Blog do Sakamoto

A visão do governo sobre colonialismo é essa?

Leonardo Sakamoto

“Uma relação neocolonial só se estabelece se colonizador e colonizado estão de acordo.”

A frase é de Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, respondendo a uma entrevista publicada hoje na Folha de S. Paulo (para assinantes), sobre as acusações que pairam sobre a China de tentar estabelecer uma relação neocolonial com a África e a América Latina.

Particularmente, prefiro outro neologismo, algo como “neo-neocolonialismo”, para separar este novo fenômeno dos processos de dominação que culminaram nas guerras coloniais no século 20. Agora, o “colonialismo” ocorre com a manutenção da soberania do colonizado. E normalmente com a anuência e colaboração dos Estados receptores de investimento.

Mas essa “anuência” (texto cheio de aspas, não?) não é tão simples como aparece na fala de Garcia. Peguemos o exemplo de muitos países na África. A anuência raras vezes parte da população e sim de um governo (ilegítimo) controlado por uma elite corrupta fruto de um processo de dominação interno que sufoca a democracia.

A cumplicidade da elite local, uma vez que não há invasão direta de soberania, como antes, é necessária. O próprio povo pode ser fisgado pelas promessas presentes no discurso da elite local e do investidor estrangeiro, que nunca vai dizer de verdade todas as consequência negativas. Do tipo, vocês não terão terra para plantar a comida de vocês no futuro, mas nós geraremos alguns empregos.

Em outras vezes, a anuência é forçada, por necessidade. Um país sem muitos recursos naturais, vê na possibilidade de empresas de outro país comprar suas terras como tábua de salvação. Governos aceitam sob a ameaça de “ou eu fecho com vocês ou com seu vizinho”. Em um lugar desesperado por investimentos, se o único que se oferece passa pela desapropriação, ele é aceito.

Há uma corrida por terras hoje no mundo, em um processo de reforma-agrária às avessas. Uma corrente internacional que defende que empresas estrangeiras não comprem as terras, mas sim façam investimentos na estrutura de produção da agricultura familiar em países pobres e comprem a produção com antecedência ao invés de adquirir terras. OK, mas isso não é a solução final também, uma vez que a dependência gerada nessa relação pode ser tão complicada quanto. Vemos no Brasil, a situação dos “integrados” na região Sul do país, que produzem aves e suínos para a indústria e que, muitas vezes, acabam sendo tratados não como fornecedores mas como funcionários delas, sem os direitos trabalhistas.

Pela lógica simplista da fala de Garcia, o explorado é tão culpado quanto o explorador pela sua desgraça – mesmo nos casos em que este tenha mais poder e recursos econômicos para fazer valer sua vontade. No extremo, isso me lembra a declaração do senador Demóstenes Torres que praticamente culpou os negros pela escravidão.

Que a China tem interesses nas commodities e demais recursos naturais da África e América do Sul e que vai fazer o necessário para ter acesso a eles, poucos duvidam. Que Marco Aurélio não pode xingar o gigante asiático porque está em um cargo delicado, entende-se também. Mas poderia ter pensado duas vezes antes de falar ou ter explicado, melhor essa frase. O Brasil pode desenvolver instrumentos para se defender (como a proibição de compra de terra por estrangeiros). Mas e no caso de países sem tantas opções, como os africanos?

Se ele acha, realmente, que só a vontade de um povo é necessária para barrar uma relação neocolonial, deveria escrever livros de auto-ajuda para nações pobres da África, que sofreram com a exploração histórica pelo Ocidente e para os que sofrem desse neo-neocolonialismo, imposto por países como a China (e mesmo o Brasil).

Representantes de 123 países e 11 agências das Nações Unidas, além de membros de ONGs e da sociedade civil, acordaram, no ano passado, em lançar um pacote de diretrizes para guiar governos, empresas e outras organizações a respeito de como lidar com a questão da propriedade da terra. As chamadas Diretrizes Voluntárias para a Governança Responsável da Terra e outros Recursos Naturais deverão ainda ser concluídas e aprovadas antes de sua conclusão, prevista para 2011, e vão conter orientações sobre temas como direitos tradicionais, combate a uma corrida por terra e à especulação fundiária, modelos agrícolas, e promoção de desenvolvimento agrícola social e ambientalmente sustentável.

No Brasil, a discussão sobre a aquisição de terras por estrangeiros ganhou corpo devido ao interesse de empresas estrangeiras, principalmente chinesas, em produzir matéria-prima para etanol e biodiesel ou mesmo alimentos. Em agosto de 2010, o governo federal limitou em 50 módulos fiscais (que podem ir até 5500 hectares, dependendo da região) o limite de compra de terra por estrangeiros, que também não poderão adquirir mais de 25% da área de um município.

Enquanto algumas organizações e importantes países doadores pensam em promover uma rápida “Revolução Verde” na África, inundando-a de sementes geneticamente modificadas e fertilizantes, procurando aumentar a produtividade por meio de uma agricultura de grande escala, outros países e organizações, especialmente as organizações de pequenos produtores, como a Via Campesina, defendem um modelo baseado na agricultura familiar. Outros defendem também uma abordagem sistêmica da fome, incluindo não só a produção, mas o acesso e a diversidade nutricional, valorizando sobretudo o direito humano à alimentação.

Por fim, não é questão de ser nacionalista, nunca fui. A exploração dos trabalhadores não conhece fronteiras e, portanto, a luta pela sua dignidade também não pode conhecer. Mas a disputa pelo controle da produção de alimentos e commodities no mundo vai assumir outro patamar em breve. Ares de guerra por terras aparecem no horizonte e não vai ser algo bonito de se ver.

