Blog do Sakamoto

Tá com dó? Leva pra casa!

(A pedidos, segue um aviso: Cuidado! Texto com ironias. Leiam com atenção.)

Essa frase faz sucesso aqui no blog. Principalmente entre os leitores que usam seu Tico-e-Teco apenas no Natal para poder quebrar nozes e depois os mantém em animação suspensa sob temperatura de vinho branco. É proferida ad nauseam quando o tema é a dura barra enfrentada pela gente parda, fedida, drogada e prostituída que habita o Centro da pujante São Paulo – locomotiva da nação, vitrine do país, que não segue, mas é seguida e demais bobagens que floreiam discursos ufanistas patéticos caindo de velhos. É só falar da necessidade de políticas específicas que garantam qualidade de vida para esse pessoal mas, ao mesmo tempo, respeitem seu direito de ir e vir e ocupar o espaço público, que reacionários vociferando abobrinhas saem babando, querendo morder o blogueiro. Rrrrrrrrrr, au!

Afinal de contas, quem você pensa que é, jornalistazinho de merda metido a intelectual, que fundamenta seus orgasmos na estética da miséria, refestelando-se com situações-limite que colocam em risco nossa civilização, expondo as famílias de bem à escória do mundo e Zzzzzzzz… Ahn? Como? Ah, desculpe, cochilei… Enfim, tá com dó? Leva pra casa!

Fico pensando o que isso quer dizer exatamente. Como levar um dependente químico para casa vai ajudar na solução do problema?

Bem, se você é do tipo que acha bonito aquela parábola – deveras brega, diga-se de passagem – do sujeito que, diariamente, pega estrelas-do-mar e as joga na água, achando que está fazendo sua parte para salvar o mundo, meus parabéns. Mas vá fazer outra coisa, desencane de ler este texto e discutir política pública.

Para os demais, gostaria de lembrar que criticar uma política higienista serve para que o poder público respeite os direitos individuais e dê soluções reais aos problemas e não apenas espalhe-os para que sumam da vista dos mais endinheirados. Não é uma ação individual que vai resolver, mas uma mudança de paradigma: como tratamos os doentes e a quem pertence o Centro de São Paulo.

Desde esta terça (3), a Polícia Militar está agindo na região que ficou carinhosamente conhecida como Cracolândia (em clara homenagem à comuna italiana de Craco, na região da Basilicata, com 796 boas almas – se ninguém morreu hoje) para espalhar usuários e vendedores de drogas para outros pontos da cidade. Eles dizem que estão reprimindo o tráfico e o consumo, mas nem o soldado mais raso acredita nisso. Sabem que estão é limpando os arredores da Sala São Paulo, da Pinacoteca, do Museu da Língua Portuguesa e do empreendimento imobiliário conhecido como Nova Luz desse estorvo indesejável. A cada mata-leão em usuário de crack, o metro quadrado sobe de preço.

Detalhe: a operação da PM se chama “Sufoco”. Não, não é criativa, muito menos certeira. Talvez fosse melhor algo como “Operação Guardanapo de Boteco”. Não resolve o problema, apenas o espalha.

Detesto o verbo “revitalizar”. Ele tem sido usado para justificar grandes atrocidades, como se a vitalidade de um lugar fosse medida pela ausência de gente pobre. Revitalizar têm sido construir museus e praças e mandar o lixo humano para longe. Não apenas expulsando dependentes, mas também a população pobre que habita a região e que não cabe nos planos do governo. O que? Arruaceiros jogando bola e empinando pipa assustando a gente de bem? Sai pra lá!

Melhor tirar da vista do que aceitar que, se há pessoas que querem ocupar o espaço público por algum motivo, elas têm direito a isso. A cidade também é delas, por mais que doa ao senso estético ou moral de alguém. Ou crie pânico para quem acha que isso é uma afronta à segurança pública e aos bons costumes.

Enxotar é mais fácil que implantar políticas de moradia eficazes – como uma reforma urbana que pegue as centenas de imóveis fechados para especulação e os destine a quem não tem nada. Ou repensar a política pública para usuários de drogas, hoje baseada em um tripé de punição, preconceito e exclusão e, portanto, ineficaz. Muitos vêem os dependentes químicos como estorvo ao invés de entender que lá há um problema de saúde pública.

As ações implantadas pelas três esferas de governo não produziram nenhuma mudança significativa ainda que não fosse a estética. E o povo gosta do discurso idiota da polícia na rua (oooobra de Maluf), mesmo que essa presença não sirva. Prender traficantezinho mixuruca e mandar os usuários acenderem o cachimbo na Barra Funda ou no Brás é solução para o crack em São Paulo?

Tô sim com dó. Mas não dos dependentes químicos. Muito menos da população de rua. Tô com dó dos gestores da cidade e de parte dos seus habitantes que compactuam com saídas fáceis para problemas complexos.

Até levaria essa patota toda para casa. Mas temo não ter a quantidade de uísque e outras drogas lícitas a que alguns desses cavalheiros e damas estão acostumados.

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Comentários

240 Responses to “Tá com dó? Leva pra casa!”

  1. Chesterton disse:

    Para os demais, gostaria de lembrar que criticar uma política higienista serve para que o poder público respeite os direitos individuais e dê soluções reais aos problemas e não apenas espalhá-los para que sumam da vista dos mais endinheirados. Não é uma ação individual que vai resolver, mas uma mudança de paradigma, de como tratamos os doentes e a quem pertence o Centro de São Paulo.

    chest- seja mais específico. E o centro de SP pertence a doentes?

    • O Asno disse:

      Caro Chesterton:
      é sabença geral, aqui e alhures, que alguns países civilizados
      liberaram drogas e espaços públicos para drogados,
      como por exemplo a Suiça e a Holanda,
      e forneciam até mesmo drogas, seringas e outras cousas
      para que os jovens se drogassem a vontade.
      O resultado?
      O resultado todos sabem, os jovens ficaram iguais a zumbis,
      verdadeiros farrapos humanos,
      e a criminalidade aumentou assustadoramente.
      Depois esses países chegaram a conclusão
      que a liberação das drogas era uma barca furada
      e acabaram com aquelas cracolândias.
      Então
      a Suiça pode acabar com cracolândias e tratar
      seus dependentes químicos compulsoriamente e não é política higienista,
      e nenhum europeu ou cidadão “politicamente correto” reclamou?
      Mas
      no Brasil qualquer política de tratamento compulsório dos drogados das cracolândias é considerado como política higienista?
      Sei… sei…
      claro… claro…
      entendo… entendo…
      você tem razão… tem razão… tem razão…
      eLLes não mudam…
      eLLes apostam no caos como forma de tomar o Poder…
      e onde tomaram o Poder dizendo-se “humanistas democráticos”,
      instalaram ditaduras totalitárias e hereditárias, e depois perderam…

      e no caso que acontece,
      quando o próprio drogado pede ajuda para sair da cracolândia,
      e o governo acode e tira o drogado da cracolândia,
      mesmo assim os donos de “toda a verdade” ainda consideram
      isso como “política higienista”?
      Essa
      de política higienista me lembra até religiosos que moram em casas confortáveis e são contra as políticas públicas dos albergues…
      eLLes querem os pobres nas ruas, sem o abrigo dos albergues públicos,
      e também não querem nenhum pobre abrigado em suas casas…
      ou seja,
      eLLes só querem o “bem dos pobres”…

      literalmente: não têm dó e não levam prá casa!

      Eita!
      Deu sede de bom senso…
      vou ali tomar água de quartinha,
      depois volto para dizer mais asneiras higiênicas e/ou higienistas,
      porque asneiras sempre haverá de haver.
      Só isso, viu?

      É muita embromação… é muita… é muita demais…

      • Verônica disse:

        Ótimo comentário. Me sinto contemplada.

      • waldez disse:

        recentemente a Holanda fechou prisões pq a violência diminuiu bastante.

      • Referee disse:

        Quais são as referências (nome da publicação, ano, volume e páginas) que sustentam a tua argumentação. “Achismos”, “ouvi dizer” e outras fontes anedóticas não possuem nenhum poder de validação.

        Aguardamos as fontes que fundamentação tua tão incisiva argumentação.

      • Benedito Laura disse:

        Política higienista sim! Como vc classifica o uso da força, da vassoura e do jato d’agua?, ou de um projeto que combate as causas e não o mal? Pergunto se uma política de higienização na Polícia foi feita para acabar com o tráfico ou no sistema público de saúde para acabar com a corrupção ou no planejamento urbano para coibir especulação e evitar áreas degradadas na cidade? Demorou para os governos tomarem providências, e isso é louvável, agora da maneira equivocada que está sendo feita, talves por ser ano eleitoral, é condenável e higienista sim.

      • FÃ DO ASNO disse:

        ASNO, sempre entro no blog do Saka para ler seus comentários. Apesar de não concordar com tudo que expõe, acho seus textos fantásticos. Escreve em algum blog?!? Sua acidez é escassa e necessária. Grande abraço.

      • Alessandra disse:

        Ótimo texto.

        Me caro Asno, já tem muito tempo que nem leio mais o que o Sakamoto escreve. Entro aqui diretamente nos comentários pra ver exclusivamente o que você escreve.

        Não possui um site, blog ou qualquer coisa parecida ?

      • Tiago disse:

        Repetição de notícias velhas. Nem Holanda, nem Suíça aboliram. Regulamentaram. E a notícia que a Folha estampou na capa esse último fds é referente a decisão, sábia, da Holanda em não liberar consumo de drogas para turistas. Quem é holandes não só ainda tem a possibilidade de consumir (já que não é criminoso, e sim dependente) nos locais, como aumentou-se o número de locais onde o governo CEDE essas drogas e materiais para consumi-las. Junto, vem a possibilidade de auxílio a quem deseja ou a quem se torna incapaz de tomar decisões. Belo texto, ótimos argumentos Sakamoto.

      • Injustiçado disse:

        Asno,

        Gostei muito do seu texto. E achei q o Sakamoto, paesar de um texto divertido, apenas criticou políticas necessárias.

        Como um sujeito falou, esta é uma política q ataca somente os efeitos e não as causas. Concordo, mas precisamo de políticas assim, afinal, os “nóias” q habitam o centro de São Paulo, são os efeitos e precisam do tatamento devido, que não é deixá-los lá apodredendo e receberem uma bolsa crack da prefeitura.

        Quem acha que os “nóias” são doentes, vítimas, deveria apoiar o tratamento compulsório. E a “revitalização” (apenas em alusão ao Saka) é muito bem vinda, afinal, estamos falando de espaços públicos.

      • BELARMINO disse:

        Temos direito à opinião, então tenho a minha.

        Não acho que os viciados são apenas vitimas e doentes. Eles tem sua [grande] parcela de culpa, pela própria situação. Se não existir viciado não vai haver traficância.

        Não é usual o traficante obrigar alguém a consumir drogas.
        Considero que a criança aliciada é que deve ser alvo de ajuda para largar o vicio; aos adultos, reincidentes, lamento, borracha nas costas, no sentido figurado.
        Cotejo com o sobredito, é que a maioria da gente pobre [como eu] trabalha e não é viciada.
        Na natureza, os animais, quando não mais filhotes, são responsáveis pela sua sobrevivência.
        As pessoas sabem desde tenra idade o que é certo e o que é errado e fazem suas escolhas, logo, no mínimo, devem arcar com as conseqüências de seus atos.

        Acho que as pessoas devem deixar de confundir “fissura” de drogado com conspiração governamental.

        A misericórdia deve existir mas prefiro muito mais o dinheiro do contribuinte nas escolas e hospitais para criança com câncer e na educação, para cada vez mais tornar rarefeito o problema das drogas.

        Ao viciado, somente depois que quiser, de fato, largar a droga é que se deve proporcionar a ajuda na minha opinião. Antes disso é pura ilusão para aliviar a consciência dos parentes, tenho caso na família e sei do que falo.

        Que tal mudar o discurso e parar de tratar viciado como doente e sim como criminoso contra si e contra os outros cidadãos ?

        Me parece que a mudança para legislação mais branda com o viciado fez explodir a epidêmia em curso de crack, por ex.

        O que faremos então quando o krokodil [droga barata] chegar no Brasil?

      • camila disse:

        aumentou tanto a criminalidade e os zumbis q a holanda por ex ta importando presos da belgica pq tem espaço sobrando nas prisoes que sobraram por lá pq mais da metade foi fechada. informe-se

      • Camila disse:

        Acho que podemos pegar esses drogados, favelados, gays, nordestinos, toda essa escória humana, trancar num porão e matar asfixiados com gás né? afinal, é a existência deles que nos incomoda né gente? – modo irônico on

        fala sério, eu fico embasbacada em como rumamos de volta ao fascismo…

      • O Asno disse:

        Aos
        concordantes que concordam comigo interiormente e exteriormente,
        e
        aos discordantes que discordam de mim publicamente,
        mas que concordam comigo internamente, secretamente:

        pois bem.
        Em face dos comentários, gostaria de dizer que
        sou apenas um asno… um asninho…
        e como sou um asno, então sou um burro…
        e por seu um burro,
        então o que escrevo só são asneiras de um burro…
        burrices mesmo sem valor algum e SEM REFERÊNCIAS,
        INCLUSIVE SEM REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ALGUMA…
        acredite se quiser…
        agora
        o que não entendo,
        apesar de ser normal eu não entender nada,
        porque burro não entende nada mesmo,
        são alguns comentários da web,
        e claro que não são os comentários que leio aqui,
        porque aqui, muito rarissimamente,
        as vezes aparece um “ativistinha pacato de apartamento”,
        daqueles que roem sucrilhos,
        e com raivinha diz umas cousinhas, mas nada de tão grave assim…
        mas o que me refiro mesmo são os discursos veementes da web,
        de vozes estriônicas, esteriofônicas,
        cheios de todo o “humanismo e fraternidade”,
        que parecem advir de bocas de quatro caninos longos,
        protuberantes e afiadíssimos, dois em cima e dois em baixo,
        mais aquela baba gosmenta de toda a fúria e todo o o ódio,
        que escorre pelos dois cantos da boca, semelhante a baba da criatura alien…
        esses tais dizem uma cousa e fazem outra exatamente contrária…
        observe…
        ah!
        Não sou o dono do blog,
        também não conheço o dono do blog,
        apenas sempre rendo-lhe sinceras homenagens porque até agora sempre foi muito democrático com todos,
        e comigo, além de ser democrático, tem sido muito paciente…
        nem todo proprietário de blog é democrático…
        nem todo proprietário de blog permite que um asno escreva,
        nem todo proprietário de blog permite que um asno escreva SEM REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS e sem obedecer as normas da ABNT…
        né prá todo bicho de ureia (orelha) não, viu?
        É não… é não… é não…
        e se não fosse seu espírito democrático,
        pelo gosto de muitos isso aqui já teria se tornado um espaço exclusivo
        dos últimos “comunistas de esquerda ocidentais do ocidente”,
        oriundos ideologicamente das ditaduras comunistas totalitárias e hereditárias.
        Eita!
        Vou embora, caiu uma cousa aqui no chão e tá furando o chão…
        pode isso?
        Alessandra, claro que podemos, viu?
        Fã, gostei porque não discorda de tudo, porque se discordasse de tudo serias também uma das últimas maoistas de esquerda ocidental do ocidente.
        Só isso, viu?

        Ei! Cavilação e embromação… acaba não, viu?

        Tem prá ôcentros anos… ôcentros…

      • Mauricio Salles disse:

        Asno, éunica coisa que você acertou foi a escolha do nick. De resto, mais da mesma miopia social paulistana.

    • adrianno disse:

      Faço aqui uma premonição: Um dia, não tão distante, os cidadãos viverão como em gothan city. Tudo que o governo faz é paliativo. A base humana vem de casa. A família é o grande diferencial na prosperidade humana. Se ela falir, o mundo também vai falir….

      • Ana Paula disse:

        Perfeito, essa frase é para ser referenciada: “A família é o grande diferencial na prosperidade humana. Se ela falir, o mundo também vai falir…”

      • Ademar disse:

        Falou tudo. Se o pai e a mãe não educam, não vai ter filho que preste. E isso não depende de ter muito ou pouco dinheiro.
        O grande problema, hoje em dia, é que os filhos mandam nos pais (ou então, os pais são indiferentes ou omissos), e não o contrário, como era antigamente. Resultado? filhos mimados, drogados, criminosos, motoristas assassinos, e por aí vai…

      • Thomé Lucas Oliveira disse:

        “Somos criaturas sem entusiasmo, brincando bobos e inconsequentes com bebida, sexo e ambições, quando o que se nos oferece é a alegria infinita. Agimos como uma criança sem noção, que prefere continuar fazendo bolinhos de lama num cortiço porque não consegue imaginar o que significa a dádiva de um fim de semana na praia. Muito facilmente, nós nos contentamos com pouco”
        (Citação de C. S. Lewis, no Livro O Peso da Glória).

    • Rafaela disse:

      O Asno é idiota, porque é anônimo. O Sakamoto é gatinho.

      • Descoberta disse:

        Eu já acho que o Sakamoto e o Asno são a mesma pessoa! O Sakamoto só escreve esse lixo para depois responder algo coerente como Asno.

        O Sakamoto “levanta” e o Asno “corta”.

    • Nanda disse:

      Vale informar pra galera que não sabe como o crack foi inserido na sociedade, ainda nos estados unidos nos anos 80, foi criada exatamente para higienização, pelo governo para matar moradores de rua. Pelo visto o tiro saiu pela culatra.
      O ser humano cria resistencia =)

      • mnfp disse:

        Nanda,
        Da onde saiu esse tipo de argumento? Você fundamentou isso em que?
        Você acredita em qualquer coisa que lê ou que ouve?
        Não acha que já passou dos limites esse tipo de lenda urbana?

        Criar droga para higienizar os moradores de rua?

        Comentário leviano, bobo, desnecessário…

      • Nanda disse:

        mnfp, trabalho com reducao de danos com usuarios de drogas e estudo sobre isso há anos. se informe vc.

      • luiz disse:

        Nanda, sou químico, conheço o processo e te garanto que esse argumento não faz sentido. lenda urbana pura!

  2. Mariana disse:

    O que me doeu foi ouvir de um cidadão “de bem”: eles pareciam ratos saindo dos buracos, igualzinho.
    E ouvi essa frase ontem mesmo, qdo via o noticiário, dentro da minha própria casa.
    A sociedade se isenta de um problema criado por ela mesma, com preconceito, exclusão e voto em dirigentes canalhas.

    Offtopic, eu te vi na rua ontem, vc é inconfundível :P
    devemos ser vizinhos…

    • wilma lucia disse:

      O munto ta cheio de Terezas Cristina, que não gosta de ver pobre por perto..

    • Regina disse:

      Não creio que a “sociedade” tenha obrigado uma pessoa a se tornar dependente de drogas. Para mim, essa sempre foi uma escolha do indivíduo – entra nessa barca quem quer – por isso não entendi seu conceito de a sociedade ter criado esse problema…

      Agora, a partir do momento em que esse indivíduo se torne violento, roube, mate e cometa outras atrocidades para conseguir a droga que precisa, aí sim, acho que a sociedade tem de intervir – seja prendendo, caso tenha se tornado criminoso; ou tratanto, caso deseje sair dessa vida.

      De todos os viciados, os craqueiros são os piores, pois fazem tudo – e digo tudo – para conseguir a próxima pedra e não importa por cima de quem eles tiverem de passar!

      • Tiago disse:

        Tire do indivíduo a educação que a sociedade deveria prover;
        Tire do indivíduo a segurança que a sociedade deveria prover;
        Tire do indivíduo a saúde que a sociedade deveria prover;

        Aí você tem uma pessoa desempregada porque não estudou, com a família morta por doença ou violência e sobra o que para este ser humano?

        Concordo que o último passo para entrar na droga é tomado pela própria pessoa, mas que se a sociedade oferecesse oportunidades, a quantidade de indivíduos que estariam nesta situação seria muito menor.

      • Márcia Fernandes disse:

        O governo Kassab incendiou uma favela por mês, estatisticamente. Alckmim e a Alda Marco Antonio propõem que os “usuários” sejam remetidos de volta ao seu Estado de origem. Daqui a pouco construirão câmaras de gás.

      • Cora disse:

        Ih, Regina, não foi isso q a Mariana disse, não. Ela disse q a sociedade cria o problema, e não q obriga qq um a usar drogas. E cria o problema na medida em q não tem políticas públicas adequadas para lidar com o tráfico de drogas, seu comércio e consumo.

        Não há política pública q funcione efetivamente sobre planejamento familiar, educação (e, portanto, perspectivas de futuro) e moradia. Considero importante q não haja falso moralismo ao lidar com o problema. Informação sempre. Já defendi essa questão aqui antes. As pessoas precisam ser informadas sobre os riscos do consumo, precisam de acesso a tratamento e alternativas de futuro.

