Blog do Sakamoto

Saber a origem das coisas muda os hábitos de consumo?

Leonardo Sakamoto

Muitos me perguntaram por que os flagrantes de escravos produzindo para a Zara ganharam repercussão tão grande, uma vez que a mídia já havia divulgado em outras ocasiões resgates semelhantes envolvendo empresas como a Marisa, a Pernambucanas, a 775, entre outras. As razões são múltiplas, dentre elas a mais relevante: quem compra Zara?

Classe média, média alta; que está na internet e usa redes sociais como Twitter e Facebook. Vale ressaltar, aliás, que nesse grupo estamos nós jornalistas. No momento em que a denúncia era Trend Topic global no Twitter, muitas redações constatavam que todas, senão, todos tinham peças da loja no armário de casa ou as vestiam naquele momento. Esse público, por fim, também assiste a ''A Liga'', programa que trouxe a denúncia junto com a Repórter Brasil e a BBC, e acessa o Uol – primeiro portal que distribuiu a informação completa. Esse grupo faz barulho e é mais ouvido, consome mídia e notícias com voracidade, possui formadores de opinião entre suas fileiras.

(No momento em que a algo vira TT global, torna-se pauta. Mesmo que isso não represente, nem de longe, a opinião pública brasileira, pois envolve uma parcela muito, mas muito, pequena de sua população, que está no microblog Twitter. Se, por um lado, isso é bom para furar bloqueios de divulgação, por outro lado pode gerar distorções do que realmente é relevante para a população.)

E não estamos falando de uma fazenda de gado em Tucumã, no Pará, mas sim de uma loja que está no shopping center do lado de casa que foi diretamente responsabilizada pelo governo federal pela situação encontrada. É fácil ignorar aquilo que está distante e chega a nós por caminhos muitas vezes tortuosos e mal explicados envolvendo frigoríficos e supermercados. Ou quando falamos de gente morena de sol amazônico que está em algum mato por aí a milhares de quilômetros da minha churrasqueira. Mas vira um incômodo quando são um grupo de imigrantes pobres trabalhando na zona Norte da minha cidade, distantes uma passagem de ônibus da nossa casa.

A Zara não comercializa roupa. Da mesma forma que a Coca-Cola não oferece refrigerante. Eles vendem estilos de vida. Comprando determinado vestido ou camisa, você está adquirindo um jeito alegre, descolado, desprendido, exclusivo, cool, hype, fashion de se viver. A roupa está te ''conferindo'' isso, o que – grosso modo – é construído ao longo do tempo pelas empresas e aceito por todos que reconhecem determinada marca. Quando, de repente, esse estilo de vida é manchado com degradação, cerceamento de liberdade, humilhação, superexploração, o que era orgulho pode-se tornar vergonha. Pelo menos publicamente, porque entre quatro paredes muitos dos que se dizem embasbacados acabam, por optar pelo ''Meu Deus, a Zara tá em promoção depois dessas denúncias! Não posso ficar fora dessa!''.

Publicidade é fundamental, então isto não é uma crítica generalizada, mas apenas de certos usos que se fazem dela. Sobre o que você realmente compra, vale se deter um pouco mais. Alguns anúncios nos passam a impressão de que se eu não tiver um possante ultrajantemente rápido, não conseguirei correr o suficiente para fugir da lembrança de um dia ruim de trabalho. Ou como vou poder compensar uma vida infeliz, um casamento de merda e um emprego que só me traz gastrite se não tiver um carro rápido? Afinal de contas, ao adquiri-lo estou comprando um estilo de vida, um estilo sem preocupações. Só velocidade.

Dentro de nossa sociedade, a busca pela felicidade passa pelo ato de comprar. E a satisfação está disponível nas gôndolas, prateleiras e araras a uma passada de cartão de distância. Muitos de nós ficam tanto tempo trabalhando que tornam-se compradores compulsivos, adquirindo estilos de vida em forma de símbolos daquilo que não conseguirão obter por vivência direta. Através desses objetos, enlatam a felicidade – pronta para consumo, mas que dura pouco.

Nada disso é novidade, é claro. Mas fico me perguntando quanto tempo vamos levar como sociedade para regular verdadeiramente a publicidade que consumimos diariamente e passivamente.

