Blog do Sakamoto

Precisamos de mais consumidores chatos e nervosos

Acompanhei um amigo que foi fazer compras no supermercado. Estranhei a escolha da loja, pertencente a uma grande rede, pois havia sido nela, tempos atrás, que o mesmo fora destratado pela gerência ao tentar devolver um produto estragado. Ao indagá-lo que raios ele estava fazendo ali, respondeu com um misto de resignação e estranhamento: “mas é assim em todo o lugar, não faz diferença”.

Sei que dá preguiça brigar com uma grande empresa que insiste em não garantir o tratamento que lhe é de direito ou continue a empurrar produtos sem qualidade social e ambiental. Ainda mais quando constatamos a dificuldade de determinados grupos econômicos de escutar algo que não seja o tilintar das receitas batendo no seu cofre. Surdez seletiva, diga-se de passagem. Pois como diria Dona Rosa, poço de sabedoria do Vale do Jequitinhonha, tem coisa que é como o feijão, só funciona na pressão.

Pressão esta que não precisa ficar restrita a investigações da mídia ou às ações do Ministério Público. Lembro de casos como o de donas de casa que protestaram contra um grande magazine de roupas por conta da revelação de trabalho escravo em sua linha de produção. Isso assusta. E muito. Ainda mais em um país onde acredita-se que o andar de baixo seja gado dócil. Quando ocorre um estouro de boiada, ninguém sabe o que faz.

Sempre vi minha mãe reclamando como consumidora. Talvez tenha sido uma das melhores lições que ela me passou. Enquanto isso, tenho amigos que saem de perto quando vou questionar o gerente de uma loja por mais informação ou exigir a solução de um determinado problema. Dizem que sentem vergonha alheia, que “uma pessoa educada não compra esse tipo de briga”, que “brigar por dinheiro é o fim da picada”. E aí reside o problema: a sociedade gosta de criar bezerros para o abate e não seres autônomos. Criado como boi, boi será – a menos que seja conscientizado do contrário. Da mesma forma que nós homens, de um forma geral, somos educados para sermos machistas, também crescemos para sermos compradores e não cidadãos.

E o ceticismo na relação é a praxe. Uma pesquisa dos instituto Akatu e Ethos sobre consumo aponta que 44% das pessoas não acreditam no que as empresas divulgam em termos de responsabilidade social. Outros 32% dizem que isso depende de que empresa estamos falando.

Além do mais, nossa sociedade é de panos quentes, do deixa disso. Quem sai dessa toada, é taxado de maluco. É só dar uma espiada nos posts que trato dos protestos contra o aumento na tarifa do ônibus em São Paulo para ver a quantidade de comentários de pessoas que defendem com unhas e dentes o reajuste acima da inflação em São Paulo e chamam os manifestantes de baderneiros e vagabundos. Isso seria uma inversão de lógica cidadã se a lógica ou a cidadania fizessem sentido por aqui.

É sensacional o fato da maior parte da população brasileira acreditar em um ser sobrenatural que tudo vê, seja ele ou ela quem for, e não ter fé no potencial transformador de suas próprias ações ou na capacidade da sociedade de se organizar. Sei que as ações para despertar o nível de consciência de todos sobre esse potencial dificilmente são patrocinadas. Ou são ensinadas nas escolas.

Daí a importância de cada chato passar adiante essa chatice e não deixar seu amigo entrar no supermercado que o destratou ou pelo menos garantir que ele vá fazer uma reclamação sobre isso. Levar desaforo para casa não.

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Comentários

207 Responses to “Precisamos de mais consumidores chatos e nervosos”

  1. Mariela disse:

    Até concordo contigo. O problema é que isso vai levar um longo tempo.

    • Eremildo disse:

      Sakamoto, no seu blog os comentários que incitem a violência, ofensivos ou preconceituosos serão retirados, porém ao final do seu texto, vc diz< LEVAR DESAFORO PARA CASA NÃO !!! Significa que devemos espancar algum gerente e/ou caixa de algum comércio, foi isso que entendi!!! Agora é partir para cima e resolver no braço, né…………….Chega de enrolação e blá, blá, bla………. Estou no meu direito e ponto!!! È isso então!!!

      • Tereza disse:

        Que besteira! Ninguém precisa sair no braço! Há 5 anos não piso em um Pão de Açúcar por ter visto falta de higiene e não suportar o cheiro ruim perto das geladeiras! Sei que estou só agora, todos compram lá sem se importar. Ao menos eu não estou me enganando! E é assim que se perde a freguesia!!

      • Ze' disse:

        Sair na porrada e’ uma maneira de nao levar desaforo pra casa, voce tem razao. Nao me parece que foi isso que o Sakamoto quis dizer. Existem outras formas, civilizadas, de nao levar desaforo para casa.

      • Carlos Tokunaga disse:

        Eremildo, com todo o respeito, você não entendeu nada. O que o Sakamoto disse foi que o povo brasileiro deveria e deve, lutar pelos seus direitos e não permitir que seja feito de gato e sapato por aqueles que deveriam tratá-lo com respeito e dignidade pela sua condição de ser humano e que ém em última instância, que sustenta a atividade do destratabte. Mesmo que, como disse Mariela, demore até o dia do juízo final.

      • Kurdot disse:

        Nossa Eremildo! Você transformou reinvidicação de direitos em pancadaria! Leia o texto com mais atenção pleaaase!!! Que perigo!!!

      • jack disse:

        Existem formas sutis de manifestação nada relacionado com violência meu caro, não levar desaforo pra casa não significa espancamento. Sem extremos.

      • Guilherme disse:

        Se foi isso que você entendeu leia novamente!

      • Renata disse:

        Tem que ter uma mente muito limitada para entender isso.

      • D´Carla disse:

        Ei…amigo..calma…Não é bem por ai.
        “Brigar pelos direitos”não é sair na mão.
        É mostrar com a+b, que chega de nos deixar enganar.
        O que em boa parte do tempo fazemos por comodidade ou falta de conhecimento.
        Uma atitude certa no momento correto pode educar outros que nos observam e que podem se sentir encorajados em fazer o mesmo, afinal somos nós os donos do dinheiro que movimenta essa mundo capitalista, que depende de cada suado centavo nosso, penssemos no valor que damos a esse suor, só isso…sem brigas.

      • fernando disse:

        Acho que o Emerildo faltou nas aulas de interpretação de texto……distorceu tudo que o blogueiro falou…..Por isso que o Brasileiro não reclama pelas coisas……Brasileiro em geral…..NÃO SABE LER!!!!!!

      • Ssmitth disse:

        Eu nem vou falar com quem ele se parece, na “azia” de ler!

      • Gaspari disse:

        Meu filho (posso chamá-lo assim; fui eu quem o criou…) idiota, ainda não sabe se comportar…?

      • francisco disse:

        Esse Eremildo espancou a língua portuguesa e o bom senso, por um motivo simples: ele não sabe interpretar textos!

      • ana disse:

        santa ignorância…..tem que desenhar pra vc entender? não é pra partir pra ignorância, é exercer seu direito de cidadão……entendeuuuuuuuuu?

      • Qui belêza. Um cara que inventa um nome de “Eremildo” e fala tamanha besteira queria, obviamente, chamar a atenção.

        Obviamente (sem querer ser repetitivo), conseguiu.

      • Daiane disse:

        Eremildo.
        Voce entendeu bem, meu caro. Esta se fazendo de “joao sem braço”, ou seja querendo nao entender para criticar a materia do Skamoto.
        Qualquer pessoa que saiba ler, mesmo que este não tenha muita instrução vai saber que devemos sim questionar o porque consumidores sao tratados com desprezo por parte das empresas em geral. Sem destacar nome de ninguem, mas qualquer pessoa ja voltou para casa chateado(a), revoltado(a) nao pela longa fila, e sim pela falta de etica e preparaçao de funcionarios. Devemos procurar nossos direitos quando uma situaçao constrangedora infelizmente acontecer! Como por ex: sua irma ir a uma loja de roupas popular, a caixa retira o alarme das peças e esquece o alarme em uma blusa por exemplo…ela caminha para saida da loja, o alarme dispara e vem o segurança com toda arrogancia e despreparo e a faz passar por constrangimento publico (que por lei se trata de um crime) e o mesmo pode ser denunciado!
        Eremildo, nao se faça de bobo, ok! Qualquer cidadao de bem sabe os seus direitos e deveres, o direito de ser bem tratado, acomodado com dignidade humana, e o respeito que o mesmo deve ao estabelecimento e as pessoas ao seu redor. A falta de educaçao de um nao acarreta briga, soco…e sim pegar testemunhas e procurar seu direito. Apenas vc entendeu a sua forma. O que da para imaginar que VC quem resolve as coisas na ignorancia!

      • Leonardo disse:

        Sobre o commentário desse Eremildo, dá pena de ver como a população está…
        Não sabe nem o básico de interpretação de texto. Ele diz que entendeu que devemos espancar pessoas ??? Ele deve ter algum problema, não é possível. Em nenhum momento o Sakamoto fala sobre violencia, algum tipo de preconceito, algo ofenciavo, etc. É por pessoas assim que o país esta como está – como sabiamente diz o autor “Criado como boi, boi será”. Concordo com ele – levar desaforo, ser mal atendido, destratado, nem a pau!!!!

      • Roberto SP disse:

        Emerildo, não consegui ver no texto essa idéia que você destacou. Há n formas de “não levar desaforo para casa” sem precisar usar de violência.

        Me lembro de uma vez em que estava almoçando em um restaurante self service por kilo com um amigo do trabalho. Ele achou dentro do tempurá em seu prato um band-aid usado, enrolado como se tivesse caído do dedo de alguém que preparava o alimento. Não teve dúvidas, chamou um atendente e mostrou o espetáculo bizarro – em pleno horário de almoço, o restaurante estava lotado, mas mesmo assim esse meu amigo não quiz fazer maior alarde.

        Ele não precisou pagar a refeição, e – é claro – não voltou mais ali. E sim, divulgamos para outros colegas de trabalho o que aconteceu. Solução simples, eficaz e sem violência.

      • Ana Prado disse:

        Querido, veja bem….
        lutar pelos seus direitos, significa não ser TROUXA o suficiente para ser pisado sem ao menos reclamar.
        Você tem direitos e se vc nem ao menos mostrar que os conhece (os seus direitos) vc vai ser passado para tras. Se pra vc ta bom td bem… pra mim não, então eu luto por meus direitos. OBVIAMENTE ninguem aqui esta falando de violencia explicita… OK… :-S

    • Smith disse:

      “É só dar uma espiada nos posts que trato dos protestos contra o aumento na tarifa do ônibus em São Paulo para ver a quantidade de comentários de pessoas que defendem com unhas e dentes o reajuste acima da inflação em São Paulo e chamam os manifestantes de baderneiros e vagabundos”

      as contestações se dão porque o blogueiro é parcial em certos aspectos, por ex. ele só erevela sua indignação em relação aos serviços em que o cidadão para tarifas, ou seja, aqueles serviços que vc paga na hora.

      Mas e os demais serviços como saúde, segurança, educação etc, como fica a posiçaõ do blogueiro?

      Acredita nas ilusões lúdicas criadas pelo “ex”?

      O Brasil precisa de energia elétrica mas o quanto o “ex” investiu em pesquisas de novas tecnologias? O qto o “ex” investiu na prevenção de desastres naturais?

      Nem mundo de faz de conta que o “ex” deixou não há espaço para indignação!

      Institucionalamente regredimos um 50 anos nesse último governo, todas as pragas anti republicanas reflorescerem com força, peleguismo, patrimonialismo, fisiologismo, assistencialismo, nepotismo e todas as demais “doenças”do Estado!

      As agências reguladoras foram sucateadas. Mas até agora nenhuma crítica.

      • Valmor disse:

        De que ex vc está falando.
        Do ex de SP ou do ex do Brasil, pois seus comentários servem para os dois

      • Ssmitth disse:

        Tanto faz! O povo não faz nada mesmo.

      • Pedro disse:

        Muitos dos serviços públicos pagos pelos contribuintes são tão ruins que a classe média se sente obrigada a contratar empresas particulares. Ou seja; a pagar duas vezes pelo mesmo serviço. Como escolas particulares, planos de saúde e condomínios. Nesses casos os contribuintes/consumidores não tem opções. São obrigados a engolir a incompetência e desonestidade alheia.

