Blog do Sakamoto

Mais 18 pequenos textos sobre histórias do dia-a-dia

Leonardo Sakamoto

Tenho postado no Facebook míseros contos e crônicas que escrevo sobre o nosso dia-a-dia. Esta é a quarta panelada, com 18 deles, que reúno aqui no blog. As últimas semanas foram um pouco surreais e, talvez, isso tenha se traduzido nos textos. Ou a vida, na verdade, é assim mesmo e a gente é que cisma em ignorar. Sigo agradecendo a quem tem ajudado com a inspiração para eles, compartilhando, portanto, a maldita culpa.

Para ler o que foi escrito até agora, clique aqui, aqui e também aqui.

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Fazedor de Arco-Íris, seu avô dizia que tinha a tarefa de pintar os céus depois de tempestades. Nas chuvas, refugiava-se no moinho, girava a roda d'água e uma curva colorida surgia. Orgulho. Quem tem avô poderoso assim? Até que o coração do velho desabou sobre a plantação. Girou o moinho a fim de pintar para ele, mas nada. Vendo tristeza tão sincera, o céu chorou. E o mais belo arco-íris que o mundo já viu se fez.

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Antônio prometeu que iluminaria o céu para o casamento do filho. Mestre vidreiro humilde, não era conhecido por seus bibelôs, mas pelos pequenos milagres. Por uma semana, soprou tanto vidro quente que a vila quase ficou sem ar. Irrevogável o “sim'', abriu a porta de sua oficina e milhares de bolas de cristal subiram aos céus feitos bolhas de sabão, tornando-se estrelas e forrando a noite.

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Deteve-se, procurando o fim do mundaréu de água, mas se perdeu no horizonte. Pela curiosidade dos pés, avançou devagar pela areia fofa. Até que receio se abriu em sorriso com o primeiro beijo fresco de brisa e as marolas lambendo seus calcanhares curtidos de roça. Com 86 anos de sertão, achava que não tinha mais lágrimas. Então, descobriu o segredo do mar: ele nunca seca por conta dos que o visitam pela primeira vez.

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Quando ele foi buscar a flor no alto da cachoeira, Úrsula deveria ter dito não. Mas a vaidade é silêncio. Ao vê-lo lá embaixo, seu pranto foi tão alto que o rio passou a correr para trás, escalando o barranco e levando consigo a dor. Voltou para o lado dela. Dessa vez, segurou firme a mão de Arcádio, que sorriu. Mas era tarde. E para o sorriso não virar memória, ela passou a viver eternamente naquele momento.

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Não pegou roupas, livros ou CDs. Ela estranhou que uma separação coubesse numa mochila, então fuçou para saber o que lhe era importante. Encontrou um urso de pelúcia surrado de velho, sem um olho e desbotado pela persistência. Achou aquilo idiota. Já no hotel, o urso, que nunca o abandonara desde que nasceu, deu o abraço que ela, por fim, negou. E, naquela noite, ambos sonharam com algodão-doce e maçã do amor.

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Quando brotou Mateus, seu pai devolveu o mimo, plantando uma mangueira. Ela deu comida ao moleque impossível e emprestou seu tronco para provas de amor. Em sua sombra, pediu a mão de Ritinha. E, quando ela se foi, despencou em folhas. Nunca se soube os conselhos que a árvore lhe dava. Mas, ao voltar para a terra, pediu para descansar vigiado por ela. Dizem que a primeira manga cai justo no aniversário dos dois.

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Em terno de linho branco e chapéu panamá, encomendou à velha senhora uma manta de algodão, lhe dando 30 dias. Com a vila em fome, ela não questionou o serviço. Debruçava-se sobre o tear às noites, feito sua avó escrava fazia. E, a cada manhã, algo inexplicável acontecia. A mandioca voltou. O riacho renasceu. As vacas engordaram. A onça sumiu. A maleita acabou. Fim de mês, retornou. Pagou a manta. E sumiu, assobiando. Dizem que cheirava a dama-da-noite.

