Blog do Sakamoto

Atravessar a rua em São Paulo continua uma aventura

Leonardo Sakamoto

Tirei parte da manhã para fazer um experimento social na esquina das ruas Apinagés e Capital Federal, no bairro do Sumaré – uma das mais movimentadas da capital paulista.

Acidentes ocorrem ali quase diariamente, fazendo com que a vida dos taxistas do ponto que fica exatamente no cruzamento seja tudo, menos um tédio. Solicitações e petições assinadas pelos moradores para a instalação de um semáforo já foram feitas à administração municipal, mas até agora nada. Três das quatro ruas dessa esquina são ladeiras, pirambeiras para falar a verdade, em que os automóveis podem quebrar a barreira do som se descerem na banguela. Motoristas com o mínimo de inteligência reduzem, param e olham antes de seguir, mas muitos optam por brincar de roleta russa, confiando na proteção de forças sobrenaturais.

Mas, enfim, o experimento: atravessar 20 vezes a rua Apinagés na faixa de pedestres, na hora do rush da manhã, para ver se já está surtindo efeito a campanha de conscientização da Prefeitura a fim de que os transeuntes sejam devidamente respeitados na Paulicéia ao cruzar vias públicas.

Resultado: uma lástima.

O modus operandi: colocava o pé na faixa e lentamente tentava atravessar, estendendo a minha mão, como indicam os comerciais ou como faz o pedestre de Brasília e de outras cidades do mundo mais civilizadas.

Nas 20 travessias:

  • 52 carros não pararam. Dos quais, 15 buzinaram, seis buzinaram e levantaram a mão (creio que minha mãe não gostaria de ouvir o que disseram) e um cara (de uma SUV) parou para reclamar e me chamar de folgado (!)
  • Dos que não pararam, sete – surpreendentemente – aceleraram quando viram este pedestre. Ou porque lêem este blog, vai saber…
  •  26 pararam (o número é maior, pois às vezes dois carros paravam lado a lado). Desses, oito pararam a um metro ou menos da própria faixa e não antes do cruzamento. Tenho que revelar que, em determinados momentos, cansado de esperar, eu atravessava e ponto.
  • Dos que pararam, mais da metade não estava com cara amigável. E, pelo menos, cinco saíram cantando os pneus após eu ter atravessado. Digo pelo menos, porque não sei se as outras cantadas foram de propósito ou por imperícia.
  • A maioria dos carros que paravam eram mais novos e caros. Uma Brasília, uma Variant e um Corcel II avançaram lentamente mas não olharam nem para os lados. Porém não houve uma significativa divisão de comportamento entre carros novos e caros e velhos e simples.
  • Do ponto de vista etário, quem aparentava entre 30 e 50 anos foram os mais solidários. Os mais jovens e os mais velhos passavam reto. Destaque para os jovens de óculos escuro cobertos por SUVs, que foram os que mais aceleraram quando viram este aqui.
  • Por fim, uma senhora de avançada idade e voz aveludada, chegou até mim e perguntou se podia me ajudar de alguma forma, uma vez que eu não parava de atravessar a rua.

Para além de me sentir como uma das galinhas amarelas do jogo Freeway, do saudoso Atari nos anos 80, acredito que as reclamações da grande quantidade dos sem-carro de São Paulo procede.

A avaliação do resultado (uma lástima) advém de uma comparação entre a realidade das coisas e o que elas deverias ser. Daqui a alguns meses, repito a experiência para termos um outro efeito comparativo – que também não vai me garantir um Nobel, haja visto que não usei nenhum método científico para escolher a amostra, muito menos o número de atravessadas, pior ainda para definir o cruzamento.

O ato de atravessar a rua é algo tão pequeno e insignificante. Mas capaz de revelar que nós não somos donos da cidade em que vivemos. Donos são carros e motos.

O medo de colocar o pé na faixa de pedestres mostra que sabemos que estamos adentrando território inimigo. Ao mesmo tempo, como no desenho do Pateta, o Sr. Pedestre continua se transformando, feito Dr. Jekyll em Mr. Hyde, no Sr. Volante quando entra em um carro, esquecendo tudo o que sofreu. Ou, pior, indo para a vingança.

Numa sociedade de consumo, como a nossa, quem não tem um carro – como eu – é um idiota. Ou, pelo menos, não é uma pessoa poderosa, muito menos sexualmente atraente, quiçá inteligente. Não é isso que nos ensinam as propagandas de automóveis? Que a busca pela felicidade acaba atrás do volante, quando aparecem enxames de mulheres, paisagens maravilhosas e amigos sorridentes?

É possível viver em São Paulo sem automóvel? Sim, mas continua sendo perigoso.