PS: Posso, em tese, ser acusado de reacionário e niilista, que defende o “status quo'' pobre na África sem oferecer alternativa e condenando toda forma de desenvolvimento capitalista com base na demanda chinesa como algo necessariamente negativo. Faz parte do jogo ser xingado… Mas soluções estão aí, por exemplo, os movimentos sociais que atuam junto à FAO, organismo da ONU que trata da alimentação e da agricultura, lembram sempre o direito do acesso à terra e do apoio ao desenvolvimento das comunidades tradicionais e da agricultura familiar como alternativas. Prefiro, por isso, ser taxado de utópico, não de conservador.

  1. Assis Utsch

    25/07/2011 22:23:22

    Não era quadrada, era chata.

  2. Assis Utsch

    25/07/2011 22:13:00

    O texto de Márcia Valéria é tão agressivo e tão equivocado que nem nem vale a pena respondê-la. Só gostaria de informá-la que estou apenas citando um fato histórico - o da escravidão ao invés do genocídio - que aliás foi referido por um autor de muito prestígio, Ortega Y Gasset.

  3. Marcia Valéria

    27/01/2011 16:04:11

    Senhor Oliveirapoética: "vc demonstra não ter a menor idéia do que seja pensamento crítico" – e aí faz referência a teoria do discurso aristotélico , mas não diz ou faz referência ‘nenhuminha’ do que é ou seria pensamento crítico – banana(criticidade) e tijolo(Aristóteles) ´- tudo haver com poesia...retórica:"Só para lembrar: os maiores cientistas e filósofos eram conservadores" - não cita nenhum pra começar a história e se, somente se, sendo a citação como exemplo vindo de um conservador de direita, só poderá convencer com a retórica da direita, ou seja, que vc e seu mundo conservador, só vão achar maiores filósofos e cientistas mesmos o que lhe convencer do mesmo, ou seja, a mesmice.Dialética: "Sua retórica é conhecida, serve para demonstrar o indemonstrável através da liquidez dos sólidos."- Ou seja, a excelência da esperteza do debate, afirma que a lógica advém da dialética, mas que palavra, frase ou trecho do meu comentário há a constatação ou revelação de que ele "serve para demonstrar o indemonstrável"? Cadê a base do discurso onde se propõe ou inicia o debate? Ou seja, no seu preciosismo em citar Aristóteles ou Brabury (que não tenho a menor idéia de quem seja, e nem pretendo saber), esquece de estabelecer as bases da análise do discurso, ou seja, vc identifica ou propõe um problema, mas não diz onde está ou de que forma se apresenta? Só uma salva de palmas - ou seja, a dialética do vazio.A lógica (ou analítca) - "Mensoge, em francês significa mentira. Captou?" a única frase do texto que é a expressão perfeita da lógica de seu comentário e a prova irrefutável de quando, em uma análise de um problema, estamos unicamente nos mirando no ESPELHO. Cuidado, Narciso, para não caíres na água e se afogar...Com certeza todos que leram com atenção a sua réplica, captaram que sua resposta é uma ponte, que liga o nada ao lugar nenhum. Pura falácia.Ah ,estes sofistas do blog do Sakamoto, ninguém merece...

  4. espantado

    26/01/2011 09:24:37

    Marcia Valéria, gostei da sua resposta e o "e daí" foi para provocar mesmo. Seus comentários são bastante pertinentes a aprecio muito os do Luis Roberto. O que eu não gosto, não é de você que estou falando, sim, é de alguns comentários que tentam desqualificar outros, sem estar de maneira alguma ligados ao proposto pelo blogueiro. A manifestação de cada um é benvinda, seja de acordo ou contra o Sakamoto, mas não quero concordar com as ofensas colocadas em nível pessoal. Aliás, o uso de pseudônimo é apenas uma brincadeira, não é para esconder-me detrás dele. Comentar num blog é sempre um bom exercício de escrita e dele não pretendo mais do que a diversão de poder expressar-me e também ver o que os outros estão dizendo. Um abraço.

  5. Oliveira Jr

    26/01/2011 04:56:27

    Marcia Valéria, ao seu comentário só cabe uma resposta: Estude!Você demonstra não ter a menor idéia do que seja pensamento crítico. Já ouviu falar da teoria dos quatro discursos de Aristóteles?Poética - investigação de uma idéia - Acho que vacas voam...Retórica - convencimento sobre a possibilidade - Vacas voam!Dialética - debate sobre a possibilidade - Vacas voam?Lógica - conclusão sobre o absoluto - Vacas não voam.Daí vem a ciência. Só para lembrar: os maiores cientistas e filósofos eram conservadores. O são ainda alguns. Tudo o que se pode aprender veio deles. É ruim?Sua retórica é conhecida: serve para demonstrar o indemonstrável através da liquidez dos sólidos. Algo pós-moderno. Sendo assim, deixo-lhe um texto para reflexão:O filósofo inglês Malcom Bradbury publicou uma sátira às teses “pós-modernas”. É a biografia do grande autor francês Mensonge que, tendo nascido, não existiu, mas em compensação viveu e foi autor de vários livros, embora nunca tenha escrito nenhum. Morando em Paris, onde não residia, Mensonge tinha grande influência sobre ninguém, e isto o tornava famoso em lugar nenhum, por suas opiniões radicais sobre nada, que, no entanto, abrangiam tudo, e muito ao contrário.Dica: mensonge, em francês, significa mentira. Captou?

