Diante de ameaças, MPF pede proteção ao Incra no Pará
O Ministério Público Federal no Pará solicitou à Polícia Federal um contingente para acompanhar servidores do Incra que estão trabalhando em Anapu (PA). De acordo com o MPF, eles estão sendo ameaçados e hostilizados depois que começaram a fazer a revisão ocupacional em lotes de reforma agrária, solicitada pela própria instituição.
Em fevereiro de 2005, a missionária Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros – um deles na nuca – aos 73 anos. Ela foi alvejada numa estrada vicinal exatamente em Anapu. Ligada à Comissão Pastoral da Terra, Dorothy fazia parte da Congregação de Notre Dame de Namur, da Igreja Católica. Naturalizada brasileira, atuava no país desde 1966 e defendia os Programas de Desenvolvimento Sustentável (PDS) como modelo de reforma agrária na Amazônia. Dois dos fazendeiros acusados de serem o mandante chegaram a ser julgados e condenados. Ambos estão presos – um milagre em se tratando da região.
Segundo nota divulgada pelo MPF, o trabalho é necessário para evitar que madeireiros e grileiros continuem a ameaçar agricultores como os do PDS Esperança, idealizado por Dorothy e constantemente invadido para retirada ilegal de madeira. Os conflitos foram reduzidos depois que o Incra começou a revisão, mas há protestos ligados a madeireiros.
A mesma nota afirma que o prefeito de Anapu, Francisco de Assis dos Santos Sousa, enviou um ofício ao presidente do Incra apontando a situação de insegurança: “a revolta que está sendo criada por esses servidores coloca em risco sua própria integridade física e nós, que somos autoridade deste município, não podemos nos responsabilizar por sua segurança”.
Em outras palavras: “estão atrapalhando por aqui. Depois que alguém aparecer morto, não digam que não avisamos”.
O procurador da República Cláudio Terre do Amaral quer agentes da Polícia Federal deslocados para Anapu a fim de garantir a integridades dos servidores públicos até que seja completado o processo de revisão ocupacional. No ano passado, foi instaurado um inquérito a pedido do MPF para investigar os responsáveis pelo assédio aos agricultores para retirada ilegal de madeira de terras da União. Também foi instalada uma guarita na estrada que leva ao PDS Esperança, o que tem contribuído para impedir a saída de madeira serrada ilegalmente.
Felício Pontes, também do MPF-PA, me explicou que o PDS Esperança pode ser insignificante em tamanho, mas importante em termos de Pará. Não só pelo simbolismo representado por ser a terra defendida pela missionária Dorothy Stang, mas por conta do modelo diferenciado que ele representa. Em julho de 2010, o Pará se tornou o maior produtor de cacau do Brasil e o Esperança teria uma grande parcela de responsabilidade nisso.
De acordo com Felício, o programa é um oásis em meio a miséria local formada por grandes extensões de pasto e gado raquítico, mostrando que é possível garantir qualidade de vida à população e desenvolvimento econômico ao país, de forma sustentável e pacífica, com respeito aos recursos naturais.
Na área de um dos mandantes do assassinato da irmã Dorothy (Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida), hoje, há cobertura florestal com árvores de sete metros de altura. As famílias que produzem o cacau, orgânico, estão formando uma cooperativa. Já quem está trabalhando com gado e madeira na região está na miséria. Vale ressaltar que Bida foi flagrado com trabalho escravo pelo grupo móvel de fiscalização do governo federal, que libertou 13 trabalhadores rurais de seu pasto. Por conta disso, ele foi relacionado durante dois anos na “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego.
Depois da morte de Dorothy, o MPF ganhou decisões judiciais sobre a questão da terra na região. Para tentar desestabilizar o PDS, grupos descontentes colocaram “toreiros” no papel de assentados para extrair e vender madeira. Os conflitos resultantes entre esses madeireiros e os assentados reais ganhou espaço na mídia nacional e internacional.

Chama a Kátia Abreu para acabar com esses promotorezinhos!
Pra que essa gente pobre quer terra?
Terra é pra rico e latifundiário!
Pobre não tem vez!
KKKKKKKKKKKKK…….kd o agro motoca de platina?
BRINCANDO COM COISA SERIA PALHAÇO?
Nofa, que violento… Cuidado que eu te caço, hein?
Jota voce tem senso de humor, não “apreceia” um sarcasmozinho?
Estou aqui HRP, saudades…???
Esse povo, deve querer terra para montar mais uma assentamento sem terra, em que eles não conseguem nem o suficiente para a subsistência.
Edu que tá certo, escolham a legalidade no Brasil inteiro, ou a Lei só serve pra o Pará, em São Paulo não..???
Mas como você defende até terroristas, sequestradores, assaltantes, estupradores, etc, que que tem defender uns depredadores de patrimônio alheio, invasores, bandidos, né não…???
Você é muita água com adoçante.. kkkk
VIVA KÁTIA ABREU, ALDO REBELO PRA O TCU… ESSA PETEZADA VAI VER OQUE É LEGALIDADE, ASSIM COMO ELE FOI LEGALISTA NO NOVO CÓDIGO FLORESTAL.. KKKKKK
A revista istoé está mostrando que estes movimentos de esquerda estão falidos, sem credibilidade e não levam a lugar nenhum, mesmo financiados com milhões de reais do governo que deveria ser usado em outras áreas. Só querem transformar o Brasil numa “nova Cuba”. O que o interior do país precisa é de gente trabalhando, desenvolvimento, infraestrutura, escolas e acabar com estas ongs e estrangeiros que querem transformar o Brasil num “parque ecológico”.
CONCORDO COM VC EM PARTE.ESSA ESQUERDA BRASILEIRA, NÃO TEM MAIS NENHUMA CREDIBILIDADE.AGORA DAI DEIXAR AS TERRAS, NAS MAÕS DESSES LATIFUNDIARIOS E RRURALISTA, É UMA COISA BEM DIFERENTE.ESSES CANALHAS QUEREM A TERRA TODA PARA ELES,COM UM PAÍS DO TAMNHO DO BRASIL ISSO É UM ABSURDO.
JCG você sabe da história do Brasil? Quem colonizou o Mato Grosso e Goiás foram os paulistas. Depois, a partir dos anos 70 famílias de colonos gaúchos e paranaenses. Quem vocês chamam de latifundiários são estas famílias pobres que saíram do Rio Grande do Sul e Paraná para colonizar o Mato Grosso, Rondônia, Acre, Roraima, Goiás, Maranhão, Piauí, Tocantins a pedido do governo do Brasil.
Aê, Jota,
Mandou bem nesse comentário.