Paul is dead.

  1. Mike

    15/12/2011 10:11:01

    É um herói.Não dá pra acreditar q vc fez isso mesmo, mas vamos lá, gosto do seu blog - mesmo divergindo algumas vezes - e quero acreditar.

  2. Fábio Albuquerque

    13/12/2011 17:59:22

    Perdoem o número excessivo de comentários repetidos, meu navegador não tinha avisado se já havia postado os comentários. Abs.

  3. Fábio Albuquerque

    13/12/2011 17:51:44

    Há um bom tempo atrás, assim que eu soube da campanha do gesto do pedestre, tentei bolar um tumblr com um projeto de marcação de travessias perigosas na cidade de SP. Quem estiver afim de colaborar, propor alguma mudança (usar o http://ushahidi.com/, por exemplo) ou criar um app legal para mapearmos esses cruzamento perigosos, meu e-mail está disponível no contato do tumblr.http://travessiassemsemaforos.tumblr.com/Abraços,Fábio Albuquerque

  4. Fábio Albuquerque

    13/12/2011 17:51:43

    Há um bom tempo atrás, assim que eu soube da campanha do gesto do pedestre, tentei bolar um tumblr com um projeto de marcação de travessias perigosas na cidade de SP. Quem estiver afim de colaborar, propor alguma mudança (usar o http://ushahidi.com/, por exemplo) ou criar um app legal para mapearmos esses cruzamento perigosos, meu e-mail está disponível no contato do tumblr.http://travessiassemsemaforos.tumblr.com/Abraços,Fábio Albuquerque

  5. Fábio Albuquerque

    13/12/2011 17:51:09

    Há um bom tempo atrás, assim que eu soube da campanha do gesto do pedestre, tentei bolar um tumblr com um projeto de marcação de travessias perigosas na cidade de SP. Quem estiver afim de colaborar, propor alguma mudança (usar o http://ushahidi.com/, por exemplo) ou criar um app legal para mapearmos esses cruzamento perigosos, meu e-mail está disponível no contato do tumblr.http://travessiassemsemaforos.tumblr.com/Abraços,Fábio Albuquerque

  6. Fábio Albuquerque

    13/12/2011 17:47:25

    Há um bom tempo atrás, assim que eu soube da campanha do gesto do pedestre, tentei bolar um tumblr com um projeto de marcação de travessias perigosas na cidade de SP. Quem estiver afim de melhorar e propor alguma mudança (usar o http://ushahidi.com/, por exemplo) ou criar um app legal para mapearmos esses cruzamento perigosos, meu e-mail está disponível no contato do tumblr.http://travessiassemsemaforos.tumblr.com/Abraços,Fábio Albuquerque

  7. Maurice

    13/12/2011 12:27:36

    De fato, não tem desculpa para não parar. Em qualquer país civilizado, os motoristas param. Todos eles.

  8. Maurice

    13/12/2011 12:26:36

    Não posso fazer nada se a carapuça lhe serviu.

  9. Marduk

    11/12/2011 14:38:13

    Verdade, é uma aventura. Você pode se deparar com um zumbi da Cracolândia pedindo uma "colaboração"...

  10. Cora

    11/12/2011 13:42:55

    Se um pedestre é atropelado por imprudência dele, pedestre, é claro q o motorista não deve ser totalmente responsabilizado. Aliás, já vi acontecer. Uma vez, no campus da usp butantã, um estudante atravessou correndo a avenida em frente à fea, pra pegar o circular. E uma moça acabou atropelando o rapaz. Foi bem grave. Claro q a culpa não foi dela, percebe? Por isso são ouvidas testemunhas e uma investigação é feita. A culpa por atropelamentos nem sempre é do motorista (e qdo a culpa é dele, dificilmente há punição e consequências).No entanto, insisto, estamos falando de mobilidade e solidariedade aqui. Não custa nada, em ruas de bairros e ruas menos movimentadas, o motorista reduzir a velocidade para a travessia de pedestres. Não precisaria de lei nenhuma pra isso. Basta empatia e solidariedade.Outra coisa, em vias de trânsito rápido, não custa nada reduzir a velocidade um pouco ao passar por trabalhadores, p. ex. Ter um pouco mais de cuidado. Ações q dificilmente observamos em motoristas. E não pense q sp é ruim. Se vc comparar com algumas cidades do interior, verá q o pessoal aqui respeita mais o pedestre. Deu pra sentir o tamanho do problema?Qto ao medo de "marginais", o pedestre está vulnerável tb, ou não? Quer furar o sinal vermeho à noite? Ok. Mas, pelo menos veja se um pedestre não está tentando atravessar a rua. Se for o caso, ainda mais sob chuva, não custa nada reduzir para q ele possa atravessar. Não mata ninguém.Acredito q se a cidade for mais acolhedora, menos desigual, a violência tende a diminuir e não precisaremos ter medo de td.Eu exerço a cidadania observando as regras básicas de convivência, respeitando as regras do edifício em q moro, contestando atitudes de vizinhos qdo as considero inadequadas, estimulando a participação política das pessoas sempre q tenho oportunidade, conversando sobre os problemas da cidade, apoiando movimentos sociais, encaminhando reclamações para os órgãos competentes, observando a atuação do vereador q recebeu meu voto e propondo ações, qdo posso... essas coisas.P. ex., pensei q um terreno próximo poderia ser transformado em área verde. O terreno é particular, mas a região carece de áreas verdes. Conversei com alguns moradores e vou entrar em contato com o vereador no qual votei, pra saber o q pode ser feito. Pensei nisso semana passada. Não sei se vai acontecer alguma coisa, se isso será possível, mas ajudar a pensar a cidade é tb uma forma de exercer a cidadania.