Não quero abrir uma discussão sobre liberdade de expressão, pois ela deve ser a mais ampla possível sempre, para todo mundo e não apenas meia dúzia de pessoas. Mas lembrar que há limites do que se pode fazer ou falar, estabelecidos através da análise do que podemos causar de dano real à vida de outras pessoas.

Um exemplo são os anúncios publicitários de produtos gordurosos ou com muito açúcar cujo consumo em excesso por trazer riscos à saúde. As ações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para garantir que eles tragam informação dos danos que podem causar não agradaram nada as empresas de refrigerantes, sucos concentrados, salgadinhos, biscoitos e de bebidas com muita cafeína. Ou seja, tudo aquilo que a molecada adora, mas que pode contribuir com doenças cardíacas, hipertensão, diabetes. A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação defendeu que alimentos e bebidas como refrigerantes e sucos concentrados não estão previstos como itens que podem receber advertências (como álcool e tabaco), que publicidade teria que ser normatizada por lei federal e que isso não vai dar certo porque a ação não educaria o consumidor. Uma justificativa burocrática, uma vez que o ideal seria a própria empresa informar ao consumidor sem ser obrigada a isso.

Em fóruns empresariais sobre liberdade de expressão, essa discussão é taxada superficialmente como uma tentativa de enfraquecer a imprensa através do bloqueio de seu financiamento. Novamente a palavra mágica “auto-regulação” é lançada no ar, ou seja, que o Estado fique longe, deixando a sociedade (leia-se mercado) resolver. Reclama-se que as propagandas têm o direito de se expressar ao vender seu produto da mesma forma que os jornalistas o têm ao noticiar algo.

Pergunto-me, então, se isso significa que as agências de publicidade vão começar a dar os ''dois lados'' ao vender um produto (não que reportagens sempre dêem os dois lados, mas pelo menos isso está lá nos manuais). Afinal, ter informação é fundamental para poder ter liberdade de escolha. E comprar é um ato político, pois ao adquirir um produto você dá seu voto para a forma através da qual uma mercadoria foi fabricada e mesmo o que ela representa. Se isso ocorresse, seria mais ou menos assim:

''Este carro chega a 330 km/hora. Com ele, você vai esquecer todas as frustrações do seu dia-a-dia. Não inclui, contudo, o valor da fiança que terá que pagar caso atropele alguém por não conseguir frear a tempo.''

“Este refrigerante contém bastante sódio, o não é muito bom para o coração. E engorda. E favorece as cáries. Mas é uma delícia! E tem bolhas.”

''Este novo modelo de celular também é MP3, máquina fotográfica, agenda, acessa a internet, lava, passa e cozinha. Mas a cada 1000 produzidos, um deles tem uma bateria que vai estourar provocando graves queimaduras. Alguns dizem que o uso contínuo pode levar ao desenvolvimento de câncer. Mas não há estudos conclusivos a respeito.''

“Essa bolacha recheada é um fenômeno. Gosto incrível, textura incrível e o recheio, hummmmm, super fofinho. Tão fofinho quanto você vai ficar se comer um pacote inteirinho toda a vez que lembrar deste anúncio. Ah, e é enriquecida com vitaminas B5 e B12.”

''O combustível é ótimo, faz com que o motor do seu carro dure 30% a mais. Só tem um efeito colateral: ele possui tanto enxofre na fórmula que contribui mais do que qualquer coisa com a poluição das grandes cidades. Mas quem se importa com isso? É só fechar o vidro para a fumaça ficar do lado de fora.''

E, é claro:

''A calça é para quem tem estilo. Apesar do seu custo de produção ser baixo, por ter sido feita por bolivianos escravizados em São Paulo, jogamos o preço para cima. Dessa forma, você pode ficar tranqüilo que não vai ver um pobre pé-rapado usando mesma o mesmo vestido. Nunca.''

Esse “capitalismo self-service” brasileiro, em que não se cumprem todas as regras do jogo, mas, pelo contrário, deixa-se de lado o que não convém, irrita muito. Pois não se está pedindo a proibição de nada, apenas exigindo que seja informado o que determinada mercadoria contém e se ela foi produzida dentro de padrões de qualidade técnica, trabalhista e sócio-ambiental. Se alguém não se importar em consumir, ótimo, compre. Mas se não quiser, este tem o direito de saber.