        Mandar os viciados de volta pra cidade de origem, transferi-los para outro bairro, tratá-los compulsoriamente sem q nada em seu entorno se modifique são convites ao fracasso e à reincidência.

        Alguém com boas perspectivas sobre sua vida, com informações e oportunidades não escolhe usar crack, uma droga devastadora, q surgiu como alternativa à cara cocaína.

        Nunca conseguiremos eliminar o uso de drogas. Precisamos, portanto, modificar a forma como lidamos com essa questão. Está mais do q claro q o q fazemos atualmente não resolve nada. Pq insistir no erro?

      • Regina disse:

        Tudo bem que o governo deixa muito a desejar no quesito de proporcionar tudo, mas outro dia mesmo vi que um ex-Professor da USP roubou para alimentar seu vício em crac…

        Onde faltou educação, oportunidades e informação e saúde para ele?

        Inteligência ele tinha, afinal galgou a profissão acadêmica. Mas foi ele quem escolheu seu destino! A sociedade lhe deu todas as oportunidades que há muitos são negadas – e esses muitos, muitas vezes não foram para esse caminho!

        Eu acho que há sim falta de políticas públicas para tratamento e prevenção, nisso concordo, mas não acho que seja a sociedade que leve o indivíduo a esse caminho. Cabe a sociedade ajudá-lo a se recuperar depois, ou puní-lo se cometer crimes devido ao vício.

      • Maurice disse:

        Sempre essa famigerada senhora Sociedade.

        Nunca a vi mais gorda. Mas de tanto que falam dela já não gosto nem um pouco.

        Alguém sabe me dizer o endereço da senhora Sociedade?

      • Cora disse:

        ô dó! Vc vive em sociedade, mas não consegue reconhecê-la? Vc está falando sério ou é uma pergunta retórica? Não, pq se for sério, precisa de tratamento! Urgente!

  3. Emanuelle Herrera disse:

    Essa política higienista vem se intensificando com a proposta de supervalorizar a também crescente especulação imobiliária na região. O Projeto Nova Luz, vai nos levar a uma nova era feudal e não vai atender a nenhuma demanda real da população de habitação.

  4. Ricardo Paes Carvalho disse:

    Pô Saka, você pode mais que isso vai velho, digo, professor! Ameaçou “ir pra cabeças” , “pras entranhas”, mas ficou no meio do caminho! Ainda mais com esse mote né…
    Abçs
    Ricardo

  5. Bom texto. Concordo em alguns pontos e discordo em outros.
    Só arrumaria o último parágrafo onde diz “temos” no lugar de “temo”. A não ser que tenha sido proposital…

  6. Ana disse:

    brilhante!

  7. Maria Ferreira disse:

    Políticas higienista versus Políticas de Habitação + Políticas de Saúde + Políticas de Inclusão Social + Políticas Habitacionais. Veja que para o poder público e seus dirigentes atuais é “mais barato” fingir que algo é feito do que realmente fazê-lo. Este país está cada vez mais difícil… Que tristeza!

    • Maria Ferreira disse:

      Errata: Política de Habitação + Políticas de Saúde + Políticas de Inclusão Social + Políticas Educacionais.

      • Maurice disse:

        Políticas, políticas, políticas.

        Ninguém mais sabe o que é iniciativa ou responsabilidade individual. Tornamo-nos um bando de bebês chorões berrando para o papai estado enfiar sua mamadeira em nossas bocas.

        E assim, alimentando seu corpo do bolso do contribuinte e sua alma da ideologia esquerdista (Gramsci está orgulhoso), o papai estado vai crescendo por cima de nós, dizendo como devemos viver e o que devemos pensar, sufocando nossa iniciativa, liberdade, individualidade e nossos direitos naturais.

  8. Ana disse:

    Uma pena que não é unicamente privilégio (ou sacrilégio) de São Paulo reforçar ações higienistas e que aprofundam a exclusão, tanto dos moradores de rua, como dos usuários de crack.. as ações de “revitalização” que se utilizam de meios como spray de pimenta e internação compulsória para melhorar o aspecto e o valor do lugar, têm acontecido em muitas cidades brasileiras, e não precisamos de nenhuma bola de cristal para (pré)ver que elas ficarão ainda piores quanto mais próximos chegaremos da tão esperada copa do mundo…

  9. Eduardo disse:

    Sakamoto, parabens mais uma vez pelo post genial, isso fundamenta cada vez mais a minha busca diária por inteligencia neste blog (o que eu sempre acho).

    Enfim, concordo com vc, as pessoas pobres são cada vez mais tratadas como se fosse gado, por quem elas mesmo colocam no poder, mas infelizmente elas não conseguem votar melhor porque não foi lhes dada educação de qualidade – por essas mesmas pessoas – e o “circo-vicioso” se fecha novamente!

    Dependencia química é problema de todos nós, o nosso preconceito e a nossa indiferença só piora as coisas. Mas pra enxergar isso, não podemos encarar o mundo e seus problemas, da forma preconceituosa como fazemos e com a “tapa” que os conservadores usam, até mesmo quando param de puxar a carroça pra assistir a novela das 8!

    • valmir disse:

      bom dia meu caro,
      gostraia de saber o que vc faz, pra tentar resouver o minimizar esse problema que é nosso. pois tambem gostaria de fazer algo por essas pesoas, que com certeza não são topas de origem umilde, como muitos pessaõ poi o crac ataca a todo e ele sim não tem preconceito. não sei o que fazer acho que vc tambem não sabe, e até hoje não ouvi neuma teoria minimamente coerente sobre a solução para esse assunto nem de politicos nem de brogueiros, jornalistas, medicos ou quem quer que seja, estou muito proximo de pessoas viciadas e sei bem a barra que é, não quero isso pro meu filho, e sinto pena sim dos usuarios, pessoas como vc´s que no fundo são iguais aos politicos que falam muito mas não sabem nada, do nossos filhos que vam erdar um mundo fudido e de mim mesmo que estou totalmente perdido como pai e como cidadão.

      • Luiz disse:

        Desculpem-me por não agregar conteúdo ao assunto, pois eu também não sei o que fazer, mas creio que a língua Portuguesa está bem perdida também!

      • Cora disse:

        Nunca conseguiremos eliminar o uso de drogas. Sempre haverá quem se perca, exagere e adoeça viciado em algum tipo de substância entorpecente. Em qq classe social.

        Não sou especialista, mas acredito q famílias estruturadas, em q há diálogo e perspectivas de futuro, as chances de abuso de substâncias entorpecentes sejam menores. Ainda assim, tds conhecemos casos de pessoas com empregos estáveis, família, filhos, e q se perdem no vício (álcool ou outras substâncias).

        A questão abordada pelo post, no entanto, é de saúde pública. Podemos, acredito, diminuir o número de pessoas q usam drogas e vivem nas ruas. Muitas delas usariam drogas independentemente das condições de vida. Como disse antes, é impossível eliminar isso. Mas, a sociedade precisa fazer uma reflexão. Pq crianças sentem necessidade de consumir entorpecentes? Pq crianças preferem as ruas? Pq crianças se prostituem? Esses são problemas sociais e q devem ser assim tratados.

        Como disse a Maria Ferreira, precisamos de políticas efetivas de habitação, saúde, inclusão social e educação. Acrescentaria ainda, planejamento familiar. A solução do problema dos dependentes q vivem nas ruas não é desconhecida. É apenas de médio e longo prazo. Mas, uma hora teremos q começar, não?

      • Carolina disse:

        Valmir:
        Ninguém tem uma explicação pronta para o que deve ser feito. Essas coisas não são produtos acabados e embalados que a gente pode escolher na prateleira do supermercado. O problema das drogas é foda, ter gente próxima a nós envolvida nisso é pior ainda, e dá mesmo essa sensação de “todo esse blá blá blá não leva a lugar nenhum”. Só que acredito ser apenas adentrando neste tipo de discussão sobre as causas do problema e equivalentes que poderemos um dia, talvez, chegar a alguma conclusão do que pode ser feito.

      • Eduardo disse:

        Oh Valmir, só uma coisa, o que eu faço não só pelos usuários de drogas, mas sim por toda a sociedade é mais do que você pode imaginar, eu tento votar conscientemente, mas isso é difícil para uma pessoa como você julgar importante, pois o seu conservadorismo aparente é maior que a sua capacidade de raciocínio!

        Ao contrário do que você diz não me pareço muito com políticos não, porque ao invés de me interessar por uma dignidade mínima das pessoas só de 4 em 4 anos, eu me preocupo com uma sociedade mais justa o tempo todo, e eu dei a entender isso no meu comentário, e mais uma vez não me impressiono por você não ter entendido dessa forma!

        Para esse caso em específico, a política de reabilitação dessas pessoas já seria algo plausível, acho que apenas tirá-las das ruas como tem sido feito não melhora em nada. Reabilitação para os dependentes químicos, políticas de conscientização para os jovens, potenciais futuros usuários (ou seja, todos os jovens, independentemente da classe social, religião, raça etc), e fiscalização policial que vise coibir a ação delituosa dos traficantes!

        E se você ainda acha pouco, só esse debate promovido pelo Sakamoto neste post, já é muita coisa feita, pra nos ajudar a formar uma opinião devidamente embasada e propensa a um raciocínio mais coeso com os fatos.

        Recomendo mais aulas de português e mais politização para criticar a postura das pessoas, para que essas críticas não sejam tão levianas assim!

      • Maurice disse:

        Caro Eduardo

        Por que em vez de se preocupar com “uma sociedade mais justa o tempo todo”, você não se preocupa em ser uma PESSOA mais justa o tempo todo?

        A sociedade é a soma dos indivíduos. Com indivíduos mais justos, automaticamente a sociedade será melhor.

        “(…) eu desconfio de quem diz que ama a humanidade. Normalmente quem ama a humanidade detesta seu semelhante. Comumente pensa que seria melhor que seu semelhante deixasse de existir para, em seu lugar, “nascer” aquele tipo de gente que o amante da humanidade acha ideal. ” (Luiz Felipe Pondé)

      • Cora disse:

        E o pondé aparece novamente por aqui! O filósofo do senso comum. Facinho concordar com ele, pois ele repete, usando palavras um tico mais refinadas e uma comicidade q me dá náuseas, tds as máximas do senso comum.

        Ele desconfia só de quem diz amar a humanidade? Tá no lucro. Desconfia de pouca gente. Eu desconfio de td mundo. Até de mim mesma. O q dizer de alguém q lê pondé pra ficar irritada? Dá pra confiar em alguém q faça isso?

      • Eduardo disse:

        Cara Maurice

        eu tento sim, ser uma pessoa mais justa, pois acho que tentar contribuir para um mundo mais igual, sendo um ser humano injusto seria incoerencia de mais comigo mesmo. Mas se eu sou ou não justo, acho que não sou eu que devo dizer e sim as pessoas que me conhecem, o que não é o seu caso, pois nem se quer nos conhecemos!

        Nunca disse que amo a humanidade, mas te digo desde já que não detesto meu semelhante, e por isso mesmo eu fico indignado quando vejo ações da polícia como as que foram realizadas contra usuários de craque!

        e já que voce gosta de frases de pensadores, ai vai uma que ilustra muito bem esse nosso diálogo:

        “A morte de cada homem diminui-me, porque sou parte da humanidade. Portanto, nunca procure saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”

        John Donne

  10. Kleber disse:

    defender prostitutas, drogados, funcionários públicos, traficantes e ladrões… (bocejo) essa é velha, vai fazer quanto já? ô Herbert!! é boa mesmo essa tática, mas enche a cada 2 dias ter que ouvir…

    tá com dó, leva prá casa.

  11. coutinho disse:

    Estou de acordo com o blogueiro quando ele diz que transferir os traficantes de uma região para outra não muda nada .No entanto, não acredito que exista uma solução a curto prazo para esse problema, a situação só vai piorar, já que nosso governo federal é favorável ao banditismo , ao tráfico de drogas e parceiro das Farc , além de um governo estadual que sempre deixou a educaçaõ em segundo plano. A curto prazo, algo tem que ser feito com urgência para combater esses menores infratores, eu mesmo ja fui assaltado e ameaçado por eles mais de uma vez no centro, nos bairros, na periferia, etc.

  12. coutinho disse:

    Discordo dessa visão revolucionária de ocupação do blogueiro(casas, terras, prédios).Nunca é demais lembrar que essa tática não funciona, nem funcionou em lugar nenhum do planeta, prova disso é que foi usada pelos governos mais tiranos e opressores da história, como Stálin, que na coletivização das terras na URSS matou mais de 40 milhões de pessoas. Primeiro começam ocupando terras e prédios desocupados, com o tempo invadem terras produtivas , expulsam moradores, fazem terrorismo e tudo financiado por dinheiro do contribuinte. Pq a humanidade não consegue aprender com os erros do passado?

    • Maria Rita "Hacker" Campos disse:

      Por que Coutinho não usa seu próprio nome?

    • Francisco Santarosa disse:

      Coutinho, parece que vc fala umas coisas sem conhecimento. Parece que tá só repetindo o que ouviu ou leu de pessoas sem muito conhecimento também. Dizer que o governo federal é favorável ao tráfico de drogas e parceiro das farc é dar um atestado de desconhecimento a si mesmo. Pra você dizer que ocupar locais desocupados e destiná-los a moradia é uma visão revolucionária fracassada é mais um atestado de desconhecimento. Você parece um cara inteligente e que pensa seriamente nos problemas, mas antes de sair espalhando ou repetindo certas idéias sugiro que vc pesquise antes como funcionam as leis e políticas públicas de moradia em países como Inglaterra e Dinamarca, pra citar apenas 2 exemplos. No mais concordo com você em outros pontos. Abraço

  13. Edna disse:

    Mutio bom, Sakamoto.
    Podemos levar-los para os palácios que têm bastante drogas lícitas e ilícitas, pra todos!
    Daria uma festança e tanto e teria quartos para alojar a todos.
    Só não sei se renderia votos.

  14. É muito fácil para os governantes utilizarem ações assim para mostrar que realmente estão preocupados com a sociedade, mas no final das contas vemos que não passa de “mais-do-mesmo”. Fizeram isso quando o Papa Bento XVI veio ao Brasil e assim continuará.

    Uma pena!!!

  15. Olivia Pezzin disse:

    O que me deixou mais intrigada foi a cobertura do SPTV, rede globo, sobre a limpeza: disseram que limpar é mais fácil do que tratar, que isso se repete há tempos e não resolve nada, que é um problemão que o governo está varrendo pra debaixo do tapete. Deu até pra ver um papelão entre a horda barbara de zumbis, escrito “crack, doença ou vício”. Ou seja, há alguma esperança no jornalismo global. concorda Saka?

  16. marilu disse:

    Sakamotooooooooooo boa tarde!

    que exageradooooooooo que vc tá cara! quem é que tá tirando “pobre” das ruas só pra agradar a “zelite perversa”? ah pobre é feio e os ricos (sanguinolentos) não querem ter o desprazer de encontrar com eles nas ruas????????????????? menos, menos, respira, quase nada!
    nenhuma cidade, seja ela grande/pequena ou ridicula pode ou deve conviver com locais que se denominam de “cracolandias”, isso é por demais de agressivo, de hipocrita, de covarde! ninguem deve estar drogado/se drogando nas ruas o dia todo, todo dia em local especifico e que consta até no google!
    tem que se fazer sim alguma coisa, ah tá não tão fazendo nada , então deixa assim mesmo? sabe o que é feio? que choca, que agride, que causa mal estar e medo e sei lá mais o que? é a especie humana degradada, suja, drogada,perdida sem esperança de recuperação, dá medo sim! mas não confunda esse sentimento com ” tenho asco de pobre” pq isso é outra coisa, e nós sabemos muito bem a diferença!
    tem que tirar o conforto do traficante, do drogado e de quem mais estiver envolvido com a situação, se a ação é certa ou não eu não sei, mas sem ação já está ha muito tempo e nem por isso ficou melhor, então já que fazer nada não mudou nada, quem sabe fazendo algo pode dar resultado diferente?
    OBS.: meus comentários são todos cheios de ironias, quem não consegue ler nas entrelinhas, favor não replicar! kkkkkkkkkkkkkkkkk
    bjossssssssssss

    • valmir disse:

      concordo prenamente.
      etamos todos perdidos iclussive o nosso querido blogueiro que deveria ter o bom censo de adimitir isso.

    • Regina disse:

      Também acho que confundir drogado com pobre é forçar a barra e querer levar a discussão para um outro “setor”…

    • Francisco Santarosa disse:

      Oi Marilu, acho que vc não entendeu bem o Sakamoto. Ele não disse que não tem que fazer nada, mas sim que tem que ser feito algo com inteligência e não apenas uma limpeza de aparência, espalhando o problema pra outros lugares da cidade. Isto que estão fazendo já foi feito outras vezes e, sabemos, não tem resultado efetivo nenhum. Então o que vc diz não é muito diferente do que todos os que concordam com o Sakamoto querem, políticas públicas de saúde, educação, moradia e cidadania que realmente melhorem a situação da população no geral, dando menos espaço pra que situações lamentáveis como esta da cracolândia venham a se repetir “ad aeternum”.

      • marilu disse:

        Francisco Santarosa, boa tarde!

        é verdade, eu não tenho as soluções mesmoooooooooooooo!!!!!!!!!!! na minha área profissional eu trabalhei por muitos tempo com dependentes quimicos, e tem sim um percentual muito pequeno de recuperáveis no meio, mas não podem ser abandonados assim com tanta permissividade, pq se não esse percentual diminui e muito!
        quando vc incomoda , alguns, veja bem: alguns ainda podem, ainda tem familias pra dar apoio, e não tendo um local tão especifico para se viver só de crack, que é o caso, esse percentual pode voltar pras suas casas, tem menos incentivo pra continuar sua rotina autodestrutiva, tem uma coisa que a gente chama de “fadiga”, ela pode ser olfativa(qdo vc não sente mais o mal cheiro) visual (quando vc não se indigna mais com o que ve) essa fadiga é adquirida com a convivencia – se não há tão intensa convivencia, a fadiga pode ser evitada! affffffffffffff é muita coisa rsrrsrrsrs mas eliminar cracolandias em qualquer lugar será sempre muito melhor do que mante-las, claro que não é só isso, mas é uma ponta do grande iceberg que se tem pela frente!
        veja a questão do combate ao tabaco, o que se pretende com tantas e tantas proibições? incentivar as pessoas a dexarem de fumar, dificultar o uso,desglamuralizar o fumante e aproveitar o gancho pra aqueles que teem uma minima vontade de parar e faze-lo! resolve a situação? não é claro que não, mas ajuda, e ajuda é sempre bem vinda! ahhhhhhhh desculpa o discurossssssssss rsrsr
        abs

      • Olá! Caros Comentaristas! E Sakamoto!
        Olá! Cara Marilu como vai, se você trabalhou com drogados, você sabe que NÃO existe CURA! Há paliativos que podem ser mais distantes ou menos distantes para repetir nas drogas. E vou afirmar uma coisa: A repressão ao TABACO, produzirá o AUMENTO de fumantes de MACONHA e CRAQUE! ERROU o SERRA, ERROU a DILMA, ERROU o Congresso Nacional fazendo a LEI, ERROU o Ministério da Saúde, ERROU o STF que ao invés de definir como LIBERTINAGEM DE EXPRESSÃO entendeu como LIBERDADE DE EXPRESSÃO. O resto é história para boi dormir.
        OPINIÃO!

  17. Sérgio disse:

    Ótimo texto como todos os outros. A cada nova postagem desse blog fico feliz pois sempre vejo as mesmas idéias e pensamentos que tenho explicadas e escritas de forma ótima. Parabéns cara.

  18. Paulo Gross disse:

    Texto interessante e bem escrito. Contudo, como a maioria dos textos que vejo por aí, retrata bem a realidade e não propõe uma outra solução que seria melhor. Que as soluções são difíceis, eu tenho certeza, mas não custa apontá-las. Concordo com uma, talvez a única, solução que você pontuou, que é “uma reforma urbana que pegue as centenas de imóveis fechados para especulação e os destine a quem não tem nada”. Isso seria excelente. A prefeitura poderia desapropriar os imóveis e fazer uma permissão de uso, sem poder de sublocação. Se não, vai acontecer como as COHAB e outras casas populares, onde uma família pega 3 ou mais residências e locam para fazer renda… deveria ser proibido a locação destes casas… se não vai morar lá, que passe para outro necessitado!

    Enfim, no mais, acho que você pode e deve mais!

    Abraço.

  19. coutinho disse:

    Assim como o blogueiro sou contra essa tal da revitalização do centro…Percebo muita indignação e revolta nos comentários, mas não vejo propostas e soluções para problemas que afetam a vida de todos. Pq nunca falam da raiz de tudo que é baixíssima qualidade da educação no país, com nossos alunos tirando as piores notas nos exames internacionais desde a pré escola até a universidade? Pq ninguém propõe uma solução para essa criminalidade sem fim que vemos a cada dia com 50 mil homicídios por ano?.É tão difícil perceber que a violência esta relacionada ao trafico de drogas. Pq não fazer uma política de combate ostensivo ao crime e drogas como foi feito em Nova Iorque e outras partes do mundo?

