • Márcia Valéria disse:

      Olá Senhor Luiz Roberto

      Muito digno seus comentários senhor, mas interessante observar que a forma como nos conduzimos aqui no blog, cada um com a sua disputa pessoal de vida e como se perdem em suas perspectivas de melhoramento está sempre acompanhada disto que vc chama “digressões labirínticas”, caminhos tomados por cada um de nós, segundo uma perspectiva pessoal mesclada a uma visão ideológica ou ‘ideologizante’ de mundo.

      Ainda não me dei conta se tu és ou não leitor assíduo da seção comentários daqui, pois me parece que não percebe, ante a problemática de nosso dia a dia do viver que o mundo que chamamos ‘mundo real’ é quase surreal, como este aqui no blog. As pessoas ‘lá fora’ não são arrogantes e cheias de si como aqui dentro? O mundo ‘real’ é menos perverso, menos vaidoso, menos prolixo? Talvez a perversidade ou excesso de vaidade possa ser de alguma forma atenuada pela exposição de cada um ante uma presença identificada, mas sempre as discussões e embates sociopolíticos descambam para o que chamamos a fundo de DISPUTA DE VAIDADES PESSOAIS mesmo. O cerne de cada debate, se perde aqui, como ‘lá fora’…Quantos embates políticos que assistimos nas Câmaras de nossos representantes políticos vão saindo pela tangente dos interesses dos mais perdidos? Numa das escolas que trabalho, participo de debates com professores sobre racismo e tudo, mas tudo é desculpa para reafirmar sua ‘inexistência’ e o debate geralmente termina com colocações do tipo – Vamos enfocar no tema da igualdade, buscando fotos, textos, experiências que reafirmem esta igualdade entre as raças e etnias brasileiras…(é possível tratarmos sobre a problemática do racismo sem tratar da desigualdade, do preconceito, como ele se revela no cotidiano social?)

      Assim senhor Luiz, sempre se conduz a discussão para aquilo que não se quer ver, algumas participantes daqui se empenham ferrenhamente neste aspecto da coisa, de forma proposital e ordenada, para conduzir o assunto naquilo que não interessa que se discuta – BUSCAR SAÍDAS.

      Em sua pergunta inocente “Por que algumas pessoas que freqüentam este blog estão tão empenhadas em desqualificar os outros…” não podes imaginar que no mando dos interesses financeiros e mercadológicos nacionais e internacionais das indústrias do ramo da alta tecnologia e nanotecnologia com todo o seu aparato político e lobista e o reflexo destas e outras ações se operam restritamente em suas áreas de interesses, não? Pensa que ações historicamente conduzidas pelas técnicas de colonização e recolonização não se desdobraram nas relações humanas de maneira geral? AGIR SEGUNDO DETERMINADOS INTERESSES EM DETRIMENTOS DE OUTROS ou DA MAIORIA?

      Pois é senhor, aqui é o refeitório, onde os pratos quentes da vaidade, dos interesses, da desqualificação, do sofisma, do dilema inútil fabricados por estas e outras indústrias são servidos a vontade no desdobrar das correntes lançadas por aqueles que verdadeiramente nos governam – Os nossos verdadeiros soberanos – OS PAÍSES E GRUPOS COLONIZADORES.

      Não é uma simples pergunta “… não dá para pavonear-se menos…?” é que cada um por aqui vai começar a achar que deve mudar sua própria arrogância, não?
      Mas sim o enfrentamento bem disposto e firme daqueles que resolutamente têm sinceros propósitos em descobrir significados do problemático viver e conviver humanos e sua nuances que se desdobram nas complexas e interdependentes relações de produção e comercialização de interesses.

      Tudo de bom.