    • Júlia disse:

      Nooooooooossa!!! Inacreditável como diante de um artigo tão consciente, tenha sido essa a única e simplista conclusão em que o Eremildo conseguiu chegar! A situação do consumidor é tão crítica neste País que temos um Código, uma lei, especialmente destinada à sua defesa e, mesmo assim, tal diploma é solenemente ignorado. Sou professora do Curso de Direito e levarei aos meus alunos este texto do Sakamoto. Isso, na tentativa de estimular neles um pouco mais de consciência, social e política, e cidadania, para que os mesmos não se tornem seres medíocres e limitados. Ou seja, o tipo de pessoa à que se refere o texto ou àquela, que, diante de uma montanha de diamantes, é capaz de encontrar um único e miserável grão de areia e, o que é pior, tentar e acreditar que pode com ele cobrir todo o brilho do resto. O CDC está em pleno vigor, pessoal!!! Cabe a nós, à sociedade e aos operadores do direito fazer valer os seus ditames.

      • Danapada disse:

        O que quer dizer “operador do Direito” .É o cara que faz cirurgia nas leis?

        Parece uma nova maneira de se referir as coisas.Pelo o que eu entendi, Professor deve ser” operador da educação”, apesar que tem gente que chama de “trabalhador da educação”. médico deve ser “operador da medicina” e por aí vai, né?

        Enfim é melhor ler essas coisas do que ser cego ou melhor seria dizer”desprovido de visão”. Temos também “samba do crioulo doido” que virou “samba do afro-descendente alienado”.

      • Smith disse:

        neologismo só para parecer culto!

      • spfc disse:

        danapada gosta de pelo em ovo

    • João Pedro disse:

      vai nada. hoje em dia tudo é mais rápido!!!

    • Roberto disse:

      Eremildo, por favor, cale a boca !
      O cara nem falou em agreção. Agressor é você.
      Haja paciência !!!

      • Fábio disse:

        Meu caro Roberto, por favor não mande o Eremildo calar a boca, afinal de contas você é tão agressor quanto ele, ele não sabe ler e você não sabe escrever, onde já se viu escrever AGRESSÃO com Ç ?!?!
        Haja paciência !!! kkkkkk

  2. Jose Mario HRP disse:

    Mas Sakamoto, aquele cara que tudo ve e sabe deu livre arbitrio as suas criações.
    Portanto estamos por nossa conta.
    Tratemos de melhorar e aprender.
    Only this.

  3. Natália disse:

    Ótimo texto, temos que passar nossa chatice à frente. Esses dias minha sogra foi maltratada no “Extra fácil”, um cliente disse para ela “pare de se encostar em mim sua velha nojenta”, o caixa começou a rir e o gerente falou que não poderia fazer nada, pois aquilo era verdade. Enviamos uma notificação para a central, mas nada de resposta até agora. A vontade que tenho é de entrar com uma ação no JEC (Juizado Especial Cível), não pelo dinheiro, mas sim pela correção.

    • Maria das Graças disse:

      E deveria entrar com a ação para, no mínimo, servir de publicidade negativa ao Extra.

    • Daiane disse:

      Natalia,
      Como diz o nosso bloguista Sakamoto…
      Seja chata e exigente!
      Reclame isso como maus tratos ao idosos!
      Primeiro sua avo foi maltratada como se esta tivesse como uma doença contagiosa! Idade nao é contagio! E se fosse, seria otimo, pois nao teria muitos “novinhos” morrendo cedo, porque mtas vezes é irresponsável.
      Agora a operadora do caixa rir da arrogancia de um cliente para com sua avo, isso SIM revolta. Pode ter certeza que se eu estivesse na fila, sem precisar dar um tapa eu a deixaria com a moral abaixo de zero!
      E serviria como testemunha!
      As pessoas estao retrocedendo, nao esta havendo evolucao por parte da grande maioria!
      Faca a queixa Natalia, e va ate onde puder.
      Boa sorte.

  4. KK disse:

    Sou esse tipo de gente chata, que briga pelos direitos de consumidora. Também passo por chata. Chato é levarem minha grana ganha com meu suor.

  5. Chesterton disse:

    Nunca tive problema algum em trocar mercadorias em supermercado, e nunca fui tratado como chato. sempre fui muito bem atendido e os funcionarios tudo fizeram para me deixar satisfeito. Acho que vocês deveriam escolher melhor os estabelecimentos comerciais que usam.

    • Smith disse:

      Será que todos os estabelecimentos destratam seus clientes?

      Ou por comodismo querem ir sempre ao mesmo local?

      Brasileiro de fato é um ser “nonsense”, por preguiça de pesquisar os candidatos a cargo político votam naquele so santinho entregue no dia da eleição ou vendem seus votos.

      Mas caro blogueiro, é dificil acontecer esse nível de indignação proposto em seu post, sem um país que acredita em políticos “messias”, que vendeu a ilusão do país das maravilhas.

      O Brasil pós 2003 é diferente é culto, é sofisticado, expulsou os coronéis, é número 1 no respeito aos direitos ambientais, dos consumidores, etc.

      Não fiquemos presos no passado…

      • Chesterton disse:

        Não vai me dizer que foi o PT, ou Lula, que ensinaram aos consumidores como se comportar! Quem diria?

      • Smith disse:

        caro chest, nunca antes … kkkkkkkkkkkkkk

      • Smith disse:

        sorte que os supermercadores e magazines não são estatais, senão jogariam a culpa no aumento da “demanda” assim como faz a Infraero!!

      • Maria das Graças disse:

        Sr Smith,

        o senhor é muito engraçado… É claro que está brincando… Perdemos oito anos na construção da cidadania, de 2003 a 2010. Depois da descoberta do Brasil/paraíso 2003, reclamar de quê? de quem? Tudo ficou perfeito… mas só até a consciência se instalar ou a anestesia passar.

    • Pangloss disse:

      Muito bem, Ch.!

      Todos estamos sempre felizes em poder escolher os melhores estabelecimentos, onde o melhor atendimento é oferecido aos melhores consumidores de ótimas mercadorias neste belo mundo.

      Uma música bonita pra combinar com seu comentário alto-astral:

      http://www.youtube.com/watch?v=_dpGmAc3kMk&NR=1&feature=fvwp

    • Fábio disse:

      acredito que ninguém seria capaz de destratar uma pessoa assim como você, olha esse nome… Chesterton. Um misto de chester com Everton, por acaso fora parido em período natalino meu caro? Acredito que quando os funcionários do estabelecimento em que o senhor realizou a reclamação, ao saber do teu nome já ficam comovidos e compreensivos. Algo como: “Ahhh tadinho, o cara já tá lascado com esse nome, deve ter raiva do tabelião, agora vai sobrar pra mim, vou resolver o problema dele agora por desencargo de consciência”.

  6. Chesterton disse:

    Uma pesquisa dos instituto Akatu e Ethos sobre consumo aponta que 44% das pessoas não acreditam no que as empresas divulgam em termos de responsabilidade social.

    chest- eu fujo de estabelecimentos que se prestam a esse tipo de coisa. Quero o melhor produto por um bom preço, marketing dessa espécie afugenta.

  7. jig saw disse:

    “Além do mais, nossa sociedade é de panos quentes, do deixa disso. Quem sai dessa toada, é taxado de maluco. É só dar uma espiada nos posts que trato dos protestos contra o aumento na tarifa do ônibus em São Paulo para ver a quantidade de comentários de pessoas que defendem com unhas e dentes o reajuste acima da inflação em São Paulo e chamam os manifestantes de baderneiros e vagabundos. Isso seria uma inversão de lógica cidadã se a lógica ou a cidadania fizessem sentido por aqui.”

    O saka, estava indo tão bem até aqui.

    Quando você vai ao supermercado ninguém subsidia as suas compras para você. Não confunda alhos com bugalhos.

    Eu sou um consumidor chato. Já troquei tenis, cadeira que quebrou depois da garantia, ventilador de teto que não resistiu ao calor, circulador que veio na cor errada, etc

    Às vezes, quando a empresa não te dá bola, é preciso apelar para carta aos jornais e sites de reclamação, porque daí funciona melhor.

    Mas estamos sendo tratados bem melhor atualmente do que fomos em um passado recente.

    • Chesterton disse:

      As empresas com as quais trabalho, isto é, faço compras, agradecem quando aponto algum defeito, pois assim elas podem constantemente se aprimorar, e nunca se negaram a solucionar um impasse a meu favor.
      Insisto, vocês devem estar frequentando estabelecimentos comerciais de segunda linha.

      • jig saw disse:

        Não cara, comprei um ar condicionado eletrônico electrolux nas L.Americanas pela internet para ser entregue no guarujá e eu só pude conferir semanas depois. Ele veio sem o controle remoto . A loja é ruim de atendimento ao consumidor. A fábrica falou que eu estava errado e não reporia o controle. Só depois da carta é que eles atenderam e mesmo assim levou 2 meses para chuegar o controle.

      • Jose Mario HRP disse:

        Casa no Guarujá?
        A minha é em Bertioga, e aliás tá na hora de voltar a frequenta-la.

      • Chesterton disse:

        Como eu disse, estabelecimentos de segunda linha….

      • jig saw disse:

        Apartamento de 70m.

      • O.J.S disse:

        Berti água.

      • Luiz Messias disse:

        O que ocorre muito é que a mesma franquia, no caso das lojas Americanas, regiões diferentes podem apresentar comportamentos diferentes. Depende muito do gerente. Já tive que devolver e ou trocar o produto e também nunca tive problema, contudo amigos e parentes meus já tiveram a sua cota de dor de cabeça. Muitas vezes, um cara pega a loja X em uma localidade e lá não tem problema a mesma loja X em outra cidade pode não ser tão boa.

      • Ronaldo disse:

        Opa, divulgue aqui essas, não deve dar trabalho, acho que são no maximo umas tres ou quatro…………….

      • O.J.S disse:

        Foi Americanas pela internet cara.

    • Ken disse:

      Huuummm…

  8. Smith disse:

    “Daí a importância de cada chato passar adiante essa chatice e não deixar seu amigo entrar no supermercado que o destratou ou pelo menos garantir que ele vá fazer uma reclamação sobre isso. Levar desaforo para casa não.”

    dificil em um país que dá 83% de aprovação a um canastrão.

    Caixa dois é normal, coronelismo mais ainda, construir Usinas hidreletricas nas “coxas” então nem se fala.

    • Smith disse:

      “É sensacional o fato da maior parte da população brasileira acreditar em um ser sobrenatural que tudo vê, seja ele ou ela quem for”

      quem é o lula ou a Dilma?

  9. Paulo Souza disse:

    Fazia um tempo que não entrava no seu blog. Essa postagem já me mostra o que eu tenho perdido. Muito boa sua proposta, devemos transformar os nossos colegas bezerros, e quem sabe ter uma sociedade mais participativa, no seu cotidiano e na política. Pois como diria o Pensador, “não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta”. Devemos deixar de lado a cultura do deixa estar.

    • Smith disse:

      E quanto aos serviços da Infraero?

      Uma empresa profissionalizada pelo “guia”.

      Chega de atrasos nos voos e acidentes!

    • Smith disse:

      “Levar desaforo para casa não.”

      Em um país que elege um “poste” por acomodoção com o medíocre, muito coerente essa afirmação.

      • jig saw disse:

        E para tirar o passaporte.

        Porque os playboys diesel que reclamam das passagens não reclamam com pedradas do preço, do site, da demora e do tratamento recebido.

        Porque será?

    • Fábio disse:

      “colegas bezerros” devem virar baby beaf isso sim seria uma saborosa mudança e mais simples também convenhamos e mais simples do que conscientizar o gado feliz e xucro diga-se de passagem.

  10. Jose Mario HRP disse:

    Putz, estamos falando de consumo e comportamento e o cara aí em cima já tocou o Lula no meio?
    Que fixação!

    • Smith disse:

      O Saka citou: “É sensacional o fato da maior parte da população brasileira acreditar em um ser sobrenatural que tudo vê, seja ele ou ela quem for”

      Seria bom o Sr, le o post primeiro antes de comentar!

      Se ele citou Deus, pa não posso citar um rele e imperfeito mortal?

    • Smith disse:

      Pq não pode falar mal de seu “guia”?

      • Smith disse:

        O Bloguiera da falando so comodismo do brasileiro.

        Quer comodismo maior que votar em um “poste”, só para manter as medriocres “conquistas”!

      • Smith disse:

        Afinal o Saka não diz sempre que o consumo é um “ato político”!

