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Leonardo Sakamoto

Enquete: O que pensam e querem os que comentam textos na internet?

Leonardo Sakamoto

22/10/2013 17h21

A coisa mais interessante deste blog é a sua área de comentários. É lá que são construídos e refutados argumentos, pontos de vista e visões de mundo – o que poderá ser útil para o desenvolvimento coletivo. Mas também é onde podemos constatar como a falta de bom senso, o senso de civilidade e o sendo do ridículo nunca atingem o fundo do poço porque o poço não tem fundo.

Para tentar entender o que pensam os comentaristas de textos na internet, produzi a enquete ao lado. Caras leitoras, caros leitores, peço que respondam as sete questões levantadas. Tem que votar em cada pergunta e o sistema vai checar se você não é um spam, mas não toma muito tempo.

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  • http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/10/22/como-voce-avalia-na-maioria-das-vezes-o-nivel-dos-comentarios-na-internet.js
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  • http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/10/22/alguma-vez-voce-ja-mudou-sua-opiniao-sobre-um-texto-ao-ler-os-comentarios-sobre-ele.js
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  • http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/10/22/qual-o-principal-tipo-de-comentario-que-deveria-ser-moderado.js
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  • http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/10/22/como-voce-publica-um-comentario.js
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  • http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/10/22/antes-de-usar-a-internet-voce-ja-tinha-enviado-cartas-para-jornais-ou-revistas.js
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  • http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/10/22/voce-acha-que-a-maioria-dos-comentarios-em-textos-na-internet.js
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  • http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/10/22/voce-acha-que.js

É claro que há muita gente que usa a área de comentários de blogs, sites e redes sociais para demonstrar sua própria ignorância, o amor por falácias e a discussão extenuante sobre tópicos irrelevantes ou que fujam do tema. Estamos em uma democracia, todos são livres para postar o que quiserem – desde que não usem essa liberdade para tolher a de outra pessoa. Mas, ao mesmo tempo, a interação possível é inestimável. O lugar estático, até agora autoconsiderado sagrado, do produtor de informação, dá lugar a um cotidiano de trocas muito rico.

Tenho a impressão (ou fé) de que, com o tempo e a percepção do que significa se expressar na rede e em rede, o comportamento dos que saem fora da casinha pode mudar.Estamos apenas colando em prática as possibilidades de diálogo e de construção coletiva trazidas pela internet. Não desistam dos comentários, há muito chão pela frente.

Sobre o Autor

É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu conflitos armados em diversos países e violações aos direitos humanos em todos os estados brasileiros. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002). É diretor da ONG Repórter Brasil, conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão e comissário da Liechtenstein Initiative - Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos. É autor de "Pequenos Contos Para Começar o Dia" (2012), "O que Aprendi Sendo Xingado na Internet" (2016), entre outros.