  11. Maria Alice

    11/12/2011 09:49:09

    Cara Cora,Vamos ver se agora eu não encontro o tal filtro. Então, vamos lá: no meu comentário de 10/12/2011, às 23:50 hs., houve uma troca de termos, onde está doloso leia-se culposo. Terceira vez, vamos ver se agora vai.

  12. Maria Alice

    11/12/2011 09:21:29

    Cara Cora,Troquei o termo, pois no caso é crime CULPOSO.

  13. Maria Alice

    10/12/2011 23:50:50

    Cara Cora, Concordo totalmente que você disse que “não estava certo” , mas o meu questionamento focava o trecho “acaba usando a rua” que, no meu entendimento, é um agir indevido. Também já fiz, mas que é uma exposição indevida, ah, isso é. Se eu assistir um atropelamento por causa disso, com certeza, sirvo de testemunha para o motorista. Querer viver perigosamente é uma escolha, mas querer envolver terceiros na aventura não é justo . Um motorista, por exemplo, se estiver em alta velocidade e vier a atropelar e matar alguém ele é condenado por crime doloso, pois, a priori, considera-se que ele já assumiu os riscos inerentes. Então, quanto ao pedestre, será o quê? Suicídio ?Veja bem: (...)Quantas vezes precisei esperar motoristas furando sinal vermelho porque não podem ficar parados à noite? Eu, pedestre, posso. Ele, motorista, não.(...)Olha, quanto aos motoristas relutarem em parar nos sinais tarde da noite, isso poderia ter virado uma calamidade , caso as bebidas alcoólicas não tivessem sido proibidas para quem vai dirigir. Com isso, provavelmente, a obediência aos sinais de trânsito deve ter melhorado um pouco. Digo “um pouco” porque, enquanto os cidadãos não tiverem segurança nas ruas, esse impasse vai continuar, pois não há aquele que queira suas integridade física e/ou vida vulneráveis a marginais. Se os cidadãos tivessem segurança, você acha que eles não parariam nos sinais de trânsito? Eu acho que parariam. O problema é que o medo que se sente dos marginais é maior do que de qualquer multa. Não é indisciplina, egoísmo ou coisa que lhes correspondam, trata-se de puro“desespero do cidadão”. Êta, direito a uma cidadania digna ! Assim, com base na sua afirmação de que “cidadania a gente não impõe, exerce”(aliás, bonitas palavras), pergunto-lhe: como você faz? Só não vale ensinar que se tem de exercê-la frente a frente com um marginal.(risos) Abraço.

  14. Carolina

    10/12/2011 22:33:13

    oi sakamoto!muito bom o post! infelizmente é foda mesmo a falta de respeito que nós pedestres sofremos em são paulo.. vim morar em barcelona há 4 meses e aqui é incrivelmente civilizado. madrid já lembra um pouco a falta de respeito de são paulo. milão nem se fala, até a calçada é asfaltada para os carros poderem andar nela, e discussões cheias de mão pra lá e mão pra cá são comuns (só pra mostrar que são paulo não é a única, mas com certeza, uma das piores cidades pra ser pedestre). pra ilustrar essa diferença, uma semana depois que eu cheguei aqui, estava andando a pé com uma amiga local pela rua, quando em algum momento ela solta um:- nossa.. o transito em são paulo deve ser perigoso pra pedestres, não?- de onde vc tirou essa conclusão?- sei lá, vc pára e olha pros carros em toda esquina que a gente cruza, mesmo se o farol está aberto pra pedestres..costume, né? vai saber se alguém não passa por cima de mim a qualquer momento, como na minha querida cidade..