        Se o brasileiro não dá conta nem de fzer os verdadeiros atos politicos de 4 em 4 anos, seu comodismo vai deixar ele ser cahto na loja?

    • O.J.S disse:

      É que o çábio foi tão ruim que não dá para esquecer.

      Por falar nele quando ‘;e que ele vai defender o amigão gadafi. O zé men.salão já defendeu!

      • luizpereira disse:

        defender o ditador kadafi não é primazia do lula. podemos comecar com o berlusconi……

      • O.J.S disse:

        Eu moro no Brasil e você?

      • luizpereira disse:

        sou brasileiro, noa voto no lula nem na dilma. e nao sou de esquerda..

        é só para lembrar que as vezes nao perdoamos erros do lula, por ele ser de esquerda (dizem alguns), mas mascaramos erros da direita, como de silvio berlusconi, somente para favorecer a nossa ideologia….

        e o mesmo vale para a esquerda, que comet o mesmo erro…

        engraçado, parece a escrita de um antigo mais**va**li*****a

      • Ssmitth disse:

        Primeiro eles vão discutir as 102 maneiras de escrever o nome do ditador kkkk

    • Osvaldo disse:

      HRP, o “Cara” governou 8 anos, saiu com aprovação recorde, o ídolo deles governou 8 anos e saiu mais por baixo do que ânu.s de cobra, o sujeito acaba por desenvolver uma certa fixação mesmo…é compreensível…deixa eles desopilarem o fígado…sejamos caridosos.

    • jack disse:

      Pois éw meu caro, o cara deve comer pão com banana pochado no toddy. Mistura tdo.

  11. FDA disse:

    Autonomia privada ou autonomia pública: eis a grande questão..

    O saka tem razão de colocar em discussão a questão da autonomia. De fato, nossa sociedade moderna defende com “unhas e dentes” certos valores do liberalismo, No entanto, pergunte a quem que que seja: o que é Ser Livre? O que é ter o poder da livre escolha entre a autonomia e a dependência? O que é agir livremente?

    Em um post anterior ressaltei o art. 5°, II da Constituição de 1988 que reconhece o direito de liberdade de Ser e de Agir: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Dá pra notar que a Constituição Federal é clara e explícita: a autonomia individual é não somente uma garantia política (poder Executivo), como também um direito (poder Judiciário): um direito individual de toda pessoa.

    Como explicar então que certas pessoas se “resignam” a uma situação? Por que insistimos a legitimar as determinações sociais: “é assim em todo o lugar”? Por que no Brasil é sempre “assim”? Por quê um terceiro “senti vergonha” quando um outro reivindicar seus direitos? Como “despertar o nível de consciência” do brasileiro sobre o direito a autonomia subjetiva? Será que o direito a autonomia subjetiva deveria ser “ensinada nas escolas”?

    No fundo, sera que o probléma principal não é que o Saka esta confundindo autonomia subjetiva com “pressão”, constrangimento sob um terceiro: “não deixar seu amigo entrar no supermercado que o destratou ou pelo menos garantir que ele vá fazer uma reclamação sobre isso”?

    Pela leitura dos comentários, os leitores/comentaristas então longe mais muito longe de fazer a diferencia ou de discutir tais questões?

    Vamos esperar, né! Nunca se sabe, por enquanto é muito confete e serpentino pro meu gosto…

    • Smith disse:

      O que seria autonomia pública?

      Conheço a autonomia privada ou autonomia da vontade que é um cidadão fazer tudo que não é vedado em lei.

  12. Bem, que os ventos da indignação não fiquem apenas na vitrine do processo de consumo contra tubarões do varejo ou (utopia) da industria de bens duráveis, automobilística, etc.
    O que se viu em SP (contra o aumento da passagem) foi a personificação da miopia (se bem que bem intencionada) de grupos dispersos, que na ociosidade que o mainstream tem lhes proporcionado (alô UNE) viram no aumento do preço da passagem a possibilidade de aplicar um pouquinho do que aprenderam nas modorrentas aulas de sociologia.
    Gostaria que o mesmo empenho fosse aplicado em manifestações pela escola pública, sendo coerente com o que como muitos dos manifestantes justificaram – pois não andam de ônibus – eles, mesmo não estudando com os filhos das empregadas, poderiam mobilizar-se em prol de um ensino público decente. Mas, parece que mesmo no inferno das boas intenções, a educação universal parece não ser interessante no projeto de construção de um país melhor. MEsmo assim aguardamos que isso ocorra um dia

    • Smith disse:

      Educação pública, veja a contradição ai!

      Se fosse escola privada o Bolgueiro diria que não leva desaforo para casa, de os maus serviços públicos. Afinal ninguém aqui é ingenuo e acha que serviço público é de graça como vendem os politicos para o povão.

      imagina se o “guia” tivesse realamente mudado o país e universalizado a educação, teria criado um bando de CHATOS que não levariam DESAFORO de votar em um “poste”. Saberiam que vvemos em um Estado regido por uma COnstituição, algo que que os Libios tanto querem, e que essas baboseiras de CONTINUISMO são só para enganar os inocentes.

      • verme disse:

        Qual opção não era “poste”?

        Escreva aí, sem enrolar, o nome da opção.

      • Ssmitth disse:

        Qualquer um que não fosse um “poste” poderia ser até o Plinio, embora não concorde em muito do que ele prega, pelo menos não é um “apadrinhado”.

        Não suporto essas “doenças” da República, em especial o “apadrinhamento”!

      • verme disse:

        Não enrola, Smith,

        Quem não era “poste”?

  13. marilu disse:

    Boa tarde Sakamoto, eu te amo!

    é preciso sim reclamar quando se tem razáo e náo perde-la na abordagem! porque o que se ve de consumidor dando “pitchi” pra cima de atendente de loja, isso sim é vergonhoso. partindo do principio de que todos somos inocentes até que se prove o contrário, eu acredito que uma reclamaçao educada, sensata tem que dar o resultado esperado, até porque podemos ir muito além de apenas reclamar.

    • FDA disse:

      Cara Marilu,
      Gostei muito de seu comentário. Ele é muito interessante.

      Interessante pela abordagem compreensiva.Vc ler o post. Tenta entender o que diz o autor. O que o autor dar a entender na sua crítica e autocritica da questão implicando o tema da autonomia nacional.

      Interessante por quê vc tenta abrir um campo de discussão com o autor. Vc o “ama” mas esse amor não lhe impede de se questionar sobre o que diz o autor sobre as situações implicando a questão da autonomia do consumador, autonomia subjetiva e autonomia pública.

      O fato que vc “ame” o autor não lhe impede de ver que as situações expostas pelo autor são confusas e muitas vezes paradoxais.

      Por todos esses pontos, digo bravo! Como vc pode constatar un dos problemas principais que coloca a questão da autonomia subjetiva é como conciliar o “amor” pelo outro, e, ao mesmo tempo guardar intacta essa capacidade de julgar por si mesma uma situação complexa da vida pratica de todos os dias…

      Boa continuação.

  14. Ricardo Souza disse:

    Eu costumo ser chato, mas tb só me estresso e muitas vezes não consigo o que é meu direito… É compreensível o “deixa disso”… Como eu perco mais? Não fazendo valer meu direito ou ficando estressado e doente?

    Se houvesse meios mais fáceis e EFICIENTES de fazer reclamações… como registrar reclamações no PROCON pela internet (até existe o serviço, mas é limitado e, pelo que vi, totalmetne ineficiente).

    O melhor é consumir menos… se “relacionar” o mínimo possível com companhias de telefone e bancos…

  15. Leila disse:

    Caro, tens aqui uma legítima representante do seu dircurso. Já liderei bem-sucedidas campanhas para destituir síndico de condomínio e para mais atenção do sindicato da minha classe profissional. Como consumidora, não, jamais, nunca levo desaforo pra casa. Esse é um tipo de comportamento que acaba por pautar seu brio, já que me percebo não aturando a nenhum tipo de desrespeito, inclusive em meu círculo íntimo de amigos. Não, não sou uma pessoa problemática. Me cuido, tenho amigos e hábitos comuns a uma mulher de 33 anos. Mas me considero uma pessoa diferenciada – e tbm mais feliz- por ter coragem de corrigir maus atendimentos e serviços.
    PS: Fui bem sucedida em todas as minhas queixas.

  16. Ju disse:

    oi Sakamoto, td bem? vc já viu esse vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=6XL3g4vPK30)? é chocante. achei q seria apropriado te mostrar. (nem sei se vc lê os comentários, espero q sim. nao sabia outro jeito melhor de te mostrar).
    Ab

  17. Mônica disse:

    Também passei pela situação de duas amigas se afastarem apenas porque questionei o dono de uma doceria sobre uma cobrança em duplicidade em meu vale refeição. Apesar de saberem que eu estava correta, resolveram esperar do lado de fora do estabelecimento. Simplesmente bezerros preparados para o abate! Triste saber que são a grande maiorira …

  18. Gilberto disse:

    Achar que determinados protestos viram baderna não significa defender os aumentos abusivos dos ônibus. Toda manifestação pública é lícita enquanto não infringir leis ou tumultuar a vida dos demais cidadãos. Os blogueiros “progressistas” acham bonito os tumultos populares e revoluções, mas isso não tem nada de charmoso. Dentro da lei e mantido o respeito aos demais, pode-se protestar como quiser.

  19. lucia disse:

    E isso ai Saka , eu ex supervisora de um contact center de uma multinacional alema de eletros domesticos, vi a alta diretoria da empresa manter propaganda enganosa e que poderia induzir a acidentes com a justificativa de que o marketing que fazian com esta foto justifiacava as poucas acoes e reclamos das pessoas que percebian algo errado . Hoje en dia vou a loja e converso ,mas se comecan a demorar para solucao vou directo no procon. Estou com uma causa contra a Gol e quanto mais tempo fico aqui na argentina , mas eu vejo como temos que mudar e GRITAR por nossos direitos.
    Com pedagio de 1.50 eles fazem buzinazo para nao pagar, ando de tren a um preco baixissimo com ar condicionado e wifi… ja no Brasil com a gestao tucana…o transporte foi pro $%@#$(*&^

  20. lucia disse:

    creo que lo mejor es reclamar mismo . El brasileno es muy dulce y demasiado manso para questionar por sus direchos.
    el precio del peaje , en san pablo es demasiado caro , las leyes de consumo en Brasil son rebuenas pero el puebo no las usa.

  21. Leandro Prazeres disse:

    Prezado Sakamoto.

    Já fui expulso aos empurrões de lojas de telefonia celular, já fui esculhambado por vendedoras em supermercado, por gerentes em banco, em tudo quanto é lugar que você imaginar. Se existe um lugar neste Brasil onde o atendimento é sofrível, acredite, esse lugar se chama Manaus, Amazônia. Sim, por incrível que pareça aos ecochatos que nunca saíram da Mata Atlântica, aqui na Amazônia temos uma (pra não falar das outras) uma cidade enorme, com dois milhões de habitantes e trocentos problemas. O atendimento, ou melhor, o mal atendimento, é apenas um deles, mas um dos que mais me irrita.

    Mas depois de anos me indispondo, cheguei à conclusão de que a resignação é o melhor caminho. Sim, sou egoísta, sim. Porque resignado, não sofro a angústia de ser mal-tratado. Não creio, sinceramente, que eu tenha que me indispor a cada compra para que, num futuro, eu possa ser melhor atendido. A gente só vive uma vez e eu quero é viver a minha da forma menos turbulenta possível. Acredito que o povo tem o tratamento que merece. Se você for ao Sul do país, vai encontrar vendedores bastante mais educados que os daqui de Manaus ou mesmo de outras cidades do Brasil.

    Não sou nem contra e nem a favor dessas cruzadas contra o grande capital, porque no final das contas, quem me atende não é o grande capitalista. É uma menina ou menino mais novo que eu que não tem sequer a educação de me olhar nos olhos enquanto fala comigo. Ou seja, o problema não é apenas o grande capitalista, mas a educação de berço. O brasileiro como povo, considerando, é claro, suas diferenças regionais, não é afeto a servir. Acha que isso é desmerecimento e quando é obrigado a fazê-lo, o faz, quase sempre, com o pior dos ânimos. Isso explica porque o Mac Donalds (que adoro) investe milhões em treinamento em todo o mundo, em padronização dos processos e produtos e quando chega em Manaus, nunca oferece aquilo que é básico em outros cantos do planeta.

