Blog do Sakamoto

Flagrantes mostram roupas da Zara sendo fabricadas por escravos

Leonardo Sakamoto

Por três vezes, equipes de fiscalização do governo federal flagraram trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da badalada marca internacional Zara, do grupo espanhol Inditex.

A apuração é de Bianca Pyl e Maurício Hashizume, aqui da Repórter Brasil – que acompanhou as mesmas ações retratadas na noite desta terça pelo programa A Liga, na TV Bandeirantes, e levou o nome da Zara aos TTs mundiais no microblog Twitter. Os dois jornalistas esmiuçaram o processo de produção e comercialização da empresa e trazem um relato completo do que pode estar por trás do mundo da moda:

Na mais recente operação que vasculhou subcontratadas de uma das principais ''fornecedoras'' da rede, 15 pessoas, incluindo uma adolescente de apenas 14 anos, foram libertadas de escravidão contemporânea de duas oficinas – uma localizada no Centro da capital paulista e outra na Zona Norte. Para sair da oficina que também era moradia, era preciso pedir autorização.

A investigação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) – que culminou na inspeção realizada no final de junho – se iniciou a partir de uma outra fiscalização realizada em Americana (SP), no interior, ainda em maio. Na ocasião, 52 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes; parte do grupo costurava calças da Zara. As informações puderam ser liberadas agora para não prejudicar os trabalhadores e o processo de fiscalização.

''Por se tratar de uma grande marca, que está no mundo todo, a ação se torna exemplar e educativa para todo o setor'', coloca Giuliana Cassiano Orlandi, auditora fiscal que participou de todas as etapas da fiscalização. A ação, complementa Giuliana, serve também para mostrar a proximidade da escravidão com pessoas comuns, por meio dos hábitos de consumo. ''Mesmo um produto de qualidade, comprado no shopping center, pode ter sido feito por trabalhadores vítimas de trabalho escravo.''

O quadro encontrado pelos agentes do poder público, e acompanhado pela Repórter Brasil, incluía contratações completamente ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16h diárias e cerceamento de liberdade (seja pela cobrança e desconto irregular de dívidas dos salários, o truck system, seja pela proibição de deixar o local de trabalho sem prévia autorização). Apesar do clima de medo entre as vítimas, um dos trabalhadores explorados confirmou que só conseguia sair da casa com a autorização do dono da oficina, só concedida em casos urgentes, como quando levou seu filho ao médico.

Quem vê as blusas de tecidos finos e as calças da estação nas vitrines das lojas da Zara não imagina que, algumas delas, foram feitas em ambientes apertados, sem ventilação, sujos, com crianças circulando entre as máquinas de costura e a fiação elétrica toda exposta. Principalmente porque as peças custam caro. Por fora, as oficinas parecem residências, mas todas têm em comum as poucas janelas sempre fechadas e com tecidos escuros para impedir a visão do que acontece do lado de dentro das oficinas improvisadas.

As vítimas libertadas pela fiscalização foram aliciadas na Bolívia e no Peru, país de origem de apenas uma das costureiras encontradas. Em busca de melhores condições de vida, deixam os seus países em busca do ''sonho brasileiro''. Quando chegam aqui, geralmente têm que trabalhar inicialmente por meses, em longas jornadas, apenas para quitar os valores referentes ao custo de transporte para o Brasil. Durante a operação, auditores fiscais apreenderam dois cadernos com anotações de dívidas referentes à ''passagem'' e a ''documentos'', além de ''vales'' que faziam com que o empregado aumentasse ainda mais a sua dívida. Os cadernos mostram alguns dos salários recebidos pelos empregados: de R$ 274 a R$ 460, bem menos que o salário mínimo vigente no país, que é de R$ 545.

As oficinas de costura inspecionadas não respeitavam nenhuma norma referente à Saúde e Segurança do Trabalho. Além da sujeira, os trabalhadores conviviam com o perigo iminente de incêndio, que poderia tomar grandes proporções devido a quantidade de tecidos espalhados pelo chão e à ausência de janelas, além da falta de extintores de incêndio. Após um dia extenuante de trabalho, os costureiros, e seus filhos, ainda eram obrigados a tomar banho frio. Os chuveiros permaneciam desligados por conta da sobrecarga nas instalações elétricas, feitas sem nenhum cuidado, que aumentavam os riscos de incêndio.

