Blog do Sakamoto

Doc denuncia processo de genocídio de povo indígena

Leonardo Sakamoto

Foi lançado, nesta segunda (21), a versão para internet de “À Sombra de um Delírio Verde”, que mostra o lento genocídio do povo Guarani Kaiowá. Com a maior população no Brasil, ele trava uma luta desigual contra o agronegócio pela reconquista de seu território. O documentário é uma produção independente, assinada por produtores da Argentina, Bélgica e Brasil, que procura expor as violências vividas por este povo.

Vale lembrar que, na última sexta, o cacique kaiowá Nísio Gomes foi executado a tiros no lugar conhecido pelos indígenas como Ochokue/Guaiviry, nas proximidades da vila de Tagi, à beira da MS-386, entre Ponta Porã e Amambai. Seu corpo foi levado pelos pistoleiros.

À Sombra de um Delírio Verde from Mídia Livre on Vimeo.

Sinopse

Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, juntamente com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto.

Sem terra e sem floresta, os Guarani Kaiowá convivem há anos com uma epidemia de desnutrição que atinge suas crianças. Sem alternativas de subsistência, adultos e adolescentes são explorados nos canaviais em exaustivas jornadas de trabalho. Na linha de produção do combustível limpo são constantes os flagrantes do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho que encontram nas usinas trabalho infantil e trabalho escravo.

Em meio ao delírio da febre do ''ouro verde'', as lideranças indígenas que enfrentam o poder que se impõe muitas vezes encontram como destino a morte encomendada por fazendeiros.

À Sombra de um Delírio Verde” é uma produção independente realizada sem recursos públicos, de empresas ou do terceiro setor.

Ficha técnica

Produção: Argentina, Bélgica, Brasil
Tempo de Duração: 29 min
Ano de Lançamento: 2011
Direção, produção e roteiro: An Baccaert, Cristiano Navarro e Nicolas Muñoz
Narração em Português: Fabiana Cozza
Música composta por Thomas Leonhardt

Comentário necessário deste blog:

Os guarani kaiowá do Mato Grosso do Sul enfrentam a pior situação entre os povos indígenas do Brasil, apresentando altos índices de suicídio e desnutrição infantil. O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razões principais para a precária situação do povo. Sem alternativas, tornam-se alvos fáceis para os aliciadores de mão-de-obra e muitos acabaram como escravos em usinas de açúcar e álcool no Estado nos últimos anos.

E por que as coisas só pioram? Um levantamento da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) revelou que 80% dos territórios guarani localizados nas regiões Sul e Sudeste do país não foram regularizados ou se encontram regularizados com pendências. Ou seja, o guarani continua sendo persona non grata em sua própria terra. Do total de 74 Terras Indígenas homologadas pelo governo federal do início de 2003 até outubro de 2009, apenas três contemplaram o povo guarani, uma das maiores populações indígenas do país.

E quem apóia o ''desenvolvimento predatório''? Muita gente famosa. Quem não se lembra do discurso da atriz global e pecuarista Regina Duarte na abertura da 45ª Expoagro, em Dourados (MS) em maio de 2009? Solidária com os produtores e lideranças rurais quanto à questão da demarcação de terras indígenas e quilombolas no Estado, ela não teve papas na língua: “Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”. A Namoradinha do Brasil fazia referência à previsão de criação de novas reservas na região de Dourados. “O direito à propriedade é inalienável”, explicou ela, de forma curta, grossa e maravilhosamente elucidativa. “Podem contar comigo, da mesma forma que estive presentes nos momentos mais importantes da política brasileira.” Ela e o marido eram, então, criadores da raça Brahman em Barretos (SP).

Inalienáveis deveriam ser o direito à vida e à dignidade, mas terra vale mais que isso na fronteira agrícola brasileira. ''Ninguém é condenado quando mata um índio. Na verdade, os condenados até hoje são os indígenas, não os assassinos”, afirmou Anastácio Peralta, liderança do povo guarani kaiowá da região. “Nós estamos amontoados em pequenos acampamentos. A falta de espaço faz com que os conflitos fiquem mais acirrados, tanto por partes dos fazendeiros que querem nos massacrar, quanto entre os próprios indígenas que não tem alternativa de trabalho, de renda, de educação”, lamenta.

Enquanto os índios se amontoam em reservas minúsculas, fazendeiros, muitos dos quais ocupantes irregulares de terras, esparramam-se confortavelmente por centenas de milhares de hectares. O governo não tem sido competente para agilizar a demarcação de terras e vem sofrendo pressões da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Mesmo em áreas já homologadas, os fazendeiros-invasores se negam a sair.

