Blog do Sakamoto

Jornalista não é trabalhador. Ou pensa que não é

De tempos em tempos, nós – jornalistas – somos surpreendidos com notícias de demissões coletivas em veículos de comunicação. Atos que foram batizados carinhosamente de “passaralhos” (imaginem o porquê). Não vou discutir as razões que levam à dispensa de colegas de profissão – os motivos dos “ajustes” vão desde a justa necessidade de sobrevivência do próprio veículo (fazer bom jornalismo pode ser caro) à maximização de lucros da empresa. Então, para não ser leviano, precisam ser analisadas caso a caso. Vou me ater ao outro lado do balcão, ou seja, como reagimos a isso. Até porque, após a atual leva de demissões, não fiquei sabendo de nenhum ato de solidariedade aos demitidos. Talvez pelo medo de também perder o emprego, talvez pela sensação de impotência que resulta da lenta e contínua acomodação, talvez por algo maior que isso.

Trago aqui uma discussão já travada com os leitores. Nós, jornalistas, muitas vezes não nos reconhecemos como classe trabalhadora. Devido às peculiaridades da profissão, desenvolvemos laços com o poder e convivemos em seus espaços sociais e culturais, seduzidos por ele ou enganados por nós mesmos. Só percebemos que essa situação não é real e que também somos operários, transformando fato em notícia, quando nossos serviços não são mais necessários em determinado lugar.

Ou, às vezes, nem isso. Já vi colegas se culparem por terem sido demitidos sem justa causa no melhor estilo “perdoa-me por me traíres” de Nelson Rodrigues. “Deveria ter virado mais madrugadas na redação”, “deveria ter me oferecido para trabalhar em todos os finais de semana”, “não deveria ter corrigido o português ruim do meu chefe”…

Fazer protestos por melhores condições, que incluem uma certa estabilidade para reportar sem temer o que se escreve? Imagina! É coisa de caixa de banco, de operário sujo de graxa ou de condutor de trem que atrasam nossa vida e geram congestionamentos na cidade. Ou de inglês, francês e italiano que têm a vida ganha e mamam no Estado. Enquanto isso, quem tem consciência de que é um trabalhador e reivindica coletivamente, como muitos bancários, metalúrgicos e metroviários, tem mais chances de obter o que acha justo.

Quando vejo algumas coberturas jornalísticas mal feitas de protestos e greves fico pensando como pessoas que não conseguem se reconhecer como classe trabalhadora podem entender as reivindicações de trabalhadores. O fato é que não somos observadores externos e nem podemos ser. Somos parte desse tecido social, desempenhamos uma função, somos parte da engrenagem, gostemos ou não.

Muitos não se perguntam de onde vem o dissídio. Como uma criança que acha que o leite vem do mercado, pensamos que o reajuste vem do nada, sem ter sido fruto de muito diálogo entre capital e trabalho. Não é irônico que os profissionais que informam sobre e analisam a democracia diariamente não exerçam sua “cidadania profissional”?

A vida de jornalista, deixando de lado o falso glamour, não é fácil. Ainda mais para aqueles que são patrões de si mesmo, não por decisão própria (para empreender algo, por exemplo), mas porque foram empurrados para isso.

Sempre gostei do poema do dramaturgo alemão Bertolt Brecht que tratava da indiferença:

“Primeiro levaram os comunistas,/Mas eu não me importei/Porque não era nada comigo./Em seguida levaram alguns operários,/Mas a mim não me afetou/Porque eu não sou operário./Depois prenderam os sindicalistas,/Mas eu não me incomodei/Porque nunca fui sindicalista./Logo a seguir chegou a vez/De alguns padres,/ Mas como nunca fui religioso,/também não liguei./Agora levaram a mim/E quando percebi,/Já era tarde.”

Andaram pela mesma linha Maiakovski e Niemöller, escrevendo sobre o não fazer nada diante da injustiça para com o outro, até que, enfim, o observador passivo se torna a vítima. Hoje, não é comigo, então que se danem os outros. E quando chegar o amanhã e vierem bater à sua porta?

Ou, lembrando John Donne, poeta inglês, citado em “Por Quem os Sinos Dobram”, de Ernest Hemingway, ao defender que a morte de qualquer homem me diminui, pois sou parte da humanidade: nunca procure saber por quem os sinos dobram. Pois eles dobram por ti.

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Comentários

78 Responses to “Jornalista não é trabalhador. Ou pensa que não é”

  1. Erica Paz disse:

    Interessante reflexão. Já me peguei pensando nisso várias vezes. E as próprias lideranças sindicais são omissas diante do que se faz com a classe. Mas…pior é msm ter uma classe que não é ‘classe’ unida, q faz graça com o colega do lado em notas, que se submete a salários irrisórios só pra ocupar o lugar do outro e não se valoriza…e não valoriza a ‘classe’…
    Onde vamos chegar???

    • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

      JORNALISTAS! COM CERTEZA É UMA CLASSE HOJE COMO ADVOGADOS ,SEM NENHUMA MORAL !! ME DESCULPA OS QUE SÃO HONESTOS E CORRETOS.

      • PRESIDDIDA Dilma disse:

        Generaliza e depois pede desculpa!

        Acusa mas não prova nada, sem moral porque?

      • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

        OI PRESIDIDA, VC SÓ ENTRA PARA FA FICAR COM IRONIA? OU DA SUA OPINIÃO OU VAI SE FERRAR!! PEDI DESCULPA AOS HONESTOS. ACHO QUE COMO ADVOGADOS,OS JORNALISTAS NA SUA MAIORIA SÃO DESONESTO.

      • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

        OI PRESIDIDA, VC SÓ ENTRA PARA FA FICAR COM IRONIA? OU DA SUA OPINIÃO OU VAI SE FERRAR!! PEDI DESCULPA AOS HONESTOS. ACHO QUE COMO OS ADVOGADOS,OS JORNALISTAS NA SUA MAIORIA SÃO DESONESTO.