  15. Rosana

    10/12/2011 17:00:55

    Aqui em Brasília as vias com mais de três faixas e velocidade igual o maior de 60 km/h não têm faixas, mas semáforos para que os pedestres atravessem. As faixas de pedestres sem semáforos são respeitadas na grande maioria das vezes, mas observei que mais frequentemente (mas não exclusivamente) motoristas (eles e elas) em carros maiores, como SUV's, fingem que não viram, olham e passam direto ou param em cima da faixa, mesmo com o sinal de mão que o pedestre faz. Ah, em Macapá também se respeitam faixas de pedestres, e as pessoas andam muito de bicicleta, tanto que é fácil ver uma ou outra elétrica nas ruas.

  16. Cora

    10/12/2011 16:20:31

    Parece q eu disse “(...) pessoas acabam usando a rua para caminhar, o q está errado!”Então Maria Alice, como disse, o pedestre deve usar a calçada para caminhar. Quis ilustrar apenas q, muitas vezes, isso é impossível. E por inúmeros motivos, dei apenas um exemplo.Os motoristas gozam de muitos privilégios neste país e nesta cidade e tendem a pensar q possuem mais direitos q aqueles não motorizados no momento. Quantas vezes precisei esperar motoristas furando sinal vermelho pq não podem ficar parados à noite? Eu, pedestre, posso. Ele, motorista, não.Observe q vc acha injusto q o pedestre invada “espaço dos motoristas”, mas não acha injusto q motoristas invadam “espaço de pedestres”. Pq td a cidade sempre foi modificada para q motoristas tivessem mais espaço, mais vias de tráfego rápido, mais locais pra estacionar carros cd vez maiores. Calçadas são reduzidas para aumentar o leito carroçável, vias são projetadas sem pontos para a travessia de pedestres, obrigado-os a voltas imensas e sem sentido, enfim, a cidade de sp é td pensada para automóveis e, na primeira tentativa de perceber o pedestre, a gente tem q ouvir como os motoristas são injustiçados. Putz...A rua pertence a ambos. A cidade pertence a ambos. Não existem espaços exclusivos, da forma como vc coloca. A civilidade deve ser exercida por ambos.O pedestre não está transferindo problema algum. O problema em questão (de mobilidade) é de todos os moradores da cidade, pois considero q todos sejamos cidadãos. Cidadania a gente não impõe, exerce.Tds pagamos impostos, Maria Alice. Isso não dá mais direitos a ninguém. Não separo cidadãos em categorias. Podemos ser motorista em um momento e pedestre em outro, ou vc nunca sai do seu carro?Tb dirijo. E gosto. Não acho estressante. E sou sempre solidária com quem está a pé. Muitas vezes reclamo de pedestres imprudentes, mas não acho q estejam invadindo meu espaço. Basta desacelerar e seguir em frente depois.E nem quero discutir problema de camelô. O problema aqui é de mobilidade. Como já disse, foi apenas um exemplo de obstrução de calçadas. Poderia ter falado de lixeiras, entulho, bancas, “jardins”, automóveis, segurança de loja (sentado em torres, bem no meio da calçada), mesas e cadeiras...

  17. Cora

    10/12/2011 15:19:35

    ótima trilha sonora, verme.muito bom mesmo!

  18. Juliana

    10/12/2011 05:34:45

    agora, sem ironia, VIVA OS SUVS BEBERRÕES! são lindos... nem tenta mascarar a inveja q não funciona...

  19. Juliana

    10/12/2011 05:29:10

    nossa, ana! vc é realmente *oda! tá td mundo desmaiando de inveja da sua saúde recém conquistada! viva o coração saudável!

  20. Maria Alice

    09/12/2011 23:59:38

    Cara Cora,(...)Teodoro Sampaio. É praticamente impossível usar a calçada!(...)Permita-me discordar um pouquinho dessa linha de raciocínio, visto que o pedestre até pode caminhar por ruas paralelas( apesar do problema, na minha concepção, ser outro totalmente diferente. Mas, por enquanto, imaginemos que seja realmente o problema). A proposta é que façamos o seguinte exercício mental: no caso do trecho/exemplo, acima, especificamente, tem-se as Cardeal Arco Verde e Artur Azevedo. Isto é, basta fazer a opção por uma das paralelas e, após, na altura do número desejado se dirigir à rua Teodoro Sampaio. Pronto.O injusto é invadir o espaço dos motoristas (andar no meio da rua), pois eles, por seu turno, também enfrentam situações onde, não poucas vezes, precisam de espaço para se livrar de algumas imprudências feitas no trânsito. E essas jogadas de manobras de direção defensiva precisam de algum espaço,ainda que mínimo. Se os pedestres forem tirar as poucas possibilidades dos motoristas por um problema que não é deles (OS CAMELÔS), é injusto. Os pedestres simplesmente estão transferindo um problema de desrespeito com eles para os motoristas, por não saberem impor suas cidadanias. Um problema que é dos cidadãos/pedestres com a administração regional e/ou município, confusamente acabam envolvendo outros cidadãos e, o pior, produzindo tumultos inclusive às custas de quem nada tem a ver e já paga impostos, também. Não entendo essa lógica, haja vista que o real problema está sendo jogado para debaixo do tapete, qual seja: o espaço para os camelôs.