  1. LIANA UTINGUASSU

    15/01/2012 20:05:39

    Sakamoto, Gratidão pelo que faz,não somente por sua profissão,mas pelo espírito, respeito ancestral que expressa no seu sentir as Nações Indígenas.Caso possa, me repasse um email de contato.AguyjeLiana Utinguassu-Guaraniwww.yvykuraxo.org.br

  2. Brasile: ancora violenza contro i Guaranì – Kaiowà

    30/12/2011 05:42:48

    [...] blogger Leonardo Sakamoto racconta che mentre i guadagni derivanti dalla produzione delle industrie agricole hanno raggiunto livelli [...]

  3. Brazil: How Many Lives Does the Guarani-Kaiowá’s Land Cost? :: Elites TV

    20/12/2011 12:47:54

    [...] Leonardo Sakamoto reports [pt] that while the profits from the production and agricultural industries have reached exorbitant [...]

  4. Brasil: Quantas Vidas Custam as Terras de Guaraní Kaiowá? · Global Voices em Português

    13/12/2011 15:57:31

    [...] Sakamoto relata que ao mesmo tempo em que a produção e os lucros das indústrias agropecuárias atingem patamares [...]

  5. Che

    30/11/2011 20:48:11

    Difamação! É disso que eu estou falando! Item obrigatório na cartilha comunista revolucionária! Continue assim, companheiro!

  6. Che

    30/11/2011 20:42:47

    É isso aí, companheira Patrícia! Sempre teremos uma desculpa! Se a USSR afundou, a culpa é do POVO que não teve fibra REVOLUCIONÁRIA suficiente! Se matou 100 milhões, eram inimigos da revolução! Se o MST revende as terras de assentamento, é culpa do governo que repassou só uma FORTUNA pra eles, quando devia ter repassado DUAS.E viva o revisionismo revolucionário!!!

  7. juanjho

    25/11/2011 12:49:28

    ¡¡¡¡Bravo!!! ¡¡¡¡Bravissimo!!!! Muito boa a reflexao. Parabens

  8. juanjho

    25/11/2011 11:25:08

    Gilberto y demais. Meus parabens pra vocês. Muito bom isso de "nao só passa fome quem quiser, senao tambem quem nao souber usar a terra que temos". Em Argentina tambein temos a mesma situaçao de injustiça.

  9. que capacidade

    24/11/2011 12:15:43

    quem diria heímm regina duarte??mas não é somente ela, o maior problema são os "grandes figurões da política,ministros senadores,deputados,governadores,prefeitos e até vereadores",que simplesmente descobriram "lá"a riqueza de "tudo",desde pedras preciosas,ouro,e terras férteis,e "associa-se"mão de obra "gratis",pois indio tem bastante,tem "prefeito até de "cidadezinha lá nos confins do mundo"comprando terras por aí!""

  10. maurilio

    23/11/2011 20:26:28

    Total de reservas indigenas no brasil cerca de 70 milhões de hectares. Total de área plantada no Brasil pelos agricultores cerca de 65 milhões de hectares. Área ocupada cerca de 50 milhões de hectares pelos agricultores (safrinhas, cultivos de inverno, áreas irrigadas etc, etc , que ocupam as mesmas áreas das culturas de verão).

  11. George

    23/11/2011 20:02:12

    Com essa eu vou concordar, realmente é um genocídio, tenho pena dos índios e de como eles são vistos tanto por um lado como pelo outro. Agora "reservas minúsculas", sei não...

  12. marisa de oliveira

    23/11/2011 14:39:02

    No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de 42 pistoleiros fortemente armados.O massacre teve como alvo o cacique Nísio Gomes (centro da foto), 59 anos, executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS.As informações são preliminares e transmitidas por integrantes da comunidade – em estado de choque. Devido ao nervosismo, não se sabe se além de Nísio outros indígenas foram mortos. Os relatos dão conta de que os pistoleiros sequestraram mais dois jovens e uma criança; por outro lado, apontam também para o assassinato de uma mulher e uma criança.“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12”, disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança. Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani.Decisão é de permanecerDesde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida

  13. marisa de oliveira

    23/11/2011 14:37:35

    O genocídio é real, está acontecendo hoje. Por que isso não está noticiado na primeira página do jornal?