As cadeiras onde os trabalhadores passavam sentados por mais de 12 horas diárias eram completamente improvisadas. Alguns colocavam espumas para torná-las mais confortáveis. As máquinas de costura não possuíam aterramento e tinham a correia toda exposta (foto acima). O descuido com o equipamento fundamental de qualquer confecção ameaçava especialmente as crianças, que circulavam pelo ambiente e poderiam ser gravemente feridas (dedos ddas mãos decepados ou até escalpelamento).

Para Giuliana, a superexploração dos empregados, que têm seus direitos laborais e previdenciários negados, tem o aumento das margens de lucro como motivação. ''Com isso, há uma redução do preço dos produtos, caracterizando o dumping social, uma vantagem econômica indevida no contexto da competição no mercado, uma concorrência desleal''.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lavrou 52 autos de infração contra a Zara devido as irregularidades nas duas oficinas. Um dos autos se refere à discriminação étnica de indígenas quéchua e aimará. De acordo com a análise feita pelos auditores, restou claro que o tratamento dispensado aos indígenas era bem pior que ao dirigido aos não-indígenas.

A primeira oficina vistoriada mantinha seis pessoas, incluindo uma adolescente de 14 anos, em condições de trabalho escravo. No momento da fiscalização, os empregados finalizavam blusas da Coleção Primavera-Verão da Zara, na cor azul e laranja (fotos acima). Para cada peça feita, o dono da oficina recebia R$ 7. Os costureiros declararam que recebiam, em média, R$ 2 por peça costurada. No dia seguinte à ação, 27 de junho, a reportagem foi até uma loja da Zara na Zona Oeste de São Paulo (SP), e encontrou uma blusa semelhante, fabricada originalmente na Espanha, sendo vendida por R$ 139.

De outra oficina localizada em movimentada avenida do Centro, foram resgatadas nove pessoas que produziam uma blusa feminina e vestidos para a mesma coleção Primavera-Verão da Zara. A intermediária AHA pagava cerca de R$ 7 por cada peça para a dona da oficina, que repassava R$ 2 aos trabalhadores. Peça semelhante a que estava sendo confeccionada foi encontrada em loja da marca com o preço de venda de R$ 139. Uma jovem de 20 anos, vinda do Peru, disse à reportagem que chegou a costurar 50 vestidos em um único dia. Em condições normais, estimou com Maria Susicléia Assis, do Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco, seria preciso um tempo muito maior para que a mesma quantidade da difícil peça de vestuário fosse toda costurada.

Foi apurado que até a escolha dos tecidos era feita pelo Departamento de Produtos da Zara. O fabricante terceirizado encaminhava peças piloto por conta própria para a matriz da Zara (Inditex) na Espanha, após a aprovação de um piloto pela gerente da Zara Brasil. Somente após a anuência final da Europa, o pedido oficial era emitido para o recebimento das etiquetas. Na opinião de Luís Alexandre Faria, auditor fiscal que comandou as investigações, a empresa faz de tudo, porém, para não ''aparecer'' no processo.

Para a fiscalização trabalhista, não pairam dúvidas acerca do gerenciamento da produção por parte da Zara. Entre os atos típicos de poder diretivo, os agentes ressaltaram ''ordens verbais, fiscalização, controle, e-mails solicitando correção e adequação das peças, controle de qualidade, reuniões de desenvolvimento, cobrança de prazos de entrega etc.''

Em resposta a questões sobre os ocorridos enviadas pela Repórter Brasil, a Inditex – que é dona da Zara e de outras marcas de roupa com milhares de lojas espalhadas mundo afora – classificou o caso envolvendo a AHA e as oficinas subcontratadas como ''terceirização não autorizada'' que ''violou seriamente'' o Código de Conduta para Fabricantes. De acordo com a Inditex, o Código de Conduta determina que qualquer subcontração deve ser autorizada por escrito pela Inditex. A assinatura do Código do Conduta é obrigatória para todos os fornecedores da companhia e foi assumido pelo fornecedor em questão (AHA).