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Abraçou-a em silêncio. Ela queria o mundo. Ele, raízes. Viu maravilhas, sentiu tristezas. Com os anos, sua mochila foi ficando pesada. Não pelo acúmulo do que vivera, mas porque a bagagem que trouxera era maior do que imaginava. Num domingo azul, apareceu no desembarque. Estava grisalha, o rosto marcado por mil povos e a alma em paz. Ele a esperava, de mão dadas com o filho e a esposa. E, em silêncio, abraçou-a.

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Algo havia mudado em Ulisses. Mandado para o sertão para uma reportagem, desapareceu por dias. Ressurgiu quieto, frio, cheio de si. Uns dizem que fritou, outros que cansou. Já Maria, que servia o café e era a mais sábia da redação, atestou que foi pacto com o demo. “Ele tá com o capeta no corpo.'' Em um estalo de tempo, passou por editor, redator-chefe até diretor de redação. Na noite em que receberia o prêmio mais importante, teve um ataque. “Ainda não!'' E caiu morto.

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Recebeu a notícia do médico com uma certa indiferença. Já imaginava, só não sabia como, nem quando. Chegando em casa, cumpriu o clichê e enumerou o que precisava fazer e o que não podia deixar de lado. Depois, amassou e jogou fora – achava listas uma coisa ridícula. Manteve algumas prioridades: viajar com amigos, viver um amor… Não contou nada a (quase) ninguém. Mas como tem ojeriza a prazos, está por aí ainda.

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Enquanto os outros tinham um avô divertido, o dele gastava os dias em antigas fotografias. Odiava-o. E, por isso, nunca mais o viu. Anos depois, encontrou a caixa de fotos. Reconheceu-o em uma delas, pelo olhar severo, empunhando um fuzil anarquista em Guernica, antes da cidade virar Picasso. Entendeu o avô. Quem viveu a república espanhola poderia voltar para casa? E, redimido pelo tempo, tornou-se fotógrafo.

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Conversaram horas após a aula. E, de repente, entenderam tudo. Mas uma tempestade veio e disse não. Por decisões mal tomadas, a cumplicidade entre eles os tornou melhores amigos. Dois dias antes de morrer, pediu para vê-la. Quando ela debruçou sobre a cama os mesmos olhos pelos quais se apaixonara há 50 anos, perguntou: “Vai chover?''. Ela abriu um sorriso. “O céu está azul.'' E deram o mais verdadeiro beijo de suas vidas.

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Acordava cansado, engolia café e corria para a redação, onde uma pauta o ansiava, e sem tempo para dizer “oi'' para a repórter bonita, levava o bloquinho para a rua, depois para o computador até tomar uma bronca pelo atraso, já sonhando em engolir um sanduíche e, talvez, um chope antes de capotar. Largou tudo. Comprou um sítio. Produz morangos. Tem cachorro. Vive um amor. E perdeu medo de usar o ponto final.

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Aureliano fora deixado numa soleira de porta. Crescido, decidiu que viveria para sempre. Então, por muitos e muitos anos, enganou a morte e o tempo. Certa noite, uma mulher bateu à sua porta e, sem explicações, o amou. Ficou por nove meses, até um bebê nascer. Depois sumiu pelo mesmo caminho de onde veio, levando o rapaz consigo. Dias depois, o bebê foi encontrado numa soleira de porta. Ganhou o nome de Aureliano.

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Foi o último a entrar no trem. Já se iam mais de 30 anos desde que cruzou aquelas montanhas pela única vez. Queria sentir de novo o cheiro do pão da praça e das flores do coreto. Em cada parada, subiam amigos queridos, o velho pai, amores da juventude. Cochilou. Ao acordar, sozinho, avistou o lago que cobriu sua cidade há dez anos. Barragem que ele, como engenheiro, considerou sua obra-prima. Chorou como um idiota.

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Como acidentes não fazem sentido, este o deixou em coma. Por meses, os amigos se revezaram por um milagre. Após um ano, restaram apenas dois – que tinham nele um silencioso confidente. Até que uma moça de sardas que com ele trabalhava sussurrou cinco minutos no seu ouvido. Na manhã seguinte, desapareceu, para nunca mais o encontrarem. Não se sabe o que havia no sussurro, mas era tão forte que a levou junto.