E obrigado HRP, por me elevar de nível, de prata para platina.. kkkkk
A amazonia sangra … e o Estado continua totalmente incompetente e não sabe como estancar. Terra sem lei. Onde poderia ser o dominio do desenvolvimento sustentável, o que existe é o fogo e o sangue de que contraria alguns dos pequenos barões.
A propósito: os assassinos da freira apenas estão presos pq a pressão veio de fora.
Eu fico feliz que o MPF esteja acompanhando essas questões de perto. Novamente, minha postura é legalista: se há lei defendendo as ações realizadas, que ela seja cumprida.
No entanto, fica evidente a incoerência dos que defendem essa causa: há uma queixa desses “sem terras” sobre a ausência de lei e policiamento em alguns estados como Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins. No entanto em Minas Gerais, Paraná, São Paulo, onde há lei e policiamento, os “sem terras” simplesmente passam por cima da lei, tratam os policiais como se fossem os protetores dos “latifundiários-imperialistas” e invadem as terras.
Por que não se decidem? Ou seguem a lei e aprendam a utilizá-la ao seu favor, ou passam por cima da lei e sofram as conseqüências disso. A menos que eles mereçam uma atenção especial e a lei deve se aplicar a essas pessoas somente algumas vezes e em outras vezes não, de acordo com a vontade do líder do movimento…
Lá do alto, mas bem do alto da mais alta torre deste castelo de marfim, com uma luneta de prata miro um distantíssimo formigueiro.
Cavilei soluções fantásticas para sua organização.
Redigi-las-ei em folhas douradas, em três vias, como é de praxe a todo burocrata.
A original há de ficar comigo, irá para meus arquivos trancados com três chaves fenícias que só podem ser acionadas ao mesmo tempo, uma cópia ficará para o Arcanjo Gabriel e a terceira há de se perder entre milhões processos no fórum seráfico da Legião da Boa Vontade.
Como um antigo relógio de bolso, as engrenagens legislativas desenham a própria perfeição do cosmos.
Eu acredito em vc, Nuevo! Uma hora nos alinharemos!
Nossa relação está assim (baseando nas nossas “conversas” de outros posts):
1) Eu critico o pragmatismo – vc diz q pragmatismo é fundamental
2) Eu digo que uma melhoria baseada em lei é boa – vc diz enseja que uma revolução seria ideal, mas antes alguma melhoria do que nada
3) Eu digo que revolução é coisa muito distante da realidade – vc diz que sonho q se sonha junto é realidade
4) Eu digo q se é pra fazer uma revolução, vamos fazer uma revolução na forma como avaliamos as coisas – vc diz q eu sou um liberal maldito (!!!) e que não se alinha comigo nem a pau
5) Agora estou dizendo que minha revolução é outra e não tem a ver com esquerda, direita, liberalismo, conservadorismo, nada disso. Tem a ver com justiça no sentido literal da palavra.
Eu queria entender por que a minha revolução é pior do que a sua! A minha é legal, há todos os meios para fazê-la: existem leis, existe imprensa, existem leitores, existe o Ministério Público e existe a internet. Hoje, com a internet, não é difícil colher assinaturas para que o povo force o congresso a avaliar uma proposta de lei.
Diz aí sua proposta de revolução! É apertar o botão “reset” ou “armagedon” e começar a sociedade do zero? Vc diz que meu “sonho” é uma coisa distante… e o seu?!
Huhauahhauaha!
Edu, gostei da franqueza.
É que parto de um pressuposto diferente, estrutural, econômico.
É uma premissa marxista, a da determinação econômica das outras esferas sociais.
Então aceito a interpretação de que estamos vivendo uma crise seriíssima no capitalismo, que é a da impossibilidade de se fazer a acumulação (devido à crise do trabalho).
É um marxismo mais do antifetichismo do que da luta de classes.
Vou por aí.
Posto os teóricos de onde roubo minhas (?) melhores ideias (mas uma boa ideia não tem dono): Guy Debord, Robert Kurz, André Gorz.
Também curto muito o Gilberto Vasconcellos, que me levou ao Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Bautista Vidal e Marcello Guimarães.
Este último me levou à paixão pelo que ele chamou de autodesenvolvimento, que me levou à permacultura, que me levou a um curso na AAO e a Ana Primavesi.
Toda essa tralha vem de uma ruminação longa, já que militei (por breve tempo) em partido de esquerda e peguei nojo do negócio.
Foi a internet que me permitiu acesso a esses teóricos.
Me falta solidez, eu sei. Conheço e leio caras da minha idade que me dão um banho fácil.
Sou autodidata e vou aos tropeções.
Mas vou pelo bom caminho.
Você ao se referir à revolução dá a impressão de falar de armas, e dá a impressão de que eu sou adepto do Che Guevara. Não é bem assim.
Já postei o que acredito ser a melhor alternativa. São reformistas (?) – talvez. Precisa de amparo legal pra forçar a mudança? Claro.
Mostrei a experiência da Flaskô.
Falo de Reforma Agrária.
Do autodesenvolvimento.
De ocupação de fábricas.
Posto aí sites que já havia postado, pra dar uma geral na teia onde me amarro:
http://antivalor.vilabol.uol.com.br/
http://search.4shared.com/search.html?searchmode=2&searchName=Francisco+de+Oliveira+-+Os+direitos+do+antivalor
http://www.brasilautogestionario.org/artigos/andre-gorz-e-a-outra-economia/
http://obeco.planetaclix.pt/
http://www.youtube.com/watch?v=qt8c-Wy46S4
(Cê tá sem youtube, mas é o filme “A sociedade do espetáculo”, de Debord, fácil pra você arrumar.)
Acho que cê vai gostar desse aí:
http://obeco.planetaclix.pt/rkurz106.htm
******
Pra encerrar:
Podemos estar perto, mas por que deveríamos estar de acordo?
Tem bastante espaço pra contestação, pra todos nós.
Mas TEM QUE CONTESTAR.
Com certeza vc já leu mto mais do que eu. Vou ler o q vc me indicou e tentar aproveitar… só q vou demorar a fazê-lo. Já não chega estudar, trabalhar, cuidar da casa e ainda arrumar confusão em blogs políticos! hehehe
Seguinte, FDA,
“A lei é para os inimigos”, clichê sapientíssimo.
Muito mais importante que redigi-las e fazê-las valer.
Sua validação depende de um consenso entre o estado e a população. Se não há laços ideológicos que atrelem a população aos parasitas que vivem de seu trabalho, as leis, por mais bem redigidas que sejam, não têm validade.
É necessário força de consenso e policial para fazê-la valer.
Não é algo abstrato.
Isso não quer dizer que eu ignore a relativa autonomia que o Judiciário tem em relação aos outros poderes e a população (taí o casamento gay), nem a importância de que EXISTAM leis.
Leis terão que existir sempre, ok.
