Blog do Sakamoto

O Imposto sobre Fortunas é símbolo de civilidade

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, declarou que a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas não está em discussão no governo federal. Segundo a Agência Brasil, ele afirmou que “esse imposto cria mais distorções que receitas e acaba levando à transferência de riquezas para fora do país” durante seminário para discutir a reforma tributária na Câmara dos Deputados. Defendeu a tributação de heranças e de transferências de bens como forma de contribuir com a transferência de recursos dos mais ricos aos mais pobres.

Também concordo que uma taxação pesada sobre grandes heranças é um instrumento bastante eficaz para reduzir a desigualdade social no longo prazo. Mas isso não invalida o Imposto sobre Grandes Fortunas, que nunca foi regulamentado (e, pelo lobby junto aos congressistas e o governo, nem vai ser tão cedo). É claro que isso pode levar à evasão de recursos para além das fronteiras por contribuintes sedentos em não-contribuir. Contudo a força desse instrumento não reside apenas nos recursos que ele é capaz de arrecadar, mas no simbolismo de um Estado que assume o papel de corrigir distorções históricas e de tratar desiguais de forma desigual.

Durante as eleições presidenciais, poucas vezes os candidatos foram verdadeiramente pressionados a se posicionarem a respeito de projetos concretos de interesse dos assalariados ou dos mais pobres. Temas como redução da jornada de trabalho, aumento da licença maternidade, taxação de grandes fortunas, correção dos índices de produtividade da terra, entre outros, foram tratados como polêmicas ou tabus. Bom mesmo é gastar a paciência do eleitor condenando a sexualidade alheia.

O então senador Fernando Henrique Cardoso, antes de pedir que esquecessem o que ele escreveu, defendeu a taxação de grandes fortunas no Congresso Nacional. Luiz Inácio Lula da Silva, antes de se tornar o queridão do mercado, também defendia abertamente a redução na jornada de trabalho. O poder muda as pessoas, é fato. O pior é ter que ouvir dos próprios que eles não mudaram, apenas ganharam uma consciência ampliada a partir da cadeira que ocuparam.

O que me leva a crer que a culpa por tudo isso é da cadeira no Palácio do Planalto. Ela tem um encosto e precisa de uma sessão de descarrego antes que faça novas vítimas. Urgentemente.

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Comentários

59 Responses to “O Imposto sobre Fortunas é símbolo de civilidade”

  1. Ciro Lauschner disse:

    O problema do Brasil não é criar impostos, já os temos a ponto de tornar quase inviável qualquer atividade econômica no país, mas sim a aplicação desses recursos que se esvaem pela incompetência do governo em gerí-los, desperdiçando a maior parte em estruturas governamentais totalmente desnecessárias. O país precisa dirigir sua discussão para a educação, para formar um povo que de fato consiga se desenvolver e cortando impostos em vez de aumenta-los.
    Temos exemplos de empresas que quando estatais, davam prejuizo e hoje lucram bilhões. É preciso pois dar rumos ao governo para que cuide o que de fato o que lhe compete que é a educação, saúde e segurança e deixe o resto para quem sabe fazê-lo, e não atrapalhando já estará contribuindo com muita coisa.

    • Ssmmith disse:

      “É claro que isso pode levar à evasão de recursos para além das fronteiras por contribuintes sedentos em não-contribuir”

      O negócio é especular e não formar patrimônio!

      Essa ideias robinwodianas são fantasticas de tão infantis!

  2. FDA disse:

    O post esta ótimo…

    Não vou nem comentar sobre o tema da “criação do Imposto sobre Grandes Fortunas” que a França criou em 1981 e durou até 1986. Toda uma história.

    Muito menos sobre o tema da “tributação de heranças e de transferências de bens como forma de contribuir com a transferência de recursos dos mais ricos aos mais pobres” que a França batizou de “Impôt de Solidarité sur la Fortune (ISF), em 1986. Outra história!

    Enfim como dizia o velho guerreiro neste mundo “nada se cria tudo se copia”.

    Ah, essa cadeira no Palácio do Planalto brasileiro! Como ela “tem um encosto” largo e memoria curta, não é mesmo?

    Será que é só ela que “precisa de uma sessão de descarrego”? Vou liga agora mesmo pro pai Pote em Santo Amaro da Purificação…Pedir para ele convocar urgentemente Lalaxé pra arriar um ébo pra Exu-Elegbara, abrir os caminhos daqueles que não sabem fazer “exercícios de retórica”.

