A dura vida das jornalistas brasileiras
Coisa que vale a pena refletir neste 8 de março.
Gostaria de retomar um tema que já trouxe aqui. Há muitas bizarrices cravadas em nossa formação e até os que têm consciência disso cometem barbaridades. Quando páro para pensar no pacote de besteiras e pequenos crimes contra a igualdade de direitos que cometemos, dá até vergonha de sair da cama (ou, pior, de reencontrar algumas pessoas contra as quais perpetramos esses delitos de gênero). O que me lembra uma antiga militante pelos direitos das mulheres que dizia que todo o homem é inimigo até que tenha sido tenazmente educado para o contrário. Nesse sentido, a formação educacional e social de nós, jornalistas, continua pré-histórica, representando um ótimo retrato do restante de nossa sociedade.
Apesar delas serem a imensa maioria nas redações, são minoria nos cargos de alto comando. Raras são as empresas pelas quais já passaram mulheres pela direção. E as aquelas que lá chegam, têm que aguentar piadas e desconfianças. Podem não admitir em público, mas são muitas as histórias de frases como “liga não, é TPM daquela jornalista louca” ditas por fontes para justificar a publicação de determinada denúncia. Isso para ficar em formas leves de truculência.
Há poucas dentre as equipes que escrevem os editoriais – sabe como é, opinião é coisa séria, não dá para deixar na mãos das mulheres. Na média, também recebem salários menores que os nossos. Se forem negras então, afe! Na universidade pública, estudei com apenas uma negra, uma das mais competentes jornalistas que conheci. Mas só uma, dentre 25 pessoas.
(No ano passado, a Organização Internacional do Trabalho lançou um estudo que mostrava como as mulheres tinham rendimentos mais baixos que os dos homens, apesar de, na média, terem maior escolaridade. Não tenho os dados sobre jornalistas, mas sim dos advogados – que dividirão conosco os melhores lugares no inferno no dia do Juízo Final: para advogados brancos, o salário médio de admissão havia sido de cerca de R$ 3 mil. No caso das advogadas negras, R$ 1,48 mil. Tem gente que ainda acha que isso é mentira – e depois manda a esposa esquentar o jantar e trazer o uísque.)
As editoras têm que trabalhar mais para mostrar serviço, uma vez que são testadas o todo o tempo. Isso sem contar o estresse da pressão sobre a gravidez para não perder o que já foi conquistado devido ao afastamento.
Cansei de contar as vezes que ouvi de amigas histórias de chefes que as assediaram abertamente no final de fechamentos. Para muitas, ser bonita é um presente ruim. De um lado, seu superior vai te fazer convites idiotas que podem “ser úteis para a sua carreira no futuro”. Do outro, os homens da redação, entrincheirados no fundo de sua mediocridade, podem achar que sua promoção ocorreu pelo fato de ter dormido com o chefe e não pela qualidade do seu trabalho. Isso acontece em qualquer profissão, é claro, mas nesta a hipocrisia faz com que as tintas pareçam mais carregadas. Critica-se a sociedade pelas atitudes cometidas dentro de casa.
Lembrando que isso se aplica a todos – da imprensa mais progressista à mais conservadora. Pois idiotice não é monopólio ideológico de determinado grupo, bem pelo contrário, está espalhada, solta por aí.
Como disse antes, gostaria de poder afirmar que tudo isso vai mudar e rápido. Desculpe se me repeti quanto ao que já havia discutido aqui antes. Mas jornalistas acham que são iluminados pela razão. O jeito que tratamos nossas companheiras de trabalho – conscientemente ou não – mostra que, apesar do acesso à informação, vamos na mesma lenta toada da sociedade como um todo, engatinhando para sair da idade das trevas do preconceito. Afinal de contas, não é informação que leva à mudança e sim como a compreendemos e nos apropriamos dela em nossas vidas.

Leo, parece que tem uma gente masoquista que te destesta e, pior ainda, adora ler teu blog apenas para falar mal. Vai entender. Vou infelizmente parar de ler os comentários. Eles nao acrescentam muita coisa. São puro ressentimento.
Danielle Neves,
Vc têm razão!
O blog do Sakamoto esta cheio de “gente masoquista” que “detestam” o autor!
Fazer o que nê? Me pergunto até por que o Saka insiste ainda a colocar essa injunção “Comente Já”! Não deveria, com tanto leitor/comentarista perverso, submisso a grande inteligência do jornalista.
De fato, esses leitores/comentaristas “nao acrescentam muita coisa” na sabedoria suprema do Sakosaint. “Puro res-sentimento”!
E que vc sugere Danielle para solucionar esse problema? Que tal uma “Solução Final”: vamos elimina-los? Vamos extermina-los esse “perversos” que se sentem humilhados pela grande sapiência, pela inteligência suprema do Deus Sakamoto?
Oh meu Deus, como é “dura vida das” e dos “jornalistas brasileir(o)as!
Nem “vale a pena refletir” , o texto já foi dito e redito e não acrescenta nada mas nada de novo ao debate sobre a questão da paridade entre Homens e Mulheres no jornalismo brasileiro..
Decididamente, detesto post requentado…
Porque será que alguns sempre levam a crítica pelo lado pessoal. Pois aqui nós criticamos as idéias, algumas vezes de forma mais rispida, no calor da discussão acabamos passando um pouco do limites, mas nada de “morte” aos comentarista. Ainda bem que o Saka não leva esses radicais a sério.
Afinal, como disse o blogueiro em um post mais antigo, temos o direito de discordar e continuar amigos.
Caro Ssmitth Republicano Federalista,
Seus comentários dão a ver que vc sabe muito bem utilizar o lobo direito do celebro.
Mas que tal trabalhar a rede neuronal do lobo esquerdo ou central do celebro?
Ninguém aqui é nenhum irresponsável para lançar um apelo ao extermínio, a “morte”! Será que vc não notou que a formulação do comentário é na interrogativa? Sera que é tão difícil para vc de notar que os termos utilizados aqui servem a interpela o pensamento (ideia) mas também “re-sentimento”?
Será que esse “re-sentimento” de destruição, de exterminação dos leitores/comentaristas do blog do Sakamoto não te fazem lembrar esses “re-sentimentos” dos colonizadores portugueses e espanhóis quando praticavam o etnocídio dos povos amerindigenas? Será que esse “re-sentimento” não te fazem lembrar tempos mais remotos onde se “deportava”, se subjugava, se escravizava?
Sera que esse “re-sentimento” não te faz lembrar da exclusão social que se pratica de maneira tão banal na sociedade brasileira? Engraçado, a mim sim.
É fato que a sakaidolotria é uma das principais características deste blog mas de onde se alimenta tal idolatria? Tai a questão principal!
Outra coisa. Vc não acha uma “bizarrice” que seja um Macho jornalista que vem aqui falar da “dura vida das jornalistas brasileiras”? Vc não acha uma “bizarrice” que seja um Macho jornalista que vem aqui falar da “consciência” viril da “barbaridade” masculina, da “igualdade de direitos”, das condições de trabalho da Mulher Jornalista, das desigualdades entre jornalistas mulheres e jornalistas machos?
Eu sim. Que o Saka tenha uma veia paternalista, isso é um fato. Mas quando se fala de “pré-história” sem refletir de que pre-historia estamos falando, estamos nos referindo, isso é um outro problema!
Portanto, do meu ponto de vista, resta a saber de que “pré-história” o Saka esta falando, não é mesmo?
Não sei porque o estresse, o meu comentário foi para a Danielle, só cliquei no “responder” errado, bem alguém tão sábio deveria saber que pelo contexto meu comentário não se reveria a você.
Mas como o Chest diz uma vez, o Sr. as vezes é chato pacas, atrita até com quem concorda com você!
E mais uma, eu sou canhoto e sua ironia barata sobre meu cortex cerebral cai por certa.
Boa FDA.
Se todos gostassem de verde o que seria do azul.
E, para a que gosta do pensamento único, repito aqui:
“O mesmo vale para a liberdade de expressão. É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas.”
Walter Williams, 74 anos, economista conservador libertário e negro.
Alguém aqui detesta o Sakamoto?
Quanta platitute, criticar é detestar?
Acho engraçada esta união da milícia direitista que ronda este blog,….
Ninguém aqui (pelo menos hoje) sugeriu a eliminação de comentários.
O que muitas vezes é questionado são estas postagens compulsivas que criticam todo e qualquer post publicado pelo Sakamoto,sem qualquer fundamentação.
Formou-se, neste espaço, um QG de reacionários babacas que, por algum distúrbio comportamental, tem a necessidade patológica de aparecer a qualquer custo!
Fazem deste excelente espaço de reflexão e debate (debate sério, é claro!), um oásis de reflexões vazias e egos inflados,….
Me choca a submissão a que estes sujeitos se submetem para saciar sua sede de atenção. Mudam de nome, forjam a maneira peculiar de escrever (que é quase uma assinatura), demagogicamente insinuam uma censura injustificada, enfim, odeiam o autor, depreciam suas opiniões, desqualificam seus princípios e mesmo assim tentam burlar as regras básicas de um blog decente:
“Importante: a) Comentários ofensivos, preconceituosos ou que incitem violência serão retirados; b) Comentários que não digam respeito ao tema do post podem ser excluídos; c) Às vezes, os comentários são barrados pelo filtro automático. Caso não se enquadrem nas categorias de exclusão já citadas, serão liberados o mais breve possível.”
Esta pseudo-elite adora deturpar os fatos e desqualificar, rançosamente, aquilo que acreditem alterar um status-quo que lhes é conveniente.
Qual milícia?
Será pq vcs não tem argumentos satisfatórios?Então ficam se fazendo de vítima toda hora, aliás, vcs gostam mesmo é de conversa de comadres. O Saka pelo menos se diverte com a gente, senão baniria os comentários.
Humm,… cinismo e dissimulação,…. o tempo passado mas os métodos continuam os mesmos,…
O rapaz da nervoso, sem estresse camarada, é carnaval!
Meu nick sempre foi o mesmo. Mas como amam uma generalização!
Sei não se o Sakamoto se diverte, acredito que, como muitos, ele fique estarrecido com a mentalidade de parte de seus leitores.
E este estarrecimento, de forma alguma, deve ser rechaçado com uma censura prévia.
Afinal vocês já perceberam que, com respeito, mesmo as sanidades escritas por vocês ( me refiro a milícia) são publicadas.
“Mas como amam uma generalização!” não seria uma generalização?
Fiquei confuso,…
Eu sou de direita é daí, isso me impede de postar?
Não fiz um pergunta, fiz uma exclamação.
Companheiro, você pode ser de diretita, de esquerda, de centro, de cima ou de baixo,… comentando com fundamento sua colocação é útil e importante, comentando com respeito ela é publicada.
Simples assim.
Se você o seguisse no twitter veria postagens como: “Quer perder a fé no ser humano? Leiam os comentários do último blog que postei.”
marçao, o que voce disse faz sentido, mas serve para os 2 lados.
tanto o bloco da “direita”, como o maisvalia (quase sempre) e o danapada (as vezes. alias, onde anda o danapada??), como bloco da esquerda, esse de uma forma um pouco mais desorganizada, usam esses métodos para desqualificar os “adversarios”.
justificamos qualquer coisa que o “nosso” grupo faz, simplesmente para desqualificar o outro grupo…
prefiro fazer “oposicao” a ideias, não a pessoas (exceto o chesterton rsss)….
“Esquentar o jantar e trazer o uísque”? Em que década você vive, Sakamoto?
KKKKK. Essa foi ridícula.
é óbvio que o Saka san vive na época da esquerda caricata.
Felizmente, a OMS já reconheceu o comunismo como doença.
É, Danielle. Já desisti de ler também.
Não é possível que esta raiva e este exagero todo pra esculhambar Sakamoto seja apenas inveja (porque ele é inteligente, tem senso crítico, é bonito, fofo, irônico, enfim…), sei lá.
É tudo muito esquisito.
É preciso ter muito ódio no croçãozinho ( e põe ‘inho’ nisso).
Não consigo pensar em vídeo mais apropriado para o tema: http://www.youtube.com/watch?v=rw8wbQqSovQ
todo o homem é inimigo até que tenha sido tenazmente educado para o contrário
chest- maus uma máxima do Lêdo (engano)….
Muito pertinente o tema, Sakamoto. Adorei a frase: “idiotice não é monopólio ideológico de determinado grupo”. Eu também observo que profissões que possuem em sua maioria mulheres, os salários são menores. Por exemplo a área da saúde: há excelentes psicólogas, fisioterapeutas, enfermeiras, porém a profissão mais valorizada nessa área é a medicina, onde predominam homens. E por aí vai…
Puxa, da primeira vez achei que o meu comentário não tinha sido publicado por engano. Quando deixou de ser publicado pela segunda vez, comecei a pensar em censura. Vou tentar uma terceira. Lá vai:Prezada Aline, acho que você está enganada. Na Medicina há um equilíbrio entre homens e mulheres. A diferença está nas especialidades preferidas por elas. Geralmente as mulheres preferem Pediatria, Dermatologia, Nefrologia. Os homens são mais comuns em Cardiologia, Urologia, Cirurgia. Bem, até aqui não vi motivo para o blogueiro censurar a minha opinião. Talvez ele não tenha gostado da parte em que falei que, se os homens são maioria na Medicina (o que eu discordo), é por mérito nosso (deles, no caso, pois não sou médico), a menos que alguém aqui acredite que, na hora do vestibular, exista um complô contra as mulheres…
Fui cantada (cantada não, ele botou a mão na minha perna) pelo meu ex-chefe no PRIMEIRO dia de trabalho. Depois veio com uma desculpinha que a mulher pediu o divorcio e ele precisava SE APOIAR EM ALGUÉM. e ainda insistiu algumas vezes. Depois de ser rejeitado, passou a ter chiliques achando que eu estava passando por cima da autoridade dele, por pequenas coisas como mandar um email pedindo um documento sem copiá-lo (esquecimento meu). Ah, e sou a unica professorA dentre os aprox. 10 professores da área penal na faculdade em que leciono e, apesar da minha dedicação e de sempre fazer propostas inovadoras, tenho menos atribuição de aulas que meus colegas (alguns com menos títulos, que entraram no mesmo ano que eu – e que são mal avaliados pelos alunos).
Depois os meus pais reclamam que eu trabalho muito.
Que estranho… Se tem uma área em que as mulheres estão se sobressaindo em relação aos homens é o Direito! Acho que a faculdade onde você dá aula não deve ser das melhores…Nas mais conceituadas o número de mulheres é equivalente ao de homens.
posso garantir que a faculdade onde leciono está entre as melhores. e sim,apesar de as mulheres estarem ganhando destaque no no ramo jurídico, a área penal ainda é dominada pelos homens – é frequente, em situações profissionais diferentes, seja como professora ou no meu trabalho no terceiro setor (nos dois casos trabalho diretamente ou indiretamente com as questões da justiça criminal), eu ser a única mulher na mesa. Isso sem falar nas incontáveis histórias e comentários machistas e depreciativos às mulheres que já cansei de ouvir nos corredores da prestigiada universidade onde faço doutorado.
e, bem, quantas desembargadorAs tem no TJ/SP mesmo? quantas mulheres nos tribunais superiores?
Sabe o que eu acho curioso nesse tipo de comparação? É o seguinte: quando os homens são maioria em determinadas áreas de trabalho ou em determinadas empresas, já se parte do pressuposto de que isso acontece porque tal ramo ou empresa são machistas. Quando temos um predomínio de mulheres, aí o fato se deve à “maior competência feminina”… Nunca passou pela sua cabeça que, no Direito Penal, talvez os homens sejam maioria devido à sua competência, ou talvez por gostarem mais de Direito Penal, assim como tem muita mulher em Direito de Família? Pára com essa mania de perseguição, garota!
…mania de perseguição?
Cara, apenas admite que você é ignorante e não entende nada sobre situação feminina e o mercado de trabalho. Pronto.
E para de fazer acusações idiotas e infundadas.
“O jeito que tratamos nossas companheiras de trabalho – conscientemente ou não – mostra que, apesar do acesso à informação, vamos na mesma lenta toada da sociedade como um todo, engatinhando para sair da idade das trevas do preconceito. Afinal de contas, não é informação que leva à mudança e sim como a compreendemos e nos apropriamos dela em nossas vidas.”
Saka, eu te amo!
Vou além caro Sakamoto, os movimentos feministas do Brasil tiveram um papel importante na década de 1980 no período da constituinte e continuam lutando para que as mulheres tenham mais direitos sociais, previdenciários, e combate à violência doméstica.
Parabenizo todas as mulheres deste país e dos demais que não se acorvadaram para o machismo e pela desigualdade de gênero, outrossim, continuam almejando e batalhando por um mundo de igualdades sociais e equidade de gênero.