Mas numa sociedade democrática cindida, economicamente cindida e, pior, alienada (os produtores dos bens de consumo não decidem sobre a produção e o consumo), as leis estarão sempre sendo contestadas, para bem e para mal.
Existem países onde a população responde bem às leis, e são países horríveis como Arábia Saudita e Afeganistão.
Ali a lei se cumpre facilmente em relação às mulheres.
Como você disse: lei não sei quê, lei cumprida.
Percebe a interação que há entre a ideologia popular e o poder do governo de elaboração e execução das leis?
Então as coisas não mudam de acordo com as intenções de um líder, mas PODEM mudar de acordo com as intenções de uma massa de pessoas, inflamadas por líderes e ideólogos, mergulhadas numa contracultura (seja a marginalidade, seja uma criação nova do próprio grupo).
Mesmo assim o grupo, apesar de grande, apesar da contracultura e dos ideólogos, talvez não tenha força suficiente para sensibilizar as forças políticas e o judiciário, de maneira que as leis se revertam em seu benefício.
É o caso do MST.
Não é só cumprir leis ou não.
A causa gay vai sendo muito mais facilmente conquistada que a reforma agrária.
Por quê?
Porque os grupos de oposição ao casamento gay não são suficientemente fortes e organizados para barrar o movimento.
Diferente do que ocorre com a Reforma Agrária, já que a concentração de terra foi a base mesma da construção do Brasil, desde as capitanias hereditárias.
Imaginemos: o governo PT manobra suficientemente bem para aprovar uma emenda constitucional para forçar a Reforma Agrária, para limitar a extensão da área agrícola expropriando todos os latifundiários.
Beleza. Vira?
Claro que não.
No dia seguinte militares teriam tomado o poder de novo.
Lei tá dentro de um projeto hegemônico de uma classe social e os grupos que a ela pertencem.
(continua)
(continuação)
Ó, até o Raynald’s já sacou isso, veja só que texto interessante prum debate:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-casamento-gay-no-supremo-ou-o-dia-em-que-o-orgao-genital-virou-um-%E2%80%9Cplus%E2%80%9D-um-%E2%80%9Cbonus%E2%80%9D-um-%E2%80%9Cregalo%E2%80%9D-ou-o-supremo-vai-tomar-o-lugar-do-congresso/
O Raynald’s nada mais é que um ideólogo pra pés rapados, mas já dá pra iniciar uma discussão com os conceitos que ele expõe.
O que há de ruim no texto dele é se apegar a superficialidades pra justificar suas intenções, que também expõe de maneira superficial.
Nisso ele é extramente inteligente: escreve bem ao nível da compreensão dos seus leitores:
RASO.
(Não quer dizer que ele o seja totalmente, ele se faz de besta, o que é muito diferente.)
Mas não dá pra jogar fora, especialmente como retrato dessa massa de leitores.
Té mais, FDA.
Isso só está acontecendo pois os grandes benificiados são os Ricos, é tem interesses no congresso também. è um absurdo o que está acontecendo, e não adianta fazermos campanhas, passeatas, protestos que não funciona.
Acessem http://www.direitoderespostas.blogspot.com e veja um vídeo muito interessante sobre as passeatas e campanhas.
O certo então, pela sua lógica é: transformar o Brasil num país de pobres?
De carona…
É mais fácil viver bem num país de pobres do que num país de ricos (devastado).
Esses conceitos rico e pobre vão perdendo validade, junto com a sociedade que os sustentava.
Imagine que todos os países do mundo alcançassem a riqueza norte-americana, simplesmente não dá, o planeta não aguenta.
Os países desenvolvidos terão que ficar mais “pobres”.
Os maiores consumidores mundiais de orgânicos hoje são os alemães.
Estão “empobrecendo” no consumo.
Para uma vida qualitativamente superior, mais, por que não dizer?, rica.
Do mesmo modo o símbolo de riqueza automóvel já entra para o mundo dos cacarecos ridículos, ultrapassados como as antigas calças boca-de-sino.
Existe uma questão não resolvida,
e que nem sabemos se será resolvida…
ela é o cerne de todos esses problemas.
O Brasil não tem regularização fundiária.
As terras que hoje existem no Brasil
ou são de particulares,
oriundas de incontáveis retalhamentos das antigas Cartas de Sesmarias,
ou então são terras dominicais, do próprio Estado.
As Cartas de Sesmarias, apesar de antigas, são relativamente precisas,
já os retalhamentos das Cartas de Sesmarias nem sempre foram precisos,
as vezes terras de particulares se confudem com terras dominicais.
Então por esses incontáveis problemas que se acumulam ao longo do tempo, desde as Cartas de Sesmaria,
o Estado (latu sensu) NÃO tem a certeza certa de quais são realmente todas as suas terras (cadastro total de todas as suas terras)…
e quando há necessidade de saber, faz uma regularização fundiária pontual, somente para resolver um determinado problema.
Nos países civilizados sabe-se com precisão quem é o proprietário de cada palmo de chão, porque lá fizeram o dever de casa,
fizeram a regularização funciária.
O ideal é que todos façam sempre o dever de casa,
porque quando se faz o dever de casa,
os problemas não acabam, porque problema nunca deixa de existir,
mas ficam em menor número…
ao menos isso… ficam em menor número…
Enquanto não fizermos o dever de casa da regularização fundiária,
então
sempre haverá posseiros legais…
sempre haverá posseiros ilegais…
sempre haverá conflitos…
sempre haverá dor por causa dos conflitos…
e sempre
haverá posseiros legais, de boa-fé, defendendo posses, sejam as posses legais ou ilegais, porque eles não conseguem identificar as legais das ilegais,
e sempre
haverá posseiros ilegais capazes de praticar qualquer atrocidade, e para esses ilegais não importa se a posse é legal ou ilegal.
Ah! Como acabei de dizer várias asneiras aqui,
fiquei com fome…
vou ali comer capim, depois volto para dizer mais asneiras…
porque asneiras sempre haverá…
no mundo há mais asneiras que coisas sérias…
Só isso, viu?
Grilagem, reforma agrária, vontade política.
E: qual a reforma agrária?
Mas não há a vontade política.
Então haverá imbroglios aos montes.
*****
Sei que as postagens ainda são poucas, 11 por enquanto, talvez por isso ninguém ainda tenha comentado, mas alguém terá que falar um pouco do Plano de Desenvolvimento Sustentável Esperança.
Desenvolvimento Sustentável é a única coisa que merece este nome, Esperança.
Informação imperdível é a de que os agricultores produzem mais com um plano sustentável do que com cultura agressiva tradicional.
É o que defende minha atual líder espiritual Ana Primavesi.
Texto:
http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC500416-1641-1,00.html
E ela faz uma pontinha no excelente média metragem “O veneno está na mesa”, de Silvio Tendler.
http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg
A Kátia Abreu aparece também.
