Atravessar a rua em São Paulo continua uma aventura
Tirei parte da manhã para fazer um experimento social na esquina das ruas Apinagés e Capital Federal, no bairro do Sumaré – uma das mais movimentadas da capital paulista.
Acidentes ocorrem ali quase diariamente, fazendo com que a vida dos taxistas do ponto que fica exatamente no cruzamento seja tudo, menos um tédio. Solicitações e petições assinadas pelos moradores para a instalação de um semáforo já foram feitas à administração municipal, mas até agora nada. Três das quatro ruas dessa esquina são ladeiras, pirambeiras para falar a verdade, em que os automóveis podem quebrar a barreira do som se descerem na banguela. Motoristas com o mínimo de inteligência reduzem, param e olham antes de seguir, mas muitos optam por brincar de roleta russa, confiando na proteção de forças sobrenaturais.
Mas, enfim, o experimento: atravessar 20 vezes a rua Apinagés na faixa de pedestres, na hora do rush da manhã, para ver se já está surtindo efeito a campanha de conscientização da Prefeitura a fim de que os transeuntes sejam devidamente respeitados na Paulicéia ao cruzar vias públicas.
Resultado: uma lástima.
O modus operandi: colocava o pé na faixa e lentamente tentava atravessar, estendendo a minha mão, como indicam os comerciais ou como faz o pedestre de Brasília e de outras cidades do mundo mais civilizadas.
Nas 20 travessias:
- 52 carros não pararam. Dos quais, 15 buzinaram, seis buzinaram e levantaram a mão (creio que minha mãe não gostaria de ouvir o que disseram) e um cara (de uma SUV) parou para reclamar e me chamar de folgado (!)
- Dos que não pararam, sete – surpreendentemente – aceleraram quando viram este pedestre. Ou porque lêem este blog, vai saber…
- 26 pararam (o número é maior, pois às vezes dois carros paravam lado a lado). Desses, oito pararam a um metro ou menos da própria faixa e não antes do cruzamento. Tenho que revelar que, em determinados momentos, cansado de esperar, eu atravessava e ponto.
- Dos que pararam, mais da metade não estava com cara amigável. E, pelo menos, cinco saíram cantando os pneus após eu ter atravessado. Digo pelo menos, porque não sei se as outras cantadas foram de propósito ou por imperícia.
- A maioria dos carros que paravam eram mais novos e caros. Uma Brasília, uma Variant e um Corcel II avançaram lentamente mas não olharam nem para os lados. Porém não houve uma significativa divisão de comportamento entre carros novos e caros e velhos e simples.
- Do ponto de vista etário, quem aparentava entre 30 e 50 anos foram os mais solidários. Os mais jovens e os mais velhos passavam reto. Destaque para os jovens de óculos escuro cobertos por SUVs, que foram os que mais aceleraram quando viram este aqui.
- Por fim, uma senhora de avançada idade e voz aveludada, chegou até mim e perguntou se podia me ajudar de alguma forma, uma vez que eu não parava de atravessar a rua.
Para além de me sentir como uma das galinhas amarelas do jogo Freeway, do saudoso Atari nos anos 80, acredito que as reclamações da grande quantidade dos sem-carro de São Paulo procede.
A avaliação do resultado (uma lástima) advém de uma comparação entre a realidade das coisas e o que elas deverias ser. Daqui a alguns meses, repito a experiência para termos um outro efeito comparativo – que também não vai me garantir um Nobel, haja visto que não usei nenhum método científico para escolher a amostra, muito menos o número de atravessadas, pior ainda para definir o cruzamento.
O ato de atravessar a rua é algo tão pequeno e insignificante. Mas capaz de revelar que nós não somos donos da cidade em que vivemos. Donos são carros e motos.
O medo de colocar o pé na faixa de pedestres mostra que sabemos que estamos adentrando território inimigo. Ao mesmo tempo, como no desenho do Pateta, o Sr. Pedestre continua se transformando, feito Dr. Jekyll em Mr. Hyde, no Sr. Volante quando entra em um carro, esquecendo tudo o que sofreu. Ou, pior, indo para a vingança.
Numa sociedade de consumo, como a nossa, quem não tem um carro – como eu – é um idiota. Ou, pelo menos, não é uma pessoa poderosa, muito menos sexualmente atraente, quiçá inteligente. Não é isso que nos ensinam as propagandas de automóveis? Que a busca pela felicidade acaba atrás do volante, quando aparecem enxames de mulheres, paisagens maravilhosas e amigos sorridentes?
É possível viver em São Paulo sem automóvel? Sim, mas continua sendo perigoso.


Essa história de dar preferência para o pedestre só funciona em ruas pouco movimentadas (de carros e de pedestres). Em ruas de trânsito mais intenso se faz necessário um semáforo. Já imaginaram se a gente for ficar esperando todos os pedestres atravessarem, numa dessa ruas que cruzam a Paulista, onde o fluxo de pedestres é praticamente ininterrupto? A gente não vai sair do lugar nunca…
Você claramente nunca visitou Brasília…
Londres tem vários desses pontos. Chega a ser engracado ver que não é nada demais esperar que em uma via movimentada passe um carro e um pedestre, cada um a sua vez. Afinal, ter uma carcaça de uma tonelada nao é documento.
Passar um carro e um pedestre, depois outro carro, depois outro pedestre? Tenta fazer isso na Paulista, tenta. Uma semana depois você ainda vai estar parado no mesmo lugar…rsrsrsrs!! Quanto ao cidadão que comparou São Paulo (11 milhões de habitantes e a maior frota de carros do país) com Brasília (2,5 milhões de habitantes), sem comentários…
caçador, fala sério, vai.
em toda via de tráfego intenso tem semáforo pra automóveis e pedestres. ninguém aqui tá falando de paulista, 23 de maio, marginais, radial leste.
o caso é q motorista reclama até qdo tem q parar em semáforo, como se apenas os motorizados tivessem o direito de ir e vir.
não importa a cidade e o bairro, motorista não tá nem aí pra pedestre.
aqui perto de casa tem uma escola. tem faixa de pedestre recém pintada. e mesmo assim, ninguém dá a preferência. tem q forçar a passagem mesmo. com criança e td. qdo um motorista para, tem q tomar cuidado, pq o q está atrás desvia e passa correndo. super civilizado!
Infelizmente esta é cultura brasileira. Morei 7 anos na Europa, atravessei diversas vias movimentadas, com várias pistas, inclusive pequenas rodovias de mão dupla, e sempre todos os carros paravam, e quando alguém vinha numa certa velocidade e não conseguia parar simplesmente pedia desculpa. Além desta atitude de educação e respeito em atravessar a faixa de pedestre tem muitas outras, como por exemplo o respeito das filas em todos os pontos de ônibus mesmo não sendo o ponto inicial e tantas outras atitudes que aqui não veremos nos próximos 100 anos,
por mais que se digam que o Brasil está em crescimento econômico, não cresce em educação e cultura, que não acompanham as pessoas em sua classe econômica porque esta falta de educação se estende de A a E.
Vias movimentadas, como? Tipo 23 de Maio, Marginal Tietê, Radial Leste? Precisa ver o que eles lá em Londres chamam de vias movimentadas…
Os motoristas paulistanos são agressivos e individualistras mesmo nas ruas de menor fluxo de trânsito. A falta de respeito aos pedestres não tem desculpas. Apenas desculpas esfarrapadas de quem no fundo sabe que age errado.
Em uma rotatória a preferencial pertence a quem já se encontra na mesma. Pelo menos segundo a lei. Não em São Paulo. A preferencial aqui pertence a quem força a passagem. Não estou querendo dizer que em outras cidades brasileiras seja uma maravilha. No Rio de Janeiro por exemplo, os motoristas caiocas não fazem a menor idéia do que seja manter a distância do carro da frente.
É evidente que o pedestre deve ter a preferência. Na rua da escola do meu filho, por exemplo, você tem que esperar um bocado para conseguir atravessar, mesmo com uma criança no colo. Só acho que deve haver critérios. Não dá para um cara sair atravessando a 23 de Maio sem mais nem menos, só porque acha que “tem a preferência”…
Eu não afirmei que os pedestres tem a preferencial em uma via expressa fora da faixa de pedestres.
Vocês não podem esperar os pedestres passar, mas os pedestres podem esperar todos os carros passar. Pra quem ainda não sabe, o pedestre também trabalha, também tem pressa, e também tem direito de se locomover. As pessoas entram dentro do carro e se sentem donas do mundo, acham que só elas tem urgencia, só elas tem pressa, só elas tem o que fazer. O que o Sakamoto mostrou é o tamanho do desrespeito, da falta de educação, e da arrogancia dos motoristas que se acham melhores e não podem respeitar os direitos dos pedestres. Se não concordam vendam o carro e virem pedestres, rapidinho vão dar razão ao Sakamoto, porque as pessoas são assim só pensam em si mesmas.
Moro no Japao ja fazem 23 anos e dirijo aqui ha 21 anos, e todas as vezes que volto para o Brasil fico revoltado com a forma de dirigir dos brasileiros,dar a preferencia para pedestre aqui eh antes de tudo, eh evitar dor de cabeca, no caso de ocorrer um atropelamento , tenha e todo motorista prevenido deve ter , o seu seguro contra terceiros(nao eh para ladrao )e sim pagar despesas hospitalares e tratamento para as vitimas e mais , pagar o salario delas , o seguro saude da vitima nao tem culpa pelo cliente ter sido atropelado como tambem a empresa em que trabalha a vitima, como tambem o INSS , o prejuizo eh somente do atropelador, se isso valesse ai no Brasil, nao precisava de multa, a dor no bolso e maior que a consciencia da civilidade, sayonara.
Moro na Suíça. Aqui a gente não precisa NEM levantar mãozinha pra atravessar. Basta se dirigir à faixa de pedestres. Esse seu comentário é coisa de brasleiro que quer continuar a justificar a falta de educação.
Mais um tentando comparar um vilarejo com uma das maiores metrópoles do mundo…
Essa questão é muito complicada. Aqui na minha cidade há um calçadão cortado por duas ruas. Advinham o que fizeram? Tirararam os semáforos e colocaram uma faixa de pedestre mais elevada. Ai cada um, motorista e pedestre, fica decidindo por conta se vai ou não, tentando adivinhar, mediunicamente, se o outro vai parar. A sorte é que os carros passam devagar, mas sempre há os apressadinhos. Numa dessas…
Mesmo na hora que sou pedestre, preferia os semáforos.
Falta educação de ambos (pedestre e motoristas).
Concordo!
Não sei nem dirigir e, embora por conta disso receba durar críticas, não tenho intenção alguma de aprender!
Então, posso falar com propriedade e conhecimento de causa que existem muitos pedestres folgados por aí!
Para estes, a existência de farol é algo de somenos importância, porque eles atravessam independentemente do que indica o aparelho e, quando percebem um carro se aproximando, ainda diminuem o passinho…
Enfim, o problema não está nos motoristas ou nos pedestre, está é na mentalidade do povo brasileiro, especialmente dos paulistanos!!!
pedestre é foda mesmo. tá sempre atrapalhando o trânsito! concordo totalmente, caçador. a preferência deve ser sempre do carro. principalmente à noite, com chuva. já imaginou parar num cruzamento pra esperar um pedestre atravessar a rua? q perigo! o cara já tá molhado mesmo. pq não esperar o carro furar o sinal vermelho, né?
fala sério!
