Blog do Sakamoto

O efeito dominó da revolta em Jirau

Leonardo Sakamoto

Conversei com jornalistas que foram cobrir a situação causada pelos protestos no canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. Quase todos foram com uma pauta sobre vandalismo, mas voltaram com um número maior de matérias tratando de graves problemas trabalhistas e de sério desrespeito aos direitos fundamentais. Isso foi percebido pelos leitores/ouvintes/telespectadores que acompanharam o caso com atenção nos últimos dias, a ponto de refletir nas cartas e e-mail recebidos em redações. As primeiras notícias trataram de quebra-quebra, depois começou a aparecer o pano de fundo.

Não estou querendo justificar a destruição da farmácia que atendia os trabalhadores, por exemplo. Mas é impossível entender todo o contexto se não for explicado que a dita atuava praticamente em um esquema de “barracão”, fazendo com que trabalhadores contraíssem dívidas ilegais. Jornalismo tem que tratar de causas e consequências.

Mesmo passando o necessário filtro nos rumores e boatos que correm de um lado para o outro nessas horas quentes, ainda assim o que sobra já dá para arrepiar o cabelo. Denúncias de maus tratos, condições degradantes, violência física. Coisas que acionistas de grandes empresas não gostam de ver exposto por aí e, por isso, são repetidas vezes negadas pelos serviços de relações públicas ao longo de anos.

O que aconteceu em Jirau tem um mérito: escancarou a caixa preta das grandes obras ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), trazendo à tona o que vem sendo alardeado há tempos por movimentos sociais e organizações da sociedade civil: que esses canteiros se tornaram máquinas de moer gente – noves fora os impactos ambientais e nas populações locais.

E olha que não estou nem recorrendo à minha cantilena e falando do caso de trabalho escravo em Jirau em 2009, quando 38 pessoas aliciadas no Maranhão foram resgatados enquanto trabalhavam para a Construtora BS, que prestava serviço ao consórcio responsável pela construção da usina. Mas sim de um processo estrutural causado pela pressa em terminar e gerar energia, pelos cortes de gastos e pela necessidade de manter a lucratividade do empreendimento. Tudo com o apoio de dinheiro público, ou seja, eu, tu, nós.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que vai manter os repasses do empréstimo à obra. A descoberta dos problemas questiona os critérios de financiamento da instituição. Pois o começo de tudo não foi uma briga entre operários e motoristas ou problemas com comida e alojamentos. Aquilo era uma complexa bomba-relógio de insatisfação pronta para detonar, com mais pessoas trabalhando que recursos físicos e humanos para mantê-las. O banco não é fiscal, mas também não pode ficar em uma posição de só caixa registradora.

Além dos problemas encontrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego ao longo do tempo, os ministérios públicos Federal e Estadual de Rondônia impetraram uma ação civil pública contra o estado, o município de Porto Velho, a União, o Ibama, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Energia Sustentável do Brasil (ESBR, empresa responsável pelas obras), por descumprimento de condicionantes nas áreas de saúde, educação, transporte e segurança. Ou seja, o que não faltava era informação à disposição (por isso mesmo assusta ver algumas matérias que foram ao ar na TV com um grau incrível de desconhecimento da realidade, mostrando que tem gente em redações não sabendo usar nem o Google na pesquisa).

O BNDES deveria ter tido mais cuidado e monitorado isso, lembrando que a bomba soltou vários avisos de fumaça, nos últimos anos, antes de explodir. Se tivesse feito isso, provavelmente estaria suspendendo agora os repasses ou aplicando novos condicionantes. As usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, têm R$ 13,3 bilhões de financiamento do BNDES.

Agora, os responsáveis pelas obras falam na adoção patamares mínimos. O mais engraçado é que esses patamares já existem e se chamam legislação trabalhista. É só seguir o que está lá, sem tirar nem por. Mas, aí, a obra ficaria cara e inviável, não é mesmo?

E tem mais um probleminha aí no meio: a terceirização tresloucada. A quantidade relativa de empregados das empresas diretamente responsáveis por uma grande obra é pequena em comparação aos empregados das subcontratadas. Um consórcio contrata o Tio Patinhas para tocar um serviço, que subcontrata o Mickey, que subcontrata o Pateta, que deixa tudo na mão de três pequenas empreiteiras do Zezinho, do Huguinho e do Luizinho. Às vezes, o Zezinho não tem as mínimas condições de assumir turmas de trabalhadores, mas toca o barco mesmo assim. Aí, sob pressão de prazo e custos, aparecem as bizarrices. Depois, quando tudo acontece, Pateta, Mickey, Tio Patinhas e o consórcio dizem que o problema não é com eles. Ninguém quer pagar o pato – literalmente.