    • Fernando Magalhães disse:

      Parabéns ao Sakamoto e ao Uol/Folha por permitir a publicação de opiniões como essa.

    • PRESIDIDA Dilma disse:

      Já começa errado quando usam a terminologia “trabalhador”, como se somente os operários fossem. Não seria mais apropriado empregados e empregadores?

      Essa dicotomia só interessa a Partidos, Sindicatos e ONGS não passa de reserva de mercado.

      Afinal em uma grande empresa, muitas vezes o presidente também é um empregado e por consequência um trabalhador como ficam os sidicatos, e se o presidente da empresa é demitidos os demais trabalhadores se solidarizam com ele!

      Ou a causa trabalhista tem somente um foco, assalariados?

      Sem contar no comodismo, criticam a estrutura mas não conseguem sair dela? Não conseguem empreender, pq as “vitimas” nunca conseguem mudar o “status quo” sempre se fazendo de indefesas.

      É como se Steve Jobs e Bill Gates tivessem se conformado com um empreguinho burocratico na IBM>

  2. Raphael Prado disse:

    Olha a diferença: a BBC demite. Jornalistas na ativa entram em greve para protestar contra os que foram cortados. O que faz a BBC? Noticia o fato.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2011/08/110801_bbc_ji.shtml

    • Vinicius disse:

      Sempre com a responsabilidade hipócrita de ser democrática, não?

    • O Asno disse:

      Essa visão de demissão sem justa causa é perneta, caolha,
      ela somente analisa uma face do fato.
      São várias as justificativas para se demitir um empregado,
      inclusive
      porque a empresa não tem mais condições de pagar seu salário,
      ou porque o empregado deu justo motivo.
      Aliás,
      todos
      os homens agem por puro interesse, inclusive os jornalistas.
      Assim,
      só comemos a comida que gostamos, só namoramos a mulher que nos interessa, só compramos as coisas que nos agrada, só nos formamos nas universidades nos cursos que desejamos, e etc.
      Da mesma forma acontece com as empresas,
      elas agem segundo seus interesses,
      elas contratam quem lhes interessa,
      elas demitem conforme suas conveniências.
      Talvez seja prudente ter outras atividades,
      outros empreendimentos,
      Contudo,
      todavia,
      entretanto,
      há exceção a esta regra.
      Há exceção sim!
      Por exemplo,
      o Jornal Granmar, que está no 53º ano da Revolução da República DEMOCRÁTICA de Cuba LIBRE, não há demissões sem justa causa,
      e nem há demissões lá,
      mas são poucos os que conseguem emprego lá,
      somente os amigos do peito do Fidel,
      e “mais poucos” ainda os que lêm aquele jornal da “verdade”.
      Eita!
      Deu sede de bom senso e de sabedoria,
      vou ali tomar água fria de cacimba,
      depois volto para dizer mais asneiras do JORNALISMO ESTATAL,
      porque asneiras sempre haverá de haver.
      Só isso, viu?

      Ei! É muita cavilação cavilosa… é muita…

      agora imagine um jornalista que não aceita ser demitido,
      mas que acha que pode demitir sua empregada doméstica porque não tem mais condições de pagar seu salário,
      ou então porque ela lhe furtou pertences de sua casa…
      ou então que dispensou sua diarista…

      sei não, viu? Sei não… sei não… sei não…

      • PRESIDDIDA Dilma disse:

        Esse é um problema complexo para sindicalistas como Marinho, Lula, Vicentinho!

        Afinal eles só conseguem ver as consequência mas nunca as causas!

        Bem nisso eu só expert, a Comissão de Ética mandou eu demitir o Lupi, mas como sua racional e lógica eu vou manter o Lupi e dissolver a Comissão, só para manter a coerência com meu tutor, e olha que fomos nós que indicamos os membros!

        Como diz o J. Simão esse é o país da piada pronta!

  3. Caro Sakamoto,

    Teu texto servirá de pano de fundo para uma discussão que quero fazer com meus alunos, pois o problema não é só o jornalista não se reconhecer como trabalhador. No meu ponto de vista, o jornalista não se “vê” em muitos fatos que precisa reportar como mediador entre este e o público. Não poderias ter usado melhor o Brecht. E como não se reconhece, ou não consegue a empatia mais que necessária com vários setores da sociedade, isso também contamina a produção. Nós, jornalistas – e me incluo também – nem sempre temos o compromisso ético ou o tempo necessário para fazer o processo de olhar além das bordas do “eu”. Isso é um vício? Não, é uma distorção da forma como alguns de nós lançamos os olhos sobre a realidade e como a relatamos.
    Parabéns pela lucidez sempre presente no que escreves.

    • Elaine Pinto disse:

      Concordo que há esse processo de “descolamento” do jornalista da realidade que o cerca, como se fosse mero espectador de tudo o que acontece ao seu redor: por isso não se reconhece como trabalhador ou qualquer outro papel social que não o de jornalista. Vou além: penso que isso acontece muito pela meta da objetividade. Tentando atingir sempre essa meta (inalcançável, aliás), o jornalista se descola de tudo.

  4. aiaiai disse:

    Nem me lembro quando aconteceu a última greve de jornalistas no Brasil…faz muito tempo.
    Como seria noticiada hoje uma greve na classe que notícia as greves? Será que eles recorreriam aos “blogs sujos”?
    Eu lembro de uma muito grande, acho q na segunda metade dos anos 80. Imaginem como os leitores veriam uma greve hoje?
    são apenas questões que levanto para complementar o excelente post.

  5. Charô disse:

    A mesma coisa entre artistas e arquitetos.

    • Edna disse:

      É a mesma coisa entre artistas… Verdade. A proximidade com o poder também nos torna presa fácil da alienação e da condescendência.

      Isso não é coisa só de jornalistas. Um chefe se sessão de banco se acha num nível superior e não quer se juntar à “cachangada” da greve… Se sente num cargo de confiança. Essas hierarquias servem justamante para quebrar com a força da união. Por isso tem tantos chefes e sub chefes.