Como resposta, empresas dizem que têm o direito de não fazer campanha contra o seu próprio interesse. Ou seja, de não jogar contra o patrimônio. Não espero que uma loja como a Zara passe a colocar em seus anúncios coisas do tipo ''Zara – porque a liberdade passa longe daqui'' ou ''Compre Zara: usamos menos escravos do que no ano passado''. Mas a empresa deve assumir publicamente o problema (o que, em parte, fez) e divulgar um cronograma do que será feito (o que deixou a desejar). E caso se negasse a prestar informações sobre a situação real, esses dados poderiam ser fornecidos pelo próprio governo e divulgados à sociedade através desse espaço publicitário. Afinal, de acordo com o Código de Defesa do Consumir, temos esse direito. É justo saber o que está se comprando. É fundamental transparência.

Tudo bem, isso é apenas um exercício de imaginação, ninguém é inocente aqui. Mas com os anunciantes assumindo, por bem ou por mal, os impactos causados pela cadeia produtiva das mercadorias que vendem a nós, teremos um país mais consciente na hora de comprar e, portanto, um desenvolvimento mais sustentável.

  1. daniambiental

    02/11/2011 11:29:31

    ótima declaração!é como dizer "você é livre para fazer o que quiser, desde que assuma as responsabilidades e consequências dos seus atos"."o conhecimento liberta"

  2. Ricardo Sconamiglio

    08/09/2011 22:12:58

    Asno, boa noite!Gostei muito do seu post... é claro que existe um pouco de exagero em quase tudo que comenta, mas na verdade serve para refletirmos sobre nosso comportamento e sobre tudo a ideologia daquele que publica. Quanto as merchandising, realmente tem que ser repensado, a sociedade se alimenta de tudo aquilo que os principais meios de comunicação transmitem, sem pensar na intencionalidade a que quer chegar, influenciando nos modos de uma cultura, comportamento, valores e etc.A respeito da exploração do trabalhador, o Dep. Estadual Carlos Bezerra esta tentando instaurar uma CPI para investigar a Zara e outras empresas.

  3. Conservador Cristão

    05/09/2011 17:39:57

    "E dane-se o mundo."Pelo contrário, é por gostar do mundo e da humanidade que perco meu tempo ajudando a evitar que gente como você estraguem tudo mais uma vez.

  4. Che

    05/09/2011 17:37:07

    É ISSO companheiro!Só eu, você, o companheiro VERME (agora NUEVO) e mais meia dúzia de pessoas sabemos o que é o certo para a humanidade!Portanto é NOSSA MISSÃO levar para o MUNDO TODO a gloriosa REVOLUÇÂO que transformou CUBA na sociedade PERFEITA!Fuzilamos e seguiremos fuzilando todos que não gostarem da nossa SOCIEDADE PERFEITA! Nossa luta é uma luta de MORTE!Hasta la victoria siempre!E después, el paredón, claro.

  5. Che

    05/09/2011 17:24:52

    "A questão nem se coloca."É ISSO companheiro!Em CUBA, berço da gloriosa REVOLUÇÃO CUBANA, tratamos de resolver logo esse problema PROIBINDO de uma vez perguntas cujas respostas coloquem a SUPREMA TEORIA MARXISTA-LENINISTA em situação constrangedora.Problema que sempre existem os malas que insistem em perguntar.E pra eles, criamos EL PAREDÓN!!!

