Blog do Sakamoto

Trabalho em frigorífico é atividade de risco no Brasil

Leonardo Sakamoto

Quatro pessoas morreram devido à liberação de um gás tóxico em um curtume da indústria de alimentos Marfrig em Bataguassu (MS). Dos 16 que foram hospitalizados com intoxição, três permaneciam internados até a manhã desta quarta (1). O Corpo de Bombeiros informou que o acidente ocorreu durante o descarregamento de um composto à base de sulfidrato de sódio, usado para despelar o couro.

Quem trabalha em um frigorífico se depara com uma série de riscos que a maior parte das pessoas sequer imagina. Procuradores do Trabalho ouvidos por este blog consideram o trabalho em indústrias de processamento de carne e derivados uma das atividades mais insalubres hoje no país. Em contraste com isso, o setor de exportação de carnes vai de vento em popa. De acordo com o ranking de maiores empresas exportadoras da Análise Editorial, Brasil Foods, JBS e Marfrig/Seara estão entre os 20 maiores exportadores brasileiros. Dados de 2010 mostram que país exporta US$ 6,4 bilhões em aves, US$ 4,8 bi em carne bovina, US$ 1,8 bi em couro, US$ 1,3 bi em carne suína e US$ 659 milhões em bovinos vivos.

As quatro mortes são novas, mas não foram as primeiras. Vamos a um breve histórico.

Em outra unidade do Marfrig no Mato Grosso do Sul, em Porto Murtinho, o faqueiro Valdecir Elias da Cruz foi atingido por 20 barras de ferro de 6,5 metros de comprimento e 35 quilos cada. Ele ajudava na manutenção das instalações do frigorífico. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, naquele momento, só havia um ginecologista à sua disposição.

Os pesados canos atingiram Valdecir, que estava numa pequena carreta junto com o material, após o desequilíbrio provocado pelo afundamento dos pneus do trator que puxava a carga em solo arenoso. Para o MPT, o acidente era “previsível''. Para completar, quando o poder público foi verificar a ficha do trabalhador, descobriu que a Marfrig estava exigindo atestado de antecedentes criminais para contratação, o que é ilegal. O procurador do Trabalho Heiler Natali afirmou que empregados do frigorífico também vinham sendo induzidos a assinar advertências em branco para utilização em casos de faltas, atitude que pode ser caracterizada como assédio moral.

Em fevereiro de 2008, o mecânico Cláudio Freitas Cruz, casado e pai de uma menina de dois anos, trabalhava na solda de um corrimão na então unidade de Alta Floresta (MT), do frigorífico Quatro Marcos. Recebeu um choque elétrico enquanto manuseava o equipamento e sofreu uma queda fatal. Ele estava sem luvas, capacete e cinto de segurança, equipamentos de proteção individual que devem ser fornecidos obrigatoriamente pela empresa. A necropsia apontou que o choque não foi a causa da morte e sim a queda do local onde estava. Se tivesse o equipamento não teria caído e quebrado o pescoço. Segundo testemunhas ouvidas na época, Cláudio reclamava sempre que a empresa não disponibilizava equipamentos de proteção sob a justificativa de contingenciamento de gastos.

O procurador do Trabalho Rafael Gomes participou de uma inspeção, juntamente com auditores fiscais do trabalho, dias depois do ocorrido e flagrou a falta de EPIs, ausência de proteção para os níveis excessivos de ruído e mau cheiro no setor de graxaria – em que os resíduos de bovinos são processados. Foram registrados casos em que trabalhadores cumpriram 10 horas extras num só dia. Ironicamente, Cláudio havia sido eleito representante da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e morreu um dia antes de tomar posse.

Em 2007, o juiz do Trabalho João Humberto Cesário chegou a interditar a unidade de Vila Rica (MT) do Quatro Marcos por causa de um vazamento de gás, em que pelo menos 14 pessoas foram intoxicadas. Segundo o Ministério Público do Trabalho, esse já tinha sido o quarto acidente com gás ocorrido somente naquele ano. As pessoas que inalaram o produto apresentaram sintomas como vômito, desmaios, dormência em várias partes do corpo, dificuldade de respiração e fraqueza, mas não tiveram sequelas.