“O que me lembra uma antiga militante pelos direitos das mulheres que dizia que todo o homem é inimigo até que tenha sido tenazmente educado para o contrário”. Bem, já disse aqui antes, mas não custa repetir: quem educa as crianças são as mulheres. Portanto, se a sociedade é machista, a culpa é delas mesmas. Com relação a essa velha e batida história de que a mulher tem fama de subir na empresa porque “deu” para o chefe, eu lamento, mas onde tem fumaça tem fogo. Quantas e quantas mulheres não se utilizam desse expediente para serem promovidas? O chato é que a fama acaba afetando todas as mulheres, inclusive aquelas que são íntegras e querem e merecem serem reconhecidas pela sua competência. Mas a vida é assim mesmo. Nós homens também sofremos com isso. Afinal, quem nunca ouviu a expressão “homem nenhum presta”? Por causa de uma minoria de babacas, todos nós pagamos o pato…
Oi Leonardo,
Acho muito apropriada a reflexão, não apenas considerando o dia de amanhã. E o mérito é maior por vir de um homem, acredito, pois ainda são muito poucos os capazes de se envolver no debate, desconstruir o próprio conjunto de crenças, hábitos e valores, assumir-se parte de um todo que, mesmo publicamente repudiado (e, às vezes nem isso, como no caso daquele juiz que classificou como diabólica a Lei Maria da Penha), permanece latente, grotesco, atual na esfera privada.
Nos locais de trabalho, é comum os homens distribuírem rosas, abraços e simpatias no dia das Mulheres, como rezam as boas cartilhas das áreas de gestão de pessoal. Mas são poucos, incluindo os que ocupam cargos de chefia, que trazem ao debate o fato de que poucas mulheres compartilham patamares equivalente ou superiores no que tange à tomada de decisões nessas organizações ou os que lembram (ou cheguem a perceber) as homéricas dificuldades das que lá chegam, sempre às custas de um esforço redobrado para se mostrarem merecedoras da vaga e de uma longa listas de sacrifícios pessoais e afetivos, entre os quais estão o adiamento da maternidade e a dificuldade de acompanhar a rotina familiar (quando se consegue construir uma).
A dificuldade, como foi dita, não se restringe ao meio jornalístico. Dia desses, a Folha publicou uma matéria sobre as enormes desigualdades de gênero existentes no meio científico, que costuma gozar de maior prestígio por se autodefinir como voz legítima do politicamente correto na maioria das vezes.
A entrada da mulher no mercado de trabalho não suprimiu o horror e tão pouco as assimetrias de poder herdadas dos sistemas patriarcais mais antigos.
Ainda que muitos olhos tenham se acostumado com a perversidade cotidiana, expressa das mais diversas formas (física, simbólica, psicológica, econômica, trabalhista etc), o mínimo que se pode dizer é isso o que mencionaste no teu texto, sob a voz da militante pelo direito das mulheres. Nada muda se não questionarmos e preparamos para a equidade todos os sistemas dos quais dependem a formação das pessoas no mundo de hoje (educação, família, cultura, entretenimento e todas as outras mediações importantes para a construção de nosso conjunto de representações da vida).
Nesse longo e tortuoso caminho, questionar os próprios valores – e ver outras pessoas fazendo o mesmo, ainda que em pleno feriadão de Carnaval – pode ser sinal de que vale a pena manter a esperança (e o debate, por que não?).
Um abraço,
Brenda
Brenda, os homens para fazer carreira estão dispostos a enfrentar tudo isso sem reclamar. Não é fácil, para ninguém, se as mulheres querem realmente assumir cargos de mando tem que necessariamente abdicar de alguns prazeres e de tempo.
Qual a diferença de se envolver e se comprometer com o trabalho? Para fazer um sanduiche de presunto e ovos, o porco se compromete enquanto a galinha se envolve.
Boa sorte e meus respeitos.
Ok Ch.este.rt.on, agora me diga: os homens estão dispostos mesmo a fazer os sacrifícios ou se acostumaram a contar com companheiras gentis (e servis) para delegar os cuidados com a família?
Até onde eu sei, na esfera doméstica, na maior parte dos casos, são as mulheres quem assumem a maior parte da responsabilidade com os filhos e a casa, além das atividades profissionais.
Sim, podes argumentar que há casos em que homens passaram a ajudar na mesma medida… mas não é regra, ainda são poucos – basta conversar um pouco mais com gente fora do seu círculo e ver os indicadores de mulheres chefes de família e de desigualdades salariais entre homens e mulheres ocupando o mesmo cargo, disponíveis junto às fontes oficiais (IBGE, Ipea, MTE)…
Se a sua mulher ganha um salário de cinco dígitos, que bom pra ela. Talvez só ela saiba as horas e a energia a mais necessárias para provar que está apta a exercer a função de chefia.
Mas esse é um caso isolado num mundo onde a regra é passar por cima de mulheres, pessoas pobres, negros, indígenas, pequenos trabalhadores rurais, populações locais e quem mais estiver pelo caminho. A diferença (de gênero, cultural, social), que poderia ser um atributo para a construção de fórmulas criativas e afirmativas nas mais diversas esferas (especialmente quanto a políticas públicas e até na área econômica), tem servido apenas de mote para atrocidades históricas, para um mundo que se sustenta dessa barbárie toda.
Mas tocaste num ponto fundamental. O nosso modelo de produção baseia uma forma de civilização estúpida, mesquinha, egoísta e desigual por natureza – sem falar das crises inerentes a ele, cujo ônus normalmente fica para esse lado frágil do sistema que não é minoria, vale lembrar.
O grande trunfo do capitalismo foi esse, a meu ver: infiltrar-se nas mentes como normalidade, nos comportamentos ávidos por consumir estilos de vida almejados por (quase) todos.
Baseado em assimetrias que geram mentalidades conformadas e essa competição atroz, esse modelo nos convida a pensar que algo mais está errado – o nosso modelo de civilização, a nossa forma de olhar, codificar e decodificar o mundo.
Mais do que sorte, o mundo no qual eu quero viver precisa de mentes e espíritos sensíveis e capazes de desconstruir “verdades” incorporadas quase desatentamente por muitos como normalidade. O óbvio é sempre condicionado, cabe a cada indivíduo perguntar por quem e com que função.
Ok Ch.este.rt.on, agora me diga: os homens estão dispostos mesmo a fazer os sacrifícios ou se acostumaram a contar com companheiras gentis (e servis) para delegar os cuidados com a família?
Até onde eu sei, na esfera doméstica, na maior parte dos casos, são as mulheres quem assumem a maior parte da responsabilidade com os filhos e a casa, além das atividades profissionais.
Sim, podes argumentar que há casos em que homens passaram a ajudar na mesma medida… mas não é regra, ainda são poucos – basta conversar um pouco mais com gente fora do seu círculo e ver os indicadores de mulheres chefes de família e de desigualdades salariais entre homens e mulheres ocupando o mesmo cargo, disponíveis junto às fontes oficiais (IBGE, Ipea, MTE)…
Se a sua mulher ganha um salário de cinco dígitos, que bom pra ela. Talvez só ela saiba as horas e a energia a mais necessárias para provar que está apta a exercer a função de chefia.
Mas esse é um caso isolado num mundo onde a regra é passar por cima de mulheres, pessoas pobres, negros, indígenas, pequenos trabalhadores rurais, populações locais e quem mais estiver pelo caminho. A diferença (de gênero, cultural, social), que poderia ser um atributo para a construção de fórmulas criativas e afirmativas nas mais diversas esferas (especialmente quanto a políticas públicas e até na área econômica), tem servido apenas de mote para atrocidades históricas, para um mundo que se sustenta dessa barbárie toda.
Mas tocaste num ponto fundamental. O nosso modelo de produção baseia uma forma de civilização estúpida, mesquinha, egoísta e desigual por natureza – sem falar das crises inerentes a ele, cujo ônus normalmente fica para esse lado frágil do sistema que não é minoria, vale lembrar.
O grande trunfo do capitalismo foi esse, a meu ver: infiltrar-se nas mentes como normalidade, nos comportamentos ávidos por consumir estilos de vida almejados por (quase) todos.
Baseado em assimetrias que geram mentalidades conformadas e essa competição atroz, esse modelo nos convida a pensar que algo mais está errado – o nosso modelo de civilização, a nossa forma de olhar, codificar e decodificar o mundo.
Mais do que sorte, o mundo no qual eu quero viver precisa de mentes e espíritos sensíveis e capazes de desconstruir “verdades” incorporadas quase desatentamente por muitos como normalidade. O óbvio é sempre condicionado, cabe a cada indivíduo perguntar por quem e com que função.
O curioso é que o golpe do Sakamoto dá certo. Tem gente que cai que nem um pato, achando que o fato dele ser homem confere sinceridade às suas opiniões sobre questões pertinentes à igualdade de gênero…
que absurdo existir isso ainda . mais o pior que existe. mais o mais grave nessa historia de preconceito,contra a mulher. são as cantadas no serviço. isso pra mim é o cumulo. tem mulheres que querem apenas trabalhar e receber seu pão de cada dia , mais sempre tem um canalha nessas empresas que querem pegar as mulheres. se for casada fala pro marido, faz igual eu parti para eguinorançia. minha mulher trabalhava numa determinada empresa fazia 10 anos, ai trocou o chefe do setor ele queria comer todas.minha mulher depois de não aguentar mais me falou. resolvi na porrrada.o cara tem defeito fisico ate hoje. repondi o processo em liberdade,com certeza essa vagabundo nunca mis vai cantar mulher de ninguem
se fosse mais calminho ganhava uma grana.
Caro Ch.este.rt.on,
A acidez de seu comentário chegou às raias da falta de respeito. Entretanto, como tal forma de pensar não traz nenhuma novidade, ajudar-lhe-ei comunicando que a capacidade de ser criativo também está inclusa no que se entende como inteligência. Por isso lhe digo: há uma lacuna importante na sua. Saudações.
Maria Alice,
realmente é chocante o naipe dos comentários deste indivíduo,…
Pior é que ele realmente deve achar isto!
Sua testosterona deve atingir orgasmos quando ele solta suas grosseirias másculas e anônimas em público!
Acredito que sua ex-mulher agradeça todas as manhãs ter se livrado deste estorvo,….
o cara revida com violência e deixa o cara aleijado e eu “não tenho respeito”. Ora, perderam o senso de proporção? Criatividade? E dar porrada é exemplo de criatividade? Justiça com as próprias mãos é crime.
Maria Alice, assim você não vai ter cargo de chefia nunca.
Marcão, deixarei você para outra hora.
“Marcão, deixarei você para outra hora.”
Tipo, agora não vai dar, mas não esqueci de você não! Te pego na saída!
O cara é suuuper macho mesmo!
Eu não entendo vocês, dar porrada porque cantou a mulher é a coisa mais machista do mundo e vocês aplaudem…tsc, tsc, tsc, non sequitur.
não Marcão, quem dá porrada é o amiguinho seu, Jota.
Ninguém está aplaudindo a “machesa” do companheiro sulmatogrossense não camarada!
Os comentários referem-se a sua grosseria com a Brenda,…
O papo é contigo mesmo!
e por qual motivo voces criticam nesse sub-post?
Pelo teor do comentário, parece que a Maria Alice se confundiu,….
Marcão, você me parece meio obtuso.
Caro Ch.este.rt.on,
Eis o motivo do meu comentário:
(…)se fosse mais calminho ganhava uma grana.(…)
Como assim, endossar violência física ?! Lembre-se que o comentarista estava falando da companheira dele.
Ou seja, eu não estava endossando qualquer tipo de truculência, até porque estaria menosprezando a inteligência dele. Ou você não leu o relato dele falando de um processo judicial do qual era réu?
Sendo assim, na oportunidade, segundo a minha leitura, tive a sensação de algo como a possibilidade de etiquetar uma pretensa mercadoria e, quiçá, ter ganhos com o dissabor de terceiro. Logicamente, considerei a hipótese de que se tratava de valores bem camuflados no inconsciente. Por falar nisso, será que, por acaso, o último parágrafo do seu comentário, de 07/03/2011 , às 15:51hs., foi o vetor do meu tipo de leitura ? Hum, será, hein? Vai saber….
Nossa, não sei quem é mais ignorante, se você ou o chefe da tua mulher…
COM PITIBUL NÃO FALO. SEU APELIDO DIZ TUDO QUEM VC É.
É essa a igualdade e o respeito que a mulher quer? Quando a coisa complica no trabalho, chama o maridão para resolver. Sei. Algumas coisas parecem não mudar nunca. Três coisas que precisam ser extirpadas para melhorar nosso mundo: 1- mulheres que adoram colocar dois homens para brigar por elas, 2- chefes que consideram o trabalho uma extensão de sua cama, 3- homens que ainda resolvem assuntos na p.orrada.
Favor ler os comentários adequadamente e não convenientemente.
Desde já, obrigada.
o numero de comentadoras é muito menor que o numero de comentadores machos nesse blog. Será preconceito do dono?
Em uma empresa multinacional não existe a menor hipótese de se escolher um homem em detrimento de uma mulher mais capaz. Só um capitalista maluco deixaria de contratar um funcionario eficiente e que gera lucros por questões de raça, cor ou gênero.
Minha esposa acaba de ser contratada num processo seletivo só de homens. Salário de 5 dígitos. Ela nunca sofreu assédio onde trabalhou, e diz que todas suas colegas são mais acomodadas enão tem interesse em assumir cargos de responsabilidade e mando.
Mas , porém, contudo, já conheceu pessoas responsáveis por contratação que manifestamente preferiam ora homens, ora mulheres para tais e tais cargos. Preconceito, perguntei? Não saberia dizer, pois ela reconhece que tem trabalho pesado que não aceitaria enquanto homens aceitam.
Eu pessoalmente luto por um equiparação salarial entre homens e mulheres modelos, é um absurdo que as mulheres ganhem para desfilar 5 ou 10 vezes mais que os seus colegas.
COM CERTEZA VC É UM MACHISTA.SÓ SUA MULHER É MAIS COMPENTENTE? EM ZÉ MANÉ?
J Big Field, eu só trabalho com mulheres. Competentes.
As feministas de hoje confundem direitos iguais com privilégios.
Chest….Devo me considerar uma cara de sorte…
Na minha empresa,as mulheres ocupam postos chave.
Na área de vendas e no financeiro elas mandam…
Na área da produção elas tem rendimentos iguaisinhos aos homens pois são tão competentes quanto.
É como disse o dotor Tiba…”Os homens e as mulheres não são obrigados a seguir o que seus cromossomos ditam.Como seres inteligentes,ao reconhecer um comportamento jurássico,podem decidir muda-los.
É isso…sem por nem tirar.
E lembrando o dia de amanhã vou transcrever um poema dum poeta desconhecido,acho eu,de nome Vitor Cesar intitulado “MULHERES”.
Mulheres serenas,promessas de nada.
Mulheres de vento,de sopro divino
Mulheres de sonho,mulheres sentido,
Mulheres de tempo,em que tudo que havia fazia sentido,
mulheres que eu vejo,no sol de janeiro,
mulheres saídas de potes de vidro,
mulheres faceiras,as mais feiticeiras,melhor ter nascido,
MULHERES DE TANTOS E TANTOS PERIGOS.
Mulheres de vinho e de vã harmonia,mulheres convívio,
mulheres no cio,as mais parideiras,melhor ter nascido…
Mulheres de luzes e de absinto,
mulheres que um dia sonhei colorido,
Mulheres de santos,mulheres de igrejas,
As mais resadeiras,melhor sacrifício
Mulheres que um dia deitaram comigo
Mulheres tão lindas e de maior juíso,
Mulheres de danças
As tranças nos ombros,meus olhos caídos…
Mulheres que fecham a vã poesia,
Mulheres que o ouro não tem nem princípio…
Mulheres de outono,o seu abandono,melhor ter carinho
Mulheres de um tempo em que estive sozinho,
Mulher de riso abrindo as janelas,
Mulheres que sonham,
Seu sono macio,mulher o seu ninho
Mulheres do dia e da noite,eternos
Mulheres que lutam,raizes da terra,
Mulheres que as feras,
No meio da noitenão mais intimidam…
Mulheres espera,no mais abandono,
Mulhers teares,tecendo seu linho
Mulheres tão loucas,
Seu beijo na boca,uma taça de vinho.
Meus cumprimentos à Mariela
Mila
Brenda
Maria Alica
Danielle Naves
A nossa querida Marilu e as mulheres que não fojem da raia.
Abs.
Somos pessoas de sorte.
Qual a diferença de se envolver e se comprometer com o trabalho? Para fazer um sanduiche de presunto e ovos, o porco se compromete enquanto a galinha se envolve.
Mas será que aqui só tem crianças?
1. A Brenda parece ter entendido a fábula
2. Fazer interpretações ofensivas (imaginam que a chamei de galinha pejorativamente, …) é realmente julgar os outros por sua própria cabeça. Se é assim, me auto-denominei porco, o que seria bem pior que galinha.
É muita burrice, essa fábula é corrente no mundo corporativo e ninguem fica ofendido, tanto homens quanto mulheres se encaixam no perfil porco – que tira a carne para o sanduiche, como no de galinha – que fornecem um ovo limpinho.
Fui vítima de preconceito linguistico advindo da extrema ignorância.
De fato foste vítima de seus próprios comentários.
Desconhecia a fábula e, pela conjectura do post, me pareceu extremamente indelicada.
Não sei se você é o tipo de machão que sai dando porrada em quem mexe com a sua mulher como o cidadão lá de MS, mas seus comentários demonstram uma visão extremamente machista (ou ignorante – no sentido de desconhecimento) das diferenças de gênero que assolam a vida profissional das mulheres brasileiras.