  20. Juliana Destro disse:

    Você está coberto de razão. A política de espalhar os usuários de droga não resolve o problema do crack em São Paulo. O que acontece é que os moradores do centro, cansados das políticas que não resolvem e incomodados com a situação, muitas vezes criam uma falsa esperança de qualquer ação feita na região é melhor do que o nada que há muito tempo se instalou ali.

    Quando se está no problema, muitas vezes não se pensar na real consequência do que tem sido feito, o único objetivo é vê-lo resolvido. Por isso, por exemplo, muitos comerciantes da região contratam “seguranças” sem preparo algum para impedir que os usuários de drogas se espalhem por outras regiões.

    Isso gera um ciclo vicioso, cheio de falhas e problemas. Os moradores querem o centro seguro, o problema resolvido, os políticos querem fingir que assim o fizeram.

    Onde está o real projeto de revitalização do centro que começou antes da gestão Serra? Não vejo ningume falar disso. Esse projeto existiu e o PSDB arquivou porque não quer moradores de baixa renda na região.

    A prefeitura quer deixar o centro cada vez pior, assim os imóveis ficam baratos e a iniciativa privada pode comprar toda a região e fazer dali um bairro de novo rico, com a boa e velha especulação imobiliária e empurrar a popular pobre cada vez mais para a periferia, longe dos olhos sofisticados de quem frequenta a sala são paulo e o teatro municipal.

  21. Renata Winning disse:

    Ótimo texto. Como moradora do centro de São Paulo me sinto contemplada com a sua posição.
    A ocupação da polícia na região é patética, visa reprimir o usuário. Qual o próximo passo dessa política fracassada de guerra às drogas? Internação compulsória?
    O problema está sendo alastrado para as regiões mais próximas e o que assusta é perceber que muitos paulistanos estão iludidos com essa política de enxugar gelo.
    Ruas que eu frequentava quando criança estão tomadas por pessoas que precisam de ajuda. Enxergar a miséria de perto, presenciar usuário tendo convulsão no meio da rua, crianças zumbis etc. deveria tornar sensível os moradores do centro a entenderem que não são nóias, lixos humanos, mas sim pessoas miseráveis, doentes, negligenciadas pelo Estado. Infelizmente muitos moradores do centro que participam da assoc de moradores aplaudem varreduras para debaixo do tapete. Lamentável.

  22. Safira disse:

    Essa política higienista em projetos de requalificação urbanística me preocupa muitíssimo. Sobre o caso da Nova Luz, que ainda não pude analisar com vagar, gostaria de fazer um adendo específico sobre uma matéria que li há algum tempo e que não sei quais foram seus desdobramentos – além da presença de policiais para prender traficantes. Era informado que a Prefeitura de SP pretendia recolher os usuários da região da cracolândia e devolver para os seus municípios de origem, isto é, onde foram registrados ao nascer. O argumento principal era de que era melhor para que os viciados ficassem com suas famílias. Oi? Como assim? Quem garante que a pessoa tem família lá? E o direito de ir e vir, onde fica? Vamos ter “extradições” entre municípios?
    Os usuários de drogas não são apenas “criminosos”, apesar de incorrerem em uma conduta tipificada no código penal. São doentes que, individualmente, merecem ter seus direitos resguardados e zelados pelo Estado. Coletivamente, é uma questão de SAÚDE PÚBLICA. Com a atual percepção de humanidade, é incabível que um governo pretenda agir como se estivesse na Europa do século XIX tratando de “doentes mentais”, pois há a dimensão, no mínimo, da dignidade da pessoa humana.

  23. Chesterton disse:

    vocês não perceberam, mas o Sakamoto diz que os consumidores de drogas privatizaram o centro de SP>….

  24. Chesterton disse:

    outra coisa, o crack está se espalhando, logo, logo teremos que tomar providencias do tipo que os países comunistas tomavam…

    • marilu disse:

      Chesterton, boa tarde!

      Feliz Ano Todo pra vc!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      droga de rua é igual onça: td mundo acho lindo, mas ninguem quer ter em casa rsrsrsrrsrsr

      bjossssssssssssss

      • Chesterton disse:

        Grande Marilu, feliz 2012.

      • O Asno disse:

        Cara Marilu:
        dessa vez foi você,
        poucas palavras e resumiu tudo com excelência…
        se deixa na rua como farrapo humano, é desumano…
        se tira da rua os farrapos humanos para tratamento, é higienista…
        se nasceu
        pobre e toma droga e se torna um farrapo humano,
        a culpa é do sistema…
        se nasceu
        rico em berço esplêndido de ouro e perdeu tudo por causa das drogas,
        e mora na cracolândia, também é culpa do sistema…
        em qualquer situação
        há culpa, há culpados…
        somente não é culpado o drogado e o traficante…
        aliás,
        outro dia vi uma exceção
        à “regra da culpa e dos culpados”…
        o caso dum modesto funcionário público aposentado,
        morador de rua, que dizia abertamente
        numa entrevista que morava na rua porque gostava,
        e que tomava crack porque também gostava…
        e não culpou ninguém…
        acho que sem culpa e sem culpados só tem esse que vi na entrevista…
        porque
        para o caso dos outros todos nem há dúvidas,
        a culpa é do “sistema” e dos “malvados higienistas”
        que são higiênicos (e tem esse tipo? Se não tem vai ter…),
        porque culpa e culpados sempre haverá,
        e claro, claríssimo,
        claro que o culpado sempre será o outro, o outro do outro partido,
        que não acredita na “verdade” daqueles que acham que têm o monopólio da verdade…
        essa da onça foi perfeita…
        parabéns!

        Ei! Só muita embromação…

        ter dó e levar prá casa, nem pensar… nem pensar… nem pensar…

        melhor arranjar logo um culpado e ficar de retórica humanista…

        eLLes também são higiênicos… querem os pobres bem longe…

        todos eLLes justos…

        todos eLLes veríssimos…

        tu acredita? Acredita? Eu acredito… eu acredito até em saci-pererê…

      • Cora disse:

        já eu não acredito q vc escreveu outra vez o mesmo comentário! o q vc pensa realmente sobre o q o sakamoto escreveu, asno? eu gostaria mesmo de saber.

    • Injustiçado disse:

      Já que estamos discutindo de quem é a culpa, eu queria parafrasear o Homer Simpson, meu grande guru intelectual:

      ‘Não diga que fui eu!’ e ‘Já estava assim quando cheguei’.

      A última frase se aplica bem. Afinal de quem é a culpa? Do Maluf? Do Kassab? A culpa é de alguém que não existe? De um ente coletivo? Bom… sei lá…Ninguém sabe…

      É realmente necessário saber sobre uma culpa abstrata para tratar os doentes?

      • Cora disse:

        é por isso q o termo culpa é inadequado. é melhor falar em responsabilidade. q é, obviamente, de tds. é da sociedade, como um td, já q é um problema q afeta tds. por isso, a melhor forma de abordagem é considerar a questão das substâncias entorpecentes como de saúde pública. e, portanto, de responsabilidade da sociedade.

  25. Renê disse:

    o fato de eles se aglutinarem num lugar confunde a natureza real do problema;
    cracolândia é o de menos. O problema é o crack mesmo.
    Desde que isso chegou as crianças nem cheiram mais cola de sapateiro…
    O irônico é que pareçe ser uma droga socializante. O povo fica lá na cracolândia puxando conversa por horas…pareçe até um pátio escolar no recreio.
    Eu não tenho a menor idéia de como frear o crack no BR. Tenho uma suspeita de que a cocacultura esteja avançando para as terras baixas da amazônia, gerando uma folha com baixo teor de cocaína, acho… Um dia aí eu me animo a pesquisar isso.

    • Chesterton disse:

      O BNDES construiu a trans coca na Bolivia para isso mesmo.

    • Renê disse:

      o combate à cocacultura fizeram a produção migrar para as áreas de floresta densa na baixa amazônia peruana.

      o portal da entrada da pasta base são os rios javari e huallaga, na fronteira Acre/Peru. Já o Crack é feito aqui no BR mesmo.

      é uma grande tolice crer que a pasta base é transportada por modais rodoviários. O transporte hidroviário sempre é preferido por causa do baixo custo.

      Crack é um fenômeno complexo, envolvendo inclusive a expansão da fronteira agrícola e o povoamento de rondônia, acre e amazônas.

      a cocaína tornou-se um problemas exclusivamente AMAZÔNICO, e em breve vai se tornar a maior região produtora de Coca. A floresta e os rios ofereçem condições ideais para o plantio clandestino e transporte. Mais recentemente temos um mercado consumidor local crescendo junto com a fronteira agrícola brasileira

      Depois que o Chesterton fechar a bíblia aí, dê uma lida nos relatórios da polícia federal sobre o assunto:
      http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/11/13/fronteira-com-peru-entre-principais-rotas

    • Cora disse:

      Renê, tb não tenho ideia de como frear o crack. Na verdade, nunca eliminaremos o uso de substâncias entorpecentes. Pelo contrário, a tendência é aumentar o consumo, já q este provoca prazer e bem estar, muito valorizados em nossa sociedade. Além disso, há inúmeras razões para o consumo.

      Acho q precisamos deixar o (falso?) moralismo de lado e modificar a forma como vemos a questão dessas substâncias. Proibir simplesmente não resolve, está mais do q claro. Teremos coragem de mudar a forma de abordagem?

      (E, por favor, chest e outros, nem digam q quero tds viciados ou q pretendo incentivar o uso de drogas. O problema está posto. Precisamos de novas soluções.)

      • Renê disse:

        nossas “otoridades” sabem que o problema da cracolândia precisa ser resolvido em menos de 30 meses, quando são paulo sediará a copa. A FIFA já deve ter dado uma chamada no kassab pra que ele resolva esse problema estético na cidade que abrirá o evento

        Nesse caso poderiamos iludir a Fifa dizendo que se trata apenas de um movimento Occupy: Dariamos um corte de cabelo e banho nos usuários de crack; Distribuiremos cartazes com dizeres anti-capitalistas p/ eles segurarem. Depois tiramos uma foto, e falamos para a Fifa que são jovens do movimento occupy protestando contra o sistema…

  26. Welington Gaetho Escola disse:

    Sr. Sakamoto,

    Brilhou, meu caro! Seu texto é irretocável. Não possui um senão sequer!

    Fez uma exposição, de forma objetiva, sobre o problema da população de rua que aflige os grandes centros urbanos.

    Gostaria só de acrescentar o seguinte que em uma relação de causa e efeito, não é possível dar fim a um fenômeno combatendo apenas seus efeitos. Só atacando suas causas podemos diminuir a incidência do fenômeno.

    Vejam bem, é importante destacar que o caso em questão, consumo de drogas, é praticamente impossível eliminá-lo por completo. Quem se der ao trabalho de pesquisar sobre o uso de drogas, ao longo da história da humanidade, vai descobrir que os seres humanos sempre fizeram uso de alguma substância entorpecente.

    Cabe aqui uma outra reflexão que o sr. deixou subentendida, na minha opinião, no início de seu texto.

    O que querem alguns leitores/comentaristas quando o criticam pelo fato de defender uma outra abordagem, aos casos que envolvem esses moradores de rua, por parte do poder público?

    Essa é uma boa indagação!

    Ora, o sr. deixa claro que precisamos resolver o problema dos moradores de rua com políticas públicas de habitação e de tratamento para os dependentes químicos.

    E agora, vamos especular? Quais seriam os verdadeiros propósitos desses comentaristas?

    - São trolls, apenas tentando fazer suas trollagens;

    - São pessoas que realmente pensam aquilo que escrevem, que os desvalidos devam ser banidos, não passam de escória. E que o blogueiro faz, de sua profissão, a defesa do “pobrismo.”

    Há ainda outra indagação, na opinião dessas pessoas: Qual seria o papel do Estado?

    O Estado existiria apenas para garantir aos “homens de bens” segurança e privilégios.

    Ao Estado não caberia usar recursos para solucionar problemas daqueles que não sobreviveram ao processo da “seleção natural”, ou seja, os derrotados pelo sistema.

    Eu penso que ou nós assumimos que vivemos em sociedade e devemos arcar com o bônus e o ônus dessa realidade. E o que é assumir o ônus? É entender que em um sistema que gera desigualdades, inevitavelmente, os “párias” vão se multiplicar ocupando os espaços públicos e invadindo os privados, sempre que tiverem a oportunidade. Entenderam?

    Para os sensatos, eu digo, o único caminho é encontrarmos meios para diminuir o número de excluídos e solucionar o problema, de fato, dos “párias.”

    De modo contrário, o melhor é ir reclamar da violência ou qualquer coisa que o valha com o Papa!

    Abraços!!

  27. Luiz Alberto disse:

    Prezado Sakamoto…boa tarde.

    Texto precioso…a começar pelo tema.

    O filósofo frances Gilles Deleuze,que nunca escreveu uma palavra sobre educação,produziu um texto la pelos idos de 1979 que pode nos ajudar a entender,pelo menos,o problema…isto se tivermos a fim é claro. Disse ele:”Está claro que não se sabe o que fezer com as drogas(mesmo com os drogados),porém não se sabe melhor como falar dela”.

    O que temos assistido na mídia esta semana confirma isso.Não é de hoje que jornalistas…alguns até de prestígio,conhecem homens,mulheres,jóvens e até mesmo crianças, e que ao invés de elaborar matérias enaltecendo o trabalho que valorosos agentes de saúde tem feito,furando o cerco que separa os intocáveis noias da sociedade preconceituosa,preferem pautar suas matérias com o mais puro sensacionalismo…afinal,qual é o valor da biografia de um nóia?

    O resultado é que estas matérias só tem feito aumentar o fluxo da população que frequanta(ou frequentava),esta região dos Campos Elísios.
    As faxinas promovidas pela DCM e Polícia Militar só faz agravar o problema,e as ações estão sim ligadas a interesses econômicos.Especialmente a partir de 2005,medidas de “limpeza moral”,tem sido postas em prática na área e a rotina dos drogados é apenas uma peça do jogo.

    Depois serão retirados da “visibilidade” os trabalhadores de baixa renda,pois a eles se associa a probeza e violência.Qualquer tentativa de se questionar as propostas do poder público,são logo desqualificadas ou taxadas como inviáveis tecnicamente.
    Parece até que o único lugar realmente democrático…por incrível que pareça,é a cracolandia,pois ali qualquer um é aceito.

    Na verdade,se fossem divulgados os trabalhos preciosos dos agentes da saúde…leia-se SUS,que a imprensa de uma forma geral ignora,estaríamos dando uma contribuição de fato para fortalecer a democracia,que nada mais é do que tratar como cidadão nossos congêneres.
    Quem sabe assim não precisaríamos con tinuar assistir espetáculos na Sala São Paulo entrando pelas portas estacionamento. Abs.

  28. emerson pires disse:

    aviso: post contem ironias

    Saka, você é o CARA!!! mais um debate importante, cheio de indignação, levantes contra as malvadas e reacionarias zelites (que são todos que não curtem as suas idéias) e que no final, ficamos sem qualquer proposta sua… você levanta a bola, já desqualifica a priori quem discorda de você e deixa a dita quicando na área.
    Sinceramente, esta ação da polícia não resolve na pratica, só espalha o problema, mas ao invés da preconceituosa indignação contras as elites arrogantes que não querem conviver com zumbis potencialmente perigosos em suas portas (mesmo este elite sendo qualquer pequeno comerciante), propanha então alguma coisa.
    Na falta de propostas, TA COM PENINHA, LEVA PARA A SUA CASINHA!! para que estas pobres almas penadas vitimas do capitalismo selvagem não fiquem emporcalhando o centro da locomotiva da nação que não segue, mas sim é perseguida por ideologos rasos de todas as matizes.

  29. Carlos disse:

    Embora more aqui, nunca fui a um concerto na Sala São Paulo nem no museu da Língua Portuguesa ou na Pinacoteca. Evito de todas as formas ir ao centro, principalmente a região da Luz

    Quando o relógio do Mosteiro de São Bento bate às cinco da tarde, é hora de correr para a estação do metrô e ir embora a salvo.

    Tenho crianças, sabe? O instinto de sobrevivência fala mais alto.

  30. Carlos disse:

    Segundo o SPTV, a operação policial foi batizada de Nova Luz.

  31. Belon disse:

    A Folha (Uol) publicou hoje texto de um tal Demóstenes, senador e procurador, de certo partido, direita muito furibunda, sobre isto.
    Vale conferir aquele para destacar a importância do texto daqui.

  32. Carlos disse:

    Não há porém motivo para alarde.

    Já somos a 6ª economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido.

    Dentro de 200 anos no máximo esses números falaciosos do ministério da economia chegarão até nós em forma de bem-estar social.

  33. SILAS disse:

    Boa noite, Sakamoto…Grande texto…Entretanto sou obrigado a discordar parcialmente…As vítimas do crack, oxi e outras drogas entraram nessa por fraqueza de caráter ou inicialmente ” para tirar um barato “…NINGUÉM OS OBRIGOU A USAR. E SE PELO MENOS PENSASSEM POR ALGUNS INSTANTES EM SEUS FAMILIARES , ESTUDANDO , TRABALHANDO E PROGREDINDO PARA AJUDÁ-LOS JÁ QUE A MAIORIA É DE FAMILIA POBRE, NÃO INICIARIAM E NEM CONTINUARIAM NESSA SINA DE AUTO-DESTRUIÇÃO. E a maioria começou na ” inofensiva e lúdica maconha ” como alguns intelectualóides e simpatizantes ( ou usuários…) querem nos impor goela abaixo. Há estudos inconclusivos que a dependência química assim como o álcool pode ser genética, portanto se assim ficar comprovado, o que temos é um enorme contingente de doentes, que precisam de tratamento. Assim sendo, precisamos de politicas públicas sérias e comprometidas. Mas o que ocorre não é isso. O PODER PUBLICO NÃO ESTÁ E NUNCA ESTEVE PREOCUPADO COM A SAÚDE DESSE AGLOMERADO DE ESPECTROS QUE UM DIA FORAM SERES HUMANOS QUE TRABALHAVAM E ESTUDAVAM ( ALGUNS…). Vez por outra e em ÉPOCA DE ELEIÇÃO APARECEM VÁRIAS FIGURAS, ALGUMAS CONHECIDAS, OUTRAS NEM TANTO, UNIDAS PARA O MESMO FIM: SENSIBILIZAR A OPINIÃO PÚBLICA E O ELEITORADO PARA CONSEGUIREM SEUS DESIDERATOS: SEREM ELEITOS…DEPOIS CONTINUARÁ COMO SEMPRE ESTEVE… E quanto a enxotar essas almas perdidas desses lugares, tenho a certeza que é a politica adotada mesmo porque a imagem de centenas de insanos espalhados por tugúrios e buracos em prédios abandonados por seus proprietários e descendentes,favorece sua proliferação, constituindo-se quase uma visão do Inferno de Dante ou do umbral no livro espírita Nosso Lar que deu origem a filme. Jamais traria um dependente para minha casa. Tampouco aconselho a qualquer pessoa com higidez mental que o faça. Entretanto podemos cobrar e ENCHER O SACO DAS AUTORIDADES ATÉ QUE CONSTRUAM NOSOCÔMIOS, MANICÔMIOS, DESTINADOS A TRATAMENTO HUMANO ( TRATAMENTO DESUMANO JÁ TEMOS DE SOBRA…) E SÓ COLOCAREM O DOENTE NA RUA QUANDO E SE ELE REALMENTE ESTIVER LIVRE DAS DROGAS E COM LOCAL ADEQUADO PARA MORAR, TRABALHAR E ESTUDAR. Se não for dessa forma, de nada adiantará botar a policia militar para expulsá-los de uns quarteirões, debaixo de cacetadas e trancos. Temo que aumente ainda mais o contingente de drogados. LOGO,APARECERÁ POLITICOS E MANDARÃO INSTALAR ALGUMAS URNAS ELEITORAIS NAS RUAS, JUNTAMENTE COM UMA PEDRA, UMA GARRAFA DE CACHAÇA E AS FOTOS DOS CANDIDATOS…

  34. Raquel disse:

    Pra variar, vc foi muito feliz no seu texto, Sakamoto. Parabéns.