Já naquela época, em sua decisão, o juiz João Humberto classificou como “estarrecedora'' a notícia de que os mesmos acidentes vinham se repetindo: “nenhuma pessoa de bom senso poderá defender que bens sublimes como a saúde, a integridade física e a vida dos trabalhadores continuem a ser sistematicamente desprezados pelo requerido, como se os seus empregados se equiparassem aos bovinos diariamente sacrificados no frigorífico em que trabalham''.

Por fim, há também um dano silencioso, mas que se faz presente com muita dor. Pois, por mais que a exposição a instrumentos cortantes, gases e a um ambiente de trabalho inseguro sejam a parte gritante do problema, a realização de movimentos repetitivos – que podem gerar graves lesões e doenças – e a pressão psicológica para dar conta do intenso ritmo de produção é o que vêm inutilizando mais trabalhadores e gerando mais dor. Os depoimentos, abaixo foram tirados do documentário “Carne, Osso'' sobre a situação trabalhista nos frigoríficos, que ajudei a produzir:

“Cerca de 80% do público atendido aqui na região é de frigoríficos. O trabalhador adoece e vem pro INSS. Ele não consegue retornar, fica aqui. E as empresas vão contratando outras pessoas. Então já se criou um círculo que, agora, para desfazer, não é tão rápido e fácil'' – Juliana Varandas, terapeuta ocupacional do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Chapecó (SC).

“A gente começou desossando três coxas e meia. Depois, nos 11 anos que eu fique lá, cada vez eles exigiam mais. Quando saí, eu já desossava sete coxas por minuto'' – Valdirene Gonçalves da Silva, ex-funcionária de frigorífico.

“Tu não tem liberdade pra tu ir no banheiro. Tu não pode ir sem pedir ordem pro supervisor teu, pro encarregado teu. Isso aí é cruel lá dentro. Tanto que tem gente que até louco fica'' – Adelar Putton, ex-funcionário de frigorífico.

“O trabalho é o local em que o empregado vai encontrar a vida, não é o local para encontrar a morte, doenças e mutilações. E isso no Brasil, infelizmente, continua sendo uma questão séria'' – Sebastião Geraldo de Oliveira, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região.

“Esse é um problema de interesse do conjunto da sociedade, não é só de um setor. O Estado tem que se posicionar. Não se pode fazer de forma tão impune ações que levam ao adoecimento e à incapacidade tantos trabalhadores'' – Maria das Graças Hoefel, médica e pesquisadora.

“Basicamente, é conscientizar essas empresas para reprojetar essas tarefas. Introduzir pausas, para que exista uma recomposição dos tecidos dos membros superiores, da coluna. Em algumas vai ter que ter diminuição de ritmo de produção. Nós estamos hoje chegando só no diagnóstico do setor. Mas as empresas ainda refratárias a esse diagnóstico'' – Paulo Cervo, auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego.

A Brasil Foods foi multada em R$ 4,7 milhões por descumprir decisão judicial que a obrigava a conceder pausas para recuperação de seus empregados em Capinzal (SC). O procurador do Trabalho Sandro Sardá afirmou que a empresa investiu cerca de R$ 50 milhões em automação de seus processos industriais na unidade mas “os empregados continuam submetidos a um ritmo de trabalho intenso e incompatível com a saúde física e mental, com a realização de 70 a 120 movimentos por minuto, quando estudos apontam que o limite de 30 a 35 movimentos por minuto não deve ser excedido''.

De acordo com o MPT, estudos realizados pelo Programa de Reabilitação Ampliado da própria BRF Brasil Foods, em outra unidade, a de Videira, mostram que 68,1% dos empregados do setor de aves e 65,31% do setor de suínos sentem dores causados pelo trabalho; 70,89% dos postos precisam de intervenção ergonômicas no setor de aves e 95,5% no de suínos; 30,24% dos empregados manifestaram dormir mal no setor de aves e 33,18% no setor de suínos. E, o mais alarmante: 12,26% dos empregados informaram que, alguma vez, pensaram em acabar com a sua vida no setor de aves e 13,46% no setor de suínos.