    Valha-me Dei!

  3. verme disse:

    Excelente, Sakamoto.

    “Temas como redução da jornada de trabalho, aumento da licença maternidade, taxação de grandes fortunas, correção dos índices de produtividade da terra”

    São temas fundamentais para o que seria um governo de esquerda.

    No entanto, na sua feliz expressão, são “tabus”.

  4. Luiz Alberto disse:

    Prezado Sakamoto…bom dia.

    Discordo de vc quando diz que a criação do referido imposto seja sinônimo de civilidade.
    Na França po exemplo (modêlo de civilidade),o tributo foi criado e sua aplicação teve péssimos resultados, o que o levou a ser abolido em 1983.Posteriormente foi recriado no Governo Mitterand numa forma mais light apenas para satisfazer o posicionamento ideológico e exigencias do Partido Socialista.
    Por aqui,especialistas em Direito Tributário criticam sistematicamente o imposto pelo fato de, segundo eles,ter como fator gerador uma renda que já foi tributada na ocasião em que foi obtida,e depois pelo IR.

    Já,um auditor da Receita Federal,que por sinal foi o Secretário da Receita Federal na gestão FHC, afirmou que os mecanismos para a criação do tributo “virou parte do anedatório tributário,e é considerado em debates internacionais como algo ridículo”.
    A criação do tributo parece ter como objetivo taxar patrimônios constituidos por depósitos no exterior e outros bens(verdadeiras jóias preciosas)…mas de fácil ocultação,como é de conhecimento geral da nação.
    Pelo sim…pelo não, fico com a sugestão do Ciro. Precizamos mudar o foco… e ao invés de criticarmos nossa carga tributária,precisamos lutar por mecanismos que fiscalizem a aplicação efetiva dos recursos provenientes da arrecadação.
    Mas é aí que parece residir o problema.Como conseguir isto se adquirimos o péssimo hábito de colocar raposas pra cuidar do Galinheiro?

    Cuidar deste detalhe é que é a meu ver o verdadeiro exercício de civilidade.

    • FDA disse:

      Caro Luiz Alberto,

      Seu comentário é bem interessante…

      Mas se perguntar não ofende: gostaria muito que vc me explicasse o que vc entende por a França seria um “modêlo de civilidade” e “exercicio de civilidade”?

      Alias sera que podemos dizer hoje en dia que existe um “modelo de civilidade”?

      Vc não acha que afirmar que o “tributo foi criado e sua aplicação teve péssimos resultados, o que o levou a ser abolido em 1983” é um pouco precipitado?

      Na verdade, a ideia política do ISF já existia na França desde 1914 e foi Joseph Caillaux que fez uma proposta de lei. O texto não foi aprovado. Em 1981, o ISF encontra-se no programa Mitterrand. Em 1982 Mauroy coloca em prática o ISF.

      Quando a questão dos resultados e dos impactos do ISF na économia francesa, antes de fazer um julgamento categórico vc deveria dar uma olhada nos estudos na Biblioteca do Ministério da Economia, das Financias e da Industria, estudos que não são disponíveis na Net…

      Infelizmente..

      Ps.: vc chegou com gaz, não é mesmo…

      • Luiz Alberto disse:

        Caro FDA…perguntar nunca ofende,não pra mim.

        Vamos lá…não foi a França que foi a genese de revoluções tomadas como exemplo por outras nações?
        Não foi da França que herdamos a Declaração dos Direitos do Homen e do Cidadão? Uma nobre bandeira contra as barbáries e atos contrários à liberdade humana de pensar,agir e viver em espaços sociais,confrontando a opressão e o desrespeito à sociedade,e de
        notável contribuição para o fim da escravidão?
        E que dizer da revolta dos estudantes em 1968?
        É interessante entender que o nosso sucesso sempre virá se visarmos o coletivo e se fizermos nossa parte na contribuição do ambiente que pertence a coletividade.
        É ai que entendo onde entra nosso exercício de civilidade…esculhambamos nosso país,mas certamente somos tbem responsáveis pelo atual retrado dele.Nossos protestos sempre tiveram vieses corporativistas,sempre puxamos a brasa pra nossa sardinha.

        Meu comentário foi uma provocação…no bom sentido. Será interessante conhecer os efeitos do ISF na economia francesa.
        Vc pode me indicar onde achar material pertinente….não falo frances rsrsrsrsrs.
        Tenho que aproveitar o gaz. Um Abraço.