      Nos espantamos no caso dos jornalistas porque pensamos que deveriam ser mais conscientes. Mera ilusão.
      Quem trabalha em jornal tem mesmo essa sensação que vc descreve, Sakamoto, de se sentir grato por estar ocupando aquela vaga tão cobiçada.

  6. pedro fávaro disse:

    Verdade! Somos meio intelectuais quando convém. Meio trabalhadores para fazer gênero. Meio comunistas, circunstancialmente. Às vezes, meio religiosos. Meio viventes. Somos, mas pela metade, porque não enxergamos o outro. Aprendemos a não nos compadecer do outro, como se o que o atinge jamais fosse capaz de nos alcançar. Visão de classe média? Não sei. Mas a reflexão do colega Sakamoto me pede mais do que conclusões ou sínteses. Que disso já estamos todos fartos.

    • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

      PEDRO! O QUE MAIS FICO INDIGNADO É COM JORNALISTA HIPOCRITAS! QUE ACHAM QUE TODO MUNDO É IMBECIL! E QUE NÃO VE AS SUAS PARCIALIDADES.OBSERVÇÃO. VE SÓ OS JORNALISTAS QUE TRABALHAM NA (RECORD) ESSES SÃO OBRIGADO SER HIPOCRITAS E DEMAGOGOS PELA EMISSORA. VEJO ELES SEREM COLOCADOS EM SITUAÇÃO VEXATORIA! E PARA GANHAR SEU RICO SALARIO, FAZEM COM MUITO CINISMO!!

  7. Karen disse:

    Pensei exatamente nisso quando há meia hora atrás recebi um informe no meu sistema de notícias (trabalho numa agência internacional) de que o serviço seria interrompido porque os trabalhadores de uma das sucursais da América Latina estavam entrando em greve.

    Invejei-os.

    E ao comentar isto aqui na redação me disseram que isso é super comum na agência. Que vira e mexe uma sucursal, liderada pela União dos Trabalhadores de seu país, estado, cidade, entra em greve para lutar por seus direitos.

    Invejei-os mais.

    • Mario Pereira disse:

      Minha cara, Karen.
      Seu problema é de simples solução: Ou você muda para uma dessas sucursais (citadas) e faz quantas greves quiser e puder, ou você muda de profissão. O mais prático seria você mudar de profissão…

  8. Ana disse:

    Gostei bastante do post, principalmente porque sou filha de uma jornalista e estou acostumada a viver nesse clima de passaralhos.

    No entanto, uma correção. Se quando você falou de Maiakowski, você quis dizer aquele poema que começa ‘Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor…’, em realidade, essa obra não é dele. O autor é o brasileiro Eduardo Alves da Costa e o poema se chama ‘No caminho com Maiakowski’, que, por um erro do destino, foi confundido como uma tradução do grande russo. Mas não é.

  9. Rose disse:

    Só tenho a parabenizar por esta colocação e estes questionamentos que mais uma vez fazem refletir.
    Como está difícil lidar com esta nossa individualidade acentuada!

  10. Marjorie disse:

    Quem milita em sindicato muitas vezes deixa de participar deste tipo de conversa porque a maioria dos colegas tem muito preconceito contra sindicalista em geral, talvez, como argumenta Sakamoto, não se sinta trabalhador. Mas o texto trata de maneira muito direta do núcleo de nossos problemas. Os colegas que lidam com a área de economia acham que são economistas, da área de cultura acreditam que fazem parte do seleto mundo dos artistas e por ai vai. Mas quando acontecem demissões seja de um colega ou em massa, partem a falar mal do sindicato, ao qual, na maioria das vezes não são associados, e de cujas mobilizações não participam. Já fiz uma caminhada com 20 colegas aqui no centro de Salvador em favor da obrigatoriedade do diploma e protesto contra Gilmar Mendes em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia, com um número semelhante de colegas durante uma visita deste sernhor ao nosso estado. E esta é uma das muitas batalhas que enfrentamos e da qual conseguimos uma pequena vitória na última quarta-feira. Não dá para desanimar porque luto também por mim mesma, pela profissão que adotei e na qual milito com muita paixão. Mas que dá uma desânimo, às vezes, isso dá.

  11. Celso disse:

    Pois é, entre os colegas impera o pensamento abaixo descrito:

    “O Jornalismo é ruim, enche o saco, tem plantão, tem um monte de gente mala, enfim… mas ainda assim é melhor do que trabalhar…”

    Ainda sonho em mudar de profissão…

    Abs

  12. Camila disse:

    Há alguns meses 27 funcionários entraram em greve na Record. Resultado? Demissão de todos. Sempre disse que faltava união na classe, que éramos explorados… trabalhamos sem hora extra, 14 e até 16 horas por dia, perdem-se feriados, finais de semana… para sermos cortados sem grandes explicações no mês seguinte! Gostaria muito que nos uníssemos, pelo menos os quatro grandes (Folha, Estadão, Abril e Globo) para uma grande greve. Todos os quatro veículos sofreram cortes de até 30% da equipe esse ano. Diretorias nos tratam como descartáveis, esquecem-se que SEM NÓS não há jornal/revista/whatever no dia seguinte. Infelizmente nosso sindicato não é muito representativo nessas horas. Se não consegue nem um aumento real decente, imagina impedir demissões em massa.

    • JOTA CAMPO GRANDE MS disse:

      CAMILA, MAIS TEM MUITA GENTE PARA OCUPAR SEU LUGAR. MAIS CONCORDO COM VC. VC FALOU TUDO! ESSE SINDICATO DE VCS É PESSIMO!! AQUELE PRESIDENTE DA (ABI) E UM CANSADO,PARECE QUE A UNICA COISA QUE SABE FAZER, É DAR ALGUMAS ENTREVISTAS.

  13. repórter na redação disse:

    O título do texto foi, que coincidência, o tema da discussão no almoço de hoje. Colegas mais velhos contavam sobre como a greve de 1979 foi um fracasso. Um dos episódios envolvia até Lula, que desceu o pau na categoria. Algo como “vocês não são de nada”, com outros termos. Não mudou nada de lá pra cá. E isso tudo começou quando eu comentei que até hoje existe esse romantismo do jornalista, “tem que sofrer mesmo”, “faço por amor” e assim por diante.