Mas que poxa, Sakamoto.. quem estivesse por ali e visse vc atravessando sem parar, pra lá e pra cá deve ter achado vc muito doido, não?
Assim como me acham doido também por não ter nem querer ter um carro, e usar bicicletas e transporte público para me locomover na cidade.
‘vc não é pobre, por que faz isso?’
Como ir para as ruas, no meio desses rinocerontes bêbados (é como eu chamo e qualifico os carros com seus motoristas dentro), sem o espírito beligerante?
Wadilson, me vi nesse seu comentário! Quando digo que não quero comprar um carro, ouque prefiro ir de metrô até nde der, todo mundo me olha com cara de espanto também, como se eu “não quisesse progredir na vida” =P
E todas as vezes que tem um carro disponível aqui, eu preciso responder 500 vezes que eu REALMENTE prefiro ir a pé, não preciso do carro. (“mas vc tem certeza? Pode usar, ninguém vai sair agora!”)
(E rinocerontes bêbados foi ótimo!hahaha)
Parabéns pela corajosa experiência!!! Fiquei mto feliz ao saber que vc não tem carro, ainda existem pessoas que resistem a essa compulsão doentia de ter um carro! Sem contar que é mto mais fácil comprar um carro do que exigir um transporte público de qualidade, o qual nos trará uma cidade mais democrática!
Recomendo o documentário ”entre rios” http://vimeo.com/14770270?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter&utm_campaign=sharesampa
Transporte público, como definir isto no Brasil, é caro, desconfortável, ultrapassado. Como disse acima, morei na Europa, em ônibus confortáveis, silenciosos, os motoristas educados esperando até mesmo o passageiro se sentar ou se acomodar para poder partir. O custo de uma viagem é quase 0,3% do salário mínimo enquanto que aqui em São Paulo ultrapassa a 0,6%. Trens de 2 andares, estofamento impecável, segurança, com ar condicionado, sistema de wi-fi, respeitando rigorosamente os horários em cada estação, diversas linhas de metrô que ligam todos os lugares possíveis, ruas be pavimentadas, enfim, 1º mundo.
Desde antes da lei eu me arrisco no trajeto de ida e volta para casa nas ruas dos Jardins. Tenho sorte pois é um bairro movimentado, tanto de pedestres como de motoristas, ou seja, carros andam mais lentamente. Senti uma leve diferença depois da campanha, mas principalmente por que, ao contrário da maioria dos pedestres, eu simplesmente saio andando e atravesso a rua sem esperar uma reação de gentileza do condutor, afinal de contas, é meu direito.
Isso é bem complicado e pode ser arriscado, mas acredito que se mais pessoas fizerem isso em vias menos complicadas, sempre com atenção à velocidade do veículo e olhando para o motorista, as pessoas passem a entender que o próprio pedestre tem uma atitude diferente. É bem comum ver senhoras correndo em frente a um carro quando este dá a preferência, como se estivessem incomodando o condutor e atrapalhando o trânsito de todo o bairro.
Infelizmente não é em toda a via que se pode fazer isso, afinal não espero a mesma atenção de carros que saiam à toda velocidade de uma via expressa em direção a uma faixa de pedestres, como é o caso da via de acesso a pedestres da USP onde os aventureiros desmotorizados precisam enfretar quem sai da marginal.
Essa campanha ainda é muito tímida e precisa de mais fiscalização. Nos primeiros dias era comum ver agentes da CET ajudando os pedestres, mas agora confesso que faz semanas que não vejo um sequer em um cruzamento com essa proposta de educar o motorista.
Se um dia você sair atravessando na minha frente eu passo por cima, sem dó…
Passa nada. A dor de cabeça que você iria ter por conta disso supera sua ignorância.
Já viu alguém ser condenado por crime de trânsito nesse país?
Sakamoto, anda querendo virar asfalto?
Anda sem o cérebro na cabeça?
Porque inteligente é o cara q pula na frente dos carros passando a 70km/h na Av. Paulista só porque tem uma faixa de pedestres pintada no chão e ele tem debaixo do braço a legislação de trânsito!
É como diria o pastor da igreja de um amigo: vai na fé!
“Numa sociedade de consumo, como a nossa, quem não tem um carro – como eu – é um idiota. Ou, pelo menos, não é uma pessoa poderosa, muito menos sexualmente atraente, quiçá inteligente. Não é isso que nos ensinam as propagandas de automóveis? Que a busca pela felicidade acaba atrás do volante, quando aparecem enxames de mulheres, paisagens maravilhosas e amigos sorridentes?”
Po, é incrível o preconceito desse parágrafo! De onde que vc tirou essa conclusão Sakamoto?!
Eu concordo que há uma cultura a ser mudada: numa cidade onde a capilaridade e a qualidade do trasnporte público é precária, e onde há uma necessidade histórica de ter um carro para aumentar a sua mobilidade, é claro que o pedestre não é privilegiado! Não significa nem de longe que o pedestre seja inferior ao motorista. Nem os próprios motoristas se respeitam! 2 exemplos: a faixa da esquerda, teoricamente, deve ser usada pelos mais rápidos ou para ultrapassagens, o que acontece? Outro exemplo: quando há uma conversão, deveria ser formada uma fila para quem quisesse entrar nessa conversão. O que acontece? Daí vem a pergunta: se mal há espaço para os veículos nas ruas, como fazer com que as ruas comportem bicicletas e pedestres?
É claro que é ridículo dizer que a rua deveria ser proibida para bicicletas e pedestres. No entanto há um processo de mudança cultural e mesmo de alterações (como as já discutidas aqui no blog) dos espaços nas ruas. Isso deveria ser comemorado! É óbvio que está longe de ser o ideal! Há quanto tempo a idéia existe?! A população não aprende de uma hora para outra! Sakamoto, vc deu uma pesquisada para saber como anda o gráfico do número de multas a motoristas que não praticou a nova lei? Provavelmente nos primeiros meses esse número deve ter sido gigante e agora os números devem ter diminuido. Isso significa adaptação cultural.
E pare de achar que isso é preconceito com quem anda à pé. Todo mundo na vida já foi pedestre e sabe muito bem as dificuldades disso na cidade de São Paulo. Deixe vc de ser preconceituoso com as pessoas que por quaisquer motivos tenham carro.
“se mal há espaço para os veículos nas ruas, como fazer com que as ruas comportem bicicletas e pedestres?”
Quer dizer então que é claro que a prioridade é dos carros? Bem lógico.
Se a rua é pública então devia poder ser usada por todos. E no caso do trânsito, significa que o maior deve cuidar do menor sempre.
Não Jean. A rua é prioridade do animal que a ocupar primeiro, só pq é pública!
Pelo amor de Deus! Pense antes de falar uma besteira dessas.
Raciocínio análogo: “só pq a camisinha não é obrigatória eu não vou usar”. Isso! Gênio da lógica! Faça sexo inseguro… fique parado no meio da rua pensando na morte da bezerra pra ver o que te acontece!
É lógico que a prioridade da RUA é para os CARROS! Vc já viu bancos no meio das ruas?! Vc já viu escadas no meio da rua, no lugar de ladeiras?!
Se a prioridade fosse pedestre, não teríamos ruas, teríamos calçadões. Calçada é o lugar público ADEQUADO ao pedestre, e a faixa de pedestre é para indicar o pedestre o lugar mais seguro para se atravessar. Sabe por que?! Porque o pedestre é frágil, e no caso de um choque entre um pedestre e um automóvel, provavelmente quem vai sair perdendo é o pedestre.
E é lógico que o maior deve prestar atenção ao menor! Eu disse algo diferente disso?! Mas o pedestre deve ter atenção em dobro, porque numa dessas ele que se ferra, e, como eu disse: não é cultura aqui parar para o pedestre passar.
Mas está mudando, não está? E vcs fazem essa choradeira dizendo que o maior algoz do pedestre é o motorista, não porque ele nunca foi pedestre, mas porque ele é o estereótipo da classe média paulistana que arrota arrogância e destila preconceito.
Pensem no que estão falando: preconceituosos são vcs.
Esse é o preceito mais esquecido em matéria de trânsito! O maior cuidar do menor. E é isso aí… Compartilhemos a via!
Tá se sentindo atingido? deve ter no mínimo um SUV e acha que não tem espaço….
Felipe,
Quem tá se sentindo atingido, atingido não, atropelado, é o Sakamoto!
Além disso, a minha opinião valeria menos se eu tiver uma SUV?
Além disso, a minha opinião valeria menos se eu tivesse um ônibus?
Além disso, a minha opinião valeria menos se eu tivesse um a carreta?
Além disso, a minha opinião valeria menos se eu tivesse um helicóptero?
Além disso, a minha opinião valeria menos se eu tivesse um patinete?
Além disso, a minha opinião valeria menos se eu tivesse um skate?
Além disso, a minha opinião valeria menos se eu tivesse um par de patins?
Além disso, a minha opinião valeria menos se eu tivesse um pogobol?
Além disso……
O preconceito não vem o Sakamoto não! Vem da sociedade em geral. Eu não tenho carro e as pessoas têm sim essa visão de que o carro indica “onde você conseguiu chegar na vida”. Não importa minha graduação numa universidade excelente, acham que as pessoas da minha idade que foram trabalhar direto e compraram um carro zero é que “se deram bem”. Esse preconceito existe sim, na minha opinião… Muito bem expresso por esse parágrafo! Obrigada, Sakamoto, por me mostrar que não sou só eu que me deparo com essas coisas… Mas tenho fé que a cultura da bicicleta e do pedestre vai substituir a dos carros cada vez mais! =)
Alguém já virou pra vc e disse: vc é uma sem-carro, por isso vc é uma perdedora? Se a resposta for sim, acho que vc e o Sakamoto realmente têm andado (à pé) com as pessoas erradas.
Vc se sente inferiorizada por não ter carro? Se sim, o problema é seu e de sua própria auto-estima, que, diga-se de passagem, deve ser menor que zero. Assim como o Sakamoto não tem carro e faz questão de mostrar no blog dele todos os títulos de doutorado dele, vc faz questão de mostrar que fez uma excelente faculdade. Como se vc dissesse: eu sou melhor, eu sou mais nobre, pq eu tenho o diploma de uma faculdade de primeira linha e faço questão de não ter carro. Olha o tamanho da besteira q vcs estão dizendo! É preconceito com quem tem carro!
E se o cara tiver um carro e sair com ele só de fim-de-semana para viajar?
E se o cara precisar do carro para trabalhar, pq ele trabalha com vendas?
Vale a generalização nesses casos? Se não vale, vcs estão falando uma grande besteira.
Além disso, vou dizer uma coisa pra vc e para os Sakamoto: nem uma coisa nem outra define o q vc é, são suas atitudes.
Sua atitude de andar à pé não é melhor do que a atitude de qualquer motorista que tem que cruzar a cidade para chegar ao trabalho, que também não é melhor do que qualquer pessoa que tenha dinheiro o suficiente para pagar um helicóptero. Assim como Lula não foi idolatrado por não ter um diploma sequer e ter se tornado o presidente do Brasil (eu particularmente não gosto de Lula e acho que presidentes deveriam apresentar currículo para assumir a sua função, mas a constituição não defende isso e o povo tbm aceita, então eu aceito os termos). Ou seja, no fim, com ou sem carro, com ou sem títulos, com ou sem faculdade excelente, todos continuam sendo pessoas, como eu ou como vc.
Pare de falar besteira e fazer luta social onde não existe. Abra os olhos, deixe de ser boba.