Enquanto isso, muita gente que assiste ao que está acontecendo pela TV fica achando que os trabalhadores que tocaram o terror fizeram isso por prazer. Terror é a situação em que estava um mundaréu de gente, provisoriamente alojada no Sesi de Porto Velho, sob um calor do cão, e com a “escolta” da polícia para que não saíssem e criassem tumulto na cidade. Não é campo de concentração porque não estava a céu aberto.

São bons esses momentos em que a sociedade regurjita sua entranhas, serve para pessoas perceberem que não estão sozinhas, leva ao reconhecimento da própria condição e pode gerar um efeito dominó. O UOL mostrou que protestos ocorreram em outros lugares (Além de Jirau, revolta de operários afeta outras duas grandes obras do PAC). Trouxe aqui que em Estreito (MA), as críticas também subiram o tom.

Imagina se todos esses protestos iniciais levassem a pipocar outros pelo país, em um fenômenos semelhante ao que está acontecendo no mundo árabe?

Vamos levantar os podres que estão por trás do “milagre do crescimento'' e ver se ele se sustenta após ter sido colocado ordem na casa. Isso se não jogarem tudo para baixo do tapete em nome da ordem pública e dos financiamentos de campanha. De novo.

  1. gabriel

    26/03/2011 17:13:59

    mais uma vez: conterrâneos velhos de guerra http://www.youtube.com/watch?v=-qIjSCVwflU

  2. Adri

    26/03/2011 01:35:58

    Pessoal, não gostaria de responder por aqui perguntas como qual é meu cargo, se eu sou homem ou mulher, se minto ou falo a verdade, pois esse espaço não é meu, é para assuntos mais importantes.Sendo assim, quem quiser falar comigo, seja pra me xingar mais um pouco ou concordar com meus pensamentos, dá uma passadinha no meu blog: www.mundodadiel.blogspot.comLá é informal, só tem besteira e a gente pode falar mais a vontade.E obrigada mais uma vez a todos que "falaram" comigo, independente do conteúdo. Abraços!

  3. verme

    25/03/2011 23:40:16

    Le-gal !

  4. verme

    25/03/2011 14:23:59

    Carlos,Não tem informações próximas num link por aí?Apresente dados.Sua participação deixou isso aqui mil grau!Valeu!

  5. verme

    25/03/2011 14:22:04

    Simbora, Victor.Pedra que nada!É confete!É farra!ATENÇÃO LESMAS PASSIVAS QUE TÊM INFORMAÇÕES SOBRE JIRAU,MANDEM VER NOS COMENTÁRIOS, ISSO AQUI TÁ MELHORANDO.

  6. verme

    25/03/2011 14:17:33

    E o chocolate?É verdade que tem ATÉ chocolate pra peãozada?Que luxo!

  7. verme

    25/03/2011 14:14:12

    Booooa, Carlos!O papo tá melhorando, o outro lado tá aparecendo...

  8. verme

    25/03/2011 12:26:42

    Putz, um detalhe.De vez em quando tem um pentelhos que aparecem pra fazer correção gramatical, inibindo os novatos.DANI-SI !ISCREVI AÊ QUI A GENTI SI INTENDI.SI TI ENXERIM O SACU, RELACHA. AUGUÉIM VAI CURTIR O QUI VOSÊ FALOW.E MANDA PAU.Vai logo, sua lesma!

  9. verme

    25/03/2011 12:22:47

    FDA,A gente tem que motivar esses comentaristas aê.Talvez os caras se sintam meio acabrunhados, sei lá eu.Falta gente, é fato.Isso não quer dizer que os antigos tenham que calar a boca.Mas há necessidade de se expandirem ideias aqui.Somos sempre os mesmos.Este é um ótimo lugar pra estudar.Se não fosse o bate-boca que rola, eu não teria feito muitas leituras legais que fiz no último mês.Aê leitores passivos do BLOG DO SAKAMOTO, escrevam aê, pô!Pode quebrar o pau, o Saka é mais tolerante do que a maioria dos blogueiros e os assuntos são relevantes.ESCREVE AÊ, SUA LESMA PASSIVA!

  10. verme

    25/03/2011 12:12:57

    Caraca!Roberto,Fantástico!Bela contraposição!

  11. Carlos Henrique

    25/03/2011 01:08:36

    Então queridona, isso que você não entendeu até agora...Vamos tentar explicar:OS TERCEIRIZADOS SÃO EXATAMENTE OS EXPLORADOS NESSA JOÇA!A terceirização é um processo em que a dona Camargo Correa se livra da responsabilidade trabalhista terceirizando.Qualquer aluno de primeiro ano de direito trabalhista sabe disso.Na fazendas com trabalho escravo, fiscais encontram trabalho escravo nos "terceirizados". Mas a Justiça é sábia em responsabilizar a empresa que terceirizou de propósito para não arcar com os ônus.Vá se informar.

