Blog do Sakamoto

É justo estacionar de graça na rua?

Pedi para o jornalista Daniel Santini, cicloativista, autor do blog Outras Vias e editor de O Eco Bicicletas, um texto sobre as ciclofaixas implantadas em Moema, bairro rico da capital paulista, que geraram polêmica entre ciclistas e motoristas. Vale a pena a leitura:

A rede cicloviária de Moema completou 11 dias nesta quarta. Trata-se do primeiro conjunto oficial de caminhos com sinalização e demarcação implantados pela Prefeitura de São Paulo. É uma das primeiras tentativas de se tirar do papel o mapeamento de ciclorrotas da cidade e um passo importante para a criação do primeiro planejamento cicloviário da capital.

Mal foram pintados os caminhos, as críticas começaram. A mais caricata talvez seja a da comerciante, que visivelmente nervosa, irritada e cansada, bradou sua aflição ao repórter do Jornal Nacional, da TV Globo, em ver o espaço antes exclusivo para o estacionamento de automóveis se transformar em uma rota para bicicletas: “Aonde que eu vou colocar as minhas clientes que são milionárias, que andam de carro importado? Você acha que as minhas clientes vão andar de salto alto e bicicleta?”. A entrevista foi parar no youtube e a aflição fez sucesso. Até esta terça-feira, mais de 18 mil pessoas já haviam acessado o vídeo.

Mais sensatos e contidos que a dona de boutique de luxo preocupada com o futuro das suas pobres clientes milionárias, muitos moradores e comerciantes da região têm feito críticas bem fundamentadas e com certa razão. A principal e mais justa talvez seja em relação ao formato de trechos das duas ciclofaixas que compõem o sistema, considerados inseguros. Em vez de cancelar as vagas de estacionamento nas ruas, a Companhia de Engenharia de Tráfego tentou empurrá-las para o meio da rua, deixando as ciclofaixas entre a calçada e os carros estacionados. Ficou apertado, há o risco de motoristas desatentos abrirem as portas em cima de ciclistas e motoristas distraídos baterem atrás dos carros parados literalmente no meio da rua.

E é este o cerne do debate, um ponto sobre o qual será preciso refletir cada vez mais com o aumento da frota na capital. É certo que as ruas sejam utilizadas como estacionamento privado de automóveis particulares? Não é de hoje que os moradores de Moema têm manifestado preocupação em relação a isso. Antes mesmo de a rede cicloviária ser instalada no bairro, a chiadeira já era grande sobre o direito de se estacionar na rua sem pagar por isso.

Quando, no ano passado, a Prefeitura anunciou que cancelaria vagas de estacionamento, comerciantes e vizinhos reunidos em torno da Associação de Moradores e Amigos de Moema fizeram passeatas com cartazes, cobraram parlamentares e o poder executivo e realizaram até um debate na Assembléia Legislativa de São Paulo.

O que motivou a mudança feita na época é bastante questionável. As vagas não foram retiradas para ampliar calçadas ou criar ciclofaixas, mas sim para aumentar a velocidade do trânsito cada vez mais intenso de automóveis. A alteração foi feita em sintonia com a política de se priorizar o fluxo em detrimento à segurança adotada durante toda a lamentável gestão do ex-secretário Alexandre de Moraes à frente da Secretaria Municipal de Transportes. Ele foi sabiamente substituído este ano por Marcelo Cardinale Branco, secretário de linha totalmente oposta, que tem marcado sua administração pela “preferência à vida”. Em função das medidas de Moraes, Moema tornou-se em 2010 um bairro mais rápido e tenso, mas não foi contra o aumento da velocidade nas ruas que os moradores reclamaram. Foi contra o cancelamento das vagas que utilizavam.

Lygia Horta, a presidente da associação dos moradores, chegou a falar em “imposição autoritária” e houve quem lembrou que, como boa parte dos moradores tem alta renda, para escapar do rodízio muitos têm mais de um carro, apesar de apenas uma vaga na garagem. Onde manter o segundo carro parado durante a semana?

Esta é a discussão que deve ser feita agora em que as ciclofaixas são questionadas. Como espaços públicos, as ruas devem ser utilizadas para estacionamento privado? Quem se locomove de carro e é responsável por congestionar a cidade toda e gerar índices tóxicos de poluição deve ser beneficiado com o direito de estacionar de graça? Milionários que freqüentam butiques de luxo devem ter o privilégio de uma cidade formatada para as suas necessidades? Ou será que não é hora de pensar em substituir mais vagas de automóveis por faixas não só para bicicletas, mas também para ônibus? Em ampliar calçadas? Em pensar também nos pedestres? O poder público deve incentivar as pessoas a adotarem hábitos mais saudáveis como pedalar ou caminhar?

Em tempo: as críticas de que as ciclofaixas de Moema não têm sentido por não levarem a lugar nenhum são infundadas. Apesar de a mídia ter ignorado até agora a questão, as duas faixas exclusivas para bicicletas são parte de uma rede cicloviária instalada na região, do qual fazem parte também rotas devidamente sinalizadas para o compartilhamento.

Tal rede em breve deve ser ampliada para outras regiões. Para ver o mapa da rede cicloviária, clique aqui.

Não deixe de ler mais sobre a rede cicloviária de Moema direto no site da CET (as fotos e imagens que ilustram este texto foram retiradas de lá).

E, se você concorda com a criação de ciclofaixas no bairro e o avanço das mudanças em curso em São Paulo, coloque seu nome neste abaixo-assinado.

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Comentários

282 Responses to “É justo estacionar de graça na rua?”

  1. Pablo Uchoa disse:

    São Paulo, a mais importante cidade do Brasil, está se convertendo em uma vergonha pública para o país, com a sua resistência a criar uma sociedade mais cidadã (vide a finada ideia de metrô em Higienópolis e a polêmica das “pessoas diferenciadas”).

    Não vejo problema nenhum em ter vagas na rua – em tese, o mototista é que tem de ter responsabilidade de dirigir dentro do limite de velocidade e evitar bater em pessoas, objetos, obstáculos, carros, etc.

    Outra alternativa é a faixa de ciclista contornar a vaga dos carros, como acontece aqui em Londres, por exemplo. Mas será que os motoristas paulistanos respeitariam as bicicletas? É ruim, hein.

    Chega da ditadura do motorista. Isso é resquício da era Maluf.

    • Renato disse:

      é importante discutir se os ciclistas estão prontos e dispotos a repeitar as leis de trânsito também. pois nos semáforos da paulista, a maioria absoluta ignora o sinal vermelho e põe em risco pedestres, em sua maioria idosos, que estão atravessando a avenida em questão.

      sem comentar que outros ciclistas costuram o trânsito, pulando para as calçadas para não terem que frear quando o tráfego fica mais lente.

      e ainda, para educar o ciclista que pede direitos e não tem que respeitar nada, será que terão que haver penas que haver penas em dinheiro? acho que nem carros nem bicicletas, acredito que a reeducação do transporte público como preferência no trânsito mudará mais drasticamente nosso trânsito. para melhor.

      • Sonia Pires disse:

        Renato, concordo plenamente com vc. ciclista tb tem obrigações: respeitar calçada, faixa de pedestre, contra-mão…..

      • Luís Carlos disse:

        Ciclista pula da rua pra calçada e da calçada pra rua, porque não tem lugar específico para ele pedalar. Se tivéssemos ciclovia ou ciclofaixas, estaríamos pedalando nelas, quando não tem, a gente se vira como pode. A diferença é que estou numa bicicleta e não num veículo de 32 Toneladas, portanto o risco para as outras pessoas é muito menor. O ciclista muitas vezes invade a faixa do pedestre porque tem que partir antes dos carros quando o sinal abrir, esta manobra deve ser feita com muito cuidado para não atingir nenhum pedestre e sempre dando preferência a estes, mais uma vez o ciclista tem que usar de artifícios no trânsito pois não tem local próprio para pedalar.

      • Caçador de pitbulls disse:

        Prezado Luiz Carlos: de acordo com o que está no site do Daniel Santini, o CNT não prevê obrigatoriedade de locais específicos para bicicletas. Logo, não há justificativa para subir na calçada, vocês tem que se virar na rua mesmo, sem invadir o espaço dos pedestres…

      • O Asno disse:

        Caros Renato e Sônia:
        concordo com vocês.
        Pensa-se em tudo e em todos, somente não se pensa no pedestre.
        O pedestre deveria ser o rei das calçadas e das ruas.
        Aliás,
        o fato dalguém estar numa bicicleta não o faz mais ou menos humilde que qualquer outro condutor, de qualquer outra espécie de veículo.
        Há incontáveis ciclistas, motociclistas e motoristas que não respeitam norma alguma, ferem e matam pessoas.
        Há também incontáveis motoristas de carros luxuosos que respeitam normas e pedestres.
        Também para essas situações não se aplica a ideologia nem a luta de classes,
        porque respeitar o outro independe de classe social.
        Por exemplo, os traficantes das favelas do Rio, fortemente armados,
        nascidos nas próprias favelas, nunca respeitaram qualquer morador das favelas, ainda que todos fossem da mesma origem.
        Eita!
        Vou ali tomar água fria de cacimba e depois volto
        para dizer mais asneiras de ENGENHARIA DE TRÁFEGO,
        porque asneiras sempre haverá de haver.
        Só isso por enquanto…

        Ei! É muita cavilação… há até cavilações uspianas… que coisa… que coisa…

  2. Jose Mario HRP disse:

    Na midia global moradora da Rocinha sobre ter que pagar agua e luz daqui pra frente:
    “- Vou pagar e vou poder reclamar!
    Acho muito bom”"
    Globo 00X01 moradora da Rocinha!

    • Caçador de pitbulls disse:

      Mais um discípulo do PHA…

    • Chesterton disse:

      vai pagar 1 mês, 2 meses, e depois, volta para o gato.

      • Júnior disse:

        Cara, sua resposta foi um exemplo clássico de preconceito e de como é difícil mudar esse país, realmente quem deseja um Brasil melhor se sente impotente e frustrado ao ler um comentário como o seu. A resposta da moradora foi simplesmente aquilo que rezamos todos os dias pra acontecer, uma pessoa até então excluída socialmente postulando tornar-se uma cidadã de fato, agindo como uma cidadã de fato; acho que você ainda não compreendeu a dimensão e o verdadeiro significado de cidadania algum dia. Sempre achamos que somos melhores que os outros e por isso não somos nada e não chegamos a lugar nenhum.

      • fernando disse:

        Para se mudar alguma coisa, tem que ter um começo. Alguém tem que começar. Só que semrpe tem a galera do desânimo, que pensa que nada vai mudar, que semrpe vai ser assim.
        Se alguém começa a pensar em uma coisa boa, temos que estimular isso, mesmo que pareça impossível. Porque impossível mesmo, nada é.

      • Crisóstomo disse:

        Júnior, Fernando, muito obrigado por suas respostas. Quem sabe Chesterton expressou apenas sua impaciência, seu desejo de que as coisas mudem mais depressa e mais linearmente, sem quaisquer retrocessos?

      • Chesterton disse:

        apenas a realidade dos fatos.

      • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

        PRECONCEITUOSO

      • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

        CHESTERTON VC É UM LATÃO DE LIXO!! CONCORDA?

      • Mello disse:

        Este Chest é uma das maiores aberrações deste blog. Preconceituoso, arrogante e indvidualista. Fato.

    • Jose Mario HRP disse:

      É sempre bom estimular essa moçada com a cabeça nota dez!
      PÔ Chestinho te carcaram a unha!

  3. Alexandre disse:

    Sao Paulo jah nao suporta a propria frota de carros a muito tempo… e a media de ocupacao de um automovel eh de 1,3 pessoas por carro, simplesmente um absurdo…

  4. Márcia W. disse:

    Parece que falta uma campanha de eduação para motoristas, ciclistas e pedestres. Aqui no Rio a situação está assim: os pedestres não respeitam a ciclovia, principalmente na orla, porquê a calçada de pedra portuguesa é irregular e mal conservada. Em vez de reivindicar uma calçada boa, as pessoas vão fazer exercícios, andar de cadeira de rodas, carrinho de bebê etc e tal na ciclovia. Aos domingos que a pista fecha para carros, os ciclistas não respeitam os pedestres e andam no meio das pessoas, inclusive crianças. Quase não existe ciclofaixa, então os ciclistas com medo do trânsito e preguiça de reivindicá-las, deram para andar nas calçadas, inclusive levando cachorro na coleira. Onde tem faixa compartilhada, como na Lagoa, os ciclistas acham que tem preferência. E os motoristas não respeitam ninguém. Além disso, faltam lugares para estacionar bicicletas.

  5. Luciano disse:

    Ciclovias são muito boas para jovens atletas. Em uma cidade de grande extensão territorial, cheia de ladeiras e com chuvas regulares, digamos que não seja tão boa assim para os mais velhos. A proibição do estacionamento nas ruas não afeta tanto os consumidores de alta renda que podem fazer as suas compras no Shopping. Afeta principalmente os pequenos comerciantes que pagam impostos e geram empregos.

    • Alberto A F disse:

      O que ocorre é que os nossos “sábios” formadores de opinião vêem pela 1 vez essas “novidades” no exterior e trazem para cá sem ao menos se darem conta das diferenças ( terreno, qtde veículos, população … ) então ganham fortunas dando palpites errados e ferrando nós Brasileiros. Qdo se paga IPTU ao menos temos o Direito de estacionar nas ruas, então diminuam os impostos e os valores dos estacionamentos ( maior interesse deles ). É uma pena não termos um Administrador de Cidades ( e sério ) que resolva os nossos problemas, enquanto isso, as crianças passam fome na periferia ….

      • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

        ALBERTO, AQUI EM CAMPO GRANDE SE PAGA ESTACIONAMENTO NAS RUAS FAZ MUITO TEMPO. E É CARO ,TEM UM CHAVEIRINHO QUE VC CARREGA COLOCA QUANTAS HORA VC QUISER, O SISTEMA CHAMA SE PARQUIMETRO

    • Luciano, ninguém defende uma cidade só para bicicletas (ou só para jovens atletas – apesar de, vou te dizer, conhecer e ter muitos amigos que se transportam de bicicleta e estão bem longe do perfil de atleta). É preciso priorizar transporte público, e combinar ônibus, trens e metrôs eficientes com redes cicloviárias conectadas a terminais intermodais. Essa é a melhor maneira de fortalecer os pequenos comerciantes. Criar facilidades para mais gente circular pelas ruas aumenta o comércio de rua. No exterior, há diversos estudos indicando que, ao longo de rotas com grande fluxo de bicicleta, os pequenos mercados de rua têm mais movimento (é mais fácil estacionar uma bicicleta rapidamente do que manobrar uma SUV para fazer compras). Uma cidade formatada só para o transporte individual é uma cidade privada, com ruas vazias de pessoas. Obrigado, de qualquer forma, por manifestar sua crítica. Santini

      • Alberto A F disse:

        Ok, mais um com exemplo do exterior, quero ver ele carregando compras em uma bike com sacolinha biodegradável em dia de chuva, ninguém pensa nos idosos, seus cabeças de bagre ???

      • Rafa disse:

        Na verdade, uma cidade projetada só para carros, favorece o comercio dos shoppings e hipermercados, e mata o comercio de rua, mesmo com vaga na rua.

      • Carlos Castilho disse:

        Estou de acordo, em parte, com o Santini, no entanto creio que devamos lembrar que motoristas também pagam impostos e não estacionam de graça, como a reportagem quer fazer acreditar. Agora achar que “conhece pessoas que usam bicicleta que estão longe de ser atletas” não deve ser argumento inteligente para impor um modo de vida. Prefiro a academia a ficar pedalando pelas ruas de terno e gravata e depois enfrentar uma reunião de negócios. Como pode ver, cada pessoa tem um estilo e uma forma de trabalho e todos precisam ser respeitados em sua opção. Não vamos confundir “incentivo” com “ditadura” de saúde, que não se ganha somente pedalando. Gosto de bicicleta em locais seguros e apropriados e não no meio da fumaça dos ônibus e carros! Isso não é saúde e sim sandice. Isso também é minha opinião pessoal. Quanto ao resto colocado, estou de acordo! Precisamos investir em transporte público de qualidade e restringir o tráfego de automóveis, mas não com essas medidas. Nosso amigo que disse que apesar das vagas de carros, o comércio de rua acabou, ele está certo, mas por uma mudança de paradigma da sociedade e os custos de lojas de rua, nada mais. E quanto às milionárias, muita preocupação por nada; elas têm motorista particular que podem ficar rodando até receberem ligação das patroas, senão não são milionárias! Elas que paguem estacionamento!

      • Renato disse:

        concordo com o Santini,
        a reeducação da população e a priorização do transporte público será a melhor solução para ecapar do caos nas ruas de São Paulo.
        moro relativamente longe de onde trabalho, mas com os corredores de ônibus chego em meia hora. um colega que mora na metade do caminho, de carro, chega em mais de 40 minutos com tráfego bom.

      • fernando disse:

        Que tal então a população saudável usar transporte coletivo, bicicleta, ir à pé e deixar a utilização de carros apenas para os que tem dificuldades de locomoção, como idosos, deficientes, etc.?
        Acho que seria uma sociedade inteligente.

      • Luís Carlos disse:

        Tenho 51 anos e pedalo todos os dias.

      • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

        BOM SEU RACIOCINIO , MAIS ACONTECE QUE O BRASILEIRO SÓ QUER ANDAR DE CARRÃO! NO FUNDO MORRE DE VERGONHA DE ANDAR DE BICICLETA. ACHO QUE VAI SER MUITO DIFICIL MUDAR.SÓ QUANDO TRAVAR TUDO, QUE NÃO TA MUITO LONGE. AQUI NA MINHA CIDADE A 6 ANOS ATRÁS ERA 150 MIL CARROS HOJE TEM 400 MIL, É UMA CIDADE COM O ESPAÇO FISICO ENORME, MAIS MESMO ASSIM JA ESTA PESSIMO O TRÂNSITO PELO TANTO DE CARROS E MOTOS.

    • Luciano disse:

      Na teoria é tudo muito fácil. Eu costumo fazer compras em duas lojas de rua em Moema. Eu moro longe desse bairro. Para chegar lá eu teria de andar alguns quarteirões até o ponto de ônibus, depois pegar outro ônibus, uma vez no bairro eu teria de alugar uma bicicleta para não ter de andar mais alguns quarteirões, e na volta teria de transportar algumas sacolas pesadas nas costas. Tudo isso em umas quatro horas, como se eu não tivesse mais nada pra fazer. Brilhante…

      • Leonardo Cuevas disse:

        Também moro longe de Moema, não tenho carro pois não vejo vantagem. Uso o transporte público.
        Usando o bom senso, não compro nas lojas de Moema, mas nas que fiquem em lugares que sejam de fácil acesso para mim. Assim evito perder o tempo me deslocando à toa por uma simples compra.
        Ah, sim, trabalho longe de casa, mas uso ônibus fretado e viajo dormindo.

      • tábata morelo disse:

        quando estamos pensando em melhorias de locomoção para um bairro ou cidade não podemos nos ater apenas a como seria a mudança da minha rotina, mas sim uma média de melhorias. algumas vezes a gente se esquece que pode ficar muitas horas parado no trânsito “como se a gente não tivesse mais nada pra fazer” porque está cumprindo seu papel de cidadão motorizado. talvez demorar 4horas em cima de uma bicicleta pra percorrer 60km, mais ou menos, seja uma grande perda de tempo ou talvez não. a ideia é experimentar pra tentar mudar. mas em geral quem começa a usar bicicleta no dia-a-dia não troca mais por nenhum outro meio de transporte. outra coisa importante de lembrar é que existem bicicletas com marcha e que não precisa ser um atleta pra andar de bicicleta, nem jovem, o que precisa ter é respeito de quem está no carro, se não vai ser perigoso pro atleta, pro jovem, pro velho e por aí vai… eu fico feliz de um dia ter experimentado usar a bicicleta como meio de transporte e por poder comparar aos outros que também já usei (carro, ônibus, metrô)! tábata.

    • Marco Labão disse:

      Me permita discordar Luciano.
      Não sou jovem, nem atleta, mas sou um esportista e posso pedalar em qualquer lugar que me venha a cabeça, no entanto as ciclovias e ciclofaixas de minha cidade _ Bauru – são utilizadas por trabalhadores de todas a s idades e perfil social. A chradeira é a mesma de todo lugar: “Onde pararemos nossos carros?”. Em Barcelona e Paris, por exemplo, todos usam bicicletas em todos os lugares e com todos os climas, é o caso de uma cidade que desenvolveu seu plano de mobilidade. Me recordo de ter visto em Milão jovens e anciãos andadndo de bike com 4ºC e chovendo, com capa de chuva, guarda-chuvas, etc. Ninguém reclama, apenas vai!

    • Luciano disse:

      É óbvio que eu prefiro fazer compras perto de casa. Mas eventualmente preciso recorrer a lojas especializadas, como nesse caso específico. Quando você faz compras, principalmente para clientes, você deve levar em consideração fatores como preço, qualidade e assistência técnica.

    • Luciano disse:

      As ciclovias são muito boas para cidades planas de pequeno e médio porte como Rotterdam. O que não é o caso de São Paulo. Pergunte a uma pessoa de meia idade se é facil pra ela subir a Consolação ou a Brigadeiro em uma bicicleta. E uma vez de bicicleta, essa pessoa não poderá transportar a mesma dentro de um ônibus. A criação de muitos empecilhos para o uso de automóveis irá provocar uma debandada da cidade dos principais agentes do desenvolvimento econômico. No caso empreendedores, detentores de capital e conhecimento. Os maiores prejudicados no caso serão os pobres. Pergunte a um pobre se ele prefere ser “explorado” por clientes ricos ou pobres.

      • roberto disse:

        caraca, eu prefiro não ser explorado….mas se for o caso de uma debandada, não seria tão ruim. pode ir…..a cidade tem muita gente, alias, gente demais. com menos pessoas, os serviços seriam melhor distribuídos entre os restantes.

      • Luciano disse:

        Brilhante: Os que ficarem poderão viver de vento.

      • Luís de Carvalho disse:

        Sinceramente galera, não dá pra discutir com um cara que acha que a riqueza é produzida pelos “empreendedores” e que se eles forem embora os trabalhadores vão ficar desamparados na cidade, tendo que “viver de vento”…

        É o pesadelo de qualquer trabalhador, que o patrão vá embora. hahaha. Posso até imaginar o desespero das pessoas quando eles estiverem deixando a cidade em busca de um lugar para parar o carro. hahaha

      • Luciano disse:

        Já que você é tão bom assim, então por quer você não abre o seu próprio negócio e pára de depender dos outros? Estou certo que você é um expert em sua especialidade propfissional e os clientes irão adorar o seu serviço de consultoria.

      • Luciano disse:

        O companheiro Luís sabe como criar empregos. Na base do decreto. Para isso basta aumentar a carga tributária de empresas que não mais existirão. Brilhante!

  6. Alberto Martins disse:

    As ciclofaixas são um movimento único, um feixe de luz para o futuro, e uma esperança de uma cidade mais viável, humana e saudável, já que quem utiliza transporte público hoje está mais para boi na boiada, ou sardinha enlatada, do que para ser-humano…a única forma de se motivar e solidarizar os comerciantes e moradores do bairro, é fazendo uso intenso dessa alternativa e mostrando que a vida continua, melhor ! antes que ela caia literalmente no vazio e justifique sua extinção….

  7. Toninho disse:

    O pessoal perdeu a noção..Nós pagamos impostos e, considerando que nem todos são milionários (pelo contrário, a maioria está estacionando na rua para trabalhar) temos direito sim, de estacionar na rua. Aliás, por que ninguém comenta as entradas de garagem absurdamente grandes de alguns imóveis?
    Nada contra a bicicleta, só que que eu saiba não existe “IPVA” para elas,
    o que do ponto de vista do blogeiro seria necessário. Acho que no nível em que estamos em SP de trânsito este assunto tem que ser muito mais bem estudado, porque estão colocando em risco a vida das pessoas além de criar mais obstáculos para a circulação.