Momento para as vaias da plateia.
Té mais.
Sensacional!
Olha só, acho esse tipo de iniciativa (da Ana Maria Primavesi) muito boa, só que para mim ainda falta provar algumas coisas:
1) Esta forma de produção leva em consideração alterações climáticas repentinas e/ou extremas? Ou ela corre o risco de perder a produção inteira com o clima?
2) Ela consegue produção suficiente para o comércio? Qual é o custo dessa produção “artesanal”?
Sabemos que o mundo passa fome, então, qual é a idéia?
Esinar ao mundo inteiro como ela faz? Porque eu duvido que seja possível que uma pessoa responsável pela produção em sua “fazenda” possa “sentir e cheirar o solo” por mais de 100 hectares para saber onde plantar o que…
E a qual custo?
A produção de uvas para vinho são exatamente como descrito no artigo, e realmente saem as melhores uvas (por isso q eu concordo com a maneira de fazer as coisas). Só que os vinhos produzidos por esse método de produção são os mais caros do mundo. É produzindo a comida mais cara do mundo q faz desse sistema produtivo um sistema produtivo sustentável?
Reforma Agrária!
A Embrapa acabou de desenvolver o vergonhoso feijão transgênico.
Mais sensato e justo seria desenvolver pesquisas na área de permacultura e agroflorestas ensinando os pequenos a produzir como se deve.
Esse devia ser o papel da Embrapa, aliar-se ao povo produtor de alimentos, sem miséria, sem favela, sem metrópole!
Mas…
Sem revolução, mas com vontade política e democratização dos mídia, aos poucos poder-se-ia avançar sobre o latifúndio inútil.
A terra não pode ficar parada!
E está!
Constato com meus próprios olhos, nos fins de semana que saio atrás de um sítio.
Já publiquei aqui também as pesquisas do professor Marcello Guimarães, que vai mais longe: na pequena propriedade produz cana em meio à biodiversidade (dá pra amarrar as pesquisas da Primavesi aqui), com essa cana, dentro de uma propriedade de míseros 6 hectares, um cara produz 200 litros de etanol/dia.
Ou seja, energia pra consumo doméstico, das cidades e pra exportar.
Sem essa pentelhação de pré-sal.
Sem fóssil.
Ó, e eu falo de abelhudo.
Fuçando dá pra achar um mundo de coisas.
A questão toda é claramente ligada a lobbies e a políticos.
Cê tá muito preocupado com os grandes, com que os ricos perderiam, indenizações, pressões internacionais etc.
Mude o foco: pense no que ganhariam os pobres e a sociedade como um todo.
O próprio mundo havia de se espelhar no Brasil (ou atacar, só faltava).
http://www.youtube.com/watch?v=7qlZaeXgx_E
(Monte o conjunto, essa aí é a terceira parte.)
******
O que se pode fazer hoje, agora?
Faça como eu: busque um sítio, faça cursos, venda orgânicos, critique a alienação incansavelmente. Hoje a crítica tem curto alcance, mas a insatisfação é muita, as pessoas pedem respostas.
Se você não as der, vão dá-las propagandistas de governo, pastores e indústria cultural.
Comigo não, violão!
Quando a massa de insatisfeitos souber olhar para o alvo correto, quando for capaz de produzir o que lhe interessa, esse mundinho virá abaixo.
Olha lá Tottemham, não era nada e, do nada: pau!
O próprio governo inglês cogitou censura das redes sociais.
A gente tá sentado num barril de pólvora, buscar as melhores saídas evitará lágrimas e ranger de dentes.
*****
Quando o Saka liberar a parte do meu post que falta, talvez vc me entenda melhor.
Não ignoro as leis, só não aceito compreendê-las como mera abstração de uma máquina, que funciona a bel-prazer.
Não é assim.
A legalidade é plástica.
Se você viu o clipe que postei, “O veneno está na mesa”, de Silvio Tendler, verá que parte de suas perguntas são respondidas pela própria Primavesi.
http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg
Quanto a mudança climática, ao aquecimento, é o latifúndio que o provoca, especialmente pastagens.
A pequena propriedade produz muito bem, inclusive pra exportar (meia dúzia não dá, né? Tem que fazer Reforma Agrária e instruir o agricultor).
Os grandes não gostam da ideia porque:
1. Agrotóxicos são desnecessários (e deixam de ser vendidos);
2. Há grande necessidade de mão-de-obra e poucas máquinas (o que impede lucros milionários);
3. O Brasil pertence a coronéis desde sempre. Nem os milicos conseguiram derrubá-los;
4. Para que os pequenos aprendessem a produzir orgânicos precisariam além de terras, de instrução, o que seria a pá de cal na relação de dependência camponês/coroné/cacique do DEM ou PMDB.
*****
A proposta não é “artesanal”!
É científica.
Veja o vídeo!
(Mané se põe a falar sem sequer ver um vídeo, dá licença…)
Procure a AAO na Água Branca, lá também tem a feira de orgânicos.
Chegue cedo, fica chapado de gente.
http://www.parqueaguabranca.sp.gov.br/atracoes3.asp
Opa, desculpe se respondi de forma apressada. De onde falo não tenho acesso a youtube, infelizmente.
Mas sobre o q vc disse, estou bastante alinhado, veja só:
1) Concordo, e acho que aí está uma das grandes belezas da idéia.
2) Concordo totalmente, mas concordo tão totalmente que eu acho que a conta simplesmente não se paga! A menos que essa mão-de-obra seja mal-remunerada. Veja quanto custa um “peão” com esse nível de conhecimento. Será que alguém que trabalhe com isso, que é um trabalho árduo, vai querer aceitar que a “mais valia” do que produziu para venda e exportação seja apropriada pelo seu chefe? Ou será que um indivíduo desses vai se auto-intitular sem terra e vai montar acampamentos em outras propriedades com essa mão-de-obra alegando improdutividade da terra?
3) Em nenhum momento discordei disso. Só acho que coronéis não são a classe média, que é normalmente a mais afetada negativamente ao se tentar fazer “justiça social” e “justiça ambiental”. Por isso gosto da lei, porque a lei ajuda bastante a identificar quem são os verdadeiros coronéis.
4) Terra? Se vc disse que teria que ser mão-de-obra intensiva, esses trabalhadores seriam facilmente absorvidos por fazendeiros. Não seria necessário terra, seria necessário vontade de trabalhar como empregado. Aí eu volto ao ponto no.2. Agora educação sim! Cooperativas sim! Alguém está acompanhando o que o nosso fantástico ministro da educação está fazendo com a educação no Brasil?! É verdade que ele está sendo cotado para ser prefeito de SP?!