  12. Janaína

    25/03/2011 00:04:12

    Prezado Carlos Henrique, todas as informações, dados e números que mencionei são relativos a TODOS os colaboradores de Jirau, empregados pela Camargo Corrêa, independente de função/cargo e isso pode ser comprovado!!! Se vc tem outros dados deve ser de alguma terceirizada, pois todos os colaboradores tem direito a isso tudo e são tratados da forma que citei!

  13. Ciro Lauschner

    24/03/2011 20:20:31

    Apareceu é?

  14. Joe Brazil

    24/03/2011 20:00:32

    Anne não é de Rondônia, vamos apostar?

  15. Sonia

    24/03/2011 19:41:41

    Vc tem razão Julio. São sempre os mesmos com pose de eruditos que não passam de chatos. Saka trouxe um tema relevante e o colocou de forma clara e aberta. Mas os de sempre, tipo F. D. A querem aparecer mais do qeu o post.

  16. Pois é né

    24/03/2011 19:00:55

    Ai, ai... Sakamoto você devia barrar esses comentários de assessoria de imprensa...Trabalho escravo é encontrado em obra ligada à usina do Madeira38 pessoas que construíam vila para desalojados pela Usina Hidrelétrica (UHE) de Jirau foram libertadas de trabalho análogo à escravidão. Em março de 2009, fiscais apontaram infrações trabalhistas na Usina de Santo AntônioPor Bianca PylFamosas pelos polêmicos impactos socioambientais em plena região amazônica, as usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, também entraram para o rol de empreendimentos com problemas trabalhistas e de direitos humanos. Um grupo de 38 pessoas foi libertado de trabalho análogo à escravidão no mês passado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia (SRTE/RO) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da Polícia Federal (PF). As vítimas estavam trabalhando para a Construtora BS, que presta serviço à Energia Sustentável do Brasil (Enersus), consórcio responsável pela construção da Usina Hidrelétrica (UHE) de Jirau.Os trabalhadores foram aliciados em Parnarama (MA) por intermediários, que prometeram salários de até R$ 1,2 mil. Eles tiveram que arcar com os custos da viagem da cidade de origem até Sorriso (MT), onde a Construtora BS mantém sua sede. "Do Mato Grosso para Rondônia a empresa arcou com o transporte. Porém, a irregularidade se deu na forma como os trabalhadores foram arregimentados e pelo fato deles terem que pagar o primeiro trecho da viagem", explica Francisco José Pinheiro Cruz, da Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região (PRT-14). Atraídos pelos ganhos, descobriram que seriam registrados com salário mínimo e submetidos a um regime de dívidas quando chegaram ao canteiro de obras.Leia mais http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1664Ou na Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, Rede Globo de Televisão, TV Record e mais um monte de veículos que deram a história na época.

  17. Pois então

    24/03/2011 18:41:15

    Sakamoto ...E se eu lhe disser que lá não tem trabalho escravo, que os trabalhadores tinham uma alimentação bastante razoável que diga-se era a mesma servida a engenheiros e gestores da obra, que os alojamentos tinham ar condicionado e ventilação, que o Ministério Publico já tinha ido várias vezes aquela obra (como sempre vai em obras deste porte) e não tinha encontrado nenhuma irregularidade ?E se eu disser que é caso da policia indiciar os operarios que resolveram ser vandalos ?E seu eu disser que tudo o que você falou simplesmente não procede com a realidade daquela obra ?E seu eu disser que os seus colegas mentiram para você ?Pois é. Admiro muito o seu jornalismo investigativo. Mas desta vez, você pisou no tomate. E feio ...

  18. NDR

    24/03/2011 18:34:03

    É... não adianta mesmo !Pode dar caviar e champanhe que sempre vão existir os insatisfeitos...Repito: ninguém deve se sentir explorado ! Não tá contente com o em-prego ? Pede as contas e não encha o saco !

  19. Abadia

    24/03/2011 18:07:55

    Ai que preguiça, mais uma que não sabe ler. Voce viu o disclaimer do comentários. Como você falou muita abobrinha, ficou presa no filtro. Daqui a pouco o japa te libera, pequena borboleta da Camargo Correa.

  20. Carlos Henrique

    24/03/2011 18:06:58

    "Colaboradores"?Empregados, você quer dizer. Essa é uma forma conhecida de desvencilhar a empresa de sua responsabilidade trabalhista.E os números que você traz, repito, são relativos a um grupo de trabalhadores. Se quiser, poste seu e-mail que eu passo dados relativos aos outros.