    • Oi, Toninho, nem o IPVA e nem os impostos pagos na aquisição dos veículos compensam os custos para a cidade em termos de poluição e congestionamento nas cidades hoje. Se for para falar só em economia, dá para citar o prejuízo generalizado causado por congestionamentos cotidianos de mais de 200 km. Se for para falar em saúde, pergunte a qualquer pneumologista o custo de ter uma cidade com emissões constantes de poluentes em todas as esquinas. Quem anda de carro é minoria http://www.oeco.com.br/outrasvias/25246-carros-sao-opcao-da-minoria-nas-cidades-brasileiras . A maioria que utiliza transporte coletivo (no qual é investido menos do que em túneis, viadutos, pontes e demais infraestrutura viária voltada para o transporte individual motorizado) sofre este prejuízo e ainda paga, por meio da privatização de espaços públicos, para a minoria ter mais conforto. Você realmente acha justo isso? Santini

      • Sonia Pires disse:

        Santini, a minoria que é obrigada a andar de carro tambem não tem conforto, pois todos concordam que o transito é caótico. Mas para quem mora na zona norte e trabalha na zona sul, não há outra alternativa a não ser utilizar o carro. Todos concordam que não dá para ir de bicicleta do norte ao sul da cidade, certo? Transporte publico é uma piada, então, só resta o carro. Tambem podemos dizer que quem trabalha próximo aonde mora e pode ir de bicicleta é uma minoria privilegiada, cuja criação de ciclovia favorece em detrimento ao espaço para coletivos. Não há uma solução fácil….

      • vicete disse:

        Daniel,
        O ideal é criar uma política afirmativa, com IPVA regressivo, e redução de alíquotas para que optar por veículos elétricos ou à hidrogênio.
        Haaaa, esses veiculos não são fabricados, apenas da tecnologia estar muito mais desenvolvida do que a de motores combustíveis fósseis estavam quanto da criação do carro a combustão.
        Esquisito né. Talvez não seja do interesse dos que patrocinam os políticos que você elege…
        .
        PS:A amargura não é pessoal contra vc não. É simples saco cheio. Da causa e dos que ficam com visão simplista dos problemas. O buraco é mais embaixo.

    • Alberto A F disse:

      Concordo plenamente e mais, tudo isso é só para aumentar mais um dia a circulação de carros e faturarem mais nas multas, é como a estória do bode, tirem os articulados das ruas e a necessidades dos ônibus ficaraem dançando da direita para a esquerda, que vai diminuir até a poluição. Carro a ar comprimido ninguém fala, pois daí acaba com toda essas baboseiras. E paguemos IPTU,IPVA,Inspeção Veicular,Pedágios,Multas de Rodízios, vias a 30 km/h, impostos adicionais sobre combustíveis ( além do ICM/ISS/IPI/ … ) … Tirem ao menos o enxôfre e o chumbo dos combustíveis, o que já evitaria muitos problemas de saúde ( e a loucura no trânsito causada por falta de oxigênio ) ! Ninguém faz nada para facilitar, só para complicar.

    • Jão disse:

      Toninho… vc é o típico brasileiro. Quer reclamar, mas nem sabe do que está reclamando. IPVA é um imposto sobre a PROPRIEDADE do veículo. Pela urbanização, paga-se o IPTU! E dono de bicicleta também paga IPTU. Aliás, tenho carro, moto e bike. E gostaria mto de viver numa cidade onde eu conseguisse utilizar a bike como meio de transporte.

      • Chesterton disse:

        Jão, qual é seu raio de ação com a bicicleta?

      • Toninho disse:

        Jão, eu não sou o típico brasileiro, o típico brasileiro não reclama de nada, infelizmente, senão as coisas não estariam assim.
        Com relação ao imposto, o IPVA deveria sim ser usado entre outras coisas para criação e conservação de vias públicas (é o antigo TRU – taxa rodoviária única).
        Eu também gostaria de viver numa cidade aonde eu pudesse ir trabalhar de bike, em cidades do interior isso ainda é possível, mas não é o caso de SP do jeito que está hoje. Enquanto não melhorar o transporte público fica difícil. Além disso, se for para fazer faixas para bicicletas por que não fazer ligando a periferia, em que o cidadão tem mais necessidade, a estação do metrô mais próxima, e não em Moema.

      • Leonardo Cuevas disse:

        Em resposta ao Chesterton:

        O raio de ação de uma bicicleta, para uma pessoa inexperiente vai de 7 a 10 km. Para quem já esta acostumado, beira uns 20 km sem ficar puxado.

        Agora, se for necessário maior raio de ação, existe o transporte público. É assim para 75% dos brasileiros.

      • Chesterton disse:

        Leonardo, você quer que uma senhora de 50 anos de idade – ou mais – faça 5 km de bicicleta? Cuidado quie o estatuto do idoso cai de pau.

      • Leonardo Cuevas disse:

        Em resposta a Chesterton:

        Meus pais e avós nunca tiveram carro e nunca tiveram empecilhos, nenhum deles pedalava, apenas usavam o transporte público, e uma hora ou outra, usavam táxi, que sai bem mais barato do que possuir um carro.

        Alias acho que os avós dos meus avós, tanto quanto os seus, também nunca tiveram carro, e mesmo assim deram um jeito na vida.

        Carro é super útil como viatura, ambulância, táxi, transporte, entregas, o próprio pessoal que trabalha de carro atendendo clientes. Mas como transporte individual, é furada, prefiro dormir no fretado, e demoro a mesma coisa, ou pegar trem+metrô+Ônibus e chegar antes.

      • Sonia Pires disse:

        Leonardo
        O prefeito de S.Paulo restringiu a circulação de fretados, justificando que eles atrapalhavam a circulação de transporte publico. Se vc pode dormir em onibus fretado, vc é um felizardo. Agora, tenta imaginar seus pais, seus avos, ou qualquer pessoa, na linha vermelha do metrô depois das 17hs. Por favor, que não venham dizer que as pessoas devem deixar seus carros em casa para serem transportadas como gado no metrô. a discussão sobre mobilidade em S.Paulo é muito, mas muito complexa….

      • verme disse:

        Tomô?

        Será que não vai voltar pra tomar outra lambada?

        Porque foi engraçado pacas.

      • Chesterton disse:

        Os avós de meus avós andavam a cavalo. Mas voltando ao assunto, quem sabe se aumentar a gasolina a preços absurtdos não seria uma boa idéia? Eu gastaria um pouco mais, mas teria a rua só para mim.

      • Maurice disse:

        Ches, vai me desculpar, mas se você é minimamente viajado, já viu senhoras com bem mais de 50 anos pedalando em cidades como Nürnberg, Berlin, Munique, Barcelona, Amsterdam…

      • David disse:

        Chesterton: minha mae tem 70 anos, trabalha em dois empregos, caminha ao menos 3km/dia, trabalha de transporte publico, e no fim de semana da um pedal de no minimo uns 8km na ciclofaixa. Se todo mundo ao menos se exercitasse regularmente como as caminhadas que minha mae dá, teriam este mesmo nivel de saude, e isto inclusive desonera a saúde pública.
        Isto é só para você ver que é possível não usar o carro, inclusive ela vendeu o dela o ano passado.
        Eu tenho 35 anos, tenho carro e bicicleta, e trabalho quase que diariamente de bicicleta, meu carro chega a ficar duas semanas parado na garagem de casa. Meu trajeto é de 16 km ida e volta, e pego toda a ladeira até a paulista sem reclamacao. E olha que eu nunca tive perfil de atleta. Inclusive, tenho 1/3 do pulmao a menos, devido a uma cirurgia que fiz 10 anos atrás, mas isso também não me impede de me exercitar.
        Portanto, é possível, é só querer mover a pança gorda!
        Em tempo: nao confundam “estimulo ao uso de bicicletas” com “agora todo mundo so vai andar de bicicleta”. O tranporte publico tambem deve ser revisto, e em paralelo com a politica de estimulo da bicicleta. Uma nao invalida a outra. O que esta errado mesmo é o uso indiscriminado do carro, pois causa este transtorno todo que vivemos diariamente.

      • verme disse:

        Nãããããoooo!

        Ele resolveu colocar o traseiro à mostra, e dá-lhe lambada!

        Fala outra, frango!

        A galera gooosta!

      • Mello disse:

        Chest, êita menino mimado sô!
        Pior é que nem é menino,….
        até os canalhas envelhecem…..

      • verme disse:

        Tou estranhando que o burrico ainda não veio salvar o frango.

        Estarão de mal ?

        Mimimimimi…

        Dozinho.

      • Leonardo Cuevas disse:

        Cara Sonia Pires,

        O Transporte público é a única opção motorizada para 75% dos habitantes desta cidade.
        Nesta porcentagem estou eu, pessoas idosas, pessoas atléticas, mulheres grávidas, deficientes.
        Todos nós levamos as nossas vidas de forma não menos digna do que proprietários de automóveis.
        Se no seu mundo todos comem brioches, me desculpe, mas aqui no mundo real comemos pão, e não morremos por isso.

    • Leonardo Cuevas disse:

      Justo, o pagamento do imposto IPVA, desde que seja proporcional ao peso do seu veiculo, afinal carros estragam o asfalto, e caminhões ainda mais, daí que as taxas de pedágio sejam diferenciadas para caminhões e carros de passeio, aliás tem pedágio que nem moto paga, justamente em função do peso.

      Mas… opa, achei um texto interessante no site da CET:

      “Bicicleta: Veículo de propulsão humana dotado de duas rodas, não similar à motocicleta, motoneta ou ciclomotor.”

      O imposto sobre a propriedade de veículos automotores, só poderia ser pago ‘obviamente’ pelos felizes proprietários de veículos automotores. Como a bicicleta carece de motor, logo me parece justo que não pague.

      • vicete disse:

        Sem dúvida.
        Procure meu post. Sugeri a criação do “Imposto de Propiedade dos Veículos Pedalados”.
        O que não pode são todos pagarem para alguns terem ciclovia.
        E assim como o governo deve ter feito quando da criaçao do IPVA, ele deve fazer uma redução em algum imposto geral como ICMS, para evitar o abuso ao contribuinte.

      • Toninho, então vamos construir a cidade em que gostaríamos de morar, topa? Vamos pressionar por transporte público, por planejamento cicloviário na periferia, em Moema, em todos os cantos. Em vez de só reclamar do trânsito, da fumaça, da dificuldade em atravessar uma rua devido à velocidade do fluxo, vamos começar a mudar a cidade? Metrô, trens, ônibus e… bicicletas. Por que não? Vem com a gente! p.s. – se quiser tentar começar a pedalar, tem o projeto http://bikeanjo.com.br/ para ajudar. Um abraço.

      • Chesterton disse:

        Bem lembrado, só pagando IPVA as bicicletas podem pedir por privilégios.

        Daniel, essa cidade a ser construída vai ser a pelo menos 100 km da capital paulista.

      • Leonardo Cuevas disse:

        Sob essa lógica, teriamos que pagar IPVA ou assemelhado para poder exigir direitos de pedestre, como por exemplo ter as faixas de pedestre bem pintadinhas no chão.

        Acho que o Imposto de Renda de Pessoa Física já é bem salgado para permitir esse tipo de mordomias.

      • tábata morelo disse:

        quem anda de bicicleta não tem um privilégio, fez uma escolha em uma cidade motorizada. quem anda de bicicleta também está ajudando a aliviar o trânsito dos motorizados, não? quem anda de bicicleta num ocupa menos uma vaga? essa eu num entendi, agora quem anda de bicicleta tem que pagar um imposto? a gente deveria é receber um auxílio pelo ar poluído que respiramos do lado de fora do ares condicionados dos motoristas condicionados.

    • David disse:

      A velha historia do IPVA, que nem sequer cobre o prejuizo que o carro dá a toda a populacao da cidade.
      Quer falar de imposto? Que tal o IPI, que ma bicicleta é de 35% e no carro, quando nao há isenção total, não passa de 10%?
      Além disto, asfalte uma rua e coloque só bicicletas para rodar. Vai levar um século para precisar remendar.
      Agregue os custos com saude publica, atropelamentos, vidas tiradas (que nao tem preco, mas se fosse calcular ia sair bem caro).
      Tem tambem poluicao direta da combustao e a indireta da propria industria automotiva (extracao, fundicao, refinamentp etc.)
      Coloque tambem o tempo perdido parado no transito, o quanto nao se deixa de estudar, produzir, o quanto agrega de stress.
      Ponha tudo isso na conta do automovel e vena que o IPVA nem arranha esta conta.

  8. Arthur disse:

    Bom dia!
    O poder público não tem a obrigação em fornecer vagas gratuitas para ninguém. Cada um que tem seu veículo deveria ter a sua vaga na garagem e o comerciante deveria ter vagas exclusivas para atender seus clientes.
    Quanto às ciclofaixas: há o hábito (padrão) de pintá-las de vermelho, oporém usam tinta com material inadequado – tinta acrílica – que em dias de chuva se tornam escorregadias e aumentam, em muito, o risco de queda do ciclista e mesmo dos veículos automotores. Experimentem frear sobre uma dessas faixas. Eu próprio, ciclista de muito tempo e motorista idem, já fui vítima deste tipo de pintura feita com material totalmente impróprio para tal fim.

  9. Luiz Arnóbio Fernandes disse:

    Meias medidas jamais resolverão a crise do transporte nos grandes centros urbanos. A característica atitude de defesa em favor de minorias, tem sido habilmente utilizada pelos governos socialistas ao longo do tempo para disfarçar a incompentência ou falta de vontade política para solucionar este e outros problemas mais graves, atiçando ânimos entre as classes sociais, para justificar erros e desvios de conduta que envolvem todos os projetos de interesse coletivo, em detrimento ou favor deste ou daquele grupo, para embaçar a visão da cidadania e aplicar o nosso rico dinheirinho na defesa dos seus interesses políticos partidários ou pessoais. No caso do transporte público em São Paulo, verdadeiro descalabro, tomam medidas como essa, que, na prática, nunca satisfarão a gregos e troianos, tampouco solucionarão, o que inquestionavelmente, só será minimizado e assim resolvido com a modernização e eficiência do trans porte público de massa, e adoção de ações que disciplinem o uso de transportes individuais, ofercendo-se em contra partida, meios de transportes que dignifiquem a cidadania sem distinção de classes ou privilégios elitistas e de qualquer natureza. Em outras palavras, a solução é educação…educação…e educação!

  10. Douglas disse:

    CET = Compania de Engenheiros Trapalhões

    • Alberto A F disse:

      Companhia de Embaralhamento de Trânsito ou Companhia de Embolsamento de Tributos ( e multas ), só. E ainda temos que pagar Inspeção Veicular ! É o cúmulo !!!

  11. rafael m disse:

    Enquanto as pessoas continuarem com esse corporativismo burro a cidade não vai melhorar. Oque adianta gastar milhões com piscinões ou viadutos tortos, se o problema está muito anterior a isso ?

    As vezes gosto de sonhar e ser otimista, imaginando uma cidade toda arborizada e com muitas ciclovias. Só isso já ajudaria a resolver muitos problemas, aumentaria a qualidade de vida de todos. Mas isso não importa para os políticos, afinal grandes obras viária sempre chamaram mais atenção por aqui

    • tábata morelo disse:

      mas não é a ciclovia que muda o hábito das pessoas, usar a bicicleta como meio de transporte é uma escolha, com ou sem ciclovia. quanto mais escolhas individuais desse tipo tivermos mais segurança e apoio no trânsito também vamos ter. não podemos esperar uma ciclovia que faça o meu trajeto pra sair do carro. é a escolha de sair do carro que vai criar o espaço (oficial ou não) da bicicleta.

  12. Antonio M disse:

    Mas um tema para criticar os mais ricos. Quanto recalque ….

    E pelo que vi, essas ciclofaixas são um lixo mesmo, espero que sejam abandonadas em breve mas, como desagradam bastante aí que vão ampliá-las mesmo.

    É preciso educar o pedestre, pois antes de tudo somos pedestres que com o tempo aprendem a andar de bicicleta, moto , automóveis e quando começarem os acidentes por atropelamento de pedestres por ciclistas aí quero ver.

    Que jornalistas, neoatividstas USP e o escambau levantem a bunda de suas cadeiras confortáveís e andem por exemplo aqui nas calçadas do Centro Empresarial de São Paulo, onde trabalhadores com bicicletas pouco se importam com pedestres e andam na maior velocidade possível nas calçadas tirando “finas” e motos que não param no sinal vermelho em frente ao Centro, automóveis que param em cima da faixa de pedestres …

    Não são essas ciclofaixas que vão mudar muita coisa não …vai piorar …

    • Renato disse:

      nessa questão o Antonio está certo.
      eu mesmo trabalhei com um sociólogo cheio de gogó e discursos ensaiados que não dispensava seu carro nem pra ir na padaria e ainda praticava direção no mínimo, irresponsável, tirando fina daquelas pessoas que puxam carrocinhas com papelão e afins.
      e sim, o ciclista tem que aprender a, pelo menos, dar preferência ao pedestra, pq na própria avenida paulista vemos estes exemplos de acidantes.

  13. Sheila disse:

    Sakamoto leio sempre seus textos para ter outra visão de assuntos difíceis e importantes para maioria da população.
    Moro em Moema, e realmente a ciclovia ficou no mínimo estranha, os carros parados ficaram no meio da rua, no bairro não existem muitos estacionamentos, e o trânsito ficou muito pior é claro. Mas em um país como o nosso precisamos abrir mão de algumas coisas para o bem estar da maioria, não tem outra forma. Do outro lado tb temos os nossos direitos afinal pagamos zilhões em impostos. Ou não? Diminuir a frota de carro ótimo, mas como vamos nos locomover um uma cidade tão grande, e com um transporte público indecente, pq já andei muito de ônibus e metrô e sei muito bem do que eu estou falando. Não acho que a ciclovia é uma solução, e sim uma pequena alternativa para uma cidade como a nossa.
    Não imagino uma solução simples, mas tenho a impressão que este tipo de solução é sempre mal planejada ou tem outros interesses!

    • Sheila, como o texto é de minha autoria, tomei a liberdade de responder aqui apesar de você ter chamado o Sakamoto nos comentários. Parabéns pela maneira elegante com que argumenta. Moema é um ensaio para mudanças maiores na cidade. A rede cicloviária desenhada no seu bairro está dentro do mapeamento de ciclorrotas feito em toda área do centro expandido, olha: http://www.oeco.com.br/outrasvias/25418-ciclorrotas As mudanças são graduais e devem vir acompanhadas de melhorias em outras áreas também. É preciso investir muito em transporte público, construir mais metrô, trens, ônibus para realmente mudar a cidade. Não adianta só dificultar a vida do motorista sem construir alternativas. As ciclorrotas são alternativas, assim como as melhorias no transporte público (tão ou até mais necessárias). O que não é para adiar as mudanças necessárias na cidade e continuar com engarrafamentos de 200 km e um ar difícil de respirar, né? Obrigado pela crítica. Santini.

  14. Fernando disse:

    Pelo que é recolhido pela prefeitura eu acredito que temos o direito de:
    - Estacionar com segurança na rua sem taixas adicionais
    - A uma ciclovia segura e que conecte São Paulo inteira
    - Sistema de transporte publico eficiente para todos
    - Ver nosso dinheiro ser utilizado para melhoria da qualidade de vida de todos
    - Ver os políticos corruptos na cadeia.

  15. Caçador de pitbulls disse:

    Esses “cicloativistas” são pior que motoboy… Vocês se lembram daquele maluco no RS que atropelou a caravana de ciclistas? No vídeo dá prá ver perfeitamente que a primeira reação da maioria deles foi correr atrás do motorista (prá dar uma surra nele, provavelmente), ao invés de socorrer quem estava caído no asfalto.
    No mais, concordo com o Luciano: é muito fácil falar de bicicleta como solução para uma cidade européia.Aqui em São Paulo, com esse tamanho todo e topografia irregular, bicicleta acaba sendo um meio de transporte extremamente limitado. A solução é METRÔ!!

  16. E para enriquecer o bom debate em curso aberto neste espaço, o exemplo de Bogotá -> http://www.youtube.com/watch?v=y4pTPX2szq0

  17. E para enriquecer o bom debate em curso aberto neste espaço, o exemplo de Bogotá -> http://www.youtube.com/watch?v=y4pTPX2szq0 (dica da amiga Sabrina Duran, do blog http://colunas.epocasp.globo.com/nabike/ )

  18. Fabio disse:

    Uma palavrinha apenas no que diz respeito ao trânsito em especial, e à convivência em geral, urbanidade! Que pode ser desdobrada em mais duas, educação e tolerância. Nada mais.
    Por um mundo mais inteligente, onde o motorista enxergue que mais bikes nas ruas são menos carros pra dividir espaço com ele.

    • Jão disse:

      Infelizmente, Fábio, as pessoas não conseguem olhar para algo além de seus próprios umbigos. Não conseguem perceber que eles mesmos poderiam usar a bicicleta e fugir do trânsito. Dá preguiça pensar….

      • tábata morelo disse:

        acho que além da preguiça, nós que usamos a bicicleta (eu por exemplo em bh, que tem bem mais morro que sp) devemos incentivar o teste daqueles que nunca usaram. eu acredito que a maioria das pessoas que pensam que é impossível se transportar de bike NUNCA tentaram. então acho que nosso melhor argumento é em forma de CONVITE. que tal você que costuma usar carro, ônibus tentar um dia ir pro trabalho, pra aula ou pra uma festa de bicicleta? é legal começar indo em lugares mais perto da sua casa, depois vai aumentando, quando vê 10km, 15km, 20km são tranquilos, com ou sem morro. eu por exemplo chego nos lugares muito mais feliz e disposta quando vou de bike. e vocês? depois, é super legar chegar e estacionar a bike bem na porta, sem ter que procurar vaga! têm muitas VANTAGENS em usar a bicicleta! só experimentando que se entende. EU RECOMENDO!

  19. Chesterton disse:

    Noto um preconceito contra as mulheres milionárias, certamente uma minoria.

    • Chesterton disse:

      Que paga impostos usados para construir ciclovias….

      • verme disse:

        Mas são minoria, você já havia dito.

      • Edu disse:

        Ué Verme, as políticas públicas não deveriam protejer as minorias da injustiça social provocada pela maioria opressiva?

      • Edu disse:

        Se, para o bem de um trânsito de 19 milhões de pessoas, ciclofaixas são necessárias, algumas madames terão que abrir mão dos seus benefícios particulares.

        Assim como, uma aldeia indígena também terá que abrir mão de benefícios particulares em prol de energia limpa para 190 milhões de pessoas. hehehe É gostoso provocar!

        Mas ó, provocações à parte, sou a favor das ciclofaixas sim.

        É ridículo madames reclamando que não poderão estacionar carros nas ruas. A CET e a prefeitura têm um objetivo hoje: fazer com que o transito flua melhor.

      • verme disse:

        E eu que pensava que ia ser o frangote a dar essa mesma resposta.

        Pense bem na bobagem que você escreveu.

        Insistindo em ser idiota, quem sabe eu não te respondo, só pelo barato de rir da próxima bobagem.

        Interloca de dizer que tá fácil.

        Difícil é começar defendendo a constituição e terminar com extermínio de aldeias indígenas!

        Aí é só pra quem tá acostumado a enrolar demais.

        Precisa ser de Syrius, lembra?

      • Edu disse:

        Bobagem… idiota… e o mais legal de tudo: o próprio Sakamoto escrevendo as regras “comentários ofensivos, preconceituosos ou que incitem violência serão retirados” e não cumprindo!

        Este é o estado de exceção que vive a sua cabeça, bem como a do Sakamoto.

        A constituição prevê o direito de uso da terra e dos recursos naturais em benefício do Estado, mediante pagamento (lá tem uma palavra mais bonita que essa). Eles (os índios) serão pagos e devidamente realocados. Ninguém morrerá. Eu não sei não, mas até onde eu entendo de português remoção e bastante diferença de extermínio.

        Mas fique traquilo verme! Se vc se diverte com a realidade, pode contar comigo para apresentá-la a cada post do Sakamoto. Vc precisa dela. Com certeza vai te fazer mais bem do que as idéias de “derretimento do sistema” que o seu cérebro derretido anda pensando.