    E o pior é que o produto, quando sai, é ruim!

  14. Welington Gaetho Escola disse:

    Sr. Sakamoto,

    Seu texto aborda uma realidade muito mais profunda do que a situação, digamos, de completa alienação da sua categoria profissional.

    Estamos diante de um problema que assola a humanidade no mundo contemporâneo que é a INDIFERENÇA, principalmente, no que diz respeito ao sofrimento alheio.

    No caso dos jornalismo, enquanto classe trabalhadora, entendo que é uma questão bastante complexa, mas como não sou jornalista deixo o debate para vocês.

    Só faço uma colocação de forma a contribuir para esse debate: Como
    se dá o conflito entre liberdade de informar, por parte dos jornalistas, e interesses econômicos da empresa para à qual trabalha?

    Esta questão tem tudo a ver com o papel desempenhado por esse profissional como membro da sociedade e sua consciência de classe, social e política.

    Voltemos à INDIFERENÇA é muito difícil escrever qualquer coisa após ler
    um pensador do porte de um Bertold Brecht parece que tudo já foi dito.
    E para compreender a profundidade basta ter o mínimo de sensibilidade ou espírito crítico.

    Entretanto, vamos fazer algumas considerações. Aqui mesmo no seu Blog podemos verificar como essa INDIFERENÇA é uma realidade em nossos dias.

    Por exemplo, diante de uma notícia veiculada pelo sr. de flagrante de trabalho escravo, surgem logo comentários de pessoas querendo minimizar a situação. Dizem eles: “É preciso caracterizar melhor o que é trabalho escravo.” “Era trabalho escravo, mas eles recebiam?”

    É importante saber o que realmente pode ser caraterizado como trabalho escravo. Até para não cometer outra injustiça, condenando uma pessoa pelo um crime que ela não cometeu

    Agora, diante da exposição de seres humanos à condições degradantes de sobrevivência, condições subumanas de existência. Tudo gerado por ganância, por aumentar a lucratividade. E a primeira reação do indivíduo é pensar no infrator!

    Crianças são obrigadas a trabalhar cada vez em idade mais tenra e está todo mundo achando normal, chegam ao cúmulo do absurdo de afirmar que: “O trabalho forja o caráter”.

    Eu não tenho dúvidas da importância do Trabalho para os seres humanos só por meio dele que garantimos com dignidade à nossa subsistência.

    Todavia, explorar a força de trabalho de homens, mulheres e crianças, principalmente, para enriquecimento ilícito é na verdade a maior prova de mal caratismo que um indivíduo pode dar.

    Por tudo isso, essa sociedade me é muito ESTRANHA! Vivemos o auge do individualismo, isto é, do cada um por si!

    Abraços!!

    • João Fontes disse:

      É um absurdo a forma como a imprensa lida com a maioria dos assuntos importantes desse país. Dá a impressão que estão todos vendidos ao Capital (com poucas excessões). Não se aprofundam em nenhuma notícia e tratam o cidadão comum como um imbecil, uma vez que ele tem que aceitar a “verdade” maquiada e sem conteúdo. Acredito que o bom jornalista, aquele que respeita a inteligência do publico, deve passar por poucas e boas. No geral a imprensa quer manter a população mal informada ou informada de maneira a ser manipulada pelos interesses dos poderosos. E também a falta de solidariedade com as outras categorias profissionais chega a ser caso de mau-caratismo.

      • Welington Gaetho Escola disse:

        Caro João Fontes,

        Suas assertivas, infelizmente, são todas verdadeiras. Creio que a questão passa por algo que venho repetindo, sempre que o sr. Sakamoto aborda temas relacionados à sua profissão, que é a democratização dos meios de comunicação.

        É preciso romper com esse modelo vigente em nosso país onde só grandes grupos dominam a produção da mídia, principalmente televisa.

        Ora, todos nós sabemos que esses grupos têm interesses políticos e econômicos e, consequentemente, são movidos na direção de alcançá-los. O que, na minha opinião, suprime a credibilidade e inviabiliza a isenção dos mesmos.

        Veja, só garantindo que os diversos segmentos da sociedade tenham capacidade de produzir informação, através dos mais variados meios de
        comunicação, é que poderemos afirmar que nosso acesso à informação é, verdadeiramente plural. Com isso sairemos todos ganhando.

        Para nós cidadãos: O aumento das fontes de informação, e sua variedade, vai nos possibilitar formar uma opinião livre das tentativas de manipulação,
        por parte da grande imprensa, como vemos atualmente.

        Para os jornalistas: A ampliação da produção da mídia, em geral, além de aumentar a oferta de trabalho, os dará uma maior autonomia no
        desempenho de suas atividades.

        Para os meios de comunicação: Creio que esses poderão assumir suas posições, principalmente políticas, ao invés de ficar tentando dissimular seus
        objetivos como assistimos hoje. Até porque haverá uma segmentação maior, por parte dos consumidores de informação, obrigando os veículos a se posicionarem em relação a determinadas temáticas.

        Enfim, considero que essa seja uma questão primordial para o avanço do nosso sistema que se quer democrático.

        Abraços!

      • Welington Gaetho Escola disse:

        CORRIGINDO MEU COMENTÁRIO:

        Caro João Fontes,

        Suas assertivas, infelizmente, são todas verdadeiras. Creio que a questão passa por algo que venho repetindo, sempre que o sr. Sakamoto aborda temas relacionados à sua profissão, a necessidade de democratização dos meios de comunicação.

        É preciso romper com esse modelo vigente em nosso país onde só grandes grupos dominam a produção da mídia, principalmente televisa.

        Ora, todos nós sabemos que esses grupos têm interesses políticos e econômicos e, consequentemente, são movidos na direção de alcançá-los.
        O que, na minha opinião, suprime a credibilidade e inviabiliza a isenção dos mesmos.