  14. verme

    23/11/2011 09:55:37

    Como arrotou o totoca, tudo qto é mídia de direita já foca o problema do jeitinho que vocês querem.Não cabe ao Saka fazer o papel da Band ou da Globo.Procurem nessas fontes, ou todas as outras similares.Peçam um texto desses pro Reinaldo, ué!, o bolologue mais lido do país!Só faltava o Saka mostrar os problemas das reservas recentemente regularizadas, quando ainda se matam índios, quando há terras não demarcadas! Em pleno linchamento racista!É evidente que a Serra do Sol deve estar cheia de problemas! Mas quantos estariam dispostos a resolvê-los, de fato, sem o interesse de explorar as terras indígenas?Cês tão de brincadeira, não é possível.Que tal o Cimi e a CPT distribuindo revólveres pra jagunços?Será só bisonhice?Má fé?Cada uma...

  15. Bia Rangel

    23/11/2011 09:42:57

    oi, Léo, como vai?Repasso uma mensagem de relevância e extrema urgência. As informações nela contida casam com as passadas por você, quando da notícia da morte do cacique Nísio Gomes. Por favor, poderia verificar?um abraçoBia RangelSITUAÇÃO URGENTE DE MASSACRE DOS INDÍGENAS KAIOWÁ HOJE! CONTRA A OMISSÃO DO GOVERNO FEDERAL FRENTE A ESSA LIMPEZA ÉTNICA!De Givanildo-Giva ManoelCar@s, estou em um dos piores momentos da minha vida, estou assistindo ao genocidio do Povo guarani Kaiowá, a situação se agrava a cada minuto e o sentimento de impotência e a indiferença da esquerda , que se diz revolucionária é algo impressionante. A empresa de segurança Privada Sepriva, que foi contratada pelos fazendeiros da região de Dourados para exeterminar os Guarani Kaiowás, tem uma lista das lideranças Guarani Kaiowá para matar imediatamente e são eles: Cacique Ládio , Vereador Otoniel, Cacique Ambrosio, Cacique Carlitos , sendo que a pior situação é do Cacique Ládio, que está sendo caçado nesse exato momento, pelo fazendeiro Jacinto Honorio da Silva, que matou o Cacique Marcos Veron, está com os jagunços da SEPRIVA em frente a aldeia Taquara afirmando que irá matar o Cacique Ládio Veron, ainda hoje. A policia federal, mandou 3 policiais para enfrentar 50 jagunços da Sepriva e voltaram correndo. Espero que os companheir@s se posicionem de alguma forma, porque não sei o que fazer, hoje só tenho impotência! Ultimo informe: O companheiro Giva deu mais um informe de como está a situação: "acabei de receber a noticia que o Cacique Ládio, está sitiado em sua aldeia Taquara e que a policia federal pegou os outros caciques , menos ele, porque segundo a policia , chove muito e agora, não sabemos o que poderá acontece."

  16. verme

    23/11/2011 09:30:38

    Legal falar de canibalismo.Nossa civilização tem costumes parecidos, só que a justificativa é econômica e científica, ou seja, tão religiosa quanto a dos indígenas, só que mais chata.Da mesma maneira como os antigos tupinambás não tinham consciência da barbaridade exercida contra um inimigo vencido (pelo menos lutavam de igual para igual),Nós não temos em relação às maiorias condenadas ao mero emprego ou desemprego estrutural, que dependem de péssimos serviços públicos, ou são exterminados por forças policiais (mas no nosso caso a luta nunca é de igual pra igual: há um aparato fortíssimo de leis, imprensa e armas contra o pobre "cidadão").Outra diferença a ser notada: a carne do inimigo era consumida numa festa. O próprio inimigo participava ativamente do processo bancando o valentão (ninguém consumia carne de covarde, além de ser uma desonra para a vítima, era uma coisa nojenta para os consumidores).No nosso caso, a carne do "cidadão", eterno inimigo do capital e do estado, já é condenada ao apodrecimento em vida, com a maior redução possível da aposentadoria, serviços médicos e afins. Aqui não há vítima valentona, apenas velhotes choramingas.Tudo para o crematório o mais rápido possível, pra se evitar maiores gastos. Para nós, o cara que parou de trabalhar já é uma espécie de lixo hospitalar.Crema-se rápido, sem festa alguma, apenas com alívio - ufa! uma aposentadoria a menos!Pra encerrar (haveria muito mais a dizer), lembro queMatamos aos milhares, aos milhões em períodos de guerra, numa paulada só, num piscar de olhos.Uma verdadeira hecatombe.Em relação à nossa capacidade de matar, os índios são, até hoje, muito primitivos.