      • FDA disse:

        Caro Luis Alberto,

        Gostei do seu senso do Humor! Que tal, seu projeto de estudo de Antropologia se confirma?

        Quando a suas questões, vou tentar responder apenas uma: “não foi da França que herdamos a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão?” Meu lado francês-gaulês diria que sim.

        Mas na verdade, para ser imparcial, uma das primeiras Declaração dos direitos humanos encontra-se no Cilindro de Ciro, data do século VI a.C., escrito em grafia acadiana cuneiforme. Nas linhas 36-37: ler-se uma declaração de Ciro onde ele permite “ao povo viver em paz”, “tolerância religiosa”, “abolição dos escravos” e “liberdade de escolha de profissão”, etc. Confira aqui:

        Extract from the Cyrus Cylinder

        Outra Declaração dos direitos foi a declaração inglesa de “Bill of rights”, 13 fevereiro 1689. No art. 8 você vera: “liberdade de palavra”. Confira aqui:

        http://www.constitution.org/eng/eng_bor.htm

        Assim, a Declaração francesa data de 1789. Como vc pode constatar a questões “contra as barbáries e atos contrários à liberdade humana de pensar, agir e viver em espaços sociais, confrontando a opressão e o desrespeito à sociedades denotável contribuição para o fim da escravidão”, são preocupações bem antigas. Mas foi a revolução francesa com sua pretensão universalista que as divulgou a através do mundo!

        Talvés un dos caminhos que oferecem a questão do “exercicio da civilidade” seria de compreender que tal exercício de civilidade passaria pelo discernimento de grandes temas que sempre preocuparam a Humanidade no seu processo de civilidade?

        Quanto as outras questões, prometo responderei mais tarde…

        Abs

    • O.J.S.]. disse:

      Perfeito Luiz Alberto.
      O japa deveria rebater este, que está melhor que o post ideológico dele.

      • FDA disse:

        Caro O.J.S

        Discordo com vc!

        Que o post tem um vector ideológico, isso é fato! E dai? Ou vc acha que na sua afirmação:

        “O japa deveria rebater este, que está melhor que o post ideológico dele” não tem uma colocação ideológica?

        Claro que têm: é o fato de vc achar que o Saka “deveria rebater este” comentário.

        Por quê? Porque vc acha que o argumento do Luiz Alberto têm um valor ideológico quantitativo: é “perfeito”, é “melhor” que o post do Sakamoto.

        Ora, o posto é um “idealtipo”, ou seja, uma pretensão que defende a ideia que: o “Imposto sobre Fortunas” seria “símbolo de civilidade” brasileira!

        Do ponto de vista da liberdade de expressão é um direito do jornalista de defender tal pretensão, como é seu direito de concorda ou discordar com a proposta.

        Mas uma coisa o Saka faz: ele argumenta! Enquanto vc não, fica dando uma de supositório atrás de um outro comentário sem dar nenhuma contribuição ao debate!

        Ou seja: es um miquinho de auditório.

      • Caio disse:

        Inveja mata.

      • Vivi disse:

        Eta pseudo francês pedante!

    • marilu disse:

      Luiz Alberto, boa noite!

      bem vindo de volta , vc sempre ponderado, sutil e bem humorado, faz falta aqui todos os dias!
      abs

      • Luiz Alberto disse:

        Querida Marilu…obrigado pelas boas vindas.

        Manter o humor faz bem pra saúde,e a ponderação nos leva a ouvir atentamente o que o outro tem a dizer,afinal,não somos donos da verdade,não é mesmo….

        Os temas colocados em discussão pelo Saka,são efervecentes por natureza,e coerentes. Nós é que devemos exercer o bom senso e não querer que as coisas acorram segundo nossas vontades.
        Mas quando cabe uma observação relevante,não devemos fazer de conta que o assunto não nos diz respeito,vc não acha?
        Antes que me esqueça…vc tbem faz falta.
        Abs.

  5. surfando na jaca disse:

    Desculpem-me, quis dizer: Com um imposto melhor escalonado sobre grandes heranças já alcançaríamos um belo resultado.