  6. Jane

    25/01/2011 18:34:01

    E eu nunca li um nome tão engraçado como o seu...rs

  7. Osvaldo

    25/01/2011 18:31:33

    Andro Cholt, minha interpretação das coisas é sempre única, agradeço o elogio. Ser o número 2 não me interessa em lugar algum. A única estrela que uso é a minha mesmo, não preciso emprestar uma de ninguém.O sr., o sr. Rivas e Maisvalia tem o peculiar hábito de referirem-se aos demais usando nomes de animais, como matilhas, boiada, e por aí vai. Esse menosprezo ao outro demonstra bem o nível de vossa educação e radiografa melhor ainda vossa orientação política. Eu disse e repito, debato por puro prazer, não estou aqui pra puxar o saco de ninguém, mas cerro fileiras sempre com o que considero correto e pertinente. A qualidade do trabalho do jornalista em questão é invocada como pretexto para o exercício de intimidação rasteira de uma ordem que nada tem a ver com exigência de melhoria de produto. Ao invés de reclamarem por mais "qualidade" do autor neste espaço, melhorem vcs vosso respeito, vosso conteúdo, e valorizem mais a participação virtual neste fenômeno novo que é a interatividade emissor-receptor, algo que inexistia antes da internet. Já que ocupam este espaço interessante, comecem tentando pelo menos referir-se as pessoas como pessoas.

  8. saulo rivas

    25/01/2011 14:09:20

    A Cesar , o que é de Cesar ... Que se lhe dê a grande sapiência do senhor Luiz Roberto e sem dúvida a paupérrima capacidade de argumentação e de entender a democracia da matilha do " dono do blog "! A nós , Saulo e mais-valia ( acredito que fale neste caso por você , caro Mais-Valia ) que nos dê ,Qualidade , coisa que o blog nem de longe quer dar , porque não pode dar algo que não tem ! Quando leio a indigência presente nos textos do post do blogueiro refaço o bordão : merecemos algo de melhor neste espaço !

  9. maisvalia

    25/01/2011 11:36:46

    Realmente, quem tem bom senso é patético, bom é ser sonhador, e as mortes que vem junto são apenas um detalhe....

  10. andro cholt

    25/01/2011 10:14:46

    Sr Osvaldo , a sua interpretação é única ! E desde quando se questiona a independência - que alías ele não tem ? O questionamento é sobre QUALIDADE ( de texto , de argumentos , de conteúdo , de abordagem , de centrismo da mensagem , etc ) , palavra difícil de entender para gente como o senhor !Somente alguém tão merecedor da estrelinha de " sou amigo da matilha do Sakamoto " conseguiria este brilhantismo interpretativo... parabéns , sr Osvado, "o Homem 2 que Vem a um Estalar de Dedos " !!!

  11. andro cholt

    25/01/2011 10:03:04

    Nesta categoria , tá lá um tal de Cesar !!! O Homem que sabia demais ....

  12. saulo rivas

    25/01/2011 09:53:28

    Ô sr "espantado", desde quando ofendi o nome do tal" erivaldo "? Como sempre gente como você vê fantasmas onde não existem nada além de um nome excêntrico , mas interessante ...tenho um grande amigo chamado ... Erivaldo . Quanto a não ler os comentários , não o faça... se não quer ler o comentário , não leia ! É seu direito !E seja feliz !

  13. saulo rivas

    25/01/2011 09:38:44

    Não tenha dúvidas , sr.Cesar , é exatamente pelo fato de que nunca vou achar qualidade de discussão aqui que exijo esta postura do blog ( o que não é e nunca será concordância canina , pois afinal , poder discordar é parte da Democracia , aquela mesma que a matilha só entende como válida quando é servilista e puxa-Saka !).Gostaria muito , sr. Cesar de fazê-lo junto ao provedor, mas o UOL não apresenta nenhum espaço próprio algo como um ombudsman , para atender questões de qualidade conteúdo.Se notar , não me manifesto em todos os posts.Sinto que a mesma coisa está latente e presente nos comentários de alguns outros colegas ( como Rafael , Mais-Valia , Valdemar , etc ).Então , exerço meu direito : vir aqui e criticar os textos e posts quando eles chegam - em minha opinião - ao nível de barbaridades ou falta absoluta de senso.Não me atemorizo com os dentes da matilha rosnando e ganindo.Pagar o provedor , obviamente não me dá direito algum a impor o conteúdo , mas me dá direito a contestar a forma , o modelo , a falta de correção e de substância , coisa que , como consumidores deste serviço , todos temos este direito.Abraço

  14. Clóvis Eduardo Godoy Ilha

    25/01/2011 08:51:34

    Pronto. Tá aí. Eis a minha mão que eu ponho à palmatória. Pode bater!Ontem, desci a lenha no Sakamoto. Estava indignado porque haviam retirado do ar um dos meus comentários. O crivo do dono do blog o havia mandado para o espaço. Eu havia sido censurado!O pior é que percebi a censura justamente na hora em que abrira a página para elogiar o Sakamoto; logo quando ia dizer que o bom de seu blog é ser um espaço livre, onde se pode publicar livremente opiniões das mais diversas e contraditórias.Eu abrira o blog e estava prontinho para escrever o elogio. Levei um susto. Meu comentário havia sumido. Surpreso, senti toda a indignação em ser alvo da tesoura alheia.Esse foi o motivo de descer a lenha no dono do blog.Mas eis que agora pela manhã, encontro os dois textos na página do Sakamoto, inteirinhos, do jeitinho que escrevi.Então, ponho a mão na palmatória. Pode bater!Aproveito a oportunidade para finalmente mandar meu elogio. Eu não concordo com quase tudo que o Sakamoto escreve, mas ele mostra que respeita as nossas opiniões. Por aqui, há muita coisa boa e muita bobagem, mas o espaço é livre para a manifestação das ideias.Tem que se assim mesmo.Então, a você Sakamoto, meu muito obrigado pelo espaço cedido no seu blog. Saiba que ele é importante.Mas, voltando ao nosso normal, Sakamoto, saiba também que continuarei marretando os seus textos quando não concordar com seu raciocínio, bem como elogiando aquilo que achar certo.Esse é o espírito.Valeu!

  15. cesar

    25/01/2011 08:01:26

    E Deusdedith, há aqueles que pensam que sabem mais do que realmente sabem...