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Mal hálito. Nem deu bom dia. Duas semanas sem sexo. Bronca por esquecer o aluguel. E a cerveja com meus amigos? Por que só eu troco a fralda? Contas. Demandas. Saudade do passado… Hoje, acabo com tudo. E, então, mesmo cansada do trabalho, me recebe com o sorriso mais lindo do mundo, diz o que preciso com um abraço forte e sem palavras e me deita no colo para um longo cafuné. “Dias melhores virão'', revela. E, naquele momento, me lembro porque me apaixonei: ela sabe a verdade das coisas.

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Com olhar severo e sem pressa, ela mexia o caldeirão de ferro fundido. De dentro, um cheiro doce e perfumado corria a casa e tomava o rumo do mundo. Horas depois, quando a lenha já era cinza e o sol se retirava, dava-se por satisfeita. Mas dentro da panela, não havia mais nada. “Tava cozinhando, não. Tava é botando ordem nas coisas.'' Ria-se dela. Até que vó morreu. Então, choveu três meses. E a cidade desapareceu embaixo d'água para nunca mais voltar.

  1. Bruna

    12/08/2011 15:37:28

    Saem umas imagens bonitas dos textos!

  2. Diogo Leite de Carvalho

    11/08/2011 22:47:57

    adorei os contos,sou poeta e to começando a escrever contos e gostaria de poder publicá-los aqui no blog abraços

  3. Diogo Leite de Carvalho

    11/08/2011 22:46:24

    adorei os contos sou poeta e to começando escrever alguns contos gostaria de ter a oportunidade de colcar alguns contos aqui no blog abraços

  4. Boquirroto

    10/08/2011 18:58:49

    Edna hmmm. De fato isto de acontecer muitíssimas vezes, mas gostaria de saber uma impressão dessa sua amiga? Você poderia perguntar a ela, se é agradável ser uma prostituta gramsciana do Capitalistmo?

  5. Gunnar

    10/08/2011 14:01:48

    O Sakamoto é melhor em contos do que em política (nem precisa muito), mas ainda assim...Não tem absolutamente nenhum estilo próprio. Ou alguém aqui acha realmente que conseguiria pegar um texto não assinado e dizer que é dele?E, principalmente: que troço mais piegas. É fácil evocar paisagens bucólicas e botar o protagonista (velho / sofrido / apaixonado) pra chorar. Isso é quase como usar a velha seqüencia i-VI-III-VII (www.youtube.com/watch?v=oOlDewpCfZQ) pra fazer uma cadência harmônica "emocionante".

  6. Edna

    09/08/2011 23:58:40

    Boquirroto, comentei com uma amiga sobre isso que vc disse. Ela me contou que uma conhecida dela (minha amiga é filha de ricos e ricos às vezes têm umas amizades meio estranhas) disse que realmente se casou com um ricaço, mesmo nível da família, e adora o conforto que ele lhe proporciona. Porém é louca por universitários cabeludos e revolucionários.O que ela faz então? Passa as tardes com esses meninos nos motéis. Como teve formação na França, consegue discutir com eles acerca de assuntos filosóficos e tal. Afinal estudou nos melhores colégios, fez faculdade, tudo pago por seu pai...Ela disse também que tem amigas que preferem pedreiros, ou seguranças. Parece que são mais interessantes, segundo elas, porque não tem a parte de ter de conversar.E ainda abrem o maior berreiro se seus maridos não lhes derem um anel de diamantes a cada aniversário! Um absurdo, coitados dos maridos! A sorte é que eles também se divertem à sua maneira, coitados pagando tudo!Quanto a ser piegas, concordo, mas acho que é de propósito. Estilo há, de sobra!

  7. Edna

    09/08/2011 22:24:52

    Neiva querida (intimidade gerada pelo seu jeito de colocar as coisas, rs),Demorei para responder este seu comentário por que fiquei na dúvida se era real. Tamanha a sinceridade... A gente não está acostumada.Será que é tanto assim como vc. coloca?Eu achei que vc. tem um humor incrível. Ri demais com a parte do pijama e do lixeiro. Um micro conto muito bom, um recheio delicioso no sanduíche que vc fez.Eu nem sempre respondo seus comentários mas sempre os leio. São um oásis de espontaneidade e doçura nesse mar de ódio.Eu mesma queria ser menos raivosa (olha a outra pegando o bonde do desabafo, rsrsrs)Valeu, querida!