  17. verme

    23/11/2011 09:05:23

    Um texto pra você refletir sobre um mundo justo:http://biowit.wordpress.com/coletivowitmarsum/terapia-musical/Autoria de outro como você, um tal de Gun.nazi.Nos momentos de desespero, quando já não tinha mais nada a dizer no blogue, costumava acusar os comentaristas à esquerda de pró-xiitas ou coisa que o valha.Na cabeça dicotômica do rapaz, se você não era liberal, era xiita.O único autor de esquerda que fingia conhecer era Fucô, obviamente ignorando o que de bom esse intelectual produziu, como se TODOS os intelectuais, de todas as tendências, não tivessem errado até hoje, pois não conseguiram ainda oferecer a resposta de que precisamos. (Talvez porque não possam acertar sempre, ou porque não caiba a eles todo o acerto...)A feridinha do tal de Gun.nazi eram os protestantes alemães, em especial os menonitas, seita de onde ele brotou. (Da qual não tenho nada a dizer, pois tenho a esperança de que o tal Gun.nazi seja uma exceção à formação oferecida por essa seita - um cara destrutivo, do tipo que aprova extermínios, como se ele mesmo não pertencesse a um grupo discriminado).Ele fazia de tudo pra ignorar coisas deste tipo, por exemplo (a respeito do famoso nazista Eichmann) :http://webradiorc.net/noticia.php?id=370"o Superintendente das Igrejas Protestantes da parte Alta da Áustria – descreveu Eichmann como uma pessoa "fundamentalmente decente", "bondosa", e caracterizada pela sua "grande obsequiosidade" por meio de uma carta ao Departamento de Relações Exteriores da Igreja Evangélica na Alemanha."Ou seja, queria porque queria isentar o cristianismo (em especial protestantes) das cagadas do racismo, do anti-semitismo.Mas não dá, Edu, não dá.A história tá aí.O erro do fanatismo muçulmano foi exercitado (e ainda é) POR SÉCULOS pelos cristãos.O anti-semitismo, assim como o racismo de qq nuance, tem que ser condenado.Só não dá pra simplesmente sentar no próprio rabo e ficar apontando o dos muçulmanos fanáticos (porque nem todos o são, como nem todo cristão aprova extermínios, como você).Pra julgar os outros, tem que assumir a própria culpa, reparar o mal que fez, criticar e reparar o mal que ainda faz.Senão a argumentação cai no vazio, ou no cinismo.***A propósito, o nacionalismo alavancado pela religião é algo superado nesta época.Mais: não fossem os xiitas, seriam os comunistas. E aí?Os nacionalismos se justificaram como antiimperialismo.Agora, que os impérios estão em frangalhos, a saída tem que ser outra.

  18. verme

    23/11/2011 08:34:31

    MENTIRA!Quem quiser saber o que o Tripa Laushner pensa sobre Cimi e Ongs, vá ao post de 19/11/2011, que vai achar esse monturo jogado por lá.Pra quem achava que esse cara tinha idoneidade pra comentar, olhe o currículo:http://www.entrei.net/empresa/ciro-lauschner/2919798.htmlÉ madeireiro.Fica explicado.Pra quem quiser lhe trombar com as fuças:http://pt-br.facebook.com/people/Ciro-Lauschner/100002081322132

  19. Patricia

    23/11/2011 07:32:28

    Moto Serra de Prata (que sugestivo...), os indios nao sabem o que fazer com a terra que lhes é restituida porque faz parte da nossa visao branco européia esquizofênica de que temos sempre que FAZER algo com a terra. é impossivel comprender-lhes a forma de viver. Assim como a maior parte dos sem terra, os indios nao tem o conhecimento tecnologico pra cultivar e nem os equipamentos. Entao, nao basta joga-los na terra sem que o governo disponibilize tecnicos da embrapa e equipamentos para que uma verdadeira partilha de terra aconteça e nao esta hipocrisia de sempre fadada ao insucesso pra que os fazendeiros possam rir entre os dentes e acusar os indios (e sem terras) de nao saberem o que fazer com a terra.