  16. cesar

    25/01/2011 08:00:24

    Luiz Roberto, gosto do que você escreve e de como escreve. Mas, vamos e venhamos, mais valia e Saulo Rivas poderiam contribuir com o debate de maneira mais inteligente, porém, penso, esperar isso é demais... Se não estiverem a agredir alguém, parece-me que que se esvaziam como balão de gás furado. E perdem a oportunidade de desenvolverem uma atividade dialética interessante, mas isso é opção deles...

  17. cesar

    25/01/2011 07:50:05

    Invés de ficar reclamando, muda de blog, cara, a internet tem de tudo e para todos os gostos, então, aqui você está procurando o que tem certeza que não vai achar...

  18. maisvalia

    25/01/2011 07:20:38

    Então me respeite, porque sou mais velho que você. Se não me importo com você, faça o mesmo você também e pare de patrulhar os que não vêem o mundo do seu ponto de vista. Eu não brinquei com seu nome ou nick, mas você o fez, para mostrar superioridade, em quê?

  19. Marcia Valéria

    25/01/2011 02:11:09

    Olá senhor espantado fulano de tal...Senhor, não esqueça dos 2500 caracteres e o "E daí" ficam para as interpelações, pois em nossas colocações, sempre fica algo pendente...Quando mencionei o fatalismo da questão é que somente para mostrar que as coisas não são tão fáceis quanto parecem, não se trata simplesmente de querer, de poder, de ser soberano...Trata-se de conhecer as forças que nos governam, nos modelam, nos suprimem, desenhadas ao longo da história. Não se tratar de paralisar ante o medo, trata-se de conhecer o inimigo, o pseudo inimigo que nos interpõe, e acima de tudo, de descobrir o que eles estão encobrindo, sendo isso possível, descobriremos como reagir ante a tudo isto, que o nacionalismo não se trata simplesmente de orgulho, trata-se de amor, de fé, de determinação e acima de tudo de reconhecimento de quem somos e o que representamos como nação brasileira.Lembre-se do conceito de emersão, onde somente através da descoberta de nossas relações não apenas no mundo, mas com o mundo através do tempo é que podemos discernir, transcender e, portanto, emergir. Cabeaí conhecer como se dá também estas e outras relações de poder que nos fazem perder a nossa capacidade de OPTAR, QUERER. Forças estas que nos submetem as prescrições destas forças alheias (ou proposital e articuladamente dirigidas) que nos minimizam, integram, ajustam (como na lata de sardinha).A LUTA DE FREIRE, é a luta pela HUMANIZAÇÃO ameaçada constantemente pela opressão que nos esmaga.Como lutar por uma nova forma de pensar sem redefinir valores, e como redefinir valores sem questionamentos, como podemos nos questionar se somos esmagados, violentados e oprimidos achando que assim somos ou podemos ser felizes? Se não sabemos que o mundo que nos governa, nos apodera, nos controla...Como lutar por um algo novo que desconhecemos?!!Afirmo, caro senhor, que o gênio Paulo Freire ensina é que não podemos perseguir o novo se agarrando ao velho padrão do ajustamento à governança dos mitos e da publicidade organizada ideológica ou não. Assim o homem vem renunciando, mesmo sem saber, à sua própria capacidade DE DECISÃO. Sem ela, a luta pelo NOVO PENSAR passa há anos luz do horizonte da mudança.Tudo de bom.

  20. Raphael Tsavkko

    25/01/2011 02:01:34

    Raciocínio vale para Brasil e ALCA. Independentemente da vontade dos brasileiros haveria ALCA se a elite assim concordasse - e concordaria.Acreditar, de início, nesta idéia simplista de que o Estado (ou o governo) é em si a representação da vontade do povo em todas as questões, já está errado, que o diga se falarmos de Estados africanos, onde eleição (ao menos legítimas) são uma raridade e governos pouco representam mais do que algumas famílias amigas.

  21. Marcia Valéria

    25/01/2011 01:20:27

    Bom tom sofismático da conversa, mas..."O mundo utópico é a interpretação distorcida de uma realidade imutável."Imutável é o pensamento dual, mão e contra-mão, direita e esquerda, utopia e realidade...De sua vasta cultura, produzida pela dedicação e estudo intelectual honesto, una o delírio e a lucidez, pois toda nova teoria científica necessita do famoso coeficiente de loucura aliada ao experimento comprovadamente irrefutável, pois não seria considerada como tal uma solução inovadora ante ao desafio enigmático de uma dada proposição.Genialidade e loucura, caro senhor estão tão unidos como as grandes leis física, onde os pesquisadores da Teoria das Cordas tentam resolutamente buscar a solução ante aos desafios matemáticos que se interpõem nos percalços de sua análise.Da direita para esquerda, de cima para baixo, existe mais do que o jogo dos pensamentos antagônicos, existe a dimensão crítica no pensamento da esquerda quanto a natureza do fracasso de um dado sistema sócioeconômico, mas este grau de criticidade anômalo não pode ser identificado pelos adeptos do mundo bidimensional - culpabilidade da vítima x culpabilidade do capital.Que dor ou culpa arde mais nos corações de cada um dos acima descritos??A dor da vítima ou a dor do capital??Ser ou não ser - That is the questions...Arderá mais a dor em saber que visão conservadora, conserva e petrifica o entendimento, incapaz de vez o socialismo além de Orwell, e o comunismo além de Marx...Convido-o a vir para o nosso hospício, se afogar na 'lama' do pensamento crítico, e ver o possível dentro do impossível, a genialidade dentro da loucura, pois assim não seria possível ao artista criar, ao tecelão tecer, e aos cientistas desafiarem as leis possíveis do conservadorismo de paradigmas apodrecidos sustentados por aqueles que não conseguem remover o mofo e poeira de suas mentes com pérolas extraordinárias como a sua - "O que sobra é reconstruído pelos conservadores" ... Reconstroem o mundo com o que sobra da morte da criação humana - a escravidão do pensar carimbado pelo entendimento mecânico do conservadorismo aproveitador da sobra e restos humanos, meros executores da plano áureo dos reconstrutores do cemitério de seu mundo possível. Definhe pois, neste cemitério de restos humanos, com os restos de Garcia, ou da famosa Constituição hondurenha, os socialistas utópicos e esquecidos, a perpetuar nossa tragédia infinitamente possível e previsível.