A empresa disse ter agido para que o fornecedor responsável pela ''terceirização ão autorizada'' pudesse ''solucionar'' a situação imediatamente, assumindo as compensações econômicas dos trabalhadores e comprometendo-se a corrigir as condições de trabalho da oficina flagrada com escravidão.

Haverá, segundo a Inditex, um reforço na revisão do sistema de produção para garantir que não exista outro caso como este. ''Estamos trabalhando junto com o MTE para a erradicação total destas práticas que violam não só nosso rígido Código de Conduta, como também a legislação trabalhista brasileira e internacional''. Em 2010, a Inditex produziu mais de 7 milhões de unidades de peças no Brasil, desenvolvidas, segundo a empresa, por cerca de 50 fornecedores que somam ''mais de 7 mil trabalhadores''. O total de peças que estava sendo produzido irregularmente (algumas centenas de peças), adicionou a Inditex, representa ''uma porcentagem inferior a 0,03%'' da produção do grupo, que é um dos maiores do mundo no segmento, no país.

Como disse um amiga, tá começando a faltar lugar para comprar sem peso na consciência.

Para ler a reportagem completa, clique aqui.

  1. Cristina

    08/09/2011 11:51:20

    Sakamoto,A ANDI divulgou esta semana análise de mídia sobre cobertura da presença de mulheres no mercado de trabalho O imprensa costuma dar mais espaço a trajetória individual de sucesso, como de executivas, empresárias, a despeito de políticas públicas voltadas para igualdade de oportunidades. Para ter uma ideia, apenas 9% do noticiário pesquisado abordou a diferença salarial entre homens e mulheres. O link para o resumo executivo é http://tinyurl.com/3dtrvhr. Ao todo, são três análises. O resumo executivo da última deve ser divulgado em duas semanas. Os resultados serão discutidos em seminário, no dia 3 de outubro. Fica o convite para quem se interessar pelo tema.

  2. silva

    03/09/2011 20:26:56

    olha seu ponto de vista é ridiculo sua visão pior ainda ,então faz o seguinte vai la e passa na pele o que eles passam , cuidado tudo que faz para os outros vem em dobro ,é a lei da semeadura plantou colheu

  3. Gusné

    24/08/2011 14:09:57

    Mais uma vez, você falou, falou e não disse nada.Contudo, neste último post, parece que você(ainda que de forma sutil) se deu conta de que estava falando asneira; o que já um avanço!Bom... dá uma lida aí: http://tinyurl.com/3un5t45Dê uma atenção extra ao trecho que se refere aos motivos de expulsão.

  4. branquela

    24/08/2011 11:00:26

    Você e todos os pretos do mundo ocidental é que devem muito aos branquelas do mundo inteiro.Afinal, quem acabou com a escravidão?E, sim, eu vou pra lá sim, mas antes quero sugar mais um pouquinho o país tropical, ok?E, ahm, não, não sofro discriminação lá. Por sinal, os alemães são muito mais acolhedores e humildes do que os brasileiros - aliás que povinho arrogante tem esse Brasil! Bando de tereciro mundista que se acha a cereja do planeta. Haja paciência.Enfim. Eu volto pra Europa, você para a África, e fica tudo certo.

  5. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 15:32:21

    Verme, eu vendo o algodão, trangênico é claro, pois usa menos defensivo.Rapaz, eu estou pra mudar de idéia, se transgênico não usa defensivos, ou usa bem menos, como eu vou sobreviver.??Vou fazer como a Neiva. Tô confuso... kkkk..Abraço.

  6. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 15:28:57

    Manda a indiada de volta loooooogo..Vai sobrar pra nós ainda ter que cuidar dessa turma aqui..Eles que se virem lá com o Evo..Se bem que são uma boquinhas a mais pra comer, pro AGRO vai ser bom, mais PROCURA.Abraço Verme.

  7. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 15:25:33

    Desmentir não dá Verme.É a frase do SERROTE_DE_PRATA: Que que é um peido pra quem tá cagado.??Abraço.

  8. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 15:21:57

    É cirúrgico sim Verme.Começa na nuca, e termina no calcanhar.. kkkk..Abraço.