  20. gilberto

    22/11/2011 18:23:31

    Não, Ricardo. Infelizmente não sabem mais o que fazer com a terra. É verdade que esses produtos salvaram a Europa, mas isso não vem ao caso. O fato é que ficam zumbindo coisas nos ouvidos deles, para culpar os brancos por tudo, exigir isso, aquilo e o resultado é fome e destruição. Na verdade acho ridículo eu, um descendente de europeus, ter que dizer o que os índios devem fazer com a terra. Mas existem muitos grupos que não estão interessados na saúde deles, mas apenas em arrumar confusão, desalojar fazendeiros, gerarem grandes extensões de terras "reservadas" e por aí vai. Esse quadro já deixou de ser uma hipótese para ser uma ameaça real. A Raposa Serra do Sol é um exemplo. Muitos índios ficaram desempregados e foram morar em favelas na capital, junto com antigos proprietários que tomaram calote do governo. Os que permanecem na área usam roupas de branco, moram em casas de branco e vivem como brancos. Logo muitos deles vão estar nas favelas, também. Porque o que eles querem é DINHEIRO, é salário, não é plantar para viver. Está chegando a hora de refletirmos sobre isso e pararmos com o genocídio que estas organizações estão incitando, impedindo os índios de conviverem pacificamente com os brancos.

  21. Ricardo

    22/11/2011 13:49:55

    Ah, é! Eles não sabem o que fazer com a terra, não é mesmo? Mandioca, milho, feijão, amendoim, batata, cacau, abacate, tabaco, pimenta, abacaxi, etc, tudo iso foi o branco colonizador que trouxe da Europa, não é mesmo? Ora, se não fosse a riqueza agrícola das civilizações indígenas americanas, os europeus ainda não passariam de um bando de meio-mortos de fome, comedores de pão duro e papas de cereais. Pouquíssima importância teriam o ouro e a prata sem o milho e a batata. Foi a civilização agrícola indígena americana quem salvou a Europa da fome.

  22. Tripanossoma cruzi

    22/11/2011 13:16:15

    Meu texto foi sumariamente suprimido ou seja eliminado, ou seja censurado, ou seja não publicado, quando cantei a bola.Funai espicha reservas já demarcadas, CIMI e ONGS incitam indios a invadirem terras, sai o "laudo antropológico" e fazendas são invadidas.Digo fazendas que tem gerações de proprietários com escritura e tudo, que viram grileiros enquanto os "cristãos" de boa fé provocam mortes.E ONGs estrangeiras aliadas de alguns quinta coluna fazem o auê na imprensa, tanto nacional e internacional.Conseguirem o herói, provocando a morte de indios e posam de bem intencionados e "preocupados" com a humanidade. Vade retro Satanás!

  23. Cora

    22/11/2011 12:57:03

    Aiaiai, moto_serra, o tom q usei não foi bem este. Esse negócio de cobrar hombridade, sei não... a palavra tem muitos significados. Qdo é vc q diz penso em virilidade e masculinidade e não em integridade de caráter. Pq será?Não vejo, a priori, problemas com a demarcação contínua. Mas, é sempre válido acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Gostaria mesmo de saber como estão as pessoas da região. Agora, globo e band? Nunca confio. O viés da grande mídia é sempre desfavorável aos movimentos sociais e qq experiência q não reproduza o status quo. Por isso acho interessante um ponto de vista diferente sobre o q anda acontecendo por lá.

  24. MOTO_SERRA_DE_PRATA

    22/11/2011 12:38:49

    Putz..Hombridade..

  25. Bruno

    22/11/2011 12:35:20

    Sim, são produzidos alimentos com preços muito menores que os da Europa, mas a pergunta que não quer calar: estes alimentos vão para a mesa do povo brasileiro ou para o bolso do latifundiário?

  26. MOTO_SERRA_DE_PRATA

    22/11/2011 12:33:50

    Marilu e Cora.Eu peço isso ao Sakamoto à "séculos", mas que naaaada..!!! Ele foi um dos que achou uma maravilha a demarcação continua.Tem alguns posts ele perguntou se índio que terra ou ingresso, eu disse que deve querer ingresso, pois eles não fazem a mínima ideia do que fazer com a terra.. kkkA Band e a Globo fizeram reportagens espetaculares, mostrando os índios vivendo paupérrimamente tanto na reserva, quanto em lixões de Boa Vista, mas o Sakamoto não tem ombridade suficiente para mostrar aqui no blog esse flagelo que ele apoiou, e ajudou a criar.Abraços.