      • Luiz Roberto de O. Pereira disse:

        Sra. Márcia Valéria,

        Agradeço pelas partes de seu comentário que me trazem elogios, que credito à sua boa educação.
        Devo dizer-lhe que eu pretendo me inscrever no grupo dos que têm “sinceros propósitos em descobrir significados do problemático viver e conviver humanos”.
        Por isso frequento esse blog, embora muitas vezes me sinta um pouco acuado pelo fragor dos brados insensatos, pela algaravia dos pedantes, pela birra irredutível dos fanáticos de todas as cores que arreganham dentes à simples menção de que seu modo de agir e pensar, mais prejudica do que ajuda na discussão.
        Mas pretendo continuar.
        Continuarei mantendo minha postura de debater os temas e me policiar também para não cair na tentação da vaidade, pois como disse o personagem do Diabo na última cena do filme “O Advogado do Diabo”:
        - “A vaidade é o pecado de que mais gosto”.
        Não busco sucesso ou exposição pública e sou suficientemente firme para entrar no blog com meu verdadeiro nome, de forma límpida e transparente, sem ocultar-em em pseudônimos, apelidos ou siglas.
        Não tenho medo de me molhar, se puder aprender alguma coisa sob a chuva.
        Abraços.

      • roberto disse:

        gostei dos comentários sobre os comentários. não tinha pensado neles dessa forma, como uma questão de vaidades.

        após algumas discussões sem sentido, me surgiu que não responder a comentários agressivos de outros seria uma forma de fugir a esse problema.

        porém, talvez pensando melhor ou por outra visão da questão, vale a pena responder, como uma forma de aprender a defender seus pontos. é uma forma de aprender a debater. alias, o debate deveria ser incentivado mais nas escolas assim como vemos em programas americanos.

        sempre será melhor que o assunto seja o tema do post, mas se debandar para outro lado, como algumas vezes acontece, voce tem opção de continuar ou não.

        é uma forma também de aprender a não ser tão passivo (no meu caso).

      • Hans Lauxen disse:

        Oh Luiz Roberto: Não de trela ao FDP que ele toma conta do blog e chateia todo mundo além de não acrescentar nada.É um chato na quinta potencia vezes tres e vc. é um homem culto, ao não responder a esse mala vc. estará poupando todo blog dessa mumia paralítica.

    • FDA disse:

      Cara Marcia Valeria e Luiz Roberto de O. Pereira,

      Marcia, seu comentário é de um grande bom senso: nada a acrescentar sinão duas observações:

      (1)A Sociedade brasileira se define constitucionalmente como “Sociedade Pluralista”. Seu comentário dá uma boa abordagem do problema e das problemáticas socioculturais e ideológicos que “Isso” implica. A questão é então de saber por que então a sociedade virtual seria monista incarnando um interesse único?

      (2)Compreendo a colocação do Luiz Roberto de O. Pereira de afirmar que “não busco sucesso ou exposição pública” o que falta o comentarista demonstrar que ele mesmo e outros estejam a “procura” de um “sucesso” ou não. Que Luis queira ou não vivemos em uma sociedade de exposição pública. A prova é que aqui na França, sei que existe um Luis Roberto que escreve no Blog do Sakamoto. Não ouso nem imaginar ao nível nacional. Se o Luis Roberto tem todo o direito de afirmar sua opção pessoal reconhecido pelo código civil brasileiro: “sou suficientemente firme para entrar no blog com meu verdadeiro nome, de forma límpida e transparente”.

      A questão é de saber por que ele não concede esse mesmo direito aos outros comentaristas?

      De fato, o código civil brasileiro reconhece o direito a uma pessoa de usar um pseudônimo. E isso não tem nada há ver com ocultíssimo “sem ocultar-em em pseudônimos, apelidos ou siglas”. É um direito individual como é um direito individual a liberdade de pensamento e de expressa-los.

      Portanto, seja bem-vindo Luiz Roberto de O. Pereira! Saiba entretanto que o mesmo direito que tenta organizar a vida social pluralista real teriam a mesma validade para o mundo virtual.

      • Márcia Valéria disse:

        FDA,

        O nome, sobrenome, pseudo nome é o que menos importa. Estamos lidando aqui com as palavras e suas nuances, bem como seus significados aparentes e subretícios, donde observamos os propósitos e interesses de cada um junto ao contexto observado pelo autor ou pelos leitores/comentaristas.