  35. Ines Pereira disse:

    A sociedade que despreza e trata de forma tão desumana esses indigentes é a mesma sociedade que tem a força para encontrar a solução para o problema. Metade dos nossos salários é consumida em impostos, será que uma parcela desse valor não poderia ser destinada para resolver esse monstruoso problema social? Algum político já pensou em solucionar ou pelo menos amenizar o problema? Amenizar a solidão, doença, desamparo, falta de escolaridade desses indigentes, voltar algum interesse para estes, com ação social que surta resultado?
    Enquanto a sociedade não olhar para essa camada infeliz da sociedade, o problema não será resolvido, pois a pressão da sociedade é a única arma contra o descaso de nossos governantes. Nesse caso, na minha opinião, esse é o primeiro obstáculo a ser transposto.
    É preciso iniciativas como a do artista plástico Alexandre Orion que fez uma intervenção no túnel Max Feffer, em São Paulo, onde desenhou, apenas com um pano molhado, quase duas mil caveiras. Enquanto desenhava, Orion foi parado diversas vezes por policiais, que apenas fizeram perguntas e anotações. No entanto, o projeto, intitulado Ossário, foi apagado no dia seguinte por um caminhão de água da prefeitura paulistana. Quem reclamou? Quem fez qualquer tipo de manifestação? Ninguém…E agora? Tem alguém disposto a arregaçar as mangas e fazer qualquer tipo de manifestação? Duvido! E tudo vai acabando em pizza!

  36. Daniele Cima disse:

    Ótimo texto! parabéns….disse tudo!
    o senso comum aplaude a ação do estado!
    caraca até quando isso vai acontecer…
    até quando o que é criado por esse capitalismo hostil e destruidor vai acabar com seres humanos e culpabilizá-los por sua situação.
    Limpar não é cuidar, não é proteger…
    Oferecer abrigo e dizer que estamos oferecendo ajuda para quem quiser se tratar…que abuso! toda uma vida tendo seus direitos negados e agora vem o Estado voraz dizendo que esta contribuindo….se é ele mesmo quem os criou!!
    E a Assistência Social e a Saúde de SP diz o que? o que fazem essas e as outras políticas públicas numa ação destas?

    Indignação total!

  37. Carlos disse:

    É necessário contudo ampliar a visão sobre a cracolândia para além da discussão higienista – a meu ver, totalmente impertinente.

    O SPTV mostrou a opinião de moradores. Ao lado do filho pequeno, uma senhora declarou que em 36 anos que mora ali, era a primeira vez que saía e entrava em casa com uma certa sensação de segurança.

    Significa que os moradores sentiam-se inseguros com a presença dos farrapos humanos, sujeira e degradação urbana. Quer quer viver em um ambiente assim?

    Ao meu ver, os moradores serão os maiores beneficiados com o fim da cracolândia, assim como a implosão do Carandiru libertou do medo os moradores de Santana. Era como morar perto de uma usina atômica pronta para explodir.

  38. Carlos disse:

    Concordo porém que o centro não precisa de mais um ‘espaço cultural’ como está sendo justificado a construção da Escola de Dança no lugar onde era a antiga rodoviária. Ali deveria ser construído o que o centro precisa para ganhar vida: um espaço aberto de convivência das pessoas, uma praça. Com a palavra os arquitetos.

    São Paulo já tem espaços culturais em demasia, alguns sub-utilizados. Sem falar na cara manutenção desses prédios.

    O Memorial da America Latina é um deles.

    • Sakarijuana disse:

      O outro é o estádio do curica…. vão construir estádio pra bandido!!! É o fim da picada… gastar dinheiro com caxaceiro e flanelinha!!! Não acredito!!!

  39. Luciano disse:

    Parabéns Sakamoto!

    Vivi e vivo os dois lados da moeda – trabalho no auxílio a moradores de rua no centro de SP e fui noivo de uma mulher que fazia parte dessa triste fatia da população que considera os mendigos “lixo humano que suja a cidade”.

    É um povinho que não quer sair da bolha em que vivem, que passam a vida dentro de um shopping center perfumado e que não suportam a ideia que a vida não é um episódio de Sex and the city. Da medo, mas sim, essas pessoas existem. Elas não pensam que aquele mendigo fedido e maltrapilho tem nome, sobrenome, muitas vezes tem uma familia em alguma outra cidade, e que por essas coisas da vida, foi parar onde está. Sim, a vida é mais complexa do que parece.
    Digo isso porque conheci (e ainda conheço) alguns desses moradores de rua, e felizmente consegui ajudar alguns deles. E o mais engraçado é que, depois de um banho, um par de roupas novas e um emprego, aquele mendigo fedido e maltrapilho, que causa asco nessa fatia da população, se torna um cidadão, sim, um c-i-d-a-d-ã-o, igual a mim, a você, e a todas os elegantes pessoas de bem que não suportam nem olhar para uma pessoa passando necessidades na rua. Não é mágica, é oportunidade e força de vontade.

    É muita, muita ignorância, preconceito e egoísmo.

    Um forte abraço e parabéns pelo grande trabalho!

    • marilu disse:

      Luciano, bom dia!

      trabalhando com mendigos vc já deve saber então que há uma enorme diferença entre os moradores de rua propriamente ditos, e os drogados, no caso em questão: usuários de crack!
      é claro que nossas politicas publicas são um fiasco, mas tem muitas pessoas envolvidas diretamente no auxilio/assistencia aos desamparados em geral! e que fazem um trabalho humanitário muito bonito mesmo, vc sabe melhor que qualquer um.
      mas tbem sabe, que mesmo que a interferencia não seja das melhores, simplesmente não fazer nada é ainda mais cruel!
      é preciso criar dificuldades para o traficante e tbem para o usuário, nem todos os casos são assim perdidos,dá pra se recuperar algumas pessoas,mas é preciso que eles não tenham por parte do estado/sociedade essa permissividade, essa concordancia com o uso e abuso das drogas! retirá-los dos locais onde se sentem confortaveis pode não ser uma brastemp de ação, mas é melhor que nenhuma! ficar parado é pior do que ter uma titude equivocada!
      abs

      • FelipS disse:

        “ficar parado é pior do que ter uma atitude equivocada.”

        Vixe! Será? Essa frase resumiu muito o âmago da questão.

        Acho que está bem claro que o que foi feito não resolve nada. Passaram o espanador. Bateram o tapete. Enxotaram os mosquitos.

        Mas isso não resolve o problema do pó, do tapete ou do mosquito. Mas nos tira aquela irritação do desagradável conviver, mesmo momentâneo, com aquele ser inoportuno: o ácaro, o fungo, o viciado.

        Mas não daremos voltas como alguns comentaristas aqui que gostam de prestar contas ao Dr. Pasquale.

        Digo: Não acredito que para este caso, da forma como está sendo feita a ação, ficar parado é pior do que fazer algo. Simplesmente porque o mosquito não vai embora. Vai voltar! Vai ser inoportuno em outra freguesia! Pode provocar mais raiva ainda naquela gentesuja, fedidae assquerosa! oPA OPA. Foi mal… Coisa assim… sem querer…

        A ação não só não funciona, como pode piorar a situação daqueles seres perdidos e dos próprios zelitizados do entorno. O Crack não é algo como pixação. Bota os camaradas para correr pra ver se eles se cansam disso. Sabe pq? Pq o Crack não cansa e não dá descanso! Sim, ambos… licença poética aqui por favor!

        Então? O que fazer? Deixa como está?
        Pegar a turma e jogar em uma plataforma da Pietrobrás? Quem sabe uma hora alguem acende o cachimbo errado e explode tudo, né?

        O fato é que não há solução a curto prazo para isso! Repito: Não há solução a curto prazo para esse problema!!!

        Somente uma política de repressão ás drogas, tratamento público e gratuito aos viciados e é claro, melhorar um tal de IDH pois nisso a 6ª economia do mundo vai muito mal….

  40. Mariana disse:

    Meh…. Misturou alhos com bugalhos, deu um gato na lógica e deixou a parte da proposta pra próxima vez…. Ou seja, fez bastante barulho mas nenhuma contribuição.

    E a tradução do latim do brasão do município de São Paulo é “Não sou conduzido, conduzo” e não “não segue, é seguida”. Pode parecer a mesma coisa, mas o correto está na forma ativa, enquanto o do texto do blog está na forma passiva, o que dá outra conotação para a frase.

    Definitely not impressed….

  41. Welington Gaetho Escola disse:

    Asno,

    Você leu, realmente, o post do sr. Sakamoto?

    Cara, onde o blogueiro negou a necessidade de solucionar os problemas enfrentados e/ou causados pela população de rua nas metrópoles brasileiras?

    Definitivamente, isso só pode ser uma grave dificuldade de interpretação de textos!

    E as políticas são higienistas sim. Tendo em vista que não resolvem o problema, apenas o transferem de um lugar para outro. O objetivo das autoridades é fazer uma assepsia nas áreas centrais das cidades e nada mais.

    Esse modelo colocado em prática em São Paulo está sendo copiado do Rio de Janeiro. E se você não sabe, aqui a “limpeza urbana” vem sendo feita, coincidentemente, nas áreas no entorno de onde vão ocorrer os eventos esportivos nos próximos anos, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

    É preciso dizer mais alguma coisa? Agora, mesmo para alguém com suas limitações ficou fácil, não é? Não?

    Há outras opções que só você pode responder:

    a) O sujeito está tirando vantagem econômica da situação.

    b) A pessoa é muito ingênua.

    c) O indivíduo é um sádico.

    d) Está de trollagem no Blog. Não vai com a cara do japa!

    Asno, assume logo seu papel neste blog…

    Internação compulsória? Na opinião de boa parte dos especialistas, na área de saúde mental, psicólogos e psiquiatras, as chances de dar certo são mínimas. Eles são enfáticos em afirmar que é fundamental que a iniciativa de buscar ajuda deva ser das pessoas acometidas pela dependência química.

    Além do mais, qual a estrutura da rede hospitalar de São Paulo ou do Rio de Janeiro para receber todas essas pessoas que vão ser recolhidas das ruas? Qual o projeto de reinserção desses indivíduos na sociedade após o término de seus tratamentos?

    Sem falar na defensoria pública que considera algumas dessas medidas inconstitucionais. Ou você acha também que em nome de um “bem maior” podemos burlar a legislação vigente?

    Veja, a questão aqui não é de criar polêmicas, mas sim de saber qual a real intenção das autoridades. A solução dos problemas devem respeitar as vias legais e dar condições reais para reabilitação desses indivíduos doentes que enfrentam verdadeiros dramas em suas vidas.

    O que me parece é que essas medidas não passam de uma “maquiagem urbanística”, assim que essas pessoas saírem do raio de visão dos governantes estarão entregues à própria sorte…

    Sabe o que é mais lamentável disso tudo? É que muitas pessoas pensam da mesma forma. A miséria humana só as incomoda quando está ao alcance dos seus olhos…

  42. Eu disse:

    Tanto rodeios pra nada.
    Como no título diz: Sem categoria.

  43. Jose Mario HRP disse:

    Um exemplo clássico de como resolver o problema do crack é o da cidade de Baltimore nos EUA.
    A cidade estava inundada pelo crime e o crack, hoje é outra.
    É só procurar as autoridades de lá e pedir dicas!
    Desde já digo uma coisa:
    As crianças apreendidas na Praça não deveriam voltar mais as ruas.
    É dever do estado tratá-las e recuperá-las.
    Tirem o pátrio poder e cumpram seu dever!
    Mas por favor não me venham com eugenia e esse papo de branco fracassado paulistano!

  44. Michel disse:

    Texto excelente!!! A questão não é o que fazer com os drogados e sim pensar no que leva cada vez mais pessoas a se drogarem… Mas aí teríamos que repensar em toda estrutura da nossa sociedade… Teríamos que pensar em absurdos como “igualdade de oportunidades”… Já pensou? Ah! Muito dificil! Disperse todo mundo através de “borrachadas” que tá resolvido! Patético!

    • José Carlos disse:

      Droga sempre existiu. Até nos países de melhor qualidade de vida no mundo está presente. Ricos usam drogas, pobres idem…

      Então não é “igualdade de oportunidades” que acabarão com elas.

      Só não dá para conviver com o “direito” de nóias e traficantes habitarem o centro, afastando o resto da população de lá.

  45. Daniela disse:

    Sakamoto, você é muito bom!

  46. Rodolpho disse:

    - “discursos ufanistas patéticos caindo de velhos” -

    E o seu discurso é novíssimo né Ajinomoto ? Esquerdista caquético !

  47. “Tô sim com dó. Mas não dos dependentes químicos. Muitos menos da população de rua. Tô com dó dos gestores da cidade e de parte dos seus habitantes que compactuam com saídas fáceis para problemas complexos. ”
    Sakamoto, como no parágrafo acima, vc reconhece a complexidade do problema e ele não é apenas complexo para nós, o é para todos e então, não acha que todas as medidas tomadas, mesmo que parecam como vc diz coisas de impacto, visando outros fins (??????). Será que essa não poderia ser uma das medidas que somadas a outras que certamente virão poderão ajudar a minorar esse problema “complexo”?
    Eu ainda não percebi se vc pensa como alguns da fefeleche que acabando com a PM ou limitando as suas ações aos interiores de aquartelamentos a gente aqui na base vai ser mais feliz e mais seguro. Um fato ninguém pode questionar: Somos um estado considerado não endêmico pela ONU de mortes por 100 mil habitantes, somente SP é no Brasil! Não é um orgulho porque o ideal seria zero mas sejamos mais compreensivos com o trabalho árduo dos outros.
    JSilvestre

  48. João Vicente disse:

    Sakamoto, fantástico seu texto. Eu me coloco na sua situação e penso como deve ser difícil tentar escrever textos com este conteúdo para leitores do UOL, que abrem as suas páginas da internet esperançosos de ver mais uma ação “eficaz” da PM contra os “drogados”, “traficantes” e “bandidos” do centro da cidade.
    Seu texto incomoda e isso é ótimo.
    É bom perceber que existem vozes assim na internet (e principalmente divulgando essas ideias na grande mídia).
    Parabéns!

  49. valmir disse:

    bom dia então com todo respeito qual seria a solução para o problema, até agora aó ouvi bla-bla-bla. de todas as partes, iclussive neste blog e em outras com o mesmo dircuso imprdutivo. te pesso desseperadamante meu caro se for capas joga uma luz encima dessa discursão, que é seria e faca cada ves mais vasia baseada apenas em discusor prontos e repetidos tanto de um lado quanto de outro enquianto isso a nossa sociedade esta seno destruida e ai, pense e se for capas por favor me responda se fosse vc governador do estado de são paulo caro jornalista o que vc faria?

  50. Luis Augusto disse:

    Caro Sakamoto,

    tratar esta questão envolvendo tais moradores de rua dedicados às drogas como um suposto conflito entre pobres injustiçados e ricos sacanas e autoridades do mal não elucida o problema e nem envida soluções, ao meu ver.
    Moro no Itaim Bibi e convivo há anos com tais pessoas na porta do meu prédio, e, portanto, com suas fezes, urinas e todo o tipo de dejetos, além da tristeza e depressão que esse convivio quase intimo produz, principalmente nos finais de tarde de domingo.
    Nesses anos todos, já pensei em tantas possíveis soluções para eles, por exemplo, que fossem conduzidos a pequenos sitios ou chácaras onde receberiam cuidados de entes públicos e também de ONGs e voluntarios e pudessem também produzir alimentos, roupas, móveis etc., refiro-me a unidades pequenas e descentralizadas e na grande SP mesmo. Seria algo provisorio, para que pudessem se recompor e seguir a vida adiante.
    Agora, por favor, não destratem aqueles que não mais suportam este convivio próximo involuntário durante anos, pois, como se diz, ninguem merece. Só que tem esta experiencia pode saber do se trata e do sofrimento que impinge, assim, para aqueles que acham que o problema está em nós, realmente, só me resta dizer: Tá com dozinha, leva para casa!

    • emerson pires disse:

      Concordo plenamente com voce.

    • Conviva Involuntário disse:

      Um sitiozinho bem longe do Itaim Bibi… que tal em Itaim Paulista?
      Luis, você sintetizou quase todos os comentários no seu.
      Que pena que o popstar aqui é o Asno…

      Essa tua ideia de um campo de concentração pra drogado vai funcionar melhor se chamarem de sitiozinho, né? Igual aquela… Fundação Para o Bem-Estar do Menor, lembra? Um nome legal separa o errado do certo, essa é a sacada.

      Separar é a solução né? A tua privada de ouro te separa da possibilidade lamentável de convívio íntimo com tuas próprias fezes… Por que terias de conviver com a do outro?

    • Claudia disse:

      Isso já existiu, e infelizmente existe até hoje e é péssimo: chama-se manicômio.

  51. Rafael Melo disse:

    E como sempre, a saída proposta é “dar”. Uma política habitacional que “dê” os imóveis destinados à especulação à população pobre, necessitada ou dependente química. Não. Esta não é a solução. Não se pode criar precedentes como este num país de uma cultura tão malandra, em que ganhar dinheiro de graça do governo é visto como vantagem e algo a ser perpetuado, já que o governo “rouba da gente mesmo”. A população rica, ou classe média, paga para morar melhor, e não paga pouco. O IPTU em São Paulo é um absurdo, e a cada ano q passa, fica ainda pior, tendo em vista a avidez de arrecadação q o pior prefeito q esta cidade já teve – Kassab – possui. Neste ano, quase 7% de aumento. E retorno em serviços públicos, nenhum.
    Concordo q a política é sim higienista, e q não é a solução para o problema. O vício em drogas não é desestimulado ou curado simplesmente com a expulsão dos dependentes de uma área para outra. A política realmente não é adequada. O mesmo ocorre com os dependentes da nicotina, com essa lei xenófoba anti-fumo (aviso, eu não fumo, odeio cigarro, tenho alergia a ele, mas sou totalmente contra a essa lei). Jogou-se a culpa em quem fuma, esquecendo-se que o fumante também é um dependente e precisa de tratamento para tentar se livrar do vício.
    Porém, é certo criar “direitos diferentes” para as pessoas regidas pela mesma lei? Claro q não: quem quer viver em áreas mais nobres, ou mais bem localizadas, tem q pagar pra isso. Existem inúmeras favelas situadas em bairros de classe média e alta na cidade. Pergunta pra quem mora nelas se eles querem sair dessas áreas e viver em favelas em locais distantes ou periferias. Ninguém vai querer, claro. Mas, quem mora nesses bairros desembolsa muito para isto. E não é justo que outros não precisem fazer o mesmo, sob a égide da “pobreza” ou “necessidade”.
    A política a ser feita é a da vara de pescar. É chover no molhado, mas dar dinheiro ou casas também não resolve o problema. Dar, no Brasil, não é solução, é perpetuação do problema, pois temos o povo mais acomodado do mundo. A política eficaz é EMPREGO, trabalho digno, com remuneração decente, para as pessoas terem condições de pagar por moradias melhores. A outra política eficaz é EDUCAÇÃO, para as pessoas terem oportunidades iguais para competir por melhores postos de trabalho, com salários mais altos. E por último, SAÚDE pública de qualidade para todos, incluindo-se aí o tratamento q os dependentes necessitam e, sim, têm direito. O resto é demagogia.

    • Cora disse:

      Pois é, rafael. Devemos criticar tb a especulação imobiliária, fomentada pelo kassab. Pq nos submetemos a isso sem reclamar? Tds temos direito a um ambiente adequado e saudável. Dividir a cidade em regiões adequadas e inadequadas faz surgir distorções q não ajudam na convivência. Cidades pertencem aos seus cidadãos. Tds eles e não apenas alguns.

      A crítica não é apenas à política higienista. Ela é apenas a face visível do descaso do poder público em relação aos cidadãos desta cidade. Ou vc acha justo pagar os preços absurdos dos imóveis do itaim bibi, bairro citado pelo luis augusto aí acima? Acha adequado a permissão de construção de tds os edifícios desse bairro? Já imaginou como ficará a mobilidade neste bairro qdo tds os novos empreendimentos estiverem funcionando? Acha justo q o prefeito queira desalojar td um quarteirão de serviços no mesmo bairro em nome da especulação imobiliária?

      As ações não são isoladas. Faltou e falta política habitacional e planejamento urbano. Claro q em sp td toma proporções absurdas. Mas, essa falta de planejamento urbano é regra no país. A ideia é sempre limpar, expulsar, empurrar pra longe. Até qdo?