Edu, vc é o meu ídolo.
sem mais.
perfeito.
Em Santos é a mesma coisa. Certa vez parei o carro para um pedestre atravessar na Av. Afonso Pena. Uns 8 carros passaram sem hesitar. Alguns, que vinham na mesma faixa que eu optaram por desviar e passar também, em vez de esperar atrás de mim.
E lá também foi iniciada uma campanha pela prefeitura, incentivando os pedestres a estenderem as mãos e os motoristas a pararem. Porém, os pedestres não utilizam desse direito. Muitos esperam, simplesmente. Outros, mais aventureiros, simplesmente atravessam, sem nem estar na faixa de pedestre ou sem desconfiar da provável imperícia do condutor que vem em sua direção.
Ouvi comentários assim: “Essa campanha não vai dar em nada. Querem o quê? Vou parar meu carro para o de trás bater na minha traseira?”. Pois é.
provavelmete ocorreu o seguinte:
quando vc parou vc obstruiu a campo de visão que os outros carros tinham do pedestre; os outros motoristas então apenas viram um carro parado no cruzamento, e não o pedestre que estava na frente dele
vejo isso acontecer no cruzamento aqui em baixo de minha janela, toda hora
e o pedestre vai avançando tranquilo, achando que foi visto por todos os motoristas…
até que os carros brecam, cantam pneu e o palavreio começa
Sakamoto, sou morador de uma rua próxima ao cruzamento em questão e passo por lá quase que diariamente.
Só queria deixar a minha opnião quanto aos semáforos: acho que eles não resolvem nada, pois a consciência da maioria da população automotiva (incluindo-me) é de não respeitar semáforos depois das 22, 23 horas.
Acho que um semáforo, naquele cruzamento especificamente, só pioraria, pois o motorista confiaria que não está vindo ninguem do outro lado e avançaria, podendo bater em um motorista que não respeita semáforos noturnos.
Cansei de ver acidentes naquela esquina e naquele bairro. A prefeitura instalou muitos semáforos novos na região e eu continuo vendo acidentes e ouvindo batidas à noite. Talvez outra solução fosse mais eficaz.
falando em comerciais de automóveis, e aquele de um novo carro da chevrolet que fala em “abrir passagem para as novidades”, com centenas de pessoas simplesmente deixando o novo veículo passar?
não é difícil entender porque os donos de automóveis se acham tão donos de tudo, tão superiores aos pedestres, que só fazem atrapalhar o fluxo dos carros.
Verdade! É um reflexo bem nítido da cultura dos carros mesmo… E acho que pelo carro ser considerado um dos maiores símbolos de status social, as pessoas se sentem mesmo superiores. Todo mundo deveria fazer a experiência que eu fiz hoje… fazer o trajeto que faço sempre de carro a pé. Vc aprende e vê muito bem o outro lado, as dificuldades, o porquê da pessoa atravessar aqui ou ali… Foi bem educativo pra mim!
Sakamoto, você é doido…rs…mas muito boa (e corajosa) a tua experiência.
Sakamoto, eu não tenho o costume de ler o seu blog. Mas hoje por um acaso aqui estou, e me deparei com este feliz artigo seu.
Parabéns para curiosidade em fazer esta experiência!!
Também acho que os carros ainda não respeitam o pedestre, mesmo na faixa! Por exemplo, no trajeto em que eu faço do meu cursinho para vir a minha casa, tem um trecho que, quase sempre quando eu dou a preferencia ao pedestre, acontece alguma coisa. Ou o carro de tras buzina, ou algum apressadinho tenta me podar. Me impressionam estas coisas, sabe. Motoristas que põem a vida do próximo em risco, só pra chegarem 30 segundos ou um pouco mais cedo nos seus destinos. É muita falta de solidariedade você não acha? Saber que duas pessoas morrem (nao tenho certeza desse numero) por dia, em acidentes de transito em São Paulo e agir dessa maneira, pra mim, é um absurdo!!
No que me diz respeito os motoristas não merecem nada além de ser tratados como os BANDIDOS que são, TODOS! Exemplo: no dia MUNDIAL sem carros deste ano, UM DIA DO ANO, não houve diminuição de sequer 1% no trânsito da Capital. E não se trata de uma lei ou uma obrigação a ser cumprida. NÃO! É um dia no ano apenas em que o mundo pede aos motoristas, IMENSA MINORIA, que tenham um mínimo de respeito pelo próximo e por este mundo em que seus filhos pretendem viver. Não mostraram nada, não fizeram a menor questão e utilizaram de forma indiscriminada a faixa que, APENAS NESTE DIA, havia sido criada para promover caronas como via de acesso rápido. Portanto se vc é motorista e está lendo isso indignado, saiba que, antes de dizer qualquer absurdo como “não se pode generalizar”, existe 99,9% de chances de vc ser UM GRANDE MENTIROSO! E isso não é pouca coisa… Se não tiverem a lei fungando em suas nucas os motoristas não respeitam nada nem ninguém! Não obstante a isso o Governo tem a CARA DE PAU de ferir em absoluto a constituição ao chamar, em uma propaganda, os pedestres que não atravessam na faixa de homens zebra! Ora pois o direito de ir e vir é, ou ao menos deveria, ser garantido A TODOS pela constituição! O motorista, afinal, não assinou um contrato com toda a sociedade em que ela abre mão do seu direito àquele espaço em troca de um espaço mínimo de o que? Um metro de largura, talvez?! Que fique claro que os pedestres NÃO SÃO HOMENS ZEBRA, e sim SÃO OS MOTORISTAS OS HOMENS BOMBA! Que fique claro que os pedestres devem sempre atravessar na faixa pois: TODO MOTORISTA É UMA PESSOA ARMADA, PORTANTO UM ASSASSINO EM POTENCIAL E QUE REPRESENTA UM RISCO A SUA VIDA, IMEDIATO E A LONGO PRAZO. É só por isso, E NADA MAIS, que deve o pedestre procurar sempre atravessar na faixa, pois ali o Estado se faz valer mais forte! É também por esse motivo que nossos filhos não podem jogar bola na rua! Veja: jogar bola na rua, como caminhar, é um ato que não oferece risco a absolutamente ninguém! Quem oferece o risco é o MOTORISTA! SEMPRE! É ele que fica exigindo que o governo UTILIZE DINHEIRO PÚBLICO, para facilitar a sua vida fazendo estradas melhores, semáforos, passagens elevadas, etc, TUDO ISSO POR QUE O MOTORISTA PENSA QUE O MUNDO GIRA AO SEU REDOR E NÃO QUER PARAR PRA NADA E PRA NINGUÉM! Tivessem um mínimo de educação e consciência, este dinheiro, investido de forma ilegal, seria para a coisa PÚBLICA! E não para incentivar uma prática notadamente individual e particular! CHEGA
Se inveja matasse, esse aí estava mais morto que a Ammy Winehouse..
q grande mentiroso, seu louco? eu nunca assinei um contrato me comprometendo com porcaria de dia mundial sem carro nenhum! cadê a mentira?
deixa de ser descontrolado, ow!
amo o meu carro, amo carros em geral e amo dirigir! mesmo q um dia o transporte público de são paulo seja o melhor do mundo, eu vou continuar dirigindo diariamente, feliz da vida, meu SUV gigantesco!
morda aí o cotovelo de ódio enquanto aprende a respeitar as diferenças.
Thiago, gostei do seu texto!! e não se irrite com essas pessoas que só escrevem ofensas! esse tipinho está cheio no UOL! você e eu somos o futuro dessa cidade!…espere só pra ver o que vai ser destas bestas num futuro próximo…vão ficar todas paradas no trânsito enquanto nós vamos passar ao lado delas com as nossas bicicletas, dando tchau.
tchau sedentárismo e desrespeito ao próximo!! a luta contra o automóvel em São Paulo é uma luta contra nós mesmos!! ou nós acabamos com essa mentalidade de que só tendo um carro você é alguém, ou o carro vai acabar com a gente! vamos ver aonde essa batalha vai dar!!
Amsterdam e Bogotá já nos mostraram que é possível vencer a indústria do autómovel!!…
Pura verdade, ciclista experimentam essa sensação todos os dias ao competir espaço com os supermegaultra carros do ano. Fica difícil ter uma sociedade saudável se a democracia e cidadania não é respeitada nem na frente da sua casa
Boa tarde Sakamoto!
então quer dizer que o Japa não tem sexyappeal?????????? só pq não tem carro???????????? rsrsrsrsrsrrsr e dinheiro pro taxi?????????????? rsrsrsrsrsr
mas ta certo, é uma loteria atravessar ruas, e não pense que é só em Sampa não, eu moro em outro estado e no interior, então deveria ser diferente né? até pq o numero de veículos e pedestres é bem menor, mas não é, a falta de educação não escolhe bairro, nem cidade, ela se esparrama por tudo que é canto!
tbem acho que algumas esquinas, pelo numero de pessoas/carros ser muito expressivo, se faz sim necessário um semaforo ou lombada ou os dois rsrsrsrrsr pq se parar todos os carros, só fica passando pessoas rsrsrsr e daí deixa de ser rua né?
mas ainda insisto que o problema maior é a falta absoluta de educação das pessoas, tanto quando motoristas e tbem quando pedestres, é um cada um por si e deus contra todos o tempo todo!
o homem não deseja ser coletivo nesses momentos, onde ele cre que o tal do outro só existe pra lhe incomodar, que deveria simplesmente desaparecer de sua frente naquele exato momento, tá que depois quando eu precisar pode até voltar a sua existencia, mas quando eu quero passar afffffffffffff seria bom que não existisse mesmo ninguem! que coisa feia né, mas é assim , pelo menos que está, não precisa ser!
abs
Deixo meu comentário sobre a péssima campanha publicitária que a prefeitura de São Paulo está veiculando sobre o assunto.
Nela, o pedestre é desmoralizado e desumanizado ao ser vestido de zebra (como um alvo a ser atingido); a faixa de pedestre é representada por um ser abobalhado vestido num colchão, quase nonsense.
Em nenhum momento a campanha se dirige aos motoristas orientando sobre o comportamento correto ou fornece qualquer informação util e esclarecedora em casos de dúvida, como por exemplo, quando o sinal está aberto, tanto para os motoristas fazerem conversão, quanto para o pedestre atravessar a mesma rua, de que é preferência afinal?
A mensagem que fica é que o pedestre é que desrespeita a própria faixa causando todos os problemas e os motoristas de São Paulo são as verdadeiras vitimas e tem comportamento exemplar pois a ele não se pede nenhuma modificação de atitude.
Pior do que ser ineficiente, é ser um des-serviço. Sinto-me ultrajada a cada vez que o cormercial passa na tv ou quando vejo as várias faixas espalhadas pela cidade chamando atenção do pedestre que respeite a faixa que leva seu nome.
Há muitos anos ouvi isso de um paulista, eles não param não! se tiver que atropelar, eles atropelam.
Estive em Teresina na semana passada e lá também não respeitam faixa de pedestres…
Pela primeira vez gostei de um artigo do Sakamoto – até ele estragar tudo no último parágrafo.
Saka, ESQUECE a luta de classes, a sociedade do consumo, essa bobagem toda.
Brasileiro é ignorante e mal-educado, e acabou aí a explicação. Isso vale para todos, desde o peão de obra até o milionário acionista, do pedestre até o motorista de BMW.