    Enfim, estou com uma dor de dente monstra e por isso tbm estou um pouco mais rabugento.

  22. Rosana disse:

    Eu sou chata e nervosa.
    Temos mesmo q reclamar.

  23. Rudi disse:

    É questão de amor-próprio: não volto em lugar onde fui mal tratado.

  24. Luiz-PR disse:

    Sakamoto, eu reclamo, exijo meus direitos e já fiz várias trocas de produtos com defeito ou estragados, como alimentos (sorvetes, congelados), não tive maiores problemas. O grande problema é oligopólio, 80% dos alimentos, móveis populares, eletros, são vendidos por menos de 20 empresas no Brasil. Não temos para onde correr…..

  25. Pedro Henrique de Castilho disse:

    Eu sou o consumidor que não volta(pesquisem a frase atribuída a Sam Walton, aquele do Wal-Mart). Não volto, reclamo e falo mal pra todo mundo ! No nosso país nada funciona, ainda. Sempre reclamo “pra cima”. Gerente não adianta. Tem que ser com a Ouvidoria, com a Corregedoria, com a Presidência, enfim, quem resolve de verdade.

  26. Scheilla Raffaelli disse:

    Leonardo,
    levei uma amiga brasileira que mora no Brasil pra fazer compras numa loja aqui nos EUA e assim q ela foi pagar por uma bolsa q ela havia tirado de bancada que continha um sinal de 30% OFF, fomos informadas que a bolsa nao estava no desconto. Eu entao questionei que nós tiramos a bolsa da bancada onde havia o tal sinal e a caixa disse que além colocou lá. Eu então pedi pra falar com a gerente, e ela me informou que ela era a gerente. Eu então disse que se alguém tivesse colocado a bolsa lá não era problema nosso, a bolsa estava lá e eu queria o desconto. E fui falando coisas do tipo que a loja tinha criado a expectatica de nós comprarmos a tal da bolsa por aquele desconto e eles tinham que honrar isso. Falei e falei … conclusão: minha amiga comprou a bolsa com os 30% de desconto. Minha amiga mesmo disse se fosse no Brasil ela iria ter vergonha de brigar. Mas eu tb era assim quando morava ai. Aprendi isso aqui.

  27. Marco disse:

    Sakamoto, então sou uma peça rara… eu tenho minha lista negra: Carrefour, Itavema e Banco do Brasil, recuso-me terminantemente a dar um centavo sequer a estes antros de desrespeito ao consumidor, o primeiro por ser antes de tudo um mau empregador que paga salários miseráveis e coloca pessoas totalmente despreparadas em suas linhas de frente, o segundo, por não cumprir o que promete e enganar o consumidor o terceiro… é a maior piada dentre os bancos nacionais, pretende ser um banco comercial, mas se tivesse comprometimento com o consumidor como tem para tomar máquinas e terras de agricultores inadimplentes, seria o maior banco do país, mas não passa de uma repartição pública da pior qualidade.

    Precisamos ser chatos, temos o dinheiro, temos o poder, é hora do consumidor brasileiro deixar de ser vaca de presépio e dar uma grande banana para os exploradores de nossa boa vontade.

  28. Nice Ramos disse:

    Olha só : um post incentivando as pessoas que se sintam lesadas ou enganadas ou que discordem do ” produto ou serviço ” que recebem a reclamar ! Muito nobre , certo , buda do Timor Leste ? Sim, desde que não seja para lhe cobrar qualidade no seu próprio post , que censura quem discorda de você e quem lhe provoca , como você gosta de o fazer ( apesar de ser um indigente na arte de escrever ) !
    Façam o que digo , mas não façam o que faço ! Muita falsidade deste senhor !Aprenda que democracia não é falar o que os outros gostam , mas aceitar que outros pensem diferente de você , Sakamoto !

  29. Marcelo disse:

    Leonardo,

    Gostaria de uma análise tua, se possível, do que aconteceu em Porto Alegre na sexta-feira:

    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3223045.xml

    http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=262543

    Nossa mídia local trata o ocorrido como “incidente”. Um motorista acelerar deliberadamente contra um grupo de ciclistas sob meu ponto de vista é tentativa de homicídio, doloso.

    Entretanto, não só a mídia tratou como incidente, mas a própria EPTC (responsável pelo trânsito) diz que o grupo estava irregular (sic). Além disso, o delegado responsável disse que vai esperar o motorista se entregar para ouvir as duas partes, pois conforme suas palavras ele foi provocado, o que dá a entender que justifica tal atitude.

    Desculpe recorrer ao comentário sobre outra matéria para falar disso, mas não achei teu email nos posts.

    Grato.

    Marcelo Giovano

  30. Fernando Oliveira disse:

    Você pede para sermos chatos, mas esse Smith o é na expressão da palavra, revoltado e inconformado, que cara chato pô!

    • Ssmitth disse:

      Obrigado, só estava testando a tese do “chatismo”!

      Para verem como um “chato” incomoda!

      Mas com certeza vc me superou, apelou o foi mais “chato” que eu kkkkkk

  31. jose francisco disse:

    Os brasileiros estão preocupados com quem vai ficar a taça das BOLINHAS, e com que fantasia vai pular o carnaval,afinal felicidade esta diretamente ligada a ignorancia.

  32. Norma disse:

    Caro Leonardo, acredito assim como você em lutármos pelo que é certo e de direito. O que é bacharia para alguns pode ser, e acredito ser, a soluçao para infinitos ploblemas no qual nosso país e nós vivemos atulamente.

  33. Eduardo disse:

    Se cada brasileiro tivesse uma única oportunidade de ir à Suiça… Bélgica… Dinamarca… Suécia… e presenciassem pelo menos um dia de boa educação, com certeza poderíamos saber realmente do que são feitas estas pessoas… Marionetes do sistema ou conscientes consumidores materialistas. Direitos e deveres fazem parte da base comum de uma sociedade, coisa que no Brasil é confundida com ‘Quem chegou primeiro’ ou ‘Quem é mais esperto’ ou ‘Sou mais eu’… A diferença básica além da educação, é a remuneração salarial. Em qualquer lugar do mundo paga se pelo trecho percorrido, seja em onibus, metrô ou trem. Como?! O salário é pago por hora… A diferença entre tarifas e qualidade de serviços é irrelevante no Brasil. Se mais de 30 pessoas foram assassinadas porque de uma forma ou de outra discordavam do transporte público e como ele é administrado em São Paulo… Quem vai querer fazer justiça??? Sem falar do bilhete do idoso, coisa que inexiste em outros países pois a remuneração da aposentadoria é suficiente para um cidadão tocar a vida dignamente sem depender do populismo… Ah! o assunto é supermercado! Me irrita profundamente a falta de caixas e os que estão em serviço batem micro papinhos com cada cliente atendido… Diniz, some o tempo perdido em cada papinho deste e veja o tamanha da fila… Outra coisa, o caixa para de cobrar para embalar mercadorias… Pelo que eu saiba este tipo de ‘cortesia’ seria dispensável e a fila andaria mais se o setor de embalagem fosse separado dos caixas como é no exterior… O Brasil tem muito o que melhorar… Não adianta sonhar que o dinheiro do Pré-Sal vai melhorar o país… A base da sociedade é educação!!!

    • FDA disse:

      Caro Eduardo,

      Tem coisas que não passam…Seu comentário é simplista, anticonstitucional e neocolonialista. Portanto revoltante!

      Muito simplista, por quê sua hipótese parte do postulado que “se cada brasileiro tivesse uma única oportunidade de ir à Suiça, Bélgica, Dinamarca, Suécia,” logo “presenciassem pelo menos um dia de boa educação”, em consequência “com certeza poderíamos saber realmente do que são feitas estas pessoas”!

      Anticonstitucional, por quê se seguimos a logica judiciária da sua afirmação segundo a qual os “direitos e deveres fazem parte da base comum de uma sociedade” vc deveria saber que sua proposta é ilegal e imoral.

      Se seguimos a norma do art. 5°, II da Constituição de 1988 que reconhece o direito de liberdade de Ser e de Agir do brasileiro: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

      Interloca de saber por quê “cada brasileiro” seria obrigado de seguir o modelo comportamental dos suíços, dos belgas, dos dinamarqueses, dos suecos? Que tipo de lei nacional legaliza o modelo comportamental dos suíços, dos belgas, dos dinamarqueses, dos suecos como universal?

      Neocolonialista por quê seu modelo de referência é o eurocentrismo da “boa educação” que se opões a má educação.

      A questão é então de saber até quando, o povo brasileiro (autonomia pública) será confrontado a esse tipo de ideal simplista de “Nos” brasileiros? Até quando devemos tolerar comportamentos ilegais como esse vindo de vc? Até quando devemos tolerar essas visões preconceituosas, discriminante, neocolonialista da nossa autonomia nacional?

      Portanto, oriente-se, tenha ao menos a dignidade humana (autonomia subjetiva) de respeitar a dignidade de nosso povo (autonomia publica)!

  34. Fernando Oliveira disse:

    Da mesma forma que devemos cumprir nossos deveres e isso é obrigatório, devemos exigir nossos direitos, não podemos abrir mão destes benefícios por uma questão de exercício de cidadania.

  35. Renata disse:

    Sou chata, nervosa, nao levo desaforo para casa e, na maioria das vezes, apesar do mal entendimento e do mau humor consigo os meus direitos. Sempre exigo o preco da prateleira mesmo que a diferenca seja de centavaos como no caso de desodorantes e absorventes. Ja fui mal atendida na drogaria Onofre do Vila Lobos, na Droga Raia da Vila Sao Francisco, no Extra do Jaguare e em muitos outros lugares sempre pelo preco estar errado. Nao me importo com a cara feia do gerente, com a fila que cresce ou com os conhichos do caixo. Brigo pelo preco certo mesmo que seja por 5 centavos de diferenca. Sakamoto, a velha maxima`o cliente sempre tem razao` nao vale por aqui.

  36. José Baldin disse:

    Sakamoto, boa noite.

    É completamente insana a luta do consumidor pelos seus direitos, principalmente o de ser tratado como aquele que é o motivo da existência das empresas de bens e serviços.

    Tratar com um serviço de atendimento a clientes dessas empresas, composto por pessoas que sequer são funcionários delas, com roteiros sem alternativa para que se possa realmente ser atendido por alguém que tenha a “vontade” de resolver problemas criados por elas próprias, tornou-se rotina e um desperdício de tempo para ambas as partes.

    Para muitas pessoas do nosso convívio somos chatos e nervosinhos por expressarmos o que é certo e de direito do consumidor lesado.

    Gostaria de lembrar que os próprios meios de comunicação estão diminuindo em suas publicações o espaço de canais independentes do controle das empresas para, nós consumidores, manifestarmos o nosso descontentamento.

    Um abraço.

  37. Glaucia disse:

    Nem sempre sou chata como deveria, mas em grande parte das vezes que tive algum problema com produtos e serviços, meus direitos foram respeitados. Exceção feita a Renner, Telefônica e Oi, com essas empresas sou uma chata constante, propagando entre amigos, colegas e quem mais estiver por perto o exemplo de desrespeito ao consumidor que elas representam pra mim.

  38. Carlos Roberto disse:

    Olha, nós brasileiros, além de compor uma sociedade de “panos quentes e deixa disso”, somos em primeiro lugar otários covardes (vejam que usei o tempo verbal nós). Somente uma sociedade desse nipe consegue preferir os panos quentes e deixa disso em lugar de defender seus direitos e cumprir seus deveres. Pior, vejo aqui nas participações no blog, inúmeros brasileiros tentando desqualificar as reflexões sociais do Sr. Sakamoto, alegando falsidades no comentário. Numa democracia plena, o mais importante não é aceitar o que os outros pensam, mas avaliar se esses pensamentos – seguidos das atitudes – são favoráveis à sociedade como um todo, e não apenas a grupos geralmente formados de índole duvidosa, egoista e desonesta
    Até temos o direito de não gostar daquilo que o Sr. Sakamoto escreve, por qualquer motivo que seja, mas devemos ter no mínimo a coragem de usufruir das informações para buscar e defender nossos direitos. Quem não gosta de ler o Sr. Sakamoto e vários outros jornalistas críticos da nossa falsa democracia, demonstra claramente que prefere manter o Congresso, o Judiciário, o Executivo, as agências reguladoras, etc, que temos. Enfim, são brasileiros – será? – que preferem sofrer todas as humilhações pessoais e coletivas praticadas pelas empresas e instituições existentes no país.