  21. Carlos Henrique

    24/03/2011 18:05:43

    Sou auditor fiscal do trabalho e posso dizer que você está falando da situação de uma parte dos trabalhadores. A outra, vivia em um completo caos. E sim, havia endividamento, do recrutamento ao alojamento, que chegava a 150,00. A Repórter Brasil, ONG do Sakamoto, fez uma bela matéria sobre isso. E há processo correndo na Justiça do Trabalho contra os responsáveis.É comum alguém defender a empresa porque vê apenas uma parte. O problema é o resto, sempre o resto.Entendo que você se sinta grata pela empresa, mas isso não tira a responsabilidade das construtoras por desrespeitar a CLT.Abraços.

  22. mELECÃO

    24/03/2011 17:54:55

    Concordo que a lógica das elites é quanto mais bagunça melhor etc,...Lembro apenas que a "elite" de hoje é a burguesia petista que manda nossindicatos, tem o cargo diretivo nas principais empresas do governo e são responsáveis pela liberação do dinheiro público...Lembrar também que para fins trabalhistas, todos que direta ou indiretamentesão responsáveis pelo emprego devem ser arrolados como cumplices em ação trabalhista, ou seja, BNDES, PAC (governo)Aneel, Ibama, a União etc. Ou seja,todos provando do próprio veneno !Por curiosidade, li que um dos revoltosos reclamava ter sido maltratado pelosseguranças que eram pouco educados com quem entrava bebado nos alojamentos ou furava a fila da refeição!No mais, achei o comentário do dono do blog provido de um viés surpreendentemente lógico e anti-governo ao citar "jogar tudo para debaixo do tapete, em nove do financiamento da campanha, de novo!".

  23. marilu

    24/03/2011 16:49:04

    José Mario, boa tarde!já pro médico, vai fazer a consulta de rotina, sem mais delongas, vai agora, faça os exames, e depois ajuda a cobrar dos outros!vamos começar a campanha pela saúde total dos homens!abs

  24. Janaína

    24/03/2011 16:43:03

    Libera meu primeiro comentário ai, so escrevi verdades!!!

  25. Janaína

    24/03/2011 16:38:01

    Ah esqueci de mencionar ao Castanhade, você no auge de sua sabedoria e vivência de obra disse que descontam alimentação, alojamento, EPI, trasporte e que tudo isto está garantido na CLT. Se vc sabe tanto de lei devia estudar mais um pouco para descobrir porque a empresa cobra estas taxas, nossa e que são absurdas né, porque aqui paga-se R$2,00 mensais de taxa de alojamento, (onde vc tem cama, armario, ar condicionado e banheiro) e R$ 5,10 de refeitório 9onde vc pode comer 3 vzs o quanto quiser). E os EPI's não são descontados coisa nenhuma, desconta-se caso o profissional por mau uso estrague o EPI e tbm é um valor irrisório. O transporte é gratuito para todos os colaboradores dentro dos horários necessários e acordados. Só paga quem quiser viajar em horários muito diferentes dos programados, pois para ir a cidade, a bancos e médicos existem muitos ônibus e horários disponiveis gratuitamente pela empresa!!!

  26. Janaína

    24/03/2011 16:19:17

    Prezado Sakamoto, a coisa que me deixa mais indignada é você escrever tanto, fazer comentários irônicos, como se estivesse vivenciando tudo que ocorre aqui. Realmente se eu fosse dar ouvidos a tudo que sites e jornais, jornalistas publicam com muito sensacionalismo acharia que Jirau é um inferno, mas eu sempre me baseio em fatos, coisas que vi e que tenho como provar, por isso posso alegar que a maioria das coisas que vc expôs sobre a realidade da obra de Jirau é sensacionalismo e mentira!Desrespeito aos direitos fundamentais, maus tratos, condições degradantes... Onde vc ou alguém viu isso aqui? Todos os colaboradores, independente da função recebem cesta básica (mesmo valor para ajudante e engenheiro), plano de saúde (e atendimento médico gratuito na obra 24hrs), participação nos lucros, tem a seu dispor refeitórios com funcionamento 24 horas, áreas de lazer com salões de jogos, academia, quadras poliesportivas, salas de internet, além de centros de treinamento e de serviços, com posto de serviços bancários, caixas eletrônicos, lojas, Correios e farmácias. E TODOS os alojamentos equipados com ar-condicionado.Ao Castanhade que falou de caderninho de dívidas e a você Sakamoto que alega que a farmácia praticava um esquema de pregão para que os trabalhadores contribuíssem dividas ilegais quero lhes esclarecer algo para ver se vcs começam a juntar fatos e dados antes de falar besteira. A empresa disponibiliza a todos os profissionais um cartão convênio no qual se tem um crédito de 20% do valor de seu salário para utilizar nas lanchonetes, farmácias ou comércios credenciados de Porto Velho, isso para que ninguém deixe de comprar remédio por falta de dinheiro no momento de necessidade (ou qualquer outra coisa). Algo que a empresa não tem obrigação de oferecer, mas faz porque sabe que muitos não teriam como conseguir crédito em estabelicimentos comerciais. Os preços praticados na farmacia eram justos, tanto é que sempre comprei lá. E ninguém poderia se individar pois após gastar os 20% não tem mais crédito! Fico muito indignada com tudo que venho lendo a respeito do que falam dessa obra e da Camargo, pois eu estou aqui há 2 anos, vim sozinha do Sul, sem ninguém e a obra/empresa me deu todas as condições para viver, além de oportunidade de crescimento! Acompanhei o desenvolvimento da obra e da sua estrutura das áreas de vivência e posso dizer que muitos aqui tem melhores condições do que em sua própria casa! Eu sim estou aqui e tenho como provar o que digo!