  9. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 15:19:24

    Tá difícil mesmo Verme.Por necessidade não podemos contornar o AGRO, precisamos todos comer..Por vaidade, orgulho, inveja, não podemos contornar os chineses, e deixar o vizinho, o amigo, o colega tem um computador melhor que o meu.. Jamais, o meu tem que ser maior e melhor..Saiu o IPhone nº 257.957.345 e eu quero pra mim.. kkk...Abraço.

  10. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 15:12:15

    Verme Verme..Lembre-se, quem não lê a bula é o Ciro..kkk.Eu Leio, e tá lá:- Evitar a inalação.- Evitar comer durante o manuseio.E O PRINCIPAL:- Usar o EPI.Entre outras advertências, e recomendações. Eu as sigo todas.Inclusive tem lá o período de carência(tempo entre a última aplicação e a colheita). Tempo esse necessário para a biodegradação/fotodegradação/quimiodegradação do produto e que ele esteja sem resíduos próprios para o consumo.Não sei o seu mundo, no meu mundo tá cheio de oportunidades. Um exemplo é o monte de boquinhas pra comer.Abraço.

  11. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 15:01:10

    Verdade verdadeira Verme.E vamos vivendo.Abraço.

  12. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 14:48:58

    Desculpa.Snif.. Snif..

  13. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 14:47:55

    Verme.Não é atoa que somos chamados de conservadores..Dá pra fazer melhor sim, as idéias do Dr Marcelo, os menonitas, etc.. Você as propos muito bem, já disse que sou adepto..Eu é que não vou sair por aí querendo mudar o mundo..Já disse rapaz, mude você, faça você, tô afim não, tô ocupado com o AGRO..Ferrado ferrado e meio sim, enquanto não houver outras oportunidades a vista..Como diria papai, SERROTE_DE_PRATA, que que é peido pra quem está cagado..?? kkk..É meio egoísta o que eu disse né..? Pois é, eu sou egoísta.Abraço.

  14. MOTO_SERRA_DE_PRATA(AGROCIDADÃO)

    22/08/2011 14:38:48

    Verme.Vergonha na cara, isso acaba com exploração.Abraço.

  15. Olivia

    22/08/2011 14:05:17

    Caro Jota, antes de falar sobre máfias coreanas ou chinesas, porque não perguntar aos colegas bolivianos se eles PREFEREM a vida deles ganhando através do seu trabalho, um mínimo pode ser, porém que os sustenta e dá condições de criarem seus filhos e família, ou se preferem voltar às condições precárias na Bolívia? Garanto que muitos que vieram, aqui ficaram, se estabeleceram economicamente e não voltariam a seu país a não ser para visitar parentes.E ressalvo, o termo usado para trabalho ESCRAVO torna-se um chavão, qdo podemos lembrar que são sim remunerados e que vivem em condições precárias porque muitos deles optam viver desta maneira para economizar e tambem varam noites trabalhando pela ambição de quererem ganhar mais. Nesta cadeia, ninguém é santo e nem coitado. Todos têm sua culpa no cartório. Tanto os que escravizam qto os que se deixam dizer escravizados.Se existe a cadeia é porque ambas partes concordam e têm se sujeitado a isso.

  16. verme

    22/08/2011 10:38:01

    Secão?Qué isso...É tosco.EAcomodado.Quer defender o seu rabinho.O resto que se dane.Ri peidorrento graças à loucura de uma época suicida.Troca a má consciência por dinheiro.Mas...Tudo sendo o que é, não ficará como está,Já que os seres humanos costumam enfrentar as situações de coerção e repressão quando as reconhecem e dispõem de meios para tal.Conservadores têm 2 apostas a fazer, sempre: 1. que as massas não enxerguem seus inimigos; 2. que elas não disponham dos meios para vencê-los.(Quem quer mudança faz muitas apostas, a maior de todas é a de não reproduzir sobre si a boçalidade própria dos inimigos.)