“Minha esposa acaba de ser contratada num processo seletivo só de homens. Salário de 5 dígitos. Ela nunca sofreu assédio onde trabalhou, e diz que todas suas colegas são mais acomodadas enão tem interesse em assumir cargos de responsabilidade e mando.”
Este comentário é de uma ingenuidade ou manipulação perversa!
Utiliza de um “exemplo” atípico para sustentar uma igualdade inexistente,….
E ainda ironiza uma situação que atinge a maioria das mulheres brasileiras utilizando o exemplo das modelos!
Perverso companheiro, perverso!
pegadinha????????
a realidade não é politicamente correta.
As coisas são o que são. Mulheres competentes se sobressaem se assim desejam. Na maioria das vezes querem marido e familia e negligenciam a carreira.
preconceito é complicado. lembra qdo vc disse que daiana é nome de pobre????
http://pt.scribd.com/doc/14389985/Steven-D-Levitt-e-Stephen-J-Dubnet-Freakonomics
continua sendo preconceito……..
pode mandar qualquer livro, seja ele a biblia, o capital ou sitio do pica-pau amarelo….
continua sendo preconceito dizer que daiana é nome de pobre.
na pele dos outros nunca é preconceito, sempre existe um justificativa…….
Não é preconceito, é estatística.
Caro Ch.este.rt.on ( ou Chesterton),
Em decorrência das suas explicações sobre a tal fábula, sinto-me na obrigação de lhe justificar porque não entendi, assim: – sempre fui muito autônoma e, por isso, nada entendo de corporativismo. A bem da verdade, todas as vezes que entro em contato com algo do gênero, tenho dificuldade em aderir. Entretanto, esteja certo, eu entendo a sua identificação.
Maria Alice, corporativismo é uma coisa, mundo corporativo é outra. (e querem comandar, tsc, tsc, tsc)
Caro Ch.este.rt.on,
Agora eu li, você realmente falou em mundo corporativo. Só tinha dado uma vista d’olhos, estava com pressa para assistir a um certo Show. Agora tenho disponibilidade para retornar aos comentários.
Bem, o que ocorre é que as pessoas têm naturezas diferentes, por exemplo, assim como eu e você. O que eu quero lhe dizer é que a minha natureza nunca me permitiu gostar de blás-blás de adestramentos, conversinhas alienantes e esquemas competitivos sádicos, enfim de coisas que , no frigir dos ovos, possam ter saldos duvidosos. O meu perfil é empreendedor, a autonomia me apraz. Eu não preciso escutar, conviver ou vivenciar fantasias de interesses externos para ativar certos atributos múltiplos necessários à produtividade, como a responsabilidade, por exemplo. Portanto, acho improdutivo qualquer valoração de idéias divergentes. No mais, saudações libertárias.
e querem comandar????
preconceito grosso………
depois nao reclame …
indique aquele livrinho do hitler, vai
Meu caro,
Quem falou em comandar, o quê, cara pálida ?! Dá uma “acordada básica para o real significado da vida ! Eu quero saber é do comando administrativo da minha felicidade de viver e das daqueles que estiverem ao meu lado. O resto é fantasia que, quando muito, atende aos interesses de um grupinho. Vá viver, tire essa bota ritleriana e simplifique as coisas da vida para você, caso possa. Se assim for, avise-me, torcerei por você, pois será menos um a praticar o autovampirismo. Entretanto, caso você tenha tendência às dependências, desejo-lhe boas escolhas de cartilhas,“modelitos” e blás-blás,blás. No mais, bom Carnaval com muito samba no pé.
Leo
Este texto foi retirado do blog do Marco Aurélio Mello e tem algo a ver com o seu.
Abraço
Zécarlos
http://maureliomello.blogspot.com/2011/03/depressao-em-serie.html
Depressão em Série
Dia desses conversava com um colega de trabalho sobre as repórteres da TV. De uma tacada só listamos dez ótimas profissionais que, sem razão aparente, decidiram abandonar a carreira nos últimos dez anos. Na média, é uma por ano! Ao investigar melhor as causas descobrimos um padrão de comportamento que, fossemos um país sério, já teria sido objeto de estudo não só do sindicato da categoria, mas da justiça do trabalho, de universidades e, principalmente, da própria empresa. A primeira que desistiu foi uma brilhante repórter de esportes. Bom texto, boa presença e enorme facilidade de falar ao vivo, na rua e em estúdio. A segunda que recordamos tinha vindo de Belo Horizonte e virou a titular absoluta do jornal da hora do almoço. De repente, sumiu. Foi reaparecer anos depois, na sucursal mineira. Depois de faltar num plantão, o chefe informou que ela já não servia mais para a firma e foi demitida. Outra que brilhou em São Paulo nos principais telejornais da emissora saiu de Niterói, mas terminou os estudos em Brasília. Num dia de fúria, presa num congestionamento, saiu do carro e decidiu terminar o trajeto a pé. Não foi a única que não aguentou a cidade. Outra colega tinha vindo de Londres, direto para São Paulo. Parecia modelo, linda, magra, alta, cabelos curtos e olhos claros. Ao voltar de uma reportagem policial confidenciou à equipe: – Isso aqui não é vida para mim. Encontrei-a rapidamente alguns anos depois em Brasília, durante a tentativa de golpe, apelidado de Crise do Mensalão. Teve outra ex-repórter que, ao lado do marido, montou uma produtora de vídeo e, hoje, não tem do que se queixar. Duas outras excelentes repórteres (uma ex-garota do tempo e outra especializada em economia) jogaram tudo para o alto, assim que ganharam seus bebês. Tem mais uma que preferiu não renovar contrato, quando estava a caminho da terceira gravidez. Há também uma veterana das telas, que teve sérios problemas, depois que as gêmeas vieram. E há ainda uma colega, que já não está mais na empresa, capaz de fazer bem qualquer tipo de reportagem, mas não segurou a barra. Elas têm em comum o diagnóstico de depressão. Jamais vão admitir publicamente, porque temem ser estigmatizadas. São vítimas de uma corporação doente que maltrata seus profissionais
Gosto de seu estilo, Sakamoto. E você me parece um cara bem-intencionado. Mas vejo que está desatualizado quanto à presença feminina em cargos de comando na mídia. Sugiro que você dê um pulo às redações dos dois principais jornais de São Paulo, a Folha e o Estadão, e verá inúmeras mulheres em cargos importantes, ganhando tanto quanto os homens. Essa questão de preconceito é algo do passado. Hoje, as mulheres são maioria no jornalismo, apresentam qualidade e são reconhecidas financeiramente. Claro, também existem empresas que as exploram indevidamente. Mas em jornais, revistas, rádios, TVs e internet, o bloco feminino reagiu e já empatou o jogo.
Olá, Luiz Alberto,
Fiquei lhe devendo uma resposta alguns posts atrás.
Rapaz, não consegui a relação dos membros da CCJ. Só vi o nome do presidente, o que já merece jiló.
Se puder, mande-me um link com os nomes das figuras. Acho que vale uma apreciação mais séria.
Obrigado pelas boas-vindas.
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Marilu,
Será uma boa ideia alguns comentaristas se encontrarem um dia, pessoalmente, com meu irmão.
No entanto, melhor que a tietagem, você já sabe, é seguir adiante com a discussão dos temas propostos no blog.
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Mano Sakamoto,
Não é só o 8 de março que torna relevante seu post. Ainda que você insistisse nesse assunto TODOS OS DIAS, ele seria, infelizmente, muito importante.
O texto é menos repetitivo que a realidade retratada por ele.
Olá Zakamoto…boa noite.
Na verdade e por descuido,generalizei a presença dos políticos aos quais me referi na CCJ,e desde já,obrigado por me obrigar a retratação.
Eles estão acomodados nas Comissões de Educação,da Reforma Política e Meio Ambiente.
Na CCJ só o Presidente foi destaque.
Artigo de Eliane Cantanhede….Folha de São Paulo de 03/03/2011.
http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/membros-de-todas-as-comissoes
Sinceramente,
Sei de que há preconceito em termos salariais relacionado ao sexo da pessoa, mas o que percebo também é que muitas mulheres exigem direitos iguais sem os deveres que deveriam também assumir…
Conheço inumeras mulheres que dão banho em muito homem por ai, mas as que normalmente reclamam demais do fator preconceito se encaixa em 2 alternativas: Raramente conseguiu algo de grande valia pelo proprio esforço ou inveja pura…
Ao exemplo citado sobre as especializações da medicina em sí: Se Cirurgia paga mais que Nutricionismo porque as mesmas não fazem cirurgia? Cardiologia? Não vejo em nada o que o Genero influencie na escolha.
Se forem pensar direito direitos iguais acarretam também DEVERES iguais, ou seja, delegacia da mulher não deveria existir e como existe porque não teria também uma para homens que são agredidos por mulher? Crime é crime não importa de quem vem…
E como ja falaram antes, só uma pessoa louca trocaria um ser que produz muito por outro que não faz nada por causa do Sexo da pessoa.
Querem direitos iguais? Então que aguentem os obstaculos que outros aguentam quem se esforça consegue.
Úau,…. úau!
Tem vezes que fica até difícil argumentar diante de tamanha falta de noção,….
Sem noção é o Marcão,essa é a realidade dos fatos.
Tá, a tia vai explicar bem explicadinho.
Nutrição – e não Nutricionismo – não é especialização da Medicina, é curso superior próprio. Logo, para se especializar em áreas bem remuneradas, é necessário estudar Medicina.
Seu comentário é patético. Imagine se todos fossem escolher Engenharia ou Medicina pelo dinheiro. Quem seria advogado? Lixeiro? Policial?
Toda hora tem estudos sendo publicados, mulheres ganham menos que os homens pela mesma função, e o infeliz vem com comentário “que aguente tudo também”. Ué, se é mesmo cargo, aguenta a mesma bomba, ganha menos por que?
Por isso amo meu namorado alemão. Ouvir m. de brazilóide não dá.
>>>> Ué, se é mesmo cargo, aguenta a mesma bomba, ganha menos por que?
Por que aceita ganhar.
O mau uso da estatistica nesses casos me assombra. Como digo sempre, quando se quer provar uma tese idiota, qualquer que seja, sem ter argumentos pra tanto, basta torturar os numeros até que eles digam: “é verdade, é verdade!”.
Confesso que nunca entendi bem essa coisa da mulher ganhar menos desempenhando a mesma função. As leis trabalhistas proíbem isso.
Tu é uma ostra mesmo. O cálculo não é feito na mesma empresa, mas na média da sociedade. Que horror! Estudantes aonde?
“Porque aceitam ganhar.”
Porque aceitam???? Se não aceitam, tão na rua!
É muito cômodo falar do que não sente na pele.
Brazilóides pseudo-machos… tsc tsc tsc
Luciana, sou alemão-brasileiro, tem vaga para mais um? Tamos na área.
renato,
Homens lidam com homens. Se mulheres viram homens pra lidar com pressão, talvez você devesse esquecer seu lado feminino, provar que é homem e trabalhar duro, sem reclamar.
Elas assumem a masculinidade da chefia. Por que você não poderia assumir uma macheza equivalente?
Papo de mulherzinha.
Caro Zacamoto,
Francamente, nem vale a pena argumentar sua hipótese: “se mulheres viram homens pra lidar com pressão”, logo, o pressuposto implícito seria, existe uma transformação da sexualidade para lidar com a pressão, é isso?
Os homens, machos viris, teriam um lado feminino mas confortados com a pressão “esquecem” esse “lado feminino” tornam-se cada vez mais viris.
O debate seria então entre o transformismo de Lamarck e o evolucionismo de Darwiniano da teoria sakomotiana da pré-história! Serà esse o dilema do mundo do trabalho jornalístico brasileiro!
Lucy contra Cro-Magnon? No transformismo, Lucy, as mulheres viram homens pra lidar com pressão. Enquanto, Cro-Magnon, “homem”, teria que “trabalhar duro, sem reclamar” para mostrar que ele é macho viril, que ele é um verdadeiro “hominidés”?
Que lastima, viu, esse post e esses debates! Será que para falar da “dura vida das jornalistas brasileiras” é necessário passar por toda essa intelectualização, todas essas racionalizações fúteis e inuteis?
Por quê as “mulheres viram homens pra lidar com pressão”? E por quê a pressão seria um fator de transformação da sexualidade? Por que as mulheres teriam que assumir “a masculinidade da chefia” para serem consideradas com chefe? Por que as mulheres teriam que “assumir uma macheza equivalente”, ou seja, a macheza é o poder e para assumir o poder tem que ser macho ou assumir a melheridade?
Que lastima que o problema maior da sociedade brasileira, em pleno seculo XXI, é sempre o mesmo: são sempre os homens, os melhores porta-vozes das mulheres!
Que lastima que falar da condição da Mulher brasileira é sempre “papo de mulherzinha”?
Pelo visto, vc e o saka se enganaram de época! Se a “pré-historia” é conhecida como um período do aparecimento de Lucy (Australopithecus afarensis) e dos primeiros documentos escritos (traços arqueológicos), o que hà de pré-historico no post e nos comentarios é que sempre é o Cro-Magnon que tem o poder de falar sobre as mulheres?
Lamentavel…..
Caro FDA,
Você disse coisas pra lá de pertinentes, mas não acredita nelas.
Sim, a chefia pertence a brucutus, ou não seriam chefes.
Quem quiser ocupar um posto como esse, terá de se transformar.
Isso não tem nada a ver com pênis ou vagina. É uma coerção social real.
Tradicionalmente as mulheres são educadas para atividades não rentáveis, que são o complemento necessário para a atividade rentável do homem, que o exaure.
É mais ou menos como a luta de boxe. O lutador se expõe aos sopapos do adversário pela necessidasde da vitória. A cada fim de round tem de sentar para ser abanado, massageado e ter a feridas cuidadas.
Grosso modo o homem é o lutador, e a mulher faz o papel do treinador e ajudantes, além de cuidar da próxima geração de lutadores e treinadores.
Sendo assim, de acordo com o que defendo, o que faz do homem um homem e da mulher uma mulher não é a diferença biológica, mas o submissão a um conjunto de coerções reais e inevitáveis, tendo em vista a lucratividade (no caso de um empresário) ou o salário (no caso do trabalhador).
A questão transformadora não é a inserção da mulher no mercado de trabalho, que é, POR SUA NATUREZA, masculino.
É a ruptura com as coerções, garantindo tempo livre para que seres humanos dos dois sexos possam encontrar outros papéis para o convívio em grupo, para além da cisão brutal HOMEM (provedor) e MULHER (cuidadora).
Dúvida de Quixotesco:
Será absolutamente impossível que seres humanos de ambos os sexos possam prover e cuidar de si, do grupo a que pertencem e das novas gerações?
Continuo daqui a pouco, faltou esclarecer um ponto.
mulheres em posto de comando costumam ser bem mais “machas” E muito menos tolerantes com “mulherices” em geral.
Desta vez concordo com você, Ch.,
Todo aquele que pertence a um grupo discriminado, quando consegue se “integrar” tem, obviamente, uma necessidade absurda de provar que merece estar ali. Não pode errar, cometer o menor deslize, sob o risco de comprovar, errando, todas as teses que confirmam sua discriminação e das chacotas.
São as comandandes machas, são os negros de alma branca, são os gays moralistas e até mesmo simpáticos a idéias nazistas.
A “inclusão” conformista nunca dará cabo das diferenças na época em que o desemprego é estrutural.
Como o cobertor é curto, e o corpo é comprido, grupos excluídos tomarão os lugares dos ocupantes “naturais” a postos de trabalho aceitando salários menores, a despeito das leis.
Um barril de pólvora.
Todo racismo e discriminações afins estão na ordem do dia.
essa é uma visão falsa, creio que é um sentimento e uma ação genuinos contra a educação “moderna”.
Ch.,
Se puder, esclareça sua resposta.
Por que minha visão é falsa?
O que você entende por educação “moderna”?
Obrigado.
saiu lá em cima
Paece-me que na sua ideia essas pessoas sofreriam de alguma coisa parecida com a Sindrome de Estocolmo, quando eu acho que pessoas realmente educadas – não nas universidades brasileiras – acabam enchendo o saco do politicamente correto.
Educação moderna é aquela que visa formar, e não informar. Enchem o currículo de matérias politicamente corretos, multiculturalistas, pró-aborto, e estimulam privilégios para minorias bem escolhidas, como gays, indios e supostos descendentes de escravos em detrimento de uma formação sólida em matemática, física, gramática, lógica e disciplinas clássicas.,
A desigualdade de pagamento entre homens e mulheres tem pouco a ver com preconceito, e muito a ver com a biologia e a economia. Por exemplo, as mulheres dedicam-se mais aos filhos e menos ao trabalho e tendem a faltar mais do que os homens; ou preferem certas profissões que renumeram menos mas oferecem mais em termos de tempo livre ou status, etc.
Como o Chest falou, neste blog a maioria dos comentaristas são homens. Será que é devido ao preconceito, ou simplesmente ao desinteresse das mulheres pelos temas aqui abordados?
Suponho que o que me incomoda nessa pretensa luta pela igualdade é que, assim como ocorre com as minorias raciais, há uma esquizofrenia a respeito. De um lado, as mulheres são consideradas “iguais em tudo aos homens”. Do outro lado, há uma imensa quantidade de políticas que visam forçar essa tal igualdade na marra. Mas se fossem realmente todos iguais, será que essas leis seriam necessárias?