    • Susan disse:

      Alcançaríamos, realmente, um resultado maravilhoso.Essa grana, iria só mudar de bolso(ou de banco).Engordaria bastante as contas dos políticos, como tem sido até então…rsrsrsrsssss…

  6. surfando na jaca disse:

    Prezado amigo virtual (se assim me permite) FDA, o imposto sobre fortunas na França foi suspenso pelo Chirac (que cheirava a estrume de vaca), mas retornou o ISF com o Mitterrand, em 1988, e está em vigência, apesar de reclamações da UE. A questão central, para mim, não seria bem o imposto sobre grandes fortunas, que podem ser taxadas por meio do imposto sobre propriedades e de herança, como no Canadá ou EUA. A alegação de que isso espantaria os ricos, que mudariam seus patrimônios é pura demagogia para não fazer nada, bem como o patamar baixo para essa taxação, que encontraria resistência na classe média (o corte do projeto estaria em 100 mil reais, que não é nem a entrada de um apto na Zona Sul do Rio). Com um imposto melhor escalonado sobre grandes heranças já alcançaríamos um belo resultado. Lembro dos anos Collor, quando o presidente da Receita Federal colocou na janela o traseiro do brasileiro de classe média, demonstrando que sobre essa fatia social recaía a maior parcela do imposto sobre pessoas físicas, simplesmente porque os pilantras de nossa elite declaravam patrimônios irrisórios e pagamentos pífios de suas empresas. Considerando a filiação de classe, o nosso congresso nacional é composto em mais de 70% de empresários. Essa farta hegemonia de classe fica estampada no Código Florestal, onde diversos deputados e senadores estão implicados em grilagem e crimes ecológicos. Portanto, não é meu serviço como pai angola que poderá retirar o ebó desses tranca ruas do Brasil, mas é trabalho difícil, mizinfio, que nenhum presidente quer mexer, tal como na Justiça vagabunda que temos. Nossa elite safada é habilidosa na manutenção de seus privilégios, ainda que transformem o país em um prostíbulo, como dizia o roqueiro Cazuza.

    • Maria Alice disse:

      Caro Surtando na Jaca,

      Xiii, mizinfio , acho que somos da mesma falange, pois estou me sentindo bem mais leve depois que vóis micê mandou esses passes dai do seu terreiro. Eu estava precisando ler algo assim. É por ai mesmo… sem Kaô. Excelente comentário. Saravá !

  7. surfando na jaca disse:

    FDA, meu comentário está aguardando a moderação pudica do Japa.

    • FDA disse:

      Grande Surfando,

      Obrigando pela força. Nestas horas, so mesmo um grande economista de reputação mundial como vc para resolver as paradas… Vou aguardar e ler atentivamente seu comentário!

      Um grande abraço compatriota! E o Rio de Janeiro continua lindo?

  8. surfando na jaca disse:

    FDA, coloquei o comentário no Firula, sem moderação.

  9. Muito bom Sakamoto! Sou extremamente favorável a essa ação. Infelizmente o lobby dos milhonários é muito forte e não vai deixar uma medida dessas passar.

  10. Chesterton disse:

    Imposto ineficiente, tanto pelo pouco que arrecada bem como pelo desvio de seu resultado. Desestimula a formação de poupança, desestimula o cuidado com a propriedade privada.

    E depois que os ricos ficarem pobres, de onde os governos tirarão dinheiro, dos pobres?

    • TFP disse:

      Os “ricos vão ficar pobres” por causa desse imposto? Ora Sr. Ciro, só mesmo um “liberal” sem causa pra nos fazer rir…………kkkkkkkkkkkkkkk……………

      • Chesterton disse:

        basicamente a ideia desse imposto é igualitária, quer dizer, o objetivo é transformar o rico em menos rico para diminuir as “desigualdades”. A gana fiscal só acabará quando não mais ricos existirem, em tese.

    • TFP disse:

      Aliás, desculpe, Ciro Lauschner, Chesterton, tudo igual………….acusam aos da esquerda de repetir velhas idéias de K. Marx, mas e eles o que fazem senão entoar os chavões de Von Hayek, Friedman, Roberto Campos eternidade afora?
      Poupança, propriedade privada, competência, eficiênca privada, mérito, etc, etc, etc.
      Se lemos tais comentários temos como “remontar” as “bíblias’ liberais, exatamente iguais aos originais!!!!!

  11. kgbsurfando na jaca disse:

    FDA, o Rio é eterno pois foi construído pelo melhor arquiteto, o mesmo que fez o universo. Chesterton, vc. continua burro como sempre. Impressionante para um ornitorringolaringologista de Botafogo. Ou seja, para quem teve alguma instrução. Vc. ainda sustenta que o mundo está esfriando, mesmo com as geleiras derretendo e o nivel dos oceanos subindo?