  27. Brar Braren

    22/11/2011 12:14:01

    (Ironic mode on)O índio é bom, o homem branco é ruim. Sem preconceito no máximo podemos dizer, que nem todo homem branco é ruim, só os capitalistas são (aí sim sem preconceito de cor).(Ironic mode off)A Terra deve ser entregue aos legítimos donos. O mundo é a favor dos Kaiowás assim como foi um dia a favor dos ayatolás um dia. Toda a minha geração foi. Todos somos.Por exemplo, independente de credo ou cor partidária, (quem tem idade suficiente viu isso acontecer em 1979), todo mundo, e todo mundo quer dizer todo mundo mesmo, desde intelectualizada revista Manchete à Rede Globo (ironia) e Foucault (sem ironia) apoiou a volta do Aiatolá ao Irã, para derrubar o xá da Pérsia Reza Pahlévi que era considerado (ou acusado) de ser o homem mais rico do mundo.Não tinha como não apoiar os Aiatolás, exilados, humildes. Todos nós, turistas pequenos burgueses acidentais, adorávamos aqueles turbantes e longas barbas sem traço de sustentação ocidental.Na verdade não existe nada mais ridículo do que trajes ocidentais reacionários mantidos pelo relativismo cultural do império britânico. O xá da Pérsia usava um traje parecido com o do príncipe Williams, só que sem cores berrantes, não dá. Vai ser cafona assim lá na revista Caras.(mode Ironic on)Todos os turistas -e todos, além de pequenos burgueses, são reacionários- adoram os pratos típicos e tradicionais, da região. No Brasil, um dos pratos mais apreciados pela maioria dos índios, entre eles tupinambás, tupis e guaranis era a carne humana. Mantinham essa tradição não só pelo prazer, mas também por vingança e a para abosorver a força e inteligência do inimigo, morto a pancada, esquartejado e assado e distribuído entre todos.(mode Ironic off)

  28. gilberto

    22/11/2011 12:13:32

    Gostaria de acrescentar que existem dezenas de alimentos que podem ser cultivados com pouca ou mesmo nenhuma necessidade de cuidado, e que se dão muito bem em nosso solo e clima. Tais como: mandioca, abóbora (podem ser consumidos o fruto, brotos e sementes), chuchu, mamão, goiaba, maracujá, banana, pitanga, batata-doce, beterraba, couve, salsa, cebolinha, manjericão, amora, amendoim, abacate, e outros. Com algum cuidado, mas não tanto, temos o milho e o feijão. Acrescente galinhas caipira e terão ovos frescos e carne. Tendo milho, podem criar alguns porcos. Dependendo do local, a psicultura pode ser desenvolvida sem grandes problemas. Meu avô, que no fim da vida tirava parte de seu sustento plantando em um quintal com 100 metros quadrados, sempre me dizia: "no Brasil, essa terra abençoada, só passa fome quem quiser". E eu acrescento: ou quem não souber usar a terra que temos.

  29. Mãe do Lucas

    22/11/2011 10:57:59

    Que fofo o Maurillo! Dá vontade de apertar a bochecha!

  30. maurilio

    22/11/2011 10:54:28

    È importante, importantíssimo, que as etnias indigenas, deste país, sofram com doenças, passem fome, não tenham acesso a técnicas básicas de agricultura, não se eduquem, etc, etc, é assim que funai, cimi, leonardo sakamoto, etc, tem matéria prima para proselitismos e que tais. Indio quer ter uma vida digna em qualquer situação, só que a funai, antropólogos, funasa, etc, não deixam, para estes, quanto mais indio passar fome, morrer de doença, encher a cara de cachaça, melhor. Perto de onde eu moro, tem uma reserva xavante e bororo, os indios só se acalmaram e vivem tranquilos, após terem acesso, a celulares, carros, roupas, TV, cartão de débito, bolsa familia, conta em banco, atendimento no PS da cidade, uma área plantada de 200 ha de arroz e milho. Pronto, vivem normalmente como qualquer pessoa, exceto pelos bambus nas orelhas, e quando é para aparecer na TV, aí eles se fantasiam de indios para os brancos bocós das cidades.

  31. delcides junqueira

    22/11/2011 10:50:51

    Marilu,essas terras foram ocupadas após a Guerra da Triplice Aliança e remonta aos tempos do Imperio.O stitulos de propriedade são registrados em cartório com cadeia nominal que ja completou um século.Estes documentos são tão ou mais legais que os da orla do Rio de Janeiro,onde habitavam os tupiniquins,tupinambas,tamoios,tupis e guaranis,então desde o Leme até a Barra da Tijuca,onde estão os metros quadrados mais caros do pais tambem é territorio indigena.Por que os habitantes dali não são molestados por ONGs,igreja e afins,que há tempos vem infernizando os produtores rurais daqui do interior?Ai está o amago da questão fundiaria:aqui se produz alimentos com preços muito menores que a Europa,atrapalhando a especulação dos paises ricos.