  21. Caçador de pitbulls

    09/12/2011 16:24:55

    Ha... cala a boca!

  22. Caçador de pitbulls

    09/12/2011 16:17:47

    Já viu alguém ser condenado por crime de trânsito nesse país?

  23. verme

    09/12/2011 14:41:29

    Versão hardcore da Abbey Road.****Outra referência musical(Para os babacas do automóvel), o som maneiro "Hey Boy":He he he hey boyO teu cabelo tá bonito hey boyTua caranga até assusta hey boy (Tchu aa uu)Vai passear na rua Augusta táHe he he hey boyTeu pai já deu tua mesada hey boyA tua mina tá gamada hey boy (Tchu aa uu)Mas você nunca fez na na naNo pequeno mundo do teu carroO tempo é tão pequenoTeu blusão importado (úúúa)Tua pinta de abonado (tuas idéias modernas)He hey boyMas teu cabelo tá bonito hey boyTua caranga até assusta hey boy (Tchu aa uu)Vai passear na rua Augusta táA menina e as pernasVão aparecerNos passos ritmados (úúúa)No iê iê iê bem dançado (Da cuba libre gelada)Hey boyViver por viverHey boyViver por viverHey boyViver por viverhttp://www.youtube.com/watch?v=n-iN3h9gqIg

  24. verme

    09/12/2011 14:32:26

    hauhauahauahauaha!A foto ficou muito classe A!Pô, da próxima vez, filma!(Ainda que tenha que borrar a cara dos motoristas gorilões.)Vai ser muito engraçado.

  25. Carlos

    09/12/2011 13:53:20

    Natal-RN é uma cidade plana, de largas avenidas retas e intermináveis. O pessoal anda a no mínimo, 80 km por hora nas ruas e ninguém para se o pedestre botar o pé na faixa. Quem quiser atravessar que vá até o farol da esquina. Por que paulista tem mania de falar mal de São Paulo se a falta de educação é um problema brasileiro?

  26. Ana

    09/12/2011 13:08:15

    Como o Jônatas, há muito tempo eu já exerço meu direito de pedestre e atravesso na faixa mesmo a contragosto de tantos motoristas. Aliás, já recebi todos estes elogios descritos na bela experiência "científica" do Sakamoto. Aliás, taxistas, na minha amostra enviesada, são os mais "educados".Diariamente eu ando até meu trabalho pela rua Teodoro Sampaio e nos Jardins, e se antes eu já exercia meu direito, após o início das campanhas no município de São Paulo, eu ainda respondo aos motoristas apressadinhos que estou apenas exercendo meu direito de ir e vir segundo regem as leis vigentes de trânsito.Inclusive, inúmeras vezes tive que ajudar idosos e pessoas saindo do Hospital das Clínicas tentando atravessar a Rua Dr Eneás de Carvalho Aguiar, onde, não entendo necessitar de um semáforo para os motoristas entenderem que a faixa de pedestres é preferência dos pedestres. Estes muitas vezes debilitados e quase sempre nas faixas mais avançadas de idade.Acredito sim que se mais pessoas deveriam se aventurar e fazerem exercer seu direito de pedestre, pois cultura e educação se aprendem com experiência e repetição, não???? Ok... você quase poderá ser atropelado (portanto atravesse com atenção e não falando ao celular!), como já aconteceu comigo duas vezes, quando atravessava na faixa de pedestres. Mas não seremos se mais pedestres exercerem seu direito e os motoristas começarem a entender que a rua é de todos.Mas também condeno aqueles pedestres que atravessam fora da faixa de pedestres, afinal, precisamos dar o exemplo!E para aqueles que acham que não ter carro é falta de opção, eu tenho sim carro, mas com muito orgulho digo a todos que este só sai da minha garagem no máximo 1 dia por semana, quando estritamente necessário. E também, por já ter experimentado o ser motorista full time por alguns anos, hj posso dizer que sou muito mais saudável, relaxada e não morrerei mais antes dos 40 anos de um ataque cardíaco causado por estresse por ter que enfrentar diariamente o trânsito paulista em meio a tantos outros "rinocerontes bêbados".Por um trânsito mais gentil, saudável e civilizado!