  22. Luiz Roberto de Oliveira Pereira

    24/01/2011 23:47:05

    Sr. FDA,Agradeço suas observações, precisas em quase todos os pontos e pela forma corretamente analítica de expor sua argumentação.Quisera mais comentaristas lhe seguissem o exemplo, debruçando-se sobre o que lêem e fazendo as críticas adequadas e direcionadas à melhoria da iqualidade do debate.Apenas observo que, no meu entendimento, o viés de uma abordagem ancorada em conceitos jurídicos leva a segundo plano outras interpretações possíveis para o que expus, embora eu considere, stricto sensu, que suas observações são válidas à luz de tal abordagem.No mais, espero contar sempre com seus esclarecimentos e contribuições em nível assim elevado.Abraços.

  23. Luiz Roberto de Oliveira Pereira

    24/01/2011 23:25:07

    Agora temos o segundo mandamento, ou talvez seja o primeiro, do Antigo Testamento do Deus MaisValia...Retórica à parte, quem se apresenta como se fosse uma entidade divina, está no ambiente errado.Somos todos humanos aqui, com nossas carências e suficiências.Apresentar-se como se fosse um ser superior é infantilmente pretensioso, de uma arrogância descabida e fútil, que beira o tragicômico.Em benefício do pretenso ser divino, podemos considerar talvez a possibilidade do deliberadamente farsesco, do burlesco.Talvez seja isso mesmo, um indivíduo que tangencia a burla, a farsa de si mesmo para elaborar de forma suportável o seu próprio estar no mundo.Um mundo que ele não quer que mude, que se transforme, porque não sabe como lidar com a dinâmica da mobilidade.Falta-lhe a compreensão da frase magistral de Heráclito: "Nada é permanente, exceto a mudança".Assim, colocar-se como um ser divino aproxima-o de um dos atributos mais caros à definição dos seres divinos, que é a imutabilidade.Mais/menosvalia quer viver em um mundo que não mude, que se mantenha do jeito que ele consegue entender, um mundo pouco complexo, que não precise de muitas explicações, onde os lugares no cenário são previamente marcados por ele.E quando as figuras irrequietas no cenário começam a se mexer demais, quando o vento balança as cortinas na direção contrária, mais/menosvalia se aborrece profundamente, xinga, esbraveja, clama contra a mudança de cenário e vocifera impropérios contra tudo e contra todos.Por que a grama insiste em crescer, por que o sol nasce, por que as pessoas lutam por uma vida melhor, se isso vai mudar o mundo que mais/menosvalia não quer que mude?Quais serão os outros mandamentos sagrados do mundinho estranho que mais/menosvalia quer que nós habitemos?Mais/menosvalia quer que voltemos ao modelo ptolomaico de descrição do Universo, aquele determinismo geocêntrico, com as estrelas fixas no firmamento e astrólogos fazendo previsões sobre catástrofes e colheitas.Infelizmente para ele, Copérnico, Galileu, Isaac Newton, Johannes Kepler e outros jogaram ao lixo o modelo de Ptolomeu, Einstein relativizou nossa existência e o mundo muda cada vez mais rápido e nenhum mandamento do pretensioso mais/menosvalia pode segurar as mudanças que sempre virão.E não vou sugerir uma leitura, mas uma música, já que ele usa um ícone dos Stones: Como uma onda no mar, de Lulu Santos e Nelson Mota.

  24. João Pedro

    24/01/2011 23:06:18

    As soluções não estão no Sakamoto.Estão dentro de cada um de nós."Os Humanos"P.S. Estou escrevendo uma boa história!!!!

  25. Luiz Roberto de Oliveira Pereira

    24/01/2011 22:39:26

    Bois de todas as cores se reconhecem mutuamente, é fato.Também é fato que os bois de todos as cores e naipes compartilham um comportamento, que se não podemos dizer que seja filosófico, pode ser demonstrativo de sua natureza bovina:Os bois defecam quando andam e desta forma, distribuem aleatoriamente suas fezes.Lembrando Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Assim, mesmo as fezes dos bois, transformam-se em esterco e podemos usar o esterco bovino para adubar roseiras e delas extrair perfumes que trazem prazer aos nossos sentidos.Por isso leio os comentários, mesmo os desagradáveis aos sentidos, os nauseantes, os pestilentos, os menos válidos em substância e efeito, porque como os jardineiros sabem, as roseiras cumprem seu papel e do pior esterco, ainda pode sair alimento para mais uma rosa.

  26. Marcia Valéria

    24/01/2011 21:48:17

    Chest...Voce é uma graça...mas...Logo que vc sair da contra mão da história, conversaremos...

  27. Marcia Valéria

    24/01/2011 21:43:32

    Senhor maioumenos vailia,Grata por ter lido minha resposta ao senhor Luiz Roberto, pena que eu não perca meu tempo de ler os seus....Não precisava se dar ao trabalho...Mas lembre-se, qualquer dúvida é só perguntar...No auge dos meus quarenta e lá vai fumaça ainda me resta um pouquito de paciência para os de pouca, mas muito pouca idade, tenho muita experiência com o povo da educação infantil...Tudo de bom.