  39. Fernando Oliveira disse:

    José Francisco, pelo seu nível de conhecimento, avalio o seu grau de infelicidade.

  40. Paulo disse:

    Sakamoto, concordo!
    Tanto que me fez lembrar de quanto devemos estar atentos aos usos privados de espaços públicos, que vao desde os cones na frente dos bares, reservando vagas aos manobristas até os avanços imobiliarios – urbanos, rurais, florestais.
    Chama o gerente sim!

  41. Urias disse:

    Caro Sakamoto: apenas com consumidores “nervosos e chatos” certamente não se resolverão os inúmeros problemas relacionados. É imprescindível que, além deles, haja órgãos atuantes e autoridades “serenas, dedicadas e rigorosamente cumpridoras das leis”.

  42. Maria disse:

    Muito bom Sakamoto. É uma pena a distorção no entendimento. Para defender seus direitos não é necessário brigar e sim se posicionar. O que são coisas diferentes. Caso contrário continuaremos à mercê das grandes empresas que fazem o que querem, cobram o quanto querem porque nós consumidores não sabemos a diferença entre ser assertivo e ser mal educado e agressivo.
    Parabéns.

  43. Antonio Dutra-Manaus disse:

    Caro Sakamoto,

    Brasileiro precisa mesmo deixar de ser babaca.
    Se tivesse tido uma atitude mínima de reação em tudo, melhor seria com consciência e coletividade, este povo teria com certeza um país melhor.
    Mudando de assunto, porque filme brasileiro para ser produzido e distribuido a nível mundial precisa sempre mostrar a miséria e a degradação humana, moral, intelectual, material, cultural, etc.., do Brasil???!!
    Isso parece lavagem cerebral para nossa auto imagem.
    É só lembrar de nossos grandes sucessos internacionais de filmes nos últimos 10 ou 15 anos.
    O que você acha Sakamoto?

    Haja vista

    • Ronaldo disse:

      É verdade, o último concorre ao oscar, “Lixo Extraordinário”. Há tempos fiquei admirado com a reação dos críticos de cinema brasileiros que esculhambaram a academia porque o filme Central do Brasil perdeu para o “A Vida é Bela”. Depois de assistir aos dois filmes tive vontade de esculhambar com os críticos publicamente, não só porque o “A Vida é Bela” era mutio melhor, mas, principalmenete, porque Central do Brasil era muito pior.

  44. Ronaldo disse:

    No momento estou sendo desrespeitado pela Porto Seguro Seguradora e pela sua oficina referenciada, a Florada de São José dos Campos, que parece estar consertando um submarino em alto-mar e não um carro. Bati meu carro dia 20/01/11 e, até agora não foi consertado. É quase impossível falar com a Porto, e só atendem on line, atendimento impessoal, frio e as atendentes dizem que nada podem fazer. Se tiver sorte e recuperar meu carro, verei o que mais posso fazer, pois já decidi que o corretor e a Porto perderam um cliente. Para ser atendido por computador melhor não ser. Enfim, em todos os cantos há funcionários mal educados, e eu que pensava que só na administração pública houvesse esse tipo de gente.

  45. Eduardo disse:

    Mais uma…
    Fui ao cinema Unibanco do shopping Bourbon num feriado…
    Já faz um ano e dois meses agora.
    Era dia 1º de janeiro e como tudo fica meio parado resolvi ir ao cinema…
    O filme era o ‘Sete Vidas’ com Will Smith… Censura 14 anos.
    Pouco antes de apagar a luz presenciamos a entrada de um casal com um bebê de 02 (dois anos) aproximadamente…
    Resultado: O bebê falou, chorou, reclamou o filme inteiro…
    Tiveram momentos que a mãe ficava andando pelos corredores e assistindo o filme em pé…
    Em certo momento ouviu se ecoar no cinema a voz da mãe que estava na porta da sala: O que ele disse? perguntando sobre a cena do filme…
    Pensei comigo: É brincadeira!!!
    Para ajudar havia um grupo de uns 5 adolescentes que não paravam de zuar durante o filme.
    Num determinado momento do filme um destes rapazes começou a vomitar… Acho que ele vomitou o Reveillon inteiro na fileira dele…
    Imagine uma sala inteira de pessoas se espremendo nas poltronas laterais… Sai para reclamar meu ingresso R$18,00.
    Mas tudo já estava fechado e um rapaz que se dizia gerente disse que não poderia fazer nada… Nem quanto aos rapazes nem quanto ao bebê, já que os pais assinaram um termo de responsabilidade que o cinema oferece na entrada… Voltei para casa frustrado no 1º dia do ano… Entrei no site do Unibanco Artplex… e para minha suspresa não há SAC ou Fale conosco… Ou seja, no Brasil consumidor só consome… Seja do jeito que for… Se cada brasileiro reclamasse mais, reinvindicasse mais, ajudasse nossos governantes elaborar leis que supram as necessidades da sociedade e não dos capitalistas… Porque os capitalistas dependem da população para evoluir seus negócios…
    Outro dia também fui maltratado numa lanchonete porque não pedí o kit lanche que eles empurram em cima da gente. Fui tirar satisfações com a menina atendente sobre o teor da conversa dela com a caixa do lado e ela riu da minha cara. Falei para ela que sabia que ela era treinada para gravar e repetir toda aquela mensagem, mas que uma vez só bastava e a chamei de ‘Bitolada’. Imagine uma caixa de lanchonete (um trabalho digno como qualquer outro…) tirando sarro da sua cara dizendo: Ele deve ser pobre e não tem como pagar batata frrita, refrigerante grande, sobremesa e sorvete… O que nos resta para cada passeio ou fim de semana é: I N D I G N A Ç Ã O !!! Acorda Brasil!!!

    • Luci disse:

      Há uma gerente geral no cinema Unibanco do Shopping Bourbon que resolve tudo rapidamente (esquece, perdeu algo dentro de uma sala, o filme parou e vc quer ir outro dia ou ver outro filme, gente fazendo barulho ela tira da sala na hora). Não sei seu nome, é baixinha e gordinha ( e um mulherão de caráter), está sempre com um rádio.

  46. EDUARDO disse:

    No dia em que o povo brasileiro se preocupar menos com futebol, novelas e BBB talvez alguma coisa mude.

    Se o governo aumenta os impostos só se ouve alguns chorando, durante algum tempo, nada mais que isso, porém se o time sofre uma goleada, o aeroporto fica lotado de torcedores “indignados”.

    Enquanto tivermos essa mentalidade, nada irá mudar.

  47. jean disse:

    Uma vez passei um perengue na rodoviaria da Barra Funda. Eu pegava um fretado para meu estagio em uma emissora de TV e tinha chegado antes do tempo. Resolvi esperar nos banquinhos da estação rodoviária.
    Chegou um segurança, me perguntou se eu vou pegar ônibus das empresas. Disse que não e ele me pediu p/ sair. Resolvo atende-lo, mas antes de ir eu afirmei que o lugar é público e que eu posso transitar por lá( coisa básica de direitos civis).
    Nisso o moço se enfezou e começou a dar chilique ( igual o textos do Reinaldo azevedo, só que numa versão máscula, hehe).
    Aí me irritei e fui até o balcão de informações e pedi o telefone do setor de reclamações. A atendente se recusou a me passar e logo fui cercado por seguranças. Todos prontos para sentar a mão, com braços cruzados e punhos cerrados. Buscavam me intimidar. Segundo o que eu pude entender, como estava de preto eu teria boa chance de ser bandido ( Esse pessoal não conhece o Batman?).
    O mesmo que deu chilique me acusou de atuar como punguista no metrô, mas cala a boca quando eu o ameaço de processo. Vendo que o pessoal estava na gana de me levar longe das câmeras para dar uma sova punitiva, me pirulitei e vou atrás do meu ônibus.
    Noutro dia, fui me informar no DP da estação se aqueles seguranças poderiam ter feito isso. Resultado: A escrivã é mau -educada e se recusa a conversar.
    Não fiquei satisfeito. Fui atrás, me informei que a estação rodoviaria teria sido privatizada. A concessionária era a Socican. Entrei em contato por fone com a ouvidoria do metrô e depois de um chá de cadeira sou atendido.
    Expliquei o caso e a moça não deu muita bola.
    Aí , eu contei em que programa de TV eu era estagiário. Aí a coisa mudou de figura. Ela pediu um tempo. Ouvi do outro lado: “Ele é do programa X”.
    Outra moça veio falar comigo.
    Ela ouviu a queixa, pediu detalhes, perguntei se já tinha acontecido algo assim, ela confirmou outros casos e prometeu uma resposta.
    Recebi uma cartinha do metrô uns quinze dias depois pedindo desculpas e fiquei sabendo que houve advertências( não sei se formal ou verbal) e que a equipe recebeu um treinamento de atendimento ao usuário.
    Era para eu ficar satisfeito?
    Não.
    Pq se eu não falasse do dito programa de tv teria tomado certamente um chapéu na época.
    Isso foi há anos atrás, hoje não sei como a banda toca.
    Espero que tenha melhorado na ouvidoria e com a segurança.

  48. MARCELO IEZZI disse:

    SAKA,
    EU SOU UM CONSUMIDOR CHATO!
    DAQUELES QUE JÁ FEZ A PHILIPS DO BRASIL, ME FORNECER UM DECODIFICAR DE SINAL DE NTSC PARA PAL-M PORQUE O DVD PHILIPS FABRICADO NO BRASIL, QUE COMPREI NÃO ERA COMPATÍVEL COM MINHA TV NACIONAL. EU COM ISSO?
    DAQUELES QUE JÁ FEZ O GERENTE DA LOJA DE CALÇADOS SAIR DA LOJA E IR DEVOLVER MEU DINHEIRO EM CASA (30 KM), POIS NAS DUAS PRIMEIRAS VEZES ELE SE RECUSOU, MAS APOS UMA LIGAÇÃO NA RESIDÊNCIA DO PROPRIETARIO DA LOJA, ELE CONCORDOU EM DEVOLVER O DINHEIRO OU PERDERIA O EMPREGO. E EU COM ISSO?
    DAQUELES QUE FEZ A CENTRALAR, QUE CONTRATOU UMA TRANSPORTADORA QUE EXTRAVIOU MEU PRIMEIRO PEDIDO E APÓS ATRASAR O SEGUNDO PEDIDO, INSTALAR POR CORTESIA O AR CONDICIONADO NA MINHA RESIDÊNCIA, CLARO, TIVE QUE LIGAR PARA O DONO DA EMPRESA, E FAZER UM POUCO DE BARULHO, MAS GANHEI A INSTALAÇÃO. E EU COM ISSO?
    ENFIM, TEM QUE SER CHATO SIM… TEM QUE FAZER BARULHO, TEM QUE FAZER PREVALECER SEU DIREITO DE CONSUMIDOR.
    EMPRESAS QUE NÃO ESTÃO PREPARADAS PARA ATENDER O CONSUMIDOR DE FORMA DIGNA, CORRETA E JUSTA, TEM QUE SAIR FORA DO MERCADO. QUEM CRITICA O SAKA, SÓ PODE SER GERENTE, DE ALGUMA DESSAS PORCARIAS DE EMPRESAS QUE NÃO ESTÃO ADEQUADAS AO NOVO MERCADO CONSUMIDOR.
    CHEGA DE CULTURA DO JEITINHO BRASILEIRO.
    SOU UM CONSUMIDOR CHATO ….. É ISSO AI SAKA.
    ABRAÇOS.

  49. jack disse:

    Já dizia Lima Barreto: “o Brasil não tem povo, tem platéia”. Triste constatação, porém correta.

  50. marta llima disse:

    Depóis das grandes redes de Supermercado, nos nao conhecemos o Gerente e reclamar dos absurdos que vemos parece nao valer a pena que nao seremos ouvidos,como dona de casa ja notei que os frangos congelados e peixes estao cheios de agua, cada quilo tem 300 gramas de agua, que ja pesei,fazer o que comprar as carnes e peixe descongelados,como somos roubados e nao existe um orgao para fiscalizar.