      • verme disse:

        Ô malucão!

        Cê começou com discurso de esquerda (chegou e me recriminar pelo uso indevido a expressão “banalidade do mal”, lembra?),

        Enquanto inventava vários personagens pra comentar seus próprios comentários (Abulafia foi o mais evidente), depois

        Começou a se queixar do Saka, que não respondia a seus comentários,

        Depois, ainda, se queixou de que éramos nós, comentaristas (exceto você), que não merecíamos este espaço porque não éramos suficientemente democráticos etc.,

        Mas depois, sim, depois!, a fala era de que nem o Saka nem os comentaristas estávamos à altura de seus excelentes comentários, democrata que vc era etc.

        Mas ainda tem outro depois, por que não?

        Mudou de lado, fazendo discurso liberal e, na atual versão…

        Faz propaganda nazista anti-índio, falando de reservas como enclaves em território nacional, ou seja, como um xiita fanático falaria de Israel…

        Como que um doido varrido como você vai mostrar realidade (sabe-se lá o que um maluco como você entende por essa palavra!) a quem quer que seja?

        O máximo que você mostrou até aqui foi um padrão muito louco de comportamento, uma verdadeira curiosidade psiquiátrica que, infelizmente, eu não tenho como avaliar exatamente, embora como qq pessoa, ao observar tanta oscilação, perceba que algo não vai bem nessa cachola aí.

        E me sai com essa babaquice: falta de educação… ô dó!

        O cara propõe varrer os índios do mapa, alega que índios que ocupam 13% do território brasileiro emperram a vida dos outros 190 milhões que ocupam 87%!

        Num país onde sobra espaço, com baixa densidade demográfica!

        Como um nazista, joga num grupo étnico (generalizando) a responsabilidade pelo atraso do país, APELANDO AOS TRABALHADORES!

        Como um nazista, repito: NAZISTA!

        E termina com bizantinismo: remoção não é trololó… trololó, blablablá…

        teu cérebro… blablablá…

        Então, já enojado de tanto sujeira, apertei o botão:

        http://www.youtube.com/watch?v=OfzR5w_L_eY&feature=related

      • Edu disse:

        1 – Eu nunca usei outro nome que não fosse o meu. Sim me chamo Eduardo e não preciso esconder isso. Não preciso me esconder nem de nick nem de nicks. Diferente de vc, Nuevo ou Verme… Isso é paranóia sua!

        2 – Banalidade do mal? Desculpe, mas eu não estou lembrado.

        3 – Opa, vc ficou ofendido pq eu tenho como base a lei? Afinal, esse foi o único motivo pelo qual eu sempre digo q vcs estão loucos: pq vcs sempre defendem a contravenção! A lei é aquilo que faz da nossa sociedade uma sociedade, pode resultar em diferenças, mas ela é feita justamente para dar oportunidades a todos e minimizar isso. Se vc ignora a lei, vc é um bandido. Se vc acha que a lei é ruim, discuta a lei, cobre que o Legislativo faça o trabalho dele direito: gerar leis. E não um utópico derretimento do sistema… Como é que eu posso dar credibilidade a alguém que, no lugar de discutir a lei, ridiculariza? Se vc continuar achando que temos que jogar granada nas bancos a la Clube da Luta, vc tem todo o direito de achar. E eu tenho todo o direito de achar ridículo.

        4 – Novamente: onde que eu propus varrer índios do mapa? Na verdade eu propus, onde não houver interesse nacional, deixá-los lá, quietinhos, como estão. Já que agora eu entendi que eles estudam, trabalham, etc. Incrível que ontem eu ouço na rádio em em Mato Grosso uma tribo está cobrando 100 reais de pedágio em uma estrada. Motivo: eles reclamam das condições da aldeia. Poxa vida! Eles que escolheram viver como silvícolas! A única coisa é que eu acho que não há coerência no comportamento dos índios e no comportamento de quem os defende com unhas, dentes e alguns palavrões.

        5 – Vc quer que eu deixe de comentar?

      • Edu disse:

        Ah, sobre eu reclamar do Sakamoto me responder. Eu sempre cobrei coerência dele. Questionei dados e afirmações que ele normalmente faz nos textos dele sem apresentar a fonte.

        Mas não fiquei implorando para ele me responder. Questionar é para mostrar que ele não me convenceu. Ok, continuei lendo, mas sem fonte ele não me convence.

        Mas ele, de uma hora para outra passou a exibir mais fontes nos textos. Não sei se foi por minha causa, acho que isso sim é ridículo: pensar que ele começou a citar mais fontes por causa de mim.

        De qualquer maneira fico feliz, já que esse é um blog aberto, inclusive aberto a críticas pesadas como as que eu faço.

        Agora uma coisa é verdade: eu nunca faltei com o respeito a ninguém aqui.

      • verme disse:

        Bom, vamos lá.

        Edu ou Eduardo informam tanto quanto qq apelido.

        Se és realmente um cara despreocupado com possíveis pressões e podes dizer tudo o que pensas neste blogue, parabéns!, tens uma sorte que eu não tenho.

        Aproveite e deixe aí o telefone do trabalho, pra que os interessados possam entrar em contato e saber se você não está blefando. Diga onde trabalha, o nome da firma e tal. Declare sobrenome (e que esse permita algum rastreamento pela internet, como no caso do falecido comentarista e madeireiro Ciro Laushner, cuja vida pode ainda ser bisbilhotada) .

        Aí, beleza. Fica provado que vc realmente não sofre de nenhuma paranoia. Aí mediremos com eficácia teu grau de liberdade e coerência e poderemos julgar teus interesses.

        Por enquanto ficamos igualmente presos à ficção.

        Você disse que é administrador de empresas, e eu sou professor de escola pública do ensino fundamental.

        Sei de você tanto quanto você de mim.

        E o FDA (Abulafia, etc.)?

        Se vocês forem a mesma pessoa, só deus saberá por que raios escrevem aqui.

        Se não forem, sem grilos, vocês são trocáveis.

        Um Edu, por que não? Pelo menos não oscila.

        O inimigo não muda de essência porque trocou de nome.

        Vocês defendem a mesma coisa: uma interpretação conservadora das leis, alegando que esse bovinismo é democrático, que revoltas individuais são defesa do crime e ponto.

        Querem escamotear o fato de que as leis, embora TENHAM de possuir estabilidade, são mutáveis, e que as mudanças ocorrem por pressão de grupos sociais. Querem abafar o oprimido rebelde antes que essa rebeldia ecoe entre massas de insatisfeitos e se transforme naquela pressão necessária ao avanço das leis.

        Se o FDA morreu, como o Ciro, o Gun.nazi, o Nano Blerguer, o totoca (?), isso é muito bom.

        Uma praga a menos.

        Agora tem você, o Edu.

        É só mais um.

        ***

        Tosco pensar no Clube da Luta. Prova de imaginação coagida e conformada. Pobre de referências.

        Ridiculariza a lei quem com ela se machuca, não somente bandidos. Porque são criminalizados muitos dos que lutam por justiça.

        As leis não são necessariamente justas porque não são elaboradas em discussão pública, mas por um grupo seleto.

        Não há justiça numa sociedade de classes.

        A lei, como está aí, é cínica. É um arremedo do que serão as leis num mundo realmente democrático.

        Mas eu estou indo longe demais, não é esse o caso, há muita cassandra distorcendo a lei, em nome da lei.

        É a tua cara.

        As reservas são nosso Israel.

        Limpeza étnica em nome da nação…

        Putz.

      • Edu disse:

        Finalmente o diálogo! Sim, estou comemorando cara! (eu li todas as suas respostas, respondendo a todas em uma só, aqui)

        Prefiro vc bonzinho e agindo como um professor: explicando o que vc pensa. Pelo menos montamos uma base pela qual discutir, certo? Porque acho que não leva a lugar nenhum vc criticar as observações feitas somente pela crítica. É uma gritaria tosca, não faça isso, vc perde toda a credibilidade quando faz desse jeito. E vc de tonto não tem nada. Talvez de louco tenha bastante. Vc é professor de ensino fundamental, deve saber como ficam chatas as crianças que fazem esse tipo de birra.

        Enfim, agradeço as indicações de leitura. Eu lerei, vc sabe que eu leio. Vc indicou outras, já li também. Sou administrador, enquanto seu papel é ensinar, meu papel é resolver problemas. Por isso gosto de ler essas coisas, por isso pergunto qual é a sua solução. Se eu mudo de ponto de vista é porque eu tenho consciência de que não sou, nem nunca fui o dono da verdade. O que eu não posso fazer é mudar o ponto de vista por conta da sua gritaria. Só que se eu aprendo algo que faça sentido, eu defendo.

        Num ponto concordamos então: as leis não são justas. Eu sei disso e digo: vamos discutir a lei. Vc diz: dane-se a lei. Só que sou totalmente contra dizer que as leis, pelo simples fato de não serem justas, não devam ser respeitadas. Imagine então o dia q alcançarmos a justiça legal, haverá passado tanto tempo de transgressões que ninguém respeitará a lei. E esse o risco que vc quer assumir? É esse o risco q vc quer para os seus filhos?

        Além disso, o mundo nunca foi justo. Mas tenho certeza: ele é mais justo hoje do que a 100 anos atrás e muito mais justo do que 1000 anos atrás. O mundo segue seu curso. Se vc não tem respostas é uma pena, eu tbm não tenho.

        Vc aposta na mobilização até que a democracia seja mais… democrática. Então vamos lá: vc acha que democracia direta resolve? A história prova q isso não funciona. Revoluções provocam mais ditaduras do que democracias, e isso também é fato histórico.

        E talvez outro ponto que concordamos é: Eu acho que a participação mais democrática pode ser feita por pressão sim, mas não com transgressões, acho que a mídia deveria participar e acho que a internet poderia ajudar muito o processo. Eu aposto na dialética. Se eu acho que algo pode mudar é a aceleração do processo dialético, que já é um processo natural.

      • verme disse:

        Caraca, Edu, nem se atreva mais a dizer que estamos de acordo com seja lá o que for.

        Não tem acordo contigo.

        Você, só derrubando.

        Nem sei se tenho saco pra rebater cada parágrafo seu, esse monte de lixo, acho que você não merece tanta atenção minha.

        Mas vou alinhavando alguma coisa, pra galera não achar que eu fico sem responder pra mauricinho.

        Primeiro que não há garantia alguma de que tenha lido as outras respostas, já que não respondeu ao que foi dito, a começar pela cobrança sobre sua identidade. Você não disse que era Eduardo?

        Cadê? Prove-o. Ponha aí o currículo, o nome da empresa, pra gente fuçar.

        Não aparecendo, ficou como blefe, eu também posso dizer que me chamo VEnâncio Rodrigues MEndes, ou seja, verme. Mas é um nick.

        Com quem blefa a gente põe o pé atrás: o cara é mentiroso, tem papo de vendedor.

        Explicar o que penso mais didaticamente não tem a ver com minha profissão, faço de quando em quando, ou não teria sentido estar aqui. É necessário esclarecer para intervir. Todos os comentaristas que têm algo a dizer o fazem. Só o pessoal do aplauso e da vaia é que não consegue fazê-lo, contentando-se com suas duas únicas habilidades: babar o ovo, ou condenar. Ou você não leu meus posts anteriores, ou se faz de sonso. Pouco me importa uma base de discussão com você, como disse lá em cima, você é pra ser derrubado. Se eu quiser discutir, procuro alguém que parta dos mesmos pressupostos quanto a justiça, formação de classes sociais, formação da individualidade dentro das classes e grupos etc. Ou seja, se quisesse trocar ideias aqui, procuraria gente mais afim, não um acomodado que racionaliza a injustiça, a exploração e que é incapaz de entender o que é classe social ou sociedade, igualando índios e dondocas.

        Nem falo dos pensamentos nazistas…

        Dane-se tua base. Ela é torta e sufoca a todos, inclusive você, embora não o perceba, certo?

        Errado.

        Errado é dizer que desestabilizar o raciocínio conformista é tosco.

        Nénão.

        Provocar é parte da argumentação. Ao demonstrar do que discordo, se pode inferir com que concordo. Completa a dissertação. Didática enche o saco, baba-ovo é que gosta.

        E nem há tanta gritaria. É que sempre vai demandar um certo esforço do leitor careta suportar ofensas. Porque o trololó bem-pensante é muito suscetível (Juliana, p.ex.), tem tudo a perder com qq instabilidade. Sua proposta final é o silêncio, para que os trabalhadores ponham mãos à obra sem dizer um pio.

        A pacificação coerciva.

      • verme disse:

        (continuação)

        Se as provocações parecem gritaria pra você, ótimo!, fica claro que cumpri meu papel. Bom menino de cabelo lambido não solta pum na igreja, quando cresce vive pra juntar dinheirinho e defender o patrão, esse é o TEU mundo. Não estamos de acordo em relação ao espaço da conversa.

        Fico com a praça, você com o escritório.

        Prum administrador de empresas é sempre muito fácil passar a conversa na galera porque no final das contas ninguém vai discordar muito, ou irá para a rua.

        O blogue oferece o espaço da praça, e praça faz barulho.

        (Me lembrei do Kassab, que queria proibir feirantes de gritar durante sua atividade – babaquice é mato!)

        Só uma criancinha teria medo da gritaria da praça, aquela que precisa do colinho da mamã. Essa não faz birra, boazinha que é, só pensa em voltar pra casa, pra brincar com uma pequena máquina registradora.

        Grandinho é que o filhinho de mamã fica birrento: se não lhe dão o pirulito, se joga no chão, desarrumando o cabelo, sujando o conjuntinho novo.

        Assim a classe média que já tem eletricidade, mas que sonha com uma São Paulo no meio da selva amazônica. É o menininho que esperneia por mixaria.

        Isso é birra.

        Não é isso que defendo. VOCÊ faz isso a ponto de defender a “remoção” de índios de reservas da Amazônia. Extermínio racista por um suposto (pior que não passa disso, suposição!) bem-estar americanizado na selva equatorial. Visãozinha boboca, rastaquera. Com preguiça de buscar alternativas. Ideologia pra classe média que já possui eletricidade, os pobres continuarão sem luz ou água tratada.

        O índio expulso de sua reserva, ainda que com uns tostões nas mãos, sucumbirá ao pior (nem vou narrar aqui).

        Defender reservas não é birra porque não é mixaria. Do mesmo jeito que Israel não é mixaria.

        É protesto, reivindicação.

        Mas quem iguala dondoca com índios, também igualará birra com protesto, não há dúvida.

        Um peso, uma medida: tudo no raso. Sem noção do peso dos grupos sociais no todo social, de suas possibilidades e limitações. Só vê o imediato, a mera aparência das coisas.

        Pruma dondoca, trocar de estacionamento não é difícil. Sequer pedalar o será.

        Já o êxodo compulsório de famílias indígenas… o sufoco, as expulsões, as mortes.

        Fora a dívida histórica de toda a sociedade com esse grupo.

        E sobra território no país. A China tem 1 bilhão, os gringos são 300 milhões. Ambos têm desertos. E nós, por que teríamos de invadir reservas?

        Chega,

        Falei demais, só vou retomar umas porcarias lá do final:

      • verme disse:

        (finalizando)

        Pesquise sobre ação direta na net, uso inadequado do conceito.

        Nada a ver.

        Se continuar repetindo, já sabe: abobrinha.

        Outra:

        As revoluções hoje são entendidas como modernização retardatária de sociedades agrárias.

        Fizeram em poucas décadas o que o capitalismo faria num século ou mais. Criaram uma classe operária na marra, da noite pro dia, sob as botas da polícia, sob o comando do partido único. Investiram forte na infra. Aço, navios, carvão mineral queimando a toda, armas de guerra, uma graça!

        Depois de modernizadas, essas ditaduras ingressaram no capitalismo global (meio redundante). Mas nunca foram outra coisa além de sistemas produtores de mercadoria, ou seja, nunca foram mais que uma variante do próprio capitalismo.

        Capitalismo e ditadura se dão bem.

        Pra não falar da mentira que é a democracia.

        O comunismo, isto é, essa variante do capitalismo, não deu certo.

        O capitalismo não deu certo.

        Daí a importância de se aproveitar em sentido libertador o tal do derretimento do poder (e da economia!) pra uma reorganização da produção e distribuição de bens de consumo. Movimentos sociais à frente, claro.

        ***

        Não tenho soluções, mas aposto em experiências que contrariam a simples repressão do estado, ou a reorganização do capital, como você pretende.

        Ou seja, mais uma vez você se deixa enganar pelas aparências.

        Não temos soluções, mas nossas esperanças vão em sentidos diametralmente opostos.

        Não há acordo entre mim e você.

        Tampouco lá no final:

        O que pra você é pressão, pra mim é piada de mau gosto.

        O que pra você é transgressão, pra mim é pressão.

        Você criminaliza movimentos sociais.

        Do meu ponto de vista, isso é a morte da única política possível deste momento (porque o parlamento, a seu bel-prazer não faz política, mas cuida de interesses muito particulares).

        ***

        Não há acordo algum entre nós, que fique claro.

        Se me virem em sua companhia, vão caçoar de mim, com toda a justiça. Não traio companheiros de luta.

        ***

        Livro do Kurz, legal: “O colapso da modernização”.

  20. KAREN VILLAREAL disse:

    A QUESTÃO NÃO É APENAS JUSTIÇA, OU SEJA, SE É JUSTO OU NÃO, MAS IGUALMENTE DE LEGALIDADE,ISTO É, DEVE-SE ANALISAR O ÂMBITO LEGAL DA CELEUMA, UMA VEZ QUE A RUA, TRATANDO-SE DE BEM PÚBLICO, USO PÚBLICO, USO COMUM, ETC, EFETIVAMENTE PERTENCE A TODOS. CONTUDO, NINGUÉM ESTACIONA DE GRAÇA, COMO ALEGADO PELO AUTOR DA MATÉRIA. TODOS PAGAM IMPOSTOS, E PESADOS IMPOSTOS QUE NÃO SÃO INVESTIDOS EM FAVOR DA POPULAÇÃO. EXISTE A QUESTÃO DA INCONSTITUCIONALIDADE DA BITRIBUTAÇÃO, OU SEJA, PAGAR DUAS VEZES PELO SERVIÇO PRESTADO. É O MESMO QUE SER CONDENADO DUAS VEZES PELO MESMO CRIME. CPMF, TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA, DENTRE OUTROS, SÃO DUPLA COBRANÇA, POIS JÁ SE PAGA ICMS, IPI, IPVA E INÚMEROS IMPOSTOS. ENTÃO, QUANDO ESTACIONAMOS NA RUA, NÃO É DE GRAÇA, O PODER PÚBLICO DETÉM O NOSSO DINHEIRO. SEM FALAR NA ILEGALIDADE E ABUSIVIDADE PERMITIDA PELO PODER PÚBLICO, QUE É O CASO DOS FLANELINHAS. AGORA VIROU PROFISSÃO “GUARDAR CARROS NAS RUAS”. SE NÃO PAGAR, O CARRO É DANIFICADO. ISTO É O FIM DO MUNDO. SABE-SE QUE O DIREITO DE UM, COMEÇA QUANDO TERMINA O DO OUTRO. ASSIM, ESTA DISCUSSÃO É LONGA, MAS UM DIREITO PODE E DEVE SER EXERCIDO DESDE QUE NÃO PREJUDIQUE DIREITO DE TERCEIROS. ENTÃO, SE A CICLOVIA VAI TRAZER PREJUÍZO AO COMÉRCIO E EMPRESAS, É IRRELEVANTE SE CLIENTES SÃO MILIONÁRIOS OU NÃO, PORQUE ESTE NÃO É O CERNE DA QUESTÃO.. AGORA VIROU MODA COLOCAR A CULPA NOS RICOS POR TODOS OS PROBLEMAS DO MUNDO. SE O SUJEITO TEM DOIS CARROS E PAGOU POR ELES LEGALMENTE, É UM DIREITO QUE LHE ASSISTE. LAMENTAVELMENTE, O POBRE TERÁ DE ANDAR DE BICICLETA. ESTE É UM PROBLEMA GOVERNAMENTAL, DEVIDO À DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, SENDO QUE ESTA FICA EM PODER DE POLÍTICOS, ALÉM, EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO E OUTROS. QUEREMOS JUSTIÇA, MAS TAMBÉM LEGALIDADE. QUANTO AO RODÍZIO, QUEM FAZ RODÍZIO É PIZZARIA E CHURRASCARIA. O GOVERNO TEM A OBRIGAÇÃO DE SOLUCIONAR O PROBLEMA DE TRÂNSITO SEM INTERFERIR NO DIREITO DE IR E VIR DOS QUE POSSUEM AUTOMÓVEIS. ESTAMOS NOS TRANSFORMANDO UMA GRANDE ÁFRICA E, MAIS UM POUCO, E NOS TORNAREMOS A CHINA, PORQUE PARECE QUE A BICICLETA VOLTOU A SER MODA. VOLTAMOS À IDADE DA PEDRA…LAMENTÁVEL!!!!
    KAREN-ADVOGADA.

    • Oi, Karen, e quando o direito de ir e vir dos que possuem automóveis prejudica o direito de ir e vir dos que não possuem? Será que os impostos que quem opta por este meio de transporte cobrem o impacto provocado por este modal? (não só o prejuízo para a economia com os congestionamentos, mas também o impacto no sistema de saúde pública por conta da poluição, entre outros). Será que os impostos que todos nós pagamos são investidos de modo a minimizar ou diminuir a desigualdade social? No trânsito, por exemplo, os investimentos são maiores nas melhorias de transporte público ou em grandes obras viárias voltadas principalmente para o transporte individual motorizado? Idade da pedra? Será que a evolução é mesmo acabarmos parados em marginais congestionadas e fedidas? Será que não seria melhor, até para quem quer andar de carro (e não se trata de ser contra carro; viva a diversidade!), se os que não querem ou não fazem questão tiverem opções? Dúvidas para pensar. Obrigado, de qualquer forma, por compartilhar sua opinião. Santini

      • roberto sampaio disse:

        Interessante que a abordagem do Santili é toda um apelo ao voluntarismo e não à politização da discussão. Por que não começamos a discutir a irrespirabilidade do ar cobrando politicamente das autoridades que criem medidas que verdadeiramente estimulem o uso do transporte público e não do transporte privado? Por que querer culpar, pelo caos reinante, o proprietário de um veicúlo automotor, como se ele, e não o Poder Público, fosse o grande culpado pela situação? O bode dos ciclistas, meu caro, não deve ser canalizado para o proprietário de carros, mas para os governantes que criam, em atendimento ao interesse das empreiteiras que patrocinam suas campanhas políticas, este urbanismo todo voltado ao privilégio do transporte individual. Por que não dizer que também a indústria automobilística, para vender os carros que produz, tem interesse em que o transporte público nas cidades seja tratado como lixo, e que, para chegar aos seus objetivos, coopta governantes para que governem segundo seus interesses e não o interesse geral? Não, Santili. Vc parece não ver que a discussão deva passar por aí, já que a coloca apenas no âmbito das pessoas prejudicadas, para que elas, lançando-se umas contra as outras, culpem-se mutuamente por uma coisa não causada por motorista, pedestre, ciclista, comerciante ou o que seja, mas justamente por aqueles dos quais você menos fala – os govenantes e os que lucram com tal situação. As soluções adotadas em Moema, por exemplo, são cosméticas e patéticas, são simulacros de soluções que, em países da América do Norte e da Europa, todos sabemos, foram precedidas por outras tomadas no âmbito do urbanismo, do transporte público, da educação da população, da efetiva punição de eventuais infratores etc e tal. Querer ciclovias para a cidade nos termos em que estão querendo é, no mínimo, começar a coisa pelo fim. De resto, insisto na observação que diariamente faço, eu que moro perto de Moema: as ciclovias, sobretudo nos dias úteis, quando deveriam servir para aliviar o trânsito e a poluição(não é essa a proposta?), só tem servido para roubar da cidade um precioso espaço e prejudicar o transporte como um todo – o individual e o público. As ciclovias, quero informá-los, estão entregues às moscas e em total desuso por parte dos ciclistas supostamente demandantes.

      • roberto sampaio disse:

        Desculpe-me pela grafia errada no post acima, Daniel Santini.