  28. Marcia Valéria

    24/01/2011 21:31:29

    A biblioteca mais próxima resolve?! Setor sociologia, antropologia para principiantes...

  29. Governo

    24/01/2011 21:21:38

    É!

  30. maisvalia

    24/01/2011 19:25:21

    As idéias deles (os sakas) são sempre justas, humanitárias, solidárias, geniais, originais, mas sempre carregam um pequeno defeito, quando postas em prática não funcionam.

  31. espantado

    24/01/2011 19:16:47

    Isso é perceptível, maisvalia, apenas não posso concordar...

  32. maisvalia

    24/01/2011 19:16:41

    "Foi assim que os melhores comentaristas daqui se debandaram, como FDA, Abuláfia, Ernesto, com propensões à filosofia e política cansaram e se foram de toda esta bagunça instaurada com a anuência de nosso jornalista que permite que o caos se instale nestes termos, infelizmente."Se não aguenta o tranco, não comente, mas por favor, nunca me dirigi a VOSSA EXCELÊNCIA, então não escreva meu santo nome em vão, hehehekkkrsrsrsuiuiuiuBOI PRETO CONHECE BOI PRETO. Isto não é da Academia, é da vida mesmo.

  33. espantado

    24/01/2011 19:15:31

    Gente, vamos comentar as idéias do texto, ficar a falar mal de uma ou outra personagem do governo é fazer fofoca, e isso é perda de tempo com bobagens. O tema do texto é bastante desafiador, pena que a maioria nem o perceba. O mundo vive uma situação de mudanças, os países do terceiro mundo sabem que são possuidores de recursos naturais sobre o que os donos do mundo só fazem crescer os olhos. A expressão neocolonialismo vem de encontro às artimanhas e estratégias que os países ricos usam e abusam para dobrar os mais pobres, porém possuidores de jazidas minerais, petróleo, lítio, como no caso do deserto de sal do Chile, disparadamente a maior reserva conhecida desse mineral, vital na indústria de computação e de comunicação. O Brasil possui também terras agricultáveis em imensidão, onde se planta aquilo que os europeus e outros precisam para sua própria produção pecuária e leiteira, como soja, milho e outros grãos. Essas terras têm que ser utilizadas com sabedoria, pois a erosão de culturas mal planejadas, que apenas olham para o lucro, carreiam para o leito dos rios resíduos de defensivos agrícolas, alguns já banidos do primeiro mundo, contaminando irresponsavelmente rios e reservatórios subterrâneos de água doce. Garantir a produção a qualquer custo pode ser uma atitude desastrosa no futuro, pelos efeitos nocivos que possa acarretar. É legítimo exportar, produzir para os mercados consumidores ávidos de recursos, mas não podemos assumir riscos e repetir os erros de passado recente, quando, com recursos de um fundo chamado 157, vários projetos de reflorestamento redundaram em fracassos, como as plantações de babaçu e mamona, que se mostraram improdutivas a um nível comercial e foram abandonadas. Quem espera soluções simples é muito inocente, e o senso comum leva à ilusão de que temos de produzir de qualquer jeito, que o lucro compensa. Mas ninguém restaura uma área degradada, após um desastre econômico e ecológico. Por ora está bom...

  34. Clóvis Eduardo Godoy Ilha

    24/01/2011 19:09:45

    Pois é, seu Zé Silva; pois é.Você falou que o Sakamoto não lia os comentários. Pois olha, ele lê sim. Lê e filtra aqueles que ele não gosta muito. Hoje mais cedo, eu escrevi um que não passou pelo crivo do nosso autor. Fui censurado!Quando não nos censura, o Sakamoto até que é um cara bacana. Deixa quase todo mundo dar sua opinião e assim os leitores vão se conhecendo. Para mim, o atrativo do blog do Sakamoto é justamente o choque de opiniões. Infelizmente, o blog tem dono e ele usa seus filtros como bem entende. Mas, continuemos...Companheiros! O autor deste blog admitiu no texto que nunca foi nacionalista. Ele acha que os problemas do mundo não conhecem fronteiras, que a exploração do homem é universal. Não adianta, então, pensar no Brasil. Temos que pensar grande, pensar no mundo!Sakamoto admira mesmo são as soluções da Via Campesina, a tão pura e bem intencionada via Campesina que recomenda queimar as plantações de transgênicos!Isso me lembra uma entrevista do Stephen Hawking, no ano passado, em que o famoso físico recomendou aos seres humanos que abandonassem o planeta terra ou seriam extintos.Como um bom teórico, Hawking deu uma solução teórica e impossível. Parem de destruir o mundo, ou peguem o próximo foguete para não morrerem! Lindo de morrer, mas não resolve nada!Às vezes, eu acho que o Sakamoto também nos apresenta umas soluções do tipo "pegar o próximo foguete para a lua." Ontem ou anteontem, ele escreveu sobre o lixo digital, sobre as CPU e monitores que poluem a terra. Houve dentre nós, leitores, quem se empolgasse e contasse orgulhoso de seu velho computador movido a lenha, ecologicamente correto.Tudo muito bacana, muito greenpeacicamente correto! Mas inexequivel.Decerto que as soluções greenpeacianas têm seu lado glamoroso. O mundo seria mesmo muito melhor sem o homem e sem a maldita ciência que inventou a bomba atômica, o computador e os transgênicos.Bom mesmo são os índios da selva amazônica, aqueles isolados do contágio do homem branco, com seus maravilhosos 35 anos de expectativa de vida.Imagino que Sakamoto seja assinante do Le Monde, do Liberation e ande sempre com sua carteira de sócio-atleta do WWF. Ele é tão correto!Infelizmente, eu digo ao nosso gentil dono do blog que sem transgênicos, pode não haver comida; e sem computador, não vai dar para embarcar no próximo foguete para a lua.Era isso.