  27. JDP

    09/12/2011 12:27:24

    Uma transformação interessante está ocorrendo junto a população paulistana e noticiada hoje. É cada vez maior o número de proprietários de carros que adquirem motocicleta ou scooter. Esse fato está causando problemas de estacionamento nas garagens dos prédios. Sugere também que os motoristas estão migrando para veículos motorizados de duas rodas no dia a dia com o objetivo de melhorar a mobilidade no transito. Não sei se isso será bom ou ruim. Em todo o caso a probabilidade de ser atropelado por moto é crescente.

  28. Lila

    09/12/2011 12:14:53

    Pois é. Dirijo há mais de dez anos e nunca cheguei nem perto de quase atropelar um pedestre na rua. Até a lei do pedestre entrar em vigor. Desde então já passei por 3 sustos.Tem MUITA gente que acha que, como existe a lei, não precisa nem esperar o semáforo dos carros ficar vermelho: é só pisar na faixa fazendo joinha pro motorista que ele tem a obrigação de parar. a gente que se vire tentando frear buzinando pro carro de trás, que nem vê o pedestre, ficar atento que você tá freando pra parar no sinal verde...Sugiro ao sakamoto que fique ali na esquina da augusta com a paulista em horário de pico contando quantos pedestres atravessam a augusta quando o sinal está fechado pra eles.

  29. Patrícia

    09/12/2011 10:16:26

    Concordo!Não sei nem dirigir e, embora por conta disso receba durar críticas, não tenho intenção alguma de aprender!Então, posso falar com propriedade e conhecimento de causa que existem muitos pedestres folgados por aí!Para estes, a existência de farol é algo de somenos importância, porque eles atravessam independentemente do que indica o aparelho e, quando percebem um carro se aproximando, ainda diminuem o passinho...Enfim, o problema não está nos motoristas ou nos pedestre, está é na mentalidade do povo brasileiro, especialmente dos paulistanos!!!

  30. Andre

    09/12/2011 09:23:56

    "ruas Apinagés e Capital Federal, no bairro do Sumaré – uma das mais movimentadas da capital paulista"???Acho que você mora em "outra capital paulista"!

  31. JDP

    09/12/2011 09:15:40

    Os motoristas em geral obedecem ao sinal vermelho , mas o sinal de pedestres ainda está longe de ser obedecido pela maioria. Serão necessárias algumas gerações para que tal fato seja realidade por aquí. A cautela é sempre necessária , mesmo porque os acidentes só acontecem quando não se espera.

  32. Juliana

    09/12/2011 06:31:19

    e é uma estupidez querer na marra agora obrigar carros, numa cidade de trânsito caótico com mais de 6 milhões de carros, a pararem no meio de uma via sem semáforo pra pedestre passar.isso era questão de urbanismo, de planejamento, tinha q ter sido pensado antes! n foi pensado, a cidade cresceu do jeito q cresceu, priorizando carros, n tem mais mto oq fazer.q os pedestres atravessem nos semáforos.

  33. Juliana

    09/12/2011 06:18:41

    Lila mto sensata...eu como carne vermelha diariamente, amo carros (dirigir, ver, comprar, td! posso?), amo moda, fumo e bebo... me recuso a fazer xixi no chuveiro pra economizar água (é nojento!)isso não me impede de pagar impostos, ser honesta e gentil com as pessoas...ainda há espaço pra gente não fake nesse mundo?acho q não, cadeira elétrica pra mim!me acordem qdo as pessoas forem menos chatas, intrometidas e se preocuparem mais com o conteúdo do q com a forma (é... todo esse blábláblá moralista só fala sobre forma)

  34. Juliana

    09/12/2011 06:05:29

    Edu, vc é o meu ídolo.sem mais.perfeito.

  35. Ricardo Santa Maria Marins

    08/12/2011 22:49:38

    Olá! Caros Comentaristas! E, Sakamoto!Olá! Caro ALEX! Obrigado mais uma vez pelo retorno!O negócio é o seguinte: Não pude deixar de dar uma CUTUCADA no caso do empresário de ônibus. Óbvio seu exagero!No tocante ao restante, entendi, e, até concordo!Agora ficou claro! Obrigado!OPINIÂO!