      • Oi, Roberto Sampaio. Sou a favor da politização da discussão, meu caro. O governo deve sim exercer o papel que lhe cabe – assim como a sociedade deve agir de maneira ativa e cobrar providências quando isso não é feito. Só acho que transporte público e alternativo se complementam. Redes cicloviárias como a instalada em Moema, se ampliadas e acompanhadas de bicicletários em terminais intermodais (terminais de trens com bicicletários, paraciclos como parte do mobiliário urbano, etc), podem ajudar a tornar mais eficientes os deslocamentos de quem não usa (por opção ou falta de) carro. Quem pedala não é contra transporte público – pelo contrário, depende de trens e ônibus para deslocamentos em longa distância ou dias de repouso. É possível sonhar com as duas coisas: transporte público de qualidade e qualidade de vida (uma cidade em que as pessoas podem interagir mais e praticar esportes, todas as pessoas em todos os lugares). Percebe? Um abraço e obrigado por participar da conversa.

    • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

      AQUI EM CAMPO GRANDE, PAGA ESTACIONAMENTO NAS RUAS FAZ MAIS DE 20 ANOS! E É CARO, O SISTEMA CHAM SE PARQUIMETRO

  21. roberto sampaio disse:

    Essa tática de veicularem sempre posicionamentos caricatos, como o da tal madame, a respeito de política e de outros assuntos polêmicos é uma tática bastante manjada e primária para assegurar que leitores incautos sintam vergonha de se posicionar contra alguma coisa – no caso, as ciclovias de Moema – sem parecerem adeptos do dicurso estúpido e reacionário de tais tipos de madame. Ocorre que, a meu ver, há “trocentos” motivos inteligentes e justos para que nos contraponhamos a tal solução, que, entre outras coisas, parece “atropelar” a lógica num primordial e relevante aspecto: as ciclovias (basta que passem em Moema para ver) são faixas vermelhas praticamente em desuso, já que o trânsito de bicicletas por elas chega perto do inexistente. Pergunta: vale a pena sacrificar espaços urbanos em áreas de trânsito denso apenas para fazer demagogia barata? Não seria melhor que o Poder Público, em lugar de medidas supostamente “ecológicas e politicamente corretas, não melhorasse a oferta de transporte público e que o país não facilitasse tanto o despejo diário de milhares e milhares de novos carros nas cidades brasileiras? Não é estranho que o Poder Público crie e estimule a cizão entre os cidadãos, como forma de se desincumbir de suas responsabilidades? A banditização de quem tem automóvel, num contexto como este, serve apenas para que o a Prefeitura, ao menos aos olhos de alguns ingênuos, pareça verdadeiramente ocupada e preocupada com o bem estar de ciclistas, pedestres, crianças e velhinhos, o que, aos que enxergam um palmo adiante do nariz, se evidencia como uma enorme, uma gigantesca falácia – avalizada, aliás, por jornalistas e blogueiros que deveriam ser menos crédulos e mais críticos.

    • roberto disse:

      quanto custa fazer 1km de ciclovias ? embora poucas pessoas usem (por enquanto), a relação custo/beneficio é boa. a obra é rapida. é uma opção. não é obrigatória. se mais faixas forem feitas e interligadas, mais pessoas passarão a utiliza-las.

      sempre tem que haver um primeiro passo. se voce esperar pela educação, metro, faixas de onibus, todos esses com custos elevados e com tempo maior para implementação, pode ser que a ciclofaixa nunca saia do papel.

      o primeiro impacto é quase sempre negativo, como em todas as mudanças de comportamento.

  22. Sim, caminhamos para uma cidade com mais pessoas caminhando, pedalando, andando de trem, metro, ônibus ou mesmo em seus carros de luxo, o que nós torna uma cidade democratica e livre, admitindo que temos direito e ir e vir seja em qual for o meio. O que me preocupa é a defesa de classes mais abastadas que agem com como abastados. Esquecendo que seus filhos e ou de seus clientes, um algum momento irão estar nesta ciclofaixas, sem hipocrisia nenhuma. Acredito no futuro livre e mais harmônico, um ótimo dia a todos. Abraços Prof.Jose Carlos Gaivota

  23. Como já diz Enrique Peñalosa: “criar estacionamentos não é um direito constitucional em nenhum país (…) estacionamento é um problema particular”.
    Vide entrevista com o mesmo: http://www.youtube.com/watch?v=y4pTPX2szq0

  24. @igordisco disse:

    muito bom o texto. é uma discussão realmente mais do que profunda, mas que ainda não tá nem na epiderme…

    não concordo com o questionamento “Quem se locomove de carro e é responsável por congestionar a cidade toda e gerar índices tóxicos de poluição deve ser beneficiado com o direito de estacionar de graça?”, acho que não é por aí… é um pouco complexo, e não é por que o carro polui, que o carro produz o estresse urbano, índices caóticos de trânsito que podemos induzir o pensamento que “não pode estacionar de graça, você tem que ser penalizado e pagar por isso, pagando por estacionamento”.

    mas acho que o outro caminho, da re-urbanização, maiores calçadas, transporte público, como ônibus, induzir a usar mais bicicletas, ou até mesmo táxis em casos de urgência e/ou turismo é uma solução viável.

    abraços

  25. Denis disse:

    Não tem nada mais imbecil do que essa idéia neo hippie e descolada da realidade, de misturar bicicletas ao já caótico transito de São Paulo.
    Mas essa palhaçada vai acabar quando o IML começar a receber os corpos dos ciclistas atropelados. Antes de pensar em despejar nas ruas as bicicletas deveríamos ter um transporte público de qualidade. Depois, com muito menos carros nas ruas, talvez fosse possível implantar tal idéia.
    E esse papo de que carro é coisa de milionário é piada, né? Conheço pessoalmente um monte de gente que tem carro, e não conheço pessoalmente nenhum milionário. Todos que conheço são trabalhadores, que pagam seus impostos (inclusive dos carros) e não merecem mais um custo no seu orçamento. Quanto aos milionários, eles sempre vão ter a opção de ir de helicóptero. E garanto, repito, GARANTO, que a maioria dos defensores dessa idéia, os “bikeecoativistas”, ou seja lá como se intitulam, tem um poder aquisitivo muito maior do que a maioria dos brasileiros que tem carro. Aliás não é de se espantar que a ciclovia seja em Moema e não em São Mateus ou no Grajaú. Bicicletas andando no meio dos carros é perigoso e só beneficia uma meia dúzia de ativistas, em detrimento de todo o resto da população, inclusive daqueles que não são milionários (de acordo com a definição do texto), e que portanto não tem carro e andam de ônibus, por exemplo.

    • Sonia Pires disse:

      Denis, eu concordo com vc: falam da madames (que no meu entender, se ganham seu dinheiro honestamente e pagam seus impostos, não tem de ser discriminadas só porque são ricas) mas os que podem se locomover de bicicletas tambem são uns privilegiados que moram perto do trabalho. Quero ver uma recepcionista sair de Sapopemba, ir pedalando até o centro de s.Paulo e trabalhar o dia todo suada…

    • tábata morelo disse:

      acho que quem defende o uso da bicicleta não defende a ciclovia de moema, mas especialmente o respeito no trânsito. pode ser que você não conheça nenhum milionário e concordo que carro num é coisa só de gente rica, mas se você nunca reparou em canteiros de obras, onde os trabalhadores na sua maioria não são ricos e nem hippies descolados, existem muitas bicicletas estacionadas. as pessoas usam bicicleta como meio de transporte a muito tempo, nas cidades grandes e pequenas. e se existem pessoas invisíveis, estas ficam ainda mais quando escolhem a magrela. pode ser que carro não seja coisa de rico, mas é uma escolha que muda seu status na sociedade. é uma escolha cara, diga-se de passagem….

      • Caçador de pitbulls disse:

        Engano seu! Aqui na minha rua tem uma obra de um prédio e a “peãozada” vem trabalhar de carro e de ônibus. Uma minora usa a bicicleta…

  26. Orlando disse:

    Numa cidade as vias são como as artérias de um corpo, carros estacionados são como depósitos de gorura que podem levar a morte deste mesmo corpo. A vias de uma cidade devem estar livres para uma circulação melhor de seus habitantes.

  27. Ana disse:

    MORO EM MOEMA, USO A CICLOFAIXA ( A TRADICIONAL AOS FINAIS DE SEMANA).
    TRABALHO NA FARIA LIMA, NÃO TRABALHO DE CARRO, PEGO ÔNIBUS, VOU PRA O INGLÊS DE ÔNIBUS NA VILA OLIMPIA. CARRO AOS FINAIS DE SEMANA.
    NEM ESTOU QUERENDO DAR UMA DE “CONSCIENTE” É PORQUE É CARO MESMO, SAIR DE MOEMA VIR PARA FARIA LIMA, OU SEJA 4KM E PAGAR 300,00 DE ESTACIONAMENTO.

    MAS DE VERDADE….ESSA IDEIA DO CET DE ESTACIONAR PRATICAMENTE NA RUA FOI A COISA MAIS SEM “NOÇÃO” QUE ELES INVENTARAM. TUDO BEM QUE ESSA FAIXA NÃO ESTÁ NA AL MARACATINS E AL DOS NHAMBIQUARAS. MAS ESTÁ NA IRAÍ QUE TEM AQUELA UNIB. E NÃO ESTOU NEM AÍ PARA A CLIENTES MILIONÁRIAS DAQUELA SENHORA, SEM NOÇÃO II. MAS REALMENTE ESTÁ MUITO RUIM.

  28. Ricardo disse:

    Vocês estão tentando curar um câncer em avançado estágio. São Paulo não tem mais jeito. Tem que fazer igual a mim: saia de São Paulo. Vocês que procuram qualidade de vida, só vão achá-la no interior. Não é colocando meia dúzia de ônibus, alguns quilômetros de metrô e uns metros de ciclofaixas que vão conseguir morar melhor. Têm que sair daí, dessa ilha de problemas, poluição e de dor de cabeça. Já tem 9 anos que saí daí (saí quando tinha 17 anos) e nunca me arrependi disso. Hoje eu vivo de verdade.

    • Ei, Ricardo, e todo mundo sai daqui e vai reproduzir o mesmo modo de vida em outras cidades até… elas travarem também. E quando acabarem as cidades? A gente vai avançando e deixando terra arrasada atrás? É isso? Será que não é hora de enfrentar o problema e tentar resolver? Mil perdões, mas eu me recuso a desistir da minha cidade. Um abraço, Santini.

      • Caçador de pitbulls disse:

        Nunca vai acontecer uma situação em que TODOS vão sair de São Paulo…O que o Ricardo falou tem fundamento. Precisamos distribuir melhor a população no território nacional, de modo que as pessoas possam construir a vida em outros lugares que não centros urbanos inchados como São Paulo.

      • Raphael disse:

        Danilo, em relação ao seu argumento, também me recuso a desistir da minha cidade, e em resposta ao argumento do Ricardo o que eu tenho a dizer é: é por causa desse tipo de cidadão que Sao Paulo está na situação de hoje.
        Reclamações todos fazem, infelizmente é para os amigos e colegas de trabalho, se cada um reclamasse com o órgão responsável por determinadas ações no transito talvez São Paulo estivesse melhor.
        Meia duzia de onibus realmente não iria mudar a cidade, porém, se em cada manifestação que fazem contra os órgãos responsáveis fosse feita uma melhoria do transporte público (seja ele onibus, metro ou trem), as pessoas não usariam seu transporte privado pois assim a frota pública de transporte seria aumentada.
        Primeiro que, só utilizamos o nosso próprio transporte devido à escassez do transporte público de boa qualidade.
        Eu não discordo de uma via para ciclistas, pelo contrário, eles precisam mesmo disso, com toda certeza isso acarretaria numa menor emissão de gases poluentes.
        É muito facil falar para retirar as vias, porém, ninguém pensa no motorista que reclama dos ciclistas, e até ofendem os mesmos.
        Eu sou uma pessoa que necessita de um estacionamento, mas, se o trasporte público fosse melhor, acredito que todos, sem excessão de classes sociais, utilizariam o mesmo para determinados passeios.
        O problema do brasileiro é que dão ouvido demais para o governo e a politica, e não percebem que o que estão fazendo a todo momento é apenas jogar uma classe social contra a outra.
        Sejamos mais conscientes e vamos lutar juntos por um pais melhor.
        Tem Estado que o transporte público é um caos, e sabe o pior de tudo? Esses lugares foram escolhidos para a COPA 2014.
        O Brasil não aprende, o nosso governo melhorou, porém, continua passando vergonha…

      • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
        Olá! Caro Caçador de pitbulls disse: 16/11/2011 às 10:55. Essa idéia de: Precisamos distribuir melhor a população no território nacional, de modo que as pessoas possam construir a vida em outros lugares que não centros urbanos inchados como São Paulo. É profundamente pré-conceituosa e por vezes acena ao racismo. Discordo: Os gestores públicos devem desenvolver estratégias que atendam os que desejam ficar e os que desejam sair. No fundo independe. A chave está na governança com estratégia e foco e redução da ROUBALHEIRA do dinheiro do público. Sem falar no desperdício. Critico essa afirmação de remanejamento da população. Isso é profundamente FASCISTA.
        OPINIÃO!

      • Caçador de pitbulls disse:

        Para Ricardo Santa Maria Marins: Como diria o Chaves: “Ai que burro…dá zero prá ele!” Quando eu disse distribuir melhor a população, eu estava me referindo justamente a políticas públicas que distribuam melhor a riqueza nacional, de modo que as pessoas não precisem sair pelo país em busca de oportunidades. Que elas as possam encontrar no lugar onde moram. Quanto à acusação de racismo, é de fazer rir: quando foi que eu disse que quem precisa ir embora são os “não-paulistas”? Por acaso não passou pela sua cabeça que muitos “paulistanos da gema” também poderiam se interessar em fazer a vida em outras regiões? Esse é o problema do discurso-clichê: chega uma hora em que você pára de pensar e fica repetindo as coisas como papagaio (racismo! racismo!)…

      • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
        Olá! Caro Caçador de pitbulls disse: 18/11/2011 às 19:03.
        Agora ficou clara a sua idéia. O que motivou o comentário é que participei de uma reunião em que a idéia era complicar e burocratizar para induzir que pessoas se retirassem para outras regiões. Aí, fiquei na dúvida. Entretanto, você esclareceu e agradeço.
        OPINIÃO!

  29. Como já citaram o Peñalosa aqui, ele disse muito bem. Quando você compra uma roupa, você tem que se virar para guardar essa roupa na sua casa. Com o carro é a mesma coisa, comprou um carro? Se vira para parar ele, o Governo não tem que ficar te dando espaço de graça e olha que já tem bastante.
    Sobre a ciclofaixa, a reclamação é o mais puro chororô, temos 17000 kilômetros de vias para carros e agora colocam 3,3km e fica essa chiadeira.
    Imagina se tivéssemos 300km como Bogotá, NY ou Berlim. Acho que o povo ia sair nas ruas e fazer uma revolução.

    • Luiz Alberto disse:

      Prezado Felipe Aragonez….boa tarde.

      Se não me engano vc atua como Bike Reporter…pois não?

      Concordo contigo…o governo não deve dar gratuitamente espaço à proprietários de veículos automotores, e que tbém ciclovias em Sampa são, até o presente uma piada.
      Mas como conciliar esta realidade com a mamata que hoje existe para se comprar um auto(o governo de plantão tem facilitado… e muito com a renúncia de impostos),e, ao mesmo tempo, incentivar o uso da Bike numa cidade extremamente perigosa como a nossa?

      Em passado recente,alargaram-se as marginais( outra mediocridade de um suposto homem público),e agora vão estabelecer um rígido controle de caminhões nas mesmas…pra resolver o que?

      São Paulo perdeu seu norte a partir da década de 60,pois desde então um único prefeito desta pocaria de cidade contrariou seu antigo Slogam por um mais realista…”São Paulo precisa parar”.

      O cara foi achincalhado….e o que vemos hoje é o caos.

      Mas como disse certo compositor…talvez tenhamos que imitar a natureza…’Nasce morre trigo,vive nasce pão’.

      Abs.

      • Sim, sou eu mesmo.
        Vejam como as pessoas respeitam a ciclofaixa de Moema: http://youtu.be/YGIIzQVdYC4

      • Cora disse:

        Oi Luiz,

        Como vc disse, a cidade teve muitos administradores q privilegiaram o transporte motorizado individual. Foram décadas de descaso com o transporte coletivo. Agora, a situação está realmente bem complicada.

        (e as cidades médias estão trilhando o mesmo caminho. muito carro e descaso com transporte coletivo)

        A solução não vai agradar a todos, claro. Muita chiadeira no horizonte. Principalmente pq o paulistano é dependente do carro.

        Adoro dirigir. Mas acho um porre manter um carro. Se tem um objeto q dá dor de cabeça e tira o sossego, é o carro. Procurar vaga, pagar seguro eterno, pagar pra deixar parado, fazer manutenção, não poder abandoná-lo num congestionamento, aiaiai, é um saco! Daí, não tenho carro, rs. Não tenho q carregar esse peso.

        Mas, como convencer as pessoas, com tantos incentivos, né?

        O negócio é uma combinação de alternativas: tênis, ônibus, metrô/trem, bicicleta, táxi e aluguel (qdo o dito cujo for indispensável). Uma solução pra cada situação q experimentamos no dia-a-dia.

        E tem mais, pedestre não tem vez em sp. As calçadas são cheias de obstáculos. Estreitas, calçamento ruim, lixeiras, vasos, bancas, barracas, portão, carga e descarga, mesas e cadeiras, bicicletas, enfim… td rouba espaço do pedestre por aqui.

        Adoro andar. Antes, morava a 4 km do trabalho e voltava a pé. Cerca de 50 min, passo moderado, sossego total.

        Agora, são 8 km. Mais complicado. Faço só uma parte do caminho a pé (cerca de 3 km). Mas é muito agradável. Ruas arborizadas, sossegadas qdo saímos dos corredores. O paulistano precisa se apropriar da cidade. Pensar a cidade como espaço de convivência. Ficar trancado e parado dentro de um carro, com medo de td e todos, não tá com nada.

  30. Dorival Prado disse:

    Ciclovia é característica de país desenvolvido, o que não é o nosso caso. A maioría dos brasileiros não tem consciência de “nada”, tanto é que elegem um “tiririca”, e…….outros. As autoridades devem continuar com o projeto das ciclovias sim, doa a quem doer, porque é um meio de melhorar São Paulo e outros grandes centros. E PUNIÇÃO

  31. tiago vargas disse:

    Acho também que o problema já se instalou de forma definitiva. Quem está afim de viver em São Paulo vai ter que conviver com esses problemas urbanos, enquanto aqui estiver. Ciclovias, metro, corredores de onibus, e proibicao do transito de caminhões em marginais, só são um paleativo. Quem diz que tem carro, e que o deixaria em casa, em caso de melhora do transporte publico, na maioria das vezes diz isso da boca para fora. Estamos um pais emergente, e é louvável o crescimento profissional e financeiro das pessoas, que acham ter por direito se sentir bem, montado em seus sonhos de consumo. Desde os tempos primórdios, quem tem a montaria melhor chama os holofotes pra si. Isso nao vai mudar da noite para o dia.

    • Renato disse:

      concordo com o tiago,
      embora deva ter muita gente disposta a mudança, duvido que a grande maioria que se acostumou com o conforto do carro, irá migrar para o transporte público.
      ter carro é status e é por isso que nosso trânsito está desses jeito. e nem o rodízio reduziu isso, pois quem pode mais, compra outro carro pra não ter que andar de busão ou metrô.
      como citei num comentário mais acima, teria que reeducar o cidadão para o transporte público, senão esquece, só vai piorar. claro que no atual estado do transporte público, não vai ser fácil.

      • tábata morelo disse:

        tem uma coisa que mudou mas as pessoas acham que não: que tal é esse “conforto do carro” que o pessoal tanto fala? de madrugada, fim de semana… quase até vai… mas no geral, parado no trânsito, pagando gasolina cara, manutenção, procurando vaga etc etc… que tipo de conforto é esse? se é pra ficar confortável numa poltrona, prefiro ficar em casa. vocês tem que testar, é muito confortável andar de bicicleta!

  32. vicete disse:

    É uma palhaçada!!!!
    As vias são públicas e quem as usa deveria bancar as obras necessárias de alargamento e não toda população!!!!
    Sugiro a criação de um imposto só para quem tem veículos!!!
    Tipo assim um imposto de propiedade de veiculos automotores.
    Além do mais como quase sempre esse pessoal usa vias estaduais em tal imposto (IPVA é um bom nome), deveria ir metade pra cidade e metade pro município!!!
    E tem que ser bem caro!!
    Quanto as ciclovias, propõnho igualmente o cadastramento e criação do IPVP, Imposto de Propriedade de Veículos Pedalados, apenas para quem circule em vias públicas, que fique claro.

  33. roberto sampaio disse:

    Engraçado que as pessoas achem que as ruas não devem servir, também, para que os carros estacionem… Como assim? Vocês acham, então, que a frota existente nas cidades caberá em estacionamentos fechados? Querem que os carros desapareçam e se desmaterializem? Esse pensamento, pra mim, é de um simplismo absoluto! Ademais, vale lembrar, ninguém estaciona de graça, já que, além de impostos, os motoristas pagam também IPVA, que, salvo engano, deveria servir para cobrir custos sociais inerentes ao carro particular que possuam – e isto sem falar nas zonas azuis e similares. A cidade deve mesmo, é claro, abrigar a todos. Deve ser pensada para estimular o convívio e o respeito. Ocorre que os governos têm adotado ultimamente a tática de jogar cidadãos contra cidadãos, sejam eles pedestres, motociclistas, motoristas ou ciclistas, tudo como uma espécie de cortina de fumaça que não nos deixe vislumbrar as questões de fundo, que envolvem interesses econômicos gigantescos, de indústrias que financiam as campanhas eleitorais dos políticos que, em nossa ignorância cultivada (o subdesenvolvimento, afinal, não é coisa que se improvise, como dizia o Nelson Rodrigues), elegemos ano após ano. Transporte público de qualidade é a chave para que as nossas vias sejam paulatinamente descongestionadas, em benefício de todos. O resto é conversa fiada.

  34. Ulrich disse:

    As ciclofaixas de Moema são tecnicamente e operacionalmente muito inseguras e podem sim causar diversos acidentes, inclusive fatais tanto para o ciclista, como para o motorista. Em SP já convivemos com o trânsito descontrolado de motoqueiros, com estatísticas alarmantes de acidentes. As ciclofaixas de Moema são uma terceira e nova variável nesse meio caótico, pois alem de prejudicarem o comércio, pioram em muito a segurança do trânsito. Se a sinalização já é complexa e duvidosa para nós paulistanos imagine-se para motoristas e turistas provinientes de outros municípios? A solução de longo médio/longo prazo é zerar o déficit de infraestrutura metroviária e um plano diretor que desenvolva o crescimento horizontal e não o vertical da cidade. A curto prazo as ciclofaixas de Moema deveriam ser alteradas como as ciclofaixas principais da USP e avenidas Roberto Marinho e JK, ou seja cones e sinalização montadas para horários específicos nos domingos e feriados. Essa forma permite a convivência pacífica e segura de motoristas, ciclistas e comércio.

  35. Dorival Prado disse:

    CICLOVIA SIM !!! Com educação e PUNIÇÃO a quem não obedecer !!! É assim que funciona nos países “desenvolvidos”. Agora em um país que elege um “tiririca”, e onde os próprios PMs quando fazem o policiamento de bicicleta, pedalam na contra mão, sobre as calçadas, etc,………, dando um péssimo exemplo, fica tudo mais difícil mesmo.

    • Sonia Pires disse:

      E punição para os ciclistas que não obedecerem faixa de pedestre, farol de pedestre, contra-mão, calçada. Porque o que se vê hoje é ciclista querendo prioridade nas ruas e nas calçadas.

      • Maurice disse:

        Segundo o código de trânsito, a bicicleta tem, de fato, prioridade sobre carros e motocicletas.