  8. Ju

    09/08/2011 21:58:20

    Ops! Eram pensamentos meus quando entrei para o clube de literatura aqui de my city ;]...Agora sim, Gabriel García Marquéz (E se ele fala assim... quem sou eu?!)"... Em cada palavra, em cada frase, na simples ênfase de um argumento pode haver uma segunda intenção secreta que somente o autor conhece. Sua validade será diferente de acordo com quem leia e segundo o tempo e o lugar. Cada escritor escreve como pode, pois o mais difícil deste ofício arriscado não é apenas o manejo adequado dos seus instrumentos, mas também a quantidade de coração que se entrega no único método inventado até agora para escrever, que é colocar uma letra após a outra..."Pax

  9. 09/08/2011 21:52:13

    Saka, Mau hálito. Não mal hálito.

  10. Ju

    09/08/2011 21:49:06

    Obigada, Neiva, você foi muito gentil!!!Ainda reflito sobre o todo, mas principalmente a ultima frase. É que além de outras coisas "conheço esta história"... rs!E um pouco de Gabriel García Marquéz...“Participei ontem pela primeira vez do grupo e gostei mais do que imaginava............senti um encantamento, apenas pelo fato de estar numa discussão sobre um livro lido por diversas pessoas interessadas em trocar idéias, não somente sobre o conteúdo literário, mas também sobre as emoções e lembranças suscitadas com a leitura.Este sentimento me fez perceber como minha paixão pela leitura tem sido absolutamente solitária, pois raramente tenho com quem trocar idéias sobre um livro...às vezes tento estimular comentando sobre algo que li, mas não são muitas as pessoas que eu conheço que encontram na leitura o prazer que me fascina e acabo preferindo manter somente pra mim este meu pequeno prazer........Acordei me perguntando porque demorei tanto tempo para participar do grupo.......”“Também tive a mesma sensação que você sentiu. Cheguei a escrever na época exatamente o que você escreveu, que eu era um leitor solitário. E o Clube tornou-se uma experiência enriquecedora para mim, minhas leituras nunca mais foram as mesmas.”Um abraço. : )

  11. Jair Gonçalves

    09/08/2011 13:20:55

    Grato, Leonardo Sakamoto, por compartilhar conosco o seu lado sensível e amante das letras.Gostei muito das pequenas crônicas. Muito interessante como boas ideias, quando bem redigidas, cabem em um curto espaço de caracteres.Você é minha referência no meu exercício de escrever para a conclusão da minha pós em jornalismo digital.Sucesso, sempre.

  12. Rickd

    09/08/2011 13:02:00

    Sakamoto, adoraria ver uma poesia sobre o aborto.. tipo "aquele anencéfalo jazia de poucas celulas no ventre oprimindo o ser.."

  13. Edna

    08/08/2011 22:18:27

    Deve ser horrível conhecer somente pessoas fúteis na vida...Te dá uma visão de mundo triste a beça...Me lembrou aquele filme bobo mas engraçado O Primeiro Mentiroso, hahaha!

  14. Neiva

    08/08/2011 21:51:33

    Oi Miriam!Eu também tenho uma forte tendência a filosofia, amo e amo demais!Nunca me sinto tão livre quanto na hora em que filosofo.É realmente muito bom!Adorei as freses!A do Sol e ada vida foram minhas preferidas.Vô mandar uma também:''Aquele que vive de combater um inimigo tem interesse em o deixar com vida.''Friedrich NietzscheToda conquista se dá da transformação do medo em amor.''alguém já disse isso, plagiei de algum lugar e não lembro qual)A Vida nos dá e nós transfrmamos(essa aí é minha)O caminho de casa está nos olhos que amamos e nas coisas que vivemos.(eu também)"Nos desonestos pode-se sempre confiar na desonestidade. Honestamente, os honestos é que deviam ser vigiados pois nunca se sabe quando farão alguma coisa realmente estúpida."Essa aí é do célebre capitão Jack Sparrow...KKK.Adoro esse pirata! Um dos filósofos de minha preferência!Abraço!