O fato é que mulheres e minorias raciais querem ser consideradas iguais quando isso lhes convém, mas querem poder ao mesmo tempo também considerar-se vítimas inocentes quando isso se torna necessário.
Homens e mulheres SÃO diferentes, é biológico, não há nada a fazer.
No mais, sei de muitas mulheres que odeiam ter chefes mulheres, e preferem chefes homens. (Chefes mulheres são invejosas e rancorosas contra mulheres mais bonitas ou mais competentes, chefes homens podem ser facilmente seduzidos com sorrisos e decotes, etc.)
Putz!!!
Não bastasse a quantidade altamente mal-cheirosa de borradela dessa mensagem, o seu autor ainda comete o atentado de ficar repetindo o post!
Putz novamente!! Coprólitos sempre andam em grupo. Mas, infelizmente para a causa da civilização, esse aqui ainda tinha um irmão gêmeo.
E quem me dera se eu pudesse descansar na conversa mole do “Ah, mas é biológico”. Teria então que me contentar com esse melhor dos mundos possível, onde, infelizmente, alguém ainda é capaz de não ter vergonha de opiniões tão símias!!
“É biológico”. Além de esfarrapada, essa desculpa é pré-moderna e, por excelência, plenamente não-capitalista. Apesar de sua sobrevivência nos dias de hoje corresponder, no plano simbólico, às formas sócio-econômicas não-capitalistas sobrevivendo nas bordas do, graças à e pela sobrevivência do sistema.
Por outro lado, se o autor das sabujices acima não se envergonha do próprio preconceito, creio que será justo então desculpar sua própria indigência intelectual como desígnio divina e tragicamente determinado pela Natureza que Deus lhe deu, coitado…
Hein?!? Falou, falou e não disse nada. Desculpa “pré-moderna”, “não-capitalista”? Do que diabo você está falando?
A diferença é biológica sim, caso você não tenha notado, afinal é muito novo, homens têm “piu-piu” e mulheres têm “perereca”. Mulheres podem ter filhos, homens não (essa história que te contaram dos bebês saídos de repolhos é mentira, viu? Se bem que no seu caso talvez seja verdade!). E finalmente, homens são fisicamente mais fortes do que mulheres.
Essas diferenças biológicas acarretam uma série de diferenças psicológicas e nos papéis sociais de homens e mulheres. É verdade que hoje a tecnologia (da pílula ao computador) ajudou a equiparar os sexos, mas o homem grávido ainda não surgiu. É, estamos longe da igualdade…
Em respostas às troçulhosas…
Pré-capitalista e pré-moderno pois seu discurso não alcança o plano real de nossa forma de vida atual. Ele apenas existe como justificação do mundo dado, como naturalização vulgar dos seus próprios preconceitos. O único momento de indício de lucidez em seu texto se quando localiza uma equiparação dos sexos via tecnologia. O que talvez você ainda não tenha percebido é que essa equiparação parcial provida pela tecnologia torna-se possível apenas sobre o pressuposto da equiparação plena e total, dada no plano simbólico.
Capitalismo e modernidade dão-se como libertação de toda e qualquer limitação “biológica” – libertação que é um elemento fundamental daquilo que se chama “emancipação do homem” – emancipação do quê? – Resposta simples: da natureza, esse fantasma, ou de todo e qualquer discurso que queira instituir o limite, o ponto a não ser cruzado, objeto de fetiche para todo e qualquer conservador.
O discurso científico – um discurso e construção social simbólica como qualquer outro – não faz outra coisa. Essa ciência que, segundo suas palavras pouco raciocinadas, mostra as “diferenças biológicas” entre homem e mulher até os seus detalhes mais cromossômicos, é a mesma que torna possível a cirurgia de troca de sexos. “Homens tem pipi, mulheres tem perereca” – frase que não intimidou nenhum transsexual, informe-se.
Gênero hoje, se não chega a ser uma mera questão de escolha – o armário dos gêneros, vestidos como uma roupa para cada dia, na versão mais cínica de um certo pós-modernismo liberal relativista – é, sim, construção simbólica, social e humana, tal como sempre foi, desde que Eva saiu da costela de Adão.
Daí que, certamente, diferenças “biológicas” acarretam consequências psicológicas e sociais. Porém, inversamente e sendo o discurso científico igualmente social, diz-se que construções sociais e psicológicas acarretam discursos científicos…
Em todo caso, a todo momento, seus mitos são completamente dissolvidos pela mesma autoridade da qual você quer obter proteção. Daqui a pouco, senão já, suas valiosas “diferenças biológicas” serão objeto de compra, venda e troca em um supermercado ao lado da sua casa.
Em tempo: Numa luta mano-a-mano, você contra a Edinanci, eu aposto nela…
Mais um relativista de araque… Discurso simbólico o cacete.
O transsexual pode se chamar o que quiser e imaginar que “não existem gêneros”, mas não vira homem ou mulher, seus genes continuam XX ou XY e não passa (se for homem que virou mulher) a engravidar. São apenas tristes aberrações.
Não estamos livres da Natureza, jamais estaremos! É uma luta constante. Sim, a tecnologia ajuda e fez muito, mas jamais será uma emancipação total. Talvez quandoo consiga-se manipular diretamente os genes humanos e promover a eugenia e a engenharia genética humana, quem sabe aí a natureza humana seja mudada, mas core-se o risco de criarem-se (monstros de) Frankensteins…
D.B.N.
Bem lembrado pelo contra o coro dos contentes:
Neste momento em que o mundo celebra mais um dia – agora por extensão mês – internacional da mulher e um bando de absurdas (feministas socialistas) vai às ruas para pregar contra o capitalismo, o sistema que mais proporcionou às mulheres autonomia e liberdade, torna-se imprescindível lembrar Ayn Rand . Torna-se imprescindível não só porque ela foi uma mulher extraordinária, por suas vida e obra, mas também por ter sido uma das maiores defensoras das liberdades individuais, da racionalidade, da livre expressão e da democracia liberal.
Podemos não concordar com tudo que ela diz, em sua obra de ficção e não-ficção, da corrente filosófica que iniciou, chamada Objetivismo, mas não podemos deixar de admirar sua inteligência e a incrível influência que suas idéias exerceram – e exercem ainda – na sociedade norte-americana, inclusive em nível governamental. Basta lembrar que sua obra-prima, A Revolta de Atlas (Atlas Shrugged), continua sendo o livro mais lido nos EUA, depois da Bíblia, e um best-seller no mundo inteiro, com 11 milhões de exemplares vendidos. Qual outra mulher exerceu tanta influência em qualquer dos países ocidentais? E por que uma mulher como Ayn Rand nunca teve sua biografia e obra divulgadas pelo movimento feminista brasileiro? Provavelmente porque quem sai às ruas para pregar contra o capitalismo, sem ter a menor idéia do que colocar no lugar dele, não tem mesmo condições de falar sobre Ayn Rand.
Mr X!
Decida-se! Você parece o sujeito que não sabe que gênero retirar do armário de gêneros todo dia de manhã e, então, fica oscilando entre uma coisa e outra.
“Jamais estaremos livres da Natureza!”, depois, “Talvez, quando consiga manipular diretamente…”. Ora, ora!
E não se engane: Nesse sentido estreito do qual você fala, estamos livres da natureza desde que Adão nomeou os animais, lá no jardim do Éden. Pois não há nem nunca houve, no sentido, significado ou representação da palavra, conceito ou símbolo “natureza” nenhum grafema, fonema, hieroglífo ou traço que já não fosse socialmente mediado e construído.
Em outras palavras, você tem toda a razão: Discurso simbólico é o trocho mesmo. Bem colocado, ele deixa você assim: revoltado com os cromossomos…
(Ps: Não fique triste! Um é XX, outro é XY. Em todo caso, você só está uma metade diferente do que realmente deseja. Então, se contente com a metade que já realiza seu desejo!).
X, Ch.,
Respondi pra vcs a partir das 22h10.
Gostaria que lessem.
Eu respondo aqui:
a) Acho que você tem idéias confusas sobre o que significa “politicamente incorreto”. Não é sinônimo de “impopular”.
b) Não há nenhuma urgência em liberar o aborto no Brasil. Há meios bem melhores de planejamento familiar.
c) Acho uma falácia toda essa comparação entre salários de homens e mulheres. Se trabalham em empregos diferentes, os salários são diferentes então não há como comparar. Mesmo no mesmo tipo de trabalho, diferentes empresas pagam salários diferentes. Então a única comparação real que daria para fazer é ver se uma mesma empresa paga salários diferentes para homens e mulheres que trabalham na mesma função. Não acho que isso ocorra hoje em dia e, se ocorrer, , é provavelmente mesmo porque as mulheres trabalham menos horas ou são menos competitivas.
d) Quando uma empresa contrata alguém, também leva em conta expectativas do que pode ocorrer, por exemplo que a mulher possa vir a ter filhos, ou já os tenha e portanto trabalhe menos horas para estar mais tempo com eles. Isso termina por influir no salário. Quando falo em biologia, refiro-me acima de tudo à questão dos filhos. Porém, há outras diferenças, como força física, aptidão para as matemáticas (? ver a polêmica com o Larry Summers), e certas características psicológicas, que permitem alguns trabalhos mas não tanto outros.
e) Se os homens são tão malvados e pagam menos às mulheres de propósito, então por que não aparece uma empresária mulher que cria uma empresa que contrata só mulheres, ou paga mais às mulheres do que aos homens? Nada impede que faça isso.
f) A natureza humana não é infinitamente maleável. A experiência socialista mostrou isso, mas há quem não aprenda. Sim, há certas coisas que são resultado de formação social, outras que não. Essa idéia de que homens são exatamente iguais às mulheres me parece idéia de quem não compreende ou não gosta de mulher. São diferentes, é tudo, não quer dizer que um gênero seja pior e outro melhor.
g) Por outro lado, validando seu ponto, na África, em muitas tribos, é a mulher que é provedora e o homem que fica em casa.
basicamente sou contra qualquer tipo de engenharia social.
parte da entrevista com Walter Williams na VEJA
http://maickcosta.com/2011/03/07/cotas-raciais/
Ch.,
A mão invisível do mercado (há quem não a veja), é um engenheiro social também.
Se não houvesse engenharia social nem telenovela existiria.
Uma questão é: quantos e quem são os engenheiros?
Outra é: como fazer de cada ser humano um engenheiro?
Mais uma: quais os melhores projetos?
A mão invisível do mercado (há quem não a veja), é um engenheiro social também.
chest- não. É resultado de interações espontâneas baseadas na vontade de indivíduos (livre arbírio?).
Se não houvesse engenharia social nem telenovela existiria.
chest- das às artes papel revolucionáro em soa meios assim, anos 60…
Uma questão é: quantos e quem são os engenheiros?
chest- todos, logo, nenhum.
Outra é: como fazer de cada ser humano um engenheiro?
chest- já, são. Da própria vida. Desde que não se metam a querer controlar o outro (lembroi de uma piada boa sobre isso).
Mais uma: quais os melhores projetos?
chest- essa é a pergunta perigosa. Crer que exista um melhor projeto é início de genocídios.
1) As interações não são espontâneas. São orientadas por necessidades, interesses e coerções. Livre arbítrio? É estar cientes dessas determinações e poder planejá-las. Não há livre arbítrio no mundo. Ainda.
No conjunto, funcionam como um grande engenheiro, já que como sistema, possui uma única finalidade: acumulação.
2) Sem engenharia social não haveria propaganda. Nem BBB 11. Nem eleição, telejornal, trabalho ou fábricas. Esses são aparelhos para o controle social, logo as máquinas de sua engenharia.
3) Mais ou menos. A maior parte é realmente inconsciente do processo onde se envolveu. Não se imagina dentro de uma máquina social de fazer mais dinheiro. Não pode acreditar nisso, é idiota demais. No entanto…
Os que têm maior consciência do funcionamento da máquina, intelectuais de vários tipos e os donos do poder, por seu lado, não podem aceitar uma saída, conformam-se. Desastres aconteceram no séc. XX.
4) Não, não são. Os donos do poder manipulam, as massas esgueiram-se por onde podem, como bois no curral. As massas não são como o engenheiro. Mas são a argamassa de um péssimo projeto de engenharia que impera.
5) Sim, essa pergunta é extremamente perigosa. Daí a necessidade da maior conscientização libertária e crítica possível. Todas as vezes que essa pergunta foi respondida veio em detrimento e manipulação das massas. Projetos alternativos foram sufocados.
Mas o projeto em vigor cria dentro de si mesmo insatisfações suficientes para se teorizar e experimentar projetos alternativos. Não O projeto.
Desculpas se tenho que cotejar, pois a hierarquização dos comments respostas não está funcionando
1) As interações não são espontâneas. São orientadas por necessidades, interesses e coerções. Livre arbítrio? É estar cientes dessas determinações e poder planejá-las. Não há livre arbítrio no mundo. Ainda.
chest- necessidades, interesses e coerções evocam reações espontaneas.
No conjunto, funcionam como um grande engenheiro, já que como sistema, possui uma única finalidade: acumulação.
chest- que milagre é esse?
2) Sem engenharia social não haveria propaganda. Nem BBB 11. Nem eleição, telejornal, trabalho ou fábricas. Esses são aparelhos para o controle social, logo as máquinas de sua engenharia.
chest- para você ver como não deu certo. Mas claro que tentativas há toda hora em todo lugar. Mas nada funciona para sempre. A opinião pública muda a toda hora. E isso não é engenharia social.
3) Mais ou menos. A maior parte é realmente inconsciente do processo onde se envolveu. Não se imagina dentro de uma máquina social de fazer mais dinheiro. Não pode acreditar nisso, é idiota demais. No entanto…
chest- bem, agressões gratuitas se devolve com agressões gratuitas: idiota é a sua……. (fill in the blanks)
Os que têm maior consciência do funcionamento da máquina, intelectuais de vários tipos e os donos do poder, por seu lado, não podem aceitar uma saída, conformam-se. Desastres aconteceram no séc. XX.
4) Não, não são. Os donos do poder manipulam, as massas esgueiram-se por onde podem, como bois no curral. As massas não são como o engenheiro. Mas são a argamassa de um péssimo projeto de engenharia que impera.
chest- manipulam até certo ponto, voc~e reconhece. Mas é artificial.
5) Sim, essa pergunta é extremamente perigosa. Daí a necessidade da maior conscientização libertária e crítica possível. Todas as vezes que essa pergunta foi respondida veio em detrimento e manipulação das massas. Projetos alternativos foram sufocados.
chest- não só “projetos alternativos”, que nada são que outra engenharia social, mas a própria vida normal, comum, livre, individual foi sufocada. Abaixo projetos.
Mas o projeto em vigor cria dentro de si mesmo insatisfações suficientes para se teorizar e experimentar projetos alternativos. Não O projeto.
chest- hein?..
Ch.,
Eu postei as respostas. Estão por aí.
Rapaz…
Mas se é você mesmo que vai enveradando por esse discurso de diferenças…
Essa é a porta de entrada para o da eugenia.
Por fim
Acrescento que as falidas disciplinas clássicas podem ter um efeito explosivo em vez de alienador.
E que há mais lógicas que a aristotélica.
chest- subjetivismo epistemológico é a danação, a doença intelectual da modernidade
Que a legalização do aborto é urgentíssima.
chest- a legalização do aborto é tarefa de eugenistas que pretendem que os pobres não mais tenham filhos. Quem quer o aborto legalizado basicamente quer eliminar a pobreza eliminando o pobre. Assuma isso.
Que as minorias não são bem escolhidas, nem são minoritárias, em se tratando de mulheres e negros, são evidências da parte social que mais sofre com as loucuras do todo.
chest- isso é determinismo. As variáveis são tão grandes que tentar classificar as pessoas em grupos de interesse causa distorções homéricas. Fail.
Por fim, uma pérola: “supostos descendentes de escravos”. Com exceção dos atuais imigrantes africanos que vêm ao Brasil fugindo de guerras e pobreza, quem de nós, mestiços de sangue africano, não somos descendentes de escravos?
chest- por isso mesmo, não há um grupo de descendentes de escravos, nossa miscigenação é tal que todos temos um pé na África (eu incluso). Sorry se você não entendeu a ironia.
Se “todos somos descendentes de escravos”, então também “todos somos descedentes de senhores de escravos”. E agora? Quem paga compensação a quem?
Negros no Brasil têm 60% de DNA europeu:
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/877676-dna-de-negros-e-pardos-do-brasil-e-60-a-80-europeu.shtml
X,
Se você leu toda a matéria que você mesmo postou, deve se lembrar do parágrafo final que diz assim:
Isso porque os genes da cor da pele e dos cabelos, por exemplo, são muito poucos, parte desprezível da herança genética, embora seu efeito seja muito visível.
Tá lá, X, tá lá!
Ninguém anda com a porcentagem de DNA presa na testa, as pessoas se olham e se classificam.
Ninguém é negro, socialmente, por seus DNA; alguém é negro por ter a pele escura e o cabelo duro.
Então ninguém é discriminado por seus DNA. As pessoas são discriminadas por sua aparência.
Essa discriminação existe. Podz crer.
********
Quanto à reparação financeira, não tenho opinião sobre o assunto, não acompanho o movimento negro, apesar de contar com minha simpatia.
