O bem e o mal na opinião do agronegócio brasileiro
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou este mês a “Lista de Proposições Parlamentares de Alto Impacto para a Agropecuária Brasileira”, organizada pela superintendência técnica da entidade. Segundo o levantamento, há no Congresso Nacional 1.879 proposições que, na opinião da CNA, impactam o agronegócio, das quais 904 estão em tramitação. Elas estão divididas em proposições convergentes e divergentes para a agropecuária – também de acordo com ela.
Vale a pena a leitura das duas partes para entender como pensa a entidade máxima da agropecuária brasileira, seus técnicos e políticos. Com raras exceções, as medidas que melhoram a vida do trabalhador, protegem o meio ambiente, garantem direitos às populações tradicionais e discutem a concentração de terras são consideradas “divergentes”. As que contribuem para os ganhos econômicos e retiram os “entraves” para o lucro (como indígenas e sem-terra) são boa parte das “convergentes”.
Para ter uma idéia do show de horrores, a proposta de emenda constitucional número 438/2001 que prevê o confisco de terras em que trabalho escravo seja encontrado é o quarto da lista de proposições divergentes. Pelo fim do trabalho escravo? Pra que? Vem dando tão certo…
No mesmo dia (quarta-feira, 12) em que este documento era lançado, centenas de trabalhadores rurais, membros de movimentos sociais, juristas, artistas, cantores, ministros, deputados, senadores, juízes, procuradores, organizações de direitos humanos e entidades das Nações Unidas, entre outros, faziam um ato na Câmara dos Deputados pela aprovação da PEC, que culminou em um “abraço” ao prédio do Congresso Nacional.
Sim, é um banho de sinceridade (o que não é ruim, pelo menos eles falam o que pensam). Mas é também uma forma dos eleitores saberem o que fazem os seus representantes políticos nas horas de trabalho, uma vez que as proposições vêm com seus respectivos autores. Com a alta das commodities, o agronegócio – que já era atrevido – está saindo da toca e mostrando que suas garras são maiores ainda. Que se cuidem os trabalhadores rurais, posseiros, sem-terra, ribeirinhos, quilombolas e comunidades indígenas dessa nação.

Concordo com quase tudo o que pensa a CNA, se forem aprovadas as emendas do Paulo Paim, por exemplo, ficará impossivel a um pequeno agricultor como eu ter um funcionario no sitio…
Sr. Sakamoto, que argumente que os objetivos máximos do agronegócio nem sempre são benéficos para o país eu concordo.Não são mesmo. Agora confundir marginais e espertalhões de plantão como o MST e essa turma de quilombolas, aí já é demais. O MST é composto de vagabundos que invadem propriedades alheias, ganham terras desapropriadas pelo governo e as vendem, continuando a invadir. Quilombolas, uma asneira em que os indivíduos se auto-intitulam “herdeiros” de propriedades onde supostamente viviam antigos escravos, são financiados por organizações internacionais. já pleitearam a posse da restinga de Marambaia ( da Marinha do Brasil) , da área do mosterio da Ordem Terceira do Carmo , que lá está desde 1580 e outras bobagens do gênero. O assunto é sério, não convém confundir populações ribeirinhas, trabalhadores honestos com estes picaretas.
Sabe o que é incrível, Sakamoto? As pessoas só pensam nos seus umbigos. Que se %!@$&@#o mundo e viva o lucro. Dá uma paúra no estômago…
Olá Sakamoto, concordo com vários pontos do seu comentário, mas discordo em outros. O Agronegócio só existe para grandes empresas e para quem tem dinheiro para investir. Não se pode misturar agronegócio com produtor rural micro, pequeno e médio. Estes estão passando grandes dificuldades há muito tempo e ninguém se importa; mas são eles que mantém o alimento barato na maioria das cidades brasileiras. É necessária essa distinção porque há muitas diferenças entre os negócios rurais. No que diz respeito ao meio ambiente, é preciso mais informação e educação dirigida ao produtor rural, sem esquecer que para resolver problemas ambientais é preciso oferecer soluções concretas, não apenas teóricas. É muito fácil criar responsabilidades sobre as pessoas, mas não é tão simples para estas resolvê-las rapidamente e sem informação adequada. No campo, ou se trabalha para comer ou não se come mesmo; tudo é demorado e difícil. Também, é necessário que se revejam as leis trabalhistas que têm atrapalhado a geração de empregos em todas as áreas; mas parece que nossos legisladores não se importam com isso. A lei é paternalista, obsoleta, e o empregador, que é quem corre todos os riscos (intempéries, mercado e governo – sim, o governo é um risco aos negócios no Brasil) é sempre o ‘carrasco’ enquanto que o empregado é sempre o ‘anjo de candura’. É difícil provar em juízo a existência de um mau empregado. Nem tanto pela prova, mas por que os juízes trabalhistas não aceitam as provas apresentadas pelos empregadores, como se estes sempre fossem mentirosos por excelência. Dão-se as roupas especiais para uso com produtos químicos; o empregado não as usa porque ‘são quentes demais’. Fica doente e vai à justiça do trabalho. O empregador paga um monte de multas e indenizações sobre os quais problemas não teve qualquer responsabilidade. A negligência foi do empregado, não do empregador. Ao entrar na sala de audiências, o Juiz trabalhista nem lê o processo e pergunta: – Tem acordo? – como se já houvesse o contencioso. E a análise dos fatos? E a observação das provas? Oitiva de testemunhas? Nada. O empregador já é considerado responsável pela miséria do trabalhador. Esse é um sistema político de leis que procura criar desavenças entre capital e trabalho, o que já vimos, não funcionou em parte alguma do mundo e só beneficia alguns na busca de poder, não de soluções concretas. Será que ninguém observa que é o empregador quem arrisca o próprio pescoço para gerar empregos? Nossa legislação, em geral e não só a trabalhista, espalha responsabilidades sem analisar criteriosamente os fatos. Existem casos flagrantes que impõem demissão por justa causa. Tente provar isso em juízo e você verá que não é possível. Como a maioria dos trabalhadores rurais é semi-analfabeta, de nada adianta você fazer documento escrito chamando a atenção, devidamente assinado pelo empregado, que será contestado em juízo exatamente porque ele não lê direito. A solução, então, é não contratar pessoas e comprar máquinas que não reclamam, quando isso é possível. Se não é possível, diminui-se a produção, mas não se criam empregos. Por que uma pessoa vai arranjar problemas se não precisa deles? Minha opinião: é preciso rever o que são direitos do empregador e do empregado bem como quais são seus deveres (não são excludentes entre si), estipulando multas com pesos iguais para ambos os lados que descumprem as regras, como também observando as diferenças regionais e de trabalho. Num país com as nossas dimensões e diferenças não é possível jogar tudo numa sacola e pensar que está justo para todos. Nos países com mais liberdade nas relações trabalhistas os problemas são menores, é mais simples conseguir emprego e os rendimentos são maiores. O empregado tem interesse pessoal em progredir. Se quisermos continuar sendo motivo de piada mundo afora, basta deixar como está.
É isso mesmo Sakamoto.
Concordo com sua posição. A CNA já na classificação das matérias está equivocada. É uma pena.
O mundo vive um PARADOXO.
Toda verdade é transformada em outro tipo de informação que faz com que os povos cada vez mais não entendam a realidade. Ficar sempre reprimindo os povos menos inteligentes tornando-os vulneráveis as promessas e o esquecimento. Isso faz com que o topo da pirâmide nunca saia do seu pedestal. O Brasil é um desses. Duvido que Lula e seu governo de mentiras ideológicas boicote as Olimpíadas. Não se vê em lugar nenhum a imprensa pregando essa tese. o Boicote.
E assim continuaremos a ver o mundo sendo destruido. O aquecimento global. São Paulo parando. O rio São Francisco morrendo. O Rio de Janeiro sem solução em todos os sentidos. Não tem mais geito. Sem falar nos EEUU, Irão, Iraque. Israel, Palestinos, rede de terrorismo Al-quieda de Bin Ladem.
Lamentável.
“Que se cuidem os trabalhadores rurais, possiros, sem terra, ribeirinhos, quilombolas e comunidades indígenas dessa nação’, bem poderia ser “Unam-se , eduquem-se e informem-se para exigir cumprimento dos direitos e garantias individuais que estão enunciados na Constituição Brasileira.”
É um povo triste, jogado, sem saúde, com fome, com filhas prostituídas, sem esperança, enganado, mal educado para melhor ser manobrado.
Tem Faustão, Big Brother, Novela, Gugu, Hebe , mas não tem educação.
Não tem terra, não tem reforma agrária, não tem sáude, tem bala perdidade que mata a criança pobre, enluta a família herdeira da miséria que ficou destituída pela corrupção dos que tem tudo ou quase tudo ele não tem amor ao semelhante, não tem escrúpulo, é o fim da linha.
Olá!! Estive fazendo uma pesquisa na internet e casualmente encontrei uma materia da Sakamoto que assistir quando ainda era criança: O Último Brasileiro. Alguém tem esse vídeo? Gostaria de ver novamente, é muito interessante. Gostaria de fazer o Download. Até mais…
Parabéns pelo blog, abraços!
ola
As proposições convergentes e divergentes …
O Agronegócio Precisa disso !
Sakamoto parabéns pelo Blog.