  15. Edna

    08/08/2011 21:46:03

    Tudo isso só por causa do conto do Ulisses?Apesar do Verme estar certo, se não me engano, essa foi a única vez em que ele escreveu sobre alguém de "sucesso". E que tb. que não vinha, pelo jeito, da classe dominante...Não vejo interesse no Sakamoto em retratar algo que se se refira a classe dominate. Bem mais um fan de Juan Rulfo. Uma escrita desinteressada pela vida dos coronéis e mandatários. Talvez por que não enxergue nela a poesia que ele busca retratar.Não me lembro de todos os contos mas venho acompanhando. Se não me falha a memória, é isso.Por falar em abastados, sucesso, poesia... Já percebeu como são poucos os grandes artistas que saíram da tal classe dominante?

  16. Neiva

    08/08/2011 21:24:32

    Bem Professor Pasquale, vou te contar uma coisa, sempre que leio os contos do Sakamoto tento olhar da maneira mais filosófica possível.O mundo e a vida, são coisas maravilhosas são o mais belo reflexo do Universo que habita cada um de nós.Isso significa que temos o poder de moldar textos, palavras e frases à nossa maneira, somos todos artistas! criamos e desenvolvemos coisas diferentes a cada dia.E é por isso que não entender é a mais bela forma de evoluirmos, não entender é ter um mistério pra ser desvendado, não entender nos leva a uma incrível busca pela resposta.Busca que nos fortalece, busca que nos tornam diferentes e livres.Entender.O que é entender? é achar a verdade? Mas como?, se não existem verdades, como? se não existêm interpretaçãoes iguais.''tudo que vemos esconde uma outra coisa, queremos sempre ver o que se esconde por trás daquilo qu vemos''René Magritte.E Ju, parabéns pelo interesse!É isso aí! continui assim! seus horizontes vão ir muito além do que se possa imaginar, e vc vai se sentir bem.Existe alguma coisa mais saborosa do que sentir suas asas tocando o céu?Infelizmente o nosso professos não vai poder desfrutar nada disso se continuar tão preso ao chão.Aí vai minha interpretação da questão proposta por vc:Acho que ele saiu da cidade, se tornou engenheiro e ajudou na construção da barragem, o intevalo de tempo da construção foi uns 10 anos como menciona o texto isso significa que antes de ser construída ele teve empo de sobra para se formar (20 anos) e planejar uma barragem.Ele deve ter saído da cidade natal porquequeria ser engenheiro, mas isso lhe custou 30 anos afasado de seu lar.Enfim, é isso que meu Universo pôde criar por hora.E o seu? O que criou?Abraço!E até logo, eu espero!

  17. verme

    08/08/2011 19:02:20

    Quando esteve?Por que estaria?

  18. Professor Pasquale

    08/08/2011 18:30:54

    Se esse cara não entendeu, realmente precisa ler mais. Pensa mais um pouquinho que você consegue, vai!

  19. Por favor alguém!!!???

    08/08/2011 16:13:05

    Neivaaaaa, lindeza, boa tarde!Muito obrigada. Minha interpretação foi como a sua... só não tinha ficado bem claro a questão do "única vez"... Mas vc ajudou muito! ;]Então, ele saiu da cidadezinha, formou-se engenheiro, quando VOLTOU, depois de anos encontrou uma barragem construída naquele lago que um dia cobriu a cidade??Ou ele já saiu da cidadezinha como engenheiro? Porque no texto fala "Barragem que ele, como engenheiro, considerou SUA OBRA-PRIMA. Chorou como um idiota”.???Beijo! Ju.

  20. O Asno

    08/08/2011 14:48:49

    Excelentes textos.Apesar da excelência de cada texto, o autor não conseguedesentranhar deles o viés entranhado e enraizadoda luta de classes, do antagonismoentre a vida dos pobres e a vida dos abastados.Os abastados, ao final feliz dos contos,sempre são de algum modo penalizados e ridicularizados.Neste sentido existe uma sanha, a sanha de penalizare ridicularizar os abastados, e exaltar os pobres.Mas nem a arte de escrever está livre da ideologia.Legal.