  36. Lila

    08/12/2011 22:35:37

    Isso parece briga de vegetarianos x carnívoros.Como carne e tenho carro, logo sou uma assassina em dose dupla. que espaço haverá pra mim nessa sociedade?sakamoto, adoro seu blog, mas dessa vez você apelou. e pra mim, quem apela perde. ;)

  37. Cora

    08/12/2011 22:34:15

    aê Edu, é por isso q os carros vêm equipados com pedal de freio. pra controlar e diminuir a velocidade. é só acionar esse pedal qdo estiver descendo a ladeira! é super fácil.

  38. Lina

    08/12/2011 22:28:52

    Afee, tava esperando alguém tocar nesse assunto! isso acontece comigo também.Sou estudante da usp e trabalho em 2 lugares. difícil um dia que não saio de casa antes das 8, volto depois das 22 e não passei por, pelo menos 3 lugares. sem carro eu NUNCA conseguiria fazer tudo o que faço.depois da lei do pedestre também notei essa "loucurização" do mesmo: os caras acham que só porque é faixa não precisam esperar o semáforo abrir pra eles. pior é que viramos assassinos desenfreados protagonizadores de uma matança. Cadê o equilíbrio, minha gente?

  39. Cora

    08/12/2011 22:07:09

    Ednilson, concordo q ambos podem ser mal educados. Mas o pedestre está, sim, em desvantagem neste caso. Só um exemplo aqui em sp. Teodoro Sampaio. É praticamente impossível usar a calçada! Além de estreita, tem de td nela. Por isso, muitas pessoas acabam usando a rua para caminhar, o q está errado!O caso é q as cidades brasileiras são (mal) pensadas para os automóveis. E as calçadas, como extensão dos estabelecimentos comerciais. Pra um exemplo de motorista q não consegue passagem pelo fluxo de pedestre, te dou vários em q simplesmente não há espaço na calçada para caminhar. Ou vários em q o pedestre fica mofando, esperando uma brecha pra atravessar (ou tem q "forçar" a travessia).No interior, já nos anos 80, as prefeituras não tiveram dúvida e reduziram o tamanho das calçadas pra aumentar o espaço para os automóveis, já q as ruas centrais, antigas, eram estreitas.Então o problema é de prioridade. De políticas públicas q não pensam a cidade como espaço de convivência. Como conviver se não há espaço pra andar a pé?Não sei se multa é a melhor opção. Talvez campanhas educativas juntamente com ações q tornassem as calçadas adequadas para caminhada. Projeto de longo prazo. Só depois a multa. Mas, em algum momento temos q pensar em como resolver essa questão. E não é difícil ser um motorista cuidadoso, reduzir um pouco a velocidade pra alguém atravessar, mesmo q não exista faixa no local. Não custa nada.Em cruzamentos de muito movimento, acho que cabe sim semáforo. Organiza e não prejudica ninguém.Em algumas cidades menores o trânsito pode ser mais irracional q em sp.

  40. Cora

    08/12/2011 21:04:58

    caçador, fala sério, vai.em toda via de tráfego intenso tem semáforo pra automóveis e pedestres. ninguém aqui tá falando de paulista, 23 de maio, marginais, radial leste.o caso é q motorista reclama até qdo tem q parar em semáforo, como se apenas os motorizados tivessem o direito de ir e vir.não importa a cidade e o bairro, motorista não tá nem aí pra pedestre.aqui perto de casa tem uma escola. tem faixa de pedestre recém pintada. e mesmo assim, ninguém dá a preferência. tem q forçar a passagem mesmo. com criança e td. qdo um motorista para, tem q tomar cuidado, pq o q está atrás desvia e passa correndo. super civilizado!

  41. Cora

    08/12/2011 20:53:16

    pedestre é foda mesmo. tá sempre atrapalhando o trânsito! concordo totalmente, caçador. a preferência deve ser sempre do carro. principalmente à noite, com chuva. já imaginou parar num cruzamento pra esperar um pedestre atravessar a rua? q perigo! o cara já tá molhado mesmo. pq não esperar o carro furar o sinal vermelho, né?fala sério!

  42. Flávio Lopes

    08/12/2011 20:39:07

    Passa nada. A dor de cabeça que você iria ter por conta disso supera sua ignorância.

  43. Mairê

    08/12/2011 19:51:10

    ...muuuito bom seu experimento, Saka. Acabei de voltar para Floripa, depois de 5 anos fora. Estou apavorada com o trânsito, falta de respeito com os pedestres, cidade pensada para carros, muitos sinais de pedestres nem funcionam!! Sem falar do transporte público. Solução pra tudo isso, lamentável e nada sustentável (sei disso), mas a única que encontrei: comprar um carro baratinho, aprender a dirigir nessa selva de carros e se arriscar por aí, porém como se falou já, nos arriscamos menos com o carro do que a pé.E olha que gosta muito de andar a pé por aí, ir no supermercado, parque, pra acadêmia, gosto de fazer tudo a pé... mesmo com o carro espero não perder esse hábito... Bjo pra vc, se vier pra Floripa, dá um toque.