Dar preferência ao pedestre está e sempre esteve no nosso CTB. Por exemplo, quando um carro vai fazer uma conversão (ou seja, sair da rua em que está para dobrar numa perpendicular), OBRIGATORIAMENTE deve dar preferencia a pedestres que estejam atravessando. Mas você conhece alguém que atravessa uma rua assim sem olhar se não há um carro vindo com o pisca ligado?
Em qualquer país civilizado do mundo, o motorista pára – inclusive, na Alemanha abrem ao mesmo tempo o semáforo de carros e o de pedestres da calçada adjacente, os carros que vão seguir reto aceleram, e os que vão dobrar esperam os pedestres.
E não é porque as pessoas sejam super conscientes ou qualquer coisa, é simplesmente porque isso é o mais sensato a se fazer.
Mas brasileiro não é sensato. É desonesto, ignorante, não tem respeito pelo próximo nem pela vida. É egoísta e insensível. De tanto brasileiro, o brasil é o que é. Esta porcaria.
Complexo de vira-lata detected!
Me inclua fora dessa. A mim e a muitos, principalmente a legião de ciclistas que vem usando seu tempo livre pra fazer tudo que podem pra sensibilizar, informar, educar (incusive os próprios ciclistas) e mudar esse quadro.
Complexo de motorista de carro parcelado detected (só copiando a sua piada…espero que você ache engraçada)
Não posso fazer nada se a carapuça lhe serviu.
Em contraponto a outro artigo do sakamoto aqui no blog, sobre estacionamento, eu, como pedestre digo: Essas porcarias de motoristas exigem estacionamento gratuito e outras regalias na nossa cidade realmente as fazem por merecer? O negócio é cravar a multa neles!!!
sou de uma cidade bem menor, Goiania, e moro aqui em sao paulo ja faz tres anos. A maior desculpa do paulistano é a pressa como sempre, pois eu digo que é a falta de educação mesmo. Não quero gabar a minha cidade, mas apesar de goiania ter 5 vezes menos habitantes que sao paulo, é a cidade com maior numero de automóveis na proporção de habitantes. Mesmo assim a maioria dos motoristas param na faixa. Teve um periodo de adaptacao com o modo mais eficaz: multa e fiscalizacao. A partir do momento em que se colocar fiscalizacao ostensiva nas ruas, o comportamento começa a mudar. Vai doer no bolso do motorista infrator. Isso é eficaz. Se bem não é, que os carros da CET devem ser os maiores infratores (vide midia).
Continuo indo de BIKE!!!!!!!!!!
Sakamoto, eu cheguei à conclusão q vc não entende nada de física.
Para quem não sabe, este cruzamento, se não me engano é no final de uma ladeira. Cujas 2 ruas são de mão dupla. Hoje o clima de São Paulo amanheceu chuvoso.
Ok, até aí não justifica o fato de os carros não pararem, mas pô! Bom senso galera!
1 – Sakamoto, em ladeiras, os carros normalmente ganham velocidade, ok? Só pra vc saber!
2 – Imagine um carro descendo a ladeira – e ganhando velocidade. Mesmo que o carro esteja a 40 km/h, se o motorista tentar frear, as chances de ele não conseguir serão grandes. Especialmente se o asfalto tivesse molhado. E ainda mais especialmente se o Sakamoto entrou de repente na rua com o braço estendido.
3 – É um cruzamento em que, ao atravessar a rua, o pedestre pode ser atingido por um carro em 3 sentidos. Vc em sã consciência empunharia a legislação de trânsito e se arriscaria a ser atropelado por qualquer motorista desatento? Novamente: é claro que o motorista deve prestar o máximo de atenção possível em pedestres, mas se algo ocorre, o prejuízo é infinitamente maior no pedestre!
Usar a Lei é útil, mas bom senso não custa nada: especialmente em se tratando da sua própria vida.
aê Edu, é por isso q os carros vêm equipados com pedal de freio. pra controlar e diminuir a velocidade. é só acionar esse pedal qdo estiver descendo a ladeira! é super fácil.
De fato, não tem desculpa para não parar. Em qualquer país civilizado, os motoristas param. Todos eles.
eu já parei na faixa para um senhor atravessar, o carro atrás veio e me afundou a traseira. o mais engraçado foi a cara do senhor que ainda fez cara feia para mim, e foi embora. o cara que bateu, lógico, culpou o senhor que estava atravessando a rua.
o pedestre também deve melhorar seu comportamento, muitas pessoas não olham antes de atravessar e o fazem em locais perigosos.
respeitar a faixa é normal, é só se acostumar, mas como todo mundo tem pressa e parece que o tempo de uns vale mais que de outros, ainda vai demorar para melhorar a situação.
Tem falta de colaboração dos dois lados, tem pedestre folgado sim, que não presta a menor atenção, atravessa fora da faixa, embaixo da passarela, quebra o alambrado que o impede de passar embaixo da passarela, coisa que não deveria existir, então motorista tem que aprender muito, pedestre tambem. Tambem se tivesse transporte público que prestasse, diminuiria muito o número de carros circulando diariamente pelas ruas.
Único comentário sensato até agora (além do meu, claro!).
Rapaz, ler o seu blog é como ter a nossa voz amplificada para várias pessoas que visitam seu blog. Os motoristas paulistanos realmente precisam mudar essa “cultura” (comportamento agressivo idiota de dirigir). Morei em S. Paulo durante um ano e comentava com um colega de trabalho colombiano sobre os motoristas da cidade (somos pedestres), ridicularizando o estresse dos “pilotos”, como ficar roncando o motor enquanto o sinal está vermelho, para apressar a travessia do pedestre. Realmente é bem isso que você descreveu. O texto foi na veia!
Morando à tanto tempo fora do Brasil, essa coisa de pedestre ser preferência vira rotina.
Álias, eu, pedestre, que sinto vergonha de sozinha passar na faixa de pedestre diante de tantos carros parados e eu desfilando.
Isso sem cara feia, sem buzina e sem xingamento.
Acharia uma evolução no Brasil, os nossos pedestres serem educados e consciente de que atravessar é somente em faixa, nunca no meio da via.
Evolução ao quadrado seria motorista respeitar a faixa também.
Mas tenho fé e esperança de que um dia isso vire realidade.
ai adorei seu nome!
vc eh travesti??
Não se preocupe, no futuro já estão providenciando que os bebês já nasçam com rodinhas e freio ABS, motor 2.0 só para começar e movidos a algum combustível que só alguns poucos produzirão. E então toda a humanidade será lindíssima, inteligentíssima e poderosissíma. Quase um Transformer.
Hmmm… obrigado pelo novo jargão, camarada!
Experimento social = atravessar a rua
Já o cataloguei em nosso dicionário comuna.
Valeu!
Tenho carro, ele fica mais na garagem do que na rua, faço td o que posso a pé. Eu caso com a mulher que tope ir pra balada, num restaurante ou num teatro comigo de metrô! Isso sim é sonho de consumo pra min!
Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
Perguntinha: O que fazer com o pedestre que atravessa fora da faixa e não coloca o braçinho? Nesse caso, foi ele, PEDESTRE que ATROPELOU o CARRO? Como devemos fazer o BO para cobrar a conta? Já existe SEGURO contra pedestre abalroador ou atropelador de CARROS?
Ainda: E quando o MOTOQUEIRO vem a “TODA”, fila esquerda e direita PARADA! Ele levanta o PÉ e quebra o retrovisor! O que FAZER. Parece que só motorista de carro é o “TAL”! Será?
E que dizer dos CICLISTAS no ARICANDUVA à noite, em local, muitas vezes com iluminação apagada, SEM QUALQUER SINAL indicativo e pior, na contramão?
É, parece que existe uma questão mais complexa! EDUCAÇÃO no TRÂNSITO! Existe? Sei NÃO!
Bom, vou ficando por aqui!
OPINIÃO!
Sim, SakaSan, descobriste o óbvio; que o motorista em geral é burro, ignorante e não sabe dirigir, além é claro das mulheres que insistem em falar longamente no celular estando ao volante. Porém o pedestre é quase tão burro, como a própria CET e prefeitura perceberam. Hoje vi um atravessar uma rua fora da faixa, com fones nos ouvidos e lendo um livro… não é incrível? Outros atravessam de costas para o fluxo dos carros, e alguns querem passar na faixa, mas com o sinal fechado para o pedestre… O Brasil é lindo.
Na próxima vez que fizer este experimento, leve junto uma loira muito bonita, com um vestidinho vermelho. Aì tente atravessar: terá 90% dos carros parando na faixa! Quando não se consegue atravessar uma rua, basta esperar um mulher chegar (de preferência jovem) e atravessar junto com ela – não falha! Se for homem eles aceleram, mesmo.
boa noite
o que esperar de um país onde o trem atropela carro, o trem atropela pedestre, etc, etc. como assim ? mas o trem sai do trilho para atropelar ? assim como esse conceito está totalmente errado, também a vontade de implantar por aqui, conceitos que somente são possíveis em paises mais evoluidos, é uma temeridade, pois assim fazendo, algum dia dará certo. mas a que preço ? não seria mais sensato EDUCAR (no sentido mais amplo possível) o povo e mostrar a necessidade dessa mudança de comportamento, tanto do pedestre como do motorista. voce sabia que o motociclista já está invadindo a ciclovia e atropelando o ciclista ? tem alguma coisa errada e é bom verificar isso com urgência.
seria interessante observar o conceito de eficiencia e eficácia antes de fazerem as bobagens que se fazem.
um abraço
Sou motorista há muitos anos. E faço direção defensiva. Não bebo quando dirijo. Sei que há motoristas que não respeitam pedestres, ciclistas, motociclistas. Mas nos últimos tempos vejo que os pedestres também não respeitam a faixa ou locais de travessia. Uns nem olham ou demonstram que vão atravessar. O problema destas campanhas é que só falam de um lado não analisam a questão da responsabilidade tanto de pedestre quanto de motorista. As pessoas têm que usar o bom senso. Não devem andar desligadas nas ruas. E o departamento de trânsito precisa reorganizar as ruas levando sinalização compatível com o movimento de carros e pessoas nos dias de hoje.
Sugiro você passar um tempo do lado da torre do SBT na Alfonso Bovero e ver a barbaridade que acontece por ali, por conta dos gênios motorizados que saem da Piracicaba e entram com toda a fúria paulistana na Alfonso Bovero. Ali até ônibus ja bateu em árvore, meu caro. E ninguém faz nada. Diz a lenda que os próprios moradores e comerciantes da região têm que PAGAR pra instalar uma lombada eletrônica, ou qualquer coisa do gênero.
Eu concordo, o trânsito é violento, q a maioria dos motoristas não para para os pedestres (se bem que precisa de um tempo pra criar o hábito, tanto de um como de outro). Mas eu acho perigosa essa demonização, ou, pelo menos, a generalização pra pior. O caso do motorista de ônibus que teve um AVC ao volante e, em seguida, ao que parece, foi linchado, é um exemplo das consequências a que esse processo pode levar. Esses exageros que “todos motoristas devem ser tratados como bandidos” e “rinocerontes bebados” (ofende também o pobre animal) são absurdos.