Mas, se somos todos pretos com DNA de branco, por que não se fazer uma distribuição geral de bens de consumo?
Independente da raça da pessoa, sou contrário à “distribuição geral” do que quer que seja, salvo em emergências. Por que uns devem sempre trabalhar para sustentar outros? Igualdade de lei e de oportunidades, isso sim Mais do que isso, é contraproducente.
Quem trabalha é quem não recebe.
Distribuir quer dizer recuperar.
Quem trabalha é quem não recebe.
Distribuir quer dizer recuperar.
chest- nem você acredita nessa bobagem
Então você não entendeu.
então explica
aos igualitaristas
http://www.youtube.com/watch?v=uJRhtf-dT4k
a partir de 3 min 50 seg
Quanto à reparação financeira, não tenho opinião sobre o assunto, não acompanho o movimento negro, apesar de contar com minha simpatia.
Mas, se somos todos pretos com DNA de branco, por que não se fazer uma distribuição geral de bens de consumo?
chest- 1.porque o igualitarismo é sempre artificial. De nada adianta o governo compensar pessoas que fazem más escolhas com caminhões de dinheiro se dentro de 2 anos volta tudo ao estado inicial.
2. porque os bens são escassos, não tem TV de plasma para todo mundo
3. porque moralmente é ruim, estimula a ociosidade, e desarma o cidadão -(lembra , ensine a pescar, não dê peixes).
Ociosidade é o contrário do trabalho alienado.
É ruim na medida em que não consegue fazer frente à estupidez do trabalho, apenas foge dele.
Mas na época do desemprego estrutural é nessário que grupos comecem a criar maneiras de garantir sua reprodução com abundância e democracia direta.
Certo post atrás discorreram sobre as condições análogas à escravidão, seguindo essa lógica meus ascendentes imigrantes italianos, foram submetidos a cargas horárias excessivas, moradias degradantes, vindos ao Brasil através de promessas enganosas, assim como fazem com trabalhadores rurais ainda hj em algumas fazendas.
Mas qual a reparação o Estado Brasileiro deu para nós?
1. Objetivismo que emana de um único centro de validade é autoritarismo. Pensei que prezasse a liberdade.
2. A legalização do aborto permitiria que mulheres pobres pudessem abortar como o fazem as de classe média e ricas, assuma isso. Os pobres têm direito a planejar sua família, assim como as outras classes o fazem.
(Não, nem todo mundo se acerta sempre com pílula ou camisinha, falhas ocorrem. Pais podem desistir de sê-lo no início da gravidez.)
Os pobres já passam por processos de extermínio. Má alimentação, doenças, falta de saneamento, má assistência pública, falta de consumo de proteínas etc.
A pobreza É um processo de extermínio.
3. Peraê. Sim, as determinações são bem amplas. Não dá pra conhecer o indivíduo só por conhecer o grupo a que pertence. No entanto, você mesmo o disse: minorias (que não o são), ou seja, GRUPOS. Grupos são formados de indivíduos que partilham interesses comuns. Lutam por esses interesses se organizados. Ao ganhar como grupo, beneficiam o indivíduo.
Mas, vem cá!, você não acabou de dizer que discorda do tal “subjetivismo epistemológico”? Que é a “danação”?
Então viva a verdade VERDADEIRA! A ÚNICA, central, inflexível.
Essa centralização toda de conhecimentos muito restritos que visam a fins muito bem limitados serve para quê?
Para tentar determinar o comportamento alheio.
Assim o fizeram a I. Católica, Stalin, Hitler, só pra citar os mais sinistros.
Mas o comportamento é sempre determinado. O que não se consegue é discriminar todas as determinações.
Para bem e para mal.
4. De fato, a ironia foi bem ruinzinha.
E, sim, todos temos um pé na África. Então somos todos descendentes de escravos, inclusive você e os tais supostos descendentes.
Sendo assim, seguindo seu raciocínio, esse não é um tema “politicamente correto”, mas um tema de abrangência geral.
Um motivo a mais para não ser ignorado pelas escolas.
E eu retruco:
a) Acho que você tem idéias confusas sobre o que significa “politicamente incorreto”. Não é sinônimo de “impopular”.
Politicamente correto, estritamente, se refere ao jargão adequado a grupos excluídos (na verdade incluídos coercitivamente) a ser usado pelos meios dominantes, é verdade. No entanto, defender ou contrariar a legalização do aborto em plena campanha eleitoral é manifestar-se em prol ou contra o direito de uma “minoria” – as mulheres. Logo, estamos no terreno do politicamente correto, sim. O politicamente INcorreto é sinônimo de popular, o politicamente correto é sinônimo de IMpopular.
b) Não há nenhuma urgência em liberar o aborto no Brasil. Há meios bem melhores de planejamento familiar.
Há vários meios de se fazer o planejamento familiar. O aborto é um deles, não o melhor, creio. Mas quem deve decidir como fazer o planejamento de sua família são os progenitores, mais especificamente a mãe, de cujo corpo se alimentará o bebê. Eles saberão qual o melhor método. Cabe à sociedade oferecer aos indivíduos todos os meios possíveis para planejar sua própria reprodução. Ou forçaríamos uma certa engenharia social, de cima para baixo, unilateralmente.
Caro Mr X,
A sua alínea “d” pecou feio por causa de uma afirmativa genérica, no que tange a certos potenciais de aprendizagens de acordo com o sexo da pessoa.Eu nem ia comentar, mas resolvi ter benevolência, já que o raciocínio anterior estava coerente. Estou o alertando porque você tem um bom potencial de raciocínio e informações, só precisa administrar melhor seus preconceitos ou tendências a generalizações no afã da manutenção de um $tatu$ quo machista. Falo isso para que você mesmo não macule e/ou limite as suas virtudes. Lembre-se sempre: cada caso é um caso. E mais: há diferenças sútis envolvendo as mesmas variáveis que fazem valer, como por exemplo: macarrão no cabelo e cabelo no macarrão. Saudações femininas.
Em tempo: refiro-me, única e exclusivamente, a uma generalização feita no finalzinho do item (d). Aliás, bastante conhecida pelo sexo que possui menos força física ( ainda bem, pois senão, essas tendências seriam primitivamente resolvidas, ocasionando um verdadeiro extermínio) . No mais, provavelmente, nem vou ter tempo de ler a polêmica com Larry Summer. Motivo: as realidades costumam ir bem além do papel (vide exemplo dado linhas acima).
Olá Maria Alice!
Acho que você se refere ao que comentei sobre a aptidão (ou preferência?) das mulheres pelas matemáticas. Há várias mulheres cientistas geniais, ninguém nega, e houve mesmo algumas importantes matemáticas mulheres, a começar por Hipácia, mas o fato é que há mais homens do que mulheres no campo da matemática, da engenharia, e das exatas em geral. Não sei o motivo: pode ser apenas uma questão de preferência, podem ser fatores sociais. Só mencionei porque houve essa polêmica com o Larry Summers, agora assessor de Obama (?) mas que na época perdeu seu emprego de diretor de Harvard por afirmar algo nessa linha.
Olá Mr X,
As mulheres também optam pela área de exatas quando a vocação assim lhes impulsiona. Obviamente, atualmente muito mais. Inclusive, eu tive a oportunidade de observar que ultimamente aumentou consideravelmente. Arriscaria dizer que do final da década de 60 para cá o crescimento está quase exponencial. Em engenharia, por exemplo, atualmente, este tipo de crescimento deve ter se verificado. Costumava ir a uma determinada faculdade de engenharia em que a presença de mulheres era maciça, e, quando então, pensava: não demora muito e os valores sociais inexoravelmente terão mudanças profundas.
Em decorrência, aos valores machistas do tipo do Larry Summers urge a necessidade de uma mudança valorativa profunda. Aliás, ele foi muito infeliz ao acolher tal idéia. Até porque aqueles que persistirem com discriminações de gênero, provavelmente, não serão bem sucedidos como dantes, quiçá, tanto na vida pessoal como na social.
prova que não há preconceito, ML. As mulheres, quando se dispõe a disputar o mercado de trabalho, tem as portas abertas.
Domínio do mulherio (CH)
O Rio Grande do Sul tem 634 magistrados atuando no estado. Desse total, 315 são mulheres, 313 homens. Os seis que faltam não nessa conta não têm outra opção sexual. São vagas em aberto mesmo.
Responder
Olá Mr X,
Ultimamente, consideravelmente, atualmente, inexoravelmente, provavelmente. Desculpe-me. Hoje, eu só estou escrevendo coloquialmente.
c) Acho uma falácia toda essa comparação entre salários de homens e mulheres. Se trabalham em empregos diferentes, os salários são diferentes então não há como comparar. Mesmo no mesmo tipo de trabalho, diferentes empresas pagam salários diferentes. Então a única comparação real que daria para fazer é ver se uma mesma empresa paga salários diferentes para homens e mulheres que trabalham na mesma função. Não acho que isso ocorra hoje em dia e, se ocorrer, , é provavelmente mesmo porque as mulheres trabalham menos horas ou são menos competitivas.
Truculento.
Mas, vamos lá. Há diferenças salariais para o mesmo tipo de serviço. Há empresas que não respeitam o princípio da isonomia. Jogam os trabalhadores uns contra os outros, para que produzam mais, como cães famintos para os quais são jogados pedaços de carne, e como latem e se pegam!
Se as mulheres são menos competitivas porque devem dedicar parte de seu tempo ao lar, isso se deve àquela cisão das esferas trabalho alienado X vida do qual falei posts acima. Mas essa cisão não é, pelo menos em nossa época, uma questão biológica. Mulheres podem arrumar quem amamente seus filhos, quem lhes limpe as bundas etc.
Por outro lado, é importante acrescentar que há países, inclusive o meu, que consideram o cuidado da prole uma coisa minimamente importante e oferecem às mães algo chamado licença maternidade. Há países onde essa licença pode chegar a um ano…
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2007/10/18/298201670.asp
Essa moleza que só as pessoas do sexo feminino conseguem pode ser uma conquista de movimentos da sociedade civil, mas também pode revelar uma preocupação, ainda que ligeira, do estado (principalmente) com a formação das novas fornadas de cidadãos. Se ninguém cuidar disso, como haverá bons eleitores, trabalhadores, consumidores?
d) Quando uma empresa contrata alguém, também leva em conta expectativas do que pode ocorrer, por exemplo que a mulher possa vir a ter filhos, ou já os tenha e portanto trabalhe menos horas para estar mais tempo com eles. Isso termina por influir no salário. Quando falo em biologia, refiro-me acima de tudo à questão dos filhos. Porém, há outras diferenças, como força física, aptidão para as matemáticas (? ver a polêmica com o Larry Summers), e certas características psicológicas, que permitem alguns trabalhos mas não tanto outros.
Grotesco.
Uma sociedade que se preocupasse com as novas gerações, e falo em termos conservadores, não puniria a mulher por ter filhos. Ao contrário, teria de se assegurar de que esses fossem bem formados para o estado e o capital (os donos do poder). Além disso, licença maternidade acaba, e há possibilidade de vender ou abdicar de uma parte dela também, como muitos já fazem com as férias, por que não? (Acredite, isso acontece.)
Vivemos num contexto de crise. A concorrência é tão amalucada que qualquer pormenor é motivo de cortes e reduções de salário. As classes médias vão tendo menos filhos… Gastarão com barrigas de aluguel? Adotarão mais crianças pobres?
Sim, de modo geral os machos têm maior força física que as fêmeas, já que o organismo destas tem que parir. Porém não estamos na idade das pedras, ninguém precisa de cacetadas pra fazer qualquer serviço. Talvez não fossem boas estivadoras… mas estivadores são minoria no mundo do trabalho. Lembro-me que outro dia compareci a uma formatura de alunas de um curso técnico em construção civil. Eu estava lá e vi, mulheres que concluíam curso para serem peões de obra.
Claro, uma “pérola”: Matemática é coisa de macho. Larry Summers, o guitarrista do The Police. Já que você citou o nome do animalzinho aí, eu vou citar um nome também: B.F. Skinner. Livro? “Ciência e comportamento humano”.
e) Se os homens são tão malvados e pagam menos às mulheres de propósito, então por que não aparece uma empresária mulher que cria uma empresa que contrata só mulheres, ou paga mais às mulheres do que aos homens? Nada impede que faça isso.
Homens não são malvados. Não disse isso. São, assim como as mulheres, movidos por necessidades e interesses. É esse conjunto de necessidades e interesses que geram as diferenças salariais e preconceitos. É só a partir dessa compreensão que se pode dizer: homens são boçais e mulheres são tolas.
Uma mulher que pagasse muito aos funcionários se ferrarira com a concorrência. O negócio é cortar, cortar, cortar. Que sejam mulheres. Se os homens vacilam, que se cortem os salários dos homens. Um idoso pode ser integrado à empresa fazendo um servicinho a preço de nada, em benefício da terceira idade? Beleza! Contratem-no. E o marketing é bom.
f) A natureza humana não é infinitamente maleável. A experiência socialista mostrou isso, mas há quem não aprenda. Sim, há certas coisas que são resultado de formação social, outras que não. Essa idéia de que homens são exatamente iguais às mulheres me parece idéia de quem não compreende ou não gosta de mulher. São diferentes, é tudo, não quer dizer que um gênero seja pior e outro melhor.
A natureza humana não é infinitamente maleável. Mas é maleável. O capitalismo vive mostrando isso, desde a revolução industrial, com todas as transformações econômicas, culturais e individuais, mas há quem não aprenda!
Sim, há coisas que são resultado de formação social, são as que estão em discussão neste blog por exemplo, que é uma arena política. Essa ideia de que homens são exatamente iguais às mulheres é um completo absurdo, é evidente que há diferenças biológicas. Entretanto, diferenças biológicas não justificam diferenças sociais.
Bem ao contrário, são pressões sociais que criam a necessidade de uma justificativa biológica para se validar como ideologia.
Biologizar o social sempre deu resultados pérfidos à sociedade. Gobineau explicou cientificamente a inferioridade dos negros e, assim, deu argumentos a escravocratas. Foram os partidários da raça pura ariana que resolveram exterminar industrialmente 6 milhões de seres humanos de raça inferior.
A propósito, ao escrever isso me lembrei de que os nazistas desprezavam a matemática por considerá-la atividade de judeus. Davam maior ênfase à biologia. Olha só, a ciência pode ser direcionada por interesses externos à sua própria temática! Ou, indo mais longe, temáticas surgem e somem conforme certos interesses.
Para encerrar este item: quem gosta de mulher devia pelo menos cuidar dela. Pagar-lhe menos, dificultando-lhe a vida, não parece uma estratégia muito sedutora.
g) Por outro lado, validando seu ponto, na África, em muitas tribos, é a mulher que é provedora e o homem que fica em casa.
Curioso. Foi bom saber.
Negar sua afirmação seria valorizar demais uma espécie de determinismo genético, e essa não é minha intenção. Mas maleável não é um termo correto, pois é abrangente e súbito. Lembra o ferro ao fogo.
O homem é parcialmente modificável ao longo de séculos. Mesmo assim com frequência muda para alguma coisa que já foi no passado. Não é, em meu entendimento uma direção nessa mutabilidade. Não há progresso, ou qualquer coisa que conote “avanço”.
Os engenheiros sociais sempre falam e avançar, em melhorar (com resultados visíveis), e são sempre derrotados em suas expectativas.
Legal!
Bem legal seu comentário, Ch.,
Estou completamente de acordo com você no quesito progresso. Ponto final da História etc. Mesmo de “evolução” eu me esquivo. Dá coceira.
Mas o comportamento é maleável, de verdade, pode acreditar.
Como sociedade a coisa é mais lenta, são multidões. Mas a história recente deixa bem claro como tudo pode ser diferente. À medida que se variam os ambientes, os artigos de consumo, as modas, parece que tudo fica novo. A gente vê como as pessoas mudam.
Tatuagem.
Quantas sessentonas não andam no ônibus por aí com tatuagem no cangote ou no tornozelo?
Rapaz, quando eu era moleque, tatuagem era negócio de bandido.
E a Internet? Olha o Egito, a Tunísia. E vai rodar o Kadaffi, e vai Ahmadinejad e vai Fidel e o escambau.
*********
Tenho que sair.
Mais tarde volto a postar.
Té mais.
Relutamos as vezes em aceitar a competencia e inteligencia .
Respeito à todas mulheres lutadoras ,ganhadoras,perdedoras…..
Ainda bem que existe …..o sorriso
O resto é a luta maluca pela sobrevivencia….
Muitas teorias.
Encare a Mulher
Mas na hora de “fazer voz de sonsa”, fazer charme, talvez até valorizar um eventual decote que esteja usando, pra ser melhor tratada na fila, melhor atendida pelo mecânico/garçom/manobrista/etc, a mulher não pensa 2 vezes. Esquece-se que embaixo dos grandes temas, encontra-se a realidade micro do dia-a-dia. Como dito aí em cima, confunde-se igualdade com privilégios.
Falou-se por aí de educação machista, que é realizada por mulheres e, consequentemente, seriam elas as culpadas das novas fornadas de machos que escrotizam a sociedade.
Mais ou menos.
É verdade que a mãe costuma estar mais perto da prole pra lhe orientar nos problemas e descobertas imediatas.