      • David disse:

        Sonia: infelizmente, só quem anda de bicicleta nas ruas entende o porque tem horas quese faz necessário subir nas calçadas ou mesmo cruzar faróis vermelhos. Hoje mesmo estava pedalando na Santo Amaro num trecho de menos de 1km para poder chegar em um estabelecimento ali na própria avendia e uma Kombi ficou forçando a barra até eu ter que subir na calçada. E olha que eu nem estava devagar e nem ocupando toda a faixa, como me é direito.
        Este tipo de atitude do motorista, marginaliza quem está andando de bicicleta, e faz com que o ciclista tenha que ter atitudes marginais para se preservar. Basicamente, você é obrigado a andar na calçada para sua própria segurança. E isto é um absurdo, pois é muito ultrajante, e é bem pior andar pela calçada a andar pela rua, acredite.
        Alias, histórias deste tipo não faltam a qualquer ciclista sério nesta cidade. Outro dia o cara parou no transito para ficar falando que eudevia andar na calçada, que era um absurdo eu estar “no meio da rua” (sic). O pior é que eu estava tão rápido quanto ele, pois era na saída de um semáforo onde ele parou metros depois no trânsito.
        Enfim, se quiser educar o ciclista, precisa educar o motorista antes, porque senao nunca vaindar certo.

    • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

      NÃO MORO EM SP, MAIS PELO QUE VEJO CICLOVIA AI NÃO VAI DAR CERTO,ESSA CIDADE NÃO TEM NADA PLANEJADO,TEM QUE CABAR E CONSTRUIR DE NOVO.

  36. Jorge Faria disse:

    Onde está o link da abaixo assinado contra as ciclofaixas.

  37. Ana disse:

    A CICLOFAIXA ESTÁ LINDA E AS VAGAS DE ZONA AZUL QUASE NO MEIO DA RUA….AHHHH ESTÃO MELHORES AINDA.

    SENHOR CICLISTA: ATENÇÃO, ANDE SIM, MAS ESTEJA 100% EQUIPADO, QUASE UM MOTOQUEIRO, COLOQUE ATÉ LUVAS DE COURO. PORQUE OS TRECHOS ESTÃO CHEIOS DE ARMADILHAS.
    AHHH E TENHA CONVÊNIO MÉDICO.

    POR SER UM ESPAÇÕ ESTREITO, PEGA TODAS AS IMPERFEIÇÕES DE BOCA DE LOBO, ENTRADAS DE ESTACIONAMENTOS REBAIXADAS, E FEITAS DAQUELE JEITO, BURACOS…ESSE TRECHO MOSTRADO NA FOTO ESTÁ PERFEITO.

    VÃO ATÉ O TRECHO ENTRE A ALAMEDA DOS MARACATINS E ALAMEDA DOS JURUPIS.

    A QUESTÃO NÃO É COMPARAR COM OS 300 KM DE NY. A QUESTÃO É QUE ESTÁ MAL FEITO.

  38. Eduardo Adauto disse:

    Pois para mim é tão óbvio que não há necessidade de estacionamento nas ruas e que é absurdo esses carros estarem parados alino meio que é difícil de acreditar que fizeram isso. A ciclovia tudo bem, deve ter o seu lugar, mas os carros não e ponto. Vai fazer isso lá em NY ou Los Angeles! E olha que os milionários de lá são mais milionários que os nossos, hein!

  39. roberto sampaio disse:

    Esse colombiano, me desculpem, só fala batatada!!! A polis e o espaço público devem atender de forma coordenada o interesse de todos os que deles se utilizem, que são, em essência, a sua grande razão de ser, desde que os homens passaram a viver em comunidades. Tratar a questão de estacionamento, portanto, como se fosse questão meramente privada – e não pública – é de uma estreiteza a toda prova. Se, no espaço público, todos têm direito e necessidade de locomoção, é claro que todas as questões derivadas de tais direitos e necessidades terão de ser tratadas como questões de natureza pública e não privada.

  40. Carlos disse:

    Outro dia estava perto do Largo 13, zona sul, e precisava ir até a estação São Judas do metro, mais ou menos 8 km, de carro faria o trajeto entre 20 e 25 minutos, de ônibus gastei 35 minutos, uma beleza, não precisei me preocupar em estacionar, muito bom. Seria uma maravilha se não tivesse ficado esperando o ônibus por mais de 40 minutos. Pra fazer um trajeto de meia hora esperei a condução por 40 minutos, por sorte era um dia de sol, não de chuva como hoje.
    Ha dois anos tinha de ir do Campo Belo (próximo a Congonhas) até o cruzamento da Duque de Caxias com a São João (centro), mais ou menos 13 km, de carro uns 20 minutos, mais um parto para conseguir estacionar, então fui de ônibus, foram 45 minutos de espera pelo ônibus e mais 50 minutos dentro dele.

    Fora estes dois casos, tenho lido pelo menos uma vez por semana matérias mencionando a superlotação do nosso sistema de metro e trens. A linha de metro que vai do Largo 13 para o Paraiso está projetada desde da década de 70, depois de 40 anos ainda não está funcionando.

    Também na década de 70, adolescente ia para o clube, na Av. Santo Amaro, jogar futebol, no final da tarde, muito cansado, eu ia tentar pegar o ônibus pra ir pra casa, e depois de um bom tempo de espera eu ia andando, pois os ônibus passavam com os passageiros pendurados pro lado de fora, por sorte eram apenas 5 km.

    Depois de 35 anos não se vê mais o pessoal pendurado pra fora dos ônibus, mas fora isto a mudança foi minima.

    Enquanto o transporte coletivo continuar assim, péssimo, sem a menor consideração pelos usuários, não adianta fazer campanha contra o uso do automóvel particular. A primeira briga tem de ser por transporte coletivo de qualidade e em quantidade adequada.

    Eu espero ter a chance de ver e usar um sistema de transporte publico que preste nesta cidade, espero poder andar por ai sem ter de tirar o carro da garagem, ai passo a apoiar as campanhas contra a redução do uso dos automóveis particulares.

    • Ana disse:

      POIS É CARLOS, ELES ESTÃO INDO PELO CAMINHO MAIS CURTO.
      VAMOS ENCHER A CIDADE DE CICLOFAIXA QUE É MAIS BARATO E DEIXAR O TRANSPORTE PUBLICO DE LADO.

      E AINDA QUEREM COMPARAR COM NY. QUANDO VOU PARA NY NÃO PRECISO SEQUER ENTRAR EM UM TAXI, PORQUE TEM METRO PARA TODOS OS LADOS DA ILHA DE MANHATAN.

      A COISA TEM QUE SER BEM FEITA. POR EXEMPLO A CET PROIBIU ESTACIONAR DURANTE SEMANA ANTES DE 21H EM RUAS QUE PASSAM ONIBUS EM MOEMA. ACHEI MUITO VÁLIDO E TODOS OS COMERCIANTES PROTESTARAM, PORQUE OS CLIENTES TINHAM QUE DEIXAR SEUS CARROS EM ESTACIONAMENTOS.

      SABE, NÃO TEM BOM SENSO.
      FAÇA MAS FAÇA BEM FEITO.

    • Renato disse:

      sim carlos,
      esse é o outro ponto importante da discussão. o transporte público tem que provar ser, pelo menos, equivalente ao carro em alguns quesitos, como rapidez e disponibilidade para o usuário.

      não adianta fazer um trajeto em pouco tempo, sendo ue o tempo de espera é desmotivante.
      atualmente, a única vantagem que vejo em carro é poder ouvir o som que quer numa boa e o ar condicionado. pois no busão somos obrigados a ouvir o que os outros ouvem e os motoristas simplesmente não ligam o ar, provavelmente por instrução das empresas.

      tirando isso, posso me considerar satisfeito com o transporte público. mas tenho consciência de que sou exceção extrema dentro dessa amostragem.
      pois muits vezes, nem mesmo o metrô satisfaz nossas expectativas de rapidez e conforto.

  41. JP disse:

    Em suma: querem resolver tudo na base do “pague”. Nada mais brasileiro.

    • Maria Alice disse:

      Caro JP,

      Pois é, bem brasileiro mesmo. Trata-se de uma forma de “administrar” as coisas “empurrado os problemas com a barriga”, dando à incompetência um ar de requinte. Porém, quando há au$ência a histeria e caos reinam, visto que tudo vem a baila tomando grandes proporções. Esse tipo de “atitude” sempre apresenta a conta a longo prazo. Olha só as nossas sociedades como estão. Já perdi a conta de ver pessoas ficando tresloucadas ou até mesmo enfartando por causa dessa mentalidade. Mas, é uma tendência muito forte nas nossas sociedades: paga-se para não ver/saber a realidade. É um faz de conta sem fim, mas por fim o susto( se não mortal, quase).

  42. roberto sampaio disse:

    As questões públicas, devemos nos lembrar, envolvem a somatória das questões privadas daqueles que compõem a sociedade. O segredo da convivência, portanto, não estará nunca no desprezo às necessidades privadas de quem quer que seja, mas na adoção de soluções coletivas razoáveis, que viabilizem do melhor modo possível a convivência entre todos. Nesse contexto é que as ciclovias não se apresentaram, até o momento, como uma boa solução, uma vez que, para assegurar o (sagrado) direito dos ciclistas, sacrificou em doses muito maiores os (igualmente sagrados) direitos dos que, não sendo ciclistas, também vivem na comunidade. Há que se lembrar, de resto, que os países que adotam as ciclovias em suas cidades, dispõem de situações favoráveis a esse tipo de solução, coisas que passam por um transporte público eficiente e por cidades relativamente planas, entre outras coisas.

  43. Adriano disse:

    Aqui temos o péssimos hábito de fazertd mal feito e querer somente defender o nosso…, brasileiro é um povo muito volátil…

  44. Ren disse:

    Sou moradora de Moema, exatamente no prédio da foto!
    Acho sim importante a ciclofaixa, mas achei horrivel os estacionamentos serem no meio da rua.
    Legalizaram a fila dupla!
    Entao, do lado esquerdo temos ciclofaixa, depois estacionamento. E do lado direito temos onibus e embarque e desembarque.
    Restou uma faixa para uma rua que liga a Av. Santo Amaro `a Ibirapuera!
    Nao da. Tem que ser feita uma escolha. E na minha opiniao, tem que sair o estacionamento. A melhor epoca de fluxo aqui em Moema foi quando proibiram as vagas.
    E o comerciante? Bom, ele tem que arcar com a criacao de vagas proprias, ou fazer um acordo com um estacionamento.

    Ficou muito ruim MESMO o estacionamento no meio da rua. Ja vi diversas pessoas paradas atras desses carros no sinal vermelho e ao abrir, ficam buzinando pro carro andar. Mas na realidade ele esta estacionado.
    Esta na hora de tirar as vagas. Apenas fluxo e ciclovia ficaria perfeito.

    • Oi, Ren! Obrigado por enviar sua opinião. É bom ter a palavra dos moradores de Moema nesta conversa coletiva. Se puder, indique para mais vizinhos o texto, para que eles possam opinar também. Um abraço. Santini

      • Ana disse:

        concordo com a Ren, moro em Moema há 10 anos, e essas vagas no “meio” da Rua são sem sentido….só atrapalha.

        muito mal feito. E outra a ciclofaixa tem sentido único. Vocês acham que um entregador de comida, café….que seja, vocês acham que ele vai respeitar o sentido do fluxo para percorrer o trajeto?

        Se as vias que tem essas vagas no meio da rua, fossem de 3 faixam, seria questionável. Mas não são gente.

        uma trapalhada!

  45. Mari Lee disse:

    Viva as ciclofaixas de Moema!

    Eu só não entendi o porquê da vagas para estacionar ao lado da ciclofaixa.
    Seria tão menos complicado estacionar do lado direito da rua!

    • Leonardo Cuevas disse:

      Eu não entendi porque escolheram Moema para iniciar os melhoramentos cicloviários (ciclovia-ciclofaixa), se Capão Redondo e Jaçanã/Tremembé contam com maior número de viagens de bicicleta por dia.

  46. Guilherme Rodrigues Machado disse:

    Em São Paulo são aproximadamente 1.200 carros novos por dia, em Curitiba, temos aproximadamente 1.100 carros novos em circulação por semana e previsões indicam que a frota da capital paranaense dobrará em 10 anos. Como garantir mobilidade urbana com esses números? Limites físicos impedem que essa quantidade monstruosa de carros possa movimentar-se sem prejudicar os demais modais alternativos. Mais carros significa prejudicar a maioria da população que utiliza transporte público pois a maioria as cidades não possuem faixas exclusivas para ônibus. Mobilidade urbana é um direito de todos e várias cidades do mundo servir de exemplo para o nosso transporte urbano engessado.

    • Chesterton disse:

      e que governo pretende viver sem os impostos gerados pela industria automobilistica? Como dar bolsa disso e bolsa daquilo sem esses impostos?

  47. MArcia disse:

    Eu acho justo estacionar de graça na rua sim, se tem algo que acho a maior palhaçada são vagas de zona azul.
    Te cobram duplamente, uma vez no ipva, outra nesse estacionamento fajuto, que não te dá segurança e nem mesmo garantia de vaga. Além do fato de intermediários cobrarem um extra nos talõezinhos, sem contar nos flanelinhas.
    Pessoalmente, acho justo que retirem vagas de onde há necessidade de tráfego mais intenso. Cobrar separadamente por estas vagas não.
    No caso do post, se a loja é tão grã fina assim, nada mais justo que tenha estacionamento próprio ou estacionamento conveniado, com manobrista e tudo.
    O problema são as lojas mais simples, que essas sim perdem muita clientela por não ter estacionmento fácil. Eu concordo com o que o Sakamoto disse, que devemos investir em transporte publico de qualidade, que todo mundo já está cansado de ouvir.
    Mas ciclovia não é solução, é necessário e é uma coisa extra, mas nao soluciona os problemas apresentados. E nem estou falando as freguesas milionárias, e sim do cidadão comum que usa o comércio de rua. Andar de bicicleta não é opção pra maioria das pessoas, não só pela falta de ciclovia, e sim pelas distâncias enormes de uma cidade como São Paulo, do frio, da chuva, das enchentes, do perigo de ser assaltado, de onde estacionar a bicicleta, etc.

  48. Raphael disse:

    O grande problema de tudo é: Criamos ciclofaixas, melhoramos o transporte público. Isso é ótimo.

    Meses depois, as montadoras começam a quebrar as vendas, suas produção reduz, há necessidade de cortes de gastos, Funcionários são demitidos. Declara-se então estado de calamidade no Brasil devido ao desemprego…

    É fácil decidir por alguns, o problema, é decidir por todos que trabalham e tiram seu sustento dalí.

    Um abraço

    • Leonardo Cuevas disse:

      Observemos que ninguém defende à indústria do fumo, onde miles de familias tem o seu sustento.

      A Palm, a Compaq, a Gurgel, a TWA, a Pan-Am

      Uma fábrica que fabrica o produto errado, ou em volumes exagerados, ou uma empresa que oferece serviços não competitivos tem mesmo que rever sua estratégia a longo prazo, para isso é que seus CEOs e assesores fazem MBA, doutorados e etc.

  49. CAIO disse:

    a ciclofaixa entre a calçada e os carros parados é uma solução boa, é adotada em muitos trechos em Barcelona, mas há tachões maiores (tipo faixa de onibus) entre o carro parado e as ciclovia, muitas são de duas mãos, o que facilita o desvio em caso de abertura brusca da porta.

  50. FALCON disse:

    Acho que não se deve cobrar para estacionar nas ruas, porém, já não imagino a frota toda da capital (6 ou 10 milhões? alguém me corrija) estacionada nas ruas. Caberia? rsss

  51. Renata disse:

    É engraçado como as pessoas reagem pedindo mais impostos, amo Sampa, se voltasse a morar no Brasil, voltaria para Sampa, porém todo ano quando vou me desanimo, a cada retorno (uma vez por ano) o transito esta cada vez mais caótico.
    Ao invés de pedir impostos nao deveríamos nos mobilizar e exigir transparencia na utilizaçao dos impostos ja criados e mal utilizados?
    A mudança que deve acontecer é em cada cidadão, precisamos aprender a viver em sociedade, em buscar soluções sim, mas que atendam a todos, mas principalmente precisamos aprender a EXIGIR dos “governantes” transparencia, atuação verdadeira em prol de todos e nao apenas no proprio bolso (ou cueca).

  52. Isa disse:

    Moro em Moema, ao lado da ciclofaixa (Av. Rouxinol). Transito por essa rua grande parte do dia e começo da noite e a única bicicleta que vi circular durante uma semana foi a do hortifrutas, para entregas… e estava andando sobre a calçada!!! Que tal fazer um levantamento da real utilização da ciclovia, para discutirmos a partir de dados verdadeiros?!

    • Isa, concordo em fazer um levantamento da utilização, mas, para que ele seja justo, precisamos dar um tempinho para os ciclistas se acostumarem com (e serem informados da) existência da nova rede cicloviária no bairro. Se topar se identificar e quiser participar, a convido a dar um depoimento sobre as ciclofaixas em março no blog que escrevo, o outrasvias.com.br. Da tempo de avaliar melhor, pensar, testar. Quem sabe você não se anima em experimentar a tal ciclofaixa em um fim de semana e comece a mudar de ideia. Bom, mesmo que isso não aconteça, prometo publicar sua opinião mesmo que ela seja crítica às ciclovias. Que tal? Santini

    • David disse:

      Eu passo por ai todos os dias, e meu cunhado tambem.

  53. J.Leme disse:

    Estacionar de graça??? E o IPI, ICMS,PIS.COFINS,INSS, IPVA, além de taxas outras (e tb multas) ?? Isso já não é o suficiente? Embarcando na idéia de que para estacionar seu carro será necessário pagar algo mais, logo o Estado irá cobrar também de quem resolver sair andando a pé pelas ruas: – afinal, é justo que as pessoas usem espaço público de graça???

    • Maria Alice disse:

      Caro J.Leme,

      A minha leitura também vai nesse sentido de ter, pelo menos, um mínimo retorno daquilo que se paga. É uma questão de noção de cidadania. Afinal, dinheiro não é tão fácil de se ganhar assim, visto que vai suor de trabalho e tempo de vida na obtenção.

  54. Luciano disse:

    É muito fácil sugerir priorizar o transporte coletivo. Londres e NY construíram as suas malhas metroviárias ao longo de um século. E mesmo assim o uso de carros ainda é nescessário. Infelizmente a construção de uma linha de metrô custa absurdamente caro. E nós paulistas só podemos contar com nós mesmos para pagar pela sua construção. No momento estão sendo construídas as linhas de Pinheiros e Santo Amaro. Trata-se de um trabalho que é feito ao longo das décadas e não adianta se iludir com soluções simplistas e imediatistas.

  55. Osmar disse:

    Não li todas as respostas e nem conseguiria, afinal, tempo é uma coisa muito nobre ultimamente, vou dar minha opinião e se alguém puder ler agradeço: A ciclo rota é uma opção muito interessante, mas como foi feito em todas as ciclovias já feitas em São Paulo trazem mais problemas do que soluções, vamos aos exemplos: a ciclovia da Radial Leste usa a calçada que era destinada ao pedestre e hoje tem que ser divida; a da Sumaré que está em péssima situação e não é ciclo via e sim uma prova de aventura pelas raízes quebrando o piso, pessoas caminhando e outras levando seus cachorros pra passear e os que levam até bebes em seus carrinhos; a mais tosca é a ciclovia da marginal pinheiros que muitos vem aqui na minha oja falar bem daquilo, pelo amor de Deus, uma ciclovia feita entre um rio poluidissímo e uma via muito movimentada vai trazer saúde pra quem? outra coisa é que se entro nela aqui perto de pinheiros só saio dela lá em Santo Amaro! e se eu quiser sair antes como faço? mais uma, a prefeitura de vangloria de ter construido ela! como assim construido se a via era de manutenção da cptm que já existia? Sobre o fato da Ciclo Rota é um lugar problematico pra se fazer pelo alto poder aquisitivo das pessoas e por isso se acharem melhores que as outras, no caso da senhora que foi comentada e seu comércio penso que se seus clientes são tão ricos podem colocar seus carros em estacionamentos sem qualquer problema e no caso de estacionamento ao lado da ciclorota acredito ser totalmente enviável e perigosa pra ambos!
    Sobre o fato de nós ciclistas estármos preparados pra isso eu pergunto e os motoristas estão preparados para dividir seu espaço com outro meio de transporte? Estamos em uma metrópole e devemos mostrar evolução, por isso, todos devemos aprender a conviver em harmonia e só assim teremos uma cidade digna de 1º mundo! Eu acredito que isso é possível e vc????

  56. Paulo disse:

    Esse pessoal contra as ciclovias são os famosos umbiguinhos. Só se preocupam com seu umbiguinho. Só há uma solução, investimento em transporte público e transportes alternativos e ponto. Esses que são contra, ainda que São Paulo tivesse o melhor sistema de transporte publico do mundo, nunca abririam mão de entrar no seu carrinho com ar condicionado, musiquinha e viver no mundinho umbiguinho deles. Acordem, saiam desse mundinho. Uma coisa é certa, os ciclistas também tem que respeitar às leis de transito e estarem passivos a punição. Por ordem é: pedestre, ciclistas e automóveis. Cada qual com suas responsabilidades.

  57. vladimir a sita disse:

    O “público virou privado”…Não é só usar a rua para estacionar! Éusar as calçadas para colocar lixeiras imensas na frente dos prédios( todos eles tem recuos. Porque não colocar ali as lixeiras?)
    É pintar por conta propria as faixas que delimitam as entradas e saídas das garagens, diminuindo a quantidade de vagas para estacionar.
    Quando são os “politicos”, gritamos. Quando somos nós, calamos e ficamos coniventes.
    Falta-nos educação, civilidade e ética, e não só aos politicos, e é por isso que aceitamos passivamente essa bandalheira toda. Porque fazemos parte dela.

  58. Tá mais do que na hora do povo tomar consciência e entender que as vias da cidade são públicas, e mesmos os ciclistas tem o direito de trasitarem com segurnça por elas. Eu sou a favor de mais ciclofaixa espalhadas pela cidade e que seja colocado em prática os direitos e deveres do ciclista sob o código de transito brasileiro. Vide http://www.ta.org.br/site/Banco/4leis/CTB_Bolso.pdf

  59. Paulo Godoy disse:

    Os argumentos do Sakamoto me parecem válidos, mas partem de uma premissa errada: ninguém estaciona de graça um veículo automotor licenciado. Ao contrário, para ter o direito de pôr um veículo na rua e usar as vagas eventualmente disponíveis, paga-se um conjunto considerável de impostos, que são cobrados justamente a título de contribuir para com o bem comum: IPVA, IPI, imposto sobre combustíveis, pedágio, ICMS, seguro obrigatório e muitos outros. Antes de condenar como luxo o uso de automóveis, devemos recordar a falta gritante de transporte público minimamente eficiente e o fato de os veículos automotores moverem não só seus proprietários, mas também uma grande parcela da economia.

    • Maria Alice disse:

      Caro Paulo Godoy,

      Concordo plenamente. Discussão inútil essa de reduzir com os carros particulares, visto que duas hipóteses se destacam: (1) os montantes arrecadado$ nesse tipo de fonte é diretamente proporcional aos transporte público e segurança precários; e (2) de sempre termos sido cobaias de laboratórios gerenciados por pessoas não habilitadas mas bem remuneradas e pagas regiamente.

      No mais, ainda bem que Papai Noel vem ai com um saco enorme trazendo todos os nossos amiguinhos poderosos(Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Robin, Batgirl, Aquaman, Liga da Justiça, Marvel , Homem Aranha, O Fantasma, Zorro, Hulk, Capitão América, X-men, O Máskara, Chapolin Colorado e muitos outros). Com isso, os cidadãos crédulos vão realizar um grande sonho: não precisarão mais refletir sobre nada.