        Veja, só garantindo que os diversos segmentos da sociedade tenham capacidade de produzir informação, através dos mais variados meios de comunicação, poderemos afirmar que nosso acesso à informação – consumidores de informação – é verdadeiramente plural. Desse modo sairemos todos ganhando.

        Para nós cidadãos : O aumento das fontes de informação, e sua variedade, vai nos possibilitar formar nossa opinião livre das tentativas de manipulação,
        por parte da grande imprensa, como vemos atualmente.

        Para os jornalistas : A ampliação da produção da mídia, em geral, além de aumentar a oferta de trabalho, lhes dará maior autonomia no desempenho de suas atividades.

        Para os meios de comunicação : Acredito que esses poderão assumir suas posições, principalmente políticas, ao invés de ficar tentando dissimular seus
        reais objetivos. Até porque haverá uma segmentação maior, por parte dos informados, obrigando os veículos de informação a tomarem posição em relação a determinadas temáticas.

        Enfim, considero que essa seja uma questão primordial para o nosso sistema
        que se quer democrático.

        Abraços!

      • Welington Gaetho Escola disse:

        Sr. Sakamoto,

        Eu não estou entendendo o porque dos meus comentários estarem sendo publicados de forma desestruturada. Fui tentar fazer uma correção de alguns erros que cometi, além de estruturá-los e aconteceu a mesma coisa.

        Por favor, verifique se está acontecendo alguma coisa na chegada do comentário ao Blog, do contrário, deverá ser algo de errado com meu computador mesmo.

        Abraços!

  15. Edu disse:

    É uma pena mesmo…

    Em minha modesta opinião, jornalistas deveriam mostrar ao povo como se deve questionar o poder. QUESTIONAR, e não defender causas ou tomar partido.

    O questionamento poderia ser a essância da isenção. Mas o que se produz são afirmações sobre afirmações. E o que se vê são jornalistas partidários, criticando-se uns aos outros, bradando como se falassem a mais pura verdade. Cada um sob uma bandeira. Alguns declarados e outros não declarados.

    Infelizmente isso não é privilégio do Brasil. No mundo inteiro é assim.

    Infelizmente quem lê uma notícia está sujeito à sujeira de quem escreve.

    Dá pra confiar em alguém? Os tolos confiam.

  16. Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
    Caro Sakamoto, BELA REFLEXÃO e, em momento muito PREOCUPANTE e refiro-me ao pretendente DEMOCRÁTICO BRASIL. NÓS! Muito interessante! PARABÉNS!

  17. JDP disse:

    A melhor definição para o jornalismo foi o “quarto poder”. Por aí se pode avaliar a importancia da profissão num regime democrático. Não pode ser considerado como um trabalhador qualquer , alguém que é lido por um grande contingente de pessoas , capaz de influenciar comportamentos ou atitudes. Sem dúvida alguma é uma atividade com forte componente política.

  18. Fernando Lemusi disse:

    O facão tá comendo na Folha de São Paulo e o pessoal chorando as pitangas…

  19. Mariana disse:

    Belo texto, Saka.

  20. JOSE MARIO HRP! disse:

    Legal essa coisa no senado.
    Emenda que recria a obrigação de diploma de jornalismo na carreira jornalistica.
    AH!, mas nos states não precisa!
    Então como gosta de escrever um outro aí, entremos na manada?
    Hummmmmmmmmmmmm……..

  21. JOSE MARIO HRP! disse:

    Greve de jornalista?
    AHAHAHAHAHAHAHAHAHA……

  22. João disse:

    Parabéns Sakamoto. Suas obras estimulam o escrever bem, tão escasso na internet. A infinidade de ideias apresentadas e o potencial cinético à imaginação e à criação, aliadas ao reconhecimento do passado, homenagens a pensadores e essa peculiar forma da escrita ilustrativa e figurativa vão para além da semântica básica da expressão e realmente carregam a força da mudança.
    Atendo-me ao tema, é fato que a defesa de si merece atenção ao todo, contexto qual ignoramos talvez pela ligeira proximidade.

    Alvíssaras!

  23. Ulisses disse:

    Isso aqui saiu porque é Uol. Se fosse Globo, não saia nem que a vaca tussa.

  24. JOSE MARIO HRP! disse:

    Bom é o blog do Reinaldão e sua moderação ideologica!
    O resto é conversa.

  25. Eduardo Messias disse:

    Sakamoto, na mosca. Sempre que há alguma greve, sempre há alguém da imprensa, marrom ou tingida de sangue, para criticar. Independentemente de qual seja o motivo ou a classe, “ah, mas atrapalham o trânsito, deveriam fazer isso, aquilo”, como se quem criticasse a classe fosse absoluta e permanentemente impune aos desmandos e desníveis do social capital. Não bastasse isso, você levantou algo muito pertinente também: aqueles que são impelidos a abrirem suas “próprias empresas”, como se em um mundo burocrata em todos os níveis fosse possível bater o escanteio do trabalho diário e cabecear na pequena área dos tributos e DARFs. Acho essa a discussão soberana das relações de trabalho atuais. Como é possível ser patrão e empregado, CNPJ e CPF, simultaneamente? Tenha uma empresa e tente se associar ao Sesc, por exemplo. “Ah, você é o dono da empresa? Lamento, senhor, mas é só para o funcionário registrado em carteira.” Ainda é preciso pagar o 13º previsto em lei do assessor contábil, já que, em seu megaempreendimento localizado na 5ª avenida em NY, você não tem um dito departamento contábil. Férias remuneradas, 13º ou benefícios sociais que deveriam estar à disposição de todos são extirpados do “patrão”, você, e só seriam possíveis se você se contratasse e assinasse a própria carteira de trabalho, em uma relação promíscua contigo mesmo, Jekyll e Hide.
    Isso acontece com jornalistas, mas não apenas com eles, de veterinários a advogados, sempre sob a proteção legal do “requer qualificação universitária”, que impede esse mesmo profissional, por exemplo, de ser optante pelo Supersimples, pagando valor muitas vezes proporcionalmente maior do que um supermercado, que gera receita infinitamente maior com venda de produtos em consignação.
    A transferência de responsabilidade empregatícia é, agora, inerente ao próprio dono da empresa, você.
    Abraço.