  27. Jose Mario HRP

    24/03/2011 11:40:34

    Os problemas de cancer masculinos não são tão discutidos como os femininos por falta de mobilização e porque as localizações dos canceres masculinos de maior incidencia são em áreas sensiveis aos modos ociudentais de encarar a sexualidade e o corpo humano.Penis, e prostata são lugares doloridissimos normalmente se acometidos de doenças e com cancer é ainda pior.Mas seria necessário sim uma maior discussão desse problemão!Há também o fato de que as mulheres ainda são vistas só como as mãezinhas santas que nos carregaram , mas embora isto seja uma grande verdade, nós homens nos subvalorizamos como pais e atores familiares hoje diante do massacre que as mulheres nos impingem como paga e pena pelos mil séculos de maus tratos!kkkkkkkkkké SÉRIO pô!

  28. marilu

    24/03/2011 11:01:25

    Victor, bom dia!seja bem vindo a selva rsrsrsrsrrs, venha sempre, fique pro café, pro lanche! rsrsrs aqui é assim mesmo, exercicio puro da democracia, as vezes com sutilezas as vezes nem tanto, mas é a grande magia de humanidade né não? ser sempre diferente e buscar os iguais?abs

  29. Victor

    24/03/2011 09:46:35

    Gosto sempre de ler os textos do Sakamoto mas acima de tudo de ler os comentários, alguns pertinentes ao texto outros não...mas acho que todos são necessários até aqueles que consideramos ser inutéis ou que corrigem os erros de português...não concordo com o modo que alguns tem de querer ter sempre razão em tudo...acho que são pessoas como o FDA, Verme, Ciro, Marilu, Chest, José Mario (desculpem se eu esqueci alguém) é que me fazem acreditar q ainda há pessoas sensatas nesse mundo...o Sakamoto não é um gênio que todo mundo tem q celebrar sempre...mas tb não é um cara que sempre tem q ser crucificado ao manifestar sua opinião...enfim gosto de vir aqui ler textos e comentários mas nem sempre comento, mas gosto sobretudo de vir aqui pra tentar aguçar mais o meu senso critico, acho que não existem verdades universais em nada nesse mundo...gosto de vir aqui pra ter certeza disso...e respeitar os diversos pontos de opinião das diversas pessoas q vem aqui...que trabalham no seu dia a dia...ralam pra caramba (ou não sei lá) mas que manifestam a sua opinião (nem sempre pertinente ou nem sempre válida) sobre os diversos assuntos discutidos nesse blog...espero não ser apedrejado só por comentar uma coisa que talvez não tenha nada haver com a matéria...mas mesmo se for...tudo bem...um bom dia pra todo mundo...abraço..

  30. FDA

    24/03/2011 09:13:33

    Na boa, Verme,Nesse “pais que vai pra frente”, onde o povão prefere dar audiência a um BBB, que ler ou comentar uma informação útil sobre a vida sociopolitica brasileira, o mundo esta de cabeça pra baixo...O BBB é a emissão que reúne a formula televisual mais escrota du mundo mediático: agrega quengas, “pétasses”, vulgares, bichinhas burras, frustradas e escandalosas, machos, machistas, cafajestes, canalhas e ordinários misóginos!Tudo que o mundo social brasileiro tem de mais asqueroso!A festa é orquestrada por um fantoche marionetista, medíocre e inescrupuloso que tem a petulância de solicitar o povão para “votar” (eliminar) o pior verme da semana.E o povão ainda paga para isso, cada chamada telefônica, MSM ou conexão net é tarifada.E vc vem aqui se “queixar” “da tagarelice dos que sempre comentam”!Or, ora, Verme, me poupe, vai.. O Saka oferece de graça 2.500 caracteres pra esse povão dizer, expressar em toda liberdade o que eles querem, se eles não têm competência para escrever duas linhas de comentários, o problema é deles e não dos outros que aqui comentam..Mande esse povão estudar...