      • Rafael Melo disse:

        Claro q existe a especulação imobiliária, q inclusive é fomentada pelo próprio prefeito – o pior q esta cidade já viu. E, evidente, a cidade não é dele, e sim d quem o elege. É inegável q os valores cobrados pelos inúmeros imóveis vagos na cidade são abusivos e não refletem a realidade de um mercado que tem muitas casas vazias a oferecer e pouca gente comprando, e pior, menos gente ainda com capital suficiente para arcar com tais preços. Há uma pressão imensa das construtoras para liberar cada vez mais espaços para que a cidade se verticalize ainda mais – inclusive nos bairros residenciais em que predominam as casas, onde eu moro, por exemplo, já que muitos moradores são sondados por construtoras para venderem seus imóveis, a fim de se erguer mais e mais edifícios. É lógico que esta prática, agora abertamente defendida e incentivada pelo nefasto Kassab, precisa acabar.
        Mas, com ou sem planejamento urbano, com ou sem especulação imobiliária, em qualquer cidade, sempre existirão áreas mais valorizadas q outras, bairros mais “nobres” q outros. E esses redutos sempre serão mais caros q as demais regiões da cidade.
        Logo, a política habitacional correta para a baixa renda não é a de dar casas – invariavelmente construídas em bairros distantes, com pouca infra-estrutura e com cada vez menos qualidade, tendo em vista as últimas notícias sobre imóveis populares entregues recentemente, apresentando defeitos até estruturais. Recaio d novo na questão da justiça: com especulação urbana controlada, IPTU condizente e urbanização bem feita, os bairros nobres continuarão caros para grande parte da população, mais isso não dá direito a essa parcela maior d pessoas a querer viver nesses locais d graça, enqto uma minoria desembolsa horrores para ter o mesmo direito. Não é criando exceções q se constrói um país justo e um povo coletivamente consciente. Uma política de habitação como esta é completamente desnecessária num lugar onde as pessoas têm empregos dignos, com remunerações justas, educação pública de qualidade e saúde pública funcional. Estas são as verdadeiras ferramentas para que todos possam batalhar para chegar a um bairro nobre, de cabeça erguida e sem dever nada a ninguém. Num país onde as condições são igualitárias para todos, destacam-se os melhores, e não se tem a desculpa da exclusão ou da pobreza para se abrir exceções. As políticas q precisam ser implantadas no país precisam levar isso em consideração, logo, elas devem ser políticas sociais.

      • Cora disse:

        rafael, a cidade não é apenas de quem elegeu o nefasto kassab, é de tds os cidadãos.

        pra mim, uma cidade adequada e justa não possui bairro nobre e bairro pobre. possui bairros. tds adequados e q garantam condições de vida adequadas para os moradores. os salários não são absurdamente diferentes. e as pessoas escolhem onde morar por comodidade ou conveniência (bairro mais próximo do local de trabalho, p. ex.). claro q, ainda assim, haveria diferença de valor, mas não seria absurdo como existe hoje em tds as cidades médias/grandes brasileiras.

        não acho adequado q existam redutos (nem de pobreza, nem de nobreza) em cidades. por isso, a febre dos condomínios fechados me assusta um pouco. q tipo de cidade estamos projetando pro futuro? o absurdo é tanto, q cidades de 20 mil habitantes estão sendo invadidas por este tipo de construção. bairros inteiros apenas com condomínios fechados horizontais. um horror!

        as pessoas não recebem simplesmente o imóvel. eles são financiados.

        concordo plenamente com a necessidade de planejamento urbano, remuneração justa (do ponto de vista de quem? os patrões já acham justo. na verdade, muitos acham excessiva), educação e saúde públicas de qualidade… mas não acho q sejam ferramentas pra chegar a bairro nobre. são ferramentas q asseguram qualidade de vida.

        essa revolta em ver pobre morando em bairro nobre deve ser canalizada ao q realmente é revoltante: existirem pobres. na verdade, existirem aqueles muito pobres e aqueles muito ricos. diferenças entre seres humanos sempre existirão. de renda e poder, inclusive. só não precisa ser tão absurda. tão indecente. tão tolerada.

        a minoria aceita e se orgulha de desembolsar horrores, pq assim, sente-se parte da elite q “sustenta esse país”, q pode desembolsar horrores de “cabeça erguida” e “sem dever nada a ninguém”. caramba rafael, isso é muito pequeno burguês, é muita lavagem cerebral. isso td são bobagens q ficam martelando na nossa cabeça pra q a gente se ache especial, merecedor dos privilégios q tem em função da indecente distribuição de riqueza do país.

        a cabeça pode (ou deve) estar erguida por outros motivos e não por sermos explorados por especuladores imobiliários!

  52. Vicente disse:

    É muito mais fácil baixar o cacete do que educar. Politica proibicionista é simplista. Perderam uma boa oportunidade de esclarecimento e sensibilização sobre o que é politica de saude publica. Mas na verdade, o pior é aguentar os analfabetos politicos e sem capacidade crítica, anencefalos e, em sua maioria, papagaios repetidores de teorias que me remetem à idade média. Viva a inquisição dos hipócritas.

  53. Danilo GP disse:

    Nesta mesma região onde habitam os Zumbis existe um problema tão grande quanto o das drogas mas que é efetivamente passível de ser combatido somente com ações da polícia, que é a General Osório.
    Lá sim adiantaria entrar em tudo quanto é muquifo prendendo ladrões (seria insulto à classe decente chamá-los de comerciantes) de moto e carro. São mais de 100 pessoas violentadas todos os dias só na Grande SP (sim, roubar meu carro é me violentar! é violentar minha dignidade e, principalmente, violentar meu direito de ir e vir sem temer por um desgraçado que com um revólver na mão vai levar o que levei anos pra conseguir só para revender as peças lá…na General Osório!).

    Chego à dura conclusão de que no país atualmente há não outro poder além do de repressão, pois aquele que deveria realmente criar alternativas de solução está ocupado demais com falcatruas em prol da própria classe.

  54. Marcos disse:

    Ótimo post.

    Nós, brasileiros, somos um povo palhacinho que se acha ‘amigo’, ‘legal’ e ‘divertido’. Mas agimos como quem tem novo de pessoas. Isso se reflete, desde sempre, em nossas politicas públicas.

    Quando um politico fala em revitalizar, tudo o que ele quer é tirar os seres vivos de lá. É irônico que vita signifique vida. vida, para politicos em geral, é o circulo de amizade$ deles. São Paulo sofre desse mal. Para mim, area revitalizada é area onde há pessoas andando sem se preocuparem. Não onde preto e pobre é olhado com desconfiança.

    Minha opinião: a Cracolândia precisa de uma ação policial para que os viciados sejam tratados. Deixando o vicio, deixarão de cometer delitos. então o foco é reduzir os viciados. Só que essa ação policial só deve tomar lugar quando o pós-ação estiver pronto: (1) onde eles serão tratados? (2) por quanto tempo? (3) quantos profissionais capacitados tratarão essas pessoas? (4) para onde essas pessoas serão encaminhadas após melhorarem? Arranjaremos empregos ou escolas ou vamos joga-las na rua de novo?

    Quando esses 4 itens estão esclarecidos, ai sim podemos botar a policia no local. Obviamente, os 4 itens listados não estão equacionados, embora o alcaide diga que temos leitos para tratá-los. Mas nao dá para confiar em um cara que dá 10 a uma implosão pela metade….

    Portanto, o que está sendo feito na Cracolândia atualmente está errado.

  55. Marco Antonio Lima disse:

    Bom dia à todos os leitores!
    Sabemos que este não é um problema novo, já vem de tempos distantes, só que as drogas eram outras (maconha, cocaina, lóló…) e os usuários tinham mais discrição no uso. Naquele tempo as familias já ensinavam o quanto era perigoso o uso de drogas, do vicio e do que as pessoas faziam para sustentá-lo. Me lembro muito bem de minha mãe “martelando” na minha cabeça quase que diariamente sobre o assunto. Hoje, pouco vemos pais conversando com seus filhos (as) sobre este e outros assuntos do dia a dia. A falta de cominicação entre pais e filhos é a base para o crescimento do uso desenfreado de tantas drogas hoje em dia. A culpa não está no governo ou no traficante e menos ainda do proprio usuário de drogas, se existe um culpado maior esse sim tem nome…. FAMILIA!

  56. Luciana disse:

    Tira da Cracolândia e manda para a USP. Lá pode tudo…

    • Rodolpho disse:

      Boa Luciana ! Talvez lá alguém com “dó” lhes ensine alguma coisa que preste na vida que não seja fumar crack !

      Afinal, lá na USP só tem SAKAMOTOS e SAKAMOTAS de montão !

  57. markyy disse:

    Olá pessoal,

    Realmente o buraco é mais embaixo, a solução não é tão simples, de forma que mesmo com toda a vontade do mundo e recursos necessários, o governo sozinho não conseguirá erradicar essa mazela sem o apoio da população. Quem já acompanhou de perto alguém próximo entrar nessa vida tem outra percepção do que está acontecendo. É muito difícil aceitar e fácil julgar o dependente químico. Porque ele fez isso, suas escolhas erradas, uma vida toda pela frente… Eles tentam abandonar o vício, mas se não dávamos atenção antes, quem diria quando viciado? Talvez a nossa competitividade desenfreada e a vontade de ser “bem sucedido” nos torne mais frios e “humanistas da boca pra fora”, afinal de contas ninguém ajudou a gente não é? provavelmente tivemos as mesmas oportunidades que muitos deles então “cada um com seus problemas”, lembrem-se que o perigo mora ao lado, cada um manifesta suas frustrações de formas diferentes, o que nos difere deles é que por algumas razões não chegamos a esse ponto. Como alguns já comentaram: “sempre haverá culpados”, talvez dependendo do ponto de vistas todos somos culpados e inocentes. Somente procurar culpados por fim acaba inibindo algumas iniciativas. Não estou dizendo para “levar pra casa”, mas pelo menos aceitá-los como dependentes químicos que são, como humanos que são e não como “zumbis do resident evil”. Normalmente vemos apenas as coisas ruins como o bando que tenta nos assaltar, os mendingos a céu aberto que passam fedendo ao nosso lado e esquecemos que há pais, filhos, amigos de alguém, parentes de alguém.
    Obs: Não sou viciado e graças a Deus nunca tive um parente próximo com tal dependência química, mas tive um amigo de infância que ao vê-lo nesse estado fingia que não o conhecia ou atravessava a rua, um dia ele chegou de surpresa e me cumprimentou e relembrou algumas coisas boas que passamos quando crianças e com uma lucidez estranha narrou sua trajetória com as drogas e que chegou a experimentar o crack numa festa depois que uma linda garota os haviam apresentado e que por isso achou que teria auto-controle e se sentiu confortável naquele “ambiente”, dias depois já estava nas “biqueiras” dando início a um ciclo sem volta. O que me chamou a atenção foi quando perguntei porque ele não tentava buscar ajuda e ele disse: “Em raros momentos de sobriedade tentava ir pra casa, mas minha família me criticava e tinha nojo de mim, assim como meus amigos, assim como você quando atravessava a rua quando me via”

  58. jorjão disse:

    Preclaros!!!
    Todos nascem iguais e tornam-se desiguais. O sistema sempre existiu, e embora oriundos de família muito humilde, de residir no extremo leste da periferia de SAMPA, fomos educados e orientados a tentar melhorar de vida. Como? Estudando e trabalhando. Continuamos a levar uma vida humilde, mas boa, e sabem porque? Porque optamos por trabalhar e à partir daí, conseguirmos o que queríamos. E o conseguimos.
    Por isso, NÃO me sinto culpado, não sinto nenhum remorso quando infelizmente vejo aquele ambiente. Sim, embora humilde, costumamos ajudar àqueles que querem e merecem.
    Portanto, “tá com dó, leva prá casa”!!!

  59. ANA disse:

    “Reacionários vociferando abobrinhas saem babando, querendo morder o blogueiro…”

    Perfeito. É isso mesmo. Ladridos e baba reacionária

    • emerson pires disse:

      vejam só quem esta babando para defender o blogueiro. Ao invés de debater, reage ferozmente contra os reacionários que não concordam com estas idéias utópias e bonitinhas.
      Vem ca, o problema é sério, levantar a bola é muito fácil, criticar é fácil, mas propor soluções que é bom… nada… antes de reclamar e babar, propoe alguma alternativa.
      E na ausência de idéias…. ta com peninha??? leva pra sua casinha!

      • Cora disse:

        Emerson, a solução é política. Política habitacional, de saúde (e planejamento familiar), educacional e de inclusão social. Já foi dito pela Maria Ferreira aí pra cima (acrescentei planejamento familiar).

        Acrescento ainda, abandonar o falso moralismo e abordar as substâncias entorpecentes sob outra perspectiva. Como disse acima, é impossível nos livrarmos delas. Temos então q minimizar seus danos, q são de saúde pública.

        Campanhas de esclarecimento, p. ex, já passaram da hora de existir. Abordar o assunto nas escolas sem preconceitos e moralismos, tb. Os motivos q levam uma pessoa a usar drogas são inúmeros e muito diferentes, assim, informar e informar. Sempre. Não vejo muito como poderia ser diferente.

        O q vc procura, uma solução rápida e de aplicação imediata, não existe. É um processo, q deve ser iniciado em suas várias frentes. Por isso a crítica à política higienista. Qdo q remover os viciados vai resolver o problema deste e de outros q estarão consumindo drogas amanhã? O sakamoto, em sua crítica, deixou isso claro, pelo menos pra mim.

        Discurso reacionário não resolve mesmo. É o discurso q usamos desde sempre e vemos aí quais são os resultados.

      • JOSE MARIO HRP! disse:

        Tem gente que é como o samba de uma nota só, fala sempre a mesma coisa( e chata), a Cora é bem assim, enfadonha!

      • Cora disse:

        É engraçado vc se queixar de q falo sempre a mesma coisa. Vc ainda está no meu pé! Caramba, Jose Mario, qdo q vc vai superar isso? Enfado é o q vc tá provocando em mim, isso sim!

        Sabe aquela história de q homens superam suas diferenças rapidamente, batem boca, brigam feio e depois tomam uma cerveja juntos? Isso vale apenas entre homens? Ou é um mito? Não q eu queira beber uma cerveja com vc, heim! Já quis resolver essa quizumba, mas vc prefere ficar remoendo uma história ad infinitum… q seja! Mas, diz aê, vc pretende, algum dia, parar de choramingar pelos cantos?

        E sou eu a sambista! Pelo menos estou em boa companhia. Uma só nota pode ser mais do q suficiente.

        http://www.youtube.com/watch?v=XMQNMRJn-Eo

        Larga do meu pé, chulé! Vê se me erra! Lembra?

  60. E.Silva disse:

    Incrível; as pessoas gostam de viver no capitalismo,mas ao mesmo tempo vivem clamando pelo socialismo:
    O governo tem que aturar o meu vício,e depois se eu me der mal,tem que me tratar.

    A minha proposta para acabar com as cracolândias do mundo todo é desenvolver conjuntamente com outros países,uma tecnologia capaz de extinguir da face da terra essa maldita planta chamada coca.

    • ivanildo disse:

      Pois é, a gente consegue extinguir tanta coisa, tanto bichinho fofinho, sapinho, macaquinho, mas essa planta ainda não deu. Se bem que não tem jeito. quando o cara quer se drogar ele sempre arranja uma maneira. Vai só abrir mercado para outras drogas.

    • Cora disse:

      já q não conseguimos extinguir essa maldita planta, pq não eliminarmos as pessoas, não é mesmo? acho q essa será sua próxima sugestão.

      e eu não sabia q políticas de saúde pública e campanhas de esclarecimento são exclusivos do socialismo. vivendo e aprendendo!

  61. Joana disse:

    Sou capaz de apostar que se alguém for lá e oferecer a qualquer um deles um emprego digno, nenhum vai aceitar. É mais fácil ficar ali sem fazer nada o dia inteiro, se drogando, do que ir á luta!

  62. Lucas disse:

    Sakamoto, como comediante você é um ótimo…. militante Petista.

  63. gilberto disse:

    Não acho pertinente comparar a situação das pessoas da Cracolândia aos moradores de rua, sem-teto e mendigos. É coisa completamente diferente. Enquanto a sociedade e os “progressistas” passarem a mão na cabeça de drogados e acharem normal “puxar um fuminho” ou “dar um cheiradinha”, a coisa não terá solução. O impasse na questão das drogas vem exatamente deste fato, que gera uma completa ausência na parte principal do problema: campanhas educativas de prevenção. Sim, dizer que QUALQUER droga é uma maldição e clamar isso aos quatro ventos, em qualquer escola do Brasil. Sem prevenção, o número de usuários só vai aumentar, isso é claro. E já que o jornalista critica mas não gosta de apontar soluções e acha uma coisa abominável retirar essas “pobres pessoas” da imediação de museus e centros de cultura frequentados pela burguesia (não foi dito mas fica sempre implícito), então vá dar uma volta à pé, sozinho, às 22:30h por aquelas ruas cheias de gente pobre mas honesta. Será uma experiência interessantíssima.

    • marilu disse:

      Gilberto, bom dia!

      tentar vender pro leitor que as zelite perversa, tá enxotando os pobres da rua é tão feio quanto né não? não se pode deixar com está a vida toda! tem que criar dificuldades mesmo, desmanchar a casinha, chutar o pau da barraca, e nem vem com essa de que eu sou culpada, eu não quero ver gente pobre/feia/malacafenta perto de mim, pq é mentiraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
      o que a gente não que mesmo, é gente drogada/vadia/criminosa nos cerceando a liberdade, o direito ao lazer e etc e tal!
      só quem já foi assaltada por noiado com canivete sabe o quanto eles são meigos e lindos!!!!!!!!!!!!!!!
      e se por essas e outras eu vou pro inferno, então tá, simbora pro inferno!rsrsrsrrs
      abs

    • Alex disse:

      “Não acho pertinente comparar a situação das pessoas da Cracolândia aos moradores de rua, sem-teto e mendigos.É coisa completamente diferente.”

      Ok,estamos esteriotipando,então vamos lá,não acho pertinente comparar a situação dos drogados com a situção dos mendigos,é completamente diferente porque..ahn…porque é diferente mesmo?ah é…

      “Enquanto a sociedade e os “progressistas” passarem a mão na cabeça de drogados e acharem normal “puxar um fuminho” ou “dar um cheiradinha”, a coisa não terá solução.”

      Ah..claro ,porque o sociedade incentiva tanto esse comportamento que os “drogados” são excluidos da sociedade porque…é…porque mesmo?

      ” O impasse na questão das drogas vem exatamente deste fato, que gera uma completa ausência na parte principal do problema: campanhas educativas de prevenção. Sim, dizer que QUALQUER droga é uma maldição e clamar isso aos quatro ventos, em qualquer escola do Brasil.”

      Sim,claro,e ignorar completamente todos os estudos acerca dos malefícios de cada droga,ignorar que álcool é quase tão maléfico quanto heroína,e que a maconha está em níveis de dano pro organismo bem abaixo do álcool e do tabaco

      “Sem prevenção, o número de usuários só vai aumentar, isso é claro. ”

      Em base no quê você diz isso?experiências passadas?mesmo com toda essa política proibicionista o número de usuarios só vem aumentando.

      “E já que o jornalista critica mas não gosta de apontar soluções e acha uma coisa abominável retirar essas “pobres pessoas” da imediação de museus e centros de cultura frequentados pela burguesia (não foi dito mas fica sempre implícito), então vá dar uma volta à pé, sozinho, às 22:30h por aquelas ruas cheias de gente pobre mas honesta. Será uma experiência interessantíssima.”

      Esta ultima é uma falácia,desculpe.

      • gilberto disse:

        Prezado Alex.

        1- Se você não sabe a diferença entre um mendigo e um drogado, não deveria estar dando palpite aqui.
        2- Drogados não são “excluídos da sociedade”. Quem está na Cracolândia não é a classe A e B+ que usa drogas a granel como se fosse a coisa mais normal do mundo. Os drogados estão muito bem incluídos socialmente, obrigado. Com exceção dos pobres porque são pobres, claro.
        3- Ninguém ignora os perigos do álcool, ou você mora na lua? Campanhas contra seu abuso são veiculadas a todo momento. Mas é comprovado cientificamente que o problema do álcool é a quantidade – em doses pequenas é até benéfico à saúde. Sobre maconha, basta assistir a um vídeo em defesa de sua liberação para ver indivíduos com raciocínio lento e dificuldade de se expressar. Continue fumando que seu futuro será lindo.
        4- Política proibicionista é diferente de educação preventiva. Há uns 30 anos atrás o tráfico não tinha essa força toda pois havia menos usuários. Aprendia-se em casa e na escola que usar drogas é uma roubada e só leva a problemas. Isso hoje não é feito mais, a sociedade abona seu uso e o número de usuários se multiplica.
        5- O que eu disse não é uma falácia por não ser argumentativo. Simplesmente sugeri uma experiência real. Se o blogueiro testou as faixas de pedestres, poderia testar a sua tese de que na Cracolândia temos apenas pessoas pobres e honestas. E que é totalmente seguro frequentar a Sala São Paulo, por exemplo, à noite.

    • Alex disse:

      1- Se você não sabe a diferença entre um mendigo e um drogado, não deveria estar dando palpite aqui.
      2- Drogados não são “excluídos da sociedade”. Quem está na Cracolândia não é a classe A e B+ que usa drogas a granel como se fosse a coisa mais normal do mundo. Os drogados estão muito bem incluídos socialmente, obrigado. Com exceção dos pobres porque são pobres, claro.