  51. David disse:

    A verdade é que a cultura do povo brasileiro é de um povo que nasceu para perder, a maioria dos pais não ensinam seus filhos para serem vencedores na vida, por isso nosso país é o que é, infelizmente…

  52. JORGE disse:

    Temos mesmo que procurar nossos direitos, mas sem sermos violentos só procurando ser respeitados pelas grandes empresas que parecem que fazem questão de ignorar o fato de que elas dependem dos clientes e estas é que pagam as contas dessas grandes empresas e se não reclamarmos quando essas estiverem abusando de seus clientes elas nunca vão mudar e não estou aqui falando de mover uma ação contra as grandes empresas e sim pedir para que os responsaveis dessas empresas sejam realmente responsaveis com os seus clientes e nos respeite sempre quando estamos a fazer compras.

  53. marcos disse:

    O respeito ao consumidor só será de fato uma realidade quando este se conscientizar de seus direitos. E o direito de botar a boca no trombone e divulgar pela internet um atendimento inadequado ou uma empresa que
    não oferece a qualidade anunciada de um produto. Nunca foi tão fácil fazer uma empresa se “arrepender” de enganar os consumidores.

    Ao Jornalista Sakamoto, gostaria de cumprimentá-lo pela independência e ineligência de seus comentários.

  54. Maria Joana disse:

    Estão longe, supermercado, Brasília…
    Falo do prédio onde moram.
    A maioria diz para as contas “equivocadas” do síndico “paga e deixa prá lá…esse valor não vai te fazer falta…dividido vai dar pouca coisa…não vale a pena”
    COMO SE fosse chique ser tapiado, como se fosse chique ser passado para tras, como se fosse chique aplaudir a Lei de Gerson.

  55. wagner disse:

    Caro sakamoto: num pais que, quando vc compra 1 litro de gasolina tem que engolir 1/4 de alcool, quando vc compra 1 litro de alcool tem que engolir 10% de agua e quando compra 1 litro de diesel tem que ser multado pela cetesb,porque o mesmo é o mais sujo do mundo,o que se pode esperar: detalhe são os combustiveis mais caros do mundo.acredito que o problema não seja a falta de civismo ,mas de valores e idéias equivocadas,tido como certas.só tenho certeza de uma coisa ….continuamos sendo chacota no mundo inteiro pelos nossos equivocos…mas ai é outra historia….abraços.

  56. David Fermi Gomes disse:

    Sakamoto, seu blog é uma aula de cidadania. Pena que a populaçao, com o o eleitorado de SP é muito conservador. Eu morei na terra de seus ancestrais Japao (7 anos ) e Espanha 2 anos. Lá tem concorrencia, respeito pelo consumidor e vendem produtos de qualidade, se nao houver qualidade os consumidores/cidadaos caem matando.
    Quanto a tarifa, é impressionante que o sr. Kassab consguiu um feito: deixar a tarifa de Onibus mais cara que o Metrô. Mais impressionante ainda é a populaçao aceitar e apoiar que esta tarifa seja mais cara de que muitos países da Europa. Considerar o lixo de transporte que temos R$ 2,90 e R$ 3,00 é um roubo. Nao temos conforto algum, e temos animais conduzindo os onibus ao invés de motoristas. E o que me deixa estupefato é que quando comento que lá fora o transporte é melhor e mais barato muita gente nao acredita.
    É por isso pelo comodismo/ufanismo em achar que o Brasil é o melhor país do mundo ou está perto de ser 1º mundo que nao deixa o país avançar, socialmente, economicamente e principalmente culturalmente.
    Estamos em um país de 3º mundo, com custos de Tokyo, Dubai e compramos produtos e serviços de África.
    Ás vezes tenho vergonha disso tudo…………

  57. Roberto disse:

    É Sakamoto, a coisa é triste mesmo. Nossa indignação não tem fim.
    Dificil até comentar.
    Abraço solidário a você !

  58. Débora disse:

    Eu sou chata pacas, nunca mais entrei no Bob, pq um dia comi uma salsicha estragada, mas isso foi há 20 anos atrás!!!!
    Eu reclamo e mudei de operadora a TIM, só pq ela não me dava os mesmos direitos de um cliente que estivesse mudando de operadora, ou seja, eu teria que pagar um aparelho em 6X, enquanto um novo cliente poderia fazê-lo em 12X. Então qual a vantagem de eu ser uma boa cliente, nenhuma…Temos muito que reclamar, muito!!!E a verdade que ninguém precisa sair na porrada, só não ser mais cliente, se não for bem atendido, apenas isso!!!
    Temos que reclamar sempre, como consumidores, como cidadãos, como pessoa…namorado ruim, tb reclamo!!! ahahahaa

  59. helena miranda disse:

    Sou uma cosumidora chata e nervosa! Faço parte desse time e incentivo meus amigos a serem também. Nem todos estão dispostos a reclamarem, pq acham que já se aborrecem demais. Eu acho chato e aborrecedor comprar um produto com defeito, estragado, fora da validade etc…
    Tenho horror a comerciantes que vendem seus produtos e se colocam na seguinte posição: se alguém tiver que ter prejuízo, que seja o desavisado que comprou; não eu, que só posso ter lucros.
    Tenho inúmeros casos pra contar, mas o último vale a pena: comprei uma sandália de camurça vermelha, em uma loja de marca bastante conhecida. Usei a sandália apenas uma vez, mas estava chovendo e ficou cheia de lama. Tive que lavar, sem esfregar, claro. A tinta saiu todinha. Fui à loja p/ reclamar e mandaram para “análise”. Passados alguns dias me ligaram para dizer que eu deveria ir buscar a sandália, pois não havia sido autorizada a troca. Pedi então que deixassem junto da sandália a análise e avaliação por escrito, que iria buscar. Conclusão: dois dias depois me ligaram para avisar que eu poderia ir à loja para fazer a troca. POde?

  60. Hans Lauxen disse:

    Prefiro reclamar sempre no serviço público. Em cidades do interior a Caixa Economica Federal geralmente para abrir conta exige que se faça um titulo de capitalização, o que chama-se de venda casada é proibida. Quando tentaram me impingir essa capitalização me recusei e um cidadão simplesmente disse que a Caixa não abriria a conta. Falei que ia fazer B.O na delegacia de Policia e iria à justiça comum para exigir a sua demissão. Na hora apareceu um gerente (antes não tinha) e êsse assumiu o controle da situação dizendo que o funcionário estaria estressado etc.etc. Deixei para lá, mas a próxima vai nas filas do Banco do Brasil, desta vez não paro. Me incomodo e incomodo.

    • Lu disse:

      Não é só nas cidades do interior que acontece essa prática. Trabalho em um banco público numa capital e é a mesma coisa. Mas vc acha que o funcionário te falou isso só porque tava estressado ou não foi com a sua cara?? Não. Isso acontece pq a direção do banco estipula metas, geralmente absurdas, e os funcionários das agências que vendam, não importa como. Outra coisa que existe também é a relação comercial. O banco não é obrigado a abrir a conta, abre se quiser, é a chamada reciprocidade, vc abre a conta e adquire um produto e o banco te oferece atendimento físico, terminais de auto atendimento, cartão magnético, etc (ou vc acha que isso não tem um custo??). Portanto incomode as “pessoas certas”. Pra isso existem as ouvidorias, não desconte no coitado do funcionário, ele só cumpre ordens, e acredite, não está nada satisfeito com isso.

  61. Lu disse:

    Concordo! O brasileiro é muito acomodado! E as empresas sabem disso, tarifas públicas absurdas, péssimos serviços, impostos que a gente paga sem saber pra quê, e são poucos os que reclamam, que lutam por seus direitos. Levar desaforo pra casa não! Mas precisamos aprender que não é do jeito que o Eremildo entendeu o post, porque pra brigar por seus direitos, não precisa brigar literalmente. Quando se age com violência, seja verbal ou física, a gente nunca tem razão.

  62. Delmar Moraes disse:

    Conte comigo em número, pq sou o chato e nervoso numa parada dessas.

  63. Hugo disse:

    Fico feliz em saber que não sou o único chato que se diverte em tentar exigir que estas empresas trabalhem direito. O problema é quando chega ao judiciário. Este é um serviço público contra o qual eu tenho muito, muito medo de brigar.

  64. Mario Fonseca disse:

    Eu sempre cito dois casos que eu vivi muito antes do Código do Consumidor e que me fiz ouvir. Um caso foi de uma assistência técnica de máquina de lavar e outro foi de uma construtora. Não foi preciso bater em ninguém, apenas reclamei com orgãos e as pessoas certas.
    Em outros casos não tive tanto exito, mas continuo a minha envangelização – um cliente insatisfeito conta a sua estória para mais de 70.
    Que mania da porrada! de levar tudo no braço!

  65. Alexandre disse:

    Depende. Acho que há chatos e há chatos.

    Há os chatos que brigam por algo que é mínimo, fato rídiculo, perdem a referência de ser bom chato e se comportam como chatos na quinta potência. Os encrenqueiros, os mal amados.

    Já os bons chatos não são devem ser chamados de chatos, mas sim de conscientes.

    Sejamos os “chatos” conscientes.

    Há uma diferença e tanto aí.

  66. Ronaldo disse:

    Saka, Como sempre os seus posts são referencia pela qualidade e aqueles que comentam sem descambar para o atrito partidario tambem são fantasticos, mas existe uma coisa em nós brasileiros que acaba se voltando contra nós mesmos. Temos que reconhecer que a cultura empresarial, dos latifundiarios, dos politicos, médicos, lojistas e prestadores de serviços em geral, preza o lucro em primeiro lugar, a ultima coisa com que eles se preocupam é com voce. Nós vivemos em uma democracia capitalista, aplaudida por varios aqui, nela voce é o que a sua conta bancaria lhe proporciona, não adianta chorar (é triste e nojento, mas é verdade). Então se voce for prejudicado e não voltar, voce esta fazendo a coisa certa, mas se voce fizer isto sozinho, literalmente não vai adiantar nada. Então, o que fazer? Tudo o que as pessoas conscientes e “chatas” disseram aqui, mas somado a uma coisinha. Se voce estiver realmente certo (porque reclamar sem razão tambem não dá..), procure um advogado, faça com ele um contrato de risco (se a causa for ganha voce paga uma porcentagem, se não ganhar, fica por isso mesmo), para que ele lute por voce. Com isso, alem de voce estar exercendo seus direitos, voce vai fazer doer o unico orgão sensivel destes caras, que é o bolso. Apenas lembrando, antes que algum engraçadinho apelador, venha com observações idiotas, não sou do PT (mas muito menos dos outros partidos), não sou comunista nem capitalista (apenas um pobre cidadão comum, aposentado e pobre), votei nulo, e não sou advogado, portanto não estou fazendo propaganda apenas passando uma dica que pode funcionar muito bem.

    • Ssmitth disse:

      “É só dar uma espiada nos posts que trato dos protestos contra o aumento na tarifa do ônibus em São Paulo para ver a quantidade de comentários de pessoas que defendem com unhas e dentes o reajuste acima da inflação em São Paulo e chamam os manifestantes de baderneiros e vagabundos.”

      Quem de forma sublinhar sempre dá um enfoque partidário é o próprio blogueiro, porque ele nunca fala dos péssimos serviços federais como o INSS?

  67. Alexandre disse:

    Mas voltando à vaca fria, se há muitas empresas que tratam e se comportam mal, a coisa melhorou muito desde 20, 30 anos atrás. Não se compara hije com os velhos tempos.

    E tende a mudar mais ainda com os “chatos” conscientes.

  68. verme disse:

    Lembro de casos como o de donas de casa que protestaram contra um grande magazine de roupas por conta da revelação de trabalho escravo em sua linha de produção. Isso assusta. E muito.

    Lembro de casos como o de donas de casa que protestaram contra um grande magazine de roupas por conta da revelação de trabalho escravo em sua linha de produção. Isso assusta. E muito.

    De novo!

    Isso assusta.
    E muito.

  69. Armando disse:

    Esse Pão de Açúcar é a cara do seu dono. Já quebrou uma vez, e quebrará de novo se não começar a respeitar seus consumidores. Não frequento essa birosca e nem o Carrefour, este, contumaz desrespeitador de consumidores e funcionários. Basta ver o nº de processos que tem na justiça.
    O que deveria mover o consumidor consciente, simplesmente, é a capacidade de se indignar.

  70. Chesterton disse:

    Lendo os comentários me lembrei de um problema que tive com uma cia telefonica. Não fui chato, não me estressei e esperei que me colocassem no SPC: 3 mil reais no meu humilde bolso.

  71. Mario Camara disse:

    Sempre briguei por meus direitos, quer sejam em supermercados, na internet ou na lojinha da esquina.
    Acho que o que precisamos mesmo é de mais JORNALISTAS chatos e nervosos…

  72. Luis disse:

    Ótimo texto.