  12. Caçador de pitbulls disse:

    Eita japonês invejoso…

  13. Chesterton disse:

    grande surfando na jaca. Moro na beira da praia e o nivel continua onde sempre esteve e a água gelada demais. Comprei um aparelho de arcondicionado, e ainda não tive a oportunidade de ligá-lo, pois não faz calor. Não entendo sua preocupação. (rs).
    Seja benvindo ao Sakamoto.

  14. Chesterton disse:

    Tulio, milionario não faz lobbie, milionario, em caso de perigo, vai embora com seus milhões. Aliás, ninguem fica milionário agindo de modo estúpido.
    Saudações.

  15. Chris disse:

    Pensando friamente a CPMF seria o imposto mais justo (se eliminar os demais!) e difícil de fraudar. Como ela é proporcional à movimentação financeira, paga mais quem tem mais.

    Será que a grita contra a CPMF (agora com fama de imposto maldito) não teria sido justamente uma campanha patrocinada por estes detentores das grandes fortunas? Do jeito que está, é a classe média e os pequenos empreendedores que carregam o piano.

    Todos pagamos imposto sem saber. Deveria vir explícito na nota, como é lá fora. A CPMF incomodou por que vinha no extrato. Brasileiro gosta de ser enganado.

  16. Abulafia disse:

    Classe trabalhadora, acorde! Distribuição de lucros ou de dividendos é isenta do imposto de renda.

    Façam um exercício simples. Imaginem um desses bancões, que é controlado por uma família, com 20% das ações. Ele dá 10 bilhões de lucro no ano. Se 50% disso for distribuído aos acionistas, eles recebem 1 bilhão de reais, no ano!, limpinhos, livres de impostos…

    Classe trabalhadora, esqueça o conceito de classe A, B, C, etc. Isso é coisa de pobre assalariado! Esses caras estão em uma classe EXTRA.

    Uma bandeira de luta simples para os assalariados: distribuição de lucros deve pagar imposto de renda.

  17. Chesterton disse:

    Olha gente, esse negócio de ficar preocupado com as fortunas dos outros carrega para longe a energia necessaria para se fazer a própria fortuna.

    • TFP disse:

      Você já fez a sua, com certeza!!! Tanto que possui tempo disponível a qualquer hora do dia e qualquer dia da semana para ler um por um os comentários aqui postados. Gente fina é outra coisa!

      • Chesterton disse:

        obrigado pelos elogios, mas trabalho 12 horas por dia, se antes por necessidade, agora por gosto. E sim, uso a internet no trabalho para receber e enviar laudos, informações, imagens de pacientes, você pode imaginar. Então, entre um e outro>: Alt-tab.
        Tomo café sem açúcar porque de doce já basta a vida.
        Abraços.

  18. kgbsurfando na jaca disse:

    Frangão, sinceramente, vc. está cada dia mais autista. Nem o calor recorde dos últimos verões no Rio te fez ligar o ar-condicionado? A CPMF foi mesmo um imposto bem bolado e por isso odiado pela elite e a oposição neoliberal dos tucanos demoníacos. Atingia muito pouco a classe média e o povão, grande parte sem conta bancária. Agora, os recursos da CPMF deveriam ser definidos por cláusula pétrea para fins sociais, impedindo seu uso para pagar a divida pública.

    • Chesterton disse:

      pare de brigar com os termômetros, jaca.
      Como é que num mesmo parágrafo você diz que o imposto é bom, mas foi mal aplicado?

  19. Fernando disse:

    Não precisamos de mais impostos, mesmo que seja para tributar de forma mais justa quem tem muito mais.

    Precisamos é de boas leis e de fiscalização para punir com cadeia para valer a corrupção e o mau uso do dinheiro publico.

    Isto sim é que seria um simbolo de civilidade. Aliás, se passasse a ser assim, aí sim, o Brasil estaria realmente no caminho de ser um país de todos.

    • TFP disse:

      Não precisamos de MAIS impostos, quanto a isto você tem razão, precisamos é torná-los MAIS JUSTOS. A tributação indireta é predominante no Brasil e esse modelo em vrdade AGRADA aos endinheirados. Essa história de “cortar impostos dos mais ricos” é discurso de republicanos nos EUA e pergunta-se: O que isto resolveu por lá???????