Sobre a proposta ser “artesanal”, entenda: coloco ” produção artesanal” em oposição a ” produção mecânica”, e não “produção artesanal em oposição a “jeito não-científico de fazer as coisas”. Novamente: acredito que os artesanatos produzem coisas com muito mais qualidade.
Só aumentando um pouco mais a digressão sobre o ponto número 2 levantado por vc. Colocarei a palavra LEI onde eu acho que a observância correta da LEI poderia resolver os problemas e onde eu vejo que os jornalistas não se atentam.
Taí uma equação q na minha cabeça é complicadíssima de se resolver, principalmente em se tratando de agricultura, pois:
1) Terra é um ativo imobilizado, ou seja, não tem liquidez nenhuma (é difícil de comprar é difícil de vender); e é caríssimo, exceto em regiões onde é riscos grandes. Os agricultores que investiram seu dinheiro nessas regiões cujo preço da terra é mais acessível são empreendedores, vejamos alguns dos riscos que eles assumem:
a) Risco ambiental – regiões onde há mata em quase a totalidade de uma propriedade. Daí o risco de se indispor com o Ibama e pagar multas altíssimas (LEI)
b) Risco de regularização fundiária (LEI) – concordo com o Asno.
c) Risco de irregularidade climática – o agricultor pode ter muito sucesso em um ano e pouco sucesso em outro por conta de uma seca, por exemplo. Isso faz com que a terra seja produtiva em um ano e improdutiva em outro (LEI), em que movimentos como o dos sem terra se aproveitam para fazer invasões.
d) Risco de roubo – essas terras normalmente se encontram em regiões isoladas do Brasil, distantes de grandes centros, onde há pouco policiamento (LEI)
2) O trabalhador rural. Imagine que esse empreendedor, que investiu toda a grana que tinha em um pedaço de terra para iniciar uma produção agrícola honesta. Ele ainda terá que contratar segundo as leis trabalhistas (LEI), elevando seus custos de produção. Caso a produção não vingue (risco “c” acima), esse empreendedor terá que pagar seus trabalhadores do mesmo jeito.
3) Para produzir, ele terá que contratar serviços de grandes empresas que fornecem grãos, adubos, agrotóxicos, silos e realizam a distribuição dos seus produtos e, inclusive, são os compradores de sua produção.
3) Esse empreendedor investiu a grana inteira dele pra ser aporrinhado pelo Ibama, Lei Trabalhista, ladrões, MST, Clima, grandes empresas e as pessoas querem reduzir o lucro desse cara, querem fazer reforma agrária nas costas desse cara, porque ele é o latifundiário!
4) Existe gente sem terra? Sim. Mas é sem terra ou sem trabalho? (LEI) Existe reforma agrária a ser feita? Sim. Mas quem são os verdadeiros latifundiários? (LEI)
5) As condições de trabalho dos trabalhadores rurais podem ser melhores? Sim. (LEI)
Simplificar não resolve.
Olhe, o que a Primavesi prega é inviável, suas idéias talvez funcionassem em um mundo com 10% da população atual, mas achar que dá para cheirar a terra e deduzir quantidade de matéria organica e pela textura saber se os nutrientes estão equilibrados é tão preciso quanto a numerologia que a fez tirar o nome “Maria” do meio.
E a reporter achar que é uma “aula” dizer coisas como “O adubo químico é basicamente formado por três elementos e a planta necessita de 45″ denota profunda ignorancia no assunto, apenas os elementos quimicos necessários em maior quantidade, chamados macronutrientes (N-P-K) são colocados no rótulo (por exemplo 8:10:10), que é a percentagem de Nitrogenio, Fósforo e Potássio, o que somado dá 28%, o resto do adubo (78%) contem os outros elementos tambem utilizados pela planta mas não listados, alem do que a propria terra contem os micronutrientes faltantes…
NUEVO, rapaz, voce é muito alienado, o que é que tem o latifúndio a ver com as mudanças climáticas, e porque voce deixa os “minifundios” fora disso?
E aquele vídeo que voce postou não serve para nada, é um amontoado de propaganda esquerdista e mentiras.
Pequena propriedade é sinonimo de trabalho árduo de sol a sol SEM lucro, ficam a vida toda se matando de trabalhar para nada…
E exportar produtos de pequenas propriedades, só quem ganha é o atravessador.
“Agrotóxicos são desnecessários”, talvez para produzir maconha em estufas sim, mas para produzir comida em larga escala, jamais.
E produção “organica” tambem é perigosa pela contaminação com estercos (vide caso da E. Coli na Europa recentemente), alem de usar SIM agrotóxicos, como calda bordaleza, sulfocálcica e macerados de fumo, TODOS estes venenosos e tóxicos, se informe melhor antes de postar besteiras, ok?
Severino, o severo.
Baiano, um estado de graça, poucos têm a sorte de sê-lo: baiano.
Tenho inveja de você, se você for baiano de verdade.
Trocava meu sotaque paulistano pelo seu agora mesmo.
(Só perde para o cearense, com suas vogais longuíssimas, as frases melódicas a ponto de serem pegajosas.)
Bom,
Vamos pra parte chata:
Faça o seguinte, leia, realmente, a reportagem sobre a Primavesi. O que você disse não é verdade, você fez uma leitura apressada da primeira página, e só.
Quanto aos pequenos, podem trabalhar com biodiversidade (diferende do grande, que depende da monocultura), preservando o solo, consumindo menos água (a vegetação a contém), reduzindo (ou zerando) o uso de defensivos (nome bonito pra AGROTÓXICO).
Veja o vídeo até o final, quando aparece o sítio Catavento de Indaiatuba (local que pode ser visistado em alguns cursos da AAO).
Ali, o produtor orgânico, num sítio de 20 hectares produz 300 toneladas de alimento por ano.
Tá lá no minuto 45, confira:
http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg
Se você quiser, entre em contato com a AAO (Associação de Agricultura Orgânica) aqui em SP para se informar sobre a agenda de cursos e visitas a sítios orgânicos como o Catavento (há outros, há um especializado em produtos da pecuária em Serra Negra, por exemplo), vai colocar essa cachola pra funcionar:
http://aao.org.br/aao/
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Ora, dizer que o vídeo está cheio de mentiras é interessante, talvez você esteja certo.
Mas faça o seguinte, pra sua fala não cair no vazio: escolha alguns dados apresentados no filme e conteste-os com outras fontes.
Ficará bacana.
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Voltando à reportagem, depois de lê-la, adquira pelo menos o livrinho que comprei lá na AAO:
Cartilha do solo, da Primavesi.
http://www.submarino.com.br/produto/1/1412514/cartilha+do+solo
Você vai ver que ela não é agrônoma porque fica cheirando terra.