  6. marilu

    05/09/2011 15:17:00

    Fabio, boa tarde!o seu mundo imaginável é de fato muito bom! quero me mudar pra lá o mais rapido possivel rsrsrsrrs desculpaaaaaaaaaaaa só to brincandoooooooooo eu vi um filme nem me lembro o nome e era algo assim: as pessoas não mentiam nunca! ninguem jamais dizia algo que não fosse a absoluta verdade! sinceramente: era um saco de vida chata!então eu insisto que oito não presta e oitenta não vale nada, se conseguir encontrar o quarenta pega porque esse é o cara!abs

  7. marilu

    05/09/2011 15:10:45

    Maria Alice, boa tarde!" falta de cultura pra cuspir na estrutura" e eu te pergunto: quem culpa tem Cabral????????? ele só descobriu o Brasil, o resto foi feito por nosotros rsrsrsrabs

  8. Emmer

    03/09/2011 10:55:23

    Bom texto, Sakamoto. Infelizmente, muitas pessoas não compreendem a proposta da sua escrita, que é fazer refletir, ficam agressivas e escrevem o que lhes vêm à cabeça. Elas não entendem (ou não querem entender) que também fazem parte do sistema, e que de alguma forma perpetuam toda esta cultura capitalista e liberal do consumo sem limites.

  9. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    03/09/2011 07:48:38

    A burrice também lhe assiste Nuevo..Fique à vontade para utilizar essa prerrogativa..PRA FALAR ERRADO NÃO PRECISA DE LIVRO.Abraço.

  10. nuevo

    03/09/2011 03:01:10

    Teu comentário foi tão pernóstico quanto o blog onde você escreve.Nada a ver.Mas o negócio tá bem feio lá na Holanda, sabia disso tudo não.

  11. nuevo

    03/09/2011 02:57:45

    Não quanto à tendências, isso aí todo mundo já percebeu, mas quanto à solução.Você está propondo mais do mesmo.A receita que nos trouxe até o ponto em que estamos.

  12. Monja Edna

    02/09/2011 23:44:55

    Cara Maria Alice,Você é uma pessoa nota mil, pelo menos aqui nesse lugarzinho onde travamos contato... Não há lugar para cinismos e dubiedades em suas colocações e admiro isso. Entendi tudo que vc. observou e concordo. Mesmo não sendo, eu mesma, exemplo de conduta...Obrigada pela atenção!Abraços

  13. Monja Edna

    02/09/2011 23:33:32

    Fabio Arrassou!Pena que nnao pude me posicionar ontem, o blog estava fora, não entrou niente...

  14. Monja Edna

    02/09/2011 23:30:20

    Hahaha! Rebolución!Preparado, Tu sotáque és muy bueno!Viste que jô ê cambiado my nombre también? Eres por que soy tu cupimtcha e como otros dirán, baba huevos e todos las otras ofensas, que pensan proferir o por ferir me.. rsrsrsrs. E que dicen que soy de Sakamoto tb. Pero....No és verdade poque soy solo tu cupintcha e compañera. Hasta la vitória!Biba la rebolución!Que ahora soy una azeqzuada, sí más zuada do que suada... rsrrs.Tenemos que conter nuestras inclinaciones festivas nesto bloh...El pueblo no hace gusto de muchas fiestas!Peroooo.... Pienso que no suportaré eso peso de ser una mon-ha...Talviez estoy más para el apelido que FDA me há dado há tiempos atrás...Gatía, sí!... Entonces... pienso que voy a cambiar para eso, és más my perfil!Rsrsrsrsrsrs...Viva la Libertá!

  15. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    02/09/2011 23:12:17

    hihihi..

  16. nuevo

    02/09/2011 23:11:34

    Fábio é um luxo só.Bem lembrado: o caos!Uma ideia aparentemente reformista, a de esclarecer consumidores, numa sociedade onde a falsificação é a regra, tem força revolucionária.

  17. nuevo

    02/09/2011 23:08:30

    Caraca!Muito louco!Grande depoimento.

  18. nuevo

    02/09/2011 23:03:18

    Concordo contigo, Soraia.E a gente tem que buscar todos os meios, ainda que pequenas medidas individuais, de quebrar esses condicionamentos.Comprar menos.Comprar coisas realmente úteis e duráveis.Consertar.Reaproveitar.Abraço.

  19. nuevo

    02/09/2011 23:00:55

    Isso tá mais que óbvio.És fruto de um "Domingo Legal" com um nó cego.E dane-se o mundo.

  20. nuevo

    02/09/2011 22:59:14

    Mira, companhêra, que el comandante Tchê començô a decir abobrinhas nel blôgue.Sinal de los tiempos.La rebolucion mudô de cara.Y de estratêgias.Pêro el corazôn pulsa igual.