      • Chesterton disse:

        a tributação é indireta porque cobrar impostos de ricos é impossível, eles se mudam, logo, os governos todos se fartam nas classes média e baixa.

  20. kgbsurfando na jaca disse:

    KKKK. Esse TFP não tem nada a ver com os tfps que frequentavam isso aqui.

  21. kgbsurfando na jaca disse:

    TFP do bem, o imposto indireto é facilmente repassado para o consumidor. Já a CPMF incidia na movimentação bancária e significativamente nas mais expressivas. Ou seja, antes de mandar a grana para os paraísos fiscais, alguma coisa ficava no país. O mposto sobre herança é também uma tributação sem repasse para a sociedade.

    • Chesterton disse:

      se o imposto de 0,25% (ou 0,35%) fosse empecilho para fortunas sairem e voltarem ao sabor dos juros que o governo paga…ah se a realidade fosse o seu desejo, Jaca, que coisa boa seria….
      O governo gasta mais do que arrecada, por isso PRECISA dos ricos, que emprestaam dinheiro aos governos. Os governos precisam de grana, por extensao precisam de quem tem grana.

  22. Gunnar disse:

    Caralho, mais imposto ainda? Você realmente está falando sério?

    1. Para tirar dos ricos e dar aos pobres é preciso que, antes, existam ricos. Para existirem ricos, é preciso que haja MEIOS de enriquecer. Do jeito que vai, com essa carga tributária cada dia mais sufocante e a burocracia paralisante, está cada dia mais fácil ser pobre e esperar o Robin Hood passar com a esmola do dia.

    2. Depois que tiver tirado tudo dos ricos, ou que os ricos tiverem fugido para um lugar mais simpático às suas empresas, quem o governo vai assaltar para financiar sua “distribuição de renda”?

    3. Por quê não simplificamos as coisas e vamos direto ao ponto? Vamos pegar toda a riqueza do país e distribuir igualmente entre todos os brasileiros!

    Aposto meu cotovelo quebrado que em menos de uma década tudo terá voltado às mesmas mãos… no fundo o Saka também sabe disso.

  23. Ciro Lauschner disse:

    Aumentar imposto para quê? Seja ele qual for. O governo tem dinheiro saindo pelo ralo e consegue todo dia ser mais perdulário. Um choque de gestão, seria anos luz melhor. Aliás defender esquerda com papo de destribuição de renda é chato né, sempre a mesma coisa e sempre os mesmos resultados ou seja, os trouxas pagando impostos e governo criando priveligiados às custas do povo. Isso acontece em todos os paises inclusive os que a corrupção é minima o que não parece ser o caso brasileiro. Isso que dá discutir coisas que não dão certo em lugar nenhum, imbeciliza todo dia mais.

  24. Chesterton disse:

    Queria saber se os distributivistas daqui aceitam que o dinheiro dos impostos pagos pelos (supostos) ricos brasileiros fosse direcionado aos pobres…..de fora do Brasil.
    Os pobres do Brasil são bem menos pobres que os pobres africanos, por exemplo.
    São os esquerdistas favoráveis a transferencia de dinheiro via governo ultra-nacionalistas?

  25. Ademar disse:

    O ISF é ridículo. Vai tributar uma coisa que (presume-se) já foi tributada. Mas entendo…faz parte do nosso complexo de vira-lata de achar que os ricos são maus.
    By the way, não acho a França, em geral, um exemplo a ser copiado. O socialismo de Mitterrand fracassou miseravelmente. E ao contrário do que pensam muitos imbecis abduzidos pelo esquerdismo cretino e pelo PT, a Revolução Francesa não foi inspiração pra democracia. Os cortadores de cabeça serviram de inspiração, isso sim, pra todos os totalitarismos comunistas assassinos do século XX.

  26. kgbsurfando na jaca disse:

    Ademar é um poço de estupidez. Ignora a história da Revolução Francesa, ignora que o imposto sobre fortunas continua a existir na França e é um tapado total. Deve ser da TFP, um guerrilheiro de Nossa Senhora. Um assassino de direita. Frangão, qual o problema de afirmar que a CPFM foi disvirtuada de seus fins? Não entendi esse seu internacionalismo da pobreza. Creio ainda viver num mundo de estados nacionais. Mas concordo em uma política distributiva internacional, mas com os ricos de todos os países nisso. Que tal? Se é para pensar inutilidades…

  27. Chesterton disse:

    acho, surfando na jaca-gada, que a distribuição entre os pobres é induficiente se restrita aos pobres brasileiros, muito menos pobres que os africanos. O distributivismo da esquerda tupiniquim é oportunista e eleitoreiro. Nacional distributivismo é nacional-socialismo, ou seja , facismo.