E há o outro, realmente profundo, um calhamaço de umas 500 páginas, o “Manejo Ecológico do Solo: a Agricultura em Regiões Tropicais”.
http://www.submarino.com.br/portal/Artista/51504/+ana+primavesi
E você pode ouvi-la, pra começar a desfazer preconceitos, existem 3 CDs de uma palestra, da qual ouvi apenas o 2º e digo que é muito bom, com relatos de experiências dela pelo mundo inteiro:
(Peraí… sumiram com os CDs!)
Mas tem um seminário:
http://www.4shared.com/get/Ejo6G8w_/Seminrio_Ana_Primavesi.html
Esclarecendo sua dúvida sobre NPK (já que vc não leu a entrevista):
http://www.agriculturesnetwork.org/
(continuo)
Ainda pro Severino:
No agronegócio,
PARA CADA EMPREGO GERADO, 11 LAVRADORES EXPULSOS
http://www4.fct.unesp.br/nera/revistas/05/1_antonio_canuto.pdf
Obviamente todos os colegas de blog ficam convidados a essa interessante leitura.
Nuevo, sou baiano, agronomo, trabalho com assistencia tecnica a pequenos produtores (inclusive organicos) ha 14 anos, e sobre o video ele deturpa a realidade sim, já aos 20 segundos aparece um cartaz onde está escrito “Cada brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos por ano”, o que dá a impressão que INGERIMOS esta quantidade de veneno, se fosse assim estaríamos todos mortos.
O que acontece é que por ser o Brasil um país em grande parte tropical, e com terras férteis, é necessário usar, por exemplo, mais herbicida para controlar invasoras do que em lugares mais frios, pois estas plantas crescem mais rápido aqui, só que isto não significa que este herbicida vai parar na comida, já que uma grande parte é aplicada antes mesmo de plantar, e não estará nos alimentos colhidos, é fácil comprovar isso, é só fazer uma análise de laboratório.
Sobre a reportagem da Primavesi, eu a lí toda, e mantenho o que disse. Achar que dá para produzir alimento em larga escala sem agrotóxicos e fertilizantes quimicos é uma ilusão, assim como achar que monoculturas não são sustentáveis, ou que fariam mal a terra, pelo contrário, aqui na Bahia regiões de cerrado onde se planta soja são mais férteis hoje que a 30 anos atrás.
Lá no sítio catavento, por exemplo, o proprietário não mostra como faz para adubar os seus 20 Ha, não diz que são necessárias mais de 50 toneladas de materia organica por Ha para produzir aquelas belas cenouras, o que seria absolutamente inviável de se fazer em escala maior, pela simples falta de adubo organico para todos.
E aquela fala de que plantas bem nutridas são imunes a pragas e doenças não passa de balela, dependendo das condições climáticas qualquer planta é atacada por fungos e bactérias, aliás é bem comum os produtos organicos apresentarem este tipo de problema, bem como serem alvo de pragas como lagartas e pulgões. E dá-lhe macerados de fumo e caldas, que não passam de agrotóxicos tambem. Que fique bem claro, não sou contra agricultura organica, só que não é a salvação do mundo como colocam.
Engraçado que quando vamos na farmácia comprar um fungicida para as frieiras e micoses ou um vermicida para as lombrigas pedimos um “remédio”, já quando é para os fungos das plantas e os vermes nematoides do solo, aí é “veneno”, né?
Se eu não estivesse aqui…
Eu diria que esse Severino Baiano sou eu… kkkkkkkkk
Parabéns Severino, muito bem colocado..
Verdade verdadeira…
E SEMPRE HAVERA CANALHAS, E LATIFUNDIARIOS QUE TOMAM TODA A TERRA PARA ELES.
Caro Jota:
deixei uma resposta para você no outro post.
Mas a resposta ficou aguardando a moderação.
Agradeço-lhe por ter sido respeitoso.
Pará : um caso perdido. Não bastasse a bandidagem urbana que toma conta do Brasil , a bandidagem rural se consolida naquele estado. O que fazer de um lugar onde as questões fundiárias , legais , sociais , são resolvidas à bala? A lei , e os direitos humanos foram jogados na lata de lixo e substituidos por pistolas automáticas com pentes de reserva. Em lugar do alarido das discussões , o que se ouve é o estampido das armas de fogo , e o consenso só é obtido quando um dos polemistas jaz inerte com a boca cheia de formigas. Herança dos coronéis paraenses que infelizmente ainda circulam por lá.
É por isso que sou a favor da divisão do estado apesar de morar na RMB.
Esse crimes acontecem em sua maioria no sul e sudeste do estado.
Caso seja aprovada a criação do estado do Carajás, vamos ver como o poder constítuido nessa região vai lhe dar com esses problemas. Falo isto, porque as pessoas generalizam e acham que o Pará como um todo é um local cheio de disputas por terra, grilagem e pistoleiros. E não é.
E digo mais, eu não acho que o Pará seja uma terra sem lei, o Brasil, sim, é uma terra sem lei. A desobediência as normas deste país não ocorre de forma localizada não. É geral, e seus descumpridores são desde políticos até o mais humilde cidadão.
Madeireiros estariam de olho nas terras? Baseado no relato de quem?
Os movimentos sem terra sempre tem um culpado, mas na realidade existe um esquema de venda de lotes por sem terra mesmo sem envolvimento de madeireiros ou grileiros como diz aí.Essas reportagenzinhas tendenciosas sempre prontas a transferir culpa de quem realmente a tem.
“Coronéis” , “grileiros”, “madeireiros” contra os inocentes e bondosos sem terra poços de virtudes e boas intenções!Me poupe!
Interessante.
Vale uma explanação.
Tem que coloca o incra inteiro na cadeia, nao o povo pobre que quer trabalhar na extracao vegetal, pois nao esta proibido ainda no brasil derrubar arvores existe manejo florestal em vigencia.
O problema não são os pobres.
São os ricos.
O texto também fala que com o Plano de Desenvolvimento Sustentável os pobres estavam produzindo cacau, sainda da pobreza.
O caminho é por aí.
E outra SR SAKAMOTO os sr entende de livros e nao da vida real do povo amzonico va la passar 10 como eu passei ai entendera quem realmente sao os verdadeiros bandidos.. incra ibama policia governo etc..
O que pensar de um país que tem em grande maioria no senado vários latifundiários de terras localizadas no interior do Brasil. O coronelismo nestas localidades é latente, incluindo currais eleitorais. Não precisa muito, vão dar uma volta em Alagoas por exemplo, no Maranhão, no Tocantins, no Pará etc…
Estão amarando cachorro com lingüiça.
quis dizer AMARRANDO
Sakamoto, pelo amor de Deus, fale da greve dos professores em Minas Gerais.
os professores começaram a fazer greve de fome!!!!!