Primeiramente: o “motorista de ônibus”, que também atropelou uma pessoa além de amassar alguns carros, não era um motorista. ERA UM TRABALHADOR! Veja bem se vc entende essa diferença! Por isso, não deveria ter sido linchado, foi um crime tremendo provocado por um povo exausto de apanhar. Precisam pagar! Essa é a realidade. O ideal seria que o tivessem salvo! Para que pudesse denunciar o CANALHA do chefe dele, verdadeira ameaça a sociedade, que não respeita ser humano algum! Este deveria estar na cadeia! Este, chefe ATROPELOU irresponsavelmente uma pessoa! Agora o segundo caso, pergunto a vc, caso motorista seja, como representante de todos os outros: Não sabem os pobres coitadinhos motoristas quando vão comprar seus carros que a PORCARIA nada fará se seu condutor tiver qualquer mal súbito?! Mal súbito este a que todo HUMANO VIVO está sujeito?! Ora, com certeza perguntaram se vinha com airbags não?! E ar condicionado também, com certeza! Só não perguntaram se essa DROGA protege minimamente quem está do lado fora! Quer dizer que é justo que, quem tem dinheiro pra comprar um carro e morrer dentro dele levando junto com ele uma doméstica que estava em um ponto de ônibus, merece ser SACRAMENTADO?! PERDOADO?! INOCENTADO?! NÃO! NÃO MERECE! Tampouco merece o linchamento! Sou contra a violência e por isso sou contra os motoristas! Os condutores de coletivos, serviços de saúde e segurança, transporte controlado, etc, são TRABALHADORES! É bem diferente… Só merecem ser tratados como motoristas irresponsáveis quando também o são! Como algumas fotos vem os denunciando na internet….
Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
Olá ALEX! A lógica apresentada em seu argumento é lamentável. Sejamos claros: O DOLO é dos que MATARAM o MOTORISTA do comentário. O PATRÃO do motorista NADA TEM A VER COM ISSO! Cara você sofre do mesmo problema do Ministro da Saúde, confusão mental por excesso de pensamento ILÓGICO.
É uma espécie de EPIDEMIA KGBIANA. Isso começou na Patrick Lomunba, na Ex-URSS e, atualmente, se manifesta como epidemia endêmica em alguns políticos brasileiros.
A idéia de: “NA MARRA” levar os drogados que Não querem, para tratamento, “reclusos em ENFERMARIAS” proposta pelo governo, é a maior SURRIADA.
Por sinal, a medida, se contestada, no STF, é ABSOLUTAMENTE INCONSTITUCIONAL. O Pior, ABSOLUTAMENTE DOENTE. É coisa dos RUSSOS! Coitados dos psicólogos, psiquiatras e psicanalistas. Amanhã, serão responsabilizados pelo INSUCESSO do programa. E, fazer o quê NÉ!
Tadinho do POVO moralista!
OPINIÃO!
Olá RICARDO! Bom, primeiramente, acho que vc já sabe, o que vc deu não foi uma opinião e sim uma xingada, cutucada, provocada particular que não respondeu nenhuma das questões propostas. Está claramente expresso no meu comentário que sou a favor da detenção dos criminosos que lincharam o trabalhador. Recomendo que vc leia novamente. Por fim, apesar de nada ter a ver com o tema, sou ABSOLUTAMENTE, contra a internação compulsória de viciados em crack, da mesma forma que sou ABSOLUTAMENTE a favor da PRISÃO compulsória de quem mata pessoas! E isso inclui os motoristas.
OPINIÃO! Como vc sempre costuma escrever mas poucas vezes faz….
Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
Olá! Caro ALEX! Obrigado mais uma vez pelo retorno!
O negócio é o seguinte: Não pude deixar de dar uma CUTUCADA no caso do empresário de ônibus. Óbvio seu exagero!
No tocante ao restante, entendi, e, até concordo!
Agora ficou claro! Obrigado!
OPINIÂO!
E o pior é que não são só os carros que não param. Motociletas são o maior perigo, mas bicicletas também não param para pedestre.
Sakamoto,
muito boa sua iniciativa!
Realmente temos um problema sério de cidadania!
Já notou os carros com o adesivo do “transito mais gentil”?
Não me surpreenderia se os motoristas do seu experimento que aceleraram, tivessem este adesivo colado no carro. Já vivenciei cada barbaridade! Acho que estes motoristas colam o adesivo e acham que estão fazendo a parte deles. Totalmente hipócrita!
Eu ando de carro, de moto, de bike e a pé, e de todas as formas vivencio problemas sérios de educação e cidadania. Cada um olha somente para o próprio umbigo e a educação, fica em casa!!!
Será que tem jeito? Seria interessante organizar um evento nacional para medir trimestralmente a educação no trânsito.
É assim mesmo. Igual àquelas pessoas que colocam adesivo de Deus, da Canção Nova, do terço de Maria, etc. As pessoas querem fugir da mediocridade e serem diferentes, sem perceber que acabam se tornando tão medíocores, tão estúpidas, tão hipócritas quanto.
A cidade deve ser feita para carros ou para pessoas?
Como praticamente tudo aqui no Brasil, essa é uma questão cultural.
Em Volta Redonda – RJ, por exemplo, isso fica ainda mais claro.
Atravesso sempre em lugares bastante movimentados da cidade, com semáforos para pedestres e ainda assim, é raro encontrar alguém que os obedeça.
Dai vem aquela velha questão: Se uma pessoa fosse atropelada num lugar desses e não houvesse o semáforo, pode ter certeza que os jornais estampariam a prefeitura como a grande vilã, a grande culpada; afinal onde já se viu não dar suporte ao pedestre?
Se tem – não obedecem.
Se não tem – acusam e reclamam.
Pois é… é uma questão puramente cultural…
Bom dia,
VEJAM O VÍDEO DO PATETA NO TRÂNSITO!
Um vídeo feito há muito tempo mas ainda atual. Impossível não se identificar em algum momento com ele. Quem nunca cometeu alguma falta ou fez algo errado, seja como motorista ou como pedestre?
Os dois lados precisam de mais civilidade e tolerância. Acho mais fácil um pedestre dar um passo pra trás que eu conseguir frear quando atrás tem vários carros, quando eu paro o carro antes de alguma esquina para os pedestres atravessarem, invariavelmente recebo buzinadas ou sou xingada. E se fosse a mãe da pessoa? A educação e multa deve valer para os dois, motorista e pedestre. Assistam, é engraçadíssimo:
http://www.transitobrasil.org/videos/pateta-no-transito
Bom dia Sakamoto… Texto interessante. Voce se arriscou demasiadamente. Melhor do que um semáforo seria a presença de policiais militares. A maioria ” desce a madeira na policia ” mas voce não imagina o efeito milagroso que faz a presença de um policial… Isso ocorre em todos os pontos onde não há semáforos mas há faixas de pedestres. Esses dias uma pessoa simplória fez o famoso ” sinal ” com a mão e foi atropelado em cima da faixa. E o pior é que o motorista com seu carro ” se mandou “…Isso demonstra que há motoristas conscientes ( aqueles que se colocam no lugar do pedestre ou imagina um parente seu, pai, mãe, esposa, no lugar daquele que tenta atravessar uma via pública…)Em contrapartida a maioria é individualista e se transforma quando na direção de um veículo. É mais ou menos uma sensação de ” Poder “. Imagina então se esse motorista imbecil galgasse um cargo ( por vezes já detém…) num dos 3 Poderes… É demonstração de caráter. Ou se tem ou não… Eu como sou idiota assumido, tenho um automóvel, não dirijo ( minha esposa dirige…) e me viro como posso. Não entro nessa de fazer o sinal do pedestre. Só atravesso na certeza. Já presenciei e já fui xingado por um motoqueiro ( que é a categoria que mais reclama de não ser respeitada…) porque um motorista de um coletivo parou e quando eu estava atravessando, o motoqueiro passou pela sarjeta e jogou a moto pra cima dos que atravessavam a rua…E ainda xingou. E não é só motoqueiro, absolutamente. Um ciclista arremeteu com sua magrela EM CIMA DA CALÇADA E SAIU FAZENDO UM STRIKE DE PESSOAS !!! Falei um monte pra ele e perguntei se ele gostaria de estar numa via pública e um veículo fizesse com ele o que ele fez com várias pessoas… Sabe o que ele me disse ?
…QUE ESTAVA ATRASADO !!! Por essas e outras que tem sim que apertar a legislação pra TODOS, punir com pena de detenção no momento do evento danoso. Infelizmente temos muitos maus motoristas que estão se lixando para o próximo. E, Sakamoto, permita-me um conselho : Faça seu teste num cruzamento menos perigoso… NÃO QUERO FICAR SEM TER O PRAZER DE COMENTAR, EVENTUALMENTE, EM SEU BLOG… Forte abraço.
Ano passado, pude ir para os EUA e ver como isto lá é diferente. Quer dizer, Nova York é mais parecida com Sampa, mas Boston, Washington, Orlando e Philadelphia são completamente diferentes. Nestas últimas 4 cidades, basta colocar o pé na faixa, que os carros param. Aliás, nem isso é preciso, basta o motorista ver que o pedestre tá esperando para atravessar a rua que ele pára o carro e deixa o pedestre seguir. E isso em qualquer rua, movimentada ou não.
Outra coisa curiosa: principalmente em Boston e Washington, notei que os pedestres não atravessam fora da faixa, e quando a faixa tem sinal, eles só atravessam quando este fica verde (ou seja, ainda que a rua esteja deserta e não haja sinal de um carro sequer, se o sinal da faixa estiver vermelho, o transeunte não cruza a via de jeito nenhum).
Acho que é questão de educação e cultura. Tenho certeza de que, se for feita uma campanha pungente e contínua de respeito ao pedestre, as coisas mudam um pouco. E que façam isso nas escolas, com os pequenos, ensinando-os sobre a faixa e o respeito no trânsito.
Além da educação de trânsito (motoristas e pedestres) seria bom que as cidades brasileiras tivessem calçadas planas, cimentadas, sem buracos e bôcas de lobo prestes a desabar. Experimente andar a pé. É praticamente impossível não ter de andar pelo menos um pequeno trecho na rua. Tanto a prefeitura quanto o dono do imóvel em frente, deveriam ser responsabilizados pelo bom estado da calçada.
Caro Sakamoto,
Antes o perigo consistisse em atravessar o citado cruzamento. Mas, em São Paulo, continua perigoso, arriscado e consiste em uma aventura, atravessar em inúmeras ruas. Sou um sem-carro e faço todos os dias o trajeto Vila Romana – Metrô Vila Madalena, não apenas os carros não param para o pedestre, mas interrompem o passeio público em estacionamentos localizados em frente de comércios, para sobre as faixas quando o farol fecha, não respeitam farol de pedestre etc.
O motorista paulistano é um bárbaro, infelizmente!
A falta de educação do paulistano não é só no trânsito e em relação ao pedestre. No próprio metrô é um Deus nos acusa. Você fica na fila de entrada de um vagão ai vem um espertinho pela lateral e entra na frente de todos, esse é o Brasil, e o pior é que o crescimento ecônomico vem chegando e o crescimento cultural e educacional não acompanha. Não sei onde iremos parar desse jeito.
Sakamoto, eu também digo que não preciso de carro e sou tachado de louco. Louco é quem compra um carro no Brasil, paga um seguro elevado, impostos altíssimos e outras coisas mais e ainda fica preso no trânsito.
Abraços.