      Bom,estamos falando de certos drogados,aqueles drogados pobres que residem a região da cracolândia,eventualmente sem-tetos e em situação de rua,NESTE caso não entendo porque não é pertinente a comparação entre as situações,acredito que seu argumento esteja baseado no seguinte trecho:

      “Revitalizar têm sido construir museus e praças e mandar o lixo humano para longe. Não apenas expulsando dependentes, mas também a população pobre que habita a região e que não cabe nos planos do governo.”

      Ele compara os dois grupos apenas para apresentar a definição do estado de revitalizar, o que é completamente pertinente já que o início do parágrafo é:”Detesto o verbo “revitalizar”” assim ele apenas justifica a própria afirmação.

      3- Ninguém ignora os perigos do álcool, ou você mora na lua? Campanhas contra seu abuso são veiculadas a todo momento. Mas é comprovado cientificamente que o problema do álcool é a quantidade – em doses pequenas é até benéfico à saúde. Sobre maconha, basta assistir a um vídeo em defesa de sua liberação para ver indivíduos com raciocínio lento e dificuldade de se expressar. Continue fumando que seu futuro será lindo.

      Vou ignorar o preconceito de sua parte por afirmar que eu fumo maconha só porque apresentei o fato de que existem classificações para as drogas de acordo com o malefício que elas causam,e que todas as drogas não deveriam ser postas em pé de igualdade, ok?

      sobre a parte de que “basta assistir a um vídeo em defesa de sua liberação para ver indivíduos com raciocínio lento e dificuldade de se expressar”
      aqui estão alguns videos que provam o contrário:
      http://youtu.be/xe90LjE04o8
      http://youtu.be/xfWxk7AjKjY
      http://youtu.be/n-EgAJ8C0yM
      http://youtu.be/y_tQZQZJqyM
      http://youtu.be/ScZtPHOWOE4

      Acabaram os caracteres possíveis,se ainda não for suficiente respondo posteriormente.Abraços

  64. Fernando disse:

    Bom dia, Sakamoto !

    Gente parda, fedida, drogada e prostituida ? Os termos “pardo” e “fedida” escaparam ? Foi mais forte que você ? Era preciso classificar a cor da pele das pessoas para se referir a elas ? Será que vc escreveria “essa gente branca, fedida, drogada e prostituída ?

    Abraços e reflexões

  65. emerson pires disse:

    Bem, na falta de qualquer proposta de solução por parte do blogueiro apontador de problemas óbvios que gosta de confete e não tolera criticas, fica a minha sugestão:
    Ta com dozinha?? Leva para sua casa!

    • Cora disse:

      putz, emerson, de novo? concluo q vc concorda com as ações propostas pelo poder público atualmente. é isso? vc acha q estamos no caminha certo no combate ao uso de substâncias entorpecentes e no trato com os dependentes, principalmente os q abandonam a casa (qdo a tinham, obviamente) e passam a viver na rua?

  66. RODOLFO disse:

    Me desculpe a todos , mais sou (Pai), e não consigo entender, meu filho de 12 anos é e sera educado , como krak, maconha, e outars drogas , é prejudicial, é ruim, estraga familia, etc..etc. etc. e vejo tb observo que a educação q/ estou dando esta sendo adquirida, não acredito q/ o traficante venha ate meu filho e obrigue (ele ) a esperimentar, então acredito piamente q/ a educação venha dos pais.
    __Alem do mais meu filho ja esta avisado, caso acontesa, a responsabilidade é toda dele , eu trabalho 14 hs/ por dia pra dar lhe um futuro melhor , se pisar na bola, comigo e minha esposa, ja sabe o que vai aconteser, não posso deixar nas mãos de (professores) a educação do meu filho, sou eu e minha esposa q/ devemos cuidar ,orientar encinar, amar.Mais digo , pisou na bola, e se eu desconfiar, (1ª primeiro) me certifico, 2ª se de fato aconteseu, conversaremos , se não for aceito por ele,,,, a coisa vai pegar pro lado dele,,, primeiro vai tomar um casete q/ nunca mais vai esqueser, depois da pisa, levo e entrego a um delegado e mando prender em um CCR . com o mesmo amor que tenho e dou, ate o final da minha vida , sou totalmente capas, de entregalo de punilo. quanto a limpesa da cracolandia ,,, faltou uma coisa só,,,,,, falta de amor na familia, falta de reprimir com castigos na hora de reprimir e não ter feito q/ não vio, faltou coragen de (Pai e Mae)

  67. Josué Antunes disse:

    Interessante pensar sob quais adminstrações Estaduais e Municipais o consumo de Crack e Cocaína cresceram em São Paulo. Enquanto o Crack era problema de “pobre”, ninguém fazia conta. Agora, com as novas situações – consumo de drogas por parte da classe média, especulação imobiliária e eleições municipais à vista, Copa, “temos que dar uma solução”. Jogar os craqueiros numa ilha é uma solução, como também jogar lá os donos de porsche (“pessoas de bem”). E ouvir que São Paulo é a “locomotiva do país”. Aliás, é: lenta, pesada, feia e poluente. E com os eleitores e adminstradores que tem.

  68. Luca disse:

    Ah, vá…! Respeito ao indivíduo, ao ser-humano?Craquero é gente desde quando?É VAGABUNDO! A polícia é que ta aí pra isso! Desce a porrada, mete o cacete: o sistema de saúde não precisa desse tipo de investimento ou matéria prima! A minha parte eu quero em menos imposto aqui na Vila Madá (“Cervejolândia”, de origem Sérvia, claro) e Higienópolis (Limpinholândia, de origem nazista, é óbvio). Quero tratamento diferenciado, isso sim!

  69. barrabas disse:

    o governo deveria criar um gueto escolher uma area que ja nao prestasse para nada. sugestao itaquera! e levar para la tudo que nao vale nada como igrejas cracolandia, todos os curintianos, o sakamerdha etc. cercar a area com arame e minar o campo em torno do gueto, a policia podia colaborar distribuindo gratuitamene toda a droga que for apreendida para a populaçao local

  70. André Trindade disse:

    “ostaria de lembrar que criticar uma política higienista serve para que o poder público respeite os direitos individuais e dê soluções reais aos problemas e não apenas espalhe-os para que sumam da vista dos mais endinheirados.”

    vc foi brilhante nesse texto, sobretudo no trecho acima. Parabéns!

  71. Francesco Andrade disse:

    Sempre ouvimos dos sabe-tudo de plantão que tudo que o governante-alvo faz está sempre errado, beneficie ou não a terceiros, isto se repete sempre em todas as esferas, municipal, estadual e federal e sabemos que aqueles que denominamos “governantes” não estão nem aí para o que pensamos pois cumprem com seus “programas” que são definidos por partidos e que visam beneficiar os que os patrocinaram. Fica de lado a competência, pois não é este o caso, sabemos que eles não tem mesmo. Neste caso especificamente todos criticam se é feito ou não alguma coisa, “a jogada é outra”…trata-se de ano de “eleição” então vamos ouvir os opositores criticarem e bastante tudo o que for feito, mas seja lá quem for que governe, os resultados serão sempre o mesmo= corrupção e embromação! Se o PT resolvesse alguma coisa, teria a muito tempo resolvido este problema…mas, eles são os maiores responsáveis por esta ocupação e deterioração do centro de São Paulo, viu Saka? são os salvadores da pátria…

  72. Sábio disse:

    Mais um post péssimo, de quem só sabe reclamar e nunca apresentar soluções concretas.

  73. Leandro disse:

    Eduque.. governo preciso primeiro educar, agora é tapar o sol com a peneira.. não dá pra tratar todos os usuário de crack que uma só vez.

    Dê informações para seus/nossos filhos, dê perspectivas, dê informção e diminuirá as chances de um dia ele entrar para o mundo das drogas.

    A sociedade tem um papel fundamental na ajuda desses doentes, mas nós pais somos os mais responsáveis!

  74. ivanildo disse:

    Realmente, a “solução” apresentada pela prefeitura não vai resolver nada.
    Mas que você é chato, isso é. E vê se muda essa fotinho com ar blazè do blog, fingindo que é o dalai-lama. Olha pra frente na foto, pelo menos.

  75. José das Couves disse:

    Esquerdista de meia-pataca!!! Vai fazer cafuné na carequinha do Fidel e do Hugo Chavez que vc ganha mais!!!!

  76. Humberto Vieira disse:

    Caro Sakamoto: como considero suas crônicas imperdíveis, costumo repassá-las. Parabéns!

  77. “Para os demais, gostaria de lembrar que criticar uma política higienista serve para que o poder público respeite os direitos individuais e dê soluções reais aos problemas e não apenas espalhe-os para que sumam da vista dos mais endinheirados”.

    “Política higienista” é uma expressão muito rasteira.
    Ela é usada quando não se concorda com determinada política urbana. Acaba sendo um sinônimo para política nazista ou fascista. O problema desse lugar comum é que ele vulgariza o debate. Quando se diz “isso é higienismo” o que se está de fato dizendo é: “la-la-la-lá, eu não estou te ouvindo, la-la-la-lá, você é higienista, la-la-la-lá, eu não estou te ouvindo”.

    Quer ver como seu post foi superficial?
    Você falou como se soubesse qual a “solução real” para o problema.
    Se sabe, sua obrigação de cidadão é dizer qual é.

    Quanto a tirar essas pessoas da vista dos endinheirados, posso redarguir que não são só os endinheirados que não gostam de ver uma cracolândia. Por sinal, no seguinte link ( http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/1030086-nao-temos-para-onde-ir-diz-viciado-expulso-da-cracolandia.shtml) há depoimentos de moradores da região (que não têm cara de endinheirados) que se mostraram satisfeitos com a ação.

    Olhando a questão sob o enfoque da saúde pública, não vejo como a manutenção da cracolândia possa ser benéfica para os usuários.

    E do ponto de vista social, creio que não é possível afirmar que a invisibilidade dessas pessoas se deve ao fim da cracolândia. Mesmo lá elas já eram párias.

    Não vou lançar sobre você o previsível “leva pra casa”.
    Proponho, sim, uma singela reflexão: Considere que seu filho (de 11 anos) deve percorrer, a pé, um trecho do ponto A ao ponto D de uma cidade. Considere, ainda, que existem dois caminhos possíveis: 1) Passando por B, uma pacata praça arborizada, e 2) Passando por C, uma enorme cracolândia. Seu filho lhe pergunta: “Pai, que caminho eu faço?” O que você responde? Você diz pra ele evitar passar pelo meio da cracolândia? La-la-la-lá, você é higienista!!

    • ivanildo disse:

      Muito bom esse comentário. Com a palavra, o Sr. Leonardo “Dalai-Lama” Sakamoto.

    • Francisco Santarosa disse:

      Doutor Teixeira Duarte, acho que vc, assim como algumas outras pessoas aqui, não entendeu bem o texto do Sakamoto. Alguém aqui sugeriu em manter a cracolândia? Eu não li isto em lugar nenhum. Como já disse em outro comentário, o que se espera é uma política efetiva de solução do problema e não uma limpeza de aparêcia. Pode ter certeza que idéia todos nós temos. Por que vcs raivosos acham que não? Considerar que este é um problema de saúde pública e não de polícia é uma solução para o problema e não apenas um discurso. A partir do momento que um governo da cidade de São Paulo pensar que este é um problema de saúde pública as soluções práticas para a situação da cracolândia serão mais palpáveis e efetivas. Não estamos aqui apenas discursando. Estamos expondo idéias que acreditamos que podem ter real efeito nas ações de um determinado governo, assim como a idéia da destinação dos imóveis desocupados para moradia e não para especulação imobiliária.

      • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto
        Olá! Caro Francisco Santarosa, veja: A ideia de Função Social da propriedade trazida pelo novo CC, não implica em EXPROPRIAÇÃO PÚBLICA ou PRIVADA dos direitos da TITULARIDADE. O motivo da necessidade de juristas em um plano mais amplo e arrojado é fundamental para o sucesso dessa empreitada. O acréscimo do termo à moradia fruto da EC 25 ou EC 26 feito ao artº 6º da CF/88, dá base para consolidar a lei 9.514/97, conhecida como alienação fiduciária e que estava e está sendo contestada por possível INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL ou TOTAL. Portanto, o direito à moradia deve ser entendido com restrição e não como licença para EXPROPRIAÇÃO. Por sinal, esse é o questionamento sobre a lei 9.514/97, e que também, faço coro pela INCONSTITUCIONALIDADE da mesma, pela previsão de EXPROPRIAÇÃO PRIVADA do BEM imóvel por ato administrativo do Registro. O que igualmente é INCONSTITUCIONAL. Entretanto, como isso interessa aos BANCOS e Bolsas financeiras, a BRIGA será LONGA. Vale ressaltar que o que QUEBROU o sistema no mundo tem sua ORIGEM exatamente nesse TEMA quando ampliado em conexão com os mercados abertos e descontrolados. Essa ideia de TOMA dos ricos e dá para os POBRES não funciona. Precisa uma elaboração mais INTELIGENTE. E essa elaboração é BURRA! A BOLHA num desacerto economico-financeiro começa por aí! OPINIÃO!

  78. Nádia Rocha disse:

    A Família é a base de TUDO, PORÉM ONDE ESTÃO AS FAMÍLIA???
    Nem casar os casais querem mais.
    E quando vem um filho, hoje em dia, nem um nem o outro quer amar, se dedicar, educar, sustentar.

    Então, viram o que viram, … pessoas sem lar, sem amor e acham nas drogas algum “MOMENTO DE PRAZER EM VIVER”.

    O governo deve FAZER LARES, onde estas pessoas abandonadas pelas famílias
    - seja lá qual for o motivo –
    sintam-se a vontade para participar de uma comunidade
    que lhes dê,
    que lhes ofereça,
    que lhes mostre,
    que lhes motive
    a algo além das drogas.
    Todo ser HUMANO se interessa por alguma coisa, gosta de fazer algo peculiar, seu, que lhes dê prazer e dedicação, ( um artesanato, escrever, um exercício, um jogo, uma estória… enfim), há tanta coisa para oferecer…
    Governo faça lares montados com os seres humanos sem lares. E mostre que há amor onde há dedicação, atenção, compreensão e doação.

  79. ALN0916 disse:

    Da-lhe Sakamoto!

  80. Edilson Marques de Gouvêa disse:

    Não se iludam. A incompetência dos nossos representantes sugere que não conseguirão sanar este problema, suas ações não são críveis. O poder paralelo é soberano.

  81. Huerlen disse:

    A velha tática comunista de apostar no caos para ter alguma chance de chegar ao poder e receber algumas migalhas posteriomente.

    Pra quem ja viu comunas comemorando a crise capitalista na Europa assim como eu ,sabe do que eu estou falando!

    Ass:Huerlen M ”Ex militante de esquerda”

  82. antunes disse:

    lembro do blogueiro fum ando um bansa na prestigiosa puc….

  83. Pedro disse:

    Solução mais barata para isso é abrir uma vala e fuzilar todos,e colocarem todos la em pé,e se der para aproveitar algum orgão,utiliza-se como transplante,sai mais barato que gastar dinheiro publico em tratamento,debates sociais,que comentarios politicos não resolvem nada.

  84. Ismael Pereira disse:

    A grande verdade é que o Brasil é absolutamente imbatível no quesito “soluções paleativas”. Aqui, não existem programas preventivos, somente corretivos. E isso podemos estender a praticamente qualquer área da administração pública nacional, estadual, ou municipal.
    Veja só o que está acontecendo em vários estados com relação às chuvas. Será que ninguém do poder público imagina que pode chover nesta época do ano suficientemente a ponto de causar alagamentos, inundações e toda a sorte de desastre natural?? Mas não, continuamos agindo somente depois que as coisas aconteceram. fico pensando, será que o fato de ser mais fácil o desvio de dinheiro destinado a essa catástrofes é que transforma esses problemas recorrentes? Olha, numa dessas pode ser que sim…
    A mesma coisa da Cracolândia: bater em usuário e prender traficante de rua é fácil. Agora, prender os grandes traficantes, aqueles que fazem reamente esse negócio funcionar, por que é tão difícil prendê-los? E os que são presos, por que é tão difícil tirar seus poderes e privilégios, mesmo estando dentro da cadeia? Será que se acontecesse isso pessoas poderiam ter seus rendimentos mensais diminuídos? Olha, numa dessas pode ser que sim…
    Enfim, esses problemas não são de agora, e continuarão perdurando por bastante tempo, uma vez que os que deixaram que a situação chegasse a esse ponto continuam no poder, e prá que mexer no que está funcionando né?
    Como diria o “Away de Niterói”, FIM DE PAPO NESTA P*****….

  85. Rogerio disse:

    Sinceramente foram eles que escolheram viver ali!!!!

    Ninguém os obrigou a usar drogas, traficar, roubar e se prostituir, se o fazem é porque assim desejam!!!!

    Tem que ser feita uma limpeza mesmo, tirar esses vagabundos de lá, e de todos os lugares em que incomodem!!!

    Ninguém se lembra dos moradores da região o que sofrem né???

    Disso o blogueiro não fala, e muitos hipócritas aqui tb não, acho que a frase é bem aplicada e sem hironia, TÁ COM DÓ LEVA PRA CASA!!!

    E NÃO ME VENHAM FALAR EM VÍCIO, PORQUE ISSO É RIDÍCULO!!!!

    O cara começou porque quiz, não era viciado então se hj é (coisa que não acredito) o problema é deles!!!!!

    Sinceramente o governo gastar dinheiro com uma “reabilitação” é brincadeira de mal gosto, tanta coisa a ser feita para as pessoas que trabalham produzem e pagam seus impostas, e ter que gastar dinheiro com esse bando de vagabundo que não tem o que fazer, e estão lá por opção prórpia

  86. Rogerio disse:

    Sinceramente foram eles que escolheram viver ali!!!!

    Ninguém os obrigou a usar drogas, traficar, roubar e se prostituir, se o fazem é porque assim desejam!!!!

    Tem que ser feita uma limpeza mesmo, tirar esses vagabundos de lá, e de todos os lugares em que incomodem!!!

    Ninguém se lembra dos moradores da região o que sofrem né???

    Disso o blogueiro não fala, e muitos hipócritas aqui tb não, acho que a frase é bem aplicada e sem hironia, TÁ COM DÓ LEVA PRA CASA!!!

    E NÃO ME VENHAM FALAR EM VÍCIO, PORQUE ISSO É RIDÍCULO!!!!

    O cara começou porque quiz, não era viciado então se hj é (coisa que não acredito) o problema é deles!!!!!

    Sinceramente o governo gastar dinheiro com uma “reabilitação” é brincadeira de mal gosto, tanta coisa a ser feita para as pessoas que trabalham produzem e pagam seus impostas, e ter que gastar dinheiro com esse bando de vagabundo que não tem o que fazer, e estão lá por opção prórpia É UM ABSURDO

  87. Karem disse:

    Experimente ligar para a prefeitura e dizer que é um usuário de crack e quer tratamento e internação gratuitos. Eles não tem. Portanto não existe projeto nenhum de saúde pública para drogas. Todo esse processo na “cracolândia” é só para tirar da vista, e “limpar” o centro de SP para a copa. Se liga pessoal

  88. Marco Antonio disse:

    Vamos começar a investir mais em Educação, na esteira de países como China e Coreia do Sul. Dos países emergentes, o Brasil ainda continua no fim da tabela, mesmo tendo potencial.

    Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apontam que nos Estados Unidos a taxa de matrícula no ensino superior é de 90%. O índice brasileiro (20%) equivale à metade dos índices de Chile, Venezuela e Uruguai. Estamos ficando pra trás inclusive em relação a países menos emergentes.

    Mais um exemplo de que o Brasil, mesmo aumentando os investimentos em educação, continua atrás de países emergentes como nós: “Brasil melhora em avaliação internacional, mas continua um dos piores do mundo. Entre 2003 e 2006, a média geral brasileira havia crescido apenas um ponto. Em leitura, havia caído 10, e permanecido estável em ciências. Apenas matemática havia crescido. Nesta edição, o Brasil conseguiu superar, na América Latina, Colômbia e Argentina, mas ainda está atrás do Chile, Uruguai e México”. E ainda está atrás de Azerbaijão, Trinidad e Tobago e Kazaquistão. E muito atrás de Índia, Coreia do Sul e China.

    Um país que investe em educação, seja pública ou privada, em qualquer nível, tende a minimizar consideravelmente seus problemas. A solução está aí: educação de qualidade.

  89. Márcio disse:

    na periferia vai lotar de nóias agora

  90. Luis disse:

    Que os levem à força para tratamento ou prisão por crimes (já) cometidos. E que levem à justiça os que eram responsáveis legais por esses hoje usuários, moradores de rua, semi-traficantes, etc. Ninguem entra nessa porque quer ou por que viu num filme do Charles Bronson. Na hora de regular conteudo de TV, todo mundo lembra da autoridade de de pai e mãe. Na hora de combater uma praga como o crack, sobra só pro Estado.