  26. Gil Jacó disse:

    Sakamoto sempre me surpreende, positivamente, no seu blog. Já utilizei seus textos em minhas aulas de sociologia, como ilustração de formas de interpretação dos fatos sociais. O debate aqui trazido sobre os jornalistas é emblemático para o desvelamento das profissões no embate entre interesses corporativos das empresas, as consciências individuais e a coletividade (compreendendo esta última o campo profissional ao qual cada um, como jornalista, ou profissional em geral, está situado). Importante é percebermos que todos os campos de atuação revelam-se como um esporte de combate, como disse Pierre Bourdieu a despeito da Sociologia. Não será diferente no jornalismo. O desafio é saber jogar. Mais, ainda, é fazer gol a favor. Na verdade, queremos ser revolucionários no discurso, na perspectiva marxista de justiça social, ao mesmo tempo em que, no fundo, sempre nos portamos dentro de uma certa ordem nômica, como nos fez pensar Durkheim, mas, também, terminamos agindo segundo a expectativa que o outro espera de nós (o patrão, por exemplo), confirmando análises weberianas da sociedade por meio da ação social. Em resumo, o jornalismo nos cria uma imagem de sociedade que, se não tivermos criticidade, não veremos que muito tem do olhar de quem o faz.

  27. Pedro disse:

    Muito bom texto. Essa falta de consciência coletiva que falta ao Brasil.

  28. Neiva disse:

    Não tem nenhuma greve pra me meter agora, férias chegando.Odeio férias.Ficar aqui, presa nesse prédio é que não vou.
    Preciso de uma briga, preciso de livros e pessoas.

  29. emerson pires disse:

    Interessante…. no poema no final do post percebi porque o Sakarroto ignora sistematicamente todos os problemas de corrupção deste governo, escrevendo absolutamente nada sobre as saidas dos ministros e toda a palhaçada promovida pelo planalto, em especial neste ultimo e atual episódio… ele acha que não é com ele, afinal, são seus amiguinhos… até o dia que ele perceber que também foi prejudicado.
    Abre o olho.

  30. NoMeansNo disse:

    Não sou jornalista e confesso não ter uma opinião formada sobre o artigo do Sakamoto. Mas, me lembrei de um episódio o qual gostaria de compartilhar com vocês, profissionais: em um certo jornal de Goiânia, quase todos os empregados foram trabalhar vestidos de preto, em um protesto aos salários atrasados. Mas um certo funcionário não estava sabendo de tal protesto. Havia recém chegado de uma viagem a qual fizera para produzir uma determinada matéria. Por pura coincidência o tal também estava de preto. O diretor do jornal despediu “todos os funcionários vestidos de preto”. O funcionário desavisado foi incluído. Me pergunto como o jornal continuou em circulação, pois foi muita gente – muita gente mesmo – que foi para a rua na ocasião.

    É… deu no que pensar viu…

  31. JABOliveira disse:

    Eu deixei de comprar algumas revista e jornais, pela posição estremista partidaria, acho que muitas outras pessoas também. Venho criticando a posição da mídia arrogante e dispreparada no twitter. Logicamente se uma empresa de comunicação sempre se coloca somente de um lado, vai desagradar as pessoas que pensa diferente e vai vender menos, terá menos anunciante e etc. Penso se a economia vem crescendo mais setores de comunicação vem demintindo é porque a arrogância deles não deixam crescer. Essa matéria do Sakamoto, reflete o que eu tambem já pensava do jornalismo praticado pelos jornalista e empresas de comunicação no brasil, que fazem a mídia serem pequeno mesmo pensando serem grande.

  32. lima disse:

    Creio ser esse um anti cristão pelo que pude depreender até aqui. Nós somos milhões no Brasil e não engolimos qualquer matéria de intelectual ou pseudointelectual que não deve se atrever a publicar suas idéias como sendo uma verdade absoluta. Sejam mais humildes, ou vai perder esse público de consumidores atentos. UOL, veja isso!!

  33. Caio disse:

    Trabalhei em um jornal de orientação de esquerda, bancado por um sindicato e produzido por uma editora que se dizia de esquerda também. Era irônico. Sempre cobria manifestações que pediam aumento salarial, melhores condições de trabalho e redução de jornada de trabalho. Mas eu mesmo não ganhava o piso de jornalista, não tinha benefícios, hora extra, hora para entrar ou sair e mesmo um computador para trabalhar. Quando foi conveniente para eles, fui mandado embora sem direito algum. Imprensa no Brasil é uma coisa podre.

    • O Asno disse:

      Caro Caio:
      Excelente comentário.
      eLLes sempre são assim,
      o discurso é a coisa mais linda do mundo, do universo,
      são defensores dos pobres, dos oprimidos, dos drogados, do meio ambiente,
      mas na prática eLLes fazem exatamente o oposto do que pregam,
      se comportam sempre como os piores dos piores capitalistas.
      Nunca acredite em ninguém que se arvora defensor de pobres e oprimidos,
      e que vive regaladamente, e que se acha acima do bem e do mal.
      Observe!
      Por todo o país existem muitas reclamações trabalhistas contra
      sindicatos.
      Mas por que existem existem reclamações trabalhistas contra
      sindicatos, se os sindicatos existem exatamente para defender os trabalhadores?
      Valeus!

    • PRESIDDIDA Dilma disse:

      Assino embaixo, eles sempre vem com esses eufemismos de “democratizar”, “justiça social”, mas sempre o que fazer e tomarem para si o patrimonio público.

      Mudar as leis da midia com o governo como este, com Lupi, Lobão como ministros, ah tah!