A Marfrig, dona da Seara, e palco de onde ocorreu a intoxicação de gás desta terça disputa com a JBS Friboi o posto de maior empresa processadora de proteína animal do planeta. Ela foi multada em R$ 1 milhão pela Polícia Militar Ambiental pelo ocorrido, que ainda será investigado.

A única certeza que já se tira do episódio é de que o Brasil tornou-se referência global na produção de carne, mas não está conseguindo garantir segurança e qualidade de vida a quem torna isso possível, lá na base.

As quatro mortes são novas, mas não foram as primeiras. E, pelo visto, nem serão as últimas.

Com informações da Repórter Brasil.

  1. JOTA CAMPO GRANDE MS

    03/02/2012 12:48:31

    ESSA É UMA DAS MAIS PERIGOSAS.AQUI NO MS SEMPRE ACONTECE ALGUMA COISA NESSA AREA.

  2. Chesterton

    02/02/2012 13:08:14

    abaixo os sapatos!!!!

  3. Antonia Maria

    02/02/2012 08:24:01

    Caríssimo Treponema Pallidum, não tive a intenção de me dirigir a vc em especial, afinal em nenhum momento me referi intencionalmente a governos. Falei sim, da imobilidade do Estado diante de tanta precariedade da vida, da matança indiscriminada das populaç~oes indígenas e do descontrolado uso de diferentes tipos de venenos que estão degradando água, terra, fauna e flora. Mas, não estou aqui para fazer uma discussão dirigida e sim uma reflexão coletiva. Certamente os posicionamentos individuais são, em sua maioria subjetivos, pois a vida é mais ,móvel e mais aberta, os incômodos individuais podem até aumentar, mas em muitos casos, eles são também menos impeditivos para proclamarmos as nossas idéias, fazermos as nossas lutas. Enquanto as insastifações se multiplicam, as oportunidades de livrar-se delas estão mais freqüentemente a nossa disposição.

  4. Treponema Pallidum.

    02/02/2012 06:07:12

    Acho que vc. está claramente exagerando.Se o Zeca voltasse, tudo estaria bem, para vc.A exploração pelo latifundio como vc. escreve que usa agrotóxicos etc, são as afirmações mais bobas dentro de quase todas. Sem agrotóxico haveria fome no mundo e o preço dos alimentos seria proibitivo, inclusive nas hortaliças que é o setor da agricultura que mais usa agrotóxicos, e exaustão de solos só acontece onde não se usa técnicas de plantio e colheita o que não é o caso do agronegocio, que ocupa as terras que foram de cerrado, no seu estado, que antes eram sem uso nenhum para a agricultura.Sugiro que em vez de sindicalista comece seu próprio negócio que em pouco tempo vais notar que o maior explorador de trabalhadores e brasileiros é o seu governo, o Federal que é sócio majoritário de todos os negócios e atividades e daí sim sua opinião começa a ter credibilidade e se basear em realidades.

  5. miriam

    01/02/2012 22:06:48

    Continuando..(Confúcio já dizia que quando voce faz o que gosta, voce não trabalha...)Ele não cobra absolutamente nada pra fazer o que ele faz que é ensinarO título da matéria é ... O melhor professor do mundo...Essa matéria é a prova (para os materialistas em geral) de que quando voce se doa, voce está sendo caridoso. O mundo não vai acabar, o mundo vai mudar, aliás, já está mudando. Os homens vão refletir e através disso começar a mudar. E o tão esperado mundo novo vai chegar.Essa matéria é a prova de que o ser humano não precisa se matar de trabalhar para ser feliz; o ser humano não precisa ser ganancioso para ser feliz; o ser humano não precisa ser egoísta para ser feliz...Basta cada um dar o seu melhor em favor do outro; em favor de si mesmo; e acima de tudo; basta que o ser humano apenas ame ao próximo como a si próprio; basta que o ser humano ame a Deus acima de todas as coisas; e o resto virá como consequencia...Espero poder passar pela moderação e espero também que voce consiga absorver essa felicidade de saber que o mundo finalmente vai chegar aonde voce incansavelmente tem tentado mostrar em seus posts; que é igualdade para todos...Sakamoto muito obrigada pelo espaço e fique sempre com Deus...