  21. nuevo

    02/09/2011 22:56:06

    O fazendeiro que passar chumbo na galera criará mártires.Ajudará o movimento.Entre outros.

  22. nuevo

    02/09/2011 22:51:55

    Nada a ver o black panther.Atrapalha, faz faça minimamente bem feito, vá!

  23. nuevo

    02/09/2011 22:49:59

    Agora...Você disse uma coisa corretíssima:O capitalismo funciona MUITÌSSIMO BEM com ditaduras.Na verdade, volta e meia, ele precisa delas.E lembro:Democracia é uma farsa.São graus de totalitarismo o que vai da democracia ao estalinismo e nazismo.Tudo sistema produtor de mercadorias.

  24. nuevo

    02/09/2011 22:46:30

    Foge não, Motoca,Tá parecendo o Goonie.Cê tem que dizer onde existe apologia ao erro no livro aprovado pelo Mec para Língua Portuguesa.Desconfio que você falou sem saber.Repetiu como papagaio, de orelhada, como tantas bobagens anteriores.

  25. nuevo

    02/09/2011 22:43:51

    Mijes,Cê sabe que as crises são sistêmicas.O lance é manter a galera entretida, pra aguentar o cinto que aperta.Às vezes o pescoço.Fácil falar em crises com cinismo.É o pollyanismo radical suicida.

  26. nuevo

    02/09/2011 22:39:12

    Edna,Agradeço o exercício de imaginação.Mas a realidade é sempre mais cruel e mesquinha.Minto muito, só pra aporrinhar os esmurfes.Funciona, viu?Abraço.

  27. nuevo

    02/09/2011 22:32:47

    Agora deu pra entender o que vc fazia num bar com fotos do Che.Garoto esperto.E te garanto, num bar nazi tu só ia encontrar marmanjo e duas minas sem cabelo.Jogo duro.

  28. nuevo

    02/09/2011 22:22:17

    Quando se faz esse tipo de pergunta, já se respondeu.Pra mimA questão nem se coloca.Todos tem que ganhar igualmente bem.Não concorremos uns com os outros.A escola é um todo, num projeto coletivo.O resultado é geral.Não dá pra apontar um bom e outro ruim.O que não quer dizer falta de avaliação.

  29. nuevo

    02/09/2011 22:18:26

    Releia.

  30. Che

    02/09/2011 09:35:26

    Y despúes el paredón!Fuzilamos e seguiremos fuzilando! Nossa luta é uma luta de morte!!É isso aí companheira!

  31. Conservador Cristão

    02/09/2011 09:32:50

    Fale por você, eu sou bem feliz.

  32. Soraia Haidar

    01/09/2011 23:48:35

    Trabalhamos que nem loucos para comprar coisas que normalmente nem precisamos, pior que isso, ainda ficamos endividados e deixamos os bancários e grandes corporações felizes! Nem precisa de trabalho escravo, vivemos a escravidão camuflada e ainda achamos que somos felizes! Quanta ilusão!

  33. Mauricio

    01/09/2011 22:42:26

    Aluno,Não é mesmo justo o bom receber igual ao péssimo. Mas é difícil medir de fato se alguém é bom e ruim. Já fui professor, já trabalhei em organizações públicas e privadas (como professor e em outras atividades). Quer saber? Se no setor público vi o ruim ganhar o mesmo que o bom, cansei de ver no setor privado o péssimo ( e marketeiro de si próprio) ganhar bem mais que o bom (e que não se preocupa em se autopromover). Creia, injustiça há em todo lugar. Sempre vi vagabundos e gente muito comprometida tanto no setor público quanto no privado. Nos dois há gente competente e intressada em prestar o melhor serviço, ganhando bem ou mal. Acontece que se o salário (e não o prêmio) não for bom, o cara cansa e sai, muda de profissão, vai buscar outra que o pague melhor. Tenho motivos para achar que eu era um bom professor. E adorava dar aulas. Quando saí, me perguntaram se me pagassem tanto quanto eu ganharia na nova profissão, se eu desistiria da mudança. Respondi, com sinceridade, que se me pagassem a metade, eu ficaria. Na Finlândia, um professor ganha MUITO bem. Os melhores talentos querem ser professores. Penso que aqui, se quiséssemos mesmo uma revolução pela educação, teríamos que aumentar radicalmente o salário dos professores. Multiplicar por três ou cinco vezes. Porque não basta termos alguns bons (ganhando bonus), uns médios ganhando mal e uns ruins que acabem demitidos. Precisamos que todos sejam muito bons. E para isso, a profissão tem que ser atrativa para os melhores talentos do país