Olá Sakamoto…
Primeiro quero registrar aqui os meus parabéns pelos seus textos… e temas abordados!!! Parabéns…
Eu trabalho aqui na vila olimpia e te falo que as vezes fico emocionado com a gentileza das pessoas ao atravessar a faixa de segurança. Mas infelizmente não é a grande maioria que já se conscientizou. Aliás bem pouca porcentagem. Não vejo ainda muito enfática a campanha do governo quanto a esta nova lei. Mostrar boneco vestido de faixa ñão dá tanta credibilidade e nem seriedade no objetivo. Isso na minha opinião é claro. Eu faria algo mais real, com pessoas mesmo, no ponto de vista do motorista e do pedestre. Mas eu ainda tenho esperança que essa conscientização seja mais intensa. Outro dia eu estava num taxi e o condutor era super contra. Me disse que uma vez, um carro parou para pedestres, o carro de trás não viu, bateu e ainda fez com que o primeiro carro atropelasse todo mundo. Îsso pode sim ter acontecido, pois o tráfico de carros e a quantidade é gigante… Novamente parabéns pelos seus textos e vamos continuar acreditando de que um dia, tudo irá fica perfeitinho… abraxx
Passei por essa experiencia ontem no Itaim Bibi(SP), atravessando pelas ruas Joaquim Floriano, Tabapuã, Bandeira Paulista que em alguns pontos tem faixa de pedestre mais não tem semáforo, é humanamente impossível de atravessar, motoristas não dão passagem a pedestres, ainda qd um para, outros buzinam e xingam.
Complicado ser pedestre em São Paulo.
Disciplinar um motorista que ,como eu, dirige há mais de 30 anos , sempre é mais difícil.
A pessoa se esforça para adequar seu comportamento diante de novas exigencias mas o “aprendizado X hábitos antigos” é amargo e cheio de “sacrificos”! Agora pelo bem dirigir briga-se constantemente com o subconsciente, diáriamente.
Algo como largar um vício.
Se você acha uma aventura atravessar ruas em São Paulo, tente ser pedestre na região da Granja Viana em Cotia, sair vivo é um milagre…
Apesar da boa intenção……tudo o que é feito de qualquer forma, sem critério e preparo, causando mais problema do que solução.
O Brasil se adaptou à falta de regras e nos condicionou a estarmos atentos o tempo todo (pedestres e motoristas). A mudança repentina causou um caos na cidade e aumentou os riscos, assim como a arrecadação de multas.
São Paulo é um país e é completamente imoral fazer uma alteração dessa proporção sem que seu objetivo maior, preservar a vida, seja sempre a prioridade.
Muito legal seu post. E curioso é que ontem mesmo (na verdade, na madrugada de antes de ontem pra ontem) publiquei uma história minha sobre o mesmo tema. Creio que vá gostar de ler, é material para ilustrar esse seu ponto: Hoje quase morri duas vezes http://www.meiaduzia.com.br/cuducos/?p=1427
Abraço,
–
Cuducos
Uma vez estive em Goiânia e, conversando com um colega na calçada e perto do meio-fio de uma avenida movimentada, levei um susto quando percebi que os carros começaram a parar, pensando que a gente queria atravessar. Pedimos desculpas e nos afastastamos do meio-fio para não importunar os motoristas.
É possível existir motoristas educados em todo Brasil, sim. Só não saberia dizer como tornar isso possível.
Li todos os comentários e, no final, para mim, o que fica é que falta educação no trânsito, para motoristas e pedestres. Eu não estou 100% rotulada em nenhuma das categoria, ando de carro quando preciso (afinal no meu bairro nem metro tem e os pontos são abarrotados de gente) e a pé quando posso. Por isso sou os dois. Mas uma coisa é fato, pedestre adora reclamar, mas quando está dirigindo faz igual a todos os motoristas. Poucos de nós são 100% motoristas ou 100% pedestres, ou seja, o respeito tinha que ser mútuo, quando estou de motorista vejo pedestres se jogarem na faixa (sem levantar o braço e sem olhar) a toda hora e quando estou de pedestre, vejo carrp atropelando a faixa, fingindo não ver o pedestre a atravessar. A palavra é, EDUCAçÃO! Tudo que a maoria não tem. Povo é incapaz de jogar lixo no lixo, uma coisa tão simples… A mudança cabe a cada um de nós, ninguém muda uma cultura sozinho!
Eu sou motorista em São Paulo e sempre tive o costume de parar para pedestres quando o mesmo pode ser feito em segurança sem risco de acidente.
Nunca nem remotamente quase atropelei alguém até o início da campanha de “conscientização”. Desde então já quase atropelei 4 pessoas que sem nenhum aviso ou cuidado entraram na frente do meu carro. Graças aos meus bons freios nada aconteceu.
Eu não sei onde foi passada a mensagem que agora pedestre pode ficar louco e atravessar sem o menor cuidado.
Quando você, pedestre, não tem o menor respeito com sua própria vida, é muita inocência e ingenuidade esperar que o motorista do carro que está vindo em sua direção terá esse respeito.
O bom senso tem que ser recíproco… há motoristas sem noção? óbvio… assim como há pedestres sem noção.
Atravessar na frente dos carros pra “educar” está longe de ser uma boa idéia já que o único fim que consigo pensar nisso é o pedestre aprender que ser atropelado dói…
Bom senso pessoas…
Afee, tava esperando alguém tocar nesse assunto! isso acontece comigo também.
Sou estudante da usp e trabalho em 2 lugares. difícil um dia que não saio de casa antes das 8, volto depois das 22 e não passei por, pelo menos 3 lugares. sem carro eu NUNCA conseguiria fazer tudo o que faço.
depois da lei do pedestre também notei essa “loucurização” do mesmo: os caras acham que só porque é faixa não precisam esperar o semáforo abrir pra eles. pior é que viramos assassinos desenfreados protagonizadores de uma matança. Cadê o equilíbrio, minha gente?
o trânsito no BR mata por ano mais gente do que a guerra do vietnã (mortes de soldados americanos)
Precisamos protocolar uma denuncia no tribunal de Haia e na corte internacional de direitos humanos, para deter essa matança desenfreada
Precisamos de observadores internacionais que monitorem a situação grave do trânsito no BR, e se for o caso, começar a cassar a habilitação dos motoristas brasileiros.
Devemos lembrar ao povo que CNH não é uma espécie de “porte de arma”…
O brasileiro está mostrando ao mundo, que em matéria ambiental, florestas e trânsito, ele não consegue gerir sua soberania por si próprio, devendo por isso estar sujeito às sanções internacionais cabíveis
atravessar a rua em SP é um ato de coragem, audácia, e todo aquele que for ferido por atropelamento devia ter o direito a receber compensações do estado, tal como um veterano de guerra
Ha… cala a boca!
Léo, tudo é uma questão de bom senso. Não devemos radicalizar nem o comportamento do motorista nem o do pedestre. Mas é fato que temos ‘ambos mal educados’ no Brasil. A medida da prefeitura é boa, mas as tocaias feitas pelos marronzinhos da CET são vergonhosas e esvaziam o caráter educativo que a medida teria. Virou apenas mais uma modalidade de multa. Sai rodízio, entra faixa de pedestres.
E falo isso como motorista e como pedestre. Afinal, todos – ou praticamente todos – já estiveram ou vivem as duas situações no mesmo dia. Afinal, quem vai para o trabalho de carro também sai a pé para almoçar na Avenida Paulista. Ser um não exclui ser outro também.
Afora a questão política da indústria da multa, falta bom senso na discussão como um todo. Por um simples motivo: os cruzamentos não são iguais! E, pasmem, o Brasil não é Europa e nem dentro da Europa todos os países são iguais. E ainda bem que não são e existem as diferenças. Assim como São Paulo não é Brasília ou Curitiba. Portanto, qualquer comparação com outra cidade é inócua para o debate. Cada cidade tem sua cultura.
Ainda atrelado ao bom senso, a lei cria uma postura maniqueísta que ‘defender pedestre é ser bom’ e apontar os argumentos ‘na visão dos motoristas’ é ser do mal. E não podemos cair nessa armadilha porque somos todos motoristas e pedestres – e somos todos mal educados. É fato.
Trabalho no cruzamento da Av. Paulista com a Frei Caneca. Existe uma faixa de pedestre sem semáforo. O exemplo é o avesso do caso da Apinagés: nenhum pedestre respeita a entrada dos veículos. A rua é um simples corredor de passagem. Um dia fiz o teste de esperar que algum pedestre parasse para a passagem do carro e fiquei 3 minutos e meio parado. Não existe o bom senso do ‘passa um e depois passa o outro’. Neste caso, assim como na Apinagés, deveria ter o semáforo. Só para reforçar a questão da indústria da multa, um agravante: você pode ser multado se não esperar o pedestre cruzar toda a faixa, o que é impraticável numa esquina como essa. É uma questão de bom senso, mas, acima disso, de necessidade de ter uma discussão ponderada e que equilibre os dois lados – sem a premissa de que o motorista é bandido e que o pedestre é vítima. Dialogar nessa perspectiva não é díálogo. É sentença. Sugiro que você pegue um carro e tente entrar vinte vezes na Frei Caneca a partir da Paulista. Depois escreva um post dizendo quantos pedestres simplesmente olharam para o carro antes de atravessar. Abraços! Ed
Olá Ednilson! Tudo bem com vc?
Pq vc não usa o tal do bom senso pra ir trabalhar de metrô?
Abraços!
Uma resposta com bom senso? Não tem metrô perto de casa.
Precisamos ser menos xiitas em relação ao carro. Pasmem, não é crime ter e andar de carro.
Abs
Ednilson, concordo q ambos podem ser mal educados. Mas o pedestre está, sim, em desvantagem neste caso. Só um exemplo aqui em sp. Teodoro Sampaio. É praticamente impossível usar a calçada! Além de estreita, tem de td nela. Por isso, muitas pessoas acabam usando a rua para caminhar, o q está errado!
O caso é q as cidades brasileiras são (mal) pensadas para os automóveis. E as calçadas, como extensão dos estabelecimentos comerciais. Pra um exemplo de motorista q não consegue passagem pelo fluxo de pedestre, te dou vários em q simplesmente não há espaço na calçada para caminhar. Ou vários em q o pedestre fica mofando, esperando uma brecha pra atravessar (ou tem q “forçar” a travessia).
No interior, já nos anos 80, as prefeituras não tiveram dúvida e reduziram o tamanho das calçadas pra aumentar o espaço para os automóveis, já q as ruas centrais, antigas, eram estreitas.
Então o problema é de prioridade. De políticas públicas q não pensam a cidade como espaço de convivência. Como conviver se não há espaço pra andar a pé?
Não sei se multa é a melhor opção. Talvez campanhas educativas juntamente com ações q tornassem as calçadas adequadas para caminhada. Projeto de longo prazo. Só depois a multa. Mas, em algum momento temos q pensar em como resolver essa questão. E não é difícil ser um motorista cuidadoso, reduzir um pouco a velocidade pra alguém atravessar, mesmo q não exista faixa no local. Não custa nada.
Em cruzamentos de muito movimento, acho que cabe sim semáforo. Organiza e não prejudica ninguém.
Em algumas cidades menores o trânsito pode ser mais irracional q em sp.
Caro Ednilson Machado,
Eu ia fazer o meu comentário a respeito, mas depois que li o seu achei desnecessário. É isso ai mesmo, pois, como sempre, o problema começa por falta de educação.
Portanto, é fundamental que se combine que as ruas são dos carros e as calçadas dos pedestres, a partir daí, ai sim, pensemos no restante
Digo isto porque o necessário(a educação) é suficiente para resolver os problemas de ambos os lados( pedestres e motoristas).