  6. Antonia Maria

    01/02/2012 21:40:48

    Mais uma vez o grande comentarista social leonardo Sakamoto trás uma discussão pertinente e necessária, afianal a tríade Direitos Humanos, trabalho Decente e meio Ambiente são fatores completamente avessos à política de programação burocrática do cotidiano do estado de Mato Grosso do Sul e das empresas que aqui se instalaram. A degradação do meio ambiente, a expansão do agronegócio e o genocídio dos indígenas fazem do nosso estado, um espaço de contradição: de um lado o espaço da produção desenfreada, do outro a exploração dos recursos naturais, a exploração da mão de obra- barata e do ser humano. É comum se ouvir pelos órgãos de direitos humanos as mazelas físo-sociais em que encontram os trabalhadores das indútrias sucoalcooleira, das carvoarias distribuídas pelo estado, das indústrias alimentícias, etc..., além do uso indiscriminad dos agrotóxicos na produção dos principais produtos de exportação, necessários para que o latifúndio produza em larga escala, isso em função da exaustão dos solos. Há um fato que vem ratificar o artigo acima, onde recentemente nós sindicalistas e educadores sociais fomos até uma in dústria alimentícia localizada em um município próximo a capital, Campo Grande/MS, refletir junto aos trabalhadores a impórtância da segurança no trabalho e a garantia dos direitos, considerando a morte de um indígena naquela indústria esmagado por uma máquina de moer frango. O pior, até aquele momento a família não tinha sido indenizada. Uma verdadeira profanação do ser humano. Na verdade, nesse estado índio não é gente, afinal é o estado em que se pratica um verdadeiro genocídio contra essas populações. Tudo isso se deve, à blindagem feita pelos grandes produtores e investidores aos representantes políticos em Mato Grosso do Sul. Essa exploração paranóica do capital industrial ao trabalhador sul-matogrossense e do Brasil deve ser posta em discussão, pois o processo de (de)senvolvimento proposto é freqüentemente acomapanhado pela precariedade do trabalho, pela crise identitária do trabalhador e pela experi~encia humilhante de tentar ser uma cidadão do mundo.

  7. Luiz Carlos Socoloski

    01/02/2012 21:22:42

    Duvido que o motoirista da MK, uma conceituada empresa, produtora de produtos para couro tenha cometido este erro.tenho quase ceteza de que algum dos funcionários da empresa local tenha indicado o local para a descarga. Possivelmente é algum destes trabalhadores contratados para todo o tipo de trabalho, sem conhecimento e treinamento adequado e provavelmente um daqueles que acabaram abandonando a escola. Trabalhadores voltem a estudar, voltem a se aperfeiçoar para não mais danificar a imagem de organizações conceituadas, que estão aí oferecendo oportunidade de trabalho e renda, o que este país tanto precisa. Observem que mesmo para fazer trabalhos mais elementares como apontar um local para descarga é preciso conhecimento sobre aquilo que se faz. Não falem bobagem, capacitem-se. Riscos - só o fato de estar vivo você já está correndo risco.

  8. JDP

    01/02/2012 21:09:43

    Na industria de galvanoplastia utiliza-se sais derivados do ácido cianídrico(cianetos) altamente toxico. Para se ter uma idéia do que é ,esse gas foi utilizado na execução de condenados na prisão de San Quentin no estado da Califórnia. Quando se vê os automóveis com frisos e maçanetas metálicas , não se imagina que os trabalhadores do ramo ficam a curta distancia da morte por intoxicação. Basta apenas um descuido.