  21. dirce

    08/08/2011 12:54:42

    Menino, você tem o dom de traduzir em palavras o que a gente sente e não consegue expressar, mas ELE me deu o dom de admirar pessoas talentosas como você. Parabéns.

  22. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    08/08/2011 12:10:13

    Jose Mario..Se você estiver falando de mim.. hihihiEu não disse que produzo seu almoço grátis, você tem que pagar por ele..É assim "ó", o AGRO produz, e você compra, baratinho, lá no supermercado, ou na feira, ou no acougue, ou na padaria..A menos que você produza seu arroz, seu feijão, seu alface, sua carne, seu óleo, você produz.?? Se você produzir vou até ficar caladinho e lhe pedir desculpas.. Como suponho que você não produza nem um pé de couve, você compra, e compra de mim(Do AGRO).. Ou seja, se não tivesse o AGRO, adeus comidinha barata..Ahh.. Nem relógio trabalha de graça.. Milton Friedman está certo, não existe almoço grátis..Abraço...

  23. Jose Mario HRP

    08/08/2011 08:50:54

    Tem um sujeito aqui que diz que faz o meu almoço!Bem Milton Friedman dizia que não existe almoço grátis e eu aceito isso!Aonde está o meu almoço sujeito?KKKKKKKKKKKKKK........

  24. cozinheirodehospicio

    08/08/2011 08:32:35

    És um contador de histórias, meu caro!Causou-me especial encanto o da mangueira.

  25. O Asno

    08/08/2011 00:17:15

    Estória do dia-a-dia contada por um Asno.Cada mosqueteiro da França ganhava 800,00 euros.Cada libertador dos mosqueteiros ganha entre 20.000,00 e 30.000,00 euros.Snif.

  26. Gabriel Marques

    07/08/2011 21:33:30

    Sakamoto , nunca comentei anteriormente em seu blog , e , por mais que discorde de você em uma porção de temas , admiro sua capacidade de articulação de argumentos e seu trabalho na denúncia jornalística do escravagismo moderno é muito sério . Mas dessa vez , não poderei deixar passar. Fazia tempo que não ria tanto , Obrigado .Observe a estória do caboco que tinha metas profissionais em sua vida e que se dedicava á elas .É claro que ele estava mancumunado com o capiroto ! Queima ele , Jesus , queima ele !!!Esses malditos capitalistas , agindo em acordo com o Satanael , com o objetivo de criar a Nova Ordem Mundial , em nome dos Illuminati!!! Malditos sejam!!Todas as histórias são muito boas , inclusive essa que citei acima. Não estava criticando . Achei muito divertido . Parabens.

  27. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    07/08/2011 20:52:46

    hihihi..E os comentários somem...kkkk

  28. Neiva

    07/08/2011 20:39:48

    Oi!Escreve aí a tua interpretação também!Tá legal, o que meus olhos viram foi um homem voltando a seu lugar de origem, lembranças de sua vida voltando a mente enquanto fazia o percurso.Nesse caso seria última.Mas também pode ser única, quer dizer, ele pode ter saído uma única vez e só voltado agora.É isso.Té mais!

  29. Boquirroto

    07/08/2011 20:34:39

    A mulherada gosta. Pq o Sakamoto parece um herói libertador. Mas na hora de casar querem um belo capitalista que possa lhes garantir uma boa vida como bons restaurantes, viagens internacionais, carros de luxo, belas jóias e sapatos, um belo plano de saúde e uma bela e bonita residência e se possível casas na montanha e na praia, com um belo iate também. Essa porcaria escrita aqui, que vocês chamam de literatura não passa de um ensaio de adolescente, não há estilo literário algum, é pobre e piegas!