  35. SILAS

    24/01/2011 16:54:41

    Grande tarde, Sakamoto ! Esses países que foram colonizados e explorados vão continuar a ser, de uma maneira ou de outra... E essa perpetuação desse " status quo " remete à história desses países... O Brasil é um caso " sui generis " pois sua exploração pelos europeus de forma DIRETA (me refiro à sua colonização ) cessou com o grito da Independência... Veja por exemplo os Portugueses que eram hábeis aventureiros e navegadores... Até na China foram aportar e existe cidade, pelo menos de meu conhecimento, Macau que se fala o idioma português. Na Índia, também... Agora, quanto à Africa, nem se fala... Vários países foram colonizados e os portugueses arrancaram o que puderam, mais ou menos o que fizeram por aqui nestas terras " tupiniquins "...Isso sem falar na Espanha que colonizou e escravizou ainda mais do que os Portugueses... Basta ver o idioma que impera na América do Sul, Central e adjacências... Francisco Pizarro perpetrou um dos maiores banhos de sangue da história da humanidade por conta dessas suas " colonizações "... O Brasil teve reconhecida sua independência pela Inglaterra que era a maior credora de Portugal e praticamente ordenou que Portugal RECONHECESSE NOSSA INDEPENDÊNCIA POR CONTA DA TRANSFERÊNCIA DA DÍVIDA LUSITANA PARA A COROA BRITÂNICA. PRONTO, PRA QUEM NÃO SABE, NASCIA A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA !!! A avidez em ter terras não é só dos europeus, absolutamente... Os norte-americanos estão começando a se interessar por terras mesmo porque as suas são ressequidas... E alguns outros países desejam terras porque em terras produtivas TEM ÁGUA POTÁVEL !!! E, pelo andar da carruagem, em médio prazo assistiremos países que, ou adquirem terras na " forma da lei " ou resolvem CHUTAR O BALDE DE UMA VEZ E INVADEM sob pretextos quaisquer, mais ou menos como o ex alcoólatra do Bush fez com o Iraque de Sadam Hussein ( não que este fosse bonzinho...) a pretexto de " armas químicas na iminência de serem utilizadas contra as colonias de Tio Sam e contra ele próprio....E até agora não acharam coisa alguma. PETRÓLEO, em compensação, encontraram e bastante...Na minha opinião terra pra ser explorada tem que ter lençóis d'água em abundância... China tem em seu território muita terra e água. Mas a expansão amarela não tem limites... Brasil tem que apertar suas leis para estrangeiros, não permitindo comprar mais do que meia dúzia de hectares... NACIONALISTA EU SOU DE CARTEIRINHA. XENÓFOBO, AINDA NÃO. MAS DO JEITO QUE AS COISAS VÃO, TALVEZ ME TORNE UM...

  36. espantado

    24/01/2011 16:07:21

    Tá, e daí? Você quer que continue como sempre foi? Então, por que não lutar para construir uma nova forma de pensar e de ver o país, como diria Paulo Freire, ser capaz de indignar-se, mas não levianamente, baseada em questões preconceituosas e que são como Sonrisal, dissolvem-se rapidamente em contato com a água, fazem muitas borbulhas, e depois tudo volta ao que era antes, furto-me de dizeer normal, pois no Brasil, o normal é a conformação, a aceitação de tudo, por mais aviltante que seja... A democracia é um estado de direito, onde as coisas vão sendo construídas encima dos conflitos, e não contornando-os, como sempre se fez, historicamente. Boa leitura: Leôncio Basbaum...

  37. Luiz Roberto de Oliveira Pereira

    24/01/2011 15:58:55

    Sr. Osvaldo,Agradeço pelos elogios feitos à minha pessoa e à minha habilidade com a língua portuguesa.Devo entretanto, honrar aqueles a quem devo o desenvolvimento de tal habilidade, meus professores Dr. Oiliam José e Geraldo Vasconcelos Barcellos, membros da Academia Mineira de Letras, de notório saber humanístico, filosófico, literário e histórico.Também devo honrar a professora Maria Aparecida Lintz Machado Silva, que me apoiou na aventura de descobrir a literatura, sem preconceitos e sem fronteiras.A todos, de público agradeço.

  38. espantado

    24/01/2011 15:52:29

    Cara, quem é você? Qual é o problema do nome do Erivaldo? Por que você não argumenta com inteligência e deixa de tentar desqualificar o outro ou nome ou, pior ainda, a forma como ele escreve? Sabe, não leio os seus comentários, pois vocês os joga pelo chão logo na abertura deles. Que pena.Tente construir um debate com idéias e leia o texto da maneira pausada, deixe de pensar como propangandista. Não estmos em campanha eleitoral.

  39. espantado

    24/01/2011 15:47:20

    Renato, ufa, que susto hein... Depois de sua ressalva tudo bem...

  40. Luiz Roberto de Oliveira Pereira

    24/01/2011 15:47:05

    Srs. Saulo Rivas e Sr. "maisvalia",Do primeiro, devo lamentar a descortesia, pois é realmente lamentável que um ser humano adulto prefira a descortesia à polidez, sendo esta uma pequena virtude, que logo na primeira infância os pais zelosos transmitem aos filhos.Dar-lhe-ei o benefício da dúvida, pois desconheço sua formação familiar e não pretendo ser de forma alguma injusto com seus pais, a quem também desconheço.Ao Sr. "maisvalia", lamento, por sua vez, a incapacidade de compreender o que vem a ser "pedante", desprezando a lição de Michel de Montaigne, filósofo mais culto e profícuo do que nós ambos.Meu caro senhor, eu não aceito seus rótulos, quaisquer que sejam os que vier a atirar contra mim.Se não está preparado para debater educadamente, tente agir como um cavalheiro e decline da contenda de forma polida.Ao senhor também devo lembrar que a polidez não retiraria em nada o brilho de sua argumentação, caso deseje realmente argumentar de forma sólida.Será respeitado pela solidez de seus argumentos, como sucede com o Sr. FDA, a quem já parabenizei, por construir de forma consistente uma argumentação válida.Se pretende apenas agredir ou desqualificar seus oponentes, respeito não lhe advirá disto, mas apenas comiseração pelo tempo perdido e pela birra renitente de um adulto que se comporta como um adolescente desembestado.