  34. mfs disse:

    Como bem diz seu colega Mino Carta, é duro quando jornalista chama patrão de colega. Essa identificação ideológica (já que não poderia ser social – haja vista que um é proprietário e o outro assalariado) tem sustentando um certo tipo de jornalismo brasileiro. E quando vem a ofensiva patronal, o preconceito e a rejeição aos valores e tradições trabalhistas, sindicalistas, da esquerda mesmo, dá no que dá, impotência, sensação de ter sido presa fácil, caça indefesa.

    • PRESIDDIDA Dilma disse:

      Maniqueismo detect, patrões do mal x empregados do bem.

      “E quando vem a ofensiva patronal, o preconceito e a rejeição aos valores e tradições trabalhistas, sindicalistas, da esquerda mesmo, dá no que dá, impotência, sensação de ter sido presa fácil, caça indefesa.”

      Como disse o chefão esquerda é coisa pra adolescente!

  35. André disse:

    Tem um outro defeito nos jornalistas e pseudo jornalistas: apontar erros e não propor soluções. Aguardamos as propostas.

  36. Marcos Lima disse:

    Que lastima, temos a nação com as mais espetaculares condições de propiciar a melhor condição de vida para os seus cidadãos, porem para nossa desgraça temos também a pior horda elitista do mundo que se valeu e se vale de todos os artifícios (Inclusive manchar nossas instituições como fizeram com nossas forças armadas que mesmo envergonhadas foram levadas a agredir seu povo) para se locupletar da coisa publica e assim arregimentar recursos para financiar a manipulação da maioria desavisada dos Brasileiros, tendo como ferramenta os meios de comunicação e seus solertes rábulas que de forma descarada impiedosamente a cada segundo de forma orquestrada pelos diferentes veículos de comunicação buscam criar matrizes de opinião parciais aos seus aliados políticos bando de ramphastos toco de rica plumagem que roubam os ovos dos ninhos alheios na maior cara de pau sem o menor alarde desses veículos de comunicação que usam todo seu arsenal de factoides para denegrir qualquer um do espectro político de esquerda, sempre enfatizando os desvios ou não de seus alvos de forma desproporcional aos fatos nivelando aquele que rouba um centavo do que rouba bilhões ( Que não vem a publico de forma ampla como o seu oposto) se não vejamos o caso da privatização da vale que foi vendida por Y e no dia seguinte já valia 10 x Y na bolsa de valores, quem ganhou com o isso?, foi o povo Brasileiro?, e isso foi só um caso dos milhares perpetrados contra o Brasil pelos políticos de Direita sem o menor alarde dos meios de comunicação e seus aliados de avental ou não do alto de sua Bilderberg sempre achando que sua Hagana que é a certa. VIVA O POVO BRASILEIRO!!!!!!!!

    • ivania disse:

      Sakamoto parabens pelo assunto comentado como jornalista tem outras funções que parece não está dentro de uma classe, a nossa cultura não permite que as pessoas quetionem aliás não temos condições de escolher em qual sociedade devemos nasçer? chegamos já achamos pronto depois de grande é temos a oportunidede de saber que existem coisas diferente da que nos ensinaram, felizes as pessoas que descobrem muitos morrem sem saber.

  37. Já faz muito tempo que li no livro Chatô uma frase que vem bem a calhar. No livro, o Chateaubriand foi enfático quando disse que o jornal publica a opinião do dono, não do jornalista.

    Quer publicar sua opinião? Crie um blog e escreva aquilo que entenda e o que ignore. Diga e desdiga o que quiser, publique o necessário, o desejável e o supérfluo. Seja justo e injusto, desça a lenha em culpados e inocentes, dê asas à sua imaginação, crie suas próprias mentiras e depois acredite ardorosamente nelas. Faça isso e seja feliz.

    Legal, né? O bom é que todo mundo pode ter seu próprio blog; ruim mesmo é conseguir viver de escrever abobrinha. Quanto a isso, digo que é difícil, mas que não devemos perder o ânimo, pois os cinco anos de Blog do Sakamoto provam que tudo é possível.

    Agora, melhor que publicar abobrinha no seu próprio blog, é comentar besteira nos blogs alheios. Modéstia a parte, disso eu entendo.

    Bom sábado para todos.

  38. roberto disse:

    JORNALISTA, VIA DE REGRA É MUITO ESPAÇOSO. PENSA QUE É O DONO DA VERDADE. DEVIA SE LIMITAR A DIVULGAR OS FATOS, SEM PROCURAR FORMAR OPINIÃO. MESMO PORQUE, CREIO QUE MUITO POUCOS TÊM CAPACIDADE PARA ISSO. (ALÉM DE NÃO SABEREM ESCREVER)

  39. Chesterton disse:

    Tem jornalista que ” se acha”.

  40. PRESIDDIDA Dilma disse:

    Esse negócio de democratização não passa de eufemismo!

    Foi assim na Libia, Venezuela, Bolivia, Cuba etc.

    E vcs ainda acreditam nesse papinho de esquerda.

    Pq afinal vcs não querem democratizar, vcs querem tomar, Kadaffi dizia que iria expropriar os bens da empresas para dividir com o povo, mas o que fez ficou com os bens para eles.

    Democratizar = eufemismo para estatizar, para o governante de plantão tomar posse de tudo.

  41. Marcelo Lopes disse:

    Leo, parabéns pelo texto! Parabéns, mesmo! Uma das melhores coisas que já li sobre as condições de nossa profissão. Com outras palavras, sem essa tua sofisticação toda, mas levei justamente esse debate aos meus alunos nas últimas duas semanas. Seu texto vem bem a calhar e, inclusive, peço permissão para reproduzi-lo em nossa revista laboratorial, do curso de Jornalismo da Universidade Mackenzie. Estamos trabalhando com o tema “Identidade”, e antes de mais nada convém pensar na nossa.

  42. roberto disse:

    a falta de união leva o país ao momento que está, não só para os jornalistas. como a economia vai bem, não vai encontrar apoio em para manifestações que queiram melhorar ainda mais a vida dos trabalhadores.

    essa falta de união e mansidão que vemos em todas as classes, nos levou justamente a onde estamos. muita corrupção, impunidade, exploração. politica do pão e circo a vontade.

    infelizmente não vejo mudanças no horizonte. alguem vê ?