        Sabes tão bem quanto eu que quem acompanha o blog conhece quem é quem por aqui, e o que as palavras não revelam da ‘alma’ de cada um e principalmente do autor? Pois é na essência do conjunto daquilo que não se expõe de forma direta que temos uma idéia do valor de cada uma aqui. Mas, claro que aqui é apenas a ponta de um Iceberg, pois somos mais que as palavras, mais que os textos, mais que 2500 caracteres e muito mais do que nos propomos.

        Um abraço.

      • Luiz Roberto O. Pereira disse:

        Sr. FDA,

        Não estou negando a ninguém o direito de usar pseudônimos, apelidos ou siglas. Estou afirmando que eu não faço uso de tal recurso.
        É uma opção pessoal, pois eu penso que, sendo público o debate, seria melhor que todos os participantes se apresentassem in totum e o nome é parte da identidade pública de cada um.
        Seria um autoritarismo meu exigir dos outros que seguissem minha opção e renunciassem ao uso de seus pseudônimos.
        Quanto ao sucesso ou exposição publica, é evidente que participar dos debates traz a todos um certo grau de exposição pública, é inerente ao fato de entrar no debate.
        O que eu quis dizer e talvez o tenha feito de forma demasiado sintética, é que minhas participações não se dirigem a isso, vejo a exposição pública como um evento secundário, um efeito colateral, se posso usar essa denominação, para o fato de estar debatendo.
        Sucesso é algo muito complexo e também muito difícil, porque é formado por um conjunto enorme de fatores e o entendimento do que é sucesso para mim, pode ser muito diverso do que seria para o senhor.
        Aliás, vai aqui uma breve digressão: Complexidade e dificuldade não são a mesma coisa e às vezes as pessoas confundem isso.
        A respeito de vivermos em uma sociedade de exposição pública, concordo inteiramente, é algo facilmente demonstrável. Thomas Wood Jr. tem excelentes artigos a respeito do tema e caso não os conheça, recomendo que os leia.
        Também não estou propondo a criação de um ambiente virtual monista, ou diria mais, monocrático e monolítico. Sei que isso é impossível, o ambiente virtual é tratado, conduzido, frequentado e manipulado por pessoas do mundo real e seria ilusório supor que elas seriam transfiguradas e alteradas em sua constituição moral e intelectual, porque estão no ambiente virtual.
        O que estou propondo e creio que isso não é uma quimera, é bem simples e objetivo: Focar nos temas a serem debatidos e tentar ao menos um mínimo de renúncia à expressão de ideologias particulares. Tratar o problema, propor alternativas para sua solução, sem transformar isso em uma luta ideológica.
        O problema é infenso às ideologias de cada um. Ele continua sendo um problema, enquanto as pessoas sacodem sobre ele suas bandeiras partidárias.
        É só isso, se me fiz entender.

  115. marilu disse:

    Luiz Roberto, muito bem colocado, é muito constrangedor mesmo, as pessoas ficarem aqui trocando suas “farpas” particulares, enquanto os debates, as idéias ficam menores diante de tanta vaidade! eu acredito que sempre posso aprender com tantas pessoas questionativas (não sei se existe essa palavra), desde que elas questionem sobre o tema do blog que é do Sakamoto e nem meu, nem de outros.

  116. Renan disse:

    A pirataria é a grande força da Microsoft, da Apple, da Adobe e de outras grandes empresas de software. Efetivamente, ela é um marketing gratuito, e uma forma bem eficaz de desmotivar a busca de alternativas livres – tudo que essas empresas querem. A velha e EXTREMAMENTE efetiva tática do “dê a droga de graça e crie o viciado”, coisa que essas empresas não vão mudar!

    E das gravadoras também: o que seria das bandas industrializadas da atualidade, se não fosse pelo aspecto quase viral que a pirataria fornece à música deles (uma pessoa baixa, passa a faixa para todos seus amigos, etc…)?

    Pirataria pode ser errado, mas não adianta tomarmos as dores das empresas para nós: elas estão rindo da paranoia. E não vai ser punindo que o problema vai ser resolvido, mas sim dando condições para que ele não aconteça. Uma boa opção é começar por cima, com a adoção maciça e sistemática do software livre e das licenças de copyleft nos órgãos públicos (passando pelas escolas públicas, universidades federais etc…).