  34. Luiz Alberto

    01/09/2011 22:08:17

    Presado Fábio...entendo sua preocupação.Suas colocações indicam que vc é um publicitário...ou simpatisante.Sou desenhista industrial na área de projeto de produtos...mais conhecido como projetista de inutilidades domésticas.Sabe aquele multi processador que compramos para cortar as mais finas fatias de salame,pepinos, tomates,beterrabas e afins?Pois é...nós criamos estas porcarias e a publicidade as torna objetos de consumo.É assim mesmo meu caro...a realidade dolorida.Abs.

  35. Maria Alice

    01/09/2011 19:06:07

    Cara Marilu,Eu andei conversando justamente sobre esse assunto com uma outra comentarista daqui do blog do Sakamoto. Eu até pensei que tivesse saído o meu comentário no blog que falava a respeito do assunto, mas até às 18:00 hs., de ontem, não havia saído. Depois não tive mais tempo de verificar. Eu tinha voltado para ler um outro post e também já ia deixar outro comentário (motivo: no meu entendimento é uma situação que jogará MAIS PRECEDENTE$ NEFASTO$ ÀS COSTAS DOS CIDADÂOS). Porém, no que volto, um colega havia deixado um recado que o cara não publicava todos os comentários. Então, parei. Depois procurei saber o porquê, disseram-me que só os bem sucinto. Mas, depois eu vou lá ver. Contudo, vamos ao que realmente interessa. A minha leitura sobre o assunto é que é um absurdo ! É um verdadeiro escárnio com os contribuintes e suas inteligências! E viva o brasilzão, dos “super milionários” que trabalham para sustentar suas famílias, os picaretas e as famílias destes! Se fosse um ladrão de R$5,00 já estaria na cadeia há muito tempo, apanhando, sendo seviciado pelos demais infelizes, aprendendo bandidagens etc.. E, como sempre, a gente pagando tudo, inclusive os superfaturamentos. Não entendo porque esse tipo de gente não é presa, logo a que poderia pagar suas estadias nas cadeias e presídios. E o melhor: seriam apenas ressarcimentos.Quanto aos demais delitos citados, eu quero que eles os pratiquem em seus eleitores, mas, o mais importante é que eles esqueçam o nosso dinheiro molhado com o suor do trabalho. Não me surpreenderia se a pessoa em questão, a partir de agora, se tornasse uma política famosa e até virasse um dos caciques de âmbito nacional. O zé povão adora qualquer coisa que lembre glamour ou que ele possa se projetar, mesmo que pague muito caro. Enquanto isso, a gente come capim e corporativismos. Cultura Antiética. Educação e Cultura para o povo já ! Enfim, na minha leitura, esse tipo de corporativismo nada mais é do que uma sevícia à cidadania. Abraço.

  36. Aluno

    01/09/2011 17:11:49

    Escreveu, escreveu, e não respondeu:Acha justo que o bom professor receba igual ao péssimo?

  37. Rodolpho

    01/09/2011 15:35:49

    Iae Ajinomoto,Voce leu isto !?Governo quer barrar CPI do trabalho escravo O governo paulista trabalha para impedir a criação de um Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) na Assembleia Legislativa que investigue o trabalho escravo no Estado de São Paulo.E o que você, Ó GRANDE AJINOMOTO, O MAIOR BLOGUEIRO HUMANISTA DO BRASIL, sentadinho com a bundinha na cadeira vai fazer !? Por que você não vai lá prestar sua GRANDE CONTRIBUIÇÃO pra que estes nobres parlamentares vejam que seus "gritos" e suas "teorias", toda sua "dedicação exclusiva" aos estudos teóricos sobre relações trabalhistas e toda esta grande "preciosidade" que voce escreve neste blog seja utilizada em favor de algo MELHOR pra sociedade !?Engraçado, que se eu fosse parlamentar, eu com certeza te chamaria pra me ajudar nesta CPI, gostaria de sua colaboração como consultor, mas.... porque sera que o grande senhor AJINOMOTO não foi chamado pra dar se quer um palpitezinho nesta cpi ?! ou mesmo foi lá falar com os parlamentares sobre o quão importante é esta CPI !Orra Ajinomoto, assim não dá, você só fica na internet !? Que que é isso !!!Ajinomoto, hora de voce sair da condição de tempero insosso pra SAL !Está aí a sua oportunidade, vai aproveitar ou vai continuar sentadinho escrevendo lixo virtual pra esquerdista falido que nunca trabalhou na vida !?Abraços,Rodolpho.