    • Maria Alice disse:

      Caro Roberto,

      Eu também sou bem cética quanto às mudanças convenientes e, também, concordo plenamente com o seu segundo parágrafo, que diz:

      “essa falta de união e mansidão que vemos em todas as classes, nos levou justamente a onde estamos. muita corrupção, impunidade, exploração. politica do pão e circo a vontade”.

      Foi e é por ai mesmo ! Acertou, na ímtegra.

      Agora, vou plagiar a idéia/alerta de um comentarista sobre as luzes nos finais dos túneis, em uma cultura corrupta. Vejamo-la :

      Convém prestar bastante atenção na luz que vem lá do final do túnel, visto que pode ser a de algum trem vindo na contramão. (só rindo)

  43. JOSE MARIO HRP! disse:

    Na verdade essa coisa de corrupção tem seus remédios já previstos em lei!
    Quando se é oposição e nada tem além para oferecer esse prato pronto da corrupção é o que resta.
    O caso do Lupi é pitoresco porque as seguidas denuncias eram bem vazias até que pintou os cargos de funcionário fantasma e em duplicidade!
    Mas , bobinhos nós, em tudo quanto é prefeitura, camara de ver. , assembléias, autarquias, e no Congresso como nos ministérios isso! é lugar comum a todos os partidos.
    de rersto jornalista quando não é amigo do patrão tem que ser muito mais competente!
    Aliás tem mídia insuspeita hoje?

  44. Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
    Não há falta de união no país. Há opiniões divergentes sobre temas de interesse nacional. Há muitas maneiras de participar dos destinos do país. Uma delas é a eleição. O que aqui pode ser discutido é pelo voto obrigatório ou facultativo? Como por exemplo. Discordo de que a não ida às ruas é mansidão. Basta olharmos para a Síria. Na revolução de 64 segundo alguns em 20 anos, morreram mais ou menos 500 ou 600 pessoas, no Brasil. Na Síria, em menos de 09 meses, segundo informes já morreram 4.500 pessoas, incluindo, crianças. A falta de união e a opção por manifestações diferentes do embate de RUA não produzem corrupção, impunidade, exploração e outros fatores. São coisas com origens diferentes. Os trabalhadores, presumo os com carteira assinada, são uma parte dos trabalhadores brasileiros. Há, uma outra parte considerada informal, porém, tão trabalhadora e realizadora quanto. A mudança de mentalidade é que é importante e avanço nos modelos culturais.
    O BRASIL vai BEM e OBRIGADO! A vida em democracia em evolução, produz certas demoras em agir a respeito dê: Não significando ausência de ação. Apenas o TEMPO e morosidade são maiores, por vezes, as soluções encontradas são MUITO MELHORES e, mais adequadas.
    Os JORNALISTAS nesse cenário são as peças mais importantes, são fundamentais, e, independe sua tendência ou posição. Acredito que quanto maior a discordância, debate, encontros e desencontros. Tanto MELHOR!
    A própria INTERNET representa esse cenário, digamos, TEATRAL RIQUÍSSIMO de contrapontos. Verdades, Mentiras e, até tudo muito pelo contrário. O participante desse meio e ao participante desse meio, RIQUÍSSIMO, cabe filtrar e incorporar ou descartar os conteúdos.
    O meio VIRTUAL não é importante pela CELERIDADE e sim, pela possibilidade de escolhas dentro de múltiplas variáveis e variedades. É DEMOCRÁTICO! Representa a visão ainda que incompleta do que se deseja LIBERDADE DE EXPRESSÃO e infinitas possibilidades de apresentação da LIBERDADE de PENSAMENTO.
    Portanto os meios de COMUNICAÇÃO representam a própria esperança de dias melhores com horizontes novos por DESVELAR.
    O JORNALISTA nesse processo é ATOR e PLATÉIA! E, sempre em interação! E o meio é a peça THEATRAL cujo TEMA é a vida em andamento com suas circunstâncias e peculiaridades.
    OPINIÃO!

  45. Luís disse:

    Por isso eu não sou jornalista e decidi trabalhar com uma profissão de verdade.

  46. Tania Trento disse:

    É por isso e muito mais, lógico, que sou jornalista sindical. Nunca deslumbrei esse mundo porque fiz greve numa TV que trabalhei. Não vou ganhar prêmio nunca, não vou ser reconhecida pelos meus “coleguinhas” da redação e nem pelo Capital, afinal me veem parte da “ralé do jornalismo”. Em compensação tenho consciência da minha responsabilidade enquanto trabalhadora e observadora da realidade que me cerca. Posso dizer que recebo um salário decente, reconhecimento dessa parte da sociedade pela comunicação que faço e, pasmem (rs*) não trabalho de madrugada. nos finais de semana e nem nos feriados. Ah, tem mais: na maioria da vezes posso escrever e publicar a verdade!

  47. jaLuciano disse:

    Há anos a politica liberalista vem desmantelando todas organizaçoes cooperativistas, desestruturando qualquer grupo representativo de uma classe trabalhadora, a individualidade se impoe e se destaca perante os outros atraves daquilo q ja conhecemos como pistoloes e outros jeitinhos. Conhecimento e influencia é poder.

  48. carla buchman disse:

    Sakamoto , a diferença é que VOCÊ não é um jornalista , mas apenas uma boca-de-aluguel a soldo da titia e do pessoal da Nova Ordem…Há momentos em que até os percevejos se sentem incomodados ou em questionamento intimista!
    Sim,entendemos todos… mas faça um bem à toda classe jornalística séria (que não se vende – acredite , ainda há alguns destes por aí !!! ) e a todos nós : desocupe este espaço ou prenda a respiração indefinidamente… Ao menos vai sair no jornalzinho do sindicato!

  49. Por que existe falta de união, ah existe mesmo!