  9. Mino Rasta

    01/02/2012 20:59:54

    “nenhuma pessoa de bom senso poderá defender que bens sublimes como a saúde, a integridade física e a vida dos trabalhadores continuem a ser sistematicamente desprezados pelo requerido, como se os seus empregados se equiparassem aos bovinos diariamente sacrificados no frigorífico em que trabalham”.Isso não é verdade. Os bovinos (antes do abate, claro) são muito mais bem tratados que os trabalhadores. (desculpem o cinismo)

  10. Franklin A S

    01/02/2012 20:19:32

    Outra boa reportagem do "Reporter Brasil". Faz algum tempo estou procurando o referido documentário pela net, e o máximo que encontrei foram duas partes pelo youtube. Se alguém puder indicar um link com o vídeo agradeceria bastante. Abs

  11. cristina

    01/02/2012 18:36:22

    existe algum ponto positivo de se trabalhar num frigorífico? aquilo lá é o inferno na terra! animais tratados como se fosse nada. não como carne há mais de 10 anos.

  12. ze mela

    01/02/2012 18:10:56

    o próximo acidente será no frigorifico do filho do molusco. é só esperar pra ver

  13. ib54

    01/02/2012 17:31:56

    Onde não ha risco?

  14. Carlos Yoshi

    01/02/2012 17:30:35

    Achei a matéria bem escrita, mas como sempre, a senda escolhida é sempre a marxista, o maniqueísmo de tachar o empresário de incansável sangue-suga das vítimas operárias, essa ladaínha já cansou demais.Em vez de fomentar a "luta de classes" que tal oferecer instrução, motivar o cidadão a aumentar a sua renda, a se qualificar, a ousar, lembrando sempre que o progresso exige dedicação, sacrifício, comprometimento, não é tomando cachaça que se avança economicamente.........NADA DISSO, o mantra do Saka é se reunir no meio do horário de trabalho para debater o quanto o empresário oprime o trabalhador e engendrar meios de "redistribuir" a renda do empresário.Veja o próprio pessoal da Marfrig, veja como eles começaram....eram empregados que cansados da "exploração" foram à luta, ao invés de greve o dono do Marfrig foi procurar outro meio de vida.....Basta dessa visão ideologicamente envenenada, da lógica da preguiça e da antipatia pelo produção.Realmente lamentável esse acidente, certamente a empresa é obrigada a amenizar o sofrimentos dos parentes das vítimas.Mas há que contextualizar os casos, são quantos incidentes para o conjunto total de trabalhadores? São dezenas de milhares de trabalhadores, e, sabidamente, é impossível zerar a possibilidade de óbito.Porque não ter um pouco de respeito com quem produz, por quem possibilita que tenhamos um produto adequado nas gôndolas de supermercados, invariavelmente o industrial é retratado como um aproveitador, um desgraçado que sonega o equipamento de proteção para fazer a revisão no helicoptero....uma minoria faz isso, e mesmo essas prátivas nocivas e ilegais estão diminuindo drasticamente em função do MPT. Estamos em fase de mudanças, de um sistema quase feudal de 30 anos atrás para uma economia global, com sistema de previdencia eficiente, respeito ao trabalhador e ao consumidor, mas um pouco de razoabilidade é desejável, não vamos virar a Suécia(aqui é bem melhor, diga-se) em matéria de segurança de trabalho em 1 ano, o Brasil trabalha para atingir a excelência mas a cobrança deve ser razoável.O Estado, que se omite diariamente das suas obrigações, é mestre em exigir que o empregador ofereça os mesmos padrões de segurança, rendimento, conforto de um trabalhador da Suiça...só que na Suiça o caminhão não quebra no buraco, o entregador não é assaltado, o trabalhador não fica preso 2 horas no engarrafamento, o porto despacho o produto em 12h(ao invés de 12 dias aqui).Menos preconceito seria bom.

  15. Jonny

    01/02/2012 17:22:08

    Sem contar com os Frigorificos sucatados na regiao norte do tocantins(Araguaina-to) ,onde a falta de equipamentos e estrutura de trabalho.(FRIGORIFICO BOIFORTE).

  16. Gabriela Costa

    01/02/2012 17:16:07

    Caro,O japonês é só um. Tem um milhão de temas importantes que poderíamos enumerar. Eu entro aqui todos os dias e vejo ele tratando de temas diferentes e relevantes.Concordo contigo que a mídia deveria tratar melhor desses temas, mas o Japa não tem culpa.Abre um blog também!:-)Abraços!