  17. verme

    22/08/2011 10:25:47

    O comentário do Humberto já deixa claro que a exploração não deve encontrar limites.Quanto mais baixos os salários, melhor.Só que esse tipo de raciocínio e atitude empresarial não quer arcar com o outro lado da moeda, os caos social, as revoltas, os governos populistas...Quem semeia a miséria, colhe tempestade. Na hora do quebra-pau tem que bancar a repressão. Mas de vez em quando a repressão perde a parada para os populistas...Melhor produzir coca.Tanta gente produzindo porcaria (transgênicos, por exemplo) por aí e faturando, inclusive com legislação a favor... por que não coca? Só porque os governos norte-americano e europeu não querem arcar com os custos sociais dos seus viciados? Alguma vez eles se preocuparam com os latino-americanos?Antão.O pobre só tem que ficar esperto pra ele mesmo não cheirar essa porcaria. Melhor que a playboizada e gringos de rabinho endinheirado se acabem. O caos pode ajudar nas transformações necessárias. Com a zelites dopadas fica mais fácil.

  18. verme

    21/08/2011 23:40:28

    Carros?Metais diversos?Lixo...Dispensa o carvão pro churrasco.Basta sair a céu aberto.Pra que sombras, frescor... bah!, eu quero é Sum Paulo, meu complexo de jeca me empurra pra Sum Paulo.Sô jeca tipo sertanejo gringo, muderno e destruidor.Manancial limpo? Bah! Que paguem pela água purificada!Alimentos saudaveis e saborosos? Sai fora!Vamos alimentar uma manada de alienados que não sabem a diferença entre batata e inhame!Vamos passar a serra, que eu tenho que faturar!São meus olhos de psicopata que zelarão do cerrado.Tranquilizai-vos impotentes moradores das cidades.Darei a vocês um mundo pior, e a mim também.Só pra juntar dinheiro.hihihihi! (Mãozinha cobrindo o sorrizinho cagão.)

  19. verme

    21/08/2011 23:24:37

    A China é um pouco longe.O idioma meio difícil.Brigar aqui é brigar lá.

  20. verme

    21/08/2011 16:20:35

    Só vale lembrar o seguinte, né, meu povo?!O sensasionalismo costuma ir CONTRA o trabalhador, exaltando as qualidades ou vitimizando a zelites.São poucos os momentos em que temos o prazer de assistir aos bacanas pisando na jaca.De qq maneira, jornais não resolvem problemas.Só não se empolguem fazendo uma crítica toda parcial, midiática também, tipo Alexandre Garcia no jornal matutino.

  21. verme

    21/08/2011 16:13:10

    Fabiana,O Motoca tem razão.Eu me enganei.Eu me referia a outra pessoa, mas já me esqueci quem era.Foi maus.

  22. verme

    21/08/2011 16:10:37

    Chineses produzem lixo.Parecem os agro.Tá difícil contorná-los, entretanto.

  23. verme

    21/08/2011 16:08:47

    Cada um com seu vício...Uns na coca.Outros no Tordon...Chhhhhhhuuuupt!

  24. verme

    21/08/2011 16:06:23

    Somewhere... over the rainbow...Claro que não precisa.Talvez deixe de usar.E daí?Continua sendo um problema.

  25. verme

    21/08/2011 15:59:30

    Simplista.Mas é fato sabido que reinos negros escravizavam outros, vendendo negros para brancos.Embaçado é querer legitimar o simplismo como autoevidência, incontestável.Mas não cola.Tem material aos montes na net. Grátis.

  26. verme

    21/08/2011 15:48:57

    Cleiry,Ótimo comentário, bela reflexão.A gente é tão besta que nem se dá conta de que está envolvido numa cadeia produtiva, de que somos números em projeções elaboradas por empresários e pelo governo.Vivemos como meras dragas trituradoras de mercadorias e vendemo-nos pelo menos 8h por dia sendo mercadoria.Há quem chame isso de liberdade...Um abraço.Quanto ao Motoca, já sabemos:Fungou muito agrotóxico (ele vende esses troços que envenenam a comida que comemos).Tá lá no barracão, esculhambado, babando... entre uma cheirada e outra.Vê a si mesmo num mundo cheio de oportunidades.Por isso aquela risadinha peidorrenta, acovardada: kkkk e hihihihi!Esse cara não sabe rir de verdade.

  27. verme

    21/08/2011 15:40:55

    Bom?Ótimo?Cheiraste demasiado agrotóxico.Já que cê não quer mudar nada, cheira mais uma: de Tordon, que nem é perigoso, nénão?