  31. Roberto

    24/03/2011 08:05:58

    Não sou trabalhador da construção, mas sou auditor fiscal do trabalho e fiz várias diligências no canteiro de Jirau, nos últimos anos. O que encontramos foram situações bem abaixo de qualquer índice de qualidade de produção.Autuamos construtores repetidas vezes, mas não houve mudança estrutrural no processo de produção. No final, colocaram mais de 7 mil pessoas a mais em uma estrutura que comportava 15 mil.O poder público deveria ter interditado a obra. Mas temos a Camargo Correa do outro lado, ela baixaria em Brasília no mesmo minuto.É duro dar murro em ponta de faca.Abraços e obrigado Sakamoto!

  32. verme

    24/03/2011 07:48:46

    Mais de um navegante se queixou da tagarelice dos que sempre comentam. Eu me incluo entre esses.A queixa é procedente.Então escrevam mais, pô!Falta gente neste blog.

  33. Ciro Lauschner

    24/03/2011 07:11:50

    Gostei da sua inteligência. No Estadão no período da ditadura se publicava versos de Camoes. Já estou providenciando os Lusiadas, que pelo jeito vai ser todo publicado nesse blog.

  34. FDA

    24/03/2011 03:30:34

    Incrivel,92 Comentaristas comentam o post. Em geral, 98% dos comentaristas tem um Nick-name masculino. O que há de inacreditável é que apenas uma comentarista Mulher, Marilu, decide de apoiar a campanha de inclusão masculina que demanda o direito a igualdade por uma campanha para prevenir o câncer de próstata, de testículo e de pênis, lançada pelo comentarista Caçador de pitbulls.Ora, o que esta em pauta nesta campanha não é somente o “não cumprirem a obrigação constitucional de dar tratamento igualitário a homens e mulheres”. Existe uma campanha semelhante que teria sido lançada pela presidenta “Dilma”: “campanha nacional de prevenção e tratamento de câncer de mama e de cólo de útero”.O que surpreende nesta campanha é o desinteresse quase completo dos comentaristas por uma ação visando a acionar uma política publica de interesse nacional.O câncer da próstata est o câncer mais frequente no homem. Segundo o relatoria “Cancer incidence and mortality in France overthe period 1980-2005. Rev Epidemiol Sante », foram 62.245 novos casos enregistados em 2005 na França.No mesmo ano, essa doença provocou a morte de 9. 202 Pessoas. Conscientes do problema, alguns países colocaram a disposição da população uma politica publica de prevenção: um programa de gestão dos riscos de câncer da próstata como o programa elaborado pelo NHS britânico, ou pelo “ American College of Preventive Medicine” USA.http://www.cancerscreening.nhs.uk/prostate/pcrmguide-2.htmlO que há de surpreendente é que a PORTARIA Nº 2.439/GM DE 8 DE DEZEMBRO DE 2005, institui um Plano de Controle do Tabagismo e outros Fatores de Risco do Câncer do Colo do Útero e da Mama. A questão principal é então de saber: por quê não existe um programa politico, específico de prevenção para prevenir o aparecimento deste tipo de câncer no Brasil?É admirável que os brasileiros foram um dos primeiros povos a se mobilizarem par salvar Sakineh Mohammadi-Ashtiani. A petição serviu de ação concreta para impedir a aplicação da sentença.A questão secundária é de saber como é que milhões de brasileiros se mobilizam para salvar Sakineh Mohammadi-Ashtiani, ao mesmo tempo, são incapazes de se mobilizarem para salvarem si mesmos?

  35. Eduardo Azevêdo

    24/03/2011 02:45:23

    Ilustrada Sra. Marilu:não foi um comentário propriamente dito...na verdade fiquei tão entusiasmado com o realismo do comentário do Sr. Adri, que ao elogiá-lo por mais de uma vez, terminei por falar coisas comuns, constatadas por todos...Aliás, você sabe que não me permito comentar mais nada aqui... criei uma dieta de comentários e a ela me submeti com disciplina rígida..."apenasmente", nalgumas vezes, me dou ao luxo de ficar alegrinho quando julgo um comentário além da faixa do excelente, como foi o caso do comentário do Sr. Adri...afora isso, num sei se você já notou, só converso com você e com o elemento do conjunto vazio...No tocante a madre, não a idolatro, contudo, acho que seu exemplo de cristianismo deve ser observado por cristãos de todas as matizes.A respeito dos seus elogios, acho que não os mereço...Na verdade você é um poço de elogios... de gentilezas... de sabedoria... de educação... só de coisas boas...Lembra daqueles comentários dos poços?Pois é, aqui tem poço de tudo, viu?Tem, viu? Tem... tem...