      • Maria Alice disse:

        Eu tinha colocado “o montante arrecadado” e decidi mudar para o plural, mas acabei não consertando o verbo. Assim, lá vai: “os montantes arrecadado$ nesse tipo de fonte SÃO diretamente proporcionais aos transporte público e segurança precários”. (acho que agora ficou melhor)

  60. Reinaldo disse:

    Como morador de Moema há anos, estou sentindo que pouco a pouco pequenos comércios e lugares que faziam deste lugar, um local agradável, estão desaparecendo. eu não falo de lojas luxuosas, mas de açougues, quitandas, cafés, banca de revistas… erá ótimo andar nas calçadas a pé, atravessar as ruas sem dificuldade. Agora, as lojas estão fechando, as pessoas deixando de passear pelas calçadas, dá medo de atravessar as ruas… Não sou especialista, mas sinto que a vida de bairro está desaparecendo. Dando lugar a carros passando em velocidade e a vizinhança está virando meio de percurso. Não sou rico, não tenho dois carros e sou cidadão como outro qualquer. Luto pelo direito de manter a qualidade de vida que tínhamos. Manter as características de bairro, vizinhos, pessoas conhecidas, gente na calçada e carros em baixa velocidade. Proibir o estacionamento, foi um erro pois estimula o trânsito e aumenta a velocidade. precisamos de ciclovias, não há dúvidas, mas do jeito que estão implantadas, não está certo.
    O que a cidade precisa é de Metrô, para que as pessoas possam circular pela cidade. ônibus de boa qualidade. Ciclovias bem implantadas e circulando junto com os carros. Leis e sistemas de aplicação de leis que garantam o respeito aos ciclistas no trânsito com veículos. Respeito a ciclistas, pedestres e aos moradores. estamos falando de pessoas, vidas… não de pobres, ricos, …etc. Queremos uma cidade mais humanda e não a transformação do espaço público em auto vias de veículos… Moema está cada vez mais triste. As pessoas estão desaparecendo das calçadas e carros de passagem estão tomando conta de tudo.
    Chega de medidas eleitoreiras, de tapar o sol com a peneira… Metrô agora. Transporte coletivo e estacionamento nas ruas sim, para dificultar o trânsito de veículos, estimular o cidadão a deixar o carro e andar… passear, dar vida (humana) ao espaço público. Não somos rota de passagem, somos um bairro, uma comunidade que estão destruíndo com tanta incompetência. Planejamento urbano se faz com arquitetos, urbanistas, sociólogos e assistentes sociais. Não com políticos e noemados para cargos públicos.

    • Reinaldo, seu comentário foi o mais legal feito até agora. Depoimento pessoal, sincero e direto em cima de ideias, mais do que em ataques pessoais ou em querer marcar uma posição. Parabéns. Santini

    • marilu disse:

      Reinaldo, boa tarde!

      o seu comentário é td de bom, vc é morador do bairro, então é vc quem sabe das coisas, é vc que enxerga o que está de fato ocorrendo! parabens pela sensatez!
      abs

    • Josue ALmeida disse:

      Reinaldo não é só Moema que está sofrendo com isso, são todos os bairros de São Paulo a exploração imobiliária não tem limites. Os empresários da construção não estão nem aí para a cidade. São irresponsáveis mesmo (do ponto do bem público x privado).

      A verticalização faz subir os preços dos imóveis e, consequentemente do IPTU, assim pequenos negócios não sobrevivem: serviços, restaurantes, lojinhas não têm vez nesse quadro político-autoritário.

      Eu defendo as ciclovias, mas elas também estão sendo utilizadas de forma eleitoreira. Sem qualquer planejamento. Veja a Ciclorrota, o próprio Kassab disse que na CICLORROTA teria policiamento civil, ele só esqueceu de avisar o secretário municipal de transportes.

      Além de arquitetos, sociologos e urbanistas eu incluíria biólogos, geógrafos e administradores. Excluo os economistas porque esses só querem bater metas.

  61. marilu disse:

    Sakamoto boa tarde!

    é simples: não cabe mais nem pensamentos em São Paulo! tudo que é medida não passa de paliativo, de coisa provisória que acaba por não agradar nem gregos nem troianos, daí tbem não pega, pq uns não querem, outros não gostam e outros não deixam!
    é triste mesmo ver tantos problemas numa cidade que é assim tudo de bom! as soluções tem que vir de projetos de verdade, com visão de futuro, sem bairrismos nem politicagens, mas daí eu já acho que to sonhando né? pode ser que demore, mas um dia, as pessoas acordam e começam a ir pro interior, vai ganhar todo mundo, o interior cresce e São Paulo desafoga! rsrsrsrrs é possivel, mas pouco provavel!
    abs

    • Chesterton disse:

      Bom dia Marilu, a solução é encarece o combustivel assim só ricos vão andar de carro, como há 100 anos. O resto vai de patinete.

      • marilu disse:

        Chesterton, boa tarde!

        me diz aí: vc é ortopedista né? rsrsrsrrsrsrs pq de patinetes seria muito legal mesmo, mas principalmente lucrativo pros ortopedistas né? rsrsrsrsrsr
        bjossssssssss

  62. Luciano disse:

    Mas é evidente que é justo estacionar de graça na rua. Afinal o governo não oferece nenhuma garantia de que o carro não será roubado. Sem contar que já pagamos inúmeros impostos para adquirir e manter um carro. IPI, ICMS, IPVA e inspeção veicular.

  63. Sou plenamente a favor das ciclo faixas, acredito que seja uma obrigação do condutor de qualquer veículo ter o cuidado necessário para que acidentes de maior gravidade não ocorram, lógico que tudo tem que ser discutido e bem elaborado para que haja um bem maior a todos, tanto os ciclistas como motoristas e comerciantes!
    Ululante fica a forma como a dona do estabelecimento se colocou nesta reportagem, o assunto tem sim que ser discutido, porém se a solução é a perda de alguma forma deste ou aquele aspecto, porém confirma que como um todo será melhor desta forma, o normal é confortar-se com a perda para bem comum… Agora explicitar isso com uma frase: “Onde eu vou por minhas clientes milionárias de salto” não é argumento pura e simplesmente para interrupção da ciclo faixa em Moema!
    Acredito que apontar novas ideias e soluções práticas é muito mais difícil que simplesmente excluir algo bacana como este projeto… Posso estar equivocado, ou não!

  64. JDP disse:

    Muito embora seja um direito de qualquer motorista habilitado circular com seu carro pela cidade , temos que compreender que o transito paulistano está inviavel , faz mal à saúde. E não é só por culpa dos governantes. É o comportamento dos proprietários de veículo que usam o carro até para comprar pão de manhã . O sedentarismo é tanto que no estacionamento dos supermercados existe a disputa pelas vagas próximas a porta de entrada enquanto as mais distantes ficam vazias. O cidadão adquire um carro e passa a olhar com desdém para a fila dos transportes coletivos. A desculpa é sempre a mesma, de que os transportes coletivos são péssimos , o que é outra mentira. Com a atual malha metroviária pode-se locomover na capital muito mais rapidamente de coletivos do que com automóvel , sem falar no transtorno que é conseguir vaga para estacionar. Assim sendo resta ao poder público diminuir o espaço dos automóveis ampliando o dos transportes alternativos como a bicicleta. O protesto daquela senhora logista ignora o que acontece na Europa. Vi muitas senhoras elegantes e idosas trajando casacos de pele pedalando uma bike com pequemos bagageiros , na capital da bavária. Também vi homens bem trajados indo para seus escritórios de manhã dentro do Sbahn (metrô ) em Munique . E não seria de se espantar que tais pessoas podem muito bem ter deixado um Mercedez ou uma BMW na garagem de casa . Tudo questão de mentalidade.

    • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
      Olá! Caro JDP, com todo o RESPEITO. O que cada TITULAR do seu carro ou automóvel faz com ele, é problema do TITULAR. Sua colocação de que o TITULAR de sua propriedade automobilística, NÃO pode comprar PÃO com o CARRO é de uma IMBECILIDADE INOMINÁVEL. O sedentarismo das pessoas é problema delas. Podemos apenas sugerir algo diferente. Exigir o comportamento, só um IDIOTA, pensaria nisso. O cidadão que adquiri um carro NÃO olha com desdém para a fila, imagina até quando esses governos CORRUPTOS vão parar de ROUBAR e fazer algo pelo transporte público, e, sem pensar nas eleições. Os transportes públicos não são ruins, você tem razão; SÃO UMA MERDA! Com o metrô você vai apenas aonde ele vai, e nem sempre é próximo ao local que você vai. Ainda, com o metrô se você marcar horário com alguém, vai falhar uma enormidade de vezes. Sem contar que em alguns casos. Nem vai chegar. A EUROPA talvez por andar de bicicleta e outras idiotices está QUEBRANDO. É tudo questão de mentalidade.
      E faça-me um favor: Deixe de ser POLICIAL da vida dos outros. ISSO AQUI NÃO É COMUNISMO, não é EX-URSS e muito menos CUBA!
      Insisto: O número de acidentes vai AUMENTAR. Os médicos ortopedistas vão ganhar uma GRANA ÓTIMA. Nisso é BOM!
      Veja quanto está custando em números à brincadeira IRRESPONSÁVEL dos motociclistas. Entre, mortes e fraturas e, leitos ocupados por diversos meses. Quem paga essa conta somos NÓS com impostos e redução em outros atendimentos.
      Esse programa INFANTIL de andar de bicicleta e, o desrespeito dos motoqueiros e motociclistas vai dar um prejuízo nas contas da previdência. Há uma saída, aumentar as alíquotas de contribuição em FOLHA!
      Insisto: Carros, caminhões, ônibus, NÃO combinam com MOTOS e BICICLETAS.
      OPINIÃO!

      • JDP disse:

        Ricardo ! Você não sabe nem ser iconoclasta , e além de tudo é analfabeto funcional. E vou ficar por aquí pois duas linhas para vc é muito!

      • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
        Olá! Caro JDP, não se trata de derrubar ou não mitos. O fato aqui é: Só faltava, em um governo, que sofre por icterícia mental, propor uma idéia dessas. Imaginar sequer que o ESTADO, representado pelo governo vai dizer se você TITULAR do seu carro, deve ir às compras de carro ou a pé, ou de patinete.
        Vai que a idéia pega, nesse governo destrambelhado. E dá-lhe ação no STF para corrigir essa maluquice.
        Bicicleta se utiliza nos parques, no campo, nas praias. Colocar essa gente no meio do trânsito, pois, será inevitável, ficar no meio do trânsito, é NÃO ter a menor noção do RISCO que estão impondo a essas pessoas.
        Continuarei criticando essa iniciativa pelos riscos a que estarão expostos os ciclistas.
        OPINIÃO!

      • JDP disse:

        Ricardo! Nenhum governo democrático pode proibir o cidadão de ir onde quiser e da forma como lhe aprouver. Isso é fato mas o comportamento dos proprietários de carro é uma das causas desse transito maluco em Sampa. Você diz ser contra a bicicleta por causa do risco que representa pedalar no transito. Agora eu pergunto : – porque é perigoso? – Não seria porque os motoristas NÃO RESPEITAM os ciclistas? Por mais que não se queira , a solução de quase todos os nossos problemas estão ligados ao comportamento da população de um modo ou outro , incluindo aí os governantes. Qual é a essencia deste blog? Aquí se discute o comportamento humano em diversos graus de profundidade. Não há como fugir disso!

      • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
        Olá! Caro JDP disse: 17/11/2011 às 12:57.
        Sem dúvida, exatamente, por se discutir em profundidade os comportamentos humanos, é que insisto: Andar de BICICLETA é saudável. Só NÃO é saudável misturada com o trânsito FRENÉTICO de São Paulo. Considero irresponsabilidade dos que assim pensam, pois, pensam de maneira incompleta. Considero INCONSEQUENTES os que desafiam a MALUQUICE diária do trânsito paulista. E, até com viés contravencional os políticos e os que direta ou indiretamente reproduzem essa propaganda, política eleitoreira e de política de aumento de vendas de bicicletas.
        É, isso mesmo! Estou avaliando comportamentos no mínimo IRRESPONSÁVEIS.
        Veja: Até as SEGURADORAS poderão se fizerem estudos estatísticos e probabilísticos em relação aos riscos envolvidos e em relação à falta de prevenção a acidentes, decidirem por aumentar os prêmios de seguros dos que se deslocam com bicicletas ou se declarem possuidores ou utilizadores de bicicletas, como meio oficial de transporte público ao invés de lazer.
        É isso que se faz, ao se assegurar um carro, moto, ônibus, caminhão etc.
        Essa pesquisa demonstrará que o condutor de uma BICICLETA se expõe a mais de 95% (noventa e cinco) por cento de risco ao se defrontar com uma situação limite em eventual acidente. Os danos serão gravíssimos ou até fatais. É disso que se trata.
        é dentro desse pensamento e independentemente de: Somos comportados ou NÃO comportados que se calcula o risco. E o custo da prevenção ou eventual INDENIZAÇÃO. Sem falar nos custos hospitalares.
        Portanto, colocar pessoas andando no meio da marginal, no meio da radial leste e outras vias complicadas. Com todo o esforço que possa fazer, Não consigo compreender essa atitude que conta efetivamente com alto potencial de prejuízo e prejuízo ao CICLISTA. Ele, ciclista, num acidente é o anteparo da PANCADA.
        Mesmo se imaginarmos um pessoal altamente comportado, não se ausenta o risco por imperícia ou distração ou mesmo uma anomalia mecânica que possa produzir tal evento. Daí, a questão verdadeira é: Quanto estamos dispostos a CORRER RISCOS e QUANTO estamos dispostos a PAGAR por isso? Essa é a questão. Se, culpado ou por DOLO, tanto faz, como fez.
        Esse é o ponto que chamo atenção!
        OPINIÃO!

    • Maria Alice disse:

      Caro JDP,

      Primeiramente, gostaria de lhe dizer que gosto bastante de andar de bicicleta e, assim, para mim seria um grande prazer usá-la.

      Os seus exemplos foram interessantes, por isso antes analisarei a minhas possibilidades com os seguintes dados, abaixo:

      Países com mais alta taxa de roubos registrados:

      1º. Lugar: Chile( é o país mais alto entre todos em assaltos e no número de roubos é 1.275 por ano registrados em 2004)***.
      2º. Lugar: Argentina( 2006: em média 905,3 casos de assaltos)****
      3º. Lugar: República Dominicana:( 2006: em média 556,4 roubos e assaltos)****
      4º. Lugar: Costa Rica( 2006: 527,3 assaltos) ****
      5º. Lugar: México( 2006: 504,7 assaltos)****
      6º. Lugar: África do Sul(2002: em média 494,5 roubos )**
      7º. Lugar: Nicarágua( 2006: 440,7 roubos)
      8º. Lugar: Equador (2006: 398,8 assaltos )
      9º. Lugar: Estônia( 2001: em média 346,6 assaltos) *
      10º. Lugar:Suazilândia(2004: 304,2 roubos e assaltos) **

      Cadê o Brasil ? Ah, HOUR CONCOUR !

      Explico: andei procurando, mas só achei os dados de uma das cinco mil e quinhentas e sessenta e cinco cidades brasileiras, Canoas (RS), e, então, achei desnecessário dar continuidade na procura. Dito isto, vejamos os nossos dados:

      Canoasl ( SÓ DE ROUBOS: (2001: 2.920 )* , (2002: 3.272)** , (2004: 4.284)*** e (2006: 3.874)****

      Bem, como você pode bem observar não há dados das cinco mil quinhentas e sessenta e quatro cidades brasileiras restantes, principalmente as capitais.

      Fontes:

      http://segurancaedemocracia.wordpress.com/2011/02/25/canoas-tem-menor-numero-de-rosubos-em-dez-anos/

      http://tvcanal7.blogspot.com/2011/04/top-10-paises-com-maior-indice-de.html

      Como você pode ver, ainda, a Alemanha nem aparece entre “os dez mais”; portanto, acredito que não se deva pegá-lo como país referência para o caso em questão.

      O que eu pretendo dizer é que seria até gostoso colocar nos pés um par de tênis e na cestinha (da bicicleta) os sapatos altos para colocá–los só no destino, visto que, como já disse, adoro bicicletas. Então, até aqui, tudo bem. Ocorre que, no Brasil, para quem não gosta de ter má aparência, fica um pouquinho inviável o uso da bicicleta, dado “o nosso estilo feminino de estar sempre correndo”( dos ladrões, é claro). Até porque também teríamos que tomar táxis, de qualquer maneira, isso porque no meio do trajeto as bicicletas trocariam de mãos, compulsoriamente.

      Aliás, numa cidade do litoral norte de São Paulo, onde fui morar por um tempinho , até pensei em me locomover de bicicleta, mas as informações obtidas foram desanimadoras pois a procura por bicicletas de preço zero era muito grande, especialmente nas ciclovias,quer nas orlas ou não. Isso porque os assaltos DE/DAS bicicletas já haviam se tornado cultural. Enfim, desnecessário dizer que assim só se tem duas opções (pelo menos na cidade em que moro): ou se sai a pé (ou de transporte coletivo) de forma maloqueira”, ou de carro. Lamentável. Portanto, é vital que a forma de leitura tenha perspectiva ampla, pautada nas possibilidades reais de cada cultura.

      • JDP disse:

        Alice ! Concordo em parte contigo e com o Ricardo. Só não concordo com o conformismo. – Será que nós brasileiros somos tão selvagens a ponto de não podermos nem sonhar um dia poder conviver com carros e bikes nas ruas? Se em outras nações isso é possível porque aquí não. A meu ver aceitar essa condição é admitir a nossa própria incapacidade de nos tornarmos mais civilizados. Os exemplos de fora servem apenas para dizer que tais coisas são possíveis , não um modelo à ser seguido ou imitado. Jogar a toalha não é solução.

  65. Pereba disse:

    É justo ter que pagar 50,00 pro flanelinha?

    • verme disse:

      Justo é existirem flanelinhas neste país.

      (Apenas pra deixar claro, o sentido dessas palavras é trágico, viu?)

      Obviamente o FeDu não ia deixar de escrever outra porcaria.

      • Edu disse:

        Estou embasbacado, vc acha os textos dos Sakamoto uma porcaria? Olha a semelhança do que ele escreve com o que eu escrevi. Não concorda? Aponte onde estão as diferenças!

        Aqui sobre a “classe média alta”.

        Título: Sobre a falta de tolerância em lugares apertados.

        “O pior não é pegar um vôo transcontinental, tendo que ouvir horas de um grupo de classe média alta paulistana arrotando preconceito, transpirando intolerância e exibindo o seu poder de compra a torto e direito no raio de alcance do seu ouvido.”

        http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/10/18/sobre-a-falta-de-tolerancia-em-lugares-apertados/

        Aqui sobre o “direito” de fazer contravenções, no caso invasão de edifícios.

        Título: Ocupar é preciso. Porque gente vale mais que barata

        “Por isso, o apoio às ocupações que começaram nesta segunda em São Paulo é a diferença entre a civilidade (e a consciência de que o respeito à dignidade humana e não a antropofagia é que deveria nos unir) e a barbárie (de pessoas morando em palafitas sobre córregos de merda, enquanto outras vivem em triplex com mais de mil metros quadrados).”

        http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/11/08/ocupar-predios-e-preciso-porque-gente-vale-mais-que-barata/

        Claro que minha resposta não é a mesma. Mas segue bem a linha de raciocínio.

      • verme disse:

        Desabafe com o Saka, teu problema é com ele.

        Pra mim os textos são ótimos.

        Pra vc repito o que disse antes, pra ver se aprende:

        Justo é existirem flanelinhas neste país.

        (Você só vê aparências, não leva em consideração que os personagens sociais são estruturas montadas por toda a sociedade, no cotidiano. As leis, graças ao modo pelo qual são feitas, sacramentam as diferenças, não a justiça. Mas pra quem acha que índios e dondocas são igualmente oprimidos… é de lascar!)

        ***

        Putz, agora que li todo o comentário vi a citação das ocupações.

        Considerar ocupações como crime, criminalizar movimentos socias, considerar ocupantes criminosos… como não ridicularizar uma INTERPRETAÇÃO das leis como essa?

        A intenção é uma só: pagar um sapo de defensor incansável da lei (e da democracia!) pra descer a lenha nos insatisfeitos.

        Como se os insatisfeitos não fossem capazes de mobilizar massas, que pressionam o legislativo a aprovar leis progressistas.

        Infelizmente, o poder só se volta para a base social com a faca no pescoço.

        Quem quiser justiça terá de arrancá-la, esperar por burocratas dorminhocos… xi…

  66. Edu disse:

    Justíssimo!

    E se não pagarem, o flanelinha deveria riscar mesmo o carro das pessoas. Afinal, é um absurdo que a burguesia paulistana de classe média-alta estacione livremente os seus automóveis por aí, arrotando arrogância, destilando preconceito.

    O flanelinha é um retrato da miséria e da diferença social provocada por essa burguesia opressora e imperialista e deve lutar, nem que seja com as próprias mãos para reduzir essa diferência gritante de oportunidades no Brasil. Ainda que essa luta seja uma estorção de um cidadão de bem.

    (Apenas para deixar claro, o sentido destas palavras é irônico, viu?)

  67. Angelica disse:

    Ola, curto o blog e acho a iniciativa ótima de divulgar as bikes.
    Mas tenho duas observações a fazer:
    1) as vagas de Moema não são gratuitas, são pagas: são zona azul. E grande parte do dinheiro da manutenção das vias públicas, e INCLUSIVE das vagas de estacionamento, vem do IPVA, que é pago pelos proprietários de carros.
    2) Acho válido que a ciclofaixa exista, mas moro em Moema, e tenho visto muitos ciclistas desobedecendo as leis de trânsito tanto quanto muitos motoristas. Falta conscientização dos motoristas, mas falta também para muitos ciclistas. Muitos circulam na contra-mão ( especialmente nas travessas, como rua Canário e Inhambu), vários circulam entre as faixas, fazem curvas perigosas fechando carros, circulam nas calçadas ( mesmo nas ruas com ciclofaixa) e passam as bikes no farol vermelho.

  68. Chesterton disse:

    minha mae tem 70 anos, trabalha em dois empregos, caminha ao menos 3km/dia, trabalha de transporte publico,

    chest- pô, isso é trabalho escravo, nessa idade, 2 busuns para chegar no trampo, que filharada ingrata.

  69. David disse:

    Somente um cara que foi mimado e teve tudo na vida para dar uma resposta infeliz destas. Alem disto, esta é uma opção de saude, mantem a mente ativa.

  70. Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
    Pessoal, considero uma bobagem sem tamanho esse papo de ciclovia. Com certeza dará muitos votos, àqueles, do tipo voto ESCRAVO obrigatório direto. A política cada vez mais utiliza uma montanha de eleitores/as, que gostam de uma BABAQUICE.
    É o seguinte: Pelo volume de grana arrecadada o que precisa em São Paulo é transporte público, farto, limpo, eficáz, eficiente, e para todos os cantos.
    Essa conversa MOLE de que em MOEMA bairro nobre, nem todos concordam, precisa de ciclo-faixa é uma balela eleitoreira. Salvo engano, na República do Líbano, esquina com av. Ibirapuera, há local para todos andares de BICICLETA. Entretanto, preferem uma pseudo idéia politicamente correta e, que no fundo é TOTALMENTE INCORRETA, TORRAR o saco dos motoristas. Pior, muitos vão utilizar os serviços de traumatologia, quem vai gostar são os médicos ortopedistas.
    Outro dia quase fui atropelado por uma motorista de BICICLETA com um guarda-chuva, se escondia atrás dele. Perdendo a visão à frente. Ainda bem, desviei! Ficou o susto.
    Os políticos são IRRESPONSÁVEIS E INCONSEQUENTES. Vão apenas FERIR muita gente.
    E os que utilizam bicicleta em São Paulo e, centros nervosos, são uns IDIOTAS.
    OPINIÃO!

    • Cora disse:

      Claro, gente sensata anda de carro!

      • Jose Mario HRP disse:

        Cora, carro vai definhar mundo afora.
        Onibus precisa resolver o problema diesel e mudar.
        Metro precisa ser feito mais rapidamente.
        Gov incompetente!
        Pra voce um brinde:
        http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/foto/0,,57725353,00.jpg

      • Cora disse:

        Eu fui irônica Jose Mario. Acho o carro um estorvo.

        Mas, ó, queria mesmo te falar um negócio… foi mal aê!