  73. Bruno disse:

    Olha, sinceramente não tenho como me abster de comentar neste post. Eu já tinha jurado não discutir com os pseudo-preocupados com o social depois desta votação histórica do valor do salário mínimo, cuja situação não foi alardeada pelo nosso blogueiro, muito menos pelos paladinos do social que pela primeira vez na história tinha como acelerar o processo de melhoria da desigualdade em perfeita concordância com a oposição que sempre é acusada de ser os patrões ou os capitalistas. Bom, o que não dá para aceitar nestes textos do Sakamoto é essa tentativa de sempre inserir em seus textos a mensagem subliminar de mal dizer os governos de PSDB e aliados, principalmente no que se refere a São Paulo. O texto estava bom, até chegar o momento de se jogar a pedra em São Paulo novamente. Primeiro quero deixar claro que reclamar de tarifa não é reclamar de serviço ou problemas com o serviço, seria o mesmo que alguém chegar na porta da Americanas e protestar pelo valor do Ipad, ou do saco de arroz se preferir (não estou falando que não se pode reclamar de preços, mas são coisas completamente diferentes) segundo que o problema em São Paulo envolve muitas questões do que um simples mal trato do prestador de serviços (há um grupo que protesta por tarifa zero sendo que o transporte obviamente gera custo e o que é pior, se realmente a tarifa fosse mais cara ainda, talvez o serviço fosse perfeito ao invés de regular como atualmente) [antes de mais nada gostaria de compartilhar uma frase que li uma vez: Para aqueles que reclamam de cobrança e preço de pedágio faço uma pergunta, quanto vale uma vida? Se gastássemos o dobro ou triplo para rodar uma rodovia, porém morressem 80% menos pessoas, não valeria a pena?? O mesmo posso dizer à qualidade do transporte x custo...] Mas o ponto a que quero chegar e que este blogueiro negligencia absurdamente é que ele incita as pessoas a protestar contra as entidades das GRANDES LOJAS, exigir seus direitos sendo chato com o GERENTE, chama até deus a isto, só que ele esquece que quem são estas entidades e estes gerentes somos NÓS. Não adianta falar como se o problema fosse alheio, nós temos que olhar para nossa própria atitude e policiar se estamos agindo corretamente quando estamos nessas situações, ou seja, o caixa do supermercado que destrata, somos nós, o gerente que negligencia os serviços prestados somos nós. É esta a atitude que tem que mudar, o problema não é das lojas é nosso. Vc age corretamente em sua função na sociedade? Pense nisso.

  74. Diego Laurentini disse:

    Parabéns pelo texto, do qual gostei especialmente do trecho:

    “É sensacional o fato da maior parte da população brasileira acreditar em um ser sobrenatural que tudo vê, seja ele ou ela quem for, e não ter fé no potencial transformador de suas próprias ações ou na capacidade da sociedade de se organizar. Sei que as ações para despertar o nível de consciência de todos sobre esse potencial dificilmente são patrocinadas. Ou são ensinadas nas escolas.”

    Eis aqui mais um chato com relação aos direitos do consumidor, e de sua reivindicação pacífica e cívica.

    Fecho o comentário com uma frase que costumo dizer, e que me parece pertinente:

    Cada um por si e Deus por todos, não há Deus.

    Saudações.

  75. Renato disse:

    Concordo e assino embaixo. É um absurdo não reclamar… fazer papel de palhaço e ainda achar que está sendo educado é no mínimo imbecil. Sempre reclamo quando tenho algum tipo de problema com qualidade de produtos e sou muito bem tratado. Só é mais difícil reclamar quando o atendimento é ruim, porque não quero causar problemas para o funcionário, que podem variar de repreensões a demissão. Se fosse possível saber que a empresa procuraria encaminhar seus funcionários a treinamentos para melhorar o atendimento, eu reclamaria, mas infelizmente não dá pra ter certeza. A menos que o tratamento seja péssimo, acho que o melhor nestes casos é relevar, para não levar na consciência o peso da demissão de alguém.

  76. fabio disse:

    falar essas coisas obvias q vc falou qualquer um sabe… pfff

  77. Zé Villela disse:

    Ê, ê, ê vida de gado;
    Povo marcado ê povo feliz …..
    Como diz o brilhante Zé Ramalho

  78. Mariza disse:

    Caro Leonardo! Concordo com vc em número, gênero e grau. O pior de tudo que acontece entre o relacionamento do comerciante e o consumidor é a famosa megalomania do primeiro que evoca, absurdamente, as políticas internas do estabelecimento. Li alguns comentários debochados e inversos ao publicado e permaneço com a opinião que o Brasil jamais será um país educado, moderno e ético pelo povo que tem, pelos políticos que tem, pelos eleitores que tem e as leis maternalistas que tem… E viva a anarquia, o desrespeito, a maracutaia e a impunidade! Afinal, estamos no Brasil! Infelizmente, continuaremos a levar desaforo para casa, sim, por já fazer parte da cultura brasileira, pois, o pior de todos os exemplos sempre vem daqueles que nos governam!

    • vinão disse:

      O mediano presidente americano Bill “Pinton” (sic!), ao pisar em solo tupiniquim disparou imediatamente: “A corupção no Brasil é endêmica”. Em outras palavras: Todo mundo quer levar vantagem, independentemente e à margem de direitos legais. Ou não. É Mariza (que não é a Letícia… ou é?)… realmente é uma questão de cultura…

  79. Jose Mario HRP disse:

    Chocante o texto aí de cima que transcorreu no cinema.
    Pessoas que não fazem o minimo esforço para respeitar o direito alheio.
    Algo mais que comum , hoje, aqui em Sampa.
    Falta de educação?
    Não, mau caratismo.
    Recentemente estava numa fila em uma farmacia e havia entre eu e uma idosa de aprox. 65 anos tres pessoas.
    Alegando sua idade e direitos passou a frente de todos de forma arrogante e debochada.
    Mesmo para execer um pseudo direito as pessoas mostram mau caratismo.
    Falta de evoulução espiritual?
    Certamente.
    Educar os filhos para contestar, exigir, mas com educação e consideração…….
    Será que o Lula vai ser culpado por isso tudo?
    Fala Sm……

    • Danapada disse:

      Agora eu entendi porque você vive me chamando de aposentado. Você não gosta de pessoas idosas. Cuidado , começa assim depois passa para judeus , homossexuais, ciganos , negros . Como você diz a idosa exerceu “um pseudo direito”. Estranho você defender o direito alheio no início do seu texto e debochar do que está na lei . Idosos têm direito de preferência e não é pseudo, José Mario.

    • O.J.S disse:

      Se a moda pega:

      DER SPIEGEL

      Muçulmano não precisa tocar garrafas de álcool

      O funcionário de um supermercado muçulmano na Alemanha foi demitido por se recusar a abastecer as prateleiras com garrafas de álcool. O maior tribunal trabalhista do país decidiu que sua objeção por razões religiosas é justificável.

  80. Chirac disse:

    Fica muito fácil para o governo assim. E o goveno tende a piorar as coisas para o consumidor e para o país. Vejamos o que aconteceu com um amigo meu : – Este consumidor de energia elétrica da CEMIG em Belo Horizonte – MG tinha um consumo entre R$9,00 a R$15,00 reais de energia mês , pois pouco ficava em casa . Um dos meses em que caiu muitos raios em Belo Horizonte – MG ( BH é considerada a capital dos raios e trovões metereológicos) , este meu amigo recebeu a conta da CEMIG com R$800,00 . Ladrões , exclamou ele. Entrou em contato com a CEMIG e como sempre estas empresas fazem alegaram que o problema era do meu amigo. Ele reportou à CEMIG o histórico das suas contas. Recorreu a Anel – Agencia de Energia elétrica que regula todas as empresas fornecedoras – após não conseguir acordo com a CEMIG e vejam o que a Anel repondeu : qUE A CEMIG estava certa ! ” Agora me vejo surpreendido com o novo parecer da Anel no caso da cobrança indevida de mais de 2 bilhões de reais cobrados pelas tais CEMIG da vida . E novamente a Anel defende as tais CEMIG , Eletropaulo , Light , etc. Vejamos então o correr do assunto.
    Dezessete deputados formaram uma equipe e fizeram um projeto de lei que obriga as tais CEMIG a devolverem os 2 bilhões que lesaram todos os consumidores do país . Entra como lei e não precisa da sanção do Presidente Dilma . Então pra que Agencia Reguladora ???? E vejam só, a Anel está dando nestes dias um aumento para as tais CEMIG já antevendo que estas terão que devolver os 2 bilhões sonegados e defendidos ferosmente pela Anel . O que falta no Brasil não são leis , eh vergonha na cara. Que se acabe com estas Agencias Reguladoras, que são cabides de emprego , e quissá de proprina para defender os interesses das tais CEMIG . Porisso o consumidor não tem tempo , pois todo mundo está metendo a mão no bolso do consumidor . Temos que procurar outros caminhos , quem sabe ….

  81. Antonio S disse:

    Precisamos de mais chatos e nervosos contribuintes.

  82. Muito Bom Leonardo. Associei na hora com o comportamento da minha Mãe e tias que não deixam passar nada que as incomode numa loja. Herdei parte dessa característica, não sou muito de reclamar, faço parecido com meu pai. Não volto nunca mais num lugar em que sou mau atendido.

    Parabéns pelo blog. está referenciado no nosso :

    http://blogdafamliasereno.blogspot.com

  83. Ricardo disse:

    Isso que é um verdadeiro cidadão, professor da PUC, foi da USP ou é ainda não sei…

    Só sei que comentou besteira como sempre, como se fosse uma pessoa sem nenhum tipo de instrução….

    Se é professor coitado dos alunos, esse não serve nem pra professor de “pitbull”

  84. Sociedade

    Organização natural de pessoas com seus sonhos, anseios e necessidades, agrupamento comum dos povos em todas as eras da antigüidade.
    De início, apenas a permuta medrosa entre seres que se temiam e se desconheciam com sons guturais como expressão de fala e o gestual quase incompreensível.
    O caminhante da evolução prossegue em sua odisséia, descobre o fogo e a farmacopéia das plantas que usa para aliviar seus males, suas dores e aprende a observar a beleza colorida das flores.
    Prossegue a onda de progresso e encantamento, a cada passo um aprendizado, um descobrimento, uma aventura que lhe oferece a vida, dando lhe a guarida para a satisfação querida a busca do eterno bem.
    O inefável prazer de ser, sentir e fazer lhe dá largas a imaginação, recebendo a intuição do caminho longo a percorrer.
    É louvável o esforço do suor, da lágrima na lida, nessa posição conquistada que te obriga a despertar na alma a emoção de saber-se dono de razão com possibilidades imensas pela vida.
    E conquista de vez o cabedal, és agora da organização social desta moderna e nova estrada que se fez.
    E ampliam-se teus horizontes, és agora proprietário do brilho metálico e tecnológico, do transplante e a conquista espacial que te seduz; agora é hora de saberes que por trás de todos os seus haveres existiu sempre uma figura: Jesus.

    • marilu disse:

      Cleber, bom dia!

      tava indo tão bem, mas tinha que radicalizar né? tá Jesus então, muito bem, e com que cara ficam agora os judeus, os muculmanos, os budistas , os hinduistas? o mundo é mais complexo!
      abs

  85. Ferreira disse:

    Ainda bem que não vivemos na China (ou na Coréia do Norte).

  86. Janaina disse:

    Toda vez que eu vou no EXTRA eu sou roubada. Todas as vezes que vou lá os valores da nota estão superiores aos que estavam anunciados nas plaquinhas. Nunca mais fui ao extra e falo isso pra todo mundo que vai lá. Meus amigos todos tem a mesma opinião que eu e deixaram de ir lá.