  36. Maria Alice

    24/03/2011 01:49:03

    spfc,Leia-se, (...) Aliás, por falar nisso(? ) , você sabe até quando eu vou poder usar certos acentos? Até 2012 ? (riso). Bem, de qualquer forma, obrigada. Inté! (risos)Desculpe-me, mas ao apagar uma letra na tal caixinha parte do texto apagou e eu não prestei atenção. Sou apressadinha. Fazê, né ?

  37. FDA

    24/03/2011 01:39:21

    Caro Azevedo,Tem coisas que não passam! Entre elas, a covardia de um comentarista...Se existe “sempre atrás dalgum pobrismo ou coitadismo existe algum sabido, ou sabidos, explorando o pobrismo e o coitadismo para tirar alguma vantagem”, quem são eles? A quem vc se refere?Vc deveria saber, o que queres da tua vida de comentarista, Azevedo. Se tua intenção é de vim aqui no blog do Saka destilar sumpção, veneninhos contra “pobrismo” ou contra os “sabidos”, tenha ao menos a coragem de designa-los: quem são esses “pobres”, quem são esses “sabidos”!A liberdade de expressão implica um direito de informação! En geral, un indivíduo normalmente constituído e responsável devería ter a coragem de exercer esses dois direitos com dignidade e coragem...Ora, pelo visto não é seu caso: quem são os que “discursam com muita veemência para dizerem que são humanistas sérios?”O problema do covarde é sempre o mesmo: a tendência a projetar nos outros a responsabilidade individual que o covarde recusa-se a si mesmo.O pior, o drama desta situação, da secção comentário, é que o covarde sempre encontrara alguém para validar, gritar alto e forte a grandeza da sua covardia: ela seria “excelente”!Gandhi dizia que lá onde não existe outra escolha que a covardia ou a violência, ele aconselha a violência.Para vc, a melhores das violências é a dizer quem es: un verdadeiro covarde, um “lachê, et rien d’autre” , sempre a espera de uma ocasião para sair da tua cova, do teu buraco, da tua latrina e manifeste-se neste espaço publico virtual democrático sem nenhum argumentario preciso.Azevedo, o que vc é incapaz de construir, vc não tem o direito de destruir...

  38. Maria Alice

    24/03/2011 01:26:29

    Cara spfc,Valeu ! Realmente o filtro está longe ( não é assim ? Sei lá...eu escrevo na emoção. Mas vou tentar não esquecer, pois gostei da forma como você colocou(já copiei e colei, para guardar). Entretanto, não se zangue, se acaso você vier detectar novamente outros escorregões. Motivo: você pode ficar cansada, pois a escrita aqui funciona na base da emoção(tento ser diferente, mas quando vejo já era) Em geral, escrevo, copio, colo, envio, e só vou lembrar que deveria ter feito uma revisão quando volto a lê-lo, no blog( eis o motivo pelo qual evito relê-los. Aliás, por falar nisso(? )... (riso). Bem, de qualquer forma, obrigada. Inté! (risos)Em tempo: spfc foi pensando no tricolor ?

  39. Lucas Shimabukuro

    24/03/2011 00:29:42

    O apoio popular gigantesco que o governo federal conseguiu criou um discurso triunfalista, onde o Brasil teria mudado seus rumos desde a era Lula. Apesar da melhora parcial do nível de vida de muitos brasileiros, a reportagem de Sakamoto mostra que o caroço ainda não foi roído. O governo Lula/ Dilma não sabia/sabe das condições de trabalho dos operários? Ou fez vista grossa? Perguntas que não querem calar...Em tempo: aos companheiros das mais diversas tendências, proponho uma coisa! Que tal ignorarmos as "pérolas" comentadas neste blog, para realmente discutirmos, de forma saudável, inteligente e sensível as reflexões do Sakamoto? Abraço!

  40. Luiz Alberto

    24/03/2011 00:02:13

    Cuidado...pelas suas colocações vão acusa-la de reacionária.Prefiro dar crédito a sua versão dos fatos.Pelo menos vc esta lá e eu o Saka e outros não.

  41. spfc

    23/03/2011 23:48:08

    "Ah, Sakamoto, esse filtro é muito chatinho e, então, eu fico igual a ele. Abraços."cara maria, o termo "esse" é usado para retomar algo escrito. o correto seria usar o termo "este", pois o termo, filtro, é posterior.chatinha.