Eu imploro
O governador Anastazia quer demitir os grevistas, mas o direito de greve é assegurado pela constituição federal!!!
Minas virou uma terra sem lei!!!
O autoritarismo do governo Anastazia é absurdo
fale da greve, pelo amor de Deus
Nós estamos desesperados
Eu tambem sou legalista.O certo e’ certo e o errado e’ errado, mas o que e’ certo e e’ errado.Duvidas? A lei deve indicar o caminho.Se fazendeiros e latifundiarios exageram sem terras provocam e nao ficam atras.Eu ja’ vi muitos casos de libertacao de escravos que sao verdadeiros exageros em considerar trabalho escravo.Vi aqui mesmo neste blog uma verdadeira definicao da situacao,e’ so’ pesquisar um pouquinho e vera’ que e’ realmente o que ocorre,”O ASNO” foi perfeitamente claro parabens.O Edu tambem foi muito feliz nas suas colocacoes.E’ bom ver que ainda existe lucidez nas pessoas.
Mudar o nick pra levantar comentário capenga é brocas!
Assume o que pensa, rapá!
Permita que as ideias se infiltrem ou sejam rejeitadas.
Dê a cara a tapa.
Os tiros foram na cabeça de Dorothy Stang, (não só na nuca). A imprensa americana disse que os tiros foram no rosto “On her face” . Coisa que não saiu aqui nem na imprensa golpista, nem na governista.
Se o Rio está recheado de traficantes com AR 15, granadas, lança foguetes,etc segundo a tv e a web e São Paulo tem a cracolândia e o PCC que teria ordenado aquele massacre de policiais (inclusive bombeiros) que foi combatido ou resolvido de uma forma que não entendi muito bem; no Brasil os correios estão em greve mas aqui no Pará a correspondência está chegando mais rápido, teve um aí que falou de greve dos professores em Minas, falando em professores não tenho muita certeza, mas: “Dois dos fazendeiros acusados de serem o mandante” o mandante (não são dois fazendeiros, daí plural: mandantes)… Eu que vivo no Pará dou graças a Deus dessas situações ainda não terem chegado nessas proporções por aqui… digo: quantas vezes fui assaltado até hoje: nunca, mas lógico conheço gente q já foi aqui no Pará, meus amigos do Rio, coitados, a conta passa dos dois dígitos… O assassinato da freira foi um absurdo, algo inaceitável, e os mandante(s) estão presos; porém os outros milhares de brasileiros assassinatos, roubados e levados ao vício em drogas que ficam esquecidos e sem justiça??? com relação ao PDS espero que tenha sucesso e Reforma agrária na Amazônia… se vc soubesse o tanto de terra que tem aqui… falta gente sabia? as cidades ficam a 200, 300 e 500 Km umas das outras e a população média das 8 maiores cidades(tirando a capital – Belém, sua área metropolitana e Santarém) fica em 150.000 habitantes, tem um município maior do que a França, vê se descobre e olha a população. Tenta pesquisar pq ninguém quer ir para esses locais, aí então do alto do seu conhecimento fale mais, diversifique sobre a Amazônia ou o Pará. Olha, te digo: sou contra latifúndio, o maior latifundiário é o próprio estado. Essa história de toreiros, hum, pode até ser, mas a percepção por aqui é que o pessoal realmente vende a madeira. Advinha qual o destino final de grande parte dela… pois é, a locomotiva que arrasta o Basil… bom, essa é a minha opinião de brasileiro e paraense, podem gostar ou não, não acredito em tudo que leio na web e vejo na tv nem nas besteiras de teorias conspiratórias, cada um escreve segundo suas convicções, experiências e conhecimento; procuro tirar minhas conclusões, mas te parabenizo as suas reportagens são até interessantes de ler.
@George: O Pará que tive a honra de conhecer é um lugar impressionante de tão rico. É assustador. O Tocantins é um mar de água doce. Quase tão pornográfico, pelo excesso, como uma Disneleylandia natural.
PS: nunca fui à Disney.
Muito interessante.
De novo o Saka com essas estorias, já encheu. Fica remoendo essas picuetas.
Ai, que fofo.
QUEM O SAKAMOTO? EU ACHO ELE FEIO PRA CARAMBA
Saka, eu te amo!
Bloqueado?
Não adiantou testar. Fui bloqueado de novo. O Saka, democraticamente, bloqueia alguns IP’s.
Quem sabe aos poucos?
Não sei se essas cooperativas resolvem alguma coisa, em termos estruturais. Os assentados continuarão votando em Jáder, Ana Júlia, etc.
Dizem que o brasileiro não sabe votar, mas esquecem que nessa, que é “uma das maiores democracias do mundo”, há um tipo de fraude eleitoral pouco comentada: as coligações proporcionais.
Você vota em um cara honesto para deputado e ajuda a eleger um deputado do PMDB, da mesma coligação proporcional.
Há o suplente de deputado. Você vota em um Itamar Franco e elege um suplente Perrela.
Você vota em um cara honesto para deputado e ajuda a eleger um deputado do PMDB, da mesma coligação proporcional.
Melhorou, Abu.
Belo comentário.
Não sei se essas cooperativas resolvem alguma coisa, em termos estruturais. Os assentados continuarão votando em Jáder, Ana Júlia, etc.
Dizem que o brasileiro não sabe votar, mas esquecem que nessa, que é “uma das maiores democracias do mundo”, há um tipo de fraude eleitoral pouco comentada: as coligações proporcionais.
Você vota em um cara honesto para deputado e ajuda a eleger um deputado do PMDB, da mesma coligação proporcional.
Há o suplente de deputado. Você vota em um Itamar Franco e elege um suplente Perrela.
Dizem que o brasileiro não vota bem porque é pouco instruído. Mas vejam as eleições na França, onde todo mundo é mega-super-ultra-instruído, mas ainda elegem Sarkozy, Le Pen, etc.
Acho que as pessoas não votam com o cérebro, mas com o estômago. Nessa hora vale apenas o seu interesse individual. Se é rico ou tem privilégios, vota na direita. Se é pobre e excluído, vota na esquerda.
Só há duas alternativas para a reforma política no Brasil: uma emenda popular ou uma Constituinte exclusiva. Ah, mas nesse segundo caso as perdas seriam maiores, pois poderiam incluir outros absurdos esquerdizantes na Carta.
É…só tem livre trânsito aqui as opiniões dos bajuladores do Sakamoto.
Bicho,
O que eu mais faço é bajular o Sakamoto.
Levo bloqueio pacas.
Argumenta outra coisa, isso aí é o que diziam as figurinhas mais torpes do blog, que inclusive partiram sem deixar saudade.
Você não pertence necessariamente a esse grupo.
Tá só meio chateadinho.