  38. Edna

    01/09/2011 14:21:38

    As aburguesadas que estudaram fora, então, devem ser as melhores, hein, Verme??"Depois de tudo", rsrsrsr, ainda tem um papo filosófico profundo... Que ninguém é de ferro! Bem cabeça, pra não cair no vazio... Afinal vc. não aguenta vazio, não é?Mas pelo menos não se encastela... Se junta aqui com a caxangada da qual eu faço parte, hahaha! Gosta mesmo é de um barraco!

  39. Edna

    01/09/2011 13:57:59

    Abaixo o trabalho, vamos vadiar!O capitalismo vai ser vencido pela simples e velha vadiagem, hahaha!Que comunismo o quê? Trabalheira do cão!Trabalhadores do mundo, usufruemos!

  40. Edna

    01/09/2011 13:47:27

    Hahaha!Viiixeee, não tinha visto esse!Tá meio cubáááno!Tava germinando o Neo/Nuevo...

  41. FixaCWB

    01/09/2011 11:23:48

    "Você conquistará mulheres como nunca sonhou."Isso é bem verdade. Não existe repelente de mulher mais eficiente do que um posicionamento político que fuja do senso-comum esquerdista.Quem se dá bem é quem repete as ladainhas politicamente corretas que estão na moda.Se for barbudinho então, com uma camiseta "free palestina" é sexo garantido."Elas adoram e nem ligam se você é pobre."Bom, de fato, tem muitas que até acham charmoso ser pobre.Mas a maioria gosta mesmo é da combinação "cabecinha de esquerdista + conta bancária de burguês".

  42. faZENDEIRO

    01/09/2011 11:06:19

    Medo do MST propriamente dito não, que se vierem tentar vandalizar minha propriedade passo chumbo em todo mundo.Problema é a "justiça" brasileira, que bota na cadeia quem se defende de bandido.

  43. Fábio_|

    01/09/2011 11:05:51

    Caros,Nada deixa mais óbvio o caráter performativo da linguagem do que a publicidade. No entanto, isso não impede que publicitários venham aqui dizer "que não são eles quem fazem os produtos serem ruins ou que implantam linhas de produções com trabalho escravo". O cinismo é realmente a última e fina casca sustentando os mitos que ainda deixam em pé o nosso edifício social.Por isso, meus caros Luiz Alberto e Marilu, a verdade nunca foi (especialmente em nosso tempo) a mera ”conformidade a um fato ou realidade;uma declaração provada como ou aceita como verdadeira;realidade”. Isso é da época da "adaequatio rei et intelectus" e caiu junto com o latim como linguagem acadêmica.Por isso também é necessário combater fogo com fogo. Nunca o campo simbólico foi tão importante como lugar de definição das lutas sociais; o que torna essa nossa pequena brincadeira algo extremamente sério.Radical e inaplicável proposta: uma lei que determine - segundo algum cálculo ou índice da economia - uma espécie de teto para a mercadoria publicidade. Acho que, depois da cruzada contra as propagandas de cigarro e, agora, contra as propagandas de bebidas alcóolicas, é urgente uma campanha contra a propaganda enquanto tal.Todos temos a ganhar. Inclusive os anti-petistas de plantão, que vivem repisando a tese de que a sobrevivência do atual governo se deve exclusivamente às habilidades de seus publicitários (aliás, no Brasil, o terceiro maior cliente das agências de publicidade são os governos, de todos os partidos).Caros: Imaginemos o efeito desalienador que teria o fim do mundo das celebridades, todo ele fundado no "valor da imagem" que um mercado publicitário sem rédeas eleva ao infinito....Seria o fim dos "reality-shows". Provavelmente as novelas seriam mais interessantes. Não haveria razão para sensacionalismo ou busca selvagem por ibope. Provavelmente não haveria tantos efeitos especiais, nem muitos recursos caros. Seria a volta do teatro e da palavra.Enfim, seria o caos!Ps: Lamento a minha insistência no caso. "ALGUÉM DO POVO" continua incapaz de consultar uma gramática mínima para saber que "presidenta" já era uma forma substantiva aceita muito antes de janeiro de 2011. Ele também continua incapaz de aprender um fato óbvio: que a língua se transforma continuamente, SEGUNDO REGRAS, SIM, mas que ela se transforma. E "presidenta", assim como "governanta" no passado, é um caso de transformação ocorrida segundo regras extremamente simples de se apreender.