  17. Edison Dorea

    01/02/2012 17:05:13

    PrezadosOutro ponto que por hora não foi abordado, é o quanto entra na conta dos Governos [ Municipais, Estaduais, Federais ], de impostostanto no produto processo, como na renda do trabalhador [ INSS, IR ]E quando o acidente ocorre [ em grandes proporções ], a Multa se realmente é paga... passa longe mas muito longe de ser revertida para melhorias para o trabalhador e o consumidor finalÉ o tal do custo brasil, ou a tal frase " Over Head " ou o mais popular Cabeça de Bacalhau..Todo mundo save que existe, mas nunca vemos

  18. Ricardo

    01/02/2012 16:53:25

    Parabéns pela reportagem, mas dentro da maioria dos frigorificos existe uma bomba relógio, prontinha para explodir, que são as tubulações de amônia em péssimas condições, já fui em alguns grandes frigorificos,e a maioria está assim.

  19. Leandro

    01/02/2012 16:31:30

    Gostei do texto, mas deixando de lado a admiração pelo seu trabalho Sakamoto, gostaria de dizer que o que vc faz aqui as vezes parece pura demagogia. Por que esses assuntos, se são tão importantes como vc diz, só são abordados qdo algo já ocorreu? Se a situação é tão grave, pq nunca é comentada?Admiro seu blog e seus textos, as vezes concordo e as vezes discordo, mas não é esse o caso agora. Acho que assuntos importantes poderiam ser mais discutidos aqui, e não apenas qdo a desgraça já está consumada. Isso é atitude de canais de tv, que depois que um prédio caiu e matou várias pessoas, foi querer mostrar ao povo brasileiro como é feito o controle de obras na cidade do Rio de Janeiro, comparou com o sistema de Nova York, etc...Por favor, traga a nosso conhecimento situações novas, e não apenas o que a gente já conta com a midia para ganhar audiência. Afinal, a maior vantagem de um blog é a possibilidade de passar idéias sem censura. Para o resto, já temos nossa midia corrupta e vendida.Forte abraço!

  20. Paulo F M Souza

    01/02/2012 16:11:13

    Boa matéria, cita fonte e dados. É assim que se escreve.

  21. Rosa

    01/02/2012 16:10:50

    Realmente.Sr. Carlos faço das suas palavras as minhas neste mundo que vivemos não nos damos conta de que quando uma comida e um produto nos chega, não temos dimensão de quantas pessoas arriscam suas vidas... É uma pena com este mundo cada dia mais capitalista convivermos com estas fatalidades tolas....

  22. Gilberto

    01/02/2012 15:56:25

    Sr. Sakamoto, viver no Brasil é uma atividade de risco! Tudo que não é construído de forma correta, não tem manutenção séria e competente, não é fiscalizado com eficiência e sem "quebra galhos" propinófilos, oferece risco aos circunstantes.A legislação existe, mas tem mais chicanes que pista de kart, ou seja, esquece!Até os prédios mais antigos estão desmoronando por que? Reformas de puxadinho, sem alvará e sem fiscalização. Imagine os novos!Graças a Deus, moro no interior, numa casa térrea de tijolos que eu mesmo construí. Meu medo é só começarem a fazer usinas nucleares. Com a tecnologia de ponta de Chernobyl e de havana, explodem o pais!

  23. Camila

    01/02/2012 15:35:56

    Mais uma razão forte para não comer carne.

  24. jose

    01/02/2012 15:30:58

    a questao e o foco, a atividade e de risco, e o que nao tem e fiscalizacao adequada.julgo que, a titulo de informacao ao publico em geral, esta questao nao foi abordada