Mas isso é fruto de uma cisão social entre trabalho (masculino) e tarefas domésticas (feminino).
Não é de ordem biológica, mas uma construção do todo.
Também educa a criança o pai com sua ausência por horas seguidas de trabalho. Ele o faz de novo ao chegar em casa, cobrando da mulher o bem-estar doméstico que lhe cabe, já que necessita de “merecido descanso”.
E também o faz de nas folgas, indiferente que é às crianças, cioso de seu papel de provedor, não de cuidador.
Ao sentar-se para ver jogos de futebol e tomar cerveja, ao tagarelar baixarias naquele churrasquinho, ao encaminhar seus filhos inconvenientes à mãe, ele, HOMEM, também educa as crianças.
Sendo assim, não são as mulheres que criam pequenos machistas. Pai e mãe o fazem porque não sabem fazer diferente.
Corroborados por toda a família (e não só, ligue a tv, por exemplo).
a divisão do trabalho não é biológica? Vais colocar rebentos no mundo ano que vem?
Ch.,
Há coisas que a gente acha que num espaço como este não são necessárias explicar. Mas não é assim.
Lanço mão de minha persona de cuidador e lhe explico algumas “coisas da vida”, já que não fizeram isso até hoje pra você, coitadinho.
Trabalho de parto não é “trabalho”.
Ou alguém por aí vai querer assalariar a parturiente?
(A não ser nos casos de barriga de aluguel…)
Fora isso, você mesmo o disse anteriormente, usando como exemplo sua mulher (se a tem),
Uma mulher no trabalho pode ser tão macha quanto qualquer macho. Se não pior.
Basta guiar-se pelos mesmos princípios de rentabilidade, produtividade ou salário.
Sempre que comento em alguma roda que sou contra a pena de morte dizem, ah,é porque não foi com sua família, pois digo, não quero a vingança da sociedade perpretada pelo Estado, num caso de assassinato do meu filho, por exemplo, faria questão de matar o autor com requintes de crueldade e assumir o crime! no caso do rapaz que tomou a justiça nas próprias mão e assumiu o crime, evitou que a sociedade pagasse pela idiotice de um canalha, ou pela canalhice de um idiota uma indenização! Errado? claro, mas compreensível!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!A justiça é para proteger contra a prepotência e violência dos mais fortes e poderosos!Mas veja aí o Pimenta Neves, soltinho da silva, assassino confesso e a jornalistaassassinada, coincidência em relação ao tema do Post?
criminoso consciente é isso aí. Mas vais acabar em cana dando prejuizo para a sociedade.
Sempre que comento em alguma roda que sou contra a pena de morte dizem, ah,é porque não foi com sua família, pois digo, não quero a vingança da sociedade perpretada pelo Estado, num caso de assassinato do meu filho, por exemplo, faria questão de matar o autor com requintes de crueldade e assumir o crime! no caso do rapaz que tomou a justiça nas próprias mão e assumiu o crime, evitou que a sociedade pagasse, pela idiotice de um canalha, ou pela canalhice de um idiota, uma indenização! Errado? claro, mas compreensível!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!A justiça é para proteger contra a prepotência e violência dos mais fortes e poderosos!Mas veja aí o Pimenta Neves, soltinho da silva, assassino confesso e a jornalistaassassinada, coincidência em relação ao tema do Post?
Sempre que comento em alguma roda que sou contra a pena de morte dizem, ah,é porque não foi com sua família, pois digo, não quero a vingança da sociedade perpretada pelo Estado, num caso de assassinato do meu filho, por exemplo, faria questão de matar o autor com requintes de crueldade e assumir o crime! no caso do rapaz que tomou a justiça nas próprias mão e assumiu o crime, evitou que a sociedade pagasse, pela idiotice de um canalha, ou pela canalhice de um idiota, uma indenização! Errado? claro, mas compreensível!!!!!!!!!!A justiça é para proteger contra a prepotência e violência dos mais fortes e poderosos!Mas veja aí o Pimenta Neves, soltinho da silva, assassino confesso e a jornalista assassinada, coincidência em relação ao tema do Post?
Mas é necessário acrescentar uma ou duas palavras ao que disse antes.
1
Houve tempos em que o ideal era o agora agonizante “american way of life”. Nesse estilão de vida, o salário do macho cobria as necessidades da toca, enquanto a fêmea se entretinha com eletrodomésticos linha branca, lição de casa da prole, vestido acinturado e maquiagem.
Os tempos mudaram.
É necessário que os dois trabalhem pra pagar as contas.
No entanto, se dividem as tarefas como se o estilão ainda fosse vigoroso.
A mulher cumpre com suas antigas funções de doméstica e trabalha como um homem, embora ganhando menos.
Quando se torna impossível à mulher cumprir com suas funções de homem e mulher (trabalho rentável e atividade não rentável), ela e seu companheiro contratam uma terceira pessoa, uma MULHER, para desempenhar o papel de babá e dona de casa, pois ambos não conseguem fazê-lo por si próprios.
As periferias são pródigas em oferecer esse tipo de mão-de-obra aos centros.
2
Mas lá na periferia uma família ficou sem mãe. O pai, como todo homem, é tão pouco atencioso com a prole como qualquer outro, se estiver desempregado.
Se estiver empregado, então já temos uma família sem pai nem mãe.
E a prole?
Olá Sakamoto. Mesmo com o nosso querido governador excluíndo as abesas devidamente concursadas, míopes, etc, dos quadros da secretaria da educação-SP. (Tudo bem, no Nazismo também tinham suas preferências físicas ) , professores e professoras ganham o mesmo.Creio que seja uma raridade entre as classes. Quando comparados com formação, ambos ganham 40% menos que qualquer trabalhador com a mesma formação.
Não sei a qual governador vc. está se referindo, mas tenho absoluta certeza que na hora de fazer concurso não há discriminação entre homens e mulheres e muito menos míopes ou gordas.Mesmo depois de concursados sobretudo na área de educação nunca vi alguma coisa desse tipo. Será que vc. não está ligado a algum sindicato que adora arrumar vítimas ou criar algumas para se dizer perseguido.Se são professores e se concursaram para dar aulas podes ter a certeza que terão êsse direito em qualquer estado do Brasil e se houver qualquer ato para tentar impedir isso a justiça corrigirá se for apelada.
Eu nunca entendi muito esse negócio de “debate”. Debate serve pra que mesmo? debate muda o que mesmo? Publicar opinião na internet serve pra que mesmo? Uns concordam, outros discordam…mas mudou o que mesmo depois de um “debate”? Não sei, nunca vi muita coisa mudar nesse mundo só por causa de debates..Vi guerras mudarem o mundo…Vi ações pacifistas mudarem o mundo… Vi movimentos mudarem o mundo…Mas só “debates” não vi mudarem nada… Menos conversa e u pouico mais de ação, já dizia Elvis Preley numa musiquinha…
Meu caro Sakamoto. Não é só na área jornalistica que isso acontece. O magistério paulista, da “locomotiva do país”, paga-se um dos piores salários do Brasil. Justificativa ? Filosoficamente é dito que por ser uma profissão de características femininas, nos remete a mãe, a tía, e se é uma extensão da família, por que pagar salário? Essa teoria, ficou comprovada com índices divulgados nesta semana onde mostrou que 80% do magistério é composto por PROFESSORAS. Resultado quanto salário e valorização? Ridiculos quando comparados a salários e reconhecimento.
Agora deu para entender. É a S.Paulo que vc. está se referindo.Mas não é só la que 80% dos professores são mulheres. No chamado l a lV quase 100% , 80% deve ser de V a Vlll e segundo grau, porque nas universidades os professores homens costumam ser maioria. Isso em todos os estados do Brasil e acho até que na maioria dos paises.
Se SP o magistério for igual a muitos que conheço posso te assegurar que uns 20% ganham pouco, uns 30% ganham o que merecem e uns 50% ganham demais, porque estão cheios de licenças, articulando greves o ano inteiro e ensinando menos aos alunos do que eu ensino ao meu cachorro.
Outras palavras:
Criou-se o dito homem. Macho, branco, ocidental (MBO).
Veste sua carcaça.
Vira um Robocop indiferente a tudo o que foge da energia que o move: a máxima rentabilidade X salários altos, multiplicação rápida do dinheiro X aumento da demanda.
Fora disso, são lamúrias, pieguice, chororôs, mariquices, coisas de veado.
Na chefia, o atraem escritórios, computadores, planilhas, memorandos. A empresa enxuta é seu devaneio gozoso: empresa mais rentável.
Na produção, sua masculinidade é comprovada pelo trabalho duro, na luta por maiores salários, por “dignidade”: trabalho mais rentável.
Mulheres também se travestem de MBO, assim como os negros.
Por isso são odiados pelos “autênticos” MBO.
E deficientes cotistas?
Odiados pelo MBO.
“Concorrentes, todos concorrentes.”
O MBO tem que se agarrar ao que lhe resta, ou não lhe ficará nada. Então chuta, grita, espanca.
Extrai de si o melhor que pode, até a estafa. E como sobrevive a ela, exige-a dos outros. (Como se fosse capaz de empatia suficiente para perceber a estafa alheia. Empatia é coisa de efeminado.)
O MBO é fanático, ele gosta é de torcida, de quartel ou da disciplina fabril. Suas amizades são superficiais, desconfia, com razão, de seu melhor amigo, que, num piscar de olhos, comeria sua mulher (e vice-versa).
Os fracos não merecem o que ELE conquistou.
E devem se lascar. Ou morrer e, se necessário, que os matem!
Matem todos os vagabundos!
É o que pulsa no coração de lata do MBO.
Ô, verme! Gostei da verve, ainda que um tanto me enerve, e dura lex sed lex, e no cabelo só gumex sem durex, mas com velcro.
É uma grande verdade o que comentaram…
As mulheres educam os homens enquanto crianças…
então, elas são as grandes responsáveis pelo machismo deles!!!
Muita, muita, muita verdade…
Eu sou separada e sou a única que tenho filha mulher na minha família, de resto entre irmãos e primos todos tem filhos homens…
E é engraçado, quando estou somente eu, minha filha, minha mãe e meu paí para jantar. A minha mãe antes de todos comerem, server primeiro o meu pai. Até aí, como isso ocorre desde que eu era criança quando à mesa estavam eu, minha irmã e minha mãe, sempre achei que se tratava de educação, afinal meu pai era o mais velho, o provedor da casa, etc…(foi sempre essa desculpa que ela deu) Mas, agora que tenho dois sobrinhos, com idades próximas à da minha filha, quando estão à mesa eu, minha mãe, meu pai (que continua o mais velho e o provedor), minha filha e meus dois sobrinhos, ela serve primeiro os meus sobrinhos, depois o meu pai e depois o resto (nós).
Não que eu espere ela me servir mas, como eles são crianças (os três) tem que ser servidos. Mas, o que eu acho engraçado é que ela NUNCA começa pela minha filha é sempre pelos meninos. Aí outro dia, falei que isso era uma atitude machista dela, e que iria educar mal, pois, em matéria de educação,como as três crianças tem quase a mesma idade, seria as mulheres serem servidas primeiro, e também perguntei, ué? e o pai? vc não dava a desculpa de serví-lo primeiro dizendo que era por que ele era o mais velho? Ele continua o mais velho…ela não soube responder..e falou que não percebe que faz isso, aí quando a minha irmã chegou, comentei isso com ela e ela ficou furiosa comigo, disse que imagina, que tem que serví-los antes senão eles não comem…bem, se irritou quando eu falei para a minha mãe mudar de atitude para com os filhos dela. E ví que a minha prima que também tem um filho é muuuuuito machista, o filho é prioridade em tudo, não sabe ensinar educação, nem atitudes igualitárias. Elas dizem que falo isso por que tenho filha. Então, aí é que realmente pude comprovar, infelizmente as MULHERES BRASILEIRAS SÃO MACHISTAS e elas passam essa coisa arraigada para os seus filhos desde a infância, por isso que na mocidade dá esse monte de homens que não respeitam a mulher, acham que esposa é sinônimo de empregada doméstica e não aceitam dividir o serviço de casa. A culpa por isso, no fundo, é nossa mesmo!!!
As mulheres educam os homens enquanto crianças…
então, elas são as grandes responsáveis pelo machismo deles!!!
Ai, meus sais…
Jane, se há mulheres que educam os filhos sozinhas, é porque seus parceiros se omitem na educação deles, não é mesmo? No máximo, comparecem para exigir os resultados, ou seja, a continuação do padrão vigente.
Você também foi exatamente machista atribuindo a responsabilidade pela educação dos filhos só à mulher. Ela é dos dois!!!
Os pais, coitadinhos… tão progressistas, querendo participar da educação dos filhos e incutir valores colaborativos neles. Nós mulheres é que não deixamos…
AAAAAAAAAA……….ADVOGADO TÁ CHEIO POR AI, UM MONTE DE PÉ DE CHINELO, ATÉ MEU SOBRINHO QUE NÃO SABIA LER DIREITO NO ENSINO MÉDIO, ESCREVIA MAL E NÃO ENTENDIA O ESCREVIA E MUITO MENOS O QUE LIA, SE FORMOU ADVOGADO. JORNALISTA? TÁ CHEIO POR AI, NEM PRECISA DE “DIPROMA”……..TANTO FAZ HOMEM OU MULHER, MUITA QUANTIDADE, POUCA QUALIDADE. A SAFRA É RUIM MESMO E VAI PIORAR. TEM MULHER JORNALISTA POR AI QUE, SE VC TIRAR O CORRETOR ORTOGRÁFICO DO PC, NÃO ESCREVE NADA.
É verdade, mas a maioria é bem formada.
Existe de tudo na sociedade, mas exemplos ruins não são exemplos de tudo, assim como exemplos positivos.
Cuidado com as generalizações.
Nossa, lí num comentário acima que debates não mudam nada. Embora é óbvio que respeito a opinião do autor não concordo. Me lembro de um debate na tela do Plim Plim no JN que mudou a história e os rumos do Brasil. Foi entre Lula e Collor. O resultado todos lembramos e as consequência pagamos até hoje. Como vê, debates mudam os rumos de uma nação.
Saka, acho que vc é um cara bem intencionado, de bons princípios etc. Então que Deus o abençoe, mermão, mas, olha: não é ‘páro’: é ‘paro’. Assim mesmo, sem acento. E não é ‘todo o homem’ que discrimina as jornalistas, mas ‘todo homem’. Na Paz, Saka, e parabéns pelo tema oportuno, em meio a essa idiotice que é o carnaval.
Os comentários demonstram quantas cizânias existem entre homens e mulheres! Independente de concordar ou não concordar com o tema desenvolvido, acredito que ele seja válido somente por isso. Os homens e as mulheres ainda não são solidários, não exercitam empatia uns com os outros.
Sakamoto, hoje, ministra aulas na pós-graduação da PUC-SP (uma universidade privada, lotada com a classe média branca que ele tanto odeia)…
Por que ele DOA o emprego dele para uma professora negra e vai dar aulas numa escola pública em uma periferia paulistana?
vc tem ideia da idiotice que escreveu?????
No Brasil, existe uma LEI que PROÍBE que duas pessoas, ocupando o MESMO cargo, em uma MESMA empresa, possam receber salários DIFERENTES…
Além disso, os malvados e gananciosos capitalistas brasileiros PREFEREM pagar um salário MAIOR, pelos mesmos serviços?
Não preferem contratar funcionárias por um salário MENOR, economizando custos e obtendo MAIORES lucros?
E também existem LEIS contra o assédio sexual…
O problema, na verdade, é que “gente” como o Sakamoto precisa CONSTRUIR vilões para que ele possa PARECER como herói…
Todo mundo é mau, canalha e perverso, até que ELE decida pelo contrário…
Nós, OS MEROS MORTAIS, temos de ser educados e tutelados por essa corja de petistas, da qual esse hipócrita faz parte…
E, nesse tempo, que se anule a democracia, enquanto “se educa o inimigo”: e os inimigos são todos o que deles discordam.
Tu é uma ostra mesmo. O cálculo não é feito na mesma empresa, mas na média da sociedade. Que horror! Estudantes aonde?
Ralf, isso mostra que essa diferença salarial não tem muito a ver com gênero. É como o caso do funcionário que tem dez anos de empresa e é demitido. Aí no lugar dele contratam um recém-formado que vai ganhar menos da metade do que ele ganhava. Quando você substitui um homem por outro homem, essa redução salarial não entra na estatística como sendo uma diferença pertinente à questão de gênero. Mas quando você demite um homem e contrata uma mulher no lugar dele ganhando menos, aí o caso entra como sendo de “mulher ganhando menos fazendo o mesmo trabalho”…
Essa do Ralf tá boa, impossível fazer comparações válidas se não forem na mesma empresa.
Mas a MELHOR resposta para tudo isso está nesse vídeo do Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=O5GWWROeXn4
absolutamente hilário. e é a pura verdade
Usando um termo atribuído às feministas…
Essa é a pura verdade dos chovinistas.