  32. campos

    22/11/2011 10:41:57

    Olá SAKA !A novela vem de longe e não há interesse de autoridades em resolverem otema.Não ganham nada com isso e a etnia está em extinção.Os órgão de funai e ibama também.Não tem Pessoal nem verbas para atuarem.Não conseguiu por meios próprios ajustar-se ao progresso e desenvolvimento da sociedade.Como a desumanidade impera ao lado do econômico financeiro pouco háa fazer.Talvez a denuncia, ajude.É lamentável que esteja ocorrendo esteverdadeiro "holocausto brasileiro" e sem controle.

  33. Cora

    22/11/2011 10:36:58

    A marilu tem razão, Sakamoto. Vc poderia fazer um post relatando como está a situação na Raposa Serra do Sol. Acredito q tds gostariam de acompanhar o desenrolar dos fatos, depois de tanta polêmica.

  34. marilu

    22/11/2011 10:29:32

    Gilberto, bom dia!muito bom seu questionamento, pq como se sabe toda moeda tem dois lados, sempre! e eu só vejo um lado da mesma, sempre me pergunto se é mesmo tudo isso? e quando me atrevo a questionar, aí sou taxada de insensivel, vendida e outros adjetivos que é melhor não citar rsrsrsr.é claro que eu não sou uma doente que sente prazer em ver pessoas morrendo de indigencia, mas tbem não acredito na fome absoluta, onde nada se pode fazer e onde eu sou uma culpada sem direito a defesa, só pq sou da dita famigerada classe média, seja lá o que isso signifique! é bom que se apresente soluções e que depois se mostre tbem como ficou maravilhoso, pq eu não sei se ficou mesmo, rsrsr quando se tem um caminho já trilhado e objetivo alcançado, é mais fácil convencer pessoas a irem juntos né não?abs

  35. Chesterton

    22/11/2011 10:24:50

    ou os índios se modernizam ou sucumbirão. Ficar ao-deus-dará não dá.

  36. Silas Couto

    22/11/2011 10:00:27

    Valeu Gilberto, teu comentário é correto. Hoje, qualquer tentativa de educação ou ajuda aos índios, seja por alguma missão ou por outra iniciativa, é considerada uma interferência na cultura indígena. Será que existe realmente preocupação com a cultura, quando ela está fadada à extinção? Ou será que índio não pode aprender a trabalhar para se sustentar? Não precisa de trator nem de lucro, mas só de alimento, só de subsistência. A hipocrisia social é que deixa as coisas chegarem a esse ponto.

  37. Antônio

    22/11/2011 09:56:21

    Parabéns Sakamoto pelo seu importantíssimo levante..... O blog!Espero que aqueles que acreditam no agronegócio se semsibilizem com estas informações.Dá vergonha nos dias de hoje justificar produtividade com genocídio de qualquer população.Essa forma de enriquecimento deve ser bastante discutida e exposta para todos.

  38. JOSE MARIO HRP!

    22/11/2011 09:55:32

    Taí por que digo que Funai não vem trabalhando bem.Não propicia educação básica e técnica aos indios e os torna reféns da miséria e do assistencialismo.

  39. Joe

    22/11/2011 09:55:03

    E ainda assim ainda cobram cada vez mais pelo alcool...E os brasileiros trouxas ainda pagam!