  28. disse:

    Não sou dono de grande fortuna , muito pelo contrário, e tampouco tenho procuração para defender os afortunados , mas esse tal imposto é absolutamente injusto. Grandes fortunas , quando não herdadas sugerem empreendedorismo , muito trabalho , grandes riscos , geração de empregos além de uma trajetória de vida. No decurso da aquisição o tal milionário teve seus ganhos devidamente taxados pela legislação vigente , e eis que quando fosse caracterizado como proprietário de grande patrimonio , teria que pagar novamente por isso! Além do mais arrecadação tributária no Brasil só serve mesmo para alimentar a já obesa máquina pública com seus beneficiários conhecidos. Quanto mais se arrecada , mais cresce o contingente de agraciados com os resultados da receita. O que se vê no Brasil de hoje é uma farta distribuição de recursos públicos , disfarçados sob a máscara de programas sociais , com intuito único de aliciar eleitores para o pleito seguinte. Nessa conjuntura , o ideal seria reduzir a carga tributária , favorecendo por igual todas as camadas sociais , e emagrecendo os cofres públicos. A escassez de recursos no erário teria um efeito depurador sobre o contingente de interessados na política , prevalecendo apenas aqueles que tivessem verdadeiro espírito público. A fila de candidatos a cargos eletivos , está maior do que a fila a procura de empregos formais. É fácil compreender o que leva a maioria desses interessados aos diversos cargos : resolver o problema de emprego deles e dos familiares . Aos que não concordarem com essa tese , sugiro volver os olhos para um dos mais recentes habitantes do congresso nacional, que antes mesmo de se familiarizar com os meandres daquela casa tratou logo de contratar amigos e parentes distantes residentes em São Paulo como “assessores”. E por mais paradoxal que pareça o deputado em questão estava simplesmente cumprindo promessas de campanha ! Quando se candidatou já estava ” de caso pensado” Não é mesmo Tiririca?

  29. Chesterton disse:

    As grandes fortunas são essenciais para a economia. Os pobres dependem dos ricos para sobreviver. Todos países que perseguiram os “grandes afortunados” e supostamente repartiram entre a população essa fortuna (como se isso fosse possível) ficaram miseráveis, alguns estão até hoje.
    Essa mania vem simplesmente do sentimento humano mais comum, a inveja. A inveja não significa querer ter o que o outro tem , mas desejar a destruição daquilo que o outro tem. Nesse sentido os socialistas são extremamente eficazes, se deixados agir livremente.

  30. kgbsurfando na jaca disse:

    Frangão anabolizado, é de fazer rir tamanhos disparates. Política distributiva é uma evidência cada vez mais simplória diante do crescimento da acumulação de riqueza pelos mais ricos. Lembro-lhe, à vossa ignorância (por favor, me diga onde vc. atende para que eu não ponha minha saúde em risco), que mesmo nos EUA (no centro do Império Capitalista) a concentração de riqueza aumentou com o Bush e com a crise no governo Obanana. Isso nada tem de inveja,mas de justiça social, de evitar que uma quantidade insuportável de seres humanos vivam na miséria, seu boçal. Como isso aqui tem moderação, findo minha participação. Vc. está é cada vez mais autista e beócio.

  31. kkkkgbsurfando na jaca disse:

    Essa lomba velha de guerra deve ter amargado a vitória da Dilminha. Pior, ainda vai sofrer com a reeleição e a volta do Lula. KKKKKKKKKKK.

  32. Chesterton disse:

    hahahaha, quanto a boçalidade, todos já sabem que é .
    Abraços ao proletariado.

  33. Chesterton disse:

    estou evndo aqui um programa de danças na TV… não tem casal gay! é discriminação.

  34. Rickd disse:

    Com a alta carga tributária você ainda quer criar mais um imposto? os prejudicados serão os pobres, que verão os preços nos supermercados subirem, tudo vai ficar mais caro para cobrir o rombo nos cofres das grandes corporações.

  35. Antonia disse:

    Adorei o debate e gostaria de estudar sobre “Imposto sobre Grandes Fortunas”, por favor, quem tiver pesquisas que abordem esse tema mandem sugestões para mim.