  87. Marcelo disse:

    Brilhante, Leonardo. Mas acredito que as coisas ainda vão levar muito tempo para mudar. A classe média brasileira, tem essa vergonha, esse pudor de fazer valer seus direitos, que é a alegria dos comerciantes/industriais predadores.
    Uma historinha para ilustrar: semana passada precisei fazer uma viagem curta e conversei com minha vizinha porta…de uns 15, 16 anos… propus a ela que ela fosse uma vez ao dia no meu apartamento, molhasse duas plantinhas, alimentasse, desse agua e trocasse a areia do gato… em troca, combinei um preço justo, ela aceitou, entreguei a chave sobressalente e assim ficamos. Voltei da viagem, ela cumpriu a parte dela direitinho, eu paguei o combinado e estava tudo certo. Eis que, algumas horas depois, toca a campainha, e vem a vizinha, envergonhada, devolver o dinheiro… a mãe havia lhe dado uma bronca, e dito que ela não poderia aceitar…
    Agora eu pergunto… qual o problema na negociação? poque uma jovem da classe média não pode aceitar um trabalho simples e receber por ele? Essa menina está crescendo sem dar valor ao trabalho, sem saber direito a relação entre o tempo e o seu valor, achando que é indigno receber uma quantia módica… consequentemente, também vai achar indigno brigar por uma quantia módica quando for lesada no comércio… perpetua-se o terrível tratamento dado aos consumidores e também a terrível exclusão, embutida na idéia de que só pessoas de classe inferior devem fazer trabalhos domésticos, coisas triviais, para ganhar pouco. Triste, não?

    • marilu disse:

      Marcelo, bom dia!

      eu penso que pode ter sido diferente, quem sabe a mãe da menina não esta passando pra filha outros tipos de valores, como : amizade, gentileza, carinho e ser prestativo é muito bonito, solidário com o próximo, rsrsrsrrs ou pelo menos com o gatinho rsrsrsrs
      abs

      • Marcelo disse:

        Marilu, até dou o benefício da dúvida… mas conhecendo a mãe da menina, acho muito difícil, viu.. risos… me pareceu mais soberba mesmo… além do mais, mesmo eu pagando um dinheirinho, de qualquer forma a garota estaria sendo gentil (como realmente foi), me prestando um enorme favor (como realmente prestou). O “pagamento”, digamos assim, foi apenas a minha forma de retribuir a gentlieza..

  88. Marcelo disse:

    ops… eu quis dizer “vizinha de porta”

  89. roberto disse:

    concordo

  90. Silvana disse:

    Às vezes, dá muita preguiça de reclamar, especialmente porque, no Brasil, há a idéia corrente de que aquele que reclama é sempre o chato-mal-amado. Já me vi em situações extremamante humilhantes simplesmente, por exemplo, porque me recusei a dar minha vez no supermercado prá alguém q dizia ter apenas “um pacotinho”. Argumentei que fosse ao caixa rápido. A resposta veio a galope: “Chata frustrada! Nem seu marido deve te suportar!”. É isso. O bonito, aqui é ser subserviente…daí, a tendência geral é “deixar passar”, prá evitar a vergonha de uma situação como essa, mesmo quando se tem razão.

  91. Dois fatos sobre este assunto.
    O primeiro deles é que, na troca de governos, boa parte do efetivo do PROCON foi dispensada, quase interrompendo o atendimento ao consumidor.
    Parce que deveria haver um outro PROCON para autuar o PROCON.

    Segundo fato: um consumidor postou um vídeo no youtube esculachando a Brastemp. Ele comprou uma geladeira que pifou e foi muito mal atendido. Talvez porque o PROCON não resolvesse seu problema, ele produziu um filminho que divulgou na Internet. Logo, logo foi atendido.

    Será que o Youtube vai se transformar no novo balcão de reclamações?

    Mais do que fiscalização, falta mesmo é vergonha!

    Tem gente que só conhece a velha Lei do Gerson. Coitado do Gerson, o craque da Copa de 1970, que entrou numa fria num comercial de cigarros em que dizia gostar de levar vantagem em tudo!

    Certamente, o Gérson se arrependeu daquele comercial, que vinculou o seu nome a um tipo de comportamento do mais abjeto.

    Mas tem gente que segue à risca a Lei de Gérson. Neguinho, branquinho, pobres e ricos estão sempre buscando se dar bem, nem que tenham que ferrar os outros. Isso inclui o flanelinha que não pode ficar no prejuízo e o gerente do supermercado que não se envergonha de vender produto fora da validade. E que se dane o consumidor!

    Quer saber? Esse pessoal merece é uma bela e sonora vaia. E que todo mundo fique sabendo quem é quem. Então, vamos dar o nome aos bois, pois todos temos o direito de saber com quem estamos lidando.

    É isso aí, Sakamoto, chega de omissão! Vaia neles!

    BUUUUUUUUU!

    • Clovis,

      O Gerson (ou melhor o redator do comercial) quis dizer na expressão ‘Levar vantagem em tudo’ o fato de que o cliente quer um diferencial, algo a mais _ mesmo que fosse o cigarro. Não é questão de ‘ser fraudulento’ ou etc. Isso é especulação linguística que beira a leviandade. É igual à expressão “o filme ‘Jogando peteca na rua Augusta’ é o favorito ao Oscar”. A gente fala isso e nem percebe, claro que não vai existir falcatrua na escolha do filme, mas essas palavras ‘favorito’, ‘favoritismo’ tem uma conotação de parcialidade se levadas ao pé da letra. “A seleção brasileira é favorita’ não significa que será ‘favorecida’, mas porque seu histórico revela que tem condições de vencer na maioria dos jogos que disputa.

      Eu acredito que essa mentalidade que atrapalha nossa busca pelos direitos, essa mentalidade cartorial-católica. O outro é sempre o opressor (o estado, o dono da birosca, o dono da padaria), então em contra partida eu tenho que levar o meu também em vez de lutar por um preço justo que valorize o esforço que tive para ganhá-lo. Mas a gente quer lutar por aquilo que não sabe ou não vê.

  92. Márcia disse:

    Pelo que me consta, segundo se noticiou pela imprensa, espancamentos são realizados pelo setor de segurança de alguns destes estabelecimentos, e não pelo consumidor. Alguém se lembra do caso da Casas Bahia em que o segurança matou a tiros um consumidor que aguardava a namorada terminar suas compras, porque suspeitou que ele era um assaltante(ele era negro) e quis retirá-lo dali com truculência.Não aceitou a argumentação do rapaz e o matou. Até hoje a Casas Bahia não foi responsabizada pelo ato criminosos de seu funcionário.O rapaz era meu aluno de música. Faço compras no Extra, vivo reclamando pelos meus direitos. O Extra se instalou no Jaguaré e acabou com qq ourta alternativa, a concorrência acabou com os outros mercados, super ou não.

  93. Baron disse:

    Sakamoto – Pelo que li nesse seu artigo sobre – reclamar -Deu pra observar quantas pessoas covardemente traz dentro de si tamanha insatisfação com o que nem sei dizer,pois,falaram de tantas coisas nesses comentários que li que precisariamos de muitos Eremildos para aplacar a ira de todos.Engraçado além do Eremildo percebe-se que uns atacam os outros pelo simples fato de, este errar a grafia de uma palavra.Trabalhei na área de seviços em todas estas empresas citadas,como tambem durante a ditadura nas área policial,o que observei é que não se trata de educação,acomodação,desinformação etc.Na minha opinião após regimes colonial,imperial,repúblico/oligárquicos,ditaduras,pesseudemocráticos ou até os – ultimos 8 anos – que conhecemos nesse nosso Brasil,ainda não apareceu nada nesse mundo de Deus que seja melhor do que viver aqui no nosso Brasil – abraços a tds.velhourso

  94. Luci disse:

    Falo o nome com vontade : Pão de Açúcar. Caríssimo. Ao lado de casa. Cada produto que comprava ESTRAGADO e tinha que devolver (normalmente algo fatiado e com prazo de validade fantasma) dava muito trabalho, sempre devia guardar a nota fiscal, às vezes mandavam o mesmo produto estragado, com a mesma data de validade, e lá pela 5a. vez cansei . Não coloco mais os pés e ainda falo mal quanto puder. Vou ao Saint Marché, Zaffari, Mambo (este último às vezes tem problemas também). No Saint Marché chamei a gerente para informar que havia produtos vencidos na prateleira, e foi um corre-corre para imediatamente retirá-los. Dinheiro não dá em árvores. Só compro em locais limpos e honestos, onde trabalham pessoas atenciosas e respeitosas.

  95. Márcia disse:

    a propósito, o que o sr Chest quer dizer com “estabelecimentos de 2ª linha?”. Acaso considera também que uma “população de 2ª linha” tem condições de frequentar os estabelecimentos de “primeira linha” dos Jardins ? Ou que devamos participar apenas do “maravilhoso mundo da primeira linha” e ignorar a aplicação da lei e direitos para TODOS os estabelecimentos? Relmente, vai demorar pra consertar o estrago feito pelo “milagre brasileiro” dos anos 70…

  96. marcio palacios disse:

    Eu não dou vida fácil a maus comerciantes.
    Certa feita comprei um aquecedor elétrico de agua da marca Etna.
    Apóe uns 6 meses de uso, ele super aqueceu e a agua em ebulição subiu pelo encanemento de pvc do prédio, derreteu o cano e uma cachoeira tomou lugar em meu apartamento.
    Foi um drama. Ao reclamar junto a Etna, que acho que não tem relação com a loja Etna, eles afgumentaram que o defeito foi no termostato. Ora, quem escolheu o termostato do equipamento foram eles mesmos.
    Foi uma briga. Só que havia jogado fora o aquecedor e não pude peritar.
    Restou-me escrever uma carta a um jornal, contando meu caso e alertando os leitores sobre a marca e explicando que por fim havia entendido o porque do nome da marca: afinal, aquilo não era um aquecedor, era um vulcão.

  97. Muito bom Charles. Minha Mãe e algumas tias fgazem exatamente isso, não admitem ser mau atendidas. Reclamam sempre que não se sentem bem. Eu herdei metade desse jeito, não sou de reclamar, mas não volto nunca mais onde acontece algo do tipo.

    Parabéns pelo blog, está referenciado no nosso:

    http://blogdafamliasereno.blogspot.com

  98. Graziella disse:

    Adorei o tema e as idéias.
    Acredito nisso. Tento por em prática.
    Em resumo, o Brasil nos cansa comos consumidores, mas se a outra opção é ficar parada esperando, melhor continuar tentando, nem que seja pra incomodar a outra parte também.

    Perfeita esta parte:

    “É sensacional o fato da maior parte da população brasileira acreditar em um ser sobrenatural que tudo vê, seja ele ou ela quem for, e não ter fé no potencial transformador de suas próprias ações ou na capacidade da sociedade de se organizar. Sei que as ações para despertar o nível de consciência de todos sobre esse potencial dificilmente são patrocinadas. Ou são ensinadas nas escolas. “

  99. Danapada disse:

    Pensei que escola fosse para ensinar outra coisa. Vai ver que agora é diferente.

  100. Danapada disse:

    Não deixa de ser bizarro. A minha geração lutou por liberdades democráticas, melhores condições de vida, etc. A atual luta pelo direito de trocar o iogurte estragado.

    • luizpereira disse:

      dnpd, voce viveu na epoca dos direitos de primeira geracao; já estamos na epoca dos direitos de 3º geracao, chegando aos direitos de 4º geracao. é a vida

    • luizpereira disse:

      poxa vida saka, eu nem citei o nome dele, nem fui ofensivo….

      essa moderacao é muito estranha…..

      abraco

  101. Pedro disse:

    Precisamos de mais eleitores chatos para dificultar a vida dos políticos que só legislam em causa própria. Acabar com a figura do eleitor involuntário já seria um bom começo.

  102. Elissandra disse:

    Sakamoto,
    Vi-me representada no seu texto. Concordo plenamente com o que vc diz e, por favor a quem não entendeu: lógico que não devemos levar “desaforo” pra casa. Mas tudo dentro da legalidade e da boa educação. Lógico.

  103. Ademar disse:

    O problema é saber separar a cobrança racional da ingnação que gera ignorância no tratamento com os atendentes que nada tem a ver com as incompetências da loja/marca.

  104. Cynthia disse:

    E viva os chatonildos!!!Dá-lhe Sakamoto!!!

  105. Wilson disse:

    Ótimo texto! Estou de acordo 200%!! Vai ser dificil, terá que ser um trabalho de formiga, mas eu vou passar adiante a minha chatice sim. Comprei um apto recentemente (Vitality) que passou por fusões, ou melhor, confusões (Klabin Segall, depois Agre e agora PDG). NÃO RECOMENDO A NINGUÉM pelo DESCASO que tratam os Clientes. É assim que eles vão aprender a melhorar os serviços ao consumidor. PROPAGANDA NEGATIVA NELES!!! Pode não resolver agora, mas se um dia mudar, eu fiz parte dos CHATOS de PLANTÃO!!