No caso dos pedestres, é vital, em sentido lato, que eles também observem seus reais limites. Já imaginou se os pedestres precisassem se encostar nas paredes das calçadas, ou mesmo terem que parar abruptamente, para que um carro(ou moto, ou bicicleta) pudesse passar pela calçada de pedestres, ainda que o motorista estendesse a mão para fazer qualquer trajeto nesta? Pois é. Aliás, um exercício de reflexão bom para o caso seria, por exemplo, imaginar um carro saindo da rua e entrando na garagem de um prédio sem um mínimo de observância aos movimentos dos acontecimentos de uma calçada. Há bom senso nisso ? Pois é, eu me ressentiria (caso sobrevivesse, é óbvio).
Agora, fazendo uma leitura como motorista, vem: há momentos no trânsito que são bem complicados. Talvez porque neste há pessoas de diferentes níveis de entendimentos e isso torna o trânsito uma verdadeira incógnita ( sem considerar, ainda, as diferentes realidades que se impõem em um espaço público desse, onde, quer se queira ou não, todos estão com uma verdadeira arma nas mãos. É uma atividade que, até certo ponto, é bem estressante, visto que, além de você, há de se tomar conta do proceder dos demais, a todo instante. E mais: num lugar como São Paulo, por exemplo, uma distração de segundos pode ocasionar diferentes tipos de eventos contrários.
Trata-se de um espaço coletivo onde o individualismo tende a se manifestar por diferentes razões e, por isso, conta-se tanto com a existência de alguma educação da parte de quem dirige. Pois, caso haja uma certa educação, a competição existente fica mais controlável. Caso contrário, na maioria das vezes gera caos e, a partir dai, vira “terra de ninguém” e a fábrica de multas aluga o todo o espaço.
Bem, mas já me estendi bastante, pois como já havia dito, anteriormente, o seu comentário tocou no problema de forma ampla. Muito bom comentário.
Cara Cora,
(…)Teodoro Sampaio. É praticamente impossível usar a calçada!(…)
Permita-me discordar um pouquinho dessa linha de raciocínio, visto que o pedestre até pode caminhar por ruas paralelas( apesar do problema, na minha concepção, ser outro totalmente diferente. Mas, por enquanto, imaginemos que seja realmente o problema). A proposta é que façamos o seguinte exercício mental: no caso do trecho/exemplo, acima, especificamente, tem-se as Cardeal Arco Verde e Artur Azevedo. Isto é, basta fazer a opção por uma das paralelas e, após, na altura do número desejado se dirigir à rua Teodoro Sampaio. Pronto.
O injusto é invadir o espaço dos motoristas (andar no meio da rua), pois eles, por seu turno, também enfrentam situações onde, não poucas vezes, precisam de espaço para se livrar de algumas imprudências feitas no trânsito. E essas jogadas de manobras de direção defensiva precisam de algum espaço,ainda que mínimo. Se os pedestres forem tirar as poucas possibilidades dos motoristas por um problema que não é deles (OS CAMELÔS), é injusto. Os pedestres simplesmente estão transferindo um problema de desrespeito com eles para os motoristas, por não saberem impor suas cidadanias. Um problema que é dos cidadãos/pedestres com a administração regional e/ou município, confusamente acabam envolvendo outros cidadãos e, o pior, produzindo tumultos inclusive às custas de quem nada tem a ver e já paga impostos, também. Não entendo essa lógica, haja vista que o real problema está sendo jogado para debaixo do tapete, qual seja: o espaço para os camelôs.
Parece q eu disse “(…) pessoas acabam usando a rua para caminhar, o q está errado!”
Então Maria Alice, como disse, o pedestre deve usar a calçada para caminhar. Quis ilustrar apenas q, muitas vezes, isso é impossível. E por inúmeros motivos, dei apenas um exemplo.
Os motoristas gozam de muitos privilégios neste país e nesta cidade e tendem a pensar q possuem mais direitos q aqueles não motorizados no momento. Quantas vezes precisei esperar motoristas furando sinal vermelho pq não podem ficar parados à noite? Eu, pedestre, posso. Ele, motorista, não.
Observe q vc acha injusto q o pedestre invada “espaço dos motoristas”, mas não acha injusto q motoristas invadam “espaço de pedestres”. Pq td a cidade sempre foi modificada para q motoristas tivessem mais espaço, mais vias de tráfego rápido, mais locais pra estacionar carros cd vez maiores. Calçadas são reduzidas para aumentar o leito carroçável, vias são projetadas sem pontos para a travessia de pedestres, obrigado-os a voltas imensas e sem sentido, enfim, a cidade de sp é td pensada para automóveis e, na primeira tentativa de perceber o pedestre, a gente tem q ouvir como os motoristas são injustiçados. Putz…
A rua pertence a ambos. A cidade pertence a ambos. Não existem espaços exclusivos, da forma como vc coloca. A civilidade deve ser exercida por ambos.
O pedestre não está transferindo problema algum. O problema em questão (de mobilidade) é de todos os moradores da cidade, pois considero q todos sejamos cidadãos. Cidadania a gente não impõe, exerce.
Tds pagamos impostos, Maria Alice. Isso não dá mais direitos a ninguém. Não separo cidadãos em categorias. Podemos ser motorista em um momento e pedestre em outro, ou vc nunca sai do seu carro?
Tb dirijo. E gosto. Não acho estressante. E sou sempre solidária com quem está a pé. Muitas vezes reclamo de pedestres imprudentes, mas não acho q estejam invadindo meu espaço. Basta desacelerar e seguir em frente depois.
E nem quero discutir problema de camelô. O problema aqui é de mobilidade. Como já disse, foi apenas um exemplo de obstrução de calçadas. Poderia ter falado de lixeiras, entulho, bancas, “jardins”, automóveis, segurança de loja (sentado em torres, bem no meio da calçada), mesas e cadeiras…
Cara Cora,
Concordo totalmente que você disse que “não estava certo” , mas o meu questionamento focava o trecho “acaba usando a rua” que, no meu entendimento, é um agir indevido. Também já fiz, mas que é uma exposição indevida, ah, isso é. Se eu assistir um atropelamento por causa disso, com certeza, sirvo de testemunha para o motorista. Querer viver perigosamente é uma escolha, mas querer envolver terceiros na aventura não é justo . Um motorista, por exemplo, se estiver em alta velocidade e vier a atropelar e matar alguém ele é condenado por crime doloso, pois, a priori, considera-se que ele já assumiu os riscos inerentes. Então, quanto ao pedestre, será o quê? Suicídio ?
Veja bem: (…)Quantas vezes precisei esperar motoristas furando sinal vermelho porque não podem ficar parados à noite? Eu, pedestre, posso. Ele, motorista, não.(…)
Olha, quanto aos motoristas relutarem em parar nos sinais tarde da noite, isso poderia ter virado uma calamidade , caso as bebidas alcoólicas não tivessem sido proibidas para quem vai dirigir. Com isso, provavelmente, a obediência aos sinais de trânsito deve ter melhorado um pouco. Digo “um pouco” porque, enquanto os cidadãos não tiverem segurança nas ruas, esse impasse vai continuar, pois não há aquele que queira suas integridade física e/ou vida vulneráveis a marginais. Se os cidadãos tivessem segurança, você acha que eles não parariam nos sinais de trânsito? Eu acho que parariam. O problema é que o medo que se sente dos marginais é maior do que de qualquer multa. Não é indisciplina, egoísmo ou coisa que lhes correspondam, trata-se de puro“desespero do cidadão”. Êta, direito a uma cidadania digna ! Assim, com base na sua afirmação de que “cidadania a gente não impõe, exerce”(aliás, bonitas palavras), pergunto-lhe: como você faz? Só não vale ensinar que se tem de exercê-la frente a frente com um marginal.(risos) Abraço.
Cara Cora,
Troquei o termo, pois no caso é crime CULPOSO.
Se um pedestre é atropelado por imprudência dele, pedestre, é claro q o motorista não deve ser totalmente responsabilizado. Aliás, já vi acontecer. Uma vez, no campus da usp butantã, um estudante atravessou correndo a avenida em frente à fea, pra pegar o circular. E uma moça acabou atropelando o rapaz. Foi bem grave. Claro q a culpa não foi dela, percebe? Por isso são ouvidas testemunhas e uma investigação é feita. A culpa por atropelamentos nem sempre é do motorista (e qdo a culpa é dele, dificilmente há punição e consequências).
No entanto, insisto, estamos falando de mobilidade e solidariedade aqui. Não custa nada, em ruas de bairros e ruas menos movimentadas, o motorista reduzir a velocidade para a travessia de pedestres. Não precisaria de lei nenhuma pra isso. Basta empatia e solidariedade.
Outra coisa, em vias de trânsito rápido, não custa nada reduzir a velocidade um pouco ao passar por trabalhadores, p. ex. Ter um pouco mais de cuidado. Ações q dificilmente observamos em motoristas. E não pense q sp é ruim. Se vc comparar com algumas cidades do interior, verá q o pessoal aqui respeita mais o pedestre. Deu pra sentir o tamanho do problema?
Qto ao medo de “marginais”, o pedestre está vulnerável tb, ou não? Quer furar o sinal vermeho à noite? Ok. Mas, pelo menos veja se um pedestre não está tentando atravessar a rua. Se for o caso, ainda mais sob chuva, não custa nada reduzir para q ele possa atravessar. Não mata ninguém.
Acredito q se a cidade for mais acolhedora, menos desigual, a violência tende a diminuir e não precisaremos ter medo de td.
Eu exerço a cidadania observando as regras básicas de convivência, respeitando as regras do edifício em q moro, contestando atitudes de vizinhos qdo as considero inadequadas, estimulando a participação política das pessoas sempre q tenho oportunidade, conversando sobre os problemas da cidade, apoiando movimentos sociais, encaminhando reclamações para os órgãos competentes, observando a atuação do vereador q recebeu meu voto e propondo ações, qdo posso… essas coisas.
P. ex., pensei q um terreno próximo poderia ser transformado em área verde. O terreno é particular, mas a região carece de áreas verdes. Conversei com alguns moradores e vou entrar em contato com o vereador no qual votei, pra saber o q pode ser feito. Pensei nisso semana passada. Não sei se vai acontecer alguma coisa, se isso será possível, mas ajudar a pensar a cidade é tb uma forma de exercer a cidadania.
Essa campanha de faixa é para distrair a atenção das baixarias no Controlar-inspeção veicular
Se liga Saka
Fala sakamoto, cara acho que para voce emitir uma opiniao voce tem que fazer uma estatistica (voce fez) porem pegou um ponto muito critico de pinheiros (como voce mesmo disse) cheio de pirambeiras etc.. Busque fazer uma estatistica mais completa e menos particular, com MAIS LOCAIS, afonso bovero por exemplo… com grande e baixa circulaçao.
Digo isto pois conheco bem o local, depois do sushi…
falo cara abraco atravessa a rua mais umas 300x para concluir melhor…
pinheiros nao perdizes!!!
…muuuito bom seu experimento, Saka. Acabei de voltar para Floripa, depois de 5 anos fora. Estou apavorada com o trânsito, falta de respeito com os pedestres, cidade pensada para carros, muitos sinais de pedestres nem funcionam!! Sem falar do transporte público. Solução pra tudo isso, lamentável e nada sustentável (sei disso), mas a única que encontrei: comprar um carro baratinho, aprender a dirigir nessa selva de carros e se arriscar por aí, porém como se falou já, nos arriscamos menos com o carro do que a pé.