  28. verme

    21/08/2011 15:28:15

    Urbano,Gostei tanto do teu texto que tive que voltar.Teu questionamento final é perfeito.A esquerda (a esquerda tradicional, comunistona, estatista) não tem resposta pro momento que vivemos.Saudades nesse sentido são um retrocesso e desembocam em fascismos.E a direita, o que propõe?Nada.Paciência e adaptação.Fundo de poço e araquiri.Outro mundo tem que ser possível.

  29. verme

    21/08/2011 15:21:55

    Caraca, Urbano,Seu texto é GENIAL!Você está certíssimo, a necessidade de lucros torna o processo autofágico, e a qualidade vai pro espaço. No final das contas, você paga a marca, e é só o que as empresas têm a vender: marcas, produto que é bom: necas!Mas discordo TOTALMENTE da sua conclusão, você está ERRADO!Por que deveríamos nos adaptar ao caos, à precariedade, à miséria?Meu, isso é uma proposta suicida!Apostemos na vida!

  30. verme

    21/08/2011 15:17:05

    Aqui?Só aqui?Pra adoçar seus olhos, uma bobagenzinha:http://www.ibahia.com/a/falabahia/?p=76576

  31. verme

    21/08/2011 15:09:28

    Pelo menos a agitação oferece a oportunidade de a gente pensar um pouco.Belo comentário, Luiz, até mais.

  32. verme

    21/08/2011 15:08:13

    Quem vencerá a exploração, a escravidão, a miséria?Governos de esquerda?Falharam.De direita?Fracasso.Patrões?Pfff...O "mercado"?Falhou.Líderes carismáticos? Religiões? Profetas laicos?Falharam, falharam, falharam...Cadê?Cadê?

  33. verme

    21/08/2011 14:57:26

    Não sei se seu texto é tão rui quanto esse porque ainda não li.Mas esse é péssimo.Viver sob Evo é o cão chupando manga, o que não justifica arrancar o couro dos bolivas no Brasil.Aceitar a superexploração de estrangeiros no Brasil é:1. aceitá-la contra brasileiros na mesma situação;2. fomentar racismo.Os erros do governo Evo não justificam os nossos.

  34. verme

    21/08/2011 14:53:28

    É isso mesmo.Vamos criar cooperativas e produzir nossas próprias roupas sem exploração.Acabemos com o consumo em magazines!

  35. verme

    21/08/2011 14:42:13

    Mais um pra dizer que se o escravo é feliz a escravidão não existe?Favor me desmentir,Só aí eu vou ler essa tralha toda.

  36. verme

    21/08/2011 14:39:28

    Isso é a mais pura verdade.A imprensa só quer audiência e vender jornal.Solucionar problemas nunca esteve em pauta, com raríssimas, mas raríssimas mesmo!, exceções.A imprensa faz parte do arsenal de mentiras usado contra a população pela zelites.

  37. verme

    21/08/2011 14:36:11

    A mesma paciência pra aguentar os que acreditam em bombardeio cirúrgico!

  38. verme

    21/08/2011 14:35:11

    Bombardeio cirúrgico é de lascar!

  39. verme

    21/08/2011 14:34:08

    Caraca!O comentário de Humberto vale outra reportagem!

  40. verme

    21/08/2011 14:30:46

    Ignorante... não necessariamente.Enganado, sempre.Conformado é um degrau mais abaixo, mais perto do fundo do poço da covardia, lugar onde VOCÊ se encontra.

  41. verme

    21/08/2011 14:27:53

    hauhauahauaha!Zara truta foi fucks...

  42. verme

    21/08/2011 14:25:51

    Leis não garantem liberdade.Pra se fazer valer é necessário força.Sem tergiversações, por favor, defina liberdade.Citar a constituição é muito vago.Além do mais ela é um corpo ideológico contruído numa sociedade não liberada. Reproduz (por mais liberal que seja) coerção.Mas fale você.

  43. verme

    21/08/2011 14:23:07

    Ô moto,Isso aí a gente já sabe, meu.E daí?Ferrado, então ferrado e meio?Se é pra deixar tudo como está, não discutamos mais, não mudemos nada.(Este é o objetivo de todo conservador, deixar as coisas como estão.)Vamos parar de ser sonsos, vamos fazer a crítica e, quem tiver boas ideias pras possíveis soluções, que proponha alguma coisa, oras!O que não dá pra aceitar é esse sorrisão cínico na cara, como se nada pudesse ser diferente.