        É q sou meio distraída, sabe? Só agora entendi o q vc quer saber, mas tá com vergonha de perguntar! Vc falando da Britney td hora… caramba, como sou lerda!

        E, apesar de vc não estar se comportando muito bem, conforme tínhamos combinado (vc lembra, né?), eu quero mesmo te ajudar, tá legal?

        Então, fica a dica!

        http://www.youtube.com/watch?v=kJJzu7yFrhc

        Qq coisa é só pedir ajuda de novo. Estamos aí pra isso!

        E não esquenta muito a cabeça, não, q no final dá tudo certo, tá?

        Boa sorte e td de bom!

      • Jose Mario HRP disse:

        Apelou ehin?
        Pornografia não rola…..

      • Cora disse:

        Jose Mario, fala sério!

        Pornografia? O vídeo é super didático, sem apelação, sem falso moralismo. Mandei pra te ajudar mesmo. Vai ser útil pra vc. Afinal, vc tava pedindo.

        E tem mais: não estamos no colégio, pra vc ficar me dirigindo gracinhas e provocações.

        Ou vc para com essa história, ou a gente conversa sobre o q tá acontecendo. Como disse no post anterior, não vou jogar com vc. E vc não vai jogar comigo. Falei sério qdo critiquei sua atitude da primeira vez.

        Vc está apelando há mais de 15 DIAS! Já deu né? Cara, vc tá parecendo adolescente mesmo. Tem certeza q não tem 15 anos?

        Tá pedindo há vários posts. Provocando. Eu ainda fui bacana.

        Vê se cresce.

      • Jose Mario HRP disse:

        PORQUE SERÁ QUE ESSA TURMA DE HOJE COLOCA SEXO EM TUDO?
        E porque essa tendencia a vulgaridade ridicula que os que não tem capacidade básica para interpretar texto adoram explicitar?
        Aqui no caso da incineradora de sutians isso fica mais que claro!
        KKKKKKKKKKK…..E já viram só como essas “mulherzinhas valentes” logo elevam o ton e começam gritar bordões sexuais a la Freud e Lacan, numa atitude defensiva e agressiva que beira o patético, com seus dedinhos em riste e ares de donas oniscientes da verdade!?????
        SENSACIONAL ESSA IRRACIONALIDADE JUVENIL “TEENEGERIANA”!!!!

      • verme disse:

        Tá certo.

        O cara posta foto de Britney com o dedinho no canto da boca, roupas mínimas, agarrada a um bichino de pelúcia, do tipo “sou tua filhinha, me come, papai!”, coisa mais manjada no pornô, e são os outros os pornográficos.

        Vai ser hipócrita lá na casa do chapéu!

        O grito histérico ao vídeo de Cora dá bem a medida de como o tema é problemático a nosso amigo, um freudiano realmente adoraria dar um pitaco.

        De quebra tá cheio de medo de mulher, preocupado com dedo em riste, ou seja, com IGUALDADE.

        Só faltou dizer: volta pra cozinha, lava minha roupa e afins, ou te dou uma porrada.

        Britney filhinha tarada pode, vídeo informativo ofende.

        (Na verdade, o que ofende é a ideia de que se faça uma referência a sua impotência sexual, àquele patrimônio ideológico inalienável do macho: “sou comilão”.)

        Cara que se diz de esquerda.

        Putz.

        E a esquerda foi isso mesmo.

      • Jose Mario HRP disse:

        E pra explicar melhor ao nosso ALLUha, a foto da Britney mostra a pelanca exposta….mas sua santidade não percebeu!
        Não tem nada de sexual!
        A OMS adverte, a marofa prejudica os sentidos!

      • verme disse:

        Putz.

        Se entrega de novo.

        Outra piada involuntária.

        Pelanca.

        Ou seja, o que continua valendo mesmo é a foto da filhinha oferecida, a pornô.

        Nó cego demais.

        Só não vale negar a foto, tá lá no seu comentário.

        Quanto a maconheiros, você mesmo os defendeu há pouco.

        São os moleques inteligentes da USP.

        Não curto erva, ainda não é tempo de relaxar. Pra cada cigarro desse tem um molequinho levando tiro na mão.

        Mas tá claro que você cheirou loló demais.

        Tá confuso, desencontra informações e quer juntá-las à força.

        O químico que acredita em mágica, crê que um argumento pode se estruturar sozinho, de uma maçaroca de frases desconexas.

        Tipo o ministro que também defendeu por aqui (que tal você comentar?, off topic, já que vive fugindo dos assutos em pauta por problemas de raciocínio), o Lupi.

    • Jose Mario HRP disse:

      Depois dessa “analise sem rebarbas” do nosso ALLUHA AKBAR QUE DIZER MAIS?
      Eu brinco com ironia e ele esperneia com frases feitas, velhos refrões pós modernistas e psinalise barata!
      Careta. voce não me intimida que fique claro, nem te levo muito a sério(e daria?), eu até escrevo de modo a sua verve poder se exercitar, porque sua carencia de mandonismo da verdade pede!
      Esbraveja aí pra gente dar risada!
      Mas as vezes chega no ridiculo!
      Então menas meu menas!
      KKKKKKKKKKKK……

      • verme disse:

        Ou seja, você se faz de idiota pra eu poder chutar.

        Fala sério.

        Cadê tua dignidade, matusalém?

        Tu que sempre votou com a Articulação, e eu sou o mandonista?

        Lamento.

        Demais, nunca usei de psicanálise aqui.

        Se você tivesse pelo menos lido UM único livro de Freud ou de introdução à Psicologia, veria que estou muito longe disso.

        Detesto Freud, embora saiba que o que dizem aqui sobre recalque ou repressão é infame, simples senso comum.

        Você me joga nesse saco porque esse é o limite da tua experiência, que se concentrou em obedecer aos verdadeiros mandonistas do sindicato (se é que participava de reuniões além das assembleias gerais). Pra você, um cara que faz crítica anticapitalista e não é Articulação, é lacaniano (nunca li Lacan), underground, sei lá o quê. Pobreza.

        Posto minhas fontes.

        Fosse menos preguiçoso, alcançaria o que escrevo.

        Ou me rebateria.

        Não sou eu que te intimido, é você que se sente intimidado por estreiteza de repertório.

        Estude, matusa, ainda é tempo.

        Estude qq coisa, inclusive os pensadores que vc disse que respeita: Lênin e Gramsci.

        Cadê teu Lênin? Cadê teu Gramsci?

        Conceitos batidos como luta de classes, tomada de poder, classe operária, hegemonia SEQUER são aventados por você.

        Você só faz papaguear sites petistas, você é a sombra dos caras que manejam esses conceitos. Você os dilui sem refletir sobre eles, você nem sabe direito com que concorda ou discorda.

        Por enquanto, segue na intuição.

        Estude, pra que falemos de igual pra igual.

        Fora isso, você é como o chester ou o burrico, apegado ao mero individualismo não refletido.

        A defesa do indigente.

        Um site muito legal:

        http://antivalor.vilabol.uol.com.br/

      • Jose Mario HRP disse:

        Desfile da capacidade intelectual(super estimada?), menosprezo pelo próximo, rotulações desprovidas de conteúdo, aquela velha “!estória” de “estude” para chegar aonde cheguei(modéstia?), ???? e…..Lenin , Gramsci?
        , é, eu vou jogar esses caras e sua bagagem cultural nesse miolo de saco de gatos com peças como ele(já pensou nas reações e catarses como a dele??), e por fim exibicionismo e propaganda enganosa do estofo cultural acumulado pelo ALLUha AKBAR!
        Continuarei a escrever de modo a excitá-lo, e me divertir com sua pomposa histeria!
        Daremos muitas risadas as tuas custas caro Grande Mestre!
        Articulação?
        Nem filiado sou a po rra nemhuma……sindicalismo?
        Sindicato dos engenheiros quimicos?
        Nem ferrando!
        Abs. Magnífico!

      • verme disse:

        Taí,

        Indigente.

        Estudar?

        Bah!

        Melhor seguir a onda da Articulação!

        (E olha que nem filiado é!)

        ***

        Mas não é só com livro que se ganha repertório.

        Algumas das lideranças mais legais que já conheci tinham pouca escola, nunca tinham lido Marx.

        Mas estavam sempre em debates, em gabinetes de prefeitura.

        Discutindo, discutindo.

        Traduzindo palavras difícieis em coisas acessíveis aos pares.

        ***

        Mas nosso químico…

        Nada.

        É papagaio.

        E assumiu que assim será.

        ***

        Preciso sair.

        Depois posto TEU comentário onde você fala de Gramsci e Lênin.

        Já que a loló não te deixa lembrar de nada.

        Como aquele teu ministro a ser defenestrado.

      • Jose Mario HRP disse:

        Rastejante….menas tio!

      • Jose Mario HRP disse:

        Vindo da festa e ….
        O rastejante não dá braço a torcer!
        E como gosta de esbanjar sua verdade !
        O dono da verdade!
        Vais ter problemas na velhiuce brother, ou quem sabe uma ulcera?
        Vou a cama que me chamam!
        Até a tarde!

  71. Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
    Olá! Cara Cora! Com certeza, gente sensata anda de carro e cretinos andam de bicicleta em via pública. Com certeza!
    Em uma cidade como São Paulo, com aproximadamente 70 kilómetros por 70 kilómetros, é natural que se desloque de CARRO. OU, seria impossível, cumprir os compromissos nos pontos distantes uns dos outros.
    Eventualmente, o serviço de transporte PÚBLICO se, FARTO e, amplamente distribuído pelos diversos pontos e com horários CUMPRIDOS, talvez, alguns compromissos pudessem ser atendidos. Entretanto, vivendo em um mundo REAL e não ILUSÓRIO e de FAZ DE CONTA, o que existe em serviço público de transporte coletivo em São Paulo-Capital, é uma PIADA.
    Utiliza-se esse serviço de MERDA, pois, as pessoas são OBRIGADAS a levar o leitinho para suas casas. Pergunte para elas, e a resposta virá!
    Bem diferente de conversinha política para fins eleitoreiros.
    OPINIÃO!

    • Cora disse:

      Ricardo, em uma cidade como sp, a solução será o transporte alternativo. Aqui, carro está com os dias contados. Só não está claro, ainda, como isso acontecerá.

      E as cidades médias-grandes, por volta de 500/600 mil habitantes, estão perdendo o bonde da história. De forma geral, negligenciam o transporte coletivo e/ou alternativo e, ainda hoje, procuram abrir mais espaço para carros.

      Poderiam aprender com sp e planejar melhor a expansão. Mas, parece q preferem trilhar o caminho das pedras. E a população olha tudo, sem se dar conta.

      Eu me viro bem com o transporte coletivo. Cumpro meus horários e vou pra onde quero. Mas, sou esperta. Aprendo caminhos alternativos, q me fazem ganhar tempo e usar coletivos em melhores condições. Reconheço q moro em um bairro bem servido, com muitas alternativas. Mas, acho q a população é muito bovina, pq aceita andar numas condições q, sinceramente…

      Não entendo como esse povo não se revolta. Sempre q posso, qdo surge uma oportunidade, coloco umas lenhas na fogueira de alguma conversa bovina. Mas, em geral, o pessoal não recebe muito bem as coisas q eu digo, não. Se ficar qq pulguinha atrás da orelha, já é um avanço.

      E acho q o serviço só é de merda, pq o povo aceita, sem reclamar. Sem pressão, o poder público não faz nada.

      • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
        Olá! Cara Cora! Sempre gosto de ler seus argumentos. Lamento apenas que a idéia de fim para os carros está longe de acontecer. Por sinal, as MOTOS estão poluindo mais que os carros. E depois, caminhões e ônibus. Quando da infeliz Lei eleitoreira de antifumo de tabaco paulista INCONSTITUCIONAL do infeliz serra, vinha alertando para isso. Em uma cidade como São Paulo a solução razoável é transporte coletivo de massa e para barateamento em custo por via aérea. Para desafogar a área central, as marginais, deveriam possuir pistas elevadas com ramais atrelados aos bairros ao redor dela. Começando no Aricanduva, prosseguindo até a Castelo Branco, servindo tanto a Zona Norte como a OESTE e a região de Osasco, alpha, etc. seguindo, já na Marginal Pinheiros até o entroncamento com o acesso a Interlagos e do lado de cá do rio com a Av. Eusébio Stevaux – Jurubatuba. Após, há a linha da FEPASA e se fizer um viaduto por sobre ela, há grandes chances de desviar e desafogar o tráfego da Região do Rio Bonito, Parte da Cidade Dutra, e, Grajaú. Observe: De maneira ELEVADA e não subterrânea. Pois, o CUSTO é menor e há uma grande possibilidade de tornar a vida das pessoas, melhor, pelo fato dos deslocamentos serem mais rápidos, menos cansativos. Entretanto, precisa VONTADE POLÍTICA. Note: Atenderemos e aliviaremos o trânsito em geral! A fluição será muito maior. E muito mais abrangente. E faremos uma integração leste, norte, oeste e sul. E, cada qual se dirigirá às saídas de suas necessidades, sem passar pelo CENTRO DA CIDADE. Salvo os que efetivamente, forem ao centro de São Paulo, inclusive, cairão os índices de poluição. Pois, estarão mais dispersos no entorno das marginais e menos concentrados no Centro. O rodo anel desafoga parcialmente o tráfego de caminhões, e devolve os carros para o estrangulamento, por falta de vias adequadas para recebê-los e distribuí-los. A alternativa sobre o Rio Tiete e Pinheiros são parte da solução. E se a GRANA for para despoluir, e não para outras finalidades, poderá ser até um ponto de encontro nos fins de dia para um Happy ou até pequenos passeios turísticos nos dois rios. A questão não é carro ou bicicleta é PLANEJAMENTO URBANO para valer. Sem VAIDADES antecipadas. Uma curiosidade: As áreas lindeiras aos rios, mencionados, já pertencem em grande parte ao município, estado ou federal, dispensando em grande parte desapropriação. Sai meio que na FAIXA. GRÁTIS. Não onerando o erário público. OPINIÃO!

      • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
        Concluindo a idéia acima: No seguimento leste, Norte, pela Assis Ribeiro e paralela a Ayrton Senna, ou ex- Rodovia dos Trabalhadores, passando pela Usp-LESTE, até altura do KM 230 e 232, 233, DUTRA, pode ocorrer uma integração entre Marginal Tietê, Guarulhos, município com aproximadamente, 800 mil pessoas, e ligando de maneira aérea a Zona Leste sentido Ermelindo-São Miguel e Itaquera-Sapopemba O trecho Norte de São Paulo pode jogar tráfego e retirar tráfego da Fernão Dias, avançando por Guarulhos, cortando a cidade de Guarulhos pela Av. Paulo Faccini, jogando e desafogando tráfego ao aeroporto de Cumbica, e, por sobre a DUTRA e por sobre a Rod. Ayrton Senna, interligando-se ao Rodo Anel, leste, Jacú-Pêssego, fazendo uma INTEGRAÇÃO, ônibus, METRÔ-AÉREO, por via aérea, e, carros dando fluidez aos bairros adensados e com dificuldades de deslocamento. Note: que isso facilitará o deslocamento de regiões como: Lageado, Guaianazes, Itaim Paulista, permitindo mais rapidez e menos desgaste as populações que moram em Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba. Lindeiras a região Metropolitana. TUDO TRANSPORTE COLETIVO DE MASSA DE LONGO PERCURSO. Ao invés de várias conduções, o custo, cairia, para essas populações, hoje, pouco assistidas pelo poder público. É, Cara Comentarista Cora NÃO é mole Não! O fato é que há falta de vontade política para INTEGRAR e muita vontade para EXCLUIR. O que precisa é mudança de PENSAMENTO de MENTALIDADE.
        Sobre sua sugestão quanto a caminharmos para às RUAS. Isso no atual quadro favorável Não mudaria NADA e não mudará NADA.
        Em uma DEMOCRACIA que se pretende ser DEMOCRÁTICA e LIBERTÁRIA é pelo VOTO FACULTATIVO que se resolve isso. Não adianta o POVÃO ir para a RUA fazer um CHURRASCÃO em HIGIENÓPOLIS, e, o poder público, atado em corpo e MENTE, construir uma estação do METRÔ 500 metros ou 01 kilómetro longe do ponto original, pois, a MENTALIDADE reinante no BAIRRO é EXCLUSORA, não querem gente com MARMITA NA MÃO andando junto com os FALIDOS BARÕES da pseudo-ficha-limpa, MAIS SUJA QUE PÁU DE GALINHEIRO. A questão é MUDANÇA de MENTALIDADE inclusive do POVO dito DIFERENCIADO! E tá cheio de gente assim por aí. Como mudar isso! MUITA EDUCAÇÃO! E ciclovia é coisa para OTÁRIO ver. Em outros termos, uma cenoura inatingível. Boa para VOTOS ESCRAVOS OBRIGATÓRIOS DIRETOS. Não para a idéia LIVRE do VOTO FACULTATIVO. OPINIÃO!

      • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

        O NEGOCIO É SEGUINTE MOÇADA!! TODO MUNDO É A FAVOR DE UM TRANSPORTE ALTERNATIVO MAIS SÓ NA TEORIA, NO FUNDO AS CONCESSIONARIAS ESTÃO CADA VEZ VENDENDO MAIS CARRO.ESTAVA LENDO ALGUNS COMENTARIOS E VI O DA CHATA CORA,SOU OBRIGADO A CONCORDAR COM ÉLA,RELAMENTE OS CARROS ESTÃO COM OS DIAS CONTADOS, PRINCIPALMENTE EM SP. NÓS AQUI AINDA VAMOS ANDAR DE CARRO MAIS UM POUCO.

      • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
        Olá! JOTA CAMPO GRANDE MS disse: 18/11/2011 às 11:32. Aqui em São Paulo e interior acredito que vamos andar de carro por mais uns 50 ou 70 anos e, aí no Mato Grosso pelo menos até final deste século XXI. Talvez, no transcorrer do século XXII, possamos na prática imaginar algo alternativo.
        Quem sabe uma bicicleta com asas, poderá ser mais útil, com rodinhas, acho difícil. Aí a gente cria a empreendimentos Aéro-bike-BR-séc.XXI e XXII e vê no que dá!
        OPINIÃO!

  72. Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
    Olá! Cara Cora! Na década de 60/70, tanto em Moema como no Campo Belo, se andava de bicicleta. Natural, naqueles tempos com ruas largas, poucos carros, a Avenida Ibirapuera e Avenida Vereador José Diniz, com o BONDE, tudo era mais romântico e mais tranqüilo. Nem existia, na década de 60 para 70, salvo engano, nem a Washington Luis e nem a Bandeirantes, o que existia junto ao XADREZ do Aeroporto de Congonhas era um ou mais Campos e Futebol. No Brooklin, na região, hoje, considerada Nobre, próxima à Berrini e Marginal Pinheiros se pegava rãs. Era um BREJO só, daí a Rua Brejo Alegre.
    Nem existia entre o Campo Belo e o Brooklin Velho a Avenida Água espraiada.
    Então: Dava para andar de Bicicleta, hoje, isso é RIDÍCULO e, FRESCURA!
    E alerto: misturar carros, motos, ônibus, caminhões com BICICLETA vai dar ZEBRA e a ZEBRA vai ser a Bicicleta.
    Estamos em outros tempos e ritmos.
    De qualquer maneira, os ortopedistas sempre continuarão felizes.
    OPINIÃO!

  73. Luiz Alberto disse:

    Prezada Cora…bom dia.

    Estamos a discutir aqui as ciclovias,diga-se de passagem… uma questão oportuna,pois nos leva a pensar em todas a mazelas da metrópole…que xique não?.

    Pois é…na zona norte onde moro,temos muitos ciclistas que utilizam suas vias com total falta de segurança….masssss,os pedestres tbém pastam m bocado,posto que as calçadas são horríveis e é comum o cara aumentar sua garagem invadindo-a com grades…em alguns casos até 70 centímetros ,o que definitivamente é ilegal…e o proprietário se considera um cidadão.

    Mas, ser um cidadão não é uma tarefa fácil,e pra maioria é difícil compreender isso.
    No meu bairo,tenho pena dos ciclistas sim…mais muito mais dos idosos que são obrigados a andar na rua porque as calçadas são intransitáveis….as irregularidades praticadas pelos proprietários são grotescas e os fiscai$ da$ subprefeitura$ fazem vista$ grossa$…porque será heiiiiiimmmmmm?

    Enfim…São Paulo só foi uma cidade de fato até a década de 60,depois virou esta coisa esquisita que insistem de chamar de cidade.

    Por isso é que gosto de passar férias com nossos irmãos Caiapós…ao longo do Teles Pires…se bem que já estão bagunçando o coreto naquelas bandas tbém.

    Massss como costumam dizer…é o que temos né.

    Ps….um abraço ao Felipe Aragonez que como Bike Reporter presta um ótimo trabalho aos infelizes motoristas paulistanos.
    Um Beijão pra vc tbém.

  74. Josue ALmeida disse:

    A questão da ciclovia coloca à vista problemas mais profundos de planejamento urbano. Atualmente está em curso a nova verticalização da cidade. Ela é o resultado da influÊncia do setor imobiliário que vem apoiando legendas e elegendo vários vereadores, NÃO APENAS EM SÃO PAULO, que têm como objetivo ajudar àqueles que os ajudaram. O nosso prefeito KASSAB e seu anterior o SERRA foram, no mínimo, omissos em relação à verticalização. Ex. nos bairros de Vl Olimpia e Brooklin, ex- bairros de casas com ruas estreitas e calçadas idem foram estão sendo verticalizados à exaustão. Entretanto não houve alargamento das ruas, criação de praças (respiros) nem sequer houve alargamento das calçadas.

    Se O prédio que hoje tem a sede do Banco Santander estava paralizado havia 25 anos, foi liberado durante a gestão do SERRA, já o KASSAB liberou a construção do shopping IGuatemi pertencente ao Tasso Jereissati, do outro lado da rua está sendo construído dois edifícios comerciais de 33 andares na rua Funchal, onde está a casa de shows de mesmo nome.

    Qdo olhamos para a ciclorrota e para a ciclovia em moema, vimos que o planejamento é zero por parte da prefeitura. Os arquitetos e urbanistas não têm voz. MOema também sofreu esse processo de adensamento sem levar em consideração o aumento de veículos sem a sua contrapartida em ruas.

    O nosso problema maior está na eleição dos vereadores que, como o cantor Netinho foram eleitos pelo setor imobiliário. Mostra mais uma vez que empresários brasileiros, em sua esmagadora maioria, não tem nenhuma responsabilidade social e gritam quando os impostos são cobrados. O problema é que esses empresários dominaram a câmara. A corrupção é assim, os políticos fazem a deles para servirem a outrem. Ilusão daqueles que acham que a corrupção é uma condição sine qua non dos políticos, por trás deles têm o empresariado e seus interesses particulares que excluem o interesse público.

    • verme disse:

      Muito bacana esse comentário do Josué.

      Do meu ponto de vista, ele reforça a premência de movimentos sociais fortes.

      A política partidária se esgota no próprio nível municipal.

      Vereadores, sim, meros vereadores, tiram onda de nossa cara.

      Nem por isso as pessoas deixam de ter anseios por saúde e vida tranquila.

      Terão de brigar pelo que merecem, nossas eleições de pouco servem.

      É necessário recriar o fórum de debates políticos, reencontrar o espaço pra discussão e encaminhamentos práticos realmente democráticos, variar os atores das discussões.

      Ocupar as câmaras em massa?

      Assembleias na praça da Sé?

      Qual a força dos blogues?

  75. verme disse:

    Muito comentarista novo pra este post.

    Sinal de que a causa vem ganhando espaço, tem força.

    Uma coisa que disseram aí acima é verdade: o sistema econômico se aproveita do caos da cidade, especialmente as montadoras.

    Não se pode SÓ criticar os fanáticos do automóvel. É necessário vê-los como vítimas de um processo de inculcação engendrado por multinacionais e governo.

    E todo um aparato idiológico que faz as pessoas idolatrarem o carro, o cinema principalmente.

    Quantas vezes não vimos a cena do conversível perdendo-se numa autopista cercada por um imenso deserto?