  41. espantado

    24/01/2011 15:44:40

    Bêca, concordo com você que o governo do PT deixou grandes lacunas, e se meteu em grandes imbroglios, mas, seriamente, o que tínhamos antes? Não se iluda, não era diferente, apenas tudo era bem escondido, a grande mídia não contava o que se passava, como faz hoje. Essa é a diferença. Em termos de políticos, com todos os disparates que esse pessoal do PMDB, do próprio PSDB, do PT e também do PDS e PFL, siglas mais antigas, que ainda estão por aí, com todas as patifarias que possam ter ocorrido, ainda assim o país saiu da ditadura e vem construindo uma democracia, sofrida, combalida, combatida de todas as formas por aqueles que perderam o poder, e explorada desavisadamente pelos que aí estão. Não importa de que lado você esteja, nos temos que aguentar políticos de todos os quilates e de todos os naipes. Em política se jura amor eterno em frente às câmaras de tv ou dos microfones, mas no apagar das luzes, se bobear, te apunhalam pelas costas... Nada é o que parece ser, nem parece ser o que de fato é... Um país que acredita que 13 de maio de 1888 representou o fim da escravidão tem muito o que aprender...

  42. maisvalia

    24/01/2011 15:15:09

    Oh Marilu, sem fronteiras eu tenho certeza que não verei, quem sabe meu tatatatataraneto, hehehe

  43. maisvalia

    24/01/2011 15:07:47

    Isso do falecido Covas e cia se chama dossiê cayman, e era uma fraude cujo mandante foi condenado.Mostre fatos, não aleivosias.

  44. Clóvis Eduardo Godoy Ilha

    24/01/2011 14:49:22

    Zé Brasil, os chineses compraram a mineradora e nós é que vamos levar ferro, não é mesmo?Eu acho que o Brasil tem uma função muito mais nobre no mundo do que produzir comida e fornecer minérios. Temos é que nos impor. Nosso povo é inteligente, criativo e trabalhador. Não somos mais os vira-lata do mundo.E mais. Explorar é um termo do passado. Hoje, a palavra mágica é reciclar.

  45. Marcão

    24/01/2011 14:49:01

    Pois é maisvalia, isto só mostra o quanto és patético.

  46. Clóvis Eduardo Godoy Ilha

    24/01/2011 14:44:29

    Mas eu leio, José. Eu leio.

  47. Clóvis Eduardo Godoy Ilha

    24/01/2011 14:24:04

    Um trecho do Sakamoto expõe claramente o seu pensamento:"Por fim, não é questão de ser nacionalista, nunca fui. A exploração dos trabalhadores não conhece fronteiras e, portanto, a luta pela sua dignidade também não pode conhecer."É isso. Sakamoto não é nacionalista e prefere ser rotulado de utópico que conservador. Ele se importa mais com o sonho da fraternidade universal que com o bem estar do povo brasileiro.Li isso e me lembrei de uma antiga lição que dizia mais ou menos assim: "Nada é mais universal que a minha província".Eu lhes digo que os grandes conflitos humanos iniciam no quintal da nossa casa. Demonstrarei, então, esse teorema. Os que nasceram antes dos anos sessenta devem se lembrar das piadas racistas que nos acostumamos a ouvir; do desprezo aos negros e nordestinos, muito mais marcante naquela época. Nosso quintal era racista e muitos achavam isso normal.Felizmente, o mundo mudou e o meu quintal também. Hoje, o racismo é muito menor que anos atrás.Nosso problema não é mais racismo. É pobreza. Pobreza econômica e pobreza de espírito.Então, eu também lhes digo que a solução dos nossos problemas também está no quintal da nossa casa.Um outro exemplo. Vocês sabiam que mais da metade dos oficiais do Exército são filhos de sargentos ? Na verdade, a cifra chega a quase setenta porcento e há décadas que isso vem ocorrendo.Vocês sabem quanto ganha um primeiro-sargento, com mais de vinte anos de serviço, filhos no colégio, família para sustentar? Menos que quatro mil por mês. Alguns podem dizer que é muito, eu não acho.Via de regra, o sargento é um sujeito de família paupérrima que subiu na vida por sua própria conta. E aí, temos que a maioria dos oficiais são filhos de sargentos. Sabem por que?Por que eles têm acesso ao sistema do colégio militar, que é uma escola pública muito boa.Não há cotas na AMAN para filhos de sargentos; mas há vagas garantidas no Colégio Militar para os filhos dos militares transferidos. Os outros, têm de enfrentar o concurso.Então, o que vejo no quintal da minha casa é que não precisamos de cotas nas universidades. Precisamos é garantir igualdade de condições para todos.O combate à exploração humana não deve ser encarada como um problema além muros. Sua solução está no nosso quintal.Ah, por fim, Sakamoto, quer saber? Nacionalismo é bom! Pensar no seu povo primeiro é bom também, pois antes de ver o cisco no olho dos outros é preciso tirar a trave do nossso próprio olho.Fico por aqui.

  48. herika

    24/01/2011 14:15:48

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  49. Chesterton

    24/01/2011 13:17:21

    e os leitores muitas vezes nem lêm o que ele escreve.

  50. Chesterton

    24/01/2011 13:11:59

    A população chinesa vai envelhecer antes de enriquecer, e não estão fazendo filhos em números suficiente.

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