  40. gilberto

    22/11/2011 09:32:47

    Toda situação de deslocamento e perda de espaço dos indígenas é realmente triste. Mas a situação não é suficiente para uma desnutrição generalizada e falta de meios de subsistência. Existem 40.000 índios desta etnia em 40.000 hectares de reservas, o que dá 400 quilômetros quadrados. Não é possível que não se consiga manter um mínimo de subsistência neste espaço. Assisti certa vez ao enterro de um indiozinho morto por desnutrição no Mato Grosso do Sul e reparei, pela TV mesmo, que o solo onde estava sendo sepultado era o que meu avô, agricultor, considerava o melhor solo que existe para a agricultura. Mas não se vê uma roça. De outra feita, assisti atônito a uma reportagem em uma reserva também em MS, em que os índios reclamavam que não podiam plantar arroz porque o custo de alugar um trator para plantar e depois para colher era muito alto e não valia a pena. Trator?? No Oriente se planta arroz a milênios sem trator. Os índios não sabem usar a terra e isso, sim, deveria estar sendo ensinado a eles. A situação é triste mas ficar o tempo todo culpando os brancos ou requerendo uma área do tamanho da Alemanha, como tem acontecido na Amazônia, é descabido. O grande problema é que muitos não querem a subsistência, mas querem dinheiro - a verdadeira grande maldição do branco. E os casos de indígenas nestas mesmas reservas, onde indiozinhos morrem de desnutrição, que trocam as cestas básicas da FUNAI por cachaça? Não espero isso deste blog, evidentemente, mas é chegada a hora de uma análise da situação desprovida de ideologias e partidarismos, fria e imparcial, que vislumbre os dois lados da moeda e parem de vez com a velha retórica do "bom indígena". Para que a situação do indígena no Brasil seja realmente consolidada.

  41. Carlos

    22/11/2011 09:11:24

    Sakamoto, Parabéns pelo blog, parabéns pelos textos, parabéns pelo trabalho! Você sempre consegue colocar as coisas da forma como eu gostaria de colocar. Gostaria de ser articulado como seus textos são. E se vc recebe muitas críticas da "classe média veja" saiba que é apenas sinal de que seus textos os incomodam, e isso é um belo sinal de que vc está fazendo um bom trabalho. Além do que muitas pessoas que como eu adimiram o seu trabalho, talvez limitem-se a apenas ler os seus textos, pois os comentários normalmente servem para discutir, debater, acrescentar, criticar, e muitas vezes seus textos são completos e informam os leitores... Nem sempre pessoas param para dizer parabéns. PARABÉNS! Vc é um patrimônio da luta por uma sociedade melhor! Continue assim. Obrigado pelos textos.

  42. verme

    22/11/2011 09:01:21

    Etanol.Só com reforma agrária.Vamos condenando a autonomia energética do país ao genocídio e à eterna exclusão das maiorias.Pra reproduzir o de sempre: plantation.A solução se esfrega na nossa cara.A mentira se impõe com massacres, força policial e mídia: um totalitarismo difuso, por isso mais eficiente que os antigos.http://www.youtube.com/watch?v=7qlZaeXgx_E

  43. marilu

    22/11/2011 08:31:22

    Bom dia Sakamoto!esses fazendeiros em questão tem ou não a propriedade da terra? há quanto tempo eles estão estabelecidos no lugar? se tem então o governo é que deu? quem vendeu as terras dos indios? ou foi tudo invadida? há quanto tempo? e hj pq não se protege de vez esses indios? será que ter uma população negligenciada, vivendo as margens de qualquer tipo de sociedade, em estado de total abandono, como mendigos mesmo não tem um custo social e politico muito maior?e a questão da Raposa serra do Sol? ficou tudo numa boa? depois da demarcação, as coisas estão bem? pra quem? como estão vivendo os indios daquela região e do que? e o que foi feito dos fazendeiros que foram retirados? como estão hj?eu gostaria muito de saber, acredito que o trabalho do pessoal envolvido com a questão ganharia muito mais adeptos se a informação do pós, viesse a publico, como vem a denuncia.acredito que muitas pessoas que não se sensibilizam com aas questtões indigenas, se tiverem essa informação da parte boa da coisa, assim : olha como estavam antes de tal procedimento e como estão agora (muito melhores) se engajariam de fato nessa luta! é preciso ter certeza que levantamos a bandeira certa a que corresponde a nossa verdade a nossa ansia de justiça.sei lá, é só a minha questão intima e pessoal que estou colocando aqui, mas creio que tbem possa ser a de muitas outras pessoas, fica aí como sugestão!abs

  44. JOSE MARIO HRP!

    22/11/2011 07:23:31

    Os dois MTs precisam de um banho de civilização.Sem a mão do gov federal aquilo logo viraria um far west agropastoril na mão de sujeito iniquos e moto serras de prata da vida!KKKKKKKKKKKK....E o IBAMA e a FUNAI devem passar por uma ampla reciclagem por que virou ninho de folgados!

  45. Chesterton

    22/11/2011 07:17:11

    Com a maior população no Brasil, ele trava uma luta desigual contra o agronegócio pela reconquista de seu território.chest- lá vem o Paraguai de novo....

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