    Gostosonas trepadas nos assentos, topete para o motorista, todos de óculos escuros e mascando chicletes, som de rock n’ roll.

    Tudo isso estrutura a religião do automóvel. O sadismo da velocidade, o anseio por atropelar pequenos animais que passem por diante, o sentimento de superioridade sobre os que lentamente caminham do lado de fora, uma espécie de tesão de cocaína.

    O automóvel centuplica a velocidade das próprias pernas, faz de cada motorista um super-homem. Um super-assassino. Sua couraça recobre sua própria pele, você é o homem-de-ferro, potencialmente pode passar por cima de velhotas e crianças, dar marcha à ré pra ouvir os estalidos e depois sair a toda, cantando pneus.

    Você é James Dean e o abismo.

    Tudo criação de um imenso aparato sobre o qual as massas não têm controle, apenas se submetem, crédulas, como servos medievais dentro de uma catedral, impressionados com vitrais coloridos.

    Mas esse tipo de crítica fica longe do cotidiano.

    As pessoas não alcançam, acham que é viageira.

    Há quem defenda o emprego (as fábricas de automóveis não empregam mais ninguém) do mecânico, do peão da fábrica de peças pra reposição, de médicos traumatologistas e pneumologistas (as maiores vítimas do automóvel são as crianças e os idosos) etc., como se não fosse possível reaproveitar essa mão-de-obra.

    Alguém falou dos impostos pagos pelas montadoras, mas seria interessante investigar se as montadoras não trazem mais prejuízo do que contribuição. O que São Paulo sofre por culpa dos automóveis gera muito gasto: a degradação ambiental, as enchentes, a deterioração da saúde, o aumento das distâncias, a insegurança…

    Sendo assim, ainda que, de fato, curtos trajetos de ciclovia numa cidade como São Paulo pareçam um disparate, é um começo.

    Não passa indiferente.

    A discussão tem toda a condição de se amplificar, tendo em vista o fato de que a cidade é um caos.

    Ainda é cedo pra dizer que é pouco.

    • Edu disse:

      Nossa Verme, escorreu uma lágrima do olho esquerdo. Mas falando sério:

      Vc é contra o sistema econômico.

      Vc é contra a produção em massa.

      Vc é contra as empresas.

      Vc é contra as leis.

      E vc acha que qualquer pessoa que esteja a favor de qualquer um desses itens é idiota, tapado e que está sendo enganado pelo sistema.

      Deixa eu te perguntar uma coisa então:

      Explique um pouco mais de como deverá ser a sociedade que vc tanto fala, mas tão pouco descreve. Vc tem gastado bastante tempo criticando soluções práticas e não fala como vc quer que fique. Estou perguntando sinceramente cara: como vc enxerga essa sua sociedade perfeita?

      Como é q serão feitas coisas simples como papel, por exemplo? Artesanalmente? Papel não é uma coisa tão simples assim de se fazer artesanalmente e, se feito assim, custaria muito, mas muito caro.

      E as grandes indústrias que precisamos? As mineradoras, quem iria minerar? Mineiros? Ou seria necessário construir caminhões exatamente os que nós temos, quem construiria? Seria um processo artesanal? Vc acha que um processo artesanal de mineração ou de construção de máquinas para produção de minérios atenderia 7 bilhões de pessoas?

      Como é que será gerada energia elétrica? Cooperativas? E quem faria os motores para a geração de energia? Hidrelétrica, eólica e/ou biomassa? A GE tem tecnologia adequada para isso… as cooperativas teriam?

      Pelo que eu entendi, no seu mundo, não haveria dinheiro, porque visivelmente vc é contra o capitalismo. Haveria o que? Escambo? Como é que vc iria fazer a troca das coisas?

      E quem precisasse viajar longas distâncias? Avião polui, né. Iríamos de que? A nado? Gastaríamos 4 meses para chegar ao oceano índico novamente?

      Como os 7 bilhões de pessoas se comunicariam? Pela internet? Mas vc não é contra as empresas? Como é que é possível haver manutenção do cabeamento, desenvolvimento tecnológico se não há empresas ou grupos liderando o processo? Cooperativas?

      Cara, eu também já fui um sonhador na vida. Eu também gostaria que tudo fosse o mais justo possível e as coisas fossem mais simples. Mas elas não são. O mundo é complexo e não há soluções simples para complexidade. Se for simples, é simplista e nunca vai resultar em nada positivo. Apresente sua teoria, eu gostaria mesmo de ler.

    • verme disse:

      Ótima pergunta:

      “Explique um pouco mais de como deverá ser a sociedade que vc tanto fala, mas tão pouco descreve.”

      Tenho solução não.

      Isso vai depender de muito mais gente.

      A gente vai constatando simplesmente o que não é mais suportável.

      Tem quem prefira empurrar com a barriga, aderindo ao pragmatismo conformista.

      Cedo ou tarde, o troço desaba.

      As crises econômicas são inevitáveis, consequentemente, o caos social.

      A crise ecológica é inevitável, consequentemente, o caos social.

      A sociedade tem que desfazer o caos e viver bem, com luxo. Tem que acabar com a crises e relaxar, fruir de tudo o que se preserva e inventa. E tem que aprender a escolher. Automóvel, por exemplo, já era.

      Qual a solução?

      Pra quando?

      Sou eu lá profeta de alguma coisa?

      Só não me venha oferecer falso milagre.

      Ou a racionalidade vagabunda de quem puxa pra baixo do tapete problemas que não consegue resolver.

      ***

      Mas há as pequenas alternativas: os movimentos socias como esse que vc criminaliza dos ocupantes dos prédios do centro; as fábricas autogestionadas da Argentina, do Uruguai (no Brasil apenas a Flaskô); cooperativas de consumo mundo afora; projetos de auto-sustentabilidade desenvolvimentista (!) como a de Marcello Guimarães e Bautista Vidal; proteção de reservas ambientais, de culturas resistentes ao capitalismo; Keralla (talvez… haverá o que aprender, de qq maneira); aplicação de política de direitos humanos… meu! tem trabalho pra meio mundo, trocentas encarnações.

      Em algum momento, de tanto tentar, haverá um verdadeiro acerto.

      ***

      Eu não sou contra leis.

      Elas deverão sempre existir.

      Sou contra as leis injustas.

      Feitas por especialistas interesseiros.

      Mas nem é esse o caso, não fomos tão longe, você é chué.

      Você as INTERPRETA de modo falsamente universal.

      Põe-se num púlpito e vai ditando no blogue o que é legal ou ilegal.

      Putz, a toga tá rasgada de traças e baratas. É coisa velha, manjada.

      Tua boca é banguela. A fala interesseira só enrola crédulos.

      ***

      Texto legal, de Robert Kurz, que aposta em formas sociais de transição:

      http://obeco.planetaclix.pt/rkurz106.htm

  76. Juliana disse:

    Na verdade eu acho que é necessária uma discussão sobre a boa convivência dos diversos meios de transporte possíveis na cidade, levando em conta algumas especificidades de São Paulo. A questão da implantação de ciclovias é extremamente relevante, assim como uma série de outras estruturas que se fazem necessárias para pedestres, ônibus, motocicletas E carros. Deixo claro que não quero levantar nenhuma bandeira e que, de maneira alguma sou contra as ciclovias, ciclistas e demais usuários de outros veículos. Acho, no entanto, que muita coisa cai na cabeça do usuário de um veículo, como se ele fosse o único vilão da história. Lembrando que em muitos casos – incluo aí o meu – o carro é a única alternativa diante de uma estrutura de transporte público totalmente deficitária. Quem me dera eu pudesse só andar de metrô e não ter que arcar com todo o ônus que um carro acarreta. A coisa está ficando (e muito) complicada para nosso lado. Eu realmente preciso do meu carro – trabalho longe, tenho neném pequena, um horário maluco, etc e tal…não sou milionária por isso – pago as prestações com o maior suor. O preço do carro no Brasil já é uma questão que não cabe aqui ser discutida – somam-se impostos, falta de vagas nas ruas, estacionamentos e combustível a preços exorbitantes, violência no trânsito e uma série de outras coisas. Acho que a cidade deve ser um espaço democrático e criar condições para que todos os veículos que nela circulam o possam fazer de maneira justa e segura. Uma questão em relação aos pedestres, por exemplo: alguém pensou que as zebras são pintadas exatamente nas esquinas e que, para que um carro possa ver se ele pode atravessar um cruzamento, ele precisa ficar em cima da faixa? Alguém pensou que as faixas deveriam ser recuadas das esquinas a, pelo menos, o espaço de um veículo? Não se trata, portanto, de ser contra a lei, mas sim a favor da criação de condições estruturais para que a lei se torne praticável. Todos devem ter direito de circular com segurança e ter o direito de parar seu veículo nos locais apropriados. Chega de martelar a cabeça dos motoristas de carro e colocar tudo na nossa conta. Todos devem conviver no espaço da cidade.

    • verme disse:

      Bom-mocismo encomendado esse aí.

      Parece coisa de profissional na área de enganação.

      Alguém pago pra isto: limpar a barra da empresa perante a opinião pública.

      Será mera coincidência pensar exatamente como um relações públicas da Chevrolet pensaria, apelando pros nossos sentimentos familiares, a mãe que deixa o “nenê” em casa, a ambientação classe média pé rapado, passando a bola pro estado (mas com moderação, o problema é só a pintura das faixas)?

      Falar naquele tom puritano, pollyânico, escorado na crença de que a vida é um relógio mecânico e basta que a engrenagem se assuma como tal voltando ao trabalho que, no final, tudo se ajeita ou, se não ajeitar, a gente reza que tudo se resolve?

      Esta mediocridade bem pensada, não é a primeira vez que rola no blogue, eu me lembro de que quando nos queixávamos aqui de empresas de telefonia, apareceram uns comentários desses também, cheios de panos quentes e bem escritos a favor das empresas e do consumo satisfeito.

      Reparem que, indiretamente, sabemos que o carro está barato, quem o encarece é o estado.

      E se o carro é imprescindível… uau! As montadoras se preocupam comigo! Me oferecem uma solução pros problemas de minha vida a baixo custo!

      É o estado que está emperrando as vendas!

      Ã-hã.

      ***

      E se não for peça encomendada?

      Putz!

      A que ponto chegamos!

      Anos de instrução escolar pra reproduzir slogans.

      Viver slogans, ser um personagem de comercial na vida real.

      Canastrice.

      • Juliana disse:

        Rs, cara, como você é sem noção…!

      • verme disse:

        E você é feliz.

        Sorria, te peguei fazendo marketing.

      • Juliana disse:

        Ah, sou feliz mesmo. Mas não to fazendo mkt não, nem da área eu sou. Simplismo seu achar isso. Você é do tipo que generaliza e rotula as pessoas, pegue outro para disparar essa sua ira de revolucionário reprimido. A questão aqui é a discussão do assunto e todos os pontos de vista são válidos e devem ser respeitados. Beijo e até.

      • Edu disse:

        Que empresa?

        Que slogan?

        Que “montadoras se preocupam comigo”?

        Que marketing?

        Enlouqueceu?

      • Edu disse:

        Ops, retiro o “enlouqueceu?”.

        Leia-se: “enlouqueceu.”

      • Josue ALmeida disse:

        Muita canalhice mesmo.

      • verme disse:

        Ok, Juliana.

        Teu ponto de vista é válido, sem dúvida.

        Agora, se respeitar quer dizer que ele está impedido de ser criticado…

        Lamento.

        Todos estamos expostos à crítica.

        Teu texto é tolo como um panfleto de concessionária.

        E daí?

        Cê discorda?

        Problema seu.

        Seu texto foi o meu.

        Por isso malhei.

        Malhe os meus, ué!

        Ou é pra ficar viajando, tudo muito zen?

        Cadê a tal da democracia?

        Silenciada?

        Putz.

        Eguinho.

        Mande beijo pros machões que já chegaram junto pra defender mais esta senhora chorosa.

        Ô dó!

        Chute na bunda dos três.

      • verme disse:

        Corrigindo:

        Mande beijo pros machões que já chegaram junto pra defendê-la.

        Ô dó!

      • verme disse:

        Bom, não sei se é exatamente marketing, mas é peça de propaganda

        Dizer que

        RESERVAS INDÍGENAS SÃO ENCLAVES NO PAÍS.

        Ao conclamar a classe trabalhadora a se livrar desse “entrave” (índios) para poder consumir energia elétrica (putz, como se não houvessem outros interesses em jogo, como se não houvessem outras maneiras de produzir energia para os pobres (os ricos já têm!)),

        já passamos pra outro nível de propaganda:

        NAZISTA.

        E mais: tudo conforme a lei, viu? Mandar índio pra favela, trocar território por dinheiro com quem se deixa apalpar por turistas é estritamente LEGAL.

        Legal pacas!

        Extermínio, que é isso de extermínio?! Vamos aculturá-los na marra, transformá-los em classe trabalhadora da noite pro dia, e vai dar tudo certo, viu?

        Como disse outro cara por aí, isso é canalhice.

      • verme disse:

        Não duvido de que eu tenha enlouquecido.

        Pior louco é o não-assumido, esse nunca volta atrás.

        Mas não é caso de loucura, neste momento.

        É um problema de leitura.

        Seu.

        Menos preguiça.

        Leia o texto da Juliana e, depois, leia o meu.

        Fácil.

      • Jose Mario HRP disse:

        JULIANA, O PROBLEMA DELE É QUE , COMO OS NOSSOS AMÁVEIS sindrômes de Dawn, tem genetica diferenciada.
        No caso dele há mais pares de gens, uma infinidade há mais de neuronios, o que lhe permite uma visão inovadora das coisas, “além da imaginação”, além de nossos sentidos, tão esqualidos e sem poder intrínseco, em relação a sua quase onisciência!
        O cara tem QI 2000!
        ALLAHU AKBAR!
        KKKKKKKKKKKK………..

      • Jose Mario HRP disse:

        Revolucionário reprimido?????
        KKKKKKKKKKKKKK………
        Sensacional!

      • verme disse:

        O contrário do falecido Gagá, coitado,

        Que nunca teve muito neurônio, os poucos que teve perdeu na indústria química inalando coisas que lhe davam barato.

        Perdeu outro tanto nas assembleias de sindicato onde, vaca de presépio, só servia pra levantar o dedinho confirmando as ordens da Articulação petista.

        Nunca teve o prazer de pensar nada por si mesmo, mal chegou ao nível da paráfrase.

        Aí jaz uma simples ferramenta da indústria e do sindicato.

        Como tal, teve inveja e medo dos inteligentes, considerava-os uma ameaça à própria sobrevivência, embora quisesse ter sua arrogância pra libertar-se da opressão. Mas foi fraco e preguiçoso, não leu, não quis aprender, queimaram-lhe os poucos neurônios a ponto de não ter mais vontade própria.

        Era muito engraçado, quando vivo, ouvi-lo falar altissonante de que era de esquerda e que intelectuais pra ele eram Gramsci e Lênin. Ele que nunca leu nem um, nem o outro. Repetia isso pra si mesmo, como quem dissesse “abracadabra”, na esperança de que um milagre lhe incutisse conceitos no cérebro mirrado, mas conceitos só se alcançam com paciência e estudo.

        Nunca soube viver de outra maneira que não à sombra da Articulação. Foi um sabujo a lamber a mão dos gorilas que tratoram assembleias.

        Terminou a vida num sítio, abandonado, babando sobre imagens de artistas pop da internet.

        De mãos trêmulas, ainda conseguia tomar seu viagra, caso contrário sequer consegueria se masturbar com as fotos de Britney Spears.

        Assim terminou mais uma maria-vai-com-as-outras.

        Maria se foi.

      • Jose Mario HRP disse:

        Muito legal essa mala!
        Responde a tudo, aceita todas as provocações!
        Eu que sou manada!
        Olha o amendoin!

  77. Jose Mario HRP disse:

    Blog me bloqueando?

  78. Ted Tarantula disse:

    nada como uma comunidade onde todos se conhecem, amam e respeitam..
    é vadia pra lá, idiota pra cá, cretino pracolá…pessoal bacana..

    • verme disse:

      Vadia?

      Eiiita!

      Apelaram.

      Ainda bem que eu nem vi.

      Não gosto de xingamentos.

      Só de chamar as coisas pelos devidos nomes.

  79. Chesterton disse:

    Mello disse:
    17/11/2011 às 12:16
    Este Chest é uma das maiores aberrações deste blog. Preconceituoso, arrogante e indvidualista. Fato.

    chest- sou pós-conceituoso, estive lá, vi o que ocorreu e narrei o acontecimento. Arrogante quer aplauso, ninguem me aplaude aqui nem quero, você poderia me xingarn de impertinente que se aproximaria mais da realidade, mas individualista eu sou, porque quem segue manada é búfala.

  80. Jose Mario HRP disse:

    Nova ciclovia do Kassab, inaugurada recentemente já causa queda no movimento do comercio lateral ao correr das ciclovia……
    Faz, mas faz direito, po rra!

  81. Caçador de pitbulls disse:

    “Contra” as ciclofaixas? Se vc quer assinar “contra” as ciclofaixas, o nosso amigo “cicloativista” te enrolou direitinho…

  82. Jose Mario HRP disse:

    Vejam só, anos atrás o governo começou uma baita campanha para a expandir o biodiesel e sua produção e uso, mas depois do pré sal tudo ficou mal parado.
    Agora depois de a Argentina nos passar na produção do produto começamos a tomar pulso do negocio!
    Tem certas coisas que não tem explicação!

    http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/mamona-perde-titulo-de-oleaginosa-oficial-na-producao-brasileira-de-biodiesel/

  83. Jairo disse:

    É o retrato do Brasil!!!!

    As ruas estão abarrotadas.
    Os motoristas são mal-educados. Os motoqueiros são intocáveis.
    Os ciclistas, ah, pobrezinhos.
    Os pedestres… errados já estão cobertos de razão.

    Pelas “largas”, “bem cuidadas”, “planas”, “uniformes” e “bem sinalizadas” ruas e avenidas de SP agora tem ciclovia…

    PêQuêPê… Ferra a vida de 100 mil motoristas para ajeitar a vida de 500 “ciclistas”.

    Por que pensar em infra-estrutura? Vamos forçar a barra para o lado “cool”, politicamente correto…

    E se o ciclista riscar a pintura do carro, naquele arremedo haitiano-paraguaínico de civilização? Problema do dono… quem mandou parar do lado da via da galera “do bem”, ô poluidor?

    Saka-trevas, saka-nagem, hein?

  84. Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
    Pela CENSURA ou pela DIFICULDADE em colocar minha OPINIÃO em matéria da Folha de São Paulo, na página do UOL, onde está a matéria de hoje, que diz: “19/11/2011 06h30- Por UOL Notícias
    Protesto de salto alto esquenta polêmica de ciclofaixa”.
    Trancrevo aqui, minha OPINIÃO:
    1 – Olá! Caros Comentaristas! Os comerciantes e prestadores de serviços PREJUDICADOS em suas receitas com essa faixa devem entrar na justiça exigindo o NÃO pagamento de impostos. Não obtendo sucesso, pela diminuição das receitas, devem encerrar suas atividades e mudarem para outras regiões ou mudarem para outro local onde NÃO existam as ciclofaixas. É inevitável a queda de receitas, negócios e serviços. O PREJUÍZO é evidente. Também, evidente será o prejuízo aos motoristas que terão redução da via pública. E devem ser reduzidos os tributos pagos em BI ou TRI tributação ex: IPVA aos automóveis, motos e outros, pois, terão reduzidas as possibilidades de deslocamento ou aumento de tempo parado nos deslocamentos. E as seguradoras deverão aumentar seus PRÊMIOS de SEGURO aos que se declararem utilizadores de BICICLETAS como meio oficial de transporte, diferente de ocasional ou lazer. Pois, os riscos de acidentes graves e fatais aumentarão! OPINIÃO!
    2 – Olá! Caros Comentaristas! A faixa da CET, pindurada no POSTE, é ILEGAL e INCONSTITUCIONAL, atinge o direito dos cidadãos de ir e vir em qualquer local do território brasileiro, com seus bens, bens que geraram IMPOSTOS para a SOCIEDADE como um todo. A CET deveria ser punida pela JUSTIÇA de São Paulo por desrespeitar a Constituição da República Federativa do BRASIL de 1988.
    Obrigado, OPINIÃO!

  85. Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
    Vejam: Utilizar a Bicicleta como Lazer em locais adequados é ótimo e deve ser estimulado.
    Entretanto, da maneira como estão querendo fazer é completamente IRRESPONSÁVEL E INCONSEQUENTE.
    PIOR, Vão transformar São Paulo em uma cidade de MILHÕES de EXCLUÍDOS para favorecer meia dúzia de mauricinhos e patricinhas e colocar em risco a vida dos próprios ciclistas e atrapalhar mais o trânsito já caótico da cidade.
    Por sinal, a FAIXA da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego é ILEGAL, INCONSTITUCIONAL E IMORAL. A JUSTIÇA DE SÃO PAULO deve INTERVIR em uma empresa que EXPLÍCITAMENTE desrespeita a Constituição FEDERAL de 1988.
    Ainda, Tanto a prefeitura como o governo do Estado de São Paulo deveriam intervir nessa verdadeira ILEGALIDADE e IRRESPONSABILIDADE.
    Pergunto: E o cidadão ou cidadã que precisa se deslocar do GRAJAÚ na Zona Sul ou o Cidadão que precisa se deslocar de São Mateus, Zona Leste para o Centro? Como exemplo, esses serão EXCLUÍDOS. Afinal, periferia é para isso mesmo. Só votar OBRIGATORIAMENTE, numa eleição por VOTO OBRIGATÓRIO ESCRAVO DIRETO, nos políticos escolhidos pelos CACIQUES dos partidos em LISTA FECHADA, e ainda, encarar uma lei conhecida como ficha limpa, pior, que o ATO INSTITUCIONAL de número 5 da DITADURA que definirá em quem você deve votar, e ainda de quebra, poderá por critérios ilegais e inconstitucionais, EXCLUIR os competidores que NÃO vibrarem no mesmo diapasão político de CONVENIÊNCIA OU CONIVÊNCIA, como sói acontecer nas MELHORES DITADURAS COMUNISTAS AINDA EXISTENTES. Incluindo a que se pré-pretende no BRASIL.
    Talvez, esteja na hora de nova revolução como a de1932, pelo RESPEITO à Constituição Federal e, especialmente, ao contido no artº 5º e vários de seus itens e 6º da Carta Magna.
    A ficha limpa, mais suja que PÁU de GALINHEIRO pelo casuísmo vai transformar os brasileiros em AUTÔMATOS MASSIFICADOS, IDIOTIZADOS.
    Uma pena!
    SOU PELO VOTO FACULTATIVO! VOTO LIVRE!
    OPINIÃO!

  86. Henrique T. disse:

    Estacionamento não é necessariamente incompatível com as ciclovias – desde que haja espaço suficiente. Mas fundamental: ele tem de ser pago – e “caro”-, porque representa um uso privado de um bem público. E quanto é “caro”? É o preço que equilibra a demanda e oferta, de modo que os motoristas não fiquem horas rodando para achar uma vaga (estima-se que em Nova York 30% do tráfego são carros procurando uma vaga). San Francisco já está fazendo assim, aplicando as ideias de D. Shoup, que escreveu o livro definitivo sobre a questão do estacionamento: “The high cost of free parking”.

    No Japão, para se ter um carro é preciso provar que se tem uma vaga para estacioná-lo. Aqui, as pessoas compram um apartamento sem garagem e se sentem no direito de parar seu carro na rua “de graça” (já disse um célebre economista – de quem eu discordo em quase tudo -, mas aqui com razão, que não existe almoço grátis).

    Não confundir imposto com tarifa. Pagar IPVA não dá direito a usar o espaço público de graça (Constituição Federal – Art. 167 inciso IV). Eu pago uma grana preta de IPTU – e ICMS, IPI, ISS, uma porrada de impostos indiretos – até sobre a água mineral que eu bebo, mas não tenho nem o direito de usar transporte público sem pagar. O não pagamento pelo estacionamento representa um subsídio extremamente injusto ao automóvel, uma vantagem sobre aqueles que não têm carro.