    À Igreja, que muitos torcem o nariz, ninguem nem cita, nem ajuda, nem agradece, e a ajuda deles não é muita, mas eles (sejam de que movimento ou credo forem) pelo menos saem da inercia, de mansinho mas fazem. E são mais “gente como a gente” do que esses picaretas da politica, e dessa gente que vive de alimentar atraves desses mesmos picaretas.

    Que limpem sim a Cracolandia, que garantam a extensão da limpeza, e que tenham planejadas ações preventivas eficazes para evitar a volta do crescimento dessa praga. Eles podem fazer isso, em termos de volume, numerário e respaldo legal. E não é paliativo, embora pareça. É apenas o começo de uma ação maior futura. Se essa pequena ação não der, que planejem outra. Não é a primeira tentativa nem será a ultima. Eu já faço muito doando para instituições de caridade, correndo risco andando na cidade (para TRABALHAR e encher o meu bolso e de outras centenas, inclusive aqueles picaretas), e denunciando badernas para o 181.

    (Pensando alto: Pena que o oxi virou lenda. Mas ja já colocam algum produto de limpeza para “render” a porcaria, e ‘overdosar’ os que não querem melhorar e ficam atrapalhando conscientemente os de boa alma).

  91. Márcio disse:

    Só que na periferia a “higienização” acontece de forma um “pouco” diferente…

  92. Luis disse:

    Quem, deles na cracolandia, que não cooperar, azar. Logo comete crime, e aí não vai ter moleza, e na cadeia vai optar por se enforcar. Pois lá não terão tudo “do bom e do melhor” para usar.

  93. Washington disse:

    “Melhor tirar da vista do que aceitar que, se há pessoas que querem ocupar o espaço público por algum motivo, elas têm direito a isso. A cidade também é delas, por mais que doa ao senso estético ou moral de alguém.” Adoro seus textos; acredito que entendo suas ironias. Mas, falando diretamente: o espaço público é, essencialmetne, público; não pode ser ocupado por um ou por um grupo, em prejuízo dos demais. O espaço público também é meu, e eu não posso usá-lo porque está tomado por um ou por um grupo – ao qual não pertenço. De resto, concordo com o que você escreveu.

  94. Luiz Cruz disse:

    Concordo com parte daquilo que o blogueiro escreveu. De nada adianta varrer aquelas pessoas do centro de São Paulo sem que se tenha uma política que humanize a vida daquelas pessoas. Porém, não concordo com a comparação daquelas pessoas com os pobres.
    A polícia está retirando do centro, drogados e traficantes, pessoas que constantemente praticam pequenos delitos naquela região. Acredito que os cidadãos que pagam os impostos extorsivos cobrados pelo governo, que geram renda, empregos e riqueza – e os pobres também fazem parte desse universo- têm o direito de ir i vir sem ter que pisar em fezes, urina e gente dormindo até dez horas da manha enquanto o resto do mundo tenta trabalhar e conseguir alguma coisa de forma honesta nesta vida. Pode até parecer um pensamento “burguês”, como dirão muitos alunos e fieis escudeiros do blogueiro, e mesmo o próprio que se armou contra as críticas mesmo antes de escrever o corpo do texto.
    Também não adianta ficar criticando a polícia. Ela é apenas um instrumento do governo que ao menos está tentando fazer alguma coisa, ao contrário daqueles que só criticam e não tem nenhuma outra solução para o problema. É isso…

  95. Fernanda Aguiar disse:

    Sakamoto algumas vezes leio seu blog e sinto vontade de lhe dar um abraço, então ai vai um abraço. Sem nada a acrescentar disse. Aos ‘reaças’ que ao menos reflitam o que leram antes de se manifestar, é o que faz qualquer pessoa razoável.
    Argumentem com referencia a verdade e não ao que ouviu falar no elevador do prédio, não no calor da estética burguesa. Não falem besteiras sobre a Holanda, se não viveu lá não sabe como é de fato a política com relação às drogas. Chega de senso comum maquiado de verdade científica.

  96. Thiago disse:

    Como já foi dito por outros colegas, Holanda chegou a fechar prisões devido à baixa criminalidade. Por que será que este tipo de notícia não circula na grande mídia?

  97. Revitalizar, para esse discurso higienista, significa segregar. Com Aziz Ab’Saber e Maria Rita Kehl, escrevi um artigo “Revitalizar sem segregar: o direito à cidade”, que saiu na Folha de S.Paulo mas é fácil de achar na internet. O assunto era a comunidade do Prestes Maia, que não está mais lá. O problema continua atual, porém:
    “Embora o Judiciário não tenha se manifestado em favor desses cidadãos -que, vale dizer, construíram para a cidade um novo espaço onde o lixo, a lama e o crime vicejavam-, é preciso lembrar que o direito está do lado deles. A função social da propriedade e o direito à moradia estão previstos na Constituição brasileira -mas, quando ela será aplicada em favor dos pobres? O Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU também os ampara -mas, quando o Brasil cumprirá seus deveres internacionais para com os direitos humanos?
    [..]. Seria uma estratégia inteligente para que a vocação original do espaço urbano seja cumprida: a hospitalidade, a cooperação criativa, o trabalho coletivo, o encontro. E que o direito à cidade seja garantido àqueles que a constroem. “

  98. Palavras ao vento disse:

    Pois é, esse texto me fez refletir sobre o que fazer com esses viciados, que, provavelmente tiveram seu livre arbítrio ceifado pelo reiterado e intenso consumo de uma droga- crack- muito mais danosa que a maconha, que é a droga liberada na Holanda, razão pela qual acho que não podemos colocar ambas no mesmo balaio de solução de problemas. Enfim, tais viciados não possuem a menor condição e lucidez para opinar sobre seus próprios destinos. E não se trata aqui de uma palavra reacionária, mas sim de alguém que conviveu com um viciado em casa, que passou por tratamentos em clínicas e, hoje, embora ainda fume seus baseados, não se encontra mais consumindo o crack há alguns anos.
    Seria a internação compulsória uma solução ideal? Talvez não ideal, mas talvez seja necessária, até para que o viciado possa ter sua lucidez devolvida após um período de internação e, com isso, optar por manter-se internado em tratamento ou retomar ao convívio nas ruas.
    Por outro lado, tenho certeza que nada fazer com os viciados, deixando-os drogarem-se livremente nas ruas (espaço público, portanto, tb não pertence a eles e nem pode servir para o consumo de drogas ilícitas), promovendo pequenos furtos, assaltos e outras ilegalidades para amealharem o dinheiro necessário para manter o vício até que sejam mortos pelo consumo do crack e/ou em razão da violência decorrente do uso diário da droga, tamb´m não é o caminho correto.
    Por fim, reafirmo que higienizar não é (ou não deveria ser) algo ruim, muito pelo contrário, aliás!
    Resumo do que penso: Concordo que espalhar o problema dos viciados pela cidade não é o ideal, no entanto, o tratamento dos viciados é necessário e deveria ser compulsório, até que eles possam optar pelo que realmente desejam, portanto, embora possa não ser a melhor política a implantada, caso ela comece a dar bons resultados, basta aprimorá-las, e não cessar com elas, já que esse problema se tornou dessa magnitude em razão da total omissão com a região da cracolândia ( e seus viciados), desde o início da década de 1990. Ou seja, se algo tivesse sido feito à época, hoje, talvez, o problema não seria tão grande….

  99. edson disse:

    Memórias do Asylo do Juquery:

    A atuação da poliça, claro, é a barbárie do cotidiano. E isso tem pouco a ver com a proposta de “internação” para a cura dos nóias.
    E infelizmente para alguns tá cheio de nóia filhinho de papai zumbizando por aí. Crack é osso.

    Que internação é essa? que tratamento é esse?
    Quem conhece como funciona o dia-a-dia de uma CAPS, pode dizer melhor q eu, mas a mim não parece ter muito a ver com tratamento de craquento. principalmente pq ela não interna, aí o q a poliça vai fazer? passar recolhendo os zumbis pela rua para encaminhar ao tratamento novamente? excelente solução.

    Como a estrutura da psiquiatria asilar, com muiita resistência, foi desmontada, não existem leitos psiquiátricos disponíveis, os poucos para casos agudíssimos devem estar preenchidos.

    Aí vem aquele velho truque das vagas das redes privadas. Várias pocilgas psiquiátricas desse nível já foram abertas sobre os mesmo pretexto em outros tempos da história de nossa psiquiatria.

    A pouca importância que vemos em relação à qual o tratamento será oferecido só mostra que em termos humanos são paulo mantém a cabeça ainda no final do séc dezenove. Só não reativa o Juquery pq está proibido por lei federal. É aí q realmente se esconde o higienismo social.

    A pergunta q fica é: qtas crackolândias são necessárias para se encher um Juquery?

  100. César Ricardo de Andrade disse:

    Essa frase “Tá com dó, leva pra casa” é uma IRONIA, meu caro blogueiro…

    Nós não queremos que você LITERALMENTE os leve para suas “ACOMODAÇÕES BURGUESAS” e para seu estilo de vida “CAPITALISTA E DECADENTE”…

    A frase apenas evidencia a HIPOCRISIA de pessoas como você, que mora e trabalha O MAIS LONGE POSSÍVEL dessa escória, mas quer que OS OUTROS os recebam de braços abertos…

    “NÃO está com dó? Mas leve-os pra SUA casa, mesmo assim…”

    “Caso contrário, eu o acuso de ser um reacionário”…

    Sakamoto, você não passa de um CHARLATÃO HIPÓCRITA…

  101. Rodolpho disse:

    Faz falta um drogado sociopata que vai te matar ou matar alguém da sua familia, porque “coitado”, ele não aprendeu a viver em sociedade porque não teve oportunidades nesta vida cruel de capitalista !!

    Ohhhh coitadinho !!!

    Porque você acha que existe PENA DE MORTE !? Já parou pra pensar !? Ou você concorda que todos os seres humanos tem dentro a “luzinha da tinkerbell ou fada sininho que fica falando -não faça isto meu querido, isto é maldoso!”

    Você ja estudou os efeitos neurológicos que as drogas fazem sob os doentes que você acha que podem ser tratados !? Te peço, faça uma só pesquisa simples no google sobre o efeito que o crack causa no cérebro e como destrói partes importantes que justamente regulam uma coisinha que você PRESSUPÕE ser igual para todos : capacidade de discernimento !

    Dai a gente volta a conversar em termos equilibrados porque o que você tem é só uma ideia “básica” do principio humanista que “o ser humano é um semelhante e eu devo protege-lo” …

    E se o E. Silva estiver certo !? Voce quer continuar deixando que a cocaína deforme cerebros por ai pra voce ficar aqui cantarolando : AI O SER HUMANO É TÃO LINDO !

    ….

    Você disse acima que “temos que avisar sobre os riscos” … você acha que depois que o cerebro é danificado O TAL USUARIO é capaz de fazer qualquer assertiva com 100% de certeza dentro da sua ética !?

    Responde ai sabichona !

    • Cora disse:

      Putz… Dona Cora, sabichona… acho q posso te chamar de lindinho, então, né? Ou fofo, quem sabe? Ou anjo, já q gosta tanto de seres fantásticos!

      Sabe o q é engraçado, rodolpho? Não acho o ser humano tão lindo, não. Pelo contrário. Não tenho fé nenhuma na humanidade. Acho q a humanidade é uma experiência q, simplesmente, não deu certo. São pelo menos 10 mil anos desde q formaram-se as primeiras comunidades fixas, com o estabelecimento do cultivo de alimento. E estamos resolvendo os problemas com segregação, banimento… estamos discutindo concentração de riqueza e poder, estamos guerreando, invadindo e destruindo, conquistando e matando. Ainda. Sempre mais do mesmo. Acho q está passando da hora da gente virar o disco, mas, estamos ainda com as mesmas questões por resolver. Decididamente, tão lindo o ser humano não é. Taí uma música q não canto. Nunca.

      Mas, ainda assim, acho q podemos abandonar o falso moralismo e falar das coisas tds sem meias palavras e sem medinho, percebe? Substâncias entorpecentes existem. Valorizamos o prazer e a satisfação imediata de nossos desejos. Impossível proibir qq coisa ao ser humano. Conhece aquela máxima de q td q é proibido é mais gostoso?

      Propus apenas falar sem rodeios sobre drogas, provocar um debate público, fazer campanhas educativas de esclarecimento, enfim… se o q fizemos até o momento não funcionou e não funciona, pq insistir no erro? É justamente por não achar o ser humano intrinsecamente bom, q acho q informação e políticas públicas são importantes.

      Conheço dependentes de crack. Sei sobre os danos neurológicos. Sei como a droga age no cérebro e pq é tão difícil largar a droga ou procurar ajuda. Sei pq trilharam o caminho. Sei como a convivência é difícil. Sei do q são capazes. Sei como as famílias não sabem o q fazer e, muitas vezes, ajudam a sustentar o vício acreditando q assim manterão o viciado sob controle (o q é impossível). Sei q o acesso é fácil. Sei q pessoas de qq classe social estão sujeitas ao crack.

      Não eliminaremos o problema. Podemos diminuir o número de viciados e tratar os doentes. Mesmo sem fé nenhuma na humanidade, ainda prefiro isso a políticas de segregação e eliminação. Não proponho a manutenção da cracolândia e muito menos q não façamos nada. Proponho apenas uma ação diferente, planejada e q dará resultados efetivos a médio e longo prazo. Precisamos mudar a forma de ver o problema de substâncias entorpecentes. Continuar dando tiro no pé é desperdício de vidas, tempo e $$$.

  102. Rodolpho disse:

    Meu post é pra DONA CORA em relação a resposta do E. SILVA que quer cortar o mal pela raiz, pelo menos é uma solução mais INTELIGENTE que a porcaria de solução incitada por ela : avisar sob os riscos de se tomar drogas ! HAHAHAHAHAAHAHAHAHHAHAHAAHAH

  103. Asna disse:

    Noooooooooooooooossa !!!! quanta gente “Curta” que comenta aqui… =O

  104. MAU! disse:

    A verdade é que existem muitas “São Paulo” tendo que conviver juntas, nessa selva urbana… E convivência não é o forte do ser humano contemporâneo.

  105. Waldir Rocha disse:

    Parabéns, Sakamoto. Ótimo texto.

    Seria interessante se alguns jovens de classe média ou alta fizessem um movimento “Occupy Cracolândia”. Queria ver se a polícia agiria da mesma forma…

  106. Vanilla disse:

    Ótimo texto.

  107. Roberto disse:

    É espantoso como o comentário de algumas pessoas neste blog é completamente infundado, superficial e completamente tendencioso a uma “esquerda” ou a uma “direta” política, e o problema em questão levado a segundo plano.
    Politicamente falando, todos tem a sua razão e nunca chegarão a nenhuma conclusão e/ou solução, pois quem quer fazer é tolhido pela oposição q não quer ver os méritos da solução irem para os seus desafetos políticos.
    Devemos ser maiores q isso, nos não tampar o sol com peneira, me incluo nisto, pois, haja visto aqui que todos sabemos ler e escrever, e tomar atitudes realmente sabemos?
    Em algum momento isto que foi chamado “Limpeza”, teria de ser feito, ou seria melhor esperar todos os viciados morrerem de overdose para de diminuir a culpa? O que não esta correto, são as atitudes isoladas, só isto realmente não ira resolver o problema.
    Alguns tratam os viciados como doentes, no entanto não consigo entender alguém que queira ficar doente, roube pra ficar doente, se prostitue pra ficar doente, etc… só pra ficar doente. Quem já teve problema na família, como já foi dito aqui, sabe que infelizmente não adianta ficar esperando o viciado ter consciência, isso não existe, as medidas tem que ser compulsórias para solucionar o problema.
    Agora, voltando em falar em política, ao invés de ficarmos dizendo q este ou aquele partido deveria fazer isto ou aquilo, deveríamos ser mais efetivos em cobrar dos nossos governantes, mesmo que não tenha sido o que você votou, porem o que esta governando por nos. Precisamos e não devemos esquecer em nenhum momento que, temos também que acabar com os traficantes, podem chamar isto de “Limpeza”, e precisa acabar também.
    Temos também que cobrar de nossos políticos uma maneira mais clara e honesta de empregar o nosso dinheiro dos impostos e não em construções “elefantes brancos” que irão satisfazer o ego de alguns poucos. Nossas escolas estão sucateadas, mas o dinheiro de impostos que pagamos não diminuiu, pelo contrario aumentou, os nossos professores estão apanhando nas escolas, morrendo nas escolas e ainda recebem a culpa pela falta de educação, nossa rede publica de saúde não tem saúde, desculpe o trocadilho, mas o imposto destinado a isso continua sendo pago, e muitas outras coisas sucateadas em nossa política.
    Necessitamos urgente consertar as causas e os efeitos naturalmente desaparecerão. Precisamos cobrar as reformar necessárias para melhorar, com certeza isto não é imediato mas em algum momento precisa ser

  108. Ana disse:

    é bom ler tantas opiniões, você cria um horizonte de argumentos em sua mente. Meu singelo comentário é o seguinte. Tenho 4 irmãos, 3 criados junto comigo com os nosso pais ainda vivos. O mais novo já cresceu orfã….E ele foi o único que infelizmente viveu ( porque hoje ele está bem) esse horror do vício…..começou com maconha, cocaína e já disseram que o viram com o Crack.

    Tentamos de tudo, internação, psicólogo, psiquiatra, CAPS, centro espírita…e ele não queria ajuda. Aí o deixamos do lado de fora de casa…Sim, na rua! Ele nos roubava para comprar a droga.
    Só que não somos os pais….a nosso “dó” não era tão grande.
    Então ele tinha 2 alternativa ou escolhia a voltar a viver ( pq tem uma hora que eles ficam lúcidos) ou ficaria sem família.
    Hoje ele preferiu viver em família, não tem graduação como nós todos e nem um trabalho e uma casa tão legal como nós.
    Mas tem um emprego, não mora mais na rua e ELE decidiu passar o Natal conosco…E o recado que ele tem é o seguinte: Se você quiser ajuda…estaremos de braços abertos. Resumindo, tenho certeza que grande parte a culpa é a Educação dos Pais sim e quando o viciado não quer ajuda.

  109. Cida disse:

    Toda vez que “alguém” comenta que deveriam existir “políticas públicas” para o assunto DROGADO, acho engraçado que nunca esse “alguém” dá alguma SUGESTÃO, ou seja uma coisa mais “concreta” do que deveria ser feito, já que só há crítica vazia….pois eu AFIRMO categoricamente que se um dia acabassem com todos os traficantes, mas os grandões mesmo, os manda-chuvas, então sabem o que aconteceria? os DROGADOS virariam os traficantes da vez !!! DROGA NÃO ! DROGADO TAMBÉM NÃO, não dá para ALIVIAR, só por Deus !!! por isso que pena mesmo eu tenho é dos familiares que tem que aguentar a triste sina de ter na família um TRASTE FRACO, IMBECIL que só atrapalha a sociedade

    • Roberto disse:

      O principal é a EDUCAÇÃO, é o mais demorado, porem é com certeza com base mais solida que existe.

    • Cora disse:

      então, cida, qual seria a solução concreta? talvez eliminar o traste fraco e imbecil q só atrapalha? caraca, é cada uma q aparece por aqui!

  110. Dionisio disse:

    Depois de discursarem aqui todos com palavras inúteis, esse que em sua maioria mora em um bairro bonitinho, venho dar uma opinião simples, barata e objetiva. Acredito que o extermínio de todo o lixo social devia ser necessário, bem como o prefeito dessa cidade que está à beira do caos e também como o total regresso de todos que não são realmente paulistanos, pois tudo o que está por trás dessa escória, pode ter certeza, não faz parte daqui. Vemos ano após ano milhares de favelas se algomerarem à beira de lugares que antes eram terrenos baldios e isso se dá porque esse “povo” se diz não ter oportunidade aqui em SP. Oportunidade de ter o que? Energia elétrica gratuita? TV a cabo que nem eu que pago meus impostos direitinho não posso ter no meu bairro? Poxa, queria eu poder estar à beira da miséria pra ter bolsa família, bolsa creche, bolsa cultura, céu e sair desse inferno. Esse problema de drogas é simples de resolver. ANIQUILAÇÃO. Quando Deus viu que tudo deu merda, mandou um dilúvio e começou de novo. Simples. Não temos tempo de ficar ensinando pro “pipeiro” que o crack faz mal, que o crack não é legal. Nem é legal resgatar esses insetos para que num ano como 2012 esses possam estar sóbrios e poderem votar nesse prefeitinho de merda ou alguem da laia dele. Então, você que está aí pensando que coisa triste ou é, é isso mesmo, tem que acabar com tudo… pense no início do problema.. na raiz.. que a culpa é de quem veio pra ca…

    • Alexandre disse:

      Hahaha, só pode ser provocação, né?