  42. Maria Alice

    23/03/2011 21:50:22

    Nem ia tocar no assunto, mas aproveitando que o comentário está em compasso de espera vou pedir o favor de considerar:na primeira, a ausência de “s”, e ,na segunda, a presença.E, mais, um acento agudo. E, por fim, na terceira, uma vírgula.1ª. (...)Obviamente, não querendo ignorar a possibilidades de possíveis adoentados (mentais, morais etc.) em decorrência, por exemplo, de inanições, bebidas, culturas confusas aliadas à omissões et cetera , et cetera e tal.(...)2ª.(...)Neste caso, nós pagamos (via inseguranças, despesas com construções e manutenções de presídios, e naquela custos baixos garantido$(graças à mãos de obra quase escravas, na melhor das situações).(...)3ª.(... )Quaisquer meios justificam os fins, mesmo que induzindo a erros, é típico de culturas antiéticas; obtido o erro, vulnerabilidade implantada. Resultantes: adesões incondicionais ou rebeldias.Ah, Sakamoto, esse filtro é muito chatinho e, então, eu fico igual a ele. Abraços.

  43. Maria Alice

    23/03/2011 20:47:32

    Os trabalhadores já vinham pedindo que respeitassem suas dignidades, tanto que cheguei a ler manchetes do tipo: “Trabalhadores de Jirau (RO) dizem ser tratados como "bandidos".Não é improvável. Penso que o objetivo possa ser esse mesmo, tem muito a ver com a nossa cultura antiética. Obviamente, não querendo ignorar a possibilidades de possíveis adoentados (mentais, morais etc.) em decorrência, por exemplo, de inanições, bebidas, culturas confusas aliadas à omissões et cetera , et cetera e tal.Mesmo que de forma inconsciente, não acho impossível se tratar de um processo focando baixíssimos custos com mãos de obra. Digo isso porque, ainda que “involuntariamente”, não é impossível se tirar a seriedade e a razão de uma pessoa com boa fé, via aplicação de constrangimentos( pois, estes mexem com as emoções). Quaisquer meios justificam os fins, mesmo que induzindo a erros é típico de culturas antiéticas; obtido o erro, vulnerabilidade implantada. Resultantes: adesões incondicionais ou rebeldia. Onde, na primeira subentende-se submissão e na segunda marginalização. Neste caso, nos pagamos (via inseguranças, despesas com construções e manutenções de presídios, e naquela custos baixos garantido$(graças à mãos de obra quase escrava, na melhor das situações).Dito isto, concluo pesarosa: É inconcebível que, em plena segunda década do Século XXI, no País, ainda não se resguarde a opção de sobrevivência via trabalho honesto.

  44. Ciro Lauschner

    23/03/2011 20:32:03

    O trabalhador que tem emprego não é um "pobre" trabalhador. Ele é trabalhador.

  45. Ciro Lauschner

    23/03/2011 20:27:29

    A responsabilidade um Santander que ganhou bilhões é comovente.

  46. Jumar Silva

    23/03/2011 20:23:24

    Concordo em grande parte com que escreveu Sakamoto. Tem razão quando cita a questão da terceirização, onde o Contratante, no caso a (ESBR, empresa responsável pelas obras) passa ao Contratado, no caso o Consórcio e este repassa para as diversas empreiteiras, muitas delas sem as mínimas condições de tocar uma obra. Porem, discordo quando diz sobre levantar podres que estão por trás do "milagre do crescimento", pois o crescimento está aí para todo mundo ver, agora controlar a ganância das grandes empreiteiras é tarefa difícil, talvez episódio como este ocorrido em Jirau sirva de exemplo e se consiga mudar o rumo das coisas, melhorando as condições dos trabalhadores.

  47. Luiz Alberto

    23/03/2011 19:20:23

    então...vira a página.

  48. Jose Mario HRP

    23/03/2011 19:11:57

    Voce e seu sarcasmo não foi bem recebido.Ma spoliticamente caro FDA ela está pisando.Mas......isso é quetão de livre arbitrio.Os anos passarão, e nós cedo ou tarde vamos aferir nossos pontos de vista!Boa noite!

  49. verme

    23/03/2011 19:06:42

    E a peãzada não escreve?Cadê o outro lado?O do peão.Tem algum trabalhador de Jirau, que não seja baba-ovo, pra escrever neste blog?Tem computador?Se tiver, escreva.

  50. verme

    23/03/2011 18:58:01

    Mas ela está nessa, Chest.Isso tem a ver com um projeto de desenvolvimento.É ao governo do país que devemos nos reportar e pressionar por outro modelo.Esse que está aí já é manjado.Dá nisso, sempre deu, em todo o mundo.O tempo é outro, as necessidades não são exatamente as mesmas porque a natureza já não é a mesma, e as possibilidades das sociedades para se reproduzirem são mais avançadas do que há meio século.Novas tecnologias para novas maneiras de controlar o meio.Outra política.

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