  44. verme

    21/08/2011 14:18:39

    Ô moto,O papo é sério.

  45. verme

    21/08/2011 14:13:28

    Pro mané guspido,Ainda falta dizer que, em princípio,Nada mais obtuso que aferir a felicidade dos infelizes.No entanto, esta é uma época em que as obtusidades são levadas muito a sério, e devem sê-lo, pra manutenção da total obtusidade.Resumo da ópera: obtuso sim, mas não estou sozinho.Mas é chato ter que aturar malas como você que, sendo obtusos, não o reconhecem, e posam de conselheiros.E, sim, malaco velho, você usou do "sabe com quem tá falano, aqui é otoridadi", do mesmo modo que usa de um raciocínio fascistóide pra defender o bem estar de crianças brasileiras (acredite quem quiser!).Resumindo, você é um bom hipócrita.E tem aquela arrogância jeca dos pouco estudados que comem mortandela e arrotam peru.

  46. verme

    21/08/2011 12:21:08

    Aê, mistura de GUSpe com maNÉ:hauahhauahhauaha!(Junto com a Edna.)

  47. verme

    21/08/2011 12:17:45

    A propósito...Volta pra lá, branquela, cê vai ver que SEQUER cidadania alemã vão te dar. Você precisará passar sei lá quantas gerações ali pra que chamassem algum dos seus descendentes de cidadão. (Fora as discriminações básicas, os pogronzinhos de fim de semana executados pelos autênticos branquelas, donos daquelas terras...)Volta, volta, pra ver se é bom.Lamento,Mas você e a tua turma de branquelas ainda devem muito pra caboclada.É que não sabemos cobrar...A generosidade (e a lerdeza) são o nosso forte.Se tudo mudará ou não... quem sabe?Sigue la lucha.

  48. verme

    21/08/2011 12:09:54

    Aê, branquela,Diz aí:É chato pra caramba ser discriminado, né?Beijundas murchas nos velhotes.

  49. verme

    21/08/2011 12:06:30

    2ªparteTrocando pra bugalhos:Obrigado pela dica do Vanguarda Popular, espero que valha minha atenção, o nome já não é animador, mesmo assim, agradeço. Se for um lixo, volto aqui pra acertar as contas com você.Agradeço o zombeteiro, na verdade inevitável, tendo em vista muitos dos interlocutores deste blog.Fazer você de bobo não é necessário. Você é muito bobo mesmo.Embora seja bom menino. (Bom demais, eis o problema.)O dinheiro não sai necessariamente da bunda, mas sempre do corpo do trabalhador. Seja nos gastos estatais, seja nos ganhos do patrão, ou na multiplicação dos valores dos financistas.Quando o trabalhador já se torna inútil pra gerar valor, estamos em crise.

  50. verme

    21/08/2011 11:50:40

    Olha, sem fôlego,Até que enfim uma respostinha minimamente inteligente...Você tem razão, buscar o financiamento estatal é pra lá de suspeito.Por outro lado, enquanto não houver uma radicalização desse tipo de movimento (isto é, uma ampliação, com milhares de ocupações e reforma agrária, com autogestão, why not?), a busca pelo patriarcalismo estatal é quase que inevitável.Isso aparece no filme da Naomi Klein "La toma", que você não pode deixar de ver também.Essas empresas buscam o estado primeiro pela questão legal da desapropriação (complicadíssima) e o saldo das dívidas. (Coisa que um governo radical à la Chavez poderia (repito: PODERIA...) resolver, mas que está fora de nosso espectro, ó raios!),Depois é que vem a treta mesmo: continuar produzindo de modo cooperado e vencer a concorrência robotizada? Sem redução de salários, demissões, aumentos das jornadas de trabalho, quanto sobra pro capital fixo (maquinaria)?Entre outras, como a questão do meio ambiente...Luta cheia de variáveis. Mas os nós devem ser desatados.Os fracassos devem ser analisados com cuidado, todos os fatos, teorizados, reaplicados... é necessário acumular experiências, reinventá-las e tentar de novo.

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