  44. black panther

    01/09/2011 11:02:01

    RACISTA!!!

  45. Mises

    01/09/2011 10:55:34

    Crises ele sempre terá, faz parte do processo.Mas entre crises conjunturais e sistêmicas há uma diferença abissal.Não existe risco de crise sistêmica para o capitalismo porque ele é intrínseco à sociedade humana, é automático, é natural.E aí é que está. O Capitalismo não foi inventado... ele simplesmente acontece, quando você deixa os agente econômicos agirem livremente. Basta o direito à propriedade e livre associação estar assegurado.É diferente da democracia. A Democracia moderna é uma construção, uma invenção (ocidental, por sinal). Depende de instituições sólidas, uma manutenção constante e vigilância ininterrupta.A democracia só é possível com o capitalismo. Porém, o capitalismo funciona mesmo sem democracia - às vezes, até melhor.E quem afirma o contrário que prove com exemplos empíricos.

  46. FixaCWB

    01/09/2011 10:45:06

    Bom, se está errada, minhas previsões estão se confirmando por coincidência.=> Confronto islã x gaysOs gays não encontram refúgio na esquerda (que acreditavam ser sua amiga) e buscam ajuda de quem realmente segura a bronca na hora do vamo-vê:(http://endireita.wordpress.com/2011/08/25/whos-your-daddy/)=> Concentração e explosão dos extremismos anti-imigratórios:O maluco norueguês, precisa exemplo melhor?

  47. IDF

    01/09/2011 10:31:44

    Pelo menos concordamos que (1) Israel tem o direito de existir (e, portanto, de se defender) e (2) que os palestinos não querem exatamente a paz."de onde vem tanto ódio?"Pois é, e é nesse ponto que divergimos. Primeiro, porque considero essa questão secundária. O ódio está aí, com ele vem o terrorismo, com terrorismo não tem estado palestino. Os palestinos querem a terra sem deixar o terror. Enquanto houver terror, não terão paz nem terra.(Nesse ponto muitos hão de afirmar que Israel é que é terrorista, e aí discordamos profundamente. Qualquer um que se ocupe em estudar o conflito com sinceridade verificará que, claro, há abusos, mas em essência, Israel quer apenas se defender. As IDF e as forças médicas israelenses salvam vidas palestinas todos os dias - após ataques terroristas... palestinos.)Em segundo lugar, acredito que esse ódio não é uma reação à "violência israelense", ou mesmo à existência de Israel. Acredito que é anterior ao estado judeu. Está até no Corão... na verdade, acredito que esse ódio é justamente o que, desde sempre, impossibilitou a criação do estado palestino, e não o oposto.Mas esse também é um ponto em que as opiniões se dividem. A minha é essa.

  48. José Mário HRP!

    01/09/2011 08:59:16

    Os caras são bons!Deixam esse pessoal aí tremendo como vara verde!KKKKKKK....

  49. JM HRP

    01/09/2011 07:15:34

    Tem mais uma coisa que tá te faltando!VERGONHA NA CARA!KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  50. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    01/09/2011 06:41:54

    Bandidos, safados, vagabundos, nojentos, ladrões, vândalos, depredadores de patrimônio alheio, sem vergonhas, larápios..Tem mais, mas me faltou retórica..Abraços.

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