A sacada aqui é a de sempre. Joga-se a totalidade das diferenças de gênero ou de raça na conta do preconceito (seja sexismo ou racismo). Como as manifestações evidentes de sexismo ou de racismo são esparsas, cria-se a figura do preconceito sutil, aquele que é assumido como existente (e onipresente) sem que seja visivel a olho nu. O preconceito-bactéria. Isso elimina a necessidade de adentrar no terreno, minado pelo politicamente correto, da compreensão factual das causas dessas diferenças. Chuta-se — porque é puro chute — que tudo é preconceito e pronto, estamos conversados.
Seu comentárió é um oásis de lucidez neste lixo indigente produzido pelo blogueiro…
isso.
A bactéria já contaminou você inteiro. Estágio terminal.
Manifestações de sexismo e racismo são esparsas?
Se você é leitor do blog, por exemplo, já deve ter percebido como alguns comentaristas se referem ao autor como “japa”, ou dizem “abre o olho”, “shaolin” etc.
E não fazem isso para se referir com carinho a meu irmão Sakamoto. Não. Acreditam que isso ofende.
Olha, estou dizendo isso pra falar de bactérias, pra dizer o mínimo do mínimo…
Isso quando não falam altas bobagens a respeito do Japão, acreditando que assim, vão ofendê-lo.
E isso é só uma bacteriazinha, ínfima.
Isso porque existe o mito de que japoneses são mais inteligentes que os não
japoneses etc., etc.
Isso sem contar que meu irmão Sakamoto é tão brasileiro quanto qualquer comentarista aqui presente.
Mas isso realmente não é NADA se comparamos com o que enfrentam mulheres, negros e índios.
Não é NADA se comparado ao que já li aqui a respeito de brasileiros que não vivem na região Sudeste, mais especificamente São Paulo.
Rapaz…
Que bactéria poderosa!
Seu maior efeito, em estágios avançados como o seu, é a CEGUEIRA.
Por isso você confunde elefantes com bactérias.
Você chutou ao dizer que sexismo e racismo são esparsos. Você chutou ao dizer que não importa adentrar no terreno minado do politicamente correto.
Isso importa.
Tudo é preconceito?
Então NÃO estamos conversados.
Sim, Zakamoto, são esparsas. Por esparsas quero dizer que estão longe, muito longe, longe demais de ser a norma. Mas, claro, sempre é possivel encontrar essas manifestaçoes. O Brasil é um pais de 190 milhoes de habitantes, 1% de idiotas ja daria quase 2 milhões de idiotas. O erro — prefiro chamar de erro, pra não levar a polêmica pra outro lado — é querer nos fazer crer que vivemos numa sociedade terrivelmente preconceituosa tomando as manifestaçoes ocasionais desses idiotas como uma sintese do pensamento dominante na nossa sociedade. Veja que a mesma sociedade que é terrivelmente racista (assim dizem nossos “especialistas”) também é composta na sua maioria… por mestiços!
Um pouco como a violência contra a mulher também. São muitos casos? São. Uma vez mais, é um pais grande e populoso. Sempre vai haver, em numeros absolutos, muito troglodita que bate na mulher. E devem ser punidos por isso. Mas os trogloditas são o estereotipo do homem brasileiro?
E não deixa de ser verdade: eu chuto que as diferenças de rendimento por genero e por raça no mercado de trabalho devem-se minimamente ao preconceito de genero ou racial. Mas pelo menos, eu tenho coragem de dizer que é chute, não chamo o meu de ciência e nem tento fazer engenharia social a partir dele.
Sobre cegueira. Nas fotos de bandidos pegos pela policia, a maioria são pobres e negros. Pelo seu criterio muito particular, não ser cego é concluir que a maioria dos pobres e negros são bandidos? Ai não, né? Ai a questão é mais “complexa”. Na hora de dizer que o preconceito causa as diferenças de genero e raça, ai é “simples”.
Eu ja acho que ambas as questoes sao complexas. Mas pra elucida-las, é preciso nao ter medo de encarar o politicamente correto, essa praga que embota o pensamento, e não vir com a tese pronta antes da investigação ser feita, como fazem nossos “especialistas” no assunto.
Oxalá vai chegar o dia em que elas “meiem” a conta com a gente. Engraçado como nenhuma das “companheras” fala de deveres iguais…
Caro Leonardo. Esses fatos são sem a menor dúvida verdades atuais mas acredito que nossa sociedade composta de homens e mulheres por uma somatória de fatores em vez de resolver esse assunto de forma séria, cada vez mais é criado abismos entre homens e mulheres. Talvez tenhamos de chegar ao fundo do poço para depois resolver. Lamento mas me parece o único caminho possível porque o diálogo e o bom senso não existem nesse caso. Um abraço e boa reflexão. Márcio
Mulher pra mim só se for de Atenas.
Então Meus Parabéns Mulheres mesmo aquelas que não são de Atenas.
Mas Principalmente você mulher de Atenas!!!!
Há um viés interessante nessas estatísticas de que Y ganha mais do X: é preciso ver onde X e Y se formaram, quais os cargos e quais as empresas em que trabalham. No fim, o que determinou que um ganhasse mais ou menos pode não ter sido o gênero, mas outra coisa: qualificação, experiência, capacidade etc…
O assédio sexual no trabalho é odioso e deve ser combatido. Mas vale a pena notar que nenhum “liberal” protesta contra o tempo menor de trabalho das mulheres para se aposentar. É uma conta que todos pagam. Um policial ou soldado homem se arrisca muito mais do que uma mulher e ganha a mesma coisa. As políticas públicas de saúde e educação direcionam seus recursos para as mulheres/meninas enquanto os homens/meninos morrem muito mais e ficam menos tempo na escola. É injusto. O que se vê é que a injustiça só é denunciada em benefício próprio ou de uma concepção ideológica qualquer. Injusto é injusto em qualquer caso.
Falou e disse!! E, no caso da menor expectativa de vida dos homens, ainda tentam jogar a culpa nas nossas costas, dizendo que vivemos menos porque “não gostamos de ir no médico”… Esse argumento é tão simplório que basta analisar a condição da expectativa de vida do homem no mundo: tanto em países ricos como em países pobres, a expectativa de vida masculina é sempre menor do que das mulheres, e sempre na mesma proporção (de 7 a 8 anos). Esse fato joga por terra a teoria de que “o homem vive menos porque não cuida da própria saúde”, como quer fazer crer aquela ridícula campanha do Ministério da Saúde. Se fosse apenas uma questão cultural, essa diferença não seria a mesma no mundo todo. A menos que alguém por aqui acredite que um homem dinamarquês tenha a mesma mentalidade de um homem africano, por exemplo. Mas admitir que a biologia masculina é diferente da biologia feminina seria ter que admitir que nós homens necessitamos de políticas públicas específicas para nós. E, infelizmente, pelo menos por ora, só a saúde da mulher dá voto…
Caso a ser pensado e estudado, e olha que não tem nenhuma mentira aí.
FDA, as mulheres andam adquirindo vicios e doenças tipicas de homens, que não infernizavam o meio feminino, sempre mais saudável, tudo fruto da chegada da mulher ao mundo do poder, isso está claro, tristemente constatado por pesquisas.
Viver errado dá em vida curta e mal vivida, ambição demais faz as pessoas percorrerem os mesmos caminhos errados sejam homens ou mulheres.
Mas eu não sou europeu, só posso falar pelo que vejo por aqui……
mas não é isso que as feministas querem?
há empresas que são dirigidas por mulheres que não contratam mulheres para não ter licenças maternidade, problemas com tpm, licenças médicas periódicas.
infelizmente, como ainda vemos, isso não irá mudar tão cedo. mas a luta continua e cada dia acredito que melhoramos um pouquinho. um blog aqui, uma palestra ali. uma lei maria da penha acolá.
feliz dia das mulheres.
o dia que as mulheres aceitarem sustentar homens que fazem os trabalhos domésticos e cuidam das crianças, a igualdade será atingida.
A situação seria a mesma!
A questão não é biológica.
Colocar um espécime humano macho no papel social de mulher, e colocar um espécime humano fêmeo no papel social de homem é reproduzir os mesmos problemas que enfrentamos agora.
Bom dia Sakamoto. Pois é, estamos em meados de março e até agora não chegou o revolucionário “caderno do aluno” de geografia na rede estadual de educação. Tiveram um ano para preparar o material e enviar para as escolas. E aquele papo de Educação na campanha eleitoral ? Ah é, já acabou e isso é papo de petista.
Meu Deus ! Quanta mesmice em um amontoado de parágrafos mal escritos.Seria somente lamentável , se ainda houvesse algum mérito de discussão… nem isto !
O dízimo , quando não é pago gera alguma utilidade, porque gera revolta- mesmo que seja aquela dos vendidos que batem pé para exigir o pirulito que a titia atrasou… depois de pago , gera esta tremenda e consistente massa disforme de argumentos fracos e ruins.
O texto nem mesmo tem o mérito de ser um olhar introspectivo sobre sua própria classe , pois para isto deveria ter sido feita por um jornalista de verdade, não um arremedo deles.
Vale a pena gritar de novo : caro provedor , chega de indigência ! A gente merece algo melhor neste espaço!
Os companheiros querem legislar sobre tudo. A empresa é sua, mas você não manda nada. Pra fazer qualquer coisinha de nada você deve pedir permissão ao Big Brother.
Coluna da Mirian Big Pig no O Globo de hoje mostra 2 coisas:
- as mulheres tem mais doutorado hoje que homens, no Brasil
- as mulheres trabalham menos
FDA,
O ponto que eu queria esclarecer agora me parece desnecessário.
Acho que a resposta ficou boa.
Abraço.
Paece-me que na sua ideia essas pessoas sofreriam de alguma coisa parecida com a Sindrome de Estocolmo, quando eu acho que pessoas realmente educadas – não nas universidades brasileiras – acabam enchendo o saco do politicamente correto.
Educação moderna é aquela que visa formar, e não informar. Enchem o currículo de matérias politicamente corretos, multiculturalistas, pró-aborto, e estimulam privilégios para minorias bem escolhidas, como gays, indios e supostos descendentes de escravos em detrimento de uma formação sólida em matemática, física, gramática, lógica e disciplinas clássicas.
A desigualdade de pagamento entre homens e mulheres tem pouco a ver com preconceito, e muito a ver com a biologia e a economia. Por exemplo, as mulheres dedicam-se mais aos filhos e menos ao trabalho e tendem a faltar mais do que os homens; ou preferem certas profissões que renumeram menos mão oferecem mais em termos de tempo livre ou status, etc.
Como o Chest falou, neste blog a maioria dos comentaristas são homens. Será que é devido ao preconceito, ou simplesmente ao desinteresse das mulheres pelos temas aqui abordados?
Suponho que o que me incomoda nessa pretensa luta pela igualdade é que, assim como ocorre com as minorias raciais, há uma esquizofrenia a respeito. De um lado, as mulheres são consideradas “iguais em tudo aos homens”. Do outro lado, há uma imensa quantidade de políticas que visam forçar essa tal igualdade na marra. Mas se fossem realmente todos iguais, será que essas leis seriam necessárias?
O fato é que mulheres e minorias raciais querem ser consideradas iguais quando isso lhes convém, mas querem poder ao mesmo tempo também considerar-se vítimas inocentes quando isso se torna necessário.
Homens e mulheres SÃO diferentes, é biológico, não há nada a fazer.
No mais, sei de muitas mulheres que odeiam ter chefes mulheres, e preferem chefes homens. (Chefes mulheres são invejosas e rancorosas contra mulheres mais bonitas ou mais competentes, chefes homens podem ser facilmente seduzidos com sorrisos e decotes, etc.)
Incrível!
Acho que esse comentário do Mr. X bateu o recorde mundial de cascarria por caracteres com espaço.
O cheiro ruim dessa prosa deve ter acordado gente lá do outro lado do Atlântico!
É fascinante e perturbador como o discurso do preconceito e de legitimação pseudo-científica do preconceito consegue se contorcer todinho e sobreviver intacto em plena era da sociedade do conhecimento!
Racionalidade instrumental é apelido…
No mais, nada contra as mulheres ganharem igual ou até mais, se demonstrarem a mesma ou maior competência (e há muitas que são mesmo bem competentes, em algumas profissões, são melhores do que os homens). O que não dá é para forçar e querer instituir por lei certas coisas absurdas. Igualdade de condições, ok, igualdade de resultados, não.
“Quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo!”
Joãozinho Trinta
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Vamos lá, dois coelhos numa cajadada só,
Um com Ch., o outro com X!
Ch.,
Acredito que síndrome de Estocolmo se refira à empatia que as pessoas são capazes de sentir por grupos discriminados.
Não sei se é exatamente disso que você fala.
Se for, vale lembrar que os seres humanos têm capacidade de se identificar com qualquer outro grupo humano desde que este seja suficientemente acolhedor ou estimulante. Para bem e para mal.
Sem a capacidade de sentir empatia pelo outro não haveria sequer sociedade, e a espécie humana teria se acabado no próprio alvorecer.
Mas talvez você esteja se referindo às pessoas discriminadas que, ao tomar posse de um cargo tradicionalmente fora de seu alcance, comportam-se tão rigidamente que parecem mais afeitas ao cargo do que seria qualquer outro. Tornam-se tiranetes.
Bom, nesse caso seria uma síndrome de Estocolmo às avessas, se motivada pela fuga à opressão sofrida por seu grupo de origem, e não apenas pela satisfação de “estar por cima”.
Paradigma desse comportamento é toda biografia de pessoa bem-sucedida que saiu da m. As livrarias estão cheias dessas baboseiras.
Veio-me à memória a célebre Scarlett O’Hara de …E o vento levou, que, agarrada a um rabanete, grita aos espectadores:
“Eu nunca mais passarei fome!” (Crepúsculo ao fundo, melodia ascendente.)
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Quanto à educação…
O estudo exclusivo de disciplinas afastadas da problemática humana é justamente o ensino INFORMATIVO contra o qual você se opõe.
Educação moderna (tem um monte de acepções, pelo que sei, a primeira é anarquista, Francisco Ferrer y Guardia), de modo geral, leva em consideração não somente as disciplinas indiferentes ao comportamento humano, mas coloca em questão esse mesmo comportamento, pelo menos de modo amplo, sociológico, vamos dizer assim.
Há uma tendência interessante de se compreender disciplinas mais “exatas” por esse viés.
Inclusive para beneficiar a aprendizagem do alunado. Gramática e Matemática podem facilmente ser realocadas para experiências relevantes individuais e em grupo, com análise meticulosa de dados feitas pelos alunos.
O professor “moderno” também deve levar em conta os processos históricos que deram origem às próprias disciplinas que lecionam, expondo-as e recriando-as, na medida do possível, com seus alunos, para que tenham a tal FORMAÇÃO e não apenas informação, a fria folha de papel onde se despejam respostas.
A sua proposta de grade curricular tem um cheiro de escola tecnicista, do tipo que foi implantada no Brasil no período da ditadura. A impressão vem da expressão “formação sólida”. Parece que deve tudo deve ser ensinado com muita severidade.
Posso estar enganado. Mas se estiver certo, sua proposta é moderna, sem dúvida, mas ultrapassada. A modernização dos países está num momento bem diferente da dos anos 60 – 70. No próprio centro do capitalismo já não existe pleno emprego.
Legalização do aborto é policamente correto? Cotas para negros? Direitos de homossexuais?
Olha, não há nada mais politicamente incorreto do que defender essas ideias por aí. O pessoal te olha de esguelha. A presidenta, às portas da eleição, recuou quando o tema foi legalização do aborto. Serra beijou uma santinha com cara de santo.
Eles foram politicamente corretos, ou perderiam votos.
**********
Por fim
Acrescento que as falidas disciplinas clássicas podem ter um efeito explosivo em vez de alienador.
E que há mais lógicas que a aristotélica.
Que a legalização do aborto é urgentíssima.
Que as minorias não são bem escolhidas, nem são minoritárias, em se tratando de mulheres e negros, são evidências da parte social que mais sofre com as loucuras do todo.
Por fim, uma pérola: “supostos descendentes de escravos”. Com exceção dos atuais imigrantes africanos que vêm ao Brasil fugindo de guerras e pobreza, quem de nós, mestiços de sangue africano, não somos descendentes de escravos?
X,
Frase sua:
A desigualdade de pagamento entre homens e mulheres tem pouco a ver com preconceito, e muito a ver com a biologia e a economia.
Discordo no que se refere ao biológico, mas concordo na questão econômica, mas a partir de outro viés.
1) É vantajoso contratar mulheres, pois fazem o serviço do homem ganhando menos. Ao substituir um homem rendendo mais, reforçam o desprezo de seus pares contra si. Elas roubam o lugar do homem, que se ofende e se ressente.
2) Estando acima dela no staff, pode tentar comê-la, por que não? Se já se submeteu à pressão de trabalhar ganhando menos, por que não mais uma submissão? Além de trabalhar, pra que serve uma colega atraente que não seja sua esposa? Pra comer! Só veados são amigos de mulheres bonitas. Macho tem que comer e partilhar suas histórias com seus amigos boçais, que o invejarão. Se já está por cima da mulher na hierarquia, por que não por cima dela na cama?
3) O econômico realimenta preconceitos.
**********
O fato de que as mulheres ganham menos porque faltam ao trabalho é uma falácia.
Se ganham bem, contratam outras mulheres, mulheres pobres, que fazem o serviço de “mãe”. Há também mil escolas que ensinam de tudo aos pirralhos, que, entretidos, não atrapalham nem a carreira da mãe, nem do pai.