    Um post do meu blog que justamente descreve esse marketing gratuito chamado pirataria: http://renanbirck.blogspot.com/2011/01/mindshare-pirataria-como-forma-de.html

  117. maisvalia disse:

    A Nova Gramática (em dilmês)
    À maneira dos twiteiros, aí vão mais algumas contribuições para a gramática imposta pela “presidenta”:

    * Dizem que Drummond é o poeto predileto da presidenta.

    * A presidenta foi ao dentisto.

    * O sobrinho da presidenta é um atleto.

    * A presidenta abrirá concurso para garias no Distrito Federal.

  118. Juca Bala disse:

    “A provocação não é uma apologia à pirataria, mas sim um chamado à responsabilidade.” Ah tá, ainda bem. Sempre um bom motivo (ecológico, moral ou político) para desrespeitar as leis, tudo claro para o bem comum e sempre contra a civilização bruguesa-judaico-cristã-ocidental-ianque. Se não encontrarmos respostas melhores a culpa será do Bush, ou do EUA, ou de Israel, ou do capitalismo ou do Serra, ou de FHC, ou do DEM, ou do PSDB. Alguns destes será o culpado.

  119. Juca Bala disse:

    A culpa é o do Serra, do Kassab, do Alckmin, dos EUA, do Bush, de Israel, do capitalismo, do PSDB e do DEM. Chame os prefeitos paulistas de Mauá, São Bernardo e Guarulhos. Eles têm a solução. Para o inteletual esquerdista de cavanhaque não choveu nestas cidades, não morreu gente nestas cidades e seus prefeitos petistas são mais eficientes que a mãe do povo. Um doutor que remunerado bajula e lambe as botas do lulo-petismo. A preocupação com “problemas sociais do brasileiros” se manifesta onde existem adversários do lulo-petismo. Naqueles estados onde “brasileiros com problemas sociais” morreram soterrados ou afogados durante últimos 8 anos, o doutor fica mudinho.

  120. cesar pope disse:

    Oi Sakamoto. Parabens pelos teus artigos. Vou postar todos que achar relevante, posso? Sou musico, radialista e agente cultural de São Jose dos Campos alem de guerrilheiro ecosociocultural. Valeu mesmo, siga assim com a critica saudavel e interessante. Obrigado. Se quiser passar por minha cidade algum dia, podemos organizar algum evento musicocibernetico cultural. Valeu.

  121. Legal o texto. (na verdade shooow!)
    Também vale lembrar da origem dos AVIs, dos MP3s…
    isso tudo se deu em fundo de quintal. Os algoritmos altamente desenvolvidos e úteis inclusive no meio industrial (mas so depois de popularizar) nasceram de entusiastas dentro de suas próprias casas e se espalharam pelo meio democrático internet. Se não fosse a internet no seu conceito mais básico de democracia e os entusiastas “nerds”, ainda estariamos vendo filmes em fitas cassete.
    Muito me preocupa falar em regulação de internet por isso. Dar o poder de controle e monitoramento de fluxo de dados ao governo é entregar o ouro na industria manipuladora do alto volume. Ninguem sabe o quanto esse governo tem influencia dos donos dessas empresas, ninguem sabe quanto terá no futuro, e nem quanto teve no passado. Liberdade de internet é uma questão de independencia permanente. Que os crimes sejam combatidos pela polícia e pela justiça comum.
    Entregue ao mundo da pirataria, o mp3 vai para a industria e passa a fazer parte de mídias como a web os quais agora pode transmitir som facilmente. Mesma coisa com os AVIs. Hoje qual o aparelho de DVD q não toca AVI?
    Lembro da época que a banda Offspring apoiou o napster (inclusive vendendo camisetas no site) dizendo que ele não pesava na divulgação da banda, pelo contrário, os show viviam lotados. Apostaram que se o próximo CD deles não tivesse um certo numero de vendas (inclusive maior que o anterior), eles parariam de tocar. Que bom que estão ai até hoje. Mesmo com o apoio o napster caiu judicialmente.