    • Leonardo dos Santos disse:

      Dionísio, acho SUPER VÁLIDO seus argumento e ainda acrescento:
      1º Com todo o dinheiro público que é desviado, poderia-se fazer SIM ensinar “pipeiro” que crack faz mal, reestruturar a economia local e nacional, assim como a conscientização política também faria o cidadão cobrar de quem é certo essas atitudes, e não “Levar para casa”;
      2º Deus fez o dilúvio e, a não ser que Kassab tenha sido promovido de político duvidoso para Deus, ou prefiro pensar em outro plano além de aniquilar. Vai que nós dois vamos no meio dessa presepada;
      3º Apesar de inteligente seu plano de aniquilação da ralé, acho que poderíamos ser realistas: isso não vai acontecer e quem fizer isso vai ser condenado. Podemos criar uma solução mais inteligente! Pois até quem escreve barbaridades tem o direito de se reproduzir, o que também é uma afronta a nossa utopia, não?
      4º Se não queremos viver num mundo de ódio e inveja, devemos pensar nisso na hora de escrever. Na próxima vez, tente ser menos passional. Talvez um adicto tenha te ferido, daí seu desconforto sobre o assunto.
      5º Só falei que achei válido seu texto na esperança que você tenha lido até aqui. E toda palavra é inútil. Ações são úteis.

  111. daniel disse:

    Parabéns pelo texto.
    O pior de tudo é que essas políticas higienistas, em que o Estado sai prendendo pessoas para “limpar” o espaço urbano, não são privilégio do governo tucano de SP: o ministério da saúde do governo PT-PMDB já anunciou um plano nacional para fazer o mesmo.
    Política de redução de danos? estrutura de tratamento e reintegração plena, de modo que os próprios marginalizados não queiram fugir? Isso é coisa de “esquerdistas” que querem acabar com o país; o negócio é tratar gente como lixo a ser recolhido.

  112. Deus disse:

    A solução é fácil. Viu a família ser morta e decidiu tomar a “guerra” com as próprias mãos. Colocou uma camiseta preta com um crânio estampado e foi à luta. Pena que o Justiceiro seja só um personagem fictício.

    Outra solução: terraplanagem por napalm.

  113. Marduk disse:

    “gente parda, fedida, drogada e prostituída”
    Nossa, que linguagem mais politicamente incorreta, androcêntrica, adultocêntrica, elitista, etnocêntrica e machista! O que existe são brancos (os maus) e os negros (ou melhor, os afrodescendentes, que não erram nunca). Quanto às outras qualificações, não são relativas à problemas sociais e à miséria humana, mas sim as diversas manifestações da elasticidade comportamental humana. Portanto, pessoas fedidas, drogadas e prostituídas não são aspectos negativos e problemáticos da contemporaneidade, e sim manifestações da diferença absoluta, desde que não sejam membros de minha família…

    PS: estou ironizando kkkkkkkkkkkk!

  114. Marcelo Almeida disse:

    Acho que você poderia começar a pensar em algum tipo de moderação de comentários Sakamoto. Quem realmente quer ver algum debate razoável sobre os tópicos que você comenta acaba se frustrando com o padrão de comentário que se vê por aqui…

  115. Mariana disse:

    Japas deveriam se ater às ciências exatas… Você não tem talento, cara. Um assunto sério e tão rico em debates e análises, e você escreve um texto de bar desses……

  116. selma disse:

    A fórmula é simples: liberação das drogas, vai custar caríssimo … o imposto vai ser altíssimo, quem vai poder consumir? o cigarro deveria ser muitissímo mais caro do que é hoje e bebida alcoolica também …EU NAO QUERO PAGAR ESTA CONTA, JÁ PAGO IMPOSTO E TRIBUTOS DEMAIS … o governo NAO TEM QUE BANCAR TRATAMENTO GRATUITO para dependente algum … é tremendamente anunciado que drogas, cigarros e alcool faz mal a saúde … a informaçao é dada … se tem dinheiro para pagar caro pelas drogas, consome quem quer e banque então seu tratamento … do contrário é muito fácil …

  117. Leonardo dos Santos disse:

    Vivo num mundo obcecado por entropias e demagogos. Vivo numa mistura de tédio e pensamentos sobre um “fim de tudo” que parece amortizar, atrasar, deturpar qualquer ação de quem ainda acredita em vida. Cegamos pela “panis et circensis” dos patrões e por uns sonhos e expectativas materiais e profissionais, e simplesmente ignoramos o mundo ao redor. Onde um pobre só pode falar por pobres, rico por ricos, sonhadores de sonhos, e um ou outro que mistura essas coisas é nomeado “ele é um herói” ou “ele é um louco”, e morre-se o assunto, no máximo se torna espelho para uma geração que talvez nunca nasça.

    • Leonardo dos Santos disse:

      Aliás, de acordo com a Reforma Ortográfica (e reforma dos tempos), “Heroi” e “ideia” perderam o acento…

  118. roberto disse:

    tratamento obrigatório e com trabalhos/cursos para se pagar e tirar a cabeça desses vicios

  119. O Asno disse:

    é isso ae!

  120. Palavras ao vento disse:

    Pois é, andei refletindo mais, e penso que, de fato,a internação compulsória é necessária. Evidentemente, em um local (que haveria qu ser criado) adequado para isso. Clínicas de desintoxcação mesmo, em que num primeiro momento o dependente ficaria totalmente isolado, mas recebendo alimentação e acompanhamento médico e psiquiátrico. Após o primeiro estágio de desintoxicação, deveria-e focar em tratamentos que devolvessem ao dependente alguma possibilidade de ressocialização, por ex., ensinar-lhes a cultivar uma horta para alimentação própria e dos demais internos na instituição, ministrar cursos técnicos que lhe facultem obter um emprego após o tratamento, incentivos fiscais para aqueles que contratam ex-viciados recuperados etc. Dessa forma, entendo, resolver-se-ia dois problemas simultaneamente (a longo prazo, claro), o dos inúmeros viciados perambulando, se drogando e cometendo crimes para conseguirem a droga (problema imediato), já que estariam sendo retirados das ruas, e, após o tratamento, garantindo meios para que eles não retornem ao vício, oferecendo-lhes oportunidades.

    Evidentemente, isso tem um custo financeiro alto, e politicamente os resultados somente apareceriam muitos anos depois (após várias administrações diferentes), com o que entendo que não haverá vontade política para realização de uma verdadeira política que leve à solução, o melhor efetiva do problema. Isso pq no Brasil, infelizmente, os políticos eleitos somente adotam políticas e medidas que lhes garanta o reconhecimento imediato (e, assim, a reeleição), com o que acho que estaremos fadados a convier com esse problema perpetuamente….

    • Cora disse:

      A solução para os q se encontram já viciados e morando nas ruas é a ampliação do q o pessoal q já trabalha com essas pessoas procura fazer. Atendimento, acolhimento e tentativa de convencimento. Processo lento e q, muitas vezes, não tem o efeito desejado. Para aqueles q possuem família, esta poderia ser procurada e aí sim, optar pela internação. É o q normalmente ocorre. A família acolhe e convence (não estou dizendo q seja simples. Sei bem como o processo é difícil e doloroso). Após o início do tratamento, as chances de superação do vício são maiores. Acho apenas (e especialistas concordam) q o estado não pode, não deve agir através da força, internando compulsoriamente. É um precedente perigoso.

      Sem dúvida nenhuma, para q famílias possam ajudar, são necessários mais locais para atendimento. É necessária a ampliação da rede de saúde, principalmente de saúde mental/emocional, negligenciada ainda mais q outras especialidades.

      Mas, mudanças na forma de encarar o problema dos entorpecentes é algo q podemos fazer já e q poderia trazer, como benefício, a diminuição do número de dependentes no futuro. Mas, quem estará disposto a isto? Principalmente qdo ações truculentas são aplaudidas pela população e qdo td mundo tem medo de encarar o tema de frente?

  121. Marcel disse:

    Estudos comprovam que pancadas, cassetadas e chutes são a melhor maneira de fazer um viciado em crack ter um lapso de consciencia e buscar ajuda.

    Socos no estomago e nos rins funcionam melhor em casos mais criticos, onde a dependencia esta estabelecida ha mais tempo. Em recem-viciados, enforcamento e chutes na canela apresentam melhores resultados.

    Pra quem duvida, esta la o relatorio, na mesas dos Srs. Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin.
    O Estado não e incompetente… as pessoas que o administram ja fazem bem esse papel…

  122. De outro planeta disse:

    Interessante que quando se fala em drogas, seja ela qual for, as pessoas se referem a ela como se fosse alguma doença, assim como o Câncer, que é pega sem o consentimento daquela pessoa, trazendo para a mesma todo o tipo de sofrimento e em boa parte das vezes uma morte dolorosa. Algo digno de tristeza que deixa quem assiste de mãos atadas. Mas até onde eu sei, a droga, seja ela qual for(álcool, cigarro, maconha, crack e tudo o que fode com sua vida), é usada por livre e espontânea vontade do usuário. Ninguém lhe empurra uma garrafa de 51 e uma pedra de crack para lhe tornar viciado. Quem está nessa vida é por livre e espontânea vontade. Porque o estado ou até mesmo nós devemos nos responsabilizar pelas escolhas dessas pessoas? Uns vão dizer que a pessoa que entra nessa vida é porque tem uma vida difícil, e traumas a serem superados e usam o vício para esquecer. Na real todos temos traumas a serem superados e nem por isso todos se afundam em vícios. Quanto a expulsão da galera da cracolândia, apesar de ser algo aos olhos de muitos como bárbaro, algo voltado a vaidade e o capricho da classe mais rica, se for ver por um lado positivo, em relação ao povo da cracolândia que já tinha criado ali uma zona de conforto, vêem agora um choque e um tapa na cara para poder agora sentirem a necessidade de tomar alguma atitude na vida, seja ela qual for. E realmente ali é um espaço público, mas ser público não quer dizer que a posse deva ser delegado ao primeiro que ali ficar. Concorda comigo que sendo público, se alguém passa a morar no lugar este deixa de ser público e passa a ser privado? Também não sou a favor de medidas duras, mas infelizmente a situação do jeito que está não deu outra alternativa, mas caso alguém tenha uma idéia melhor, levante a bunda da cadeira e vá ao gabinete do prefeito e tome um chá com ele, expondo suas idéias de como resolver o problema da Cracolândia =)

  123. Xad Camomila disse:

    Infame. Não tem outra palavra para essa matéria do Estadão, para a “operação sufoco” na Cracolândia, enfim, para a covardia da dupla Kassab/Alckmin que, diante do filho feio, muito feio, espalhado pelo centro de São Paulo, nega a paternidade da criança: TASQUIPARIU!!

    E viva os meganhas! Porque, segundo essa mesma matéria, quem manda em São Paulo são eles: os homi, os poliça, os cana!!! Das TRINTA E UMA subprefeituras, TRINTA são ocupadas por coronéis da PM!!! São Paulo é a CORONELÂNDIA! Isso é muito SINISTRO.

    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,alckmin-kassab-e-comando-da-pm-nao-sabiam-de-inicio-de-acao-na-cracolandia,819527,0.htm

  124. disse:

    Texto legal Jú…

    Bjinhus…

  125. Carlos disse:

    Quem quer um exército de gente molambenta, esfaimada, drogada e, portanto, descontrolada zanzando pelas suas ruas e praças e na porta de suas casas levanta o dedo, por favor.
    Ora, é óbvio que ninguém quer, que todo mundo rejeita o que se convencionou chamar de cracolândia e que ninguém deseja uma vizinhança como esta.

    E é absolutamente legítima a preocupação de quem teme que a ação da PM engendrada sob a aquiescência de Alckmin e Kassab (onde estão os agentes de saúde, os assistentes sociais, as ONGs e os religiosos que sabem lidar com esse povo, caramba?) possa espalhar irremediavelmente essa população desvalida por bairros vizinhos ao absurdo que se tornou a cracolândia.

    Culpar moradores de Higienópolis, Cerqueira César, Barra Funda, Perdizes e outros próximos à área mais degradada de São Paulo de segregação é tirar o foco do problema, que se resume a uma única pergunta, para a qual há muitas respostas, mas nenhuma delas até agora verdadeiramente eficiente: o que fazer com este exército de Brancaleone de viciados em crack que toma as ruas da cidade?

    (extraído da coluna do Luis Caversan, na Folha)

  126. Rita Almeida disse:

    Excelente texto! Vc soube traduzir toda a minha indignação com essas intervenções higienistas. Sou trabalahdora da área de Saúde metal e recentemente também escrevi um texto sobre essas intervenções.
    O que fazer com as cracolândias? segue o link
    http://ritadecassiadeaalmeida.blogspot.com/2011/07/o-que-fazer-com-as-cracolandias.html

    parabéns pelo texto

    Rita

  127. Lea Beraldo disse:

    Li atentamente tentando encontrar, além das críticas, alguma solução. Será que o nobre jornalista não teria nenhuma contribuição a dar em termos de solução, ou silenciou porque ela não existe? Estou com essa dúvida. Atacar apenas é fácil, não é jornalista?

  128. Mariana disse:

    Bravo!
    Muito bem visto.

  129. A esquerda entorpecida

    A expulsão dos moradores de rua das áreas centrais de São Paulo e a proposta de internação compulsória de usuários e dependentes de crack são gestos desesperados de um espírito repressivo que tenta espalhar seus tentáculos para não sucumbir junto com o fracasso das políticas proibicionistas antidrogas. Criminalização do tabagismo, leis secas, toques de recolher e outras medidas similares também personificam espasmos dessa reação, que age pelas brechas possíveis para fortalecer o controle estatal da individualidade, tentando compensar ou impedir o inevitável relaxamento das legislações repressivas.

    Deve-se ter algum cuidado ao refletir sobre a legalidade dessas patadas autoritárias. Claro que o encarceramento de miseráveis e doentes é inconstitucional, mas, à luz de uma interpretação doutrinária dos direitos básicos de cidadania, o consumo privado de qualquer substância deveria receber idêntico resguardo. Ao mesmo tempo, entretanto, um legalista radical não veria problema em recolher pessoas que usam drogas nas vias públicas, que ameacem ou constranjam os passantes, que demonstrem sofrer de graves distúrbios físicos.

    A esquerda precisa compreender que a abordagem policial tem respaldo na legislação e amplo apoio popular. Na ocupação das favelas cariocas o embasamento era semelhante, e lá tampouco serviu apelar para o discutível argumento da especulação imobiliária. Se quiserem mesmo transformar as coisas, os progressistas devem abrir caminhos institucionais para a reformulação do paradigma legal que envolve a produção, a posse e o uso das drogas. As bases dos governos Lula/Dilma têm perdido a chance de assumir a vanguarda desse debate, permitindo que a direita preserve suas políticas obsoletas e imponha remendos canhestros quando alguém ameaça questioná-las.

    • Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!
      Olá! Caro Guilherme Scalzilli, bom seu texto, entretanto, cabem alguns comentários complementares e até divergentes: a) O TABACO e o TABAGISMO não se encaixam no critério LEGAL de DROGAS ILEGAIS. Tudo o que foi feito contra o TABACO é inconstitucional. b) A lei seca, só pecava, pois, IMPUNHA como OBRIGATÓRIO fazer o teste do BAFÔMETRO, TESTE enquanto IMPOSTO OBRIGATORIAMENTE, ILEGAL. Houve uma MUDANÇA ou esta em andamento uma MUDANÇA para que o MOTORISTA FLAGRADO em BLITZ ou em acidentes ao invés de fazer o exame do BAFÔMETRO de maneira OBRIGADA o faça de maneira inversa, NÃO OBRIGATÓRIA, entretanto, em fazendo FARÁ PROVA a seu favor caso o BAFÔMETRO denuncie que o CIDADÃO não está nem bêbado e nem alcoolizado. E desta forma, maneira invertida, tornou-se LEGAL e CONSTITUCIONAL a Lei Seca. c) Não e Não mesmo, o ESTADO não deve abrir mão da REPRESSÃO ÀS DROGAS, nesse ponto, você está equivocado. d) A maconha e seus outros nomes, a cocaína, o craque parente pobre, e os demais produtos catalogados como DROGAS ILEGAIS, devem ser reprimidas. O Combate deve e vai continuar. Lamento o apoio de um ex-presidente ao consumo de DROGAS para os JOVENS. Isso é em minha opinião o MAIOR CRIME praticado por um cidadão ex-presidente. e) Todas as medidas do serra em São Paulo, no quesito TABAGISMO foram e são INCONSTITUCIONAIS e ILEGAIS. f) Sobre internação compulsória é INCONSTITUCIONAL e sobre medicar contra a vontade do drogado é CRIME de ESTADO.
      Note: O que precisamos ficar atentos é com o que está ocorrendo reproduzido pelo CNJ e pelo COAF, considero isso, essa ocorrência a mais GRAVE contra a DEMOCRACIA E LIBERDADE. Tanto o CNJ por determinar INVESTIGAÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL de JUÍZ/JUÍZA ISENTOS e do COAF em TRAIR a credibilidade e confiança no SISTEMA, são coisas GRAVÍSSIMAS. Vou repetir: Tanto a Corregedora do CNJ como o Presidente do COAF se efetivamente agiram abrindo o SIGILO de mais de 200 mil pessoas SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL de JUÍZ/JUÍZA ISENTOS, deveriam estar PRESOS. OU, ainda, PODEM SER PRESOS. Apesar, da IMPRENSA, ter apoiado essa atitude do CNJ e COAF contra o STF e os JUÍZES e JUÍZAS do BRASIL, é de uma gravidade institucional PERIGOSA para a SEGURANÇA de TODOS os BRASILEIROS. É efetivamente GRAVÍSSIMO. E nesse ponto concordo com você a DILMA se NÃO chamar atenção do COAF nesse episódio PERDERÁ VOTOS e terá arranhada sua credibilidade DEMOCRÁTICA. OPINIÃO!

  130. Fã do ASNO disse:

    Grande ASNO, excelente texto e crítica; parabéns!

  131. Adriano Serran disse:

    É realmente triste ver a quantidade de imbecil que aparece num espaço tão legal como aqui. Bacana é culpar o Lula até pelos problemas do GLORIOZZO (tá vendo gente, letra dobrada, humor OPA NUM É O LL DE LULLA PUTA MERDA OPS DIGO M….. RSSS) Estado de São Paulo, né?

    Esse PT, aaaai meu Deus. É muito imposto e corrupção.

  132. [...] Militar. Nesta altura, já haviamos chegado à esquina (da qual aquelas pessoas haviam sido enxotadas). O menino que fugia dos policiais veio em nossa direção e tentou se esconder entre as fachadas [...]

  133. Anita disse:

    Caramba, do pouco que li e tenho ouvido por aí só posso afirmar uma coisa: discutir política de drogas é o mesmo que discutir religião.
    Aliás, discutir a intervenção penal em qualquer assunto é como discutir religião, pq nesses casos em geral as pessoas esquecem de discutir a realidade para discutir dogmas.
    Não importa quantas evidências você tenha contra ou a favor da política (ou falta de) atual, a maioria das pessoas simplesmente baseiam suas opiniões no que acreditam e pronto.
    É uma questão de fé, não de lógica, estudos, argumentação e percepção!
    Não importa que há décadas a “guerra” iniciada pelos EUA contra as drogas tenha fracassado. Não importa que o efeito tenha sido exatamente o contrário do esperado: cada vez mais pessoas são vítimas e usuárias de drogas ilícitas.
    O que parece importar é que porque alguém disse que essa “guerra” é a única solução possível para o problema das drogas ninguém mais pode questionar nem ter um posicionamento diferente… é incrível!
    Não importa também que tenha muita gente se beneficiando disso, motivo pelo qual é óbvio que cair de pêlo nos mini-traficantes-laranjas e dos usuários não vai levar nada a lugar nenhum, afinal nunca se resolveu problema algum criminalizando testas de ferro.
    O que importa é que eu não sou usuário (ou conheço um em um milhão que era diferente e bem de vida) e assim como meu lanche no Mc Donald’s quero uma solução imediata para os drogaditos do centro da cidade.
    Assim, óbvio que a única solução imediata que poderia haver era – tirar eles daí, não importa como!! Mas e desde quando tirar eles de um determinado local não os impede de voltar ou ficar em outro lugar (às vezes até mais perto da sua linda e pacata residência???)
    Mudar o problema de lugar não é solução, é esconder a poeira embaixo do tapete, mas como quase sempre a gente se contenta em esconder a poeira, a pobreza, tudo, enquanto nos conformarmos com isso as políticas públicas continuaram apenas escondendo os problemas para que não nos ofusque a luz do sol no nosso dia a dia, mas quando o problema aparece de novo depois não adianta reclamar.
    Sugiro um livrinho pequenino e de fácil leitura que deu início ao meu interesse sobre o assunto: “O que o tio Sam realmente quer” do Chomsky. Não é pra ser lido como dogma, nenhum livro deve, mas apenas sugiro para que aqueles que também buscam fazer perguntas.
    Porque deteminadas drogas são lícitas e outras não? Quem ganha com essa guerra às drogas?