  25. Leonardo

    01/02/2012 15:27:57

    Parabéns xará! É um assunto muito pouco divulgado, mas o trabalho em frigorífico é potencialmente prejudicial à saúde. Além desses fatores citados, há o problema, que também ocorre em supermercados, do trabalho em câmaras frias, que ao longo dos anos pode causar problemas relacionados a articulações, tais como reumatismo. Causas de aposentadoria por invalidez, problema grave, que somente pela ponto de vista do orçamento público, já seria merecedor atenção do Estado, visto os gastos que poderiam ser reduzidos com medidas de prevenção a essas doenças, caso fossem implementadas nesses ambientes de trabalho. Sem mencionar, é claro, a questão de dignidade do trabalhador que é submetido a um ambiente inóspito, pois se depara com a morte todo dia. Dinheiro é importante sim, mas deve ser acompanhado com condições mínimas de saúde, senão, nem há como aproveitá-lo. Infelizmente, isso só irá mudar se ocorrer uma ampla divulgação desses problemas, talvez a única forma de fazer as demais pessoas imaginar-se no lugar desses obreiros, e a vida que levam. Creio que ela não é o sonho de ninguém.

  26. Precisa explicar tudo senão os nerds não entendem

    01/02/2012 15:23:48

    Definitivamente você não entendeu o que ele quis dizer com esse título, né?

  27. Almeira

    01/02/2012 15:22:39

    Puxar saco do povão = defender quem não tem advogado caro para se defender.Dá-lhe Saka! Irritando a zelite!

  28. jose

    01/02/2012 15:20:55

    Abate e fabricação de protudos de carne e atividade de risco prevista em legislcao, veja site do Ministerio do trabalho e emprego NR 04.O grau de risco vai de 1 a 4, e esta atividade e classificada como 3

  29. Cacá

    01/02/2012 15:19:00

    Face ante todas essas denúncias,cadê o trabalho do Ministério Público,da CLT e da Polícia Federal? Será que a Dilma e seus asseclas não sabem disso ou estão tomando cafezinho com o irmão do sanguinário ditador de Cuba,para depois tomarem alguma atitude antes que seja tarde.Dona Dilma,país rico,é país sem corrupção e sem escravidão também,pois do jeito que está não dá para continuar,temos que dar um basta à estas barbáries cometidas por esses mafiosos travestidos de empresários.Cadeia neles,já!

  30. CARLOS

    01/02/2012 15:16:22

    Essa profissão é de risco ? Não se esqueça agora de fazer o mesmo trabalho para os TRABALHADORES DAS MINAS DE CARVÃO que respiram o pó de sílica a mais de 1 000 metros de profundidade. Não se esqueça de pesquisar sobre os homens que trabalham no fundo do mar fazendo as bases para assentar os pilares das pontes como a Rio-Niterói foi feita.Sabia que tem mergulhadores e no Brasil, que precisam mergulhar dentro de canos para consertar valvulas nas plataformas de petróleo.E que um avião agrícola, carregado de venenos precisa voar a poucos metros do chão para pulverizar uma lavoura desviando dos fios e das arvores. Lá no chão tem uns coitados com uma bandeirinha sinalizando onde comeca e onde termina a lavoura. Com veneno na cabeça.Sabia que na Marinha Mercante um petroleiro leva 1 mês viajando, só céu e agua só para chegar no Japão. Depois tem a volta ainda. Sem sábado nem domingo, nem natal, aniversario seu ou dos filhos. Só trabalho. Muitas dessas viagens levam 5 ou 6 meses para regressar ao Brasil. TEM MUITOS TRABALHOS ARRISCADOS E DIFÍCEIS.

  31. Eduardo

    01/02/2012 15:04:26

    Estes blog é muito chato. Esse Sakamoto só escreve coisas com sentido de puxar o saco do povão. Que Blog conveniente e irritante.

  32. Cristiano

    01/02/2012 14:49:16

    Que trabalho de garimpagem de informação! Sakamoto você é um chato do bem - hehehe

  33. Bárbara Reimberg

    01/02/2012 14:38:41

    Excelente texto, Saka!

  34. Gabriela

    01/02/2012 13:33:20

    Ótima matéria. Esclarece um dos aspectos da crueldade embutida na carne que se come todos os dias. Parabéns, Sakamoto.

  35. Ricardo Charles

    01/02/2012 11:23:58

    Leonardo!Até que fim uma reportagem decente!Abs.,Ricardo.

Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Leia os termos de uso