  122. rodolfo disse:

    O Sakabosta, me diz uma coisa.
    Você digitou esse seu postzinho ridiculo, digno de um menino punheteiro de 14 anos que chora ao ver diários de motocicleta, por telepatia, foi?
    Ou usou um notebook que possui um chip fabricado a partir da columbita-tantalita, matéria prima rara encontrada na rep. do Congo e cujas jazidas são alvos de conflitos internos que acentuam as matanças étnicas entre tutsis e hutus?
    Cadê a sua responsabilidade?

    • joselitus_maximus disse:

      “Ou usou um notebook que possui um chip fabricado a partir da columbita-tantalita, matéria prima rara encontrada na rep. do Congo e cujas jazidas são alvos de conflitos internos que acentuam as matanças étnicas entre tutsis e hutus?
      Cadê a sua responsabilidade?”

      A caixa de comments deste blog aceita telepatia?
      Está acusando a si mesmo e a todos os outros que frequentam este blog (ou que não, mas usam um computador).
      Depois dizem que o Sakamoto que é um chato que tenta por a culpa em todo mundo.

      E nem se preocupou em dizer o que achou ruim no post do Sakamoto, é contra ou a favor de prender pessoas que usam Windows pirata afinal de contas?

  123. sebastiao neto disse:

    o tópico vem com o texto mais boçal e idiota sobre a defesa da pirataria que já li. Como se os pirateiros não utilizassem os mesmos métodos. E pirateiro vai comprar seu CD virgem só de empresas com ISO14000 e mantem os ambientes limpos, arejados e seus empregados bem remunerados e com carteira assinada? As grandes empresas consomem recursos naturais? claro. mas pagam por isso. São fiscalizadas e caso saiam da linha são punidas. Se não são, a responsabilidade não é delas, é da fiscalização mal-feita. Mais específicamente, do governo chinês (vem tudo de lá mesmo).

    E sobre leis pra proteger o capital serem mais severas do que as que protegem a vida então me diga então: a pena pra quem rouba é mais severa que a pena pra quem mata? Só o que tem é pena alternativa pros crimes leves (e a maioria deles são justamente os crimes contra o capital) enquanto crimes contra a vida são quase todos hediondos.

    Era o toque marxista do tipo “capitalismo feio, sujo e malvado” pro texto ecoxiíta que tava faltando. O pior é que você tenta justificar a pirataria (mesmo que diga o contrário) atacando a industria em coisas que simplesmente não tem nada a ver com ela. Se você pregasse algo do tipo “não usem eletrônicos, nem originais, nem piratas. O meio-ambiente agradece” aí sim teria mais coerência. E mais uma justificativa infâme pra juntar com todas as outras.

    Sakamoto, antes de DAR aulas na PUC, acho que voce deveria TER aulas de lógica.

  124. Shirlley disse:

    Sempre entro no UOL para pincelar notícias que prestam e nunca tinha parado para ler você. Parabéns pelo seu senso crítico! Gostei muito do jeito que escreve.

  125. André disse:

    Tenho certeza que já mencionaram isso, então eu reforço: querem acabar com a pirataria? o governo que reduza a hipocrisia junto com os impostos.

  126. Kamilla disse:

    Já que você citou, aproveito pra deixar a dica desse excelente doc sobre obsolescência programada. De Joan Úbeda y Cosima Dannoritzer “Comprar, tirar, comprar”.
    http://www.rtve.es/mediateca/videos/20110109/comprar-tirar-comprar/983391.shtml

  127. Maracajá disse:

    Estou fora dessa discussão. Baixo tudo pela internet.

  128. MARINA disse:

    compartilhado no fb, achei fantástica a crítica em um mundo onde quem critica, geralmente, levanta a bandeira e depois não sabe o que fazer com ela. Tks!

  129. [...] Usa CD pirata? A culpa pelas desgraças do mundo é sua – Se a indústria da informação e do entretenimento não podem comprovar para o consumidor comum de que o seu processo de produção é social e ambientalmente responsável, como é que eles vão exigir responsabilidade de nós? Postado em Notas. Compartilhe Tweet [...]