Não há “instinto materno”. Macho e fêmea são diferentes, mas os cuidados com a prole são próprios de cada cultura.
No séc. XIX, burguesas mandavam seus filhos a amas de leite, que os devolviam já crescidinhos, desmamados. Escolas internas afastavam pais e filhos durante meses, às vezes anos…
Pagar menos a mulheres por questão biológica é enganação.
Se as tarefas domésticas não são remuneradas e recaem sobre a mulher, isso não se deve a nenhum a priori. Fizemo-lo historicamente, culturalmente, economicamente.
*******
Para encerrar, comento sobre as leis que tentam impor a igualdade entre os desiguais.
Você se pergunta se essas leis seriam necessárias se homens e mulheres, negros e não negros fossem realmente iguais.
A diferença física entre homem e mulher, pele escura e pele clara é óbvia.
E daí ?
A sociedade é um bioma intacto? Precisamos recorrer à seleção natural das espécies pra nos mantermos como sociedade? Nossas diferenças são tantas que somos como os bichos, pertencentes a espécies diferentes, competindo entre si pela sobrevivência?
A sociedade é uma INVENÇÃO humana.
E não é pela mera sobrevivência de seus integrantes que ela existe,
é para garantir
LUXO.
Eu não tenho que pagar nada.
Pelo direito isso não existe, é demagogia , seja de esquerda ou direita.
Se temos descendencia negra ou branca somos outros , outro tempo, outro modo de viver.
Já me basta os impostos e as multas de radar e cinto!
KKKKKKKK…….
Quanto as mulheres, já é hora de o congresso exigir das mulheres o mesmo tempo de serviço para aposentadoria visto que homens morrem antes e mulheres são “mais fortes”, as pesquisas indicaram isso e direitos iguais para todos os cidadãos!
Esse blog está pirando , mas esse link é muito especial:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/03/07/racismo-no-brasil-a-historia-de-uma-foto/
Citar PHA tem o mesmo valor que citar o Mainardi! nada!
Os europeus foram colonizados quantas vezes, será que a submissão aos turco otomanos foi uma maravilhas, os celtas serem sub julgados pelos romanos, mas fazer o que “somos” as pragas do mundo!
Gandhi e Jesus já davam igualdade de condições a todas as pessoas sem distinção de raça, credo ou sexo. Incrivel que até hoje tenhamos pessoas que não conseguem aceitar ou respeitar ao próximo como igual.
Esses dias eu revi o filme sobre a vida de Gandhi. Sempre me faz refletir.
Incrível como ainda hoje temos alguns problemas persistentes em nossa sociedade. Parecem aquelas doenças que nenhum grande fabricante quer investir em tecnologia ou pesquisa pois não dará dinheiro.
Naquele trabalho que estou fazendo com o Ethos cheguei no 4º Relatório Nacional de Acompanhamento de 2010 dos ODMs (http://www.nospodemos.org.br/upload/tiny_mce/quarto_relatorio_acompanhamento.pdf) onde consta que o nível de escolaridade das mulheres já é maior que o dos homens com uma vantagem de 19% no ensino médio e 33% no ensino superior. No entanto, esta vantagem educacional não se reflete no mercado de trabalho onde as desigualdades persistem no tipo de cargo ocupado, na remuneração e também nos níveis de proteção social. No que tange a remuneração, é surpreendente observar que existe uma relação inversamente proporcional com o grau de instrução, onde a mulher com mais anos de educação (12 ou mais anos de estudo) recebe somente 65,4% dos homens na mesma situação.
Ou seja, quando estamos falando de um caixa de supermercado, muito provavelmente a diferença salárial por genero é inexistente. Mas quando se trata de cargos mais altos, que requerem formação específica, muito provavelmente encontraremos as maiores diferenças salariais.
Mas sabe o que é pior, quando comento isso com mulheres, algumas insistem em dizer que isso não existe hoje em dia e, que se existe, não ocorrem elas (e sim, todas tem muito mais do que 12a de estudo).
O pior cego é aquele que não qer ver!
D.B. disse:
O seu comentário está aguardando moderação.
09/03/2011 às 13:58
Bem lembrado pelo contra o coro dos contentes:
Neste momento em que o mundo celebra mais um dia – agora por extensão mês – internacional da mulher e um bando de absurdas (feministas socialistas) vai às ruas para pregar contra o capitalismo, o sistema que mais proporcionou às mulheres autonomia e liberdade, torna-se imprescindível lembrar Ayn Rand . Torna-se imprescindível não só porque ela foi uma mulher extraordinária, por suas vida e obra, mas também por ter sido uma das maiores defensoras das liberdades individuais, da racionalidade, da livre expressão e da democracia liberal.
Podemos não concordar com tudo que ela diz, em sua obra de ficção e não-ficção, da corrente filosófica que iniciou, chamada Objetivismo, mas não podemos deixar de admirar sua inteligência e a incrível influência que suas idéias exerceram – e exercem ainda – na sociedade norte-americana, inclusive em nível governamental. Basta lembrar que sua obra-prima, A Revolta de Atlas (Atlas Shrugged), continua sendo o livro mais lido nos EUA, depois da Bíblia, e um best-seller no mundo inteiro, com 11 milhões de exemplares vendidos. Qual outra mulher exerceu tanta influência em qualquer dos países ocidentais? E por que uma mulher como Ayn Rand nunca teve sua biografia e obra divulgadas pelo movimento feminista brasileiro? Provavelmente porque quem sai às ruas para pregar contra o capitalismo, sem ter a menor idéia do que colocar no lugar dele, não tem mesmo condições de falar sobre Ayn Rand.
A mão invisível do mercado (há quem não a veja), é um engenheiro social também.
chest- não. É resultado de interações espontâneas baseadas na vontade de indivíduos (livre arbírio?).
A sua alínea “d” pecou feio por causa de uma afirmativa genérica, no que tange a certos potenciais de aprendizagens de acordo com o sexo da pessoa.Eu nem ia comentar, mas resolvi ter benevolência, já que o raciocínio anterior estava coerente. Estou o alertando porque você tem um bom potencial de raciocínio e informações, só precisa administrar melhor seus preconceitos ou tendências a generalizações no afã da manutenção de um $tatu$ quo machista. Falo isso para que você mesmo não macule e/ou limite as suas virtudes. Lembre-se sempre: cada caso é um caso. E mais: há diferenças sútis envolvendo as mesmas variáveis que fazem valer, como por exemplo: macarrão no cabelo e cabelo no macarrão. Saudações femininas.
chest.mr x, você deveria mandar plastificar o monitor depois de tanta honraria.
obs; a formatação do blog se perde depois de uma centena de comments
Fábio_| disse:
08/03/2011 às 18:40
Incrível!
Acho que esse comentário do Mr. X bateu o recorde mundial de cascarria por caracteres com espaço.
O cheiro ruim dessa prosa deve ter acordado gente lá do outro lado do Atlântico!
É fascinante e perturbador como o discurso do preconceito e de legitimação pseudo-científica do preconceito consegue se contorcer todinho e sobreviver intacto em plena era da sociedade do conhecimento!
Racionalidade instrumental é apelido…
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chest- mas porque? Como? Onde? Em que tópico você discorda e porque? Só falacias ad Hominem não ajudam a discussão.
Chest,
Leia o post das 08/03/2011 às 21:32 para mais informações.
Quanto às falácias “ad hominem”, vindo de um leitor do Quincas Borba Ferreira dos Santos, isso soa a piada, né?
Não mais ridícula e babaca do que dizer que é uma diferença biológica a explicação do sucesso da Gisele Bundchen. Afirmação que prima não só pela completa falta de perspectiva antropológica (pense na variedade de avaliações que o mesmo corpo obteria em diferentes culturas) como também pela completa ignorância em historicidade (na Europa do XVI, por exemplo, eram as gordinhas que faziam sucesso).
Sinto muito, doutor. A beldade citada não estudou nem trabalhou um dezesseis avos daquilo que você tão diligentemente estudou e trabalhou. E, se você não ganha um trinta e dois avos daquilo que ela ganha, não é porque ela seja biologicamente superior, nem porque Deus a tenha favorecido mais do que você, o que daria na mesma. Trata-se, simplesmente, da coisa mais ad hominem de nosso tempo: o bom e velho capital encontrando as formas mais variadas de produzir mais valia. Coisa que os liberais com um mínimo de massa cinzenta já afirmam sem nenhuma vergonha: são apenas as regras de nosso jogo de linguagem cotidiano e basta que elas sejam coerentes em si mesmos. Qualquer juízo sobre as regras elas mesmas ou estará entrando na pieguice anacrônica do fundacionismo metafísico ou fará o elogio desse grande jogo ao entronizar qualquer critério de cunho utilitarista, que celebre a riqueza mal distribuída de nosso mundo pintando todos os traços atual ou possivelmente apologéticos de nossas tecnologias avançadíssimas.
Portanto, não se engane. Esse seu discursozinho reacionário não se sustenta na arena principal de confronto ideológico de hoje. Ali, quem defende o sistema atual o faz por argumentos e estratégias completamente opostas às suas, que são ainda enunciáveis apenas na periferia da coisa mesma, esse terceiro mundo intelectual ao redor. Da perspectiva do “centro”, um pseudo pensador de quinta, como o Quincas Borba Ferreira dos Santos, seu vizir, torna-se apenas a caricatura infeliz do mais diletante e bobo que se pode ser, ainda que seus serviços sejam úteis para conter as coisas por aqui.
Daí que, se o papel de baba-ovo (via diletantismo filosófico ou submissão ao ceticismo vigente, tanto faz) não o agrada, recomendo que busque alguma forma de extrair – das entranhas mais profundamente ex reis – o máximo que conseguir para um teoria verdadeiramente ad hominem. O resto é resto.
Entretanto, diferenças biológicas não justificam diferenças sociais.
chest- então vamos combater o Islã! Mas sim, infelizmente para engenheiros sociais, diferenças biológicas justificam diferenças sociais, esta aí A Gisele Bundchen para provar. Sua biologia a fez infinitamente mais rica, mais poderosa, mais famosa,( enfim, põe diferença social nisso,) que eu.
Sim, a chefia pertence a brucutus, ou não seriam chefes.
chest- preconceito advindo da ignorancia.
Desculpas se tenho que cotejar, pois a hierarquização dos comments respostas não está funcionando
1) As interações não são espontâneas. São orientadas por necessidades, interesses e coerções. Livre arbítrio? É estar cientes dessas determinações e poder planejá-las. Não há livre arbítrio no mundo. Ainda.
chest- necessidades, interesses e coerções evocam reações espontaneas.
No conjunto, funcionam como um grande engenheiro, já que como sistema, possui uma única finalidade: acumulação.
chest- que milagre é esse?
2) Sem engenharia social não haveria propaganda. Nem BBB 11. Nem eleição, telejornal, trabalho ou fábricas. Esses são aparelhos para o controle social, logo as máquinas de sua engenharia.
chest- para você ver como não deu certo. Mas claro que tentativas há toda hora em todo lugar. Mas nada funciona para sempre. A opinião pública muda a toda hora. E isso não é engenharia social.
3) Mais ou menos. A maior parte é realmente inconsciente do processo onde se envolveu. Não se imagina dentro de uma máquina social de fazer mais dinheiro. Não pode acreditar nisso, é idiota demais. No entanto…
chest- bem, agressões gratuitas se devolve com agressões gratuitas: idiota é a sua……. (fill in the blanks)
Os que têm maior consciência do funcionamento da máquina, intelectuais de vários tipos e os donos do poder, por seu lado, não podem aceitar uma saída, conformam-se. Desastres aconteceram no séc. XX.
4) Não, não são. Os donos do poder manipulam, as massas esgueiram-se por onde podem, como bois no curral. As massas não são como o engenheiro. Mas são a argamassa de um péssimo projeto de engenharia que impera.
chest- manipulam até certo ponto, voc~e reconhece. Mas é artificial.
5) Sim, essa pergunta é extremamente perigosa. Daí a necessidade da maior conscientização libertária e crítica possível. Todas as vezes que essa pergunta foi respondida veio em detrimento e manipulação das massas. Projetos alternativos foram sufocados.
chest- não só “projetos alternativos”, que nada são que outra engenharia social, mas a própria vida normal, comum, livre, individual foi sufocada. Abaixo projetos.
Mas o projeto em vigor cria dentro de si mesmo insatisfações suficientes para se teorizar e experimentar projetos alternativos. Não O projeto.
chest- hein?
Ch.,
O papo ficou legal. Pena que o filtro segure partes do raciocínio e a gente acabe respondendo a um segmento posterior sem conhecer o que lhe antecede.
Mas, tudo bem, sem grilos.
Comentando seus comentários das 16h 47:
1) Se necessidades, interesses e coerções evocam reações espontaneas, as reações já não são espontâneas, mas evocadas por necessidades, interesses e coerções.
Ou seja, o que você chama de reações espontâneas têm determinação. Minha palavra mais amada não é poliana, como pensava o Schmidt, é liberdade.
Mas a liberdade, como qualquer comportamento, é determinada. O controle dos determinantes que permitam o bem-estar de todos é onde reside a liberdade.
O capitalismo gera uma infinidade de mercadorias. Revelou-se superior ao socialismo real em termos de produção e possibilidade de expressão individual. Mas tem suas próprias amarras, não satisfaz ao anseio de liberdade criado por ele mesmo. Cria enormes diferenças de acesso às mercadorias que nos esfrega na cara a cada outdoor. Cria, além de mercadorias interessantes, uma quantidade incrível de lixo, destruição ambiental e desperdício de recursos. Cria a dependência das massas de patrões e políticos. Transforma seres humanos na própria “massa”.
Cria ódio, racismo, machismo. Para superar crises liberais, costuma retornar a períodos de estado forte, ora flertando com o autoritarismo, ora caindo nele diretamente. Pra depois desfazer o “bem-estar” estatal e devolver a todos à sanha do mercado. É um saco!
2) Isso é engenharia social. Tem mais engenheiros do que nos governos de Fidel ou Stalin, mas são aparelhos voltados para o controle da massa, sem dúvida.
De que serve o Ibope, todos os institutos de pesquisa? Por que coletar dados? Fazer pesquisa de mercado, construir supermercados, asfaltar…
A engenharia é feita o tempo todo. O fato de ser feita por empresas concorrentes ou pelo estado não altera em nada o fato de vivermos dentro de uma construção humana. Se a direção dessa construção é irracional, pouco racional, racional mas autoritária, isso são variações desse fato inescapável. Enquanto houver sociedade, haverá engenharia social.
Ch., continuando as respostas a seu post das 16h47:
3) Mas que mané agressão gratuita? Se você perguntar às pessoas na rua qual o sentido da vida, responderão coisas como: ser feliz, servir a jesus, cuidar da família, lutar por um mundo melhor. A maioria não imagina que tudo isso (a sociedade) é uma construção cuja principal finalidade é fazer e juntar cada vez mais dinheiro. Isso, para a maioria, acredito eu, é ofensivo.
Trabalhadores trabalham “para vencer na vida”. Empresários trabalham pela rentabilidade. É o que dirão.
Vá dizer a um trabalhador, não você não trabalhou para vencer na vida coisíssima nenhuma. Trabalhou para receber salário, para que sua empresa vendesse as mercadorias por um valor que não lhe foi pago, para que fossem pagos acionistas e banqueiros, que, por sua vez, reutilizaram esse dinheiro em novos empreendimentos e empréstimos, para recuperar esse dinheiro mais uma vez multiplicado e retornar a fazer a mesma coisa, até a próxima crise.
Uma pessoa comum vai achar que você está de sacanagem…
É muita idiotice.
As pessoas, de modo geral, querem amar, beber, sair por aí sem dar muita satisfação. Querem um mínimo de trabalho e muita comodidade. Querem conversar, fazer amigos, ver coisas bonitas e belas paisagens. Conforme a educação ainda se interessam por obras de arte, bons livros. Querem viver sem ter problemas de saúde e por aí vai.
As ideologias embaçam esses belos objetivos. Fazem a mediação incluindo jesus, amor ao trabalho, caridade, patriarcalismo, pieguices em geral.
Me estendi demais para um comentário. Passemos a
4) Ainda bem que é artificial! Ainda bem que somos mais complexos do que a mera figura cidadã, eleitora, pagadora de impostos, consumidora de mercadorias e trabalhadora.
Seguramente, podemos mais.
5) Ao dizer: abaixo projetos, você está dizendo: abaixo liberdade. Abrir mão da capacidade de projetar o meio onde você quer viver é deixar que outros o façam por você. É largar-se ao desamparo. Alienação.
6) Entendo o seu hein, o texto ficou truncado. Reescrevo:
Mas o projeto em vigor cria dentro de si mesmo insatisfações suficientes para se teorizar e experimentar não O projeto, mas projetos alternativos.
É isso aí.
7) O então explica vou vender, como bom capitalista que sou. Deixe de ser pidão, Chesterton.
http://obeco.planetaclix.pt/rkurz106.htm
Cara, é surreal você insistir nesta tese de que não há preconceito de gênero no Brasil,….
Dúvido que ainda tenha uma mulher! Esposa talvez,… mulher nunca!!!!!
Creio que sua argumentação seja algum tipo de rancor pelas pensões que paga,….