  30. miriam

    07/08/2011 19:45:48

    oi neiva, obrigada por ler meu comentário, é sempre bom quando alguém responde... posso mandar sim, tenho vários pois gosto muito..NÃO PODEMOS ACRESCENTAR DIAS A NOSSA VIDA, MAS PODEMOS ACRESCENTAR VIDA AOS NOSSOS DIAS... Cora Coralina...A AMIZADE DUPLICA AS ALEGRIAS E DIVIDE AS TRISTEZAS...O AMOR NASCE DE QUASE NADA E MORRE DE QUASE TUDO... Julio Dantas...SE NOTAR QUE SEUS ESFORÇOS NÃO SÃO RECONHECIDOS, NÃO DESANIME. POIS AO NASCER O SOL DÁ DOS MAIS BELOS ESPETÁCULOS DO MUNDO E ENCONTRA A MAIOR PARTE DA PLATÉIA DORMINDO...A VIDA É UMA COMÉDIA PARA OS QUE PENSAM E UMA TRAGÉDIA PARA OS QUE SENTEM... H. Walpole...O PESSIMISTA QUEIXA-SE DO VENTO, O OTIMISTA ESPERA QUE ELE MUDE E O REALISTA AJUSTA AS VELAS... W.G. Ward...SE NÃO HOUVER FRUTOS, VALEU A BELEZA DAS FLORES...SE NÃO HOUVER FLORES, VALEU A BELEZA DAS FOLHAS...SE NÃO HOUVER FOLHAS, VALEU A INTENÇÃO DA SEMENTE...Espero que vc goste, os que estão sem autor é porque eu acabei esquecendo de anotar e não consegui ainda achar, mas eu sempre anoto os que mais gosto.. fique com Deus...

  31. Por favor alguém!!!???

    07/08/2011 19:20:25

    PS. E também: seria última vez, ou única vez, mesmo?

  32. Por favor alguém!!!???

    07/08/2011 19:17:55

    Gente, eu gostei muito de um desses micro-contos. Fiz uma interpretação. Porém, gostaria que alguém interpretasse também para eu ver se "bate", se estou certa.É este:"Foi o último a entrar no trem. Já se iam mais de 30 anos desde que cruzou aquelas montanhas pela única vez. Queria sentir de novo o cheiro do pão da praça e das flores do coreto. Em cada parada, subiam amigos queridos, o velho pai, amores da juventude. Cochilou. Ao acordar, sozinho, avistou o lago que cobriu sua cidade há dez anos. Barragem que ele, como engenheiro, considerou sua obra-prima. Chorou como um idiota".Obrigada!Parabéns, Sakamoto.

  33. Antonho

    07/08/2011 15:44:16

    Feelings, oh oh oh feelings. Argh.

  34. Maria Alice

    07/08/2011 11:36:27

    Cara Ana,(...) contos aperitivos para uma tarde de inverno, comendo bolinhos de chuva nas montanhas de Minas(...)Assim é pedir demais. kkk... “Êta, trem doido, danado de bom”. Abraço.

  35. Neiva

    06/08/2011 20:38:00

    escrevi seu nome errado, desculpe Miriam.

  36. Neiva

    06/08/2011 20:36:52

    Mirim gostei muito das frases que vc passou!Se puder mandanda mais!Olha, como tiveram muitos textos amorosos vou passar uma frase de minha preferência em relação ao tema:O amor é uma tela fornecida pela natureza e bordada pela imaginação. Essa aí é de Voltaire.Concordo plenamente.Abraço

  37. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    06/08/2011 20:35:49

    O povo no poder.. kkkk..

  38. miriam

    06/08/2011 20:13:50

    sakamoto, bom dia... muito obrigada pelos textos, gostei muito.. é sempre bom descansar a mente de noticiários na maioria tão inúteis... é sempre bom ter uma folga neh... vou até deixar um pensamento aqui, se me permite, é claro...É NECESSÁRIO ABRIR OS OLHOS E PERCEBER QUE AS COISAS BOAS ESTÃO DENTRO DE NÓS, ONDE OS SENTIMENTOS NÃO PRECISAM DE MOTIVOS NEM OS DESEJOS DE RAZÃO. O IMPORTANTE É APROVEITAR O MOMENTO E APRENDER SUA DURAÇÃO, POIS A VIDA ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM SABE VER... G.G.Marquez...obrigada pelo espaço.. e fique com Deus...