E olha que gosta muito de andar a pé por aí, ir no supermercado, parque, pra acadêmia, gosto de fazer tudo a pé… mesmo com o carro espero não perder esse hábito… Bjo pra vc, se vier pra Floripa, dá um toque.
Isso parece briga de vegetarianos x carnívoros.
Como carne e tenho carro, logo sou uma assassina em dose dupla. que espaço haverá pra mim nessa sociedade?
sakamoto, adoro seu blog, mas dessa vez você apelou. e pra mim, quem apela perde.
Lila mto sensata…
eu como carne vermelha diariamente, amo carros (dirigir, ver, comprar, td! posso?), amo moda, fumo e bebo… me recuso a fazer xixi no chuveiro pra economizar água (é nojento!)
isso não me impede de pagar impostos, ser honesta e gentil com as pessoas…
ainda há espaço pra gente não fake nesse mundo?
acho q não, cadeira elétrica pra mim!
me acordem qdo as pessoas forem menos chatas, intrometidas e se preocuparem mais com o conteúdo do q com a forma (é… todo esse blábláblá moralista só fala sobre forma)
e é uma estupidez querer na marra agora obrigar carros, numa cidade de trânsito caótico com mais de 6 milhões de carros, a pararem no meio de uma via sem semáforo pra pedestre passar.
isso era questão de urbanismo, de planejamento, tinha q ter sido pensado antes! n foi pensado, a cidade cresceu do jeito q cresceu, priorizando carros, n tem mais mto oq fazer.
q os pedestres atravessem nos semáforos.
Os motoristas em geral obedecem ao sinal vermelho , mas o sinal de pedestres ainda está longe de ser obedecido pela maioria. Serão necessárias algumas gerações para que tal fato seja realidade por aquí. A cautela é sempre necessária , mesmo porque os acidentes só acontecem quando não se espera.
“ruas Apinagés e Capital Federal, no bairro do Sumaré – uma das mais movimentadas da capital paulista”
???
Acho que você mora em “outra capital paulista”!
Pois é. Dirijo há mais de dez anos e nunca cheguei nem perto de quase atropelar um pedestre na rua. Até a lei do pedestre entrar em vigor. Desde então já passei por 3 sustos.
Tem MUITA gente que acha que, como existe a lei, não precisa nem esperar o semáforo dos carros ficar vermelho: é só pisar na faixa fazendo joinha pro motorista que ele tem a obrigação de parar. a gente que se vire tentando frear buzinando pro carro de trás, que nem vê o pedestre, ficar atento que você tá freando pra parar no sinal verde…
Sugiro ao sakamoto que fique ali na esquina da augusta com a paulista em horário de pico contando quantos pedestres atravessam a augusta quando o sinal está fechado pra eles.
Uma transformação interessante está ocorrendo junto a população paulistana e noticiada hoje. É cada vez maior o número de proprietários de carros que adquirem motocicleta ou scooter. Esse fato está causando problemas de estacionamento nas garagens dos prédios. Sugere também que os motoristas estão migrando para veículos motorizados de duas rodas no dia a dia com o objetivo de melhorar a mobilidade no transito. Não sei se isso será bom ou ruim. Em todo o caso a probabilidade de ser atropelado por moto é crescente.
Como o Jônatas, há muito tempo eu já exerço meu direito de pedestre e atravesso na faixa mesmo a contragosto de tantos motoristas. Aliás, já recebi todos estes elogios descritos na bela experiência “científica” do Sakamoto. Aliás, taxistas, na minha amostra enviesada, são os mais “educados”.
Diariamente eu ando até meu trabalho pela rua Teodoro Sampaio e nos Jardins, e se antes eu já exercia meu direito, após o início das campanhas no município de São Paulo, eu ainda respondo aos motoristas apressadinhos que estou apenas exercendo meu direito de ir e vir segundo regem as leis vigentes de trânsito.
Inclusive, inúmeras vezes tive que ajudar idosos e pessoas saindo do Hospital das Clínicas tentando atravessar a Rua Dr Eneás de Carvalho Aguiar, onde, não entendo necessitar de um semáforo para os motoristas entenderem que a faixa de pedestres é preferência dos pedestres. Estes muitas vezes debilitados e quase sempre nas faixas mais avançadas de idade.
Acredito sim que se mais pessoas deveriam se aventurar e fazerem exercer seu direito de pedestre, pois cultura e educação se aprendem com experiência e repetição, não???? Ok… você quase poderá ser atropelado (portanto atravesse com atenção e não falando ao celular!), como já aconteceu comigo duas vezes, quando atravessava na faixa de pedestres. Mas não seremos se mais pedestres exercerem seu direito e os motoristas começarem a entender que a rua é de todos.
Mas também condeno aqueles pedestres que atravessam fora da faixa de pedestres, afinal, precisamos dar o exemplo!
E para aqueles que acham que não ter carro é falta de opção, eu tenho sim carro, mas com muito orgulho digo a todos que este só sai da minha garagem no máximo 1 dia por semana, quando estritamente necessário. E também, por já ter experimentado o ser motorista full time por alguns anos, hj posso dizer que sou muito mais saudável, relaxada e não morrerei mais antes dos 40 anos de um ataque cardíaco causado por estresse por ter que enfrentar diariamente o trânsito paulista em meio a tantos outros “rinocerontes bêbados”.
Por um trânsito mais gentil, saudável e civilizado!
nossa, ana! vc é realmente *oda! tá td mundo desmaiando de inveja da sua saúde recém conquistada! viva o coração saudável!
agora, sem ironia, VIVA OS SUVS BEBERRÕES! são lindos… nem tenta mascarar a inveja q não funciona…
Natal-RN é uma cidade plana, de largas avenidas retas e intermináveis. O pessoal anda a no mínimo, 80 km por hora nas ruas e ninguém para se o pedestre botar o pé na faixa. Quem quiser atravessar que vá até o farol da esquina. Por que paulista tem mania de falar mal de São Paulo se a falta de educação é um problema brasileiro?
hauhauahauahauaha!
A foto ficou muito classe A!
Pô, da próxima vez, filma!
(Ainda que tenha que borrar a cara dos motoristas gorilões.)
Vai ser muito engraçado.
Versão hardcore da Abbey Road.
****
Outra referência musical
(Para os babacas do automóvel), o som maneiro “Hey Boy”:
He he he hey boy
O teu cabelo tá bonito hey boy
Tua caranga até assusta hey boy (Tchu aa uu)
Vai passear na rua Augusta tá
He he he hey boy
Teu pai já deu tua mesada hey boy
A tua mina tá gamada hey boy (Tchu aa uu)
Mas você nunca fez na na na
No pequeno mundo do teu carro
O tempo é tão pequeno
Teu blusão importado (úúúa)
Tua pinta de abonado (tuas idéias modernas)
He hey boy
Mas teu cabelo tá bonito hey boy
Tua caranga até assusta hey boy (Tchu aa uu)
Vai passear na rua Augusta tá
A menina e as pernas
Vão aparecer
Nos passos ritmados (úúúa)
No iê iê iê bem dançado (Da cuba libre gelada)
Hey boy
Viver por viver
Hey boy
Viver por viver
Hey boy
Viver por viver
http://www.youtube.com/watch?v=n-iN3h9gqIg
ótima trilha sonora, verme.
muito bom mesmo!
Aqui em Brasília as vias com mais de três faixas e velocidade igual o maior de 60 km/h não têm faixas, mas semáforos para que os pedestres atravessem. As faixas de pedestres sem semáforos são respeitadas na grande maioria das vezes, mas observei que mais frequentemente (mas não exclusivamente) motoristas (eles e elas) em carros maiores, como SUV’s, fingem que não viram, olham e passam direto ou param em cima da faixa, mesmo com o sinal de mão que o pedestre faz. Ah, em Macapá também se respeitam faixas de pedestres, e as pessoas andam muito de bicicleta, tanto que é fácil ver uma ou outra elétrica nas ruas.
oi sakamoto!
muito bom o post! infelizmente é foda mesmo a falta de respeito que nós pedestres sofremos em são paulo.. vim morar em barcelona há 4 meses e aqui é incrivelmente civilizado. madrid já lembra um pouco a falta de respeito de são paulo. milão nem se fala, até a calçada é asfaltada para os carros poderem andar nela, e discussões cheias de mão pra lá e mão pra cá são comuns (só pra mostrar que são paulo não é a única, mas com certeza, uma das piores cidades pra ser pedestre). pra ilustrar essa diferença, uma semana depois que eu cheguei aqui, estava andando a pé com uma amiga local pela rua, quando em algum momento ela solta um:
- nossa.. o transito em são paulo deve ser perigoso pra pedestres, não?
- de onde vc tirou essa conclusão?
- sei lá, vc pára e olha pros carros em toda esquina que a gente cruza, mesmo se o farol está aberto pra pedestres..
costume, né? vai saber se alguém não passa por cima de mim a qualquer momento, como na minha querida cidade..
Cara Cora,
Vamos ver se agora eu não encontro o tal filtro. Então, vamos lá: no meu comentário de 10/12/2011, às 23:50 hs., houve uma troca de termos, onde está doloso leia-se culposo. Terceira vez, vamos ver se agora vai.
Verdade, é uma aventura. Você pode se deparar com um zumbi da Cracolândia pedindo uma “colaboração”…
Há um bom tempo atrás, assim que eu soube da campanha do gesto do pedestre, tentei bolar um tumblr com um projeto de marcação de travessias perigosas na cidade de SP. Quem estiver afim de melhorar e propor alguma mudança (usar o http://ushahidi.com/, por exemplo) ou criar um app legal para mapearmos esses cruzamento perigosos, meu e-mail está disponível no contato do tumblr.
http://travessiassemsemaforos.tumblr.com/
Abraços,
Fábio Albuquerque
Perdoem o número excessivo de comentários repetidos, meu navegador não tinha avisado se já havia postado os comentários. Abs.
Há um bom tempo atrás, assim que eu soube da campanha do gesto do pedestre, tentei bolar um tumblr com um projeto de marcação de travessias perigosas na cidade de SP. Quem estiver afim de colaborar, propor alguma mudança (usar o http://ushahidi.com/, por exemplo) ou criar um app legal para mapearmos esses cruzamento perigosos, meu e-mail está disponível no contato do tumblr.
http://travessiassemsemaforos.tumblr.com/
Abraços,
Fábio Albuquerque
Há um bom tempo atrás, assim que eu soube da campanha do gesto do pedestre, tentei bolar um tumblr com um projeto de marcação de travessias perigosas na cidade de SP. Quem estiver afim de colaborar, propor alguma mudança (usar o http://ushahidi.com/, por exemplo) ou criar um app legal para mapearmos esses cruzamento perigosos, meu e-mail está disponível no contato do tumblr.
http://travessiassemsemaforos.tumblr.com/
Abraços,
Fábio Albuquerque
Há um bom tempo atrás, assim que eu soube da campanha do gesto do pedestre, tentei bolar um tumblr com um projeto de marcação de travessias perigosas na cidade de SP. Quem estiver afim de colaborar, propor alguma mudança (usar o http://ushahidi.com/, por exemplo) ou criar um app legal para mapearmos esses cruzamento perigosos, meu e-mail está disponível no contato do tumblr.
http://travessiassemsemaforos.tumblr.com/
Abraços,
Fábio Albuquerque
É um herói.
Não dá pra acreditar q vc fez isso mesmo, mas vamos lá, gosto do seu blog – mesmo divergindo algumas vezes – e quero acreditar.