Vai passar.
eu tambem puxo o saco dele pra caramba !! mais pareçe que os meus ele bloqueia pouco.Nuevo vc fala que seu comentarios são tirados,mais o que vejo de comentarios seu aqui não é brincadeira
É verdade.
É que sou obrigado a reescrever muito.
Já pensei nisso.
Talvez eu escrevesse menos se o Saka liberasse mais.
Por outro lado, se eu não intervier, muita bobeira vai ao ar sem nenhuma contraposição.
Houvesse mais intervenções contra os direitoides, eu falaria menos, só falaria o que vale a pena.
Quantas vezes não fiquei quieto, feliz da vida, depois de uma intervenção cortante do Fábio L., da Maria Alice e da Neiva, por exemplo.
É isso.
Acho que o Saka não te corta porque você chove no molhado. Polemiza pouco.
Mas sua indignação é sincera.
Tem valor.
Acho estranho nunca ter recebido nenhum apoio seu, sendo que sempre fiquei contra o latifundiário e a favor do pequeno.
E agora você consola um nojento como asno só porque falei da mãe dele.
Você não consegue separar o que realmente é importante do que é desprezível.
Não sabe o que quer. Ou, querendo algo, não tem palavras para expressá-lo. Por isso as letras garrafais: não tem nada a ver com indignação, mas com a vontade de ocupar a mesma quandidade de espaço que os outros ocupam.
Devíamos ser aliados.
Mas tua cabeça confusa e teu sentimentalismo primário te colocam no colo do inimigo.
E tu serás conquistado por ele.
Só precisas de um uniforme (vermelho, cinzento ou verde-oliva) e palavras de ordem.
No momento oportuno, terás os dois.
*****
Escreva mais.
O espaço que existe para mim existe para você também.
Mas articule, pergunte, leia, busque no google.
As pessoas podem se ajudar aqui.
Eu li um montão de coisas graças aos comentaristas do blog.
Deixe de ser tosco.
Pro nosso bem.
falo sempre que ele realmente é o mais corajoso.Mais discordo dele em muitas outrs quetões.exemplo casamento gay/liberar a maconha e mais alguns.
A Amazônia, a médio prazo, se tornará um deserto ou, na melhor das hipóteses, uma savana. O solo não é o mais adequado para o plantio.
Depois disso, provavelmente as pessoas se conscientizarão do tamanho da c*gada que fizeram, apesar que restarão poucos. Esses poucos talvez façam algo direito, porque o ser humano só aprende depois de ver a c*gada feita, quando aprende.
Trabalho com direito ambiental e agrário há dez anos. Me tortura perceber que ainda há muita terra sem lei, sem Estado, dominada por oligarcas, tal qual estivéssemos em 1600… Mas já é um avanço imenso um governante local declarar a evidente impotência. Bom saber que Chico Mendes, Dorothy Stang não morreram em vão.
Pois é, o sul é rogulhos, o norte sem lei, o nordeste miserável, o sudeste sabem tudo…ok solução para o país,Malufs, Kassabs, Tiriricas…..ok.ok.gente é piada.
errata: o sul é orgulhoso
Quanto a custos, Edu, posto à noite.
Já tem orgânico sendo vendido a preço acessível.
É isso.
A única coisa que o Sakamoto “esqueceu” de colocar no artigo é que os servidores do Incra solicitaram escolta porque OS PROPRIOS ASSENTADOS é que os ameaçaram, aqueles que compraram ILEGALMENTE lotes dos antigos proprietários, que hoje já devem estar novamente embaixo de alguma barraca do MST querendo mais terras, né?
Você não entendeu nada, né babaca?
Papai, obrigado pelo tratamento carinhoso, ainda bem que fui educado pela mamãe…
O que está ocorrendo em Anapu:
- O incra visita o local com um agrônomo e um técnico para verificar a lista teórica dos assentados e quem de fato está morando no local.
- Como existe um monte de irregularidades de ex-assentados que venderam sua terra para outros, move-se uma ação para receber de volta o lote, pois este pertençe a União, e não ao assentado.
- O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Anapu, que está enterrado nas lambanças até o pescoço, difamou publicamente os funcionários do Incra, tentando intimidá-los, e o Incra registrou um boletim de ocorrencia contra o sindicato por calúnia e falso testemunho.
- O problema da região é que os assentados vendem ilegalmente a madeira dos lotes, e em seguida vendem os proprios lotes a terceiros, existem casos de um mesmo proprietário com até tres lotes de terra.
- O que foi mesmo que não entendi, papai?
Pode ser, pode não ser.
Calma.
Interessante.
E trágico.
Segundo seu raciocínio uma boa solução seria MAIOR número de assentamentos.
Evitaria essa disputa mesquinha entre assentados.
MAIS REFORMA AGRÁRIA É A SOLUÇÃO.
Quanto a compra ilegal de terra, sem moralismos baratos.
Tá cheio de zé bonitinho com terra grilada.
Pontal do Parapanema que o diga.
http://www4.fct.unesp.br/nera/artigodomes/TENTANDO_APAGAR_A_HISToRIA_DE_GRILAGEM_NO_PONTAL.pdf
Só pra não esquecer.
XD
Na verdade o que acontece em anapu é que pessoas sem perfil de público da RA compraram parcelas no PA grotão da Onça, fato ocorre, a revelia do INCRA, em todo o territorio nacional.
Tais ocupantes irregulares (médicos, comerciantes, servidores públicos, empresários) estão se organizando politicamente para impedir que o INCRA conclua o trabalho de supervisão ocupacional.
tal ação do INCRA tenta moralizar os projetos de assentamentos, tentando organizar este espaço para familias de trabalhadores rurais, quem vendeu essas parcelas de modo irregular serão colocados como ex-beneficiários e não poderão receber terra novamente.
É a tentativa de se moralizar a reforma agrária.
Em projetos de assentamentos já existentes devem ter apenas trabalhadores rurais nas parcelas.
Bela piada essa sua, o INCRA moralizando? Só se for o bolso deles.
PA LES TINA LIVRE JÁ!
NÃO ADIANTA BLOQUEAR!
BOA TARDE AMIGOS DO BLOG DO SAKAMOTO SOU DE NITERÓI OLHA AQUI : QUE DESCANSE EM PAZ A EX – MISSIONÁRIA NORTE – AMERICANA DOROTHY STAIN APÓS DE SER ASSASINADA POR UM GRUPO DE BANDIDOS DO PARÁ SEREM PRESOS PELA POLÍCIA , ELA TEM DE CUSTAR MUITO TRABALHO AOS PRODUTORES AGRÍCOLAS NOS ESTADOS MAIS POBRES DA REGIÃO NORTE
DEUS TE ABENÇÕE A ELA
BOA SORTE