  39. Edna

    06/08/2011 20:07:01

    Podechá, Verme,Vou procurar o meu ursinho, não precisa mandar, to indo.Lá nos campos de morango, para sempre, stoned!

  40. Edna

    06/08/2011 19:59:24

    Verme só vc... Hahahaha!Realmente esqueci que tinha gostado do mochila/ursinho/algodãodoce...O Coroné (rs) inspirou um dos meus grandes sonhos.Campos de Morangos mofados para sempre. Mofados, não.Obra prima mesmo!Agora, se estiver de TPM não posso nem olhar para Úrsula e Arcádio, dano a chorar!

  41. luiz

    06/08/2011 19:56:25

    Pô, uma coisa não anula a outra... O poder de sintetizar as coisas não presupõe uma dificuldade em elaborar coisas mais complexas e extensas. E o mesmo vale pra quem aprecia. Dá pra identificar profundidade num "textinho" pequeno, sem abrir mão da profundidade de um Dostoiévisky.

  42. Neiva

    06/08/2011 19:55:06

    Ei Verme!da última vez você também fez um conto, que tal outro?

  43. verme

    06/08/2011 19:40:40

    a do aureliano é a melhor, a mais sinistra.e o reaproveitamento das falas que lançamos aqui?Edna, procura o teu ursinho!hauahauaha! muito louco foi o agricultor de morangos...deliciosa referência ao comentarista mais cabuloso do blog: Coroné Ciro Lauxi!chapemo-nos!http://www.youtube.com/watch?v=yYHrjg5rJyQ&feature=related*****Prometi postar um excerto do C. Fernando Abreu, que citaram aqui, de novo, esse escritor brilhante.Não vou fazer isso agora, mas mando pra todo mundo Morangos Mofados. Recomendo pelo mais puro sentimento de solidariedade humana a leitura dessa obra-prima que é o conto que dá título ao livro:http://www.4shared.com/document/ESFiRULI/Caio_Fernando_Abreu_-_Morangos.html

  44. TadeuCosta

    06/08/2011 18:06:37

    Sakamoto,que domínio das palavras, parece que os caracteres são amigos das frases, respiro, lucidez, paisagens...

  45. Heitor

    06/08/2011 18:00:14

    Você já leu "Montevideanos", do Mário Benedetti? Uma sugestão é lê-lo.É um compilado de historietas sobre a vida e os sentimentos do povo uruguaio. Bem parecido com o que você fez, para os brasileiros.Parabéns!

  46. kkkkgbsurfando na jaca

    06/08/2011 17:41:09

    Todo direitoba tem uma característica irredutível, a de não ter sensibilidade para as artes e nem humor, com já diziam no Pasquim. Então, sua opinião não conta. É piegas, mas tem um charme haikai e a mulherada gostou.

  47. Ronaldo

    06/08/2011 16:02:52

    Não posso dizer que tenha localizado Garcia Marquez nestes belos textos. Mas a referência a Arcádio e a sucessão de Aurelianos me fez querer reler Cem Anos de Solidão.

  48. marilu

    06/08/2011 15:48:58

    Boa tarde Sakamoto,é isso aí, vamos fazer poesia, que é bom e td mundo gosta! pq nessa semana, foi brabo de aguentar né? a guerra ideologica ou sem lógica alguma dos crentes X gays afffffff que preguiça! e depois os 03,era esse mesmo o numero dos trabalhadores libertados? no meio de trocentos operários, estavam lá os tres mosqueteiros sem mosquetes? e ainda levaram uma grana considerável de indenização héim! aumentou a preguiça!seus textos, são bons e vc sabe disso, talento não lhe falta! parabens!abs

  49. Boquirroto

    06/08/2011 15:48:09

    Nossa péssima qualidade literária. Piegas! Quem elogia desconhece literatura de qualidade. Vão se instruir petistas analfabetos. Puxa-sacos vermelhos.

  50. Maria Alice

    06/08/2011 15:28:48

    Olá Sakamoto!Em primeiro lugar, bom final de semana.Em segundo, vou “dar o troco” no dono do filtro. Então, lá vou eu :Cara Muriçoca Apaixonada,Que ninguém nos ouça, mas “corre a boca pequena” que foi. Adiante-se.

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