  44. Gerson

    08/12/2011 18:30:45

    Eu não afirmei que os pedestres tem a preferencial em uma via expressa fora da faixa de pedestres.

  45. Maria Alice

    08/12/2011 18:20:56

    Caro Ednilson Machado,Eu ia fazer o meu comentário a respeito, mas depois que li o seu achei desnecessário. É isso ai mesmo, pois, como sempre, o problema começa por falta de educação.Portanto, é fundamental que se combine que as ruas são dos carros e as calçadas dos pedestres, a partir daí, ai sim, pensemos no restanteDigo isto porque o necessário(a educação) é suficiente para resolver os problemas de ambos os lados( pedestres e motoristas).No caso dos pedestres, é vital, em sentido lato, que eles também observem seus reais limites. Já imaginou se os pedestres precisassem se encostar nas paredes das calçadas, ou mesmo terem que parar abruptamente, para que um carro(ou moto, ou bicicleta) pudesse passar pela calçada de pedestres, ainda que o motorista estendesse a mão para fazer qualquer trajeto nesta? Pois é. Aliás, um exercício de reflexão bom para o caso seria, por exemplo, imaginar um carro saindo da rua e entrando na garagem de um prédio sem um mínimo de observância aos movimentos dos acontecimentos de uma calçada. Há bom senso nisso ? Pois é, eu me ressentiria (caso sobrevivesse, é óbvio).Agora, fazendo uma leitura como motorista, vem: há momentos no trânsito que são bem complicados. Talvez porque neste há pessoas de diferentes níveis de entendimentos e isso torna o trânsito uma verdadeira incógnita ( sem considerar, ainda, as diferentes realidades que se impõem em um espaço público desse, onde, quer se queira ou não, todos estão com uma verdadeira arma nas mãos. É uma atividade que, até certo ponto, é bem estressante, visto que, além de você, há de se tomar conta do proceder dos demais, a todo instante. E mais: num lugar como São Paulo, por exemplo, uma distração de segundos pode ocasionar diferentes tipos de eventos contrários.Trata-se de um espaço coletivo onde o individualismo tende a se manifestar por diferentes razões e, por isso, conta-se tanto com a existência de alguma educação da parte de quem dirige. Pois, caso haja uma certa educação, a competição existente fica mais controlável. Caso contrário, na maioria das vezes gera caos e, a partir dai, vira “terra de ninguém” e a fábrica de multas aluga o todo o espaço.Bem, mas já me estendi bastante, pois como já havia dito, anteriormente, o seu comentário tocou no problema de forma ampla. Muito bom comentário.

  46. Arthur

    08/12/2011 16:23:21

    pinheiros nao perdizes!!!

  47. Arthur

    08/12/2011 16:22:33

    Fala sakamoto, cara acho que para voce emitir uma opiniao voce tem que fazer uma estatistica (voce fez) porem pegou um ponto muito critico de pinheiros (como voce mesmo disse) cheio de pirambeiras etc.. Busque fazer uma estatistica mais completa e menos particular, com MAIS LOCAIS, afonso bovero por exemplo... com grande e baixa circulaçao.Digo isto pois conheco bem o local, depois do sushi...falo cara abraco atravessa a rua mais umas 300x para concluir melhor...

  48. Ednilson Machado

    08/12/2011 13:54:39

    Uma resposta com bom senso? Não tem metrô perto de casa.Precisamos ser menos xiitas em relação ao carro. Pasmem, não é crime ter e andar de carro.Abs

  49. Felipe

    08/12/2011 13:41:30

    Complexo de motorista de carro parcelado detected (só copiando a sua piada...espero que você ache engraçada)

  50. Felipe

    08/12/2011 13:39:02

    Thiago, gostei do seu texto!! e não se irrite com essas pessoas que só escrevem ofensas! esse tipinho está cheio no UOL! você e eu somos o futuro dessa cidade!...espere só pra ver o que vai ser destas bestas num futuro próximo...vão ficar todas paradas no trânsito enquanto nós vamos passar ao lado delas com as nossas bicicletas, dando tchau.tchau sedentárismo e desrespeito ao próximo!! a luta contra o automóvel em São Paulo é uma luta contra nós mesmos!! ou nós acabamos com essa mentalidade de que só tendo um carro você é alguém, ou o carro vai acabar com a gente! vamos ver aonde essa batalha vai dar!!Amsterdam e Bogotá já nos mostraram que é possível vencer a indústria do autómovel!!...

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